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DIREITO CÍVIL (Pablo Stolze)

Personalidade Jurídica:

É a qualidade (pessoa jurídica e física) para ser sujeito d direito.

Momento de aquisição da personalidade jurídica para pessoa física art. 2º CC para a


doutrina o nascimento com vida implica no funcionamento do aparelho cardio-
respiratório. No D. Brasileiro para efeito de aquisição da personalidade jurídica, não se
exige forma humana, nem sobrevida, em sentido contrário CC espanhol (24h com
vida)

Nascituro:

Segundo Limonge França, o nascituro é o ente concebido no ventre materno, que está
por nascer.

Nascituro Embrião
Vida intra -uterina vida laboratorial

Teorias implicativas do nascituro:

1- Teoria Natalista:
Nascituro não é a pessoa, pois a personalidade só é adquirida no nascimento com
vida. Nascituro não é a pessoa, teria apenas expectativa de direito.
Aparentemente essa foi a teoria adotada pelo art. 2º CC, entretanto, em vários pontos,
faz concessão a concepcionista.
A grande parte da doutrina segue a teoria natalista (Vicente Rao, Silvio Rodrigues,
Eduardo Espínola).

2- Teoria concepcionista:
Esta teoria, consagra no D. Frances, é defendida no Brasil por Clóvis Benviláqua
Teixeira de Freitas, é mais corajosa pois reconhece ao nascituro personalidade
Jurídica desde a concepção para essa teoria o nascituro seria considerado pessoa
(desde a concepção, ele não tem expectativa de direito e sim direitos), sujeito de
direito.

3- Teoria da personalidade condicional:


É a teoria intermediária (Arnaldo Wald) para esta teoria, o nascituro teria
personalidade jurídica condicionada ao nascimento com vida.
Obs.: Ver no material de apoio as várias situações de proteção ao nascituro.

- O nascituro teria direitos a alimentos?

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No Brasil existem precedente concedendo alimentos provisórios ao nascituro (ver
material de apoio)

* alimentos retroage a data da citação

- O nascituro tem direito a indenização por dano moral?

Há precedente STJ Resp 399028/SP admitindo a reparação por dano moral.

Capacidade

Capacidade de direito – É uma capacidade genérica, todo mundo tem. É, trata-se da


capacidade de exercer personalidade aos atos da vida civil. Faltando capacidade de
fato fala-se em incapacidade que pode ser absoluta ou relativa.

Incapacidade absoluta - art 3º


Incapacidade relativa – art 4º

Art 3º CC – Incapacidade Absoluta

I – Menores impúberes – < 16 anos

II – Padece de enfermidade ou deficiência que neutraliza a sua capacidade


discernimento.
Qual procedimento judicial que reconhece isso?
Denomina-se procedimento de interdição aquele que visa a declaração de
incapacidade absoluta por enfermidade ou deficiência mental.

Obs.: Qual é o tratamento jurídico que se dá a pessoa, padecente de enfermidade e


que ainda não foi interditada? Influenciado pelo direito francês (art 503 do Cód. Da
França) a doutrina brasileira (Orlando Gomes) sustenta que o ato poderá ser
invalidado se houver prova do dano do incapaz e a demonstração da má fé da outra
parte.
Se uma pessoa é interditada e apesar disso vier a praticar uma ato no momento de
lucidez esse ato é válido ou não? Não! Uma vez interditado, mesmo que venha a
celebrar o ato em momento de lucidez este não terá validade.

III- E.: acidente de carro, pessoa em coma no hospital.


Intoxicação fortuita (colocaram droga no seu copo)

Obs.: Onde estão os “surdos-mudos”, incapazes de manifestar vontade e os


ausentes que outrora eram tratados absolutamente incapazes? Implicitamente no inc
III porque é permanente, a causa aqui é tratada como hipóteses de morte presumida.
No CC 02 a ausência é tratada como hipótese de morte presumida

Art 4º CC - Incapacidade Relativa

I- > 16 < 18 anos


II- O discernimento é reduzido e não neutralizado.

Obs.; Se o vício de tóxico ou a embriagues for patológica, a incapacidade é


absoluta, desde que não haja discernimento.

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III- Portador de síndrome de Dow
IV- Pródigo
A prodigalidade é um desvio de comportamento característico da pessoa que
dilapida seu patrimônio podendo reduzir-se a miséria.

Para casar o curador pródigo precisa se manifestar? Sim! Ele tem que manifestar
sobre o regime de bens que o pródigo escolheu, ele não opina quanto a pessoa, só
regime de bens.

Silvícola – não se usa mais, foi substituída por índio (Estatuto do índio – Lei 60001/73)
considera, regra geral, o índio absolutamente incapaz.

18 anos – capacidade plena (capacidade de direito + capacidade de fato)

* Emancipação - Por meio dela antecipa-se a capacidade plena.


Temos três espécies de emancipação:

1 – Voluntária: art. 5º, § 5, I, 1ª parte CC ou até, vale lembrar, que a


emancipação voluntária é uma to conjunto (pai e mãe) e irrevogável.
Se o filho emancipado cometer um ilícito, a doutrina diz que mantém a
responsabilidade solidária com os pais. (Carlos Gonçalves). Isso na emancipação
voluntária. Os pais para evitar que a vítima fique irressarcida podem ser
responsabilizados solidariamente pelos danos causados pelo filho que emancipou.

2 – Judicial: art. 5º, § V, I, 2ª parte CC. Quem emancipa é o Juiz, porque o


menor é órgão por exemplo.

3 – Legal: art. 5º, § V, II a V CC


3.1 – Casamento: a capacidade para casamento no CC 02 para o
homem e para a mulher vem as 16 anos.
Art. 1520 – exceção aos 16 anos:
- gravidez
-Não vale mais a lei 11106, acabou com extinção de personalidade como
casamento.
A separação ou o divórcio prejudica a emancipação pelo casamento?
Não! Mas se o casamento é anulado pode prejudicar.

4 – Emprego ou cargo público. Única situação que cabe é carreira militar.

5 - Menores Empregados com 16 anos completos (com carteira assinada)


estão emancipados por força da lei.
Na hipótese de emancipação pela existência de relação de emprego, a
demissão gera retorno à situação de incapacidade? Não! Existe jurisprudência.
Para Pablo não retorna porque isso seria cancelar a insegurança Jurídica.

Obs.: Críticas acerca da redução da maioridade civil do D.Civil,, previdenciário, penal e


processual.
O STJ já firmou o entendimento no sentido de que atingido 18 anos, o cancelamento
da pensão alimentícia não é automático. Resp 347010/SP.
No âmbito penal a redução da maioridade não pode prejudicar o réu. Aqui a atenuante
da menoridade do art 65CP e a contagem da prescrição pela metade (quando alguém
comete crime dos 18 aos 21 anos) (art115) são benefícios que continuam em vigor.
Já para prática de atos processuais inclusive civis com 18 anos o réu é plenamente
capaz.

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O entendimento do governo federal é no sentido de que a pensão previdenciária por
morte ou auxílio reclusão deve ser pago ao dependente até os 21 anos, na forma da
lei previdenciária que é especial.
Na lei previdenciária o menor emancipado perde o direito.

Obs.: O menor emancipado pode sofrer prisão civil? Em tese sim, até que cumpra a
obrigação alimentícia.

Extinção da Pessoa Física

A morte marca o fim da pessoa física ou natural. Para a medicina o marco da morte
encefálica para Maria Helena Diniz morte cardio-respiratória.
Em geral a morte deve ser atestada por profissional da medicina, ressaltando-se a
possibilidade de duas testemunhas o fazerem, se faltar o especialista (art. 77ª 88 da
Lei de Registro Público).
- Duas hipóteses de morte presumida: art. 6º / 2ª parte; art 7º CC
- Concorrência ou morte simultânea: art.8ºCC – traduz idéia de morte simultânea.

Personalidade Jurídica:

É a qualidade (pessoa jurídica e física) para ser sujeito d direito.

Momento de aquisição da personalidade jurídica para pessoa física art. 2º CC para a


doutrina o nascimento com vida implica no funcionamento do aparelho cardio-
respiratório. No D. Brasileiro para efeito de aquisição da personalidade jurídica, não se
exige forma humana, nem sobrevida, em sentido contrário CC espanhol (24h com
vida)

Nascituro:

Segundo Limonge França, o nascituro é o ente concebido no ventre materno, que está
por nascer.

Nascituro Embrião
Vida intra -uterina vida laboratorial

Teorias implicativas do nascituro:

1- Teoria Natalista:
Nascituro não é a pessoa, pois a personalidade só é adquirida no nascimento com
vida. Nascituro não é a pessoa, teria apenas expectativa de direito.
Aparentemente essa foi a teoria adotada pelo art. 2º CC, entretanto, em vários pontos,
faz concessão a concepcionista.
A grande parte da doutrina segue a teoria natalista (Vicente Rao, Silvio Rodrigues,
Eduardo Espínola).

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2- Teoria concepcionista:

Esta teoria, consagra no D. Frances, é defendida no Brasil por Clóvis Benviláqua


Teixeira de Freitas, é mais corajosa pois reconhece ao nascituro personalidade
Jurídica desde a concepção para essa teoria o nascituro seria considerado pessoa
(desde a concepção, ele não tem expectativa de direito e sim direitos), sujeito de
direito.

Pessoa Jurídica

O ser Humano é egrário (agrupar)

Conceito matriz de Pessoa Jurídica: Decorrência do fato associativo, pode ser definida
como o grupo humano criado na formada lei clotado de personalidade jurídica para a
realização de fins comuns
.

Teixeira de Freitas – Ente de existência ideal


Pessoas coletivas
Pessoas Judiciais
Pessoas Universais
Corpos morais, etc....

Natureza Jurídicas e teorias explicativas:

Em D. Civil 99% quando lhe perguntarem qual é a natureza jurídica, ele está
perguntando se ex.: - pessoa
- fato, ou é
- bem (coisas de ninguém)

Duas correntes básicas


(*superadas)

- Teorias negativistas

Planiol,I HERING,WIELAND - variavam de argumentos, uns diziam que a Pessoa


Jurídica era condomínio, grupo de pessoas físicas reunidas (não reconhecia pessoa
jurídica).

- Teorias afirmativas

Eram três teorias (as três afirmam a existência, mas os argumentos são diferentes.

-Ficção: defendida por Savigny esta teoria reconhecia a pessoa jurídica existência
ideal ou abstrata,vale dizer, pessoa jurídica seria uma mera criação da técnica jurídica,
sem existência real ou social.

-Realidade objetiva: Contrário a teoria da ficção, de natureza organicista não aceitaria


considerar a pessoa jurídica. Uma mera criação do direito, pois a pessoa jurídica seria
um organismo social vivo.

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- Realidade Técnica: É mista. Defendida por Raymond Saleilles ( que em 1901 criou
o contrato de adesão).
Para essa teoria, a pessoa jurídica teria uma existência social, embora a sua criação
fosse resultado da técnica jurídica.

Como se prova - fenda II legal da teoria da realidade técnica (quem)? É o direito art.
45º CC “com a inscrição de seu ato constitutivo”.

Pessoa jurídica: com autorização expressa: Banco, aut. Banco Central.

Pessoa Jurídica:

Ato constitutivo Reg. Céil

Registro Público de Empresas = Junta Comercial

.C.P.J. –Cartório de Pessoa Jurídica


Ou é:

Estatuto ou
Contrato Social

Somente no momento em que o ato constitutivo (estatuto ou


contrato social) é registrado, a pessoa jurídica adquire
personalidade.

Sem o registro ou a pessoa jurídica não existe para o CC (art 45º)

Nos termos do art 45º, o Registro Público da Pessoa Jurídica, seria declaratório ou
constitutivo? Constitutivo!

Obs.: A doutrina costuma denominar de sociedade irregular ou de fato aquela


desprovida de ato constitutivo registrado.
Vale lembrar que esses sócios respondem ilimitadamente pelos débitos (art 99º CC).
Espécie de pessoa jurídica de débito privado.

Na visão original no CC art 44º


1- associações
2- sociedades
3- fundações

Art 44º (não é exaustiva), são pessoas jurídicas:


1- associações
2- sociedades
3- fundações
4- organizações religiosas
5- p. político

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Art 2031º CC (estabelecia um prazo para associações, sociedade e fundações, se
adaptasse ao CC).

Fizeram duas leis – 1º - art 44º desdobrou e o novo inciso do art 2031 alegando que
elas não

Aplicações:
Conceito: AS associações são entidades de direito privado formadas pela união
de indivíduos com o propósito de realizarem fins não enconômicos (art 53º).

Finalidade ideal: (não lucrativos). Ex.: Associação de bairro, 3º setor (ong´s,


quando não fundações).

Órgão máximo da associação

Assembléia Geral Art 59º diz sobre a


assembléia

Estatuto

Conselho
Conselho Fiscal Presidente
Deliberativo

- Associação não tem contrato social tem estatuto, não tem sócio é associado.
- O registro é fato no cartório de pessoa jurídica.

O art 54º traz os requisitos das associações.

Obs.: Exclusão de associado: art 57º


Justa causa (conceito aberto)
Direito de defesa (contraditório)

(obs.: esse art não se aplica em condomínio, ele é co-proprietário, pode sofrer multa
progressiva) a assembléia não pode proibir sub locar, seria “restringir a propriedade!

Sociedades

Conceito: as sociedades são espécies de corporações,dotadas de personalidade


jurídica instituídas por meio de: contrato social, tendo o propósito de partilhar lucro.

O que normatria a sociedade é contrato social

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Essa mudança sofreu uma mudança viseral.

Antes nós tínhamos . Sociedade civil: visava lucro

. Sociedade mercantil: visavam lucro

A = básica, foi criada pelo D. Frances,que criou a teoria dos atos de comercio
(superada)
Essa teoria está superada, hoje é a teoria

Classificou a sociedade Simples- vão corresponder as antigas sociedades civis.

Empresários- em geral vão corresponder as mercantes

Sociedade entre cônjuges

O código brasileiro proíbe sociedade entre conjuges casados (977) sob o regime:
- comunhão universal
- separação obrigatória

É para evitar fraude no casamento e isso e um absurdo, porque as fraudes tem que
ser provadas, não presumidas.

DNRC –Departamento Nacional do Registro de Comércio. (fiscaliza as juntas


comerciais)
Parecer jurídico nº 125/03 – Diz que o art 977, não atinge as sociedades anteriores,
porque feria o ato jurídico perfeito.

Obs.: FIESP – O art 977 CC, segundo entendimento prevalecente hoje, só se aplica a
sociedades constituídas após a entrada em vigor do cód. Novo.

Fundações

A que é fundação privada.

Conceito: As fundações são entidades formadas pela afetação de patrimônio, visando


atingir finalidade ideal. (art 62º CC)
Institui fundações que tem finalidades:
- religiosas
- morais
- culturais (colégios)
- assistenciais

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O rico tem bens; não nasce de agrupa II de pessoas e sim do destacamento de bens.

Passos para constituir fundações:

1- afetação de bens (destacar bens)


2- instituição só se dá por: escritura publica ou testamento
3- elaboração do estatuto (o que normatiza) eu posso delegar a alguém a fazer o
meu estatuto ou ver art 65º.
Quando, para elaboração do Estatuto seu instituidor defere o cargo a 3ª pessoa,
fala-se que a elaboração foi FIDUCIÁRIA. Se o 3º não fizer o estatuto quem faz é
o MP.
4- Aprovação do Estatuto. Quem aprova? O MP
5- Registro Civil do Estatuto (art 66º) no cartório Civil de Pessoa Jurídica.
É o MP quem fiscaliza a fundação.

Art 66º - MP do Estado que está situado


- Se a fundação tiver em mais de um estado o MP atua em conjunto.

Onde o MPF entra? No DF ou território (que não temos), funcionará MPF.

ADIN (a canampem) – 2.794 – em favor do MP do DF, alegando q esse art. É


inconstitucional do 21º do art. 66º CC.

Obs.: Proc. Republica já falou nos autos que concorda que retorne a atribuição
do MP Estadual do D.Federal.

Extensão da Pessoa Jurídica

Há três formas:

- Convencional: geral II se aplica a sociedade, sócios resolvem.

- Administrativa: (banco, Cia de seguro)- É o que decorre da cassação de


autorização de funcionamento da pessoa jurídica.

- Judicial – na forma da lei por sentença. Ex.: falência (de sociedade empresário)

Obs.: Comentários ao Drama Existência art 2.031 CC (ver material de apoio)

1º - Dois anos para se adaptar:


- medida provisória 234 / 11/01/06
- lei 11.127 / 11/01/97

Desconsideração da Pessoa Jurídica

Histórico da matéria: Desenvolvida na Alemanha em 195ª. No Brasil, Rubem


Requião é quem falou.
Nasceu em 1896 na Inglaterra. O Sr Salomon, criou uma sociedade onde 99% de
ações era dele, e os 1% para cada parente, e começou a criar dívidas...Assim >
credor do devedor era ele o Salomon..

Desconsiderar (afastar o júri temporário Fabio Ulhoa) não é despersonificar =


cancelar o registro

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Sintetizando: A desconsideração pretende o afastamento temporário da
personalidade da pessoa jurídica, buscando a atingir o patrimonio. Pessoa do sócio
ou administrador que cometeu o ato abusivo.

A doutrina adotada pelo novo CC tem influência do pensamento do professor Fabio


Konder comparato no sentido de admitir a desconsideração sem a necessária
demonstração de dolo específico do sócio ou administrador no consentimento do
ilícito.

- CLT- criou 1º
- CDC – art 28
- Art 50º CC

Art. 50º exige 2 fatores:


1- A Empresa precisa ser insolvente
2- Abuso – caracterizado pelo – desvio da finalidade ou confusão patrimonial. Ex.:
caso de Saulom
P.S. não diz dolo

Art. 40 do CDC: O STJ, julgado o caso so shopping de Osasco, criou a teoria > e a
teoria<.

Obs.: ≠ entre teoria > e < da desconsideração da pessoa jurídica:

- Teoria maior: sustenta que para desconsiderar são necessários além da


insolência a prova dos pressupostos da lei. É o do art. 50 CC (regra geral do D.
Brasileiro)

- Já a teoria menor: contenta-se com a insolência.

Obs.: Ver o material de apoio.

Os comentários ao importantíssimo projeto de lei 24 e 26 de 2006.

- esse projeto pode ser aprovado antes da reforma do CC


- estabelece o contraditório
- Vai ser aplicado em todo o grau de jurisdição e em qualquer processo.

O Projeto não trata de desconsideração imensa.

Ela ocorre quando o juiz atinge o patrimônio da sociedade, visando a indiretamente


alcançar a pessoa física fraudadora (a pessoa física terá tudo no nome dele e põe no
nome da pessoa.

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Domicílio e Bens de Família

Domicilio: Raiz romana onde domus = casa

O principio da segurança jurídica justifica a elaboração do conceito de domicilio.

Para conceito de domicilio é bom diferenciar:

MORADA: onde se estabelece provisório


Você pode ter pluralidade
de domicilio
RESIDÊNCIA: habitual

DOMICILIO: é de todos os mais abrangentes porque


Engloba a diferente realidade e o vida jurídica...

A MORADA é o lugar onde a pessoa se estabelece temporariamente. Já a


RESIDÊNCIA é o lugar em que a pessoa se estabelece habitualmente.

Domicilio: Trata-se do lugar em que a pessoa estabelece residência, com o animo


definitivo, transformando-o em centro da sua vida jurídica (art 70 a 72 CC)

O sistema brasileiro admite pluralidade de domicilio (orientação germanica)

Obs.: O que é domicilio profissional. art 72

Mudança de domicílio: ver art 74. – a lei admite prova: tácita e expressa

O § único do art 74:

Aponta que a prova da mudança de domicilio poderá ser expressa por meio de
declaração a prefeitura ou circunscrição.

Art 75: O que é domicilio aparente ou ocasional?


Cuida-se de uma ficção jurídica aplicada as pessoas que não tem domicilio
certo sendo considerado seu domicilio o lugar em que foi encontrada. (art 73).

Obs.: caminhoneiro costuma ter domicílio certo

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Espécies de domicílio:

Fundamental nós termos 3 domicílios:

- Voluntário: é a regra geral fixado por ato de vontade

- Legal (necessário): Fiado por força de lei o art sede que fixa o D. Legal é o art 76.

- Especial ou de eleição: o denominado foro contratual (art 78)

Quanto ao servidor público, haverá domicílio legal e que exerça função permanente,
estando de fora deste conceito o lugar em que exerça função temporária ou de
confiança.

P.S.:O Marítimo (não é militar da marinha) Domicílio onde o marinheiro está


matriculado. O registro do navio não devia confundir o marinheiro militar com o
marinheiro da marinha mercante (=particular) do preso (no lugar que ele é cumpre
sentença.(direito condenatório)

Art 78 – consideramos abusiva a clausula de eleição que escolha domicílio diverso do


consumidor, causando-lhe prejuízo (art 51 inciso IV do CDC) existe precedentes do
STJ admitindo que o Juiz, no caso possa declinar da competência de ofício (Ag, RG,
no agramo 455965/M6) consultar tabela do Resp 201.195/SP.

Bens Jurídicos

Bem Coisa

+ amplo para: para material


Englobar utilidades:
Materiais e imateriais
Orlando Gomes (que advem do D. Germânico)

Entendemos a respeito da controvérsia que a palavra bem é genérica, abrangendo


utilidade materiais e imateriais, já a palavra creise traduz apenas utilidades materiais
ou corpóreas

Obs.: Perteça: ex.: ar condicionado, elevador


Benfeitorias: é realizado pelo homem, é sempre artificial
Cuidado ≠ cessão

Adin 2591 (ação D. Inconstitucionalidade) julgada dia 15, pretende a ação de Insconst.
Para bancos.
Se essa Adin passar, esqueça proteção ao consumidor, clausulas abusivas...

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Bens de Família

(faria isso no Direito Romano)

Lei do Texas – criou o estatuto mais próximo do nosso Bem de Família.

Lei texana de 1839 “homestead” (o lugar do domicílio)

No cód de 1916 o Bem de Família era regulado a partir do art 70.

Existem duas espécies de bem de família:

voluntário: a partir do art 17

Legal; lei 8.009 de 1990

Conceito bem de família voluntário: É aquele instituído por ato de vontade do casal ou
da entidade familiar no cartório de registro de imóveis na forma doa arts. 1711 e
seguintes do CC.
(a lei ao limitar valor (1/3) quer evitar fraude)

Obs.: forma inovadora o novo CC estabelece limite de valor para a instituição do bem
familiar voluntário (1/3) do patrimônio líquido muito embora haja natural dificuldade de
se demonstrar o respeito a este limite.

Na forma do art 1715 a impenhorabilidade do bem, eis que poderá haver execução
das dívidas tributárias ou condominiais: Nos temos do art 1717 outro efeito do bem de
família voluntário q que não poderá servir a outra finalidade. Só podendo ser alienado
mediante consentimento dos interessados, incluindo o MP.
Obs.: Se você quiser depois vender, terá que ter alvará...

O art 1712 permite que na instituição do bem da família, possam ser afetados e
protegidos rendas ou valores mobiliários.

Obs.: O STJ (ex: eles alugaram o imóvel, foram morar de favor e estudar vivendo de
renda) no resp. 439920, faltou entendimento no sentido de que mesmo alugado o
3º o único residencial não pode ser penhorado.
P.S.: A extinção do bem familiar voluntário esta prevista no art 1722...tem prazo.

Bem de Família Legal

Decorre da própria lei 8.009/90 e dispensa registro no cartório.


O efeito é único, é tornar o imóvel penhorável por dívidas futuras salvo as exceções da
lei.

Mantença: da impenhorabilidade – teoria (estatuto jurídico do patrimônio mínimo)

A teses do estatuto jurídico do patrimônio mínimo, desenvolvida por Luiz Edson


Fachin, sustenta que em uma expectativa ........./const., a luz do princ. da dignidade da
pessoa humana, as normas civis devem buscar resguardar cada pessoa o mínimo de

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patrimônio a fim de que tenha uma vida digna. (a lei do bem de família é exemplo
disso).

Art 1º (impenhorabilidade é relativa)

O STJ tem admitido o desmembramento do Bem de Família.

O Inquilino é protegido na forma do § único do art 2º (a doutrina o que faz na


interpretação extensiva ao “prometente comprador” ao “usufrutuário”....

Obs.: Na forma da súmula 205 do STJ, a proteção da lei aplica-se inclusive a penhoras
realizadas antes da sua urgência.

Proteção dos Bens Móveis:

Pelo STJ:

Responsabilidade freezer
No caso concreto maquina de lavar
parabólica
Maquina de secar
Televisão
Vídeo cassete
Ar condicionado
Ministro Sálvio de Figueiredo

Art 3º

Exceções a impenhorabilidade legal dos Bens de Família

I-

II- Aqui você financiou e não pagou (CEF e Bradesco fazem muito isso) agente
financeiro lhe emprestou R$ para adquirir o imóvel....)

Ver súmula 308 – aqui você financiou e pagou

Não devo confundir a hipótese do inciso II do art 3º com a súmula 308 STJ

III-

IV- Tributário não é quando imposto! É em os em função do imóvel

veinculados

( Alguém entende que a TAXA aqui tb é taxa condominal)

No que se refere ao inciso IV do art 3º, tem prevalecido o entendimento de que a


cobrança da taxa condominal tb excepciona a regra.

V-

VII – Fichas de contrato de locação não goza da proteção de D. de família.

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Obs.: O STF, no julgamento RE 352940-4 SP, reputou inconstitucional o inciso VII do
art 3º da lei 8.009/90.

Devedor solteiro – o devedor Tb goza da proteção legal resp 450989/RJ

- Fato sentido estrito (natureza) é o acontecimento (natural) que deflagra efeitos


jurídicos
ordinário – comum = morte natural
extraordinário – inesperados = tempestade

- Ação humanos ilícita – ato ilícito art 186 CC


Ação humana lícita = ato jurídico

Ato Jurídico em sentido estrito art 185 CC

Também denominado de ato não negocial, trata-se de um comportamento


humano, voluntário e consciente, cujos efeitos são legalmente determinados*. Não há
pois, liberdade negocial. (Ex.: recepção de um fruto, achado de coisa abandonada,
notificação, intimação, etc...
* a lei que dá os efeitos (não há escolha)

Negócio Jurídico: (Liberdade de escolher dos efeitos jurídicos que se negocia)


Vejo uma blusa na loja, entro e compro, a sua vontade de comprar, sua declaração de
vontade, irá determinar efeitos....)(ex.: testamento)

O negócio jurídico, diferentemente do ato jurídico em sentido estrito, traduz uma


declaração de vontade, emitida segundo o princípio de autonomia privada, segundo a
qual parte declarante autodisciplina os efeitos jurídicos que pretende atingir. Existe
aqui uma liberdade negocial. (ex.: contrato, testamento)

Especificação – peguei argila de B, fiz um vaso, adquiri a propriedade por


especificação, mas tenho que indenizar B. (obra pronta em obra final)

Ato – Fato
Marcos Bernardes de Melo e Pontes de Miranda

Cuida-se de um comportamento humano desprovido de consciência voltada ao


resultado jurídico que se produz (ex.: um alienado que realiza um obra artística sem
consciência do que faz). (EX.: compra de um doce por uma criança de 5 anos)

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Negócio Jurídico
Pontes de Miranda Junqueira de Azeredo

Existência (4 elementos)

1- Manifestação de vontade (núcleo do neg) Soma da


vontade = interna + externa)

2- Agente emissora da vontade

3- Objeto (é o bem da vida)


Estudar
nos 4- Forma (meio pela qual a vontade se exterioriza . oral
. mímica
planos
. escrita
Validade

Eficácia

Forma: requisito de existência: É o meio pelo qual a vontade se exlerioriza (oral,


escrita)

Pressupostos de validade: O CC adotou uma linha dual (porque só cuidou da


validade e eficácia art 104 CC)

O art 104 CC é incompleto.

- Validade (são os de existência qualificados)

Obs. 1: Qual a diferença entre capacidade e legitimidade do agente?

A capacidade PE genérica, a legitimidade é específica. (a falta de


legitimidade traduz um impedimento específico para a piretica do ato)

Obs. 2: Forma: Em geral os negócios jurídicos tem forma LIVRE art 107. mas,
caso lei imponha forma esta poderá repercurtir no plano da validade art 108.

Objeto: A licitude do objeto traduz legalidade e moralidade. (Orlando Gomes)

Eficácia: - condição
- termo
- modo (encargo)

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MORADA, RESIDÊNCIA E DOMICÍLIO

 Morada – é o lugar onde a pessoas se estabelece temporariamente

 Residência – é o lugar em que a pessoa se estabelece habitualmente. É a


idéia de permanência.

 Domicílio – É o lugar onde a pessoa estabelece residência, com animo


definitivo onde a pessoa, transformando o em centro da sua vida jurídica.
Art 70 a 72 cc.

 O sistema brasileiro admite pluralidade de domicílio (influência da


Alemanha)

 Domicílio profissional – art 72 cc Este convive com o domicílio geral e é


aplicado para as relações referentes à atividade profissional exercida.

Mudança de domicílio – ver art 74 § CC (comunicar a mudança de domicílio ao


município).

Domicílio Jurídico art 75 CC

Obs.: O que é domicílio aparente ou ocasional? Cuida-se de uma fixão jurídica


aplicada as pessoas que não teem domicílio certo, tendo considerado seu domicílio o
lugar em que for encontrada. Art 73 CC

Espécies de Domicílio

- Domicílio voluntário – é a regra geral, é aquele domicílio fixado por ato de vontade

- Domicílio legal ou necessário – É o domicílio fixado por força de lei art 76 CC. Tem
que ser função permanente. Quanto ao servidor público, haverá domicílio legal apenas
no lugar em que exerça função permanente, estando de fora deste conceito o lugar
em que exerça a função temporária ou de confiança.
Não devo confundir o marinheiro militar com o marítimo, marinheiro da marinha
mercante (marinheiro particular)

- Domícílio especial ou de eleição - É o denominado foro contratual. Art 78 CC.

Consideramos abusiva a clausula de eleição que escolha domicílio diverso do


consumidor, causando-lhe prejuízo (art 51 inciso V do CDC). Existem precedente no
STJ admitindo que o Juíz, no caso, possa declinar da competência de ofício. (Ag RG
no Ag 455765/MG, Resp 201195/SP)

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Bens Jurídicos

(Material de apoio)

É toda utilidade física ou ideal, que seja objeto de um direito subjetivo.


Entendemos, a despeito da controvérsia que a palavra bem é genérica, abrangendo
utilidades materiais e imateriais, já a palavra coisa traduz apenas utilidades materiais
ou corpóreas.

Bens reciprocamente considerado (ver matéria de apoio)

Bens de Família

Lei Texana, foi e é nossa referência quando falamos em bem de família no código de
16, o bem de família era regulamentado a partir do art 70. Existe duas espécies de
bem de família. Voluntário 1711 CC e legal, lei 8009/90.

Espécies de Bens de Família

Voluntário - é aquele instituído por ato de vontade do casal ou da entidade familiar, no


contrário de registro de imóveis, na forma doas artigos 1711 CC e seqüentes do novo
CC.
Obs. 1: de forma inovadora o novo CC estabelece um limite de valor
forma inovadora o novo CC estabelece limite de valor para a instituição do bem
familiar voluntário (1/3) do patrimônio líquido muito embora haja natural dificuldade de
se demonstrar o respeito a este limite.

Na forma do art 1715 a impenhorabilidade do bem, eis que poderá haver execução
das dívidas tributárias ou condominiais: Nos temos do art 1717 outro efeito do bem de
família voluntário q que não poderá servir a outra finalidade. Só podendo ser alienado
mediante consentimento dos interessados, incluindo o MP.
Obs.: Se você quiser depois vender, terá que ter alvará...

O art 1712 permite que na instituição do bem da família, possam ser afetados e
protegidos rendas ou valores mobiliários.

Obs.: O STJ (ex: eles alugaram o imóvel, foram morar de favor e estudar vivendo de
renda) no resp. 439920, faltou entendimento no sentido de que mesmo alugado o
3º o único residencial não pode ser penhorado.
P.S.: A extinção do bem familiar voluntário esta prevista no art 1722 CC.

Legal - Decorre da própria lei 8.009/90 e dispensa registro no cartório.


O efeito é único, é tornar o imóvel penhorável por dívidas futuras salvo as exceções da
lei.

Mantença: da impenhorabilidade – teoria (estatuto jurídico do patrimônio mínimo)

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A teses do estatuto jurídico do patrimônio mínimo, desenvolvida por Luiz Edson
Fachin, sustenta que em uma expectativa ........./const., a luz do princ. da dignidade da
pessoa humana, as normas civis devem buscar resguardar cada pessoa o mínimo de
patrimônio a fim de que tenha uma vida digna. (a lei do bem de família é exemplo
disso).
Art 1º (impenhorabilidade é relativa)
O STJ tem admitido o desmembramento do Bem de Família.
O Inquilino é protegido na forma do § único do art 2º (a doutrina o que faz na
interpretação extensiva ao “prometente comprador” ao “usufrutuário”....
Obs.: Na forma da súmula 205 do STJ, a proteção da lei aplica-se inclusive a penhoras
realizadas antes da sua urgência.

Proteção dos Bens Móveis

Freezer, maquina de lavar, parabólica, Maquina de secar,Televisão, vídeo cassete, ar


condicionado.
Exceção a impenhorabilidade legal dos Bens de Família
Art 3 e incisos da lei 8009/90
Não devo confundir a hipótese do inciso II do art 3º com a súmula 308 STJ
Os tributos referidos do art IV da lei 8009/90 são apenas ligados aos imóvel, entende-
se também que a taxa condicional enquadra-se nessa exceção de impenhorabilidade.
O STF, no julgamento RE 352940-4 SP, reputou inconstitucional o inciso VII do art 3º
da lei 8.009/90, viola o direito de moradia.
Hoje prevalece o entendimento que o devedor solteiro também goza da
impenhorabilidade do bem de família. o devedor Tb goza da proteção legal resp.
450989/RJ

Fraude contra credores – prevista no ordenamento brasileiro para proteger o crédito,


traduz-se no ato negocial que diminui o patrimônio do devedor insolvente em prejuízo
do credor preexistente. Para doutrina clássica a fraude contra credores deve observar
2 requisitos: 1 – consilium fraudis – má fé dos credores ou presunção de má fé, 2 –
eventus damni – prejuízo do credor.
P.S. alguns ato fraudulento pro exemplo dos negócios de trasmissão gratuita de bens
são tão graves que a doutrina firma presunção de má fé (Marcus Bernardes de Mello).

Hipóteses legais de fraude contra credores (ver material de apoio)

P.S.: É mais difícil impugnar um contrato oneroso celebrado pelo devedor do que um
contrato gratuito, uma vez que o credor prejudicado precisará provar que a insolvência
era conhecida.
No caso de instituição fraudulenta de garantia, a exemplo da hipoteca instituída em
favor de um dos credores quirografários, ou outros prejudicados poderão impugnar o
ato. (aqui a má fé é presumida).

Ação Pauliana

Legitimidade ativa – credor preexistente sem garantia. Em geral a ação pauliana


deverá ser ajuizada pelo credor sem garantia, todavia tendo em seu favor garantia,
poderá também ter legitimidade, se a garantia se tornar insuficiente art 158, § 1º CC

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Legitimidade passiva: devedor insolvente pessoa que com ele contratou (devedor
litisconsorte). Ex.: devedor insolvente põe imóvel em nome do filho. O terceiro somente
integrará s demanda se estiver de má fé (art 161 CC). Estando o 3º de boa fé o bem
permanecerá com ele, devendo o credor buscar outras vias de ressarcimento. Qual é a
natureza jurídica da sentença na ação paulina? O direito brasileiro, desde o código
anterior trata a fraude como causa de anulação do negócio jurídico (ar 165CC), razão
porque a sentença seria desconstituída.
Ver sumula 195 STJ (tem que ser ação paulina)
Respeitável corrente, sustentada por Yussef Said Cahali é no sentido de que a
sentença na Pauliana não seria anulatória, mas apenas declaratória da ineficácia do
ato fraudulento, que seria em essência perfeitamente válido. A ineficácia seria dirigida
apenas ao credor prejudicado.

Simulação: Na simulação, celebra-se um negócio jurídico que tem aparência normal


mas que, na verdade, não pretende atingir o efeito que deveria produzir.
1- simulação absoluta
2- simulação relativa/dissimulação

Na simulação absoluta as partes celebram um negócio jurídico fantasioso, fictício


destinado a não gerar efeito algum.
Na simulação relativa ou dissimulação as partes criam um negócio, cujos efeitos a lei
proibe. Pode haver também simulação relativa por meio de interposta pessoa.
A simulação relativa pode ser aproveitada, se o que de dissimulou for considerado
válido.
Na simulação absoluta e na simulação relativa, quando não pode ser aproveitada será
nula, ou seja, gera nulidade absoluta do ato (art 167 CC).

P.S.: Vale a pena lembrar que até mesmo de ofício o Juíz poderá reconhecer o
contrato simulado.

O que é reserva mental? Reserva mental=reticência...


A reserva mental se configura quando o agente emite declaração de vontade
resguardando, no seu intímo, o propósito de não cumprir o ato. Se a outra parte toma
ciência da reserva pode anular o negócio por dolo, ou, caso se mancomune com o
agente, poderá surgir a simulação.
O Ministro Moreira Alves, autor do projeto da parte Geral do CC, entende que se a
outra parte aderir a reserva legal o negócio jurídico é considerado inexistente. (art 110
CC).

Teoria da Invalidade do Negócio Jurídico

Invalidade:

Nulidade absoluta – nulo (mais grave ataca interesse público):


As hipóteses de nulidade absoluta estão elencadas no art 166 CC e art 167, são
taxativos.
Obs.: O inciso II do art 166 CC, ao referir “motivo determinante comum a ambas as
partes” esta em verdade fazendo menção a causa do negócio jurídico. Assim sendo
lícita a causa, ou seja, a finalidade ou a razão típica do negócio, este será nulo.
A fraude a lei é também cauda da nulidade absoluta do negócio jurídico. A participação
do Ministério Público, especialmente nos âmbitos do direito tributário, ambiental e do
consumidor, ganha força com reconhecimento da fraude a lei com causa de nulidade
do negócio jurídico.

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Conseqüências da Nulidade Absoluta ou do Negócio Nulo:

1- A nulidade absoluta é tão grave que pode ser apontada por qualquer
pessoa, pelo MP ou até mesmo reconhecida de ofício pelo Juiz (art 168
CC).
2- O negócio nulo não admite confirmação, nem convalece pelo decurso
do tempo, ou seja, é imprescristível. Vale ressaltar, qua a
imprescritibilidade refere-se a declaração da nulidade, uma vez qua
eventuais efeitos patromoniais prescrevem no prazo máximo de 10
anos.
3- A sentença declaratória de nulidade ataca o negócio na origem.

Nulidade Relativa – anulável (menos grave ataca interesses entre as partes):


As hipóteses de nulidade relativa estão acertadas no art 171 CC.
Obs.: Existem hipóteses de anulidade não contempladas no art 171 CC,a exemplo da
venda de ascendente para descendente (art 496 CC).

Conseqüências do negócio anulável:

1- O negócio anulável semente poderá ser desconstituído mediante ação


anulatória proposta pelos legítimos interessados (art 177 CC).
2- Diferentemente do nulo, o anulável somente poderá ser atacado nos prazos
decadenciais dos artigos 178 e 179 CC. Prazo geral da anulatória é de 4 anos,
admitindo-se, na ausência de prazo legal, o prazo supra-ativo de 2 anos (art
179 CC).
3- O negócio anulável pode ser menos grave, admite confirmação (arts 172 a 174
CC).
4- A despeito da polêmica, é razoável no entendimento (Humberto Teodoro Jr.)
amparado pelo art 182 CC, no sentido de qeu a sentença anulatória, embora
desconstituída, tem efeitos. Ex func. (retroage).

Conversão substancial do Negócio Jurídico:

João Alberto Schutzer Del Nero, relata o assunto em sua tese de Doutorado.
Trata-se de uma medida sanatória de negócio inválido, por meio da qual aproveitam-
se os elementos materiais do negócio nulo ou anulável, convertendo-o em outro
negócio válido e de bens lícitos (art 170 CC).
Exemplo didático da conversão é aquele em que se converte um contrato de compra e
venda inválido por vício de forma em uma promessa de compra e venda. Vale dizer,
aproveitam-se os elementos da compra e venda em promessa de compra e venda.

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DIREITO CIVIL

PLANO DE EFICÁCIA E PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA

Plano de Eficácia:

1 – A concepção do Plano de Eficácia.

Neste plano, após analisarmos a existência e a validade, estudaremos os elementos


que interferem na eficácia do negócio jurídico.

2 – Elementos Acidentais Limitadores da Eficácia do Negócio Jurídico.

Nesse campo de estudo do negócio jurídico, são considerados acidentais


(modalidades):

b) o termo
c) a condição
d) o modo ou encargo

2.1 – Condição

Condição é o acontecimento futuro e incerto que subordina a eficácia jurídica de


determinado negócio.

Dois elementos são fundamentais para que se possa caracterizar a condição:

b) a incerteza
c) a futuridade

O Novo Código Civil dispõe que:

“ Art. 121 – Considera-se condição e clausula que, derivando exclusivamente da


vontade das partes subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto”.

Adotando o critério classificatório da condição mais difundido (quanto ao modo de


atuação), teríamos:

b) condições suspensivas
c) condições resolutivas

Fundindo os

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