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SISTEMA DIGESTÓRIO

Funções Boca Faringe

Esôfago Estômago Intestino Delgado

Intestino Grosso Peritônio Órgãos Anexos

Fígado Vesícula Biliar Pâncreas

INTRODUÇÃO

O trato digestório e os órgãos anexos constituem o sistema


digestório. O trato digestório é um tubo oco que se estende da
cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar
ou trato gastrintestinal. As estruturas do trato digestório incluem:
boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino
grosso, reto e ânus.

O comprimento do trato gastrintestinal, medido no cadáver, é de


cerca de 9m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo
das paredes dos órgãos do trato gastrintestinal mantém o tônus.

Os órgãos digestório acessórios são os dentes, a língua, as


glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes
auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na
mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestórios
acessórios, nunca entram em contato direto com o alimento.
Produzem ou armazenam secreções que passam para o trato
gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.

O trato gastro intestinal é um tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de comprimento


desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).

FUNÇÕES

1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas


alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.

2- Transformação mecânica e química das macromóléculas alimentares ingeridas


(proteínas, carbohidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para
serem absorvidas pelo intestino.

3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os


capilares sangüíneos da mucosa do intestino.

4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com


restos de células descamadas da parte do trato gastro intestinal e substâncias secretadas
na luz do intestino.

Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.


Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.

Ingestão: Introdução do alimento no estômago.

Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.

Absorção: Processo realizado pelos intestinos.

Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinal.

O trato gastro intestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente são:

BOCA - FARINGE - ESÔFAGO - ESTÔMAGO - INTESTINO DELGADO - INTESTINO


GROSSO

Órgãos Anexos:

GLÂNDULAS PARÓTIDAS
GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES
GLÂNDULAS SUBLINGUAIS
FÍGADO
PÂNCREAS
BOCA

A boca também referida como cavidade oral ou bucal é formada pelas bochechas
(formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele e
internamente por mucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole (parede
posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e
fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é
uma estrutura com forma de letra V e que está suspensa na região superior e posterior
da cavidade bucal.

Cavidade Bucal

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Palato Duro e Palato Mole


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Palato Mole
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no


estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva,
proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável.
A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do
processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do trato
digestório – onde ocorra a fase automática da deglutição.

A cavidade da boca consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da


boca. O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a
gengiva e os lábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos
dentais superior e inferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares
maxilares e mandibulares que alojam os dentes. O teto da cavidade da boca é formado
pelo palato. Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe.
Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade da boca é completamente
ocupada pela língua.

Dentes

Os dentes são estruturas cônicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que
são usados na mastigação e na assistência à fala.

Crianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de leite). Adultos


normalmente possuem 32 dentes secundários.

Na época em que a criança está com 2 anos de idade,


provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentes
de leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24
anos de idade, geralmente está presente em sua boca um conjunto
completo de 32 dentes permanentes.

Dentes Primários e Permanentes


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Dentes Permanentes

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Língua

A língua é o principal órgão do sentido


do gosto e um importante órgão da fala,
além de auxiliar na mastigação e
deglutição dos alimentos. Localiza-se no
soalho da boca, dentro da curva do
corpo da mandíbula.

A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hióide pelos músculos hioglosso e
genioglosso e pela membrana glossohióidea; à epiglote, por três pregas da mucosa; ao
palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a faringe, pelos músculos constritores
superiores da faringe e pela mucosa.

O ápice é a extremidade anterior, um tanto arredondada, que se apóia contra a face


lingual dos dentes incisivos inferiores.

A face inferior possui uma mucosa entre o soalho da boca e a língua na linha mediana
que forma uma prega vertical nítida, o frênulo da língua.

No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide a língua em metades


simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilas linguais. Já no
1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila
lingual).

Papilas Linguais - são projeções do cório, abundantemente distribuídas nos 2/3


anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de
papilas são: papilas valadas, fungiformes, filiformes e simples.

Papilas Linguais

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Papilas Linguais
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos da Língua - a língua é dividida em metades por um septo fibroso mediano que
se estende por todo o seu comprimento e se fixa inferiormente no osso hióide. Em cada
metade há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e intrínsecos. Os músculos
extrínsecos são: genioglosso, hioglosso, condroglosso, estiloglosso e palatoglosso. Os
intrínsecos são: longitudinal superior, longitudinal inferior, transverso e vertical.

Músculos da Língua

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
FARINGE

A faringe é um tubo que se estende da boca até o esôfago.

A faringe apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a
revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio
liso, que facilita a rápida passagem do alimento.

O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo ato da deglutição.


A deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esôfago.

Três estágios:
Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe.
Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esôfago.
Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esôfago para o estômago.

Limites da Faringe:

Superior - corpo do esfenóide e proção basilar do osso occipital


Inferior - esôfago
Posterior - coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça
Anterior - processo pterigóideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireóide e
cricóide
Lateral - processo estilóide e seus músculos

A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (nasofaringe), oral (orofaringe) e
laringea (laringofaringe).

Parte Nasal - situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia


da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se
anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior
encontra-se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).

Parte Oral - estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral
encontra-se a tonsila palatina.

Parte Laringea - estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do


orifício laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.

A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O ato da deglutição


normalmente direciona o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo que se
esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas
vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias.
Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direção a abertura da parte nasal
da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traquéia move-se para cima e
permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.

O movimento da laringe também simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando


a abertura entre a parte laríngea da faringe e o esôfago. O bolo alimentar passa pela
parte laríngea da faringe e entra no esôfago em 1-2 segundos.

Partes e Estruturas da Faringe

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

ESÔFAGO

O esôfago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o


estômago. Se localiza posteriomente à traquéia começando na altura da 7ª vértebra
cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte
superior do estômago. Mede cerca de 25 centímetros de comprimento.
Partes e Estruturas do Esôfago

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com
que o alimento mova-se para o estômago.

As contrações são repetidas em ondas que empurram o alimento em direção ao


estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva
4-8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.

Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esôfago causa


azia (ou pirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo
estomacal.

O refluxo gastresofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte


superior do esôfago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no
estômago, o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esôfago.

O esôfago é formado por três porções:

Porção Cervical: porção que está em contato íntimo com a traquéia.


Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo
(mediastino superior, entre a traquéia e a coluna vertebral).
Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a
impressão esofâgica.
Porções do Esôfago

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

ESTÔMAGO

O estômago está situado no abdome, logo abaixo do diafragma, anteriomente ao


pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto
pelas costelas. O estômago está localizado no quadrante superior esquerdo do abdome
(Ver quadrantes abdominais no menu principal), entre o fígado e o baço.

O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos alimentos


permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o
intestino delgado.

A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma
o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso
não pode ser descrita como típica.

O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro.

Partes e Estruturas do Estômago


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do
esôfago com o estômago.
O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.

Para impedir o refluxo do alimento para o


esôfago, existe uma válvula (orifício de
entrada do estômago - óstio cárdico ou orifício
esofágico inferior), a cárdia, situada logo
acima da curvatura menor do estômago. É
assim denominada por estar próximo ao
coração.

Para impedir que o bolo alimentar passe ao


intestino delgado prematuramente, o
estômago é dotado de uma poderosa válvula
muscular, um esfíncter chamado piloro (orifício
de saída do estômago - óstio pilórico).

Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica.

O estômago apresenta ainda duas partes: a curvatura maior (margem esquerda do


estômago) e a curvatura menor (margem direita do estômago).

Partes do Estômago
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Funções Digestivas

Digestão do alimento

Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido hidroclorídrico como
substâncias mais importantes.

Secreção de hormônio gástrico e fator intrínseco.

Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino


delgado.

Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.

INTESTINO DELGADO

A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a
junção iliocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso. O intestino delgado é
um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no
intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função.
Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda
muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.

O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo


variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto
após a morte é de 9 metros).

O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a
junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Duodeno: é a primeira porção do intestino


delgado. Recebe este nome por ter seu
comprimento aproximedamente igual à largura de
doze dedos (25 centímetros). É a única porção do
intestino delgado que é fixa. Não possui
mesentério. Apresenta 4 partes:

1) Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no


piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.

2) Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada.

Ducto colédoco - provêm da vesícula biliar e do fígado (bile)


Ducto pancreático - provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática)

Ducto Colédoco e Estruturas Adjacentes

Ducto Colédoco e Estruturas Adjacentes


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

3) Parte Horizontal ou 3ª porção

4) Parte Ascendente ou 4ª porção

Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este
nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4
centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.

Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe
este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e
menos vascularizadas que o jejuno.Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso
num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A maior parte do jejuno


situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do íleo situa-se no
quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.

Intestino Delgado
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

INTESTINO GROSSO

O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede
cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do
íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdômen pelo mesecolo.

O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o
material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o


calíbre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.

O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de
intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no canal
anal.

As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproxmadamente 1 centímetro


de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes
no ceco e no cólon ascendente.

Os haustros do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos


transversais.

Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes


amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em
gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.

O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco


(cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e
sigmóide), reto e ânus.

A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se


comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material
proveniente do intestino delgado, existe uma válvula
localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal
(iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice
Vermiforme.
A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o
ânus.

Cólon Ascendente - Cólon Transverso - Cólon Descendente - Cólon Sigmóide

Partes e Estruturas do Intestino Grosso

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Colo Ascendente – é a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito
do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda
na flexura direita do colo (flexura hepática).

Colo Transverso – é a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o
abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva-se
inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexura
esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura
direita do colo.

Colo Descendente – passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para


a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmóide.

Colo Sigmóide – é caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável.
O colo sigmóide une o colo descendente ao reto. A terminação das tênias do colo,
aproximadamente a 15cm do ânus, indica a junção reto-sigmóide.

Flexura Hepática - entre o cólon ascendente e o cólon transverso.

Flexura Esplênica - entre o cólon transverso e o cólon descendente.

Divisões do Intestino Grosso


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. Este segmento do intestino grosso
termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a
se chamar de canal anal.

O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por


apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais
citamos os esfincteres anais.

O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras


musculares lisas circulares, sendo conseqüentemente involuntário. O esfíncter anal
externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em
torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem
relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

Canal Anal e Esfíncter Anal


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Funções do Intestino Grosso

Absorção de água e de certos eletrólitos;


Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
Eliminação de resíduos do corpo (defecação).

Peristaltismo

Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas


movem o material fecal do ceco para o interior do colo
ascendente, transverso e descendente. Á medida que
se move através do colo, a água é continuamente
reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para
o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino
grosso por um período maior perdem o excesso de
água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao
contrário, movimentos rápidos do intestino não
permitem tempo suficiente para que ocorra a
reabsorção de água, causando diarréia.

PERITÔNIO

O peritônio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a parede
abdominal é denominada peritônio parietal e a que se reflete sobre as vísceras constitui o
peritônio visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritônio é
denominada cavidade peritoneal.

Determinadas vísceras abdominais são completamente envolvidas por peritônio e


suspensas na parede por uma delgada lâmina fina de tecido conjuntivo revestida pela
serosa, contendo os vasos sangüíneos. A estas pregas é dado o nome geral de
mesentério.

Os mesentérios são: o mesentério propriamente dito, o mesocólon transverso e o


mesocólon sigmóide. Em adição a estes, estão presentes, algumas vezes, um mesocólon
ascendente e um descendente.

O mesentério propriamente dito – tem origem nas estruturas ventrais da coluna vertebral
e mantém suspenso o intestino delgado.

O mesocólon transverso – prende o cólon transverso à parede posterior do abdome.

O mesocólon sigmóide – mantém o cólon sigmóide em conexão com a parede pélvica.

O mesocólon ascendente e descendente – ligam o cólon ascendente a descendente à


parede posterior do abdome.

O peritônio apresenta dois omentos: o maior e o menor.

O omento maior é um delgado avental que pende sobre o cólon transverso e as alças do
intestino delgado. Está inserido ao longo da curvatura maior do estômago e da primeira
porção do duodeno. O omento menor estende-se da curvatura menor do estômago e da
porção inicial do duodeno até o fígado.

Apêndices Epiplóicos – são pequenas bolsas de peritônio cheias de gordura, situadas ao


longo do cólon e parte superior do reto.

Estruturas do Peritônio

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Omento Maior
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

ÓRGÃOS ANEXOS

O aparelho digestório é considerado como um tubo, recebe o líquido secretado por


diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esôfago,
estômago e intestinos.

Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas


proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o
escoamento de seus produtos de elaboração.

As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares menores e


glândulas salivares maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor
que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.

Glândulas salivares menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados


nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.
Glândulas Salivares Menores

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas,
submandibulares e sublinguais.

Glândula Parótida - a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e
adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada
pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.

Óstio do Ducto Parotídeo


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Glândula Submandibular - é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É


irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras
parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical
superior.

Glândula Sublingual - é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho


da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de
maneira idêntica aos da glândula submandibular.

Glândulas Salivares Maiores


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

FÍGADO

O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a


mais volumosa víscera abdominal.

Sua localização é na região superior do abdômen, logo abaixo


do diafragma, ficando mais a direita, isto é, normalmente 2/3
de seu volume estão a direita da linha mediana e 1/3 à
esquerda. Pesa cerca de 1,500g e responde por
aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto.

O fígado apresenta duas faces: diafragmática e visceral.

A face diafragmática (ântero superior) é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula


diafragmática.

A face visceral (postero inferior) é irregularmente côncava pela presença de impressões


viscerais.

O fígado é dividido em lobos. A face diaframática apresenta um lobo direito e um lobo


esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquedo. A divisão dos
lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na extremidade desse ligamento
encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido
como ligamento redondo do fígado.

Fígado - Face Diafragmática


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

A face visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela


presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um
"H", com 2 ramos antero-posteriores e um tranversal que os une. Embora o lobo direito
seja considerado por muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o
lobo caudado (posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado
pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.

Fígado - Face Visceral


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesícula biliar e entre o lobo direito e o
caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre os lobos caudado e quadrado,
há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático), por onde passam a
artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos linfáticos.

Aparelho Excretor do Fígado - é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico
e ducto colédoco.

O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele -
além da bile que é indispensával na digestão das gorduras - ele desempenha o
importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e
vitaminas.

A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para
passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que
a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui
para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.

Outras funções do fígado são:

Metabolismo dos carboidratos;


Metabolismo dos lipídios;
Metabolismo das proteínas;
Processamento de fármacos e hormônios;
Excreção da bilirrubina;
Excreção de sais biliares;
Armazenagem;
Fagocitose;
Ativação da vitamina D.

VESÍCULA BILIAR

A vesícula Biliar (7 – 10cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face


visceral do fígado. Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do
fígado. A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do
duodeno normalmente é manchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade
para até 50ml de bile.

O Ducto Cístico (4cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum
(união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco. O comprimento
varia de 5 a 15cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-
se na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do
duodeno, o ducto colédoco entra em contato com o ducto pancreático principal.

Vesícula Biliar

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

PÂNCREAS

O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no
duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e
insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco
pancreático.

O pâncreas é achatado no sentido ântero-posterior, ele apresenta uma face anterior e


outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao
estômago.

O comprimento varia de 12,5 a 15cm e seu peso na mulher é de 14,95g e no homem


16,08g.

O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em


três partes: anterior, posterior e inferior) e cauda.
Partes do Pâncreas

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Ducto Pancreático - O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre


para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o
ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e
entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.

Ducto Colédoco e Pancreático

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
O pâncreas tem as seguintes funções:

Dissolver carboidrato (amilase pancreática);


Dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase e elastáse);
Dissolver triglicerídios nos adultos (lípase pancreática);
Dissolver ácido nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease).
ANATOMIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO

1. Introdução

O aparelho digestório tem sua maior porção localizada no abdômen. Neste se


encontram a porção final do esôfago, o estomago, intestinos e cólons. Além destes,
temos as chamadas glândulas anexas ao sistema digestório que são o fígado e o
pâncreas. Não menos importante, temos a vesícula biliar e vias biliares extra-hepáticas,
responsáveis pelo armazenamento e excreção da bile. Veremos adiante uma discrição
anatômica de cada um destes órgãos, não deixando de lado sua irrigação, drenagem
venosa, drenagem linfática e inervação. É ainda importante lembrar as relações
existentes entre cada um deles.

2. Anatomia da porção abdominal do esôfago

O esôfago é um tubo muscular que liga faringe ao estômago. Esse penetra no abdômen
através do hiato esofágico do diafragma.Esta região, não apresenta nenhum reforço em
sua borda lateral, que é muscular. Desta forma, esta abertura é uma região propensa a
formação de hérnias (as chamadas hérnias de hiato).

Na sua porção final, o esôfago apresenta uma curvatura para a esquerda onde se abre
na região da cárdia no estomago. Juntamente com esôfago, penetram no abdômen os
troncos vagais anterior e posterior que são responsáveis pela inervação parassimpática
deste órgão. A irrigação do esôfago no abdômen é feita principalmente por ramos
esofágicos do tronco esôfago-cardio-tuberositário, ramo da artéria gástrica esquerda. A
drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias e recebem o mesmo
nome. A drenagem linfática é feita por linfonodos esofágicos e celíacos.

3. Anatomia do estômago

O estômago é uma dilatação do canal alimentar entre o esôfago e o duodeno. Ele está
situado abaixo do diafragma e sua maior porção fica à esquerda do plano mediano.
Pode ser dividido em quatro porções: (1) cárdia, que marca a transição entre o esôfago
e o estômago; (2) fundo ou, como era chamado há algum tempo, tuber; (3) corpo, que
é a maior parte do estômago; (4) antro, situado entre a incisura angular e o piloro.

A cárdia é um a prega da mucosa que funciona como um esfíncter na porção superior


do estômago. Já o piloro é um esfíncter verdadeiro que controla a passagem do quimo
para o duodeno.

O estômago tem forma de um C onde a borda interna deste é chamada de curvatura


menor e a externa, curvatura maior. Entretanto, este formato pode ser bastante
variável de acordo com o estado e tipo de alimentação, além da posição das ondas
peristálticas. Alguns estudos mostram que pessoas que sofrem de cefaléias, durante as
crises, apresentam uma hipotonicidade deste órgão. Desta forma o estômago forma um
sifão, dificultando a passagem de partículas. Daí a dificuldade de se tratar estes
pacientes com analgésicos orais. O estômago é um órgão peritonisado, ou seja, é
envolvido pelo peritônio. Entretanto sua porção mais superior não é recoberta,
apresentando, portanto, uma área nua. A lâmina anterior e a posterior que recobrem o
estômago provêm do omento menor e se juntam novamente abaixo da curvatura maior
para formar as duas lâminas anteriores do omento maior.

A irrigação do estômago e dada pelos ramos do tronco celíaco. A artéria gástrica


esquerda, ramo direto do tronco celíaco, anastomosa-se com a artéria gástrica direita,
que pode ser um ramo proveniente tanto da artéria hepática comum, da artéria
hepática própria ou ainda da artéria gastroduodenal, na curvatura menor do estômago.
Ambas emitem ramos gástricos anteriores e posteriores para a irrigação do estômago.
A artéria gástrica esquerda emite, na sua porção mais alta, o tronco esôfago-cardio-
tuberositário que dá ramos para o esôfago, para a cárdia, e para o fundo do estômago.
As artérias gastroomentais (ou gastroepíploicas) direita (ramo da gastroduodenal) e
esquerda (ramo da lienal) se anastomosam na curvatura maior do estômago. Também
emitem ramos gástricos anteriores e posteriores. Alem destes, a artéria lienal emite as
artérias gástricas curtas, para a irrigação do fundo do estômago.

A drenagem venosa é feita veias que acompanham as artérias e são tributárias da veia
porta. A drenagem linfática é feita por linfonodos celíacos que drenam para a cisterna
do quilo.

A inervação é feita pelos nervos principal gástrico anterior (ou nervo de Latarget) e
principal gástrico posterior. Além destes, plexos nervosos que acompanham as artérias
que irrigam o estômago também inervam este órgão. Estes plexos provêm do gânglio e
do plexo celíaco.

4. Anatomia do duodeno

O duodeno é a primeira porção do intestino delgado. Tem a forma de um G e pode ser


dividido em quatro porções: (1) superior, (2) descendente, (3) inferior, (4) ascendente.
Na porção superior é encontrada uma dilatação imediatamente após o piloro, chamada
de bulbo duodenal. A transição do duodeno para o jejuno é marcada pela flexura
duodeno-jejunal.

O duodeno é um órgão bastante fixo que se situa quase totalmente junto à parede
posterior do abdômen, ou seja, é um órgão retro-peritonial. É no duodeno que grande
parte das enzimas digestivas atuam, já que os ductos pancreáticos e colédoco se
abrem, através das papilas duodenais maior (ou de Vater) e menor. Uma fita de tecido
conjuntivo liga o duodeno ao pilar direito do diafragma. Esta é chamada de ligamento
suspensor do duodeno. Algumas vezes é encontrado juntamente com esta fita
conjuntiva, fibras musculares. Estas podem ser chamadas de músculo suspensor do
duodeno. A irrigação do duodeno é dada por ramos retro-duodenais e supraduodenais
das artérias gastroduodenal e pancreatoduodenal superior. Alem destes, ramos
provenientes das arcadas pancreáticas anterior e posterior também irrigam o duodeno.

A drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias e recebem o mesmo
nome. Estas são tributárias da veia porta. A drenagem linfática é feita por linfonodos
celíacos e mesentéricos superiores que drenam para a cisterna do quilo.

A inervação provém de plexos que acompanham as artérias que irrigam o duodeno e


recebem o mesmo nome da artéria que acompanham. Estes derivam do plexo solar
(união do plexo celíaco e mesénterico superior).

5. Anatomia do jejuno e íleo

Estas duas porções do intestino delgado não possuem limite nítido e, portanto serão
descritas em conjunto. Entretanto, in vivo, é possível diferencia-los: o jejuno tem um
aporte sanguíneo maior e por isso tem uma coloração mais avermelhada.

O jejuno e o íleo são bastante móveis. Para acomodar esta condição, alguns fatores
foram necessários. Estes órgãos são presos à parede posterior pelo mesentério, o que
lhes confere grande mobilidade. Sendo assim, pode-se afirmar que eles são órgãos
peritonizados. Outro fator que aumenta a possibilidade de mobilidade é a formação de
arcadas de irrigação (estas serão descritas juntamente com a irrigação). Desta forma, o
jejuno e íleo podem se mover sem que haja isquemia.

Estas partes do intestino delgado são responsáveis pela maior parte da absorção dos
nutrientes. Dentro da luz destes órgãos, válvulas coniventes, vilosidades e
microvilosidades aumentam a superfície de absorção e, deste modo, aproveitando ao
máximo os nutrientes ingeridos e digeridos. Alem do mais, algumas enzimas que
auxiliam na digestão estão presentes na mucosa destes órgãos. A irrigação do jejuno e
do íleo é feita por ramos da mesénterica superior. Esta artéria emite ramos jejunais e
ileais para a irrigação do jejuno e íleo, respectivamente. Além destes, a artéria
mesénterica superior emite um ramo chamado artéria íleo-ceco-cólica que, além de
participar da irrigação do íleo, contribui para irrigação do ceco e cólon ascendente.
Estes ramos correm entre as duas lâminas do mesentério e, ao se aproximarem da
borda do intestino, formam uma extensa rede anastomótica em forma de arco,
chamadas de arcadas jejunais e ileais, de acordo com a região que suprem. As arcadas
podem ser primeira, segunda ou terceira ordem, mas podendo algumas vezes ser de
quarta ordem. Destas arcadas saem artérias retas que alcançam o intestino e o irrigam.
Com este eficiente sistema, o jejuno e o íleo podem se mover e mesmo que haja
compressão de algum ramo, os outros supriram eficientemente todas as porções do
mesmo.

A drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias, inclusive formando
arcadas. Estas drenam para a veia mesénterica superior que se unirá com a veia lienal
para formar a veia porta. A drenagem linfática é feita por linfonodos mesentéricos
superiores que drenam para a cisterna do quilo. Esta drenagem é de fundamental
importância, pois é através dela que partículas grandes como gorduras são absorvidas
por meio da formação de quilomícrons.

A inervação provém do plexo solar através do plexo mesénterico superior. Estes nervos
acompanham as artérias que irrigam o jejuno e o íleo.

6. Anatomia dos cólons

O intestino grosso pode ser dividido em seis partes: (1) apêndice vermiforme; (2) ceco;
(3) cólon ascendente; (4) cólon transverso; (5) cólon descendente e (6) cólon
sigmóide.

Dentre as acima, somente o apêndice, o cólon transverso e o cólon sigmóide são


peritonizados; os demais são órgãos retro-peritoniais. Lateralmente e posteriormente
aos cólons ascendente e descendente, o peritônio forma uma prega chamada de goteira
(ou prega) parietocólica. O apêndice é preso a parede posterior do abdômen pelo
mesoapêdice. O cólon transverso é preso pelo mesocolón transverso.Já o cólon
sigmóide está ligado a parede posterior pelo mesossigmóide. Os cólons apresentam
algumas diferenças anatômicas em relação ao restante do tubo digestivo. Por exemplo,
a camada longitudinal de músculo nos cólons se aglutina em três fitas de músculos
formando as chamadas tênias. A tênia que se prende ao mesocolón transverso é
chamada de tênia mesocólica. A que se prende ao omento maior é chamada de tênia
omental. Ainda há uma terceira, chamada tênia livre, pois não prende a nenhuma outra
estrutura. Outra diferença anatômica importante é a presença de haustrações. Estas
são bolsas formadas por um tônus aumentado da musculatura circular em certas
porções do intestino grosso.

A transição do intestino delgado para o grosso é marcada por uma válvula chamada
válvula ileocecal. Esta impede que o conteúdo presente no ceco e cólon ascendente
reflua para dentro do íleo.

A irrigação dos cólons é feita por ramos das artérias mesentéricas superior e inferior. O
primeiro ramo que contribui para esta irrigação é a artéria íleo-ceco-cólica, que além de
dar ramos para o íleo, emite as artérias cecais anterior e posterior e um ramo cólico
que irriga o cólon ascendente. A artéria cecal posterior emite um ramo para a irrigação
do apêndice chamado artéria apendicular.

Um segundo ramo importante da mesénterica superior para a irrigação dos cólons é a


artéria cólica direita. Esta ao atingir a borda medial do cólon ascendente se subdivide
em um ramo ascendente e outro descendente. Este último anastomosa-se com o ramo
cólico do íleo-ceco-cólica. Ainda da artéria mesénterica superior, temos um terceiro
ramo chamado artéria cólica média. Este também se subdivide, ao atingir a borda
inferior do cólon transverso, em dois ramos, um direito e outro esquerdo. O ramo
direito se anastomosa com o ramo ascendente da cólica direita.

A partir de então, os ramos que contribuem para a irrigação do cólon provêm da artéria
mesénterica inferior. A artéria cólica esquerda, ao atingir a borda medial do cólon
descendente, se subdivide em um ramo descendente e outro ascendente. Este último
se anastomosa com o ramo esquerdo da cólica média.

Artérias sigmóideas se dirigem ao cólon sigmóide e se anastomosam entre si e com o


ramo descendente da cólica esquerda. A artéria mesénterica inferior termina-se como
artéria retal superior. Entre os ramos desta e os da artéria sigmóidea, não há grandes
anastomoses. Este ponto sem anastomoses é chamado de ponto crítico de Sudek.

As uniões dos ramos das artérias cólicas forma, em torno do intestino grosso a
chamada artéria marginal ou arco de Dummond. Este arco garante a irrigação dos
cólons mesmo em casos de oclusão de alguma artéria cólica.

A drenagem venosa se da por veias que acompanham as artérias recebem o mesmo


nome. A veia mesénterica inferior drena para a veia lienal, que se une com a veia
mesénterica superior para formar a veia porta. A drenagem linfática e feita por
linfonodos mesentéricos superiores e inferiores que drenam para a cisterna do quilo.

A inervação é feita por plexos nervos que acompanham as artérias e recebem mesmo
nome. Estas fibras provêm do plexo solar e mesénterico inferior.

7. Anatomia do reto e canal anal

O reto e o canal anal são a porção final do tudo digestório. Estes já se encontram na
cavidade da pelve.

O reto, em sua porção interna, apresenta vários acidentes anatômicos. Podem ser
notadas, por exemplo, as pregas transversas do reto. Na sua porção final, nota-se a
existência de colunas e seios anais.

Em sua porção final, há um espessamento da camada circular de músculo formando


desta forma, um esfíncter. Este pode ser subdividido em duas porções: (1) esfíncter
anal externo e (2) esfíncter anal interno. O último é involuntário, ou seja, não responde
a estímulos voluntários; o outro é voluntário.

O reto e o canal anal tem um trajeto inferior atravessando o diafragma da pelve e o do


períneo. Anteriormente a estes órgãos temos no homem a fossa reto-vesical e na
mulher a fossa reto-uterina, também chamada de fundo de saco de Douglas.

Três ligamentos são as principais formas de fixação do reto às paredes da pelve: a


fáscia retossacral e os ligamentos laterais do reto. A irrigação do reto é dada por quatro
artérias: artéria sacral mediana e artérias retais superior, média e inferior. A primeira é
um ramo direto da aorta; a segunda, ramo da artéria mesentérica inferior; a terceira,
da artéria pudenda interna e a quarta, da pudenda externa.

A drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias e recebem o mesmo
nome. A drenagem linfática é feita por linfonodos mesentéricos inferiores, sacrais,
ilíacos internos e comuns.

O reto e o canal anal são inervados pelos plexos retais superior, médio e pelos nervos
pudendos através dos nervos retais inferiores.
8. Anatomia do pâncreas

O pâncreas é uma glândula que é capaz de produzir secreções exócrinas e endócrinas.


As últimas são produzidas por grupos de células, chamadas de ilhotas de Langherans.
As substâncias exócrinas são produzidas em por ácinos e auxiliam na digestão dos
alimentos. O pâncreas é composto por quatro partes: (1) cabeça, (2) colo, (3) corpo,
(4) cauda.

A cabeça está interiormente a curvatura do duodeno e posteriormente a porção pilórica


do estômago. O ducto colédoco, antes de se abrir na ampola de Vater, é envolvido pela
cabeça do pâncreas. A cabeça do pâncreas possui uma projeção a esquerda chamada
de processo uncinado.

O colo é uma região afilada de transição entre a cabeça e o corpo. O corpo e cauda
projetam-se a esquerda cruzando a coluna vertebral.

Com a exceção da cauda, o pâncreas é um órgão retro-peritonial, ou seja, ele situa-se


posteriormente ao peritônio.

A secreção exócrina do pâncreas é drenada pelo ducto principal pancreático. Este


percorre todo o pâncreas levando o conteúdo produzido até a junção com o ducto
colédoco.

A irrigação do pâncreas é feita de acordo com as porções do pâncreas. A cabeça é


irrigada pelas artérias pancreatoduodenais superior e inferior. A primeira é um ramo
terminal da artéria gastroduodenal. A segunda é ramo da artéria mesentérica superior.
As artérias pancreatoduodenais se dividem em dois ramos, um anterior e outro,
posterior. Os ramos anteriores se anastomosam formando a arcada anterior da cabeça
do pâncreas. Da mesma forma, os ramos posteriores também se anastomosam
formando a arcada posterior da cabeça do pâncreas. A irrigação do colo do pâncreas é
dada pela artéria dorsal do pâncreas. O corpo é irrigado pela artéria magna do
pâncreas. A cauda é irrigada pela artéria caudal do pâncreas. Os últimos três ramos são
provenientes da artéria lienal.

A drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias e recebem o mesmo
nome. A drenagem linfática é feita por linfonodos adjacentes: lienais, hepáticos,
mesentéricos e celíacos.

A inervação é dada por fibras provenientes dos plexos celíaco e mesentéricos. Estas
fibras atingem o pâncreas através das artérias. Entretanto, a resposta deste órgão a
estímulos é principalmente química.

9. Anatomia do fígado

O fígado é um órgão responsável por inúmeras funções vitais para o organismo. Para
isso, ele ocupa uma posição estratégica, pois se encontra entre a circulação porta e a
sistêmica. Anatomicamente, o fígado está abaixo do diafragma, do lado direito do plano
mediano. È um órgão bastante fixo, já que se encontra preso por vários ligamentos.
Estes são em geral reflexões do peritônio. Ligando o fígado a parede anterior do
abdômen, temos o ligamento falciforme. Posteriormente a este, temos o ligamento
redondo do fígado, que é formado pela veia umbilical obliterada. Na porção superior,
quatro ligamentos prendem o fígado ao diafragma: (1) ligamento coronário anterior
direito, (2) ligamento coronário anterior esquerdo, (3) ligamento coronário posterior
direito, (4) ligamento coronário posterior esquerdo. A união dos dois ligamentos
coronários esquerdos forma o ligamento triangular esquerdo; a união dos direitos forma
o ligamento triangular direito. A projeção destes para fora do fígado formam,
respectivamente, o apêndice fibroso esquerdo e direito.

O fígado como um todo é um órgão peritonisado, coma exceção da área entre os


ligamentos coronários, que é chamada área nua do fígado.

O fígado pode ser dividido em quatro lobos: (1) esquerdo, (2) direito, (3) quadrado, (4)
caudado.

Para descrevermos a irrigação e drenagem venosa do fígado, é importante lembrarmos


das peculiaridades que este órgão possui com relação a mesma.

O sangue arterial chega até o fígado através da artéria hepática própria, proveniente
indiretamente do tronco celíaco. Essa pode penetra no pedículo hepático ou dividir-se
antes em artéria hepática direita e artéria hepática esquerda. Menos freqüentemente,
além das duas últimas, podemos Ter ramos para o lobo quadrado e/ou caudado.

Além da artéria hepática, também penetra no pedículo hepático, a veia porta. Esta é
proveniente da união da artéria mesentérica superior e lienal. Esta mesmo contendo
sangue venoso, trás para o fígado os nutrientes há pouco absorvidos nos intestinos.
Desta forma, estes podem ser rapidamente processados. Dentro do fígado, a veia porta
se ramifica dando os capilares sinusóides. Estes se reuniram formando as veias
hepáticas que drenam todo o sangue proveniente do fígado (tanto da veia porta como
da artéria hepática) para a veia cava inferior. A drenagem linfática do fígado é feita por
linfonodos celíacos que, assim, atingem a cisterna do quilo e ducto torácico.

A inervação do fígado é feita por fibras do plexo hepático provenientes do plexo celíaco.

10. Anatomia das vias biliares extra-hepáticas

As vias biliares extra-hepáticas são compostas pelos ductos hepáticos, vesícula biliar,
ducto cístico e ducto colédoco. Saindo do pedículo hepático, temos os ductos hepático
direito e esquerdo. Estes se unem, formando o ducto hepático comum. Este recebe o
ducto cístico proveniente da vesícula biliar. A união destes dois últimos ductos da
origem ao ducto colédoco. Este tem um trajeto inferior e lateral. Em sua última porção,
ele é envolvido pela cabeça do pâncreas. Dentro desta, a ducto colédoco se une ao
ducto principal pancreático, formando ampola hepatopancreática, também chamada de
ampola de Vater. Nesta ampola há um espessamento da camada circular de músculo,
formando um esfíncter. Este é conhecido como esfíncter de Oddi. A ampola de Vater se
projeta no duodeno, formando a papila pancreatoduodenal maior, ou papila de Vater.
Sendo as vias biliares extra-hepáticas estruturas do pedículo hepático, é importante
ressaltar as relações existentes entre estas estruturas. Lateralmente a artéria hepática,
temos o ducto hepático ou o ducto colédoco, dependendo da altura e, posteriormente a
ambos, tem-se a veia porta.

As vias biliares extra-hepáticas são um importante meio de excreção do organismo. É


através delas que o fígado elimina catabólitos por ele depurados do plasma. Além disso,
tem-se a eliminação dos sais biliares que auxiliam na digestão dos alimentos com sua
ação detergente.

A vesícula biliar tem o papel de concentrar a bile, retirando água da mesma, e desta
maneira auxiliar na digestão. Devido à concentração de sais neste órgão, ele é um local
propenso a formação de cálculos.

As vias biliares extra-hepáticas são irrigadas por ramos da artéria hepática. A vesícula
biliar possui sua irrigação feita pela artéria cística, ramo da artéria hepática direita. A
drenagem venosa é feita por pequenas veias que drenam diretamente para o fígado. Os
vasos linfáticos anastomosam-se com os do fígado e os do pâncreas. A inervação é
dada por fibras provenientes do plexo hepático.
11. Bibliografia

GARDNER, Ernest, GRAY, Donald J., O'RAHILLY, Ronan. Anatomia. 4ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1998.

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