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ADMINISTRAÇÃO

VOLTADA AO SETOR DE
RADIOLOGIA
Profº Humberto Gabriel

1. CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS.
O conceito de empresa, enquanto grupo de pessoas que se reúnem para alcançar um objetivo
comum, existe desde que o ser humano passou a viver em grupo.

Inicialmente, apenas para se defender de maneira mais eficiente dos ataques de outros
animais ou de outros grupos rivais; depois, para alcançar mais êxito nas caçadas ou na
produção agrícola.

Entretanto, a empresa enquanto organização formal, estruturada de forma burocrática, com


normas e regulamentos escritos, com cargos, funções e sistema de hierarquia previamente
determinados, é uma criação recente da sociedade. O desenvolvimento da organização dessa
empresa burocrática teve início na Revolução Industrial que ocorreu na Inglaterra no início do
século 18.

1.1. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. 


Foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos 18 e 19. A principal
particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com
o uso das máquinas.
Até o final do século 18 a maioria da população da Europa vivia no campo e produzia o que
consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.

Apesar de a produção ser predominantemente artesanal, países como a França e a Inglaterra,


possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos
realizavam as tarefas manualmente, entretanto subordinados ao proprietário da manufatura.

A partir desse momento, a empresa aperfeiçoou-se cada vez mais como sistema organizado,
até chegar às grandes empresas modernas, com milhares de trabalhadores, todos reunidos
numa mesma organização a trabalhar pelos mesmos objetivos.

2. CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO.
Podemos definir administração da seguinte maneira:

Administração é a realização de tarefas pré-determinadas por meio de recursos e pessoas de


maneira eficiente e eficaz. Quanto a estes dois últimos itens, podemos assim defini-los:

 Eficácia: Determina o quanto uma empresa atinge suas metas. Quanto mais alto o
grau de realização dos objetivos, mais a empresa é eficaz;
 Eficiência: Significa a realização das atividades, ou tarefas, de maneira correta e
inteligente, com o mínimo de esforço e o máximo aproveitamento dos recursos

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disponíveis. Quanto mais alto o grau de produtividade na utilização de seus recursos,
mais eficiente é a empresa.

A administração consiste em:

 Planejar;
 Organizar;
 Dirigir (Coordenar) e
 Controlar o uso de determinados recursos afim de alcançar metas ou objetivos pré-
definidos.

2.1. PLANEJAMENTO
O administrador deve pensar antecipadamente em seus objetivos e ações. Seus atos devem
ser baseados em algum método, plano ou lógica e não simplesmente em palpites. Sendo assim
devem-se traçar planos direcionados ao melhor desempenho possível no projeto que se
almeja pôr em prática. Neste contexto devemos ressaltar:

 A obtenção e aplicação de todos os recursos necessários afim de se atingir os objetivos


pré-definidos;
 A realização de atividades consistentes de encontro com os procedimentos pré-
determinados;

2.2. ORGANIZAÇÃO
É o processo de delegar e alocar o grau de autoridade e as funções entre seus subordinados,
de modo que eles possam alcançar de forma eficiente e eficaz o objetivo do seu trabalho.

2.3. DIREÇÃO (COORDENAÇÃO)


Consiste em mobilizar e acionar todos os recursos possíveis, especialmente o humano para a
realização das atividades que conduzirão ao cumprimento do que foi pré-estabelecido.

2.4. CONTROLE
Consiste em assegurar a realização das atividades relacionadas da melhor forma possível e
identificar a necessidade de modifica-las. Envolve os seguintes passos:

 Estabelecer padrões de desenvolvimento;


 Monitoramento e medição do progresso, de modo que possam ser tomadas atitudes
corretivas caso ele não seja satisfatório.

3. ATIVIDADES DO ADMINISTRADOR
 Cuidar de uma empresa ou de um campo funcional (área de atividade) pertencente a
empresa. Exemplo: Setor de radiologia, setor financeiro, recursos humanos, etc.;
 Cuidar de processos (sequência de atividades com início, meio e fim);
 Utilizar tecnologias disponíveis e adequadas;
 Lidar com as pessoas envolvida no setor;
 Atender as expectativas dos clientes/pacientes da melhor forma possível;
 Formular estratégias e planos de ação para atingir os objetivos pré-estabelecidos;
 Apresentar os resultados obtidos.

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4. CARACTERISTICAS BASICAS DE UMA ORGANIZAÇÃO
Em Administração de Empresas, entende-se por organização uma entidade social formada por
duas ou mais pessoas que trabalham de forma coordenada em determinado ambiente externo
visando um objetivo coletivo. Envolve a divisão de tarefas e atribuição de responsabilidades.

Dependendo do tipo de organização, há uma pessoa que exerce um papel fundamental nas
funções de liderança, planejamento e controle dos recursos humanos e de outros recursos
materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis na empresa.

A estrutura de uma organização pode ser formal ou informal. Uma organização formal é
planejada e estruturada seguindo um regulamento interno. Organização informal são as
relações geradas espontaneamente entre as pessoas, resultado do próprio funcionamento e
evolução da empresa.

Segundo Max Weber, intelectual, jurista e economista alemão considerado um dos fundadores
da Sociologia uma organização apresenta cinco características principais:

 Especialização;
 Hierarquia de autoridade;
 Tratamento impessoal;
 Qualificação técnica e indicação por mérito e
 Regras e regulamentos escritos.

4.1. ESPECIALIZAÇÃO.
A especialização do trabalho proposta pela administração científica, constitui uma maneira de
aumentar a eficiência e diminuir os custos envolvidos na produção. Em toda organização, cada
membro executa a tarefa previamente definida que lhe foi confiada.

Especificando as tarefas, consegue-se reduzir o período de aprendizagem, facilitando assim, a


substituição de um indivíduo por outro.

4.2. HIERARQUIA DE AUTORIDADE


Em toda organização formal existe uma hierarquia. Cada posição dentro da hierarquia
compreende direitos, deveres e responsabilidades próprios. A autoridade repousa no cargo e
não na pessoa. Cada indivíduo ocupante de determinada posição hierárquica deve dirigir-se
sempre ao que lhe é imediatamente superior sem saltar os degraus da hierarquia funcional. A
hierarquia divide a empresa em camadas, escalas ou níveis de autoridade.

4.3. TRATAMENTO IMPESSOAL


Os trabalhadores são tratados de acordo com a posição que ocupam. O tratamento não é
pessoal nem é feito em função das características pessoais ou dos problemas e sentimentos
momentâneos, mas sim de forma profissional, em função do cargo ocupado. Qualquer
comunicação deve ter em vista o interesse da organização e não o dos indivíduos.

Os trabalhadores ocupantes do mesmo cargo devem ter igual tratamento: mesmo salário,
mesmos equipamentos, mesmos direitos, etc.

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4.4. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E INDICAÇÃO POR MÉRITO
Para cada cargo deverá ser selecionado o candidato que apresentar a melhor qualificação para
a posição. O que interessa é o mérito, não o relacionamento pessoal do candidato.

4.5. REGRAS E REGULAMENTOS ESCRITOS


Nas organizações burocráticas, o comportamento dos indivíduos está prescrito em
regulamentos formais. De acordo com tais regulamentos, o indivíduo terá o comportamento
avaliado podendo ou não ser considerada a sua utilidade para os objetivos da organização. O
que vale é o que está escrito, é a regra estabelecida. O chefe, em sua avaliação, não pode
deixar que interfiram sentimentos pessoais, de amizade, inveja, etc.

CONCEITOS COMPLEMENTARES
5. EQUIPE: É um conjunto ou grupo de indivíduos aplicados na realização de uma mesma
tarefa ou trabalho.
5.1 TRABALHO EM EQUIPE: É um sistema de trabalho desenvolvido por um grupo de
pessoas onde todos se dedicam na realização de uma tarefa onde geralmente um dos
participantes assume mesmo que indiretamente a liderança.
5.2. EQUIPE MULTIDISCIPLINAR: É a formação de um grupo onde se reúnem
especialistas em diversas áreas, permitindo assim, uma troca de conhecimentos e uma
abrangência maior de habilidades direcionados a um objetivo em comum.

6. MOTIVAÇÃO
Podemos definir motivação de duas formas:

 É um conjunto de razões ou motivos que se manifestam e influenciam a conduta de


um indivíduo.
 É um impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir um determinado objetivo.

A motivação é o processo responsável por iniciar, direcionar e antever comportamentos


relacionados ao cumprimento de objetivos e envolve fenômenos emocionais, biológicos e
sociais. Motivação é o que impulsiona os indivíduos darem o melhor de si e façam o possível
para conquistar o que almejam.

Neste contexto, a motivação no trabalho influencia a disposição que o funcionário de uma


empresa tem para cumprir suas tarefas. Quanto mais motivado está, melhor vai cumprir o seu
trabalho.

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A motivação é um elemento essencial para o desenvolvimento do ser humano. Sem motivação
é muito mais difícil cumprir algumas tarefas. É muito importante ter motivação para estudar,
para fazer exercício físico, para trabalhar, etc.

7. LIDERANÇA
Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva
mentalidades e comportamentos.

A liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no papel de líder,
sem possuir forçosamente um cargo de liderança. É um tipo de liderança informal. Quando um
líder é eleito por uma organização e passa a assumir um cargo de autoridade, exerce uma
liderança formal.

O líder tem a função de unir os elementos do grupo, para que juntos possam alcançar os
objetivos em comum. A liderança está relacionada com a motivação, porque um líder eficaz
sabe como motivar os elementos do seu grupo ou equipe.

Novas abordagens sobre o tema defendem que a liderança é um comportamento que pode ser
exercitado e aperfeiçoado. As habilidades de um líder envolvem carisma, paciência, respeito,
disciplina e, principalmente, a capacidade de influenciar os subordinados.

7.1. TIPOS DE LIDERANÇA


Os três estilos clássicos de liderança, que definem a relação entre o líder e os seus seguidores,
são:

 LIDERANÇA AUTOCRÁTICA: É um tipo de liderança na qual o líder impõe as suas ideias


e decisões ao grupo. O líder não ouve a opinião do grupo;
 LIDERANÇA DEMOCRÁTICA: O líder estimula a participação do grupo e orienta as
tarefas. É um tipo de liderança participativa, em que as decisões são tomadas após
debate e em conjunto;
 LIDERANÇA LIBERAL: Há liberdade e total confiança no grupo. As decisões são
delegadas e a participação do líder é limitada.

7.2. LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES


Em uma organização, a liderança é um tema de fundamental importância, pois está
relacionado com o sucesso ou o fracasso, com conseguir ou não atingir os objetivos definidos.
Principalmente no contexto empresarial ou de uma organização, é importante saber fazer a
distinção entre líder e chefe.

Um chefe tem a autoridade para mandar e exigir obediência dos elementos do grupo porque
muitas vezes se considera superior a eles. Um bom líder aponta a direção para o sucesso,
exercendo disciplina, paciência, compromisso, respeito e humildade.

Podemos encontrar um vasto material sobre esse tema e, em grande parte, a figura do “chefe”
parece receber uma conotação negativa em detrimento à do líder. Claro que pode haver bons
chefes-líderes, mas ainda são grandes exceções: “Todo bom líder pode ser um bom chefe, mas
nem todo bom chefe será um bom líder”.

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8. AS DIFERENÇAS ENTRE LÍDER E CHEFE
Há um consenso que há diferenças significativas entre ambos os termos, e de maneira simples
e objetiva vamos abordá-las:

8.1. CHEFE
Aquele que dirige e comanda, ordena e centraliza sobre si todos os processos, tomada de
decisões, realizações etc. Não costuma pedir opinião ou ajuda para fazer ou realizar coisas.

Essa figura de autoridade acaba por causar temor e os funcionários não se sentem à vontade
para pedir orientações, pois não há abertura suficiente.

 Vê os demais membros da equipe como subordinados que são detentores de


“deveres” e “obrigações”, logo, é responsabilidade do empregado executar o trabalho
determinado, pois foi para isso que ele foi contratado;
 Principal objetivo é controlar o que se faz na empresa;
 Gerencia através de ordens;
 Voltado para o curto prazo;
 Não sabe ouvir;
 Não sabe dar feedbacks construtivos;
 Limita e define de forma restrita a área de atuação dos subordinados;
 Enfoca a administração, o presente;
 Foca apenas nos lucros e resultados;
 Culpabiliza falhas;
 Fica com os créditos.

8.2. LÍDER
Aquele que motiva e inspira com entusiasmo os demais, mostrando, com seu exemplo, quais
caminhos a serem seguidos.

Essa figura possui carisma e uma ótima relação interpessoal e poder de conduzir a sua equipe
aos resultados.

 Não veem os demais membros da equipe como subordinados e sim como


colaboradores;
 Não é temido pela sua equipe;
 Seu principal objetivo é catalisar mudanças essenciais à empresa;
 Voltado para médio e longo prazo;
 Sabe ouvir;
 Sabe dar feedbacks construtivos;
 Potencializa o poder das pessoas abrindo espaços para sua atuação;
 Enfoca o desenvolvimento, o futuro;
 Foca não apenas os resultados e lucros, mas como desenvolver e treinar sua equipe
para extrair o seu melhor;
 Corrige as falhas;
 Facilitador, gerando aprendizagem;

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 Distribui os créditos.

9. OS SEIS ESTILOS DE LIDERANÇA


Uns mais amorosos, outros mais impositivos. Cada líder tem seu estilo bem particular de gerir
pessoas. Na média, segundo pesquisas, os brasileiros tendem a ser mais coercitivos e
democráticos na hora de coordenar seus subordinados.

O autoconhecimento é fundamental para que fragilidades e fortalezas sejam administradas de


forma eficiente, sem perder o foco. Você pode até ter tendência a um perfil específico, mas
tem de ter flexibilidade suficiente para aprender e incorporar outros estilos em caso de
necessidade.

9.1. COERCITIVO
Definição da palavra: Que pode causar coerção (repressão). Que pode reprimir ou coagir.

Vigilantes e críticos, são ácidos e duros em suas críticas. Os coercitivos provocam medo em
seus funcionários, uma vez que lideram com as ferramentas de punição a postos.

 Prós: Em situações críticas. O estilo coercitivo tende a funcionar bem em situações de


emergência, onde mandar fazer é mais fácil que discutir soluções com toda a base de
empregados.
 Contras: Quando você é pouco habilidoso, não tem consciência do seu papel como
líder, não percebe o impacto de suas ações. As pessoas não se sentem livres para agir.
Esse estilo acaba com a criatividade dos funcionários.

9.2. DIRIGENTE
Definição da palavra: Aquele que dirige.

Com foco no longo prazo, o dirigente é o líder visionário, que dá direções claras para a sua
equipe, dizendo exatamente o que espera de cada um. É um estilo que exige experiência e
preparação do chefe. Sua gestão é baseada em diálogo e comunicação.

 Prós: Esse líder garante a motivação dos funcionários através da transparência. Ele
quer engajar as pessoas para que elas sintam vontade de seguir suas orientações.
 Contras: Embora o impacto desse estilo de gestão seja majoritariamente positivo, ele
não é o mais adequado para momentos de crise, uma vez que o diálogo tende a tomar
tempo e dificultar tomadas de decisões rápidas.

9.3. AFETIVO
Definição da palavra: Diz respeito à afetividade, aos sentimentos. Que possui afeição ou
características afetuosas.

Quem dá mais atenção às pessoas que às tarefas é o chamado líder afetivo. Ele trata bem seus
colaboradores e, não raro, são recompensados com lealdade e alto desempenho.

 Prós: Por ter um interesse genuíno nas pessoas, ele cria harmonia e proximidade na
equipe.

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 Contras: A linha entre o chefe afetivo e o “paizão” é tênue. O importante é manter
cada coisa em seu lugar sem levar para o lado pessoal. Este tipo de líder geralmente
encontra dificuldade entre manter o padrão de exigência e proteger os colaboradores.

9.4. DEMOCRÁTICO
Definição da palavra: Popular, que se refere à democracia; por exemplo quando o poder é
exercido pelo voto da maioria.

Consenso é a palavra de ordem do líder democrático, que tira o melhor de sua equipe a partir
da divisão de decisões e responsabilidades.

 Prós: O democrático é o melhor líder para criação de ambientes de alta performance.


Isso porque o compartilhamento das responsabilidades faz com os liderados se sintam
corresponsáveis e parte de uma construção coletiva.
 Contras: Uma equipe muito jovem e inexperiente tende a não desempenhar bem nas
mãos de um líder democrático. Ele é mais recomendado quando há uma certa
senioridade (experiência) no time. O excesso de democracia em uma equipe
inexperiente tende a prejudicar os resultados. Quanto mais sênior for o time, melhor é
o aproveitamento da experiência coletiva.

9.5. MODELADOR
Definição da palavra: Aquele que modela.

As instruções detalhadas e a alta exigência são as marcas registradas do líder modelador, que
acredita ter sempre o melhor caminho para realização de um trabalho.

 Prós: Justamente pelo detalhamento das instruções, o líder modelador acelera a


formação de pessoas e eleva os níveis de qualidade dos produtos.
 Contra: O modelador tende a fazer clones dele mesmo, por achar que está no centro
da excelência. O resultado disso é um sufocamento da criatividade da equipe, que se
sente sempre desvalorizada. A medida que você se considera uma grande referência,
ele começa a ignorar a contribuição de terceiros.

9.6. TREINADOR
Definição da palavra: Aquele que se encarrega de treinar, de instruir.

Como um técnico de time de futebol, o treinador investe tempo e esforços na compreensão


dos pontos fortes e fracos de cada membro da sua equipe. O objetivo é trabalhar com eles
para que o desenvolvimento pessoal gere bons resultados.

 Prós: Preocupado em conhecer sua equipe, o treinador conversa muito, se interessa


em conhecer cada um, com foco sempre no longo prazo. É perfil ideal para a formação
de novos líderes.
 Contras: Esse é um tipo de chefe que assume grandes riscos para deixar que as
pessoas evoluam naturalmente. São mais expostos, portanto, a erros.

E afinal de contas, qual é a melhor forma de liderança? Líderes com os melhores


resultados não fazem uso de somente um desses tipos. Em uma semana, por exemplo,
são utilizados diversos estilos. Com a prática, gestores podem, ainda, adaptar esses
comportamentos para produzir resultados poderosos, transformando a arte da liderança
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em ciência. E lembre-se! Para liderar é preciso conduzir com base em pontos fortes e não
ficar restrito a títulos ou cargos.

10. ADMINISTRAÇÃO DO SERVIÇO DE RADIOLOGIA


CDI – Centro de Diagnóstico por Imagem
A administração de um CDI envolve cinco grandes atividades:

 Controle da rotina de realização de exames;


 Implantação e manutenção de equipamentos geradores de imagem nos diferentes
métodos;
 Informatização do setor de diagnósticos e implantação das redes de comunicação e
arquivos de imagens;
 Controle de materiais e insumos utilizados na realização dos exames e
 Administração de recursos humanos.

10.1. Controle da rotina de realização de exames


O exame radiológico tem início com a solicitação médica feita por outro profissional
legalmente autorizado, através do pedido de exame. Este deve ser preenchido de forma clara
e legível e mencionar o exame solicitado de forma detalhada, acompanhado de um pequeno
resumo da história clínica do paciente, dos objetivos do exame e das hipóteses diagnósticas. O
pedido de exame deve estar devidamente assinado por quem o solicita e incluir o registro do
profissional nos órgãos competentes.

O setor de recepção do CDI recebe o pedido e, dependendo da natureza do exame, efetua seu
registro e encaminha o paciente à sala de exames correspondente. Alguns exames precisam
ser pré-agendados, pois demandam preparo do paciente ou necessitam maior tempo para sua
realização e devem obedecer à ordem do serviço.

Entre os exames que necessitam de pré-agendamento podemos citar:

 Exames radiológicos com contraste: EED. Trânsito intestinal, Enema opaco,


Uretrocistografia, Histerossalpingografia, Angiografias, etc.
 Biópsias.
 Exames com anestesia
 Exames de tomografia computadorizada.
 Exames por ressonância magnética.
 Mamografia.
 Exames de ultrassonografia.

Os exames de radiologia convencionais normalmente não necessitam de pré-agendamento,


sendo os pacientes prontamente atendidos.

Uma vez registrado o pedido, o paciente é conduzido pelo pessoal de enfermagem à sala de
radiologia. Recebe vestimentas adequadas e é preparado para a realização do exame. O
profissional que realizará o procedimento radiológico (técnico ou tecnólogo em radiologia),
iniciará o exame obedecendo estritamente o solicitado no pedido e permanecerá com o
paciente até sua conclusão. Se necessário, solicitará assistência de enfermagem.

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O exame então é levado à sala de laudos. Nessa sala, o médico radiologista analisa as imagens
realizadas, os eventuais exames anteriores e as informações anexas. O médico conclui seu
laudo e o encaminha ao setor de digitação, onde o texto é formatado, retornando
posteriormente para o médico fazer a conferência final e assinar o respectivo laudo médico.
Nesse momento, o exame pode ser considerado concluído e seguirá para o setor de guarda de
exames, onde o paciente fará sua retirada na data estabelecida.

10.2. Controle de materiais e insumos utilizados nos exames radiológicos.


Os principais materiais e insumos utilizados em radiodiagnóstico são:

 Filmes radiológicos;
 Meios de contraste;
 Dispositivos de armazenamento de imagens;
 CDs, Discos ópticos, Fitas magnéticas;
 Cateteres e outros instrumentos descartáveis, que são utilizados nos procedimentos
de intervenção e na assistência de enfermagem.

Os filmes radiológicos devem ser armazenados em local livre de umidade e ao abrigo da luz e
de radiações ionizantes. As caixas devem ser estocadas na posição vertical e devem ser
observadas se as datas de vencimento estão no seu prazo de validade, separando as caixas que
ultrapassarem esse limite.

Os meios de contraste também devem ser armazenados ao abrigo da luz e de radiações


ionizantes e ser usados imediatamente após a abertura do frasco, admitindo-se o
aproveitamento em até 4 horas depois da abertura do frasco, desde que mantidas as
condições de assepsia e de proteção às contaminações. Contrastes não devem administrados
sem antes interrogar o paciente quanto ao seu potencial alérgico. Seu uso será contra-indicado
na presença de manifestação adversa pelo uso dessas substâncias.

Dispositivos de armazenamento de imagens, como CDs, DVDs, discos ópticos e fitas


magnéticas, necessitam de armazenamento em condições semelhantes às dos equipamentos
de informática. Esses dispositivos costumam ser uma opção barata de armazenamento de
imagens, já que permitem grandes quantidades de imagens em uma única mídia.

Os cateteres utilizados nos procedimentos de intervenção são relativamente caros e


apresentam indicação de seus fabricantes para serem utilizados uma única vez (single use).
Essa prática obriga ao controle eficiente desses materiais, evitando-se contaminação, quebras
e outras avarias que possam inviabilizar seu uso.

Os materiais utilizados nos processos de intervenção e na assistência de enfermagem são, em


geral, descartáveis e costumam apresentar baixos custos. No entanto, sua utilização em níveis
moderados e controlados evita o desperdício e deve ser uma prática adotada na rotina do
serviço.

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11. Administração dos recursos humanos
O CDI é um setor altamente especializado. Envolve a manipulação e operação de complexos
equipamento de diagnósticos por imagem e utiliza fontes de energia com radiação ionizante
que, sabidamente, pode produzir graves danos à saúde humana. Por essas características, os
responsáveis por esse setor só devem contratar pessoal qualificado e devidamente habilitado
ao exercício legal de suas funções.

Os principais profissionais especializados que atuam no setor de diagnósticos por imagem são:

11.1. Médico radiologista


Médico de formação generalista, registrado no competente Conselho Regional de Medicina e
com título de especialização obtido junto ao Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e
Diagnósticos por Imagem.

Entre suas principais atribuições destacam-se:

 Supervisionar a proteção radiológica;


 Realizar procedimentos radiológicos de intervenção;
 Realizar e/ou supervisionar exames radiológicos realizados com meios de contraste;
 Emitir laudos médicos em todos os procedimentos radiológicos que assim
necessitarem.

11.2. Técnico e Tecnólogo em Radiologia


Profissionais com formação especializada em técnicas radiológicas em nível de graduação
(tecnólogo) ou em nível médio (técnicos). Devem estar registrados no Conselho Regional de
Técnicos em Radiologia da jurisdição em que pretendem trabalhar.

Entra suas principais atribuições destacam-se:

 Realizar exames radiológicos simples ou com meio de contrastes sob a supervisão do


médico radiologista;
 Operar os diversos métodos de obtenção de imagens em CDI, com destaque para:
radiologia convencional, tomografia computadorizada, exames radiológicos no leito e
centro cirúrgico, hemodinâmica e ressonância magnética;

11.3. Enfermeiro, Técnico em enfermagem e Auxiliar de Enfermagem


Os profissionais de enfermagem que atuam no CDI são:

 Enfermeiro (nível graduação);


 Técnicos de Enfermagem e Auxiliares de Enfermagem (nível médio). Devem estar
inscritos no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição.

Entre as principais atribuições desses profissionais destacam-se:

 Prestar assistência de enfermagem aos pacientes recebidos no CDI;


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 Prestar assistência de enfermagem nos exames especializados, em auxílio aos
profissionais envolvidos na realização desses exames;
 Administrar e controlar o estoque de materiais e medicamentos comuns ao CDI.
 Preparar e administrar medicamentos prescritos pelos médicos do serviço, bem como
meios de contraste necessários para a realização dos exames.

12. Meios de contratação

12.1. Contratação em regime de CLT.


A principal forma de contratação de pessoal técnico especializado em CDI ainda é a relação
contratual com carteira assinada, nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essa
forma de contratação é relativamente segura e oferece vários benefícios.

Entre os principais benefícios dessa forma de relação cabe destacar o piso salarial estabelecido
em dois salários mínimos, acrescidos a esses valores 40% a título de insalubridade por uma
jornada de trabalho de 24 horas semanais (Lei nº 7.394/85) e aposentadoria especial devido a
insalubridade.

12.2. Contratação em regime de terceirização.


A terceirização é uma relação contratual moderna que confere ampla liberdade para as partes
envolvidas. O tomador de serviços (hospital, clínica, laboratório, etc.) repassa uma parte de
suas atividades a uma empresa legalmente constituída, formada por profissionais habilitados
na forma da lei.

12.3. Contratação por cooperativas de serviços.


A lei que rege a constituição e o funcionamento das cooperativas é a de nº 5.764/71. Essa lei
estabelece que não há vínculo empregatício entre o cooperado e a cooperativa, pois, a relação
do cooperado com a cooperativa é de dono. Também estabelece que não há vínculo
empregatício entre o cooperado e o cliente da cooperativa para o qual ele presta serviços, pois
é caracterizada uma relação civil, e não trabalhista.

Na área de radiologia e diagnóstico por imagem, a cooperativa geralmente tem como objetivo
a prestação de serviços técnicos radiológicos por meio de contratos firmados com órgãos
públicos municipais, estaduais, federais, além de autarquias ou com entidades particulares, e
esses serviços podem ser executados por seus associados de forma coletiva ou individual.

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Como vimos, é imprescindível aos profissionais envolvidos no CDI, conhecer os principais
conceitos de radiologia, possibilitando uma visão clara de como administrar materiais de
consumo, equipamentos e coordenar métodos que objetivam obter melhores resultados sobre
produtividade com mínimas perdas, considerando sempre o princípio ALARA, baseado nos
modernos conceitos sobre Qualidade.

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