Sei sulla pagina 1di 6

CONCEITUAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DE AMBIENTES EDUCATIVOS

O mundo mudou muitos nos últimos séculos e cabe ao professor, como mediador do
entre o aluno e o conhecimento, mudar também. Antigamente cabia a escola a educação
das crianças, com os pais apenas ensinando valores morais. Hoje temos mais ambientes
de aprendizagem.
Mas o que são os ambientes de aprendizagem? O texto responde: "Ambiente de
aprendizagem é um ambiente em que um indivíduo está sujeito a oportunidades de
aprendizagem, entretanto ele precisa estar aberto e aceitar este
processo, não se pode confundir como espaço físico (casa, escola, teatro, etc.)
onde ocorrem as práticas educativas. Podemos também definir, como a interação que
ocorre entre sujeitos, objetos e recursos que contribui no processo de ensino."
A classificação dos ambientes tem diferentes critérios, já que temos fatores que afetam o
processo de ensino e aprendizagem, como a "sistematização, a metodologia, o contexto,
os objetivos, os resultados e a própria autonomia do aprendiz."
Para que exista um ambiente de aprendizagem há a necessidade de uma intenção, e
vemos isso na prática educativa. Ele é dinâmico e socialmente construído, podendo ser
classificado como formal, não-formal e informal.

Um ambiente formal faz parte de um sistema institucionalizado, como uma escola ou


faculdade. Tem uma hierarquia em sua estrutura, deve seguir os ditames do Ministério
da Educação, tem seu tempo(carga horária) e espaço limitados. A duração das aulas e
disciplinas oferecidas, como o seu conteúdo, seguem um currículo e estruturado.
Aqui o ensino é mais teórico, com avaliações quantitativas e ao final se recebem
certificados. É regrada pelas PCN's. O ensino está centrado no professor, que planeja
aulas, aplica avaliações...

Um ambiente não-formal não segue as diretrizes do Ministério da Educação, é uma


formação extra escolar. Uma "atividade educacional organizada, sistemática, executada
fora do sistema formal para oferecer tipos selecionados de ensino a determinados grupos
de indivíduos."
Há uma intenção, objetivos explícitos. E aqui as avaliações são qualitativas, com
certificados de competências. Dá-se ênfase em saberes, aprendizado de habilidades,
com ensino muitas vezes interdisciplinar.
Aprende-se muitas habilidades para a vida, como cooperar com colegas, progresso..
Temos muito mais prática do que teoria no geral.
Acontece em catequeses, escoteiros...

Já no ambiente informal, a aprendizagem se dá ao longo do tempo, sem avaliações,


certificados ou mesmo intenção (apesar dela existir em alguns casos). São nossas
leituras, contatos com pessoas queridas, hobbies... Tudo é espontâneo, permanente e não
limitado a um tempo ou local.
Nesse ambiente "o indivíduo aprende através de observação, discussão, interação com
pessoas e/ou objetos e não se preocupa em ser avaliado"

É interessante destacar que o professor transita entre os três ambientes, dependendo de


como será desenvolvida a prática educativa. E ninguém aprende apenas nas escolas e
universidades, havendo interesse e desejo do indivíduo pode-se aprender de maneiras e
em lugares diferentes.
O Desafio da Qualidade da Educação

Falar sobre a qualidade da educação é algo complexo, envolvendo diversas questões.


Denúncias são feitas constantemente e nenhuma iniciativa substancial é realmente
tomada. Temos algumas reações mais inflamadas após a divulgação dos resultados de
avaliações, mas aos poucos tudo volta ao normal e continuamos a ignorar os problemas.
O fracasso escolar mostra a exclusão dos alunos, que mesmo indo à escola não
aprendem.

Muitos problemas são claros, como a avaliação, a formação e condição de trabalho dos
professores... mas não se faz nada para mudar, A gestão é muitas vezes culpada,
deixando de se ver o ambiente das escolas, o salário dos professores, a falta de recursos
e diversos outros aspectos que afetam a aprendizagem.

O fracasso não é também um fenômeno recente. "A escola burguesa foi feita para não
funcionar para todos." Assim, mesmo as escolas particulares, têm hoje um baixo
rendimento. A reprovação do 2º ano era de 50% desde 1936. Até na época que muitos
consideravam a educação pública "de ouro" ela ainda era uma "produtora do fracasso
escolar."

O currículo não é modificado muitas vezes porque as escolas particulares dizem ser bem
sucedidas ao seguir o modelo tradicional. Os resultados do PISA mostram que os alunos
de escola particulares também estão em últimos lugares. Essas escolas têm mais meios
do que a pública, com melhor posição financeira das famílias, ajuda de profissionais de
diversas áreas e melhores materiais, e pode-se atribuir seu "sucesso" a isso.

Muitos professores não estão preparados para lidar com os problemas que ocorrem em
sala de aula, reagindo de maneiras que só trazem mais problemas e dificuldades para a
aprendizagem. Assim, com todos os seus demais problemas, fica claro que a escola
burguesa, a que temos atualmente, não foi feita para funcionar. Há muito alta evasão de
alunos para não se chegar à conclusão de que há um problema grave com a escola.

Há muitas razões para os problemas de aprendizagem e a não mudança da escola, entre


eles: problemas sociais, problemas de ambiente e falta de material, falta de condições do
professor, a estrutura do currículo e os meios de avaliação.

É necessário que muito seja modificado para a situação melhorar, pessoas e estruturas.
Precisamos de "uma formação humana e profissional mais rigorosa".

"A busca de melhores condições objetivas, a valorização dos profissionais da


educação, a gestão democrática, a avaliação e a formação docente comprometidas com
um projeto de emancipação humana são caminhos para a concretização de uma nova
qualidade para a educação nacional."

Estratégias de Ensino-Aprendizagem Diversificadas


“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua
produção ou a sua construção.” Paulo Freire

As estratégias de aprendizagem são complexas, o professor deve fazer com que o aluno
se encante com o saber. Criar um ambiente onde a curiosidades, a aprendizagem e a
segurança façam parte da vivência do aluno. O docente deve saber qual é o seu objetivo
em sala de aula e como pretende alcançá-lo. Então, "o professor é considerado o
verdadeiro estrategista, no sentido de estudar, selecionar, organizar e propor as melhores
ferramentas facilitadoras da aprendizagem. (ANASTASIOU e ALVES, 2004)."

Ele deve ter uma proposta pedagógica clara, seguir um plano que traga resultados
concretos. Pode usar os conhecimentos científicos a sua disposição, sempre avaliando o
avanço da classe e com esse conhecimento decidindo o que vem a seguir.

A contextualização é muito importante no processo de ensino-aprendizagem. Trazendo


o conhecimento para o aluno dentro de seu contexto temos a possibilidade de que ele se
interesse mais, e o professor pode aprender. Há maior significação para eles.

Muitas coisas interferem no resultado esperado: "as condições estruturais da instituição


de ensino, as condições de trabalho dos docentes, as condições sociais dos alunos, os
recursos disponíveis". Os alunos devem ser envolvidos no processo, ser motivados.

Temos diferentes estratégias de aprendizagem:

• Aula expositiva dialogada


• Estudo de texto
• Portifólio
• Tempestade cerebral
• Mapa conceitual
• Estudo dirigido
• Estudo dirigido e aulas orientadas
• Lista de discussão por meios informatizados
• Ensino a distância
• Ensino a distância: solução de problemas
• Resolução de exercícios
• Ensino em pequenos grupos
• Phillips 66
• Grupo de verbalização e de observação
• Dramatização
• Seminário
• Estudo de caso
• Júri simulado
• Simpósio
• Painel
• Palestras
• Fórum
• Discussão e debate
• Oficina
• Escritório, laboratório ou empresa modelo
• Estudo do meio
• Ensino com pesquisa
• Exposições, excursões e visitas
• Jogos de empresas
• Ensino individualizado

Como ferramentas elas podem ser adaptadas e modificadas, de acordo com a


necessidade, buscando elevar os resultados do processo de ensino-aprendizagem. Ao
aprender, o aluno compreende o conteúdo, dado um sistema já estabelecido, que vai se
ampliando ou modificando.

Mudando a educação com metodologias ativas

As instituições de ensino que percebem as mudanças podem escolher dois caminhos,


um mais suave e outro mais drástico. Assim, algumas se mantem com um currículo em
sua maior parte disciplinar e outras seguem modelos mais inovadores, sem disciplinas.

A educação formal está sendo reavaliada, precisa ensinar ao aluno de maneira mais
completa, não apenas conteúdo. Assim os currículos, as metodologias, os tempos e os
espaços precisam ser revistos. A escola padronizada deve se tornar mais proativa, já que
os meios tradicionais não fazem mais sentido em uma sociedade conectada como a
nossa.

A tecnologia promove uma maior integração dos espaços e tempos. A escola passa a ser
parte no mundo físico e parte no mundo digital e o professor deve se adaptar a isso,
tendo contato com seus alunos nos dois ambientes.

Ao ensinar, na maior parte do tempo, o professor usa materiais textos e vídeos, mas é
necessário mais do que isso, precisa-se de atividades e materiais mais contextualizados.
A prática é importante também, já que muito só se aprende realmente fazendo.

Nossas metodologias devem seguir o que esperamos dos alunos, levando-os a ser mais
proativos, então as metodologias ativas são inseridas no cotidiano escolar. Assim, "Os
desafios bem planejados contribuem para mobilizar as competências desejadas,
intelectuais, emocionais, pessoais e comunicacionais". É quase sempre necessária a
presença de um profissional para orientá-los na direção correta. Jogos podem ser um
meio interessante de estimular e desafiar os alunos.

Temos no Brasil e no mundo muitas escolas que seguem modelos educacionais mais
inovadores. Muitas delas usam projetos e totalmente desestruturam o que conhecemos
como sala de aula. Elas mostram como modelos inovadores podem ser efetivos.

Nós precisamos passar menos conteúdo e tornar o aluno um ser ativo em sala de aula, já
que a aprendizagem se dá quando somos ativos. Colocar parte do conteúdo online, criar
desafios que guiem os alunos e projetos... são propostas interessantes e facilitam o
processo. Usar a tecnologia que é uma parte tão integral da vida do aluno e do professor
é importante. O docente passa a ser um curador e orientador da sala de aula, orientando,
decidindo como e o que ensinar, cuidando de seus alunos.
Podemos ver atualmente como tem crescido o modelo semipresencial e a distância.
Temos casos em que o professor é mal pago e pouco atualizado. Há também alunos que
com uma educação básica deficiente, falta de disciplina e má gestão se perdem entre os
projetos e prazos do ensino a distância. Os maiores investimentos, seja de tempo ou
dinheiro, são feitos para o presencial, e os currículos não são integrados muitas vezes,
em instituições que tem os dois.

"Prevalecerão, no médio prazo, as instituições que realmente apostem na educação com


projetos pedagógicos atualizados, com metodologias atraentes, com professores e
tutores inspiradores, com materiais muito interessantes e com inteligência nos sistemas
(plataformas adaptativas) para ajudar os alunos na maior parte de suas necessidades,
reduzindo o número de horas de tutoria, mas com profissionais capacitados para
gerenciar atividades de aprendizagem mais complexas e desafiadoras."

No futuro pouco teremos de ensino presencial, já que a tecnologia é uma parte tão
integral de nossas vidas e pode tão efetivamente ser utilizada na educação. Precisamos
unir nossas ferramentas, e valorizar os profissionais que trabalham para ajudar e
estimular nossos alunos.

A sala de aula pode ser mantida, mas temos que ter um projeto educativo mais inovador,
usar ambientes físicos e digitais, instigar nossos alunos. O Brasil sofre deficiências
históricas e estruturais, o que cria maiores desafios, mas podemos modificar esse
cenário. Cada escola deve avaliar e fazer suas mudanças, com a ajuda das famílias.
Devemos aprender com os que estão à frente de nós nesse aspecto, buscando inspiração.
Precisamos de coordenadores, professores... mais capacitados. As mudanças podem ser
feitas aos poucos, mas precisamos avançar.

Educação não formal, aprendizagens e saberes em processos participativos

O conhecimento é necessário para conduzir a humanidade, isso é um fato, mas como


adquirimos esse conhecimento, seja num ambiente formal ou não, é algo mais
questionado. O saber é "sempre resultado de uma construção histórica, realizada por
sujeitos coletivos." Assim, precisamos saber da participação social necessária nessa
produção de conhecimento.

A participação coletiva se dá quando participamos, assim quanto mais participo, mas


capacitado estou para fazê-lo. As aprendizagens construídas aqui são atribuídas ao
campo da educação não formal.

Desde a antiguidade são criadas teorias da aprendizagem. E hoje, num mundo


globalizado, mais e mais processos de aprendizado tem sido criados, revistos e sua
importância afirmada. A aprendizagem é extremamente necessária em nossa vida. O
método conteudista do passado tem sido muito criticado, percebemos que aprender é um
processo que nunca acaba, a formação de um ser humano.

Nunca se retém exatamente o que se é ensinado. retraduzimos o que foi explicado,


transformando o conteúdo em algo novo, um conhecimento elaborado. É errando que
aprendemos, tendo nossas dúvidas respondidas. " A cultura sociopolítica e cultural de
um indivíduo, sua mentalidade, é construída por reelaborações contínuas,
confrontações, resultando em ressignificações de conteúdos e produção de saberes,
quase que num processo de autoaprendizagem".

Temos a educação formal e a não formal, que é o foco do texto. O formal se dá em


escolas, universidades, ambientes onde se vai para aprender algo, receber um diploma
ou certificado, "ter uma formação". A informal se dá em igrejas, clubes, espaços de
lazer... sendo a informal sem intencionalidade e a não formal com intenção, mas
"sempre carregada de valores e culturas próprias, de pertencimento e sentimentos
herdados.".

" Na educação não-formal, essa educação volta-se para a formação de cidadãos (as)
livres, emancipados, portadores de um leque diversificado de direitos, assim como de
deveres para com o(s) outro(s)." Claro que isso deveria ser fornecido pela educação
formal, mas há uma falta de recursos, materiais e imateriais que hoje torna isso mais
difícil. Temos o bullying, drogas, carência na formação e o professor acaba não
ajudando o seu aluno tanto quanto poderia.

Assim, a educação não formal tem um enorme papel na formação do ser humano, de
cidadão pensantes e críticos, independente do sexo, etnia e condição econômica. Ela
"pode unir cultura e a política". Temos nas últimas décadas a proliferação de novas
práticas no Brasil, com ONGs e outras instituições atuando no ensino não formal.
Tivemos diversos movimentos sociais, como o movimento das mulheres, que ajudou
muitas e entenderem seus direitos e deveres, como a lei Maria da Penha. " Os
movimentos de mulheres passaram a trabalhar o tema da lei em cartilhas, vídeos e
palestras, tanto em escala local como na escala nacional."

Há uma resistência quanto a ela, já que é bem recente, e isso impede que seja tão efetiva
quanto poderia ser. As pessoas acham que educação não formal é muito importante, mas
não entendem sobre o assunto, não o reconhecem, ou sabem operacionalizá-la.

No mundo atual, aprendemos constantemente, estamos sempre em busca de rapidez e


acabamos com saberes superficiais. Aqui a autoaprendizagem é o caminho para muitas
pessoas. A auto ajuda se tornou parte da realidade das pessoas, dado todo o estímulo de
consumo. "É preciso aprendizagem sociocultural para compreender esta nova
experiência de vivenciamento do sonho, da vontade, do desejo". As lutas pelos direitos
das mulheres, indígenas... tem mais chance num mundo assim, onde o conhecimento
pode ser processado e compartilhado com facilidade.

Temos a noção de que a educação formal é uma somatória, recebida na escola com as
matérias e disciplinas. Já a educação informal que é aquela que os indivíduos assimilam
pelo local onde nasce, pela família, religião... A educação não formal se dá na formação
do indivíduo, é cheia de intenção, se relaciona as nossas vivências.

Para o crescimento de nossa sociedade o formal e não formal tem que trabalhar em
conjunto, com diretrizes gerais guiam professores, escolas e indivíduos. A não formal
deve ganhar seu reconhecimento, pois já tem seu espaço "próprio, a questão da
formação da cidadania, de uma cultura cidadã, da emancipação, da humanização".
Precisamos falar mais abertamente sobre as possibilidades e operações possíveis na
educação não formal.