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Prescrição X Decadência

Direito Civil
A prescrição é a perda do direito de ação (perda da possibilidade de
reivindicar um direito por meio da ação judicial cabível), já a decadência
é a perda do direito em si por não ter sido exercido num período de
tempo razoável. Uma diferença fundamental entre os efeitos de cada
regra era a impossibilidade da prescrição ser reconhecida de ofício pelo
juiz, ou seja, sem que as partes tenham manifestado a ocorrência. Já a
decadência, por sua vez, podia ser verificada pelo juiz, independente
de qualquer manifestação. Contudo, após as recentes alterações do
Código de Processo Civil (implementadas pela Lei nº11.280 de 16 de
fevereiro de 2006, com vigência em 18.05.2006), tanto a decadência
quanto a prescrição deverão ser verificadas pelo juiz independente de
qualquer
manifestação das partes.

Fonte: Código Civil e Código de Processo Civil.

PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA

É comum às pessoas confundirem os termos prescrição e decadência.


Portanto, tentarei explicitar sucintamente esses dois termos jurídicos.

Prescrição é a extinção de uma ação judicial possível, em virtude da


inércia de seu titular, por certo lapso de tempo e a Decadência é a
extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de
origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo
prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado.

Posto que a inércia e o tempo sejam elementos comuns à decadência e à


prescrição, diferem, contudo, relativamente ao seu objetivo e momento de
atuação, por isso que, na decadência, a inércia diz respeito ao exercício do
direito e o tempo opera os seus efeitos desde o nascimento deste, ao
passo que, na prescrição, a inércia diz respeito ao exercício da ação e o
tempo opera os seus efeitos desde o nascimento desta, que, em regra, é
posterior ao nascimento do direito por ela protegido.

Baseando-se na estabilidade que a ordem jurídica deve assegurar às


relações jurídicas, é intuitivo que o tempo é o principal elemento da
prescrição.

São variados os prazos da prescrição, segundo a importância do caso, a


facilidade do exercício da ação etc. Vai de dez dias a cinco anos, como se
vê no artigo 178 do Antigo Código Civil; e aos casos, para os quais não há
prazo previsto, aplica-se a regra geral do art. 177 do mesmo Código.

Questão interessante, ainda relativa ao tempo, é saber-se quando começa


a correr o prazo da prescrição. A explicação mais lógica decorre da regra
segundo a qual a prescrição atuando, como atua na ação, começa a correr
do dia em que a ação poderia ser proposta e não a foi. É o princípio da

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"actio nata", ou seja, a prescrição começa do dia em que nasce a ação
ajuizável.

Enquanto a prescrição é suscetível de ser interrompida e não corre contra


determinadas pessoas, os prazos de decadência fluem inexoravelmente
contra quem quer que seja, não se suspendendo, nem admitindo
interrupção.

É importante notar a regra do art. 177 do Antigo Código Civil. Ali, o


legislador estabeleceu os prazos genéricos da prescrição, dispondo que as
ações pessoais prescrevem, ordinariamente, em vinte anos, e as ações
reais em dez anos entre presentes, e em quinze anos entre ausentes.

Portanto, podemos fazer as diferenças entre Prescrição e Decadência da


seguinte forma:

a) A decadência tem por efeito extinguir o direito, e a prescrição


extinguir a ação;

b) A decadência não se suspende, nem se interrompe, e só é


impedida pelo exercício do direito a ela sujeito; a prescrição pode ser
suspensa ou interrompida por causas preclusivas previstas em lei;

c) A decadência corre contra todos, não prevalecendo contra ela


isenções, criadas pela lei, a favor de certas pessoas; a prescrição
não corre contra todos, havendo pessoas que por consideração de
ordem especial da lei, ficam isentas de seus efeitos;

d) A decadência resultante de prazo extintivo imposto pela lei não


pode ser renunciada pelas partes, nem depois de consumada; a
prescrição, depois de consumada, pode ser renunciada pelo
prescribente;

e) A decadência decorrente de prazo legal prefixado pelo legislador


pode ser conhecida pelo juiz, de seu ofício, independentemente de
alegação das partes; a prescrição das ações patrimoniais não pode
ser, "ex officio", decretada pelo juiz.

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Prescrição

Em direito, prescrição é a perda da pretensão pela inércia do titular de


um direito subjetivo em mover a ação respectiva.

A prescrição é, portanto, o modo pelo qual a pretensão se extingue pela


inércia, durante certo lapso de tempo, do titular de um direito subjetivo,
que fica sem instrumentalizar a ação própria para assegurá-lo.

A prescrição atinge tão somente o direito de ação, extinguindo a


pretensão, o direito subjetivo continua a existir.

O prazo de prescrição pode ser suspenso ou interrompido, de acordo com


casos previstos em lei.

Fundamento

Há várias opiniões a respeito. Alguns autores dizem que o fundamento


seria a negligência dos titulares para com seus direitos, causando sua
extinção. Mas o jurista Clóvis Beviláqua escreveu que o verdadeiro
fundamento é a necessidade de ordem e paz, portanto é uma regra
imposta pela necessidade de certeza nas relações jurídicas. O interesse do
titular do direito desprezado não pode prevalecer contra a necessidade de
paz social, portanto este possue um lapso de tempo determinado em que
pode defendê-lo através dos meios jurídicos.

Alguns direitos acompanham seus titulares por toda a vida. Estes são os
direitos personalíssimos, elencados no artigo 5º da Constituição
Federal, como o direito à vida.

Mas outros direitos subjetivos não são imutáveis: nascem, vivem e


desaparecem, sendo adquiridos ao longo da vida.

Não se pode confundir o instituto da prescrição com a decadência. Esta


sim acarreta a perda do direito material, no caso potestativo, enquanto a
prescrição é o fim do prazo para que o titular de um direito subjetivo
exija esse direito pela via judicial.

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Diferenças entre prescrição e decadência

Prescrição

 Extingue tão somente a pretensão,o direito de ação, o direito


subjetivo continua a existir.
 O prazo é somente estabelecido por Lei.
 Requer uma ação cuja origem é idêntica a do direito.
 Não corre contra aqueles que estiverem sob a égide das causas
de
interrupção ou suspensão prevista em Lei.
 Conforme recente reforma do Código de Processo Civil,
introduzida pelo art. 3º da Lei nº 11.280/2006, a prescrição
pode ser declarada de ofício pelo magistrado, antes mesmo da
citação da parte ré.
 Após sua consumação pode ser renunciada pelo prescribente.
 A ação tem natureza condenatória.

Decadência

 Extingue direito potestativo


 O prazo pode ser legal ou convencional.
 Supõe uma ação cuja origem seria diversa da do direito.
 Corre contra todos.
 Decorrente de prazo legal pode ser julgado de ofício, pelo juiz
independentemente de argüição do interessado.
 Resultante de prazo legal não pode ser renunciado.
 A ação tem natureza constitutiva.