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PRINCÍPIO e FUNDAMENTO: “o MAIS que há em ti...

Descobrimos na entranha da natureza humana a força do “magis”, a exigência


de infinito e de transcendência que todo ser humano carrega no seu eu mais
profundo, impedindo-o de instalar-se na mediocridade de sua vida.
Todo ser humano vive, nas raízes do seu coração, uma tensão para o “mais”, que sacode o adormecimento
ou a satisfação descompromissada, na qual poderia sentir a tentação de instalar-se.
Nada mais contrário ao “mais” que a vida instalada e de alguma maneira acomodada, que consistiria na
pura repetição mecânica dos mesmos gestos e das mesmas ações.
Também se opõe ao dinamismo do “mais” uma existência estabilizada de uma vez para sempre, tendo
pontos de referência fixos, definitivos, tranquilizadores...
Numa vida assim faltaria por completo o princípio da novidade, da criatividade, a capacidade de
questionar-se e de uma orientação nova, a audácia de arriscar, de fazer caminhos ainda não percorridos ou
abertos à aventura e às surpresas.

“Mais”: significa o dinamismo mesmo da vida. O ser humano é habitado por um


processo de crescimen-
to em todas as dimensões de seu ser (corpo, mente, afetividade,
coração...). É assim que a vida, em lugar de estancar-se em si mesma no
mecanismo de repetição, se converte em história, atravessada por uma
busca e uma vontade de construção contínua de si mesma.
Para aquele que deixa manifestar no coração de sua vida a inquietude
que o habita, o “mais” vem remover e questionar a satisfação
demasiado tranquila e fácil.
O “mais” nunca se identifica com a mediocridade; ele sempre pede ir
mais longe, mesmo que seja a preço de muita luta e esforço.
Em 1º lugar, luta para sacudir o torpor e a preguiça. Porque não há vida
aberta verdadeiramente ao “mais” que não seja levada pela coragem
de empreender, de realizar, de resistir...
“Querer e buscar mais” significa não contentar-se com um
compromisso reduzido, com um fechar-se num mundo pequeno, no qual
o dinamismo do desejo aberto ao infinito se afoga.
A expansão de horizontes e de sonhos deve ser buscada no mais íntimo do
coração, mediante o descentramento de si mesmo, como impulso para os
“grandes espaços”.
Quem se deixa queimar pela exigência do “mais” lhe resulta impossível instalar-se no “meio-termo”.
É isso justamente que acontece no processo dos Exercícios: o que desbloqueia a força do “mais” e do
compromisso é o encontro com a pessoa e a vida real de Jesus Cristo.
Certamente, para seguí-Lo, é necessário sacudir de si toda forma de apatia e de fraqueza, e rechaçar toda
tendência à acomodação e toda tentação de apegar-se a medidas muito reduzidas, ao tédio e ao costume.
O discípulo pela metade não pode ser discípulo. Não servem as “entregas” pela metade. Não pode
contentar-se com “amor a prestações”, com retalhos de vida.
“Conheço tua conduta: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim,
porque és
morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar de minha boca!” (Apoc. 3,15).

Aquele que é habitado conscientemente pelo chamado do “mais”, despertado


nele pelo encontro fascinante com Jesus Cristo, se sente convidado a renovar
constantemente a relação viva com Ele.
Para isso sabe que deve lutar contra seu próprio descuido e contra a força
corrosiva da rotina.
O “mais” está nele porque foi criado à imagem do Filho de Deus, e chamado a
crescer em conformidade
com Ele. É Cristo Jesus, verdadeira “medida” do ser humano, quem
sacode nossa preguiça, nossa acomodação, nossa fuga a um mundo
construído a partir de nós e para nós...
Nascemos para o “mais”: mais que aquilo que já realizamos, mais que aquilo
que já possuímos.
Porque esse “mais” não é segundo nossa medida, senão segundo a medida de
Cristo. Daí que é Jesus Cristo quem no-lo revela em cada etapa de nossa vida e
em todas
as situações em que possamos nos encontrar.
Textos bíblicos: Ef. 4,1-16 Rom. 12,3-13 Ef. 1,15-23

Na oração: orar na transparência e na verdade de nosso coração, é


deixar liberar em nós, em sua verdade mais autêntica, a
exigência do “mais” que nos habita, desse verdadeiro “mais” sem o
qual não podemos chegar a ser plenamente nós mesmos.