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GENOCÍDIO

ARMÉNIO

Professora: Conceição Guerra


Disciplina: Geografia C

Turma: 12LH1
Ana Abreu nº1
Armando Leite nº3
Cristiana Fernandes nº9
Luís Silva nº23
Pedro Barbosa nº26
Introdução 3
A. Localização e Caracterização 4
Território e Clima 4
Características Gerais 4
Economia e Sociedade 5
Perfil Histórico 6
B. Conflito 8
Contextualização Histórica 8
O que aconteceu? 8
Principais acontecimentos e consequências 9
C. ONG 11
Importância da atuação das ONG 11
Ajuda da Cruz Vermelha 11
Conclusão 12
Webgrafia 13

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Introdução

No âmbito da disciplina de Geografia foi-nos proposto fazer um trabalho em grupo,


acerca do Genocídio da Arménia, cujo temática diz respeito aos Direitos Humanos. Assim,
procuramos reunir toda a informação que encontrámos, com o objetivo de dar voz a um
atentado à dignidade humana, refletido num ato de supressão e, da mesma maneira,
exaltar as minorias que são várias vezes vítimas de atrocidades, claramente injustiçadas,
visto que o direito à vida e à liberdade são universais e indiscutíveis.

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A. Localização e Caracterização

Território e Clima

O território da Arménia encontra-se entre o continente


europeu e asiático, estende-se a sul do pequeno Cáucaso,
numa região conhecida como Eurásia. Faz fronteira com a
Geórgia, a norte; Azerbaijão, a leste; Irão, a sul; e a
Turquia, a oeste. De facto, é uma região montanhosa e de
longos planaltos.
Assim, por consequência da sua notável latitude média
Fig. 1 Localização da Arménia
e da presença de cadeias montanhosas, param os ventos
húmidos. Deste modo, o verão é bastante quente e o
inverno longo e frio, ambos com ausência de precipitação, em geral.

Características Gerais

A Arménia é uma civilização povoada desde a época


pré-histórica conferindo, assim, uma herança cultural e
histórica. Herança essa que está estritamente associada ao
Cristianismo uma vez que foi o primeiro país do mundo a
Fig.2 Bandeira da Arménia
adotar a religião oficialmente. Hoje é um grande símbolo
da sua nacionalidade, identificando pelos locais religiosos que possui, como, por exemplo,
e entre muitos, o Templo de Garni. Atualmente, conta com cerca de 3 000 000 de
habitantes numa superfície compreendida em menos de 30 000 km2. Yerevan é a sua
capital e o dram arménio é a sua moeda. O país é considerado um Estado unitário,
multipartidário, uma república democrática cujo presidente é Armen Sarkissian.

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Economia e Sociedade

Ao longo da história, a população


arménia revelou-se instável. Eventos
dramáticos limitaram drasticamente esta
presença como, por exemplo, o genocídio -
entre 1894 e 1916.
Apesar de ter provocado a morte de mais
de um milhão, outro meio milhão de
Fig. 3. Dram Arménio
habitantes escapou, encontrando abrigo no
estrangeiro, o que conduziu, eventualmente,
à formação de comunidades em inúmeros países do mundo. Também na época da
entrada na URSS (1920), os arménios dentro da República eram cerca de 780 000 e, vinte
anos depois, tinham-se tornado 1 320 000. Desde então, a melhoria das condições sociais
e económicas, que garantiam um saldo natural da população em crescimento, volta a
encorajar o repatriamento dos arménios, sobretudo a partir dos anos 50. A população
permaneceu num crescimento contínuo e, no final dos anos oitenta, tinha atingido por
volta dos 3 300 000 habitantes. Na época, a Arménia era uma das repúblicas mais
industrializadas da União Soviética. A economia do país estava intimamente relacionada
com as outras repúblicas soviéticas.
Tanto na importação (matérias-primas) como a exportação (produtos acabados de
alto valor acrescentado) faziam-se quase inteiramente no âmbito da URSS.
Posteriormente, o fim do comunismo e o nascimento de um novo Estado arménio
independente significou uma mudança na estrutura industrial arménia. O país atingiu
uma queda de mais 60% no PIB.
O aparelho industrial revelou-se inadequado e a produção industrial caiu, sofrendo
um grande abrandamento, tanto económica como politicamente. Todavia, alguns anos
depois, a situação alterou-se, quando se passou de uma vocação altamente tecnológica
para orientações produtivas mais tradicionais.

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Hoje, a agricultura é uma grande parte da economia da Arménia. No entanto, a
predisposição eletrónica permanece presente, dada a produção de instrumentos
eletrónicos para a indústria e para o mercado de bens de consumo.

Perfil Histórico

A civilização da Arménia engloba mais de 3500 anos de história. Esta jornada começa,
justamente, por uma referência bíblica. O livro sagrado afirma que foi no cume do Monte
Ararat que a Arca de Noé encalhou após o dilúvio. Contudo, apesar de ainda ser
considerado um símbolo da cultura, a Arménia perdeu a montanha e parte do território
durante as invasões turcas. No decorrer das invasões e divisões, o território foi povoado
pelos mais diversos povos que o conquistaram e dominaram em diferentes períodos. De
95 a.C. até 55 a.C., o rei Tigranes “O Grande”, unificou o país e assim, a Arménia foi
anexada ao Império Romano.
Durante os séculos seguintes, a Arménia é disputada entre Roma e Pérsia. No entanto,
Roma retoma a Arménia. Em 301 d.C., a Arménia torna-se o primeiro Estado a declarar o
cristianismo como religião oficial. Posteriormente, dá-se uma nova partilha do país entre
os Bizantinos e os Persas Sassânidas. Entretanto, tomam-se importantes decisões no
plano cultural e religioso com criação do alfabeto arménio (405) e a separação dos
cristãos arménios em Roma (506). Exposta à ocupação árabe, a Arménia procura
reconstituir o seu próprio Estado nacional, porém em vão. A partir do século XVI, o país
foi definitivamente dominado pelo Império Otomano (1473).
Sucedem-se desmembramentos de distintas partes do território, principalmente da
Grande Arménia que foi agregada ao Império Persa e depois à Rússia (1827). No decurso
da Primeira Guerra Mundial, em 1915, os Turcos massacram e deportam, para a Síria e
Mesopotâmia, mais de um milhão e meio de arménios. Acentuam, assim, a dispersão da
população arménia. Conquistado pela Rússia (1916), o país constitui-se uma república
independente, tornando-se socialista em 1920.
Seguidamente, com a Geórgia e Azerbaijão, a Arménia constitui a Aliança
Transcaucásia e começa a fazer parte da URSS. Já em 1936, a constituição soviética
concedeu à Arménia a condição de República Federativa Autónoma no âmbito da União
Soviética. No final dos anos 80, deu-se o conflito de Nagorno-Karabakh, entre a Arménia e

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o Azerbaijão. Disputavam o poder sob a região montanhosa, que apesar de possuir
população arménia se encontrava sob o poder do Azerbaijão. Esta disputa provocou a
destruição da Arménia, levando à morte de 25 000 pessoas.
No dia 23 de setembro de 1991, a Arménia proclamou-se independente e começou a
fazer parte da CEI (Comunidade de Estados Independentes). A constituição aprovada em
julho de 1995, reforçou os poderes do presidente da República, L. Ter-Petrosyan, na
altura, eleito por sufrágio direto. Em 2001, a Arménia entra no Conselho da Europa,
graças à consolidação da paz em Nagorno-Karabakh, apoderando-se não só do respetivo
território, mas também, de uma parte do Azerbaijão. Anunciam-se, também, reformas
constitucionais para a democratização do país.

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B. Conflito

Contextualização Histórica

Nesta altura, o Império Otomano


(atual Turquia) controlava uma grande
parte da região, desde Cáucaso, Balcãs,
Anatólia, Península Arábica e uma enorme
parte do Oriente Médio.
Simultaneamente, acontecia a chamada
Primeira Guerra Mundial, uma tragédia
que matou milhares de pessoas, e o Fig. 4. Tropas do Império Otomano

Império Otomano era aliado à Tríplice


Aliança, da qual também faziam parte a Alemanha e a Itália. Esta foi a Tríplice derrotada.
Assim, foi durante a Primeira Guerra Mundial que o povo arménio começou a sofrer de
perseguições e assassinatos por parte dos turcos. A Arménia tinha sido conquistada pelos
turcos e tornou-se súbdita dos sultões.
Por fim, depois destes sucessivos ataques contra a população, assistiu-se ao
genocídio, que foi uma longa campanha sistemática contra o Império, que decorreu entre
1915 e 1923.

O que aconteceu?

No decorrer da Primeira Guerra Mundial, assistiu-se a um dos maiores massacres feito


pelo Império Otomano, que controlava uma vasta região, sendo um deles a Arménia.
A Arménia tinha como religião o cristianismo, enquanto que os turcos eram
muçulmanos, o que fez com que, desde logo, a comunidade arménia fosse mal vista,
tornando-a vulnerável. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano lutou ao
lado da Tríplice Aliança, e opôs-se à principal potência cristã da região, a Rússia, que
praticava (e ainda pratica) o mesmo ramo da fé cristã, o Cristianismo Ortodoxo. Essa
relação entre os eslavos e os arménios lançou suspeitas dos Otomanos sobre a presença e
a influência dos arménios dentro do Império.

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Assim, foi em 1915, que o Império Otomano iniciou uma sucessão de perseguições e
mortes contra a população arménia, utilizando como justificação a ligação/amizade que
os arménios estabeleceram com o povo russo.
Desde então que este massacre foi considerado como um genocídio.

Principais acontecimentos e consequências

Este povo sofreu milhares de


perseguições, assassinatos, assistiu

http://s2.glbimg.com/HrSylzhKF2VJjyKNuaji0zSrgao=/s.glbimg.
ao sofrimento de crianças,

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mulheres, homens, idosos, durante
anos.
Antes de todo o terror, em 1895-
1896, entre 100 mil e 300 mil
arménios tinham sido massacrados
durante o reinado do sultão Abdul
Hamid II. Fig.5 - Caminhada dos arménios para um campo de
prisinioneiros, em Harput.
Em outubro de 1914, o Império
Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial, ao lado da Alemanha e da Áustria-Hungria.
Quando os turcos sofreram grandes perdas nos combates que afetaram as regiões
arménias, as autoridades turcas responsabilizaram os arménios e lançaram uma
campanha que os intitulava como um dos seus inimigos internos.
No dia 24 de abril de 1915, dia que hoje a Arménia celebra como uma recordação da
pior história vivida pelo seu povo, milhares de arménios considerados como suspeitos por
parte das autoridades turcas foram detidos, tendo sido, grande parte deles, executados
ou deportados.
A 26 de maio de 1915, assistiu-se à publicação de uma lei que autorizou a deportação
do grupo de arménios por razões de segurança interna. Seguidamente, no dia 13 de
setembro, outra lei ordenou o confisco dos seus bens pessoais. A população arménia de
Anatólia e Cilícia foi condenada ao exílio nos desertos da Mesopotâmia, muitos deles

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morreram pelo caminho, a outra parte foi queimada, alguns ainda vivos, ou afogados,
envenenados ou vítimas de tifo.
A 30 de outubro de 1918, o Império Otomano rendeu-se às forças da Tríplice Entente,
um acordo sobre o armistício que permitiu que os arménios deportados sobreviventes
voltassem para casa.
Em fevereiro de 1919, um tribunal militar de Constantinopla declarou vários turcos de
alto nível social culpados por crimes de guerra, incluindo contra os arménios, sendo
assim, condenados à morte. Em 1920, o Império Otomano foi desmantelado; nessa
altura, já fazia dois anos que o estado independente arménio fora absorvido pela União
Soviética.
Por fim, em 1923, o Estado turco moderno foi fundado por Mustafa Kemal Ataturk,
depois de 1,5 milhões de arménios terem morrido por causa da sequência de ataques.

Situação Atual

Fig.6 - Pintura nas ruas de Los Angels, numa pequena comunidade arménia, por Arutyun
Gozukuchikyan, em 2014."

Atualmente, já se passaram 105 anos depois da tragédia do genocídio da Arménia,


sendo este um país independente. Depois do acontecimento, o dia 24 de abril é
considerado feriado nacional, como dia da Memória do Genocídio. Infelizmente, ainda
hoje, a Turquia não reconhece este genocídio.

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C. ONG

Importância da atuação das ONG

As ONG são organizações sem fins lucrativos, criadas por pessoas que trabalham
voluntariamente em defesa dos direitos humanos, proteção do meio ambiente, entre
outros. Logo, essas organizações oferecem a possibilidade de conhecer e fazer parte de
uma realidade diferente e expandir a visão do mundo, elas atuam como centros de
criatividade e inovação na busca pela solução de problemas complexos.
Neste contexto, é importante referir e destacar a importância e o papel que as ONG
têm para o mundo, pois podem atuar em várias situações, desde lidar com as tensões e
desigualdades sociais, problemas decorrentes da superpopulação das grandes cidades,
até em questões ecológicas, para manter o mundo mais limpo, mais saudável.

Ajuda da Cruz Vermelha

Desde a sua criação, em 1863, em Genebra, que a Cruz


Vermelha tem como objetivo garantir a proteção e a
assistência às vítimas de conflitos armados e tensões.
Com a ação direta no mundo, incentivada pela aplicação
dos Direitos Humanos à sociedade, esta organização consegue
Fig. 7. Símbolo da Cruz Vermelha
alcançar o seu objetivo com sucesso.
Apesar de, naquela altura, as ONG ainda não terem
notoriedade nem grande relevância, foi no genocídio da Arménia, que a Cruz Vermelha
ajudou a resgatar crianças entre os 3 e os 7 anos, que ainda não eram bem desenvolvidas
e estavam mais vulneráveis à morte. Depois de prestados os cuidados de que
necessitavam, a organização encaminhava as crianças arménias para um orfanato na ilha
grega de Corfu, onde tinham acesso à educação.

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Conclusão

Passados 105 anos depois da tragédia que aconteceu contra o povo da Arménia, hoje,
comemora-se o dia 24 de abril como sendo um feriado nacional, que serve para
relembrar o passado e o dia em que o período de terror começou e matou milhares de
arménios.
Felizmente, vários culpados foram julgados, em fevereiro de 1919, pelo tribunal
militar de Constantinopla, por este crime e por outros. Porém, apesar da Arménia estar
livre do terror vivido vai estar sempre na memória das pessoas.
Atualmente, cerca de 20 países, entre eles, a Alemanha, a França, os EUA, a UE, o
Chile, reconhecem este atentado como um genocídio, pois foi um atentado que matou
várias pessoas e não respeitaram os direitos humanos. O Papa Francisco já demonstrou o
seu apoio publicamente sobre o massacre ser reconhecido como um genocídio.
Apesar de ser reconhecido como um genocídio, a Turquia, até hoje, não aceita que
este massacre seja assim chamado.
Em suma, a Arménia conseguiu a sua liberdade e a sua independência.

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Webgrafia

● https://www.istockphoto.com/pt/vetorial/arm%C3%A9nia-mapa-pol%C3%ADtico-
gm537925587-57999052
● https://operamundi.uol.com.br/opiniao/40215/cem-anos-de-genocidio-armenio-
a-memoria-da-diaspora-e-a-resistencia-da-infancia
● https://www.esquerda.net/artigo/cem-anos-depois-o-que-o-reconhecimento-do-
genocidio-armenio-levanta/36753
● https://ensina.rtp.pt/artigo/o-genocidio-armenio/
● https://observador.pt/opiniao/o-genocidio-na-armenia-e-a-falsificacao-da-
historia/
● https://sicnoticias.pt/mundo/2019-10-30-Armenia-aplaude-voto-historico-sobre-
genocidio-na-Camara-dos-Representantes-dos-EUA
● https://www.publico.pt/2019/11/13/mundo/opiniao/genocidio-armenio-
memoria-reconhecimento-1892448
● https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/genocidio-
armenio.htm
● https://www.infoescola.com/historia/genocidio-armenio/
● https://www.armenian-genocide.org/photo_wegner.html#photo_collection
● https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150423_massacre_armenia_
turquia_lgb
● https://www.icrc.org/pt/doc/who-we-are/history/overview-section-history-
icrc.htm
● http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/conheca-historia-os-fatos-e-
versoes-do-genocidio-armenio.html

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