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ARTIGO 3 – A PALAVRA DE DEUS

Confessamos que a Palavra de Deus não foi enviada nem produzida “por
vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito
Santo”, como diz o apóstolo Pedro (2 Pedro 1:21).
Depois, Deus, por seu cuidado especial para conosco e para com a nossa
salvação, mandou seus servos, os profetas e os apóstolos, escreverem sua
Palavra revelada1. Ele mesmo escreveu com próprio dedo as duas tábuas da lei 2.
Por isso chamamos estas escritas: sagradas e divinas Escrituras 3.

01- O assunto do artigo 3.


Neste artigo confessamos que a Bíblia é a Palavra de Deus.
a) Esta Palavra de Deus não se originou por vontade humana, mas pelo
Espírito de Santo, que moveu certas pessoas a falar em nome de Deus,
como afirma o apostolo Pedro.
b) Depois, Deus mandou os profetas e apóstolos escreverem a Palavra
revelada dEle; como servos, eles fizeram o que Deus queria que fizessem.
Possuímos a Palavra.Escrita de Deus, “por seu cuidado especial para
conosco e para com a nossa salvação”.

02- “Não por vontade humana”.


a) A igreja, com muita ênfase, confessa (e deve confessar) que a Palavra de Deus,
de fato, vem dEle mesmo e não de qualquer outra pessoa. Ela não foi inventada
pelo cérebro humano; ela não é uma filosofia ou teoria humana, nem mesmo de
um apostolo ou um anjo do céu (Gálatas 1:8).
Deus têm falado, Hebreus 1:1. Foi Ele quem tomou a iniciativa; não foram os
profetas que começaram a falar. Vários textos da Bíblia claramente mostram que
os profetas resistiram à vontade de Deus.

1
Êxodo 34:27; Salmo 102:18; Apocalipse 1:11, 19.
2
Êxodo 31:18.
3
2Timóteo 3:16.
Moisés protestou e disse: “Ah! SENHOR! Eu nunca fui eloqüente”; “envia
aquele em que hás de enviar, menos a mim” (Êxodo 4:10-17).
Jeremias disse: Ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar; porque não passo de
uma criança “(Jeremias 1:6); mais tarde ele pediu demissão, porque sofreu muito
(Jeremias 20:7-9). O próprio Amós falou: “Eu não sou profeta(...). Mas o
SENHOR me tirou de após o gado” (Amós 7:14-15). Jonas fugiu da presença do
SENHOR; ele não quis ir à cidade de Nínive. Deus até fez homens incrédulos
profetizarem, como Balaão (Números 22:22-24) e caifas (João 11:50-51).
b) Mas há ainda outra prova de que os profetas não “comunicaram” suas próprias
idéias e, sim, a Palavra de Deus. Pedro diz que os profetas “indagaram e
inquiriram” e estavam “investigando atentamente” para saber o sentido de suas
próprias profecias (1 Pedro 1:10-12). Quer dizer, eles mesmos não inventaram as
profecias; se tivessem inventado, teriam entendido o que falaram (veja também
Daniel 12:8-9).
c) Por isso, há muita diferença entre os verdadeiros e os falsos profetas. Estes não
foram chamados por Deus e falam “por conta própria”. Facilmente suas palavras
não aceitas, porque eles falam o que os homens querem ouvir. O exemplo de
2Crônicas 18 é claro: o rei Acabe quer pelejar contra a Síria e todos os (falsos)
profetas dele dizem: “Assim diz o SENHOR (...); o SENHOR a entregará nas
mãos do rei” (2Crônicas 18:10-11). Apedido do rei Josafá, Acabe consulta
também o (verdadeiro) profeta Micaías. O mensageiro que vai chamar o profeta,
fala (v. 12): “Eis que as palavras dos profetas a uma voz predizem cousas boas
para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala o que é
bom”. Em Jeremias 28 encontramos o falso profeta Hananias (que “profetizou” o
que o povo de Judá queria ouvir, contradizendo as profecias de Jeremias).
A Bíblia não somente fala de falsos profetas, mas também de falsos apóstolos.
Jesus escreve na carta à igreja de Éfeso sobre aqueles “ que a si mesmos se
declaram apóstolos e não são, o os achates mentirosos” (Apocalipse 2:2).
Portanto, é uma colocação bem certa a do artigo 3 que chama os profetas e
apóstolos: “servos de Deus”. Assim enfatiza-se que eles não anunciaram as
opiniões deles mesmos, mas que falaram em nome de Deus.
03- “Homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.
a) O artigo 3 cita a palavra do apóstolo Pedro: “porque nunca jamais qualquer
profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens (santos) falaram da
parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). A palavra “movidos”
é a mesma palavra (grega) que encontramos em Atos 27:15, 17, onde se fala de
um navio levado pelo vento. Assim os escritores da Bíblia foram “arrastados” e
“levados” pelo Espírito Santo.
b) Um texto importante também é 2 Timóteo 3:16, onde Paulo diz que “toda
Escritura é inspirada por Deus”. Apalavra (grega) que Paulo usa tem a ver com
sopro, fôlego, respiração. Precisa-se de fôlego (respiração) para falar; palavras
são, por assim dizer, a respiração de uma pessoa. Assim as Escrituras são a
“respiração” de Deus; por isto, elas são puramente divinas. Além disto, a palavra
“inspirada” tem a ver com Espírito. Quer dizer: a Bíblia é a Palavra que foi falada
(“respirada”) pelo Espírito de Deus.
c) Outros textos importantes são 1 Tessalonicenses 2:13 e Gálatas 1:8-9, que
provam que o apóstolo Paulo tinha a certeza absoluta de que anunciou a Palavra
de Deus.
d) Conforme Hebreus 1:1, Deus falou “de muitas maneiras” aos homens.
Algumas maneiras são: bem diretamente no paraíso, Gênesis 1:28; em sonhos,
por exemplo a José, filho de Jacó, em visões, por exemplo a Daniel; em
manifestações (aparições), por exemplo a Abraão.

04- “Deus andou pôr por escrito sua Palavra revelada”.


a) O artigo 3 faz distinção entre a palavra falada e a Palavra escrita, mas enfatiza
que também o “processo” de escrever não foi obra de homens e, sim, do próprio
Deus. As palavras faladas não foram anotadas porque os homens as consideraram
falidas de serem conservadas. É verdade que Lucas, no prólogo do seu
evangelho, diz: “igualmente a mim me pareceu bom (...) dar por escrito uma
exposição em ordem” (Lucas 1:3). E Paulo escreveu suas cartas porque, para ele,
muitas vezes foi o único meio de comunicação. Porém, em última análise, o
verdadeiro motivo de ter sido escrita a Palavra foi “o cuidado especial de Deus
para conosco e para com nossa salvação”. Ele quer que sejamos salvos e, por
isso, fez com que o Evangelho da salvação chegasse a nós de maneira intacta.
Uma palavra falada facilmente é torcida ou perdida. E Deus queria que sua
Palavra nos alcançasse sem distorções.
b) Tudo isso significa, ao mesmo tempo, que o processo de escrever se realizou
de maneira infalível. Deus dirigiu os autores da Bíblia de tal maneira que se
lembraram de palavras faladas e de eventos ocorridos. Eles anotaram tudo quanto
Deus queria e como Ele queria.
Nem tudo o que foi falado, também foi escrito. Geralmente os profetas devem ter
dito mais do que escreveram nos seus livros (das palavras e obras de Jesus fala-se
assim em João 21:25). Mas isto não quer dizer que temos, na Bíblia, as palavras
de Deus, apenas na medida em que os escritores da Bíblia se lembraram delas ou
as consideraram válidas. Trata-se do cuidado especial de Deus; a Palavra dEle
não “nasceu” por acaso ou pela vontade e pela arbitrariedade de homens.
c) Mesmo que o artigo 3 fale sobre os autores da Bíblia como “servos de Deus”,
isto não significa que tudo lhes foi ditado, palavra pr palavra. Deus mão usou os
autores da Bíblia como instrumentos passivos (ou como máquinas). Por isso
dizemos que a inspiração não foi “mecânica”. Deus não eliminou o talento, a
vontade e a capacidade dos autores de investigar, de compor, de escrever etc.
Dizemos, portanto, que a inspiração foi “orgânica”. Lucas, por exemplo, teve que
se preparar muito bem para escrever seu livro sobre Jesus (Lucas 1:3-4).
Entretanto, mantemos a convicção de que a “obra literária” destes homens é
realmente a Palavra de Deus.
d) Chama a atenção o artigo 3 que enfatiza o fato de Deus ter escrito, com o
próprio dedo, as duas tábuas da lei. Sobre este exemplo do cuidado de Deus para
com seu povo. João Calvino faz observações válidas. Devia ter sido suficiente
que Deus somente falasse, porque dá para contar a lei nos (dez) dedos (e os pais
deviam ensinar a lei às crianças). Mas Deus sabe que somos fracos e que temos
memória limitada. Por isso, Ele não somente anunciou a lei, mas também a
escreveu. Assim, Ele nos deu sua Palavra, que é a base da nossa fé.
05- A Palavra de Deus e a crítica.
a) No século XVI ainda não havia pontos de divergência entre os reformadores e
os católico-romanos a respeito da doutrina da inspiração. Mas os anabatistas já
tinham, naquela época, uma opinião diferente. Eles desprezaram a Palavra escrita
e a consideraram “letra morta”, mas destacaram a palavra “interior” com que
Deus, na opinião deles, falaria diretamente ao homem. É por causa dessa opinião
dos anabatistas que o artigo 3 fala sobre “sagradas e divinas Escrituras”. E foi por
causa da mesma dos anabatistas que João Calvino disse (com razão!) que
devemos às Escrituras o mesmo respeito que devemos ao próprio Deus.
b) Desde o século XVI a doutrina da inspiração começou a ser negada cada vez
mais. Temos que constatar, infelizmente, que a maioria dos teólogos modernos
não mais quer saber da inspiração. De um modo geral dizem o seguinte:
Mesmo que Deus tenha falado claramente aos autores da Bíblia (mas há dúvidas
também sobre este fato), estes escreveram, de maneira insuficiente, o que
entenderam, como homens de sua época, eles tinham a opinião contemporânea
sobre Deus e sua obra. Por exemplo, eles fizeram uso de mitos, porque era
normal. A essência da história deles pode ser verdadeira, mas a forma (a
“embalagem”), hoje, é antiquada, por exemplo: a essência de Gênesis 1-2 é
apenas que Deus fez o mundo, não como o fez. O autor escreveu uma história
impressionante, mas nem tudo deve ter acontecido como ele diz. Quando lemos
que Deus “formou o homem do pó da terra” (Gênesis 2:7), a essência da notícia é
que Deus criou o homem, mas isto não excluiu a possibilidade de que o homem
“nasceu” num processo de evolução. A informação de que Deus formou o
homem do pó da terra, somente faz parte da “embalagem” da mensagem.
Tudo isso tem como conseqüência não podermos mais dizer (com a mão na
Bíblia): assim Deus falou e assim é.
c) É inegável que os escritores da Bíblia escreveram seus livros como homens da
época e da cultura do seu próprio povo, naquele tempo. Porque o próprio Deus dr
“adaptou” ao entendimento deles, formado e caracterizado pela época e cultura
deles. Por isso, a Bíblia se tornou um livro “israelita”. Certamente teríamos uma
Bíblia diferente, se Deus se tivesse revelado aos brasileiros ou ao coreanos. Mas
tudo isso não muda o fato de que este livro (a Bíblia), que se originou numa
determinada época e numa determinada cultura, é sobretudo a eterna Palavra de
Deus, escrita por homens que foram movidos pelo Espírito.

Pontos e perguntas para pensar:


1- A inspiração implica em que os quatro evangelistas anotaram as palavras
de Jesus literalmente? Confira, por exemplo, Mateus 6:9-13 e Lucas 11:2-
4, Mesmo assim, os quatro evangelhos são igualmente fidedignos?
2- Avalie o seguinte raciocínio:
a) A Bíblia de originou pela obra do Espírito Santo; homens foram
movidos por Ele (2 Pedro 1:21);
b) O mesmo Espírito opera também em nós: Ele nos guia para toda a
verdade (João 16:13; Romanos 8:14);
c) Conclusão: guiados pelo Espírito, posemos “adaptar” a Bíblia à nossa
época e, se for necessário, discordar do apóstolo Paulo.
Ajuda: temos que fazer distinção entre inspiração (ser “movido” pelo
Espírito) e iluminação (o fado de que o Espírito habita em todos os fiéis).
3- Que diz a Escritura sobre mitos? Veja 2 Pedro 1:16.
4- Que diferença há entre as seguintes afirmações:
a) A Bíblia é a Palavra de Deus.
b) A Palavra de Deus está na bíblia?