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ELETROMAGNETISMO

CAPÍTULO 1

ANÁLISE VETORIAL

Este capítulo fornece uma introdução e uma recapitulação dos conhecimentos de álgebra vetorial. Não faz parte dos estudos de eletromagnetismo, mas sem ele o tratamento dos fenômenos de campos elétricos e magnéticos torna-se mais complicados, uma vez que estes são resultados matemáticos de operação vetorial. A análise vetorial é um assunto matemático que é muito melhor ensinado por matemáticos do que por engenheiros. O ponto de vista aqui é também o do engenheiro e não o do matemático, de maneira que as demonstrações são indicadas em vez de rigorosamente expostas e a interpretação física é enfatizada.

1.1 CONCEITOS GERAIS SOBRE GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS

Representada por um número real, positivo ou negativo. Ex.: Tensão, corrente, carga, tempo, massa, volume, temperatura, pressão, etc.

Grandezas Escalares:

Representada por uma magnitude, direção e sentido. Ex.: Densidade de corrente, velocidade, aceleração, força, torque, etc.

Grandezas Vetoriais:

ATENÇÃO: Em eletromagnetismo adota-se por convenção que não será feita distinção entre magnitude, módulo, intensidade e valor absoluto de um vetor (em nosso estudo magnitude indica valor absoluto ou módulo). A magnitude de um vetor é um valor sempre positivo. Aqui estamos interessados somente em espaços bi e tridimensionais, mas vetores podem ser definidos num espaço n-dimensional em aplicações mais avançadas. Neste estudo os interesses fundamentais são: campos escalares e vetoriais. O conceito de campo é básico para o estudo do eletromagnetismo. Praticamente todas as leis que regem os fenômenos eletromagnéticos são escritas utilizando o campo elétrico, o campo magnético ou o campo de potencias. Para definir campo, basta atribuir a cada

1

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

ponto do espaço um propriedade, seja física ou geométrica, de modo que esses pontos fiquem caracterizados por essa propriedade. Assim, quando dizemos que cada ponto de uma sala tem uma temperatura, estamos definindo um campo escalar. Quando observamos um escoamento de água e dizemos que cada partícula tem um vetor velocidade, estamos definindo um campo vetorial.

Em resumo:

Cada ponto da região é representado por um escalar. Ex.: Campo de potenciais, campo de temperaturas, campos de pressões, etc.

Campo Escalar:

Fornece uma função que especifica (magnitude, direção e sentido) uma grandeza particular em qualquer ponto de uma região. Ex.: Campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, etc.

Campo Vetorial:

Um campo escalar ou vetorial pode ser definido matematicamente como função de um vetor que liga uma origem arbitrária a um ponto genérico no espaço. Normalmente é possível se associar um fenômeno físico com um campo, como a força exercida em uma bússola pelo campo magnético terrestre.

OBS.: Geralmente em livros na notação vetorial, os vetores são indicados em negrito (p. ex. A). Os escalares são impressos em itálicos (p. ex. A). Quando escritos a mão, é costume desenhar uma linha ou seta sobre a grandeza vetorial para mostrar sua característica vetorial. CUIDADO: Notação descuidada, como a omissão da linha ou seta (símbolo de vetor), é a principal causa de erros em análise vetorial.

1.1.1. Componentes Vetoriais e Vetores Unitários

Um vetor pode ser descrito no sistema de coordenadas cartesianas (ou retangulares). A identificação deste vetor depende de 3 componentes vetoriais, tomadas ao longo dos 3 eixos coordenados (x, y e z), cuja soma vetorial deve ser o vetor dado (p. ex.

r

r

r

r

V

=

V

x

+

V

y

+

V

z

vetoriais.

). Em vez de 1 vetor, agora temos 3 vetores, que são as componentes

2

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

Z r V r V z r V Y x r V y X
Z
r
V
r
V
z
r
V
Y
x
r
V
y
X

As componentes vetoriais possuem módulos que dependem do vetor dado, mas cada um tem uma direção fixa e conhecida. Isto sugere o uso de

vetores unitários, que têm, por definição, módulo

unitário ao longo dos eixos coordenados no sentido

crescente dos mesmos, a representação será dada

por aˆ (também chamado de versor).

aˆ são vetores

Desta

forma,

aˆ

x

,

aˆ

y

e

z

unitários no sistema de coordenadas cartesianas.

Z âz ây Y âx
Z
âz
ây
Y
âx

X

r

V

Assim,

= V aˆ

x

x

+V aˆ

y

y

a

+V aˆ

z

representação

z

do

vetor

V r

será:

Vetor Unitário Associado Um vetor unitário é chamado de associado (ou dirigido) quando este tiver a mesma direção de um determinado vetor,

p. ex. um vetor associado ao vetor V r é representado por

aˆ

V e

é obtido dividindo o vetor V r por seu módulo:

r V ˆ V r = a V V V
r
V
ˆ V
r
=
a V
V
V

, onde

r V = V V .
r
V
=
V V
.

= V

, ou seja,

r 2 2 2 V = V + V + V x y z
r
2
2
2
V
=
V
+
V
+
V
x
y
z

Exemplo 1

Especifique o vetor unitário dirigido da origem ao ponto G (2, -2, -1). Resolvido em aula.

1.2 O PRODUTO ESCALAR

O produto escalar é o produto entre 2 vetores que resulta em um escalar a operação matemática que define seu valor, é dada abaixo:

r

r

r

r

A

B

=

A

B

cos

=

AB cos

Leia-se: A escalar B

r A
r
A

r

B

3

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

onde:

r

é o menor ângulo entre A

e B r .

O produto escalar resulta positivo quando o ângulo é agudo; nulo quando o ângulo

for reto e negativo quando o ângulo for obtuso.

r A r r A A
r
A
r
r
A
A

r

r

r

B

B

B

âng. Agudo

cos

positivo

âng. Reto

cos

= 0

Propriedades do produto escalar:

r r

a) propriedade comutativa: A B

=

B

r r

A

âng. Obtuso

cos

negativo

r r

r

r

b) o produto escalar entre 2 vetores perpendiculares é nulo: A B

= 0

A

B

c)

A

r r

A

=

r

A

2

= A

2

Aplicação do produto escalar: obtenção da componente ou projeção de um vetor (ex.

r A ) numa dada direção (ex. do vetor B r ou eixo x ).

r r

De acordo com a figura: A B

=

A proj B

.

A

=

B proj A

.

B

.

Sendo o resultado de um produto escalar um vetor algébrico, o que acaba comprovando a propriedade comutativa. Tomando como referência a figura acima, podemos

B cos r A r B
B cos
r
A
r
B

A cos

r

obter a componente (escalar) de A

r

na direção de B , ou seja,

na direção de

A

B

=

r

A

cos

AB

=

aˆ esta B , r A a ˆ cos B
esta
B ,
r
A
a
ˆ
cos
B

componente

podemos

chamá-la

de

AB

, resumidamente, pode-se dizer que:

A

B e

representá-la

A B

r

= Aaˆ

B

.

por:

r

Para obtermos a componente vetorial de A

na direção

r

A

B

aˆ

r = (A.aˆ )aˆ

B que podemos chamar de

B

B

. Assim, o problema

de se encontrar a componente de um vetor em qualquer direção desejada se torna o problema de encontrar o vetor unitário nesta direção.

r

A

B

multiplicamos a componente

A

B

por

aˆ

B

, ou seja,

4

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

1.2.1. Obtenção do Ângulo Entre Dois Vetores Através do Produto Escalar

cos

=

r r A ◊ B r r A . B
r r
A
◊ B
r
r
A
.
B

= cos 1

r r A ◊ B r r A . B
r r
A
◊ B
r
r
A
.
B

Exemplo 2

Encontre:

â

N

=

1

3

(

(

2 â

x

+

r

Considere o campo vetorial

r

a) G

G = y â

x

2,5x â

y

+ 3 â

r

e

o ponto Q (4,

5, 2).

z

no ponto Q;

b) a componente escalar de G

no ponto Q na direção de

â

y

2â

z

)

;

r

c) a componente vetorial de G

no ponto Q na direção de

â

N ;

d) o ângulo

Ga

entre

r

G

Q

e

â

N

Resolvido em aula (exemplo 2.1 – Hayt).

1.3

 

O PRODUTO VETORIAL

 
 

r

 

O

produto

 

vetorial

 

entre

2

vetores

A

e

r

A

r

B

=

r

A

r

B

sen

a

n

=

ABsen

a

n

Leia-se: A vetorial B

onde:

aˆ

n é o vetor unitário (versor) normal ao plano formado

e B r , cuja direção (e sentido) é obtido pela regra

pelos vetores A

da mão direita (regra do saca-rolha ou regra do parafuso

r

B r

é

definido

como:

r r A B r A aˆ n
r
r
A
B
r
A
n

r

universal) indo de A

para B r .

r

O produto vetorial entre 2 vetores A

r

B

e B r , onde suas direções formam um ângulo

r

entre eles, denotado por A abaixo:

r

B

fornece como resultado um outro vetor com as características

 

r

r

r

r

- Intensidade:

A

B

=

A

B

sen

=

ABsen

r

r

- Densidade: perpendicular aos dois vetores A

e B

5

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

- Sentido: o do avanço de um parafuso de rosca direita (parafuso universal), fornecido pela regra da mão-direita, na ordem em que se tornam os 2 vetores.

r

Em linhas gerais o produto vetorial de 2 vetores A

e B r pode ser expresso na direção e sentido de um versor

aˆ

r

n perpendicular a A

e B r , cujo sentido é dado pela regra

da mão direita e ilustrado na figura ao lado. Assim,

regra da mão direita e ilustrado na figura ao lado. Assim, r A r B =

r

A

r B = ABsen .aˆ

n

Propriedades do produto vetorial:

r

r

r

r

a) propriedade não-comutativa: A

B

=

B

A

r

r

r

r

b) o produto vetorial entre vetores paralelos é nulo: A

B

= 0

A

//

B

r

r

c) A

A = 0

Podemos também verificar sem nenhuma dificuldade que este produto não é

se

n estiver definido:

comutativo

e

podemos

escrever

que

o

versor

aˆ

r

A

r B = B

r

r A = ABsen .aˆ

n

Aplicações do Produto Vetorial

i) Obtenção do vetor ou versor normal a um

r

N

â n

=

=

r r

plano formado por 2 vetores A

e B :

r

A

r

N

r

B

r

A

r

B

r = r r N A B
r
=
r
r
N
A
B

(vetor normal)

(versor normal)

B r A r B r = r r N A B (vetor normal) (versor normal)

ii) Obtenção da área de um paralelogramo (ou triângulo) cujos lados são as

S

S

parale

r

magnitudes dos vetores A

r

e B :

log

=

ramo

Base

Altura

=

v

r

B A sen

=

triângulo

=

r

1 A

1
1

= 2

S

2 parale

log

ramo

r

B

r

A

r

B

: log = ramo Base Altura = v r B A sen = triângulo = r

6

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

1.3.1. Obtenção do Ângulo Entre Dois Vetores Através do Produto Vetorial

Exemplo 3

r

 

=

r r A B r r A . B
r
r
A
B
r
r
A
.
B
 

sen

 

= sen

 

r

r

Dado os vetores

A = â

x

+ 2 â

y

+ 3 â

z

e

B = 4 â

x

r r A B 1 r r A . B + 5 â + 6
r
r
A
B
1
r
r
A
.
B
+ 5 â
+ 6 â
y
z
r
r

vetor

C = 3 â

x

+ 6 â

y

3 â

z

é resultado do produto vetorial entre A

e B

.

Resolvido em aula.

. Mostre que o

1.4

SISTEMAS

DE

COORDENADAS

CARTESIANAS,

CILÍNDRICAS

E

ESFÉRICAS

1.4.1

Representação de um ponto nos 3 sistemas de coordenadas

 

a) Coordenadas Cartesianas (x, y, z):

coordenadas   a) Coordenadas Cartesianas (x, y, z): O sistema de coordenadas cartesianas é, em geral,
coordenadas   a) Coordenadas Cartesianas (x, y, z): O sistema de coordenadas cartesianas é, em geral,
coordenadas   a) Coordenadas Cartesianas (x, y, z): O sistema de coordenadas cartesianas é, em geral,

O sistema de coordenadas cartesianas é, em geral, aquele em que os estudantes preferem trabalhar em cada problema. Isto, muitas vezes significa mais trabalho, já que muito problemas possuem simetria que pede um tratamento mais adequado.

7

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

b) Coordenadas Cilíndricas ( , , z):

As coordenadas cilíndricas são muito utilizadas no estudo do eletromagnetismo, principalmente no cálculo do campo gerado pelos fios carregados ou percorridos por corrente elétrica, pois aí haverá simetria cilíndrica.

corrente elétrica, pois aí haverá simetria cilíndrica. Os 3 vetores unitários devem ser definidos, mas não
corrente elétrica, pois aí haverá simetria cilíndrica. Os 3 vetores unitários devem ser definidos, mas não
corrente elétrica, pois aí haverá simetria cilíndrica. Os 3 vetores unitários devem ser definidos, mas não

Os 3 vetores unitários devem ser definidos, mas não podemos mais direcioná-los ao longo dos eixos coordenados, pois tais eixos existem somente no sistema de coordenadas cartesianas. Em vez disso, visualizamos de maneira mais ampla os vetores unitários e percebemos que eles apontam na direção crescente dos valores das coordenadas e são

perpendiculares à superfície na qual esta coordenada é constante (se o vetor unitário

n é

perpendicular (normal) ao plano x = cte e aponta no sentido crescente de x). De modo

equivalente, podemos definir os 3 vetores unitários em coordenadas cilíndricas ( ) .

aˆ

aˆ

,aˆ ,aˆ

z

(

aˆ

)

está radialmente apontando para fora, perpendicular à superfície ;

(

a

 

)

 

perpendicular ao plano , aponta na direção crescente de , é tangente a superfície

cilíndrica ;

 

( aˆ

z )

 

é o mesmo vetor

aˆ

z do sistema de coordenadas cartesianas.

8

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

c) Coordenadas Esféricas (r, , ):

ELETROMAGNETISMO c) Coordenadas Esféricas (r, , ): Os 3 vetores unitários podem novamente ser definidos em
ELETROMAGNETISMO c) Coordenadas Esféricas (r, , ): Os 3 vetores unitários podem novamente ser definidos em
ELETROMAGNETISMO c) Coordenadas Esféricas (r, , ): Os 3 vetores unitários podem novamente ser definidos em

Os 3 vetores unitários podem novamente ser definidos em qualquer ponto.

é direcionado radialmente para fora, perpendicular a esfera;

é perpendicular a superfície cônica e tangente a esfera;

é o mesmo das coordenadas cilíndricas (é tangente a superfície).

1.4.2 Transformações entre os 3 Sistemas de Coordenadas

a) Transformações entre coordenadas cartesianas e cilíndricas (e vice-versa)

As variáveis dos sistemas de coordenadas cartesianas e cilíndricas são facilmente relacionadas um com as outras.

- Cilíndricas para cartesianas:

x =

cos ;

- Cartesianas para cilíndricas:

y =

sen ;

z = z

9

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

=

2 2
2
2

x + y sendo ( 0);

=

tg

1 y

x

;

z = z

b) Transformações entre coordenada cartesianas e esféricas (e vice-versa)

- Esféricas para cartesianas:

x = r sen

cos ;

- Cartesianas para esféricas:

y = r sen

sen ;

2 2 2 r = x + y +z sendo (r ≥ 0); 1 z
2
2
2
r =
x
+ y
+z
sendo (r ≥ 0);
1 z
= cos
sendo
(0
2
2
2
x
+
y
+
z
y
=
tg 1

180)

z = r cos

 

x

1.4.3

Produtos

Escalares

entre

os

Vetores

 

Unitários

dos

3

Sistemas

de

Coordenadas

 

- Cartesiano e Cilíndrico:

   

aˆ

 

aˆ

   

aˆ

z

 
 

aˆ

x

cos

   

sen

 

0

aˆ

y

 

sen

   

cos

 

0

aˆ

z

 

0

 

0

   

1

- Cartesiano e Esféricos:

 
   

aˆ

r

 

aˆ

   

aˆ

 
 

aˆ

x

sen

cos

cos

 

cos

 

sen

aˆ

y

sen sen

 

cos

 

sen

cos

aˆ

z

cos

   

sen

 

0

 

10

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

- Cilíndricos e Esféricos:

 

aˆ

r

aˆ

aˆ

aˆ

sen

cos

0

aˆ

0

0

1

aˆ

z

cos

sen

0

Uma função vetorial expressa em um sistema de coordenadas requer duas etapas para ser convertida para outro sistema, pois geralmente é necessário um conjunto diferente de componentes vetoriais. Isto é, dado o vetor cartesiano

r

A = A

aˆ

+

A

aˆ

+ A aˆ

x

x

y

y

z

z

onde cada componente é dada em função de x, y e z, desejamos encontrar um vetor em coordenadas cilíndricas, do tipo

r

A = A

aˆ

+ A

aˆ

+ A aˆ

z

z

 

onde cada componente é dada em função de , , z. Para determinar qualquer componente desejada de um vetor, recordemos a discussão sobre produto escalar, que estabelece que a componente em uma direção desejada pode ser obtida fazendo-se o produto escalar entre o vetor dado e o vetor unitário na direção desejada. Assim,

A =

=

=

r

A = Aaˆ

r

e A = Aaˆ

Expandido estes produtos escalares, temos

(

A

x

a ˆ

x

A

x

A

x

ˆ

a

ˆ

a

x

x

+

a ˆ

a ˆ

A

y

+

+

a ˆ

y

A

A

y

y

+

a ˆ

a ˆ

A a ˆ

z

y

y

a ˆ

a ˆ

z

)

+

A

z

a ˆ

A a ˆ

z

z

a ˆ

=

(

A

x

a ˆ

x

=

= A

A

x

z

a ˆ

x

+

a ˆ

A

y

z

+

a ˆ

y

A

y

+

a ˆ

A a ˆ

z

z

y

a ˆ

z

(

A

a ˆ

A =

)

+

x

= A

x

= A

x

ˆ

a

ˆ

a

a ˆ

A a ˆ

z

z

z

a ˆ

x

x

x

z

+

A

y

a ˆ

y

+

A a ˆ

z

z

)

a ˆ

a ˆ

+

A

y

a ˆ

y

a ˆ

+

A a ˆ

z

z

a ˆ

a ˆ

+

A

y

a ˆ

y

a ˆ

Agora, aplicando o produto escalar nos vetores unitários, conforme as tabelas anteriores, temos:

A

=

A

x

cos

+

A sen

y

A

= A

x

(

sen

)

+ A

y

cos

11

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

Portanto,

temos

o

vetor

coordenadas cilíndricas)

r

A =

(

A cos

x

+ A sen

y

Exemplo 4

Transforme o vetor

Resolvido em aula.

r

B

= y â

x

x â

y

)

aˆ

+ z â

+

z

(

A sen

x

+ A cos

y

)

aˆ

+ A aˆ

z

para coordenadas cilíndricas.

Exemplo 5

Transforme o vetor

Resolvido em aula.

r

G

=   x z   â

y

x

em variáveis e componentes esféricas.

z

(em

1.4.4 Representação de Elementos Diferenciais Relativos a Volumes, Superfícies

e Linhas

Os elementos diferenciais de linha (comprimento), superfície (área) e volume são frequentes no cálculo vetorial, principalmente quando se deseja determinar integrais de linha, área ou volume, como são os casos das equações de Maxwell sob a forma integral. Estes elementos de cálculo podem ser expressos nos três sistemas de coordenadas.

a) Coordenadas Cartesianas

Na figura ao lado, temos 3 planos suja interseção é um ponto genérico P, cujas coordenadas são x, y e z. É possível incrementar cada valor das coordenadas de uma quantidade de diferencial, obtendo 3 planos levemente deslocados, conforme mostra a figura abaixo. Um comprimento (vetorial) ou deslocamento (vetorial) diferencial pode ser expresso pela relação:

r

dL = dx aˆ

x

+ dy aˆ

y

+ dz aˆ

z

(vetorial) diferencial pode ser expresso pela relação: r dL = dx a ˆ x + dy

12

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

ELETROMAGNETISMO ou seja é a soma vetorial dos deslocamentos diferenciais em cada direção possível. O módulo

ou seja é a soma vetorial dos deslocamentos diferenciais em cada direção possível. O módulo deste comprimento vetorial ou deslocamento vetorial é a diagonal do paralelepípedo e é igual a

r dL =
r
dL
=

(dx)

2

+

(dy)

2

+

(dz)

2

.

Em

relação

a

um

elemento

diferencial

de

superfície (área), a figura acima (esquerda) mostra que há 3 possibilidades:

r

dS =

dy dz â

dx dz â

dx dy â

x

y

z

Cada um deles é resultado da multiplicação entre 2 elementos de comprimento, dS r é por definição um vetor o que indica que há uma orientação (direção) específica para ele:

normal (perpendicular) ao elemento de área considerado. A figura ao lado ilustra esta definição. O volume diferencial é obtido através de:

dv = dx dy dz

O volume diferencial é obtido através de: dv = dx dy dz   r sendo esta,
 

r

sendo

esta,

ao

contrário

de

dL

e

dS r , uma

grandeza escalar.

r

O que é importante lembrar a respeito de elementos diferenciais é como expressar dL

e, a partir dele, como obter dS r e dv . Tendo dL , dS r e dv podem ser facilmente encontrados

r

a partir dele. Por exemplo, dS r ao logo de â pode ser obtido a partir de dL multiplicando

x

r

r

as componentes de dL

r

ao longo de

â

y

e de

â . Da mesma forma, dv pode ser obtido a

z

r

como o produto das 3 componentes de dL , isto é, dx dy dz . O procedimento

desenvolvido para as coordenadas cartesianas será, estendido para os outros sistemas de coordenadas.

partir de dL

b) Coordenadas Cilíndricas

A figura ao lado mostra que um elemento diferencial de

volume em coordenadas cilíndricas pode ser obtido

ao lado mostra que um elemento diferencial de volume em coordenadas cilíndricas pode ser obtido 13

13

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

aumentando-se , e z de incrementos diferenciais d , d e dz .

A medida que o elemento de volume se torna muito pequeno, sua forma se aproxima à de

um paralelepípedo retângulo que possui lados de comprimento d , d e dz . Note que

d e dz têm dimensões de comprimento, nas d não tem; d é o comprimento.

Os elementos diferenciais para o sistema de coordenadas cilíndricas seguem os mesmos desenvolvimentos realizados para o sistema de coordenadas cartesianas, e são expressos sob a forma:

r dL = d â + d â + dz â z  d dz
r
dL = d
â
+
d
â
+ dz â
z
d
dz â
r
dS =
d
dz â
d
d
â
z
dv =
d
d
dz
=  d dz â  d d â  z dv = d d dz

A figura ao lado ilustra os planos formados pelos elementos diferencias para as coordenadas cilíndricas.

c) Coordenadas Esféricas

A figura ao lado mostra que um elemento diferencial de

volume pode ser construído em coordenadas esféricas

aumentando-se r, e por dr , d

e d

.

As grandezas diferencias dL , dS r e dv são descritas da seguinte maneira:

r

dL , dS r e dv são descritas da seguinte maneira: r r dL = r

r

dL

=

r

dS

dr â

r

+

=

r

r

r

r d

â

2

sen

sen

dr d

+

r sen

d

d

dr d

â

d

â

â

â

r

= r dS dr â r + =  r r   r  

14

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

dv

=

r

2

sen

dr d

d

A figura ao lado ilustra os planos formados pelos elementos diferencias para as coordenadas esféricas.

15

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. A superfície que delimitam um volume são definidas por:

e

= 7

que delimitam um volume são definidas por: e = 7 9 , z = 2 e

9 ,

z = 2 e z = 20 .

Determinar:

= 5 e

= 10 ,

= 2

, z = 2 e z = 20 . Determinar: = 5 e = 10 ,

9

a) O volume determinado pelas superfícies em questão, utilizando integração;

b) O comprimento de um segmento linear que une dois vértices opostos do volume.

Resp. (a)

375 ;

r

(b) 21,59;

2. Um vetor A , com módulo igual a 10, está orientado do ponto

vetor A , com módulo igual a 10, está orientado do ponto P( r = 5;
vetor A , com módulo igual a 10, está orientado do ponto P( r = 5;

P( r = 5; = 4; = 4 ) à origem de um sistema de coordenadas esféricas.

Expressar este vetor em:

a) Coordenadas esféricas no ponto P;

b) Coordenadas cartesianas no ponto P;

Resp. (a)

10

â

r

;

(b)

5

â

x

5

â

y

 

r

3. Dado

o

vetor

A = â

x

+ â

y

+ â

z

determinar:

aplicado

a) As coordenadas esféricas r, ,

do ponto P;

5 2 â ; z ao ponto
5
2
â
;
z
ao
ponto

P( x =

3,
3,

y = 1,

z = 2 ),

 

r

b) O ângulo P;

que A

faz com a superfície esférica, centrada na origem, que passa por

r

c) que A

O ângulo

faz com a superfície cônica, coaxial com o eixo z, que passa por P;

 

r

d) que A

O ângulo

faz com o semi-plano radial, partindo do eixo z, que passa por P;

Resp. (a)

P(r = 2

partindo do eixo z, que passa por P; Resp. (a) P ( r = 2 2,

2,

(d) 142,06º;

= 45º ,

= 150º );

(b) 75º;

(c)

123º;

4. Um vetor

r

A , de módulo igual a 8, está situado sobre alinha reta que passa pelos

pontos P( r = 10, = 30º , = ) e Q( r = 20, = 60º , = 90º ), e orientado no

sentido de P a Q. Determinar:

16

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

r

a) O vetor A

expresso em coordenadas cartesianas;

r

b) O ângulo que o vetor A

c) O módulo da projeção do vetor sobre a superfície plana z = 0;

faz com a normal à superfície plana z = 0;

Resp. (a)

2,21

â

x

+

7,67

â

y

+

0,59

â

z

;

(b) 85,75º;

(c) 7,98;

 

r

5. Transformar o vetor

E = 5

x para coordenadas esféricas nos seguintes pontos:

a) A( r

= 4,

= 30º ,

= 120º );

b) B( x =

2,
2,

y =

2,
2,

z = 2 )

Resp. (a)

5

4

â

r +

5 3
5
3

4

â

+

â2, z = 2 ) Resp. (a) 5 4 â r + 5 3 4 â

4

; (b)

5 2
5
2

2

â

r +

5 2 â 2
5
2
â
2

+

5

â

;

3 4 â + â 4 ; (b) 5 2 2 â r + 5 2
3 4 â + â 4 ; (b) 5 2 2 â r + 5 2
3 4 â + â 4 ; (b) 5 2 2 â r + 5 2
3 4 â + â 4 ; (b) 5 2 2 â r + 5 2

6. Sejam dados os pontos A( r = 1, = 3, = 6 ) e B( r = 3, = 3, = 4 ), os

quais representam 2 vértices extremos da porção de um volume esférico formado com estes pontos. Determinar, usando integração quando possível, o seguinte:

a) O volume total da porção de volume esférico formado;

b) Os vetores normais de área,

r

S

r

,

r

S

,

r

S

, que saem da superfície da porção de volume

esférico nas direções dos vetores unitários

â

r ,

â

,

â

, respectivamente;

c) O comprimento do segmento AB (diagonal principal da porção de volume esférico);

r

d) O vetor AB

(dirigido de A para B), expresso em coordenadas esféricas;

13

Resp. (a)

36

â

r +

;

(d) 1,51

1,45

â

+

(b)

0,78

7. Sejam os dois pontos

3

â

8

;

â

r

;

3

â

A( r = 10,

determinar a distância entre eles;

Resp.

11,37;

 

2

;

3

â

;

(c) 2, 23;

 

= 45º ,

= )

e

B( r = 10,

= 60º ,

= 90º ),

 

17

Análise Vetorial

ELETROMAGNETISMO

8.

Sejam

2

pontos

em

coordenadas

esféricas

A( r = 5,

= 60º ,

= 30º )

e

B( r = 5,

= 30º , = 120º ). Determinar:

 

a)

A distância entre os 2 pontos;

 

b)

O ângulo entre as 2 linhas que se estendem da origem até os 2 pontos;

 

Resp. (a) 5,32;

 

(b) 64,34º;

 

18

Análise Vetorial