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Caderno Temático VII: Educação, Gênero e Sexualidade

DIVERSIDADE SEXUAL NA ESCOLA: FORMAÇÃO DOCENTE, PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS E EXCLUSÃO

Taisa de Sousa Ferreira1

RESUMO

Trata-se de um estudo que se propôs a discutir sobre a formação docente em relação às questões que envolvem a
diversidade sexual. Objetivou verificar através dos discursos docentes de que maneira o curso de formação de
professor (a) contribuiu positiva ou negativamente para sua prática pedagógica em relação à diversidade sexual e
sexualidade. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, através de entrevista semiestruturada, com quatro
docentes de uma escola pública, em Feira de Santana. Pondera-se que, apesar da questão da sexualidade estar na
"ordem do dia", enquanto pauta educacional, presente em diversos espaços escolares, de ultrapassar fronteiras
disciplinares e configurar-se como um assunto a ser abordado por diferentes agentes educacionais, em geral, os
cursos de formação de professores (as), através de suas propostas curriculares, ainda mantêm uma postura tímida
no desenvolver de reflexões profundas sobre sexualidade e diversidade sexual. Em função das posturas
assumidas os cursos acabam não oferecendo o desenvolvimento de práticas pedagógicas que levem os (as)
futuros (as) professores (as) a repensarem suas ações frente à cultura homofóbica na sua relação com a educação,
assim como sobre contribuições destes (as) para formação de indivíduos que concretamente exerçam sua
autonomia e cidadania em relação às possíveis expressões sexuais.

Palavras- Chaves: Diversidade Sexual. Formação docente. Prática Pedagógica.

Resumen

Este es un estudio que tuvo como objetivo discutir la formación del profesorado sobre las cuestiones
relacionadas con la diversidad sexual, a través de discursos destinados a comprobar cómo la formación de
docentes profesores (as) del curso han contribuido positiva o negativamente a su práctica en relación con la
sexualidad y diversidad sexual. Con este fin, se realizó una investigación cualitativa mediante entrevistas semi-
estructuradas con cuatro maestros de las escuelas públicas en Feira de Santana. A modo de conclusión teniendo
en cuenta que, a pesar del tema de la sexualidad es la "agenda", como la educación del personal, activo en
diversos espacios de la escuela, para superar los límites disciplinarios y te pongas como un tema a tratar por los
diferentes agentes educativos En general, los cursos de formación para los profesores (as), a través de sus
propuestas curriculares, todavía mantienen una tímida aproximación en el desarrollo de una profunda reflexión
acerca de la sexualidad y diversidad sexual. Dependiendo de las posiciones adoptadas por no ofrecer los cursos a
desarrollar prácticas de enseñanza que los profesores (as) de plomo y los futuros maestros a reconsiderar sus
acciones en contra de la cultura homofóbica en relación a la educación, así como sobre su contribución a la
formación de las personas que realmente ejercen su la autonomía y la ciudadanía en relación a la expresión
sexual sea posible.

Palabras clave: Diversidad Sexual. Formación del profesorado. Práctica Pedagógica.

1
Mestre em Educação Universidade Estadual de Feira de Santana. Contato: taysynha18@hotmail.com
45

INTRODUÇÃO

No decorrer das últimas décadas, pesquisadores (as) da área de Humanas em geral, e


em particular da Educação, tem se preocupado em estudar questões relacionadas a gênero e a
sexualidade. De acordo com Louro (1995) citada por Carvalhar (2005), tais estudos passaram
a ocupar algum espaço nas discussões acadêmicas recentemente; ainda de forma dispersa. Por
esse motivo muitos (as) estudiosos (as) da área ainda buscam meios de legitimar esse campo
de estudos, tentam, explicar como os estudos de gênero são importantes para superar
preconceitos e discriminações existentes na educação.
De acordo com Louro (1999), aprendemos a ser um sujeito do gênero feminino ou
masculino, a ser sujeitos heterossexuais, homossexuais ou bissexuais, a expressar nossos
desejos através de determinados comportamentos, gestos, etc., em muitas instâncias – na
família, na escola, através do cinema, da televisão, das revistas, da internet, através das
pregações religiosas, da pregação da mídia ou ainda da medicina. Enfim, uma porção de
espaços e instâncias exercitam pedagogias culturais ou exercitam pedagogias de gênero e
sexualidade. Nesse sentido, percebemos que o gênero e a sexualidade estão implicados em um
processo de subjetivação que é amplamente educativo.
Contudo, segundo Martins (2001) apesar de expressões como diversidade, respeito às
diferenças, liberdade e respeito ao outro, atualmente terem tornado-se objeto de olhar nas
pautas da educação, a escola ainda está atrelada a concepções sobre corpo, sexualidade e
gênero, que foram construídas no século XVI e, portanto tais discussões são entendidas como
polêmicas e permeada de pudores e tabus e os discursos em torno dela são controlados.
É ponderado por Louro (1999) que:

A escola é uma entre as múltiplas instâncias sociais que exercitam uma


pedagogia da sexualidade e do gênero, colocando em ação várias tecnologias
de governo. Esses processos prosseguem e se completam através de
tecnologias de autodisciplinamento e autogoverno exercidas pelos sujeitos
sobre si próprios, havendo um investimento continuado e produtivo desses
sujeitos na determinação de suas formas de ser ou "jeitos de viver" sua
sexualidade e seu gênero. (p.21)

Cabe ressaltar que em muitos momentos a forma como tal socialização se desenvolve
produz maneiras enrijecidas de enxergar o mundo, acarretando a cristalização das posições
dos sujeitos, bem como a criação de estereótipos, constituindo-se em latente desigualdade
social. Ferrari (2004) pondera que na medida em que a sexualidade foi sendo responsável pela

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definição das identidades, a intimidade, o desejo e o sexo tornaram-se práticas sociais que
servem para criar as diferenças, e não somente as semelhanças.
Neste contexto marcado pela legitimação de determinadas identidades e práticas
sexuais e de repressão e marginalização de outras, Veiga (1997) afirma que as representações
dos educadores (as) ainda são superficiais na medida em que na sua ação pedagógica
apresentam uma visão reducionista, sexológica, biologicista. Onde são priorizadas questões
referentes à reprodução humana, fazendo assim com que as questões ligadas à sexualidade se
limitem à procriação, desvinculando e até ignorando as questões do desejo, as dimensões
socioculturais e as múltiplas possibilidades de vivência da sexualidade. Empenha-se em
garantir que meninos e meninas se tornem homens e mulheres “verdadeiros (as)”,
correspondendo a formas hegemônicas de masculinidade e feminilidade (LOURO, 1998).
Nessa linha, Louro (2010) sinaliza que “uma noção singular de gênero e sexualidade
vem sustentando currículos e práticas de nossas escolas” (p.44) normatizando as ações dos
sujeitos para um único padrão de normalidade. De modo geral, a escola através de seus
agentes e currículos, negligenciam questões que tratam de corpo, gênero e sexualidade no que
diz respeito a sua dimensão sociocultural. A escola ainda reflete o panorama de
desconhecimento dessas políticas no que diz respeito a ações práticas, o que dificulta o
reconhecimento da homofobia presente no cotidiano e ressalta o despreparo de educadores
(as) para lidar com essa situação.
De acordo com Lima (2006) a visão essencialista da sexualidade e do gênero ou a
ausência de debates que superem tais perspectivas nas escolas, nos faz questionar o papel da
universidade na formação de educadores (as) e o tipo de discussão que é realizada nas aulas,
visto que no espaço escolar serão responsáveis pela condução do processo de ensino –
aprendizagem.
Paraíso (1998), afirma que as professoras, educadoras e pedagogas atuantes em nas
escolas brasileiras, não tiveram acesso a uma formação e a uma linguagem que lhes permitam
criticar e transformar o suficiente as práticas culturais e sociais existentes. Desta forma, a
autora afirma que se tornam evidentes as práticas tão comuns na educação: as professoras são
atribuídas uma série de tarefas sem que a elas sejam dadas as condições mínimas necessárias
para cumpri-las. Não lhes sendo possibilitados acessos às teorias que problematizam os
currículos, nem sendo fornecidos materiais que traduzam essas preocupações, o tempo é
controlado, dificultando a busca da qualificação necessária para a crítica e a transformação do
currículo.
As políticas educacionais investem tempo e dinheiro na confecção de currículos
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escritos, mas pouco investe na formação e qualificação adequada das docentes, para que essas
possam lançar aos currículos o olhar crítico imprescindível para questioná-lo, problematizá-lo
e transformá-lo. (PARAÍSO, 1998).
Sabemos que como educadores (as) precisamos intervir criticamente naquelas
relações de poder que produzem identidades individuais e sociais de um tipo particular. Mas
sabemos também, que para examinarmos criticamente os discursos e práticas curriculares que
silenciam, quando não demonizam os outros, precisamos antes de tudo conseguir fazer com
que estejam disponíveis todos os esforços que têm sido feitos para compreendermos a
etnicidade, as relações de gênero, de classe, de sexualidade e toda a política de identidade que
as teorias sociais atuais têm nos auxiliado a compreender. (PARAÍSO, 1998).
Para tal, é importante perceber como, nos diferentes contextos históricos, políticos,
sociais e culturais, algumas diferenças foram naturalizadas e inferiorizadas, tratadas de forma
desigual e discriminatória. Trata-se, portanto, de um campo político por excelência. De
acordo com Gomes (2008), a inserção da diversidade nas políticas educacionais, nos
currículos, nas práticas pedagógicas e na formação docente implica compreender as causas
políticas, econômicas e sociais de fenômenos como: desigualdade, discriminação,
etnocentrismo, racismo, sexismo, homofobia e xenofobia. Nesse sentido, a autora afirma que
falar sobre diversidade e diferença implica, também, posicionar-se contra processos de
colonização e dominação. Implica compreender e lidar com relações de poder.
Nesta perspectiva, esse estudo buscou a partir dos discursos docentes, construir um
olhar sobre a formação docente dos cursos de formação de professor (a) em relação à
sexualidade e diversidade sexual. Deste modo, através de uma pesquisa de abordagem
qualitativa, em uma escola de Ensino Fundamental Séries Finais e Ensino Médio em Feira de
Santana, Bahia, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro docentes, cujos
resultados embasaram a presente discussão.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O contato com o colégio em que a pesquisa foi realizada iniciou-se através da vice-
diretora do turno matutino, a qual intermediou o contato com professores (as) da unidade
escolar. Na perspectiva de conhecer possíveis ações pedagógicas e curriculares no decorrer da
formação dos (as) docentes, foi solicitada a gestão da escola que na reunião semanal com (as)
docentes fosse apresentada em linhas gerais a proposta de estudo e que solicitasse aos (as)

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docentes uma reunião com a pesquisadora para que a proposta fosse apresentada mais
detalhadamente.
Após a indicação da vice – diretora quanto à minha ida a unidade escolar, foi
realizada uma reunião com doze docentes em que mais detalhes sobre o estudo foram
socializados, dessa reunião, quatro docentes se mostraram interessados (as) em participar da
pesquisa. Posteriormente, foram marcados momentos individuais com cada docente,
realizando-se uma conversa informal para explicar os procedimentos de produção de dados,
retomando a descrição do tema, do objetivo da pesquisa e tratar dos procedimentos éticos (a
apresentação do termo de aceite de participação da pesquisa). As conversas foram realizadas
na unidade escolar, duas na sala dos (as) professores (as) e duas na sala da direção, tiveram
duração entre vinte e trinta e cinco minutos.
Foram entrevistados (as) quatro professores/as (dois homens e duas mulheres) com
faixa etária entre 23 e 45 anos (Nádia 37; Gabriela 23; Clemente 35; Juremar 45), são
formados (as) nas áreas de Matemática, Física, Geografia e Ciências Biológicas pela
Universidade Federal da Bahia e pela Universidade Estadual de Feira de Santana, atuantes em
uma escola pública de médio porte2 que atende ao Ensino Fundamental Séries Finais e Ensino
Médio, localizada em Feira de Santana. Os dois entrevistados são ocupantes do cargo de vice-
diretor. A decisão de escolher dois professores e duas professoras sustenta-se na intenção de
perceber a possível existência de diferentes olhares e práticas de acordo com o gênero do (a)
docente.
Os dados foram produzidos mediante o dialogo informal, realização de entrevistas
semiestruturada e preenchimento de questionário. Foram realizadas três entrevistas registradas
3
em áudio e o preenchimento de um questionário. Duas entrevistas foram realizadas na
unidade escolar, uma entrevista foi realizada na casa de uma docente por solicitação da
mesma, visto que no dia marcado estava se recuperando de um acidente e o questionário foi
preenchido na unidade escolar no momento em que compareci para realização da entrevista.
No momento da realização das entrevistas enfatizei que os nomes de cada

2
Essa descrição foi dada por um dos entrevistados (as), ocupante do cargo de vice – diretor para descrever/ fazer
menção a tipologia da escola, os quais são denominados por meio do seu enquadramento considerando o número
total de alunos (as) do Censo Escolar, turnos e sala. De acordo com o Decreto 8450/2003 do Governo Estadual
da Bahia, unidades escolares que tenham entre 501 e 1.400 alunos (as) matriculados (as) são consideradas de
médio porte. Atualmente, segundo dados do site da Secretaria Estadual de Educação, a unidade escolar, está
enquadrada na tipologia grande porte, atendendo a mil seiscentos e vinte e cinco estudantes.

3
O questionário foi utilizado porque um dos professores (as), o qual inicialmente tinha se disposto a seguir a
proposta de entrevista, no dia marcado, alegou não sentir-se a vontade para gravá-la.
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participante seriam substituídos pseudônimos, com o intuito de manter o sigilo das


informações prestadas. Esclareci também, que não eram esperadas "respostas certas" por parte
dos (as) participantes, mas sim as suas opiniões e posicionamentos pessoais em relação às
questões abordadas.
Foi elaborado inicialmente um quadro com todas as entrevistas realizadas. Tal
quadro consistiu na realização de comentários sintéticos e, na transcrição das entrevistas,
foram selecionados trechos considerados interessantes ou significativos das entrevistas.
Buscou-se, na transcrição das entrevistas, integrar às verbalizações os elementos
paralinguísticos (como, por exemplo, a ênfase em certas palavras), visando o enriquecimento
da análise e possibilitando uma maior compreensão da dimensão metacomunicativa
(relacional) presente no momento da entrevista.
A análise das entrevistas buscou, nas narrativas dos (as) participantes, visualizar a
formação docente acerca das questões que envolvem a diversidade sexual, e verificar se (e de
que forma) o currículo e curso de formação de professor (a) refletiram nas práticas
desenvolvidas pelos mesmos nas suas salas de aula.
As análises foram orientadas a partir das seguintes categorias temáticas: (a) a
formação do (a) professor (a), (b) diversidade sexual, (c) o trabalho em sala de aula
envolvendo a discussão acerca da diversidade, (d) o preconceito em relação às diversas
expressões sexuais.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Abromovay (2004) afirma que dados de pesquisa da UNESCO, comprova que a


intolerância e a falta de conhecimento sobre a diversidade de expressão sexual colocam a
escola entre os órgãos que merecem atenção sobre a questão, notadamente quando o
preconceito parte dos professores e professoras.

A pesquisa “Perfil dos Professores Brasileiros”, realizada pela UNESCO, em


todas as unidades da federação brasileira, revelou que para 59,7% dos
professores (as) é inadmissível que uma pessoa tenha relações homossexuais
e que 21,2% deles tampouco gostariam de ter vizinhos homossexuais. Outra
pesquisa, realizada pelo mesmo organismo em 13 capitais brasileiras e no
Distrito Federal, forneceu certo aprofundamento na compreensão do alcance
da homofobia no ensino básico (fundamental e médio). Constatou-se, por
exemplo, que o percentual de professores (as) que declara não saber como
abordar os temas relativos à homossexualidade em sala de aula pode chegar

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a 48%. O percentual de mestres(as) que acreditam ser a homossexualidade


uma doença ultrapassa os 20% em muitas capitais”. (ABRAMOVAY, 2004,
p. 57)

Tratar das diversas formas de viver as sexualidades na sociedade contemporânea, se


caracteriza, sobretudo como um grande desafio, pois trata-se de atravessar conflitos com uma
sociedade marcada historicamente por valores machistas e heteronormativos, estes que ainda
nos dias de hoje, são proliferados, renegando a multiplicidade de culturas, raças, religiões e
orientações sexuais que temos em na sociedade brasileira, fazendo germinar preconceitos e
ações discriminatórias às diversidades.
As perspectivas atuais de reflexão acerca dos currículos escolares, postulados a partir
da LDB nº. 9394/96, do Referencial Curricular Nacional e dos Parâmetros Curriculares
Nacionais, assinalam uma preocupação em relação ao respeito à diversidade e propõe uma
leitura crítica da realidade, em que sugere a escuta e produção das identidades dos grupos até
o momento silenciados pela dinâmica da sociedade.
Os (as) professores (as) entrevistados (as) neste estudo, a exceção da professora
Gabriela, afirmaram que a formação acadêmica recebida não os habilitou para discussão em
relação à sexualidade/ diversidade sexual, e ponderaram ainda que nem mesmo em ambientes
universitários este é um assunto comum. Nádia, Juremar e Clemente, pontuaram nunca terem
participado ou ouvido falar de cursos de formação de continuada promovido pela Secretaria
de Educação com o tema da diversidade sexual.

Foi verbalizada pelos (as) docentes a necessidade de formação específica para o


trabalho com as questões identitárias relativas à diversidade, formação que os (as) dê
condições de atuar pedagogicamente com os (as) estudantes no tocante a questão da
diversidade cultural, a diversidade sexual, e sexualidade.
Estudos recentes voltados à relação diversidade e formação docente apontam a
necessidade de se compreender a diversidade como base da estrutura social e entender que
toda a intervenção curricular tem como finalidade preparar cidadãos capazes de exercitar
socialmente, criticamente e solidariamente as suas ações, assim a discussão sobre diversidade
sexual nos currículos dos cursos de formação de professores (as) representa uma possibilidade
de romper com o processo de homogeneização da humanidade, onde a idéia de evolução e o
acúmulo de conhecimentos seria um processo universal e natural das coisas.
No que diz respeito ao currículo do seu curso de graduação, apenas a professora
Gabriela, formada em Ciências Biológicas, afirmou ter tido disciplinas voltadas à diversidade:
51

Por estar na área da biologia, tive disciplinas que discutiam sexualidade,


tanto obrigatórias quanto optativas, embora muitas delas tivessem foco
mais no biológico do que na educação, em virtude de minha pesquisa
consegui dar uma direcionada durante as mesmas para o lado da
educação. Tive matérias, como sexualidade e educação, pluralidade
cultural e educação, que me ajudaram bastante em estar atuando hoje com
mais facilidade dentro dessa temática. (Profª Gabriela)

Para Tanno (2007), especificamente na formação de professores (as), o assunto


requer uma postura de comprometimento, haja vista que o papel do (a) educador (a) é o de
promover a construção de uma ética fundada no respeito e na cidadania, condição básica para
a convivência em grupo. A autora afirma ainda que:

Os docentes devem ser preparados para intervir em todas as situações de


preconceitos homofóbicos, de raça, credo e qualquer outro tipo de
intolerância, reforçando sempre a dignidade humana e os direitos dos
cidadãos. (p.07)

Portanto, compreendo que a formação inicial de docentes, inclusive das séries


iniciais, deve se pautar em práticas pedagógicas que levem futuros os (as) professores (as) a
repensarem suas ações frente à cultura homofóbica, devendo-se assim:

Promover uma educação pautada em um programa que vise à formação de


profissionais capacitados para a elevação de uma educação afetivo-sexual,
que seja capaz de preservar os direitos de cidadania. (TANNO, 2007, p. 07)

A existência de lacunas na formação docente em relação a discussões aprofundadas


voltadas a diversidade sexual e a sexualidade têm contribuído, para que a escola produza a
exclusão daqueles grupos cujos padrões étnico-culturais, de gênero, de sexualidade, não
correspondem aos dominantes.
Martins (2001) afirma que os (as) educadores (as) tendem a defender condutas que
condizem com os comportamentos considerados aceitáveis pela sociedade, muito embora a
maioria dos (as) professores (as) concorde com a introdução de temas contemporâneos no
currículo, tais como prevenção às drogas, saúde reprodutiva, muitos continuam a tratar a
homossexualidade2 como doença, perversão ou deformação moral. Dizem lidar com a questão
da homossexualidade de maneira natural, dizendo encarar a expressão sexual dos (as)

2
Ao fazer no texto, a expressão homossexualidade ou homossexual, será utilizada de modo geral, tanto para
pessoas do sexo masculino quanto do sexo feminino, abrangendo o universo de sujeitos de expressão sexual
não- heteronormativa. Para os casos de bissexuais e transexuais usar-se-ão as referidas expressões.

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estudantes como um fator natural, mas na realidade buscam disfarçar o preconceito.


O preconceito disfarçado pode ser observado, por exemplo, na fala do professor
Juremar quando questionado sobre sua compreensão acerca da existência da discriminação a
homossexualidade:

Uma serie de coisas não se muda em dez anos ou cinco anos, você tem que
levar sei lá, toda uma geração e mais gerações, fazer um trabalho lento,
muito lento, para mudar toda uma estrutura de vida, ta sendo alterado graças
a deus, mas ainda falta muito, a mesma coisa com o preconceito com
homossexualismo, hoje você já consegue ver digamos assim...um
homossexual na rua e não se espantar, né... Antigamente você via e se
espantava, hoje você vê que o numero de homossexuais está crescendo
muito...não é porque eles não existiam, hoje eles já se dão ao direito de se
expressar seus sentimentos. [grifos meus]

Depreende-se, pois, que, apesar de julgar importante a perspectiva de mudança da


postura na sociedade em relação aos homossexuais, o professor coloca a homossexualidade
como algo fora do normal.
Quando falamos em orientação sexual na escola as opiniões se divergem quanto a se
tratar do tema apenas nos conteúdos programáticos (nas aulas de Ciências e Biologia) ou
como um tema transversal permeando todas as disciplinas do currículo escolar. Nos PCN, a
educação sexual está incorporada como tema transversal além de indicada à pertinência do
espaço específico para a temática da sexualidade, comporta uma sistematização e um espaço
específico, mas não deve ser colocada em uma matéria obrigatória, nem a preocupação de que
estas aulas possam gerar uma nota ou uma avaliação.
O (a) professor (a) de qualquer disciplina pode realizar um trabalho de educação
sexual, podendo abordar o assunto a qualquer momento em qualquer disciplina, pois é um
tema que atravessa fronteiras disciplinares.
Quando perguntados se discutem ou já discutiram temas associados à sexualidade ou
a homossexualidade nas suas aulas, os (as) professores (as) deram o seguinte depoimento:

Não, pois não faz parte dos conteúdos da minha disciplina. (Juremar –
professor de física).

Muito pouco, e de forma informal com um pequeno grupo, porque não é


de minha formação, da minha disciplina. (Clemente – professor de
matemática).

Dois aspectos podem ser destacados no depoimento dos entrevistados: o


entendimento de que por atuarem com disciplinas da área de exatas a discussão acerca da
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homossexualidade não pode ser abordada nas suas aulas; e a utilização da conversa informal
como medida pedagógica para evitar a discriminação.
Observa-se na reflexão dos entrevistados, que tanto o professor Juremar quanto o
professor Clemente alegando não serem formados para tal atuação acabam por assumir no
exercer de sua prática educativa a posição de silenciamento perante a temática.
Refletindo sobre a importância da discussão sobre sexualidade e diversidade sexual
na prática educativa no ambiente escolar, os entrevistados ponderam ainda que:

É importante, principalmente em disciplinas como filosofia, sociologia,


língua portuguesa, biologia, buscando discutir o direito de escolha que cada
cidadão tem em relação a sua opção sexual. (Juremar).

A escola que tem que ir atrás de solucionar esse problema, não tem mais
como ficar esperando. É uma questão que tem que rever, realmente e já.
Agora volto a afirmar, tem que ter profissionais capacitados, para não fazer a
base do eu acho, eu quero, entendeu? Não ficar na coisa empírica,
simplesmente, eu que acho que é melhor assim. Para isso precisa haver uma
capacitação de profissionais voltados a isso, tem que ter alguém, eu como
professor de matemática, não me sinto preparado para discutir isso na sala.
(Clemente).

Deve ser inserida para que o preconceito possa ser desconstruido, quanto
mais for debatido, melhor será para as pessoas. Os professores têm que se
responsabilizar em disponibilizar espaços para a discussão. (Gabriela).

Acho que o papel do educador é discutir sobre todos os temas que vão
favorecer o crescimento do educando, que vai contribuir para o
desenvolvimento de um individuo critico, capaz de intervir na sua sociedade,
capaz de respeitar todos, inclusive a si mesmo. Assim falar sobre
homossexualidade, combater o preconceito religioso, étnico, sexual, deve ser
um projeto de toda a escola a meu ver, nós professores devemos unir forças
para que o papel que nos foi dado seja cumprido e em todos os momentos
trazer o debate para nossas aulas. (Nádia).

Está colocado no depoimento do professor Juremar o entendimento de que a


homossexualidade deve ser restrita a determinadas disciplinas escolares e, por conseguinte, a
ideia de que deve ser trabalhada por profissionais específicos, compreensão o faz
implicitamente estar legitimando a não focalização institucional da temática de modo
transversal, algo que está garantido nas leis educacionais. Tais práticas docentes, sob o véu da
neutralidade técnica, legitimam o silenciar das diferentes “vozes” que chegam a nossas
escolas.
Refletindo sobre os elementos que motivam o preconceito em relação a sujeitos com
expressão sexual não-heteronormativa. Os (as) entrevistados (as) afirmam que o preconceito

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se dá em função de questões culturais em especial pelo não estimulo e não ensino do respeito
ao outro na educação. Observemos as falas:

Na nossa sociedade, o menino foi criado desde bebê para ser o homem ser
macho e mulher para ser fêmea, você nunca dá para sua filha de um ou dois
anos, uma bola, você não dá boneca ao seu filho. Você não enche seu filho
de bichinho de pelúcia. Para a menina, você compra o quartinho rosa e você
arruma em azul o do menino, e o da menina rosa, você é criado para ser
sexos separados. Homem é homem, mulher é mulher, quando ele se depara,
onde homem faz o papel de mulher, há um choque e ai todo esse motivo
desse preconceito, e outro detalhe importante, enquanto seres humanos, nós
não somos educados, principalmente na fase da infância a respeitar as
escolhas dos outros, nós somos criados para ser egoístas. (Clemente)

Na fala do professor Clemente, observamos sua compreensão acerca da existência do


preconceito. Para ele, principalmente quanto à forma como é construída a identidade de
gênero na nossa sociedade, e como os homens e mulheres têm seus papeis separados, são
elementos determinantes para que o preconceito faça parte do cotidiano dos seres humanos.
A professora Nádia diz que:

Eu acho que isso passa por uma questão ainda de formação, em geral o
jovem não é educado para ser sensível, então quando ele descobre que um
colega dele é homossexual, para ele é um choque, porque ele não foi criado
para isso. Precisamos de uma cultura de educação voltada para o respeito
mutuo de todos. Esse preconceito que vemos é cultural, contra o branco, o
negro, o homem, a mulher, isso foi largamente desenvolvido, há alguns anos
vem sendo melhorado né, mas ainda tem muita coisa a ser feita.

Os (as) professores demonstraram discordar de práticas preconceituosas, destacando


a importância do respeito ao outro, do respeito à diferença, mas em alguns momentos foram
percebidas algumas concepções que evidenciam o preconceito disfarçado ou a ideia do
politicamente correto.
Desta maneira, é válido observar conforme sinalizado por Louro (2010) afirma que, no
empreendimento frente o “desconhecido”, nós educadores (as) temos sido lançados a situações
absolutamente imprevisíveis e mais do que nunca nos percebemos vulneráveis, sem qualquer
preparo para enfrentar os choques e os desafios que aparecem de toda parte. Nesse cenário, alguns
(mas) reservam-se à imobilidade, porém outros (as) optam por assumir os riscos e a precariedade,
admitir os paradoxos, as dúvidas, as contradições e, sem pretender dar uma solução definitiva,
reconhece que é possível questionar todas as certezas sem que isso signifique a paralisia do
pensamento, se constituindo em fonte de energia intelectual e política.
De modo geral, através da pesquisa realizada se pode constatar que sexualidade e
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mais especificamente, a homossexualidade, são entendidas como temas necessários a serem


discutidos na escola, visto o potencial que a escola tem para construção de conhecimento.
Contudo são poucos atores que assumem tal responsabilidade, sendo atribuída a dificuldade
para tratar de tais questões a formação, ficou evidenciada pelos discursos docentes, a carência
de discussão acerca de sexualidade e diversidade sexual nos cursos de formação de professor
(a).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos discursos de docentes de uma escola pública de Feira de Santana,


busquei verificar de que forma os aprendizados proporcionados nos seus cursos de graduação,
refletiram na prática pedagógica desenvolvida pelos mesmos no que diz respeito a questões
envolvendo diversidade sexual e sexualidade. De pronto, é preciso afirmar que não se
pretendeu, com o exposto, apresentar noções acabadas, mas sim ideias que conduzam ao
aprofundamento e ampliação de discussão acerca da temática.
Os dados analisados apontaram para a necessidade de serem destinados mais
momentos para as discussões sobre sexualidade, diversidade sexual e gênero dentro da
universidade. Existe uma visível dificuldade na discussão desses temas dentro do ambiente
escolar, uma vez que os (as) educadores (as) sentem-se vulneráveis, inseguros (as) e sem
qualquer preparo para discutir os temas gênero, sexualidade e diversidade sexual, ou para
conviver com estudantes de diferentes identidades sexuais, ainda que de maneira informal
façam abordagens e dialoguem com os (as) estudantes sobre tal temática.
Compreende-se, pois que, certamente sentem-se assim em função de um processo
histórico de negação às diversidades sexuais e de gênero, principalmente quando o que está
em pauta é um espaço escolar embasado por perspectivas essencialistas e normatizantes
acerca das identidades.
A pesquisa aponta inicialmente para uma melhor aceitação das diversidades sexuais,
porém uma análise mais detalhada aponta para uma assimilação do discurso politicamente
correto, mas sem uma mudança significativa das concepções binaristas e excludentes sobre a
produção das identidades sexuais no mundo contemporâneo.
Apesar da consciência da urgência da discussão por parte dos (as) docentes, a mesma
não é feita, e quando surge no ambiente escolar é relegada ao (a) professor (a) da área de
Ciências Biológicas ou a um pretenso especialista. Depreende-se assim que as práticas

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Diversidade Sexual na Escola: Formação Docente, Práticas Pedagógicas e Exclusão _ FERREIRA 56

educativas dos (as) docentes pesquisados (as), em sua maioria e em diversas instâncias, muito
mais contribuem para perpetuação do preconceito do que para a promoção do respeito às
diferenças, são práticas que refletem a exclusão dos sujeitos que fogem ao padrão socialmente
aceito no que diz respeito à sexualidade.
É sabido que a homofobia ocorre por falta de informação e pelo reforço de uma
cultura heterossexual, que considera como única forma de relacionamento casamentos entre
homens e mulheres. A importância de se tratar do assunto no âmbito da sala de aula,
especialmente nos cursos de formação de professores (as), requer uma proposta de mudança
de postura, haja vista a relevância do tema, primeiro em âmbito de cidadania e depois relativo
à sexualidade, quanto mais pessoas se informarem sobre o assunto, mais respeito estaremos
atribuindo aos gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e travestis. É preciso que a questão
passe a ser entendida e tratada a partir da cultura dos direitos humanos, procurando assim,
esclarecer professores e professoras sobre a superação ao preconceito, possibilitando o
reconhecimento da sexualidade como algo inerente à vida do ser humano.
Destaca-se, por fim, a necessidade de maior espaço no currículo de formação
professor (a) para discussão dos temas sexualidade e gênero. Neste contexto, a universidade é
chamada a sua responsabilidade mediante essas discussões, em especial quando se refere a
cursos de formação de professores (as) uma vez que, na Educação há, de maneira geral, uma
ausência desses estudos e ainda há uma demanda no espaço da escola acerca da discussão
dessas questões, é fundamental que as/os profissionais da educação tenham um preparo,
durante a graduação, para que possam trabalhar esses temas. A realização de novas pesquisas
sobre esta temática é, portanto, de suma importância. Afinal, os conhecimentos produzidos
podem colaborar na transformação social, na construção de uma cultura democrática de
valorização da diversidade em todos os níveis.

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