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ONDAS E ACÚSTICA

FÍSICA II
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Iniciaremos aqui o primeiro de quatro módulos voltados 2. REPRESENTAÇÕES DE UMA


aos estudos de ondas. Nesse módulo inicial, iremos trabalhar
o conceito de ondas, classificações, equação geral e iremos ONDA UNIDIRECIONAL
dar uma atenção especial à propagação de onda em cordas
Para entendermos melhor como uma onda se propaga,
vibrantes.
iremos concentrar nossos esforços em estudar ondas com
apenas uma direção de propagação.
1. INTRODUÇÃO
Convivemos com diversos tipos de ondas cotidianamente.
Agora mesmo, enquanto você está lendo esse módulo, seja
onde estiver, há diversas ondas se propagando ao seu redor.
Algumas delas possibilitam a própria leitura desse assunto
enquanto outras são capazes de nos emocionar, trazendo
uma boa música aos nossos ouvidos. Graças às ondas
conseguimos também sentir parte da radiação solar quando
estamos de férias, aproveitando um dia ensolarado em uma
praia, por exemplo. Perceba aqui que sentimos três sensações
diferentes (visão, audição e tato) através de interações com o
meio externo via movimentos ondulatórios.
O incrível é que há grande maioria das ondas que estão ao Figura 1 - Propagação de onda em uma corda.
nosso redor nós nem sequer notamos. Ondas que possibilitam
usarmos o celular para fazer uma ligação, para mandar uma
mensagem. Sinal de internet, wi-fi, bluetooth, ondas de rádio
(AM e FM) e etc.
Mas afinal, o que é uma onda? Usaremos a definição dada
pelo professor H. Moysés Nussenzveig no seu livro de Física
Básica, vol. 2:

“Num sentido bastante amplo, uma onda é qualquer


sinal que se transmite de um ponto a outro de um
meio, com velocidade definida. Em geral, fala-se de
onda quando a transmissão do sinal entre esses dois
pontos distantes ocorre sem que haja transporte
direto de matéria de um desses pontos ao outro.”
Figura 2 - Propagação de onda em uma mola.

PROMILITARES 169
Para produzirmos uma onda em uma corda conforme Como a velocidade de propagação da onda v é constante,
representado
 na figura 1 deve ser aplicado na corda uma temos que:
força F sobre a mesma. Essa perturbação causada por essa v=
λ
força tem direção vertical, i.e., para uma onda se propagar T
na direção horizontal em uma corda, esta deve sofrer uma Onde T é o tempo em que uma onda com velocidade leva
perturbação na vertical. Note na figura que, conforme a onda para percorrer uma distância equivalente a uma onda completa
passa (direção horizontal), os elementos que compõem a λ. Ou seja, T é o período de oscilação da onda. Lembrando
corda sobem e descem (direção vertical). que a frequência é o inverso do período, a equação acima,
Toda onda cuja direção de perturbação é ortogonal à chamada de equação geral de onda pode ser reescrita sob a
direção de sua propagação é chamada de onda transversal. seguinte forma:
Entretanto, na figura 2, podemos notar que a direção de v = λf
vibração dos elementos que compõem a mola (direção esta da
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força externa aplicada na mola) é a mesma que a direção de


propagação da onda. Podemos perceber que essa propagação EXEMPLO 1:
se dá através de sucessivas compressões e rarefações de partes Ondas de rádio são ondas eletromagnéticas, i.e.,
da mola. não precisam de um meio material para se propagar.
Toda onda cuja direção de perturbação é a mesma que a Podemos dizer que ondas eletromagnéticas são ondas
direção de sua propagação é chamada de onda longitudinal. que se propagam no vácuo com uma velocidade
de 300.000 km/s no vácuo. Considerando que essa
velocidade seja praticamente a mesma no ar, qual é o
3. ONDAS ESTACIONÁRIAS comprimento de onda da estação 99,9 FM?

Ondas (harmônicas) estacionárias são ondas (séries de Resolução:


ondas) que possuem frequência constante cuja perturbação Primeiramente vamos colocar as unidades dentro do
está em M.H.S.. Retorne à figura 1 e veja o que acontece com mesmo padrão. Assim a velocidade deve estar em m/s e
o elemento da corda em destaque. Quando a onda passa a frequência, em Hz. Para isso, é importante saber que
esse ponto oscila na vertical. Imaginando uma série de ondas 1 FM equivale a 1 MHz (106Hz).
passando por esse elemento, percebemos que esse ponto Agora basta aplicarmos a equação geral de ondas:
estará em M.H.S.. v = λf ∴ 3 ⋅ 108 = λ ⋅ 99,9 ⋅ 106 ∴ λ ≅ 3m
A figura a seguir representa uma série de ondas
harmônicas.

crista EXEMPLO 2:

O som é uma onda mecânica, i.e., precisa de um
meio material para se propagar. Veremos, no módulo
de Acústica, mais detalhes sobre essa onda. Um
vale músico possui um diapasão para afinar seu violão. Esse
diapasão, quando tocado, produz um som com uma
Figura 3 - Onda harmônica.
frequência bem definida de 340 Hz. Sabendo-se que
a velocidade do som no ar em um dia de temperatura
Medidas e pontos notáveis de uma série de ondas como a ambiente (25 °C) é aproximadamente 340 m/s, qual é o
exposta na figura 3: comprimento dessa onda?
• crista: topo da onda; Resolução:
• vale: ponto inferior da onda; Basta aplicar a equação fundamental:
• nó: ponto em que a onda toca o eixo x. Também chamado v = λf ∴ 340 = λ ⋅ 340 ∴ λ = 1 m
de ponto nodal;
• comprimento da onda (λ): como o nome diz, é o
comprimento de uma onda completa. Pode ser medido
Os enunciados dos exemplos anteriores trouxeram uma
como a distância entre duas cristas ou dois vales
informação importante. Podemos classificar as ondas de
consecutivos, ou até mesmo a distância entre o primeiro e
acordo com a necessidade ou não de um meio material (com
o terceiro nó (de modo geral, entre o nó n e o n+2);
partículas) para se propagar. Essa diferença separa duas ondas
• amplitude (A): é a distância entre o meio e a crista (ou fundamentais para as nossas vidas, som e luz.
vale) da onda.

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3.1. LUZ
A luz é uma onda eletromagnética transversal. Eletromagnética porque se propaga com uma velocidade de 300.000 km/s no
vácuo (assim como diversas outras ondas, como as ondas de rádio, as micro-ondas, infravermelho, ultravioleta e etc). Transversal
porque os campos elétrico e magnético vibram sempre em direções ortogonais à direção de propagação da luz, conforme figura
a seguir.
Campo elétrico
E λ = Comprimento de onda

velocidade

Campo magnéco
M

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C
Velocidade da Luz

A luz possui velocidades diferentes em diferentes meios de propagação, conforme estudamos no módulo de refração. A relação
entre a velocidade da luz no vácuo c e sua velocidade em outro meio é conhecida como índice de refração do meio (n = c/v).
A próxima figura mostra os mais diversos tipos de ondas eletromagnéticas, o chamado espectro eletromagnético. Note que a
luz (região visível para nós) corresponde a uma pequena faixa do espectro.

3.2. SOM A velocidade do som depende não somente do meio, mas


também da temperatura local, que influencia na velocidade
Mais para frente teremos um módulo dedicado das moléculas. Por exemplo, a velocidade do som no ar sob
inteiramente ao estudo do som. Aqui, por hora, cabe a nós temperatura de 0°C é aproximadamente 330 m/s, já a 25 °C,
a sua definição. O som é uma onda mecânica longitudinal. sobe para 340 m/s. A relação entre a velocidade do som em
Mecânica porque não se propaga no vácuo. Quanto maior a mesmo meio em função da temperatura é:
rigidez do meio maior será a velocidade com que o som irá
se propagar. Longitudinal porque as moléculas do meio (que T2
v2 = v1
pode ser o ar, água ou qualquer outro meio material) vibram T1
na mesma direção que o som de propaga.
A figura abaixo mostra o comportamento das moléculas onde vn é a velocidade do som sob uma temperatura Tn,
do ar durante a propagação do som. Note que é similar ao em Kelvin. Então a velocidade do som depende do meio e
exemplo apresentado de uma onda produzida em uma mola. da temperatura. A equação mais geral está no módulo de
alto-falante Acústica.
A tabela a seguir expõe as diferenças comentadas entre
luz e som:

Compressão Rarefação

PROMILITARES 171
Som Luz

Onda mecânica longitudinal Onda eletromagnética transversal

νsólido > νlíquido > νgás νsólido < νlíquido < νgás

Não se propaga no vácuo νvácuo ≅ 3 · 108 m/s

Domínio da audição humana: [20,20K]Hz Domínio da visão humana: [400,750]THz

Quanto mais próximo de 20Hz, mais grave [400,484]THz - vermelho


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Quanto mais afastado de 20Hz, mais agudo [668,750]THz - violeta

4. CORDAS VIBRANTES

4.2. EQUAÇÃO DE TAYLOR



Sabemos que como  a onda em uma corda é uma onda transversal, uma força F vertical deve ser aplicada sobre a corda. É uma
força tensora (tração T). A figura a seguir mostra um pulso da corda sob a aplicação dessa força:

Suponha que o pulso formado tenha um formato de um pequeno arco de círculo de raio r e com um pequeno ângulo de
abertura 2ε , conforme figura acima. A resultante das forças que atua no elemento dm será vertical para baixo, apontando para o
ponto O, que é a resultante centrípeta. Logo:
v2
2Tsen  dm
r
Temos também que dl  2r . Substituindo na equação acima, teremos:
v2
2Tsen  dm 2
dl

dm m
Fazendo sen   e    , já que a corda é homogênea, ou seja, a densidade de um pequena parte dela é igual a
dl l
densidade da corda toda, teremos que:
T
2T  v 2 2  v 

Essa equação acima é a equação de Taylor, que nos mostra a relação entre a força T aplicada na corda, sua densidade linear
µ (massa/comprimento) e a velocidade de propagação da onda na corda. Podemos perceber que uma mesma força aplicada em
cordas de densidades diferentes produz ondas com velocidades diferentes e, consequentemente, frequências diferentes. É o que
acontece em um violão (as cordas do violão têm densidades diferentes. As mais densas produzem sons mais graves). Veremos essa
situação no módulo de Acústica.
Relacionando a frequência da onda produzida em uma corda com a força T nela aplicada, obteremos:
T
2T  v 2 2  v 


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EXEMPLO 4: O diapasão faz com que a corda vibre na mesma
frequência que ele (estão em ressonância, fenômeno
(UFJF-PISM 3 2017 modificada) Consideremos uma
que será explorado no módulo 18). A velocidade dessa
corda fixa nas suas extremidades e sujeita a certa tensão.
onda é:
Se excitarmos um ponto desta corda por meio de um
vibrador de frequência qualquer ou pela ação de uma 8
v =λf = .150 =80 m / s.
excitação externa, toda a extensão da corda entra em 15
m 0,08
vibração. É o que acontece, por exemplo, com as cordas A densidade linear da corda vale µ= = =
de um violão. Existem certas frequências de excitação L 0,8
0,1kg/m. Assim, a tensão que essa corda está submetida
para as quais a amplitude de vibração é máxima. Estas
vale:
frequências próprias da corda são chamadas modos T T
normais de vibração. Além disto, formam-se ondas v= ∴ 80= ∴ T= 640N,
µ 0,1
estacionárias exibindo um padrão semelhante aquele

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mostrado na figura 1a. e, como a tração do fio tem o mesmo módulo que a
força peso do bloco, temos que sua massa vale incríveis
64 kg!

5. REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ


Sabemos que o meio em que a luz está se propagando
muda, sua velocidade sofre alteração. A relação entre as
velocidades nos diferentes meios é justamente a razão entre
os índices de refração.
Assim, supondo que um raio luminoso se propague de um
meio 1 para o 2, a relação entre as velocidades é:

c c v n
n1 = e n2 = ∴ 1 = 2
Com base nestas informações, um estudante usou o v1 v2 v2 n1
laboratório didático de sua escola e montou o seguinte
experimento: uma corda tem uma de suas extremidades Essa relação já nos é conhecida, do módulo de refração.
presa a um diapasão elétrico que oscila com frequência Agora, o importante é sabermos que, tanto na refração
constante e a outra extremidade passa por uma polia quanto na reflexão não há mudança na frequência da
na extremidade de uma mesa e é presa a uma massa onda. Uma luz vermelha no ar continua vermelha na água,
m pendurada do lado de fora, conforme ilustrado na por exemplo. Em nenhum fenômeno ondulatório haverá
figura 1b. mudança na frequência de qualquer tipo de onda (até mesmo
no efeito Doppler que, como veremos, a frequência da onda
No experimento, foi usado um diapasão elétrico
se mantém inalterada. Aparentemente a frequência muda,
de frequência constante f = 150Hz. Ele fixou a corda
devido ao movimento relativo entre a fonte e o observador.
para um comprimento L = 80 cm e massa 80 g. Nesta
Mas isso veremos mais tarde).
configuração obteve o padrão de oscilação da corda
formando 3 ventres, conforme a figura 1b. Qual é a Então:
massa do bloco m que está tensionando a corda? v1 n2 λ1f λ
= = = 1.
v2 n1 λ 2f λ 2
Resolução:
A configuração apresentada de 3 ventres é O que significa que o comprimento de onda é
conhecida como 3º harmônico. A primeira configuração, inversamente proporcional ao índice de refração do
por exemplo, é a mais simples possível, chamada de meio.
harmônico fundamental. Como 3 ventres equivalem a As figuras a seguir mostram duas situações em que uma
1,5λ, temos que: onda sofre refração.
8
1,5=
λ 0,8 ∴=
λ m
15

PROMILITARES 173
λ1 Raio incidente Raio refletido

λ2 meio 1
meio 1 meio 2
meio 2

Raio refratado

Na refração, além de a frequência ser constante, a


fase da onda é mantida no momento em que ocorre a
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Figura 1 mudança de meio, conforme ilustra a próxima figura.


 
v1 v2
λ1

meio 1 meio 2
λ2
Já na reflexão, a fase pode ou não sofrer inversão,
meio 1
dependendo do índice de refração dos meios. Vejamos as
duas situações possíveis:
meio 2
• Se n1 < n2 haverá inversão de fase no momento da reflexão.

crista vale
Figura 2

Na 1ª figura houve uma redução na velocidade quando meio 1


a onda começou a se propagar no meio 2, levando a mesma
meio 2
redução do seu comprimento de onda.
Já na 2ª figura, ocorreu o oposto. A onda ficou mais rápida
e, consequentemente, ficou com um comprimento de onda
• Se n1 > n2 a fase será a mesma antes e após a reflexão.
maior.
Nessa mudança de meio, parte da luz sofre reflexão, além
da refração (não há refração total. Pode ser que a luz sofra crista
crista
apenas reflexão, sem refração, que é a situação de reflexão
total). As figuras a seguir mostram, de maneira mais ampla,
o que acontece quando há mudança no meio em que a luz
se propaga. meio 1

Raio incidente meio 2


Raio refletido

Saber se a fase será ou não mantida será fundamental


meio 1 para a compreensão de algumas situações de interferência,
que veremos no próximo módulo.
meio 2
A propagação de ondas em cordas de densidades
diferentes é análogo ao que acabamos de estudar envolvendo
ondas eletromagnéticas.
Raio refratado

174 PROMILITARES
6. REFLEXÃO E REFRAÇÃO • Ponto móvel

DE ONDAS EM CORDAS Essa situação é semelhante à propagação rumo à região


menos densa, ou seja, não sofrerá inversão, conforme figura
A nossa preocupação é o que ocorre com um pulso que a seguir.
se propaga em uma corda não homogênea, i.e., corda com
regiões de densidades lineares µ diferentes. Lembrando que
não há qualquer alteração na frequência da onda nessa
mudança de densidade da corda.
Nessa mudança de densidades na corda parte da onda
incidente será transmitida (refração) e parte será refletida. A
onda transmitida terá a mesma fase que a incidente.
Vejamos os possíveis casos: 7. INTERFERÊNCIAS

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• Se µ1 < µ2 haverá inversão de fase no momento da reflexão.

7.1. CONSTRUTIVA
µ1 Quando duas ondas estão na mesma fase e se encontram,
µ2
resultando, momentaneamente, em uma onda cuja amplitude
• Se µ1 > µ2 a fase será a mesma antes e após a reflexão. é a soma das duas ondas anteriores.

µ1 µ2
Usando a equação de Taylor, que relaciona a velocidade
de propagação da onda e a densidade da corda, sabendo
que uma mesma força T foi aplicada na corda por inteiro,
podemos obter a relação entre os comprimentos de onda e a
densidade da corda:

λ1 µ
T =v12µ1 =v22µ2 ∴ λ12µ1 =λ 22µ2 ∴ = 2
λ2 µ1
7.2. DESTRUTIVA
6 .1. PONTO FIXO E MÓVEL NA CORDA Quando duas ondas estão em fases opostas e se
Outra situação-problema envolve a configuração de onda encontram, resultando, momentaneamente, em uma onda
em uma corda que está presa a uma parede ou amarrada a cuja amplitude é a subtração das duas ondas anteriores.
um poste, por exemplo. O que irá diferenciar cada situação é
se a corda está fixada à haste por um ponto (ponto fixo) ou
por um laço (ponto móvel).
Vejamos, a seguir, essas duas situações.
• Ponto fixo
Essa situação é semelhante à propagação rumo à região
mais densa, ou seja, a fase sofrerá inversão, conforme figura
a seguir.

Se as amplitudes forem de mesmo valor, teremos uma


interferência totalmente destrutiva. Se a onda for uma luz, por
exemplo, no momento da interferência não iremos enxergar
nada. Se for som, não será possível ouvi-lo.
Imagine a seguinte situação: dois alto-falantes estão a uma
distância d1 e d2 de um ouvinte. Se a diferença de caminhos
entre as ondas d1 − d2 for proporcional ao comprimento de
onda do som emitido e as ondas saírem das fontes em fase,
significa que a interferência será construtiva. Se a diferença
for proporcional à metade do comprimento de onda significa

PROMILITARES 175
que teremos o encontro de uma crista com um vale, ou seja, Conforme discutido antes, quando o raio luminoso muda
interferência destrutiva. de meio, indo para um meio onde o índice de refração é
  m  interferênciaconstrutiva maior que o anterior, podemos fazer uma analogia com o que
 acontece quando uma onda gerada por uma corda menos
” d  d1  d2  
|∆d| 1
  m  2    interferênciadestrutiva densa encontra uma corda mais densa. Parte da onda irá
  
refratar, mantendo a fase inicial e parte da onda irá
refletir. Essa parte refletida terá a sua fase invertida!
Onde m = 0,1,2,...
Já se a luz penetrar em um meio com meio índice de refração
Na figura abaixo podemos visualizar uma interferência que o anterior, a sua fase será mantida, assim como uma
entre duas ondas bidirecionais (as fontes F e G podem ser corda mais densa, ao encontrar com uma menos densa, tem
dois dedos sincronizados tocando na superfície de um lago, a sua parte refletida com a mesma fase que a onda produzida
produzindo as ondas abaixo). Note que no ponto X ocorre pela mais densa. Resumindo:
uma interferência construtiva, devido ao encontro de dois nantes  ndepois  Fase da onda refletida irá sofrer inversão.
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vales e no Y, construtiva, devido ao encontro de duas cristas.


Ex.: A crista de uma luz monocromática após ser refletida na
Já no Z, destrutiva, devido a uma superposição de uma crista
superfície de um lago sofrerá inversão de fase, virando uma
com um vale.
vale. nar < nágua
nantes  ndepois  Fase da onda refletida irá se manter.
Ex.: Na situação anterior, o raio refratado após entrar na
superfície da água irá sofrer reflexão no fundo do aquário. Nessa
reflexão, o raio luminoso está na água e iria para o ar. Como
nágua > nar , o raio refletido não sofrerá mudança de fase.
Vamos aplicar esse conceito em um filme fino de índice de
refração n2, que está entre o ar e um vidro, de índices n1 e n3,
respectivamente, sendo n1 < n2 e n3 < n2.
CRISTA VALE
Veja o que acontece com o raio luminoso ao penetrar
nesse filme:

7.3 INTERFERÊNCIA EM
FILMES FINOS

A luz inicialmente estava no meio 1 e atinge o 2. Nesse


momento há refração e reflexão da onda (lembre-se que toda
onda ao atingir um meio mais refringente sofre refração e
reflexão. Se a onda for para um meio menos refringente, pode
haver refração e reflexão ou apenas reflexão, chamada de
reflexão total, dependendo apenas do ângulo de incidência).
Como n1 < n2, o raio refletido terá a sua fase invertida. O
refratado nunca muda. Esse refratado será refletido no fundo
Um detalhe importante na refração é quanto à fase da
do filme. Como n3 < n2, o raio refletido continuará com a
onda na mudança de meio. No módulo de ótica geométrica,
mesma fase.
demos um tratamento geométrico para a luz, omitindo o seu
caráter ondulatório.

176 PROMILITARES
OBSERVAÇÃO 2:
Se n1 < n2 < 3 , o raio refratado entre as regiões 1 e
2 sofrerá mudança de fase ao ser refletido no fundo do
filme, entre as regiões 2 e 3. Sendo assim, como r1 muda
de fase e r2 também,
m
interferência construtiva
n
” d d1 d2
|∆d| 2e
1
m /n interferência destrutiva
2

FÍSICA II
EXEMPLO:
Uma lente cujo índice de refração vale 1,30 é
Note que essa parte refratada no filme e refletida em seu revestida com um filme fino transparente de índice de
final r2 percorre um caminho maior que a parte refletida r1. A refração 1,25 para eliminar por interferência a reflexão de
situação estudada é para pequenos ângulos de incidência, ou uma luz de comprimento de onda λ = 600 nm que incide
seja, essa diferença de caminhos |∆d| é igual a 2e, onde e é a perpendicularmente a lente. Qual é a menor espessura
espessura do filme. possível para o filme?
|∆d| = 2e Resolução:
Note que se essa diferença de caminhos for igual a
1 3 5  1 Nesse caso temos que
λ, λ, λ,… de modo geral,  n    , a interferência será
2 2 2  2 
construtiva, já que houve inversão de fase no raio r1. n1 = 1,00, n2 = 1,25 e n3 = 1,30 ∴ n1 < n2 < n3

Se a diferença de caminhos for n λ , a interferência será Como o objetivo é eliminar a reflexão da luz (lente
destrutiva. antirreflexo), a interferência será destrutiva. Logo:
m interferência destrutiva  1
” d d1 d2 2e ” d  2e   m    / n2
|∆d|
|∆d| 1  2 
m interferência construtiva
2
Menor espessura possível -> m=0
λ λ 600
2e = ∴e = = = 120 nm
2n2 4n2 4.1, 25
OBSERVAÇÃO 1:
Lembrar que o comprimento de onda muda na
mudança de meio! O raio refratado percorre um 8. DIFRAÇÃO
caminho maior, que, conforme vimos, pode ser mλ
 1 Quando uma onda passa por uma fenda, um obstáculo,
ou  m    . Como o caminho a mais percorrido pelo
 2  cujo tamanho tenha a mesma ordem de grandeza que seu
refratado, que é a diferença de caminho, acontece no comprimento de onda, dizemos que a onda difratou.
interior do filme, esse λ é o comprimento de onda no
Por exemplo, ao colocarmos um laser vermelho apontado
filme. Usando Snell:
para um fio de cabelo teremos, na parede da sala (cuja luz
1  2 está apagada), que estará atrás de cabelo, a seguinte figura:

n1 n2

De modo geral, n1  1 ar  e vamos chamar n2 ≡ n ,


índice de refração do filme. Logo:
1
2 
n
Se fizermos que   1 ,

m /n interferência destrutiva Onde esse Δx é a distância entre duas interferências


” d d1 d2
|∆d| 1 construtivas. Os pontos escuros indicam interferência
m /n interferência construtiva
2 destrutiva.

PROMILITARES 177
Outro exemplo de difração é quando escutamos a = mλ → int erferência construtiva
conversa de outras pessoas atrás da porta. O som passou de 
|∆d|   1
=   m +  λ → int erferência destrutiva
um cômodo para o outro e o obstáculo é a porta. O wi-fi   2
também funciona com o mesmo princípio.
Note que na refração a onda vai de um meio para o outro, Se não houver diferença de caminhos, a interferência
já na difração a onda continua no mesmo meio (ar -> ar), 
analisada é a do máximo central. Agora, se |∆d| ”d  , a
apenas atravessou um obstáculo. 2
Na figura abaixo temos um exemplo esquemático de uma interferência é destrutiva, não veríamos nada na parede, ou
difração em fenda única e dupla. ” d   , a interferência será
seja, equivale ao 1° mínimo. Se |∆d|
construtiva, no 1° máximo.
Então, voltando à pergunta, qual a distância y entre o 2°
MÁX mínimo e o máximo central?
FÍSICA II

MÍN Como estamos falando do 2° mínimo, a diferença de


MÁX 3
caminhos equivale a λ . Então:
MÍN 2
MÁX 3  y 3D
2   y 
MÍN
d D 2d
MÁX
FENDA
ÚNICA FENDA MÍN
(1°OBSTÁCULO) DUPLA
(2°OBSTÁCULO) MÁX
9. RESSONÂNCIA
Para entendermos esse fenômeno vamos exemplificá-lo.
(a) ANTEPARO (b)
O aparelho de micro-ondas funciona com esse princípio. Ao
liberar um feixe de micro-ondas com frequência de vibração
igual à frequência de oscilação natural da molécula de água,
Perceba, pela figura acima, que após a onda difratar na
este atinge o alimento, que contém grande quantidade
1ª fenda não há interferência. O que causa a interferência é
de água. Quando uma partícula tem a mesma frequência
o fato de a 2ª tela ter dois obstáculos. A onda irá difratar
de vibração que a onda a sua amplitude aumenta muito,
em cada obstáculo, formando a configuração acima. A partir
aumentando a temperatura do alimento. Dizemos que as
disso, como podemos calcular, por exemplo, a distância entre
moléculas de água entraram em ressonância.
o máximo central e o 2° mínimo?
Oscilador sem força externa (M.H.S.)

Sistema em ressonância

Da figura acima tiramos que:


∆d y
senθ  e tan θ 
d D

Como a distância entre as fendas d é da ordem de grandeza


do comprimento de onda, D>>d, logo sen  tan  , então:
∆d y
=
d D

Sendo S1 e S2 fontes coerentes, as ondas estão em fase.


Sendo assim:

178 PROMILITARES
10. EFEITO DOPPLER
EXEMPLO:
Edgar, um pai atencioso, resolve levar seu filho de Quando a fonte emissora se move em relação ao
um ano a um balanço que fica próximo a sua casa. observador a frequência para esse observador será diferente
Para que o seu filho fique submetido a um movimento da frequência real da fonte. Essa diferença entre as frequências
harmônico simples, o Edgar aplica uma força periódica devido ao movimento relativo entre a fonte e o observador é
na cadeirinha do balanço, cujo comprimento é de chamado de efeito Doppler.
1,44m. Qual é a frequência com que Edgar empurra a Vamos imaginar a seguinte situação: uma ambulância em
cadeirinha do balanço? movimento com a sirene ligada. O som que o motorista escuta
Resolução: é diferente do som que o menino e que a menina escutam,
A ideia desse exercício é perceber que toda vez que conforme mostra a figura abaixo.
a cadeirinha retorna à posição inicial o pai irá aplicar

FÍSICA II
uma força na mesma. Note que essa força não atua o
tempo inteiro no balanço, por isso trata-se de uma força
periódica, cujo período é o mesmo que o do balanço,
i.e., o sistema Edgar – balanço está em ressonância.
Para entendermos melhor, começaremos esse
exemplo calculando o período de oscilação desse
balanço:

l
T = 2π ≅ 2 l ∴ T ≅ 2, 4 s
g

Ou seja, a cada 2,4s o pai irá empurrar o filho. A Se esse carro estiver se aproximando do ouvinte, o som será
frequência com que o Edgar empurra seu filho é a mais agudo (note o pequeno comprimento da onda sonora)
mesma frequência do movimento do balanço, ou seja, e, se estiver se afastando, mais grave (maior comprimento
estão em ressonância! de onda). A distância não influencia. O que importa é se há
aproximação ou afastamento, ou seja, o que importa é a
Assim, a frequência com que Edgar empurra seu
velocidade da fonte e do observador.
filho é:
1 1 A configuração acima se dá devido ao fato que a
f= = ≅ 0, 4 Hz. velocidade da ambulância é bem menor que a velocidade do
T 2, 4
som. Ao passo que a ambulância se movimenta do centro do
Ou ainda, chamando de F a força que o pai faz na grande semicírculo (a figura está em um plano. Na realidade
cadeirinha, teremos que: trata-se de uma semiesfera) até o momento mostrado na
ωbalanço =ωF =2πf ≅ 2,5 rad / s. figura, o som, que se originou no centro, já está chegando
aos ouvintes (nos livros é comum o termo observador, apesar
de não se tratar de efeito Doppler luminoso).
Na figura abaixo temos situações de ondas sonoras
produzidas por fontes de diferentes velocidades.

Vfonte= 0 Vfonte < Vsom Vfonte = Vsom


Vfonte > Vsom

PROMILITARES 179
No último caso, o raio r mede a propagação da onda serão usados quando há um afastamento entre a fonte e o
sonora e OP representa a distância percorrida pela fonte. observador.
O cone formado pela onda de choque (similar às ondas
produzidas por uma lancha no mar) é chamado de Cone de Fonte e ouvinte em Fonte e ouvinte em
Mach. aproximação relativa afastamento relativo
O ângulo de abertura do cone ϕ pode ser medido como  v  vo   v  vo 
fap  f  som  fap  f  som 
v 
 som v fonte  
 som v fonte 
v
 r  1  v som 
  tan1    tan  
 OP   v fonte  fap > f fap < f

Voltando à ambulância. A frequência do som emitido pela


sirene é f. Qual será a frequência (aparente, já que, de fato, a
frequência não mudou) ouvida pelo menino? E pela menina?
11. POLARIZAÇÃO
FÍSICA II

Vamos começar pela menina:


A luz, conforme vimos no módulo anterior, é uma onda
eletromagnética (variação dos campos elétricos e magnéticos
no espaço e no tempo). Na figura abaixo temos uma onda
eletromagnética cujo campo elétrico varia no eixo y e o
magnético, ao longo do eixo z. Por ser uma onda transversal,
a sua propagação se dará ao longo do eixo x.

λ ap = dsom − dfonte

Chamando dsom = λ som, sabemos que o tempo desde o


início do movimento até o da figura equivale ao período T.
Sendo assim, a equação acima vira:
v v
λ ap = λsom − v fonte T = som − fonte Dizemos que uma onda eletromagnética é polarizada
f f
quando o campo elétrico assume uma direção bem definida.
v som
Onde λ ap = , então: Na figura acima, temos uma onda polarizada na direção do
fap
eixo y.
v som v som v fonte Um polarizador nada mais é que um filtro que permite
 
fap f f passar parte da onda (vamos usar a luz como exemplo):
v som
 fap  f
v som  v fonte

E o menino? Nesse caso, o que muda é que


λ ap = dsom + dfonte . Seguindo o mesmo raciocínio anterior,

teremos que:
v som
fap  f
v som  v fonte

Mas e se os ouvintes estiverem se movimentando com


velocidade v0 em relação ao solo? Empregando o conceito
de velocidade relativa, conseguimos chegar a uma expressão
mais geral: Somente ondas transversais podem sofrer polarização.
 v  vo  Portanto o som, por exemplo, não pode sofrer polarização.
fap  f  som 
 v som  v fonte  Colocando dois polarizadores ortogonais, não há
Onde os sinais de cima serão usados quando há passagem de luz.
aproximação entre a fonte e o observador. Os sinais de baixo

180 PROMILITARES
A reflexão é um fenômeno polarizador. A luz proveniente
de lâmpadas incandescentes ou a luz solar, por exemplo,
não é polarizada. Ao tocar na superfície de um lago, a parte
12. BATIMENTO

FÍSICA II
refletida fica polarizada, conforme mostra a figura abaixo:

Vamos matematizar uma superposição de duas ondas,


atendendo a seguinte condição: duas ondas de mesma
amplitude e com frequências próximas indo de encontro, uma
com a outra.
y1 ( x , t ) = Acos(k1x − ω1t ; y 2 ( t ) = Acos(k2x + ω2t )

1 indo para a direita e 2 para a esquerda. Vamos analisar a


superposição dessas ondas:
A figura abaixo representa uma superposição entre duas
ondas com frequências muito parecidas. Esse fenômeno é
chamado de batimento. Perceba que a cada 0,5 s o ciclo se
repete, ou seja, a frequência do batimento é de 2Hz.

Esse tipo de polarização que estamos é chamada de


polarização linear. Quando duas idênticas, defasadas em
90° e linearmente polarizadas, com polarização ortogonais,
se juntam, temos uma onda circularmente polarizada (os
cinemas 3D contam com esse tipo de polarização. Em uma
lente, polarização circular para a esquerda e na outra, para a
direita).

Como calcular a frequência de batimento dadas as


frequências de cada onda? Como o máximo de amplitude
acontece duas vezes por período, podemos calcular a
frequência de batimento como:
   1 
bat  2  2   fbat  f1  f2
 2 
No exemplo anterior, uma onda poderia ter 200Hz e a
outra, 198Hz, ou 42Hz e 40Hz. Mas se soubermos a frequência
resultante dessa superposição, conseguiremos descobrir a
frequência de cada onda.
2  1
E o termo está relacionado à frequência resultante
2
da superposição, chamada de frequência de envoltória
f f
fen  1 2 .
2
Se a diferença entre as frequências for superior a 15Hz, o
ouvido humano não é capaz de detectar o batimento.

PROMILITARES 181
13. LEITURA COMPLEMENTAR Onde os sinais de cima serão usados quando há
aproximação entre a fonte e o observador. Os sinais de baixo
serão usados quando há um afastamento entre a fonte e o
13.1. EFEITO DOPPLER observador.
RELATIVÍSTICO E se a direção de propagação da luz for ortogonal ao
movimento do observador? No som, não teríamos o efeito
Assim como um movimento relativo entre a fonte Doppler, mas na luz, temos. Chama-se efeito Doppler
emissora de uma onda sonora e um ouvinte faz com que este transversal.
escute uma frequência diferente da frequência emitida, um Para θ = 90°:
movimento relativo entre uma fonte emissora de luz e um
observador faz com que este observe uma luz com outra fap  f 1 2
frequência.
O desenho abaixo, feito pelo Prof. Dr. Alexandre C. Tort,
FÍSICA II

ilustra o dito acima. Uma galáxia emite radiação visível verde 14. APLICAÇÕES NA ASTRONOMIA
(frequência real), porém se essa galáxia estiver se afastando
do nosso planeta a tendência é enxergarmos uma frequência Para usarmos o efeito Doppler em grandes distâncias,
mais baixa (assim como escutamos uma frequência mais baixa correções devem ser feitas, como o uso da relatividade
quando uma fonte sonora se afasta). Essa frequência mais geral (ao invés da restrita, que é o que aprendemos em
baixa foi representada no desenho como o vermelho. Já se física moderna). O que se observa é que, para objetos muito
a galáxia estiver se aproximando da Terra, iremos ver uma muito distantes, o desvio é para o vermelho, ou seja, estão
frequência maior que o verde, azul, por exemplo. se afastando cada vez mais de nós, sugerindo que o nosso
Universo está em expansão. Porém o mesmo não pode ser
dito para objetos não tão distantes como, por exemplo, a
Galáxia de Andrômeda.
Andrômeda ou M31, ou ainda NGC 224, ou nos textos
antigos, A Grande Nebulosa de Andrômeda, está a uma
distância de 2,54±0,06 milhões de anos-luz da Terra. O
deslocamento para o azul de Andrômeda corresponde a z =
 ap  real
−0.001 (onde z  note que, se z < 0, aproximação
real
e se z > 0, afastamento), isto é, a Via Láctea e Andrômeda
estão se aproximando e devem colidir formando uma super
galáxia elíptica em aproximadamente 3,75 bilhões de anos.
A.C.Tort, Tópicos de Física Contemporânea O efeito Doppler
Galáxias que se afastam da Terra e emitem radiação no relativístico, notas da Aula – UFRJ – maio 2014.
espectro do visível tendem a ter um desvio para o vermelho,
redshift e galáxias que se aproximam, um desvio para o azul,
blueshift.
De modo geral, para a luz, a equação de efeito Doppler
é parecida com a que estudamos, fazendo as correções
relativísticas:
1 2
fap  f
1 cos

Para θ = 0°:
1 
fap  f ; blueshift
1 

Para θ = 180°:
1 
fap  f ; redshift
1 

Ou seja,
1 2
fap  f
1 

182 PROMILITARES
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 03. A qualidade do som que permite distinguir um
som forte de um som fraco, por meio da amplitude de
01. Ao sintonizar uma estação de rádio AM, o ouvinte vibração da fonte sonora é definida como
está selecionando apenas uma dentre as inúmeras a) timbre
ondas que chegam à antena receptora do aparelho. Essa b) altura
seleção acontece em razão da ressonância do circuito c) intensidade
receptor com a onda que se propaga. d) tubo sonoro

O fenômeno físico abordado no texto é dependente de GABARITO: C


qual característica da onda? A intensidade sonora está relacionada com a amplitude
a) Amplitude. do som, permitindo a distinção de sons fracos e sons
b) Polarização. fortes. Ondas sonoras de grande amplitude são ondas

FÍSICA II
c) Frequência. que transportam grande energia e já as ondas de pouca
d) Intensidade. amplitude são ondas que transportam pouca energia.
e) Velocidade.
04. Os morcegos são capazes de emitir ondas de
GABARITO: C ultrassom com comprimento aproximadamente de
A ressonância está relacionada ao recebimento de 0,003 m. Sobre as ondas emitidas por esses animais,
energia por um sistema quando uma de suas frequências assinale a opção CORRETA.
naturais de vibração coincide com a frequência de a) São ondas eletromagnéticas que se propagam no
excitação da fonte. vácuo das cavernas.
b) São ondas longitudinais.
02. Analisando a figura do gráfico que representa três c) São ondas transversais.
ondas sonoras produzidas pela mesma fonte, assinale d) São ondas mecânicas que se propagam no vácuo.
a alternativa correta para os três casos representados.

GABARITO: B
As ondas sonoras são classificadas como ondas mecânicas
por se propagarem em meios materiais apenas (no vácuo
não se propagam), com a característica de vibrarem na
mesma direção de propagação e, portanto chamadas de
ondas longitudinais.

05. Calcule, em metros, qual é o comprimento de onda


para uma onda harmônica de período T = 0,01s e
velocidade de propagação v = 20 m/s.
a) As frequências e as intensidades são iguais.
a) 0,20
b) As frequências e as intensidades são diferentes.
b) 1,0
c) As frequências são iguais, mas as intensidades são
c) 2,0
diferentes.
d) 10
d) As frequências são diferentes, mas as intensidades são
e) 200
iguais.

GABARITO: A
GABARITO: C
A velocidade de propagação de uma onda em função do
As amplitudes são diferentes, os comprimentos de onda
comprimento de onda é dada pela equação:
são os mesmos, a frequência também é a mesma e,
λ
por consequência, a velocidade da onda também é a v=
T
mesma. Como dito anteriormente, a única coisa que
Onde:
muda é a intensidade da onda (que é relacionada com
v = velocidade da onda em m/s;
a amplitude).
λ = comprimento de onda em metros;
T = período em segundos.
Logo, para os valores fornecidos, o comprimento de
onda será igual a:
λ λ
v= ⇒ 20 m s= ⇒ λ= 20 m s ⋅ 0,01s ∴ λ= 0,20 m
T 0,01s

PROMILITARES 183
IV. As ondas eletromagnéticas sempre se propagam com
EXERCÍCIOS DE velocidades menores do que as ondas sonoras.
TREINAMENTO V. As ondas eletromagnéticas, correspondentes à visão
humana, estão na faixa de frequências de 20Hz a
20.000Hz, aproximadamente, e as ondas sonoras,
01. A respeito de ondas mecânicas e eletromagnéticas, é
correspondentes à região da audição humana, estão na
correto afirmar que
faixa de frequência 420 THz a 750THz aproximadamente.
a) ambas se propagam mais rapidamente na água do que
no ar.
Assinale a alternativa correta.
b) ambas podem sofrer os fenômenos da reflexão, refração
a) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
e interferência.
b) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
c) as mecânicas podem ser vistas pelos seres humanos e as
c) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.
eletromagnéticas, não.
d) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
FÍSICA II

d) as mecânicas se propagam apenas pela matéria orgânica


e) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
e as eletromagnéticas pela matéria orgânica e inorgânica.
e) as eletromagnéticas são nocivas aos seres humanos e as 04. As figuras 1 e 2 representam a mesma corda de um
mecânicas, não. instrumento musical percutida pelo músico e vibrando em
situação estacionária.
02. A tabela mostra a classificação das ondas eletromagnéticas
em função das suas frequências.

REGIÃO DO ESPECTRO FAIXA DE FREQUÊNCIA


ELETROMAGNÉTICO (Hz)

Ondas de rádio < 3,0 x 109

Micro-ondas 3,0 x 109 a 3,0 x 1012

Infravermelho 3,0 x 1012 a 4,3 x 1014 De uma figura para outra, não houve variação na tensão da
Visível 4,3 x 1014 a 7,5 x 1014 corda. Assim, é correto afirmar que, da figura 1 para a figura
2, ocorreu
Ultravioleta 7,5 x 1014 a 3,0 x 1017 a) um aumento na velocidade de propagação das ondas
Raios X 3,0 x 1017 a 3,0 x 1019 formadas na corda e também na velocidade de
propagação do som emitido pelo instrumento.
Raios gama > 3,0 1019 b) um aumento no período de vibração das ondas na corda,
(www.if.ufrgs.br. Adaptado.) mas uma diminuição na velocidade de propagação do
som emitido pelo instrumento.
Considere que as ondas eletromagnéticas se propagam pelo c) uma diminuição na frequência de vibração das ondas
ar com velocidade 3,0 x 108 m/s aproximadamente e que um formadas na corda, sendo mantida a frequência de
radar emite ondas eletromagnéticas de comprimento 2,0 cm vibração do som emitido pelo instrumento.
As ondas emitidas por esse radar são d) uma diminuição no período de vibração das ondas
a) infravermelho. formadas na corda e também na velocidade de
b) ultravioleta. propagação do som emitido pelo instrumento.
c) raios X. e) um aumento na frequência de vibração das ondas
d) micro-ondas. formadas na corda, sendo mantida a velocidade de
e) ondas de rádio. propagação do som emitido pelo instrumento.

03. Analise as proposições com relação às ondas 05. Uma onda sonora de frequência 1.000 Hz, propagando-se
eletromagnéticas e às ondas sonoras. no ar com velocidade de 340 m/s, tem um comprimento de
I. As ondas eletromagnéticas podem se propagar no vácuo onda, em centímetros, igual a:
e as ondas sonoras necessitam de um meio material para a) 17
se propagar. b) 68
II. As ondas eletromagnéticas são ondas transversais e as c) 34
ondas sonoras são ondas longitudinais. d) 1,7 ⋅ 105
III. Ondas eletromagnéticas correspondem a oscilações de e) 3,4 ⋅ 105
campos elétricos e de campos magnéticos perpendiculares
entre si, enquanto as ondas sonoras correspondem a
oscilações das partículas do meio material pelo qual as
ondas sonoras se propagam.

184 PROMILITARES
06. O som do rádio chega até nós codificado nas ondas 10. Uma estação de rádio tem uma frequência de sintonização
eletromagnéticas emitidas pelas antenas das emissoras. de 1.000kHz. Sabendo que a velocidade da luz no meio de
Sabendo que 1MHz é igual a 106 Hz e considerando a propagação é 3,00 x 105 km/s, o comprimento de onda desta
velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas no ar estação de rádio neste meio é
igual a 3,0 x 108 m/s, o comprimento de onda e o período a) 0,30 cm
das ondas emitidas por uma emissora de rádio que opera com b) 0,30 m
frequência de 100 MHZ são, respectivamente, c) 3,00 m.
a) 1,0 m e 1,0 x 10-8 s. d) 300 m.
b) 1,0 m e 3,0 x 10-8 s. e) 300 km.
c) 3,0 m e 1,0 x 10-6 s
d) 3,0 m e 3,0 x 10-6 s 11. Um forno micro-ondas possui um magnetron, gerador de
e) 3,0 m e 1,0 x 10-8 s ondas eletromagnéticas, cujo comprimento de onda é de 12,0
cm, Sabendo que a velocidade da luz no meio de propagação

FÍSICA II
07. Luz infravermelha com comprimentos de onda entre é 3,00 ⋅ 105 km/s, a frequência emitida por este gerador é
780 e 1.400 nm tem maior penetração na pele, podendo a) 0,25 ⋅ 108 Hz
superar 4 mm de profundidade. Essa característica é bem b) 3,60 ⋅ 108 Hz
útil em aplicações em que o calor é utilizado no tratamento c) 4,00 ⋅ 108 Hz
de lesões musculares localizadas. Para essa faixa do espectro d) 0,25 ⋅ 1010 Hz
eletromagnético, as frequências, em Tera Hertz, ficam e) 4,00 ⋅ 1010 Hz
localizadas aproximadamente entre 0
a) 780 e 1.400 12. Um professor de música esbraveja com seu discípulo:
b) 380 e 210
c) 780 x 3 x 108 e 1.400 x 3 x 108 “Você não é capaz de distinguir a mesma nota musical emitida
d) 380 x 3 x 108 e 210 x 3 x 108 por uma viola e por um violino!”.
08. O sonorizador é um dispositivo físico implantado sobre
A qualidade do som que permite essa distinção à que se refere
a superfície de uma rodovia de modo que provoque uma
o professor é a (o)
trepidação e ruído quando da passagem de um veículo sobre
a) altura.
ele, alertando para uma situação atípica à frente, como
b) timbre.
obras, pedágios ou travessia de pedestres. Ao passar sobre
c) intensidade.
os sonorizadores, a suspensão do veículo sofre vibrações que
d) velocidade de propagação.
produzem ondas sonoras, resultando em um barulho peculiar.
Considere um veículo que passe com velocidade constante
13. Nos gráficos a seguir são representadas duas ondas
igual a 108 km/h sobre um sonorizador cujas faixas são
sonoras. Cada quadradinho vale 1 unidade.
separadas por uma distância de 8 cm.
Disponível em: www.denatran.gov.br. Acesso em: 2 set. 2015 (adaptado).

A frequência da vibração do automóvel percebida pelo


condutor durante a passagem nesse sonorizador é mais
próxima de
a) 8,6 hertz.
b) 13,5 hertz.
c) 375 hertz.
d) 1.350 hertz.
e) 4.860 hertz.

09. No ouvido, para a chegada de informações sonoras ao


cérebro, o som se propaga, de modo simplificado, por três meios
consecutivos: o ar, no ouvido médio, um meio sólido (os ossos
martelo, bigorna e estribo) e um meio líquido, no interior da
cóclea. Ao longo desse percurso, as ondas sonoras têm
a) mudança de frequência de um meio para o outro.
b) manutenção da amplitude entre os meios.
c) mudança de velocidade de propagação de um meio para o outro.
d) manutenção na forma de onda e na frequência entre os meios.

PROMILITARES 185
Analisando cada um dos gráficos, conclui-se que o 16. Um pescador observa que seu barco oscila na direção
a) gráfico da onda A representa um som agudo e o da onda vertical, para baixo e para cima 200 vezes em 50 s. O período
B um som grave. de uma oscilação do barco é
b) gráfico da onda B representa um som agudo e o da onda a) 4,0 s
A um som grave. b) 2,0 s
c) período e a frequência da onda B são respectivamente 8 c) 1,0 s
s e 0,25 Hz. d) 0,50 s
d) período e a frequência da onda A são respectivamente 4 e) 0,25 s
s e 0,125 Hz.
17. Quem é o companheiro inseparável do gaúcho na lida do
14. O osciloscópio é um instrumento que permite observar campo? O cachorro, que com seu latido, ajuda a manter o
uma diferença de potencial (ddp) em um circuito elétrico em gado na tropa.
função de tempo ou em função de outra ddp. A leitura do
FÍSICA II

sinal é feita em uma tela sob a forma de um gráfico tensão x Com base nessa afirmação, preencha as lacunas da frase a
tempo. seguir.
As ondas sonoras são classificadas como ondas __________ e
as de maior __________ têm menor __________.

Os termos que preenchem correta e respectivamente o período


acima são:
a) longitudinais - frequência – comprimento de onda.
b) transversais - frequência – velocidade.
c) longitudinais - velocidade - comprimento de onda.
d) transversais - velocidade – frequência.

18. Radares são emissores e receptores de ondas de rádio e


têm aplicações, por exemplo, na determinação de velocidades
de veículos nas ruas e rodovias. Já os sonares são emissores
A frequência de oscilação do circuito elétrico estudado é mais e receptores de ondas sonoras, sendo utilizados no meio
próxima de aquático para determinação da profundidade dos oceanos,
a) 300 Hz localização de cardumes, dentre outras aplicações.
b) 250 Hz
c) 200 Hz Comparando-se as ondas emitidas pelos radares e pelos
d) 150 Hz sonares, temos que:
e) 125 Hz a) as ondas emitidas pelos radares são mecânicas e as ondas
emitidas pelos sonares são eletromagnéticas.
15. A tabela abaixo apresenta a frequência f de três diapasões. b) ambas as ondas exigem um meio material para se
propagarem e, quanto mais denso for esse meio, menores
Diapasão f (Hz)
serão suas velocidades de propagação.
d1 264 c) as ondas de rádio têm oscilações longitudinais e as ondas
d2 352 sonoras têm oscilações transversais.
d3 440 d) as frequências de oscilação de ambas as ondas não
dependem do meio em que se propagam.
Considere as afirmações abaixo. e) a velocidade de propagação das ondas dos radares pela
I. A onda sonora que tem o maior período é a produzida atmosfera é menor do que a velocidade de propagação
pelo diapasão d1. das ondas dos sonares pela água.
II. As ondas produzidas pelos três diapasões, no ar, têm
velocidades iguais. 19. Analise a figura abaixo.
III. O som mais grave é o produzido pelo diapasão d3.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

186 PROMILITARES
A figura acima representa um pulso P que se propaga em uma
corda I, de densidade linear µI, em direção a uma corda II, de

02
densidade linear µII. O ponto Q é o ponto de junção das duas
cordas. Sabendo que µI > µII, o perfil da corda logo após a Acesse o código para assistir ao vídeo.
passagem do pulso P pela junção Q é mais bem representado por
a)
No estudo de ondulatória, um dos fenômenos mais abordados
é a reflexão de um pulso numa corda. Quando um pulso
transversal propagando-se em uma corda devidamente
tensionada encontra uma extremidade fixa, o pulso retorna à
b) mesma corda, em sentido contrário e com
a) inversão de fase.
b) alteração no valor da frequência.
c) alteração no valor do comprimento de onda.

FÍSICA II
c) d) alteração no valor da velocidade de propagação.

d) 03 Acesse o código para assistir ao vídeo.

Se o ser humano pode ouvir sons de 20 a 20.000 Hz e sendo


a velocidade do som no ar igual a 340 m/s, qual o menor
comprimento de onda audível pelo ser humano, em m?
e)
a) 17
b) 1,7
c) 1,7 ⋅ 10-1
d) 1,7 ⋅ 10-2

20. Uma corda de 60 cm, em um violão, vibra a uma

04
determinada frequência. É correto afirmar que o maior
comprimento de onda dessa vibração, em cm, é Acesse o código para assistir ao vídeo.
a) 60
b) 120 Uma das atrações mais frequentadas de um parque aquático
c) 30 é a “piscina de ondas”. O desenho abaixo representa o perfil
d) 240 de uma onda que se propaga na superfície da água da piscina
em um dado instante.

EXERCÍCIOS DE COMBATE

01 Acesse o código para assistir ao vídeo.

Uma onda propagando-se em um meio material passa a


propagar-se em outro meio cuja velocidade de propagação é
maior do que a do meio anterior. Nesse caso, a onda, no novo Um rapaz observa, de fora da piscina, o movimento de seu
meio tem amigo, que se encontra em uma boia sobre a água e nota
a) sua fase invertida. que, durante a passagem da onda, a boia oscila para cima e
b) sua frequência aumentada. para baixo e que, a cada 8 segundos, o amigo está sempre na
c) comprimento de onda maior. posição mais elevada da onda.
d) comprimento de onda menor.

PROMILITARES 187
O motor que impulsiona as águas da piscina gera ondas
periódicas. Com base nessas informações, e desconsiderando

07
as forças dissipativas na piscina de ondas, é possível concluir
que a onda se propaga com uma velocidade de Acesse o código para assistir ao vídeo.
a) 0,15 m/s
b) 0,30 m/s
Considere um forno micro-ondas que opera na frequência
c) 0,40 m/s
de 2,45 GHz. O aparelho produz ondas eletromagnéticas
d) 0,50 m/s
estacionárias no interior do forno. A distância de meio
e) 0,60 m/s
comprimento de onda, em cm, entre nodos do campo elétrico
é aproximadamente
(Dado: considere a velocidade da luz no ar, c = 3 x 108 m/s)
a) 2,45

05
FÍSICA II

b) 12
Acesse o código para assistir ao vídeo. c) 6
d) 4,9
Na figura abaixo, uma corda é presa a um suporte e tensionada
por um corpo esférico de 500 g, que se encontra totalmente
imerso em um recipiente contendo água. Determine a

08
velocidade com que se propaga uma onda na corda. Considere
a corda como um fio ideal. Acesse o código para assistir ao vídeo.
(Dados: massa específica da água = 1 g/cm3; volume da esfera
= 0,1 dm3; densidade da corda = 1,2 g/m; aceleração da
A figura abaixo representa uma onda estacionária produzida
gravidade = 10 m/s2).
em uma corda de comprimento L = 50 cm.

Sabendo que o módulo da velocidade de propagação de


a) 47,3 m/s ondas nessa corda é 40 m/s, a frequência da onda é de
b) 49 m/s a) 40 Hz
c) 52,1 m/s b) 60 Hz
d) 54,5 m/s c) 80 Hz
e) 57,7 m/s d) 100 Hz
e) 120 Hz

06 Acesse o código para assistir ao vídeo.

Um diapasão com frequência natural de 400 Hz é percutido


09 Acesse o código para assistir ao vídeo.

na proximidade da borda de uma proveta graduada, O morcego emite pulsos de curta duração de ondas
perfeitamente cilíndrica, inicialmente cheia de água, mas ultrassônicas, os quais voltam na forma de ecos após atingirem
que está sendo vagarosamente esvaziada por meio de uma objetos no ambiente, trazendo informações a respeito
pequena torneira na sua parte inferior. Observa-se que o das suas dimensões, suas localizações e dos seus possíveis
volume do som do diapasão torna-se mais alto pela primeira movimentos. Isso se dá em razão da sensibilidade do morcego
vez quando a coluna de ar formada acima d’água atinge uma em detectar o tempo gasto para os ecos voltarem, bem como
certa altura h. O valor de h, em centímetros, vale das pequenas variações nas frequências e nas intensidades dos
Dado: velocidade do som no ar vsom = 320 m/s pulsos ultrassônicos. Essas características lhe permitem caçar
a) 45 pequenas presas mesmo quando estão em movimento em
b) 36 relação a si. Considere uma situação unidimensional em que
c) 28 uma mariposa se afasta, em movimento retilíneo e uniforme,
d) 20 de um morcego em repouso.
e) 18

188 PROMILITARES
A distância e velocidade da mariposa, na situação descrita,
seriam detectadas pelo sistema de um morcego por quais
alterações nas características dos pulsos ultrassônicos? GABARITO
a) Intensidade diminuída, o tempo de retorno aumentado e
a frequência percebida diminuída.
b) Intensidade aumentada, o tempo de retorno diminuído e EXERCÍCIOS DE TREINAMENTO
a frequência percebida diminuída.
01. B 11. D
c) Intensidade diminuída, o tempo de retorno diminuído e a
02. D 12. B
frequência percebida aumentada.
03. E 13. B
d) Intensidade diminuída, o tempo de retorno aumentado e
04. E 14. E
a frequência percebida aumentada.
05. C 15. D
e) Intensidade aumentada, o tempo de retorno aumentado
06. E 16. E
e a frequência percebida aumentada.

FÍSICA II
07. B 17. A
08. C 18. D
09. C 19. B
10. D 20. B

10 Acesse o código para assistir ao vídeo.

A onda mostrada na figura abaixo se propaga com velocidade


EXERCÍCIOS DE COMBATE
01. C
02. A
06. D
07. C
de 32 m/s. Analisando a imagem, é possível concluir que a 03. D 08. E
amplitude, o comprimento de onda e a frequência dessa onda 04. D 09. A
05. E 10. E
são, respectivamente:

ANOTAÇÕES

a) 2 cm / 4 cm 800 Hz
b) 1 cm / 8 cm 500 Hz
c) 2 cm / 8 cm 400 Hz
d) 8 cm / 2 cm 40 Hz
e) 1 cm / 8 cm 400 Hz

PROMILITARES 189
FÍSICA II

190 PROMILITARES