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O INFORMATO

NOSSO PRIMEIRO INFORMATIVO Distrito de Fátima (Flores-PE), Sexta-feira, 21 de janeiro 2011

UBAM – PE REALIZA EM FÁTIMA O PRIMEIRO SEMINÁRIO EMANCIPALISTA DOS DISTRITOS DE PERNAMBUCO Nessa
UBAM – PE REALIZA EM FÁTIMA O PRIMEIRO
SEMINÁRIO EMANCIPALISTA DOS DISTRITOS DE
PERNAMBUCO
Nessa sexta feira, dia 27 de maio, será realizado no
Teatro da Fundação Ambiental Pedro Daniel, o
PRIMEIRO SEMINÁRIO EMANCIPALISTA
DOS DISTRITOS DE PERNAMBUCO.
O referido evento é mais uma iniciativa do Dr.
Nelson Tadeu Daniel e tem por objetivo fortalecer
as discussões em torno das emancipações dos
distritos no Estado de Pernambuco, a exemplo do
que já vem ocorrendo em Estados como a Bahia e
Maranhão.
Nesse último, no dia 17 de abril passado a
Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão
aprovou uma resolução regulamentando as
competências da Assembléia Legislativa no que
tange aos estudos de viabilidade municipal para
a criação de municípios no Estado do Maranhão
e adota outras providências. É importante
destacar que a criação dos novos municípios
dependerá um de estudo que ateste a viabilidade
econômica da nova sede municipal. Nesse estudo
são apresentadas as possibilidades econômicas
dos distritos que objetivam a sua emancipação e
dimensiona a importância que o novo município
poderá ter na região, caso seja emancipado.

Dr. Nelson Tadeu e o prefeito Marconi Santana, durante o Encontro de Prefeitos do Nordeste, realizado em Recife nos dias 28 e 29 de abril passado.

ASSOCIAÇÃO EMANCIPADORA DE FÁTIMA O INFORMATO Informativo Oficial da FAPED Editor responsável: Nelson T. Daniel
ASSOCIAÇÃO
EMANCIPADORA
DE FÁTIMA
O INFORMATO
Informativo Oficial da FAPED
Editor responsável: Nelson T. Daniel
Redator: J. Ozildo
Ano I, n. 2 - maio/2011
Diagramação: Rosélia Santos
ANO I, nº 2 – Fundação Ambiental Educacional Pedro Daniel

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OS PRINCIPAIS MOTIVOS PARA SE CRIAREM NOVOS MUNICÍPIOS

Muito se tem discutido sobre os fatores que

motivaram a criação de tantos novos municípios no Brasil. No entanto, as principais motivações para o desmembramento são:

a) o descaso por parte do município de origem;

b) a existência de forte atividade econômica

local;

c) grande extensão do município de origem; e

d) grande aumento da população local.

Aliadas a essas motivações também existem

aquelas de:

a) natureza política, que ocorrem à medida

que crescem os aglomerados populacionais e estes passam a ter acesso às tecnologias das comunicações e à informação, que os tornam mais exigentes, e levam a comunidade a pressionar pelo desmembramento, em busca de melhor qualidade de vida; b) demográfica, que diz respeito à criação

de capitais para novos estados que forem se

formando ou o surgimento de cidades planejadas;

c) administrativas, quando se visa a melhorar

a oferta de serviços públicos à população;

d) econômicas por crescimento, quando a

área a ser emancipada tem condições econômicas

para a constituição de um novo poder local;

e) econômicas por estagnação, quando se

pretende que a emancipação seja o fato gerador do desenvolvimento local.

f) a valorização da identidade local, com a

possibilidade de autogestão dos destinos da comunidade beneficiando-se do recebimento de

recursos das transferências federais e estaduais independentes do vínculo com outros municípios. Neste ultimo caso, a emancipação é benéfica, tendo em vista a disponibilização de recursos para obras de infra-estrutura urbana e serviços públicos proporcionada pelo aumento do número de municípios.

PORQUE DEVEMOS LUTAR PELA EMANCIPAÇÃO

Há uma nítida vantagem dos pequenos municípios em relação aos médios e grandes no tocante à renda per capita, uma vez que, por terem população menor que 10.188 habitantes, recebem mais recursos proporcionais do FPM. Os grandes beneficiários dos critérios de repartição de recursos tributários (especialmente federais) entre os municípios são os de pequeno porte e, dentre estes, especialmente os de até 5 mil habitantes. Quanto à justificativa de que os novos municípios são inviáveis economicamente porque arrecadarão pouco é infundada. Atualmente, a maioria dos municípios, principalmente os intermediários, e não somente os pequenos municípios, também enfrentam graves problemas no sistema de arrecadação de recursos próprios. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro constatou também esta distorção de tributação na formação das receitas públicas daquele estado. Por outro lado, alguns especialistas fazem críticas negativas ao processo emancipatório, alegando que há aumento nos custos das

administrações públicas com a criação de novos cargos nos poderes executivos e, principalmente, dos legislativos municipais. Independente de ser ou não um núcleo urbano autônomo na condição de vila ou distrito de município, serviços de educação, transporte, saúde e prestação de serviços públicos como fornecimento de água potável, energia elétrica e iluminação pública, coleta e tratamento de esgoto, coleta e disposição de lixo, manutenção de ruas e logradouros públicos, são serviços obrigatórios e dependem de mão de obra comum e especializada que devem existir em qualquer local que tenha seres humanos assentados. Para gerir estes serviços há que se ter um grupo de dirigentes ou administradores públicos. Anteriormente eram administradas pelas equipes dos executivos existentes nos municípios mães. Agora, obviamente, no novo município criado, deve haver novos cargos para estes gestores. Pelas análises feitas aos municípios, de forma geral no Brasil, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e mais a miúde dos recentemente emancipados, pode-se assegurar de fato que os

ANO I, nº 2 Fundação Ambiental Educacional Pedro Daniel

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municípios que deram origem a outros não perderam a capacidade de investimento e conseqüentemente crescimento desenvolvimento e, os municípios originados a partir de suas emancipações apresentaram evolução muito significativa em seus indicadores de crescimento em todos os parâmetros analisados. Portanto, os dados apresentados pelo IPEA derrubam as alegações, que se baseiam alguns especialistas, para justificar a não emancipação de municípios. Desta forma pode-se afirmar seguramente que as emancipações fizeram bem a todos os municípios quer de origem, quer originados. É importante acrescentar que com a criação de municípios, áreas antes deixadas de lado pelos governos estaduais passam a receber recursos para

serem investidos. O retorno vem com a melhoria da qualidade de vida da população local. Resumidamente, os benefícios alcançados pelos municípios após a emancipação são os seguintes:

instalação de serviços públicos saúde, educação antes não existentes nos municípios de origem ou, quando existentes, não partilhados pelo município inteiro; maior proximidade do poder público dos cidadãos; fortalecimento da democracia, já que, no plebiscito requerido para a emancipação, é dada à população a oportunidade de se manifestar. Deve-se também reconhecer que a emancipação é um processo, que acima de tudo, representa a expressão da vontade política da população, que encontra uma possibilidade de resolver seus problemas.

O ESTADO DO MARANHÃO SAI NA FRENTE NA LUTA PELA CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS

São vários os povoados que desejam formarem novos municípios em todo Maranhão. Ao todo, 106 povoados querem formar novas cidades no Maranhão, mas a criação dos novos municípios no Maranhão está sob responsabilidade da Câmara dos Deputados. Esta vem sendo pressionada a repassar a questão às Assembléias Legislativas dos Estados. Veja o projeto de resolução criado pela AL do Maranhão:

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº

/2011

Regulamenta as competências da Assembléia Legislativa no que tange aos estudos de viabilidade municipal para a criação de municípios no Estado do Maranhão e adota outras providências. Art. 1º. A criação de novos municípios far-se-á por lei estadual, mediante requerimento subscrito por, no mínimo, 10% (dez por cento) dos eleitores residentes na área geográfica que se pretenda emancipar para originar o novo Município, dirigido à Assembléia Legislativa. Art. 2º. Recebido o requerimento, a Assembléia Legislativa, após verificada a sua regularidade,

providenciará a elaboração, no prazo de 180 (cento

e oitenta) dias, do Estudo de Viabilidade do

Município a ser criado e da área remanescente do

Município pré-existente. Art. 3º. O Estudo de Viabilidade Municipal tem por finalidade o exame e a comprovação da existência das condições que permitam a consolidação e desenvolvimento dos Municípios envolvidos, e deverá comprovar, preliminarmente, em relação ao Município a ser criado, se foram atendidos os seguintes requisitos:

I população igual ou superior a 6.000 (oito mil)

habitantes;

II eleitorado igual ou superior a 50% (cinqüenta

por cento) de sua população;

III existência de núcleo urbano já constituído,

dotado de infra-estrutura, edificações e

equipamentos compatíveis com a condição de

Município;

IV número de imóveis, na sede do aglomerado

urbano que sediará o novo Município, superior à média de imóveis de 10% (dez por cento) dos Municípios do Estado, considerados em ordem decrescente os de menor população; V arrecadação estimada superior à média de 10% (dez por cento) dos Municípios do Estado,

considerados em ordem decrescente os de menor

população;

ANO I, nº 2 Fundação Ambiental Educacional Pedro Daniel

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VI área urbana não situada em reserva indígena,

área de preservação ambiental ou área pertencente

à União, suas autarquias e fundações;

VII continuidade territorial.

§ 1º Atendidos os requisitos estabelecidos no caput,

dar-se-á prosseguimento ao Estudo de Viabilidade Municipal que deverá abordar os seguintes

aspectos:

I viabilidade econômico-financeira;

II viabilidade político-administrativa;

III viabilidade sócio-ambiental e urbana.

§ 2º A viabilidade econômico-financeira deverá ser

demonstrada a partir das seguintes informações:

I receita fiscal, atestada pelo órgão fazendário

estadual, com base na arrecadação do ano anterior

VI identificação do percentual da área ocupada

por áreas protegidas ou de destinação específica, tais como unidades de conservação, áreas

indígenas, quilombolas ou militares.

§ 5º Os dados demográficos constantes dos Estudos

de Viabilidade Municipal serão considerados em

relação ao último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. § 6º Os demais dados constantes dos Estudos de Viabilidade Municipal deverão ser fornecidos pelos órgãos municipais, estaduais e federais de planejamento, fazenda, estatística e meio-ambiente,

além de outros cuja competência ou área de atuação demandem sua participação.

§ 7º Não será permitida a criação de Município se a

ao

da realização do estudo e considerando apenas

medida resultar, para o Município pré-existente, na

os

agentes econômicos já instalados;

perda dos requisitos estabelecidos no caput.

II

receitas provenientes de transferências federais

Art. 4º. Os Estudos de Viabilidade Municipal

e

estaduais, com base nas transferências do ano

serão publicados no órgão de imprensa oficial do

anterior ao da realização do estudo, atestadas pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo órgão fazendário estadual, respectivamente;

Estado, a partir do que se abrirá prazo de 60 (sessenta) dias para sua impugnação, por qualquer interessado, pessoa física ou jurídica, perante a

III

estimativa das despesas com pessoal, custeio e

Assembléia Legislativa.

investimento, assim como com a prestação dos serviços públicos de interesse local, especialmente

a parcela dos serviços de educação e saúde a cargo dos Municípios envolvidos;

IV indicação, diante das estimativas de receitas e

despesas, da possibilidade do cumprimento dos

dispositivos da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.

§ 3º A viabilidade político-administrativa deverá

ser demonstrada a partir do levantamento da quantidade de funcionários, bens imóveis, instalações, veículos e equipamentos necessários ao funcionamento e manutenção dos respectivos

Poderes Executivo e Legislativo municipais.

§ 4º A viabilidade sócio-ambiental e urbana deverá ser demonstrada a partir do levantamento dos

passivos e potenciais impactos ambientais, a partir

das seguintes informações e estimativas:

I novos limites do Município a ser criado e da

área remanescente; II levantamento da quantidade e tipologia das

edificações existentes nas áreas urbanas;

III levantamento das redes de abastecimento de

água e cobertura sanitária;

IV eventual crescimento demográfico;

V eventual crescimento da produção de resíduos

sólidos e efluentes;

§ 1º O sítio na internet da Assembléia Legislativa disponibilizará os Estudos de Viabilidade Municipal para conhecimento público, durante o prazo previsto no caput. § 2º Será realizada pelo menos uma audiência pública em cada um dos núcleos urbanos

envolvidos no processo, durante o prazo previsto

no caput.

Art. 5º. Encerrado o prazo do art. 4º, a Assembléia Legislativa deliberará sobre os Estudos e suas impugnações, na forma de seu regimento interno, devendo decidir pela impugnação ou homologação. Art. 6º. Homologado o Estudo a que se refere o art.

3º, comprovando a viabilidade, a Assembléia

Legislativa autorizará a realização de plebiscito em consulta à totalidade da população do Município pré-existente, inclusive da área a ser emancipada. Art. 7º. Aprovada em plebiscito a criação, a Assembléia Legislativa votará a lei respectiva. Art. 8º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PLENÁRIO NAGIB HAICKEL, 19 de ABRIL de

2011.

Arnaldo Melo, Presidente - Hélio Soares,

Primeiro-Secretário - Jota Pinto

ANO I, nº 2 Fundação Ambiental Educacional Pedro Daniel