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2007

2007

Comércio e Serviços — C u l t u r a e E n t r e t e n i m e n t o
Histórias de Sucesso
Comércio e Serviços
Cultura e Entretenimento

Histórias de Sucesso
www.sebrae.com.br

ISBN 978-85-7333-460-9

9 788573 334609
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Tutoria Nacional: Sandra Regina H. Mariano – D.Sc., Verônica Feder Mayer – D.Sc.
Diagramação: Adesign
Produção Editorial: Buscato Informação Corporativa

D812sc Duarte, Renata Barbosa de Araújo.


Histórias de sucesso : comércio e serviços : cultura e entretenimento /
coordenadora nacional do projeto Casos de Sucesso, Renata Barbosa de
Araújo Duarte. – Brasília: Sebrae, 2007.

80 p. : il.

ISBN 978-85-7333-460-9
1. Empreendedorismo. 2. Cooperativismo e Assossiativismo. 3. Cultura,
entretenimento e lazer. I. Título.

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BRASÍLIA
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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA

RIO DE JANEIRO
MUNICÍPIO: RIO DE JANEIRO

N a região metropolitana do Rio de Janeiro viviam em 2000


cerca de 11 milhões de pessoas, das quais 2 milhões eram
jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos. Esses jovens têm sido
historicamente as maiores vítimas das desigualdades sociais,
enfrentando especialmente dificuldades de obter trabalho
e emprego.
Além das preocupações sociais, abrir oportunidades de tra-
balho para jovens de baixa renda era a principal motivação de
Junior Perim, quando fundou o Programa Social Crescer e
Viver, no Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Por-
to da Pedra, no Município de São Gonçalo. Por influência de
Junior, a escola apresentou na avenida o enredo “Um Sonho
Possível... Crescer e Viver Agora é Lei”, que homenageou os
dez anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adoles-
cente. Este enredo vencedor permitiu que ela subisse do Grupo
de Acesso para o Grupo Especial no Carnaval do Rio de Janei-
ro e trouxe visibilidade para o programa.
Em 2003, o Crescer e Viver desvinculou-se da Porto da Pe-
dra e tornou-se uma organização não governamental com per-
sonalidade jurídica própria. Seu objetivo era promover a
inclusão social dos jovens e a sua inserção no sistema produ-
tivo por meio das artes cênicas e circenses.
O Crescer e Viver integrou-se à rede Circo do Mundo Bra-
sil em 2003. Com os demais 21 líderes das organizações par-
ceiras, entre as quais Arricirco (PE) e Sua Majestade, o Circo

Heliana Marinho e Mário Sérgio Natal Ferreira, gerente e analista do Sebrae/RJ, ela-
boraram o estudo de caso sob a orientação da professora Sandra Regina Holanda
Mariano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integrando as atividades do
Projeto Casos de Sucesso 2007, do Sebrae.

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Ierê Ferreira

ACROBACIAS COM PANOS


Ierê Ferreira

JUNIOR PERIM, CRIADOR DO


PROGRAMA SOCIAL CRESCER E VIVER
DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

(AL), Junior compartilhava a missão institucional de investir na


arte-educação como processo de desenvolvimento integral de
jovens do meio popular. Entretanto, ficava cada vez mais evi-
dente para ele que a ação da rede precisaria ser expandida de
forma a contemplar uma verdadeira inclusão do jovem no sis-
tema produtivo. Enfrentar este debate dentro da Rede Circo
para que os jovens, além de incorporarem novos aprendizados
na arte do circo, pudessem também construir empreendimen-
tos culturais, tornou-se o seu principal desafio em 2004.

DO SAMBA A AÇÃO SOCIAL

J unior, morador do município de São Gonçalo, foi e conti-


nuava sendo, em 2007, um dos sócios beneméritos do Grê-
mio Recreativo Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra,
tendo ocupado o cargo de diretor de Projetos Sociais até 2006.
Entre as suas funções, destacavam-se a representação institu-
cional, a elaboração e execução de projetos e a gerência de to-
das as atividades sociais.
Com o objetivo de ocupar o tempo ocioso de jovens da re-
gião, a escola de samba oferecia cursos de garçom, oficinas de
capoeira, dança e artesanato. Ao analisar a variedade de cursos
profissionalizantes, ele percebeu que faltava um eixo que inte-
grasse as atividades. Atentou para o fato de que os
participantes estavam atuando sem foco explícito na cultura,
embora estivessem inseridos em uma escola de samba.
Buscando a reestruturação do programa social e preocupa-
do com a sustentabilidade futura desta iniciativa, ele partiu
para a criação de uma organização não governamental em
2003. A ONG foi a solução encontrada para a integração das
atividades e a ampliação de projetos através da captação de re-
cursos de forma independente da Porto da Pedra. Com este
propósito a ONG intensificou seus contatos com outras organi-

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COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

zações não governamentais pertencentes ao chamado Terceiro


Setor e investiu na ampliação da visibilidade institucional e no
reconhecimento do trabalho do Crescer e Viver.
Ainda no ano de 2003, o Crescer e Viver recebeu a chancela
da Organização das Nações Unidades para Educação, Ciência e
Cultura (Unesco), que reconhecia a relevância das iniciativas so-
ciais implantadas no município de São Gonçalo e a metodologia
de Circo Social criada e desenvolvida pela organização.
Em 2004, a ONG iniciou um processo de expansão para a ci-
dade do Rio de Janeiro na região da Praça Onze. No passado, essa
região foi um ícone da cidade pela sua contribuição para a cultu-
ra popular e, com sucessivas intervenções urbanas, passou a atrair
como habitantes uma população de baixa renda. A implantação
da estação do metrô facilitou o acesso ao local. Porém, em 2004
a Praça Onze era conhecida como a “África esquecida”. Um local
com altos índices de violência, presença do tráfico de drogas e
poucos e inexpressivos estabelecimentos comerciais.
O espaço ocupado pelo Crescer e Viver na Praça Onze, cha-
mado Centro de Atividades Socioculturais Rio de Janeiro, foi
contemplado com uma lona de circo de 768 m2 instalada em um
terreno de propriedade do governo estadual, que localizava-se
nas proximidades do Juizado da Infância e da Adolescência. O
espaço privilegiou o vínculo entre arte e cultura popular como
ferramentas de inclusão produtiva, que se firmavam como a
marca da instituição. Para Junior, era estratégico implementar as
suas idéias em um espaço com visibilidade.
A lona foi instalada por iniciativa de Júnior com a ajuda de
gestores de instituições públicas, privadas e sem fins lucrati-
vos, sensíveis aos problemas de crianças e adolescentes. Entre
os parceiros estava o doutor Siro Darlan, então juiz da 1ª Vara
da Infância e da Adolescência, que já conhecia a militância de
Junior no atendimento e formação de jovens de comunidades
carentes. Para viabilizar o projeto, Junior estabeleceu articula-
ções com organizações como Capemi, Correios, Dreams Can

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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

Be, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio


de Janeiro (Sebrae/RJ) e outras, que financiaram a infra-estru-
tura para a realização das atividades circenses e trouxeram
conteúdos de empreendedorismo.
Junior se dividia entre as atividades em São Gonçalo e a
direção da lona, que se tornou o campo de experimentação
de trabalhos relacionados com a produção de espetáculos. A
fonte de inspiração para estas inovações era a experiência de
sucesso do Cirque du Soleil, a maior indústria criativa circen-
se do mundo.

A REDE CIRCO DO MUNDO BRASIL

G uy Laliberté, o engolidor de fogo canadense que fundou


em 1984 o Cirque du Soleil, manteve uma longa relação
com o Brasil. Além de ter sido casado com uma brasileira, se-
gundo relatos, também conhecia a diversidade cultural do País.
Ao assistir aos desfiles das escolas de samba, observou a varie-
dade da linha de produtos criativos desenvolvidos para o Car-
naval. Dessa vivência colheu elementos que contribuíram para
modificar o esquema de produção do Cirque du Soleil, incor-
porando alegorias e componente de festividade aos espetácu-
los circenses de sua companhia.
Como uma empresa global, privada e com fins lucrativos,
o Cirque du Soleil tornou-se também um agente fomentador
de ações de responsabilidade social. As iniciativas sociais fo-
ram consolidadas no programa Cirque du Monde, objetivando
a integração, expressão, promoção de cidadania e transforma-
ção social, que passou a definir o conceito de circo social.
No Brasil, o Cirque du Monde tomou a forma da Rede Cir-
co do Mundo Brasil que reuniu organizações que utilizavam
linguagens artísticas e culturais, especialmente artes circenses,
com o objetivo de formar artistas entre jovens das classes po-

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COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

pulares e promover a sua integração social.


Essa rede começou a operar em 1998 e passou a integrar di-
ferentes fóruns nacionais e internacionais, entre os quais, a Câ-
mara Setorial de Circo do Ministério da Cultura, o Encontro
Internacional de Formação de Formadores em Circo Social
coordenado pelo Cirque du Soleil, além da Associação Latino-
Americana de Escolas de Circo.
Junior tornou-se em pouco tempo articulador internacional da
Rede Circo do Mundo Brasil, respondendo pelo diálogo com ins-
tituições de diferentes partes do mundo que trabalhavam com
circo social e representando o Brasil na Rede Internacional de
Formação em Circo Social, coordenada pelo Cirque du Soleil. Em
função da postura empreendedora, a lona da Praça Onze serviu
de centro de audição do próprio Soleil, quando pesquisou e re-
crutou novos talentos para os seus espetáculos no ano de 2004.
Em 2005, a rede era composta por 22 entidades de circo so-
cial no Brasil, localizadas em 19 grandes cidades brasileiras, dis-
tribuídas em nove estados, nas cinco regiões do País. As
organizações beneficiaram, no período de 1998 a 2006, aproxi-
madamente 10 mil crianças e jovens de classes populares e ge-
raram quase 900 empregos diretos, além dos indiretos, nas
comunidades onde desenvolveram seus projetos e atividades.
Só no Rio de Janeiro participavam da rede em 2006 as orga-
nizações Grupo Cultural Jongo da Serrinha, Se Essa Rua Fosse
Minha, Associação Cultural Final Feliz, AfroReggae, Programa de
Formação e Educação Comunitária, Circo Baixada, Programa
Educação pelo Movimento e Crescer e Viver. Essas instituições
atuavam em diversos bairros, ampliando a capacidade de aten-
dimento e atuação do programa. O Mapa 1 mostra a distribuição
da rede na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

MAPA 1: REDE CIRCO DO MUNDO BRASIL


NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO

Guapimirim
Duque
Paracambi de Caxias Magé
Nova
Iguaçu
Japeri
Belford Roxo Itaburaí
Queimados São João Tanguá
Seropédica de Meriti São
Nilópolis Gonçalo
Itaguaí
Niterói Maricá
Mangaratiba Rio de Janeiro

Fonte: Sebrae/RJ

AS DIFERENTES VISÕES SOBRE


A AÇÃO SOCIAL DA REDE

N o 4º Encontro Nacional da Rede Circo do Mundo, realiza-


do em novembro de 2004, no Rio de Janeiro, o objetivo
central era promover o intercâmbio de experiências. Durante o
evento, as organizações participaram de seminários, câmaras
temáticas, oficinas pedagógicas e práticas inerentes ao circo.
Em um dos seminários, Junior demonstrou sua preocupa-
ção em inserir os jovens que se profissionalizavam no merca-
do de trabalho. Essa preocupação sinalizava para as
limitações na atuação da rede. Entretanto, esta posição não
era compartilhada por todos. Pelo contrário, muitos coorde-
nadores das entidades vinculadas ao circo social tinham uma
visão consolidada sobre a ação da rede e, portanto, estavam
pouco permeáveis a mudanças nas práticas até então vigen-
tes, especialmente porque resultados relevantes haviam sido
alcançados no campo social.

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Junior, entretanto, vislumbrava que a contribuição da Rede


poderia ser ainda mais transformadora se incluísse outras di-
mensões. Para ele, o conceito de circo social deveria ser alar-
gado pela valorização da competência em utilizar o circo para
moldar produtos culturais que o mundo consome em larga es-
cala, atendendo a um mercado em franca expansão. O desafio
de Junior era demonstrar aos seus pares que produtos sociais
poderiam ser desenvolvidos como negócios sustentáveis, inclu-
sive lucrativos.

OS PRIMEIROS EMBATES

O Crescer e Viver havia ingressado em uma rede na qual


os pactos sociais, políticos e conceituais já haviam sido
firmados e seus atores já se relacionavam há mais de seis
anos, ou seja, era como ser o “filho caçula” da Rede Circo
do Mundo Brasil.
A forma de atuação de circo social estava lastreada no de-
senvolvimento de ações complementares e coletivas que con-
tribuíam para a consolidação de práticas educativas de
valorização da auto-estima e fortalecimento da autonomia de
jovens de comunidades de baixa renda. Com uma visão mais
abrangente, vinculando arte-educação à inclusão produtiva, Ju-
nior acreditava que seus sonhos e utopias poderiam contribuir
para a transformação da rede.
O Sebrae/RJ, em sua missão institucional de fomentar o em-
preendedorismo, convidou os parceiros da rede para uma ofi-
cina com o objetivo de elaborar um projeto de incentivo ao
empreendedorismo cultural, de realização de espetáculos, em
que cada elo da rede teria um papel específico.
Estiveram presentes à reunião dez representantes. O me-
diador do Sebrae/RJ propôs uma linha de atuação com foco
na geração de negócios em cultura. Um dos participantes in-

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terveio, argumentando que os projetos da rede tinham como


foco a questão social e não o mercado de trabalho. Junior
contra-argumentava mostrando que sem inserir o jovem no
mercado, a situação de desigualdade e pobreza permanecia,
pois a demanda por renda era contínua. O debate ficou
aquecido e se encerrou sem que os presentes chegassem a
um acordo. Pelo contrário, os ânimos se acirraram e alguns
pensaram até que o calor dos debates afetaria a própria
existência da rede.

EM BUSCA DO CONSENSO

D ias depois da realização da oficina promovida pelo Se-


brae/RJ, Junior contatou cada uma das lideranças, argu-
mentando sobre a importância e a força do trabalho em
rede. Manifestava o respeito pelas opiniões opostas e procu-
rava resgatar os elos de confiança então abalados.
Aos poucos os membros da rede refletiram e passaram a
trocar informações por e-mail, defendendo seus pontos de
vista, porém abrindo espaço para a aceitação do pensamen-
to divergente.
Junior adotou um comportamento pró-ativo, procurando es-
timular os debates e desenvolvendo algumas tarefas operacio-
nais da rede, tais como: elaboração de projetos, captação de
recursos, produção de textos e animação dos debates. O fato
de ter assumido a articulação internacional da Rede Circo do
Mundo Brasil junto ao Cirque du Soleil, ampliou a confiança
das demais organizações não governamentais que passaram a
reconhecer o compromisso do Crescer e Viver com a constru-
ção, o desenvolvimento e a visibilidade da própria rede. Des-
taca-se que a rede era constituída apenas por entidades da
sociedade civil, o que impediu a participação da Escola Nacio-
nal de Circo, do Ministério da Cultura.

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A inovação das propostas de Junior na lona da Praça


Onze se materializou na construção do projeto Vida de Ar-
tista. Tratava-se de um espetáculo criado na lógica da eco-
nomia criativa, que utilizava o conhecimento e a criatividade
para a concepção, produção e distribuição de produtos cul-
turais. A economia criativa transforma idéias em soluções
concretas com visão de negócio, agregando os valores de
sutentabilidade financeira, consumo e mercado aos projetos
sócio-educativos. O enfoque serviu de exemplo positivo
para todos os parceiros, pois os resultados apareciam de
maneira evidente.

UM DIA TÍPICO NA LONA DA PRAÇA ONZE

E m maio de 2006, a lona atendia a 220 jovens no Progra-


ma Circo Social e Cultura. As turmas eram formadas em
média por 25 alunos. A proposta da lona até o final do ano
era que as turmas produzissem um espetáculo desenhado
coletivamente desde o início das atividades. Esse método de
trabalho estava baseado na crença de que a educação não
formal admitia que todos os componentes envolvidos em um
processo coletivo pudessem trocar saberes e fazeres, permi-
tindo a distribuição de responsabilidades e papéis. Para a or-
ganização do trabalho, diariamente eram realizadas duas
rodadas de discussão. Na primeira eram decididas coletiva-
mente as oficinas do dia e na seguinte era realizada uma ava-
liação coletiva sobre o processo de ensino e aprendizagem.
A linha pedagógica era baseada nos fundamentos educacio-
nais da Unesco, ou seja, aprender a ser, conhecer, fazer e vi-
ver em grupo.
A metodologia de circo social, desenvolvida na lona, foi
estruturada em várias oficinas, sendo ministradas quatro por
dia. Os conteúdos das oficinas eram: acrobacia de solo (sal-

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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

tos e contorção); acrobacia aérea (tecido, lira, trapézio, cor-


da); trampolim acrobático (cama-elástica, minitrampolim);
manipulação de objetos (malabares com claves, bolas, argo-
las); equilibrismo (arame, perna-de-pau, monociclo); técnica
de comicidade e expressão corporal; além de atividades como
grafite, capoeira, dança, streetball, entre outras, que favore-
ciam o desenvolvimento cultural e artístico dos jovens.
Na organização das atividades, as crianças e adolescentes
na faixa etária de 7 a 14 anos eram considerados iniciantes.
O trabalho de aprimoramento com maior grau de dificulda-
des nas artes circenses era aplicado para a faixa 15 a 24
anos. Este último grupo passava a ser observado em função
do nível de interesse e aptidão para ingressar em um dos
projetos de economia criativa, com a oportunidade de par-
ticipar das trupes que se preparavam para espetáculos, a
exemplo do Vida de Artista.
A maioria dos jovens freqüentadores da lona chegava ao
espaço de forma espontânea, sendo muitos deles moradores
das favelas do Rio de Janeiro. Além desses, um contingente
de população de rua atraídos pelo tipo de atividade circen-
se considerada de risco e aventura, muitas vezes abandona-
vam o vício para recuperar a condição física necessária para
a utilização dos fascinantes equipamentos do circo.
Outros jovens habitavam as comunidades do entorno da
Praça Onze. Todos, ao serem inscritos nas oficinas, passavam
por avaliações com profissionais da assistência social que pro-
curavam identificar suas famílias e estabeleciam com estas o
compromisso dos adolescentes freqüentarem a escola. Muitos
desses jovens não tinham a documentação necessária para o
exercício de sua cidadania e, neste caso, o Crescer e Viver au-
xiliava nos encaminhamentos para a solução do problema.

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O EXEMPLO DO ESPETÁCULO VIDA DE ARTISTA

J unior, baseado nas discussões sobre economia criativa, re-


solveu ampliar a prática educacional e sócio-produtiva do
Crescer e Viver com as metodologias de construção de espe-
táculos e gestão de processos de criação do Cirque du Soleil.
Para melhor aproveitamento dos métodos criativos, elaborou
um projeto intitulado Vida de Artista. Esse espetáculo, apro-
vado pelo Ministério da Cultura por meio das leis de incenti-
vo, recebeu R$ 300 mil em patrocínio financeiro da Petrobras,
e envolveu diversas outras instituições em parcerias para o
suprimento das necessidades técnicas e operacionais do pro-
jeto, conforme o quadro 1.

QUADRO 1: ATIVIDADES DO PROJETO VIDA DE ARTISTA


Etapas do Projeto Atividades Técnicas Percentual
e Operacionais de Custo
1. Pré-produção Roteiro
Direção geral e enredo
Direção musical 8%
2. Produção e Execução Infra-estrutura
Seleção e manutenção do elenco
Elaboração coletiva do enredo
Direção de produção e execução
Oficinas de formação artística
Cenografia
Figurinos, adereços e acessórios
Maquiagem
Plano de negócios 80%
3. Divulgação Programação visual das peças
e Comercialização Captação de recursos
Assessoria de imprensa
Divulgação na mídia 5%
4. Custos Administrativos Gestão do projeto
Assessoria jurídica
Custos operacionais
(telefone, internet, luz) 7%
Fonte: Crescer e Viver

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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

Para compor o grupo de artistas, Junior organizou uma banca


de audição na qual 150 jovens e beneficiários das atividades de
circo social empreendidas pelo Crescer e Viver disputaram 20 va-
gas no elenco. Os jovens assinaram um termo de compromisso,
ficando à disposição do projeto durante a semana. Como ajuda
de custo receberam R$ 150,00 durante os cinco meses de ensaio,
o que correspondia a 6% do custo de produção e execução. A
formação artística para o espetáculo incluiu aulas de canto, labo-
ratórios de teatro e prática circense, visando desenvolver ativida-
des interdisciplinares e liberar os corpos e mentes para a prática
do circo contemporâneo de acordo com a metodologia do Soleil.
Como uma iniciativa empreendedora, o espetáculo Vida
de Artista visava ser sustentável e não necessariamente lucra-
tivo. O negócio deveria garantir que os envolvidos vivessem
desse trabalho. Os requisitos para isso eram responsabilida-
des compartilhadas e cooperação do grupo.
O espetáculo Vida de Artista contou com um diretor de
enredo, de cena e trilha sonora. Para as apresentações foram
desenvolvidos acessórios, figurinos e adereços exclusivos,
baseados na lógica de que todo o espetáculo precisava estar
inserido em uma cadeia produtiva própria que marcasse sua
identidade no tempo e no espaço.
A construção do espetáculo em si já foi uma vitória antes
mesmo da estréia em 2007. Nas palavras de Junior: “O espetá-
culo é um sucesso para o Crescer e Viver. Seu processo de mon-
tagem e produção está fazendo a instituição por inteiro imergir
num ciclo novo, a repensar o seu papel social, suas estratégias
de promoção dos jovens e contextos em que trabalha.”
Como um projeto interativo, o Vida de Artista permitiu
que os jovens entendessem o significado do patrocínio finan-
ceiro e assumissem responsabilidades perante os financiado-
res, como cumprimento de prazos, metas e qualidade nos
resultados. No período de preparação do espetáculo, quatro
dias da semana eram dedicados às atividades práticas de en-

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saios e um dia era destinado à formação para o empreende-


dorismo cultural.
A cultura empreendedora foi desenvolvida através da rea-
lização de oficinas que utilizavam métodos participativos, a
exemplo do Metaplan1, para garantir aos jovens a efetiva
contribuição no planejamento executivo do produto, bem
como na elaboração do próprio roteiro do espetáculo. As ofi-
cinas de capacitação para o empreendedorismo ofereceram
aos jovens do Crescer e Viver informações sobre a montagem
de um produto criativo, vivenciando suas diferentes fases:
concepção, produção e distribuição de produtos culturais.
Finalmente, os jovens tiveram a oportunidade de participar
da elaboração de um plano de negócios. Era preciso que perce-
bessem a relação custo/benefício de cada etapa do projeto, que
entendessem o valor econômico do seu trabalho, bem como de-
finissem estratégias para identificar seus clientes e o mercado
comprador do espetáculo. Como o investimento financeiro não
precisava ser ressarcido, pois contavam com patrocínio, optaram
por oferecer o Vida de Artista a instituições públicas e privadas,
garantindo a compra integral da bilheteria. As dez primeiras
apresentações foram compradas pela Petrobras.

AS LIÇÕES DE UMA AÇÃO EM REDE

A experiência da Rede Circo do Mundo Brasil demonstrou que


o sucesso de um trabalho coletivo, que contava com diver-
sas instituições, precisava estar aberto às discussões e considerar
que muitas vezes as situações controversas podem ser uma opor-
tunidade para a renovação das práticas e conceitos defendidos.
A polêmica provocada por Junior, do Crescer e Viver, mo-
dificou o olhar de muitos atores da Rede sobre a sua forma
1
Metaplan: método de visualização com fichas utilizado em planejamento e condução de
reuniões.

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DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

de atuação. Conquistar a confiança das demais organizações


da rede foi seu primeiro embate que resultou em um novo
modelo de diálogo entre as instituições, despertando-as para
a discussão de temas controversos e complexos, ampliando
sua capacidade de negociar e ceder.
De acordo com Junior, o ponto central do aprendizado
mostra que a atuação em Rede deve aceitar que as entidades
participantes podem ter pensamentos divergentes. Aceitar as
diferenças contribui para o fortalecimento da própria rede e
aumenta as possibilidades de reflexão e mudanças. “É na in-
teratividade, no enfrentamento das controvérsias e na busca
de soluções que os parceiros amadurecem e crescem institu-
cionalmente”, complementou Junior.
A inovação trazida por Junior, aproximando o setor social
do mercado, contribuiu para que outras entidades da rede pro-
curassem novas formas de estruturação de seus projetos, a
exemplo do Jongo da Serrinha, que desenvolveu uma coleção
de roupas com estilo inspirado no figurino para dançar jongo.
O espetáculo Vida de Artista, cujo modelo de elaboração
participativo utilizava trabalho em grupo para definir a pro-
dução, bem como a captação de recurso e a gestão compar-
tilhada, foi uma experiência de trabalho em economia
criativa. Isto se justificou pelo cuidado em transformar o co-
nhecimento acumulado em atividades sociais em um negócio
sustentável e por utilizar a integração de diversas formas de
expressão artística – arte circense, teatro, dança, canto, mú-
sica, produção de figurinos e acessórios – para agregar valor
aos produtos culturais, inserindo-os no mercado e gerar no-
vas formas de ocupação e renda.
A visão de Junior de ampliar o enfoque arte-educação da
Rede Circo do Mundo Brasil para a criação de produtos cul-
turais com valor agregado para o mercado passou a ter apoio
de organizações da própria rede, como o do AfroReggae,
que também agregou uma lona de circo ao seu conjunto de

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007 15


COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

bandas. Permitiu ainda que os jovens recebessem um treina-


mento artístico com visão de negócio, sendo que o espetáculo
permitiu o salto da formação social para a formação em-
preendedora, dando oportunidade para que os beneficiários
de projetos sociais se aproximassem do mundo do trabalho
sustentável pela criatividade.

SEGUINDO EM FRENTE

A construção do espetáculo Vida de Artista não foi um fim em


si mesmo, porém uma dinâmica de criação e distribuição de
um produto cultural, exigindo de todos gestão profissional e
postura empreendedora. Um empreendimento criativo, como o
espetáculo Vida de Artista, que surgiu de uma entidade vincula-
da a uma rede, neste caso, a Rede Circo do Mundo e foi gerado
em uma organização social, apresentou desafios que não podem
ser ignorados.
O primeiro deles foi ser inovador, trazendo uma visão de
cultura com valor agregado de mercado, alterando a lógica de
arte-educação do circo social, defendida pelos militantes da
rede. O desafio foi manter o equilíbrio entre as propostas de
empreendedorismo cultural, o discurso ideológico e as práti-
cas da formação social executadas e compartilhadas pelas en-
tidades da Rede Circo do Mundo Brasil, evitando rupturas.
Os jovens do Vida de Artista eram oriundos de programas
sociais, vinham de comunidades carentes, tinham baixa escola-
ridade e pouco domínio de técnicas cênicas e circenses. Isto
exigiu um investimento maior na sua preparação, a exemplo
das oficinas de planejamento participativo, da necessidade de
formação artística complementar (associando teatro, dança, can-
to e circo), e do despertar para a oportunidade de criar e gerir
um espetáculo. O desafio era cumprir requisitos de circo social
e criar um espetáculo com oferta de produto ao mercado.

16 HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007


DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

O desafio futuro já estava identificado. Junior sabia que


apesar do Vida de Artista ter sido construído de forma cole-
tiva, sua continuidade dependia da manutenção do interesse
dos participantes, principalmente dos artistas que precisavam
se reconhecer como grupo e atuar em rede para exercer a
cultura da cooperação. Nesse sentido, o desafio era se for-
malizar como uma trupe ou companhia, consolidar elos de
confiança e solidariedade e dar continuidade às funções de
gestão do empreendimento, como planejamento, organiza-
ção, coordenação, inovação, marketing e controle de resul-
tados entre outros.

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

• Quais as possíveis razões do conflito entre as idéias de Ju-


nior e os demais parceiros da rede?

• Quais as principais estratégias de negociação utilizadas por


Junior em busca do consenso na rede?

• Qual a importância de se trabalhar em rede?

AGRADECIMENTOS
Conselho Deliberativo do SEBRAE/RJ: Orlando Santos Diniz, presidente e conselheiros.
Diretoria do SEBRAE/RJ: Cezar Rogelio Vazquez, Evandro Peçanha Alves e Sérgio
Gomes Malta.
Colaboração: Junior Perim, diretor executivo do Crescer e Viver; Ierê Ferreira, fo-
tógrafo; Organizações da Rede Circo do Mundo Brasil; Jovens do Programa Social
Crescer e Viver.

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007 17


COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

REFERÊNCIAS

PROJETO NAS TRILHAS DO IMATERIAL, DO LÚDICO E DO


ENTRETENIMENTO. Rio de Janeiro: Sebrae/RJ, 2004

RELATÓRIO DO IV ENCONTRO NACIONAL REDE CIRCO DO


MUNDO BRASIL. Rio de Janeiro: Fase, 2004.

REVISTA EXAME. Entretenimento nos negócios. Ed. 837 São


Paulo: Editora Abril, 2005.

REVISTA SEBRAE CULTURA E ENTRETENIMENTO. Brasília:


Sebrae, 2006.

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Em-


presas. Termo de Referência de Cultura. Brasília: Sebrae, 2006.

SILVEIRA, Cleia. Circo. Educando com Artes. Rio de Janeiro:


Fase, 2001.

www.crescereviver.org.br

www.iets.org.br

www.ibge.gov.br

www.redecircodomundo.org.br

www.afroreagge.org.br

www.pindoramacircus.com.br

www.horlesmurs.asso.fr

18 HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007


DO CIRCO SOCIAL À ECONOMIA CRIATIVA – RJ

www.ipea.gov.br

www.unesco,org.br

www.pnud.org

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007 19


COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

PROJETO CASOS DE SUCESSO


OBJETIVO
O projeto foi concebido em 2002 a partir das prioridades
estratégicas do Sistema Sebrae com a finalidade de descrever
e disseminar as melhores práticas empreendedoras individuais
e coletivas, contribuindo para a obtenção de resultados e
fortalecendo a gestão do conhecimento do Sebrae.

METODOLOGIA DESENVOLVENDO CASOS DE SUCESSO


A metodologia adotada pelo projeto é uma adaptação dos
consagrados métodos de estudos de caso aplicados pelo
Babson College e pela Harvard Business School. A meto-
dologia tem o objetivo de garantir a qualidade do conteúdo e
nivelar a formação didática dos escritores e de seus orienta-
dores acadêmicos. Baseia-se na história real de um prota-
gonista que, em um dado contexto, encontra-se diante de um
problema ou dilema que precisa ser solucionado. Esse método
estimula o empreendedor ou o aluno a vivenciar uma situação
real, convidando-o a assumir a perspectiva do protagonista na
tomada de decisão.

COLEÇÃO HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007


Este trabalho é resultado de uma das ações do Projeto
Casos de Sucesso, construído por colaboradores do Sistema
Sebrae, com o apoio de parceiros, consultores e professores
de instituições de ensino superior. Esta coleção é composta
por 15 volumes, que descrevem 52 estudos de casos, dividi-
dos por setor da economia e área temática:
– Agronegócios: Agricultura Orgânica, Aqüicultura e Pesca,
Derivados da Cana-de-Açúcar, Floricultura, Fruticultura, Leite
e Derivados, Mandiocultura, Ovinocaprinocultura.

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007


COMÉRCIO E SERVIÇOS — CULTURA E ENTRETENIMENTO

– Comércio e Serviços: Artesanato, Cultura e Entretenimento,


Serviços.
– Indústria: Alimentos, Couro e Calçados, Madeira e Móveis,
Tecnologia da Informação.

DISSEMINAÇÃO DOS CASOS DE SUCESSO SEBRAE


Internet:
O portal Casos de Sucesso do Sebrae (www.casosdesuces-
so.sebrae.com.br) visa divulgar o conhecimento por meio de
estudos de casos, ampliando o acesso aos interessados.
Além desses estudos, o portal apresenta casos das edições
2003, 2004, 2005 e 2006, organizados por área de conhecimento,
região, município, palavra-chave e contém, ainda, vídeos, fotos
e artigos de jornal que ajudam a compreender o cenário em que
os casos se desenvolvem. O portal disponibiliza também o Guia
Passo a Passo para descrição de casos de sucesso, de acordo com
a Metodologia Desenvolvendo Casos e Práticas de Sucesso, do
Sebrae, e o manual de orientações para instrutores, professores e
alunos sobre como utilizar um estudo de caso para fins didáticos.
As experiências relatadas apresentam iniciativas criativas e
empreendedoras no enfrentamento de problemas tipicamente
brasileiros, podendo inspirar a disseminação e a aplicação dessas
soluções em contextos similares. Esses estudos estão em sintonia
com a crescente importância que os pequenos negócios vêm
adquirindo como promotores do desenvolvimento e da geração
de emprego e renda no Brasil.

Boa leitura e aprendizado!

Pio Cortizo Vidal Filho


Gerente da Unidade de Gestão Estratégica

Renata Barbosa de Araújo Duarte


Coordenadora Nacional do Projeto Casos de Sucesso

HISTÓRIAS DE SUCESSO 2007