Sei sulla pagina 1di 16

A origem das aves ainda é um tema polêmico.

A maioria dos biólogos acredita que as aves evoluíram


dos dinossauros predatórios de duas pernas, uma teoria que é sustentada por diversas descobertas de
fósseis nos últimos 150 anos. A descoberta do Archaeopteryx, em particular, convenceu muita gente de
que os dinossauros são a origem das aves modernas.

Encontrado na Alemanha em 1860, o Archaeopteryx é uma das descobertas de fósseis mais importantes
e comentadas. Os espécimes encontrados até agora parecem ser do período Jurássico, de cerca de 150
milhões de anos atrás, e forneceram a primeira prova de uma criatura que apresentava características
comuns a dinossauros e aves. Dentadura completa, uma cauda longa e ossuda e três garras em cada
asas demonstram sua relação com os antigos lagartões. Também têm penas e um esterno parecido com
a fúrcula (o osso da sorte) dos pássaros modernos.

A compreensão sobre a evolução das aves está sempre mudando com aparecimento de mais fósseis.
Outros animais semelhantes às aves, do mesmo período, foram encontrados na China, e fósseis de aves
de outras linhagens foram encontrados na Ásia, Europa, América do Norte e do Sul.

Nem todo mundo concorda com a teoria dos dinossauros. Alguns biólogos acreditam que as aves
evoluíram muito antes do Archaeopteryx na mesma época dos primeiros dinossauros, provavelmente
ancestrais répteis de quatro patas. De acordo com esta teoria, muitas espécies de aves surgiram e então
se tornaram extintas junto com os dinossauros. Entretanto, elas evoluíram, se transformando em um dos
grupos de animais mais variados do planeta. Atualmente há mais de 9.700 espécies de aves conhecidas,
ocupando todo nicho ecológico e habitat possível.

Fonte: www.animalplanetbrasil.com

ORIGEM DAS AVES

O protagonista dessa incrível história é o Archaeopteryx lithographica, que viveu no período Jurássico,
em plena Era Mesozóica (ou Era dos Répteis).
No entanto, o Archaeopterys era um réptil diferente dos outros: tinha desenvolvido um novo instrumento
de voo, que complementava as asas – as penas.

Dos contemporâneos plumados do Archoeopterys (ou de uma espécie similar a essa) derivaram as aves
que foram evoluindo cada vez mais. As primeiras aves tinham ainda o esqueleto da cauda bastante longo
e o "bico" munido de dentes. Além do Archoeopterys, também existiam outras duas espécies plumadas
que tinham dentes: Ichthyornis e Hesperornis.

O conjunto de plumas e penas, ou seja, a plumagem que cobre o corpo das aves, tem várias funções:
permite o voo, protege do calor e do frio, ajuda a flutuar na água e contribui para a manutenção de uma
temperatura ideal durante a incubação. Juntamente com as asas, as penas são o principal instrumento de
voo, funcionando como "hélices" e estabilizadores de voo.

Fonte: asaves.blogspot.com

ORIGEM DAS AVES


Esqueleto de uma ave onde se nota o grande tamanho da quilha (esterno).

Os cientistas sustentam a teoria de que as aves descendem dos répteis. Em 1861, na Alemanha, foram
encontrados alguns exemplares fósseis de um organismo que apresentava características intermediárias
entre o réptil e a ave: o Archaeopteryx litographica. Esse animal possuía traços de réptil (dentes, cauda
grande e extremidades anteriores com dedos compridos) e traços de ave (formato do crânio e penas).
Esta descoberta é uma das provas mais importantes que confirma a teoria de que as aves são
descendentes dos répteis.

Para lembrar

As aves estão adaptadas para viver num grande número de ambientes (água, planícies, montanhas) e
podem ser encontradas em qualquer ponto da Terra: desertos, selvas e também nas calotas polares.

Fonte: klickeducacao.ig.com.br

ORIGEM DAS AVES

A procura por aves ornamentais como animais de estimação é muito grande, e a procura vem
aumentando a cada ano. Isto ocorre por vários fatores: Beleza, canto, necessidade de pouco espaço
físico, docilidade do animal, baixo custo de manutenção principalmente com alimentação, vacinas e
cuidados básicos, facilidade para limpeza e manejo.

As aves são o grupo mais bem pesquisado dos animais. Calcula-se que 99% das espécies recentes
sejam conhecidas. Ao todo, são 9500 espécies de aves em todo o mundo.

Destas, 1550 espécies vivem no Brasil, tanto em condição de vida livre como em cativeiro. São papagaios
(silvestres ou exóticos), periquitos australianos, calopsitas, araras, agapornis, canários, curiós, pombos,
pássaros-pretos, pardais, sabiás, entre outros... Cada um desses animais tem comportamento, biologia,
reprodução, alimentação e particularidades próprias.

As aves são animais que necessitam de cuidados, principalmente quando criadas em cativeiro.

Silvestres: São aves que tem origem e ou ocorrência em Território Brasileiro.


Exóticos: São aves provenientes de outras localidades sem ocorrência natural em nosso território.

Só compre aves nacionais de criatórios registrados e autorizados pelo IBAMA.

As aves apareceram no período Jurássico, há 210 milhões de anos e durou por 70 milhões de anos da
era mesozóica.

Nesta era, a fauna do mundo mudou e foi quando os dinossauros tiveram o seu auge.

A era mesozóica é dividida nos períodos: triássico (de 245-210 milhões de anos atrás), o jurássico ( de
210 a 146 milhões de anos atrás), e o cretáceo (de 146 a 65 milhões de anos atrás).

Os dinossauros evoluíram no período triássico, e foram extintos no fim do período cretáceo, com exceção
dos pássaros.

Os intermediários entre as aves e dinossauros possuíam penas, que serviam para proteção ou exibição,
mas ainda se assemelhavam aos celurossauros, dinossauros saurisquianos precursores das aves.

A arqueopterix foi considerada a primeira ave da Terra. Ela não voava, mas dava pequenos saltos para a
caça ou exibição. Ela possuía características das aves e dos dinossauros.

Fonte: www.reinodosanimais.com.br

ORIGEM DAS AVES

A origem das aves ainda é um tema polêmico. A maioria dos biólogos acredita que as aves evoluíram
dos dinossauros predatórios de duas pernas, uma teoria que é sustentada por diversas descobertas de
fósseis nos últimos 150 anos.

A descoberta do Archaeopteryx, em particular, convenceu muita gente de que os dinossauros são a


origem das aves modernas.

Encontrado na Alemanha em 1860, o Archaeopteryx é uma das descobertas de fósseis mais importantes
e comentadas. Os espécimes encontrados até agora parecem ser do período Jurássico, de cerca de 150
milhões de anos atrás, e forneceram a primeira prova de uma criatura que apresentava características
comuns a dinossauros e aves. Dentadura completa, uma cauda longa e ossuda e três garras em cada
asas demonstram sua relação com os antigos lagartões.

Também têm penas e um esterno parecido com a fúrcula (o osso da sorte) dos pássaros modernos. A
compreensão sobre a evolução das aves está sempre mudando com aparecimento de mais fósseis.

Outros animais semelhantes às aves, do mesmo período, foram encontrados na China, e fósseis de aves
de outras linhagens foram encontrados na Ásia, Europa, América do Norte e do Sul. Nem todo mundo
concorda com a teoria dos dinossauros. Alguns biólogos acreditam que as aves evoluíram muito antes do
Archaeopteryx na mesma época dos primeiros dinossauros, provavelmente ancestrais répteis de quatro
patas.

De acordo com esta teoria, muitas espécies de aves surgiram e então se tornaram extintas junto com os
dinossauros. Entretanto, elas evoluíram, se transformando em um dos grupos de animais mais variados
do planeta. Atualmente há mais de 9.700 espécies de aves conhecidas, ocupando todo nicho ecológico e
habitat possível.

Fonte: www.gforum.tv

ORIGEM DAS AVES

As aves apareceram no período Jurássico, há 210 milhões de anos e durou por 70 milhões de anos da
era mesozóica.

Nesta era, a fauna do mundo mudou e foi quando os dinossauros tiveram o seu auge.

A era mesozóica é dividida nos períodos: triássico (de 245-210 milhões de anos atrás), o jurássico ( de
210 a 146 milhões de anos atrás), e o cretáceo (de 146 a 65 milhões de anos atrás).

Os dinossauros evoluíram no período triássico, e foram extintos no fim do período cretáceo, com exceção
dos pássaros.

Os intermediários entre as aves e dinossauros possuíam penas, que serviam para proteção ou exibição,
mas ainda se assemelhavam aos celurossauros, dinossauros saurisquianos precursores das aves.

A arqueopterix foi considerada a primeira ave da Terra. Ela não voava, mas dava pequenos saltos para a
caça ou exibição. Ela possuía características das aves e dos dinossauros.

Fonte: www.petvale.com.br

Penas: marcas indeléveis da evolução das


aves
• Postado por Eli Vieira em 14 outubro 2008 às 8:30
• Exibir blog de Eli Vieira

VES são animais fáceis de se reconhecerem. Mesmo nos


centros urbanos, fazem ninhos à nossa volta. São conhecidas
popularmente por sua beleza, inteligência, fidelidade, destreza e, por que
não, sabor.
Encontrada uma pena, ou uma única pluma, já temos evidência suficiente
para afirmar presença de ave sem sombra de dúvidas. Mas, se as aves são também
resultado da evolução, encontraríamos numa viagem ao passado um momento em que
suas características, por exemplo as penas, poderiam pertencer a criaturas bem
diferentes do que chamamos hoje de ave? Por exemplo, alguma criatura com dentes?

A resposta é afirmativa segundo o registro fóssil. As penas, bem como muitas outras
características, trazem consigo marcas indeléveis de que aves evoluíram.

“Descobertas de estruturas em forma de ‘fibra’


em Sinosauropteryx, Beipiaosaurus, eSinornithosaurus e em dois
dinossauros controversos com penas estimularam debates sobre a origem
das penas além da origem das aves. Similaridades foram encontradas
entre o apêndice integumentar alongado do
arcossauro Longisquama, do Triássico tardio, e penas
de aves modernas. O Protopteryx preservou alguns tipos interessantes de
penas com características intermediárias de escamas e de penas
modernas, assim fornecendo evidência fóssil para a origem das penas em
escamas alongadas de répteis. (...) O Protopteryx tem o tamanho
aproximado de um estorninho, com impressões de penas claramente
preservadas.”

É o que dizem Fucheng Zhang & Zhonghe Zhou, da Academia Chinesa de Ciências, em
publicação na revista Science de dezembro de 2000.

Zhang & Zhou concluem:

"As penas modernas provavelmente evoluíram através dos seguintes


estágios: (1) alongamento das escamas, (2) aparecimento de um veio
central, (3) diferenciação de ramificações em barbas, e (4) aparecimento
de bárbulas e barbicelas."

Traduzindo os termos técnicos, a evolução das penas, segundo as evidências fósseis, se


deu assim: escama reptiliana -> escama reptiliana alongada -> escama alongada com
ramificações -> protopena -> pena.

Essa ordem é consistente com estudos histológicos do crescimento das penas, como diz
Alibardi (2007):

"Aqui se hipotetiza que em arcossauros pré-avianos com uma pele


escamosa, escamas tuberculadas e posteriormente coniformes se
formaram na pele sem penas em expansão. As escamas coniformes se
alongaram em apêndices finos e pilosos que podem ter funcionado como
apêndices isolantes para a termorregulação em arcossauros pró-avianos.
(...) A morfogênese da coluna de barbas foi uma novidade evolutiva
necessária para a origem de penas em aves e, provavelmente, em
[dinossauros] terópodes. (...) Esses processos morfogenéticos podem
explicar a ramificação simples nas penas modernas tão bem quanto em
apêndices parecidos com penas primitivas encontrados em fósseis tais
como Sinosauropteryx,Beipiaosaurus, Shuvuuia e Sinornithosaurus."

Uma mudança gradual que transforma lentamente escamas em penas nada tem de
projetada, muito menos de inteligente. Um projetista inteligente que precise ajustar a
todo momento a sua criação não passa de um projetista pouco inteligente. E ele tem
nome: seleção natural, deriva genética, ou seja, todos os verdadeiros mecanismos
evolutivos já descobertos.

A transição entre outros dinossauros e aves (porque aves ainda são dinossauros) é
clara. Basta ver fósseis comoArchaeopteryx, Protopteryx, Confuciusornis, Yixianornis
grabaui, entre outros.

Quanto a este último, é descrito por Julia A. Clarke, Zhonghe Zhou e Fucheng Zhang
(2006) como um animal do cretáceo com claras impressões de penas e ainda dotado de
dentes (ou seja, outra característica além das penas mudando gradualmente na
transição terópode-ave [ornithurines]).

Ainda hoje, como relatou a revista científica Current Biology em 2006, quando
acontece uma certa mutação pintinhos podem desenvolver dentes na fase embrionária -
o que chamamos de atavismo, o reaparecimento de características ancestrais.

Não são poucos nos museus os


exemplares de dinossauros fossilizados com penas, como o descrito por Ji e
colaboradores na revista Nature de abril de 2001 (em muitos, inclusive, como se vê na
foto à direita, membros anteriores se parecem com asas de ave, mas têm três dedos com

garras). Dos dinossauros dotados de penas, apenas um dos já citados


revelou-se um engano: o que parecia ser penas no Sinosauropteryx, na verdade era a
impressão de fibras de colágeno no fóssil.
Cuervo e Moller (1999), finalmente, explicam como podem surgir as penas mais
complicadas dos ornamentos mais belos dos pássaros em função de um caso especial da
seleção natural:

"Ornamentos extravagantes de penas evoluíram independentemente ao


menos 70 vezes em aves, e o contexto desses eventos evolutivos foi
investigado estatisticamente. A aquisição de ornamentos de pena foi
significativamente associada com uma mudança no sistema social de
acasalamento de monogamia para poliginia ou lekking. Essa associação
é consistente com o mecanismo Fisheriano da seleção sexual."

Penas, para que te quero?


• Postado por Rodrigo em 5 maio 2010 às 22:00
• Exibir blog de Rodrigo
Já faz tempo que a imagem icônica dos dinossauros não é aquela típica dos desenhos e
filmes feitos até meados dos anos 60 e 70. Lagartos agigantados e lerdos que arrastavam
sua caudas de maneira pesada e desajeitada. Mesmo as representações que já mostram
os dinossauros como animais ágeis e ativos, porém ainda com escamas grossas e
reptilianas, fomentadas por filmes bem mais recentes (pós revolução do CGI),
como Jurassic Park e sua seqüências, já começam a dar a impressão de desatualização.
Frente aos belíssimos fósseis escavados e analisados nas ultimas décadas, em um espaço
cada vez menor de tempo, nossa visão sobre estes incríveis animais vem se alterando
ainda mais, bem como nossa apreciação da complexidade e diversidade dessas criaturas.
Uma dessas mudanças de perspectiva
é a crescente constatação de que os
dinossauros não se extinguiram. As
aves modernas não são, somente, os
animais viventes mais aparentados
com os dinossauros, elas próprias são
dinossauros. Este grupo de
vertebrados são os remanescentes da
grande extinção do final do período
cretáceo,
cerca de 65 milhões de anos atrás.
Que extinguiu os demais dinossauros.
Esta proposta ainda encontra alguma
resistência de certos autores no meio
cadêmico. Porém esta idéia parece
cada vez mais difícil de ser negada.
As aves, muito provavelmente, se
originaram a partir de nossauros
terópodes do caldo coelurossáuria,
mais especificamente de um subgrupo
chamado maniraptora, o mesmo grupo
taxonômico ao qual pertencem os
famosos velocirraptores.
As tentativas de achar furos nas filogenias que colocam as aves como um subgrupo dos
terópodes (buscando enfatizar as diferenças entre os dinossauros “não-avianos” e os
dinossauros “avianos”) não tem surtido muito efeito sobre a comunidade científica. A
grande maioria dos paleontólogos vêem as aves, simplesmente como dinossauros vivos.
Nenhuma hipótese filogenética alternativa é oferecida pelos críticos do modelo vigente,
apenas vagas alusões de que as aves teriam se originado muito mais cedo, antes mesmo
da origem dos terópodes, de um grupo desconhecido de Arcossauros (grupo ao qual
tanto os dinossauros como os crocodilianos pertencem). Porém, a falta de fósseis
evidenciando uma origem mais antiga para as aves, associada a fraqueza dos
argumentos (que visam “demonstrar” que evolução das aves a partir dos dinossauros é
improvável) é que são os maiores problemas das críticas a idéia de que as aves são
dinossauros.
A despeito dessa controvérsia remanescente, uma coisa parece inegável. As penas, uma
das mais distintivas características das aves modernas, simplesmente não “surgiram para
o vôo”. A utilização das penas para o vôo parece ser uma co-optação, desta estrutura
para uma nova função, relativamente tardia do ponto de vista filogenético (veja o artigo
de Eli Vieira neste mesmo blog). Diga-se de passagem, a co-optação funcional (ou
exaptação) de uma estrutura, e utilização dessa mesmas estrutura para diferentes
funções em linhagens descendentes, parece ser algo muito recorrente na evolução.

Nas últimas décadas evidências tem se acumulado mostrando que as penas já existiam
em certos grupos de dinossauros, como os já mencionados grupos tetrápodes, mas muito
possivelmente também, em outros grupos, como em certas linhagens de Ornithischia,
uma das duas ordens que, junto com Saurischia (grupo formado pelos grande
sarópodes e terópodes), formam o táxon Dinosauria.

Boa parte destas evidências vem de sítios fossilíferos localizados na China. Estas
incríveis localidades tem revelado ao mundo muitos exemplares de dinossauros “não-
avianos” com penas. Por isso, não é surpresa que, destes mesmos sítios, venha nossa
mais recente janela para o passado longínquo. Desta vez os achados paleontológicos
trazem pistas sobre o desenvolvimento ontogenético das penas nos dinossauros. Algo
que pode motivar muito trabalho experimental e teórico na biologia evolutiva do
desenvolvimento, a cada vez mais popular, “Evo-Devo”.
Em um artigo da Nature, Xu e colaboradores descrevem dois espécimes, STM4-1 e
STM22-6, de dinossauros terópodes do cretáceo inferior, encontrados a oeste da
província de Liaoning na formação de Yixian, China. O fato mas peculiar sobre estes
dois espécimens é que ambos parecem ser indivíduos juvenis porém em fases diferentes
de desenvolvimento. Já é bastante raro encontrar espécimens juvenis bem preservados,
sobretudo com estruturas delicadas como penas, mas é ainda mais raro encontrar
espécimens que ilustrem fases diferentes de desenvolvimento da mesma espécie.

Os dois espécimens possuem uma série de características derivadas partilhadas com


outros maniraptores. Com crânios com uma região pré-orbital pequena; pré-maxila com
uma grande região central, narinas externas dorsalmente posicionadas; uma grande
fenestra mandibular e um longo processo retro-articular; além de um haste pubiana
curvada anteriormente, ambos espécimes tem todas as indicações de serem pertencentes
ao grupo de Oviraptorossauria,Similicaudipteryx, encontrados recentemente em
escavações na mesma região.

STM4-1 possui características típicas de animais juvenis, com estrias longitudinais


presentes nas superfícies dos ossos (muito possivelmente devido a calcificação
incompleta) e arcos neurais não
fundidos na região central, com exceção da região da vértebra caudal. O espécimen
também é muito menor do que adultos ou sub-adultos de outros fósseis de
Oviraptorossauria, com um fêmur de 38 mm. Apesar de bem maior, com um fêmur de
cerca de 140 mm, STM22-6 também parece ser um animal juvenil, já que os arcos
neurais não estão ainda fundidos nas vértebras dorsal e caudal. Xu e
colaboradores sugerem portanto que STM4-1 e STM22-6 sejam respectivamente formas
juvenis, iniciais e tardias deSimilicaudipteryx.
As penas são estruturas epidérmicas que crescem a partir de folículos, como as escamas
e os pelos em outros vertebrados, sendo formadas de uma substância chamada de
queratina, a mesma que forma nossos cabelos e unhas. Existem vários tipos de penas,
como as rêmiges e as retrizes, ambas chamadas “penas de vôo”, pelo menos nas aves
modernas. As rêmiges cobrem as asas, possuindo contorno assimétrico, mais largas na
sua parte interna; já as retrizes cobrem a cauda e tem contorno simétrico. Além delas,
temos as tetrizes que são penas de cobertura e as plumas que são estruturas bastante
delicadas que também revestem o corpo das aves. As penas podem ser subdivididas da
seguinte forma: cálamo (a base oca) e ráquis (a haste central) que juntas formam o “eixo
da pena” e as barbas e bárbulas que forma o “vexilo (ou lâmina) da pena”.

Os espécimens encontrados em Yixian tem uma combinação peculiar dessas estruturas e


a disposição das penas e as características particulares delas em cada um dos
espécimens sugerem que o desenvolvimento das penas ocorria de forma bastante
diferente nesses animais em relação ao que acontece nos “dinossauros avianos”, ou seja,
nas aves modernas. Xu e seus colegas sugerem que originalmente havia mais
diversidade e até flexibilidade desenvolvimental em relação as penas, mas que boa parte
dela foi eliminada com a extinção das demais linhagens de terópodes.

As rêmiges são muito menores que as retrizes no espécimen STM4-1 do que em


STM22-6, onde a diferença de tamanho é muito menos pronunciada. Esta outra
diferença ontogenética em relação ao tamanho relativo das penas pode sugerir
que as rêmiges desenvolviam-se em uma taxa desigual nosSimilicaudipteryx,
talvez “possivelmente refletindo o aumento no papel funcional das rêmiges em
indivíduos se aproximando da fase adulta”.
No artigo, Xu, chama mais atenção
para o contraste entre as rêmiges e retrizes do espécimen juvenil mais
“crescido”, STM22-6, para as suas contrapartidas em STM4-1, o espécimen mais
jovem, no qual as regiões proximais, ou seja, próximas a base, assumem a forma
de laço e as regiões distais formando pontas “penosas”. Isto é algo que não
parece ocorrer nas aves modernas que sofrem poucas mudanças após a primeira
geração de penas. As rêmiges e retrizes em STM4-1 (aparentemente não
podendo ser caracterizadas com primeira geração de penas) e STM22-6 são
bastante diferentes umas das outras, sugerindo, segundo Xu, que mudanças
morfológicas significantes dos tipos de penas ocorreriam mesmo na fase logo
após a eclosão dos ovos. Algo que não é conhecido em nenhuma ave moderna.

A presença desses dois morfo-tipos (STM22-6 e STM4-1) indica que um processo de


“muda” de penas, como nas aves modernas, já ocorria em Similicaudipteryx como parte
do seu desenvolvimento ontogenético. A possibilidade alternativa de que essas
diferenças representem apenas mudanças em uma única geração de penas parece muito
menos provável, principalmente ao comparamos os tamanhos dos espécimens,
julgando-os pelas diferenças do comprimento do fêmur, como o de STM4-1 sendo
menos de 30% do comprimento do fêmur de STM22-6. Os autores vão mais além e
sugerem que outros estágios deveriam existir além daqueles inferidos a partir dois
morfo-tipos. Pelo menos mais um estágio de primeira geração de penas, e quem sabe
estágios intermediários entre STM4-1 e STM22-6.
Penas “penáceas” (não plumosas) na forma de laços em sua porção distal (PRPFs)
semelhantes as encontradas no espécimen STM4-1 também estão presentes em
confuciusornitideos e outras aves ditas “primitivas”. Este tipo de pena parece ser
amplamente distribuído tanto em grupos “basais” de aves como em “dinossauros não-
avianos” maniraptores.
Três tipos de genes, Bone Morphognetic Protein (BMP), noggin e sonic
hedgehog (SHH) desempenham um papel essencial na formação da raque e das barbas e
do balanço entre estes elementos nas penas das aves modernas. Por este motivo, Xu e
seus colaboradores, especulam que
alterações nos padrões de ativação dos genes relacionados com a especificação das
barbas e da apoptose (morte celular programada) das regiões inter-barbas, provocados
por genes “apoptóticos
inter-barbas”, poderiam gerar os morfo-tipos representados pelos dois espécimens
estudados. Uma possibilidade envolveria a supressão do gene SHH que poderia formar
vexilos contínuos que seriam “basicamente laminas de queratina não divididas em
barbas”. Outra possibilidade é que este padrão poderia ser gerado pela expressão
incompleta dos genes especificadores das barbas e apoptóticos inter-barbas. Estes genes
são expressos muito cedo no desenvolvimento das gerações de
penas das aves modernas, mas ao comparar os padrões de desenvolvimento sugeridos
pela análise dos dois morfo-tipos, os autores sugerem que a ativação,
em Similicaudipterix, aconteceria de forma mais tardia e espacialmente incompleta
produzindo a morfologia característica do morfo-tipo mais jovem, SMT4-1, apenas
parcialmente coberto por penas penáceas. Este padrão então se modificaria nas fases
mais tardias e, provavelmente, na fase adulta, onde a expressão dos genes
especificadores das barbas e apoptóticos inter-barbas seriam expressos de forma
equivalente ao que acontece nas aves modernas.
A expressão limitada do mesmo subconjunto de genes desenvolvimentais também
poderia gerar outro tipo de penas do tipo elongadas amplas e filamentosas (EBFF) em
outros tipos dinossauros terópodes encontrados recentemente. Estes achados, tomados
em um contexto maior, levaram Xu e seus colaboradores a propor que as etapas de
desenvolvimento inferidas a partir dos dois espécimens de Similicaudipterix e das
recentes descobertas de dinossauros “não-avianos” basais com penas do tipo PRPF e
EBFF, eram produzidas por um sistema genético semelhante ao atual, mas no qual a
expressão de certos genes como especificadores das barbas e apoptóticos inter-brabas
eram
incompletas ou mesmo completamente ausente. Além disso, apesar dos achados
relatados no artigo e outros dados recentes serem consistentes com o modelo padrão de
evolução das penas (barbas
→ ráquis → vexilo) a origem das penas parece ter sido mais complicada, inclusive com
uma
maior flexibilidade e diversidade que simplesmente se perdeu durante a evolução e não
está mais representada nas espécies de terópodes modernos, as aves. A filogenia
proposta pelos autores aponta para esta diversidade original e sugere que os tipos 1,2,7
tenham se perdido com a extinção dos dinossauros não avianos.
Os estudos do grupo de Xu e outras novas descobertas, e análises de fósseis de
dinossauros do período cretáceo, nos ajudam a
compreender como a evolução “molda” os fenótipos através de
alterações ontogenéticas, revelando nuances que a pouco tempo não eram nem
imaginadas. Este trabalhos jogam um pouco mais de luz sobre o problema do
desenvolvimento de novas características e, ao mesmo tempo, permitem-nos
apreciarmos melhor o fato que a diversidade atual é só uma fração daquilo que já
existiu.

Referências:

Xu, X., Zheng, X., & You, H. (2010). Exceptional dinosaur fossils show
ontogenetic development of early feathersNature, 464 (7293), 1338-1341
DOI: 10.1038/nature08965

Vieira, E. 2008. Penas: marcas indeléveis da evolução das aves.;


Evolucionismo.ning.com, acesso em 05/05/2010.