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Capítulo 6

TEOREMA DE GREEN

Nesta seção apresentaremos uma versão simplificada de um dos t eoremas clássicos da Aná- lise Vetorial, o teorema de Green. Utilizaremos alguns argu mentos intuitivos aceitavéis, que formulados rigorosamente fogem dos objetivos destas notas .

Definição 6.1. Uma região fechada e limitada D R 2 é simples se ∂D = C é uma curva fechada simples.

C D
C
D
C D
C
D

Figura 6.1: A região à esquerda não é simples; a da direita é simples

Notamos que, em geral, uma região simples pode ser bastante " complicada".

A seguir daremos a idéia intuitiva (imprecisa) de como orien tar a curva ∂D

Definição 6.2. A curva C = ∂D está orientada positivamente se é percorrida no sentido anti-horário. (D fica à esquerda, ao se percorrer ∂D = C ).

143

144

D C +
D
C +
CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN D C −
CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN
D
C −

Figura 6.2: Regiões orientadas.

Teorema 6.1. (Green) Sejam A R 2 um conjunto aberto, D uma região simples, C = ∂D orientada

positivamente, tal que D A e F :

A −→ R 2 um campo de vetores de classe C 1 , com funções

coordenadas (F 1 , F 2 ). Se C = ∂D tem uma parametrização de classe C 1 por partes e está orientada

positivamente em relação a D , então:

∂D F = D ∂F 2 ∂x − ∂F 1 ∂y dx dy
∂D F = D ∂F 2
∂x
− ∂F 1
∂y
dx dy

Nós provaremos no apêndice o teorema de Green, numa versão particular, para regiões cha- madas elementares.

Corolário 6.2. Nas hipóteses do teorema de Green, se F é um campo conservativo, então

∂D

F = 0

A prova segue diretamente do teorema de Green.

Corolário 6.3. Nas hipóteses do teorema de Green, a área da região D é dada por:

ou

A(D ) = ∂D x dy

ii)A(D ) = ∂D y dx

ou

1 A(D ) = 2 ∂D x dy − y dx
1
A(D ) = 2
∂D x dy − y dx

Prova: Basta considerar o campo F (x, y ) = (y, x ) e aplicar o teorema de Green para obter:

A(D ) = 1 2 ∂D x dy y dx.

Exemplo 6.1.

145

[1] Utilizando o teorema de Green, calcule as seguintes inte grais de linha:

γ y dx + x dy , onde γ é a curva formada pelas retas x = 1, y = 0 e a parábola y = x 2 , no

1.

sentido anti-horário.

2. γ y dx + x 2 dy , onde γ é a curva formada pelas retas x = 2, y = 0 e 2 y x = 0, no sentido

anti-horário.

∂F 1 ∂y

1. F 1 (x, y ) = y e

F 2 (x, y ) = x; logo: F ∂x 2

= 1 2

1

1

y ; então,

x

γ

y dx + x dy =

1

2

D

1

1

y dx dy,

x

onde D é a região de tipo I: D = {(x, y ) R 2 / 0 x 1, 0 y x 2 }.

1.0 0.8 0.6 0.4 0.2 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0

Figura 6.3: Exemplo [1].

2 D

1

1

y dx dy = 1

1

2 1

0

x

x 2

0

(

1

1

y ) dy dx =

x

1

2 1

0

Logo: γ y dx + x dy = 10 3 .

2.

F 1 (x, y ) = y e F 2 (x, y ) = x 2 ; logo: F ∂x 2

∂F 1 ∂y

= 2 x 1; então,

x 2 x dx = 10 3 .

3

2

γ y dx + x 2 dy = D (2 x 1) dx dy,

onde D é a região de tipo I: D = {(x, y ) R 2 / 0 x 2, 0 y x }.

2

146

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

2.0 1.5 1.0 0.5 0.5 1.0 1.5 2.0
2.0
1.5
1.0
0.5
0.5
1.0
1.5
2.0

Figura 6.4: Exemplo [2].

Logo,

γ y dx + x 2 dy = D (2 x 1) dx dy = 2

0

x

0

2

(2 x 1) dy dx = 2

0

(x 2 x ) dx = 5

2

3 .

[2] Calcule γ e x sen (y ) dx + (e x cos (y ) + x) dy , onde γ é o círculo de raio 1 centrado na origem,

no primeiro e segundo quadrantes.

γ 1 Figura 6.5: Exemplo [2]
γ
1
Figura 6.5: Exemplo [2]

O teorema de Green não pode ser aplicado, pois a curva não é fro nteira de uma região fechada. Para poder aplicar o teorema de Green, consideramos a seguin te curva β = γ γ 1 , diferenciável por partes, orientada no sentido anti-hórario, como no segu inte desenho:

γ ∪ γ 1 , diferenciável por partes, orientada no sentido anti-hórario, como no segu inte

Figura 6.6:

147

A região D é tal que ∂D = β . Aplicamos o teorema de Green considerando a curva β .

Sejam F 1 (x, y ) = e x sen (y ) e F 2 (x, y ) = e x cos (y ) + x; logo, F ∂x 2

∂F 1 ∂y

= 1; então:

β e x sen (y ) dx + (e x cos (y ) + x) dy = D dx dy = A(D ),

onde A(D ) = π é a área do semi-círculo de raio 1. Por outro lado:

2

logo,

β F = γ F + γ 1 F ;

γ

F = π

2 γ 1

F.

Só falta calcular γ 1 e x sen (y ) dx + (e x cos (y ) + x) dy , onde γ 1 é o segmento de reta entre os

pontos (1, 0) e (1, 0). Uma parametrização de γ 1 é:

x(t ) =

2 t 1

y (t ) = 0, t [0, 1],

dx = 2 dt

dy = 0 dt.

γ 1 e x sen (y ) dx + (e x cos (y ) + x) dy = 1 (2 t 1 + e 2t 1 )0 dt = 0.

0

Então: γ e x sen (y ) dx + (e x

cos (y ) + x) dy = π 2 .

[3] Calcule C (y e x y + 2 x y cos (x 2 y )) dx + (x e x y + x 2 cos (x 2 y )) dy , onde C é a curva formada

pelos arcos das seguintes curvas y = x 3 x e y = x x 3 , 1 x 1.

0.6 0.4 0.2 1.0 0.5 0.5 1.0 0.2 0.4 0.6
0.6
0.4
0.2
1.0
0.5
0.5
1.0
0.2
0.4
0.6

Figura 6.7: Exemplo [3].

148

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

C é uma curva fechada e F (x, y ) = (y e x y + 2 x y cos (x 2 y ), x e x y + x 2 cos (x 2 y )) é um campo conservativo, com potencial f (x, y ) = e x y + sen (x 2 y ) + c; logo:

C (y e x y + 2 x y cos (x 2 y )) dx + (x e x y + x 2 cos (x 2 y )) dy = 0.

[4] Determine a área da região limitada pelas curvas 4 x 2 + y 2 = 4 e x 2 + y 4 = 1 .

9

2

Pela simetria da região, calculamos a área da região no prime iro quadrante e multiplicamos o

resultado por 4.

1 1 -3 -3 -1 -1 1 1 2 2 -1 -1 Figura 6.8:
1 1
-3 -3
-1 -1
1 1
2 2
-1 -1
Figura 6.8:

A nova região é uma região fechada simples D tal que ∂D = γ 1 γ 2 γ 3 , onde γ 1 é o arco da elipse 4 x 2 + y 2 = 4, γ 2 é o segmento de reta que liga os pontos (1, 0) e (3, 0) e γ 3 é o arco da

elipse

2

x 2 + y 4 = 1.

9

2 1 3
2
1
3

Figura 6.9:

A(D ) = ∂D x dy = γ 1 x dy + γ 2 x dy + γ 3 x dy.

Parametrizações:

i) 4 x 2 + y 2 = 4 é parametrizada por γ

1 (t ) = (cos (t ), 2 sen (t )), t [0, π ].

2

ii) O segmento de reta que liga os pontos (1, 0) e (3, 0) é parametrizado por γ 2 (t ) = (t, 0), t [1, 3].

6.1.

EXTENSÃO DO TEOREMA DE GREEN

149

iii)

2

x 2 + y 4 = 1 é parametrizada por

9

γ

3

(t ) = (3 cos π t , 2 sen π t ), t [0, π ]. Então:

2

2

2

i) γ 1 x dy = γ x dy = π 2 cos 2 (t ) dt = π (cos (2 t ) + 1) dt = π

2

0

2

0

2

1

ii) γ 2 x dy = 0.

iii)

γ 3 x dy = π 6 sen 2 (t ) dt = π (3 3 cos (2 t )) dt = 3 2 π

0

2

0

2

Logo, a área total é 4 π u.a.

.

6.1 Extensão do Teorema de Green

O teorema de Green ainda é válido para regiões mais gerais de q ue as estudadas no parágrafo

anterior.

C n . Cada curva da

fronteira de D é orientada de forma que D tenha orientação positiva. Sejam U R 2 um conjunto aberto tal que D U e F : U −→ R 2 um campo de vetores de classe C 1 , com funções coordenadas (F 1 , F 2 ). Então:

Teorema 6.4. Seja D uma região no plano tal que ∂D = C 1 C 2

n = D ∂F 2 − ∂F 1 F dx dy. + ∂x ∂y C
n
= D ∂F 2
− ∂F 1
F
dx dy.
+
∂x
∂y
C
i=1
i

+

A seguinte região é tal que ∂D + = C C C C

1

2

3

4

D C 1 C 4 C 2 C 3 Figura 6.10:
D C 1
C
4
C
2
C
3
Figura 6.10:

Por exemplo consideremos a seguinte região D :

150

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

D C 1 C 2 Figura 6.11:
D
C
1
C
2
Figura 6.11:

+

∂D + = C C . Subdividamos a região D em 4 subregiões D = D 1 D 2 D 3 D 4 :

1

2

i) Seja D 1 tal que ∂D região D 1 .

C 1 D 1 D 4 C 2 D 2 D 3 Figura 6.12: +
C 1
D 1
D 4
C 2
D 2
D 3
Figura 6.12:
+
11 ∪ L
+
1 + = C
∪ C
∪ L +
; onde C i1 é o arco da curva C i , (1 ≤ i ≤ 2) na
4
21
1

ii) Seja D 2 tal que ∂D região D 2 .

+

2

iii) Seja D 3 tal que ∂D

região D 3 .

iv) Seja D 4 tal que ∂D

+

3

+

4

= C

+

12 L

+

2

=

=

C

C

+

13

+

14

L

L

2

3

C

22 L

1

; onde C i1 é o arco da curva C i , (1 i 2) na

C

23

L

+

3

; onde C i1 é o arco da curva C i , (1 i 2) na

C

24

L

4

; onde C i1 é o arco da curva C i , (1 i 2) na

6.1.

EXTENSÃO DO TEOREMA DE GREEN

151

C 1 1 C 1 4 D L 4 4 D 1 C 2 1
C 1 1
C 1 4
D
L 4
4
D
1
C 2 1
C 2 4
L 1
L 3
C 2 2
D
3 C 2 3
D
2
L 2
C 1 3
C 1 2
Figura 6.13:

i) Aplicando o teorema de Green em D 1 :

D 1 ∂F 2 ∂F 1

∂x

y dx dy = ∂D + F = C

1

11 F + L

+

+

4

ii) Aplicando o teorema de Green em D 2 :

F + C

21 F + L +

1

F.

D 2 ∂F 2 ∂F 1

∂x

∂y

dx dy = ∂D F = C F + L F + C F + L F.

+

2

+

12

+

2

22

1

iii) Aplicando o teorema de Green em D 3 :

D 3 ∂F 2 ∂F 1

∂x

y dx dy = ∂D F = C

+

3

13 F + L

+

2

iv) Aplicando o teorema de Green em D 4 :

F + C

23 F + L

+

3

F.

D 4 ∂F 2 ∂F 1

∂x

∂y

Então, de i), ii), iii) e iv):

dx dy = ∂D F = C F + L F + C F + L F.

+

4

+

14

3

24

4

4 D i ∂F 2 − ∂F 1 dx dy = C F + C
4
D i ∂F 2 − ∂F 1
dx dy = C F + C F.
∂x
∂y
+
i=1
1
2

Exemplo 6.2.

[1] Seja D a região limitada pela curva x 2 + y 2 = 9 externa ao retângulo de vértices (1, 1),

(2, 1), (2, 1) e (1, 1), orientada positivamente. Calcule ∂D + (2 x y 3 ) dx x y dy .

152

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

D C 2 C 1 Figura 6.14: Exemplo [1].
D
C
2
C
1
Figura 6.14: Exemplo [1].

+

∂D + = C C ; então:

1

2

∂D + (2 x y 3 ) dx x y dy = ∂C (2 x y 3 ) dx x y dy ∂C (2 x y 3 ) dx x y dy.

+

1

+

2

i) Seja D 1 a região limitada pela curva x 2 + y 2 = 9; ∂D

F 2 (x, y ) = x y . Aplicando o teorema círculo:

. Seja F 1 (x, y ) = 2 x y 3 e

de Green a D 1 , utilizando a parametrização usual do

1 + = C

+

1

∂C

+

1

(2 x y 3 ) dx x y dy =

D 1 (3 y 2 y ) dx dy

= 2π

0

3

0

(3 r 2 sen 2 (t ) r sen (t )) r dr dt = 243 4 π

.

ii) Seja D 2 a região limitada pelo retângulo; ∂D x y . Aplicando o teorema de Green a D 2 :

+

2

+

2

= C

.

Seja F 1 (x, y ) = 2 x y 3 e F 2 (x, y ) =

∂C

+

2

1

(2 x y 3 ) dx x y dy = D 2 (3 y 2 y ) dx dy = 1

1

2

(3 y 2 y ) dx dy = 2.

De i) e ii):

∂D + (2 x y 3 ) dx x y dy = 243 π 2 .

4

[2] Calcule C F , onde F (x, y ) =

anti-hórario.

y

x 2 + y 2 ,

x 2 + y 2 + 2 x e C é a curva x 2 + y 9 = 1 no sentido

x

4

2

Não podemos aplicar o teorema de Green, pois F não é definido na origem. Seja D a região

2

limitada pela curva x 2 + y 9 = 1, externa ao círculo de raio 1, centrado na origem:

4

6.2.

CARACTERIZAÇÃO DOS CAMPOS CONSERVATIVOS NO PLANO

153

3 1 -2 -1 1 2 -1 -3 Figura 6.15: Exemplo [2].
3
1
-2
-1
1
2
-1
-3
Figura 6.15: Exemplo [2].

∂D + = C

teorema anterior:

1 + C . Sejam F 1 (x, y ) =

2

y y 2 e F 2 (x, y ) = x 2 + y 2 + 2 x; então, aplicando o

x

x 2 +

C

+ + C F = D F ∂x 2
1

F

2

∂F 1

∂y

dx dy = D 2 dx dy = 2 A(D ) = 10 π.

Logo:

C

+

1

F

= 10 π C

2

F

= 10 π + C

+

2

F .

Usando a parametrização usual do círculo:

C

+

2

F

= 2π (sen 2 (t ) + 3 cos 2 (t )) dt = 2π (1 + 2 cos 2 (t )) dt = 4 π ;

0

0

então: C F = (10 + 4) π = 14 π .

+

1

6.2 Caracterização dos Campos Conservativos no Plano

Definição 6.3. Seja A R 2 um conjunto aberto.

1. A é dito um domínio poligonal se para todo x, y A existe uma poligonal ligando x e y em A.

2. A é dito simplesmente conexo se, para toda curva fechada C A, a região limitada por C está contida em A.

Intuitivamente, A é simplesmente conexo quando não tem "buracos". A seguinte região D tal que ∂D = C 1 C 2 , não é simplesmente conexa.

154

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

D C 2 C 1
D
C 2
C 1

Figura 6.16: .

Teorema 6.5. Seja F um campo de vetores de classe C 1 , definido num domínio poligonal, simplesmente conexo, aberto A. São equivalentes as seguintes afirmações:

1. C F = 0 , onde C A é uma curva fechada de classe C 1 por partes, arbitrária.

P 2

2. A integral de linha de F do ponto P 1 até o ponto P 2 , denotada por:

P 1

curvas de classe C 1 por partes que ligam P 1 e P 2 .

3. F é conservativo.

4. F 2 (x, y ) = F 1 (x, y ) , para todo (x, y ) A.

∂x

∂y

F , é independente das

Prova: (1) (2). Sejam C 1 e C 2 duas curvas ligando P 1 e P 2 em A.

U C 1 P 2 P 1 C 2 Figura 6.17: − + Seja C
U
C 1
P 2
P
1
C
2
Figura 6.17:
+
Seja C tal que C + = C ∪ C ; então:
1
2

0 = C F = C

1

F + C

+

2

F ;

logo, C F = C F , quaisquer que sejam as curvas C 1 e C 2 ligando P 1 e P 2 em A.

+

1

+

2

(2) (3). Sejam (x 0 , y 0 ) e (x, y ) A. Definamos a função f em A, do seguinte modo:

6.2.

CARACTERIZAÇÃO DOS CAMPOS CONSERVATIVOS NO PLANO

155

Consideremos o caminho poligonal ligando (x 0 , y 0 ) e (x, y ):

poligonal ligando ( x 0 , y 0 ) e ( x, y ) : (x
(x ( x , y 0 ) 0
(x
( x
, y 0 )
0

, y )

0 , y 0 ) e ( x, y ) : (x ( x , y

Figura 6.18:

Parametrizando estos caminhos: γ 1 (t ) = (x 0 , t ), y 0 t y e γ 2 (t ) = (t, y 0 ), x 0 t x; definamos f por:

f

(x, y ) =

x

x

0

F 1 (t, y ) dt +

y

y

0

F 2 (x, t ) dt.

Esta função é bem definida, pois independe da curva que liga os p ontos (x 0 , y 0 ) e (x, y ) A. E segue diretamente da definição que:

∂f

∂x

(x, y ) = F 1 (x, y )

e

f ∂y (x, y ) = F 2 (x, y ) .

(3) (4). Como f (x, y ) = F (x, y ),

para todo (x, y ) A.

segue que:

∂F 2

∂x

(x, y ) = F ∂y 1 (x, y ) ,

(4) (1). Segue do teorema de Green. De fato, podemos aplicar o teo rema de Green pois se A é simplesmente conexo, a região D limitada por qualquer curva fechada C está contida em A.

Exemplo 6.3.

[1] Calcule C F , onde F (x, y ) =

x 2 + y 2 , x 2 + y 2 se:

y

x

i) C é qualquer curva fechada simples, bordo de uma região que não contem a origem.

ii) C é qualquer curva fechada simples, bordo de uma região que con tem a origem.

i)

Seja C + como no desenho:

156

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

156 CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN Figura 6.19: F é um campo conservativo em D tal

Figura 6.19:

F é um campo conservativo em D tal que ∂D = C . Pelo Teorema de Green C + F = 0.

ii) Seja D uma região que contem a origem tal que ∂D = C e C 1 um círculo ao redor da origem (de raio suficientemente pequeno), como no desenho:

origem (de raio suficientemente pequeno), como no desenho: Figura 6.20: Denotemos por D 1 a região

Figura 6.20:

Denotemos por D 1 a região obtida de D tal que ∂D 1 = C C + . Pelo Teorema de Green:

1

∂D +

1

F = 0 .

+

Denotemos por D 2 a região obtida de D tal que ∂D 2 = C ; calculando diretamente,

1

, Como D = D 1 D 2 , temos:

∂D

+

2

F = C

+

1

F

C

F = 2 π.

= 2 π.

[2] Calcule C F , onde F (x, y ) = (3 x 2 y + 2 y 2 , x 3 + 4 x y + 1) e a curva C é parametrizada por

γ (t ) = (cos 3 (t ), sen 3 (t )), t

[0, π ].

2

6.2.

CARACTERIZAÇÃO DOS CAMPOS CONSERVATIVOS NO PLANO

157

CARACTERIZAÇÃO DOS CAMPOS CONSERVATIVOS NO PLANO 157 Figura 6.21: Note que ∂ F ∂x 2 =

Figura 6.21:

Note que F ∂x 2

= ∂F 1 ∂y

= 3 x 2 + 4 y . Logo, F é conservativo com potencial:

f (x, y ) = (3 x 2 y

+ 2 y 2 ) dx +

dy = x 3 y + 2 y 2 x + y ;

então, a integral depende apenas dos pontos inicial e final da curva: γ (0) = (1, 0) e

γ π = (0, 1)

2

C F = f (0, 1) f (1, 0) = 1 0 = 1.

[3] Seja F = (F 1 , F 2 ) um campo de vetores tal que F ∂x 2

seguinte desenho, de modo que F não seja definido nas regiões A e B .

= ∂F 1 ∂y

. Considere a região dada pelo

A C 1 B C 2 C 3 Figura 6.22:
A
C
1
B
C
2
C
3
Figura 6.22:

Se C 1 F = 12 e C 2 F = 15 , calcule C 3 F .

Separemos a região delimitada pelas curvas do seguinte modo :

158

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

i) Seja D 1 tal que ∂D

Green:

D 1 A D 2 C 1 B C 2 C 31 C 32 Figura
D
1
A
D
2
C
1
B
C
2
C
31
C 32
Figura 6.23:
+
1 + = C
∪ C
, então ∂D + F = C
F − C
F . Aplicando o teorema de
31
1
+
+
1
31
1

∂D +

1

F

ii) Seja D 2 tal que ∂D

Green:

= D 1

∂F 2 ∂F 1

∂x

∂y

dx dy = 0, logo C

31 F = C

+

+

1

F = 12.

+

2

+

= C 32 C

2

, então ∂D F = C

+

2

32 F C

+

+

2

F . Aplicando o teorema de

∂D

+

2

F

= D 2

∂F 2 ∂F 1

∂x

∂y

iii) Como C = C 31 C

3

+

+

32 , temos:

dx dy = 0, logo C

32 F = C

+

C

+

3

F = C

31 F C

+

+

32

F = 12 15 = 3.

+

2

F = 15.

6.3. EXERCÍCIOS

6.3 Exercícios

159

1. Calcule C 4 y dx + 7 x dy , onde C é o triângulo de vértices (0, 0), (4, 0) e (2, 2), no sentido

anti-horário:

(a)

diretamante.

(b)

utilizando o teorema de Green.

2. Calcule as seguintes integrais utilizando o teorema de Green:

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

(f)

(g)

(h)

(i)

C x dx + (e y ln (x) + 2 x) dy , onde C é a fronteira da região limitada por x = y 4 +1

e x = 2.

C (cos (x) 5 y ) dx + (4 x y 1 ) dy , onde C é a fronteira da região limitada por y +

x 2 9 = 0 e y 5 = 0.

y

e

C (x y ) dx

x 2 dy , onde C é a fronteira da região [0, 2] × [0, 2].

C (e x 3 y ) dx

+ (e y + 6 x) dy , onde C é a elipse x 2 + 4 y 2 = 4.

C (x + y ) dx + (y

x) dy , onde C é o círculo x 2 + y 2 2 a x = 0.

C (x + y ) dx + (y + x 2 ) dy , onde C é a fronteira da região limitada por x 2 + y 2 = 1 e

x 2 + y 2 = 4.

C arctg (x) dx + 3 x dy , onde C é a fronteira da região limitada pelo retângulo de

vértices (1, 0), (2, 3), (0, 1) e (3, 2).

C x y dx + (y + x) dy , onde C é a fronteira da região limitada por x 2 + y 2 = 1.

C (y + ln ( x + x 2 )) dx + (x 2 + tg (y 3 )) dy , onde C é o quadrado de vértices (0, 0),

(1, 0), (1, 1) e (0, 1).

3. Utilizando os corolários do teorema de Green, calcule a área da região limitada pelas seguintes curvas:

(a)

(b)

(c)

(d)

y = x 2 e y 2 = x y = 4 x 2 e y = 16 x

x 2 + y 2 = 1 , (a, b > 0)

a

2

b

2

y 2 = x 3 e y = x

160

4.

CAPÍTULO 6. TEOREMA DE GREEN

Seja D R 2 uma região nas hipóteses do teorema de Green. Utilizando o te orema, veri- fique que as coordenadas do centróide de D são dadas por:

onde A = A(D ).

2

1 A C x 2 dy

x =
x =

y =

1 A C y 2 dx,

2

(a)

Ache o centróide do triângulo de vértices (0, 0), (1, 0) e (0, 1).

(b)

Ache o centróide da região definida por x 2 + y 2 1 tal que y 0.

5.

Calcule C

x dy

y dx + y 2

x 2

, nos seguintes casos:

(a)

A origem das coordenadas está fora da curva fechada C .

(b)

A curva fechada C encerra a origem das coordenadas.

6.

7.

Seja I = C x 3 dy y 3 dx , onde C é formada pelos lados do triângulo de vértices (2, 0),

(4, 3) e (1, 3) e seja J = R x 2 + y 2 dx dy , onde R é a região limitada por C . Verifi-

que que I = 3 J .

Calcule m de modo que:

C

x r m

y

dx x 2 r m dy

y

2

com x 2 + y 2 = r 2 , independa da curva C , fronteira de uma região simplesmente conexa. Escolha uma curva C nas condições do problema e calcule a integral ao longo de C .

8.

9.

10.

11.

Verifique que C y 2 dx + (2 x y 3) dy = 0, sendo

integral ao longo do arco dessa elipse, situado no primeiro q uadrante.

C

a elipse x 2 + 4 y 2 = 4.

Calcule a

Calcule C x 2 y cos (x) 2 x y sen (x) y 2 e x dx + x 2 sen (x) 2 y e x dy , onde C é a hi-

pociclóide x 2 + y 2 = a 2 .

3

3

3

Ache a área da região limitada pela hipociclóide do item anterior, utilizando o teorema de Green.

Seja C uma curva simples e fechada que limita uma região de área A. Verifique que se a 1 , a 2 , a 3 , b 1 , b 2 , b 3 R , então:

C (a 1 x + a 2 y + a 3 ) dx + (b 1 x + b 2 y + b 3 ) dy = (b 1 a 2 ) A.

12.

Sob que condições, no item anterior, a integral ao longo d e C é zero?