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Pensa um pouco

Lê cada ponto com cuidado e pensa sobre isso durante um segundo


ou dois:

1. Gosto de ti não só por causa de quem és, mas também por causa
de quem eu sou quando estou contigo.

2. Nenhum homem e nenhuma mulher é digno/a das tuas lágrimas, e


aquele ou aquela que o é, não te fará chorar.

3. Apenas porque alguém não te ama da maneira que gostarias, isso


não significa que ele ou ela não te ame com tudo o que têm.

4. Um/a verdadeiro/a amigo/a é aquele/a que procura segurar a tua


mão quando cais e te toca no coração.

5. A pior maneira de sentir a falta de alguém é estar sentada


exactamente a seu lado sabendo que não a podemos ter.

6. Nunca franzas o sobrolho, mesmo quando estiveres triste, porque


nunca sabes quem se pode estar a apaixonar pelo teu sorriso.

7. Para o mundo todo podes ser apenas uma pessoa, mas para uma
pessoa podes ser o mundo todo.

8. Não gastes o teu tempo num homem ou numa mulher que não
esteja disposta a gastar o seu tempo contigo.

9. Talvez Deus queira que nós encontremos algumas pessoas erradas


antes de encontrar a certa, para que quando encontremos a certa
saibamos ser gratos.

10. Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu.

11. Sempre haverá pessoas que te magoem, por isso o que tens de
fazer é continuar a confiar e ser apenas mais cuidadoso acerca de
quem confias para a próxima.

12. Faz de ti uma pessoa melhor e procura conhecer-te antes de


procurares conhecer outra pessoa e esperares que ela saiba quem tu
és.

13.Não tentes tanto, as melhores coisas acontecem quando não estás


à espera delas.
Profissão: Mãe

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carta de condução.

Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem
saber bem como se classificar.

- "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.

- "Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."

- "Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para


isso", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei


em situação idêntica.

A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de


carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do género
'oficial inquiridor'.

- "Qual é a sua ocupação?" perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-


me da boca para fora:

- "Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento


Infantil e das Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar


para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti
pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta,


no questionário oficial.

- "Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz
exactamente nesse campo?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a


responder:

- "Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o


tem), em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro
e fora de casa). Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já
passei quatro provas (todas meninas). Claro que o trabalho é um dos
mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher
discorda???) e frequentemente trabalho 14 horas por dia (para não
dizer 24...).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que


acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me
abriu a porta.

Quando cheguei a casa, com o troféu da minha nova carreira erguido,


fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7
e 3 anos. Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo
experimental (uma bebé de seis meses) do programa de
desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz.

Senti-me triunfante! Tinha conseguido derrotar a burocracia! E fiquei


no registo do departamento oficial como alguém mais diferenciado e
indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"!

Maternidade... Que carreira gloriosa! Especialmente quando se tem


um título na porta. Assim deviam fazer as avós: "Associada Sénior de
Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relaões
Humanas" e as bisavós: "Executiva-associada Sénior de Pesquisa". Eu
acho!!! E também acho que para as tias podia ser "Assistentes
associadas de Pesquisa".
Coisas Tristes

Todos os anos um número impressionante de rapazes e raparigas


abandonam a escola, antes de cumprirem a escolaridade obrigatória,
isto é, sem completarem o 9º ano de idade e/ou tendo menos de 16
anos de idade. São cerca de 30 mil a 40 mil os que engrossam as
fileiras dos sérios candidatos à desinserção sócio-profissional futura,
com riscos acrescidos para trajectos marginais, a que frequentemente
ligamos o consumo de drogas ou a pequena delinquência. Mesmo
daqueles que, felizmente, não chegam a tal, muitos são os que se
arriscam a ampliar as estatísticas da exploração por trabalho infantil,
fora os que olharão sempre para si próprios e para o seu trajecto
escolar com a ideia de falha, de fracasso, de inépcia e de
desadequação face a expectativas pessoais e familiares. Enfim,
crianças e adolescentes candidatos a adultos com frágil auto-estima,
pouca capacidade de empenho, perseverança e luta, face às naturais
adversidades do dia-a-dia das sociedades mais avançadas.

Mas porque se falha tanto na escola, mesmo quando existe um


potencial intelectual e cognitivo que, em teoria, permitiria avançar
bastante mais? Se não existe qualquer "handicap" físico, se não se
detecta qualquer falha ou incapacidade orgânica, porque será que,
todos os anos, milhares de alunos necessitam de necessidades
educativas especiais? E, acima de tudo, o que se propõe como forma
de resposta a estes casos em que as condicionantes emocionais, leia-
se dificuldades psicológicas importantes (transitórias ou duradouras),
comprometem um mais adequado trajecto escolar, quer do ponto de
vista de aprendizagem, quer no que diz respeito a comportamento?

O que se passa em Portugal é que não existe uma resposta eficaz e à


altura para fazer face a estas situações que cada vez mais tornam
impotentes os professores, deixam pais sem uma ajuda eficaz e
adiam a possibilidade de reversão de trajectos de risco de tantos e
tantos dos mais pequenos. Porquê?

Em primeiro lugar, porque não existe ainda a aceitação de que a


organização do mundo interior condiciona a forma como o potencial
de base intelectual se expressa de maneira mais ou menos adequada.
Não basta ser inteligente para aprender; é preciso ter-se a
maturidade necessária em cada fase do desenvolvimento emocional,
a par de uma estimulação sócio-familiar adequada, quer na qualidade
de presença e referência afectiva (e também na sua constância
temporal) que ama e contém, para que a criança e o adolescente se
organize interiormente e desenvolva um desejo de conhecer e
aprender que, como facilmente se constata quando as coisas correm
bem, se reflecte de várias maneiras positivas, como a curiosidade ou
a capacidade de investir em tudo o que a cerca.
Quando tal não acontece, é muito mais difícil aprender, tirando
partido de tudo aquilo que a escola pode oferecer. E, se assim for,
qual a maneira mais habitual de expressar esse mesmo mal-estar?
Através do comportamento, quer ele seja expresso pelos padrões
mais habituais da instabilidade, da hiperactividade ou mesmo da
agressividade ou destrutividade. Outros, porém, fazem-no
preferencialmente pela forma inversa, ou seja, aquela em que
predominam as inibições, com um desinvestimento, alheamento ou
retirada feita de forma mantida. Não maçam tanto, não dão tantos
sinais que incomodam o outro, mas, igualmente, sofrem. Porque, de
verdade, todo aquele que faz da escola um problema para si, ou para
os outros, é um rapaz ou uma rapariga em profundo sofrimento. Um
mal-estar que só assim encontra expressão, uma dificuldade que,
como todas as outras do ser humano, espera compreensão para que,
finalmente, haja um alívio. E quantos não são os pais que ameaçam
fechar escolas porque não resistem à presença de alunos muito
problemáticos, ou quantos não são os professores que, anualmente,
apresentam baixa psiquiátrica por situações de desequilíbrio
emocional ligado ao desempenho da sua função?

É por isso que as dificuldades de aprendizagem e os problemas de


comportamento em meio escolar constituem a primeira causa de
consultas em adolescentes e crianças a partir dos seis anos de idade.
Aliás, um livro sobre a experiência de Eduardo Marçal Grilo à frente
do Ministério da Educação foi intitulado "Difícil é Sentá-los". É
também pelas mesmas razões que, qualquer resposta que se pense
para estas situações sem considerar o peso emocional nas
dificuldades escolares, não terá grandes resultados futuros. Que
fizeram as pessoas de ensinamentos como o de João dos Santos, que
bem falou destes problemas e, entre outras questões, desenvolveu
em Portugal o conceito de uma pedagogia terapêutica?

Mas o que acontece hoje em dia é que se insiste em passar ao lado


de toda uma realidade que demonstra que a grande maioria dos
alunos que necessita de necessidades educativas especiais cai dentro
de parâmetros relativos às dificuldades emocionais. Dito de outra
maneira, é muito mais comum vermos nas nossas escolas estes
casos do que outros para os quais o sistema está mais bem pensado,
como nas situações de limitação física, motora ou sensorial (e mesmo
aí...). Talvez por isso é que, quando se toma contacto com muitas
escolas, o que mais se ouve é uma vaga de queixas sobre situações
para as quais não existem verdadeiras respostas, ou porque os
professores não as compreendem, ou até as percebem mas não
sabem ou não podem actuar, os pais se perdem, não comparecem ou
até fogem, e os mais novos esperam, falhando, até mais tarde ou
mais cedo saírem do sistema e aí, então para muitos, deixarem de
incomodar. Ou talvez seja pelo mesmo motivo que, perante a
ausência ou a ineficácia de medidas adequadas, de quem não
percebe ou não quer ver a verdadeira raiz dos problemas, surjam
medidas como o aumento de medidas repressivas como forma
exclusiva de contenção de comportamentos, ou a eventual extinção
dos Serviços de Psicologia e Orientação das escolas, apenas
perceptível se alguém achar que o seu trabalho não merece atenção
e louvor (claro está que se trata justamente do contrário).

Há não muito tempo atrás, um rapaz que frequentava o primeiro ciclo


numa zona próxima da cidade de Lisboa, foi tema de capa de um
conhecido semanário. Revoltados perante as situações de ameaça
vividas pelos seus filhos, sem resposta real da escola ou de alguém
capaz de conter a agressividade expressa desta criança, os pais
fecharam a escola a cadeado, num acto patético de justiça popular.
Esse rapaz tinha então dez anos. Observado posteriormente em
consulta de saúde mental, pôde melhorar o suficiente para ser
integrado de uma forma muito mais adequada e conseguir progredir
no seu trajecto escolar. Sobre um dos seus desenhos de então contou
a seguinte história:

"Era uma vez um menino que só pensava de coisas tristes e asneiras.


Ele tinha uma casa muito feia, toda partida. Um dia fez-se feliz e teve
uma casa nova, jardim novo e pôde brincar o dia todo. Até que
noutro dia ele achou um lindo jardim e perguntou:

'Posso ir brincar lá para fora?'

E a mãe disse que sim.

E depois, o menino disse assim à mãe:

'Porque é que agora a gente é feliz?

Porque já vivemos no mundo lindo.'

E assim foram felizes para sempre."