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Figura I

APRESENTAÇÃO À NOVA EDIÇÃO (1996 ʹ Brasil, 2010)

A.p Em
, a evolução é apresentada como um desdobramento espiritual real.
B.p Pensadores como Teilhard de Chadrin, Aurobindo e Hegel já haviam, de certo modo,
proposto tal ideia. Entretanto, nenhum deles combinou esse conceito filosófico com
um olhar objetivo sobre os dados antropológicos ou apresentou estágios específicos
dessa evolução. Com base em extensas evidências empíricas e antropológicas,Wilber
considera que
, o faz, e deste modo é um avanço importante na compreensão da
evolução humana.
C.p Sublinha a contribuição de dois teóricos, em especial quando se trata da concepção
dos estágios de desenvolvimento da consciência: Jean Gebser e Jügen Habermas.
D.p A questão que 
coloca é: o ser humano está evoluindo? Se sim, como podemos
explicar, por exemplo, Auschwitz? Estariam certos os românticos e estamos, em
verdade, involuindo?
E.p Wilber responde a essas e outras questões dizendo que, , o ser humano está
evoluindo, mas as vias da evolução são tortuosas, posto que há que se considerar em
seu desdobramento:
a.p   -   #  A evolução sempre traz boas e más notícias: ͞cães
podem ter câncer; átomos, não͟. Diz-se: a evolução se dá com dois passos
para frente e um para trás. [não percebem isto: os tradicionalistas].
b.p 

 )
   !uando a diferenciação vai longe
demais; transforma-se em dissociação. ͞A diferenciação é o prelúdio da
integração; a dissociação é o prelúdio do desastre͟. [não percebe isto: os
retrorromânticos].
c.p   )
 
 

.
  / 0  / 

.
  # 0͞Cada
estágio [...] mais elevado tem precisamente essa escolha: transcender e incluir,

1
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ajudar, integrar, honrar; ou transcender e reprimir, negar, alienar, oprimir͟.
[não percebem isto: os retrorromânticos].
d.p   )
 
 1 2 
  /12 0  1 2  # 3 Na
hierarquia patológica o poder substitui a comunhão; a dominação substitui a
comunicação. [não percebem isto: os teóricos sociais liberais de esquerda].
e.p c         #   2   # #      4 
͞Auschwitz é a racionalidade sequestrada pelo tribalismo͟.
F.p Wilber finaliza esta apresentação sublinhando que ͞somos partes integrantes de uma
corrente evolucionária única͟ que a tudo abrange e ͞que éem sio Espírito-em-ação, o
modo e a forma de criação do espírito, que está sempre indo além do que fora antes ʹ
que salta, não rasteja, para novos platôs de verdade, apenas para saltar novamente,
morrendo e renascendo com cada nova guinada quântica, geralmente tropeçando e
ralando os joelhos metafísicos, mas sempre se levantando e saltando de novo͟.

PREFÁCIO (1980)

A.p Começa citando Plotino: ͞A humanidade equilibra-se a meio caminho entre os Deuses
e as feras͟. Esta é uma constatação de incomensurável gravidade.
B.p Este livro trata do histórico da evolução da consciência, utiliza a Filosofia Perene como
# )  3  
e tem, como abordagem básica, uma hermenêutica da
evolução sob uma lógica desenvolvimentista.
C.p Wilber declina que escolheu um número limitado de guias teóricos para cada campo
que julgou importante:
i.p Mitologia ʹ Joseph Campbell.
ii.p Antropologia Existencial ʹ Becker e Brown.
iii.p Eras ʹ Jean Gebser.
iv.p Evolução Biológica ʹ L. L. White.
v.p Evolução Psicológica ʹ Erich Neumann () 
5
).

INTRODUÇÃO

A.p A ciência não pode se pronunciar sobre o 


)    ʹ pois seu objeto é a
Verdade e não o Significado.
B.p A concepção da religião exotérica sobre o significado da vida é tacanha ao limite, pois
aponta para o Espírito como  (antropomórfico e ludibriável. Além disto,
objetiva egoisticamente a salvação individual.
C.p Existe uma terceira via para abordar a relação da humanidade com o Espírito: a
2    
, que forma o núcleo ?  do hinduísmo, do budismo, do
taoísmo, do sufismo e do misticismo cristão. Não é anticiência, mas transciência.
D.p A essência da Filosofia Perene: ͞é verdade que existe algum tipo de [Essência
Adimensional e Atemporal que é intrínseca e inclui todo o manifesto e todo o tempo],
algum tipo de Divindade Absoluta, mas ela não pode ser adequadamente concebida
como um Ser colossal, um enorme Pai, ou um grande Criador separado de suas
criaturas, de coisas, de eventos e dos seres humanos. Pelo contrário, Ele é mais bem
concebido (metaforicamente) como a base, a quididade [essência] ou a condição de
todas as coisas e acontecimentos. Não é uma Grande Coisa separada de coisas finitas,

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mas a realidade, a quididade ou a essência de todas as coisas͟.A Filosofia Perene
objetiva descobrir a inteireza do Kosmos, transcendendo a individualidade.
Começando por perceber a transparência ʹ através de diversos graus de translucidez ʹ
dessa individualidade que parecia tão solidamente opaca. Superando, em fim, a ilusão
da separação.
E.p O GRANDE NINHO.
a.p De acordo com a Filosofia Perene o caminho da transcendência segue a
͞Grande Cadeia do Ser͟: matéria, corpo, mente, alma e espírito. Cada nível,
transcendendo mais incluindo seus predecessores, sendo melhor metáfora: ͞O
Grande Ninho do Ser͟. Um desenvolvimento que é envolvimento.
F.p O PROJETO ATMAN.
a.p Ainda de acordo com a Filosofia Perene, a natureza básica dos seres humanos
é uma Inteireza Suprema [chamada de Atman, Natureza de Buda, Tao, Espírito,
Consciência ou Deus (nível ʹ 7 ʹ Causal ʹ 1 67 ʹ sábio / nível ʹ 8 ʹ
Absoluto ʹ 8 1 667 ʹ supremo).
b.p O redescobrimento dessa inteireza
)
 e  
 esquecida é o maior
anseio e a única necessidade do ser humano, pois cada pessoa ni tui essa
Verdade.
c.p Ao mesmo tempo, cada ser humano sente horror à transcendência porque
      ##   [Tânatos], que ele confunde
com a morte do  
d.p O eu isolado morrerá um dia, não pela transcendência em si, mas porque a
morte é um fato natural.
e.p Neste dilema, o ser humano vai em busca da transcendência por caminhos que
realmente a frustram e geram substitutos simbólicos: sexo, comida, dinheiro,
fama, conhecimento, poder.
f.p Até mesmo a sensação da pessoa de ser um eu individual é um mero
substituto de sua verdadeira Natureza. O homem intui ser da mesma natureza
de Atman, mas distorce essa intuição aplicando-a ao eu separado. ͞Ele acha
que seu eu separado é imortal, central para o cosmos, importante para o todo.
Isto é, ele confunde seu ego com Atman. Assim, em vez de desvelar a inteireza
atemporal, ele simplesmente a substitui pelo desejo de viver para sempre; em
vez de ser um com o [Kosmos], ele deseja possuir o cosmos; em vez de ser um
com Deus, ele tenta passar-se por Deus͟.
g.p Essa tentativa de recuperar a consciência de Atman por caminhos que a
impedem e estimulam a geração de substitutos simbólicos é o que Wilber
chama de Projeto Atman: um substituto para Atman, mas também um impulso
para recuperá-lo. ͞Somente quando o Projeto Atman chega ao fim, a
verdadeira consciência de Atman se apresenta͟.
G.p A NATUREZA DA CULTURA E A NEGAÇÃO DA MORTE.
a.p Carente da realização de Atman, que não é nem objetivo; nem subjetivo ʹmas,
transcendente ʹ o ser humano busca compensar esta carência básica com a
construção de um eu simbólico que anseia por sua perpetuação [Eros] e evita
a sua aniquilação [Tânatos]. Eis a arquiansiedade que gera o angst que será

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͞eliminado somente pela real transcendência para a Inteireza͟. Até lá, ͞a
atmosfera nebulosa da morte permanece como seu cônjuge constante͟ e o
homem prosseguirá em sua busca compulsiva por meros substitutos.
b.p ͞O mundo de recompensas substitutas objetivas não é nada diferente do
mundo da cultura͟. Mesmo em sociedades arcaicas as categorias básicas do
pensamento são os conceitos de mana (Eros) e tabu (Tânatos).
c.p ͞A cultura é o que um eu separado faz com a [ideia de] morte͟.
H.p TRÊS PERGUNTAS.
a.p Wilber finaliza esse longo preâmbulo, expressando que 
pretende ser uma
contribuição, ainda que modesta, para responder a três questões
fundamentais:
b.p !uais são as principais formas de autêntica transcendência disponíveis para
homens e mulheres? Isto é, existem caminhos genuínos disponíveis para
Atman, para [a transcendência]?
c.p Se eles falharem, que substitutos para a transcendência são criados? Isto é,
quais são as formas do Projeto Atman, tanto subjetivas como o  quanto
objetivas como a  ?
d.p !uais são os custos desses substitutos para os homens e as mulheres? !ual é
o preço do Projeto Atman.

PARTE I ʹ CONTOS DO OBSCURO ÉDEN (Nível 1 ʹ Arcáico-Urobórico)

1.p A SERPENTE MISTERIOSA


a.p Estruturas da Consciência ou Níveis de Consciência (GEBSER-WILBER):
i.p á ?pp p
   (pré-pessoal) ʹ fisiologicamente:
complexo reptiliano (primariamente) e sistema límbico
(secundariamente) ʹ ex.  #  , cinco milhões de anos atrás.
€ a 6 milhões ʹ 200.000 anos atrás. Estado narcísico como no recém-
nascido. A serpente misteriosa, uroboro, ͞se situa na base tanto da
filogenia como da ontogenia humana͟.
ii.p Nível 2 ʹ Mágico-Tifônico;
iii.p Nível € ʹ Mítico-Associativo;
iv.p Nível ó ʹ Mental-Egóico.
b.p O Potencial Humano.
i.p A essência de um ser não é determinada pelo mais baixo no qual pode
submergir; mas pelo mais elevado a que pode aspirar.
ii.p A evolução começa pela natureza pleroma e uroboro (nível 1, primeiro
chacra1), continuando para o corpo emocional (nível 2), depois para as
estruturas mais sutis (níveis €-ó) e culminando nas estruturas
transcendentes (níveis 5-8).

1
De acordo com a 6

. Existem duas linhas curvas ʹ correntes simpáticas e parassimpáticas ʹ A
localização dos centros dos chacras não é meramente simbólica , mas real. O primeiro chacra (anal)
representa a matéria; o segundo o sexo; o terceiro, emoção; o quarto, amor; o quinto, o intelecto; o
sexto, energias mental-psíquicas mais elevadas (neocórtex) e o sétimo o próprio cérebro e além, a
transcendência.

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iii.p As estruturas profundas são determinadas e restringidas por uma
lógica desenvolvimentista invariante; as estruturas superficiais são
moldadas e condicionadas pelas forças das contingências históricas e
culturais.
iv.p   *   93 (  

 1  #  
#  #
 #   
 
$ Para a
evolução começar ʹ de modo consciente ʹ faltava apenas o Pecado
Original. , 
   #  

PARTE II ʹ TEMPOS DO TIFÃO (Nível 2 ʹ Mágico-Tifônico)

2.p OS MAGOS ANTIGOS


a.p Há cerca de 200.000 anos, a consciência do mundo naturado foi enfocada no
organismo individual. O eu, embora diferenciado do ambiente, permaneceu
magicamente misturado a ele.
i.p O processo primário mágico (freudiano) é o modo de ser
predominante nesse estágio. Essa é uma, dentre outras, correlações
entre ontogenia e filogenia humana.
ii.p Segundo Frazer o funcionamento mental deste nível baseava-se em
dois princípios:
1.p A lei da semelhança ʹ   
) 
;
2.p A lei do contágio ʹ 

) 
.
iii.p A maioria de nós, modernos, está diretamente imersa no processo
primário mágico[nível 2, revelado com precisão] apenas durante o
sono com sonhos2. O mundo do sonho é o mundo da magia.
Entretanto, esse mundo mágico, primitivo, mas suficientemente real,
que em nós, modernos, foi relegado ao estado de sonho, era
aparentemente
 
 em nossos antepassados distantes. Como
colocado por Freud: ͞o que uma vez dominou o estado de vigília,
quando a mente ainda era jovem e incompetente, parece agora ter
sido banido para a noite͟.
b.p ,#3 *  x # # :2 
i.p Os tempos do Tifão foram de perigo, de tabu de superstição.
ii.p ͞Durante este período [há 200.000 anos], a consciência média
alcançou completamente o nível 2: aquele do tifão mágico, com o eu e
a protomente indiferenciada do corpo, e o tifão corpóreo
propriamente dito magicamente entrelaçado com o mundo naturado͟
[quem quiser ver, nesse instante, o que é mundo naturado, basta olha
para seu cão].
iii.p ͞Em contrapartida, uns poucos ʹ muito poucos xamãs e curandeiros
verdadeiramente avançados evoluíram pessoalmente o suficiente para
ter acesso a capacidades psíquicas verdadeiras, ou ao nível 5͟.

2
O sonho pode ser pré-verbal (perspectiva ocidental) ou transverbal (perspectiva oriental).

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 " # " )
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iv.p Já aqui, vemos a importância de diferenciar o modo médio de
consciência [exotérico] da consciência mais avançada [esotérico].
v.p ͞O corpo (nível 2) diferenciado do ambiente naturado (nível 1), mas a
mente (níveis €-ó) ainda não desenvolvida ou diferenciada do corpo ʹ
eis o corpóreo, o tifão. O tifão mágico. !uando homens e mulheres
emergiram do uroboro, surgiram como magos͟.
€.p O ALVORECER CREPUSCULAR DA MORTE
a.p Existem dois tipos de angústia. Uma é patológica, neurótica.
A outra é básica, saudável e inerente ao  #.
Vivenciar esta segunda angústia ʹ isto é, não evitá-la, mediante defesas
maníacas - nos leva ao amadurecimento psicológico.
b.p A consciência da morte leva ʹ primitivamente ʹ à repressão primária, não a
sexualidade.
c.p ͞Com a emergência tifônica do primeiro eu ), surgiu também a primeira
marca verdadeira da morte. E, assim, o primeiro modo real ou consciente do
tempo foi igualmente contatado (em parte), como uma forma de negar a
impressão da morte, com a promessa de que o presente não acabaria,
assegurando a imortalidade com a promessa de outro presente, momento a
momento. Sem nenhuma dúvida, os homens e mulheres estavam passando
exatamente pelos portões do Éden rumo ao mundo da mortalidade e, como
uma primeira defesa, trouxeram o tempo com eles͟.
d.p A cultura é o que o homem faz com [a negação] da morte.
ó.p VIAGEM AO SUPERCONSCIENTE