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1.

Fontes de Campo Magnético: Lei de Biot-Savart

1.1. Campo Magnético produzido por uma carga com velocidade constante

Para um campo eletrostático, uma carga q em uma certa posição do espaço produz um campo elétrico dado por:

posição do espaço produz um campo elétrico dado por: Vamos agora admitir que uma partícula de

Vamos agora admitir que uma partícula de carga q se desloca com uma velocidade v constante. Já sabemos que cargas em movimento produzem campo magnético. Com relação a esse campo produzido, experimentalmente sabemos que:

a) A intensidade do campo magnético é diretamente proporcional à carga e à velocidade da partícula;

b) A intensidade do campo magnético é inversamente proporcional ao módulo do quadrado da distância entre o ponto e a carga;

c) Existe uma constante μ 0 /4π, sendo μ 0 permeabilidade no vácuo;

d) A direção do campo magnético é perpendicular aos vetores e .

do campo magnético é perpendicular aos vetores e . sendo magnético. o vetor que aponta da
do campo magnético é perpendicular aos vetores e . sendo magnético. o vetor que aponta da

sendo

magnético.

o vetor que aponta da carga até o ponto onde desejamos determinar o campo

1.2. Campo Magnético produzido por uma corrente elétrica

O

resultado

acima

pode

facilmente

se

estendido

para

um

fio

condutor

de

O campo magnético produzido por dq no ponto P será: Sabemos que I=dq/dt e ,

O campo magnético produzido por dq no ponto P será:

Sabemos que I=dq/dt e

produzido por dq no ponto P será: Sabemos que I=dq/dt e , portanto Esta é a

, portanto

por dq no ponto P será: Sabemos que I=dq/dt e , portanto Esta é a Lei
por dq no ponto P será: Sabemos que I=dq/dt e , portanto Esta é a Lei

Esta é a Lei de Biot-Savart e a partir dela podemos calcular o vetor campo magnético produzido por uma corrente I em um fio condutor.

1.3. Fluxo Magnético

Para estender nossa discussão sobre a influência da não existência dos monopólos magnéticos, devemos observar que as linhas de campo magnético são sempre linhas que denominamos de linhas fechadas.

Quando estudamos eletrostática aprendemos o conceito de fluxo elétrico. Naquele momento pudemos associar o fluxo de campo elétrico como sendo uma medida da quantidade de linhas de campo elétrico que atravessa uma superfície. A partir dessa informação e com algumas considerações chegamos num importante resultado, a Lei de Gauss:

superfície. A partir dessa informação e com algumas considerações chegamos num importante resultado, a Lei de

Lembrando que a integral acima é uma integral sobre a área de uma superfície fechada e o fluxo elétrico pode se determinado somando-se algebricamente as cargas que estão no interior dessa superfície. Para o campo magnético o fluxo magnético deve ter uma forma semelhante ao fluxo elétrico, ou seja:

deve ter uma forma semelhante ao fluxo elétrico, ou seja: sendo o integrando da equação, o

sendo o integrando da equação, o produto escalar do vetor campo magnético com o vetor elemento de área da superfície. Mas e para uma superfície fechada, qual deve ser o fluxo magnético? A resposta é simples! Se não há monopólos magnéticos, então sobre uma superfície fechada o fluxo magnético será:

sobre uma superfície fechada o fluxo magnético será: Essa equação é chamada de Lei de Gauss

Essa equação é chamada de Lei de Gauss para o magnetismo.

1.4. Lei de Ampère

Para começarmos a discutir sobre a Lei de Ampère é importante relembrar uma característica importante dos campos eletrostáticos. Essa característica é o aspecto conservativo do campo elétrico:

é o aspecto conservativo do campo elétrico: sendo que o integrando da equação é o produto

sendo que o integrando da equação é o produto escalar. Note que o integrando é ao longo de qualquer caminho fechado.

O que desejamos saber agora é qual é o resultado da integral do campo magnético ao longo de um caminho fechado?

integral do campo magnético ao longo de um caminho fechado? Para responder a essa pergunta, vamos

Para responder a essa pergunta, vamos efetuar essa integral. Primeiro devemos escolher uma geometria que facilite o cálculo dessa integral. Considere um fio muito longo conduzindo uma

corrente I. Sabemos que as linhas de campo são representadas por linhas circulares em torno do fio.

são representadas por linhas circulares em torno do fio. O campo magnético produzido por esse fio

O campo magnético produzido por esse fio é dado por:

fio. O campo magnético produzido por esse fio é dado por: Veja que essa escolha foi

Veja que essa escolha foi bem apropriada, pois podermos integrar o campo magnético produzido por esse fio ao longo do caminho circular em torno do fio. Observe que as linhas de campo têm essa simetria! Portanto,

Observe que as linhas de campo têm essa simetria! Portanto, O resultado da equação mostra que
Observe que as linhas de campo têm essa simetria! Portanto, O resultado da equação mostra que

O resultado da equação mostra que a integral ao longe de um caminho fechado é proporcional a corrente I que está interna ao contorno. Vamos melhorar nosso modo de interpretar esse resultado. Primeiro, se estivéssemos escolhido qualquer outro contorno de integração chegaríamos ao mesmo resultado. Segundo, ao invés de usarmos a expressão líquida que atravessa a superfície limitada pelo contorno.

Assim, a expressão geral ficará:

de usarmos a expressão líquida que atravessa a superfície limitada pelo contorno. Assim, a expressão geral

Essa é a Lei de Ampère e da mesma forma que a Lei de Gauss era aplicada em

problemas que envolviam alta simetria, a Lei de Ampère desempenha um papel similar para o

magnetismo, ou seja, ela é utilizada em problemas que envolvem uma significativa simetria.

Além disso, esse resultado mostra que o campo magnético não é conservativo.

QUESTÕES

(28.3) Um elétron se move a 0,100c, como indica a figura. Determine o módulo, a direção e o sentido do campo magnético que esse elétron produz nos seguintes pontos, cada qual com 2,0μm do elétron: (a) pontos A e B; (b) ponto C; (c) ponto D.

m do elétron: (a) pontos A e B; (b) ponto C; (c) ponto D.  (28.4)

(28.4) Uma partícula alfa (carga +2e) e um elétron se movem em sentidos contrários a partir de um mesmo ponto, cada qual com velocidade escalar de 2,50x105m/s. Determine o módulo, a direção e o sentido do campo magnético total que essas cargas produzem no ponto P, que está a 1,75mm de cada carga.

produzem no ponto P, que está a 1,75mm de cada carga.  (28.13) Um fio que

(28.13) Um fio que transporta uma corrente de 28,0A é dobrado até formar um ângulo reto. Considere dois segmentos de 2,0mm de fio, cada qual a 3,0cm da dobra. Determine o módulo, a direção e o sentido do campo magnético que esses dois segmentos produzem no ponto P, eqüidistante de ambos.

dois segmentos produzem no ponto P, eqüidistante de ambos.  (28.17) (a) Quanta corrente um fio

(28.17) (a) Quanta corrente um fio longo e retilíneo teria que transportar para que o campo magnético situado a 2,0cm do fio seja igual a 1,0G (comparável ao campo magnético da Terra, orientado para o norte)? (b) Considerando que o fio é horizontal, com a corrente se deslocando de leste para oeste, em que locais o campo magnético

do fio aponta no mesmo sentido do componente horizontal do campo magnético da Terra? (c) Repita o item (b) considerando o fio vertical, com a corrente se deslocando de baixo para cima.

(28.24) Quatro fios longos, que transportam corrente no mesmo plano se cruzam para formar um quadrado com 40,0cm de cada lado, como indica a figura. Determine o módulo, a direção e o sentido da corrente I, de modo que o campo magnético no centro do quadrado seja igual a zero.

o campo magnético no centro do quadrado seja igual a zero.  (28.25) A distância entre

(28.25) A distância entre dois fios longos paralelos é igual a 0,400m. As correntes I 1 e I 2 possuem os sentidos indicados. (a) Calcule o módulo da força total que cada fio exerce sobre 1,20m de comprimento. A força é de atração ou de repulsão? (b) As correntes dobram, de modo que I 1 torna-se igual a 10,0A e I 2 torna-se igual a 4,0A. Qual é agora o módulo da força total que cada fio exerce sobre 1,20m de comprimento do outro?

que cada fio exerce sobre 1,20m de comprimento do outro?  (28.32) Uma bobina circular com

(28.32) Uma bobina circular com 800 espiras enroladas de modo compacto possui raio de 2,40cm. (a) Qual deve ser a corrente que passa pela bobina, supondo que o campo magnético no centro da bobina é igual a 0,0580T? (b) A que distância x do centro da bobina, sobre o eixo da bobina, o campo magnético é igual a metade do seu valor no centro?

(28.33) Uma bobina circular com 600 espiras enroladas de modo compacto possui diâmetro igual a 4,0cm e conduz uma corrente de 0,500A. Qual é o módulo do campo magnético (a) no centro da bobina? (b) em um ponto sobre o eixo da bobina afastado 8,0cm de seu centro.

(28.41) Um solenóide é projetado para produzir um campo magnético igual a 0,0270T em seu centro. Ele possui um raio de 1,40cm, comprimento de 40,0cm e o fio conduz uma corrente máxima de 12,0A. (a) Qual é o número mínimo de espiras que o solenóide deve possuir? (b) Qual o comprimento total do fio necessário?

(28.44) Um solenóide toroidal possui um raio interno r1=15,0cm e raio externo r2=18,0cm. O solenóide possui 250 espiras e conduz uma corrente de 8,50A. Qual é o módulo do campo magnético em um ponto cuja distância ao centro do toróide é (a) 12,0cm? (b) 16,0cm? (c) 20,0cm?

2.

Indução Eletromagnética

2.1. Lei de Faraday

Para entender o que é o fenômeno da indução eletromagnética, considere um ímã, um amperímetro e uma bobina ligados como mostra a figura. Inicialmente, considere que o ímã e a bobina estejam em repouso. Por este circuito podemos observar os seguintes fenômenos:

(a)

Quando o ímã e a bobina estão em repouso, nenhuma corrente é detectada pelo amperímetro;

(b)

Quando o ímã se move na direção da espira, o ponteiro do amperímetro se desloca numa direção;

(c)

Quando deslocamos o ímã na direção oposta, o ponteiro do amperímetro se desloca na direção contrária;

(d)

Se o ímã em repouso e a espira se deslocam, observamos os mesmos efeitos.

e a espira se deslocam, observamos os mesmos efeitos. O experimento de Faraday demonstrou que um

O experimento de Faraday demonstrou que um campo elétrico é induzido na espira devido à mudança do campo magnético. A bobina se comportar como se estivesse ligada a uma bateria. Experimentalmente sabemos que a tensão induzida depende da taxa de variação temporal do fluxo magnético, ou seja,

sendo ε a tensão induzida na espira e φ m o fluxo magnético através da

sendo ε a tensão induzida na espira e φ m o fluxo magnético através da espira. O sinal negativo na equação acima é colocado para lembrarmos em qual direção a corrente induzida atua. Para entendermos melhor esse sinal, vamos analisar a lei de Lenz. 2.2. Lei de Lenz

Uma tensão induzida gera uma corrente induzida que produzirá um campo magnético que se opõe à mudança no fluxo magnético original. Essa é a lei de Lenz e ela é muito útil para determinar qual o sentido da corrente induzida.

útil para determinar qual o sentido da corrente induzida. Na figura acima, um imã está sendo

Na figura acima, um imã está sendo inserido no interior de uma espira. Vamos pensar em termos das linhas de campo magnético (saem do pólo norte magnético do ímã). À medida que o pólo magnético norte do ímã é inserido na espira uma quantidade maior de linhas atravessará a espira. Há uma mudança no fluxo magnético com deslocamento do ímã. Podemos esperar uma tensão induzida. Tensão e resistência (a espira é um fio condutor com resistência) produzem corrente. Essa corrente induzida terá um sentido na espira. Ela pode estar no sentido horário ou anti-horário. Mas a corrente deve criar um campo que se opõe à mudança de fluxo magnético original, ou seja, aquele produzido pelo ímã. As linhas de campo magnético produzido pelo ímã apontam para o lado direito da espira e o fluxo aumenta nesse sentido. A corrente induzida produz um campo, cujas linhas devem se opor, ou seja, elas devem estar apontando para o lado esquerdo da espira. Assim, a corrente induzida deve ter o sentido apresentado na figura. Não esqueça da regra da mão direita!!!!! Mas cuidado!!! O campo magnético produzido pela corrente induzida NÃO tem necessariamente que apontar na direção contrária ao campo magnético original. Estamos trabalhando com a variação do fluxo magnético, ou seja. Temos que pensar em termos desse fluxo.

2.3. Campo Elétrico Induzido

Vimos anteriormente que um campo elétrico externo gerado, por exemplo, por uma bateria é capaz de produzir uma corrente em um circuito. Mas note que nas situações acima não há nenhuma bateria ligada ao circuito. A corrente surge devido à tensão induzida, ou seja, gerada pela variação do fluxo magnético. A tensão induzida pode ser escrita como:

fluxo magnético. A tensão induzida pode ser escrita como: Para um campo de natureza eletrostática, ou

Para um campo de natureza eletrostática, ou seja, aquele gerado por cargas elétricas em repouso:

ou seja, aquele gerado por cargas elétricas em repouso: Porém, para uma tensão induzida na espira,

Porém, para uma tensão induzida na espira, teremos:

Porém, para uma tensão induzida na espira, teremos: Como, teremos: É importante enfatizar que o campo

Como,

Porém, para uma tensão induzida na espira, teremos: Como, teremos: É importante enfatizar que o campo

teremos:

para uma tensão induzida na espira, teremos: Como, teremos: É importante enfatizar que o campo elétrico

É importante enfatizar que o campo elétrico que aparece na equação é um campo elétrico, mas induzido, ou seja, não é um campo elétrico de natureza eletrostática. Note que agora temos um campo elétrico gerado por uma variação do campo magnético.

2.4. Tensão Induzida por Movimento

Discutimos acima que uma tensão pode ser induzida pela variação do campo magnético com o tempo. Agora apresentaremos uma outra forma de gerar uma tensão induzida. Essa forma é chamada de tensão induzida por movimento, na qual uma tensão é induzida em um condutor deslocando-se através de um campo magnético. Considere um campo magnético numa região do espaço e vamos representar esse campo por duas linhas. Admita que uma barra condutora de comprimento l se desloca com velocidade v no interior do campo.

l se desloca com velocidade v no interior do campo. Como a barra é condutora os

Como a barra é condutora os elétrons livres vão sofrer a ação magnética:

os elétrons livres vão sofrer a ação magnética: de uma força Note que a força magnética

de uma força

Note que a força magnética sobre os elétrons atua na direção vertical (eixo y) e no sentido de empurrar os elétrons para a parte inferior da barra.

os elétrons atua na direção vertical (eixo y) e no sentido de empurrar os elétrons para

O movimento dos elétrons para a região inferior da barra termina quando a força elétrica se igualar à força magnética:

Tomando o módulo:

se igualar à força magnética: Tomando o módulo: Devido à separação das cargas há uma diferença
se igualar à força magnética: Tomando o módulo: Devido à separação das cargas há uma diferença

Devido à separação das cargas há uma diferença de potencial entre as extremidades da barra:

temos:

Fazendo

Porém:

entre as extremidades da barra: temos: Fazendo Porém: Observe que o resultado da equação mostra que
entre as extremidades da barra: temos: Fazendo Porém: Observe que o resultado da equação mostra que
entre as extremidades da barra: temos: Fazendo Porém: Observe que o resultado da equação mostra que
entre as extremidades da barra: temos: Fazendo Porém: Observe que o resultado da equação mostra que

Observe que o resultado da equação mostra que entre as extremidades da barra já uma tensão induzida, cujo módulo é proporcional à velocidade de deslocamento da barra, ao seu comprimento e ao módulo do campo magnético. Podemos representar essa barra por um gerador de tensão, como mostra a figura abaixo.

e ao módulo do campo magnético. Podemos representar essa barra por um gerador de tensão, como

3.

Indutância

Apresentaremos agora um dispositivo elétrico denominado indutor, cuja grandeza física associada a ele é a indutância. A indutância pode ser mútua, ou seja, quando o campo magnético de uma espira interage com uma outra espira nas vizinhanças. A outra forma de indutância é o que chamamos de auto-indutância ou indutância própria. Nesse caso, a variação do fluxo magnético produz uma indutância no próprio circuito de onde ele é gerado. Fisicamente, a indutância é uma medida da resistência de um indutor a mudanças da corrente elétrica. Isso significa que o indutor é um dispositivo que se opõe às variações da corrente. O indutor é um dispositivo elétrico largamente utilizado em circuitos elétricos. Além disso, o indutor armazena energia magnética.

3.1. Indutância Mútua

Considere dois circuitos (ou espiras) C 1 e C 2 ambas fixas e considere que as suas áreas não variam. Uma corrente I 1 (t) circula apenas na espira C 1 .

Uma corrente I 1 (t) circula apenas na espira C 1 . A corrente irá produzir

A corrente irá produzir um campo magnético ao redor do fio. Devido a esse campo magnético, um fluxo magnético atravessa a espira 2 que está nas vizinhanças da espira 1. Já que a corrente que produz esse campo é variável no tempo teremos o aparecimento de uma tensão induzida na espira 2:

teremos o aparecimento de uma tensão induzida na espira 2: Note que o fluxo magnético é

Note que o fluxo magnético é escrito da seguinte forma:

teremos o aparecimento de uma tensão induzida na espira 2: Note que o fluxo magnético é

O campo produzido pela corrente na espira 1 é:

O campo produzido pela corrente na espira 1 é: Como o campo é diretamente proporcional a

Como o campo é diretamente proporcional a corrente e o fluxo magnético é diretamente proporcional ao campo, podemos afirmar que:

é diretamente proporcional ao campo, podemos afirmar que: Evidentemente isso é o mesmo que dizer que

Evidentemente isso é o mesmo que dizer que o fluxo magnético na espira 2 é diretamente proporcional a corrente que circula na espira 1, ou seja:

proporcional a corrente que circula na espira 1, ou seja: Logo: o que resulta em: O

Logo:

a corrente que circula na espira 1, ou seja: Logo: o que resulta em: O termo

o que resulta em:

que circula na espira 1, ou seja: Logo: o que resulta em: O termo constante que

O termo constante que aparece na equação é denominado de indutância mútua (M) do sistema:

é denominado de indutância mútua (M) do sistema: Note que podemos comparar essa equação com a

Note que podemos comparar essa equação com a Lei de Ohm:

Note que podemos comparar essa equação com a Lei de Ohm: Observe que na Lei de

Observe que na Lei de Ohm, a resistência é uma medida da oposição à corrente. Já a indutância é uma medida da oposição à variação da corrente. A unidade da indutância no SI é o Henry (H) e é uma grandeza positiva.

Você deve estar questionando o fato de que se ao invés da corrente circular na espira

1, ela circulasse pela espira 2, haveria uma indutância mútua? Qual seria o seu valor? Haverá

sim uma indutância mútua e podemos com certeza afirmar que ela é a mesma, ou seja:

e podemos com certeza afirmar que ela é a mesma, ou seja: A prova matemática da

A prova matemática da indutância mútua é muito trabalhosa e nos leva à fórmula de

Neumann:

é muito trabalhosa e nos leva à fórmula de Neumann: A simetria que mencionamos acima (M

A simetria que mencionamos acima (M 12 =M 21 ) está bem evidente na equação acima.

3.2. Auto-indutância

No item acima consideramos que a corrente na espira 1 induz um fluxo magnético na espira 2 e a partir daí podemos conhecer a indutância mútua do sistema. Entretanto, uma

pergunta deve ser feita: A própria corrente da espira 1 também não produzirá um fluxo magnético sobre ela própria? Não deveríamos ter também uma indutância própria na espira

1? A resposta para tudo isso é SIM.

Aqui não há nenhuma necessidade de utilizar os índices subscritos, de modo que

temos:

de utilizar os índices subscritos, de modo que temos: sendo L a auto-indutância (ou também chamada

sendo L a auto-indutância (ou também chamada de indutância própria). Não vamos esquecer que a indutância é uma grandeza física escalar e positiva. Da mesma forma que a capacitância

e a resistência são funções da geometria dos condutores, a indutância também depende da

geometria das espiras. A indutância é uma grandeza associada a um dispositivo elétrico

denominado indutor, cujo símbolo elétrico está apresentado na figura abaixo.

associada a um dispositivo elétrico denominado indutor, cujo símbolo elétrico está apresentado na figura abaixo.

3.3. Circuitos RL

Em um circuito RL simples, um gerador de tensão é ligado em série com um resistor e um indutor. A chave colocada no circuito estará inicialmente aberta, de modo que nenhuma corrente circula no circuito.

aberta, de modo que nenhuma corrente circula no circuito. A tensão no indutor é dada por:

A tensão no indutor é dada por:

circula no circuito. A tensão no indutor é dada por: Note que o sinal negativo na

Note que o sinal negativo na equação, nos faz lembrar que o indutor bloqueará qualquer variação da corrente. No momento em que a chave é fechada t=0s, há uma variação do potencial, evidentemente teremos uma variação da corrente e é claro que o indutor se oporá a ela. Mas como será essa oposição? O que acontecerá é que o indutor produzirá uma força contra-eletromotriz, ou seja, entre os terminais do indutor surgirá uma tensão igual a da fonte de tensão do circuito. Assim, fica bem claro que a corrente que circula no circuito, no instante inicial, será zero. Podemos então modelar o indutor como um circuito aberto.

Podemos então modelar o indutor como um circuito aberto. Para t>0s os indutor vai armazenando energia.

Para t>0s os indutor vai armazenando energia. Quando o sistema atinge o regime permanente (estacionário), a tensão no indutor vai à zero, pois dI/dt=0. Note que nesse momento, o indutor se comporta como um curto circuito, ou seja, a tensão entre os seus terminais será zero. A figura abaixo ilustra o circuito no regime permanente.

Analisando o circuito no regime permanente temos que a corrente será: Podemos observar que os

Analisando o circuito no regime permanente temos que a corrente será:

o circuito no regime permanente temos que a corrente será: Podemos observar que os circuitos RC

Podemos observar que os circuitos RC e RL têm comportamentos semelhantes mas em situações diferentes.

comportamentos semelhantes mas em situações diferentes. Pela lei das malhas: A equação acima leva a uma

Pela lei das malhas:

mas em situações diferentes. Pela lei das malhas: A equação acima leva a uma equação diferencial:

A equação acima leva a uma equação diferencial:

Separando as variáveis, temos:

diferentes. Pela lei das malhas: A equação acima leva a uma equação diferencial: Separando as variáveis,
diferentes. Pela lei das malhas: A equação acima leva a uma equação diferencial: Separando as variáveis,

Finalmente, a equação da corrente no circuito RL será:

Finalmente, a equação da corrente no circuito RL será: sendo τ L =L/R a constante de

sendo τ L =L/R a constante de tempo para o circuito RL. Para determinarmos a expressão da tensão no indutor basta utilizarmos:

a expressão da tensão no indutor basta utilizarmos: Para onde foi o sinal negativo? Não precisamos

Para onde foi o sinal negativo? Não precisamos dele aqui, pois ele indica apenas a oposição à variação da corrente. Portanto,

foi o sinal negativo? Não precisamos dele aqui, pois ele indica apenas a oposição à variação
foi o sinal negativo? Não precisamos dele aqui, pois ele indica apenas a oposição à variação