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I- Índice

II- Introdução…………………………………………………………3

III- Interaccionismo Simbólico………………………………………….4

1. Hebert Blumer…………………………………………………………..4

2. Howard Becker………………………………………………………….6

IV-Escola de Frankfurt…………………………………………………7

1. Hebert Marcuse………………………………………………………….7

V- Sociologia Alemã…………………………………………………….9

1. Jürgen Habermas……………………………………………………..….9

2. Niklas Luhman………………………………………..……………..….10

VI-Conclusão………………………………………..…………………13

VII- Bibliografia…………………………………………………………14
II- Introdução

Neste trabalho no âmbito da disciplina de Correntes actuais da Sociologia I,


leccionada pelo professor João Teixeira Lopes, fomos desafiados para levar a cabo uma
recensão crítica, na qual deveríamos expor os autores abordados durante o ano lectivo,
criticando e contrapondo-os e também construir uma concepção do que é a sociedade o
social.

Durante as próximas irei expor o pensamento de vários teóricos, as suas construções


da sociedade e do social condensadas no seu pensamento, tecendo criticas ao seu
conteúdo, assim como á sua capacidade aglutinadora e condensadora de vários
pensamentos em si.

Existirá alguma teoria perfeita? Será que os autores perviram toda a evolução social?
Será que as teorias se complementam? Tentarei responder a estas questões expondo e
desconstruindo a teoria destes teóricos da sociologia.

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III- Interaccionismo Simbólico

1. Hebert Blum

Hebert Blumer nasceu no dia 7 de Março de 1900 em st.Louis, Missouri, tendo falecido
na mesma cidade a 13 de Abril de 1987, foi um sociólogo que deu grandes
contribuições nas áreas da psicologia social e das ciências da comunicação. Enquanto
estudante este frequentou a Universidade de Missouri, entre 1918 a 1922, influenciado
por Hebert Mead, Blumer enquanto estudante lutou por um raciocínio centrado mais na
empíria, um dos seus estudo mais conhecidos fazem parte da pesquisa do fundo Payne.
Blumer alertou para o perigo do efeito de filmes sobre crianças e jovens adultos,
publicando um estudo chamado “Cinema, delinquência, e crime”.

Hebert Blumer é conhecido como o pai do “Interaccionismo simbólico”, este


desenvolveu as primeiras teorias a partir de conceitos e princípios básicos extraídos de
teorias da disciplina científica Psicologia Social, originalmente teorizados por Hebert
Mead, porém Blumer ao contrário de Mead procurou adaptá-los ao estudo do
comportamento colectivo.

O foco do Interaccionismo simbólico concentra-se-nos processos ditos de


interacção social, que ocorrem entre os indivíduos entre si ou de grupos formados por
esses indivíduos, entre esse grupo e outro grupo, ou entre mesmo grupo e os indivíduos
fora do grupo na sua singularidade. Estes processos de comunicação são mediados por
relações simbólicas, ou seja, construídas de símbolos (linguagem, valores, gestos,
roupas, entre outros).

Na sua obra “Man and society” (Blum, 1937), fundamentou o interacionismo


simbólico com base em três premissas, sendo essas as seguintes:

O modo como o indivíduo interpreta os factos e age perante outros indivíduos ou coisas,
tendo como base os seus significados que este lhe atribui.

O significado é resultado, ou é uma construção, dos processos de interacção social,

Os significados podem sofrer mudanças ao longo do tempo.

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O interaccionismo simbólico surgiu em oposição às teorias funcionalistas,
caracterizadas como totalizadoras, que concebem as relações e acções sociais como
produto de regras sociais pré estabelecidas. Na perspectiva de Blumer, as relações
apesar de serem condicionadas pelo conjunto de normas transmitidas pela sociedade,
existe uma enorme variedade de interacções sociais que ocorrem de forma a forma
facções valorativas separadas, que levam á constituição de determinados grupos sociais,
cada qual com as suas regras e normas de conduta restritas ao mesmo, validadas e
aceites não pela sociedade em geral mas pelos indivíduos que a compõem, esta
perspectiva para Becker no seu estudo da sociologia do desvio. As interacções sociais
porém são processos dialécticos, pois os indivíduos constroem os grupos sociais dos
quais fazem parte, mas ao mesmo tempo esses grupos de indivíduos exercem uma força
restritiva na conduta do indivíduo, existindo assim uma relação de dialéctica constante
entre os dois.

Resumindo a acção dos actores sociais deriva da significação atribuída pelos mesmos,
esta surge através das interacções, e são empregadas na mesma, interacções individuais
e, ou, entre grupos, que por sua vez modificam as próprias significação. Formando um
circulo de dependências.

O social no ponto de vista deste autor pode ser apreendido através da observação das
interacções dos mesmos. A sociedade é construída e regulada pelas significações
inerentes á interacção dos individuos, ou seja é um palco constante de interacções e
novos significados, onde os indivíduos se agrupam consoante os valores e significações
que possuem.

Apesar de esta teoria valorizar os seres humanos e as suas interacções, foca-se em


demasia nos mesmos esquecendo-se das estruturas, cometendo o mesmo erro que o
estruturalismo, porém em vez de se concentrarem em demasia nas estruturas e
esquecendo o ser humano, concentram-se demasiado no indivíduo, apagando quase por
completo as estruturas, apesar de aceitarem as mesmas relegando-as para segundo
plano.

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2. Howard Becker

Becker nasceu em 1928, filho de imigrantes judeus de classes Baixas. Ascendeu


socialmente através do trabalho intelectual e da vida académica, é um dos grandes
expoentes máximos da escola de Chicago.

Becker centra o seu estudo no desvio, devido ao carácter padronizado deste


fenómeno, sendo competência do sociólogo distinguir as fases deste fenómeno e estudar
as condições sociais que obstruem ou facilitam o caminho para o desvio. Uma dessas
condições para o desvio segundo Becker, é a própria sociedade, melhor explicitando, as
suas reacções perante as acções do indivíduo, ou seja, uma fuga á norma, só torna o
indivíduo catalogado de desviante na condição que essa fuga á norma seja reconhecida
como tal pela sociedade, ou seja, o indivíduo só se torna desviante a partir do momento
em que a sociedade o define como tal. Ao analisar esta temática Lambert constrói dois
tipos de desvio:

O desvio primário, considera que este é o comportamento inicial de fuga á norma e às


leis vigentes, porém esta fuga é apenas pontual e não sintomática, sendo assim não fica
ligado á identidade do sujeito, não comprometendo assim a sua identidade.

O desvio secundário é um comportamento em que os papéis sociais se tornam um


meio de defesa, de ataque, ou de adaptação aos problemas explícitos ou implícitos
criados pela reacção social ao comportamento desviante, ou seja, o desvio deixa de ser
primário quando a sociedade o cataloga de sistemático.

Becker ao contrário do seu contemporâneo Goffman, considera que o desvio é ele


próprio plural, uma vez que adquire múltiplas formas de reacção, porém, apesar destas
múltiplas formas, este adquire um padrão, pois rejeita as estruturas pré definidas.

Becker define o desvio como uma infracção às regras do grupo, e como tal cabe ao
grupo designa-lo como desviante, utilizando a designação de desviante, para rejeitar o
membro do grupo. Sendo assim “desvio” e “rótulo” são conceitos abordados por
Becker, estando relacionados, pois os processos de rotulagem não identificam apenas,
mas também criam distinções, sendo que vários actores sociais de um determinado
grupo rotulam o individuo que foge às normas desse grupo como desviante. A teoria da
rotulagem é produto de um processo relacional entre aqueles que são tidos como tendo
comportamentos não desviantes, rotulando-se a eles próprios e aqueles que possuem

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comportamentos desviantes. Para o autor, a mesma realidade que produz a norma, não
se restringe á produção da mesma, mas também produz o desvio, o comportamento
desviante é produto da interacção social, ganhando este assim um perfil social, que se dá
pela rejeição da identidade normativa e ao mesmo tempo pela incorporação de uma
nova identidade. Este pode ser controlado por a criação da identidade normativa,
novamente, aplicando castigos e sanções aos indivíduos para que estes voltem a
assimilar os valores normativos.

Na perspectiva de Becker o social pode ser apreendido através do estudo do desvio já


que este é padronizado e através do desvio conseguimos compreender a norma. Este
assim como, Blumer, perspectiva a sociedade como palco de interacções, porém ao
contrário de Blumer, este vê a sociedade como uma constante luta entre desvio e norma.

Na sua teoria Becker, comete o mesmo erro que Blumer, pois este perspectiva a
sociedade como criadora dela própria, relegando a estrutura para segundo plano. A
sociedade apesar de se construir a si mesma, devido a processos de mudança, mantém
processos que lhe dão estabilidade, pré-existentes.

IV- Escola de Frankfurt

1. Hebert Marcuse

Hebert Marcuse nasceu em Berlim, foi membro do Partido Social Democrata entre
1917-1918. Em 1933 por intervenção de Leo Loweutihaz e Kurt Riezler, foi admitido
no Instituto de pesquisas sociais que mais tarde viria a ser conhecido pela sociologia
como escola de Frankfurt.

Foi exilado para os estados unidos na sequência do regime Nazi, com dois
compatriotas, Theodoro Adorno e Marx Horkheimer, mantendo as suas investigações
nos Estados Unidos Da América, seus pais de exílio. Em 1950 os seus compatriotas
voltam para a Alemanha mas este decide permanecer lá.

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Marcuse nas suas teorias preocupava-se com o desenvolvimento descontrolado da
tecnologia, o racionalismo dominante na sociedade moderna e com os movimentos
repressivos das liberdades individuais como era o caso do Nazismo.

Para os membros da escola de Frankfurt o proletariado perdeu o seu significado ao


permitir o surgimento de sistemas totalitários como o Nazismo e o Estalinismo por um
lado e por outro com o aparecimento da indústria musical e cultural, quem substitui o
proletariado segundo Marcuse, serão as minorias raciais, que segundo este a sociedade
deixa de lado e não tem capacidade para absorver e proporcionar-lhes uma ascensão,
este na perspectiva do autor são considerados de outsiders.

Marcuse irá beber a Hegel dois conceitos chave de “razão” e “negatividade”, razão é
a faculdade humana que se manifesta no uso completo feito pelo homem das suas
“possibilidades”, estando estas ligadas às necessidades do ser humano, necessidade para
o autor remete-nos para a falta que sentimos de determinados objectos, para o nosso
bem-estar enquanto a possibilidade remete-nos para os meios que o individuo utiliza ou
que pode utilizar (meios socialmente aceites), para conseguirmos os objectos de forma a
colmatarmos as nossas necessidades.

Marcuse critica ainda o racionalismo da sociedade moderna, que para ele esta é
irracional pois não é fundamentada na verdadeira razão, e tenta desenhar um caminho
para afastar a sociedade desta racionalidade, esse caminho será a contestação da
sociedade pelos considerados marginais, que a sociedade não consegue absorver. Este
acredita ainda que a própria tecnologia terá efeitos revolucionários na sociedade, ele
acredita que a sociedade moderna, com profundo traços de valores mercantilistas, de
troca de bens e serviços, ira sucumbir perante o desenvolvimento extremo da
tecnologia, que se passará a reger não por esses valores mas sim por trocas de
informação. A sociedade moderna, na perspectiva do autor, com medo destas mudanças
reprime o desenvolvimento, pondo questões de ordem moral e tradicional. Apesar de
temer esta situação Marcuse afirma que espera que esta situação não se verifique.

Para Marcuse assim como em comparação com Karl Marx, vê a sociedade como um
lugar onde estão vigentes valores de troca, e os indivíduos são definidos por esses
mesmos valores, ou seja, pela possibilidade de processar essas trocas de bens. O social
pode assim ser apreendido pelas relações de interdependência económica que os seres
humanos estabelecem uns com os outros, que terão profundas consequências sociais.

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Ao perspectivar esta teoria, podemos verificar que a mesma possuiu um carácter
racial muito forte, reduzindo o ser humano às suas relações económicas e catalogando-
os dessa forma. Teoria que esquece os valores construídos socialmente, ou melhor,
imiscuindo estes com a perspectiva económica, ou seja, estes irão transmitir-se
dependendo dos valores de troca.

V- Sociologia alemã

1. Jürgen Habermas

Pertenceu ao grupo de autores que se inspiravam em Marx, chamados Escola De


Frankfurt, apesar de Habermas se inspirar em Marx assim como outros autores, estes
admitiam que certos pontos de vistas necessitavam de ser revistos, devido á falta de
pertinência dada á cultura na sociedade capitalista moderna, tentando colmatar assim
uma das maiores falhas de Marx na sua teoria.

A escola de Frankfurt pertence a uma época marcante na sociologia Alemã, este


dedicaram ao estudo extensivo do fenómeno que designaram como indústria da cultura
(apresentada em forma de jornais, televisão, filmes). A proliferação desta indústria, com
os seus produtos padronizados e pouco exigentes, segundo Habermas, mina a
capacidade dos indivíduos no que diz respeito ao pensamento independente e crítico.

Habermas pegou em alguns destes temas porém desenvolveu-os de forma diferente,


este analisa os meios de comunicação social desde o princípio do século XVIII ate aos
dias de hoje, criando assim o termo de esfera pública.

A esfera pública segundo Habermas é um espaço de debate público, onde se podem


discutir questões de interesse geral, é considerada também como uma área onde se
podem formar opiniões, individuais e públicas. Desenvolvendo-se numa primeira fase
nos salões e cafés de Londres, assim como em outras cidades europeias, tendo como
pano a discussão de questões do momento, iniciando-se assim um debate em torno das
mesma, o aparecimento dos jornais, segundo Habermas, estimularam o debate público,
tornando o mesmo assunto de grande importância na sociedade da época.

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Considera ainda que os salões foram vitais para o aparecimento da democracia, pois
incutiu no público a ideia que os problemas políticos deveriam ser tratados através da
discussão pública. A esfera pública, envolve assim os indivíduos que se encontram de
igual para igual, ou seja no exercício da totalidade das suas cidadania e liberdade de
expressão, num fórum de debate.

Habermas tece ainda considerações de forte carácter político, afirmando que o debate
democrático é abafado nas sociedades modernas pelo desenvolvimento da indústria da
cultura, afirma ainda, que presenciamos pelos Mass Media, uma encenação política nos
parlamentos, reiterando que esta situação se verifica devido á sobreposição dos
interesses comerciais sobre os interesses públicos. A opinião pública não se forma
através de uma discussão racional e aberta mas sim através da manipulação e do
controlo.

Sendo assim para Jürgen a sociedade é composta de constante debate e troca de


informação, por vezes manipulada pelos mass media. Este acaba por se esquecer das
estruturas pré existentes e não tem em conta a capacidade do ser humano de seleccionar
a informação e tratá-la de forma eficiente, relegando o raciocínio humano, e ao
contrário do seu compatriota Luhman, não aposta nas estruturas mas sim nas interacções
do indivíduo.

2. Niklas Luhman

Nascido em 1927, Luhman tem se dedicado ao ensino na Universidade de


Bielefeld, na Alemanha, desde 1968. O trabalho deste autor absorve o pensamento dos
clássicos da sociologia, aliado á teoria de sistemas complexos e não binários,
desenvolvidos em interacção recíproca em várias áreas científicas, tal como a biologia e
a física.

Luhman, afirma que visionar a sociedade de forma tradicional, leva ao pensamento


a basear-se em pressupostos erróneos, criando obstáculos epistemológicos, que irão
impedir a imaginação sociológica de adquirir o social de forma menos condicionada.
Ele faz a sua enumeração:

1. A sociedade é composta de pessoas e das relações entre as mesmas.

2. A sociedade integra-se pelo consenso e pela complementaridade.

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3. As sociedades são unidades que se encontram geograficamente definidas.

As sociedades podem ser observadas de fora, tal como grupos de pessoas ou territórios.

Luhman contrapõe estes pressupostos considerados clássicos por ele, com pressupostos
da sua própria autoria, dando-lhe o nome de teoria dos sistemas, esses pressupostos são
os seguintes:

1. Caso exista consenso é produto de processos sociais e não elemento


constituintes, a sociedade não é constituída por consenso mas por conflito.

2. Devido á distinção axiomática feita pela teoria sistemática entre sistema e


ambiente ou meio, o social enquanto sistema é separado do seu ambiente
psíquico e, ou, biológico. O sistema social é composto por comunicações, isto é
de mensagens e informação, os seres humanos enquanto indivíduos não
pertencem a este sistema.

Esta teoria teve influências da física, da biologia, informática e cibernética. Luhman


define os sistemas como comunicativos, ou seja, uma mensagem, um símbolo, um
código, transmitidos pelo meio são transformados em informação, quando produzem
um efeito selectivo num sistema, este irá absorve-lo e transmiti-lo, fazendo assim
alterações significativas no próprio sistema. O sistema social é construído por
comunicações como meio e com outros sistemas, se esta comunicação deixar de existir
o sistema também deixa de existir. Luhman afirma ainda que os sistemas são auto-
organizados (autopoiesis), a acção do sistema dá-se a partir de um self construído no e
pelo imaginário inconsciente do ambiente que lhe fornece os elementos.

O autor define ainda a relação entre o sistema e os elementos, afirma que estamos
perante a temporalizarão radical do termo elemento, que nas ciências era considerado o
elemento mais sólido, porém este com a evolução da ciência está a tornar-se cada vez
mais divisível, afirma ainda que devido á curta duração dos elementos que compõem o
sistema, e que portanto, estes têm de ser reproduzidos constantemente, de outra forma o
sistema sucumbiria e desapareceria. Mesmo no ambiente mais propicio se ele não
equipasse os seus elementos com capacidade de conectarem e assim reproduzir-se o
sistema iria desaparecer gradualmente. Tendo em conta esta teoria a base do sistema
social não é próprio sujeito mas sim o ambiente, estes dois elementos formam uma
unidade inseparável de comunicação, não de dominância mas sim de mútua cooperação.

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Luhman identifica ainda algumas características dos sistemas, como a
complexidade, para o autor, um sistema é considerado complexo quando a quantidade
de partes e elementos que o compõe ultrapassa uma determinada barreira da qual não é
mais possível a relação de todos os elementos uns com os outros, sempre que esta
situação se verifique, o sistema passa por um processo de selecção. Introduz também o
conceito de autopoiesis, definindo como uma qualidade interna do sistema, sendo
intocável e imperceptível de fora, o termo denomina a um elemento, um processo, é
para si próprio, isto é a forma como um sistema é independente e não influenciado pela
interpretação ou observação dos outros.

O autor afirma ainda que nenhum sistema pode evoluir dentro de si próprio, se o
ambiente não tivesse variações diferentes do sistema, os dois entrariam em perfeita
concordância não existindo espaço para a evolução, ou esta, encontraria um fim rápido
pois o sistema estaria sempre num estado de perfeita adaptação.

Para Luhman a sociedade é concessionada como um sistema, independente dos


indivíduos que a compõe, o social deveria ser estudado através da observação da
comunicação do sistema social tanto entre o meio que se insere mas também entre os
outros sistemas.

Sendo assim a maior crítica que poderá ser feito a Luhman, é que ao contrário de
Becker, assim como de Blumer, este esqueceu o ser humano, concentrando-se apenas
nos mecanismos estruturais e nos mecânicos, tornando o ser humano um ser passivo
sem opinião, que apenas se encontra no sistema para o perpetuar e servi-lo, deixando o
ser humano na posição de um boneco controlado pelo sistema e pelo meio.

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VI- Conclusão

Durante este trabalho apercebi-me das múltiplas formas de ver a sociedade


apresentadas pelos teóricos que estudamos na disciplina de Correntes Actuais da
Sociologia I.

Apesar de estas parecerem á primeira vista situação teóricas dispares e sem qualquer
ligação, essa primeira percepção está errada, pois as mesmas são capazes de se
complementar, pois nenhum sociólogo pode dar relevo a todos os fenómenos que
vivencia, mas aliando os seus conhecimentos a outros esse objectivo pode ser
alcançado.

A minha concepção de sociedade apesar de todas estas teorias ainda é um pouco


vaga, mas eu tentaria, defini-la como um produto da construção dos indivíduos, que
apesar de ser a construção dos mesmos, transcendendo-os, tendo estruturas pré
formadas para que este se possam sentir guiados durante o seu percurso, para que
sintam que têm um papel a desempenhar. Enquanto o social pode ser entendido pelas
interacções dos indivíduos, no seu quotidiano, das relações que os mesmos estabelecem
entre si e da construção de significados e símbolos para que possam interagir.

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VII- Bibliografia

GIDDENS, Anthony (2004) – Sociologia. 4.ª. ed. Lisboa: Fundação Calouste


Gulbenkian. ISBN 972-31-1075-X.

BECKER, Howard S.; Outsiders (Uma Teoria da Acção Colectiva), Zahar Ed., 1980

BLUMER, Herbert; Principles of Sociology, Barnes&Noble Books, 1969

HABERMAS, J.; Théorie de l'Agir Communicationnel, vol. I e vol. II , Fayard Ed.,


LUHMANN, Niklas; The differentiation of society, Columbia University Press, 1982

MARCUSE, Herbert;A Ideologia da Sociedade Industrial, Zahar Editores, 1982

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