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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA

COMARCA DE SANTOS, SP.

DAGOBERTO MARIQUETI TEJEPRESO, Brasileiro, Solteiro, Dançarino


Profissional, portador do RG n.º 878988, CPF n.º 893489374, residente e
domiciliado na Av. Terori, n.º32, São Paulo, SP, por meio de seu Advogado
legalmente constituído (procuração em anexo), com endereço profissional à
Rua dos Periquitinhos, n.º 23, vem à presença de V. Exa., nos termos dos
arts. 614, 646 e seguintes do CPC, propor a presente AÇÃO DE EXECUÇÃO
DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL POR QUANTIA CERTA, em face de CARLINO
BIBONILDO, Brasileiro, Solteiro, Designer de interiores, portador do RG n.º
44444, CPF sob o n.º 98090, residente e domiciliado na Rua do O, n.º4433,
Santos, SP, pelos fatos a seguir aduzidos:

DOS FATOS:

I. O Sr. Dagoberto é credor do Sr. Carlino por força de duplicata de gerada


em função de relação de prestação de serviço, circulada mediante endosso
do Sr. Afonso Piti, no valor de R$ 50.000,00 (doc. 1). A referida duplicata
teve vencimento no dia 20 de setembro de 2005, no entanto, não foi
efetivado o devido pagamento, mesmo existindo regular prova da prestação
de serviço que lastreou seu saque, como prova o comprovante de prestação
de serviço em anexo (doc. 2).

II. Não houve manifestação ao aceite do Executado, tampouco explicação


acerca do porquê de sua omissão, não houve outro meio a não ser protestar
o título, isto se deu no dia 15 de dezembro de 2005.

DO DIREITO

Reza o CPC:
“Art. 585. São títulos executivos extrajudiciais: (Redação dada pela Lei nº
5.925, de 1º.10.1973)
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o
cheque;”

A lei dispõe que podem emitir fatura e a correspondente duplicata, as empresas


individuais ou coletivas, fundações e sociedades civis que tenham por objeto a
prestação de serviços, além de profissionais liberais e prestadores eventuais de
serviço cujo valor seja superior ao mínimo legal; a duplicata de prestação de
serviços está sujeita às mesmas normas legais que as duplicatas comuns, razão
pela qual sua emissão é ato jurídico de natureza comercial.

A duplicata é título de crédito, conforme a enumeração do inciso I do art. 585 do


CPC; é possível fundamentar ação de cobrança, em duplicata não aceita, mas
protestada mediante prova de remessa ou entrega de mercadoria, porque essa
forma de protesto supre a falta de aceite, sendo considerada, também sob esta
circunstância, título executivo extrajudicial.

A jurisprudência sobre o tema é pacífica:

“Os precedentes da Corte mostram que a duplicata, sem aceite, mas


protestada e com prova de prestação dos serviços, é documento hábil
para instruir a execução.” (STJ, REsp. 427440, rel. Min. Carlos Alberto
Menezes Direito, 3.ª T., j. 8.11.02)

DO PEDIDO

Por tudo exposto, o Exeqüente requer que:

I- Seja determinada a citação do Executado para pagar em 24 (vinte e


quatro) horas o valor atualizado da dívida, nos moldes da planilha
de calculo em anexo (doc. 4), acrescido das custas e honorários,
com os juros e correção monetária que incidirem desta data até o
pagamento; ou nomeie bens a penhora, observando a ordem do
art. 655 da Lei Processual Civil.

II- Caso não ocorra o pagamento ou a nomeação, requer seja


determinado ao Oficial de Justiça a penhora de tantos bens
quantos bastem ao pagamento do valor total do débito (art. 659, §
1.°, CPC).

III- Na hipótese do Oficial de Justiça não obtiver sucesso em


localizar o executado, requer que seja efetuado o arresto de
tantos bens que bastem para garantir a execução.

IV- Requer, caso necessário, a produção de todas as provas


admitidas em direito.

Dá-se o valor da causa o atualizado da dívida, R$ (Valor


atualizado)

Nestes Termos,
Pede Deferimento.

São Paulo, (data)


Advogado
OAB/SP nº6666