Sei sulla pagina 1di 6

O QUE VINDES AQUI FAZER?

recebido por email

Meus irmãos, este trabalho é dedicado principalmente aos


irmãos aprendizes, que iniciados recentemente nos nossos
augustos mistérios, estão freqüentando as sessões e ficam
sem entender o que está acontecendo. Muitos se frustram nas
primeiras sessões, achando que aqui ele não está vendo nada
de interessante. São muitos homens de "bem", vestidos a
rigor, batendo martelos e com uma conversa que não faz
muito sentido.

Desde há muitos séculos existiram as fraternidades que


transmitiram seus conhecimentos herméticos a poucos
escolhidos. A palavra "esotérico" tem raiz grega e foi criada
por Sócrates, quando dava instruções filosóficas em sua casa,
reservadas a um grupo seleto e restrito de amigos que tinham
a capacidade de compreender e entender os seus propósitos
metafísicos. Por isso "esotérico" tem o sentido de hermético,
fechado, escondido e reservado e estes também serão os de
nossa ordem maçônica. Ou seja, são poucos os escolhidos
dentro de nossa sociedade, homens aparentemente livres e de
bons costumes, que poderão ao longo do tempo desvendar e
apreender o nosso simbolismo.

O símbolo e a alegoria surgiram com o ser humano, que


também não passa de um símbolo do universo. Toda a história
da humanidade, com todo o seu progresso nos é mostrada
através de alegorias e símbolos, entre os quais o homem
sempre viveu.
Logicamente não serão os ícones, os símbolos, as alegorias ou
o ritual que mudarão nossa personalidade, mas sim, a
interpretação e a compreensão de suas verdades e a posterior
prática das virtudes neles incorporadas.

Agora que se tornaram maçons, participantes dessa nobre


instituição que há muitos anos vêm tentando mudar e
melhorar o caráter do ser humano, para que tenhamos uma
sociedade mais justa, mais fraterna e solidária, vocês terão
alguns símbolos e palavras que os identificarão como maçons,
assim quando chegarem em uma loja maçônica de qualquer
potência e em qualquer lugar do mundo lhes serão exigidos a
sua identificação como maçons.

E dentre outras coisas lhe será perguntado:


O que vindes aqui fazer?
Ao que o irmão responde:
Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer
novos progressos na maçonaria.

Meus irmãos, tudo na vida é baseado em símbolos, alegorias,


signos, emblemas e rituais.
A escrita é um símbolo. A comunicação entre pessoas é feita
através da associação da fala aos símbolos que a pessoa
associa para lembrar o que é, expressando idéias e emoções
para si mesmo ou para outros. Mesmo na conversação
metafísica existe um simbolismo por associação.

A nossa rotina diária, o nosso cotidiano, também é um ritual,


cheio de símbolos e alegorias,
Na Maçonaria também temos nossos símbolos, signos,
emblemas e nossas alegorias a serem entendidos e nosso
ritual que deve ser seguido.

Dentro do próprio ritual existem vários símbolos filosóficos


que ao longo do tempo passarão a identificar e entendê-los
plenamente.

Quando de suas iniciações, vocês pediram a Luz, e vos foi


dada a Luz.
Foi-lhes dada a luz física. Ou seja, estavam vendados e viram
a Luz.
Mas o que buscamos na Maçonaria é a Luz verdadeira, a Luz
espiritual que é a compreensão do mundo à nossa volta e dos
seus antigos mistérios. Mistérios estes, herdados de nossos
antepassados que hoje tentamos decifrar. As chaves destes
enigmas foram perdidas no tempo, na época da tradição e
transmissão oral, quando não era registrado o conhecimento
senão através de ícones, gravuras, alegorias e símbolos.

Buscamos ver através e além da Luz. Buscamos ver adiante


das coisas. É olhar um símbolo e ver além dele o que nossos
antepassados quiseram nos transmitir, é o tirar o véu para
que se veja claramente o que está atrás do véu.

O que lhes pedimos é paciência, persistência e que estejam


com o coração e mente abertos para que, ao começarem a
decodificar estes símbolos eles possam mudar para melhor as
suas personalidades.

Quase tudo na Maçonaria é baseado no número três.


Inicialmente temos o trilogismo máximo da Maçonaria que
são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Quando responderam: Vencer minhas paixões, submeter a
minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria. Aqui
existe outro trilogismo.

No mundo profano somos considerados um pedra bruta, ou


seja, uma jóia rara da criação do Grande Arquiteto do
Universo, mas, cheio de agregados indesejáveis e de arestas
imperfeitas e que devem ser lapidadas para que se produza
um quadrado ou retângulo perfeito. E, em sendo perfeito
encaixará perfeitamente na construção do edifício, não
deixando espaço nenhum, e nem será necessário alguma
argamassa para fazer o seu ajuntamento.

Vencer minhas paixões.

A Maçonaria Universal propõe edificar a "Cidade Humana", um


mundo ideologicamente perfeito, do qual o homem virtuoso
será ao mesmo tempo, o beneficiário e o organizador.

E este propósito também é nosso. O que estamos tentando


construir é o edifício perfeito dentro do ser humano, ou seja, é
tirando e eliminando as arestas de nossos vícios e lapidando
as nossas paixões que poderemos ser um ser humano melhor
para nossos familiares, nossa sociedade e para nós mesmos.

É mudando nossos hábitos, atos e comportamento que


transformamos o mundo em nossa volta. É à busca da
perfeição e a prática das virtudes que nos transformarão em
seres humanos melhorados.
Quando alguém quer ter músculos fortes, pratica exercícios
físicos até conseguir o seu objetivo. Quando alguém deseja
melhorar o seu caráter, iluminar o seu espírito e a sua alma,
deve praticar todas as virtudes diariamente, e é isto que
vindes aqui fazer. Não é só dentro da loja que devemos ser
perfeitos, devemos sim, ser perfeitos para o mundo, só assim,
mudando primeiro a nós mesmos é que conseguiremos dar o
primeiro passo para uma humanidade melhor: praticante da
caridade, mais fraterna, mais solidária e com mais amor entre
todos os irmãos.

Porquê tirar e eliminar as arestas de nossos vícios e lapidar


nossas paixões?

Porque nossos vícios são hábitos desregrados que adquirimos


ao longo de nossas vidas e são perfeitamente descartáveis,
pois, podemos viver sem eles.

Porquê somente lapidar nossas paixões? Porque nossas


paixões fazem parte do ser humano. São emoções e
sentimentos que estão escondidas em nosso âmago. Vêm
enraizadas dentro do humano e sem elas os ser humano não é
nada. Por isso devemos somente aplainá-las, desbastando a
parte podre; sufocando a parte má para que prevaleça a parte
boa.

Sabemos que o bem e o mal estão dentro de cada ser humano.


Ele faz aflorar o que quiser. Nossas paixões são as nossas
emoções mais profundas que se levadas a um alto grau de
intensidade sobrepõe à lucidez e à razão. E o ser humano é um
ser emocional, por isso devemos controlar nossas emoções
com uma disposição firme e constante para a prática do bem e
assim conseguiremos vencer nossas paixões.

Submeter a minha vontade.

Porquê submeter a minha vontade?


Já dissemos que o ser humano é emocional e racional, que
pode ou não praticar atos em obediência e a um impulso ou a
motivos ditados pela razão.

Entretanto, através do livre arbítrio o ser humano é livre para


ser e fazer o que quiser sem dar satisfações a ninguém e nem
prestar contas a ninguém a não ser a ele próprio. Lógico que
devemos assumir as responsabilidades pelos nossos atos e
sofrer as conseqüências de nossas más ações. Mas, somos
livres, ou achamos que somos livres.
Esta pretensa liberdade é que devemos trabalhar. Na verdade
não somos livres, somos escravos de nossos vícios e de nossas
paixões que controlam a nossa vida. Somos escravos do nosso
cotidiano, da rotina estafante do dia-a-dia, de nosso trabalho,
do relógio, de nossas famílias, de nossos amigos e de nossos
inimigos, de nossos sonhos, de nossas falsas promessas, do
Poder Constituído, das Leis e da nossa vontade.

Este submeter a minha vontade, não quer dizer submeter a


minha vontade a vontade de outros, mas, sim submeter a
minha vontade à minha vontade. É ter controle sobre minhas
emoções e minha vontade de praticá-las. É fazer minha razão
subjugar minha vontade, sujeitando, entregando e rendendo-
se ao bom senso e à prudência, ponderando minhas idéias,
tendo um raciocínio lógico e juízo perfeito em minhas ações.
Ter emoções e vontade saudáveis aprimoram o seu
relacionamento consigo mesmo e irradia vida e felicidade ao
seu redor

Então, devemos submeter a nossa vontade, nosso livre arbítrio


praticando boas ações, tendo bons pensamentos em relação a
todos que nos cercam e isto indiretamente a Maçonaria
tentará colocar dentro de cada um de vocês, através do
desvendar do simbolismo filosófico de nossa ordem. É
submetendo, ou seja, controlando a nossa vontade é que
seremos livres dos vícios e das paixões desregradas.
Fazer novos progressos na Maçonaria.

A Maçonaria não é religião, não é Igreja e não é escola, é uma


instituição iniciática e eclética que conclama toda a
humanidade a viver fraternalmente, todos como irmãos.
Os progressos que vier a fazer dentro da Maçonaria só
dependerão dos próprios irmãos, como já disse Jesus Cristo "é
buscando que encontrarão" "é batendo que se abrirão", cabe a
cada irmão buscar a perfeição maçônica e por conseguinte a
perfeição humana, através de muito estudo e trabalho é que
poderão fazer novos progressos na maçonaria, ou ficarão
como muitos, batendo martelos por muitos anos sem
entenderem porque estão na Maçonaria.
Cabe aqui uma pequena história que reflete o teor de nossas
palavras:

Conta-se que certo funcionário de uma empresa ferroviária,


estando prestes a se aposentar, acertou sua substituição,
colocando seu filho em seu lugar. Seu serviço e sua
responsabilidade era caminhar diariamente ao longo dos
trilhos e na ida e na volta ia batendo nos trilhos com uma
marreta de cinco quilos, verificando assim se os trilhos
estavam bem presos aos dormentes. Ele, pessoa simplória
havia passado trinta anos fazendo aquele trabalho e o
conhecia muito bem. No primeiro dia de trabalho de seu filho,
saiu todo feliz a explicar-lhe o que era o seu ofício. Saíram
então, marretando os trilhos, e o pai explicava ao filho como
deveria ser a pancada no vergalhão do trilho, passaram-se as
horas, em dado momento o filho pergunta ao pai:
- Pai, porquê e para quê é feito este tipo de trabalho?
O pai em sua simplicidade respondeu-lhe:
- Não sei, eu recebi ordens de bater nos trilhos e fiz isso
durante todos os dias nestes trinta anos de trabalho e agora
me aposento e passo a ti o meu trabalho.

Meus irmãos, na Maçonaria é a mesma coisa, se não


procurares as respostas para as suas inquietações e seus
anseios mais profundos ficarão toda a vida batendo marreta
nos trilhos sem saber o porquê.
Cabe a cada um procurar e questionar, estudar e refletir sobre
toda a nossa filosofia, procurando tirar de cada símbolo uma
lição de vida, de cada dia em loja um aprendizado, de cada
bater de martelo um novo som, pois, não existem dias iguais
como não há ser humano igual, cada dia em Loja é diferente
do último, à medida que forem participando das sessões,
aparentemente simples, suas mentes irão alargando para
receber o conhecimento implícito no simbolismo e na filosofia
maçônica.

Luiz Antônio Lima - Mestre Maçom