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sumário

INTRODUÇÃO ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˖
O QUE É BENCHMARKING E BENCHMARK ......................................................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵..... ˘

BENEFÍCIOS DO BENCHMARKING ............................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵. ˚

PRINCÍPIOS DO BENCHMARKING ........................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵. ˓˒

TIPOS DE BENCHMARKING ....................................................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵.......˓˔

METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO DO BENCHMARKING ...................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵.....˓˖

PLANEJAR ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˓˙

DEFINIÇÃO DE OBJETO E EQUIPE

ENTENDENDO O OBJETO DE ESTUDO

COMO FAZER A SELEÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES DE REFERÊNCIA

COLETAR ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˔˒
DEFINIÇÃO DOS MÉTODOS DE COLETA

COLETA DOS DADOS

REGISTRO DE CONCLUSÕES

ANALISAR ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˔˕
IDENTIFICAÇÃO DE MELHORES DESEMPENHOS

DETERMINAÇÃO DE MELHORES PRÁTICAS

PROJEÇÃO DE DESEMPENHO

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ADAPTAR ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˔˘
ADEQUAÇÃO DE MELHORES PRÁTICAS

COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS

DEFINIÇÃO DAS METAS E PLANOS

MELHORAR ̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˔˛
IMPLEMENTAÇÃO DE MELHORIAS

MONITORAMENTO DOS RESULTADOS

REAVALIAÇÃO DOS REFERENCIAIS

CÓDIGO DE CONDUTA ...........................................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵....̵̵̵̵̵̵̵............ ˕˓


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FERRAMENTA ...........................................................................̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵̵ ˕˘

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introdução
Você não precisa inventar a roda novamente!

A roda já existe e, se uma empresa a utiliza e tem resultados


com ela, você não precisa inventar a roda novamente, basta
aprender como fazer e a adaptar para o que você precisa. Isso
se chama benchmarking: um processo que melhora ou
implementa algum produto ou processo que já existe.

O benchmarking é uma ação que promove compartilhamento


de conhecimento, experiência, relacionamento, resultados e
competitividade no mercado.

Diferentemente do benchmarking, que é um processo de


melhoria contínua, o benchmark é o produto final desse
processo.

Uma empresa (ou empresário) que não está aberta a trocar


informações com outros sistemas exteriores não cresce em
conhecimento e, portanto, poderá atrofiar e desaparecer. Do
ponto de vista do pensamento sistêmico quanto mais aberta
for uma organização maior sua chance de sobreviver e
prosperar.

Algumas organizações estão iniciando estudo de


benchmarking para gerar mais resultados, porém, ao
selecionar as entidades de referência, se perdem em um
grande erro: selecionar e enviar o convite de participação para
apenas uma empresa.

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Mas e se ela não responder, o estudo acaba?

Sim. Conforme descrito no Livro Sonho Grande, da autora,


Cristiane Corrêa, o trio da Ambev Jorge Paulo Lemann, Marcel
Telles e Beto Sicupira, quando foram fazer benchmarking para
entender a operação de uma rede varejista assim que
compraram a Americanas, eles enviaram uma carta para as 10
maiores varejistas do mundo e somente uma delas respondeu.
Por “sorte”, foi San Walton, dono da maior rede varejista do
mundo. Se eles tivessem enviado para apenas uma empresa,
possivelmente eles não teriam uma resposta. Então a
recomendação é que você envie a carta-convite para, pelo
menos, 10 empresas, para que, quem sabe, a “sorte” encontre
você.

O benchmarking também não é uma tarefa simples de “copia


e cola”. E está muito longe de ser. Pois, como em qualquer
outro método de melhoria, exige um esforço significativo da
entidade e dos recursos de tempo e dinheiro.

Por fim, neste e-book você vai entender o que, de fato, é


benchmarking e aprender a aplicar na sua empresa, a fim de
amplificar seus resultados, gerar uma rede de parceria que
envolve relacionamento e compartilhamento de
conhecimento e aprendizado.
Boa leitura!

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o que é
benchmarking
e benchmark
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O benchmarking é um método que compara o desempenho de


um produto ou processo que é executado de maneira eficiente
e eficaz, seja na própria organização ou em outra, visando
encontrar e entender os motivos do alto desempenho para
adaptar e implementar melhorias significativas na realidade da
empresa.

Esse processo de obtenção de melhores práticas requer


planejamento e execução estruturados.

Diferentemente do benchmarking, que é um processo de


melhoria contínua, o benchmark é o produto final desse
processo. É definido como um marco de referência e é
mensurável, seja qualitativamente (através de um processo ou
uma prática) ou quantitativamente (representado por meio de
um resultado).

O benchmarking é um processo estruturado que contém


metodologia, princípios e código de conduta para execução.
Fique atento para o que benchmarking NÃO é:

•Visita técnica ou uma missão da empresa


•Pesquisa de mercado
•Análise competitiva
•Análise comparativa
•Programa com começo, meio e fim
•Utilizável apenas em grandes projetos
•Espionagem

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benefícios do
b
benchmarking
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•Entender os melhores desempenhos do mercado;


•Incentivar a implementação de métodos e práticas de
trabalho com foco em melhorias;
•Estabelecer novos modelos de desempenho com
referência em práticas que geram resultados;
•Desafiar o comum, quebrando paradigmas;
•Identificar e utilizar tendências de mercado para o
negócio;
•Melhorar a gestão através de um aprendizado contínuo;
•Criar uma rede de compartilhamento e troca de
conhecimento.

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p
princípios do
benchmarking
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Formando a metodologia do benchmarking, os princípios que


você verá a seguir, são utilizados pelas melhores organizações
do mundo e são responsáveis por garantir o sucesso do
processo. São eles:

Reciprocidade: baseado em uma relação de troca, o


benchmarking precisa de disposição para compartilhar
informações sobre o objeto de estudo com as organizações
participantes. É uma parceria.

Analogia: os processos ou produtos a serem analisados devem


ser similares, independentemente do setor de atuação ou porte,
pois um benchmarking envolve comparações, práticas e
resultados semelhantes, a fim de permitir a comparação e
adaptação dos resultados para as entidades envolvidas.

Medição: para identificar um parceiro com um bom resultado


sobre o produto ou processo a ser estudado, é preciso realizar
um processo de avaliação da qualidade e desempenho através
de indicadores.

Validade: para que melhorias significativas possam ser


implementadas, os dados obtidos precisam ser verdadeiros e
válidos, a fim de não comprometer o estudo.

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ttipos de
do benchmarking
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O benchmarking pode ser realizado de forma externa, por meio


de organizações que não possuem relação com a entidade em
questão, ou de maneira interna, analisando processos que são
realizados dentro da própria instituição. Esse estudo pode ser
feito com as seguintes vertentes:

Benchmarking de processos: comparação de resultados e


aplicações para melhorar ou implantar um novo processo.

Benchmarking de produto: Compara os componentes do


produto em si, englobando as características, funcionalidades e
metodologias. Esse é o modelo utilizado mais antigo.

Benchmarking de desempenho: comparação de resultados a


partir de indicadores que determinam o desempenho da
organização em relação aos referenciais pertinentes ao estudo.

Benchmarking colaborativo: grupo de organizações que se


reúnem para estudar um determinado produto ou processo,
analisando práticas e resultados para encontrar as soluções de
problemas comuns.

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metodologias de
m
implementação
do benchmark
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Para garantir melhorias contínuas na organização a partir do


benchmarking, é fundamental que se crie uma cultura dessa
metodologia. Definir os líderes que irão coordenar o processo é
o primeiro passo. Comprometimento da alta liderança é
necessário para motivar os participantes do processo e
comprovar de que o benchmarking realmente funciona e traz
resultados, além de aprendizado.

Os líderes também precisam definir e seguir regras com base no


código de conduta da organização e do processo de
benchmarking - você verá mais adiante.

O principal objetivo do benchmarking, como vimos, é melhorar


algum processo ou produto. Dessa forma, o estudo é feito a
partir de passos conectados ao conceito do PDCA (Plan, Do,
Check, Act, que significa Planejar, Executar, Verificar e Agir). O
PDCA é uma das principais bases para executar melhorias
contínuas e serve de sustentação para as fases do
benchmarking que são:

Planejar > Coletar > Analisar > Adaptar > Melhorar

Antes de entender como funciona cada etapa, é preciso


destacar pontos importantes para que um benchmarking tenha
sucesso:

•Todo o estudo deve ser muito bem planejado;


•As informações só podem ser coletadas a partir de um
plano claro do que se deseja alcançar;
•Todas as informações devem ser minuciosamente
analisadas;

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•Antes de implementar as conclusões da análise, a


organização precisa passar por um processo de adaptação;
•O objetivo final do estudo é melhorar.
As fases do benchmarking seguem as etapas destacadas abaixo:

PLANEJAR COLETAR ANALISAR ADAPTAR MELHORAR


DeĮnir o DeĮnir métodos IdenƟĮcar Adequar Implementar
objeƟvo da de coleta melhores melhores melhorias
equipe desempenhos práƟcas
Entender objeto Coletar dados Determinar Comunicar Monitorar
do estudo melhores resultados resultados
práƟcas
Selecionar Registar Projetar DeĮnir metas e Reavaliar
organizações de conclusões desempenho planos referenciais
referência

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p
planejar
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Definição de objeto e equipe

Para definir qual será o objeto a ser estudado é necessário:

•Priorizar estrategicamente;
•Verificar novas necessidades ou necessidades que ainda
não são atendidas pelas partes interessadas;
•Destacar os aprendizados organizacionais.

A priorização é uma das etapas fundamentais da definição, pois


algumas organizações podem ter mais de um estudo para
realizar. Dessa maneira, a escolha deve ser feita considerando
fatores como: impacto estratégico, financeiro e de desempenho,
satisfação do cliente e diferencial competitivo.

Para definir a equipe que desenvolverá o estudo será necessário


avaliar o que será estudado, levando em consideração:

•Conhecimento de benchmarking;
•Conhecimento no objeto de estudo;
•Credibilidade;
•Habilidade de pesquisa e análise;
•Conhecimento de mercado.

Entendendo o objeto de estudo

Conheça detalhadamente o objeto de estudo, trabalhando as


características do procedimento, operação, mão de obra,
problemas, desempenho e resultados.

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1

Estabeleça indicadores claros e objetivos que destaquem a


validade do desempenho das organizações de referência,
verificando se elas são, de fato, as melhores naquilo que
entregam/fazem.

É importante definir alguns indicadores quantitativos de


comparação antes de começar o estudo.

Como fazer a seleção das organizações


de referência

O primeiro passo para escolher os parceiros adequados é


definir os critérios do estudo de benchmarking que podem
ser comparados entre as organizações. Esses critérios vão
definir as características que devem estar presentes nos
parceiros e a importância das entidades selecionadas.

Abaixo segue uma lista de parceiros de benchmarking que


podem ser selecionados:

•Grupos de benchmarking;
•Associações ou Federações;
•Revistas e jornais especializados;
•Relatórios anuais e balanços financeiros;
•Congressos, seminários, feiras e exposições;
•Clientes e fornecedores;
•Consultores.

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c
coletar
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Definição dos métodos de coleta

Para definir as possíveis fontes de informação e as formas de


coleta que serão utilizadas é necessário realizar um
planejamento prévio.

Só após definir, com a maior exatidão, os métodos mais


apropriados, que será possível iniciar a coleta de dados.

Coleta dos dados

Nesta etapa, deve ser realizada a comprovação do desempenho


das organizações, identificando também o porquê tais
entidades são diferenciadas (boas naquilo que fazem).

Essa comprovação é feita através de uma visita. Porém, antes de


ir até a organização, é necessário enviar um questionário
abordando os principais aspectos do parceiro, relacionando-o
ao objeto de estudo. O questionário deve ser:

•Objetivo e razoavelmente curto;


•Ordenado de questões mais simples às mais complexas;
•Combinado com perguntas abertas, fechadas e de
múltipla escolha;
•Claro.

A partir do questionário, um plano de visita é feito para


comprovar as informações estudadas.

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Registro de conclusões

Para finalizar a etapa de coleta, são reunidas todas as


informações captadas até então, analisando se são
suficientes para dar continuidade ao estudo. A fase do
registro de conclusões é fundamental para informar aos
participantes o andamento do estudo.

Caso hajam dados faltantes, as informações devem ser


coletadas por e-mail ou telefone (evite agendar uma nova
visita).

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a
analisar
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Identificação de melhores desempenhos

Esta etapa é responsável por identificar e analisar os melhores


resultados e diferenças no desempenho entre as organizações.
A identificação é feita por meio de:

•Verificação da validade: assegurar que os resultados


coletados são confiáveis e verdadeiros;
•Análise da comparabilidade: os dados estão corretos e
são confiáveis? Agora é necessário analisar a possibilidade de
comparação nas práticas observadas entre as organizações;
•Normalização dos dados: a interpretação e classificação
dos dados garantirão a exatidão dos resultados. Ou seja, é
necessário colocar numa mesma matriz: função com função,
etapa com etapa, e assim por diante.

Determinação de melhores práticas

Após identificar e se certificar de que a organização de


referência realmente gera resultados maiores, é preciso analisar
como que isso ocorre. Normalmente, o desempenho superior é
justificado por meio dos seguintes fatores:

•Ferramentas utilizadas;
•Métodos de gestão;
•Sistemas de informação;
•Tecnologias;
•Condições físicas e ambientais;
•Recursos disponíveis;
•Incentivos;
•Competência e capacitação das pessoas.
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Projeção de desempenho

A partir da reunião de todas as informações coletadas até


então, é possível fazer uma projeção dos resultados que a
implementação do serviço ou produto gerará na
organização. Os objetivos dessa etapa partem desde o
desejo de assumir uma posição de liderança ou superar os
indicadores da empresa de referência.
Vale analisar os resultados que a entidade vem obtendo sem
a implementação do estudo e comparar com os dados
projetados.).

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adaptar
a
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Adequação de melhores práticas

O processo de adequação visa analisar como será feita a


implementação do estudo na organização.

•As melhores práticas podem ser implantadas?


•O que pode ser melhorado?
•Como as mudanças podem ser feitas?
•Existem barreiras?
•Qual o impacto?
•Quanto tempo levará?
•Qual o custo dessa mudança?

É importante lembrar que benchmarking não deve ser uma


cópia. E sim uma adaptação.

Comunicação dos resultados

A equipe deverá compartilhar com todos os envolvidos o


conhecimento obtido com o benchmarking. Devem ser
apontados os objetos e objetivos do estudo, equipe responsável,
descrição do método e um resumo da execução de cada etapa,
parceiros, descobertas e melhores práticas identificadas,
recomendações de melhorias, análise de viabilidade técnica e
econômica para cada recomendação, benefícios e impactos
para o negócio.

O resultado dessa reunião é a decisão de qual alternativa é mais


viável para, posteriormente, ser detalhada em um plano de
melhoria.

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Definição das metas e planos

Alternativa de melhoria selecionada? Agora é o momento de


traçar um plano detalhado para implementar as melhores
práticas e também de definir as metas através de
indicadores de desempenho.

Para definir as metas, opte pelo modelo SMART (Simples,


Mensurável, Atingível, Razoável e no Tempo adequado).

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m
melhorar
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Implementação de melhorias

Esta é uma das etapas mais trabalhosas do processo, pois pode


impactar na rotina de diversas pessoas.
Para garantir o sucesso dessa fase, é fundamental definir a
equipe responsável pela implementação e fortalecer as
lideranças que coordenarão o processo. Todos precisam estar
alinhados e cientes de todo o estudo e, principalmente, dos
principais objetivos da implementação.

Monitoramento dos resultados

No plano de melhoria, diversas ações foram previstas e, para que


as metas definidas sejam alcançadas, é preciso monitorar cada
etapa. Transparência e compartilhamento dos resultados
durante o processo incentiva e alinha todos os envolvidos na
implantação.

Reavaliação dos referenciais

Mesmo com o plano de melhoria implementado e metas


alcançadas, o trabalho de benchmarking não para por aí. Este é
um processo de melhoria contínua e, analisando as rápidas
transformações no mercado, novas organizações referenciais
podem ser estudadas e métodos melhores identificados.

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c
código de
conduta
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O benchmarking é um processo que envolve troca de


informações entre organizações, muitas delas são confidenciais.
Por esse motivo, é necessário manter uma conduta ética que
norteará o estudo como um todo, garantindo profissionalismo e
transparência no processo.

Existem oito princípios que orientam o benchmarking. São eles:

•Legalidade: manter o estudo dentro das conformidades


legais e nunca divulgar os dados analisados da organização de
referência sem autorização formal.
•Troca: ser transparente sobre as intenções com o estudo
e fornecer o mesmo nível de informação que está sendo
solicitada ao parceiro.
•Confidencialidade: todas as informações obtidas em um
estudo de benchmarking são confidenciais. Divulgue-as apenas
com consentimento do parceiro.
•Uso: as informações obtidas no estudo devem ser
utilizadas apenas com o propósito de comparar e melhorar
algum processo ou produto da organização.
•Contrato: respeitar a cultura e os procedimentos
estabelecidos mutuamente durante o estudo.
•Preparação: ocupar o tempo do parceiro da forma mais
eficiente possível, otimizando as informações que devem ser
coletadas e preparando a entidade para a visita.
•Conclusão: compromisso em cumprir todos os marcos
acordados com o parceiro e dentro dos prazos.
•Compreensão e Ação: compreender como o parceiro
gostaria que as informações fornecidas por eles fossem
manuseadas e utilizadas.

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p
procedimentos
para uso do
código de conduta
34

1. Estude e conheça o Código de Conduta apresentado acima;

2. Conheça o que é benchmarking e siga todas as etapas


fundamentadas neste e-book;

3. Antes de entrar em contato com a possível organização


parceira, defina o quê será comparado. Identifique as variáveis,
os objetivos do estudo e faça uma autoavaliação minuciosa;

4. Envie um questionário à organização antecipadamente e


tenha um guia para a visita;

5. Esteja disposto a compartilhar informações com seus


parceiros e tenha autoridade para tal;

6. Acorde com o responsável pela organização parceira sobre os


programas e planos de visitas antecipadamente;

7. Seja honesto, pontual, correto e profissional;

8. Explique o motivo no qual a empresa parceira em questão foi


selecionada para o estudo;

9. Cumpra a agenda com maestria;

10. Comunique-se de forma clara;

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11. Compartilhe informações sobre os próprios processos,


inclusive os resultados;

12. Proponha uma visita recíproca;

13. Seja grato pela disposição dos parceiros;

Ao fazer o benchmarking com concorrentes, siga as orientações


abaixo:

14.Estabeleça um conjunto de regras básicas. Ex: “As


informações não serão utilizadas para contar vantagem sobre o
concorrente, mas sim para benefício mútuo.”;

15.Converse com o setor jurídico da sua empresa sobre o


processo de obtenção de informações e negocie um contrato
que satisfaça ambas as partes;

16.Não force o seu concorrente a fornecer dados sigilosos;

17.Toda informação obtida deve ser tratada como interna e


privilegiada.

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f erramenta
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Para facilitar a construção do plano de estudo do


benchmarking, abaixo seguem dois modelos de ferramenta
com base no Guia Metodológico de Benchmarking
Colaborativo, do Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão e um modelo de Carta-Convite utilizado pelo EAG.

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IdenƟĮcação do Estudo
Objeto de estudo
Processo, produto ou práƟca que se pretende melhorar

InsƟtuição/Área responsável

Chefe da área responsável

Escopo
Conjunto de aspectos que delimitam o objeto do estudo que precisam ser analisados para
obter informações comparaƟvas desejáveis

ObjeƟvo
Descrição do que se pretende alcançar com o estudo. Serve de orientação para a realização
das demais etapas da metodologia

JusƟĮcaƟva
Descrição das razões que moƟvam a realização do estudo, demonstrando os problemas
existentes. Mostrar a necessidade e o porquê do invesƟmento no estudo.

Orçamento previsto
EsƟmaƟva de custos para a realização do estudo

Prazo previsto:

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Plano de Estudo de Benchmarking


Objeto de estudo

Líder

Equipe do Estudo

Chefe da área responsável

Escopo

ObjeƟvo

JusƟĮcaƟva

Dia e horário para as reuniões

Etapas Data de Data de


início término
prevista prevista
Validar plano de estudo

InvesƟgar aspectos críƟcos do objeto

Realizar coleta inicial

Realizar análise preliminar

Visitar organizações

IdenƟĮcar melhores práƟcas e resultados

DeĮnir plano para melhoria

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c
carta-convite
41

FLORIANÓPOLIS, 06 DE JULHO DE 2018.

À
̿ÁȵȨǀ͗Ƹź͗ǀȨəɜǀɤź̀
A/C Ȫź͗½źɜǾź

Prezadas Senhoras,
O EAG Empresa Autogerenciável desempenha um papel fundamental para a
transformação de donos de pequenas e médias empresa para que eles
construam organizações vencedoras. Internamente, a melhoria contínua e o
crescimento orientado são balizadores da nossa atuação, o que tem feito do
aperfeiçoamento dos processos uma preocupação constante.

Para isso, utilizamos metodologias e ferramentas de gestão eficazes, entre as


quais o Benchmarking, praticado com organizações de referência, públicas ou
privadas, dos mais diversos setores, com o objetivo de compartilhar
conhecimentos e trocar experiências sobre melhores práticas. Com esse
propósito, o EAG Empresa Autogerenciável deseja aprimorar o seu processo de
comissionamento e bonificações para posições de Pré-Sale, Sale e Customer
Success o qual envolve: escalas de metas, plano de comissionamento por
produto, por número de agendamentos / vendas e por nível de cargo,
procedimento para pagamento das comissões, periodicidade de pagamento
das comissões, campanhas de incentivo, reconhecimentos por atingimento de
metas e acordo de metas.

É do nosso conhecimento que a ̿ǀȨəɜǀɤź͗ ś̀ emprega boas práticas


relacionadas com o escopo do processo mencionado. Desta forma,
a convidamos a participar do estudo de Benchmarking do EAG, com o
objetivo de compartilhar conhecimentos e resolver problemas em comum.

Agradecemos antecipadamente a atenção dispensada e aguardamos sua


concordância em participar do estudo, a fim de darmos continuidade aos
trabalhos.

Atenciosamente,
Flávia Burger
Coordenadora de Recursos Humanos
EAG Empresa Autogerenciável
42

Referências

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão Pública


< Programa Gespública – Benchmarking Colaborativo: Guia Metodológico >.

FNQ Fundação Nacional da Qualidade < #15 Benchmarking >.

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo; SEGS


Sistema de Excelência em Gestão Sindical < Orientador para a prática de
Benchmarking >.

APQC- American Productivity and Quality Center

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