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15/09/2009

Aristóteles

Aristóteles - Wikipédia, a enciclopédia

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Aristóteles

(em grego

(em grego ) nasceu

) nasceu

(em grego ) nasceu
 

Busto de Aristóteles no Museu do Louvre.

Nascimento

384 a.C.

Estagira, Calcídica

Morte

322 a.C.

Ocupação Filósofo e Professor

 

Escola/tradição Escola peripatética, Academia de Platão, Realismo, Fundacionalismo

Principais

Política, Metafísica, Ciência, Lógica, Ética

interesses

Idéias notáveis Lógica, Biologia, Doutrina do meio-termo, Metafísica, Razão

Influências Parmênides, Sócrates, Platão, Heráclito

 

Influenciados Alexandre Magno, Al-Farabi, Avicena, Averróis, Alberto Magno, Copérnico, Galileu Galilei, Ptolomeu, Tomás de Aquino, e a maior parte da filosofia islâmica, filosofia cristã, filosofia ocidental e a ciência em geral

Aristóteles

em Estagira, na Calcídica (384 a.C. - 322

a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.

Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, história natural.

É considerado por muitos o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental, a exemplo das palavras que ele criou e que passaram para quase todas as linguas modernas (atualidade, axioma, categoria, energia, essência, potencial, potência, tópico, virtualidade e muitas outras). Sua influência também pode ser percebida na obra "A Divina Comédia" de Dante Alighieri já que toda a astronomia dantesca se funda em Aristóteles e seus comentadores.

Foi chamado por Augusto Comte de "o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos", por

Platão de "o leitor" (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciência contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o "preceptor da inteligência humana". Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como O Filósofo. Aristóteles também foi chamado de o estagirita, pela terra natal, Estagira.

Índice

1 Vida

1 Vida

2 O pensamento aristotélico

2 O pensamento aristotélico

2.1 Lógica

2.1 Lógica

2.2 Física

2.2 Física

2.3 Psicologia

2.3 Psicologia

2.4 Biologia

2.4 Biologia

2.5 Metafísica

2.5 Metafísica

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2.5.1 As quatro causas

2.5.1 As quatro causas

2.5.2 Essência e acidente

2.5.2 Essência e acidente

2.5.3 Potência, ato e movimento

2.5.3 Potência, ato e movimento

2.6 Ética

2.6 Ética

2.6.1 Política

2.6.1 Política

2.6.2 Direito

2.6.2 Direito

2.7 Retórica

2.7 Retórica

2.8 Poética

2.8 Poética

2.9 Astronomia

2.9 Astronomia

3 Obra

3 Obra

4 Linha do tempo

4 Linha do tempo

5 Ver também

5 Ver também

6 Referências

6 Referências

7 Ligações externas

7 Ligações externas

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Vida

Filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas II, pai de Filipe II da Macedônia. É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai e pelo tio, e que remonta a dez gerações.

Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos

outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela Academia platônica e nela permaneceu 20 anos, até

347 a.C., ano que morreu Platão.

Com a morte do grande mestre e com a escolha do sobrinho de Platão, Espeusipo, para a chefia da Academia, Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio:

Espeusipo representava uma tendência que desagradava imensamente Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia.

Em Assos, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano local e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte das famosas investigações

biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, função que exerceu até

336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono.

Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o «Lykeion», origem da palavra Liceu cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então, filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica.

Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônios dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia. Nessa época, Aristóteles já era casado com Hérpiles, uma vez que Pítias havia falecido pouco tempo depois do assassinato de Hérmias, seu protetor. Com Hérpiles, teve uma filha e o filho Nicômaco. Morreu a 322 a.C.

O pensamento aristotélico

A tradição representa um elemento vital para a compreensão da filosofia aristotélica. Em certo sentido, Aristóteles via o próprio pensamento como o ponto culminante do processo desencadeado por Tales de Mileto. A filosofia pretendia não apenas rever como também corrigir as falhas e imperfeições das filosofias anteriores. Ao mesmo tempo, trilhou novos caminhos para fundamentar as críticas, revisões e novas proposições.

Aluno de Platão, Aristóteles discorda de uma parte fundamental da filosofia. Platão concebia dois mundos existentes: aquele que é apreendido por nossos sentidos, o mundo concreto -, em constante mutação; e outro mundo - abstrato -, o das idéias, acessível somente pelo intelecto, imutável e independente do tempo e do espaço

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material. Aristóteles, ao contrário, defende a existência de um único mundo: este em que vivemos. O que está além

de nossa experiência sensível não pode ser nada para nós.

Lógica

Para Aristóteles, a Lógica é um instrumento, uma introdução para as ciências e para o conhecimento e baseia-se no silogismo, o raciocínio formalmente estruturado que supõe certas premissas colocadas previamente para que haja uma conclusão necessária. O silogismo é dedutivo parte do universal para o particular; a indução, ao contrário, parte do particular para o universal. Dessa forma, se forem verdadeiras as premissas, a conclusão, logicamente, também será.

Física

A concepção aristotélica de Física parte do movimento, elucidando-o nas análises dos conceitos de crescimento,

alteração e mudança. A teoria do ato e potência, com implicações metafísicas, é o fundamento do sistema. Ato e

potência relacionam-se com o movimento enquanto que a matéria e forma com a ausência de movimento.

Para Aristóteles, os objetos caíam para se localizarem corretamente de acordo com a natureza: o éter, acima de tudo; logo abaixo, o fogo; depois a água e, por último, a terra.

Psicologia

A Psicologia é a teoria da alma e baseia-se nos conceitos de alma (psykhé) e intelecto (noûs). A alma é a forma

primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se

restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele.

O organismo, uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas

potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam.

No homem, a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica.

Ele acreditava que a mulher era um ser incompleto, um meio homem. Seria passiva, ao passo que o homem seria ativo.

Biologia

A biologia é a ciência da vida e situa-se no âmbito da física (como a própria psicologia), pois está centrada na

relação entre ato e potência. Aristóteles foi o verdadeiro fundador da zoologia - levando-se em conta o sentido etimológico da palavra. A ele se deve a primeira divisão do reino animal.

Aristóteles é o pai da teoria da abiogênese, que durou até séculos mais recentes, segundo a qual um ser nascia de um germe da vida, sem que um outro ser precisasse gerá-lo (exceto os humanos): um exemplo é o das aves que vivem à beira das lagoas, cujo germe da vida estaria nas plantas próximas.

Ainda no campo da biologia, Aristóteles foi quem iniciou os estudos científicos documentados sobre peixes sendo

o precursor da ictiologia (a ciência que estuda os peixes), catalogou mais de cem espécies de peixes marinhos e descreveu seu comportamento. É considerado como elemento histórico da evolução da piscicultura e da

[1]

aquariofilia .

Metafísica

O termo "Metafísica" não é aristotélico; o que hoje chamamos de metafísica era chamado por Aristóteles de

filosofia primeira. Esta é a ciência que se ocupa com realidades que estão além das realidades físicas que possuem fácil e imediata apreensão sensorial.

O conceito de metafísica em Aristóteles é extremamente complexo e não há uma definição única. O filósofo deu

quatro definições para metafísica:

1. a ciência que indaga causas e princípios;

2. a ciência que indaga o ser enquanto ser;

3. a ciência que investiga a substância;

4. a ciência que investiga a substância supra-sensível.

Os conceitos de ato e potência, matéria e forma, substância e acidente possuem especial importância na metafísica aristotélica.

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As quatro causas

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Para Aristóteles, existem quatro causas implicadas na existência de algo:

A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo);

A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo);

A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila);

A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila);

A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como

A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha

 

a argila);

A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para

A

causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente).

A teoria aristotélica sobre as causas estende-se sobre toda a Natureza, que é como um artista que age no interior

das coisas.

Essência e acidente

Aristóteles distingue, também, a essência e os acidentes em alguma coisa.

A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é; é o que dá identidade a um ser, e sem a qual aquele ser

não pode ser reconhecido como sendo ele mesmo (por exemplo: um livro sem nenhum tipo de letras não pode ser considerado um livro, pois o fato de ter letras é o que permite-o ser identificado como "livro" e não como "caderno" ou meramente "papel em branco").

O acidente é algo que pode ser inerente ou não ao ser, mas que, mesmo assim, não descaracteriza-se o ser por

sua falta (o tamanho de uma flor, por exemplo, é um acidente, pois uma flor grande não deixará de ser flor por ser grande; a sua cor, também, pois, por mais que uma flor tenha que ter, necessariamente, alguma cor, ainda assim tal característica não faz de uma flor o que ela é).

Potência, ato e movimento

Todas as coisas são em potência e ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato). É interessante notar que todas as coisas, mesmo em ato, também são em potência (pois uma árvore - uma semente em ato - também é uma folha de papel ou uma mesa em potência). A única coisa totalmente em ato é o Ato Puro, que Aristóteles identifica com o Bem. Esse Ato não é nada em potência, nem é a realização de potência alguma. Ele é sempre igual a si mesmo, e não é um antecedente de coisa alguma. Desse conceito Tomás de Aquino derivou sua noção de Deus em que Deus seria "Ato Puro".

Um ser em potência só pode tornar-se um ser em ato mediante algum movimento. O movimento vai sempre da potência ao ato, da privação à posse. É por isso que o movimento pode ser definido como ato de um ser em potência enquanto está em potência.

O ato é portanto, a realização da potência, e essa realização pode ocorrer através da ação (gerada pela potência

ativa) e perfeição (gerada pela potência passiva).

Ética

No sistema aristotélico, a ética é a ciência das condutas, menos exata na medida em que se ocupa com assuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituem as virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade.

Partindo das disposições naturais do homem (disposições particulares a cada um e que constituem o caráter), a moral mostra como essas disposições devem ser modificadas para que se ajustem à razão. Estas disposições costumam estar afastadas do meio-termo, estado que Aristóteles considera o ideal. Assim, algumas pessoas são

muito tímidas, outras muito audaciosas. A virtude é o meio-termo e o vício se dá ou na falta ou no excesso. Por exemplo: coragem é uma virtude e seus contrários são a temeridade (excesso de coragem) e a covardia (ausência

de coragem).

As virtudes se realizam sempre no âmbito humano e não têm mais sentido quando as relações humanas desaparecem, como, por exemplo, em relação a Deus. Totalmente diferente é a virtude especulativa ou intelectual, que pertence apenas a alguns (geralmente os filósofos) que, fora da vida moral, buscam o conhecimento pelo conhecimento. É assim que a contemplação aproxima o homem de Deus.

Política

Na filosofia aristotélica a política é um desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade

um desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristóteles 4/7

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do que Aristóteles chamava de filosofia prática.

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Alexandre e Aristóteles
Alexandre e Aristóteles

Se a ética está preocupada com a felicidade individual do homem, a política se preocupa com a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é tarefa da política investigar e descobrir quais são as formas de governo e as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a constituição do estado.

Acredita-se que as reflexões aristotélicas sobre a política originam-se da época em que ele era preceptor de Alexandre, o Grande.

Direito

Para Aristóteles, assim como a política, o direito também é um desdobramento da ética. O direito para Aristóteles é uma ciência dialética, por ser fruto de teses ou hipóteses, não necessariamente verdadeiras, validadas principalmente pela aprovação da maioria.

Retórica

Aristóteles considerava importante o conhecimento da retórica, já que ela se constituiu em uma técnica (por habilitar a estruturação e exposição de argumentos) e por relacionar-se com a vida pública. O fundamento da retórica é o entimema (silogismo truncado, incompleto), um silogismo no qual se subentende uma premissa ou uma conclusão. O discurso retórico opera em três campos ou gêneros: gênero deliberativo, gênero judicial e gênero epidítico (ostentoso, demonstrativo).

Poética

A poética é imitação (mimesis) e abrange a poesia épica, a lírica e a dramática: (tragédia e comédia). A imitação

visa a recriação e a recriação visa aquilo que pode ser. Desse modo, a poética tem por fim o possível. O homem apresenta-se de diferentes modos em cada gênero poético: a poesia épica apresenta o homem como maior do que realmente é, idealizando-o; a tragédia apresenta o homem exaltando suas virtudes e a comédia apresenta o homem ressaltando seus vícios ou defeito.

Astronomia

O cosmos aristotélico é apresentado como uma esfera gigantesca, porém finita, à qual se prendiam as estrelas, e

dentro da qual se verificava uma rigorosa subordinação de outras esferas, que pertenciam aos planetas então

conhecidos e que giravam em torno da Terra, que se manteria imóvel no centro do sistema (sistema

[2]

geocêntrico) .

Os corpos celestes não seriam formados por nenhum dos chamados quatro elementos transformáveis (terra, água, ar, fogo), mas por um elemento não transformável designado "quinta essência". Os movimentos circulares dos objetos celestes seriam, além de naturais, eternos.

Obra

A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo.

Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas).

Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada. Seus escritos dividiam-se em duas espécies: as 'exotéricas' e as 'acroamáticas'. As exotéricas eram destinadas ao público em geral e, por isso, eram obras de caráter introdutório e geralmente compostas na forma de diálogo. As acroamáticas, eram destinadas apenas aos discípulos do Liceu e compostas na forma de tratados. Praticamente tudo que se conservou de Aristóteles faz parte das obras acroamáticas. Da exotéricas, restaram apenas fragmentos.

O

conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum.

O

Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto:

Categorias: análise dos elementos do discurso; : análise dos elementos do discurso;

Sobre a interpretação: análise do juízo e das proposições; : análise do juízo e das proposições;

Analíticos (Primeiros e Segundos): análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica; (Primeiros e Segundos): análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica;

Tópicos: análise da argumentação em geral; : análise da argumentação em geral;

Elencos sofísticos: tido como apêndice dos Tópicos , analisa os argumentos capciosos. : tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos.

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Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico. Temos:

Física; ;

Sobre o céu; ;

Sobre a geração e a corrupção; ;

Meteorológicos. .

Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados.

Da alma; ;

Da sensação e o sensível; ;

Da memória e reminiscência; ;

Do sono e a vigília; ;

Dos sonhos; ;

Da adivinhação pelo sonho; ;

Da longevidade e brevidade da vida; ;

Da Juventude e Senilidade; ;

Da Respiração; ;

História dos Animais; ;

Das Partes dos Animais; ;

Do Movimento dos Animais; ;

Da Geração dos Animais; ;

Da Origem dos Animais. .

Animais ; Da Geração dos Animais ; Da Origem dos Animais . Após os tratados que

Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, a Metafísica. Não se deve necessariamente entender que 'metafísica' signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica.

À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política. Estas reflexões têm

lugar em quatro textos:

Ética a Nicômaco; ;

Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco ); (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco);

Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles); ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles);

Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética) (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética)

Existem, finalmente, mais duas obras:

Retórica; ;

Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica). (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica).

O corpus aristotelicum ainda inclui outros escritos sobre temas semelhantes, mas hoje sabe-se que são textos

apócrifos. Aristóteles havia registrado as constituições de todas as cidades gregas, mas julgava-se que esses escritos haviam se perdido. No século XIX, contudo, foi descoberta a Constituição de Atenas, única remanescente.

Linha do tempo

384 a.C. Aristóteles nasce em Estagira, Macedônia situada hoje no nordeste da Grécia. O pai era um médico

reconhecido - ou seja, um cientista. Se chamava Nicômaco e era amigo do rei da Macedônia Amintas II, Pai de Felipe.

367 a.C. Aos 17 anos Aristóteles se muda para Atenas com intuito de estudar na Academia de Platão, onde foi

um brilhante estudante. Platão estava com 61 anos de idade.

356

a.C. Nasce Alexandre, filho de Felipe (rei da Macedônia).

347

a.C. Morre Platão e Espeusipus se torna o novo diretor da Academia. Aristóteles deixa Atenas e se muda

com outros colegas da Academia para Assos (hoje situada no litoral da Turquia). Neste período Aristóteles se casa com Pithias, filha de Herméias, rei de Assos e que também freqüentou a Academia de Platão. Aristóteles tem uma filha que assim como a mãe também é chamada Pithias.

344 a.C. Herméias é deposto. Aristóteles se muda para Mytilene nas ilhas de Lesbos. Se associa com

Teofrastos, um nativo desta cidade e também formado pela academia de Platão e faz importantes estudos em

biologia.

343 a.C. Filipe, rei da Macedônia, convida Aristóteles para morar em sua residência e ser o tutor de seu filho

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Alexander (mais tarde, O Grande) que tem 13 anos de idade.

335 a.C. Felipe morre. Alexandre sobe ao trono. Aristóteles volta para Atenas e funda a sua própria escola, o

Liceu. Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o Lykeion, (termo que deu origem a palavra Liceu) cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então: filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e não só estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica. Durante este período Pythias morre e Aristóteles se casa com Herpyllis que também era nativa de Estagira. Com ela Aristóteles tem um filho chamado Nicômaco.

323 a.C. Após estender suas conquistas ao Egito, à Síria, Pérsia e Índia, Alexandre o Grande Morre (na Índia);

por causa do sentimento antimacedônico, Aristóteles se vê obrigado a sair de Atenas pela última vez.

322 a.C. Aristóteles morre em Cálsis, na Eubéia.

Ver também

Antiga GréciaAristóteles morre em Cálsis, na Eubéia. Ver também Filosofia Platão Academia de Platão Escolástica

Filosofiamorre em Cálsis, na Eubéia. Ver também Antiga Grécia Platão Academia de Platão Escolástica Referências 1.

Platãoem Cálsis, na Eubéia. Ver também Antiga Grécia Filosofia Academia de Platão Escolástica Referências 1. João

Academia de Platãona Eubéia. Ver também Antiga Grécia Filosofia Platão Escolástica Referências 1. João Silva. História da

Escolásticatambém Antiga Grécia Filosofia Platão Academia de Platão Referências 1. João Silva. História da Aquariofilia

Referências

1. João Silva. História da Aquariofilia (http://www.vidaaquatica.com.br/cp/loja502/web/aquariofilia.asp) (em português). Vida Aquática. Página visitada em 18 de abril de 2009.

2. Zylberstajn, Arden "A Evolução das Concepções sobre Força e Movimento" no site do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil)

(em inglês) acessado a 21 de agosto de 2009

Ligações externas

NOVA ESCOLA - REPORTAGEM - Aristóteles (http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica- pedagogica/aristoteles-428110.shtml ) (em português) (http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica- pedagogica/aristoteles-428110.shtml) (em português)

Artigo introdutório sobre Aristóteles (http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u40.jhtm ) (em português) (http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u40.jhtm) (em português)

Ousia - Estudos sobre Aristóteles (http://www.ifcs.ufrj.br/~fsantoro/ousia/ ) (em português) (http://www.ifcs.ufrj.br/~fsantoro/ousia/) (em português)

Constituição de Atenas (http://www.consciencia.org/antiga/aristatenas.shtml ) (em português) (http://www.consciencia.org/antiga/aristatenas.shtml) (em português)

Pensamento e atualidade de Aristóteles (http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris2_2.htm ) (em português) (http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris2_2.htm) (em português)

Coletânea de textos (http://classics.mit.edu/Browse/browse-Aristotle.html ) (em inglês) (http://classics.mit.edu/Browse/browse-Aristotle.html) (em inglês)

The Aristotelian Society (http://www2.sas.ac.uk/aristotelian_society/ ) (em inglês) (http://www2.sas.ac.uk/aristotelian_society/) (em inglês)

[FERRATER MORA, J. Diccionario de Filosofia. Aristóteles (http://www.ferratermora.com/ency_filosofo_ad_aristotle.html ) (em castelhano) Diccionario de Filosofia. Aristóteles (http://www.ferratermora.com/ency_filosofo_ad_aristotle.html) (em castelhano)

Escritos de Aristóteles

) (em castelhano) Escritos de Aristóteles Obras de Aristóteles

Obras de Aristóteles (http://www.gutenberg.org/browse/authors/a#a2747 ) no Project Gutenberg USA (inglês e alemão) (http://www.gutenberg.org/browse/authors/a#a2747) no Project Gutenberg USA (inglês e alemão)

Massachusetts Institute of Technology (http://classics.mit.edu/Browse/index-Aristotle.html ) (em inglês) (http://classics.mit.edu/Browse/index-Aristotle.html) (em inglês)

University of Adelaide (http://etext.library.adelaide.edu.au/a/aristotle/ ) (em inglês) (http://etext.library.adelaide.edu.au/a/aristotle/) (em inglês)

Obras completas pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (http://www.obrasdearistoteles.net/ ) (em português) (http://www.obrasdearistoteles.net/) (em português)

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles" Categorias: Aristóteles | Filósofos da Grécia Antiga | Cientistas da Grécia | Filósofos políticos | Jusnaturalismo Categoria oculta: !Artigos com trechos que carecem de fontes desde Junho de 2009