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FACULDADE DE ENFERMAGEM SÃO VICENTE DE PAULA / FESVIP.

JOÃO PESSOA, 31/08/2022

PROFESSOR: Marcelo M. Salles


TURMA: 2022.1
TURNO: TARDE
DISCIPLINA: CLÍNICA MÉDICA

GRUPO:

ELIZA CAROLINA DINIZ DA SILVA


EMILIANE DE CASSIA SILVA DE ARAÚJO
ÍTALA LÚCIA BARBOSA VANDERLEY ARAÚJO
MARIA DA CONCEIÇÃO RAMOS MARTINS
MARIA DA PENHA DA SILVA
VANUZA SERGIO DE OLIVEIRA
WERICA MIRANDA DA SILVA
YURI DE FARIAS GOMES

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

1
SUMÁRIO

1.RESUMO……………………………………………………………………………… 4
2.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………….. 5
3.DESENVOLVIMENTO………………………………………………………………. 5
3.1 DEFINIÇÃO E CAUSA……………………………………………………………. 5
3.2 CARACTERÍSTICAS……………………………………………………………… 6
3.3 TIPOS ……………………………………………………………………………… 6
3.3.1 TIPO 1 …………………………………………………………………………… 6
3.3.2 TIPO 2 ……………………………………………………………………………. 6
3.3.3 TIPO 3 ……………………………………………………………………………. 7
3.3.4 TIPO 4 ……………………………………………………………………………. 7
3.3.5 TIPO 5 ……………………………………………………………………………. 8
3.3.6 CONCLUSÃO SOBRE………………………………………………………….. 8
3.4 SINAIS E SINTOMAS……………………………………………………………… 9
3.5 FATORES DE RISCO……………………………………………………………… 9
3.6 DIAGNÓSTICO ……………………………………………………………………. 9
3.7TRATAMENTO ……………………………………………………………………… 9
3.8 PREVENÇÃO ………………………………………………………………………. 10
3.9 SEGURANÇA DO PACIENTE ……. 10
……………………………………………… 11
3.10 ATENDIMENTO HUMANIZADO 12
……………………………………………… 12
3.11 PROTOCOLO 12
IAM………………………………………………………………… 12
3.11.1 CONCEITOS ……………………………………………………………………. 13
3.11.2 FATORES DE RISCO 13
…………………………………………………………. 13
3.11.3 CLASSIFICAÇÃO 14
……………………………………………………………… 15
3.11.3.1 SCACSST …………………………………………………………………….
3.11.3.2 SCASSST 17

2
…………………………………………………………………….. 18
3.11.4 DIAGNÓSTICO 18
………………………………………………………………….
3.11.5 FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO
………………………………………...
3.12 ESTUDO DE CASO ………………………………………………………………

4.CONCLUSÃO ………………………………………………………………………..
5.REFERÊNCIAS ……………………………………………………………………..
6.ANEXOS …………………………………………………………………………….

3
1.RESUMO
As doenças cardiovasculares continuam sendo a primeira causa de morte no Brasil,
responsáveis por quase 32% de todos os óbitos. Além disso, são a terceira maior causa de
internações no país. Entre elas, o infarto agudo do miocárdio ainda é uma das maiores causas
de morbidade e mortalidade. Apesar dos avanços terapêuticos das últimas décadas, o infarto
ainda apresenta expressivas taxas de mortalidade e grande parte dos pacientes não recebe o
tratamento adequado. O advento das Unidades Coronarianas e a introdução do tratamento de
reperfusão com fibrinolíticos ou angioplastia primária foram fundamentais para reduzir a
mortalidade e as complicações relacionadas à doença. Efeitos benéficos importantes do
tratamento atual incluem redução da disfunção ventricular e melhor controle das arritmias. A
necessidade de reperfusão precoce é crucial para o bom prognóstico do infarto do miocárdio. O
objetivo dessa revisão é enfatizar conceitos atuais básicos em relação à fisiopatologia,
diagnóstico e tratamento do infarto agudo do miocárdio, de acordo com as diretrizes nacionais e
internacionais.

No nosso trabalho vamos abordar os seguintes tópicos.

Apresentação Geral
Definições
Causas
Características
tipo 1,2,3,4,5
Sinais e Sintomas
Fatores de Risco,
Diagnóstico,
Tratamento,
Prevenção
Apresentação do Caso Clínico de Infarto Agudo no Miocárdio

4
2.INTRODUÇÃO
O estudo do infarto agudo do miocárdio (IAM) é fundamental pela alta prevalência, mortalidade e
morbidade da doença. Estudos epidemiológicos revelam taxas de mortalidade geral ao redor de
30%, sendo que metade dos óbitos ocorrem nas primeiras duas horas do evento e 14% morrem
antes de receber atendimento médico. No entanto, os pacientes admitidos nos serviços de
emergência precocemente foram os que mais se beneficiaram dos avanços terapêuticos das
últimas décadas. A mortalidade intra-hospitalar, ao redor de 30% antes de 1960, diminuiu para
16% com o advento das unidades coronarianas. Posteriormente, com o desenvolvimento dos
fibrinolíticos e da angioplastia primária, as taxas declinaram até cerca de 6%-8% nos primeiros
30 dias após o infarto.

Assim, o prognóstico desses pacientes depende fundamentalmente da agilidade em alcançar um


serviço médico e na eficiência desse serviço em obter a reperfusão coronariana o mais rápido
possível.

3.DESENVOLVIMENTO

3.1.DEFINIÇÃO E CAUSA

Infarto do Miocárdio o que é ?

O infarto do miocárdio, ou ataque cardíaco, é a morte das células de uma região do músculo
do coração por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de
forma súbita e intensa.

A principal causa do infarto é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se


acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a obstruí-las. Na maioria dos casos
o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do
coágulo e interrupção do fluxo sanguíneo, levando a diminuição da oxigenação das células
do músculo cardíaco (miocárdio).

5
O infarto pode ocorrer em diversas partes do coração, depende de qual artéria foi obstruída.
Em casos raros o infarto pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo de
sangue ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja
no interior dos vasos.

3.2.CARACTERÍSTICAS

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é caracterizado por isquemia resultante da falta de


aporte sanguíneo para as artérias coronárias. As doenças cardiovasculares, incluindo o
infarto agudo do miocárdio, representam um importante problema de saúde pública no Brasil
e no mundo, apresentando altas taxas de incidência e de mortalidade. O IAM é uma das
principais causas de morte e invalidez em todo o mundo e pode ser a primeira manifestação
de doença arterial coronariana (DAC) ou pode ocorrer, repetidamente, em pacientes com
doença estabelecida. No ano de 2015 foi a principal causa de óbitos em todo o mundo,
sendo responsável por 8,76 milhões de todas as mortes. No Brasil, segundo a base de
dados do DATASUS, o IAM também é a primeira causa de mortes, representando cerca de
100 mil óbitos anuais.

O IAM pode ser reconhecido pela clínica e outros recursos como achados
eletrocardiográficos (ECG), marcadores bioquímicos de necrose miocárdica e por imagem,
ou ainda pode ser definido por anatomopatológico. É dividido em 5 tipos:

3.3.TIPOS:
3.3.1.TIPO 1

Tipo 1: Instabilidade de Placa

É o infarto do miocárdio espontâneo relacionado à ruptura de placa aterosclerótica, fixação,


erosão ou dissecção com trombo intraluminal, resultante em uma ou mais artérias
coronárias obstruídas, levando a uma diminuição do fluxo sanguíneo, com consequente
necrose do miócito. É essencial integrar os achados do ECG com o objetivo de classificar o
IAM do tipo 1 em IAM com supra do segmento ST ou IAM sem supra do segmento ST, a fim
de estabelecer o tratamento adequado de acordo com as diretrizes atuais.

3.3.2.TIPO 2

Tipo 2: Desbalanço entre oferta e demanda

O IAM tipo 2 é uma entidade mais heterogênea, em que uma condição diferente da doença
arterial coronariana (DAC) contribui para um desequilíbrio agudo entre o suprimento de
oxigênio (por exemplo, hipoxemia, anemia, hipotensão) e a demanda (por exemplo,
taquicardia, hipertensão), podendo estar associadas outras condições, como disfunção
endotelial, sepse, choque ou insuficiência de diversos órgãos. Em pacientes criticamente
enfermos, ou em pacientes submetidos a cirurgia de grande porte (não cardíaca), podem
aparecer valores elevados de biomarcadores cardíacos, devido aos efeitos tóxicos diretos
6
de níveis elevados de catecolaminas circulantes endógenas ou exógenas. Além disso,
vasoespasmo coronário e/ou disfunção endotelial têm o potencial de causar IAM tipo 2.

Em pacientes com DAC estável conhecida ou presumida, um estressor agudo, como um


sangramento gastrointestinal agudo com uma queda abrupta na hemoglobina, ou uma
taquiarritmia sustentada com manifestações clínicas de isquemia miocárdica, pode resultar
em lesão miocárdica e um tipo 2 de IAM. Esses efeitos são devidos ao fluxo sanguíneo
insuficiente para o miocárdio isquêmico para atender ao aumento da demanda miocárdica
de oxigênio do estressor. Os limiares isquêmicos podem variar substancialmente em
pacientes, dependendo da magnitude do estressor, da presença de comorbidades não
cardíacas, da extensão da DAC subjacente e das anormalidades estruturais cardíacas.

3.3.3.TIPO 3

Tipo 3: Morte Súbita

O tipo 3, é o IAM que resulta em morte sem tempo para avaliação dos biomarcadores de
necrose. Apesar da detecção de biomarcadores cardíacos no sangue ser fundamental para
o estabelecimento do diagnóstico de IAM, os pacientes podem manifestar uma
apresentação típica de isquemia/infarto do miocárdio, incluindo novas alterações isquêmicas
presumidas no ECG ou fibrilação ventricular, e morrer antes que seja possível obter sangue
para determinação do biomarcador cardíaco; ou o paciente pode sucumbir logo após o início
dos sintomas, antes que ocorra uma elevação dos valores dos biomarcadores.

3.3.4.TIPO 4

Tipo 4: Relacionados à angioplastia

O tipo 4, IAM relacionado à angioplastia, subdivide-se em 4a, quando ocorre elevação acima
de cinco vezes o valor basal da troponina; 4b, quando ocorre trombose do stent,
caracterizada na angiografia ou na necropsia, além de manifestação de isquemia e elevação
dos marcadores de necrose; e 4c, relacionado à reestenose de stent.

No tipo 4a, além desse aumento 5 vezes maior na troponina, deve haver evidência de nova
isquemia miocárdica, seja a partir de alterações de ECG, evidências de imagem ou de
complicações relacionadas ao procedimento associadas ao fluxo sanguíneo coronário
reduzido, como dissecção coronária, oclusão de uma artéria epicárdica principal ou
oclusão/trombo de um ramo lateral, interrupção do fluxo colateral, fluxo lento ou sem refluxo
ou embolização distal. Outros critérios que atendem à definição de IAM tipo 4a,
independentemente dos valores troponina, são o desenvolvimento de novas ondas Q
patológicas ou evidência de autópsia de trombo relacionado ao procedimento recente na
artéria acometida.

O tipo 4b, deve ser documentado por angiografia ou autópsia usando os mesmos critérios
utilizados para IAM do tipo 1. É importante indicar o tempo de ocorrência da trombose do
stent em relação ao momento do procedimento de intervenção coronaria percutânea (ICP).

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São sugeridas as seguintes categorias temporais: agudo, 0 a 24 h; subaguda, de 24 h a 30
dias; atrasado, entre 30 dias a 1 ano; e muito tarde acima de 1 ano após o implante de stent.

Ocasionalmente ocorre IAM e, na angiografia, reestenose intra-stent ou reestenose após


angioplastia com balão no território do infarto é a única explicação angiográfica, uma vez
que nenhuma outra lesão ou trombo culpado pode ser identificada. Este tipo de IAM
relacionado a ICP é designado como IAM do tipo 4c.

3.3.5.TIPO 5

Tipo 5: Relacionados à cirurgia cardíaca

O tipo 5, está relacionado a numerosos fatores que podem causar lesão miocárdica durante
o procedimento de revascularização do miocárdio. Muitos deles estão relacionados aos
detalhes da preservação cardíaca, à extensão da lesão traumática direta ao miocárdio, bem
como a qualquer potencial lesão isquêmica. Por esse motivo, aumentos nos valores de
troponina devem ser esperados após todos os procedimentos de revascularização do
miocárdio, o que deve ser levado em consideração ao comparar a extensão da lesão
miocárdica do procedimento após cirurgia cardíaca com aquela associada a abordagens
menos invasivas. Sugere-se que um valor de troponina maior que 10 vezes o valor basal
seja aplicado como ponto de corte durante as primeiras 48 horas após a cirurgia de
revascularização miocárdica. É importante que a elevação pós-procedimento dos valores de
troponina seja acompanhada por evidências de ECG, angiográfica ou de imagem de nova
isquemia miocárdica ou nova perda de viabilidade. É importante ressaltar que o desvio do
segmento ST e as alterações da onda T são comuns após a revascularização do miocárdio
devido a lesão epicárdica e não são indicadores confiáveis de isquemia neste cenário.

3.3.6.CONCLUSÃO SOBRE TIPOS DE IAM.

Conclusão

Além da classificação dita anteriormente, o IAM pode estar relacionado a outros fatores
como, a procedimentos cardíacos que não sejam revascularização, a insuficiência cardíaca,
a artérias coronárias não obstruídas, a doença renal, entre outros. E independente da sua
classificação, o atendimento imediato ao paciente aumenta as chances de sobrevivência e
uma recuperação com um mínimo de sequelas.

3.4.SINAIS E SINTOMAS

O principal sintoma do infarto é dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para
as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. Esse desconforto costuma
ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre o tórax.

8
Esses sinais podem ser acompanhados de suor excessivo, palidez e alteração na
frequência cardíaca.

Em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome,
semelhante à dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.

Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser assintomático, sem sinais específicos. Por
isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por esses pacientes.

3.5.FATORES DE RISCO

Os principais fatores de risco para o infarto são o tabagismo, o colesterol em excesso,


hipertensão (pressão alta), diabetes, obesidade, estresse e depressão. Os diabéticos têm de
duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. Pacientes com familiares próximos
(pais ou irmãos) com histórico de infarto também tem mais chance de desenvolver a doença

3.6.DIAGNÓSTICO

Além da avaliação clínica dos sintomas, são feitos exames de eletrocardiograma,


ecocardiograma e cateterismo.

3.7.TRATAMENTO

O mais importante no tratamento do infarto é a desobstrução da artéria entupida. Existem


duas formas de realizar esta desobstrução: angioplastia coronária (desobstrução mecânica)
ou fibrinolíticos (desobstrução com medicamentos). No primeiro, um cateter-balão é inserido
por meio de uma punção arterial (no punho ou virilha) e direcionado até o local do
entupimento da artéria.

Esse cateter é inflado para que seja aberta a artéria. Em seguida é colocado um stent (um
dispositivo semelhante a uma mola), mantendo a artéria aberta e normalizando a circulação
de sangue. Já os fibrinolíticos são medicamentos para dissolução do coágulo. Essa técnica
é indicada somente quando não é possível a desobstrução por angioplastia, pois pode
causar hemorragias.

Além disso, são associados ao tratamento outros medicamentos que tem por objetivo evitar
a formação de novos coágulos, prevenir arritmias e controlar o colesterol, além de favorecer
a cicatrização da área afetada.

3.8.PREVENÇÃO

9
Além da prática regular de exercícios físicos, alimentação adequada e cessação do
tabagismo, o controle dos fatores de risco, como diabetes, hipertensão arterial e colesterol
elevado são fundamentais para evitar o entupimento das artérias e consequente infarto.

3.9.SEGURANÇA DO PACIENTE

A segurança do paciente é uma temática inovadora voltada para uma assistência


de qualidade com vistas a reduzir os eventos adversos e/ou os erros das
práticas inseguras que colocam em risco a saúde dos pacientes.

em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). As Metas São elas:

● Identificar o paciente corretamente


● Melhorar a eficácia da comunicação
● Melhorar a segurança dos medicamentos de alta-vigilância
● Assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e
paciente correto
● Reduzir o risco de infecções associadas a cuidados de saúde
● Reduzir o risco de danos ao paciente, decorrente de quedas

O objetivo dessas metas é promover melhorias específicas na segurança do

paciente por meio de estratégias que abordam aspectos problemáticos na

assistência à saúde, apresentando soluções baseadas em evidências para esses

problemas.

Cuidados de enfermagem e segurança do paciente: o que é preciso observar?


1. Higienização das mãos. ...
2. Uso correto de dispositivos, sondas e medicamentos. ...
3. Prevenção de quedas de pacientes. ...

10
4. Cuidado com as lesões de pressão. ...
5. Cirurgia efetiva. ...
6. Comunicação efetiva e transparente.

3.10. ATENDIMENTO HUMANIZADO

O que é humanização ao paciente?

O atendimento humanizado tem como principal característica a promoção do bem-


estar do paciente não só promovendo um cuidado técnico, mas também se
preocupando com seu emocional e o de seus familiares. Essa prática, inclusive, faz
parte de desde 2003 de uma iniciativa do Ministério da Saúde chamada
HumanizaSUS

O que é atendimento humanizado para o profissional de enfermagem?

● Entender o sofrimento do paciente. ...


● Satisfação dos pacientes. ...
● Ética profissional. ...
● Tratamento individualizado. ...
● Cuidado realizado com empatia. ...
● Respeito à intimidade e às diferenças. ...
● Infraestrutura adequada. ...
● Oferecer vários canais de atendimento.

3.11.PROTOCOLO IAM

POP 01: SÍNDROME CORONARIANA AGUDA A doença arterial coronariana (DAC)


representa a principal causa de óbito no mundo e configura entre as patologias de maior
impacto clínico e financeiro. O tratamento moderno da Síndrome Coronariana Aguda (SCA)
depende do uso de terapias de reperfusão, rápido acesso ao serviço médico e uso de
medicações específicas com benefício comprovado. O tempo de condução do paciente até
um hospital capacitado para realizar o tratamento da SCA é determinante do prognóstico
destes indivíduos. Embora a maioria das abordagens indicadas no tratamento do Infarto
Agudo do Miocárdio (IAM) estejam disponíveis no SUS, a mortalidade hospitalar continua
elevada.

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3.11.1 Conceitos A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é um termo utilizado para
descrever uma série de sintomas clínicos resultantes da redução do fluxo sanguíneo
para o músculo cardíaco, por obstrução da artéria coronária, configurando entre elas
o infarto agudo do miocárdio em progressão ou a ameaça iminente do infarto (angina
instável). A sua origem é multifatorial, no entanto a principal causa é uma doença
aterotrombótica, onde uma placa aterosclerótica é formada no interior da artéria
coronariana levando inflamação endotelial e a obstrução mecânica progressiva
vascular.

3.11.2 Fatores de risco

3.11.3 Classificação:
As síndromes coronarianas agudas são divididas em SCA com supradesnível de ST
(CSSST) e sem supradesnível (SSSST) e angina instável (AI).

3.11.3.1 SCACSST é representada pelo IAMCSSST, no qual ocorre obstrução completa da


artéria coronária e se evidencia positivação dos marcadores de necrose miocárdica e elevação
do segmento de ST no eletrocardiograma (ECG). No ECG será visto elevação maior que 2 mm
em duas ou mais derivações precordiais ou maior que 1 mm em duas ou mais derivações
contíguas periféricas; ou Bloqueio de Ramo Esquerdo novo ou presumivelmente novo.

3.11.3.2 SCASSST divide-se em IAMSSST, no qual ocorre obstrução incompleta do lúmen


coronário e se evidencia positivação dos marcadores de necrose miocárdica, sem elevação do
segmento ST no ECG; e angina instável, na qual não há positivação dos marcadores.

3.11.4 Diagnóstico

- Baseia-se em três critérios clínicos, sendo que com apenas dois dos mesmos já se fecha o
diagnóstico; História clínica ECG (Eletrocardiograma) MNM (Marcadores de Necrose
Miocárdica) – Solicitado no ambiente intrahospitalar.

3.11.5 Protocolo inicial - Redução de dor

1. Manipular cuidadosamente o paciente enquanto fornece os cuidados iniciais,


iniciando a infusão IV, obtendo os sinais vitais básicos e fixando os eletrodos para
monitoramento ECG contínuo.
2. Manter o nível de saturação de oxigênio acima de 90%
a. Administrar oxigênio por cânula nasal
b. Incentivar o paciente a fazer inspirações profundas - podem diminuir a
incidência de arritmias permitindo que o coração fique menos isquêmico e
menos irritável; podemos reduzir o tamanho do infarto, diminuir a ansiedade e
levar à resolução da dor toráxica.
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3. Oferecer apoio e tranquilizar o paciente de que o alívio da dor é uma prioridade.
4. Administrar nitroglicerina sublingual, conforme orientação; verificar novamente a PA, a
frequência cardíaca e a frequência respiratória antes de administrar a terapia com nitratos e,
a seguir, 5 a 10 min após a dose.
5. Administrar opióides, conforme prescrição (p. ex., a morfina diminui a atividade simpática
e reduz a frequência cardíaca, as respirações, a PA , a tensão muscular e a ansiedade;
diminui a pré- e pós-carga.
a. Ter cautela quando administrar opióides a pacientes idosos e àqueles com doença
pulmonar obstrutiva crônica, hipotensão ou desidratação.
b. Lembrar que a meperidina é raramente utilizada, visto que pode ter um efeito
vagolítico e causar taquicardia, aumentando, assim, as demandas de oxigênio do
miocárdio.
!ALERTA GERONTOLÓGICO

Os pacientes idosos são extremamente suscetíveis à depressão respiratória em resposta


aos opióides. Devem-se utilizar agentes analgésicos como efeitos menos profundos sobre o
centro respiratório. Os agentes ansiolíticos também devem ser usados com cautela.

6. verificar os sinais vitais basais , antes da administração dos agentes e 10 a 15 min após
cada dose. Colocar o paciente em decúbito dorsal durante a administração, a fim de
minimizar a hipotensão.

7.Administrar nitroglicerina IV conforme prescrição . Monitorar continuamente a PA, com


aparelho com aparelho de pressão arterial automático (contraindo na terapia antitrombótica)
ou intra arterialmente, ou a cada 5 min com o método auscultatório, enquanto titular para
alívio da dor.

Alerta Medicamento !
A administração por via intravenosa constitui a via preferida para a medicação.

outros Protocolos a segui não serão descrito devido ao espaço do material impresso:

Protocolo Estabilidade Hemodinâmica .. ( são os mais utilizados )

3.11.6 fluxograma de atendimento

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3.12.ESTUDO DE CASO

O Sr. Marcelo , um homem Branco de 68 anos de idade, foi trazido à emergência por uma
ambulância às 10:30h.

foi colocado
prontamente na cadeira de roda e a enfermeira fez a classificação
de risco, classificou o paciente e levando para um box enquanto isso
foi realizado as anotações da admissão do paciente como,nome completo ,data e hora da
admissão, procedência
nivel de conciencia, presença de acompanhante, condições de higiene
queixas relacionadas,rol de valores e pertences do paciente, nome
completo e coren do responsável pelo procedimento, entre outras coisas

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previstas no processo de admissão da parte administrativa.

foi relatado pelo paciente dor precordial, o profissional de enfermagem que o atendia
não perguntou diretamente o tipo da dor, mais procurou perguntar onde está a dor
do Sr. Marcelo,

Ele descreveu dor torácica subesternal com irradiação para o braço esquerdo, que
começou 1 hora atrás enquanto limpava seu apartamento no fim de semana.

enquanto estava na anamnese

A dor não é aliviada com o repouso ou com a nitroglicerina sublingual. Ele descreve uma
dor maciça e a quantifica em 8 em uma escala até 10. Ele apresenta história de hipertensão,
obesidade e colesterol elevado. Ele não possui alergias medicamentosas conhecidas.

e depois de ouvi-lo foi desconfiando que estava com sinais de


angina instável ou infarto.

então foi iniciado o protocolo, nos primeiros 10min colocado


eletrodos, e monitorizados sem a presença do médico como forma de agilizar o atendimento
então foi realizado um eletrocardiograma de 12 derivações visando uma rápida leitura
de derivação 2 na procura de uma onda infra ou supra do segmento st, ou onda t invertida,
ou q negativa , ou anormalidades na t caso esteja alta, observou -se supra de st indicativo
de lesão , t negativa , pequenas anormalidades sugestiva de isquemia. então iniciou-se
demarcar o tempo visando o porta agulha e porta balão , que são marcadores de tempo que
ele entrou , colocando um cateter tipo óculos 2 a 3 milímetros por minutos.

Foi seguido o protocolo de forma a realizar essa monitorização, realizando o acesso como
também

a oxigenação , 3 litros de oxigênio, acesso foi venoso calibroso, e soro fisiológico , o


paciente Marcelo estava muito chateado e dificultou os procedimentos , o profissional
procurou realizar abordagens humanizadas explicando e ouvindo visando o máximo
conforto e segurança do paciente atento a monitoração e alterações , diante das
informações iniciais de alteração .

OBS:. A enfermeira registrou imediatamente um ECG com 12 derivações que mostrou


elevação de 4mm do segmento ST nas derivações V₁ a V₄. Foram coletadas amostras de
sangue que revelaram um nível de CK elevado, positivo para a MB. Seu nível de troponina
também estava anormal.

OBS:. O Sr. Marcelo recebeu aspirina e foi obtido um acesso venoso. O Sr. Marcelo
recebeu o diagnóstico de um IM de parede ântero-septal agudo.

Também foi pedido exames complementares de hemograma completo, gasometria,


buscando analisar a troponina se estava ou não abaixo de 0.6.
Foi realizado apenas no local devido a desconforto e dores na região do peito.

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Após ser transferido, um uma nova equipe foi realizado a administração comum do
coquetel segundo o protocolo administrado - morfina com vasodilatador buscando
diminuir a hipotensão com administração diluída em pequenas doses entre outras
medicações previstas e descrita abaixo.

Anotações de Enfermagem

Ao exame físico, ele estava acordado, alerta, orientado e cooperativo. Sua pele
estava fria e diaforética. A pressão arterial era 90/42 mmHg; frequência cardíaca, 110
batimentos/minuto e irregular; frequência respiratória, 26 incursões/minuto com 21 de O₂
por cânula nasal; temperatura, 36,6 ºC. O exame cardíaco revelou B₁,B₂ e B₃. Ele não
apresentava nenhuma distensão venosa jugular. Os pulsos periféricos estavam presentes,
porém eram filiformes e não havia edema periférico.

A ausculta pulmonar revelou estertores basais bilaterais. Ele não possuía evidência de
cianose ou baqueteamento. Seu exame abdominal mostrou presença da peristalse em todos
os quatro quadrantes. Seu abdome estava flácido e indolor, sem massas palpáveis.

O plano consistiu em realizar uma angioplastia coronária transluminal percutânea (PTCA)


primária.

obs:.
o Marcelo possuía saturação abaixo de 90% e pressão abaixo de 90/60 ,

mais alguns medicamentos


Foi administrado morfina com vasodilatador buscando a hipotensão , foi diluída em
pequenas doses
foi administrados como angina prinzmetal, ass dose de ataque 200 mg via oral mastigável.
foi permitido o uso de metoprolol por não apresentar indicações alérgicas, administrado
sinvastatina 20 ml gramas/ 12 horas, enquanto o profissional analisava o tempo porta agulha
inferior a 60 minutos indicando qual abordagem deveria seguir , o paciente veio a óbito e
teve um infarto fulminante decorrente do uso ou reação da medicação pois o mesmo
era idoso e sua saturação era anteriormente mensurada abaixo de 90%.

4.CONCLUSÃO
Concluímos nosso aprendizado voltado para compreensão das etapas que são
constantemente aprimoradas visando práticas cada vez mais seguras e humanizadas sobre
o objetivo principal de promoção da qualidade e promoção dos serviços de saúde como
todo.

16
5.REFERÊNCIAS
ANDERSON, J. L., & MORROW, D. A. Acute Myocardial Infarction. New England Journal of
Medicine, [s. l.], v. 376, ed. 21, p. 2053-2064, 25 mai. 2017

LÓPEZ-CUENCA, A. et al. Comparison between type-2 and type-1 myocardial infarction:


clinical features, treatment strategies and outcomes. J Geriatr Cardiol. [s. l.], v. 13, ed. 1, p.
15-22, 15 jan. 2016.

THYGESEN, K. et al. Fourth Universal Definition of Myocardial Infarction. J Am Coll Cardiol,


[s. l.], v. 72, ed. 18, p. 2231-2264, 30 out. 2018.

Morton, P. G., Fontaine, D. K. (2011). Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem


holística. Brasil: Guanabara Koogan.

site, acessado em 02/09/22, Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=NdWytVFHaCc

6.ANEXOS

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