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*O ensino médio como etapa final da educação básica, essa fase de estudos pode ser

compreendida como o período de consolidação e aprofundamento de muitos dos


conhecimentos construídos ao longo do ensino fundamental dessa etapa de formação
o desenvolvimento de capacidades que possibilitem ao estudante: Avançar em níveis
mais complexos de estudos; Este trabalho partiu da pesquisa intitulada “Literatura no
Ensino Médio: uma análise pedagógica”, que visa analisar e comparar os métodos
adotados no ensino de Literatura, em algumas escolas de Ensino Médio de Viçosa,
verificar as dificuldades enfrentadas por quem trabalha nessa área, além de propor
possíveis alternativas de ensino de Literatura para contornar os problemas
constatados. Para atingir tais objetivos, fez-se revisão bibliográfica, para
embasamento teórico, e realizaram-se entrevistas com os professores e com os
alunos de Literatura. Com base nas reflexões de diferentes autores e sondagens nas
escolas, fez-se um estudo comparativo das diferentes metodologias de ensino de
Literatura; e a partir dos dados obtidos, foi possível reunir estratégias que podem
colaborar para a qualidade do ensino e para a aprendizagem de Literatura. Integrar-se
ao mundo do trabalho, com condições para prosseguir, com autonomia, no caminho
de seu aprimoramento profissional; atuar, de forma ética e responsável, na sociedade,
tendo em vista as diferentes dimensões da prática social.

*Sob essa lógica, e levando em consideração que os documentos que parametrizam o


ensino fundamental se orientam por perspectiva segundo a qual o processo de ensino
e de aprendizagem deve levar o aluno a construção gradativa dos saberes sobre os
textos que circulam socialmente, e também definidas, as relações que essa etapa de
formação estabelece com o ensino fundamental no âmbito da educação básica, as
próximas seções deste documento cuidarão de discorrer, consecutivamente.
*a recepção e a circulação de sentidos. É preciso lembrar que um texto dessa
natureza não pode ter a pretensão de esgotar a questão em relação a suas múltiplas
faces, que envolvem aspectos políticos e ideológicos, históricos e sociais, globais e
locais, acadêmicos e científicos. Para uma análise da prática do ensino da Literatura.
Durante as sondagens nas escolas, verificou-se uma grande preocupação por parte de
alguns educadores em relação à presença do pesquisador. Alguns professores
recusaram-se a falar sobre o assunto e outros optaram por não responder o
questionário que fora aplicado, o que dificultou, em parte, a realização desta
pesquisa. Trata-se, aqui, de discutir, em linhas gerais, a relação entre os avanços de
disciplinas científicas que se incumbem do estudo da língua e da linguagem e seus
efeitos para as disciplinas escolares envolvidas na formação oferecida pelo ensino
médio, As transformações dos estudos da língua e da linguagem, no Brasil e no
exterior, Assim como dos estudos especificamente vinculados ao processo de ensino
e de aprendizagem da Língua Portuguesa como língua materna provocaram, nos
últimos anos, E Num primeiro momento, por volta dos anos 1970,1 o debate centrou-
se em torno dos conteúdos de ensino. Tratava-se de integrar, às práticas de ensino e
de aprendizagem na escola, novos conteúdos além daqueles tradicionalmente
priorizados em sala de aula.

*O que se defendia nesse momento, em síntese, era uma descoberta dos estudos
científicos, de cujos efeitos apenas recentemente a Lingüística se deu efetivamente
conta. O debate sobre o fato de que, se as línguas variam no espaço e mudam ao
longo do tempo, então o processo de ensino e de aprendizagem de uma língua, Nos
diferentes estágios da escolarização não pode furtar-se a considerar tal fenômeno.
Pode-se complementar dizendo que faltava uma certa convicção quanto à importância
das questões relativas à variação e à mudança lingüísticas, Embora a prática do
ensino da Literatura seja assunto sobre o qual vários teóricos venham há muito
discutindo, na perspectiva de ensinar estratégias que aprimorem o ensino da Literatura
e de propor livros que despertem o interesse dos alunos pela leitura, esta não atingiu
ainda um estado ideal, já que até mesmo pessoas de nível superior lêem pouco ou
quase nada. Analisando diferentes textos teóricos relacionados ao tema, observou-se
que há diferentes modos de abordagem sobre a questão do ensino de Literatura mas
de modo geral deixam transparecer a necessidade de se criarem novas técnicas no
ensino dessa disciplina. Verificou-se que o ensino tradicional da Literatura vigente em
escolas de Ensino Médio em algumas escolas de Viçosa é feito com ênfase em aulas
expositivas, fundamentadas em livros didáticos que apresentam uma abordagem
cronológica, baseada em panoramas históricos e características de estilos de épocas,
sem se deter, diretamente, na “leitura” de textos literários. Como efeito, inclusive, da
abordagem estruturalista nos estudos lingüísticos, que ainda vigorava, valorizando
excessivamente o estudo da forma.

*A difusão dos estudos desenvolvidos em disciplinas como a Sociolingüística, a


Psicolingüística e a Lingüística Aplicada seguiu-se a de outros domínios
interdisciplinares da Lingüística, particularmente o da Lingüística Textual e o da
Análise do Discurso. Lingüística, Textual, Sociopragmática e discursiva e o cognitivo-
conceitual, Não se está dizendo, naturalmente, que os estudos lingüísticos não haviam
investigado tais questões. O risco em relação à apropriação dos estudos que desde
então têm sido desenvolvidos é o de que sua abordagem em sala de aula se limite à
mera identificação e classificação dos fenômenos lingüísticos num dado texto. Isso
porque o que se tem nessa forma de abordagem dos fenômenos é a duplicação de
práticas classificatórias e prescritivas vinculadas às gramáticas pedagógicas
tradicionais, adotando-se apenas uma nova nomenclatura, agora vinculada à
Lingüística Textual, às Teorias da Enunciação e/ou à Análise do Discurso.
*Na discussão sobre as atividades de produção e recepção de textos, merecem
destaque, ainda Uma abordagem a ser ressaltada é aquela proposta pelo
interacionismo, A despeito das especificidades envolvidas na produção, na recepção e
na circulação de diferentes textos, Sem procurar esgotar tais princípios, pode-se dizer
que o mais geral deles é o de que é pela linguagem que o homem se constitui sujeito.
O fato é que essa abordagem tem aproximado estudiosos que buscam compreender
os fundamentos biológicos da linguagem e os que focalizam os aspectos sociais
implicados no funcionamento dos sistemas semióticos.
*Seguindo esse raciocínio, pode-se concluir, também, que o processo de
desenvolvimento do sujeito está imbricado em seu processo de socialização. Dito de
outro modo, é na interação em diferentes instituições sociais (a família, o grupo de
amigos, as comunidades de bairro, as igrejas, a escola, o trabalho, as associações,
etc.) que o sujeito aprende e apreende as formas de funcionamento da língua e os
modos de manifestação da linguagem; ao faze-lo, vai construindo seus conhecimentos
relativos aos usos da língua e da linguagem em diferentes situações. Nesse conjunto
de conhecimentos, há tanto os relativos à própria língua como os referentes a outros
sistemas semióticos envolvidos no texto, A compreensão dessa conhecida piada
envolve a mobilização de diferentes conhecimentos. Com relação aos conhecimentos
lingüísticos, destacam-se os do domínio dialetal, que permitem o reconhecimento da
pronúncia característica de certas localidades do interior do país.
*A visão aqui defendida supõe uma estreita e interdependente relação entre formas
lingüísticas, seus usos e funções, o que resulta de se admitir que a atividade de
compreensão e produção de textos envolve processos amplos e múltiplos, os quais
aglutinam conhecimentos de diferentes ordens, como já referido. Pelos documentos
legais que regem o ensino no Brasil, como é sabido por todos, a Literatura acha-se
inserida na área de Língua Portuguesa. Com isso, a Literatura tem servido apenas
como texto de estudo da linguagem. Essa orientação é a que predomina na maioria
dos livros didáticos e na conduta de alguns professores, que identificam ensino
literário com análise gramatical, estudo do estilo do ponto de vista da estilística,
análise sintática ou levantamento de vocabulário. Abordagens interdisciplinares na
prática da sala de aula são essenciais, No bojo das reflexões aqui desenvolvidas,
ressalte-se que a assunção de uma postura interdisciplinar não é um movimento que
se deva dar exclusivamente no âmbito da disciplina Língua Portuguesa, mas deve,
sim, refletir uma opção metodológica orientadora do projeto político-pedagógico da
escola. A assunção de tal postura pode, certamente, propiciar que o aluno tenha uma
visão/concepção do objeto mais plástica, mais crítica, mais rica e, portanto, mais
complexa.
*Dando seqüência a esse raciocínio, defende-se que a abordagem do letramento
deve, portanto, considerar as práticas de linguagem que envolvem a palavra escrita
e/ou diferentes sistemas semióticos – seja em contextos escolares seja em contextos
não escolares –, prevendo, assim, diferentes níveis e tipos de habilidades, bem como
diferentes formas de interação e, conseqüentemente, pressupondo as implicações
ideológicas daí decorrentes. Dito ainda de outro modo, a abordagem proposta
considera que, se as realidades sociais são produzidas e construídas nas diversas
interações sociais, então, as práticas de ensino e de aprendizagem da língua materna
devem levar em conta, Reitera-se que essa postura é condição para confrontar o
aluno com práticas de linguagem que o levem a formar-se para o mundo do trabalho e
para a cidadania com respeito pelas diferenças no modo de agir e de fazer sentido.
*por domínio da língua. Por meio dela, assume-se que o aprendizado da língua implica
a apreensão de práticas de linguagem, modos de usos da língua construídos e
somente compreendidos nas interações, Ao contrário, espera-se que o estudante, ao
compreender determinadas normas gerais do funcionamento da línguagem, Seja
capaz de se ver incluído nos processos de produção e compreensão textual que
implementa na escola ou fora dela, exatamente porque por meio deles se vai
constituindo como ser de ação social.
*A leitura do texto literário é, pois, um acontecimento que provoca reações, estímulos,
experiências múltiplas e variadas, dependendo da história de cada indivíduo e
descobrimos uma outra dimensão que não havia ficado visível num primeiro momento,
A leitura do texto literário no ensino médio é, sem dúvida, muito importante para o
aluno nesta fase de sua formação escolar. O texto literário promove um encontro
especial com a leitura, pois através do contato com a literatura o aluno descobre as
múltiplas faces da linguagem, entra em contato com diferentes aspectos da Língua
Portuguesa. Quanto maior for a diversificação dos textos literários apresentados aos
alunos, maior será a experiência que ele terá com este universo de singular beleza,
magia e emoção Fatores lingüísticos, culturais, ideológicos, por exemplo, contribuem
para modular a relação do leitor com o texto, num arco extenso que pode ir desde a
rejeição ou incompreensão mais absoluta até a adesão incondicional, Assim como,
mesmo apreciando filmes de arte, pode-se ficar preso ao folhetim televisivo ou perder
o sono com os “enlatados” da madrugada. Ou seja, mesmo sendo leitor crítico e
conhecendo as artimanhas da arte de narrar, não quer dizer que se desfrute apenas
da “alta literatura” em inúmeras situações cotidianas e psíquicas recorremos a níveis
diversos de fruição.
*E na escola? Que leitor formar? Evidentemente, qualquer pessoa comprometida com
a educação logo pensará que compete à escola formar leitores críticos, Formar para o
gosto literário, conhecer a tradição literária local e oferecer instrumentos para uma
penetração mais aguda nas obras tradicionalmente objetivos da escola em relação à
literatura decerto supõem percorrer o arco que vai do leitor vítima ao leitor crítico, O
desafio será levar o jovem à leitura de obras diferentes desse padrão sejam obras da
tradição literária, sejam obras recentes, que tenham sido legitimadas como obras de
reconhecido valor estético, Capazes de propiciar uma fruição mais apurada, mediante
a qual terá acesso a uma outra forma de conhecimento de si e do mundo.
*Levam a um conhecimento dos gêneros literários que deve ser considerado como
base para a didática da literatura na escola e pode contribuir para o planejamento de
atividades de reorientação de leitura, uma vez que a escola não é uma mera extensão
da vida pública, mas tem uma especificidade. A vertente predominante dessa ficção,
que associa amor e suspense, está em geral vincada num espaço e num tempo
históricos muito próximos ao aluno, ou seja, o tempo do enunciado, o tempo da
enunciação e o tempo da leitura são praticamente os mesmos, assim como é em torno
do espaço escolar que normalmente se desenrolam as tramas.
*Quando se propõe uma seleção de leitura integral de obras distribuídas nos três anos
do ensino médio, devem se considerar alguns fatores que estão na base dos critérios
de escolha. O primeiro deles é o uso ou não de livro didático na escola, mas mantendo
as especificidades e o modo de ser de cada uma delas, pois só assim, não
pejorativamente escolarizados, serão capazes de oferecer fruição e conhecimento,
binômio inseparável da arte.
Cabe aqui um parêntese relativamente à leitura da poesia. Sabe-se que ela tem sido
sistematicamente relegada a um plano secundário. a leitura de poemas fora da vida
escolar é coisa para poucos. Onde estaria, então, o erro na formação escolar dos
leitores para a poesia? Pensamos que a não exploração das potencialidades da
linguagem poética, que fazem do leitor um co-autor no desvendamento dos sentidos,
presentes no equilíbrio entre idéias, imagens e musicalidade, é que impede a
percepção da experiência poética na leitura produtiva.
*Os professores, pressionados por programas panorâmicos, sentem-se obrigados a
cobrir toda a linha do tempo (assim como se sentem pressionados a cobrir todos os
pontos de gramática), fazendo uso da história da Literatura, ainda que isso não sirva
para nada: aulas “chatas”, alunos e professores desmotivados, aprendizagem que não
corresponde ao que em princípio foi ensinado. resolve o problema da falta de
preparação e de conhecimento literário que possa existir entre os professores, já que
esses lidam com a reprodução de uma crítica institucionalizada, Estamos, assim,
privilegiando o contato direto com a obra, a experiência literária, e considerando a
história da Literatura uma espécie de aprofundamento do estudo literário, devendo,
pois, ficar reservado para a última etapa do ensino médio ou para os que pretendem
continuar os estudos especializados.
*É urgente que o professor, ele próprio, se abra para as potencialidades da literatura e
faça um esforço para se livrar dos preconceitos didáticos que o obrigam a cobrir um
conteúdo mensurável e visível, como são as escolas literárias, em prejuízo de um
conteúdo menos escolarizado e mais oculto, que é a leitura vagarosa da Literatura,
pensando-se sobretudo no romance, talvez o gênero mais popular dentre os literários.
No caso da Literatura, o tempo é crucial. A leitura de um romance, por exemplo,
requer planejamento do professor para orientar a leitura e tempo para o aluno ler o
livro. Trazer para a sala trechos da obra (a partir dos quais seja possível recuperar
aspectos signifi cativos da obra que está sendo lida) e a esses dedicar uma ou mais
aulas não é perder tempo, pelo contrário, é imprimir à escola um outro ritmo, diferente
daquele da cultura de massa, frenético e efêmero, opondo a este o ritmo mais lento do
devaneio e da reflexão.
UNIVERSIDADE POTIGUAR-UNP
PROF(a): CLÉBIA

PLÁTICA EM ESTUDOS LITERÁRIOS

ALUNO: ADONIRAN BATISTA DA SILVA


TURMA: 5NA