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Introdução a Bíblia – Bibliologia – Isagoge

Salmo 119 – 96 – Em toda perfeição vi limites, mas a Sua Palavra é ilimitada.


(Amplíssima)

Introdução – O presente curso pretende dar ferramentas aos Cristãos com o


fim de que eles sejam perfeitos em toda boa obra. Estudaremos aspectos da
Revelação de Deus, tanto da revelação geral, quanto da revelação verbal.
Analisaremos conceitos sobre inspiração, iluminação, canonização,
compreendendo a evolução histórica. Na oportunidade serão apresentados
materiais satisfatórios, a fim de formar pessoas hábeis defender a fé Cristã.
Estudaremos o processo de transmissão, tradução, a preservação dos
manuscritos e as traduções que temos disponíveis na atualidade. A bíblia é
verdadeira em tudo que afirma? Ela possui contradições? Podemos confiar
nela como nossa única regra de fé e prática? Todas essas questões serão
respondidas a luz do conceito reformado das Escrituras como inspirada,
inerrante e suficiente.

Aulas – 19 aulas e para emissão do certificado são necessárias a frequência


de 70% das aulas, ou seja, 14 aulas.

Objetivo- Mais do que fornecer um conhecimento teórico e teológico das


Escrituras, esse curso tem o objetivo de capacitar os irmãos na fé, e fornecer
subsídios, para serem instrumentos de Deus no ensino e na transformação
das vidas das demais pessoas dentro do seu circulo de alcance. Nós cremos
que o único meio de salvação é pela graça e que é fornecido ao homem
quanto ele crê na obra redentora de Jesus, ou seja, em sua morte,
ressureição em favor dos pecadores. Diante disto nos foi legado uma
sublime responsabilidade: 2Tm 4.2 ‘prega a Palavra, insta, quer seja
oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e
doutrina.”
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Revelação - É o ato divino pelo qual Deus se dá a conhecer aos homens.


(Heber Campos); Shedd diz que “em sua significação geral e ampla, ela [a revelação] é
qualquer tipo de conhecimento do qual Deus é a fonte suprema e a causa”
Iniciativa – A revelação tem nascedouro em Deus. Deus é o autor e o iniciador da
revelação. Em hipótese alguma a revelação tem a ver com alguma coisa que a mente do homem
descobriu por si mesmo.
Procedência - Revelação tem a ver com o conhecimento que vem até nós,
procedente de fora de nós próprios, que está além de nossa capacidade de
descobrir. A verdade de Deus não é descoberta pelo homem, mas revelada por Deus.
Objeto – É o ser humano. Quando pensamos na revelação natural (ou geral). Não há
nenhum homem que não seja atingido por ela. Contudo, Quando pensamos na revelação verbal
(ou especial), Deus se dá a conhecer de um modo mais específico àqueles que estão prestes a se
tornar membros de seu povo e àqueles que já são crentes. Por isso, dizemos que Deus se revela
de um modo segundo o qual sua revelação se torna inteligível para os seres humanos quando são
tornados espiritualmente vivos.
Objetivo – Mostrar quem Deus é, sua natureza, seu caráter, sua vontade,
sua criação e, por fim, sua redenção. Em resumo, o objetivo da revelação é conduzi-los
para Deus, a fim de que tenham comunhão com Deus.
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Revelação

REVELAÇÃO GERAL - A REVELAÇÃO GERAL INCLUI O QUE É


REVELADO SOBRE DEUS POR MEIO DA CRIAÇÃO, DA HISTÓRIA
(PROVIDÊNCIA) E DA LEI MORAL NO CORAÇÃO HUMANO.
FRANKLIN FERREIRA. A idéia de que a criação revela o divino é muito antiga na
consciência da raça humana... As religiões antigas mostram uma tendência comum de identificar
a própria criação com o divino, criando deuses a partir de várias forças naturais. (Pg 54 FF)
Agostinho – o conhecimento de Deus é inseparável do ser humano, ele nega o ceticismo, há
verdades inegáveis e necessárias. Como o fato de sete mais três ser igual a dez, essas
verdades não são fabricadas pela mente humana, mas são descobertas. Toda verdade é
verdade de Deus. Apesar da clareza da revelação de Deus, o pecado leva o homem a se colocar
contra ela. As pessoas não aceitam a revelação de Deus na criação, logo não desemboca em
salvação. (até mesmo por uma questão lógica do desconhecimento do Verbo encarnado)

Revelação Especial - A REVELAÇÃO ESPECIAL É A REVELAÇÃO


SOBRENATURAL DE DEUS, ATRAVÉS DA QUAL O PECADOR TOMA
CONHECIMENTO DE COMO DEUS RESGATA PECADORES, POR MEIO
DE JESUS CRISTO, PARA SUA GLÓRIA.
FRANKLIN FERREIRA Nós so temos como tomarmos conhecimento de verdades
relacionadas ao Deus Criador, a antropologia, a intervenção divina na história, a restauração e
eventos futuros por meio da revelação especial.
Nós temos um desafio no mundo onde vivemos, e na época em que vivemos de afirmarmos uma
verdade absoluta e infalível. As filosóficas humanas, a obra do raciocínio humanos rejeitam a ideia
de uma Verdade Absoluta, tanto é verdade, que vivemos em um período na história denominado
relativismo, ou melhor, toda verdade pode ser relativizada, uma vez que o que é verdade pra mim,
não necessariamente é verdade pra você. O problema é que o próprio conceito é incoerente, e
não passível de sustentação, uma vez que se não entendermos que há uma verdade absoluta, o
que é moral também se torna relativo, com isso, os eventos que sabemos que são contrários aos
bons-costumes e a ética ficam comprometidos gravemente. Ocorre que há uma Verdade Absoluta
e Infalível, e para chegarmos a compreensão desta Verdade há a necessidade do Autor da
Verdade Absoluta a revelar de modo inteligível ao ser humano.
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Revelação Geral

Natural – Sl 19.1-2 - Os céus proclamam a Glória de Deus e o


firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite. Se revelou em toda a obra da
criação do mundo, e cada dia nitidamente se manifesta, que eles não podem abrir os olhos sem
se verem forçados a contemplá-lo. Entretanto, em todas as suas obras, uma a uma, imprimiu
marcas inconfundíveis de sua glória, e na verdade tão claras e notórias, que por mais brutais e
obtusos que sejam, tolhida lhes é a alegação da ignorância. João Calvino

Consciência – Rm 2.14-15 – Quando, pois, os gentios, que não têm lei,


procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem
eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu
coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus
pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se, Sensu Divinitatis
existe na mente humana, certo senso da divindade... Deus mesmo infundiu certa noção de sua
divina realidade, da qual, renovando constantemente a lembrança, de quando em quando instila
novas gotas, de sorte que, como todos à uma reconhecem que Deus existe e é seu Criador, São
por seu próprio testemunho condenados, já que não só não lhe rendem o culto devido, mas ainda
não consagram a vida à sua vontade. João Calvino

Providência – At 14.17 - Contudo, não se deixou ficar sem testemunho


de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações
frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.

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Aspectos relativos à revelação geral

- Tem um alcance universal. No sentido que está disponível à todos os seres


humanos, não há um homem que não seja o destinatário desta revelação. Deus em todas
as épocas, e em todos os lugares fez-se conhecido ao homem visto a finalidade da vida
bem-aventurada para a ninguém fosse obstruído o acesso à felicidade...
- A Revelação Geral é tão infalível como a Revelação Especial.
(Ciência e Teologia são concorrentes e não contrastante). Uma vez
que o autor é o mesmo, tanto da revelação geral, quanto da especial, ambas as revelações
são infalíveis e, portanto, são concorrentes no que diz respeito à revelar o Criador e a obra
de suas mãos.
- Não é suficiente para salvar o pecador. Por mais que o homem tenha
acesso a um nível de conhecimento de Deus e de seus atributos, e inclusive de sua glória,
ela não é suficiente para revelar o Deus Redentor. A revelação geral permite que
conheçamos alguns aspectos do Criador, todavia, não nos revela o meio pelo qual Deus
optou para redenção humana, não revela que Deus é trino, não revela sua graça e
misericórdia.
- Torna o homem indesculpável. Existe um nível de conhecimento de Deus na
natureza, do que foi revelado por essa revelação geral, que ela torna o homem
indesculpável. De modo que ele carece da revelação especial, e portanto, da graça de
Deus para o tornar justificado.
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Distinção segundo Dr. Warfield

A primeira é dirigida de modo geral a todas as criaturas inteligentes, e,


portanto, é acessível a todos os homens; a outra dirige-se a uma classe
especial de pecadores, aos quais Deus quis tornar conhecida a sua
salvação. A primeira tem em vista localizar e suprir a necessidade
natural das criaturas quando ao conhecimento do seu Deus; a outra,
resgatar do seu pecado e suas consequências pecadores escravizados
e deformados. Benjamim Breckinridge Warfield – Professo de teologia no seminário de
Princeton de 1887 - 1921
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PROBLEMAS -

TEOLOGIA NATURAL – A teologia natural é usada para comprovar a existência de Deus


e descobrir algo sobre seus atributos a partir dos fatos e evidências observados na criação. Ela
não apela à revelação especial, mas somente à revelação geral na criação. (...) A existência de
Deus é a conclusão de argumentos lógicos que dependem desses dados. Utiliza-se de dois
pressupostos: 1º A racionalidade da mente humana é capaz de construir uma teologia natural,
mesmo após a queda. Assim, a capacidade do ser humano de enxergar e entender a revelação
de Deus na criação não sofreu prejuízo por causa do pecado. 2º Sob a influência de Aristóteles,
ele empregou a noção da analogia do ser (Analogia entis).
Tomaz de Aquino
1. O caminho da mutação – O mundo não é estático, tudo o que move é movido por
outro ser. Ele afirma que o “Primeiro Motor” é Deus.
2. O caminho da causalidade eficiente – Todas as coisas existentes no mundo
não possuem em si mesmas a causa eficiente de suas existências. É necessário admitir a
existência de uma Primeira Causa eficiente.
3. O caminho da contingência (eventualidade) – Todo ser contingente do
mesmo modo que existe pode deixar de existir. É preciso admitir-se que há um “Ser” que
sempre existiu, que não tenha fora de si a causa da existência.
4. O caminho dos graus de perfeição – Pode-se afirmar a existência de graus
diversos de perfeição. Devemos admitir a existência de um Ser com o grau máximo, Ser
Perfeito.
5. O caminho do finalismo – Tudo o que existe na criação cumpre uma função, um
objetivo (...) existe algum ser inteligente, que dirige tudo o que faz parte da criação para
que cumpra seu objetivo.
Problema é que essa teologia não apresentará um quadro verdadeiro, sustentável, correto
do Deus Criador. Teólogos como Cornelius Van Til, Gerg Bahnsen e Gordon Clark vão
dizer: Por causa do pecado, o homem sempre faz uma interpretação errada da revelação
geral (...) A revelação é clara, mas os olhos dos homens são cegos. Estes detestam a Deus
e tentam evitar enfrentar e submeter-se a Ele.

TEOLOGIA DA NATUREZA
Por outro lado, os recentes investimentos na área de uma teologia da natureza, tem
assumido um papel pressuposicionalista, partindo da premissa de que a Revelação
Especial é verdadeira, e desenvolvendo aquilo que o Senhor nos revelou na natureza.

Ian G Barbour
Interpretações da ordem natural a partir de uma determinada teologia
estabelecida. “Pressuposicionalista, ou seja, eu preciso assumir como
verdadeiro para aprender o verdadeiro.” – Este é um caminho mais aceito pelos
teólogos reformados, uma vez, que ao fazer teologia, primeiros se admite, ou primeiro parte do
pressuposto do elemento fé “pístico”
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Ponto de vista sobre os não evangelizados

Restritivismo - Definição: Deus não provê salvação para aqueles que


não ouvem acerca de Jesus e, consequentemente, não crêem nele
antes da morte. – Textos-chaves: Jo 14.6, At 4.12, 1Jo 5.11-12. Representantes:
Agostinho, João Calvino, Jonathan Edwards, Carl Henry, R. C. Sproul, Ronald Nash

Oportunidade universal antes da morte - Definição: Todas as pessoas


recebem uma oportunidade de serem salvas porque Deus lhes envia o
evangelho (mesmo por anjos ou sonhos) ou no momento da morte ou
pelo conhecimento intermediário. – Texto-chaves: Dn 2, At. 8. Representantes:
Tomás de Aquino, Jacobus Arminius, John Henry, Newman, Oliver Buswell Jr, Norman
Geisler, Robert Lightner.

Inclusivismo - Definição: Os não evangelizados podem vir a ser salvos,


se responderem a Deus em fé, baseados na revelação que possuem.
Definição: Os não evangelizados recebem uma oportunidade de crer em
Jesus depois da morte. Textos-chaves: Jo 12.32, At 10.43, 1Tm 4.10. Representantes:
Justino Martir, John Wesley, C. S. Lewis, Clark Pinnock, Wolfhart, Pannenberg, John
Sanders

PERSEVERANÇA DIVINA OU EVANGELISMO POST-MORTEM -


Definição: Os não evangelizados recebem uma oportunidade de crer em
Jesus depois da morte. Textos-chaves: Jo. 3.18, 1Pe 3.18-4,6. Representantes:
Clemente de Alexandria, George MacDonald, Donald Bloesch, George Lindbeck, Stephen
Davis, Gabriel Fackre

Universalismo - Definição: Os não evangelizados recebem uma


oportunidade de crer em Jesus depois da morte. Textos-chaves: Rm 5.18, 1Co
15.22-28, 1Jo 2.2. Representantes: Origenes, F.E, Schleiermacher, G.C. Berkouwer, William
Barclay, Jacques Ellul, Karl Barth
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ENTENDIMENTO REFORMADO

Como resultado da entrada do pecado no mundo, a escrita de Deus na


natureza ficou muito obscura; (...) Além disso, o homem foi atingido
pela cegueira espiritual, e, assim, está privado da capacidade de ler
corretamente aquilo que Deus originalmente escreveu com clareza nas
obras da criação. Louis Berkhof
Para remediar (...)
1ª - Em sua revelação sobrenatural, ele tornou a publicar as verdades
da revelação natural;
2ª Providenciou cura para a cegueira espiritual do homem na obra da
regeneração e santificação, incluindo iluminação espiritual.

Lutero – Ele rejeitou a teologia natural da igreja católica e reconheceu a revelação genal na forma
de um conhecimento inato da existência de Deus, que todo ser humano tem, e do qual ninguém
pode fugir. A lei moral de Deus está escrita no coração das criaturas, de forma que todos têm um
testemunho do que é certo e errado. (...) Todos são responsáveis diante de Deus, pois Deus se
revela claramente na criação. Lutero manteve a afirmação de que a razão humana é
corrompida e incapaz de tirar conclusões corretas dessa revelação. Na teologia natural, a
razão usurpa o lugar da fé. Seu resultado é um conhecimento abstrato e impessoal. Em vez de
chegar a Deus, ela agarra um sonho fabricado pelo diabo.

João Calvino – Enfatizou os efeitos do pecado na capacidade do ser humano de perceber a Deus
por meio da criação. Infelizmente o conhecimento de Deus que vem ao homem pela criação é
ineficaz por causa do pecado.
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Efeitos noéticos “nous” mente da queda.

Na epistemologia (conhecimento) – Isaias 44 idolatria.


Autoconhecimento (Antropologia deturpada) – Gênesis 4.23-24 “ Então
Lameque vangloriou-se diante de suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me! Vos mulheres de
Lameque, escutai o que passo a declarar-vos: Matei um homem por causa de ferimentos
que me causara; e uma criança porque me ofendeu. Ora, se Caim é vingado setes vezes,
Lameque pode ser, setenta vezes sete!”
Volitivo (Vontade) – Jo 5.39-40 – “Vós examinais criteriosamente as Escrituras,
porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testemunham acerca de mim.

Todavia, vós não quereis vir a mim para terdes a vida.” Rm 3.10ss – “Não há nenhum
justo, nem ao menos um; não há uma pessoa que entenda, ninguém que de fato busque a
Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o
bem, não existe uma só pessoa (...) não conhecem o caminho da paz. Consideram que é
inútil temer a Deus.”
Meus queridos irmãos, primeiramente devemos entender que este estudo tem a finalidade
de fazer com que cresçamos no conhecimento da revelação do Senhor. Observe que este
estudo não tem a finalidade de defender a Palavra de Deus, isso porque nós seriamos
incapazes de realizar tamanha obra.
C. H. Spurgeon – Dizia que “O Evangelho é como um leão, você não precisa defendê-lo,
simplesmente deixe-o sair da jaula.”
Paulo enfatizando essa realidade ele diz que não se envergonha do Evangelho, uma vez
que o Evangelho é o poder de Deus para salvação.
Nestas aulas, também não faremos apologética de questões doutrinárias, uma vez que
haverá uma disciplina exatamente com essa finalidade.
A Bíblia é o único livro que o Autor está presente.
Deus fala em linguagem humana para que o homem possa entender.
Tipos de linguagem como antropomorfismo e antropopatismo.
Possui 32.000 promessas.
O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo, e praticar a Bíblia
para ser santo.
Os galhos mais carregados de frutos são so que mais se abaixam em humildade.
Distinções de texto, contexto e inferências
Dinâmica da escrita
Discursão entre verdades relativas e absolutas com o Tulio Rafael.
Transcendencia – está acima do tempo e do espaço é um Deus criador soberano e todo
poderoso.
Imanente – Que está próximo, graciosamente aceita interagir conosco, relacionar com sua
criatura.
Deus escolheu se relacionar conosco do contrário pouco saberíamos sobre Ele.

Explicação da aula do Caio Fábio


A prova da Bibliografia
O tempo no qual o original de um texto foi escrito e a cópia mais antiga tem um intervalo
de:
Platão 1200 anos de distância na história
Tucididas 1300 anos
Aristoteles 1400 anos
O novo testamento
100 anos papiros de Jonh Riles
150 Anos papiros de Crester Bit
200 Anos papiros de Bagner

Manuscritologia
Diz respeito a quantidade de cópia que tem
Platao qq dos livro 7 cópias[
Tucídidas 8 cópias
Aristóteles 5 copias
Novo testamento 14 mil cópias.

Porque muitas pessoas leem a bíblia e tem resultados diversos? Um crê outros não?
Leitura externa (Exposição do pregador) Leitura interna (A leitura da própria bíblia).

A Bíblia não foi escrita com ajuda de Deus, Ela foi escrita por Deus.

Sinais milagrosos não dão testemunho do evangelho, os de fora podem ver o mar aberto
que eles não crerão

Introdução -

1. Revelação

Nós sabemos que nosso Deus é um Deus que se importou em comunicar-se com sua
criação, e fez isso de diversas maneiras. Tanto é verdade que Ele se comunica que a
própria criação foi feita a partir dos seus comandos vocálicos. “Haja luz e houve luz”,
“Haja luzeiros dos céus, para fazerem separação”.

Podemos concluir que a própria revelação é uma manifestação da graça de Deus. Nos
sabemos que após a queda, Deus não tinha obrigação nenhuma de ir ao encontro do
homem, uma vez, que Ele podia deixar o homem seguir seu curso normal rumo a
destruição total, todavia Ele optou por continuar indo ao encontro do homem na viração
do dia. Em Gn 3.9 Deus fala com o homem: Quem fez você saber que estava nu?
Comeste da árvore que ordenei que não comesse? Essas perguntas retóricas tinham a
finalidade de fazer o homem refletir sobre seu pecado.

Todavia, dentro deste processo de revelação, a doutrina faz duas principais distinções:
Revelação Geral e Revelação Especial.

1.2 Revelação Geral

Natural – Criação

Rm 1.19-20 “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, por que
Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder,
como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio por
meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, Indesculpáveis.

Consciência
Rm 2.14-15

Providência
At 14.15-17 (v. 17) contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o
bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de
fartura e de alegria.

CONCLUSÕES:

TORNA O HOMEM INDESCULPÁVEL – Isso porque mesmo conhecendo o eterno poder


de Deus e sua própria divindade não lhe deram glórias e graças, eles deteram a verdade
pela injustiça. Cabe concluir que em um aspecto o que gera maior destruição não é a falta
de conhecimento, e sim a omissão. Isso porque a revelação geral tem um alcance
universal.

ALCANCE UNIVERSAL – A revelação está disponível a todos e a todo o tempo. Senão


vejamos:
Salmo 19 1-4 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das
suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.
Não há linguagem, nem há palavras e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por
toda a terra se faz ouvir a sua voz e as suas palavras, até aos confins do mundo.

NÃO É SUFICIENTE PARA SALVAR O PECADOR. - Nos sabemos que há só um


caminho de salvação, e este caminho é Jesus. Jo 14.6, At. 4:12 “ E não há salvação em
nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os
homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
A lógica é a seguinte: Todos os caminhos levam a perdição, exceto um Jesus; A lógica do
mundo não é assim, a lógica do mundo diz, todos os caminhos levam a Deus.

É TÃO INFALÍVEL QUANTO A REVELAÇÃO ESPECIAL - Logo ciência e religião não


são antagônicas e sim concorrentes. A infalibilidade está restrita ao agir sobrenatural de
Deus, todavia, uma criatura não pode mudar as leis naturais. Notas-se que o grande
problema é que às vezes vemos maus interpretes das escrituras fazendo comparação
com o conhecimento científico e metendo os pés pelas mãos.
Ex. Outro dia estava vendo um vídeo na internet e o expositor da palavra dizia que a terra
era quadrada, isso porque ele afirmou “que enquanto a evangelho não fosse pregado nos
quatro cantos da terra não viria o fim Mt 24.14” só pela afirmação nos vemos que ele fez
foi uma confusão, porque a menção de quatro cantos da terra tá em Ap 20.8 quando fala
que satanás seduziria as nações que há nos quatro cantos da terra. Se não bastasse ele
continuou dizendo que quem gira é o sol e não a terra. Ele usou a passagem de
Eclesiastes 1.5 “Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de
novo.”

1.3 Revelação Especial.

- Jesus Cristo -
Cristo é a revelação viva
O Messias que haveria de vir, A Pedra Angular, A Pedra Rejeitadas pelos construtores, O
Cordeiro de Deus, Alfa e Ômega, Verbo, Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo, o Ungido
que viria.
Hb 1.3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando
todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados,
assentou-se à direita da Majestade, nas alturas…
-Escritura
2 Tm 3.16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão,
para a correção, para a educação na justiça.
2 Pe 1.20 Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provem de
particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade
humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espirito
Santo.

CONCLUSÕES:

ALCANCE LIMITADO: Isso por dois aspectos, primeiro que nem todos ouviram a
proclamação do evangelho. E segundo que nem todos correspondem a essa proclamação
chamado. Exemplo do Índio ou comunidade remota.

PRODUZ REDENÇÃO: Poder de Deus para salvar.


2 Tm 3.15 ...”Sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé
em Cristo Jesus.

REVELAÇÃO É PROGRESSIVA. Veremos que o Senhor se revelou de forma


progressiva, no AT através de símbolos, figuras, tipos etc, e quando chegou a plenitude
dos tempos Ele se revelou de forma completa na pessoa de Cristo Jesus.
Será um erro pensarmos que todo o conhecimento de Deus está nas páginas da
Escritura, até porque o Eterno é insondável e imperscrutável. Mas no que diz respeito
aquilo que Ele quis revelar Ele fez de forma completa no NT.

INERRANTE, INFALÍVEL E SUFICIENTE - Trata-se de termos correlatos, todavia, são de


suma importâncias termos como verdades em nossos corações. A inerrância da Bíblia diz
respeito a ela não conter erros. É claro que essa inerrância está atribuída apenas aos
autógrafos, todavia, a revelação não contém erros. Quanto as antinomias, aparentes
contradições essas são resolvidas na própria Escritura. Vejamos um exemplo : Tiago fala:
“Me mostra sua fé sem obras e eu te mostrarei minha fé pelas minhas obras”. E Paulo fala
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não
de obras, para que ninguém se glorie.”
A infalibilidade diz respeito a ela não ter falhas e a suficiência diz respeito a ser o
mecanismo usado por Deus para a conversão. Não necessitamos de alguma obra literária
ou alguma outra tradição, a Palavra de Deus é suficiente.

O CARÁTER DA BÍBLIA

1 – O que constitui o caráter inusitado da Bíblia?


2 – Como foi que ela se originou?
3- Quando e como assumiu sua forma atual?
4- O que significa inspiração da Bíblia?

Resp.

1 . A Bíblia é um livro singular. Trata-se de um dos livros mais antigos do mundo e, no


entanto, ainda é o best-seller mundial por excelência. É produto do mundo oriental antigo;
moldou porém, o mundo ocidental moderno. Houve tiranos que já queimaram a Bíblia, e
os crentes a reverenciaram. É o livro mais traduzido, mais citado, mais publicado e que
mais influência tem exercido em toda a história da humanidade. Citação: Norman Geisler.

Isaac Newton (Físico e Matemático)

“Considero as escrituras Sagradas a filosofia mais sublime.”

“Todas as descobertas humanas parecem ter sido feitas, com o único propósito de confirmar cada vez mais fortemente
as verdades contidas nas Sagradas Escrituras.”

D. Pedro II (Imperador Brasileiro)

“ Eu amo a Bíblia. Eu a leio todos os dias, e quanto mais a leio mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu
não os entendo, não compreendo tais pessoas; mas eu a amo; amo a sua simplicidade, e amo as suas repetições e
reiterações da verdade. Como disse: eu leio-a cotidianamente e gosto dela cada vez mais.”

George Washington (Presidente dos Estados Unidos)

“É impossível governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia.”

Abraham Lincoln (Presidente dos Estados Unidos)

“ Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem da parte do Salvador do mundo, nos
é transmitido mediante este livro.”

Napoleão Bonaparte (General Francês)

” O evangelho não é simplesmente um livro, mas uma força viva, um livro que sobrepuja a todos os outros. A alma
jamais pode vaguear sem rumo se toma este livro por seu guia.”

“ A Bíblia não é um simples livro, senão uma criatura vivente dotada de uma força que vence a todos quantos se lhe
opõem.”

Billy Graham (Pregador do evangelho)

“ A Bíblia é mais atual do que o jornal que irá circular amanhã.”


Goethe (Escritor e poeta alemão)

“ Se estivesse a ser posto em prisão e pudesse levar um livro, somente escolheria a Bíblia.”

Immanuel Kant (Filósofo alemão)

“ A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior beneficio que a raça humana já experimentou. Todo o esforço
para depreciá-la é um crime contra a humanidade.”

C. H. Spurgeon (Pregador britanico)

“A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da Igreja de Cristo.”

Bettex

“ A Bíblia é o livro que responde às perguntas de uma criança e resiste à sabedoria dos sábios.”

W. H. Seward (Governador de Nova York)

“ Toda esperança do progresso humano depende da influência sempre crescente da Bíblia.”

John Q. Adams (Diplomata americano)

“ Há muitos anos que adoto o costume de ler a Bíblia toda, uma vez por ano.”

Raymond L. Cox (Evangelista internacional)

“ A Bíblia irá lhe dar vida se a ler! Muitos que começaram a lê-la criticamente, renderam-se ao poder sagrado e
substituíram o ceticismo pela fé.”

Robert Lee (General americano)

“ Em todas as minhas angústias e perplexidades a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor.”

Lord Tennyson (Poeta inglês)

“ A leitura da Bíblia já de si é uma educação.”

Sônia M. Coelho (uma leitora da Bíblia)

“ Quem já concluiu a leitura da Bíblia, passou pela mais esplêndida universidade e conheceu o mais capacitado
professor: Deus.”

Anônimo

“ A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando
em prol do homem; enfim, é sempre Deus falando.”

2. Originalmente dizia respeito a parte interna de uma planta aquática chamada papiro no
Sec. XI ac. Por volta do Sec. II os cristãos mudaram a semântica para designar as
Escrituras.
Houve uma mudança na semântica da palavra vez que uma folha de papiro chamava-se
“Biblos”, várias folhas de papiro chamava-se “Biblon” e vários conjuntos de folhas de
papiro chama-se “Bíblia”. Então não tem um sentido espiritual no nome, essa conotação
que nos foi passada veio com o tempo. Observe que se você fosse até uma biblioteca
grega e pedisse uma bíblia eles perguntariam qual? Subtendendo tratar-se de algum
conjunto de papiros. Todavia se você acrescentasse a qualidade Sagrada eles teriam o
entendimento que significava nossa bíblia.
João Crisostomo foi o primeiro a mencionar o nome Bíblia aos Escritos Sagrados.
Testamento – É a tradução Grega e Hebraica que significa Pacto, Aliança ou acordo.
A Bíblia tem um tema unificador que é a pessoa de Jesus Cristo.
Curiosidade – É consensual entre os teólogos que o primeiro a chamar de Antigo
Testamento foi Tertuliano e Origines.

Tema unificador:

● CUMPRIDOR da LEI – Mt. 5.17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;
Não vim para revogar, vim para cumprir.
● A BOA NOVA – Lc 24.27 E começando por Moisés, discorrendo por todos os
Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.
● O DOADOR da VIDA – Jo 5.39 Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a
vida eterna, e são elas que de mim testificam.
● CUMPRIDOR da VONTADE de DEUS. Hb. 10.7 Eis aqui estou (no rolo do livro
está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

Jesus é o tema central e unificador de toda Revelação Bíblica, o AT nos ensina sobre
Jesus através de símbolos, figuras, tipos, lei, etc.

Tema Centralizador:

Teologia Bíblica – Ramo da Teologia exegética que cuida de estudo da revelação de


Deus

O tema unificador e central é Cristo e sua obra, todavia, essa verdade não exclui que há
também na revelação bíblica uma realidade da vontade de Deus que nos chamaremos de
Mitte Central.
Este tema aborda a revelação sob três aspectos: O Pacto, O Reino e a Mediação

O Pacto – Diz respeito ao Senhor ser um Deus pactualista, Ele em sua graça escolheu
homens para firmar acordos, estabelecer pactos a fim de exercer misericórdia e graça.
Nós podemos observar essa realidade à luz de vários momentos da história da revelação
bíblica: Adão, Noé, Abraão, Moises, Davi, Israel, Jesus
O Reino - Diz respeito ao estabelecimento do Reino de Deus, tendo como co-gerente o
homem, a fim de cumpri os Mandatos Cultural, Social e Espiritual.
A Mediação – Diz respeito ao papel exercido por homens de Deus a fim de fazer
conhecida a vontade de Deus. Mediação envolve três aspectos Sacerdócio, Reinado e
profético.

FORMA ATUAL

CAPITULOS E VERSICULOS

O AT – Séc. IX e X quem realizou esse trabalho foram os Massoretas, são estudiosos


Judeus que se dedicaram a realizar as compilações do AT e atribuíram na língua
Hebraica sinais fonéticos, inclusive incluindo vogais à língua Hebraica.

O NT – Capítulos em 1227 por Stephen Longton ( Inglês Prof. Universitário de Paris,


Arcebispo de Cantuária)

1250 Hugo de Saint Cher

O AT. 929 cap e 23.214 Versículos


O NT 260 cap e 7.959 Versículos

Versículos em 1551 por Robert d`Etienne impressor parisiense

A Primeira bíblia impressa foi feita por um Alemão chamado Gutember no Séc. XVI

A Primeira bíblia impressa com as divisões foi a bíblia Genebra em 1560

INSPIRAÇÃO

2 Tm 3:16 “Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, repreender e
correção na verdade.”

2 Pe 1.20-21 Sabendo que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.


Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens
santos de Deus falaram inspirados pelo Espirito Santo.

Conceito - Homens, movidos pelo Espírito, escreveram palavras sopradas por Deus, as
quais são a fonte de Autoridade para a fé e para a prática Cristã.
Theopneustos – Soprado por Deus.
Alguém já dizia que a inspiração é Deus falando com sotaque humano.

- Não diz respeito a inspiração poética – Antes de se formar os Filósofos, existia na


Grécia Antiga duas espécies de pessoas que lhe davam com instrução: Os primeiros,
responsáveis pelos aspectos educacionais da sociedade e pelos aspectos religiosos eram
os poetas, estes homens diziam a sociedade a respeito de assuntos relacionados aos
oráculos dos seus deuses. Havia também os sofistas, que eram oradores que iam de
cidade em cidade com o intuito de conseguir pessoas para aprenderem com eles as
técnicas de oratória e a arte de persuadir.
1Co 2.4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva
de sabedoria, mas em demonstração do Espirito e do poder para que a vossa fé não se
apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
- A característica mais importante não é a forma ou estrutura e sim a autoridade da
Palavra de Deus.
- O processo pelo qual Deus transmite sua mensagem autorizada para ao homem,
1 Co 2.6-13 Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana,
mas com palavras ensinadas pelo Espirito, interpretando verdades espirituais para os que
são espirituais.
Ef. 3.2-6
Rm 16.25-26
Ef. 2.19-20 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e
sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo
ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;
Explicar a respeito de mistérios e fundamentos da fé cristã.
1Co.3.10 ss

A inspiração é dos escritos e não dos escritores. Nós observamos a autoridade das
escrituras pelo fato dos autores serem mortos e seus escritos estarem vivos ainda hoje.

Divino Humano

Diz respeito a todo o Escrito inspirado ser proveniente de Deus, sem, contudo suprimir a
identidade dos autores. Exemplo disso podemos ver pelo fato de Deus usar mais de 40
pessoas, em 3 continentes distintos no decorrer de aproximadamente 1600 anos.
Observamos também as digitais dos autores pelo fato de Deus ter respeitado cada um em
seu estilo literário, nível de conhecimento e contexto cultural. Por exemplo Josué era um
guerreiro, Moisés por outro lado era homem manso, versado na cultura Egípcia. Paulo era
um homem culto, estudou aos pés de Gamaliel, hebreu de hebreus quanto a lei fariseu,
por outro lado Joao e Pedro eram pescadores simples, os quais dificilmente tiveram a
oportunidade de estudar. Mateus era cobrador de impostos e Lucas era médico.
Acrostico – Salmo 119
Salmos 119 é classificado juntamente com mais oito (9, 10, 25, 34,37, 96, 111 e 112)
como acróstico. Classificação um tanto imprópria, desde que o vocábulo significa:
composição poética na qual o conjunto das letras iniciais dos versos compõe
verticalmente uma palavra ou frase.

Este salmo consiste de 22 grupos de oito versos. Os oito versos de cada grupo começam
com uma das letras do alfabeto hebraico – isto é, os primeiros oito versos começam com
a letra alefe; os oito do segundo grupo, com a letra bete, e assim sucessivamente até o
tau.

A Causalidade Divina
Diz respeito a Deus ser a causa. Deus é a fonte primária, o Divino estimulou o humano.
Deus revelando-lhes verdades as quais Ele desejava revelar.

Mediação profética.

Homens eram o instrumento usado por Deus para escrever para a humanidade. Os
homens não eram autômatos, e também não entravam em um transe quando da
inspiração divina. Eram mais que secretários vez que deixam suas digitais nos escritos.
Eles escreviam segundo a intensão dos seus corações, não trata-se de um ditado.
Segundo a consciência que os movia no exercício moral da sua tarefa, respeitando estilo
literário, vocabulários individuais etc. Personalidades dos profetas não foram violadas por
uma intrusão sobrenatural

Autoridade das Escrituras


É o ultimo tribunal, segundo o qual todas as doutrinas e ensino devem ser confrontados.
Qualquer assunto ético doutrinário devem ser levados ao tribunal da Palavra de Deus.
Doutrinas da Graça, Justificação pela fé, da total depravação humana. Etc
Exemplo disso pode citar a antinomia entre Tiago e Paulo:
Tg 2.18 Um diz me monstra sua fé sem obras que te mostro a minha fé pelas obras.
Ef. 2.8 E outro diz que pela graça sois salvos, mediante a fé, isso não vem de vos é dom
de Deus.

Exemplo da depravação humana: Controvérsia entre Pelagio e Agostinho.


Pelágio alegou que o homem nascia sem pecado e no mesmo estado de Adão antes da
queda e que em determinado momento de sua vida ele, o homem, manifestaria o pecado
semelhante de Adão.
Agostinho respaldado pela palavra de Deus contradiz e combateu essa doutrina herética.

Outro exemplo é o Gnosticismo, os Gnósticos acreditam que a matéria era totalmente


má e que por isso Jesus não poderia ter vindo em carne. Quanto o Gnóstico levantava
essa doutrina ele estava negando diretamente a morte e ressureição de Cristo e em efeito
secundário a própria propiciação feita na cruz 1 Joao 4:2 “Deste modo, podeis reconhecer
o Espírito de Deus: todo espirito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;

Inspiração, Revelação e Iluminação.

Revelação – Exposição da verdade, na introdução da nossa aula nós vimos os diversos


meios pelos quais o Senhor escolheu comunicar com o homem. A anjos, sonhos, fala,
escrita na tábua de pedra dentre outras.
Abertura objetiva, fato da comunicação divina.

Inspiração – Origem da verdade e sua transmissão, exposição aberta da verdade


comunicada por Deus.
Iluminação – Devida compreensão da verdade comunicada. Remah, iluminação do
coração e da mente. Compreensão subjetiva da revelação.

Inspiração dos autógrafos. Autógrafo é o nome dado ao texto original. Não existe mais
nenhum texto original devido a facilidade de perecimento dos escritos antigos. O que
temos atualmente são cópias exatas dos originais feitos por homens sérios e
comprometidos com a verdade bíblica. Nós veremos mais adiante que essas cópias
possuem uma inspiração derivada, vez que reflete a exata revelação do texto original.
Erros e mudanças não podem ser atribuídos à inspiração original. Eventuais erros
não podem ser atribuídos aos autógrafos e sim às compilações. São mínimas os erros e
não afetam substancialmente a mensagem bíblica.
Existem dois exemplos que são dignos de nota:
Ex. 2Rs 8.26 e 2Cr 22.2 (Azarias 22 ou 42 anos?)
Ex. 1Rs 4.26 e Cr 9.25 (Quantos cavalos?)

Cópias do mar morto (1948) Sec. XX Cópias encontradas em 6 minas nas proximidades
do mar morto. Houve uma coleta de aproximadamente 600 manuscritos completos que
foram feitos pelos essênios nos séculos II ac ao I dc.

Teorias da natureza da inspiração.

Ortodoxia. A Bíblia é a Palavra de Deus.


Diz respeito a uma doutrina pura, sem acréscimos, sem desvios. Orthós reta, correta e
Doxa glória opinião. Trata-se de uma concepção fundamentalista. Daqueles que creem
que a Bíblia é a fonte de toda verdade, nela não há erros, falhas e que ela é suficiente.
Creem na autoridade da Bíblia em sua inerrância e infalibilidade.
Por cerca de 18 Séc. prevaleceu a opinião ortodoxa da inspiração divina na igreja.

Apoio Bíblico está em 2 Tm 4.2-4


“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda
a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo
contrário, cerca-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo
coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
Prega a Palavra, não é prega sobre a palavra, não é prega aquilo que o pastor pensa, não
é prega tradições e experiências sobrenaturais individuais, mas sim prega a palavra. A
palavra que é o poder de Deus. Deus tem compromisso com a Sua Palavra e não com a
palavra do expositor. A Palavra que não volta vazia antes cumpre todo o proposito pelo
qual foi determinada é a Palavra de Deus. (IS 55. 10-13)
Exemplo: Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas
dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Is53.4
Mateus 8. 16-1 Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele
meramente com a palavra expeliu os espiritos e curou todos os que estavam doentes.
PARA QUE SE CUMPRISSE O QUE FORA DITO POR INTERMÉDIO DO PROFETA
ISAIAS: ELE MESMO TOMOU AS NOSSAS ENFERMIDADES E C ARREGOU COM AS
NOSSAS DOENÇAS.
Eu não estou falando que Jesus não cura hoje, no NT testamento há várias passagem
que nos demonstra como devemos orar para sermos curados: Ex. Tg 5 Está alguém entre
vos enfermos, chame os presbíteros e a oraçao da fé sarará o doente. Confessai uns aos
outros os vossos pecados para seres sarados. 1 Co 12 Dom de cura, Paulo diversas
vezes nos incentiva a orarmos pelos irmãos com interessões e ações de graças.
O que eu estou falando que este versiculo não nos dá margem para determinarmos a
cura ou dizermos que Deus está obrigado a cumprir este versiculo em nossas vidas e
famílias.
Exemplo do Juliano POPE no Seminário.
Pessoas que não foram curadas: Timóteo (1 Tm 5.23), e também não pôde curar Trófimo em
Mileto (2Tm 4.20),ou Epafrodito (Fp 2.25-27). Paulo falou a respeito de uma "fraqueza da
carne" que ele teve (Gl 4.13-15).

Contraponto HETERODOXIA – HERESIA, FALSOS ENSINOS.


Exemplo do Macedo: Sobre a Ceia do Senhor.
Bispa Ingrid – Quem colocar a mão no pé dela e deixar uma oferta ser
Marcião – Alegava que haviam dois Deuses um no AT e um NT e que o Deus do antigo havia
matado o Deus do Novo testamento.

Exemplo de Irineu em (contra heresias) O falso mestre ele age distorcendo o Mosaico. O
Mosaico mostra a foto do REI o falso mestre pega as pedrinhas do mosaico e faz um cão
afirmando ser o REI. E caso você discuta com ele falará você vai se insurgir contras as
pedrinhas? Ou seja contra os versículos Bíblicos?
Engana com raciocínios falazes

Ditado verbal – Diz respeito a parte da doutrina que crer que Deus ditou palavra por
palavra de toda revelação Bíblica. Idéia de que Deus ditou sua Palavra mediante a
personalidade do autor humano. Assim o Espirito Santo teria preparado as
personalidades de antemão.
John R Rice afirma: Deus havia preparado de antemão os estilos particulares que ele
próprio desejava, a fim de produzir as palavras exatas, ao usar estilos e vocabulários
predeterminados, encontráveis nos diferentes autores humanos.
Conceitos inspirados – Diz respeito a parte da doutrina que crer que Deus colocou
conceitos inspirados nos autores da Bíblia. Deus teria inspirado apenas conceitos e não
expressões literárias particulares com que cada autor concebeu seus textos.
Deus concedeu a inspiração conceitual, e os homens de Deus forneceram a expressão
verbal característica de seus estilos próprios.

Modernismo ou liberalismo A Bíblia Contem a Palavra de Deus.


O liberalismo tem sua origem na virada do Séc. XVIII para o Séc. XX, relativizando a
autoridade da Bíblia como a Palavra de Deus. Desqualifica a Bíblia como a revelação
sobrenatural de um Deus sobrenatural.
Teve início na Alemanha com Friedrich Schelelermacher o qual negava a autoridade e os
milagres de Jesus. “se a pessoa "sentia" a comunhão com Deus, ela estaria salva,
mesmo sem crer no Evangelho de Cristo.”
Rejeita todas as histórias da Bíblia que não podem ser verificada cientificamente. São
ateus e não Cristãos. Não Plantam igreja, não constroem seminários, não trazem o
conhecimento de Cristo como seu Senhor e seu Salvador. Infiltram nos seminários e
destroem a fé das pessoas. Fruto do iluminismo e do racionalismo, eu só posso aceitar
como verdade aquilo que minha mente pode entender. Obs, a fé Cristã é racional,
todavia, ela tem aspectos suprarracionais, exemplos a Trindade, milagres etc. Nestes
casos nós temos que crer, o liberal não aceita essas doutrinas.
Trata-se de um câncer que produz apenas destruição e usurpação. O teólogo liberal não
produz nada, põe em cheque toda a revelação Bíblia e apenas produz morte. Geralmente
é universalista e não crê no inferno como retribuição da maldade humana.
Ex. Ed. Rene Kivits. – Não crê na literalidade do Capitulo 1,2,3 de Gênesis.
- Falou que naquele momento em que Jesus conversava com a
mulher samaritana na verdade quando Ele fala sobre Agua viva era o sêmen dele.

Tais autores acham que a Bíblia foi vítima de sua época, exatamente como acontece a
quaisquer outros livros. Afirmam que ela teria incorporado muitas lendas, mitos e falsas
crenças.

Por exemplo negam que as cartas de 1 e 2 Tm e Tito teriam sido escritas pelo apostolo
Paulo com a alegação de que em atos narra apenas a primeira prisão de Paulo.

O Conceito de iluminação – Seria uma profunda percepção religiosa a alguns homens


piedosos, tais percepções teriam sido misturadas a crendices e mitos.

O Conceito de intuição – Negam totalmente a existência de algum elemento divino na


composição da Bíblia. A Bíblia não passa de um caderno de rascunho em que judeus
registraram suas lendas.

Neo-ortodoxia A Bíblia Torna-se a Palavra de Deus.


Influenciado pelo existencialismo deram início a uma nova reforma da teologia europeia. A
Bíblia torna-se a palavra de Deus em um encontro pessoal, todavia ela possui diversos
erros e inconsistências.
Existencialismo – Conjunto de teorias no Sec. XX que se caracterizam pela inclusão da
realidade concreta do individuo (sua mundanidade, angustia, morte etc.) no centro da
especulação filosófica, em polêmica com doutrinas racionalistas que dissolvem a
subjetividade individual em sistemas conceituais abstratos e universais. A crença que o
pensamento filosófico começa com o sujeito humano, não meramente o sujeito pensante,
mas as suas ações, sentimentos e a vivencia de um ser humano individual.
O filosofo Soren Kierkegaard sustentava a ideia que o individuo é o único responsável em
dar significado à sua vida e vive-la de maneira sincera e apaixonada apesar da existência
de muitos obstáculos e distrações como o desespero, ansiedade, o absurdo, a alienação
e o tédio.
Antropocentrismo nos cultos

Visão demitizante – A Bíblia foi escrita em linguagem mitológica, e da época de seus


autores, épocas passadas e obsoletas. A tarefa do Cristão moderno então seria esse
processo de demitizar. Amor absoluto exposto no mito do amor altruísta de Deu em
Cristo.
Encontro Pessoal – Nutre uma visão mais ortodoxa, todavia afirma que a Bíblia tem erros
mesmo em seus autógrafos. Assim como um cão ouve a voz de seu dono de modo
imperfeito por uma fita ou disco, assim também o cristão pode ouvir a voz de Deus.

O que a Bíblia ensina a respeito desta inspiração?

Verbal
A bíblia reivindica para si mesma essa autoridade verbal ou escrita, independentemente
de outras afirmações que possam ser formuladas a respeito da Bíblia, fica bem claro que
esse livro reivindica para si mesmo essa qualidade a inspiração verbal.
Ex. 24.4 Veio, pois, Moisés e referiu as Palavras do Senhor e todos os estatutos... Moisés
escreveu todas as palavras do Senhor.
Isaias 30.8 Vai, pois, escreve isso numa tabuinha perante eles, escreve-o num livro, para
que fique registrado para os dias vindouros, para sempre, perpetuamente.
2Sm 23.2 O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha
língua.
1Co2.13 Falamos, não com as palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espirito
Santo ensina.

Plena
A bíblia reivindica inspiração divina em todas as suas partes. É inspiração plena, total,
absoluta.
Rm 15.4 Tudo que outrora foi escrito, para nosso ensino foi escrito
Jesus e todos os autores do novo testamento exemplificam amplamente sua crença firme
na inspiração integral e completa do Antigo Testamento, citando trechos de todas as
Escrituras que eram para eles de autoridade, até mesmo os que apresentam ensinos
fortemente polêmicos.
Ex.
A Criação de Adão e Eva, (Lc 3.38, jd14, Rm 5 12-21, 1Co 15 45-49, 1Tm2 13-14)
A destruição do mundo pelo diluvio (1 Pe 3.20-21, 2 Pe 2.5)
O milagre de Jonas e o grande peixe (Mt 13.39-40)
Pedro afirma que serem os escritos de Paulo Escritura. ( 2Pe 3.14-16)

Autoritária

Fica evidente que a Escritura tem a autoridade de Deus.


Disse Jesus “...a Escritura não pode ser anulada...” Jo 10.35
O Senhor recorreu a autoridade das escrituras em diversas vezes:
Purificar o templo (Mc 11.17)
Por em cheque a tradição dos fariseus (Mt 15.3-4)
Para resolver questões doutrinária (Mt 22.29)
Quando perguntaram a respeito de casamento no céu Jesus disse errais em não
conhecer as Escrituras e seu poder.
Nas tentações Ele repreendeu satanás com a autoridade das Escrituras (Está escrito ...)

Implicações quanto a inspiração.

- AT e NT são igualmente inspirados:


O Novo Testamento à semelhança do Antigo, reivindica a virtude de ser Escritura
Sagrada, escrito profético, e toda a Escritura e todos os escritos proféticos devem ser
considerados inspirados por Deus.
Exemplo Pedro classifica os escritos de Paulo como Escritura em 2 Pe 3.16
1 Tm 5:16 Paulo cita o evangelho de Lucas referindo-se a ele como Escritura

- Variedade de fonte e gênero literário:


Há vários fatores que contribuíram para a formação das Escrituras Sagradas e dão forte
apoio a essa afirmativa. Em primeiro lugar, existe uma diferença marcante de vocábulos e
de estilo de um escritor para o outro. Comparações entre livros por exemplo de Hebreus
e João.
Exemplo interessante: Importante paralelo entre o Livro de Lucas e o livro de Apocalipse.
Um foi entregue mediante a exaustiva pesquisa e trabalho, o outro mediante atuação
profética.
O uso de gêneros literários, poesia, sátiras, alegorias, parábola etc.
O Pressuposto da inerrância:
Tudo quanto Deus declara é verdade isenta de erro. Bh 6.18 Deus não pode mentir, Jo
17.17 Sua Palavra é a Verdade.
Não existem erros históricos, científicos nos ensinos das Escrituras.

Evidencias de Inspiração (Internas e Externas)

Internas:
1 - A autoridade que se autoconfirma
Há quem afirme que a Bíblia fala com autoridade própria, cheia de convicção, à
semelhança do rugido de um leão. Jesus ao falar incendiava os corações, uma vez que
Ele ensinava como tendo autoridade.
A Bíblia é como um leão, não precisa ser defendido basta solta-lo da jaula. A Bíblia da
mesma forma precisa ser proclamada, e a sua autoridade faz o restante.
Afirma-se que Deus pode falar mais eficazmente quando fala por si mesmo.
2 - Testemunho do Espírito Santo
A Palavra de Deus confirma-se perante os filhos de Deus pelo Espirito Santo. Há dois
chamados um geral e um individual. Essa atuação especial do Espírito Santo gera a
convicção de que a Palavra de Deus é verdadeira.
O testemunho intimo de Deus no coração do crente, à medida que este vai lendo a Bíblia,
é evidência da origem divina da Bíblia.
3 - Capacidade transformadora da Bíblia
A capacidade que tem a Bíblia de converter o incrédulo e de edifica-lo na fé cristã.
Hb4.12. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante de que qualquer espada de
dois gumes.
Viciados tem sido libertos pela Palavra, ódio tem sido transformado em amor, curas tem
acontecido mediante a Palavra de Deus, a Palavra consola, conforta edifica e transforma.
A Palavra não é vã antes é a nossa força Sl 119
1Pe 2.2 Como crianças recém-nascidas desejem de coração o leite espiritual puro, para
que por meio dele cresçam para a salvação.
4 - Unidade da Bíblia
Uma evidência mais formal da inspiração da Bíblia está em sua unidade. Sendo
constituída por 66 livros escritos ao longo de 1500 anos, e por cerca de 40 autores, em
diversas línguas, com centenas de tópicos, é muito mais que mero acidente que a Bíblia
apresente espantosa unidade temática.

Externas:

0 – Historicidade da Bíblia
Grande parte do conteúdo da Bíblia é história e, por isso mesmo passível de constatação.
A descoberta arqueológicas do povo Hitita, povo até há pouco só mencionado na Bíblia.
Há dois caminhos dentro da historicidade para a constatação, os achados arqueológicos e
os documentos escritos.
A ilustração fala de um achado arqueológico datado de 2600 a 2400 anos na cidade de Ur
dos Caldeus, que chamou a atenção dos arqueólogos vez que remete a similaridade do
texto de Gênesis 22.13 tendo um carneiro preso pelo chifre em uma árvore.
“Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado
pelos seus chifres, num mato; foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em
holocausto, em lugar de seu filho. Gn 22.13
Outro interessante encontro arqueológico foi os manuscritos do mar morto no ano de
1947, quando um jovem pastor de ovelhas, procurando suas ovelhas jogou uma pedra
dentro da caverna e ouviu o barulhe de algo quebrar. Quando entrou dentro da caverna
viu diversos vasos e dentro destes vasos manuscritos intactos preservado a mais de dois
mil anos. Preservado pelos Essênios que viviam no deserto perto do mar morto.
1 – Evidência do testemunho de Cristo
Se o que Jesus ensinou é a verdade, e Jesus ensinou que a Bíblia é inspirada, segue-se
que é verdade que a Bíblia é inspirada por Deus.
C. S. Lewis – Ou Ele era louco; ou mentiroso; ou de fato Senhor.
Há aqui uma implicação lógica, porque as pessoas afirmam ser Ele um homem sábio, um
profeta, um padrão de conduta moral que se deve seguir, mas se tomamos isso por
pressuposto o que dizer das afirmações feitas por Jesus? De ser Ele Deus vez que é filho
de Deus, de ser o Messias que haveria de vir e que seu Reinado seria eterno, de ter
ressuscitado Ele afirmou que ressuscitaria etc. Como harmonizar as afirmações que Ele
fez sobre si mesmo e desconsiderar o fato dEle ser Senhor.

Espiritismo
Allan Kardec "para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a
Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a
doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais
puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava".[1]

Note que para o espirita Jesus é uma padrão de conduta moral que deve ser seguido,
mas eles não creem que Ele propiciou nossos pecados na cruz, quando se entregou por
nós. Algumas afirmações de Cristo quanto sua divindade.

“O Filho do homem... veio para dar a sua vida em resgate por


muitos.” (Mc 10.45)
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que
morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá,
eternamente.” (Jo 11.25,26
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai
senão por mim.”(Jo 14.6)
Antes que Abraão existisse, EU SOU.” (Jo 8.58)
“Eu sei... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando Ele vier
nos anunciará todas as coisas.” Observe o que Jesus respondeu:
“Disse-lhe Jesus: ‘Eu o sou, eu que falo contigo’“

Islamismo

No Alcorão há diversas menções sobre Jesus, eles afirmam seu nascimento virginal,
afirmam ser Ele um profeta de Deus, todavia negam que Cristo teria morrido em nosso
favor. Segundo eles os discípulos haviam inventado essa história.

Eles dizem, “Nós matamos o Messias Jesus, filho de Maria, o mensageiro


de Deus.” Eles não o matarem nem o crucificaram, mas a aparência dele
foi colocada sobre outro homem (e eles mataram esse homem)...  (Alcorão,
4:157)

Afirmação de Jesus: Então Jesus os preveniu veementemente e ordenou que a


ninguém revelassem esse fato. E acrescentou: “Pois é necessário que o Filho do
homem passe por muitos sofrimentos e venha a ser rejeitado pelos líderes
religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei; seja assassinado e,
ao terceiro dia, ressuscite”. Tome a sua cruz e siga a Jesus LUCAS 9.22
Eu sou o Bom Pastor, o Bom Pastor da sua vida pelas suas ovelhas. Jo 10.11
Testemunha de Jeová

Filho Primogênito (Primeiro a ser criado) e Unigênito de Jeová (único criado diretamente
por Jeová).
- Ofereceu-se voluntariamente para vir à terra e morrer em favor da humanidade. Ou seja,
nos libertou da morte para a vida.
- Por sua lealdade, mesmo sob as provas mais terríveis, foi ressuscitado ao terceiro dia
por seu Pai, e assentou-se à direita de Jeová.
- Jeová deu-lhe privilégios como Rei do Reino de Deus, Juiz da humanidade, Sumo
Sacerdote ou mediador entre Jeová e os homens.
- A imagem perfeita do Pai; contudo NÃO é igual ao Pai, uma vez que considera o Pai seu
Deus.
- Nosso maior exemplo.
- Figura chave para cumprimento do propósito de Jeová para com a humanidade e a
nossa terra.

Sim. Nós acreditamos em Jesus, que disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6) Temos fé de que Jesus deixou o céu
para vir à Terra e sacrificar sua vida humana perfeita para nos resgatar. (Mateus 20:28)
Sua morte e ressurreição abriram caminho para que pessoas que exercem fé nele
recebam a vida eterna. (João 3:16) Também acreditamos que Jesus já está governando
como Rei do Reino celestial de Deus, que em breve trará paz à Terra inteira. (Revelação
[Apocalipse] 11:15) Mas, ao mesmo tempo, acreditamos no que Jesus disse: “O Pai é
maior do que eu.” (João 14:28) Por isso, não adoramos a Jesus nem acreditamos que ele
é o Deus Todo-Poderoso. https://www.jw.org/pt/testemunhas-de-jeova/perguntas-
frequentes/acreditam-em-jesus/

Joao 10.30 Eu e o Pai somos um.

João 14. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde
agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?
Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

Joao 1.1 No inívio Era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Joao 17.5 agora, Pai, glorifica-me junto a Ti, com a glória que Eu tinha contigo antes que
o mundo existisse

Joao 9.38 – Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é Senhor, para
que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então,
afirmou ele: Creio, Senhor e o adorou.

A concepção de Jesus sobre as Escrituras


- Usou a própria Escritura (Mt 4.1-11)
- Afirmou que encontramos a vida eterna (Jo 5.39)
- Ele era o cumprimento (Lc24.44)
- Afirmou que o Espírito Santo falou através dos autores (Mtc 12.36)
-Realçou a perenidade da Lei e dos profetas (Mt 17.18)
-Aceitou a historicidade de eventos “Questionáveis” (Mt 12.39-41, Mc10.6)
-As Escrituras não podem ser canceladas (Jo 10.35)
- Destacou a importância de se conhecer profundamente as Escrituras (Mt22.29)
- Valorizou detalhes gramaticais e palavras do texto sacro (Mt 5.18)
- A Escritura continua sendo instrumento usado pelo Espírito Santo (Jo14.26)
2 – A Evidência da profecia
Os cumprimentos proféticos.
Exemplo: Daniel relata como viu uma estátua de ouro, bronze etc Ali representava cada
uma dos reinos que viriam.
Exemplos na vida de Jesus: O pastor Jefferson Magno relatou 25 profecias que se
cumpriram em apenas 24 horas:

1a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA TRAÍDO POR UM AMIGO Salmo 41.9).


2a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA VENDIDO POR 30 MOEDAS DE PRATA (Zc 11.12)
3a. PROFECIA: AS 30 MOEDAS SERIAM LANÇADAS NO TEMPLO Zacarias 11.13b)
4a. PROFECIA: COM AS 30 MOEDAS SERIA COMPRADO O CAMPO DO OLEIRO

5a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ABANDONADO POR SEUS DISCÍPULOS Zc 13.7b)


6a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA ACUSADO POR FALSAS TESTEMUNHAS (Sl 35.11
7a. PROFECIA: O MESSIAS FICARIA MUDO DIANTE DOS SEUS ACUSADORES IS 53.7

8a. PROFECIA: O MESSIAS SERIA AÇOITADO E FERIDO (Isaías 53.5).


Etc ..

3- A Evidência da influência da Bíblia


As Escrituras Sagradas, tem sido traduzidos em mais línguas, tem sido impressa em
maior número de exemplares, tem influenciado mais o pensamento, inspirado mais as
artes e motivado mais as descobertas do que qualquer outro livro.

4 – A Evidência da manifesta indestrutibilidade da Bíblia


5 – Evidencia oriunda da integridade de seus autores humanos.

Canonicidade

Cânon, deriva do grego kanõn (Cana, regra), que por sua vez, se origina do hebraico
kaneh, palavra do AT que significava “vara ou cana de medir”. Ex. Ez 40.30
É a coleção completa dos livros divinamente inspirados, que constituem a Bíblia.
A inspiração é o meio pelo qual a Bíblia recebeu sua autoridade, a canonização é o
processo por meio do qual a Bíblia recebeu sua aceitação definitiva.
Obs. Uma coisa é um profeta receber uma mensagem da parte de Deus, mas coisa bem
diferente é tal mensagem ser reconhecida pelo povo de Deus.
A palavra já tinha a conotação de padrão ou norma, cana ou unidade de medir antes do
cristianismo.
Cânon – Trata do lado humano das Escrituras
Exemplos:
1 – Quanto a mulher vai comprar um tecido e o vendedor usa aquela régua grande.

2 – O exemplo do “Crime” na faculdade o professor falava que crime era fato típico, ilícito
e culpável, e eu ficava me perguntando o que é isso meu Deus? Ai a ilustração que o
professor usou foi aqueles brinquedos para bebes de estrelas, cubo, quadrado. E que
quando encaixa perfeitamente coaduna com a norma penal.

Nem todos os escritos religiosos dos Judeus eram considerados canônicos


Ex. Livro dos Justos citado em Js 10.13
Livros das guerras do Senhor Nm 21.14
Outos citados em 1 Rs 11.41
Livros apócrifos dos judeus escritos no período interbíblico.

De acordo com Josefo (contra, Ápio v, I, 8) e com o Talmude, a sucessão de profetas


encerrou-se com Malaquias nos dias de Neemias.
Talmude “Depois dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo
apartou-se de Israel.

Conclusão quanto ao Cânon do AT. Este teria se completado por volta do ano 400 AC,
haviam duas seções principais: A Lei e os Profetas. Quase todos os 22 (24) livros são
citados pelo NT como Sagrada Escritura.

Nomes Canônicos
- Escrituras (MT 21.42)
- Sagradas Escrituras (Rm1.2)
-Livro do Senhor (Is 34.16)
- A Palavra de Deus (Mc7.13; Hb4.12)
- Oráculos de Deus (Rm 3.2)

Duplo sentido da palavra cânon


Sentido ativo - A Bíblia é o cânon “regra” pelo qual tudo o mais deve ser julgado. Regra
de fé e prática. Gl 6.16 “ E a todos quantos andarem de conformidade com essa regra,
paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus. “ ( Qual o contexto que
Paulo está apresentando aqui? Ele tinha feito a primeira viagem missionária, estava
voltando para Jerusalém para resolver problemas de costumes judaizantes que estavam
sendo impostos por alguns. Então ele manda a carta aos Gálatas afirmando que nem a
circuncisão e nem a incircuncisão é coisa alguma, mas que ele estava ligado a Cruz de
Cristo e a todos quantos andarem de conformidade com esse Cânon regra, paz e
misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.
Sentido passivo - Cânon significava a regra ou padrão pelo qual um escrito deveria ser
julgado inspirado ou dotado de autoridade
Somente no Sec IV é que Cânon veio a ter essa conotação por volta do ano 35 dC por
Atanásio de Alexandria e depois pelo Concílio de Laodiceia, pelo historiador Eusébio, e
pelos Concílios de Hipona e de Cartago 393

Esse tema é importante pra nós? Talves nos não damos a importância necessária pois
nós já nascemos praticamente com uma Bíblia. Será que é tão obvio assim? Será que
sempre foi tão óbvio assim? Quando eram só rolos, como era? Sabemos que na igreja
primitiva haviam inúmeros livros que eram utilizados e circulavam a igreja, como a
irmandade então tinha segurança de qual livro ser usado como padrão de regra e fé? Só
o fato de haver no Brasil um outro bloco de pessoas que possuem livros a mais nos deixa
intrigado, quanto mais se soubéssemos que há no mundo um segundo bloco, ainda maior
que os protestantes que cada um tem seus livros canônicos. No Mundo o primeiro bloco é
o católico, mas o segundo maior bloco são os ortodoxos e ele se subdivide em vários,
sendo que cada um tem seu cânon próprio.

Exemplo –
Lucianico
Cópta
Eslavônico
Georgiano
Clássico Armeniana
Como é que se formou então esse Cânon? Quantos livros tem? Ou deveria ter? Quantos
livros tem o seu cânon? Nós pregamos todo o designo de Deus? Será que usamos todo
os 66 livros da Escritura? Com que frequência pregamos sobre Ester? Judas? Cânticos
dos Cânticos, etc.

A canonicidade é determinada pela inspiração:


Os livros da Bíblia não são considerados oriundos de Deus por se haver descoberto neles
algum valor; são valiosos porque provieram de Deus – fonte de todo o bem. É a
inspiração de Deus em um livro que determina sua canonicidade. A canonicidade é
determinada por Deus e descoberta pelos homens de Deus.

Mas como descobrir quais livros são inspirados e por consequência canônicos?

Princípios de descoberta da canonicidade

1 – A autoridade de um livro – Afirma vir de Deus?


A expressão “assim diz o Senhor”, “e o Senhor me disse”, “a palavra do Senhor veio a
mim” as vezes o tom e as exortações revelam sua origem divina.
Se faltasse a um livro a autoridade de Deus, esse era considerado não-canônico, não
sendo incluído no cânon sagrado.
2 – A autoria profética de um livro – Foi escrito por um servo de Deus?
Todos os autores bíblicos tinham um dom profético, ou uma função profética, ainda que
tal pessoa não fosse profeta por ocupação Hb 1.1

3 – A confiabilidade de um livro – Fala a verdade sobre Deus, o homem e demais


coisas?
Outra característica é ser confiante, todo e qualquer livro que contenha erros factuais ou
doutrinários não pode ter sido inspirado por Deus. Deus não pode mentir é contra a
natureza de Deus, portanto as palavras do Senhor só podem ser verdadeiras e coerentes.
Os crentes de Bereia aceitaram os ensinos de Paulo e pesquisaram as Escrituras, para
verificar se o que o apostolo estava dizendo estava de fato de acordo com a revelação de
Deus no AT. (Atos 17.11)
Grande parte dos livros apócrifos foram rejeitados por causa do princípio da
confiabilidade. Suas anomalias históricas e heresias teológicas os rejeitaram;
Muitos livros canônicos foram questionados com base nesse princípio. E eles só foram
aceitos após exaustiva e detalhada averiguação se tais livros eram de fatos inspirados por
Deus. Exemplo Tiago, II Pedro, II e III João etc.
Outros questionaram Judas por causa da sua citação de livros não-confiaveis,
pseudepigráficos (vv9,14). Assim como as citações de Paulo a poetas não-cristãos (v tb.
At. 17.28 e ; Tt 1.12).

4 – A natureza dinâmica de um livro – Possui o poder de Deus para transformar


vidas?
Conversão, edificação, aprendizado, crescimento, capacidade de transformar e libertar,
instruir e edificar.
5 – A aceitação de um livro – É aceito pelo povo de Deus para o qual foi
originamente escrito?
É que, se determinado livro fosse recebido, coligido e usado como obra de Deus, pelas
pessoas a quem originalmente se havia destinado, ficava comprovada a sua
canonicidade.
Os livros de Moises foram aceitos imediatamente pelo povo de Deus. As cartas de Paulo
foram recebidas imediatamente pelas igrejas as quais haviam sido dirigidas (1Ts 2.13) e
até pelos demais Apostolos 2Pe 3.16
1Jo 4.1-3 os falsos profetas e os espíritos de mentira deveriam ser testados e rejeitados

Processo de descoberta
1 – Alguns princípios estão apenas implícitos no processo.
Embora todos os cinco elementos estejam presentes em cada documento escrito e
inspirado, nem todas as regras de reconhecimento ficam visíveis na decisão sobre a
provável (ou improvável) inspiração de cada livro. Nem sempre parecia imediata que
determinado livro fosse “dinâmico” ou “autorizado”. Era-lhes mais óbvio o fato de um livro
ser “profético” e “aceito”.
2 – Alguns princípios atuavam de modo negativo no processo.
Algumas das regras de reconhecimento atuavam de modo mais negativo que outras. Por
exemplo, o princípio da confiabilidade eliminava mais depressa os livros não-canônicos.
Semelhantemente alguns livros pode reivindicar autoridade sem ser inspirado por Deus,
como o mostram os muitos livros apócrifos.
O princípio da aceitação tem função primordialmente negativa.
3 – O princípio realmente essencial substitui todos os demais princípios.
O princípio da natureza profética do livro é o fundamento pra o reconhecimento da
canonicidade de um livro. Se um livro houver sido escrito por um profeta prestigiado e
honrado de Deus, e se ele afirmar que apresentará uma enunciação autorizada da parte
de Deus, nem há necessidade de formular as demais perguntas.

Teorias a respeito da canonização.

Humana
– Os livros quando surgiram não eram sagrados

- Adquiriram tal posição por DECISÃO da comunidade.

- Canonização para garantir uma norma de fé e de vida


- Decisão mediante ameaças que a igreja sofria, com falsos mestres, perseguições etc.

Divina 2Pe 1.21

- Os livros foram escritos pelo mistério da inspiração, foram soprados por Deus
- Possuem autoridade desde o começo

- Canonização foi o RECONHECIMENTO de que esses livros foram dados por Deus
para regra de fé e vida.
- Canonização não é a igreja decidindo e sim reconhecendo quais livros foram dados pro
Deus para regra de fé e vida.
- Principio fundamental – Deus criou a igreja, inspirou os livros e deu a canonização, não
foi a igreja que se colocou em um status de superioridade e decidiu os livros que ela ia
aceitar.

Ilustração do AT e do NT

Será que sempre foram os 39 livros? Será que isso é assim mesmo? De onde tiramos
esses números?

Ex. Os Judeus tem duas listas 22 ou 24


A Bíblia Judaica
TaNaKh, é dividida em três partes:
Torá (5) – Pentateuco (Gêneses, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio)
Nevlim (8) – Primeiros profetas – Josué, Juízes, Samuel, Reis. Últimos profetas –
Isaias, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores em um só livro.
Ketuvim (9 ou 11) Livros Poético – Salmos, provérbios, jó. Os Cinco Rolos – Cantares,
Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester. Livros Históricos – Daniel, Neemias (Esdras
juntos), Cronicas (1 e 2 Juntos).

Então quando surgiu esse número? Será que há um definição? Em algum momento na
histórias eles disseram que seria os livros mencionados no Novo Testamento, todos
aqueles que foram citados no novo testamento, versículo ou citação indireta seriam a
número dos escritos. O grande problema é que no novo testamento encontramos mais do
que os 39, inclusive encontramos citações de livros que são considerados por nós como
apócrifos e até mesmo Pseudoepígrafo.

Ex 1 – Romanos capitulo 1: 18ss e capitulo 2 faz alusões ao livro apócrifo Sabedorias.


Ex 2 – Hebreus 11 “Expressão homens dos quais o mundo não é digno (2 Macabeus 6.16
- 7.41)
Ex 3 – Judeus v 14 a 16 Citação do livro pseudepígrafo 1 Enoque 1.9

O que é pseudepígrafo? Falso, espúrito. Exemplo o cara era um João ninguém, aí ele
escriva algo e como o nome dele não era conhecido ele colocava um nome famoso, no
exemplo citado Enoque. Mas Enoque nunca escreveu esses livros.

A divisão apresentada pro Cristo as vezes vai de Mt 5 Leis e Profetas e as vezes Lucas
24.24 Leis, Profetas e Salmos.
Algumas observações – Lutero traduziu os apócrifos e falou que era bom para
conhecimento e leitura, todavia rejeitou como inspirado. Mas na tradução de Lutero eles
foram preservados, assim também Calvino o outros reformadores.

Para acalmar nossa mente, a grande diferença entre os evangélicos, católicos e


ortodoxos não reside nos apócrifos ou deuterocanonicos, e sim nos próprios canônicos
em suas interpretações.

PASSOS IMPORTANTES PARA A CANONIZAÇÃO


1 PASSO IMPORTANTE INSPIRAÇÃO DIVINA
2 PASSO IMPORTANTE RECONHECIMENTO POR PARTE DO POVO DE DEUS
3 PASSO IMPORTANTE COLEÇÃO E PRESERVAÇÃO PELO POVO DE DEUS
4 PASSO IMPORTANTE A NECESSIDADE TENDO EM VISTA OS ATAQUES
- Cânon de Márcion
Ensinou que o Deus severo do AT estava em oposição reciproca com o Deus amoroso do
NT. Que Jesus viera como mensageiro do Deus amoroso, que Jesus havia sido morto por
instigação do Deus severo; Que Jesus confiara sua mensagem sobre o Deus amoroso
aos 12 apóstolos, todavia estes haviam falhado em sua missão não impedindo que a
mensagem se corrompesse e que Paulo se tornara o único pregador da mensagem não
corrompida.
Márcion fez uma Cânon próprio contendo 10 cartas do apóstolo Paulo e 1 de Lucas qual
algumas omissões, isso se deu por volta do ano 144 dC o que gerou grande tensão por
parte dos Pais da igreja em estabelecer quais livros eram inspirados e quais não eram.
TERTULIANO citação em relação a Márcion “ Márcion usa expressamente e abertamente
a faca e não a pena, uma vez que executou tamanha mutilação das Escrituras de um
modo que consubstanciasse sua tese. (Tertuliano, da Prescrição contra hereges) Pag 38
- Edito de Diocleciano
Última e talvez mais sangrenta perseguição contra os Cristãos no Império Romano.
- 10 Perseguições
1ª - 64 (18/07/64) Nero coloca fogo em Roma
2ª – 70 Imperador Domiciano
3ª – 110 Imperador Trajano
4ª – 162 Imperador Marco Aurélio Antonino (Estoico) Os mártires eram obrigados a
passar com os pés já feridos sobre pregos e espinhos.
5ª – 200

5 PASSO IMPORTANTE OS CONCÍLIOS PROMOVIDOS PELA IGREJA

VAMOS ANOTAR

HOMOLOGOUMENA - ( Lit. Falar como um) Eram os livros aceitos por todos, que nunca
forma questionados por nenhum dos rabis.
ANTIMOLOGOUMENTA – (Lit. Falar contra) Os livros Bíblicos que em certa ocasião
tivessem sido questionados por alguns.

PSEUDEPÍGRAFOS – (Lit. Falsos escritos) Os Livros não-bíblicos rejeitados por todos


foram intitulados

APÓCRIFOS ou DEUTEROCANÔNICOS – (Espúrio, oculto) Os livros não-bíblicos


aceitos por alguns, mas rejeitados por outros, dentre os quais os livros questionáveis,
chamados de duvidosos. Tem valor histórico, mas não pode-se dizer inspirado.

TRADUÇÕES

Quais são as atividades típicas de uma igreja?


Orar, jejuar, estudo, ensino, evangelismo etc. Mas cabe também a igreja o precioso papel
das traduções.

Ex. John Kelly


Tradutor da Bíblia para o dialeto (Manx, Escócia) Manch. Depois de anos de trabalho,
John consegue concluir a tradução para o dialeto Manx e resolve viajar para a Inglaterra
com o fim de publicar a recente tradução da Bíblia. Nesta viagem, o navio que John
estava naufraga e acreditado que a obra que tivera feito não poderia perecer, ficou entre
os escombros com a mão levantada por volta de 5 horas até a chegada do resgate. Ele
tinha um desejo no coração, levar a palavra de Deus a essa comunidade, vez que ele
acreditava que essa Palavra liberta, salva, sara, transforma. Tinha o desejo no coração de
que aquelas pessoas pudessem ser instruídas pela Palavra de Deus e que conhecendo a
Verdade fossem verdadeiramente livres.
Ex Willian Carey (26 Línguas, India)

Ex Samuel Schereschewski (Wenly Fácil, China)

Aproximadamente 422 línguas possuem uma Bíblia completa, e mais de 3000 em partes.

As traduções iniciaram antes de Cristo.


SEPTUAGINTA (LXX)
Aristéia, ou Aristeu escritor da corte de Ptolomeu, por volta do Ano 280 aC, sob comando
de II Filadélfo Ptolomeu (Rei), manda que seu Bibliotecário (Demétrio de Falero)
entrasse em contato com o Sumo Sacerdote (Eliazar) na Palestina e arrumasse uma
tradução do livro Sagrado dos Judeus, para que houvesse uma cópia em sua biblioteca
na Alexandria, capital do Império Ptolomeu. O Sumo Sacerdote, convoca 6 anciãos de
cada uma das tribos, formando o total de 72 e são mandados para a Alexandria para fazer
essa obra. Na Alexandria eles são recebidos em um banquete que durou uma semana,
depois foram encaminhados aos seus aposentos para que fizessem a tradução. (285-246)
em apenas 72 dias, eles concluíram a obra. Mitos surgem dessa tradução que os 72
houvessem trabalhado isoladamente e que depois constatou-se que todas as tradução
foram idênticas, todavia os estudiosos acreditam que o que foi concluído em 72 dias foi
apenas a Torá. Sendo que a conclusão veio posteriormente. O termo septuaginta remonta
o número 70 um arredondamento dos 72 obreiros. Cabe ressaltar a providência de Deus
nesse aspecto, vez que os Judeus que moravam no Egito nessa época já não falavam
Hebraico e com a tradução eles puderam ter contato com a Palavra de Deus.

TARGUNS OU TARGUMINS
Explanação ou explicação. O povo judeu que vivia dentro da palestina já não falava o
Hebraico e sim o Aramaico, então os Judeus fizeram traduções livres. Explicações, fieis,
mas de forma livre demonstrando o princípio da equivalência dinâmica.
Ex. Em Neemias 8: 7-8. Neemias ao pedir que Esdras lesse a Palavra de Deus, o Livro da
Lei, o faz como de costume na língua original, até porque é uma regra judaica que se leia
em Hebraico, todavia, em Neemias cita-se pessoas que explicavam a leitura. Diz respeito
a essa tradução livre chamada Targumins
O termo se assemelha a PARAFRASE – Tradução livre. O tradutor coloca muito da sua
percepção e convicção. Há traduções assim no Brasil. A Bíblia Viva, foi originalmente
traduzida por um homem Americano (USA), de forma que preocupado de que seus filhos
não entendesse a escrita da King James usada na época, se propõe a fazer a tradução
com uma linguagem mais acessível para eles. Ocorre que neste processo de tradução
livre, o tradutor coloca no texto percepções pessoais e inclusive em uma análise mais
detalhada pode-se observar na Bíblia Viva o viés teológico do autor. Cabe ressaltar que
no Brasil a NTLH também foi primariamente rejeitada por ter esse viés de tradução livre,
inclusive foi queimada em praça pública, para depois ter uma aceitação por parte da
irmandade.

ÁQUILA
Áquila não é o marido de Priscilla do NT, e sim um prosélito que tinha se convertido ao
Judaísmo. Ele observando que a tradução da Septuaginta era muito Cristã não a aceitou
como uma tradução Judaica, alegou que a tradução tinha que ser literal palavra por
palavra demonstrando o processo de tradução pelo método de equivalência formal. É
uma tradução puramente literal, contém só o AT, Áquila era natural de Sínope, cidade do
Ponto e a versão foi feita no ano 138, sob o reinado de Adriano. Essa versão só existe em
fragmentos.

PESHIA – VERSÃO SIRIACA


Significa comum para a linguagem do povo. Nessa versão temos um problema canônico,
vez que ela eliminou de seu cânon 5 livros do novo testamento (2 Pe, 2 e 3 Jo,
Apocalipse). Essa igreja existe até hoje e usa essa versão com o cânon do novo
testamento contendo os 5 livros a menos. Essa tradução foi feita diretamente do
Hebraico.

GÓTICA (ÚLFILAS 311-381)


Trata-se de uma tradução feita para o Germanos nas regiões do Reno e Danúbio, o povo
extremamente mau (Ostrogodos, Visigosos Godos) conquistadores germânicos levaram a
família de Úlfilas refém para suas terras, de alguma forma Ulfilas saiu, estudou e foi
enviado de volta as tribos para a evangelização. Neste processo ele teve a árdua tarefa
de traduzir para a língua nativa, todavia, além de traduzir ele teve que inventar o alfabeto
que até então era desconhecido desse povo. Houve por parte de Úlfilas um excesso de
zelo, vendo que o povo Godo eram violentos, ele não traduziu os livros de Samuel e Reis,
uma vez que poderia induzir a violência.

VULGATA ou Vulgata Latina vem de vulgar ou popular, versão do povo.


Nota-se que com o crescimento do evangelho, e com o advento da língua latina,
principalmente nas regiões de Hipo, vários pregadores, Bispos da época realizaram um
trabalho livre de tradução que ficou conhecido como a (Antiga Latina ou Ítala) querendo
uniformizar uma vez que tais traduções eram livres, foi-se desenvolvida a vulgata latina. O
AT foi traduzido diretamente do Hebraico e o novo do Grego da Septuaginta.
Jeronimo foi para o mosteiro em Belém, aprendeu o Hebraico e ficou 15 anos para
traduzir. Fez a tradução para o Latim 405 dC. Após sua conclusão a tradução foi rejeitada
e passou por diversas revisões. Jeronimo um homem extremamente zeloso chamou o
povo de bípedes burros. Cabe ressaltar que na vulgata consta os livros apócrifos, todavia,
Jerônimo afirma que tais livros não são inspirados, todavia, uteis para o conhecimento
histórico. Para ele, estes livros não deveriam estar alí, todavia, por força política eles após
a morte de Jerônimo colocaram os livros.

Traduções Europeias
INGLESA
JOHN WYCLIFFE (1300-1384)
John tinha um sonho de libertar o povo da opressão dos clérigos que não permitiam que o
povo tivesse acesso as Escrituras Sagradas. Neste intento, ele se propôs a traduzir a
Bíblia para o Inglês e por isso foi extremamente perseguido. Ele teve uma morte natural,
todavia, após sua morte a Igreja Católica exumou seu cadáver e queimou seus ossos em
praça pública vez que o tinha considerado como excomungado.

WILLIAN TYNDALE (NT 1526)


Também foi extremamente perseguido pela igreja Católica Romana, teve que fugir para a
Alemanha, depois contrabandeou a Bíblia em Inglês para a Inglaterra, foi preso e levado
para Bruxelas onde ficou preso por um ano, após esse tempo foi queimado em praça
pública, mas antes de sua morte fez uma oração: “Senhor abre os olhos do Rei da
Inglaterra”. A Versão autorizada ou Rei Tiago (King James) usada hoje é uma revisão da
tradução do Tyndale. Cabe ressaltar que ele fez a tradução diretamente das línguas
originais.

ALEMÃ
LUTERO (NT 1522 e em 1534 toda a Bíblia)
Ele traduziu do Hebraico e não do grego, nela constava os apócrifos com a ressalva de
que tratava de livros de apoio histórico e importantes para o estudo. Cabe ressaltar que o
livro de Tiago foi colocado por último, vez que Lutero considerou como o Livro de Palha.

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