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REVISÃO

FUNÇÕES DA
LINGUAGEM
REFERENCIAL
 Exemplo de uma notícia

Na passada terça-feira, dia 22 de setembro de 2015, o


real teve a maior desvalorização da sua história. Nesse
dia foi preciso desembolsar R$ 4,0538 para comprar um
dólar. Recorde-se que o Real foi lançado há mais de 20
anos, mais precisamente em julho de 1994.
EMOTIVA
 Exemplo de e-mail da mãe para os filhos

Meus amores, tenho tantas saudades de vocês … Mas


não se preocupem, em breve a mamãe chega e vamos
aproveitar o tempo perdido bem juntinhos. Sim,
consegui adiantar a viagem em uma semana!!! Isso
quer dizer que tenho muito trabalho hoje e amanhã....
Quando chegar, quero encontrar essa casa em ordem,
combinado?!?
FÁTICA
 Exemplo de uma conversa telefônica

— Consultório do Dr. João, bom dia!


— Bom dia! Precisava marcar uma consulta para o
próximo mês, se possível.
— Hum, o Dr. tem vagas apenas para a segunda
semana. Entre os dias 7 e 11, qual a sua preferência?
— Dia 8 está ótimo.
CONATIVA OU APELATIVA
 Exemplos

Vote em mim!

Entre. Não vai se arrepender!

É só até amanhã. Não perca!


POÉTICA
 Exemplos

“... a lua era um desparrame de prata”. (Jorge Amado)

b) “Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa.”


(Texto publicitário)

c) Se eu não vejo
a mulher
que eu mais desejo
nada que eu veja
vale o que
eu não vejo
(Daniel Borges)
METALINGUÍSTICA
 Exemplo

Escrever é uma forma de expressão gráfica. Isto


define o que é escrita, bem como exemplifica a função
metalinguística.
RECURSOS
ESTILÍSTICOS:

FIGURAS DE
LINGUAGEM
Figuras de linguagem: são recursos
estilísticos utilizados no nível dos:
 SONS;
 PALAVRAS;
 SIGNIFICADO;
 ESTRUTURAS SINTÁTICAS.

para dar maior valor expressivo à


linguagem.
FIGURAS SONORAS
TRABALHA COM O SOM DAS PALAVRAS

1 - Onomatopeia: palavras especialmente criadas


para representar sons específicos (vozes de animais,
ruídos, barulhos da natureza).

 Ah! – grito Ha Ha Ha!– risos


 Au! – latido Atchim! - espirro
 Clap! – palmas Cof, Cof - Tosse
 Nhec – rangido Buáá! – choro
 Tic-tac! – relógio Tchibum – mergulho
 Zzz! – dormindo Splash – mergulho
2 - ALITERAÇÃO: repetição de um mesmo som consonantal.
Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas
Brincam nos tempos das Berlindas
As vindas vendo das varandas.
(Fernando Pessoa)

3 - ASSONÂNCIA: efeito semelhante ao da aliteração a partir da


repetição de sons vocálicos em sílabas tônicas.

“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras.”


— Cruz e Sousa (assonância em A)

“João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento.”


— Carlos Drummond de Andrade (assonância em O)

4 - Paronomásia: semelhança sonora e gráfica entre palavras de


significado distintos (parônimos – eminente/iminente).
"Aquela cativa
que me tem cativo
porque nela vivo
já não quer que viva"
(Camões, Redondilhas)
FIGURAS DE PALAVRAS –
CONSISTE NA SUBSTITUIÇÃO DE UMA PALAVRA POR OUTRA

1 - Metonímia: ocorre quando uma palavra é utilizada em


lugar de outra, para designar algo que mantém uma relação de
“proximidade” com o referente da palavra substituída.

Parte pelo todo: " o bonde passa cheio de pernas (pernas = pessoas)."
(Carlos Drummond de Andrade)

Continente ( o que contém) pelo conteúdo ( o que está contido): A


fome era tamanha que o homem comeu todo prato de arroz.
(Continente: todo o prato; conteúdo: arroz).

Autor pela obra: Ouvi Mozart com emoção. ( a música de Mozart)

Marca pelo produto: O meu irmãozinho adora danone.(Danone é a marca


de um iogurte; o menino gosta de iogurte).
2 - PERÍFRASE: figura de linguagem na qual substituímos um
nome/substantivo por uma expressão que lembre um aspecto,
qualidade ou característica.
o A cidade maravilhosa – Rio de Janeiro

Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o


nome de antonomásia.
 O Rei do Rock - Elvis Presley

 O Rei do Futebol - Pelé

 A Rainha dos baixinhos - Xuxa

3 - SINÉDOQUE: consiste em empregar o todo pela parte, ou


vice-versa, do mais para o menos, ou vice-versa.
 “Nunca tive um teto para me abrigar”. (casa)

 “O francês cultiva a arte culinária”. (os franceses)


4 - Comparação: semelhante à metáfora usada para demonstrar
qualidades ou ações de elementos.

Bateram-lhe como nunca tinham visto. você é tão bonita quanto o


Rio de Janeiro em maio e quase tão bonita quanto a Revolução
Cubana (Ferreira Gullar )

5 - Metáfora: figura de estilo (ou tropo linguístico), que consiste na


comparação de dois termos sem o uso de um conectivo.

"Amor é fogo que arde sem se ver" — Luís de Camões


“Meu coração é um balde despejado” — Fernando Pessoa

COMPARAÇÃO - METÁFORA

O Sr. Vivaldo é esperto como uma raposa. O Sr. Vivaldo é uma


raposa
(comparação metafórica) (metáfora)
6 - Catacrese: na falta de uma palavra específica para designar
determinado objeto, utiliza-se uma outra a partir de alguma semelhança
conceitual.
 O pé da mesa estava quebrado.
 Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.
 A cabeça do prego está torta.
 A asa da xícara quebrou-se.

7 - Sinestesia: associação, em uma mesma expressão, de


sensações percebidas por diferentes órgãos de sentido.

 "Vamos respirar o ar verde do outono" (autor desconhecido)


(respirar = olfato / verde = visão, no sentido das cores)
 "Sempre havia, ao amanhecer, uma cor estridente no horizonte"
(Giuliano Fratin)
(cor = visão / estridente = audição)
 "Era uma sonoridade aveludada como a superfície de uma flor"
(Giuliano Fratin)
(sonoridade = audição / aveludada = tato)
FIGURAS DE PENSAMENTO
TRABALHA COM AS IDEIAS

1 – Antítese: Consiste na utilização de dois termos


que contrastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação de
palavras ou expressões de sentidos opostos.
o "O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa)
o O corpo é grande e a alma é pequena.
o "Quando um muro separa, uma ponte une.“

2 – Paradoxo: Consiste numa proposição aparentemente absurda,


resultante da união de ideias contraditórias.
o Na reunião, o funcionário afirmou que o operário quanto mais
trabalha mais tem dificuldades econômicas.

3 – Eufemismo: Consiste em empregar uma expressão mais suave,


mais nobre ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera,
desagradável ou chocante.
 Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (=
morreu)
 O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (=roubou)
 Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)
4 - Ironia é a figura de linguagem que consiste no emprego de
uma palavra ou expressão de forma que ela tenha um sentido
diferente do habitual e produza um humor sutil. Para que a ironia
funcione, esse jogo com as palavras deve ser feito com elegância,
de uma maneira que não deixe transparecer imediatamente a
intenção.
 “ Fale mais alto, porque de lá da esquina não está dando para
ouvir”

5 – Hipérbole: É a expressão intencionalmente exagerada com


o intuito de realçar uma ideia.
o Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
o "Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo Bilac)

6 - Prosopopeia ou Personificação: Consiste em atribuir ações


ou qualidades de seres animados a seres inanimados, ou
características humanas a seres não humanos. Observe os
exemplos:
 As pedras andam vagarosamente.
 A floresta gesticulava nervosamente diante da serra.
 O vento fazia promessas suaves a quem o escutasse.
7 – Apóstrofe: Consiste na "invocação" de alguém ou de
alguma coisa personificada, de acordo com o objetivo do discurso
que pode ser poético, sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo
chamamento do receptor da mensagem, seja ele imaginário ou
não.
o ‘Moça, que fazes aí parada?”
o "Pai Nosso, que estais no céu...“

8 – Gradação: Consiste em dispor as ideias por meio de


palavras, sinônimas ou não, em ordem crescente ou
decrescente. Quando a progressão é ascendente, temos
o clímax; quando é descendente, o anticlímax.
 Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana com
seus olhos claros e brincalhões...
 "Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu amor".
(Olavo Bilac)
 "O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se."
(Padre Antônio Vieira)
FIGURAS DE SINTAXE OU DE
CONSTRUÇÃO
MODO COMO AS PALAVRAS COMBINAM NA ORAÇÃO

1 – Elipse: Omissão de uma ou mais palavras, sem prejudicar


o sentido da frase.

o Ontem, nebulosidade, hoje, sol e amanhã, chuva.


(Ontem tinha nebulosidade, hoje tem sol e amanhã terá
chuva.)
o Na árvore, flores e frutos. (Na árvore existe flores e frutos.)

2 – ZEUGMA: Trata-se de um caso especial de elipse, quando o


termo omitido já tiver sido expresso anteriormente.

o Vamos jogar, só nós dois? Você chuta para mim e eu para


você . ( = e eu chuto para você)
o Ele prefere cinema; eu, teatro. (= eu prefiro teatro)
3 – Anacoluto: Consiste na quebra da estrutura sintática
da oração, qual se introduz uma palavra ou expressão que
fica solta, sem ligação sintática com outros termos.
• “Eu, porque sou mole, você fica abusando”
• “O filme que vi ontem, eu achei que você ia adorar.”
• “Ele, nada podia assustá-lo.”

4 – Anáfora: Repetição da mesma palavra ou expressão


no início de versos ou frases seguidas.
• “Acorda, Maria, é dia
de matar formiga
de matar cascavel
de matar estrangeiro
de matar irmão
de matar impulso
de se matar”.
Carlos Drummond de Andrade
5 – Hipérbato: Consiste na inversão brusca da posição
normal dos termos de uma oração ou das orações de um
período.
o Sujeito+ Verbo+Complemento+Adjunto Adverbial
Paulo comprou um DVD ontem.
Um DVD, Paulo comprou ontem.

• "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas


De um povo heroico o brado retumbante.”
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante
de um povo heroico.

6 – Sinquise: Inversão radical da ordem típica da oração,


podendo provocar ambiguidade ou dificultar a compreensão
do que está sendo dito.

o Um cãozinho tinha Paulo bonito e fofinho.


7 – Polissíndeto: Uso de conjunções, especialmente as aditivas
(e, nem).
• “...Ocupados como quem lavra a existência, e planta, e colhe,
e mata, e vive, e morre, e come.” (Clarice Lispector)

8 – Assíndeto - Ocorre quando há a supressão (retirada) do


conectivo (conjunção).
 O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o
público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do palco.

9 – Pleonasmo: Consiste no uso simultâneo de termos


diferentes, porém, com o mesmo sentido, para realçar uma ideia
ou deixá-la mais clara.

• “ Vi, claramente visto, o lume vivo.” (Camões)


10 – Silepse: Concordância feita com a ideia que se quer
transmitir, e não com os termos presentes na oração.
o Gênero: Vossa Excelência esta cansado.
o Número: O pessoal ficou triste e sairam correndo.
o Pessoa: Os brasileiros gostamos dele.
RELAÇÃO ENTRE FONEMA E LETRA
Encontro consonantal: é a sequência de duas ou mais
consoantes na mesma sílaba ou não.

BL: blo-co PR e NT: pran-to CL: cla-ve DR: vi-dro


FL: fla-ne-la FR e NQ: fran-que-za GN: dig-no
MN: mne-mô-ni-co PN: pneu PT: pte-ri-dó-fi-to TM: rit-mo

Dígrafo: é o grupo de duas letras que representa um único


fonema. São dígrafos da língua portuguesa: lh, nh, ch, rr, ss, qu
(seguidos de e ou i), gu (seguidos de e ou i), sc, sç, xc e xs.

Dígrafo vocálico Dígrafo Consonantal


dente sombra passeio
mundo desço molho
conta cheiro queijo
sombra ascenção ninho
tampa excelência correio
DIVISÃO SILÁBILICA:
1 – Não se separam as vogais de ditongos e tritongos: pai-xão, i-guais.
2 – Separa-se o ditongo do hiato, quanto aparecem juntos: mei-a, boi-a, sa-
iu.
3 – Separam-se as consoantes dos dígrafos rr, ss, sc, sç, xc: bar-ro, pas-so,
as-cen-der, des-ço, ex-ce-len-te.
4 – Separam-se as vogais dos hiatos: mo-í-do, ba-ú.
5 – Não se separam os dígrafos lh, nh, ch, gu, qu: ga-lho, vi-nho, cha-ma,
guer-ra, bos-que.
6 – Não se separam da sílaba anterior as consoantes que não forem
seguidas de vogal: ap-to, ad-mis-são.
7 – Não se separam os encontros consonantais que iniciam palavras: gno-
mo, pneu-má-ti-co.
8 – Os prefixos (des-, in-, sub-) desmembram-se para formar outra sílaba
quando seguidos de vogal: de-su-ni-ão, i-ne-vi-tá-vel, su-ben-tem-der.
SÍLABA TÔNICA

 Oxítonas: quando a sílaba tônica (mais forte) é a


última: será, você, vapor, anzol, atum, carijó.
 Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a
penúltima: difícil, hífen, carrinho, agasalho.
 Proparoxítona: quando a sílaba tônica é a
antepenúltima: última, pântano, límpido, mágico,
escândalo.
REGRAS GERAIS PARA ACENTUAÇÃO
 PROPAROXÍTONAS: Todas as proparoxítonas são
acentuadas em português: lâmpada, fósforo, música,
amássemos

o PAROXÍTONAS: São as mais numerosas na língua e, por


isso, não recebem acento (a não ser que constituam um dos
casos especiais). São acentuadas as paroxítonas terminadas
em:
I, IS, U, US>>> júri, júris, táxi, táxis, grátis, bônus, Vênus
L, N, R, X, PS>>> míssil, fóssil, hífen, abdômen, revólver,
clímax, bíceps
Ã, ÃS, ÃO, ÃOS>>> ímã, ímãs, órfão, órfãos
ON, ONS>>> íon, elétron, elétrons...
UM, UNS>>> álbum, álbuns...
Paroxítonas terminadas em ditongo oral seguido ou não de s>>>
ginásio, ingênuo, difíceis, cópia, ciência...
*Com a Reforma Ortográfica, deixam de ser acentuados os
ditongos abertos das paroxítonas>>> heróico – heroico, idéia
– ideia, assembléia – assembleia

Acentuam-se o I e U tônicos quando não formam ditongo com a


vogal anterior, estando sozinhos na sílaba ou seguidos apenas
de S>>> sa-í-da, sa-ú-de, e-go-ís-mo...
*Se o I for seguido de NH não será acentuado>>> rainha,
bainha.

 OXÍTONAS: Acentuam-se os oxítonos terminados em a (as),


e (es), o (os), em, ens>>> Paraná, café, cipó, após, ninguém ,
parabéns

 Acentuam-se os ditongos abertos (éi), (éu), (ói)*, quando


tônicos>>> céu, céus, papéis, herói...

 MONOSSÍLABOS TÔNICOS: Acentuam-se os


monossílabos tônicos terminados em a (as), e (es), o (os)>>>
lá, fé, pó, nós, pés, lê, vê
 Os verbos TER e VIR>>> na terceira pessoa do plural, recebem
acento:
Ela tem vários sapatos, eles têm apenas um.
Elas vêm de avião; ele vem de carro.

o “CREDELEVE”
Com a Reforma Ortográfica: esses verbos e seus derivados deixam de
ser acentuados - creem, descreem, releem.

o ACENTO DIFENRECIAL - Não

PARA, PÁRA - PARA, PARA


PÊRA, PERA - PERA, PERA
PELO, PÉLO, PÊLO - PELO, PELO, PELO

 ACENTO DIFERENCIAL - OBRIGATÓRIO


PODE, PÔDE
POR, PÔR (verbo)
FORMA (formato), FÔRMA (substantivo)
USO DO HÍFEN: Regra geral - Usa-se o hífen nas palavras
compostas quando o primeiro termo está representado por um
substantivo, adjetivo, numeral ou verbo.

Abaixo-assinado, Ano-luz, Longa-metragem, Porta-luvas,


Primeiro-ministro, Bate-boca, Conta-gotas, Má-fé

• FORMAS COM UMA • FORMAS COM DUAS


ETNIA – Sem hífen OU MAIS ETNIAS – com
hífen

 AFRODESCENDENTE
 ANGLOFALANTE AFRO-BRASILEIRO
 EUROCÊNTRICO ANGLO-SAXÃO
 LUSOFONIA EURO-ASIÁTICO
LUSO-AFRICANO
o Com hífen:
Para e manda:
Para-lamas, Para-choque, Para-brisa, Manda-lua, Manda-tudo
Exceção: Mandachuva, Paraquedas (e seus derivados)

Palavras compostas que dão nome a espécies botânicas e


zoológicas : ABÓBORA – MENINA, BEM-TE-VI, COCO-DA-
BAÍA, COUVE-FLOR, ERVA-DOCE, JOÃO-DE-BARRO

Adjetivo composto que se refere ao lugar onde se nasce:


BELO-HORIZONTINO, MATO-GROSSENSE, MATO-
GROSSENSE-DO-SUL, JUIZ-FORANO
• Hífen quando o • Usa-se hífen se o
primeiro elemento segundo elemento inicia
for: além, aquém, com H:
recém, bem e sem:  ANTE-HISTÓRICO

 ANTI-HIGIÊNICO
 ALÉM-ATLÂNTICO
 AUTO-HUMILHAÇÃO
 ALÉM-FRONTEIRAS
 CONTRA-HARMÔNICO
 AQUÉM-MAR
 GEO-HISTÓRIA
 RECÉM-CASADO  NEO-HELÊNICO
 BEM-HUMORADO  PROTO-HOMEM

 BEM-NASCIDO  PSEUDO-HUMANISTA

 BEM-ESTAR  SEMI-HOSPITALAR

 SOBRE-HUMANO
 SEM-CERIMÔNIA
 ULTRA-HUMANO
 SEM-NÚMERO
• 1º ELEMENTO TERMINA • 2º ELEMENTO COMEÇA
COM A MESMA VOGAL COM VOGAL
DO 2º ELEMENTO – com DIFERENTE DO 1º
hífen ELEMENTO - sem hífen
 ANTI-INFLACIONÁRIO  ANTEAURORA
 ARQUI-INIMIGO
 ANTIAÉREO
 AUTO-OBSERVAÇÃO
 AEROESPACIAL
 CONTRA-ARGUMENTO
 AGROINDUSTRIAL
 EXTRA-ATMOSFÉRICO
 AUTOAJUDA
 INFRA-ASSINADO
 CONTRAINDICAÇÃO
 MICRO-ONDAS
 INFRAESTRUTURA
 MULTI-
INSTRUMENTALISTA  PLURIANUAL

 SEMI-INTEGRAL  SEMIÁRIDO

 SOBRE-EXALTAR  SOCIOECONÔMICO
 SUPRA-AXILAR  ULTRAELAEVADO
• 2º ELEMENTO • Co-, pro-, pre, re unem-se ao
COMEÇA COM R OU S segundo elemento, mesmo
– dobra o “r” ou “s” – quando este é iniciado por o ou
e:
sem hífen
 COOPERAR, COAUTOR,
 ANTIRRELIGIOSO COEDITOR, PROEMBRIÃO,
 ANTISSEMITA  PREENCHIDO, REESCREVER
 BIORRITMO

 CONTRARREGRA • Os prefixos pós-, pré-, pró-


 CONTRASSENHA separam-se por hífen quando o
segundo elemento tiver vida à
 ELETROSSIDERURGIA
parte:
 EXTRARREGULAR  PÓS-BIBLICO, PÓS-
 INFRASSOM DOTOURADO, PRÉ-
ANESTÉSICO, PRÉ-
 MACRORREGIÃO
CARNAVALESCO, PRÓ-
 MICROSSISTEMA MEMÓRIA, PRÓ-REITOR
 MINISSAIA

 ULTRASSONOGRAFIA
GRAFIA
 Viagem é substantivo e é escrito com G: A viagem foi
excelente.
 Viajem é verbo conjugado na 3ª pessoa e é escrito com J
do verbo viajar: Espero que eles viajem bem.
Acender - pôr fogo a Aço - ferro temperado
Ascender - elevar-se, subir Asso - do v. assar

Acento - inflexão de voz, tom de voz, Anticéptico - contrário ao


acento cepticismo
Assento - base, lugar de sentar-se Antisséptico - contrário ao
pútrido; desinfetante
Acessório - pertences de qualquer
instrumento ou máquina; que não é Asar - guarnecer de asas
principal Azar - má sorte, ocasionar
Assessório - diz respeito a assistente,
adjunto ou assessor Brocha - tipo de prego
Broxa - tipo de pincel
Caçado - apanhado na caça Censual - relativo a censo
Cassado – anulado Sensual - relativo aos sentidos

Cardeal - principal; prelado; ave; Cerra - do verbo cerrar (fechar)


planta; ponto (cardeal) Serra - instrumento cortante;
Cardial - relativo à cárdia montanha; do v. serrar (cortar)

Cartucho - carga de arma de fogo Cerração - nevoeiro denso


Cartuxo - frade de Cartuxa Serração - ato de serrar

Cédula - documento Cerrado - denso; terreno murado;


Sédula - feminino de sédulo part. do v. cerrar (fechado)
(cuidadoso) Serrado - particípio de serrar
(cortar)
Cegar - tornar ou ficar cego
Segar - ceifar Cessão - ato de ceder
Sessão - tempo que dura uma
Cela - aposento de religiosos; assembleia
pequeno quarto de dormir Secção ou seção - corte, divisão
Sela - arreio de cavalgadura

Censo - recenseamento
Senso - juízo
Cevar - nutrir, saciar Comprimento - extensão
Sevar - ralar Cumprimento - ato de cumprir,
saudação
Chá - infusão de folhas para
bebidas Concelho - município
Xá- título do soberano da Pérsia Conselho - parecer
Concílio - assembléia de prelados católicos
Consílio
Cheque - ordem -de
conselho
pagamento Concerto - sessão musical; harmonia
Xeque - perigo; lance de jogo de Conserto - remendo, reparação
Conjetura
xadrez; - suposição
chefe de tribo árabe
Conjuntura - momento Coser - costurar
Cinta - tira de pano Cozer - cozinhar
SintaCoringa - pequena
- do v. sentir vela triangular usada à proa
das canoas de embono; moço de -barcaça
Decente decoroso
CírioCuringa - carta de baralho
- vela de cera Descente - que desce
Sírio - relativo à Síria; natural
destaCorisa - inseto Deferir - atender, conceder
Coriza - secreção das fossas nasais
Diferir - distinguir-se; posicionar-se
Cível - relativo ao Direito Civil contrariamente; adiar (um
Civil - polido; referente às compromisso marcado)
relações dos cidadãos entre si
Descargo - alívio
Cocho - tabuleiro Desencargo - desobrigação de um
Coxo - que manqueja encargo
Desconcertado - descomposto; Emergir - sair de onde estava
disparato mergulhado
Desconsertado - desarranjado Imergir - mergulhar

Descrição - ato de descrever Emerso - que emergiu


Discrição - qualidade de discreto Imerso – mergulhado

Descriminar - inocentar Emigração - ato de emigrar


Discriminar - distinguir, Imigração - ato de imigrar
diferenciar
Eminente - excelente
Despensa - copa Iminente - sobranceiro; que está
Dispensa - ato de dispensar por acontecer

Despercebido - não notado Emissão - ato de emitir, pôr em


Desapercebido - desprevenido circulação
Imissão - ato de imitir, fazer entrar
Édito - ordem judicial
Edito - decreto, lei (do executivo ou Empossar - dar posse
legislativo) Empoçar - formar poça

Elidir - eliminar Espectador - o que observa um ato


Ilidir - refutar Expectador - o que tem expectativa
Espedir - despedir; estar Estofar - cobrir de estofo
moribundo Estufar - meter em estufa
Expedir - enviar
Estrato - filas de nuvens
Esperto - inteligente, vivo Extrato - coisa que se extraiu de
Experto - perito ("expert") outra

Espiar - espreitar Estremado - demarcado


Expiar - sofrer pena ou castigo Extremado - extraordinário

Esplanada - terreno plano Flagrante - evidente


Explanada (o) - part. do v. Fragrante - perfumado
explanar
Fluir - correr
Estasiado - ressequido Fruir - desfrutar
Extasiado - arrebatado
Fuzil - arma de fogo
Estático - firme Fusível - peça de instalação
Extático - absorto elétrica

Esterno - osso dianteiro do peito Gás - fluido aeriforme


Externo - que está por fora Gaz - medida de extensão

Estirpe - raiz, linhagem Incidente - acessório, episódio


Infligir - aplicar castigo ou pena Mandado - ordem judicial
Infringir - transgredir Mandato - período de permanência
em cargo
Incipiente - que está em começo,
iniciante Mesinha - diminutivo de mesa
Insipiente - ignorante Mezinha - medicamento

Intenção - propósito Óleo - líquido combustível


Intensão - intensidade; força Ólio - espécie de aranha grande

Intercessão - ato de interceder Paço - palácio real ou episcopal


Interseção - ato de cortar Passo - marcha

Laço - nó que se desata facilmente Peão - indivíduo que anda a pé; peça
Lasso - fatigado de xadrez
Pião - brinquedo
Maça - clava; pilão
Massa - mistura Pleito - disputa
Preito – homenagem
Maçudo - maçador; monótono
Massudo - que tem aspecto de Presar - aprisionar
massa Prezar - estimar muito
Proeminente - saliente no aspecto Tacha - tipo de prego; defeito;
físico mancha moral
Preeminente - nobre, distinto Taxa - imposto

Ratificar - confirmar Tachar - censurar, notar defeito


Retificar - corrigir em; pôr prego em
Taxar - determinar a taxa de
Recreação - recreio
Recriação - ato de recriar Tráfego - trânsito
Tráfico - negócio ilícito
Recrear - proporcionar recreio
Recriar - criar de novo Viagem - jornada
Viajem - do verbo viajar
Ruço - grave, insustentável
Russo - da Rússia Vultoso – volumoso
Vultuoso - inchado
Serva - criada, escreva
Cerva - fêmea do cervo

Sesta - hora do descanso


Sexta - redução de sexta-feira; hora
canônica; intervalo musical
Denotação Conotação
Palavra com significação Palavra com significação
restrita. ampla, criada pelo
contexto.
Palavra com sentido Palavra com sentidos
comum, aquele que carregam valores
encontrado no dicionário. sociais, afetivos,
ideológicos, etc.
Palavra utilizada de Palavra utilizada de
modo objetivo. modo criativo, artístico.
Linguagem exata e Linguagem expressiva,
precisa. rica em sentidos.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
 Derivação: Consiste, basicamente, na modificação de
determinada palavra primitiva por meio do acréscimo de
afixos.

1) Derivação prefixal: acréscimo de um prefixo ao radical.


Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer,impaciente.

2) Derivação sufixal: acréscimo de um sufixo ao radical.


Ex.: realmente, folhagem.

3) Derivação prefixal e sufixal: acréscimo de um prefixo e


um sufixo num mesmo radical.
Ex.: deslealmente (des – prefixo e mente – sufixo). Você pode
observar que os dois afixos são independentes: existem as
palavras desleal e lealmente.
4) Derivação parassintética: A derivação parassintética
ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à
palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois
afixos não podem se separar, devem ser usados ao mesmo
tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de
nenhum significado.
Ex.: anoitecer ( a – prefixo e ecer – sufixo), neste caso, não
existem as palavras anoite e noitecer, pois os afixos não
podem se separar.

5) Derivação regressiva: ocorre quando se retira a parte


final de uma palavra derivada. É o processo de formação de
substantivos derivados de verbos (1ª e 2ª conjugações); tais
substantivos são chamados de “deverbais”.
Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga
(português)
6) Derivação imprópria: ocorre quando a palavra muda
de classe gramatical. A derivação imprópria, mudança de
classe ou conversão ocorre quando palavra comumente
usada como pertencente a uma classe é usada como
fazendo parte de outra.
Ex.: coelho (substantivo comum) usado como substantivo
próprio em Daniel Coelho da Silva
 Verde, geralmente como adjetivo (Comprei uma
camisa verde.) usado como substantivo (O verde do
parque comoveu a todos.)
 Composição: Consiste na formação de palavras pela
junção de duas delas. A formação de palavras por composição
dão-se por:

1) Justaposição: sem alteração fonética (palavras compostas


sem alteração fonética).
Ex: beija-flor, girassol, passatempo

2) Aglutinação: há alteração fonética na formação da palavra.


Ex: aguardente, planalto, pernalta

 Outros Processos de Formação de Palavras


1) Hibridismo: palavras formadas por elementos vindos de
outros idiomas. Ex: Romanista – Romano (latim) + -ista (grego)

2) Abreviação vocabular: a forma original deu origem a uma


forma abreviada. Ex: motocicleta > moto

3) Siglas: criação de palavras a partir de siglas. Ex: AIDS.


ESCANSÃO
Um dos fatores mais importantes ao analisar um poema
é a contagem de sílabas poéticas. A essa prática, dá-
se o nome de escansão.

De forma geral, escansão é a contagem dos sons dos


versos. Essa contagem difere da simples separação de
sílabas das palavras, pois segue as seguintes regras:

1) Após a última sílaba tônica do verso, não contamos


mais nenhuma;

2) Podem-se fundir duas ou mais vogais de palavras


diferentes, formando apenas uma sílaba poética.
 De acordo com a primeira regra acima, paramos a
contagem de sílabas na última tônica do verso. Vejamos
como isso funciona no poema abaixo:

SENTIDO
nesses dias
escassos
ainda não sei
ao certo
por que me levantei

A separação das sílabas poéticas ocorre da seguinte forma:

1) Nes | ses | di (3)


2) es | ca (2)
3) a | in | da | não | sei (5)
4) ao | cer (2)
5) por | que | me | le | van | tei (6)
A segunda regra trata de um fenômeno chamado elisão. Elisão é o
processo fonético em que há supressão de letras em uma palavra ou
expressão. Por exemplo, “d’água” (de água). A elisão também
influencia a contagem de sílabas poéticas, como no poema abaixo:

Neste caso, a escansão é realizada da


NOITE seguinte forma:
O tempo passando
Noite de vento suave 1) O | tem | po | pas | san (5)
Saudade em meu peito 2) Noi | te | de | ven | to | su | a (7)
3) Sau | da | de em | meu | pei (5)

Repare que, no terceiro verso, de + em é contado como apenas uma sílaba


poética. Quando pronunciamos o trecho em questão, naturalmente
suprimimos a vogal átona em “de” na junção com a vogal que inicia a palavra
seguinte “em”. Como escansão é a contagem dos sons dos versos, uma boa dica
é ler em voz alta.
MÉTRICA
Métrica é o estudo dos versos. Uma forma de classificar
os poemas é de acordo com o número de sílabas poéticas.
As classificações métricas mais comuns são:

1) Monossílabo: 1 sílaba poética 7) Heptassílabo ou Redondilha Maior: 7 sílabas

2) Dissílabo: 2 sílabas poéticas poéticas

3) Trissílabo: 3 sílabas poéticas 8) Octossílabo: 8 sílabas poéticas

4) Tetrassílabo: 4 sílabas poéticas 9) Eneassílabo: 9 sílabas poéticas

5) Pentassílabo ou Redondilha Menor: 5 10) Decassílabo: 10 sílabas poéticas

sílabas poéticas 11) Hendecassílabo: 11 sílabas poéticas

6) Hexassílabo ou Heróico Quebrado: 6 12) Dodecassílabo: 12 sílabas poéticas

sílabas poéticas 13) Bárbaro: 13 ou mais sílabas poéticas


 Poemas que utilizam métricas variadas, muitas vezes sem utilizar rimas, são
chamados versos livres. Algumas formas de poemas utilizam métricas fixas. É
o caso do soneto. Soneto é um poema de forma fixa, com catorze versos. Sua
estrutura é dividida em duas estrofes com quatro versos cada, seguidas de duas
estrofes com três versos cada. Um exemplo de Soneto pode ser visto abaixo:

SONETO DA HIPOCRISIA
Senti o ódio e seu imenso véu,
Cobrindo o mundo, enganando a esperança
E enquanto era planejada a vingança
Vi nuvens negras cruzarem o céu

Escondido no lugar mais profundo,


Com medo eterno e sedento de vida,
Hesitante em relação à saída,
O amor confinado no fim do mundo

Almas sugadas pela insegurança


Nos humanos, dentro do coração,
Triste pavor nos transforma em crianças

Seres fadados à diminuição


Mas o fogo interno que não se cansa
Faz a vida virar doce ilusão
RIMAS
A Rima é um recurso estilístico muito utilizado nos
textos poéticos, sobretudo na poesia, a qual proporciona
sonoridade, ritmo e musicalidade.
Ela ocorre nos versos, ou seja, nas linhas dos poemas, e
designa a repetição de sons idênticos ou semelhantes no final
dos vocábulos ou das sílabas poéticas. O conjunto de versos é
denominado estrofe.
As rimas podem ser classificadas quanto à fonética,
quanto ao valor, quanto à acentuação e quanto à posição no
verso e na estrofe.
Classificação quanto à fonética
 Rima perfeita ou consoante: Em que há correspondência total de sons,
havendo repetição tanto dos sons vocálicos como dos sons consonantais.
falado/cantado;
presente/ausente;
particularidade/dificuldade.

 Rima imperfeita: Em que apenas há correspondência parcial de sons. Pode ser


toante ou aliterante.

 Rima toante (ou assonante): Em que há apenas a repetição dos sons vocálicos.
boca/moça;
pálida/lágrima;
plátano/cálamo.

 Rima aliterante: Em que há apenas a repetição dos sons consonantais.


fez/faz;
lata/luto;
medo/moda.
Classificação quanto ao valor

 Rima pobre: Quando as palavras que rimam pertencem à mesma


classe gramatical.
gato/pato;
correr/fazer;
amarelo/singelo.

 Rima rica: Quando as palavras que rimam pertencem a diferentes


classes gramaticais.
noz/veloz;
altar/desenhar;
pente/surpreendente.

 Rima rara ou preciosa: Quando as palavras que rimam possuem


terminações incomuns, pouco utilizadas, como combinações entre
verbos e pronomes.
estrelas/vê-las;
mandala/dá-la;
parabéns/vinténs;
profícuo/conspícuo.
Classificação quanto à acentuação

 Rima aguda (ou masculina): Que ocorre entre palavras


oxítonas.
céu/chapéu;
cantor/pintor;
coração/animação.

 Rima grave (ou feminina): Que ocorre entre palavras


paroxítonas.
cedo/medo;
agora/embora;
metade/amizade.

 Rima esdrúxula: Que ocorre entre palavras


proparoxítonas.
célula/cédula;
armário/salário;
propósito/leucócito.
Classificação quanto à posição no verso

 Rima externa: Que ocorre no fim do verso.


“E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto”
(Vinícius de Moraes)

 Rima interna ou coroada: Que ocorre no interior do


verso.
“A bela bola do Raul
Bola amarela”
(Cecília Meireles)
Classificação quanto à posição na estrofe

Rimas alternadas (ou cruzadas): Combinam-se


alternadamente, seguindo o esquema ABAB.
“O meu amor não tem A
importância nenhuma. B
Não tem o peso nem A
de uma rosa de espuma!” B
(Cecília Meireles)

Rimas emparelhadas (ou paralelas): Combinam-se de


duas em duas, seguindo o esquema AABB.
“Vagueio campos noturnos A
Muros soturnos A
Paredes de solidão B
Sufocam minha canção.” B
(Ferreira Gullar)
Classificação quanto à posição na estrofe

 Rimas interpoladas (ou intercaladas): Combinam-se


numa ordem oposta, seguindo o esquema ABBA.
“De tudo, ao meu amor serei atento A
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto B
Que mesmo em face do maior encanto B
Dele se encante mais meupensamento.” A
(Vinícius de Moraes)

 Rimas encadeadas: Quando as palavras que rimam se


situam no fim de um verso e no início ou meio do outro.
“Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz”
(Francisco de Aquino Correia)
Classificação quanto à posição na estrofe

 Rimas mistas (ou misturadas): Quando apresentam


outras combinações e posições na estrofe, sem esquemas
fixos.

“Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive.”
(Manuel Bandeira)
Classificação quanto à posição na estrofe

 Versos brancos (ou soltos): São versos que não


rimam com nenhum outro verso.

“Uma palavra caída


das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes…”
(Cecília Meireles)
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
A variação linguística é um fenômeno natural
que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma
língua em realção às possibilidades de mudança de seus
elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe).
Ela existe porque as línguas possuem a
característica de serem dinâmicas e sensíveis a
fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a
classe social do falante e o grau de formalidade do
contexto da comunicação.
É importante observar que toda variação
linguística é adequada para atender às necessidades
comunicativas e cognitivas do falante. Assim, quando
julgamos errada determinada variedade, estamos
emitindo um juízo de valor sobre os seus falantes e,
portanto, agindo com preconceito linguístico.
 O nível diatópico – Variação Geográfica:

Se relaciona com o lugar onde o falante reside, ou seja, a


variação diatópica é a variação regional. Um exemplo
desse tipo seria a palavra mandioca. Em certas regiões do
Brasil a mandioca é chamada de macaxeira ou aipim. Os
sotaques também entram nesse tópico, como variação
regional. Veja:
 O nível diafásico – Variação Situacional

Relaciona-se com o contexto comunicativo, ou seja, a


ocasião é que será determinante para a escolha do modo de
falar. Vemos, por exemplo as diferenças entre um texto
escrito formal e um bate-papo informal entre colegas.

Formal: Informal:
 O nível diastrático – Variação Social

Este acontece devido à convivência entre os grupos


sociais. As gírias estão relacionadas a este tipo de
variação linguística. Tudo é social e se relaciona com um
determinado grupo de pessoas, como por exemplo, os
surfistas, funkeiros, jornalistas, etc.
 Nível histórico ou diacrônico – Variação Histórica

São variações ocorridas em períodos históricos distintos.


Por exemplo, a palavra ‘embora’ dizia-se ‘em boa hora’ no
século XIX, no século seguinte permanece embora e mais
atualmente podemos ver a palavra reduzida em forma de
‘bora’.
MORFOLOGIA
Morfologia é o estudo da
palavra na nossa língua.
Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome.

 Classificação do substantivo
Comum – é aquele que indica um nome comum a todos os
seres da mesma espécie.

Coletivos – entre os substantivos comuns encontra-se os


coletivos, que, embora no singular, indicam uma
multiplicidade de seres da mesma espécie.

-
Próprio – é aquele que particulariza um ser da espécie.

Concreto – é aquele que indica seres reais ou imaginários,


de existência independente de outros seres.
Reais: Imaginários:

Abstrato – é aquele que indica seres dependentes de outros


seres. Sentimento: Qualidade:

Ações: Estado: Sensação:


 Substantivo Simples e Composto
Substantivo Simples: é aquele formado por um único
elemento.

flor sol

Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais


elementos
beija-flor guarda-sol
 Substantivos Primitivos e Derivados
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.

pedra limão

Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra


palavra.

pedreiro limoeiro
 FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação).
 Flexão de Gênero

Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar


sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois
gêneros: masculino e feminino.

menina menino
 Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar
nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas,
uma para o masculino e outra para o feminino.

gato homem

gata mulher
Substantivos Uniformes: apresentam uma única
forma, tanto para o masculino quanto, feminino.
➢ Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.

cobra macho - cobra fêmea

➢ Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam


pessoas.
a criança a vítima

➢ Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das


pessoas por meio do artigo.
o dentista o presidente
a dentista a presidente
❖ Saiba que:
➢ Substantivos de origem grega terminados
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o
poema, o sistema, o sintoma, o teorema, o trema
➢ Existem certos substantivos que, variando de
gênero, variam em seu significado:

o radio (aparelho) o capital


(dinheiro)

a radio (emissora) a capital


(cidade)
 Plural dos substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo
oral e n fazem o plural pelo acréscimo de s.
pai - pais
ímã - ímãs
hífen - hifens (sem acento, no plural).
 Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural
em ns.
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural
pelo acréscimo de es.
revólver - revólveres
raiz - raízes
 Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados
em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando
o l por is.
quintal - quintais
caracol - caracóis
hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de


duas maneiras:
- Quando oxítonos, em is - canil - canis
- Quando paroxítonos, em eis - míssil - mísseis.
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de
duas maneiras:
Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
acréscimo de es.
retrós - retroses
Quando paroxítonos ou proparoxítonos,
ficam invariáveis.
o lápis - os lápis
o ônibus - os ônibus.
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural
de três maneiras.
substituindo o -ão por -ões: ação - ações
substituindo o -ão por –ães: cão – cães
substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.
o látex - os látex
Plural dos substantivos Compostos

A formação do plural dos substantivos compostos depende da


forma como são grafados. Aqueles que são grafados sem
hífen comportam-se como os substantivos simples:
 aguardente e aguardentes
 girassol e girassóis
 pontapé e pontapés
 malmequer e malmequeres

a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
advérbio+ adjetivo = alto-falante e alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:

substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e


águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e
cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante do
primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior:
palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba
peixe-espada - peixes-espada
salário-família - salários-família
d)Permanecem invariáveis, quando formados de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

e) substantivo + pronome: Só o substantivo se pluraliza:


 zé-ninguém = zés-ninguém
 joão-ninguém = joões-ninguém

GÊNERO
o trema
a borboleta
o cônjuge
o eclipse
a alface
o grama - medida
a grama - capim
o champanhe
a cal
 Artigo
Na frase, há muitas palavras que se relacionam ao
substantivo. Uma delas é o artigo. Artigo é a palavra que se
antepõe ao substantivo para determiná-lo.

Classificação do Artigo
O artigo se classifica de acordo com a ideia que atribui ao ser
em relação a outros da mesma espécie.

Definido – é aquele usado para determinar o substantivo de


forma definida: o, a, os, as.

Indefinido – é aquele usado para determinar o substantivo


de forma indefinida: um, uma, uns, umas.
 Adjetivo
Outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo, é o
adjetivo. Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo.

Qualidade:
Aquele cavalo é rápido.
O banco do seu carro é confortável.
Estado:
A criança estava calma.
O trânsito de Recife está agitadíssimo.
Característica:
Joana é uma modelo linda e simpática.

➢ Locução adjetiva
de valor = valorosa
Esta porta é de madeira
➢ Adjetivo simples e composto.
Simples: um único radical - infeliz, amarelado, feliz, amarelo.
Composto: Formados por mais de um radical – azul-marinho,
vermelho-sangue, socioeconomico, luso-brasileiro.

Gênero: uniforme – tem uma mesma forma no feminino e no


masculino: o exercício fácil e a prova fácil.
biforme – tem duas formas: ator português e atriz
portuguesa. (amarelo- amarela, bonito – bonita).
compostos – somente o segundo recebe flexão do feminino
(biforme): consultório médico-dentário e clínica médico-
dentária.
*azul-marinho e azul-celeste (uniforme)
Rapaz surdo-mudo e moça surda-muda.
 Número: Singular e plural.
Simples: Seguem a mesma regra dos substantivos.
Acontecimento trágico – acontecimentos trágicos, mulher cortês –
mulheres corteses.
Composto: somente o segundo recebe flexão de número:
consultório médico-dentário - consultórios médico-dentários e
clínica médico-dentária - clínicas médico-dentárias.
*azul-marinho e azul-celeste (invariáveis)
*Rapaz/es surdo(s)-mudo(s) e moça(s) surda(s)-muda(s).
*cores com subst. no 2º radical: farda(s) verde-oliva.

 Grau – Comparar (comparativo) ou intensificar (superlativo).


Adjetivos de relação não admitem flexão: hospital infantil, clínica
cardiológica, prova mensal.

A variação de grau pode ser sintética (pelo uso de outras


palavras), como pode ser analítica (estrutura comparativa e
superlativa).
o Grau comparativo :
a) Igualdade: Você é tão honesto quanto eu.
b)Superioridade: Você é mais honesto do que eu.
c) Inferioridade: Você é menos honesto do que eu.
*bom – melhor, mau – pior, grande – maior, pequeno – menor.
*Sua casa é mais grande do que confortavél.
Sua casa é maior do que a minha.

 Grau Superlativo

Relativo: um ser se destaca com relação à outros. É expresso


de forma analítica, por uso de advérbio e pode ser:

a) superioridade: Ele é o mais egoísta de todos.


b) Inferioridade: Ele é o menos egoísta de todos.
Absoluto: Expressa a ideia de excesso.
Absoluto Sintético: formado por sufixação (-íssimo(a), -ílimo(a), -
érrimo(a) ou prefixação: extra-, hiper-, super-, ultra-.

Esse piloto é velocíssimo/ superinteressante


A prova estava dificílima/ hiperdifícil.
Aquele homem é paupérrimo/ ultrarrápido.

Absoluto Analítico: formado por uso de advérbio.


Esse piloto é muito veloz.
Essa prova estava extremamente dífícil.

Aumentativo e Diminutivo
O acréscimo de sufixo aumentativo ou diminutivo dará origem a um
novo adjetivo. Não se diz que houve flexão de grau.
Bonito – bonitão – bonitinho
Rico – ricaço - riquinho
 Numeral
Entre as palavras que se relacionam, na frase, ao substantivo
há também o numeral. Numeral é a palavra que se refere ao
substantivo dando a ideia de número. O numeral pode
indicar:

Quantidade – Choveu durante quatro semanas.

Ordem – O terceiro aluno da fileira era o mais alto.

Multiplicação – O operário pediu o dobro do salário.

Fração – Comeu meia maça.


 Pronome

Além do artigo, adjetivo e numeral há ainda outra palavra


que, na frase, se relaciona ao substantivo: é o pronome.
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um
substantivo, relacionando-o à pessoa do discurso.
As pessoas do discurso são três:

Primeira pessoa – a pessoa que fala.

Segunda pessoa – a pessoa com quem se fala.

Terceira pessoa – a pessoa de quem se fala.


PRONOMES PESSOAIS
Os pronomes oblíquos subdividem-se em:

- oblíquos átonos: nunca precedidos de preposição, são


eles: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes.
Basta-me o teu amor.

- oblíquos tônicos: sempre precedidos de preposição:


Preposição: a, de, em, por etc.
Pronome: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, elas.
Basta a mim o teu amor.
PRONOMES DE TRATAMENTO - Geral
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER EXECUTIVO
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER EXECUTIVO
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER JUDICIÁRIO
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - PODER EXECUTIVO
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO – OUTROS CASOS
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO - HIERARQUIA ECLESIÁSTICA
PRONOMES POSSESSIVOS

Número Pessoa Pronomes possessivos

singular 1ª meu, minha, meus, minhas

2ª teu, tua, teus, tuas

3ª seu, sua, seus, suas

plural 1ª nosso, nossa, nossos, nossas

2ª vosso, vossa, vossos, vossas

3ª seu, sua, seus, suas


PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Pessoas Variáveis Invariáveis

Masculino Feminino

Singular Plural Singular Plural

estes esta estas Isto


1ª este

esses essa essas Isso


2ª esse

aquele aqueles aquela aquelas aquilo



PRONOMES INDEFINIDOS
Pronomes indefinidos substantivos
Alguns pronomes indefinidos são utilizados apenas como
pronomes indefinidos substantivos, substituindo o
substantivo numa frase. É o caso dos pronomes alguém,
ninguém, outrem, algo, nada e tudo.
• Este livro é de alguém?
• Tudo é importante, nada deverá ser esquecido!

Pronomes indefinidos adjetivos


 Outros pronomes indefinidos são utilizados apenas como
pronomes indefinidos adjetivos, acompanhando o
substantivo na oração. É o caso dos pronomes certo, cada
e qualquer.
 Certas atitudes são incompreensíveis.
 Qualquer escolha será longamente ponderada.
 Cada pessoa deverá seguir o seu próprio caminho.
PRONOMES INTERROGATIVOS

PRONOMES RELATIVOS
 Verbo

Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa


ação, indicando o momento que ela ocorre, é o verbo.

 Conjugações do Verbo
Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a
primeira conjugação(-ar), a segunda conjugação (-er) e a
terceira conjugação(-ir).

 Flexão do Verbo
O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e
terminações. As terminações do verbo variam para indicar a
pessoa, o número, o tempo, o modo.
 Tempo e Modo do Verbo
O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos
tempos:

Presente – Ele anuncia o fim da chuva.


Passado – Ele anunciou o fim da chuva.
Futuro – Ele anunciará o fim da chuva.

Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode


indicar um modo verbal:

Indicativo (fato certo) – Ele partirá amanhã.


Subjuntivo (fato duvidoso) – Se ele partisse amanhã…
Imperativo (ordem) – Partas amanhã
 Vozes do Verbo
Ativa – o sujeito é o agente da ação, ou seja, é ele quem
pratica a ação.

O repórter leu a notícia

Sujeito agente Verbo na voz ativa

Passiva – o sujeito é paciente, isto é, sofre a ação expressa


pelo verbo.
sintética – Formada por um verbo transitivo direto (ou
direto e indireto) na terceira pessoa (do singular ou plural)
mais o pronome “se” (apassivador).
Praticaram-se ações solidárias

Voz passiva sintética Sujeito paciente


Analítica – Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o
particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).

Ações solidárias foram praticadas

Sujeito paciente Voz passiva analítica - foram – verbo ser /


praticadas - particípio

Reflexiva – o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da


ação verbal, isto é, pratica e sofre a ação expressa pelo verbo.

A garota penteou-se diante do espelho

Sujeito agente Verbo na voz reflexiva


 Locução Verbal
A locução verbal é formada por um verbo auxiliar (conjugado) +
verbo principal (no infinitivo, gerúndio ou particípio).

 Modo indicativo
Presente: Tenho falado. Pretérito perfeito: Tinha falado.
Futuro do presente: Terei falado. Futuro do pretérito: Teria falado.

 Modo subjuntivo.
Presente: Tenha falado.
Pretérito imperfeito: Tivesse falado.
Futuro: Tiver falado.

 Infinitivo pessoal.
Ter falado - Teres falado - Ter falado

 Gerúndio. - Tendo falado


 Advérbio
Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que
ocorre a ação verbal.

 Classificação do advérbio
De acordo com as circunstâncias que exprime, o advérbio
pode ser de:

Tempo (ontem, hoje)


Lugar (aqui, ali, acolá)
Modo (bem, mal, depressa)
Afirmação (sim, deveras, certamente)
Negação (não, absolutamente, tampouco)
Dúvida (talvez, quiçá, provavelmente)
Intensidade (muito, pouco, mais, bastante)
 Locução Adverbial
É um conjunto de duas ou mais palavras com valor de
advérbio.

Tempo: à noite; à tarde; às vezes; de dia; de manhã.

Lugar: à direita; à esquerda; à distância; ao lado; de longe.

Modo: a custo; à pressa; à toa; à vontade; às avessas; às


claras; às direitas; às escuras; ao acaso; a torto e a direito.

Afirmação: com certeza; de facto; na verdade; sem dúvida.

Negação: de forma alguma; de maneira nenhuma; de modo


algum.
 Advérbios Interrogativos
São advérbios interrogativos: quando(de tempo), como(de
modo), onde(de lugar), por que(causa). Podem aparecer tanto
nas interrogativas diretas quanto nas indiretas.

Interrogação Direta Interrogação Indireta


Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
Onde mora? Indaguei onde morava.
Por que choras? Não sei por que riem.
Aonde vai? Perguntei aonde ia.
Donde vens? Pergunto donde vens.
Quando voltas? Pergunto quando voltas.
 Preposição
É a palavra invariável que liga dois termos. Nessa ligação
entre os dois termos, cria-se uma relação de subordinação em que o
segundo termo se subordina ao primeiro.

Essenciais – a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre,
para, perante, por, sem, sob, sobre, trás
Locuções Prepositivas – ao lado de, antes de, além de, com respeito
a (...)

 TRÁS, ATRÁS, TRAZ


PREPOSIÇÃO: Saia de trás de mim
ADVÉRBIO DE LUGAR: Ele está sentado atrás de mim.
VERBO: Não se preocupem, ele traz o material. (3ª pessoa do
singular do presente do indicativo)
As preposições podem exprimir vários sentidos
(semântica):

1- Modo – Comeu um bife à cavalo.


2- Preço – A casa foi avaliada em 1 bilhão.
3- Direção – Atirou-se sobre o herói.
4- Companhia – Foram viajar com os amigos.
5- Instrumento – Martelava com o ferro.
6- Procedência – Vim de Paris.
7- Assunto – Falou sobre linguística.
8- Tempo – Por dez anos, vivi em Londres.
9- Lugar – Cantava pelos bares da vida.
10- Posição inferior – O livro estava sob a carteira.
11- Posição superior – O livro estava sobre a carteira.
12 – Causa – A criança estava trêmula de frio.
13 – Distância de espaço – Daqui a dois quilômetros há um
bar.
14 – Matéria – Vou comprar essa porta de madeira.
15 – Finalidade – Foi a festa para dançar.
16 – Meio – Eu vim de ônibus.
 Conjunção

Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada


como elemento de ligação: a conjunção. Conjunção é a
palavra que liga duas orações ou dois termos semelhantes de
uma mesma oração.

Classificação das conjunções

Coordenativas, aquelas que ligam duas orações


independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a
mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco
tipos:
 aditivas (adição): e, nem, mas também, como também,
bem como, mas ainda.

 adversativas (adversidade, oposição): mas, porém,


todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não obstante,
apesar disso.

 alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ...


ou, ora ... ora, quer ... quer.

 conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do


verbo), por conseguinte, por isso.

 explicativas (justificação): - pois (antes do verbo),


porque, que, porquanto.
 Conjunções subordinativas :
causais – exprimem causa: porque, como, uma vez que, já que, etc.
Exemplo: Eu sou feliz porque tenho uma família.

condicionais – exprimem condição ou hipótese: se, desde que, se, etc.


Exemplo: Avise-me caso eles já saibam da nova lei.

conformativas – exprimem conformidade: conforme, segundo, como.


Exemplo: Conforme ia passando o tempo, meu corpo cansava mais.

comparativas – estabelecem comparação: como, mais...do que,


menos...do que, etc. Exemplo: Estou mais feliz hoje do que ontem.

finais – exprimem finalidade: a fim de que, que, porque. Exemplo: Vamos


embora a fim de que possamos assistir ao filme.

temporais – indicam tempo: quando, depois que, desde que, logo que.
Exemplo: Desde que você foi embora, meu coração esta partido.
Interjeição
São palavras que expressam estados emocionais do falante, variando de
acordo com o contexto emocional. Podem expressar:

alegria - ah!, oh!, oba!


advertência - cuidado!, atenção
afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô!
alívio - ufa!, arre!
animação - coragem!, avante!, eia!
aplauso - bravo!, bis!, mais um!
chamamento - alô!, olá!, psit!
desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui!
espanto - puxa!, oh!, chi!, ué!
impaciência - hum!, hem!
silêncio - silêncio!, psiu!, quieto!

 Locuções Interjetivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a


Deus!, ora bolas!, cruz credo!
SINTAXE – PERÍOD SIMPLES
• Termos essências da oração:
– sujeito
– predicado
• Termos integrantes da oração:
– complemento nominal
– complementos verbais:
• objeto direto
• objeto indireto

• predicativo do objeto
• agente da passiva

• Termos acessórios da oração:


– adjunto adnominal
– adjunto adverbial
– aposto
– vocativo
TIPOS DE SUJEITO
• simples => Apresenta um único núcleo.
– Meu avô brigou com os outros fazendeiros.

• composto => Apresenta mais de um núcleo.


– Os quadros, os livros e os móveis antigos não serão
vendidos.

• oculto (desinencial ou implícito) =>


Encontra-se implícito na forma verbal ou no
contexto.
– Sinto muito a falta de meus livros.
– Os agricultores participaram da reunião. Decidiram
comprar novos equipamentos.
• indeterminado => Quando não se quer ou
não se pode identificar claramente a quem o
predicado da oração se refere. Há duas
maneiras de se indeterminar o sujeito:

– verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a


nenhum termo identificado anteriormente:
• Procuraram você ontem à noite.

• Estão pedindo sua presença lá fora.

– verbo acompanhado do pronome SE. Atuando


como índice de indeterminação do sujeito:
• Vive-se melhor fora das cidades grandes.

• Precisa-se de novos vendedores.


 oração sem sujeito (inexistente) => Formada
apenas por predicados, nos quais aparecem verbos
impessoais. Ocorre com:
 verbos que exprimem fenômenos da natureza:
 Choveu pouco no último mês de março.
 Anoiteceu rapidamente.

 os verbos estar, fazer, haver e ser, quando


indicam tempo ou fenômeno natural.
 Está cedo.
 Faz muito frio na Europa.
 Há meses não vejo sua prima.
 São duas horas da tarde.

 verbo haver, expressando existência ou


acontecimento.
 Há boas razões para suspeitarmos dele.
 Houve vários bate-bocas durante a assembleia.
VERBOS DE LIGAÇÃO (OU DE ESTADO)
Não expressam ações do sujeito;
Ligam o sujeito a seu atributo, estado ou
característica;
– Eu sou o poeta solitário.
– Minha namorada está atrasada.
– Pedro parecia feliz em sua nova casa.
– Todos permaneceram calados.
– A novela continua enfadonha.
– O rapaz tornou-se um grande político.
– Joana anda preocupada com as dívidas.
– Nós ficamos alegres por sua nomeação.
– Nós viramos fãs do novo candidato
INTRANSITIVO VERBOS
S TRANSITIVOS
São verbos intransitivos São verbos que
os que não necessitam necessitam de
de complementação, complementação, pois
pois já possuem sentido têm sentido
completo. Observe incompleto. Observe
estas frases, retiradas as orações:
de manchetes de
jornais: - O Flamengo venceu
- Rei Hussein, da o Vasco.
Jordânia, morre aos 63.
- 24 mil casam-se ao - Cliente reclama
mesmo tempo. de promoção da
- Nascem trigêmeos na BCP.
virada do ano.
- Medida em estudo
promete alívio para
os Estados.
 TRANSITIVO DIRETO
 Exige complemento sem preposição obrigatória. O
complemento é denominado objeto direto.
 Presidente receberá governadores. (OD)
 Prefeitura compra novos computadores. (OD)

 TRANSITIVO INDIRETO
 Exige complemento com preposição obrigatória. O
complemento é denominado objeto indireto.
 Eleitor não obedece à convocação do TRE. (OI)
 População ainda acredita nos políticos. (OI)

 TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO


 Possuem dois complementos; o objeto direto e o objeto
indireto.
 Governador perdoa a Deputado traição do passado.
 Empresário doa rendimentos do mês à UNICEF.
TIPOS DE PREDICADOS
o Predicado verbal: Aquele que tem como núcleo (palavra mais
importante) um verbo significativo.
Ex.: Ministro anuncia reajuste de impostos.
Núcleo: anuncia (verbo significativo)

 Predicado nominal: Aquele cujo núcleo é um nome


(predicativo). Nesse tipo de predicado, o verbo não é significativo
e sim de ligação. Serve de elo entre o sujeito e o predicativo.
Ex.: Todos estavam apressados.
Núcleo: apressados (predicativo)

o Predicado verbo-nominal: Aquele que possui dois núcleos: um


verbo significativo e um predicativo do sujeito ou do objeto.
Ex.: O juiz julgou o réu culpado.

Núcleos:
julgou- verbo significativo
culpado- predicativo do objeto (o réu)
PREDICATIVOS
(ATRIBUTO, CARACTERÍSTICA, INFORMAÇÃO, QUALIDADE OU
ESTADO)

PREDICATIVO DO SUJEITO
É o termo que atribui característica,
qualidade ou estado ao sujeito.
Sua presença é confortante.

PREDICATIVO DO OBJETO
É o termo que atribui característica,
qualidade ou estado ao Objeto
Direto ou ao Objeto Indireto.
A prefeitura conservou a cidade limpa.
COMPLEMENTOS VERBAIS
• OBJETO DIRETO
– É o complemento de um verbo transitivo direto, ou
seja, o complemento que normalmente vem ligado ao
verbo sem preposição e indica o ser para o qual se
dirige a ação verbal.

Pode ser representado por:


a) substantivo:
Passageiros e motoristas atiram moedas.
b) pronome (substantivo):
Os jornais nada publicaram.
c) numeral:
A moça da repartição ganha 450 reais.
d) palavra substantivada:
Tem um quê de inexplicável.
e) oração:
Meu pai dizia que os amigos são para as ocasiões.
 OBJETO INDIRETO
 É o complemento de um verbo transitivo
indireto, isto é, o complemento que se liga ao
verbo por meio de preposição.

Pode ser representado por:


a) substantivo:
Falamos de vários assuntos inconfessáveis.
b) pronome (substantivo):
Também dialogava com elas.
c) numeral:
É preciso optar por um
d) oração:
Esquecia-se de que não havia piano em casa.
COMPLEMENTO NOMINAL
É o termo sintático que complementa nomes, isto
é, substantivos, adjetivos e advérbios.
Obrigatoriamente, o complemento nominal é regido
de preposição.

 Declare seu amor pelo Ceará.


 A oposição votou favoravelmente ao governo.
 O torcedor tinha fé em seu time.
 Fiquei indiferente a sua desculpa.
ADJUNTO ADNOMINAL
É o termo da oração que modifica um substantivo,
qualquer que seja sua função sintática, qualificando-
o, especificando-o, determinando-o ou
indeterminando-o.
 Adjetivo
 As casas antigas eram mais trabalhadas.
 As rosas vermelhas murcharam.

 Artigo
 As estrelas iluminavam a noite.
 Os motoristas estavam descontrolados.

 Numeral
 Três árvores caíram.
 Dois carros chocaram-se violentamente.
 Pronome adjetivo
 Aqueles computadores estão quebrados.

 Essas garotas estão impossíveis hoje.


 Locução adjetiva
 O suco de laranja estava gostoso.
 O período de férias foi proveitoso.
COMPLEMENTO NOMINAL X ADJUNTO ADNOMINAL

• O complemento nominal é o termo que completa o


sentido de substantivos, adjetivos e advérbios, ligando-se
a esses nomes por meio de preposição.
– Tenho a certeza de sua culpa.
– Ela está longe da verdade.
– A árvore está cheia de frutos.
 Para determinar o complemento nominal basta
seguir o seguinte esquema:
 Nome (SUBSTANTIVO, ADJETIVO,ADVÉRBIO) + preposição
+ QUEM ou QUE?
 Ele é perito em computação.

O adjunto adnominal indica tipo, matéria,


substância ou possuidor
 A porta de madeira foi arrombada.
 A casa de João foi assaltada.

 Ele tem amor de mãe por sua professora.


CLASSIFICAÇÃO DOS ADJUNTOS
ADVERBIAIS
1) Adjunto Adverbial de Tempo:
O avião chegará à tarde.
De vez em quando, vou ao teatro
2) Adjunto Adverbial de Lugar:
O namorado olhava a namorada à distância.
Viveremos aqui para sempre.
3) Adjunto Adverbial de Modo:
A s crianças falavam com medo.
Caminhei à toa pela cidade.
4) Adjunto Adverbial de Negação:
Não terás mais a minha confiança.
De modo algum, farei o que você quer.
5) Adjunto Adverbial de Afirmação:
Denise é uma excelente amiga, efetivamente.
Sem dúvida alguma, faremos prova amanhã
06) Adjunto Adverbial de Dúvida:
Quem sabe, faremos uma boa
Talvez encontremos a solução.

07) Adjunto Adverbial de Intensidade:


Ela estava chorando à beça.
Não sabíamos quão longe era a casa.

08) Adjunto Adverbial de Meio:


Ela viajou de avião.
Prefiro ir de automóvel.

09) Adjunto Adverbial de Causa:


O homem trabalha por necessidade.
O filho partiu por conselho da mãe.

10) Adjunto Adverbial de Companhia:


Iremos à cidade com o professor.
Voltarei a praça contigo.
11) Adjunto Adverbial de Finalidade:
Estudemos para vida.
Vestiam-se para o casamento

12) Adjunto Adverbial de Oposição:


O Flamengo jogará contra o Fluminense.

13) Adjunto Adverbial de Assunto:


Conversamos sobre a fome.
Discutiremos acerca de seu problema.

14) Adjunto Adverbial de Preço:


Comprei esta camisa por dez reais.

15) Adjunto Adverbial de Matéria:


Fiz de ouro, as alianças.

16) Adjunto Adverbial de Concessão:


Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. (Chico Buarque).

17) Adjunto Adverbial de Condição:


Sem disciplina, não há educação.
APOSTO
• É o termo que explica, desenvolve, identifica ou
resume um outro termo da oração,

EX: Terra Vermelha, romance de Domingos


Pellegrini, conta a história da colonização de
Londrina.

VOCATIVO
• O vocativo é um termo independente que
serve para chamar por alguém, para
interpelar ou para invocar um ouvinte real
ou imaginário.
– Marcela, dê-me um beijo!
SINTAXE – PERÍODO COMPOSTO

Conceito: oração coordenada é aquela que não


exerce função sintática em relação a outra oração.
Ou seja, a oração coordenada é independente.

Classificação das orações coordenadas:

• assindética: não apresenta conjunção.


• sindética: apresenta conjunção.
Classificação Principais
da coord. conjunções Exemplos
sindética coordenativas
Aditiva e, nem, mas também... Ex.: Nosso amigo não veio,
nem mandou notícias.

Adversativa mas, porém, todavia, Ex.: Ele era muito rico, mas
não era feliz.
contudo, entretanto...

Alternativa ou ... ou; ora ... ora Ex.: Ora o tempo melhora,
ora recomeça a chuva.
quer ... quer...

Conclusiva portanto, logo, por isso, Ex.: Este cavalo é bravo,


portanto tome cuidado.
pois (posposto verbo)

Explicativa porque, que, pois


(anteposto ao verbo)
Ex.: Volte logo, porque
amanhã será tarde.
PONTUAÇÃO
. (ponto) - para marcar final de frases.
, (vírgula) - separar uma lista de itens, o vocativo, o
aposto, o adjunto adverbial e para indicar pausa na
leitura.
? (ponto de interrogação) - final de frases
interrogativas diretas
! (ponto de exclamação) - indicar surpresas, traduzir
ordens.
- (hífen) - para palavras compostas.
: (dois pontos) - emprega-se geralmente, antes de
citações, enumerações ou orações que explicam o
enunciado anterior.
; (ponto e vírgula) - estabelecer divisões bem marcadas entre
uma ideia e outra, para separar orações com sentido oposto ou
ainda para separar itens em séries que anteriormente já vieram
separados por vírgula.
( ) (parênteses) - para incluir informação extra em uma frase,
como por exemplo, datas, ideias, exemplos etc.
… (reticências) - para indicar uma interrupção da estrutura da
frase que não foi concluída por algum motivo e em citações
onde alguns trechos foram excluídos.
“ ” (aspas) - para introduzir frases ou ideias de terceiros ou de
uma citação; em palavras estrangeiras, expressões latinas,
palavras grafadas erradamente, neologismos e gíria ainda não
incorporada ao vocabulário.
— (travessão) - utilizado na representação gráfica de diálogos,
quando há mudanças de interlocutor.
VÍRGULA E A REDAÇÃO
1) a vírgula não pode separar o sujeito do predicado no
Período Simples:
“José(,) comprou um presente para sua namorada nesta
loja”;

2) o adjunto adverbial deslocado deve ser separado por


vírgula ou vírgulas, dependendo da posição, assim como
o vocativo e o aposto no Período Simples:

“Nesta loja, José comprou um presente para sua


namorada.” “ José comprou, nesta loja, um presente
para sua namorada.”

“Paulo, venha aqui.”(vocativo) “Falei com João, meu


primo, sobre sua proposta.”(aposto)
3) nas adverbiais, a vírgula é obrigatória, se a oração subordinada vier
antecedida ou intercalada à principal:
“Como a zona rural apresenta inúmeros problemas, o homem não
consegue se fixar no campo”
“O homem, já que a zona rural apresenta inúmeros problemas, não
consegue se fixar no campo.”

4) nas adjetivas, orações introduzidas por pronomes relativos, a vírgula


separa somente orações explicativas :
“As florestas, que são reservas naturais, devem ser preservadas.”

A afirmação que são reservas naturais não altera a informação contida


em “As florestas devem ser preservadas”, ou seja, a oração principal não
necessita da subordinada para ser verdade.

Já as restritivas não podem ser separadas por vírgula(s), pois elas são
necessárias para que a oração principal seja verdadeira
“Numa prova, as questões que são difíceis devem ser deixadas para
depois.”, somente as difíceis devem ser deixadas para depois.
CRASE
• Oração subordinada é a que exerce uma
função sintática em relação a uma outra
oração, chamada oração principal e que
pede complemento.
Dependendo da função sintática que
exercem, as orações subordinadas podem
ser classificadas em: Substantivas,
Adjetivas ou Adverbiais.
Oração Subordinada EXEMPLO Conjunção integrante
Substantiva “QUE” – “SE”

Subjetiva: Começa É provável que muitos durmam hoje


com Verbo de ligação - na aula.
particula –se ( ser,
ficar, continuar,
observa-se)
Objetiva Direta: A sala deseja que a prova seja fácil
termina com um verbo
transitivo direto
Objetiva Indireta: 3º lembrem-se de que só têm mais 8 meses
termina com um verbo na Etec.
transitivo indireto.
Apositiva: termina Desejo –lhe uma que tire MB na prova.
com um substantivo e : coisa:
ou ,
Predicativa: termina Seu sonho é que possa dormir amanhã
com verbo de ligação. , a manhã toda.
Completiva Nominal: O 3º tem o sonho de que passem no vestibular.
termina com um
substantivo que pede
Oração Pronome EXEMPLO
Subordinada Relativo “QUE”
Adjetiva

Restritiva: O 3º que estuda só tira MB nas


restringe a todos os dias provas.
caracterização,
deixando ela
explícita, sem
vírgula.

Explicativa: O 3º,que é meu vai embora em


caracteriza entre xodó, breve.
vírgulas
Oração Conjunções EXEMPLO
Subordinada Subordinativas
Adverbial
Condicional: indica Se vocês se Ganharão pirulito
condição (se, a menos comportarem, semana que vem.
que, desde que, caso,
contanto que.

Concessiva: Apesar de não terão de me


concessão, ceder algo. gostarem , aguentar o ano todo.
(embora, apesar de
que, se bem que)

Conformativa: Segundo a Lidiane, o curso técnico mais


conformidade. legal é LAZER.
(conforme, segundo)

Comparativa: Você são tão amáveis quanto um elefante.


comparação. (como,
tão...quanto)
Oração Subordinada Conjunções EXEMPLO
Adverbial Subordinativas
Consecutiva: Vocês são tão legais, que sentirei saudades.
consequência (tão...que,
tamanha...que)
Final: finalidade. Para que saibam tudo estudem.
(para que) na prova,
Temporal: indica Quando sentirem venham na Etec.
tempo. (quando, minha falta,
enquanto, sempre que,
assim que)
Causal: causa , Já que tirei MB com a vou dar um presente
circunstância (que, Jhessy, para ela.
pois, porque, como,
visto que, uma vez que ,
já que)
Proporcional: indica À medida que o tempo me apeguei mais à
proporção. (à proporção passou, vocês.
que, à medida que,
tanto mais.)
Oração Subordinada Oração EXEMPLO
Substantiva Subordinada
Adjetiva
Subjetiva: Começa com Restritiva: restringe a Consecutiva:
Verbo de ligação - caracterização, consequência
particula –se deixando ela explícita,
sem vírgula.
Objetiva Direta: Explicativa: Final: finalidade.
termina com um verbo caracteriza entre
transitivo direto vírgulas

Objetiva Indireta: Oração Subordinada Temporal: indica


termina com um verbo Substantiva tempo.
transitivo indireto.
Apositiva: termina com Condicional: indica Causal: causa ,
um substantivo e : ou , condição. circunstância
Predicativa: termina Concessiva: concessão, Proporcional: indica
com verbo de ligação. ceder algo. proporção.
Completiva Nominal: Conformativa: Consecutiva:
termina com um conformidade. consequência
REGÊNCIA NOMINAL
Hábil em
 Acessível a Habituado a
 Acostumado a ou com Inacessível a
 Alheio a Indeciso em
 Alusão a Invasão de
 Ansioso por Junto a ou de
 Atenção a ou para Leal a
 Atento a ou em Maior de
 Benéfico a Preferência a ou por
 Compatível com Preferível a
 Cuidadoso com Prejudicial a
Próprio de ou para
 Desacostumado a ou com
Próximo a ou de
 Desatento a Querido de ou por
 Desfavorável a Respeito a ou por
 Desrespeito a Sensível a
 Estranho a Simpatia por
 Favorável a Simpático a
 Fiel a Útil a ou para
 Grato a
COLOCAÇÃO PRONOMINAL

 Próclise - o pronome é colocado antes do verbo.


 Mesóclise - o pronome é colocado no meio do verbo.

 Ênclise - o pronome é colocado depois do verbo.


Uso da Próclise
1. Orações negativas, que contenham palavras tais como não, ninguém, nunca.
Exemplos: Não o quero aqui. Nunca o vi assim.

2. Pronomes relativos, indefinidos ou demonstrativos.


Exemplos: Foi ela que o fez. Alguns lhes deram maus conselhos. Isso me lembra algo.

3. Verbos antecedidos por advérbios ou expressões adverbiais, exceto quando haja vírgula
depois do advérbio, uma vez que dessa forma o advérbio deixa de atrair o pronome.
Exemplos: Ontem me disseram que havia greve hoje. Agora, descansa-se.

4. Orações exclamativas e orações que exprimam desejo de que algo aconteça.


Exemplos: Deus nos dê forças. Oxalá me dês a boa notícia.

5. Orações com conjunções subordinativas.


Exemplos: Embora se sentisse melhor, saiu. Conforme lhe disse, hoje vou sair mais cedo.

6. Verbo no gerúndio regido da preposição em.


Exemplos: Em se tratando de confusão, ele está presente. Em se decidindo pela festa, eu trato da
carne.

7. Orações interrogativas.
Exemplos: Quando te deram a notícia? Quem te presenteou?
USO DA MESÓCLISE

 A Mesóclise é possível apenas com verbos do Futuro


do Presente ou do Futuro do Pretérito. Se houver
palavra atrativa, todavia, dá-se preferência ao uso da
Próclise.

Exemplos:
 Orgulhar-me-ei dos meus alunos.

 Orgulhar-me-ia dos meus alunos.


USO DA ÊNCLISE

 Quando o uso da Próclise e da Mesóclise não for possível, usa-se a Ênclise. A


colocação de pronome depois do verbo é atraída pelas seguintes situações:

1. Verbo no imperativo afirmativo.


Exemplos: Depois de terminar, chamem-nos. Joguem-lhes a bola!

2. Verbo no infinitivo impessoal.


Exemplos: Gostaria de pentear-te a minha maneira. O maior sonho é casar-se.

3. Verbo inicia a oração.


Exemplos: Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo. Surpreendi-me com o café.

4. Verbo no gerúndio (sem a preposição em, pois quando regido pela preposição
em deve ser usada a Próclise).

Exemplos: Vive a vida encantando-me com as suas surpresas.


Faço sempre bolos diferentes experimentando-lhes ingredientes novos.
CONCORDÂNCIA VERBAL