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Índice

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PORTUGUÊS

AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 2 Índice PORTUGUÊS Regência Verbal Pág. 03 (aula 61) PORTUGUÊS

Regência Verbal

Pág. 03

(aula 61)

PORTUGUÊS

Uso do hífen

Pág. 05

(aula 62)

HISTÓRIA

Grandes projetos para amazônia

Pág. 07

(aula 63)

GEOGRAFIA

A degradação do meio ambiente

Pág. 09

(aula 64)

MATEMÁTICA

Geométria espacial: Sólidos

Pág. 11

(aula 65)

MATEMÁTICA

Ponto e reta

Pág. 13

(aula 66)

65) MATEMÁTICA Ponto e reta Pág. 13 (aula 66) FÍSICA Calorimetria: Estudo das trocas e transmissão
65) MATEMÁTICA Ponto e reta Pág. 13 (aula 66) FÍSICA Calorimetria: Estudo das trocas e transmissão

FÍSICA

MATEMÁTICA Ponto e reta Pág. 13 (aula 66) FÍSICA Calorimetria: Estudo das trocas e transmissão de

Calorimetria: Estudo das trocas e transmissão de

calor

Pág. 15

(aula 67)

FÍSICA

Óptica Geométrica

Pág. 17

(aula 68)

BIOLOGIA

Parasitologia

Pág. 19

(aula 69)

BIOLOGIA

Sistema hormonal ou indocrino

Pág. 21

(aula 70)

Programação Aprovar 2009

Pág. 23

Referências bibliográficas

Pág. 24

Pág. 23 Referências bibliográficas Pág. 24 Por dentro da UEA N as apostilas anteriores do Aprovar,
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Por dentro da UEA

N as apostilas anteriores do Aprovar, você pôde conhecer um pouco mais sobre as ações da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) desenvolvidas por meio do ensino e da exten-

são. Esta apostila traz para você um panorama da área de pesquisa na universidade. Atualmente, estão em execução na UEA 22 programas de pós-gra- duação (cursos de mestrado e doutorado), desenvolvidos pela própria universidade ou em parceria com as mais renomadas insti- tuições de pesquisa nacionais e internacionais. São mais de 3 mil alunos beneficiados em 25 cursos Stricto Sensu e 48 Lato Sensu. Os programas próprios da UEA são: Biotecnologia e Recursos Na- turais (em Manaus e em Parintins, sendo o primeiro curso Stricto Sensu oferecido no interior do Estado); Medicina Tropical; Direito Ambiental; Educação e Ensino de Ciências na Amazônia; e Clima e Ambiente (INPA/UEA). Outros 17 estão em processo de implantação, previstos para iniciar em 2010; desses, quatro programas são inéditos: Direito Governa- mental, com a USP; Administração Pública, com a FGV; Engenharia Elétrica/Microeletrônica, com a COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz de Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Uni- versidade Federal do Rio de Janeiro), referência na área de pós- graduação em engenharia na América Latina, e Engenharia Naval, também com a COPPE/UFRJ. Por meio da Pós-Graduação estão sendo desenvolvidos mais de 70 projetos de pesquisa (financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desen-

volvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – o que implica o investimento de recursos da ordem de R$ 35 milhões) e mais de 900 de iniciação científica com foco na compreensão de nossa realidade peculiar, nos biomas amazônicos e sua influência sobre os sistemas pro- dutivos, além de projetos de pesquisas avançadas executadas em associação com instituições brasileiras, da França, da Alemanha, dos Estados Unidos e de Cuba; Em 2007, foi implantado o Programa de Estudo em Áreas Alagadas em convênio com o Inpa e o Instituto Max Planck, da Alemanha. Já está

implantada cooperação técnica com a COPPE/UFRJ na implantação de linhas de pesquisa no doutorado em Engenharia Civil/Transportes

e linha de pesquisa em Engenharia Molecular para o doutorado em

Engenharia Química e com a Universidade de São Paulo (USP) para doutorados em Geografia Física e Geografia Humana.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa criou o Polo Científico e

Tecnológico e, em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, pretende agregar à iniciativa privada incubadoras e Uni- versidade, gerando sustentabilidade para o Polo Industrial de Manaus (PIM), baseando em pesquisa e em produção de inovação tecno- lógica. Também foi implantada a Coordenadoria de Relações Interinstitucio- nais, que já iniciou parcerias com instituições da França, Portugal, Alemanha e Espanha, as quais começaram a ser desenvolvidas a partir de 2008. No último mês de agosto, a UEA titulou os primeiros doutores em Doenças Tropicais e Infecciosas, do Programa de Medicina Tropical. No último dia 26 de outubro, a UEA titulou o primeiro doutor em Clima e Ambiente do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente, executado em parceria com o Inpa. Também em outubro, nos dias 27 e 28, a UEA titulou os três primeiros mestres do programa em Clima e Ambiente. Na pesquisa avançada, a UEA obteve mais uma significativa con- quista no início de 2009: o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Energia, Ambiente e Biodiversidade, sediado na Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, aprovado em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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da UEA, aprovado em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
da UEA, aprovado em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
da UEA, aprovado em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 3 Português Professor JOÃO BATISTA Gomes Aula 61 Regência verbal 1.
Português Professor JOÃO BATISTA Gomes Aula 61
Português
Professor JOÃO BATISTA Gomes
Aula 61
Page 3 Português Professor JOÃO BATISTA Gomes Aula 61 Regência verbal 1. Classificação dos verbos quanto

Regência verbal

1. Classificação dos verbos quanto à predicação

Quanto à regência (relação entre o verbo e os termos ou expressões que lhe completam o sentido ou a ele atribuem uma circunstância), podemos dividir todos os verbos da língua portuguesa em três categorias:

a) transitivos;

b) intransitivos;

c) de ligação.

Os transitivos podem ser:

a) diretos;

b) indiretos;

c) diretos e indiretos.

2. Vocabulário técnico

a) Transitivo – Que requer um ou mais complemento; complemento.

b) Intransitivo – Que não aceita complemento; sem complemento.

c) Direto – Que se liga ao verbo sem preposição; complemento direto.

d) Indireto – Que se liga ao verbo por meio de preposição; complemento indireto.

e) De ligação – Que liga o predicativo ao sujeito. Antônimo: verbo significativo.

3. Verbo transitivo direto

Entende-se por transitivo o verbo que precisa de complemento. Vamos observar as seguintes construções:

a) De repente, a gente sente isso. Função de “isso”: objeto direto.

b) A gente já não sente aquilo. Função de “aquilo”: objeto direto.

c) De repente não mais saco. Função de “saco”: objeto direto.

Observe que não há preposição intermediando os verbos e seus respectivos complementos. Diz-se, então, que os complementos ligam- se aos verbos diretamente, ou seja, sem auxílio de preposição. São, por isso, verbos transitivos diretos.

4. Objeto direto preposicionado

Se o verbo transitivo direto vier preposicionado, com certeza a preposição não é exigida pelo verbo. O complemento recebe, então, o nome de objeto direto preposicionado.

a) Ela só ouve a mim. Regência de ouvir: transitivo direto. Função sintática da expressão “a mim”: objeto direto preposicionado.

b) Venceu ao pai o filho. Regência de vencer: transitivo direto. Função sintática da expressão “ao pai”: objeto direto preposicionado.

c) Em casa, ele não respeitava a ninguém. Regência de respeitar: transitivo direto. Função sintática da expressão “a ninguém”: objeto direto preposicionado.

5. Objeto direto X pronomes átonos

Ao lado de verbos transitivos diretos, na função de complemento, só podem aparecer os seguintes pronomes átonos:

a) o, a, os, as – Só podem ser objeto direto. Podem aparecer antes (próclise), no meio (mesóclise) ou depois (ênclise) do verbo, representando pessoas ou coisas.

Exemplos:

1. Sempre a ouço.

2. Convivendo com ela, eu a mudei.

3. Convivendo com ela, eu mudei-a.

4. O dinheiro, passei-o a você.

com ela, eu mudei- a . 4. O dinheiro, passei- o a você. b) lo ,

b) lo, la, los, las – Variantes de o, a, os, as quando enclíticos (depois do verbo) ou mesoclíticos (no meio do verbo); só podem ser objeto direto. Devem ser acrescentados a verbos transitivos diretos que terminem por r, s ou z.

Exemplos:

1. Vou ouvi-la sempre.

2. As testemunhas? Ouvimo-las ontem.

3. As planilhas de custo? Refi-las à noite.

c) no, na, nos, nas – Variantes de o, a, os, as quando enclíticos (depois do verbo); só podem ser objeto direto. Devem ser acrescentados a verbos transitivos diretos que terminem por ão, õe ou m.

Exemplos:

1. Com relação ao dinheiro, ele repõe-no ainda hoje.

2. Lições de esperança? Eles dão-nas todos os dias.

3. Obstáculos da vida? Transpõe-nos naturalmente.

6. Verbo transitivo direto x lhe

Se o pronome lhe estiver ao lado de verbo transitivo direto, com certeza estará no papel de pronome possessivo: pode ser trocado por seu (dele), sua (dela), seus (deles), suas (delas). A função sintática, nesse caso, é de adjunto adnominal.

Exemplos:

1. Ouço-lhe muito as opiniões.

= Ouço muito as suas opiniões. “lhe” = adjunto adnominal.

2. Conheço-lhe a família há muitos anos.

= Conheço a sua família há muitos anos. “lhe” = adjunto adnominal.

3. Doíam-lhe todas as partes do corpo.

= Doíam todas as partes do seu corpo. “lhe” = adjunto adnominal.

4. Admiro-lhe muito as atitudes.

= Admiro muito as suas atitudes. “lhe” = adjunto adnominal.

7. Verbo transitivo direto e voz passiva

Os verbos transitivos diretos aceitam mudança da voz ativa para a passiva e vice-versa. Confira:

a) Da ativa para a passiva analítica:

1. Ela ouviu todos os conselhos. Todos os conselhos foram ouvidos por ela.

2. Ele perdeu dinheiro no jogo.

O dinheiro foi perdido por ele no jogo.

b) Da passiva analítica para a ativa:

1.

A

crise está sendo sentida por todos.

Todos estão sentindo a crise.

2.

A decisão foi mudada pelo diretoria.

A diretoria mudou a decisão.

c) Da passiva sintética para a ativa:

1. Ouviram-se muitos conselhos. Ouviram muitos conselhos.

2. Reconstruíram-se os prédios. Reconstruíram os prédios.

8. VTD e oração subordinada substantiva objetiva direta

O complemento do verbo transitivo direto pode ser uma oração inteira:

é a oração subordinada substantiva objetiva direta.

1. Sinto que ela me ama. Objeto direto de sinto: “que ela me ama”.

2. Saquei que nada é eterno. Objeto direto de saquei: “que nada é eterno”.

9. Verbos transobjetivos

Os verbos transitivos diretos que formam o predicado verbo-nominal com predicativo do objeto merecem atenção especial. São conhecidos como transobjetivos. O complemento verbal (objeto direto) vem acompanhado de predicativo.

1. Julgamos Teotônio incapaz dessa atitude. Função de incapaz: predicativo do objeto. Classificação do predicado: verbo-nominal.

2. Elegeram-na vereadora. Função de vereadora: predicativo do objeto.

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do predicado : verbo-nominal. 2. Elegeram-na vereadora . Função de vereadora : predicativo do objeto. 3

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 4 Classificação do predicado : verbo-nominal. Principais verbos transobjetivos

Classificação do predicado: verbo-nominal.

Principais verbos transobjetivos

Os verbos seguintes, quando empregados em sentido especial, são transobjetivos: transitivos diretos (raramente indiretos) + predicativo. Vêm acompanhados de predicativo do objeto, formando o predicado verbo-nominal.

1. ACHAR Eu sempre a achei atraente.

2. ACUSAR

O povo acusava-o de corrupto.

3. CHAMAR Os moleques chamavam-na de galinha garnisé.

4. CONSIDERAR Sempre a considerei infiel.

5. CRER Na infância, todos me criam um santo.

6. DAR Apesar das evidências, ele não se dava por vencido.

7. DECLARAR Depois dos testes, declararam-me habilitado.

8. DEIXAR Usaram o livro e deixaram-no rasgado.

9. ELEGER

O povo elegeu-o senador pelo Amazonas.

10. ENCONTRAR Para minha decepção, fui encontrá-la muito feliz.

11. FAZER

A minha intenção era fazê-la secretária.

12. INTITULAR Os ribeirinhos intitularam-no herói.

13. JULGAR Todos o julgavam culpado.

14. NOMEAR Nomearam meu primo inspetor-chefe.

15. SUPOR

A família supunha-o íntegro.

16. TACHAR Por causa da briga, tacharam-no de louco.

17. TER

Todos o tinham como doido.

VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS

1. Definição

Transitivo indireto é o verbo que exige complemento com preposição.

O complemento chama-se objeto indireto.

2. Preposição obrigatória

Quando o complemento do verbo transitivo indireto vem representado por um substantivo (ou por pronome que não seja átono), a preposição

é obrigatória. A construção de frases sem ela constitui agressão à norma culta da língua escrita.

Veja construções certas e erradas:

1. Este é o homem que o Brasil precisa. (errado)

2. Este é o homem de que o Brasil precisa. (certo)

O

3. filme que assisti impressionou-me. (errado)

O

4. filme a que assisti impressionou-me. (certo)

3. Complemento dos verbos transitivos indiretos

Além dos substantivos, os verbos transitivos indiretos admitem como complemento:

a) lhe(s) – Pronome que só pode representar pessoas ou seres vivos; deve ser usado com verbos que combinem com as preposições a ou para.

Veja construções analisadas:

1. Assistimos ao filme proibido. Assistimos-lhe. (errado) Assistimos a ele. (certo)

2. Obedecemos às leis de trânsito. Obedecemos-lhes. (errado)

às leis de trânsito . Obedecemos- lhes . ( errado ) Obedecemos a elas . (

Obedecemos a elas. (certo)

3.

Obedeço sempre aos meus superiores. Obedeço-lhes sempre (certo) Obedeço sempre a eles. (certo)

4.

Confio muito em Rosilda. Confio-lhe muito. (errado) Confio muito nela. (certo)

b)

a ele(s), a ela(s), a isso – Pronomes que podem representar pessoas ou coisas indiferentemente.

Veja construções analisadas:

1.

Referimo-nos às estrelas. Referimo-nos a elas. (certo)

2.

Obedecemos à lógica do mercado. Obedecemos a isso. (certo)

c)

me, te, se, nos, vos – Pronomes que só podem representar pessoas.

Veja construções analisadas:

1. Coisas boas aconteceram a mim. Coisas boas aconteceram-me. (certo)

2. Cabe a ti a decisão de mudar de vida. Cabe-te a decisão de mudar de vida. (certo)

4. Pronomes com dupla função

Os pronomes átonos me, te, se, nos e vos podem fazer o papel tanto de objeto direto quanto de objeto indireto. A diferença está na regência do verbo a que se filiam.

1. Eu tenho coisas lindas para te dar. Função do “te”: objeto indireto.

2. Eu nasci para te amar. Função do “te”: objeto direto.

3. A noite vem-nos envolver. Função do “nos”: objeto direto.

4. Nada nos falta aqui. Função do “nos”: objeto indireto.

5. Ele deu-se o luxo de viajar. Função do “se”: objeto indireto.

5. VTI: sem voz passiva

Os verbos transitivos indiretos não aceitam, em rigor, voz passiva. Alguns verbos, porém, por força do uso, são apassivados. É o caso de obedecer, pagar, perdoar, responder. Mas, em provas de concursos, em que a língua culta padrão é preservada, tais construções são condenadas, com exceção daquelas com o verbo obedecer.

Veja construções certas e erradas:

1. O jogo foi assistido por toda a família. Construção errada porque o verbo assistir (transitivo indireto) não aceita voz passiva.

2. Toda a família assistiu ao jogo. Frase na voz ativa; construção certa.

3. As leis de trânsito nunca são obedecidas. Construção certa; o verbo obedecer (transitivo indireto) admite voz passiva.

4. Não se obedece nunca às leis de trânsito. Construção certa.

6. VTI + se = sujeito indeterminado

Os verbos transitivos indiretos, acompanhados do pronome se, não admitem plural. É que, nesse caso, o se indica sujeito indeterminado, obrigando o verbo a ficar na terceira pessoa do singular.

Veja construções analisadas:

1. Precisam-se de pedreiros. (errado)

2. Precisa-se de pedreiros. (certo) Regência de “precisar”: VTI. Função do “se”: PIS (pronome que indetermina o sujeito). Sujeito: indeterminado.

3. Aqui, obedecem-se às leis. (errado)

4. Aqui, obedece-se às leis. (certo) Regência de “obedecer”: VTI. Função do “se”: PIS (pronome que indetermina o sujeito).

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às leis. ( certo ) Regência de “obedecer”: VTI. Função do “se”: PIS (pronome que indetermina

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 5 Português Professor JOÃO BATISTA Gomes Uso do hífen Aula 62 1.
Português Professor JOÃO BATISTA Gomes
Português
Professor JOÃO BATISTA Gomes
16:17 Page 5 Português Professor JOÃO BATISTA Gomes Uso do hífen Aula 62 1. Hífen com

Uso do hífen

Aula 62
Aula 62

1. Hífen com sufixos

-açu, -guaçu – Elementos de composição oriundos do tupi; exprimem a ideia de ‘grande’. O hífen só ocorre quando a palavra termina em vogal graficamente acentuada ou para evitar deturpação da pronúncia.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

acará-açu

buritiaçu

andá-açu

cupuaçu

capim-açu

jiboiaçu

jacaré-açu

minhocuçu

-mirim – Elemento de composição oriundo do tupi; exprime a ideia de ‘pequeno’. O hífen só ocorre quando a palavra termina em vogal grafi- camente acentuada ou para evitar deturpação da pronúncia.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

araçá-mirim

buritimirim

cajá-mirim

cajumirim

paraná-mirim

paumirim

2. Hífen com prefixos e pseudoprefixos

Regra geral – Com a reforma ortográfica de 2009, os prefixos (auto-, ante-, anti-, arqui-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, neo-, proto-, pseudo-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e os elementos não autônomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (aero-, agro-, arqui-, bi-, bio-, cardio-, eletro-, geo-, hidro-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, pan-, penta-, pluri-, retro-, tele-, tetra-, tri-, etc.), provocam hífen diante de palavras iniciadas por h e por vogais idênticas

à vogal final do prefixo ou do falso prefixo. Diante de palavras iniciadas por “r” e “s”, essas consoantes devem duplicar-se.

Exemplário – A seguir, em ordem alfabética, uma relação completa de

prefixos e pseudoprefixos seguidos de palavras grafadas de acordo com

a reforma ortográfica.

ab- (elemento latino de composição = afastamento, separação, priva- ção). Provoca hífen, antes de b, h e r (este último por conta da pro- núncia).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

ab-reagir

abgregação

ab-rogação

abgregar

ab-rogar

abjudicar

ab-rupto (melhor)

ou abrupto.

ad- (elemento latino de composição = aproximação; em direção a). Provoca hífen, antes de d, h e r (este último por conta da pronúncia).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

ad-digitala

djazer

ad-rogação

adjudicado

ad-rogador

adjudicar

afro- (elemento latino de composição = africano). Além de provacar hífen com vogais iguais e com a letra h, também o provoca na formação de adjetivos pátrios.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

afro-americano

afroespacil

afro-brasileiro

afroinfluência

afro-cubano

afromania

afro-habilidade

afrorreação

afro-lusitano

afrorrealidade

afro-obrigação

afrossexualidade

agro- (elemento latino de composição = terra, agricultura, campo).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

agro-ocupação

agroecologia

agro-orgânico

agroflorestal

agro-herança

agrossocial

ante- (prefixo de origem latina = em frente de, antes de).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

ante-etapa

anteontem

ante-escolar

anterreal

ante-etapa anteontem ante-escolar anterreal anti- (prefixo de origem grega = em frente de, de encontro

anti- (prefixo de origem grega = em frente de, de encontro a, contra, em lugar de, em oposição a).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

anti-halo

antiarbotivo

anti-herói

antigripal

anti-higiênico

antioxidante

anti-horário

antiparlamentarismo

anti-ibérico

antirrábico

anti-imperialismo

antissocial

arqui- (prefixo de origem latina = primazia; proeminência; superiori- dade).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

arqui-herói

arquimártir

arqui-hesitação

arquirromântico

arqui-inimigo

arquirrival

arqui-imitador

arquirreitor

audio- (elemento latino de composição = audição).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

audio-hemograma

audioamplificador

audio-otologia

audiossinal

audio-ovação

audiorreceptor

auto- (prefixo de origem grega = por si próprio). Nos compostos forma- dos a partir de auto-, o segundo elemento vai para o plural.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

auto-hemoterapia

autoafirmação

auto-hemoterápico

autoadmiração

auto-hemotransfusão

autobiografia

auto-hipnose

autodefesa

bi- (prefixo latino = duas vezes).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

bi-habilitado

bianual

bi-halografia

birradiano

bi-inclinação

birradical

bio- (elemento grego de composição = vida).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

bio-halogênico

bioacústica

bio-harmônico

bioclima

bio-obstrução

biorritmo

bio-oculação

biossocial

circum- (prefixo de origem latina = em torno de, em volta de; por (com ideia de movimento); ao pé de, perto de, nas imediações de). Provoca hífen quando a palavra que vem depois começa por uma vogal, h, m ou

n.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

circum-adjacência

circumboreal

circum-escolar

circunfluente

circum-murado

circunjazer

circum-navegação

circumpolar

circum-oral

circumportuário

mal- (prefixo de origem latina = mau, nocivo, ruim, maligno). Provoca hífen quando a palavra que vem depois começa por uma vogal ou pela letra h.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

mal-aventurado

malcriado

mal-assado

malcuidado

mal-afeiçoado

maldisposto

mal-informado

malpassado

mal-habituado

maltrapilho

cis- (prefixo latino = aquém de, do lado de cá).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

cis-havaiano

cisandino

cis-havanês

cisatlântico

cis-heleno

cisalpino

co- (prefixo latino = contiguidade, companhia). Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por “o”: coobrigação, coocupante, coordenar, coopera- ção, cooperar, etc.

SEM HÍFEN

coadministração

coabitante

coavalista

coeternidade

coaxial

coexistir

cofator

coirmã

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coadministração coabitante coavalista coeternidade coaxial coexistir cofator coirmã 5

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 6 cossecante coirmão cosseno coirmandade cotangente conatural

cossecante

coirmão

cosseno

coirmandade

cotangente

conatural

contra- (prefixo de origem latina = oposição, ação conjunta).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

contra-abertura

contrabaixo

contra-atacar

contraindicar

contra-aviso

contramão

contra-harmonizar

contrassenso

contra-hastear

contraofensiva

extra- (prefixo de origem latina = posição exterior, fora de).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

extra-abdominal

extraclasse

extra-amazônico

extrafino

extra-axilar

extrassensorial

extra-hepático

extrassensível

extra-humano

extrarregulamento

hexa- (elemento grego de composição = seis).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

hexa-adagiário

hexacampeão

hexa-adaptado

hexagrama

hexa-haustelado

hexassílabo

hiper- (prefixo de origem grega = posição superior; além; excesso).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

hiper-hedonismo

hiperacidez

hiper-humano

hiperexcitado

hiper-rancoroso

hiperinflação

infra- (prefixo de origem latina = abaixo, embaixo, em posição inferior).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

infra-assinado

infrabasilar

infra-hepático

infraorbitário

infra-hióideo

infrarrenal

inter- (prefixo de origem latina = posição intermediária; reciprocidade; interação). Provoca hífen antes de h e r.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

inter-helênico

interacadêmico

inter-humano

interestadual

inter-racial

internacional

inter-regional

interoceânico

intra- (prefixo de origem latina = dentro de, no interior).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

intra-arterial

intracelular

intra-abdominal

intracerebral

intra-hemisférico

intrarrenal

intra-hepático

intraósseo

macro- (elemento grego de composição = grande, longo).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

macro-habilitar

macrocefalia

macro-hematoma

macrossismo

macro-onda

macroeconomia

macro-organismos

macrorregião

micro- (elemento grego de composição = pequeno, curto, fraco).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

micro-harpa

microbiologia

micro-hélice

micro-organismo

micro-onda

microssaia

micro-ônibus

microrregião

mini- (elemento latino de composição = mínimo, muito pequeno).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

mini-horta

minibiblioteca

mini-hotel

minissaia

mini-inflamação

minicasaco

mini-insuficiência

minirrelógio

mini-irrigação

minirrua

multi- (elemento latino de composição = muito, numeroso).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

multi-hábil

multiangular

multi-hediondo

multicolorido

multi-incentivar

multirracial

multi-irritar

multissegmentado

multirracial multi-irritar multissegmentado neo- (prefixo de origem grega = novo, recém,

neo- (prefixo de origem grega = novo, recém, renovadamente).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

neo-habilitado

neoafricano

neo-hebraico

neoacadêmico

neo-helenismo

neobarroco

neo-oriental

neoquinhentismo

neo-otoplastia

neorrepublicano

neo-ortodoxo

neorrealismo

pan- (elemento grego de composição = tudo, todos). Provoca hífen quando a palavra que vem depois começa por uma vogal, h, m ou n.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

pan-africano

pancontinental

pan-americano

pancosmismo

pan-helenismo

panglossiano

pan-iconografia

panléxico

pan-mítico

panlogismo

pan-oftalmite

pansexual

penta- (elemento grego de composição = cinco).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

penta-alado

pentacampeão

penta-arruinado

pentacapsular

penta-hibernar

pentassílabo

penta-hierárquico

pentassépalo

pluri- (elemento latino de composição = muitos, vários).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

pluri-habitação

plurianual

pluri-hibridação

pluridentado

pluri-irrigado

plurirreação

pluri-irritado

plurissecular

poli- (elemento grego de composição = muitos, diversos).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

poli-higinenização

poliadição

poli-híbrido

polissílabo

poli-infecção

poliarterite

poli-idiomático

polissíndeto

proto- (prefixo de origem grega = primeiro, principal, renovadamente).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

proto-história

protoariano

proto-humano

protomártir

proto-ocidental

protorrevolução

proto-ocular

protorreação

proto-oncológico

protossol

pseudo- (prefixo de origem grega = mentiroso, enganador, falso).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

pseudo-herói

pseudoalelo

pseudo-hermafrodita

pseudobulbo

pseudo-obra

pseudorrandômico

semi- (prefixo de origem latina = quase, metade, um tanto).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

semi-herbáceo

semiaberto

semi-herbívoro

semicerrado

semieixo

semicondutor

semi-infantil

semifeudal

semi-inteiro

semirreta

semi-internato

semissoma

sobre- (prefixo de origem latina = em cima de, por cima de, acima de, além de).

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

sobre-elevação

sobreabundar

sobre-excelente

sobreafligir

sobre-humano

sobressaturar

sub- (prefixo de origem latina = sob, embaixo de, por baixo de, abaixo de, segundo). Provoca hífen antes de palavras iniciadas por b, h ou r.

COM HÍFEN

SEM HÍFEN

sub-base

subaquático

sub-bibliotecário

subaxilar

sub-habitação

subchefe

sub-humano

subchefia

sub-raça

subestação

sub-região

subeditor

sub-reino

subinspetor

sub-reitor

suboceânico

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sub-raça subestação sub-região subeditor sub-reino subinspetor sub-reitor suboceânico 6

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 7 História Professor Francisco MELO de Souza Aula 63 Grandes projetos para
História Professor Francisco MELO de Souza Aula 63
História
Professor Francisco MELO de Souza
Aula 63
Page 7 História Professor Francisco MELO de Souza Aula 63 Grandes projetos para a Amazônia Em

Grandes projetos para a Amazônia

Em 1953, Getúlio Vargas criou a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), a fim de promover o desenvolvimento da produção agrícola e pecuária, além de promover a integração da região à economia nacional. Em 1957, visando atender à ideia de desenvolver a Região Amazônica, foi criada a Zona Franca de Manaus, uma área de livre comércio com isenção

fiscal. Em 1966, no governo Castelo Branco, a SPVEA foi substituída pela Superin- tendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), órgão responsável para dinamizar a economia amazônica.

A SUDAM seria o órgão responsável em coordenar, supervisionar, elaborar e

executar projetos de outros órgãos federais. Para isso, tinha poderes de criar

incentivos fiscais e financeiros especiais para atrair investidores privados nacionais e estrangeiros. Foi a partir da SUDAM que os setores agrícolas, pecuários, indústrias de bens e de mineração passaram a ganhar maior dinamismo. Nesse mesmo ano, o Banco de Crédito da Amazônia foi transformado em Banco da Amazônia S.A. (BASA).

Zona Franca de Manaus e SUFRAMA

Em 1957, no governo de Juscelino Kubtschek, foi criada a Zona Franca de Manaus no contesto da Guerra Fria como parte do Projeto de contenção do avanço do comunismo. Em 1967, no governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, foi criada a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), no contexto da expansão do capitalismo pela Amazônia.

Nesse período, com uma série de incentivos fiscais especiais para integrar a Amazônia ao restante do País, diminuindo as desigualdades regionais e o vazio econômico e demográfico que a área então apresentava, a Zona Franca de Manaus teve como objetivos:

1. Instalar no interior da Amazônia Ocidental um programa de desenvolvi- mento Industrial, Comercial e Agropecuário.

2. Gerar emprego e renda na Amazônia Ocidental, propiciando um efeito multiplicador na economia regional.

3. Buscar a ocupação econômica da Amazônia Ocidental e suas regiões fronteiriças e,

4. Atenuar as desigualdades existentes entre as duas Amazônias e as demais regiões do Brasil.

Setor Comercial

O setor comercial foi o primeiro a fortalecer-se com a reformulação do projeto

Zona Franca de Manaus, estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 288/67: nos primeiros anos, logo após sua reformulação, a Zona Franca funcionou como um grande Shopping Center para todos os brasileiros. O Governo Federal, à época, não permitia importações nem a saída de brasileiros para o exterior. A Zona Franca funcionou como uma válvula de escape para as pessoas de melhor poder aquisitivo, que encontravam em Manaus as novidades importadas de todo o mundo. Por conta dessa corrida às compras, a cidade ampliou seus serviços, ganhou hotéis de 4 e de 5 estrelas, um aeroporto internacional e atraiu investidores das mais diversas procedências. Nessa época, as importações não tinham limites, com apenas 5 restrições, estabelecidas no Decreto-Lei 288/67 (que permanecem até hoje): armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passeio e artigos de perfumaria, cuja importação só poderia ser feita mediante o pagamento de todos os impostos. Do leite em pó holandês ao cristal da Bohemia ou à gravata italiana, tudo era vendido livremente no comércio da cidade, com permissão de serem levadas, como bagagem acompanhada de passageiro saído de Manaus, seis unidades de cada produto importado de uso pessoal,

o que tornava a viagem um grande atrativo.

Segundo dados da Junta Comercial do Amazonas, só em 1967, foram registradas 1.339 novas empresas, oferecendo, pelo menos, o dobro desse número em novas oportunidades de trabalho aos amazonenses. Essa fase inicial durou até 1975, quando o Governo Federal baixou o De- creto-Lei n.º 1.435, modificando o artigo 7.º. do Decreto-Lei n.º 288/67, alte- rando a alíquota do Imposto sobre Importação no internamento de merca- dorias para o território nacional. As importações foram limitadas em US$ 300 milhões, divididos entre o comércio e a indústria, que, a partir de então, teria de praticar índices mínimos de nacionalização em seus produtos.

índices mínimos de nacionalização em seus produtos. Com novas pressões da indústria nacional, o comércio da

Com novas pressões da indústria nacional, o comércio da ZFM importa ape- nas os produtos que ainda não são fabricados no Brasil, como medida de proteção à indústria instalada em outras regiões do País, com reflexos na emergente indústria da ZFM, que também tem de cumprir índices de nacionalização em seus produtos.

No final dos anos 70, vêm a liberação das viagens ao exterior e a permissão para entrada no País de bagagem procedente do exterior até 100 dólares. Começam as dificuldades do setor comercial da Zona Franca de Manaus, que, a partir de então, só recebia consumidores em determinadas épocas do ano, com grandes promoções. Durante toda a década de 80, o setor comer- cial promoveu pacotes turísticos para atrair visitantes, e a SUFRAMA organizou Feiras e Exposições de Produtos da Zona Franca de Manaus em várias capitais brasileiras como forma de divulgar o produto local e captar novos investimentos. O número de empregos gerados, nessa época, atingiu

a casa dos 80 mil.

Nos anos 90, veio a abertura do mercado brasileiro ao produto estrangeiro.

O

País inteiro passou a importar de tudo um pouco, com alíquotas do impos-

to

de importação bastante reduzidas. Para adequar o regime fiscal e de im-

portações da Zona Franca de Manaus à nova política industrial e de comér- cio exterior do Brasil, o Governo Federal deu nova redação ao § 1.º do art. 3.º

e aos art. 7.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 288/67, com a sanção da Lei n.º 8.387, de 30 de dezembro de 1991. Os efeitos nas atividades comerciais e no turismo doméstico foram devastadores, com muitos hotéis e estabele- cimentos comerciais tradicionais fechando as portas e demitindo funcio- nários, o que reduziu o número de empregos para 30 mil.

O novo século iniciou com esse quadro pouco alterado, com pequenos

períodos de aquecimento e outros de retração.

Setor Industrial

Os primeiros projetos industriais da ZFM começaram a se implantar em 1969,

embora o marco do setor industrial seja o ano de 1972, com a inauguração do Distrito Industrial. O começo não foi diferente de outros lugares:

importava-se o produto acabado, em partes e com peças desagregadas para montagem do produto final por operários amazonenses para atender ao mercado nacional. O Amazonas precisava criar empregos para evitar que os amazonenses migrassem para outras regiões, e a Zona Franca era, justa- mente, o projeto de desenvolvimento concebido pelo Governo Federal para ocupação racional da região, por brasileiros. Para adequar-se à nova ordem, a indústria local ainda nascente teve que substituir alguns componentes e insumos importados por similares produzi- dos no Brasil. A Zona Franca de Manaus, sob o pretexto de harmonização com o parque industrial brasileiro, só podia produzir bens que não fossem produzidos em outras regiões. Os índices mínimos de nacionalização eram progressivos, o que possibilitou o surgimento de uma indústria nacional de componentes e de insumos em várias regiões, sobretudo no Estado de São Paulo, de forma que, no final da década de 80, para cada dólar gasto com importações, a ZFM comprava o equivalente a quatro dólares no mercado

nacional. Alguns produtos, como televisores em cores, alcançaram índices de 93% de nacionalização; outros 100%, como as motocicletas de 125cc.

Na década de 80, a economia brasileira sofreu as consequências de fenômenos

externos como a desvalorização do dólar americano, a valorização da moeda japonesa e o excesso de protecionismo nas economias industrializadas. Tudo isso restringiu as perspectivas de exportações, provocando o desequilíbrio do balanço de pagamento, que, associado a fatores internos como a queda do poder aquisitivo do povo brasileiro e a inflação, resistiu a todos os planos econô- micos implementados nos diversos Governos no período e fez que o Brasil entrasse nos anos 90 em grave processo de recessão.

Implantação do DI

O lançamento da pedra fundamental do Distrito Industrial, no dia 30 de se-

tembro de 1968, reunindo, no ato, o Superintendente Floriano Pacheco e o Governador do Estado Danilo Duarte de Mattos Areosa, marcou também a aprovação do primeiro projeto industrial para instalar-se na ZFM: o da indústria Beta S/A, fabricante de joias e de relógios, que funcionou até meados da década de 90.

Os trabalhos de infraestrutura começaram no final de 1969, com a instalação

das redes de energia elétrica, água e esgotos, além da abertura da malha

viária. Todas as obras foram feitas com recursos próprios. Em 1972, o Distrito recebe a primeira indústria, a CIA – Companhia Industrial Amazonense, ocupando uma área de 45.416 m², para produção de estanho, e, logo em seguida, a Springer, para produção de aparelhos de ar condicionado.

O Distrito possui estação de captação e de tratamento de água, rede de

esgotos sanitários e de telecomunicações e sistema viário com 48 km de ruas asfaltadas e com manutenção própria. A área dispõe de hospital, creche, centro de treinamento do Senai, entidades das classes empresariais e trabalhadoras, escolas de tecnologia, centros de pesquisa, hotéis de 4 estrelas, pistas apropriadas para caminhadas, para cooper, para ciclismo,

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centros de pesquisa, hotéis de 4 estrelas, pistas apropriadas para caminhadas, para cooper , para ciclismo,

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 8 quadras de esportes e áreas de lazer, bares, restaurantes e shopping

quadras de esportes e áreas de lazer, bares, restaurantes e shopping center. Os lotes são vendidos às empresas a preço simbólico, com prazo de 10 anos para pagamento. Em 1980, a SUFRAMA adquiriu uma área de 5.700 ha, contígua à do Distrito já ocupado, para expansão. Nessa área, já estão instaladas algumas empresas, nos 1000 ha que receberam toda a infraestrutura necessária à ocupação, havendo, inclusive, áreas destinadas à construção de conjuntos habitacionais para os trabalhadores. Da mesma forma que o Distrito menor, essa área foi planejada preservando-se áreas verdes em proporção às áreas construídas, para que o equilíbrio ecológico seja mantido.

Planos de Integração

Em junho de 1970, o governo federal adotou o Plano de Integração Nacional (PIN); em julho do mesmo ano, o Instituto de Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Em 1971, criou-se o Programa de redistribuição de Terras e Estímulo à Agro- indústria do Norte e Nordeste (PROTERRA). E, entre 1971–78, construíram-se as várias rodovias importantes: Transamazônica, Perimetral Norte, Cuiabá- Santarém e Manaus-Caracarai (BR–174). Em 1974, foi criado o Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (POLAMAZÔNIA). Em 1994, foi criado o Plano Estratégico do Desenvolvimento do Amazonas (PLANAMAZÔNIA), o qual projetava suas atividades até o ano 2000, estiman- do investimento na ordem de US$ 3,14 bi, os quais seriam cinco prioridades: 1) Meio Ambiente; 2) Infraestrutura; 3) Distrito Industrial e ZFM; 4) Formação de recursos humanos; 5) Desenvolvimento de Pesquisas Científicas.

Terceiro Ciclo

Consistiu num programa, desenvolvido no governo Amazonino Mendes, de reestruturação da economia do Amazonas. Esse Programa econômico pretendia dar prioridades para o setor primário (agricultura).

A Greve dos Metalúrgicos de 1985

A conjuntura política brasileira dos anos oitenta foi marcada por movimentos

contestatórios contra a ditadura militar e organizações sindicais, que faziam grandes mobilizações pelo Brasil inteiro, a exemplo do ABC paulista, em que aparecem vários líderes sindicais e políticos, tais como Luiz Inácio Lula da Silva. Foi nesse período que várias correntes políticas, ideológicas, trabalhis- tas e setores da Igreja, como a Pastoral Operária, criaram o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em fevereiro de 1984, ocorreu a eleição para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos. Nessas eleições, a chapa PUXIRUM, tendo como diretores Ricardo Morais – presidente, Simão Pessoa – vice, “Chico Fera” – tesoureiro, Alberto “Gordo” – segundo tesoureiro, Ana Maria – secretária, Élson Melo – secretário, José Magno – secretário. Após a eleição, a primeira grande batalha sindical ocorreu na campanha sala- rial, e a nova diretoria provocou a primeira convenção coletiva. Mas, depois de uma série de discussão com representantes das empresas, que duraram 13 dias, não houve acordo entre as partes, e o resultado foi a deflagração da greve no dia 1 de agosto de 1985. Os representantes das empresas ameaçaram entrar

na justiça e pedir a ilegalidade da greve e demitir os operários por justa causa, caso não houvesse o retorno das atividades. As condições conjunturais foram analisadas por vários setores que estavam envolvidos no movimento e resolveram convocar uma Assembleia Geral para 7 de agosto de 1985. Nessa Assembleia, decidiu-se pelo retorno das atividades. Apesar das reivindicações não serem alcançadas, naquele momento, os ganhos políticos para a classe trabalhadora manauense foram enormes, pois,

a partir desse momento, outras categorias profissionais passaram a se

mobilizar contra a estrutura econômica que achatava o salário e promovia demissões em massas.

que achatava o salário e promovia demissões em massas. Exercícios propostos 01. (UEA-2006) O milagre brasileiro

Exercícios propostos

01. (UEA-2006) O milagre brasileiro tinha pontos positivos e negati- vos, como a desproporção entre o avanço econômico e o retar- damento ou mesmo o abandono dos programas sociais pelo Estado. A respeito dos projetos do milagre brasileiro, assinale a afirmati- va incorreta.

a) obedecendo aos princípios da Doutrina de Segurança Nacional, o governo procurou ocupar os espaços vazios, promovendo as agrovilas para assentamento de trabalhadores, especialmente nordestinos.

b) A regulamentação da SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus – visava a criar um centro industrial, comercial e agro- pecuário para capitalizar a Região Amazônica e gerar empregos.

c) Os governos militares aceleraram o desenvolvimento econômico por meio de um modelo concentrador de renda, cujo impacto foi atenuado pela expressão do emprego.

renda, cujo impacto foi atenuado pela expressão do emprego.   d) A Zona Franca de Manaus
 

d)

A Zona Franca de Manaus foi criada para ser um complemento das industriais eletrônicas acessórias da indústria automobilística.

e)

A Transamazônica é um exemplo malsucedido de aplicação do PIN – Plano de Integração Nacional, porque não foi concluída, e o que restou dela foi retomada pela selva.

02.

A respeito da luta ideológica e dos conflitos sobre terra e trabalho nas últimas décadas na Amazônia, é correto afirmar que:

a)

A igreja Católica interveio nas questões ambientais e na luta política e territorial no Norte somente após o sucesso dos empates que pretendiam proteger a floresta, para não se comprometer com fracassos.

b)

A Igreja admitiu as comunidades eclesiais de base e as Comissões Pastorais da Terra, solidária à militância, embora alguns padres adotassem posições mais emocionais e menos pastorais como a recusa de batismos e de missas em terras de certos fazendeiros.

c)

A Igreja, apesar da associação com o Estado e de sua secular aliança com o latifúndio, não conseguiu impedir a formação de órgãos sindicais no seu interior, como as comunidades de base e as pastorais da terra.

d)

A fragilidade dos seringueiros e ambientalistas amazônicos deve-se à sua obstinação em recusar apoios e participações de pessoas e de instituições de cunho político e sindical.

e) Os seringueiros e os ambientalistas distinguiram-se por seu nacionalismo e pela recusa aos apoios político-ideológicos.

03.

A criação de indústrias na Região Norte, sobretudo em Manaus, está ligada à (s):

a)

Presença de matérias-primas minerais e vegetais.

b)

Oferta de abundante mão-de-obra especializada.

c)

Necessidade do mercado consumidor local em expansão.

d)

Obras de infraestrutura básica, como estradas de ferro e usinas hidroelétricas.

e)

Política de incentivos fiscais estabelecidos pelo Governo Federal.

04.

Quanto à política para o setor industrial adotada pelo governo do Brasil a partir dos anos 1990, pode-se afirmar que levou à (ao):

a)

diminuição dos gastos públicos.

b)

abertura da economia para o mercado mundial, reduzindo as restrições às importações.

c)

criação de uma política favorável aos investimentos externos no País.

d)

privatização das empresas estatais.

e)

crescimento econômico da região e à distribuição de renda por meio da geração de empregos.

05.

Todas as alternativas relacionadas à Amazônia são verdadeiras, exceto:

a)

A Amazônia constitui um espaço econômico, social e político pouco estruturado e potencialmente gerador de novas oportunidades.

b)

A diversidade biológica ímpar da região lhe confere, atualmente, grande valor tendo em vista o desenvolvimento das biotecnologias.

c)

A região apresenta focos de modernidade, exemplificados pela presença de uma zona franca e de grandes projetos de mineração.

d)

A disputa pela posse da terra envolvendo posseiros, fazendeiros, extrativistas, garimpeiros, índios, mineradoras e madeireiras continua intensa.

e)

As taxas de investimento, de ocupação e de produção regionais são elevadas, mas o valor da terra se mantém baixo.

04.

A Amazônia atravessa uma nova fase de reorganização espacial. Isso ocorre porque:

a)

As atividades econômicas regionais se estabilizam em torno da população para a industrialização.

b)

O crescimento dos centros urbanos diminuiu pelo aumento da produtividade no campo.

c)

Os impactos dos investimentos públicos e privados transformaram a região, modificando intensamente a organização espacial nos últimos trinta anos.

d)

A presença dos grandes projetos proporciou a valorização da mão- de-obra regional e o aumento da qualidade de vida no campo.

e)

As atividades econômicas desenvolvidas na região nos últimos dez anos garantiram boa competitividade dos produtos amazônicos no exterior, com a criação, em todos os estados, das Zonas de Pro- cessamento de Exportação.

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produtos amazônicos no exterior, com a criação, em todos os estados, das Zonas de Pro- cessamento

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Geografia Professor HABDEL Jafar Aula 64
Geografia
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16:17 Page 9 Geografia Professor HABDEL Jafar Aula 64 A degradação do meio ambiente Princípio 1

A degradação do meio ambiente

Princípio 1 Os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimen- to sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza.

Princípio 2 Os Estados, de conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os princípios do Direito Internacional, têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos, segundo suas próprias políticas de meio ambiente e desenvolvimento, e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição ou controle causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos limites da jurisdição nacional.

(Declaração do Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento – 1992 – e Índice da Agenda 21. IN: Santos, Celeste Leite dos. Crimes contra o meio ambiente. Responsabilidade e sanção penal. p.194-195 anexo II. Ed. Juarez de Oliveira.São Paulo.2002).

Desde que aprendeu a criar animais e a plantar, o homem precisou modificar

o ambiente que o cercava. Alterar o ambiente para produzir alimentos era

necessário. A vida em comunidade, a segurança contra as intempéries naturais, o perigo de ataques de grandes animais ou a invasão de povos inimigos obrigaram esse ser a promover uma série de adaptações na paisa- gem que o cercava. As civilizações buscam sempre explorar e intervir nos ambientes naturais visando a condições mais ideais, ao crescimento demo-

gráfico e ao bem-estar material. Os impactos ambientais decorrentes da ação do homem podem ocorrer em escalas local, regional e global. Na natureza, há recursos que são renováveis e os que não se renovam. Com

o desenvolvimento tecnológico, parcelas cada vez maiores desses recursos

estão sendo consumidas. A população, por outro lado, manteve crescimento sempre positivo, apesar dos momentos em que ocorreram aumentos nas taxas de mortalidade (provocada pelas crises de fome ou ocorrência de pestes e guerras) e da tendência atual da diminuição das taxas de natalidade. Durante muito tempo, a regra básica da economia era a obtenção de lucro a qualquer custo. Nesse sentido, florestas inteiras desapareceram na Europa. Mudava-se o leito dos rios para adequá-los a alguma obra de engenharia. A

construção de barragens não levava em consideração o ecossistema fluvial, o tipo de solo das redondezas e a vegetação que seria inundada.

A mineração abria profundas feridas no solo para arrancar os minerais úteis

ao avanço industrial. Os dejetos, resultantes do processo de lavagem e separação dos minerais, eram lançados, sem a menor preocupação, nos rios, lagos naturais ou crateras abertas no terreno. Animais foram caçados até o extermínio. Outros foram apreendidos até o risco de desaparecimento. Tudo isso apenas para suprir os mercados com suas peles, sua gordura, sua carne ou apenas para terem suas cabeças exibidas como troféus de caça nas salas de algum entediado milionário norte-americano. Rios, a exemplo do Tamisa (atravessa Londres), hoje recuperado, viraram verdadeiros repositórios dos esgotos residenciais e industriais. Os oceanos, por muito tempo, foram depósitos de lixo radioativo das potências nucleares. Os parques industriais lançavam toneladas de poluentes na atmosfera como se esses materiais desaparecessem por encanto. Meio ambiente é o conjunto dos elementos e fatores físicos, químicos e biológicos, naturais e artificiais, necessários à sobrevivência das espécies. Impacto ambiental é toda ação ou atividade humana ou natural que provoque bruscas alterações no meio ambiente. Podemos perceber que há dano ambiental quando ocorre alteração na concentração de um produto que já existe na natureza. No efeito estufa, ocorre uma concentração cada vez maior de gás carbônico. Já na abertura de buraco na camada de ozônio, dá-se o inverso. O lançamento dos gases clorofluorcarbonos reduz a concentração de ozônio, expondo todos nós a uma radiação solar mais intensa e mais perigosa. Dano ambiental também ocorre quando se introduz, num ecossistema, quais- quer substâncias, embora naturais, mas que lhes são estranhas. O petróleo é um produto natural. Mas, quando é despejado, por acidente, em qualquer lu- gar da natureza, provoca uma agressão gravíssima aos ecossistemas afetados. Há, ainda, o caso da introdução de produtos artificiais em algum ecossiste- ma. Desde o advento da Revolução Industrial, o homem não parou de pro- duzir substâncias e materiais artificiais que acabam indo parar nos rios, solos ou lixões. Isso danifica o meio. Muitas vezes, o estrago é tão extenso e profundo que a área dificilmente se recupera.

Retirada da cobertura vegetal

No planeta, as florestas tropicais e equatoriais remanescentes são, em gran- de parte, responsáveis pelo equilíbrio ecológico. Elas são também o

pelo equilíbrio ecológico. Elas são também o repositório de grande parte da biodiversidade existente.

repositório de grande parte da biodiversidade existente. Atualmente, o avan- ço capitalista sobre as franjas sul e oriental da Amazônia Brasileira coloca essa imensa área sob o risco de destruição. A agricultura, a mineração, a extração indiscriminada de madeira, as construções de hidrelétricas, as queimadas são as atividades humanas que mais contribuem para reduzir as áreas florestadas da Terra. Em função disso, tem-se a redução e até a extinção da biodiversidade nos locais atingidos por essas práticas. O aumento da temperatura, a diminuição da pluviosidade são exemplos das consequências mais prováveis. Os rios podem ser assoreados por materiais trazidos pelas enxurradas, que provocam cheias mais acentuadas e a diminuição do tempo de permanência das águas na bacia hidrográfica. Os solos empobrecem em virtude da retirada da vegetação. O rebaixamento do nível do lençol freático pela diminuição da infiltração compromete não só

a vegetação local, mas também o nível dos rios no período de estiagem. Com os desmatamentos, acelera-se o processo de desertificação com conse- quências imprevisíveis para o clima do planeta.

A desertificação

Chamamos de desertificação “a degradação das terras nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de fatores diversos como as variações climáticas e as atividades humanas”. (Agenda 21 da Eco–92).

A desertificação pode ser provocada pelo uso intensivo do solo pela agri-

cultura. Técnicas inapropriadas de irrigação e cultivo podem desencadear a perda irreversível de uma área. Os desmatamentos são os grandes vilões quando o tema é a abertura de processos de desertificação, pois quebram o frágil equilíbrio do ecossistema atingido.

Na maioria das áreas desertificadas, verificam-se problemas ligados à fome,

à desnutrição, ao analfabetismo, à diminuição da renda e do consumo nas

áreas rurais. Mesmo que essas pessoas migrem para as áreas urbanas, per- siste, ainda, a pobreza, a desestruturação familiar, o desemprego e a falta de moradia. Como consequência, temos a destruição da biodiversidade, a erosão dos solos, a formação e o avanço de dunas. Por outro lado, reduzem- se os recursos hídricos e as áreas cultiváveis. Aumenta-se o desemprego e a estagnação econômica das áreas afetadas.

A agricultura e o meio ambiente

Produzir alimentos e matéria-prima para a indústria sempre foi a responsa-

bilidade da agricultura e da pecuária. Apesar disso, essas atividades podem provocar danos à natureza. A expansão da agricultura implica mudanças no meio original. O desmatamento, a preparação do solo (aragem) e a introdução de fertilizantes e defensivos, quando não manipulados com o devido cuidado, mais prejudicam do que ajudam a humanidade. A padronização das culturas quebra a cadeia alimentar local, podendo provocar o desaparecimento de espécies de animais ou a proliferação sem controle de alguns.

É possível evitar a progressão desses problemas. Tomando-se algumas medidas

de prevenção, minimizam-se os efeitos colaterais dessas atividades. O plantio em curvas de nível pode reduzir muito a perda de nutrientes do solo. O terracea- mento nas áreas íngremes reduz a velocidade de escoamento da água, evitando- se a erosão dos solos. A associação de culturas, além de proteger o solo do impacto direto das águas da chuva e das enxurradas, possibilita a diversificação da produção e o combate à fome dos trabalhadores rurais.

A difícil preservação dos recursos hídricos

Há muito tempo, o homem joga lixo nos rios, lagos e mares. Até o advento da

Primeira Revolução Industrial, muito do que se jogava eram materiais que se decompunham em pouco tempo. Entretanto os avanços tecnológicos da Revolução Industrial não só possibilitaram o aumento da produção, mas também elevaram o volume de lixo lançado nas águas. O pior disso tudo é que grandes somas de materiais não são recicláveis, o que acaba provocando

a morte de animais e plantas aquáticos, diminuindo a potabilidade da água e reduzindo de vez a capacidade de esses sistemas se renovarem. Grande parte dos oceanos e mares, principalmente nas regiões costeiras,

onde se concentra a maior parte da fauna marinha, encontra-se violentamen-

te poluída. A água é severamente atingida pela escalada desenvolvimentista

da sociedade capitalista. “Mais de 1,2 bilhão de pessoas não dispõe de água potável para beber, e 1,8 bilhão de pessoas não dispõe de saneamento

adequado. A água limpa salvaria a vida de 2 milhões de crianças a cada ano. Todos os anos, as doenças decorrentes da água imprópria custam à Índia 73 milhões de dias de trabalho.” (Nagle e Spencer. Advanced Geography. Oxford University Press, p. 137. 1997.). As principais fontes de poluição das águas são os derrames de petróleo, em razão dos acidentes com embarcações. Os efluentes industriais e resi- denciais sobrecarregam os cursos de águas que cortam as cidades. O chorume do lixo orgânico depositado em lixões a céu aberto e nos aterros sanitários acaba atingindo os lençóis subterrâneos, comprometendo por completo a qualidade da água dos rios e igarapés nas suas imediações. O lixo sólido despejado pelas populações ribeirinhas no leito dos igarapés e lançado pela tripulação dos navios polui seriamente o ecossistema marinho

e fluvial. O uso excessivo de adubos orgânicos e o manuseio inadequado de

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navios polui seriamente o ecossistema marinho e fluvial. O uso excessivo de adubos orgânicos e o

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:17 Page 10 agrotóxicos contaminam as águas subterrâneas e os rios. A mineração preju-

agrotóxicos contaminam as águas subterrâneas e os rios. A mineração preju- dica seriamente o meio ambiente quando os resíduos da lavagem dos minerais são depositados em lagos naturais ou em bacias de decantação que não foram construídas com as devidas especificações técnicas.

Uma atmosfera poluída

A poluição do ar é provocada, principalmente, por atividades industriais,

pela frota de automotores e pelas queimadas. As refinarias de petróleo, as fábricas de celulose, de fertilizantes, de ácido sulfúrico, de cimento e as siderurgias são as principais fontes dessa poluição. Essas atividades liberam para a atmosfera grande quantidade de partículas sólidas em suspensão e gases nocivos às plantas, aos animais e ao homem. Os

rios, os lagos, os solos, os mares e oceanos também são seriamente atingidos por essa carga de material em suspensão quando precipitada pelas chuvas. Óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, clorofluorocarbo- nos (CFC) e uma infinidade de outros produtos, isolados ou associados, vão comprometer a qualidade do ar atmosférico. Os impactos ambientais provocados pela poluição atmosférica podem ocorrer em escalas local, regional e global.

A Inversão Térmica é um fenômeno natural que ocorre em vários lugares do

planeta. Sozinha, não configura dano à natureza. O problema surge quando ela ocorre em áreas que apresentam grande concentração de poluentes.

A circulação atmosférica acontece quando o ar mais aquecido pela irradiação

terrestre sobe e depois desce ao se resfriar. Esse movimento constante ajuda

a dispersar os poluentes das camadas próximas do solo.

No outono ou no inverno, quando a temperatura diminui, essa situação inverte- se. O ar próximo do solo (agora mais frio) não é aquecido. Por não ascender, a poluição fica concentrada rente à superfície. Por algumas horas, até que o solo se aqueça, não há a subida do ar. Essa paralisia momentânea da atmosfera concentra os poluentes, agravando a qualidade do ar, que fica irrespirável. Em vários lugares onde esse fenômeno acontece, registram-se aumentos nos casos de internações provocadas por problemas respiratórios. Muitos pacientes chegam ao óbito em conseqüência do agravamento desses males. As chuvas ácidas constituem outro sério problema de agressão à atmosfera.

Trata-se da precipitação das gotas de águas (chuva, neblina), carregadas de ácido nítrico (HNO 3 ) e sulfúrico (H 2 SO 4 ). Esses ácidos são resultantes de reações químicas que ocorrem na atmosfera

a partir da presença de enxofre (dióxido de enxofre: SO 2 ). Essa substância,

por sua vez, é lançada à atmosfera pelas indústrias, pela queima de carvão ou

pela queima de derivados de petróleo pelos veículos automotores.

Essas chuvas têm efeito corrosivo e atingem não só as edificações, os rios, os lagos, os veículos, entre outras coisas, mas também todos os seres vivos. Provocam problemas respiratórios nos seres humanos e animais. Podem destruir as matas, poluir os solos e contaminar as águas superficiais.

O efeito estufa é um fenômeno conhecido desde o fim do século XIX. Naquela

época, havia cientistas que já se preocupavam com a interferência das

atividades humanas no equilíbrio térmico atmosférico. Apontavam os riscos associados às emissões de carbono (CO 2 ) e a outros gases como o metano (CH 4 ) e o óxido nitroso (N 2 O).

O aumento da concentração desses gases na atmosfera provou ser o res-

ponsável pelo aumento da temperatura do ar atmosférico. O uso cada vez maior

de carvão e petróleo como combustíveis, a partir da Revolução Industrial, criou uma camada muito resistente à passagem da irradiação terrestre. Essa, por sua vez, é refletida de volta à superfície, contribuindo sobremaneira para o aumento

da temperatura média do planeta. O derretimento de parte das calotas polares

e o aumento do nível médio dos oceanos provocariam um desequilíbrio em

escala planetária. Homens, plantas e animais estariam em risco. Atualmente, vivemos sob a ameaça dos problemas provocados pela abertura

de buraco na camada de ozônio. A camada de ozônio tem importância vital

para a vida no planeta Terra. Ela absorve grande parte da radiação ultravioleta oriunda do Sol, filtrando-a. Essa radiação direta processa-se em comprimentos de ondas que são prejudiciais para quase todas as formas de vida. Nos humanos, a exposição às radiações ultravioleta intensas pode provocar câncer de pele, inflamação da córnea e redução das defesas imunológicas. Certos compostos químicos de origem artificial são capazes de acelerar a destruição das moléculas de ozônio. Rompe-se, assim, o equilíbrio natural que mantém a camada protetora. Os principais implicados nessa destruição e

o desequilíbrio são os CFCs (clorofluorocarbonos), que podem permanecer

ativos na atmosfera por mais de um século. Nas grandes cidades, ocorre outro problema associado à concentração de concreto e asfalto e à poluição atmosférica. O crescimento desordenado, a ausência de áreas verdes e a ineficiência de um planejamento urbano agra- vam esse fenômeno. Trata-se das “Ilhas de calor”. Nos centros dessas man-

chas urbanas, a reflexão de calor para a atmosfera é enorme. Nesses locais,

a concentração de poluentes no ar também é muito grande. O resultado dis-

so é que a temperatura eleva-se, pois a dissipação de calor fica prejudicada. Em direção à periferia, nota-se uma diminuição gradativa da temperatura. É que, nessas áreas, a densidade de construções e de asfalto, sendo menor, diminui a reflexão de calor para a atmosfera.

sendo menor, diminui a reflexão de calor para a atmosfera. Exercícios propostos 01. (G1) São as
sendo menor, diminui a reflexão de calor para a atmosfera. Exercícios propostos 01. (G1) São as

Exercícios propostos

01. (G1) São as principais alterações ambientais causadas pelo ritmo frenético da urbanização e o aparecimento de novas megacida- des, nas últimas décadas, em países subdesenvolvidos:

a)

geração de grandes volumes de resíduos sólidos, poluição d'água e da atmosfera.

b)

globalização e poluição atmosférica.

c)

coleta seletiva de resíduos e investimentos no comércio.

d)

minimização do deficit habitacional e coleta seletiva de resíduos.

e)

diminuição do nível de instrução da população e aumento do setor informal.

02. (Cesgranrio) A industrialização europeia teve como base ener- gética o uso do carvão mineral. Até hoje, mesmo com a amplia- ção do uso de petróleo, da energia hidrelétrica e das usinas nu- cleares, o carvão permanece como importante fonte energética, principalmente nos países da Europa Oriental. Ocorre, porém, que a queima do carvão mineral, em grandes quantidades, pode provocar o aumento do volume do óxido de enxofre na atmosfera e, com isso, o fenômeno do(da):

a)

redução da ionosfera

b) vento geotrópico.

c) rarefação do ar

d)

formação do ozônio.

e) chuva ácida.

03. (UEG) A água da chuva é normalmente ácida. Porém a presença de poluentes no ar atmosférico (ácido sulfúrico, ácido clorídrico, trióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio) torna a água da chuva mais ácida ainda. Sobre esse fenômeno, é INCORRETO afirmar:

a)

As áreas mais afetadas pelas chuvas ácidas estão no Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e nos países europeus.

b)

As indústrias na Alemanha, no Reino Unido e na França emitem grande quantidade de poluentes contribuindo para acidificar os lagos da Escandinávia.

c)

No Brasil, esse fenômeno não ocorre de forma significativa em função do recente processo de industrialização e da desconcentra- ção industrial.

d)

As chuvas ácidas causam impactos também na cobertura vegetal; algumas florestas não estão resistindo a essa agressão, como é o caso da Floresta Negra.

04. (Ufla) Sabe-se que as queimadas são prejudiciais ao meio ambiente, com efeitos imediatos sobre o clima. Os efeitos imediatos das queimadas são apontados nas alternativas a seguir, EXCETO:

a)

Aumento do "buraco" na camada de ozônio.

b)

Elevação da temperatura do ar.

c)

Impossibilidade de a área devastada reter a energia do sol e gerar fluxos ascendentes de ar.

d)

Não-formação de chuvas.

05. (Ufpel) APOCALIPSE JÁ

Já começou a catástrofe que se esperava para daqui a 30 ou 40 anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos.

O derretimento do Ártico, a elevação do nível do mar, o avanço

das áreas desérticas, o aumento da intensidade dos furacões, entre outras, são algumas das mudanças de grandes propor- ções causadas pelos altos níveis do aquecimento global. "Veja",

21/06/06. [adapt.]

Esse aquecimento global é consequência do desequilíbrio em um processo natural. Com base em seus conhecimentos e nas informações anteriores,

correto afirmar que o processo que sofre o desequilíbrio res- ponsável pelo aquecimento global se refere

é

a)

às ilhas de calor, resultantes da elevação das temperaturas médias nas áreas urbanizadas das grandes cidades, em comparação com as zonas rurais.

b)

à inversão térmica, resultante da concentração do ar frio nas cama- das mais baixas, impedindo sua dispersão.

c)

às chuvas ácidas, resultantes da elevação exagerada dos níveis de acidez da atmosfera em consequência do lançamento de poluentes produzidos pela atividade humana.

d)

ao efeito estufa, que consiste na retenção do calor irradiado pela superfície terrestre e pelas partículas de gases e água existentes na atmosfera.

e)

aos ciclones extratropicais, que são provocados pela interação entre ventos, pressão atmosférica e altas temperaturas, comuns em zonas tropicais.

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são provocados pela interação entre ventos, pressão atmosférica e altas temperaturas, comuns em zonas tropicais. 10

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:18 Page 11 Matemática Professor Claúdio Barros VITOR Aula 65 Geométria espacial:
Matemática Professor Claúdio Barros VITOR Aula 65
Matemática
Professor Claúdio Barros VITOR
Aula 65
11 Matemática Professor Claúdio Barros VITOR Aula 65 Geométria espacial: Sólidos PRISMAS São poliedros com

Geométria espacial: Sólidos

PRISMAS

São poliedros com pelo menos duas faces contidas em planos paralelos, e as demais faces interceptam-se dois a dois em retas paralelas.

demais faces interceptam-se dois a dois em retas paralelas. Prismas especiais Cubo Cubo é um prisma

Prismas especiais

Cubo

Cubo é um prisma em que todas as faces são quadradas. O cubo é um prisma quadrangular regular cuja altura é igual à medida da aresta da base.

regular cuja altura é igual à medida da aresta da base. Paralelepípedo Chamamos de paralelepípedo o

Paralelepípedo

Chamamos de paralelepípedo o prisma cujas bases são paralelogramos; dessa forma, todas as faces de um paralelepípedo são paralelogramos.

todas as faces de um paralelepípedo são paralelogramos. Prisma triangular regular Prisma hexagonal regular

Prisma triangular regular

são paralelogramos. Prisma triangular regular Prisma hexagonal regular Aplicações 01. (VUNESP – 07)

Prisma hexagonal regular

Prisma triangular regular Prisma hexagonal regular Aplicações 01. (VUNESP – 07) Calcular o volume de um
Prisma triangular regular Prisma hexagonal regular Aplicações 01. (VUNESP – 07) Calcular o volume de um
Prisma triangular regular Prisma hexagonal regular Aplicações 01. (VUNESP – 07) Calcular o volume de um

Aplicações

01. (VUNESP – 07) Calcular o volume de um paralelepípedo retângulo, saben-

do que suas dimensões são proporcionais a 9, 12 e 20 e que a diagonal mede 100 m.

Solução:

a 9, 12 e 20 e que a diagonal mede 100 m. Solução: d 2 =

d 2 = a 2 + b 2 + c 2

100 2 = (20k) 2 + (12k) 2 + (9k) 2 100 2 = 625k 2 Assim, 25k = 100 k = 4 Então, a = 20 . 4 = 80 m

b

= 12 . 4 = 48 m

c

= 9 . 4 = 36 m

V

= a . b . c = 80 . 48 . 36

V

= 138240m 3

02. (Fuvest-SP) Dois blocos de alumínio, em forma de cubo, com arestas

medindo 10 cm e 6 cm, são levados juntos à fusão, e em seguida o alumínio líquido é moldado como um paralelepípedo reto de arestas 8 cm, 8 cm e x cm. O valor de x é:

a)

16 m

b) 17 m

c) 18 m

d)

19 m

e) 20 m

Solução:

O volume do paralelepípedo é igual à soma dos volumes dos cubos. Assim:

8 . 8 . x = 6 3 + 10 3 64 x = 216 + 1000 x = 19.

PIRÂMIDE

Consideremos um polígono contido em um plano (por exemplo, o plano ho- rizontal) e um ponto V localizado fora desse plano. Uma pirâmide é a reunião de todos os segmentos que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer do polígono. O ponto V recebe o nome de vértice da pirâmide.

polígono. O ponto V recebe o nome de vértice da pirâmide. Pirâmide regular Tetraedro regular É

Pirâmide regular

V recebe o nome de vértice da pirâmide. Pirâmide regular Tetraedro regular É uma pirâmide regular

Tetraedro regular

É uma pirâmide regular que tem as quatro faces congruentes.

• As seis arestas são congruentes;

• As faces são triângulos equiláteros.

congruentes; • As faces são triângulos equiláteros. Aplicações 01. Juliana tem um perfume contido em um

Aplicaçõescongruentes; • As faces são triângulos equiláteros. 01. Juliana tem um perfume contido em um frasco

01. Juliana tem um perfume contido em um frasco com a forma de uma

pirâmide regular com base quadrada. A curiosa Juliana quer saber o volu- me de perfume que o frasco contém. Para isso ela usou uma régua e tirou duas informações: a medida da aresta da base de 4cm e a medida da aresta lateral de 6cm.

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ela usou uma régua e tirou duas informações: a medida da aresta da base de 4cm

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AprovarVI_07.qxp 27/11/2009 16:18 Page 12 Solução: Como V = (A b .h)/3, devemos calcular a área

Solução:

Como V = (A b .h)/3, devemos calcular a área da base e

a medida da altura. A base tem forma quadrada de lado

a = 4cm, temos que A b = 4 2 = 16 cm 2 .

de lado a = 4cm, temos que A b = 4 2 = 16 cm 2
de lado a = 4cm, temos que A b = 4 2 = 16 cm 2

02. Uma pedra preciosa foi lapidada, ficando com a forma de um octaedro regular com aresta 0,5 cm. Determine a área total e o volume dessa pedra.

0,5 cm. Determine a área total e o volume dessa pedra. CILINDROS Área de base: π
0,5 cm. Determine a área total e o volume dessa pedra. CILINDROS Área de base: π

CILINDROS

Determine a área total e o volume dessa pedra. CILINDROS Área de base: π r 2

Área de base: πr 2 Área de lateral: 2πrh Área de total: 2π(h + r) Volume: 2πr 2 h

Se o cilindro é equilátero, temos h = 2r daí:

Al= 4πr 2

At = 6πr 2

V = 2πr 3

CONES

Al= 4 π r 2 • At = 6 π r 2 • V = 2

ESFERAS

Área de base: πr 2

Área de lateral: πrg Área de total: 2π(g + r) πr 2 h Volume: ––––––

3

Se o cone é equilátero, temos g = 2r daí:

Al= 2πr 2

• At = 3πr 2 • V = πr 3
• At = 3πr 2
• V =
πr 3
2r daí: • Al= 2 π r 2 • At = 3πr 2 • V =

Área do fuso

Note que, quanto maior for o ângulo, maior será o fuso correspondente; a área do fuso é diretamente proporcional a αα. Assim, podemos estabelecer as seguintes regras de três simples:

Para αα em graus:

360° ––––––– 4πr 2 2πrad ––––– 4πr 2

Para αα em radianos

αα°

––––––– A fuso

πr

2

a

A fuso = –––––

90

αα rad ––––– A fuso

A fuso = 2r 2 αα

Cunha Esférica

↓ ↓ A f u s o = 2r 2 α α Cunha Esférica Se um

Se um semicírculo com o diâmetro num eixo gira a graus (0° < αα 360°) em torno do eixo, ele gera um sólido que é chamado cunha esférica.

do eixo, ele gera um sólido que é chamado cunha esférica. Aplicações 01. Um troféu para
do eixo, ele gera um sólido que é chamado cunha esférica. Aplicações 01. Um troféu para

Aplicações

01. Um troféu para um campeonato de futebol tem a forma de uma esfera de

raio R = 10 cm cortada por um plano situado a uma distância de

centro da esfera, determinando uma circunferência de raio r cm, e sobreposta

a um cilindro circular reto de 20 cm de altura e raio r cm, como na figura (não em escala).

cm do

altura e raio r cm, como na figura (não em escala). cm do O volume do
altura e raio r cm, como na figura (não em escala). cm do O volume do

O volume do cilindro, em cm 3 , é

a) 100 π

b) 200 π

c) 250 π

d) 500 π

e) 750 π

Solução:

π b) 200 π c) 250 π d) 500 π e) 750 π Solução: 02. Um

02. Um paciente recebe por via intravenosa um medi-

camento à taxa constante de 1,5 ml/min. O frasco do medicamento é formado por uma parte cilíndrica e

uma parte cônica, cujas medidas são dadas na figura,

e estava cheio quando se iniciou a medicação.

Após 4h de administração contínua, a medicação foi

interrompida. Dado que 1 cm 3 =1ml, e usando a aproxi- mação π = 3, o volume, em ml, do medicamento res- tante no frasco após a interrupção da medicação é,

aproximadamente,

após a interrupção da medicação é, aproximadamente, a) 120. b) 150. c) 160. d) 240. e)

a)

120.

b) 150.

c) 160.

d)

240.

e) 360.

Solução:

V=C ci + V co V= π r 2 h 1 + 1/3 π r 2 h 2 V= π 4 2 .9 + 1/3 π 4 2 .3 V= 144π +16π =160π cm 3 V = 480ml Após 4 h, ou seja, 240 min o volume consumido é de 1,5. 240 = 360 ml. O restante, então, é de aproximadamente 120 ml.

Exércicios propostos= 360 ml. O restante, então, é de aproximadamente 120 ml. 01. Considere o cubo de

01.

Considere o cubo de aresta a representado abaixo. A medida, em graus, do ângulo AFC é:

a) 30°

a) 30°

b) 45°

c) 60°

d) 90°

e) 120°

02.

Uma piscina com forma de um prisma reto tem como base um retângulo de dimensões 10m e 12m. A quantidade necessária de litros para que o nível de água da piscina suba 10 cm é de

a)

10.200

b) 10.800

c) 11.600

d)

12.000

e) 14.000

03.

A

grande pirâmide de Quéops, antiga construção localizada no

Egito, é uma pirâmide regular de base quadrada, com 137m de

altura. Cada face dessa pirâmide é um triângulo isósceles cuja altura relativa à base mede 179m.

A

área da base dessa pirâmide, em m 2 , é:

a)

13.272

b) 26.544

c) 39.816

d)

53.088

e) 79.432

04.

O

diâmetro da base de um reservatório cilíndrico mede 2

metros. Sabendo-se que sua altura mede 60 centímetros, sua capacidade aproximada, em litros, é de

a)

1.884

b) 1.970

c) 2.764

d)

3.140

e) 3.810

05.

A

terra retirada na escavação de uma piscina semicircular de

6m de raio e 1,25m de profundidade foi amontoada, na forma de um cone circular reto, sobre uma superfície horizontal plana. Admita que a geratriz do cone faça um ângulo de 60° com a vertical e que a terra retirada tenha volume 20% maior do que o volume da piscina.

Nessas condições, a altura do cone, em metros, é de

a)

2,0

b) 2,8

c) 3,0

d)

3,8

e) 4,0

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piscina. Nessas condições, a altura do cone, em metros, é de a) 2,0 b) 2,8 c)

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Matemática Professor CLÍCIO Freire
Matemática
Professor CLÍCIO Freire

Ponto e reta16:18 Page 13 Matemática Professor CLÍCIO Freire Aula 66 1. Estudo do ponto Distância entre dois

Aula 66
Aula 66

1. Estudo do ponto

Distância entre dois pontos no plano

66 1. Estudo do ponto Distância entre dois pontos no plano Fórmula para calcular a distância

Fórmula para calcular a distância entre dois pontos

plano Fórmula para calcular a distância entre dois pontos Alinhamento entre pontos Três pontos não alinhados

Alinhamento entre pontos

Três pontos não alinhados em um plano cartesiano formam um triângulo de vértices A(x A , y A ), B(x B , y B ) e C(x C , y C ). A sua área poderá ser calculada da seguinte forma:

C ). A sua área poderá ser calculada da seguinte forma: A = 1/2 . |D|,

A = 1/2 . |D|, ou seja, |D| / 2, considerando

forma: A = 1/2 . |D|, ou seja, |D| / 2, considerando Para que exista a
Para que exista a área do triângulo, esse determinante deverá ser diferente de zero. Caso
Para que exista a área do triângulo, esse determinante deverá ser diferente
de zero. Caso seja igual a zero, os três pontos, que eram os vértices do
triângulo, só poderão estar alinhados.
Portanto podemos concluir que três pontos distintos A(x A , y A ), B(x B , y B ) e
C(x C , y C ) estarão alinhados se o determinante correspondente a eles
for igual a zero.
Exemplo:
Verifique se os pontos A(0,5), B(1,3) e C(2,1) são ou não colineares (são
alinhados).
O
determinante referente a esses pontos é
. Para que sejam colineares,

o valor desse determinante deve ser igual a zero.

o valor desse determinante deve ser igual a zero. = 10+1–6–5 = 9–6–5 = 5–5 =

= 10+1–6–5 = 9–6–5 = 5–5 = 0

Portanto os pontos A, B e C estão alinhados.

Baricentro do Triângulo

O ponto de encontro das três medianas de um triângulo qualquer é chamado

de baricentro ou centro de gravidade do triângulo. O baricentro divide cada

mediana

extremidades um vértice, e o baricentro é o dobro daquele que tem como extremidades o baricentro e o ponto médio do lado do triângulo.

O baricentro de um triângulo qualquer de vértices A( xa, ya), B (xb, yb) e C

de modo que aquele que tem como

em

dois

segmentos,

(xc, yc) tem coordenadas:

+

x G = –––––––––––––

+

y G = –––––––––––––

x

A

y

A

x

B

3

+

x

C

y

B

3

+

y

C

2. Estudo da reta

Sabemos que o coeficiente angular de uma reta é a tangente do seu ângulo

de inclinação. Por meio dessa informação, podemos encontrar uma forma prática para obter o valor do coeficiente angular de uma reta sem precisar fazer uso da tangente.

É importante lembrar que só será possível encon-

trar o coeficiente angular de uma reta não-vertical, pois não é possível calcular a tangente de 90°. Para representarmos uma reta não-vertical em um plano cartesiano, é preciso ter, no mínimo, dois pontos pertencentes a ela. Desse modo, conside-

re uma reta s que passa pelos pontos A(x A , y A ) e

B(x B , y B ) e possui um ângulo de inclinação com o eixo Ox igual a α. Prolongando a semirreta que passa pelo ponto A e é paralela ao eixo Ox, formaremos um triângulo retângulo no ponto C.

ao eixo Ox, formaremos um triângulo retângulo no ponto C. O ângulo A do triângulo BCA
ao eixo Ox, formaremos um triângulo retângulo no ponto C. O ângulo A do triângulo BCA

O ângulo A do triângulo BCA será igual ao da incli- nação da reta, pois, pelo Teorema de Tales, duas retas paralelas cortadas por uma transversal, desde que essa não seja perpendicular às para- lelas, e os seus ângulos colaterais corresponden- tes serão iguais.

Levando em consideração o triângulo BCA e que o coeficiente angular é igual

à tangente do ângulo de inclinação, teremos:

é igual à tangente do ângulo de inclinação, teremos: tg α = –––––––––––––––
é igual à tangente do ângulo de inclinação, teremos: tg α = –––––––––––––––

tg α = ––––––––––––––– cateto cateto adjacente oposto

y B – y A

tg α = ––––––––– x B – x A

Portanto o cálculo do coeficiente angular de uma reta pode ser feito pela razão da diferença entre dois pontos pertencentes a ela.

Δy

m = tgα = ––––

Δx

Aplicaçõespertencentes a ela. Δ y m = tg α = –––– Δ x 01. Qual é

01. Qual é o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (-1,3) e B

(-2,3)?

m

m = 0

02. O coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (2,6) e B (4,14) é:

m

m = 4

03. O coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (8,1) e B (8,6) é:

m

Portanto m (coeficiente angular) não irá existir.

Equação geral da reta

Para formar a equação geral da reta, é preciso levar em consideração as seguintes condições:

• Condição de existência de uma reta, que diz que, para construir uma reta, basta conhecer apenas dois pontos pertencentes a ela.

• Condição de alinhamento de três pontos que diz: três pontos pertencentes a uma reta A(x A , y A ), B(x B , y B ) mais um ponto genérico da reta C(x C ,y C )

Δy

3 – 3

0

= –––– = –––––– = ––– = 0

Δx

–2+1

–1

Δy

14 – 6

8

= –––– = –––––– = ––– = 4

Δx

4 – 2

2

Δy

= –––– = –––––– = ––– = ?

Δx

8 – 8

6 – 1

7

= –––––– = ––– = ? Δ x 8 – 8 6 – 1 7 .

.

serão colineares se o seu determinante for igual a zero.

Seguimos essas condições e consideramos os pontos distintos A(x A , y A ), B(x B , y B ) pertencentes a reta t e C (x C ,y C ) como sendo um ponto genérico (qualquer) da reta. Uma das formas de demonstrarmos a equação geral da reta é a seguinte:

de demonstrarmos a equação geral da reta é a seguinte: x A y B + y

x A y B + y A x C + x B y C – x C y B – x A y C – y A x B

y B x C – x C y B + x B y C – x A y C – y A x B + x A y B = 0

y A – y B

x C (–––––––) + y

a

C

(–––––––––) + –––––––––– = 0

b

c

x B – x A

x A y B – y A x B

a x C + b y C + c = 0

Dessa forma, conclui-se que toda reta no plano cartesiano pode ser repre-

sentada na forma ax + by + c = 0, conhecida como equação geral da reta, sendo (x,y) um ponto genérico a essa reta. Exemplo: Dados os pontos A (–1,3) e B (2,-4), escreva a equação geral da reta que passa por esses pontos.

a equação geral da reta que passa por esses pontos. ⇒ 4 + 3x + 2y

4 + 3x + 2y + 4x + y – 6 = 0 7x + 3y – 2 = 0

Equação da reta, dados um ponto P(x 0 ,y 0 ) e o coeficiente angular m r .

Com um ponto e um ângulo, podemos indicar e construir uma reta. E, se a

reta formada não for vertical (reta vertical é perpendicular ao eixo Ox) com o ponto pertencente a ela mais o seu coeficiente angular (tangente do ângulo

de inclinação), é possível determinar a equação fundamental da reta.