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O ESTADO ATUAL

Do BIODIREITO
MARIA HELENA DINIZ
Mestre e Doutora em Teoria Geral do Direito e Filosofia do Direito pela PUCSP.
Livre-docente e Titular de Direito Civil da PUCSP por concurso de títulos e
provas. Professora de Direito Civil no curso de graduação da PUCSP.
Professora de Filosofia do Direito! de Teoria Geral do Direito e de Direito Civil
Comparado nos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Direito da
PUCSP. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Direita Civil Comparado nos
cursos de pós-graduação em Direito da PUCSP. Membro da Academia Paulista
de Direito (cadeira 62— patrono Gswaldo Aranha Bandeira de MeIlo), da
Academia Notarial Brasileira (cadeira 16— patrono Francisco Cavalcanu Pontes
de Miranda), do Instituto dos Advogados de São Paulo e do Instituto de Direito
Comparado Luso-Brasileira Presidente do Instituto Internacional de Direito.

O ESTADO ATUAL
DO BIODIREITO

10, cdiçao

Rcvisra, aiiriientada e atualizada

2017

saraivam
IS1311 078-85-472-1571-4

DADOS IMTffiNACIWZAIS DE dATAI00AÇO NA PUflLICÇO (OIP)


NOÉLiCA ILACOU CKaU,7057

Diniz, Ma4a Heena


O estado atuai do biodireito / Maria Helena Diniz. - 10. ed.
soRos saraivais - Sto Paulo: Si. 2017.

Av. das Nações Unidas, 7.221 1 0 andar, Setor 1. Biobtica 2. Direito e hiolúgia 1. Titula.
Pinheiros - Saio Paulo - SP - CEP 05425-902

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Índice para catIogo sistematico:


1. BiadireitD 345?
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Vice- p re si de file CIa udio Lanem
flirelora editorial Havia Alvos Bravin

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Consultor acadêo,ioo F'Âurilo Angeli Dias das Santos

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clareemo e novos Projetas Renata Pasc'iat Multar
Concursos Rotrnrto Navarro
Legislaçãa e doutrina Thais de Camargo Rodriques

Edição Brijna Schlindwairi Zeni


Data de techamenlo da ediçãu: 24-1 0-2016
Produção editorial Ana Cristina Garcia (000rd.}
Lucraria Comem 8h ira kawa
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Ciarissa Borasohi Mana (coordj
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Ao Sr.JORGE EDUARDO SARAIVA,a quem devo o
Surane Vellendi
(
Tatiana dos Santos Romão
CL r2sl CAE[ 1t1115 incentivo pai-a continuar escrevendo, pela coi ifiança em i iii

Tiaqo Dela Rosa sempre depositada,

Oiagramaçãn e revisão Know-How Editorial


e

Comunicaçãu e MKT Elaine Cristina da Silva


Capa Tiago Dela Rosa ao Dr. MAIUJM DAVID CURY, pelo auxílio e apoio a
Prouço gráfica Marli Rampim
minhas reflexões 'las áreas da ciência médica e da bioêtica.
Impressão e acabamento Gráfica Payni
ANTES DE TUDO O SER HUMANO
'Ido vua nesta terra
COOU) Um cstrwiho
ou COO O ztill turista tia natureza.
Viva ,ieste niundo
como na casa do seu pai:
creia no triro, na terra, no mar,
'lias au tes de (tido creia no ser humano.
A,,,, as nuvens, os carros, os livros,
lias autes de tudo ame o ser h?lmaio
Sinta a tristeza do ramo que seca,
do astro que se apaga,
do animal ferido que agoniza,
nas antes de tudo
sinta a tristeza e a dor do ser humano.
Que lhe deem alegria
todos os bens da terra:
a sombra e a luz lhe deeiii alegria,
as quatro estações lhe deepu alegria,
noas sobretudo, a mãos cheias,
lho dê alcg ria o ser ii lona ti o
Nazim Hikna
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ÍNDICE

Preftíc(o ......................................................................................... 23

Capítulo 1— BIOETICA E BIODIREIlO ................................... 25

1. Biodireito ante a nova imagem da ótica tnédico-cientifica ........ 25


2. Bioética ................................................................................. 33
la) Sua delimitação conceirual e seus problemas ..................... 33
2.b) Princípios bioêticos básicos .............................................. 38
3 O respeito à dignidade humana como paradigma da ordem
jurídica do Estado Democrático de Direito, ........... 41
4 Bioética, biodireito e humanismo jurídico, ........... - ... 44

Capítulo II - MICROBIOÉTICA: QUESTÕES ÉTICO-JU-


RIDTCAS.............................................................................. 46
1. Proteção à vida humana - ........................................................ 46
1.a) Inviolabilidade constitucional do direito à vida .............. 46
1.b) Tutela civil e penal da vida humana.... .................. 49
1.c) Princípio do primado do direito à vida,.......... ................ 51
2. Direito ao nascimento ............................................................. 52
2,a) Direito de nascer............................................................ 52
2.b) Probleniaticidade ético-jurídica do aborto ..................... 55
2.b.1) Breve nota introdutória .................................... 55
21,2) Abono: sua delimitação conceirual e classificação 57
2.b.2.1) Conccituaçào ..................................... 57
21.22) Modalidades ....................................... 58
2.b.3) Incriminação da prática abortiva ao longo da bis-
tória do direito... .................. .......... ........... 61

13
2.b.4) Aborto criminoso 63 5.b) Esterilização eugênica dos anormais e de criminosos por
2.b.4.1) Definição e configuração jurídica 63 desvio de sexualidade ..................................................... 193
2.b.4.2) Espécies de aborto criminoso previstas 5 .c) Esterilização terapêutica ................................................. 196
na legislação penal braileira ................ (r6 5. d) Esterilização cosnietolõgica ............................................ 1 97
1b.4.3) Prova da existência do crime de aborto (19 Se) Esterilização por motivo econômico-social ..................... 197
2.1c4.4) Solução da antinoinia de valoração 70 5 .f) Esterilização voluntária para fins de planejamento íainihar, 197
2.h.5) A prática da interrupção seletiva da gravidez e o 6. Saúde flsica e mental ...............................................................
199
alvarájudicial .................................................... 71 6a) Direito a saúde física e mental ,,,.....,,.....,,,,,.,,.........,,,, 99
2.b.6) Aborto legal., . ................................ ........... 88
6b) Direito sanitário e bioética social .................................... 224
2.h.7) Análise dos argumentos pró-aborto sob unia
6.c) A ética nos desastres de massa e 'a medicina de risco ou de
dimensão científico-jurídica .............................. 108
catástrofe ....................................................................... 225
2.h.7.1) Generalidades ..................................... 108
6(1) Controle de infecção hospitalar ...................................... 228
2.b.7.2) Aborrismo ideológico.... . — 1 Ú8
—— ...........
6e) Direito à incoluniidade da mente como um dever a ser
2.b.7.3) Abortisnio socioeconômico 114 respeitado por todos ....................................................... 231
2.h.7.4) Abortisnio privado ............................. 118 61) C)fensasã integridade psíquica como lesões à liberdade
2.b.8) Reflexões sobre a desci iininalização do aborto .. 124 rumal da pessoa ........................................................... 232
2.c) Direito ao respeito à vida hutiuna e a paternidade res- 6g) Tutela jurídica 5 saúde da mente ..................................... 233
ponsável como problemas da bioética ............................. 141 6h) Autonomia da vontade do portador de doença mental 238
2.d) Sugestões de legefirenda voltadas ao movimento pró-vi- 6.i) Problemas hioéricos CIO tratamento psiquiátrico involuntário 242
da e ao programa de planejamento familiar 144
integridade
.....................
6.j) Direito à psíquica e física do acusado e do
3. Os direitos do embrião e do nascituro e a responsabilidade condenado ....................................................................
247
civil por dano morai e patrimonial .......................................... 150
7 A AIDS e o direito .................................................................. 302
4. Maternidade e paternidade responsável e planejamento familiar 168
7.a) Controle da higidez do sangue ....................................... 302
4.a) I'roteçãojurídica à maternidade ..................................... 168
7h) Questões ético jurídicassuscitadas pela AIDS- ............... 304
4.b) Direito à maternidade da presa 175
imunodeficiência
.......................................
7h1) Triagem sorológica do vírus da
4c) Explosão demográfica e con&ole da natalidade ............... 179 humana (111V) .................................................. 304
4.d) O direito reprodutivo-sexual, o direito à descendência e 7.1,2) Proteçãojurídica da dignidade dos portadores do
o planejamento familiar como parãmetros da política virus da imunodeficiência humana (1-11V) e dos
populacional .................................................................. 182 doentes da síndrome da in,unodeficiência ad-
4.e) A liberdade sexual responsável e a escolha de métodos quirida (AIDS) .................................................. 310
anticoncepcionais ........................................................... 186 7±3) Direitos e deveres do profissional da saúde infecta-
5. Esterilização humana artificial 190 - do pelo HIV e peloVllB .................................. 321
5.a) Noções gerais .................................... ................ ............. 190 S. Transfusão de sangue ............................................................... 323

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13.d.1) Engenharia genérica e biotecnologia . 589 , 13.e.6) Modelos textuais ..............................................
781
13.d2) Projeto Genoma Humano (PGH) e bioética ..... 595 13,e.6.1) !nstrumento de doação voluntária de
13.d.3) Diagnose genética no ser humano..., , ....... - , - 606 oócitos ..............................................
784
13d4) Terapia gênica, aconselhamento genético, des- 3.e.69) Acordo de criopreservação do sêmen 785
construção do espectro do eugenismo e o res- 13.e.6.3) Informe de consentimento para técni-
peito aos direitos das pessoas portadoras de de- cas de fertilização assistida (FIV/ICSI/
ficiência fisica ou mental ................................... 613 GIFT/PROST) ................................. 788
13.d.5) Manipulação genética humana e seus limites ..... 633 1 3.e.6.4) Instrumento de autorização para ferti-
13±6) Intervenções científicas em embriões humanos lização in vitro com oócito doado 792
e a polêmica dos embriões excedentes.....,,, ...... 639 13.e.6.5) Informe de consentimento pai -a conge-
13.d.7) Clonagem ......................................................... 669 lamento e preservação de pré-em-
1 3.d.7.1) Etiologia histórica da clonageni ......... 669 briões (pró-uucleados, multicelulares
e blastocistos) ..................................... 794
13.d.7.2) Clonagein humana e técnicas de cio-
13c,6.6) Instrumento de autorização para o
nação ............................................... 675
uso de embrioes doados ou cedidos
1 3 .d .7.3) Clonagem de seres humanos e biodireito 683 gratuitamente ..................................... 799
1 3. d. 8) I'atentes sobre material genético huniai o: sim 13.f) Comités de Ética em Pesquisa...._. ..... ....... 801
ounão 7 ............................................................. 70'
13.g) Necessidade de um novo estatuto jurídico-penal voltado
13.d.9) Dilemas éticos da medicina prediriva ante o trinô- à criminalidade genética .................................................
803
mio médico-paciente-indústria biotecnológica 707 -

14 . Tortura medica .......................................................................


807
1 3.e) As novas técnicas científicas de reprodução humana as-
15. A importância e as funções dos Comitês de Ética Hospitalar 808
sistida
............................................................................ 711
16. Relação médico-paciente ........................................................
811
13,1) Fertilizaç5o humana assistida e situações dela
decorrentes ...................................................... 711 16.a) Deveres dos médicos ......................................................
811
13.e2) Problematicidade da inseminação artificial ......... 717 16 h) O sigilo médico para a preservação da confidencialidade
e da privacidade do paciente... . ........ 830
13.e.2.1) Conceito e modalidades 717
— .............. — .......
....................

1 6.b.1) O sigilo como uni dever prima/ar/e decorrente da


13.e.2.2) Argumentos ético-jurídicos em torno
da inseminação artificial homóloga e natureza confidencial da relação médico-paciente 830
heteróloga ......................................... 718 16.b.2) A questão da quebra da confidencialidade e da
1 3.e.3) Ectogénese ou fertilização in vitro e suas conse- privacidade.,... .... ... —— ......... — ......... ......... 832
quências jurídicas .............................................. 733 16.h.3) Prontuário e boletim médicos ...........................
836
13,4) Sugestões de lege ferenda para um anteprojeto 16.b.4) A informática e o segredo médico ..................... 839
sobre reprodução humana assistida ..................... 739 16.h.5) Cessação da obrigatoriedade da preservação do
13.c.5) Bioética e reprodução humana assistida ............. 781 segredo médico .................................................
839

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PREFÁCIO

Razões não faltam para justificar este nosso estudo sobre bioérica e
hiodireito, poiso admirável mundo novo", antevisto por Aldous I-Juxley em
1946, saiu, nos últimos trinta anos, da utopia ou da ficção para tornar-se uma
realidade, trazendo riscos e beneficios a todos.
Ceio os transtornos e destruições causados por guerras mundiais, com
a possibilidade de traia sfor maçã o do patrimônio genético, com o triunfo da
revolução biotecnolôgica e da fissão nuclear e com o crescente poder tecno-
lógico sobre o corpo e a mente, como se poderia falar. num ambiente de
diálogo livre e respeitoso, em sadia qualidade de vida e dignidade da pessoa
humana ,,,i as ti at' tas indicadas pela hi oética e pelo bi odi rei to?
Os avanços tecnológcos na seara da medicina e da saúde, o anúncio de
i-esimltados fantásticos da biologia molecular e da engenharia genética, inclu-
sive no meio ambiente, e as novas práticas biomédicas resultantes do desco-
brimento do DNA recombinante, além de colocar em risco o futuro da
humanidade, por conter, em si mesmos, os poderes de criação e destruição
da vida e da natureza, dão ensejo à exploração econômica, ante o irresistível
fascínio de desvendar os mistérios que desafiam a argúcia da ciência, e à
imposição de unia perigosa e injustificada autoridade científica, que podem
gerar resultados esteticamente desastrosos e problemas ético jurídicos volta-
dos 3 vida, à morte, ao paciente terminal, à sexualidade, à reproduço huma-
na, às tecnologias conceptivas, à paternidade, à maternidade, à filiação, ao
patrimônio genético, à correção de defeitos tísicos e hereditários, ao uso de
material embrionário em pesquisas, à eugenia, às experiências farmacológicas
e clínicas com seres humanos, ao equilíbrio do meio ambiente, à criação de
seres transgênicos, à clonagem, ao transplante de órgãos e tecidos humanos,
à transfusão de sangue, ao mapeamenro sequencial do genoma humano, ao
patemiteamento da vida, à mudança de sexo etc. Tudo isso levou-nos, apesar
de nos faltar engenho e arte, a refletir, pensar e repensai-, por constituir um
sintoma de frustração e desequilíbrio existencial, uma receita infalível para a
coisificação do ser humano e um terrível processo para a liquidação da hu-
manidade a longo prazo.

23
om essa iiov:i Li cela criada pci.i iii oteril oci iicia, que interfere na orde i
natural das coisas para "bri 1 icar de 1 )eus'' su rgiti ri nu vigorosa reação da
ética e do direito. C] Li e. aqui procti rl 'tios ress,I itar. i 'eii do com qu e o respei -
to à d gil idade da pessoa li Ii til lia a o vai oi-foi te eni todas as situações,
apontando até onde a nianiptilação da vida pode chegar sem agredir.
CAPÍTULO 1
onio acreditai tios que a dit3 nei a cii 1w o iii ipossíve 1 e o possível está
boa vontade e 'Ia COi Isc 1 &l1 e ia dos liame is. apresei ramos, dentro de nossas
l,nii rações, ao grande público estas nossas reflexões ep isteili ológi cas sobre os BIOÉTICA E BIODIREITO
probleii ias hi o&ricos e hi oj ti rídicos, 01 ri a esperança de que os ca nimbos
apontados possam, em melhores mãos, mudar os destinos do inundo.
Maria Helim, Diniz 1. BIODIREITO ANTE A NOVA IMAGEM DA ÉTICA MÉDICO-
-CIENTÍFICA
Mas, por que bioética? Que é e para que serve o biodireito?

Essas indagações surgem rao razão da perplexidade e do forre i rupacto


social provocados pelos problemas decorrentes das inovsçócs das ciências
h ion,édi (- as, da engenharia genética, da embr i ologia e das altas ter:! i ologi,is
aplicadas à saúde.

Q tI e novidades são essas? 1 )ei are tias. pod emos .i qu i a p01 Lar:
a) O progresso científico que vem alterando o agir da medi ci na t rad i cio-
nah Deveras, há alguns anos, corno se poderia talar eni legalização da euta-
násia ou ,,,editar que u m doente terminal pudesse ser mantido, por vários
anos, flutua IJTI em estado vegetativo irrevcrsvel? Ou que um deficiente
mental ou crini 0050, voltado à prática de delitos sexuais, pudesse ser co ii
pu soriari 'ente esterilizado? Ou i tie fossei ri possíveis a InSCeun,iÇãO ar Li tic ial
pos r m,rtent e a feit ilização n vi(ro conce bendo-w uni ser h u n'no fora do
útero para ulterior implantação? 0u que se falasse ciii iii ães pôs i ii ei opau-
sa ou subs ti Lutas? Ou que houvesse conflito de patcr i riade ou mate r tida-
de sobre urna rnnesina criança, ciii razão de reprodução huniatia assistida?
01, que se do nasseni seres li unia', os d escerebrados para servi rei n de re po-
sitórios de órgãos para seus pais genéticos ou para terceiros? Ou que se
fizesse uni clone do clone? Ou que alguém gerasse unia criai iça para o fnii
exclusivo de doar tecido iiicdular para outro filho seu? Ou que se fect,n-
dasse óvulo de macaco corri sêmen h u ri ia no para produção de uni ser hí-
brido, destinado a efetuar serviços repetitivos e penosos?t Ou que surgisse

L VidrAxd Ka]iii,An udjer way of'iki'ig I;"nbs, IVaf'rrc, 386:119: Brtiticrto Chiarei',
L'Eaprrso 17-7-1987: ejiiiïe Espi'iosa, Qnnrie de I,iOéficc& Sio I.wIo QuI.Idr3nre. 1998. p 5-7-

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Esclarece-nos Frankcna 37 quc esse princípio não aponta os meios de tais censo: a cada pessoa unia parte igual, conforme suas necessidades, de
distribuição do bem e do mal, apenas pede que se promova aquele, evitando- acordo com seu esforço individual, com base em sua contribuição á socie-
-se este- Se se mau ifestaren exigências conflitan tes, o i i ais que se poderá dade e de co, ifornuda de com seu n lérito e
fazer éaconselhar que se consiga a maior porção possível de bem em relação A bioêtica deverá ter tais princípios como parâmetros de suas investi-
ao niai. Beauchainp e Childrcss. por sua vez, ponderam que a beneficência é gações e diretrizes.
uma ação feita em beneficio alheio, por estabelecer o dever litoral de agir em
beneficio dos outros. Duas são as regras dos atos de beneficência: não cau- 3. O RESPEITO A DIGNIDADE HUMANA COMO PARADIGMA
sar dano e maxinlizar os heneficios, minimizando os possíveis riscos 3 DA ORDEM JURÍDICA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE
O princípio da imo maleficência é um desdobramento do da beneficência, DIREITO
por conter a obrigação de não acarretar dano intencional e por derivar da
Os hioeticistas devem ter como paradigma o respeito à dignidade da
máxima da ética módica: pricnuni non nocere4Ll.
Lck - pessoa humana, que é o fundamento do Estado Democrático de Direito (CE,
O princípio da justiça requer a imparcialidade na distribuição dos riscos art. 12,111) e o cerne de todo o ordenaniento jurídico. Deveras,a pessoa hu-
e heneficios, no que atina à prática médica pelos profissionais da saúde, pois
mana e sua dignidade constituem fundamento e fim da sociedade e do Esta-
os iguais deverão ser tratados igualmente. Pode ser também postulado, através do, sendo o valor que prevalecerá sobre qualquer tipo de avanço científico e
dos 11 eios de coniu nicacão, por terceiros ou instituições que defendem a vida tecnológico. Consequentemente, não poderão bioótica e biodireito admitir
ou por grupos de apoio à prevenção da AIDS, c unas atividades exercem in- conduta que venha a reduzir a pessoa humana à condição de coisa, retirando
fluência na opinião pública, para que não luja discriminações 4 . dela sua dignidade e o direito a unia vida digira 4 '.
Esse princípio, expressão da justiça distributiva, exige unia relação equ- Significativas são as palavras de Gebler de que 'o direito deve aceitaras
nialie nos beneficio,, riscos e encargos, proporcionados pelos sei viçosde descobertas cientificas cuja utilização não se demonstre contrária à natureza
saúde ao paciente. Mas quem seria igual e quem não seria igual? Quais as do homem e de sua dignidade. O direito, como a biologia, parte da observa-
justificativas para afastar-se da distribuição igual? 1-lá propostas apresentadas
pelo BeTmoni Report de corno os beneficies e riscos devem ser distribuídos,

42 Ethi e at gii ti deI inc s for di e pio tectiori of b o na ii subj ccts. Bel, co Report, Washii igto n,
197*
pliysiciui. 1_ondota, I772:Joaquiiii Clotet, Por que bioética?. Biohica.cit, p I7:Pessini e Barnhi- 43 Vide Emerson (;airia, Digiaidade da pessoa humana: referencial nietodo!ôgico e reginie
fotitaitie, Pmí,iewas asnais ciii I,iiitica, 1996, ii 44; 1 Iubert l.-epargneur, Força e fraqueza dos juridico. De par, 8:137-63; Helena Regina L- da Casca. A dqiaidade ininsaua. São Paulo, Revis-
al- incipios de bioética. Bioc1sas, 4:131 -43;Asicr Urruela Mora, Los principias de responsahilidad ta dos Tribunais, 2008; Antonio Junqueira de Azevedo, Caracterização jurídica da dignidade
de prccaticiôii COLUO ejes de ia immtervc,icióu jurídica cri ci campo de Ia genética y de Ias da pessoa humana, PT, 797: 11-26; Lafayette l'ozzoli e Viviane P S Litholdo. Dignidade da
bi orce ri olo gia 5, ipx Mrdidi mc - Rei ri?P ti iJ !C5a dc Direi (o da Saúde, 1: 15 '26. f1dc Código de pessoa humana e ética social: a função promociorial do direito, Direitc sociais (org Dirceu E
Etica Médica, cap. 1, ,rV,V 1, XVI, XVII, Xxiii; capV, art. 32; capViI. arr 5* Siqueira cTeófilo MA. LeãoJr.), São Paulo, Ed, Boreal, 2011. p. 217-34; ERsângcla Padilha
37. Frankeria, Etica, Rio de Janeiro, Zahar, 1981, p 61 e 71 Carla Bertoncini,A dignidade da pessoa humana na teoria dos direitos fundamentais de Ra-
hert Alexy: ti 'na analise sobre o seu caráter absoluto ou relativo na ordena jurídica constiru-
3* Beauchanip e Cliildrcss, Principies of hic,iiedical ethics. cri , ix 260
cionaL Rrpista de Direito Brasileira, 13: 122-136- Para Miguel Real, (Pliiralisnra e liberdade, São
39 Coasulie: Celso Antonio Pacheco fiar,Uo e Adriana Diaféria. Btodixrsidarlc, cii., p. 81-2; Paulo, Saraiva, 1963, Cq,- 2, nota 57, p. 63 e 80). o processo de objetivação histérica levou a uma
Léo Pessi' i e C Ei ri sri aia de Pad do Ba rc h faia caule, Eia 1 rica.. - , ii li: icia&i a biohia', cri , p. 83- 4, conquista »iológica: a do reconhecimento do valor da pessoa humana enquanto 'valor-fonte"
40, Ross, Tia iLJilt anil rue good, Oxford. Claren dou Press, 1930, p. 21-2; Celso Antonio de todos os valores sociais e, destarte o ftindainento último da ordem jtiridica, tal corno forniu-
1' Flor illo e Adriana Utaféria, Biodsrecidade, cit., p- 81 - lado, seja pela tradição do jtistiacuralisino moderno, seja pela deontologia, tio dinbito do paradig-
41 Joaquim Clotel, Por que bioérmca?, Biohmca, cri. p 17;J. Itawls, A throry i,f7sistice, na da filosofia do direito. Consulte: Cf/88. arrs- 1°, [II. 170, 226, 72, 227 e 230. Vida sobre
Harvard Uni versity P ress, 197 1, p 60: Ar is ré ccl es, ErII ira nico naciwa, O xfo rd U niversiry 1' rcss. dignidade da pessoa humana: Constituição portuguesa, ar. j2, 26-2,67-2, e; Crndgeserz akini,
1979p 1129-39, arB 12,1 e 2,79.2.

40 41
ção dos fatos. Devem ignoi-ar as ciências tudo que estiver ciii detrimento do lização cio Progresso CietiLífico e Tecu olôgico no interesse da Paz e em
Ii oni em '. No mesmo sei, ti do S ciacca e N orb erro Bobb i o, sendo que este Beneficio da Humanidade, feita pela ONU em lo de novembro de 1975,
último escreve: " 1 i ais que uni reli ascu CI) Lo do j usnatu ralisli] o. se deve ri a co n tél ii en, SC u ar t. 6a o seguinte: ''lodos os Estados adotarão medidasdas
falar do 'e torci o daqueles valores que tor liani a vida ii uma na digira de ser tendentes a estender a todos os estratos da população os beneficias da
vivida e que os filósofos pi-oclania n, com o ti 'ii de justificar segil ]] cli.) os ci &n cia e da tecnologia e a protegà-Ios, tanto nos aspectos sociais quanto
teu ipos e as co nd iç à es lii stôr cas, rolii argumentos tom a tios da co iicepcão materiais, das possíveis co ii se quê n c ias negativas do uso indevido do p ro -
geral do Iliuli do pi-evale cente ii a culto a de tinia época' A ciência é node- gresso científico e tecnológico, inclusive sua utilização indevida para
roso auxiliar para que a vida do IloineIn seja cada vez ii ais digna de ser V,- infringir os direitos do indivíduo ou do grupo, cm particular relativa-
vidie Logo, irem tudo que ci cii tihcaitie ate possível é ratoral e u ridica men- incute ao respeito à vicia privada e à proteção da pessoa humana e de sua
te ad nussível - I&ealii tente, de 1 Iipóc 1-ates à época atual, com as Ordens de integridade física e intelectual-.A Convenção sobre Direitos Humanos
Médicos e os Conselhos de Medicina, consagrou-se a concepção válida para e Biojuedicina, que foi adotada pelo Conselho da Europa em 19 de no-
toda ciência; o coiiheciniento deve estar sempre a serviço da humanidade veinbro de 1996, após advertir no Preâmbulo que o mau uso da biologia
Urge, portanto, a imposição de limites à moderna medicina, reconlie- e da medicina pode conduzir 5 prática de atos que colocam em risco a
cendo-se que o respeito ao ser humano Cru todas as suas fases evolutivas dignidade humana, prescreve em seu art. 2° que os interesses e o bem-
(ali tes de nascer. 110 nascili] euro, no viver, no sofrer e no ni orrer) só é alça 'i- -
-estar do ser humano devem prevalecer sobre o interesse isolado da so-
çado se se estiver atento â dignidade humana Daí ocupar-se a hioética de ciedade ou da ciência". Daí a lição de Maria Garcia, de que há desres-
questões éticas ati ii ei] tes ao co,ri e ço e flui da vida hum alia, ar novas técnicas peito à dignidade humana sempre que o homem deixar de corresponder
de reprodu çã ci li iii ii ai i a assistida, seleção de sexo, à e ii genhar ia genética. a uni fim cmii si mesmo e for instruinentalizado para fins alheios a ele,
niatcrn idade s ubsti tu uva etc. . consideran do a dignidade hnni,rj como Luta ocasionando a ''descaracterização da pessoa liuiiiania como sujeito de
direitos''. Como então ficar inerte diante de agressões ã dignidade de
valor ético, ao qual a prática bioni&dica está condicionada e obrigada a res-
seres humanos ou do desrespeito à vida humana sob o pretexto de buscar
peitar. Paia a bioética e o hiodireito a vida humana não pode ser unia ques-
tão de mera sobrevivência fisica, 'nas sim de ''vida com dignidade" - novos beneficias para a humanidade? 46 . Como silenciar diante de inj os-

O respeito á vida humana digna, paradigma hioético, deve estar


presente na ética e no ordena,i,ento juridico de todas as sociedades liii-
,narias* Isso foi acatado internacionainiente. A Declaração sobre a IJtm- 7:1 34-47; Hélio I& Ferreira e Helio'iiar R. 1-erreira, A impossibilidade de relativizaçio da
di gniid a de. da pessoa ii ti 'na na, Revista de O irei ro Coas (ir o cuba 1 e 1, cri acto, é, 73: 1 92-203;
Claudia De Circo, Os hiridainencos liisiôrico-filosdhcos da dignidade da pessoa lit,niau,i,
Letrado, lASI 105:20-2. Vïde art. I"_§ F, 1' parte, da Lei ri. 9.883/99, que confere ao
44. Cehler, Le droírfrauçais de /iliarinr eta rerit/;José Afonso da Silva, Curso dc d....i- Brasileiro de J,rrc/érrria o dever de preservar a dignidade da pessoa hiuii!ana e os direitos e
ia constitucional poairir'o, So Paulo, Revista dos ínbsiriais, 1990, p 93; Sciacca, Qu/ garantias Gindiunicintras.0 Decreto ri 4229/2002, ora revogado pelo Decreto ii. 1032/2009.
cspii*ualxsnu' col?(eni,n,rriieo, Buenos Aires, 1962, p. 14; Norberto l3ohbic,, XIV Congresso dispunha sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, instituído pelo 1) ecreto
Internacional de Filosofia. México, 1963, p. 63; Ernesto Linda Gonçalves, Sicuaçàes novas 1.904/96. Vide Protocolo Adicional ai Convenio para Ia Prorecciôn de tos Derechos liunia-
novos desafios para a hioétic-a, 8w/tira, 2:14; Jorge Munida, Manual de jure/ti, cwrstjtjdcw- tios y la Dignidad dei Ser Huniatio cnn Respecta a las Aplicaciones de la Biologia y la
Ira!, Coimbra, 1988, v. 4, p. 166, Vide Cd'gc' dc Éuca Médica, cali 1, a,, 1, II, VI; cap 1 Medicina, por e] que se Prohibe Ia Clo'iaciôu de Seres Humanos, ratificado eira Paris, cru 12
11-1; cap IV. art. 23. dc jatici,o de 1998.
45 M Cra'istori, O que são rhrciioç lrunianos?, S5o Paulo, 1979, 25-7; Carlos Roberto 46. Dalmo de Abreu Dal]ari, Bioétrca e direitos humanos, iii iniciação à laia/tira, cit.,
S Castro, Dignidade da pessoa humana: o principio dos princípios constitucionais, in Estudos p. 233-4. Consulte: lngowolfgang Sariet, Dciiidade da pessoa lr,i,natia e direitos fundawermrais.
de direito p úhlicr, ciii ir em e, laceM a Ceisii A o Mn 'ri Ba 1 deita de Mel/o, coo rd Marcelo Figii ci re 'oito Alegre, Livraria do Advogado, 2002; Carlos M. Roineo Casabona, BiotcoroIo , ia, di-
e Valinir Pontes Filho, São Paulo, Malheiros, 2006, p. 164-203; Daluso de Abreu Dalhiri, e hroeijca, Belo Horizonte, Dcl Rey, 2002; Luiz Antonio Rizzatto Nt'nes, O prnmc/pio
Bioética e direitos humanos, in tnidaçâo à biehica, cit., p. 231-2, Eduardo Ribeiro Moreira, O roasni uciooal da d,'idade da peasoa humana. São Paulo, Saraiva, 2002; Fernando Ferreira dos
eriíre'ita'iiento do hiodireito pela Cn'istituiço, kcoista de Direito Crnrstiljrcionale !nrer,iaor,,ial. Santos i'ri,icípro cnflIstitIecrmflIaI da rinv,,dade da pessoa hru,rarra, So Paulo, Celso Bastos Editor,

42 43
ti ç as c In e ti das contra a pessoa humana, aceita nd o que os fins i ris ti ficariam poderão contrariar os direitos humanos. As prãticas das ''ciências da vida'',
os ni elos? que podem trazer enormes beneficios à humanidade, contêm riscos potenctais
muito perigosos e inip revisível s, e, por tal razão. os profissio 'ia is da s:i tide
devem estar atentos para que i o transponhamu os limites éticos mi postos p elo
4. BIOÉTICA, BIODIREITO E HUMANISMO JURÍDICO
respeito à pessoa humana e à sua vida, integridade e dignidade
Com o reconhecimento do respeito à dignidade humana, a hioêtica e Iodos os seres huuian os, os aplicaclores do direito e em espacial os ni é -
o hiodirei lo passai ii a ter uni seu tido hunianista, esthe1ecendo uni vinculo di (os, os biólogos, os gen eti cistas e os hioeticisras devem intensificar sua luta
corri a justiça. Os direitos humanos, decorrentes da condição humana e das em favor do respeito à dignidade humana, sem acomodações e com muita
necessidades fu rid atiientais de toda pessoa humana, rcfèreni-se a preservação coragem, para que haja efetividade dos diteitos liumilamios. A consciência des-
da integridade e da dignidade dos seres humanos e à plena realização de sua tes é a iii alor conquista da huniani dade. por ser o único caminho para u tua
personalidadc.A bioética e o biodireito andam necessariamente juntos com era de justiça, solidariedade e respeito pela liberdade e dignidade de todos os
os direitos humanos, não podendo, por isso, obstinar-se em não ver as tenta- seres humanos. A bioética e o biodireito estão inseridos nessa conquista, por
tivas da biologia molecular 00 da biotecnociência de manterem injustiças serem instru mii entes valiosos para a recuperação dos valores h uliia n
contra a pessoa humana sob a máscara modernizante de que buscam o pro-
gresso ci cmi tífico em prol da Ii umanidade. Se cm algum lugar houver qualquer
ato que não assegure a dignidade humana, ele deverá ser repudiado por
cor' tiariar as exigências ético-jurídicas dos direitos li unlan os. Assim sendo,
intervenções cientifmcas sobre a pessoa humana que possam atingir sua vida
e a integridade fmsico-tt,emital deverão subordinar-se a preceitos éticos e não

1999; Tao,a C. W- C morgi, P r incipies constitucionais e o principio da dignidade Imu mana 47. É o que nos ensina Dalnio de Abreu Dallani, FIuiiman,sn,o jtiridico, fuízes para a
errjça de Direito Co,istmtucimrnal e !riternacional,59:247-65; Antonino Scalisi, II twlorc de/Ia Democracia, 15:1, 1998; Bioética e direitos humanos, in iniciaçarr à biflctica_ eu., p. 236-41.
perso,ma irei sisie,rra e ,ruorH diritfi de/ia persoualità, Milano, CiuErê. 1990; Mana Garra, Os Consulte: Rodolfo Vázquez, Bioética y dereclro,firndaroentos y pro&/eirras actu. /es, México, 1989:
ta ciência: di fedi da pessoa ir au, a ria e ira da resp ir sari/idade, 5 o 1 >a n'o, Revista dos
li ri l ~~ Eduardo de Oliveira Leite. ,a,rífes lentas da atira/idade - 6/crítica c hiodi,ritcr - rrspecicrs_iurírií-
Trmbu 1 tais. 2004, p. 211. 'ligo Woiigaiig Sarlet (Do ;rdade da pessoa /runia,aa direitos horda' cos e ;rre:opir(r/rcas, Rio de janeiro, For-ense_ 2004, Gmselda Maria E N. 1 Jiroriaka, Ihoétmca e
rir retais tia Cmrnsfl Lir rçào dr 1988, Porto Alegre, L'vr. do Advogado, Ed. , 2007, p. 67-8) esc re- biodmreito: revoluçio biotecmmolôgmca, perplexidade liuluamia e Prospecte,juridica iriqtrie-
cc: Consagrando exp ressarii emite, no titulo dos principios fundamentais, a dignidade da tance, Rcrista Brasileira tie Direta, de Fri,rrí/ia, 16:40-55, 2003; Matilde Carorie Slambm Comi.
pessoa liuuiamma como uni dos ftmrmdamne,itos do nosso Estado deniocrtico (e social) de Bitrdirrir - a ImrrrJma da vida, Rio de Janeiro, Forense, 2004; André Puccirmeili Júnior, O
Direito (art. 1 , inc. III, da CU) o nosso Constituinte de 1988 - a exemplo do que ocorteti, bmodiremto e a redescoberta do ser lituasano, Rcriinta de Direito Co,rqrtuciorrai e í,xtcrrrar,m,,mai_
entre outros paises.n a Aleruanlia -, além deter tomado urna deciso fundamentala res- 52:68-90; MarecUa Santaniello B ucc clii, Maria Ligia Mathias e Tereza R . Vieira, li ioétmca
peito do sentido, da finalidade e da justificação do exercicio do poder estatal e do próprio nora' e direito, Re'ista Jurídica Cousra/ex, 306:20-22; Dalromi Lona de Paula Ramos e outros
Estado, reconheceu categoricamente que é o Estado que existe em função da pessoa hu- (coords.). ("ri diálogo /ar/no-arnerica,io: bioética & documento de Aparecida. São Paulo, Difusã,
man a, e não o contri rio, já que o ser humano constitui finalidade precipua, e não mii cio da 2010; jInis, P. M. da S. Schramni, A dignidade da pessoa humana como valor ftmndante de toda
atividade estatal''. a experiência ética e sua concretização através das decisôes do STE ReWçfa de Direito Co,lsfifrddo,ial
K a ri t (fl 'ri/a rirei, taçã da ir efajTsica dos cosa, 'ires,Lisboa 1991, p. 68) ensina que o homem Ir cr,radoriai, 72:15] -90; Maria C a mia, Espécie humana, a üItuana fronteira: ii sEruli ei tal ização
existe como iam cru si mesmo, mio podendo ser utilizado como um meio para atender esta ética no uso de embriões Ii uni anos, Revista de Direito Constitudonai e Tuteriiacio,ial, 72: 258-90;
ou aquela vontade. Adriana CuIdas do R. Freitas 1 )abus Maluf, Daria, das mina/as - amuar e bioética, Itio de Jauciro,
Elsevicr, 2012. Vide Cf, ara 1 a, III, 5, IX, 199, 5 42,2)8, § '2, e 225, § ll; Convenção Amor,-
Proclaiiia'ii a dignidade da pessoa htm'iiana: a Constituição Federal da Alemanha, ari. 1 2; 1
calma dos Direitos Humanos, arn. 42, 27 e 29.
e 2, 792: o Código Constitucional da lIma de 1947, ara. 2- e 3Q; a Constmtuiçio da República
l'ortt'guesa, art. I, 26 2 , 67.2; a Constituiço Espanhola de 1978, art lO; a Constituição da Re- E ntcressantes são os estudos da Congregação para a Doutrina da Fé. Instrução dç,i,tas
pública da Roriiê'ira de 1991, arE 1';, Constituição da Federação da Rússia de 1993, art. 21 etc. persorrac'' sobre amrrira5 questões de ioítica,Brasilia, ed. CNBB. 2008.

44 45
direi Li is c cirrei atos decorre de iii 1 dever absol ii to eiga 0112 tio, por, s tia pi -ôpri a
natureza, ao qual a ninguém é licito desobedecer 2 . Ainda que n3(> houvesse
til tela constitu cio nal ao direito à viela, que, por ser decorrente de usei s 1a de
di ,-ei to 'ia ti -a!, é de dii vida da lia Lu, -eza do ser Lii lua no, legiti lhana aquela
uflposião alga vai tias, porque o direito natural é ci fundamento do clever-s e r.
CAPÍTULO II ,creii dor. CIO direito positivo, iii] a se, , que SC baseia nutri co ,iseuiso. ciii a
expressão máxime é a Declaração Unte ersil dos 1 ) treitos do 1 lom eni. fruto

MICROBIOÉTICA: QUESTÕES concebido pela consciência coletiva da humanidade civilizada'.

A vida hu nua na é anip ara da juridi canaen te desde o nI 011 'Cri to da si 'iga-
ÉTICO-JURÍDICAS mia, ou seja, da fecundação natural ou artificial do óvulo pelo csperrnatozoi-
de (CC, art. 22, Lei n. 11.105/2005, arts. 62, III, influe, 24. 25, 27, IV e Cl
arts. 124 a 128). O direito A vida integra-se à pessoa até o seu óbito, abran
gendo o direito de nascer, o de continuar vivo e o de subsistência, mediante
1. PROTEÇÃO À VIDA HUMANA trabalho honesto (CE art. 72) ou prestaç5o de alimentos (C arts. 52, LXV

la) Inviolabilidade constitucional do direito ávida 229), pouco importando que seja idosa (CF,art. 230). en,bri3o, nascituro,
criança,adolescente (CE, an. 227), portadora de anomalias fisicas ou psíquicas
O direito à vida, por ser essencial ao ser li unia, lo, condi cio, 1 a os de,,, ais
(C E arts. 203, l 227, § 12, II) que esteja CIII co,, ia ou que haja nia nu ico ção
direitos da p el-so nal idade. A Constitu iç3 o 1 ederal de 1988, cita seu are. 52.
do esta do vital por "lei O de processo rli ec3 nico'.
caj,íit, aSCgufl a inviolabilidade do direito à vidi, ou seja. a integralidade
existei]Cial, conseqieiiteniente, i vida é um bern jurídico tutelado colho
Assim sendo, se não se pode recusar hu mar] idade a o h5 dxi loa o ser
liii, ia, i o eis coma pi-ofui ido, co,, III aior razão ao ejiibri5o e ao ti asc i [Inc i. A
di cito Ri ida, eu ial básico desde a concep ÇO, 11101 lento específico, compro-
vida humana
aiaa é iii ri bem ao tenor ao di leito, que a ordem jurídica deve res-
vado cientificamente, da formação da pessoa'.
peitar. O direito ao respeito da vida IIãO é ulil direito à vida. Esta 1130 é uma
Se assim é,,, vida humana deve ser protegida contra tudo e contra todos,
concessão jurídico-estatal. nem tampouco um direito de tinia pessoa sobre si
pois é objeto de direito personalíssimo. O respeito a ela e aos demais bens ou
mesma. Logo, não há corno admitir a licitude de uni ato que ceife a vida
liii nia na, mesmo sob o consenso de seu titular, porque este não vive SOOu en-

te para si, uni la vez que deve cumprir sua missão tia sociedade e atingir seu
lesgtiarda a vicia o Pacto ai 53° José da Costa Rica (arts. 3' e 4e)_ do qual o lnnil
aperfeiçoamento pessoal. Savigny nata admite, com razão. a existência de uni
é siguatirio Maria Crarcia, A inviolabilidade co,istitt'c,oníil do direito 1 vida. A qucscào do
aborto Necessidade de su.i descrin,iilalizaç3o. Medidas de consenso, Cadc,-,xru clv Dr,v,to
Co,xsfitxrrior,ai e Ci»irria I-krlí(ira, 24:73; A indisponibilidade da vida !1t]'hlaila e os ],,iiites da
ciência. A autocompreensão écir.i da espécie (ilabernias), Rei'r3ta de Direito (Jonstitudonai e 2. Ao côo o Cli aves, Trata do de direi te dvii; parte geral, S o Paul o, 1 t_evisra dos Ti' ib "'ia is,
Inrer,iacional,5 9:235-46; Maria Garcia, Estado laico e Estado aético; e,nbriões buuir,ios e o 1982, v 1, t. 1, p. 435
principio da dignidade da pessoa liu ilialia rio Estado f)ei,iocràtico de Direito. O direita
3, Gériv, Seivoce ei it'druique eu dro,r prrvéposilif. Paris, Sirey, 1931,, 1, p. 45, nora 2, v. 3, p.
co risti tu ci ona 1 e vida (ar,. 5, cc'pi. (, da C E / 88). R e'içtcy de Diw ira Co us nt, do ia! Ir, I('r acio 'ia!,
42-3; Kalsen, O j,rol,le,,ra ia justiça, .Sào Paulo, Marrins Fontes, 1993. p. 77-81; Norberto l3ohhio,
64:243-57;José Afonso da Silva, Cjuicr, de dr*,(o crnis,irudona( ;,ostr,sr, SSo Paulo, Revista dos
A ,,,ai, , direito . p. 13 e 26-7; Paulo Lúcio Nogueira, Foi dcfia ria vida. São Paulo, Saraiva, 1993:
Tr,hu,iais, 1989, p. 181, ii. 7; Ana Laura 'V. Gutierres Atinjo, Biodirejio: o direito Li 'id:i, Re-
José Lourenço, Direito à vida, Revista de Diu'iro da LINIB, 1 999, v l,,u.2, p. 169-96: 'verte 5.
ia de Di,rirtr Co,,siir,icional e I,xleniadoua!, 51:11 -9: Ives Ciaridra da Silva Martins O direi
Ferreira.A nsuuier e a proteçao à vida. A noelhc'r e ausiiça, 1ASI SSo Paulo. 1-ex Editora, 2009,
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395-06; 1),ogo Leite de Campos e Sul,iiara j. dc A. Clijueilaro. Pessoa !mnMea e rljreifo,
Coimbra. Alrnedina, 2009; Maria Odete D. Berras,, O direito absoluto a vida ido admite 4. Carlos Alberto Bictar, O, direiros da personalidade, Rio de Janeiro, Forense U'iiversiti-
,-elarivizaço. [ufL,r,i,atr:'o IASP, n. 91, p. 26 e 27. 1989, p. 65-6.A Lei o. 11.105/2005 está regulamentada peio Decreto o. 5.591/2005.

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princípio do primado do mais relevante. Assim, por exemplo, se se precisar caro- alteração do código genético, que é singular, tornando a vida humana irmepe-

tilar alguém para salvar sua vida, ofendendo sua integridade fisira, mesmo que tive1 e, com isso, cada ser humano único. (1) encontro do esperniatooide pa-
terno com o óvulo materno é uni acontecimento marcante, provocador da
não haja seu consenso, não haverá ilícito' 5 nem responsabilidade penal médica.
perda da individualidade daqueles gametas, dando origena a una novo ser lan-
mano. J érõme Lej eu ne, geneticista frai icês e autoridade mui idi aI li, biologia
2. DIREITO AO NASCIMENTO
genética. asseverou: "Não quero repetir o óbvio mas, na verdade, a vida come-
2.a) Direito de nascer ça na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com
os 23 cromossomos da niulh er, todos os dados gem léticos que d cfineiii o novo
A vida é igual para todos os seres humanos. Como, então, se poderia
ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí
falar em aborto? Se a vida humana & um bem indisponível, se dela não pode
para frente, qualquer método artificial para destrui-la é um assassinato 17 .
dispor livremente nem mesmo seu titular para consentir validainente que
outrem o mate, pois esse consenso não terá o poder de afastar a punição, Por tal razão a Declaração dos Direitos da Criança, de 20 de novembro
como adniitir o aborto, em que a vítima é incapaz de defender-se, n5o po- de 1959, da Assembleia Geral da ONUjá prescrevia que: "A criança, dada a
dendo clamar por seus direitos? Como acatar o aborto, que acoberta, em si, sua imaturidade fisica e mental, precisa de proteção legal apm-opriada, tanto
seu veidadeiro conceito jurídico: assassinato de um ser humano inocente antes como depois do nascimento''. A vida humana começa com a concep-
indefeso? Se a vida ocupa o mais alto lugar da hierarquia de valores, se toda ção. Desde esse instante tem-se uni autêntico ser li um ali o e, seja qual for o
vida humana goza da mesma inviolabilidade constitucional, como seria pos- grau de evolução vital em que se encontre, precisa. antes do ,iasciiiiento, do
sível a edição de unia lei contra ela? A descri nainalização do aborto n5o seria ú teto e do respeito a sua vida. O feto é uni ser corri individualidade própria;
unia i ncoerência tio sistema jurídico? Quem admitir o direito ao aborto diferencia-se, desde a concepção, tanto de sua mãe conto de seu pai e de
deveria indicar o princípio jurídico do qual ele derivaria, ou seja, demonstrar qualquer pessoa, e, independentemente do que a lei estabeleça, é um ser
científica ejuridicamente qual princípio albergaria valor superior ao da vida humano. Em poucos dias seus órgãos estão formados e funcionando, aumen-
humana, que permitiria sua retirada do primeiro lugar na escala dos valores? tando apenas de tamanho com o passar do ternpo,já percebe ruídos desagra-
A vida extrauterina teria um valor maior do que a intrauterina? Se não se dóveis, que o inquietam, e suaves, que o tranquilizam, perturba-se quando sua
levantasse a voz para a defesa da vida de um ser humano inocente, não soaria mãe está nervosa, chupa o dedo quando se aborrece, dorme quando a mãe
falso tudo que se dissesse sobre direitos humanos desrespeitados? Se não descansa, dá voltas, engole substância açucarada, rejeitando as que o desagra-
houver respeito à vida de um ser humano indefeso e inocente, por que iria dain, e pode curar-se de várias moléstias, ainda no útero, mediante mais de
algliéiii respeitar o direito a um lar, a um trabalho, a alimentos, à honra, à cinquenta espécies de intervenções cirúrgicas.Tudo isso foi comprovado por

imagem ateComo se poderá falar em direitos humanos se não houver a fotos, aparelhos de ressonância magnética e ecografici la
preocupação com a coerência lógica, espezinhando o direito de nascer?"'.

A ontogenia humana, isto é, o aparecimento de um novo ser humano,


ocorre com a fusão dos gametas feminino e masculino, dando origem ao zi- 17. Apud Respeitar a vida, i;iterpre,sa, 7:1; Pedro-Juan Viladrich, Abono e sociedade pci'-
goto, com um código genético distinto do óvulo e do espermatozoide.A fe- igsiva, São Paulo, Quadrante. 1993, p. 24-6; Jiniénez Vargas, Contraceptivos. iii Po-sono y dc-
tologia e as modernas técnicas de medicina comprovam que a vida inicia-se verbo, 1974, v, 1, 382-5.
no ato da concepção, ou seja, da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, 18. Vários autores, Deixcnj-we Nivcn. 1992, p. 10 e 13-4; Debom-a Diu iz e Marcos dc AI-
dentro ou fora do útero. A partir daí tudo é transformação morfológico-tem- iiieida, Bioérica e aborro,imi Iniciação a hio&ica,p. 134;j. Firinis,Abortion and I,ealtli Cate ctlucs
II, ali Gilion (Ed.), !'ucíph of heali li core erljis, p. 547-57; Maura R, M. MeIar (A vida coimie-
ça na fecundação? Saiu ou múo, Jornal do Aduoado, mi. 301, dez. 2005, p. 11), por sua VC7, Já
entende que a vida somilente existe se as fui mçães cardíacas e cerebrais ftmmicionarein de iiiodo
13. Pontes de Miramida, Gataria, cit v. 7, p. 23 si naultánco e regular. A vida caracteriza-se pelo início da atividade cerebral do feto e do ba-
6. Ce, tisi dia jos Gua Escolano, Sim ou não ao d,orro?, cit.. p 9-11 e 13-5. timento cardíaco, ou sea, a partir da 8a semana da fecu]idaçào.

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Pc la AI) P }' 34, coo ti ri ti a essa juic,ta. a niterrup çáo da gravidez por 5° Tanto a gestante que optar pela una nu tençâo da gravidez quanto a
anencefalia não seria aborto, por não haver possibilidade de vida extraute- que optar por sua interrupção receberão, se assim, o desejarem, assistência de
rina. Todavia, não há li a anencefalia nicro, enceflUica, visto que a criança e qu ip e rnu ltipro fissio na! nos locais onde houve disponibilidade.
possui parte do encctalo posterior, médio e resíduos do anterior, podendo
62 A antecipação terapêutica do parto pode ser realizada apenas ciii
chr, ii ovi mel ta r-se, respirar de modo espontâneo e viver semanas e li ospi tal que disponha de estrutura adequada no trata niento de conip li cações
meses - A diu tir o ah orto de fe to ai encéfalos seria abrir portas para a i ri -
evei tua is. iii ei -elites a os respectivos proc cdi nentos.
1 errupçáo de gestação de embriões portadores de quaisquer doenças geli
Art - 42 Será lavrada ata da ai i teci pará o terapéu rica do parto, lia qual cl eve
ticas ou iiáo
o nstar o consenti na eu to da gesta ri te e / ou se for o caso, de seu representante
Uni mês depois da decisão do SI h o Conselho Federal de Medicina,
legal.
pela Resolução n 1.989/2012, traça normas sobre diagnóstico de ali erice fa-
Pargrafo único. A ata, as fotografias e o latido do exame referido no art
lia para a antecipação terapêutica do parto. Essa Resolução assim prescreve:
2° desta Resolução integrarão o prontuário da paciente.
"Art. 1 Na ocorrência do diagnóstico inequívoco de anencefalia o
Art. 5' Realizada a antecipação terapêutica do parto, o médico deve iii-
médico pode,a pedido da gestante, independente de autorização do Estado,
formar à paciente os riscos de recorrência da anencefalia e referencui-la para
interromper a gravidez.
programas de planejamento familiar com assistência ã co nrrac epção, eu quanto
Ai t 2 O dia gil óstic o de anencefalia é feito por ex ame ti ltraso ri og rã-
essa for necessária, e à preconcepção, quando for livremente desejada, gata la- -
fico realizado a partir da 122 (déciiiia segunda) semana de gestação e deve
ti ndo-se, icoupre. o direito de opçao da na ulher.
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13 a rá g ra fo único. A paciente deve ser ii fo ruia da expressail me n te que a
1-duas fotograíias.idei]liflcadas e ditadas: uma com a face do feto cui
assistência preconccpc:ioiial terli por objetivo reduzir a recorrência da amien-
posição sagita]:a ntltra,coili a visuali-zação do polo cefálico no corte trans-
cefa lia''.
versa1, de tu ou stia i do a au sér, eia da calota c raniana e de pa ré ii qui 'ia cerebral
identificável; Verifica-se que, antes de poder realizar o procedimento, a gestante deve-
rá passar por um exame de ultrassonografia detalliado.A análise deve ser feita a
11-laudo assinado por dois médicos, capacitados para tal diagnóstico.
partir do terceiro mês de gravidez, e assinada por dois médicos
Art. 38 Concluído o diagnóstico de anencefalia, o médico deve prestar
A grávida que decidir manter ou interrompera gestação receberá acol
à gesta ''te todos os esclareciniei tos que ]Ire forem solicitados, garantindo a
ela o direito de decidir livreineilte sobre a conduta a ser adotada, sem impor pa nhainento médico.

sua autor idade pala i ri duzi-la a ton,ar qualquer decisão ou para lii a irá-la Segundo o CEM, a norma vai de acordo com a conduta que os médicos
naquilo que decidia já adotam hoje em dia nos casos de anencefaliaTal se deu porque, ao julgar a

§ lir E danam da gestante solicitar a realização de j ti na médica ou bus- AI)PF 54/201 2,o STF legalizou o aborto de crianças rum céfalas Mas diante

car outra opinião sobre o diagnóstico dos arts. 4, 5°, capiit, 227, § 1°, e 203,1V, da CEparece-nos que tanto a decisão
do STF como a Resolução do CEM n. 1.989/2012 estão eivadas de inconsti-
2° Ante o diagnóstico de anencefalia, a gestante tem o direito de:
tucionalidade. Somente o Congresso Nacional, mediante nova Constituição
- manter a gravidez;
(como Poder Constituinte originário), emenda (se Poder Constituinte deri-
li - interromper imediatamente a gravidez, independente do tempo de vado) ou, conforme ocaso, lei federal poderia criar outra causa de exclusão de
gestação, ou adiar essa decisão para outro momento. punihilidade do crime de aborto,aléni das especificadas no Código Penal.
3° Qualquer que seja a decisão da gestante, o médico deve inforin-la Deve-se evitar o aborto seletivo por anomalia fetal e tomar medidas
das consequências, incluindo os riscos decorrentes ou associados de cada unia. para: a) impedir o nascimento de anormais por meio de controle genético e
§ 4° Se a gestante optar pela manutenção da gravidez, ser-lhe-á assegu- orientação dos casais por meio de exames pré-nupciais; b) conscientizar a
rada assistência médica pré-natal compatível com o diagnóstico. gestante dos males do aborto e preparar psicologicamente os pais para o rude

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da violência sexuaL Se precisar ser hospitaliad-a, relatará ao médico o ocor- São Paulo através da Portaria mi. 692/89, que incluiu lia Lei Orgânica do
rido, pedindo que se façam os exames de 'ilarcas de violência, pi-eserica de Município o seguia te: ''l)ispóe obriga to ria' t ente a rede laospi tala r do Mu-
espermiiatozoides na vagina etc- para coti sti tui r provas do estupro sofrido, a nicípio de atendimento médico para o p roce diniento de abortam erito. 1105
Liii de q ti e possa, caso venha a engravidar, fazer o abortamento. Unia vez casos de exclusão de pena, previstos tio Código Penal'. Apresentado o bole-
realizado o al, orlo, qual ser ia a sim ação do médico se se comprovasse ciii tini de ocor rência,c oi ii laudo do Instituto Médico Legal. a paci ei te, a coni -
uízo que as alegações da linalhei eram ld sas? O ar t. 20, 1 , do Código panlia da de seu i- epreseti tail te legal, se incapaz, será e ;lcaili ii 1 hada a ui a cii--
[',,cal isentá-lo-ia da palia por erro, ante o Faro de sua paciente e, ul,taci,
tida de, o ide t'eceheiá or ien taçã o de assis [cri tes sociais, que esclarecerão dú
o estupro, levando-o a supor que tal violência realnicii te se (lera? O médico
vidas, a psicólogas, que avaliarão suas condições emocionais, e a médicos. os
deverá buscar testei i iii' li os oh ti dos pela polícia sobre a o co rrêi cia do e rinie.
quais, i ned ian te co] i sul ta ginecológica, atestarão a gestação e procederão a
Há queni ache. coiiio Júlio Victor dos Santos Moura, que "só a palavra da
exame ultrassonográfico paia registrar o tempo de gravidez, confi-oi tando-o
gestante não constitui. etit casos dessa natureza, prova idônea da violência
sexual sofrida por ela, visto que, para se livrar da pra tica do crnne de auto- com a data do estupro. Farão ainda unia avaliação clinica, colhendo sorologia
aborto, a mulher poderá transferir pai -a o ni édi co a responsabilidade penal para síLilis e AIDS, como proreção contra doenças transmissíveis sexualnlen-
para eiiq tia drâ-lo no ar ile de aborto consentido - por achar que só o niédi- te, preservando material para identificação do agressor e efetuando, se neces-
co, mia hipótese, s era responsabiliza do criil iinalmente - ou no delito de aborto sário fon esfregaço vaginal, heniograma, testes de coagulação, tipagem san
não consentido pela gestante - nesta hipótese, por ter a certeza de que soinen- guínea e fator lth. Se a gest:uite for portadora de alguma patologia. plocurar-
te o ii iédi co será responsabiliza do criminalmente pela ação, sendo mais coniun 1, -se-á aval i ar os possíveis riscos inerentes à ai 1 estesia a ser usada dura n te a
naturalii e, te, a ude,lo.c.co da conduta do ni édico no delito de aborto não prática abortiva, feita com pinça de Winte, seguida de curetageni, ou por
consentido pela gestante, tio caso de tal prática não ser de aprovação dos fa- aspiração da cavidade uterina, pela técnica de Karman, sendo que a paciente
ia -es e da própria co ii mmii Jade ciii que se encontra i iscrida a iiiulher. De 111a negativo receberá medi ataniente a iin ri noglobi 'ia pais a p reven cão da
qual quer for iii :1, por n ão se tratar de riu) aborto necessário, o ruésino tem o isoii i ai, ii za çã o R Ii - Algumas pacientes são i ido zidas previai n ente com n ii i so -
di rei tu de se negar a praticar o aborto sentimental, urna vez que, no caso, há prosto 1, apresei tando Luar colo uterino n'ais dilatado. Com isso o aborto ser á
apenas uma faculdade do profissional da saúde quanto a realizar ou a não menos traui há tico e mileri ores os riscos de sequelas. Os médicos que a tendem
realizar aquela intervenção médica, principalmente se não existir uni respaldo pacientes ciii serviços de pronto-atendimento, logo depois do estupro, deve-
técnico-documental que o proteja das garras da jusriça" rão prescrever-lhes a pílula do dia seguinte ou medicamentos do tipo estró-
A au aioria das mulheres que engravidar, por estupro acaba resigi i ai do- geno Ou progestei-ona, siri doses altas, para interromper a gestação indesejada.
-se, por vergonha e paia não se expor publicamente, a levar a termo tirita Dessa fornia foi dado uni passo decisivo para assegurar às nitilh ei-es viii j i as
gravidez que i 1i es foi hr ii ralni ente ii 1 posta, e cujo produto, o filho que cerro, de violência sexual o direito a unia assistência médica, psicológica e social
lenibi-ar-i ii es-á pelo jesto da vida a violência de que foram vítimas, ou, pro- digna e segura, na rede pública de saúde, pois hoje dez Estados brasileiros, cmii
vavulni ente reta 'ri-ei n .1 o aborto ci and estiii o. que traz consequências desas-- hospitais públicos, já nian têm esse serviço em fui mcionan iento.
tiosas á sua integridade fisica e psíquica. Isso é assina porque na grande
iii ai ori a dos casos não se da ás vitimas de violência sexual mi enhunia assistên -
cia ou garatitia, abandonando-as à própria sorte. Algumas clínicas só as aten- 68. E a liço de Osrn-ar R - Colas, Jorge Audalaft Neto, Crisriâo Fernando Rosas, José
dem se munidas de autorização judicial para o aborto ou de ocorrência R- Rater e Iroralde G. Pe"eira.Aho' - ro legal por estupro - primeiro programa público do pais,
policia] da época da agressão e se sua idade gestacional permitir o procedi- Bíoéfica, 2:81-3; osé Henrique Rodrigues Torrcs Aborto legal ir, SUS Consrilex, GiL, 37;
ni en to abortivo, o que as leva a arriscar a vida em estabelecimento, de abor- Juliana J3elloque e Silvi-a l'inienrel,A iiististenbvel exigência de B() tios casos de aborto legal,
to clandestino. Urge que o Poder Público asunia o problema da violência Jornal SoAdn'gado, 21, 3:15, Fabianc, Carvalho, Medidas prorecivas de urgência na ici de
sexual, que é seu e não da vítima. Partindo desse contexto, a partir de 1989, kncia doméstica e faiiiiliar contra a mulher, Revista furta da E'IAP, v, 9, 2013, p. 14-22 - Vide
IJirio Oficial do M'.iiicípii' de So fliulo, v 34, n- 76, de 26-4-1989, p. 12, e n 102, de 6-7-1989,
procurou-se desenvolver uni programa público no País para melhor atender 1 20; Lei n - 10. 778/2n(13, que estabelece notificaço comprrlsória, tio território nacional de
as gestantes de até 12 semanas tio proceditiiento de aborto sentimental, por caso de violência contra a mulher, que for acendida cnn serviços de saúde públicos ou privado,
iniciativa da Assessoria da Saúde da Mulher da Prefeitura do Município de que lhe cause morte, dauo, sofninieruo fisico, exual ou psicológico. Ermnender-se- que

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deso rga tu z.ição eu] lei olial, incapacidade de co ii preensi o ansiedade, dimi-
tipo e !br i lia de violência;
1)11 iÇO de .it &'"cio. rei raul cii to etc, que dificulta ri aln mci te seu depoi ii e,]
111 d,,c,,çio dos age!] tes da conduta. se possível e
o perante cinta anue ,dadc policial, ao comunicar ci delito.
IV .-- idenritic;,cio de testeiliunlias, se houver.
Eni ciço de violência sextial, a viti]ti.i devera, COPfl0}i L iia[liíestc,ti o 511.
reaittar o holetini de ocorrellcla policia] para unterrolopei i gravidez, por ser Art. 4 A segui da fase dá-se co] ii .i ii terveti ção do li] édi e o e lite euiii ti ri
ri' 1k o ci 1pm, sei i embargo de a Non na T&c 1 ica sobre 1 'reveii ção e Trata- parecer Renico ap ci ç dera!l,,da ariauuiriese exaure fisico geral, eN:lnle gileco-

1 lento dos: Agravos 1 t es' iltanres da Violência Sex ti a! contra M ti Ihetrs e Adoles-
lógico, a va ti,çit do la ti ji, til trassol ográfico e dos dcii '.1 Is exa II] es com pie
cc ites do M mistério da Saúde ter ente, 1 tudo comi o tio ohrigatóa a sua realiza - neiltares que porventura houver
ÇãO. Visto t]LiC O III. 128 do (levI,ts, Pci ml não condiciona o aborto seu tinienta] Paralela, 'lente, .1 ind lier receberá atei] cão e avaliação especializa da
a ii eu ibi ii requisu t e co' 1 Fere vitima o di eito de processar, ou não, seu aessor: por parte da equipe inult, p ro tissi ou ai que ai morará suas avaliações eu ii doe ti-
o estado pscologico da paciente n5o peri litina uni lúcido depoirtierito. nie] iRs específicos.
A Portaria o 1 .508, de 1 ' de serei nbro de 2005, do Ministério da Saúde, 22 Três ii itegrai 1 Les, no mii] Iii o, da equipe de saúde ii]ui ipiofi ssio]al
que dispõe sobre o Rwcnhuíze,,u, de Jns,llicaçãn e 11, Wiizaçào da bircm qçao da Cri- subscreverão o 'krmo de Apovação de Procedi ''ente de 1 riter r ti pçã, da (.
ride: rios oisos prrrLsIos cri: lei, no iin(,ito do Sistein: (_iiko de Saúde considerando dez, i ão podendo haver cl esconfori nidade eo ii a conclusão do parecer teci 1 'CO.
que: a) o Cótl,v 'cria! 1 rasi lei ro estabelece cot]io reli tiisitos para o aborto 32 A equipe de saúde nu 1 ti profissio, aI deve ser eoinpos La, rio
ml miii]
1 iuniat n rarui limei til, previsto 110 ii CISO II cio ar'. 128, que ele seja p LI-
011 511
por ol,tetra, a, estesista, criferincino, assistente social e sei[ psicólogo.
ticado por niéiiiio e 10111 o conseutnientO da riluIlier; b) o Ministério da
S,i úd e tieve usei pli i ar as ii edidas assecuratóri as da lie irticie do po,eccirincino A, t .5' A terceira flise verifica -se coiii a assi na ttl ri tia gesta 'te ii o 1 i, raio
de 1 t espomisabi 1, cIide. ou. se fbr ii capaz. (a ib&,ii de seu u'epreseii ta ti te 1 ega 1,
de interitipçio da gi:ividt-, 105 Casos previstos ei]] lei ipiatido realizado tio Stii-
hito elo SUS; c) .m necessidade de se g.lrar]tir aos profissionais de saúde envolvi- e esse Teriii o co n era idve rtê riu a expressa sobre a previsã o cloç cri'] e' de
do, no eíeti1c, procedi 1 e rito segurança j uridica adequada para a realização da falsidade ideológica (a rri go 299 do Código Pci aI) e aborto (artigo 124 tio
Código Penal), caso iS o tenha siclo víti ii a de violência
leia sexual -
inrerri 1 pção ai gravidez ii os casos prevhtos eu' lei; e d) a Norma Técnica sobre
Prevenção e Tiatanientei dos Awavos Resultantes da Violência Sexuaal contra Art. 62 A quarta tese se encerra com o Termo de Consei ] til i len Lo Livre
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Mui lieres e A clolescei i Les desobriga as vítimas de estupro da apresentação do Esclarecido, que obedecerá aos seguintes requisitos
iii 1 de ncç rr&,i eia para sua sibiiiissão ao procediii iet] to de iiitermpçio da - o esci mie cinie no à i nu 1h er deve ser real i ia do e,, lii mgtagei ii .1 eessí-
izravidez no ãt] Iii to cio Sisteni,, U i co de Saúde - SUS, resolve: ve 1, especiali tienre sobre:
Art. 1 ( ) Pio cedi iii e ti rei dc ustiticação e Au ter i zacão da Inter rupçao a) os ci escon Fortes e riscos pessiveis a sua saúde
da ( ravi dez nos casos previstos e]]] lei é condição ti ecessár ia pua adoçao de
b) os procedi n]e utos que serão adotados q nau do da n,aIe , au3o cl., ii ter-
qualquer in edida de ni ter rupçào da gravidez no à i]]bito do Si steina único
\eii çao niédi ca;
de Saúde, excetuados os casos que envolvem riscos de morte N mulher.
c) a foi ina de a cai upa nh a! ii eriro e assistência, assi iii co n'(, os p ro ítsstoriais
A rt. 2 O Procedimento de Justificação e Autorização da Interrupção
responsáveis; e
tia 6 ravi dez tios casos prcvi 5(05 em lei e oi]ipõei mi-se de quatro fases que
deve rio ser registradas iro for mato de ter nos, arquivados anexos ao pio tu- ti) a garantia do sigilo que assegule sua privacidade quanto aos dados
ári o médico, garantida a col fi dei cialtdade desses termos. confidenciais envolvi dos, exceto quau no aos dou ti inen tos subscritos por ela
eu) caso de -equ isição judicial:
Art 3" A priiiicir:i Cisc é colisti tuída pelo relato circunsta i iciado do even-
to, realizado pela própria gestante, perante dois profissionais de saúde do serviço II -- deverá ser assinado ou identificado por in ipressão d;mtiloscópi ca. pela
gestante aLI, se for incapaz, também por seu representante legal:
ParágraFo único. O 7èrmiio de Relato Circuiistanciado deverá ser assi-
nado pela gestante ou, quando incapaz., tambémi i por seu representante legal III - deverá conter d cela ração expressa sobre a decisão voluntária e
bem como por dois profissionais de saúde do serviço, e conterá rlscie,mtc de inre rromper a gravidez -

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A permissão jurídica para a interrupção voluntária da gravidez (1 VG), dever de proteger a dignidade h Li na ali a e todas as feririas de vida, qualquer
qualquer que seja o pretexto invocado, por desvalorizar a vida humana pelo que seja o estágio de seu desenvolvimento biológico, e não o de determinar
triunfo de fatores socioeconônhicos ou do egoísmo, que ajeita riscos e sa- o valor de cada unia delas, reconhecendo '-nais direito à vida a uni nascido
rificios, não seria uni grande passo para se legalizar supi-essão de qualquer do que a uni não nasci do, a uma pessoa sadia do que a un, a enferma tI5 Se a
vida hui nana que constitua uru peso para a sociedade ou para a gestante, justiça, entendida com a legalidade derivada da legitin,,ição do Estado de
sendo uru fator de corrupção e degradação social?. Direito, ensejo u mio paradigiiia da filosofia do direito, cornoo nos ensina Cal --
A dcscr mai iializa çã o do aborto, transfo rinand o-o em aborto livi-e'', so Lafer, a postulacão da fidelidade ao ordenamnento jurídico e, destarte, o
parece-nos, não seria a solução para a gravidez não desejada coara a questão dever-ser prescri tivo ela obediência à lei, como acatar, então, diante da rico iria
da rejeição de filho 'ão querida Constituiria mera tentativa para resolver 11111 coo stitr.icional, a legalização do aborto?
efeito, sem contudo eliminar a causa, ou seja, o porquê do ato de abortar, que Aléni disso, parece que há uma campanha de silêncio no que atina aos
advém da impossibilidade de controlar o nascimento de uni filho em razão riscos e às sequelas do aborto, legalizado ou não, por não se dar a devida
da flilta de educação sexual e de informação sobre técnicas anticonceptivas Nada atenção e imprensa médica que relata fatos verídicos nesse sentido. Não há
adiantaria IegaIizã-o se a maior parte da população não sabe como controlar a cofio passar incólume das consequências de um aborto natural ou provoca-
natalidade. Não bastaria condenar e n'oiro menos liberar o aborto; seria neces- do. Salvo raras exceções, até mesmo as mulheres favoráveis à descrii ii maliza-
sário criar condições para que o Estado possa eliminar as causas que o favorecem, ção do aborto que o praticaram não passaram com tranquilidade por essa
investindo numa educação sexual e moral que valorize o anior, a paternidade e cirurgia, embora possa haver as que permaneceram indiferentes.
a maternidade responsável. E preciso rnpensar a questão do aborto, substituin(lo-a Em regra, qualquer abortamento provocado pode ocasionar "síndrome
pelo amor, que dirá qual a me11, Or atitude a ser tomada. pós-abortiva''t como diz Bento XVI, por trazer riscos à saúde fisica ou
Os a rgu ri e ii tos pró-abu rtistas interiormente e xanu nado não têni ii ie ia tal e riria peso lia co nsciéi cia daquela que a ele se subo, eteu, pouco mn -
qualquer ci ei ai ficidade, pois, torta Ice idas pela i nipie usa ou por órgãos p rubI i -- porta n do a técnica utiliza da (suc ç ão, dilatação, curetagem, cesariana etc.),
citár ios, não passam de tentativas para pressionar a opinião pública, fazendo mnesn,o se levado a efeito por uni médico competente, com assepsia c dentro
com que aos poucos se venha a aceitar o aboi to.Trata-se de unia manipula- dos prazos estabelecidos legalmente, por constituir unia violenta agressão
ção pseudocientífica, visto que cai por terra diante de uma análise rigorosa-. fisico-psiquica à gestan teTais riscos existem, embora não avaliados pela opi-
mente científico -jurídica da norma constituc i onalrv . nião pública.
Corri a legalização do aborto haverá uma violação ao princípio co nsti- Muitos são os perigos do aborto na integridade finca da mulher, pois
tu caonal do absoluto respeito que se deve a unia vida humana (art. 52, caput. poderá haver:
lii e XLVH, a, da CE) e a queda da própria base do Estado Denioci -ático de
a) ii ite cçã o crônica (salpingite) e traun iatismno, que resultam mi em obstru-
Direito, que um corno fundamento a dignidade da pessoa humiana (art 1
III, da CE). Se compete ao Estado garantir os direitos fundamentais do homem ções nas trompas
e zelar pela dignidade do ser humano, reconhecendo-os e protegendo-os, li) problemas no útero causados por hemorragia, infecção ou endome-
como poderia, mediante lei, autorizar a disposição da vida de um inocente triose. Casos graves podem levar à perda da útero, ante a necessidade de
nascituro, renunciando a sua responsabilidade de tutelar a vida humana em histerectomnia, esterilidade ou morte. A curetagem malfeita poderá provocar
todas as suas f ases ?mi . Deveras, pela Constituição Federal, o Estado teria o perfimração uterina ou o colamento entre uma face e outra do útero;

105 .joo Evangelista dos Santos AI—,, outros, A borla - o direifo àpida, cii., R 38 08. VideWilike, O el,orto, cir, p. 192; Niceto Blãzquez, A ditadura do aborto, cii., p. 33.
1 OGWillke, O aborto, cii., p. 6; I'cdio-Juan Viladrich, AI,orto e sociedade per' Lçsirki, eh., p. 11. 109. Celso Lafer. A cconç:t-uçdo dos dirrifos humauos - uni diálogo com o peusa,u,ento dc Han-
tiali Areudi, Sào Paulo, Cotnpatiliia das Letras, 1988,jt IYL
107. Consulte: Micloel Litcliíie]d e Susaii Kenttsh, Bebês pata qurittiar.cit., R 9, e Nice--
co BIáqoez, A ditadura do aborto, ciL, p. 38 tIO. Discurso de Bento XVI 'ia Plendria da Academia para aVida (20-2-2011).

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de recursos públicos, os latrocínios e as corrupções dos" colarinhos brancos''? rua socioeconôniico. Com isso, não seria preciso que o Estado não só desse às
Esses crimes são praticados aos milhares todos os anos e sempre serão mcvi- associações beneficentes condições econônucas para acolher crianças abando-
táveis em qualquer parte do mundo e época. Por que não protegê-los, dando- nadas, proporcionando-lhes educação e orientação profissional, como também
-lhes amparo legal? Por que ningu ét 1 i, até o rnonien to presente, e inbrou de facilitasse sua adoção por casais estéreis ou desejosos de ter em seu lar urna
pleitear a legalização desses crimes? Qualquer pessoa em sã consciência sabe criança? Se, como observa Werthan, a mãe for autorizada legalmente a abortar,
que ii ão será possível descriniinalizá-los, então, por que legalizar o aborto? por ser o nascitLiro uni encargo social, o filho, pelo piir]cípio da rsononuia e da
Seria isso corruto em defesa da liberdade da mulher? 111 reciprocidade, tambéiii não teria o direito de niatar sua genitora que se tornas-
Urge não olvidar que, mesmo coiii a legalização cio aborto, ele conti- se inútil e doente, requerendo riiuitos cuidados médicos e trazendo niu itas
nuará sendo um problema de saúde pública, pois não haverá corro controlar despesas, achai nando-se, ;'ssi'1, a eu tan ásia? Se não há razão para admitir o nas-
sani tariarne tire as clínicas de todo o País, ii cru corro impedir a clandestini- cimento de um bebê não desejado, por falta de o,eios para sua educação, por
dade e a ausência de riscos à integridade fisica ou psíquica da gestante, ainda que se deveria conservar a vida de unia senhora idosa, aleijada ou arterioscle-.
que de classe média ou alta, oriundos de práticas abortivas. rosada? A sã razão não poderia aceitar que a sociedade ou o Estado, em vez de
ajudar unia n iãe que se encontra em dificuldades financeiras a criar seu filho, a
Poder-se-ia descriininalizar o aborto tão somente porque grande pai tedas
auxilie a matá-lo, por nicio de leis permissivas da prática abortiva. Isso condu-
mulheres brasileiras não tetu acesso a informações sobre contraceptivos? Por que
ziria.como pondera Niceto Blázquez, a unia terrível ditadura do aborto, ou
não tomar unia pmvidêi icia que seja urna solução honrosa e nao cri'nin osa?
seja, à arbitrariedade jurídica, à irracionalidade, ao império dos mais desnatu-
Não bastaria que o governo destinasse recursos para programas educacionais
rahizados e a uma crescente concepção materialista da vida.
publicitários em grande escala, de modo a informar sexualniente todas as classes
Outros alegam, como motivo para descrintinalizar o aborto, a possibili-
sociais, permitindo o acesso a ir étodos anticoncepcionais, enaltecendo, i nceii -
tiva' ido e fircilita, ido a adoção de crianças? Não seria preterível difundir o uso dade de .i cr lança aprecntar cleficiência.s físicas ou mentais diagu iosticaclas cm-
de anticoncepcionais i iarurais ou artificiais a legalizar o aborto? 127• rante a gesta cão- O abortan ieiiro eugeii êsico seria o p ri nu e, ro passo para a
eutanásia pré-natal, diante do sofrimento daquela criança. Mas será que com o
Há quem diga que é melhor abortar do que gerar crianças seu) família,
aborto eliminar-se-ia seu sofrimento ou o de seus pais? Se, por exemplo, em
rejeitadas por serem indesejadas ou por não haver recursos financeiros para
regra, as cri-atiças portadoras de síndrome de Down são alegres e extremamen-
mantê-las e educá-las, porque, no porvir, transformar-se-iam, fatalmente, ciii
te carinhosas, se seus pais têm, em sua grande maioria, verdadeiro amor por elas
marginais ou criminosos. Com tal afirmação, a proteção pretendida é, na ver- se as associações de deficientes não apoiam a interrupção seletiva da gestação,
dade, dada a quem? Ao feto, que tem seu direito à vida resguardado constitu-
perguntamos: de quem se pretende amenizar o sofrimento? Quem advoga o
cionalinente, como qualquer pessoa humana, ou aquela que, sentindo-se no
abortamento baseado em infelicidade alheia não deveria aprender a viver com
direito de matar para manter seu statu que socioeconômico, dispõe da vida do eles, que tratisforniani sua dor em sentido da vida, dando-lhes apoio e ajudan-
"infeliz candidato ao aborto", negando-lhe o mais fundamental de todos os do em sua educação?t 2 . Ora, se um adulto enfcrmo física ou mentalmente tem
direitos, que é o de viver?- Será que a falta de recursos financeiros para educar direito à cura, à proteção jurídica de sua vida e de sua integridade fisico-psi-
e manter uma criança seria motivo suficiente para abortar? Esse pensamento é
quica e a uni tratamento naéd,co e hospitalar adequado, por que uru nascituro,
peculiar de quem ainda não se conscientizou de que a problemática nacional que é uni ser humano como ele, não teria igual direito apesar de apresentar
é, como diz Sandra Cavalcanti, a má distribuição da renda nacional sob o pris-
malforniação congênita? Diante das modernas técnicas da engenharia genéti-
cm e da medicina que avançam dia a dia, não haveria possibilidade de que seus
defeitos viessem a ser reparados? As naalformações fetais não poderiam, se ad-
126. Sandra Cavalcanti,Aborto caso de direitos humanos, Poflia de S.Pauh,, 24-10-1 993.
p. A-8; Niceto Bjzucz, A ditadura do aborto, cir., p Se 16-7; Josê Gea Escolano, Sim CII
ar, aborto?, rim., p 21; Pedro-Juii Viladrich Abono e sc'cicdadc prrrnrssiiYa, rir, p. 7; Will ke, O
aboTío,c't.,p. 131 128. Nicero BIzquez, A ditadura do aborto, cit, p. ID e 12-3.

127 Niceto Bldzquez, A ditadura do aborto, cit-, p. 35 1 29 Vahuir Regina to, Aborto... Bolrthri, nt., p. 6.

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33) estaheiecinwnro do programas de prevenção Colina estupro, esclare- oug;inlca e biológica própria indepei i dera te da de sua mãe. Se as normas o
cendo qual o iiielhor modo de agir diante da violència sexual, se 'ião se puder pio regeu ii é porque te' n personalidade jurídica. Na vida iii trauter i na, ou
cvi t -la $ para preservar a ida., dando iii íbrrnaçôes sobre a atitude a ser tomada iii esmo iv 'jrro tem persoi:a/idade ju ndha fninaI relativa "lei) te aos direitos tia
logo ciii seguida, pois o exa inc niédico na polícia após o estupro ê 1h, doisicintal - perton ai 1(1 a de, c ons.l grados consti tucio li a Iril elite, adquirindo pc'isoia/id dc
É preciso, P., rta no, que se deixe de lado a miopia tia con d Lição da coisa vaie, ia1 apenas se nascer com vida. ocasião ciii que será titular dos
pó til ira e a política do 1,w, qu e se caia pera ii te o aborto, não favo i -e- di I- e itos patri 1)1 tinia is e dos obriga cio ria is. que se cii co ii travam ciii esta do
ccii do .i prática de técnicas anticoncepcionais, dcix indo de oferecer o pç à es potencIali{t e do direito às itidcmib,içôes por dano moral e patrimonial por
válidas pari evitar .i cliii" naçao do feto. err.id iran do a corrupção, não inves- ei e sofri do. Receberá tal i iideniza ção a partir do nasci men co até co mplcl ar a
tindo lia cd ti cação sexul, não concentrando esforços pala a cot so lidação da idade dc 21 a nos (hoj e 18 :i nos, por força do ato ,1 Código C vi , a ri. 5) - (2 2
tisuça social e não operaciona lizan do a redistribui ção de rendas e rei ras 1 'rACSP l(p Câm., Ap. c/ ltev. 4K9.775-0/7, Mogi Gtuaçti.. 29-10-1997).
Urge que o Estado e a soa eda de c t tup raul suas respo risabi Ii dades sociais. Por isso serâ precisO, portanto, dcliii) ita r as fronteira, da responsabilidade civil
evitando o desvio de verbas públicas e o péssinio gerenciamellto desses e- por dano moral ao nascituro, tanto na fertilização natural corno na assistida.
cursos, e olereçaiii medidas idôneas para proporcionar uni clima vor;vel aos
valores da vida, evitando-se a permi ssividade do a horta liento.
Um progruna qu e proporcione pia iej.i rIwi' lo ii i nilia r e parei indade
1 .U46/56.,i.5. , 1.100/k, n.7, do Coii'llio da liuropa. que —aniondITo o direito à viii lisde
responsável contribuirá para a defesa do bei li-estar dos seres h u ii anos, co ii sti - çoiicqCio.A ( orsriruço par.uztiaxa,ai -t. 4. Constituição cI,ilciia,arr. 19. l. Uinstiruiçaii pe-
tuin tio a tu e1 hor ''a urna do niovinie rito pró-vida Contr;i O aborto e tina solti - rLi,ili,l.art. 2, e .5 CF/88. do Brasil, au. S. tutelam o naciruio. () niesino se dn,i do ;irm ' do
ção una e rompa t vel (Qual .1 dignidade liuniana. O p rob eu ia do aborto - Código Civil hu.ts,lciro. ii.' in -c>gada Lei b, -asieir,i dc biossegura,iç.L (Lei ii. 5.974/95) e di, Lei ri.
1 1 11, / 20 ,05, .irts. 6 -,111, 21 e 23 O CE \1. ia R-1 o ..... do CI M o.1 931 .21119. que .ipnva o
incute poderia ser resolvido com unia attt.iu'te piili,ica dc prCt'ciiÇio Pan, tanto,
dc F.ric.i .M""'L"","","" lilédico exiba .ilisoluto respeito pela 'ida Iiiiiiiaii.i desde
convém repetir, serã preciso que a sociedade e o Estado eni preeu ida ii, cora
.1 concepção itt a Iron,. 4.le Matuad Filho e outios (i'slquusiiio &tal, ecixiLi-ibiiiço da Lilriasso
ieii lerneil te, ri na loi iga e ãrd Lia cail mb ada dirigida 5 filosofia do respeito 5
tlogra6.i - algLLliias ritlexoes, li ala, ii. 27, p. 185 e ), os qtiau observar" que o Cito reage
vida e à dignidade do ser humano, sob pena de perderem seus padrões morais. .1 grs0es e a sot is e s Li .15 ri lan ires ti ÇõeS (1 nionstra li OS CI flC teres de sua peno ria' idad

ante a forte tendência alua] de urna nienrlidade hedonista e ti til, tarista, que 164. Maria Hderia l)iriiz, G<idJIy Ciu,l anotado, Saraiva, l 999 . p. 9; fl_ey Le.iiJi..C) inicio da
busca ansiosamente o prazer a qualquer preço à custa da desunanjzaç, r0ti a li riade jurídica da pessoa n.,treá nina q 1 est3o do século XXI, kn.'ista landa, da 1 ILBA, v.
Vil. p. 33970, Diogo leite de Campos. A capacidade sucessória do nascituro (ou .s crise do
posi DVI si iso 1 eg;ilista) , 1 )eI Rey . tídica, 17 24-27: Sibijani Juny de A. K b i nela Lo. A pessO.l )atk iii
3. OS DIREITOS DO EMBRIÃO E DO NASCITURO EA RESPON-
.1 quieto era dos direi Os: O nascituro e o embrião pré -iii 'pia taLó rio, Rei 'isca li rasileirii Si Uivem!
SABILIDADE CIVIL POR DANO MORAL E PATRIMONIAL CiNJq'arado, ii. 32, p. 79-130,2H)9;Rocic,ifo Painploiia Filho e Anal M.Arau'.t'iiel;ijurdt -.i
do ia st tu ro luz da Cotisti L ti ição Ri ri era 1, R pvista Brande, ,, dc Direita Ci )i Gil til fCiO na! e
O en ibrião, ou o 1 iasci turo, tem resguardados, no rniativanentc, desde a
Relaçrcs & Cr ,, ri,,rt,. / 241 -262 :Joçê de 011w ira Ascensão Uivei/o civil, sã. Rani.. Sar.ova, 20
concepção'", os seus direitos, porque a partir dela passa a ter existência e vida
v. 1. p. 41: Ai ré de (1. Pagi '011 cclii. Direito a ool, do e,,rb ri&i, tese d efend da ria PIJ CSP ei
2014. lide au 22 do Código Civil mexicano; art. 75 do Código Civil cliilexio: art. r do Código
Civil brasileiro e art. 70 do Código Civil argcndno, que dispõe quc:"desdr la conapcuh' crieI Milo
inale,, ri, co,,, ,'i ia-a a 'xis:eucia dc las pen o,aas y —ao de nacio lei i fo pi eden calqi irir a&r ruas dcrcdni
161. Vide Pedro Luiz Srringhini, É til'i aceitado colara a vida, O Estado te S. PateA,,crm..
p.A-22, e Pedro-Ju;iiiViladrkh,4boiio e souedadr j'i'r,i,i.si,u, cii., p. 7-9 (n'lo si ya /i rehies.,, naada Esos den4 os queda,' ir,ev.vablnne,zie adquiridos si los 'e _bolo, e, ei si', ii

d'crua na(irTrJ, co,, rida au, iqi e fueia pai (risco,, ri, dessui, de es rir scponidcu de, "d'e''. A Sup rer 1.1
162. Coi,stilme:WiIlke, O tliirro, dc., p. 213.A Porcaria". 4/20%, da Secretaria Especial
Corte de M ci gari, e ii 9-7-197 1, dcc id ti que: '0 k' ii &meno do nasci11 i e uro ri ão é o começo da
de Poluira para as Mulheres da »residência da República, rio ad F,VI, teu, por objetivo
vida, por se-,na tiiiu niudariça lia forma de vida. . Uni feto, tendo morrido lo ventre da 'iiiic,
sensibilizar a soc'cdade pra os novos valores sobre direitos reprodutivos e sexuais das ,iutilhe-
eçt5 morto, tinia vez separado dela não tornará a viver. Um feto vivo, dentro do vrcrt - da mie, é
res e promoção da paternidade re,po'isveI.
uiii.l Criam ia viva. E., nieiios que ocorni n cirru nstã i loas tratiiiiãnc as, d, não flor ,r,-ii qua ei do
163 Pacto de Sio José da Costa Rica (1969), ris. F, n. 2, 3 e 4, reconhece o nascituro chegar o ceruipo de Gcar separado dela... O fato da vida não pode ser negado, neiil a sabedoria
coiuio pessoa;Converiçxo sobre Direitos da Criança (l989).preiinbulo;Recornendaçôesn 934/82. polirica que vé a personalidade dos n]o nascidos conv, merecedora da pmteço da lei".

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4. MATERNIDADE E PATERNIDADE RESPONSÁVEL E PLANE- filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e cotitrarreferênria na atenção prinlària, bern
JAMENTO FAMILIAR como o acesso a outros serviços e a grupos de -apoio a amanieritaçaci 5° A assistélicia
te feri cia no § 42 deste artigo deverã ser presta da também a gestantes e mãeses que ma infeste ia
4.a) Proteção jurídica à maternidade inreresse em entregar seus filhos para adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrei,'

As normas de tutela à maternidade, que é um direito social garantido


eu situação de privação de liberdade. 5
6° A gestante e a parturiente têm direito a 1 (ti m)
acompanhante de stia preferência durante o penedo do pré-natal, do trabalho de parto e do
constitucionalmente, são imprescindíveis em atenção à função biológica e pós-parto imediato § 72 A gestante deverá receber orien ração sobre aleitamento materno,
perpetuação da espécie humana, de modo a que a mulher, possa ter condições alimentação complementar saudãvel e crcsciiiie,ito e cicsctsvolviniento titílinril, hei,, como
favoráveis para tanto e pan não perder os efeitos de sua faculdade procriadora, sobre formas de favoreceu a criação de vixiculos afetivos e de esrimular o desenolvi,iiento
evitando os possiveis riscos que ameacem sua saúde e o desenvolvimento da o tegla 1 da cri., liça. 82 A gestante te iii darei to a ac onipa nliai ne a te sauda ve 1 durante toda a
gestaçat) e a parto natural cuidadoso, estabelecendo -se a aplicação de cesariana e outras inter-
gestação e da criança, dando-lhe toda a proteção durante a gravidez, o parto e
veriçes cirúrgicas por motivos médicos. 9° A atençào primária à saúde tara a busca ativa da
a amamentação. Daí a concessão do salário-maternidade (Lei n. 8,213/91, com
gestante que não iniciar ou que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera
alteração da Lei n. 10.710/2003), da estabilidade provisória de emprego, cru que não comparecerás consultas pôs-parto. 10. incumbe :10 poder público garantir à gestan-
caso de gravidez durante o aviso prévio (TST, Proc. n. 490-77.2010.5.02.0038 te e à mulher com filho na primeira infiincia que se encontrem sob custódia em unidade de
- publ. 15-2-2013), da licença à gestante sem prejuízo do emprego e salário, privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanirias e assisteilc ais do Sistema
Único de Saúde pan' o acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino compe-
com a duração de 120 dias (CF,art. 7°,XVIII), prorrogáveis por 60 dias (Lei n.
tent, visando ao desenvolvimento integral da criança''A Lei n 9.876/99, para evitar fraudes,
11.770/2008), se for empregada de pessoa jurídica que aderiu ao Programa
fez com que as mães recebessem o salãno-mateniidade do INSS, nus a t ai iv 10.71 0/2003
Empresa Cidadã, e o fato de a Previdência Social (CE, art. 201 II) e a assistên-
restabeleceu a responsabilidade das empresas pelo pagamento do salário-maternidade, com a
cia social (CF art. 203, 1) estarem adstritas à proteção à maternidade (EC n. possibilidade de coinpellsação dos valores no recolhimento das coritribuiçoes incidentes sobre
64/2010, que altera o art 6° da CF), especialmente à gcstante. -a folha de salários pagos à prestadora de s,,iço Tal salário é devido durante 1 2 0 dias, imc lan-
do-se no peniodo de 28 dias antes do parto e a d:Lra da ocorrência deste - As empregadas suj ci-
tas ao regime da CLT, o valor do salãnio-r,iaternidade corresponde ao salário integral. E ás
empregadas domésticas é assegurado o valor de uni salário ,iiininao (Breve Relato n. 15 - Bo-
191 5 D'lia Bossa Direito do traba/ho da una
undin , ae cootexto sacia1 h rasiIe ira c oloro au tidis - letim periódico da Duarte Garcia, Caselli Guimaràes e Terra, Advogados, 2003). Sobre salá-
crirnuiaatdnas, São Paulo. Oliveira Mendes. 1998, p. 34; Maria Garcia, Os direitos humanos da rio-maternidade: Lei ri. 10.421/2002, que estendeu o direito à licença de 120 dias e ao salário-
criança e a licença-maternidade: a interpretação constitucional é tinia questão de linguagem. maternidade às mães adotivas; Lei n 12.873/2013, que altera a Lei n. 8113/91, anis. 71-A,
Revista de Direi (o Constitucional e Internacional, 79: 57-72; Cibele C da CM. Santos, A liceu- 71-13, 71-C. e a CLT, arts. 392-A, § 5°, 392-B e 392-C A Lei rn I[770/2008, regulamen-
ça-iiiaternidade no - iço de adoção após O julgamento da ação direta da inconstitt,c'onalidadc tada pelo Decreto n 7 052/29 e alterada pela Lei ia 13 257/2016, institui o Progiama
ri. 4177, Reviçra Síntese -. Direito (le Fatajília 76: 39-49; Luiz H. S. Barbugiani, A licença-i,ia-- Empresa Cidadã e perlalite a an ipli ação da licetiça-materiaidade por mais 60 dias, em caráter
rernidade como dever na sociedade contemporânea: uma concepção evoliacionisra, 1ei'isI,i facuftativo, cru troca de iiicexltivo fiscal ao empregador. Os anis. 1°,3°, 42 e 59 da Lei n - li .770,
Síntese. Direito de Íaníha, 79:225-37; Débora Gozzo, Gestação de substituição e a licença- de 9 de setembro de 2008, passam a vigorar com as seguintes a] teraçôes "Anis. 1 2 E instituído
-maternidade: a posição do Tribunal de Justiça Europeu, Lerrado-L4SP. 708: 22-23.0 cri o Programa Empresa Cidadã, destinado a prorrogar: 1 - por 60 (sessenta) dias a duração da li-
da Constituição Federal com a seguinte redação, dada pela EU ii. 64/2010, prescreve: São cença-iiiaternmdade prevista no inciso XVII E do caput do ara. 7a da Constituição Federal; II por
<breiros sociais a educação. a saúde, a ai imenração, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, 35 (quinze) dias a duração da licença-paternidade, nos termos desta lei, além dos 5 (cinco) dias
a previdência social, a proteçào àtuacenudade e à 'nfãncia, a assistência aos desamparados, na estabelecidos no § 1 2 do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais TrersucrIuns § 1 2 A
forma desta Constituição' (grifo noso) Vide Declaração Americana dos Direitos e Deveres prorrogação de que trata este artigo: 1 - será garantida á empregada da pessoa juridica que
do Ilornercar (1948). art VII. O art. 8° da Lei n 8.069, de 13 dejulho de 1990, passa a vigorar aderir ao Programa, desde que a empregada a requeira até o final do primeiro mês apôs o
coma seguinte redaçan. dada pela Lei ri. 13.257/2016:"Art 8° E assegurado a todas as inIbe- parto, e será concedida imediatamente após a fruição da licença-maiaternidade de que trata o
res o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, inciso XVII[ do rai do art. 72 da Constituição Federal; II - será garantida ao empregado da
às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao pilerpério e pessoa juridica que aderir ao Programa, desde que o empregado a requeira rio prazo de 2 (dois)
atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no ánibiro do Sistema Unico de Saúde. dias úteis após o parto e comprove participação em programa ou atividade de orientação sobre
§ Vi O atendimento pré-natal será realizado por profissionais (ia atenção primária. § 22 Os paternidade responsável. S
2° A prorrogação será garantida, na mesma proporção, á empregada
profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua nculação, no último trimestre e ao empregado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. Ara - 32
da gestação, ao estabelecimento cru que será realizado o parto, garantido o direito de opção da Durante o peniodo de prorrogação da licença-maternidade e da licença-paternidade: 1 - a
mulher. 3° Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus empregada terá direito à remuneração integral, tios mesmos moldes devidos rio petiodo de

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1 .942/2009. reza que: ''Os estabelecimentos penais destinados a mulheres penitenciária para prestar assistência gratuita às crianças desde o nascimento
serão dotados de berçário, onde as condenadas possam cuidar de seus filhos até os 6 anos (CT art. 203). A creche é, portanto, um encargo estatal, previsto
inclusive alTiainentá-los, no níni mo, até 6 (seis) meses de idade''. na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente, para proporcio-
1 )everas, referida lei, no dispositivo supramencionado, determina que narr à criança coo (lições ideais para o Seu crescin lento e desenvolvimento. Esse
haja local para nniciticicacao, nus, na verdade, não há espaço higi êni co a de- atendimento em dependências adequadas à criança possibilita a liberação de
qu ado para isso. A ai na iii eu tação dos bebês devera ser feita precar ramente em sua mãe pala as atividades do presídio, uma vez que estará sob vigiláncia e
salas improvisadas nos presídios. Urg e que se crteni condições próprias para assistência de pessoas categorizadas para terno` . Pela Lei n. 8.069/90. com
o aleitamento, pois, se a pena não pode passar da pessoa do delinquente. conic alteração da lei n. 11962/2014: 'Será garantida a convivência da criança e do
negar à criança o direito à amamentação e ao contato com sua mãe, ainda adolescente com a mãe privada de liberdade, por meio de visitas periódicas
que seja uma presa? promovidas peio responsável ou, rias hipóteses de acolhimento institucional,
pela entidade responsável, independentemente de autorização judicial" (art.
O art. 89 e parágrafo único da Lei de Execuções Penais, com a alteração
19, § 4°) e pelo art. 23, § 2: "A condenação criminal da mãe não implicará a
de Lei n. 11.942/2009, dispõe que a penitenciária de mulheres será dotada de
destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime
seção para gestante e parturiente e de creche para abrigar crianças maiores de
doloso, sujeito à pena de reclusão, contra o próprio filho ou filha". Como,
6 (seis) o' eses e menores de 7 (sete) anos, corri a finalidade de assistir a criança
então, admitir a violência contra a mulher presa impondo limite ao exercício
desamparada cuja responsável estiver presa. São requisitos básicos da seção e da
do maior direito fundamental de que é titular: o direito à maternidade?
creche: a) atendimento por pessoal qualificado, de acordo com as diretrizes
adotadas pela legislação educacional e em unidades autónonias; e b) horário de
fun cioila' 1 ieii to que garanta a melhor assistêi cia à criança e à sua responsável. 4.c) Explosão demográfica e controle da natalidade

A ONU requer que exista higiene no presídio, ausência de superlotação, A alta fertilidade e o crescimento da população influenciaram a conso-
serviço de saúde, respeito à maternidade da presa e vigilância das condenadas lidação da ideia de controle da natalidade e a implementação de urna poditi-
por mulheres para evitar abuso sexual. Deve-se resguardar o direito à intimi- ca e do programa de planejamento familiar, visando o bem-
dade c' à maternidade, dando inclusive atendimento pré e perinatal para a -estar dos indivíduos e das famílias, a melhoria da saúde das mulheres e das
mãe e o bebê pelo médico que acompanhou a sua gravidez, recebimento de crianças e a plena vivência da sexualidade.
alimentação suplei nentar, desenvolvimento de um programa de berçário e Inúmeros são os argumentos favoráveis ao controle da natalidade, como:
creche paia garantir à criança o contato com sua mãe. Deverá haver para o A) falta de alimentos, 'nas tal não procede, tendo-se em vista que a FAC) no-
período de ai]laii len tação um berçário, urna saleta para o aleitamento, insta- ticiou que, bem utilizadas, as terras dos países em desenvolvimento poderiam
lação sanitária e cozinha contendo a mais absoluta higiene.A Lei de Execu- alimentar 18 bilhões de pessoas, ou seja, o triplo da população mundial dos
dias atuais; b) pobreza, porém, os países desenvolvidos têm maior número de
habitantes, por exemplo, o Japão, com 840 hab./km', e as nações europeias,
de algemas durante o ri -aballio de parto da presa e rio subsequente penado de sua internação com 213 hab./krn 2 , enquanto os em desenvolvimento, como os da América
em estabelecimenro de saúde- Nesse Ilesnio sentido o arr. 3 do Decreto n. 8.858/2016. Latina e os da Africa, têm, respectivamente, 55 e 80 hab./kni 2 , Tais cifras
Havia, no Brasil. Projeto de Lei n. 9/2003 (ora arquivado), que pretendia alterar a Lei demonstram que a superpopulação não conduz â pobreza. Na sua política de
de Execuções Penais para permitir visitas intimas a preses horuiossexriams.
Portaria n. 883, de 22 de maio de 2012, do Miriistrio da Justiça, institui Grupo de
Trabalho com a finalidade de elaborar políticas intersetoriais e integradas destijudas às niu- 191. Sonia Bossa, Drreiio do trabalho, cit., p. 36-7 V?dr Portaria n. 472, de lOdc ourubio
Ilieres co' situação de privação de liberdade, 'estrição de dirriros e às egressas. de 2011, do Departamento Penitcuciirio Nacional, que visa tornar público os procedimentos,
Portaria lntei -i,iinisterial ii. 210, de 16 de janeiro de 2014, institui a Política Nacional critúrios e prioridades para concessão de finallcianlerlto de projetos referentes à temática de
de Atenção as Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisio- Assistência à Saúde Materna-tníantil, no eixo de Reintegração Social do Preso, Internado e
ria1, e no art. 2, IV protege a maternidade. Egresso, com recursos do Fundo Penitenciário Nacional.

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mulher nas atividades produtivas. Mas, na verdade, o grande perigo não é a contágio de doenças sexualmente transmiss ein-estar de suas campa-
explosão, mas sim a impiosão demográfica, tendo-se em vista que a taxa de ribeiras e paternidade de todos os filhos; e e ra, nos casos de abortos
natalidade está abaixo de 2,2 filhos por mulher fértil nos países desenvolvidos legais, os serviços médicos prestados em con dc higiene e segurança 1 .
e em 20 nações em desenvolvimento. fa7endo com que a população jovem. Fácil é perceber que tais direitos reproc na atualidade, têm muito
nesses países de idosos, não consiga produzir o suficiente para manter a apo- mais de liberdade negativa do que positiva: o de não ter filhos em vez
sentadoria destes e garantir unia velhice digna. Deveras, como os nascimentos de tê-los.A paternidade não desejada pode d ai a indenização por per-
decrescem, a sociedade envelhece em marcha forçada, e sem juventude não das e danos. Nos Estados Unidosjá se preces mulher por apropriar-se
haverá o é/au necessário para o desenvolvunento e o progresso do país 13 . e fazer mau uso intencional do sênien de seu :iheiro, convertendo-o eu -,
pai contra sua vontade, por tê-lo enganado qu pílula anticoncepcional,
44) O direito reprodutivo-sexual, o direito à descendência e o pia- dizendo que engravidara por"acidente"e obi •-o a arcar com gastos para
nejamento familiar como parâmetros da política populacional o sustento do filho. O homem teria direito ( -se a ser pai? Poderia ele
não aceitar sua responsabilidade sexual?A mi derrn negar-se a ser mãe?
Na Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento, consoo- A responsabilidade da contracepção de ompartilhada por ambos,
cada pela ONU e realizada no Cairo, em 1994, pela primeira vez houve uma pois a eles compete a atitude pró-escolha qua nnsequências das relações
clara formulação da ideia de dircifos reprodutivos e sexuais, confirmada, no ano sexuais ou da fertilização assistida"`. A libe! :i- a decidir o número de
de 1995, na Conferência Internacional de l3eijing, tendo o seguinte teorOs filhos e o espaçamento dos nascimentos pert wara de imunidade e não
direitos reprodutivos incluem certos direitos humanos quejã estão reconhe- interferência externa, correspondente a tod "'duo. Essa concepção da
,idos nas leis nacionais, nos documentos internacionais sobre direitos huma- sexualidade deixa o caminho anais livre par .ponsahilidade de muitos
nos e em outios documentos pertinentes das Nações Unidas aprovados por homens em seu papel de pais e maridos. Na r, o que está em jogo é o
consenso. Esses direitos firmam-se no reconhecimento do direito básico de reconhecimento do direito a uni filho. Se io fosse, o conteúdo dos
todos os casais e indivíduos a decidir livre e responsavelmente o número de direitos reprodutivos seria conducente a ml A. contra os direitos hm-
filhos, o espaçamento dos nascimentos e o intervalo entre eles, e a dispor da manos, diante das reivindicações amparadas direitos: o aborto livre, o
informação e dos meios para tanto e o direito a alcançar o nível mais eleva- direito a um filho mediante o livre acesso à s de reprodução assistida
-

do de saúde sexual e reprodutiva A promoção do exercício responsável


( ... ) ou o direito 5 esterilização. Nessas situaçõe como invocar "o direito
destes direitos de todos deve ser a base principal das polfticas e programas a alcançar o nível mais alto de saúde sexo., dutiva'' mencionado na
estatais e comunitários na esfera da saúde reprodutiva, incluindo o planeja- definição acima descrita. Como todo direit obrigações, que consti-
mento familiar". E,,e documento: a) reconhece, portanto,o papel central que turro seus limites, no exercício dos direitos ivos, os casais c os mdi-
a sexualidade e a relação entre homens e mulheres desempenham no tocan- víduos devem considerar as necessidades dc as nascidos e por nascer,
te à saúde e aos direitos da mulher; b) afirma que os homens devem assumir bem como seus deveres para com a comu' -igo, os direitos reprodu-
a responsabilidade pelo seu próprio comportamento sexual, sua fecundidade, tivos não são absolutos, pois os direitos da 'a bem comum impõem
seus limites. Por isso não se pode falar de u '3ade procriadora exerci-
da de qualquer maneira, mas de uma liberda- ::nsável. Há liberdade para
195. Sobre o assunto: Ana Maria Costa, l'Iatiejarnento familiar no Brasil, Bioflica, 4:209
e s.: Freedman o Isaacs, Hunian rigins and rcproduct,ve choxce, in S onio, iitfamdy planuinq,
1993, p. 24, Maine, Fatxily piwining: 11 irnpact ou thp ho.11h f wv,ieii and children, New York, 196 Maria Auxiliadora Minahim. Direitos rc 1 sexuais Constituição e efe-
1981; E. Berquô e M 18. Rocha, Planejamento familiar: agora, os desafios de urna imple- tivaço da cidadania, Revista Jurídica dos Formaudos YPBA, 4:144
meritação adequada. Fm&, Brasilia, v 6, n S5, p. 10, ago. 1997; Maria Isabel B. Rocha, P/ane- 19* Ignacio Aréchaga, Paternidade não dese. :sa, 21:4. Pelo Enunciado n
jantentofaníiliar e abono discussões políticas e decisdes no Parla,nenro. trabalho apresentado no XIV
- 68 Biol)ireito Os direitos reprodutivos corms}
- - conjunto de direitos bisicos
Encenem Nacional de Fondos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu/MC, de 20-24 relacionados com o livre exercício da senialidade e - - :mo llunla'la (Aprovado na II
do setembro de 2004. Jornada de Direito da Saúde)

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de restostero, ia foi mi etad a a cada quatro meses e a progesterona, a cada rr&s A mitologia grega contémi uma lenda de que, por Ser hei n iaírodita,
meses. Mas bá médicos urologistas entendendo que o produto ainda não pode Adgistis, filho de Zeus, era odiado pelos demais deuses, que, por isso, esol -
ser comercializado, ante a necessidade de acertar a dose do medicamento, pois t-erai n retirar sua masculinida de. Dionisio, para tanto, etiihriagoti.- o, anurran-
neili to dOS 05 homens reageu 1 da i nesnia for ma.e d, solucionar o problema do r,ai cordel em seus pés e testículos, a tini de que, depois da enibr iagnez.
tia restauração da capacidade fértil, com a su sp ensá o do anti con cepcio nu, e ao se leva, tar. de n iodn brusco, estes fossen ainp o tados pelo referido cordel -
Conta-se que a rainha Sem íraii iis, de N iii ive, havia ordeii ;do que doentes
da red o cão dos níveis de colesterol bom'', ca usa da p ela s doses de testosrero-
incuráveis e retarda dos de seu reino fossem castra dos para evitar a cl egenera -
tia eiii excesso; e) 'a xIizaça{l de C9CVPfl icida (s uhs rãi ) cia química que inaobiliza
cão da espécie
e destrói os esperu tatozoides) , que. vinte Ou til') ia niin utos antes da relação
semi al, deve ser colocado tio Condo "agi ''ai; fl no,ad, a cada semana o o
Na era medieval, até o século XVIII, castravani-se os adolescentes can-
tores da Capela S istina para ri iaii ter o tom contralto de suas vozes. O mais
anel uagina/ (que fica no corpo durante três semanas, devendo depois ser re-
célebre desses cantores mutilados foi Cano Broschi, cujo canto mavioso
tirado ou trocado) que iii]] Ci onain com os mesmos princípios ativos das pí-
chegou a curar a melancolia de Felipe V, da Espanha. Voltaire insurgiu-se
lulas, só que os hormônios são absorvidos pela pele ou pela mucosa vaginal
contra essa prática por considerá-la i moral".
e caem na corrente sanguínea, ruas não são apropriados para portadoras de
câncer na niama • tro 1 iibose, pressão alta, diabetes - (1) 1)1 U, dispositivo intrau-- A castração também era utilizada para atender a fins religiosos. No sé-
termo de plástico, recoberto de cohi-e, introduzido na cavidade uterina em culo III, havia uma seita fundada por Valesius, cujos sequazes se mutilavam
para evitar a perpetuação da espécie. No século XVIII, a seita dos skoptsys,
regi-a tio pós-parto imediato, iiitracesárea e pôs-aborto, deve ser evitado por
criada por Selivanov, preconizava a castração para evitar os pecados da carne
ser abortivo, visto que apenas evita a fixação no meto do óvulo já fecundado,
e manter a castidade 2".
não tendo o condão de inipedir a ovulação 11cm o acesso dos espern-iatozoi-
Usou-se a castração para atender a fins terapêuticos, suprimindo hérnias,
desa o 6v o] o Alei,,n de ti ão ser tu étodo ali riconcep cional ,aca rre la alterações
curando leprosos, doentes com câncer na próstata, prevenindo epilepsia ou
ti ienstrti ais; g) ii ui to mais do que ii tu contraceptivo c o [niplai on (inipla ii te
gota, e a finalidades eugênicas, como em 1779,Johann Peter Franck, médico
do tanianlio de uni palito de fósforo, colocado pelo ginecologista tio braço
alemão, que eniasculava doentes mentais para prevenir a degenei-ação da raça.
da mulher) ,por PC rniitir o planej anien ia fim uliar, pois,apesar de ser uni novo
Hoyt, superintendente do Manicômio dewinnfield, Kansas, em 1885,castrou
método de longa duração, ideal para quem não quiser filhos a longo prazo
44 meninos e 14 meninas. Em Michigan. em 1889, surgiu o primeiro proje-
(3 anos), pode ser retirado a qualquer momento, tornando a mulher apta a to de lei para castração de doentes mentais, que foi rejeitado 2 t 1 .
engravidar. É o contraceptivo mais seguro (99,93% de eficácia) em relação
A castração já se deu para apaziguar instinto sexual de criminosos rein-
não gestação e tua is prático por não necessitar de iii ai ores cui dados e por
cidentes em crimes sexuais, evitando que egressos continuassem a perpetrar,
possibilitar unia vida absolu tatue i te nor mal à sua usuária
os ii tesmos delitos.
A castração pode ser acidental, cm decorrência de imperícia de cirurgião,
5. ESTERILIZAÇÃO HUMANA ARTIFICIAL
ao seccionar cordão espermático do paciente, ou, ainda, congênita, caso em
5.a) Noções gerais
A esterilização humana artificial consiste no ato de empregar técnicas es-
208. António chaves, Dircifo a vida e ao próprio corpo, cit., p. 117, e José Raul forres
peciais., cirúrgicas ou não, 110 honiein e na mulher, para impedir a fecundação"'. K,r'user, RcspotisabIzdad, nt., p. 154-5.
A castração, ou ccii asculaçao, C,r igin o ti -se ciii vi nide de questões cingi- 2{)9 R. 1>cllcgritii, Sexologia, Madrid, Morata, 1968, p. 164.
nicas, sociais, religiosas, terapêuticas, demográficas e econômicas. 210 António Chaves, Dirrio à'ida e ao próprio corpo.dc, p. 117 Tantos erdul os nu-
tilados que a Igreja, no 1 Conciiio de Niceia, em 325, passou a vedar o seu ingresso 110
saco rdó ci o.
207 José ItaLil 'forres lKir,iuer. Responahilidad j,ro/'esiouai de ks médicos, Astinciôn_ 21 1 .Wauderley I.acerda Panasco. A ,rspdn3abiiidadc d'il, eu , ó- d., nxédiros, Rio de Ja ei-
l 989, p. 134. ro, Forense, 1994. p253,261 e 312;An1õn10 Chav, Diroifo à vëda e ao própdo coq,o, rir., p1 -9.

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norte-americanos 1iasarani a admitir a estenlizaçao compulsória por motivo tornou sem efeito as leis de 1933, que impunham a esterilização de pessoas
eugênico, em casos de doença iliental, epilepsia, desvio sexual e criminoso se- com enfermidades tísicas ou psíquicas hereditárias graves e de criminosos de
xual reincidente, desde que houvesse autorização judicial 21 . As Emendas Cons- alta pericuosidade, e a lei de 15 de setembro de 1935. que chegou ao auge
titucionais li 8 e 14 da Constituição 1 ederal aiau'ricana tornaram iii coiastitu cio- com as experiências para obter a raça ariana pura, csterihzando prisioneiros e
nais as leis que prescreviafli a esterilização eugênica. Mas,já em 1942, a Suprenu pessoas de outras raÇas. Contudo, hoje, tem sido admissível na Alemanha pela
Corte declarou i ncoiisti tucional a lei do Esta do da Oklali orna relativa à esteri- lei de 15 de agosto de 1969 por motivos de eugenia, e cru 1989 passou-se a
permitir a esterilização compulsória de pessoa maior se a gestação pudesse
lização dc c r iminosos sexuais rei' ciden tes considerando que a pi-ocriação está
constituir risco para sua saúde física e mental. Na Áustria, e nbora a norma
inseri da entre os direitos bás,cns do ser iii, tu ano . Todavia, apesar disso, houve constitucional proíba discrinainação de portadores de anomalias tu entais, estes
proposta retirando o direito de procriar dos que tivessem genoma alterado,
têm sido objeto de um programa de esterilização forçada. E também praticada
diante do risco de transmitir geiles deletérios à sua descendência, a não ser que
na Suíça, nos cantões deWyll eVaud, respectivamente desde 1907 e 1929. No
se sujeitassem a submeter-se a uma intervenção da engenharia genótica 2 . No Canadá, no Estado de Albert, desde 1928. Na Dinamarca admitem-se a castra-
II Congresso Latino-americano, em 1941,no Chile, concluiu-se que:Dado ei ção química de estupradores reincidentes, mediante prescrição de medicamen-
estado aa ua 1 de los cc, a soutos buro,ii ri o es posihh por ah ora, propiciar métodos tos para reduzir níveis de testosterona, e a esterilização desde 1928, sendo a lei
engenésicos teudientes a ciii, linai- ni la probable descendencia cri' uma!" mais recente de 1963. No Paraguai, o Decreto-Lei n. 2.001, de 1936, art. 31,
Além dos Estados IJai idos,a Alemai ba, a Suíça, a Austrália (1992). o Ca- prescreve:' Queda pro/ubido ri inatrimonio entre leprosos y sanos e incorpé raseentre
nadá, a Noruega (1934), a Dinamarca, a Suécia (1972), o Paraguai, a Finlândia. /os hiipedinientos previstos eu e! art. sio de lá Lcy de Afatri,nonio Civil Ia circu, zstancia
a China, a Espanha e a Itália (1985), entre outros países, admitiram a licitude de padecer de lepra uno de los futuros contrayeutes. En los casos eu que ariabos conlrayen-
da esterilização eugêilica Na Alenianha,a esterilização e a castração de estu- (es padeciercn de lepra, cl malrinionio sevc'i só/o después que /OstUtíiros cOnyUCs se li ti-
pradores e sádicos contuiiiazes foram analisadas por Maier, cru 1911, no Vil l) eral rue ti do a los procedun icu ti is dc esieri/izacjó,, que cl 1-li, isterio de Sal,., ti esta-
- Na China, ai é, ii da esterilização em '1 assa, com a campa T iha ' 'rim ii casal,
Congresso de antropologia criminal. Na época do 1 azisino, o triunfo dos
uni filho'', há uma lei de novembro de 1988, da província de Garisu, que só
aliados, cujo Conselho de Controle, pela Lei n. 11, de 30 de janeiro de 1946,
admite casamento de mulheres com problemas mentais se forem esterilizadas,
obrigando-as, se ficarem grávidas, a praticar o aborto. Na Espanha, em 2 de
junho de 1989, foi publicada unia lei autorizando a esterilização de excepcio-
Vieira e Thiago B C . dos Santos, Castração química alternativa pan corres contra a liberdade nais com deficiência psíquica grave, desde que solicitada pelos pais ou repre-
sexual? Eniws de brocar, e direi(t (org.Tereza R.Vicir.i).l3rasilia, Consulex,2009, p. 161-170.
sentante legal e autorizada por médico e juiz 210 .
217. Grawiord Morris e Moritz, Vector cuxcl parieni and 1/lo face, Saint Luuis, 1971 p. 106.
O Jornal do Tarde Oustiça okrecc esterilização pais estupradores, 8 dcj unho de 2004, p. 1 4-A) No Brasil não é permitida a esterilização eugênica, diante do disposto
noticia qtic:''A Justiça da Noruega csr oferecendo, los condenados por estupros, a opcào da no art 32, XLVII, e, da Constituição. que veda a imposição de penas cruéis,
esterilização qLdinlca. que U!OqL'eLa os efeitos da tosco terona e aniquila o desejo sexual nus-
cuirno. O objetivo é fazer com que novos casos de btisos não se repitam - Quatro condenadas
já aceitaraili a esterilização".
220, Antônio Chaves Direiio a vida e ao pprio corpo, cit., p. 101, 103, 107. 113 e 119-20;
218. D ugdalc, para justificar a cligenia, efetuou estudos em virias familias aiflericai)aS, Conzales Torres, Manual de medicina leçal, Asuncióri, 1967, p. 196;José Raul Torres ICirniser, Res-
sendo urna delas a de Mx Julres, de Nova lorque, que, por ser ébrio contumaz, deu origem po,eafn/idad, cjt, p. 155 e 157-8. Após 30 anos de vigéncia de maia lei. em zonas tirara, lia
a urna descendência dc 130 delinquentes, 7 assassiiios, 440 portadores de moléstias veiiéreas,
China há proposta levada em palita rio Congresso Nacional do povo no sentido de pôr fina à
400 com conduta pervertida e mais da metade das mulheres entregaram-se á prosntuiço. Vide
polirica do filho 6 nico e tolerar duas crian ças por casal e proibir o terceiro filho. Isco se
Jimãnez de Asúa. LiOcrlail rir anuI, y ilereclicr i nrorfr, Ed. Locada, 1946,1) 259; Antônio Chaves, dá ante o fato de a acuà politica de controle de natalidade ter provocado 265 mi!hôes de
Direita à vida e ao pr5pnn corpo, cit., p. 102. Houve na Suécia entre 1935 e 1976, una piograilia alce as, cmsceute falta de mão de obra, desproporço entre homens e mulheres e o envelheci.
secreta de esterilização conipulsória de pessoas portadoras dc certas moléstias, pertencerites a niento populacional. A população rural, jã há algum tempo, pode ter unia segunda criança se
dcterniinadas etnias ou desprovidas de recursos fi rancc ions, com o escopo de reduzir gastos primeira for do sexo feminino (Folha de gRou/o 8-3-2011, p A -10). Em 1943, unia moça de
do Sistci lia de Segtiridade SociaL 17 anos, Iniope, que no possuía óculos foi na cern ada co rio doeu te Inc ii tal, por não ter bona
21 9.J. Fletcher, l(nowledge, risk and right to reproduce, iii (c;ictics and lacv, apud Franck rendimento escolar, e esterilizada para que pudesse sair da clirrica (Esciridalo da esterilização cres-
Sérusclat, Les sce,nr.s dela vir a dos dn'ics dc l'lxanrnse, Paris. Econoniica, 1992, p. 197. co ia Europa, Foi/ia de S.Pau/o, 27-8-1997).

194 1 193
tornando inadmissíveis a castração e a esterilização, ainda que o criminoso as injunções clínicas determinantes da esterilização feminina. Nada obsta que
tenha cometido delito impulsionado por uni desvio de sexualidade 22t ; na Lei o hoineui sofra vasectomia para proteger a vida e a saúde de sua mulher.
n. 9.029/95, art. 22.1! ; e no Código Penal, aru 129, devido a sua compulso- Basta o consenso de uni dos cônjuges para a realização dessa modalidade de
riedade. 1 )eficiente tem direito de exercer direitos sexuais e reprodutivos, logo Essa esterilização profilática deve ser aceita sempre que houver
tem direito ao planejamento familiar e de conservar sua fertilidade, sendo risco de um grave dano para a saúde ou para a vida da paciente', bem como
vedada a esterilização compulsória (Lei n. 13.146/2015, art. 62,! a IV)Aléru cio futuro concepto. resteiiiunhado ciii relatório escrito e assinado por dois
disso, urge lembrar que há pais normais corri filho deformado ou retardado ii iédic os (Portaria n. 144/97 da Secretaria de Assistência 3 Saúde, revoga da
e pais anormais com filho sadio, O ser humano não deve ser tratado como pela Portaria MS-SAS ir 43/99; Lei ii. 9263/96, art. 10, 11).
animal, nem selectonado para fins procriativos. A esterilização de anormais
(BAASP. 2647:536) e criminosos seria urna forma de vil afronta à dignidade 5.d) Esterilização cosmetológica
do ser humano 22 .
A esterilização cosmetológica dá-se com o intuito de evitar a gravidez para
atender a alguma finalidade estética. sem que haja qualquer fundamento tera-
5x) Esterilização terapêutica
pêutico. E feita a pedido da paciente e não deve ser admitida juridi camente 22t .
A esterilização terapêutica é excludente de antijuridicidade, por ser
feita para salvar a vida da mulher portadora de 'rardiopatia, câncer, diabete, 5.e) Esterilização por motivo econômico-social
tuberculose severa, surto mental ligado ao puerpério etc., unia vez que há
impossibilidade clínica deter filhos. Para tanto será necessário que se faça unia É a esterilização feita para atender a razões econômicas ou justificar con-
análise cliteriosa dos riscos reprodutivos e obstétricos, averiguando se per- dição sociaL Como não encontra nenhum respaldo jurídico deve ser evitada,
mesmo havei do o consentisnei ao expresso da paciente, eu, regra rnultipara 127
manentes 011 trans itô r iosaul, daí a responsabilidade civil médica em diagnosticar

5.f) Esterilização voluntária para fins de planejamento familiar


221. Sérgio Ferraz ,Maiiipuiações biot4icas, cit., p. 37. Há rna proposta de lei da Depu- A esterilização voluntária, masculina e feminina, vem sendo aceita em
tada Maria Valadão (PTB-GO), prevendo castração química de estupradores de crianças e
vários países como meio contraceptivo de planejamento familiar.
adolescentes, cujo efeito não passa de 60 dias, mas, além de ser inadmissível pela norma cons-
titucional, que não permite aplicação depenas cruéis, a medida não resolveria a questão da No Brasil. pela Lei n. 9.263/96, art 10, 1, e pela Portaria ri. 48/99 da
violência sexual contra rrienores Há, portanto, no Congresso Nacional, proposta de lei visan- Secretaria de Assistência à Saúde, é permitida a esterilização voluntária, para
do instituir esse procedimento corno pena e não trrtaine'lto solicitado pelo pacieiite No pIanej anento familiar, cita homens e mulheres
eres com capacidade civil plena,
Brasil houve, ainda, o Projeto de Lei n. 552/2007 (ora arquivado) que visava acrescentar o art. desde que maiores de 25 anos de idade ou que tenham pelo menos 2 filhos
216-B ao Código Penal para cominar pena de castração química em que o autor dos crimes
vivos, observando-se o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da
previstos nos aos. 213,234, 28 e 224 fosse reputado pedôfilo. Destak (17-1 0-2007, p 4) no-
ticia o fato de, no Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da Faculdade de Medicina do vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interes-
ABC (Santo André - SP), haver tratanlesito feito por psiquiatra, consistente na castração sada acesso ao serviço de regulação da fecundidade, incluindo aeonselhanien
química em pedôfilo, mediante injeção de hormônio feminuto para redução do desejo sexual, to por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce.
visto que há diminuição da libido e da agressividade, além de dificultar a ereção. O Código
Penal brasileiro pune crimes contra a dignidade sexual atinentes: a a tentados contra a liberda-
de sexual (estupro, violação sexual mediante frnide, assédio sexual); sedução e corrupço de
menores (sedução, estupro de vulnerável, corrupção, satisfação de lascívia mediante presença 224. Antônio Chaves, Din'iio ruia e ao próprio corpo, cit, p. 106-
de criança ou adolescente, favorecirnen co da prostituição ou outra forma de exploração se- 225 Roinero Casabona El módico y cl dcr-cho pena!: Ia actividad c,ryati,,a Barcelo na,
xual de vulnerãvel) Bosch, 1981, p. 177.
222- Cenival Veloso de França, Direito ,uMico, cit., p. 336-7; Asceiisión C. Infante, Acer- 226, Antônio Chaves, Dirnto a uida e ao prm»rio corpo, rir - p 105-6; José Raul Torres
ca de la estcnilizaciôn de deficientes, flerechos y hbcrsades. 5:413-24. Ki rmse r, Respo ia a i!idad ci t p 157
223. Ce'iivalveloso de França, Direilo médico, nt, p. 334-5. 227 CenivalVeloso de França, Direito ,,ródico, cir p 334-5.

196 1 197
As secretarias estaduais e municipais de saúde deverão credenciar hospitais A Finlándia e a Rússia estabelecem a idade mínima de 30 anos para a
para realização de Iaqueadura rubária e vasectomia ou de outro método esterilização voluntária, desde que o interessado já tenha 3 filhos. No Níger
cientificamente aceito, sendo vedadas a histerectomia e a ooforecton,ia Para (África), a mulher deve ter 35 anos e 4 filhos vivos (Dec. n. 88/88, art. 34).
que se opere a esterilização é preciso que conste no prontuário médico o Em Portugal, exigem-se, para tanto, os mesmos requisitos da lei brasileira e
registro de expressa 'na' ifestação da vontade de ambos os cõ nj uges - se vi geri- idade mínima de 25 anos para a molhei.
te a sociedade conjugal, em documento escrito e firmado, após a informação Mesmo que haja anuência expressa, a esterilização voluntária para fins
dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais e dificuldade de reversão. Se de planejamento familiar não pode dar-se pelo emprego de método que fira
lia ti ver comprotai etimen to na capacidade de di scern i ''lento por influência a dignidade humana, ou seja, que venha a causar ii mutilação como cirurgia
de álcool, drogas, estado emocional alterado ou incapacidade mental tempo- ablativa das gônadas ou amputações iniotivadas 12 ". Há responsabilidade civil
rária ou permanente, não se poderá considerar válida a manifestação de por danos morais e materiais decorrentes de esterilização não autorizada 'ia
vontade do pacieilte E, se este for absolutamente incapaz, imprescindível será, forma legal (CC, arts. 186, 927, 932 e 942; Lei n. 9.263/96, art. 21; CF, art.
para sua esterilização, autorização judicial. Essa esterilização cirúrgica não 54,V e X; STJ, Súmula 37) ou exigida pela empresa, ao obrigar a laqucadura
pode ser feita em mulher durante períodos de parto ou aborto, salvo no caso das trompas, para que a funcionária possa permanecer no emprego 230 .
de necessidade por cesarianas sucessivas anteriores 25 -
6. SAÚDE FÍSICA E MENTAL

228- No homem, além da vaseccoinia, cem sido estudada a possibilidade da oclusào


6.a) Direito à saúde física e mental
cransiréria do conduto, colocando -se, por exemplo, grampos na sua circ unfereiicia exterior ou
A Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS). de 22 de
tanipôcs intralLt'uiTnts de nietal, plasricti ou ciãiloii. Na 'mmtillicr, estào sendo consideradas iii-
tr1iassac1as .is IfljCÇOcs CiLiStiraS liltralILerilias e a caiiterjzaçao dos arificios ruhdrios Ha quem julho de 1946,,,o 3 parágrafo preambular, reconhece que"o gozo do molho,'
prefira usar 21 eiidoscopi2i vaginal L: a cxtr;iper ronealizaçao ovarialia. Saio, Ligadura dc troni- estado de saúde possível de atingir é uni dos direitos flama dai ia en tais de cada
pa cJn(na, V. 2,li.!;l iardy, JSa}ianiondes, Osis, Costa e Faindes, Risk facrors for tubal sterili ser humano...", e no 22 parágrafo preambular esclarece que saúde é o estado
ai uon regrei, detectable hefore surgery. Connu eptioit, 54:159 as2. E preciso alertar sobre a de completo bem-estar fisico, mental e social, e não apenas a ausência de
mi eversih,lidaden pois ri houve caso de ii na senhora que fez a ligadura de trompa e pouco doença ou enfermidade.
tempo depois enviuvou e commvoloii novas Iiúpcias Seu marido, desconhecendo o fato, ajisia-
va por til filho seu.Ao saher a verdade requereu anulação do casamento por crio essencial Pela Constituição Federal de 1988 (ares. 196 a 200 e 227, com a redação
da pCSfla, a]egando defeito ilsico irrenieLhias-el. desconhecido e anterior ao matrimônio, ante da EC n. 65/2010; Lei n. 12288/2010, arts. (d a 8; Lei n. 8.069/90, art. 11,
a siruaçào insuportvel de vida em eoEiiL]miL tMc GeiiivalVeloso de França, Dwcui nih/rcc, nt., Ç a 32 e art. 12, com a redação da Lei ri. 13.257/2016), a saúde é direito
340 1 11 g leu thrar que Iii uni inetodo que possibilita â mulher que sofreu laqueadtira en
de todos e dever do Estado (BAAS]? 2993-9). 1 l tutela jurídica da saúde
gravidar iiovanieiite: a ytva(laJnraçao frihdria ( micrucirurgia LIDe desobstrui e/en reconstitui as
trompas de Falópio que &irani ligadas) 'ibdavia, o sucesso dessa microcirurgia dependerá de individual e da saúde pública. Pelo art. 227, § P, da CF/88 (com a redação
como foi feita a Iaqueadura alerta-nos Edu,und l3acarat da BC n. 65/2010): 'O Estado promoverá programas de assistência integral
O Jornal da Tin?r (HC aprova técnica que substitui laqucadura, 12-3-2009, p 10-A) à saúde da criança, do adolescente e do jovem..:' inclusive de prevenção e
noticiou que, cm São Paulo, o 1 lospirsl das Clínicas atestou a eficácia de um novo método de atendimento especializado à criança, ao adolescente e ao jovem dependente
citei iIizaço femimr,a, indolor, que é 1,mro com o auxilio de microcmera, sem anestesia, em de entorpecentes e drogas afins (CF,art. 227,S 3,VlI).Jonathan Montgomery
luchos de 10 iiu,iu Los. Tia ti se (ia i 'liplantaçâcu de urna espécie de mola, base de titânio, nas
trompas da nnilEier. A paciente, submetida a esse procedimento durante três meses, deverá
fazer tise de ou nos métodos contraceptivos (pilula, li. ex.) - Apôs esse lapso temporal poderá
Lei relações sextiais semum risco de gravidez- Ti técnica foi regulamnemutada pela ANV ISA, mas £açâo depende da concordáncja expressa de ambos os cônjuges. A proposta tramita vi nculad-a
ainda irão liberada para titilizaçáo mio SUS. Esse nuétodo é usado nos EUA, Europa e Uruguai. ao Projeto de Lei n- 3.637/2012, que possui o mesmo objetivo.
deputada C armei i Za,iotto (PPS SC) apresentou projeto de lei que admite cirurgia 229. Sérgio Ferraz. Mariití!açôes f;iol6giras, cit., p . 37.
de esterilizaçâo sem conseiutiiuuenro do cônjuge. C) PI- n- 7-364/2014 anula dispositivo da Lei 230- Fliane Azevcdo, Mulher esterilizada poderá ser indenizada, O Estado de .5. Pau/o,
do Planejamento Famiiihar (Lei ii. 9263/96). segundo o qual, durante o casamento, a Csteri]i- 19-3-1999, p. A-! 4,

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coristittiiçaO do Núcleo Brasileiro de Direitos Huniaiios e Saúde Mental; Portaria do Ministé- Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; Decrete de
rio da Saúde ri. 1.899, de 11 de setembro de 2008, que cria o Grupo de Trabalho sobre Saúde 6 de dezembro de 2010, que institui o Grupo Executivo lnteruiinisrerial de Emergência ciii
Mental ciii Hospitais Gerais; Portaria n 94, de 14 de janeiro de 2014, do Ministério da Saúde, Saúde pública de Importância Nacional e Internacional (CEIESPII); Portaria o, 4.279, de 30
que institui o serviço de avaJiaço e acotilpan ha,neiito de medidas terapêuticas aplicáveis à de dezembro de 2010, do Ministério da Saúde, que estabelece diretrizes para a organizaçâu da
pessoa corri transtorno mental em conflito com a lei, no ãinbito do Sistema Uiuco de Saúde Rede de Atenção á Saúde no âmbito do Sistema Uiiico de Saúde (SUS); Ixisrrução Normativa
(SUS); Prataria o - 2 (`48, de 3 de setembro de 2009, do Ministério da Saúde, que aprova o - lo de 29 de outubro de 2010, da ANV SA, que dispõe sobre renovação simplificada do
R egtilaimiento do Sistema único de Saúde (SUS); Código de Ética Médica, arts 27 e 28; De - r egistro de medicamentos; Resolução - RDC n. 10/2011, que dispõe sohre garantia da quali-
solução n S6 > de 9 de novembro de 2009, da AN VISA, que proibe em todo o território na- dade de medicamentos iniportados; Resol uçoes CC FEN ir 373/201 1 e 376/2011 relativas á
cional o uso dos equipamiie'itos para bronzeamexi to artificial, com finalidade estética, baseada presei a de ersíer miro em ate o d........ o p r&-hos pi talar e ii nor-hospital ar co' situações de risco
na emissão da radiação ultravioleta (UV); Portaria ai. 1146, de 17 de dezembro de 2009, do e sobre a participação dc equipe de enfermagem no transpol -te de pacientes até os serviços de
Ministério da Saúde, que estabelece recursos financeiros para Municípios com equipes de saúde; Portaria do Ministério da Saúde n- 719/2011, que institui o Programa Academia da
Saúde da Farnilia, que aderirem ao Programa Saúde na Escola -- P511; Portaria Conjunta n. 2, Saúde mio âmbito do SUS; Portaria n- 940, de 28 de abril de 2011 do Ministério da Saúde, que
de 3 de março de 2010, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, que regulamenta o Sistema Cartão Nacionil de Saúde (Sistema (artão) -
institui, no ánibito do Programa de Educação pelo Trabalho paia a Saúde (PET Saúde) o PET
Saúde/Saúde da Família, Portaria Conjunta n. 3, de 3 de iarço de 2010, do secretário de
gestão do trabalho e da educação na saúde e do secretário de vigilôncia em saúde, ambos do
Ministério da Saúde, e da Secretaria de Educação Superior, do Ministério da Educação, que
institui, tio âmbito do Programa de Educação peloTrabailio para a Saúde (PET Saúde), o PE'r
Saúde/Vigilância em Saúde; Portaria Interministerial n 422, de 5 de março de 2010, do Mi-
nistério da Saúde e da Educação, que estabelece orientações e diretrizes técnico-administ,
tivas para a execução do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET Saúde,
instituido no âmbito do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação; Portaria Conjun-
ta da Secretaria do Gestão do lnba]lio e da Educação na Saúde mi. 6/2010, que institui o PF,T
Saúde Mental; Portaria n. 396, de 1 de março de 2017, do Ministério da Saúde, sobre o Pro-
jeto de Formisação e Melhoria da Qualidade de Rede de Saúde - QuaIiSUS-Rede, o Couiiré
Gestor de liiipleniem'tição -- CG[, a Unidade de Geremicianiento de Projcto - UC e define o A Portaria ii - 1.579, de 7 de julho de 2011, do Ministério da Saúde, institui, no âmbito
arranjo do gestão para a execução da base 1 do Projeto; Resolução-RDC ir 2. de 25 de ja- do Mirustérmo da Saúde, Grupo de Trabalho com a finalidade de elaborar plano para a mmatro-
neiro de 2010, da Diretoria Colegiada da ANVISA, que dispõe sobre o gerenciainento de dução de vacina contra a dengue no Sistema único de Saúde (SUS), bem como promover,
tecnologias em saúde em estabelecimento de saúde; Resolução n. 1.942, de 3 de fevereiro de coordenar e acompanhar a execução das suas atividades; Lei n. 11401 de 28 dc abril de 2011,
2010. do Conselho Federal de Medicina, que altera a Resolução n. 1-766, de 13 de maio de
altera a Lei mi. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a assistência terapêutica e
2005, publicada no D!Jrio Oficial da riuiâo, em 11 de julho de 2005, Seção 1, página 114 1 que
a incorporação de tecnologia em saúde rio âmbito do Sistema único de Saúde - SUS, e o
estabelece normas seguras para o tratatiie,ito cirúrgico da obesidade mórbida, definindo mdi-
Decreto n. 7 308. de 28 de junho de 2011, regulamenta a Lei o. 8.080, de 19 de setenibio de
cações, procerlit icntos c equipe; Porcaria ii. 424, de 19 de março de 2013, do Ministério da
1990, para dispor sobre a organização do Sistema único de Saúde - SUS, o planejamnei mio da
Saúde, redeine as diretrizes para a orginizaçao da prevenção e do tratamento do sobrepeso e
saúde, a assistéticia à saúde e a articulação inrerfederativa; Portaria n- 2 -012, de 23 de agosto
obesidade conto linha de cuidado prioritária da Rede de Atenção á Saúde das Pessoas com
Doenças (lrõnicas; Portaria n. 425de 19 do março de 2013, do Ministério da Saúde, estabele- de 2011, do Ministério da Saúde, estabelece recursos adicionais para o fortalecimento das ações
ce regulamento técnico, normas e critérios para o Serviço de Assistência de Alta Complexida- de rastreamento e diagnóstico precoce dos cânceres do colo uterino e de 'flama; Portaria ai.
de ao Individuo com Obesidade; Portaria n- 529, de l de abril de 2013, do Ministério da 1.504, de 23 de julho de 2013, do Ministério da Saúde, institui a Qualificação Nacional em
Saúde, institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP); Portaria ii. 874, de 16 Citopatologia na prevenção do câncer do colo do útero (QualiCito), no âmbito da Rede de
de maio de 2013, do Ministério da Saúde, institui a Política Nacional para a Prevenção e Con- Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas; Portaria n. 2.191 de 3 de agosto de 2010
trole do Câncer na Rede de Atenção á Saúde das Pessoas com Doenças Crónicas no âmbito (revogada pela Portaria MSGM n *488/2011), do Ministério da Saúde, mrrsrituiu critérios
do Sistema U'iico de Saúde (SUS); Portaria n 3-204/2010 do Ministério da Saúde, que apro- diferenciados com vistas à implantação, financiamento e nmnutenção da Estratégia de Saúde
va Norma Técnica de J7iossegura'iça para Laboratórios de Saúde Pública; Portaria n; 142, de da Fanailia para as populações ribeirinhas na Amazónia Legil e ciii Mato Grosso do Sul; Por-
27 de janeiro de 2014, do Ministério da Saúde, que institui, Tio ánibito do Sistema Unico de taria n 936, de 27 de abril de 2011, do Ministério da Saúde, dispõe sobre as regras e critérios
Saúde (SUS), o Incentivo de Qualificação da Gestão Hospitalar (IGU), de que trata a Portaria para apresentação, moniroramnento, acompanhamento e avaliação de projetos do Progranu de
341 0/GM/MS, de 30 de dezembro de 2013, que estabelece as diretrizes para a contratua- Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema único de Saúde (PROAD-SUS); EC
ização de hospitais no âmbito do SUS, em consonância com a Política Nacional de Atenção n. 65/2010 altera o art 227 da CI prescrevendo no § Ir que compete ao Estado pmouiover
Hospitalar (PNHOSP); Portaria ii. 3.796/2010 do Ministério da Saúde, que institui o Cole- programas de assistência integra] à saúde do menor, admitida a participação de entidades não
grado Nacional de Coordenadores de Saúde Mental; Lei n. 12.764/2012 institui a Politica govei-naniencajs; Portaria n 16. de 5 de agosto de 2011, da Secretariado Gestão Estratégica o

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A partir da Lei a. 12.896/2013,0 art. 15 do Estatuto do Idoso passa a
do impetrante 'ia rede privada de saúde. 3-0rdem concedida (TJDFT - Conselho Especial, vigorar cornos e reis. Pelo capta do art. 15 & assegurada a atenção integral
MS 21)0900201 35239-DE; rei. Des- João Mariosi; j 12-1-2010, BAASP. 2710: 1935-14). A à saúde do idoso, por intermédio do Sistema único de Saúde (SUS), garan-
realiiaçao de exa,iies, cirurgias ou a aquisição de medicamentos ã criança indcpeiideni de
tindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e continuo
previsão orçaiileritaria. tendo eni vista que a CE, ao assentar, de foriiia cogente, que os direi-
os das crianças e dos adolescentes devem ser tratados com prioridade afasta a alegação de das ações e serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da
cai-ético de recursos financeiros coinojustificativa para a omissão do Poder Público. Restan- saúde, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente
do coiii},rnvacio que o menor necessita do ti -atamento médico, prevalece o direito constitu- os idosos.
cional àsaúde da criança e do adolescente. A Adiiaiiiistraçio Pública, que ptitna pelo prmci_
Com a inclusão do § 52, o texto passa a estabelecer a proibição da exigên-
pio da publicidade dos aros adiiiixiistrativos, não pode se escudar na alegada discricio'iarieda-
de para afincar da Poder Judiciário a analise dos fatos que envolve'mi eventual violação de cia referente ao comparecimento do idoso enfermo perante os órgãos públicos.
direi los. O principio da dignidade humana e a garalitia de atendimento prioritário as cianças Quando for edgida a presença do idoso, dois procedimentos devem ser seguidas.
e aos adolescetiLes, além da exame da prova dos atiras, conduzem ao pronto atendimento do Se o interesse for do Poder Público, o agente deverá promover o contato le-
Pedido da Inicial - O art. 141, § 21, do ECA isenta de custas as ações de competência daj us- cessário com o idoso em sua residência. Já no caso de interesse do próprio
riça da l rifão cia e da Juventude. idoso, este poderá se fazer representar por procurador legalmente constituído.
Hojiora rios advocatícios à Defensoria Pública. Cabimento. Eisteirdinienro do S1J De
Outra mudança no art. 15 do Estatuto do Idoso foi a inclusão do § 60,
acordo com o entendimento do STJ, é cabivel a fixação de honorários advocaticios em favor
do P.idep quando sucuinbcnte o município, vez que ausente confus5o entre credor e devedor que assegura ao idoso enfermo o atendimento domiciliar pela perícia médica
Apelos parcialorente providos (Tjl&S - S c Cáns. Civel;ACi ii. 70033880376-São Francisco de do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pelo serviço público de saúde
Paula-RS,rcl. l)es. Claudir Fidélis Facceiida;j. 5-8-2010; BAASP, 2719: 2961-04). ou pelo serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o
A realiz aL ào de exame, cirurgias ou a aquisição de medicamentos e criança mdepende SUS, para expedição do laudo de saúde necessário ao exercício de seus direi-
dc previ ao orçainciitári:L, tendo ccii vista que a (F, ao assentar. de forma cogente, que os los sociais e de isenção tributaria Pelo Enunciado n. 48 -- Saúdc Pública - As
reItfls das o iil'aças e. dos adolescentes devem ser tratados coei prioridade, afasta a alegação de altas de alternação hospitalar de Paciente, inclusive de idosos e toxi cõm iaja o.
carémicia de recursos financeiras como justificativa para a omissão do Poder Público. Restando indepcndem de novo pronunciamento judicial, prevalecendo o critério téc-
coili provado que a nie nor necessita do trata ni e nrn Iné di co, pmevalece o direito c otis ti tucio i ial
miico-profissiona do médico (aprovado na 11 Jornada de Direito da Saúde).
saúde da criança e do adolescente. A Adniinistraçáo Pública, que prima pelo principio da
publicidade dos atos administrativos, não pode escudar-se na alegada discricioiaariedade para Pelo art. 22 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a eguri-
afastar do Poder Judiciário a anáhse dos fatos que elivolveni eventual violação de direitos. O dado social é direito de todos, por assegurar uma vida condigna. Com isso
principio da dignidade humana e a garantia de a rendimento prioritário ás crianças e adoles- todos os profissionais da saúde devem zelar pelos seus pacientes. Trata-se de
centes, alem do exame da prova dos autos, conduzem ao pronto atendimento do pedido da una obrigação ético-jurídica. As empresas que atuam sob a forma de presta-
ai. Recurso improvido (13,1A SP, 2701 1 905-0 1)
ço direta ou de intermediação de serviços niédico-hospitalarcs devem ga-
BAA SP, 2956.11 . Direito Constitucional - Internação em hospital particular -Vaga cmii
rantir atendimento a todas as doenças relacionadas no Código Internacional
011 da t ede pública - Direito fundamental à saúde - Dever do Estado.
de Doenças da Organização Mundial da Saúde. As entidades hospitalares
- A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante politicas sociais e
deveriam ter condições de atender pacientes portadores de quaisquer pato-
económicas que visem à reduço do risco de doença e de outros agravos (art. 196 da CE). 11- O
Estado deve garantir assistência médica, incluida a internação de paciente em unidade de trata- logias, inclusive mentais, dando-lhes assistência (Res ai. 1.952/2010 do
nicnto intensivo na rede particular, quando o Poder Público não dispõe de leitos dispnniveis III
- Se uni litigante decair de pane mínima do pedido, o nutro responderá intealnienre pelas
despesas e honorários advocatícios (art. 21, parágrafo único, do CPC/73 - hoje art. 86, parágra- direito fundamental à saúde, porque decorrente de preceitos nigidos da Constituição Federal.
fo único do CPC/2015). IV Negou-se provimento aos rerursos e à remessa de oficio.
Deniom istrada a necessidade de tntanicrito médico-hospitalar fora do domicílio do autor, CJtie
Sumula ii. 45/2009 da Advocacia-Geral da Unido: Os beneficies inerentes ã Politica necessitado, portador de doença grave e bcneficiàrio dos serviços do Sistema Unieo de Saúde,
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência devem ser estendidos ao por- impõe-se ao ente público e o fornecimento de meio de transporte para remoção do paciente,
tador de visão mnonocular, que possui direito de concorrer, em concurso público, à vaga reser- porque é imperiosa a preservação da vida, em obséquio da proteção aos direitos fundamentais
vada aos deficientes" que, como frutos da própria natureza huniana, são anreriores ao Estado e inerentes à ordem
O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil com o objetivo de proteger iurídicabrasilein.Recimrsn não provido ÇrJMG,4CámaraCjvil,Pwcesson.1.0236.04.002930_
o interesse imidisponivel de preservação da vida. O Estado deve assegurar a todos os cidadãos o 8/002(1). rel.Almimeida Melo,j. 5-8-2010, data da publicação 10-8-2010).

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variáveis das leis do mercado, pois, se ela é um bem fundamental, o acesso aos
foi objeto do pedido, é incontroverso que o Hospital... prestou o atexidiniento médico e não
ouve qualquer ofensa ao devido processo legal. 4 - O quantieo, da obrigação será discutido cuidados médicos deve ser universal luipossível a con,sri-uço dc um Estado
e fixacli, em liquidação de seiitcriça. momento ciii que será possibilitado ao DE o direito de Social de Direito sem uma Justa distribuição de recursos no campo Sal li táriO 2
inipipxiação aos valores api - esenrados, à luz dos Princípios do Contraditório e da Ampla IA,-
fico 3 - Apelo e remessa necessária nan providos'' (TJD, 1a1 Civel; ACi e Reniess,t N ecessá-
ria ia. 204115.01.1.028338-3-1 )F; reL Des. Flavio l&ostircila;j. 9-8--2006: vu.).
de acordo coar a responsabilidade solidária dos entes federativos (ad. 196). No caso, restou
SIE, Rei:. ljxtraord. ri. 226.#356-.6RS, rei. Mira limar Calvão.Einenia; direito 11 saú-
comprovada, cabalinente, a necessidade do autor de realizar a ressocadiacia im'aguétiea. 3- l)cs-
\rL. 196 da Constituição Federal.Acórdào recorrido que permitiu a 'Tiserilaçan hospitalar
n ecessidade da licitação para a contrataçao do serviço postulado (arr. 24. inciso IV da Lei u.
na modalidade "d,krença de classe'', em razão das condições pessoais dc, doente, que neces_
.66(/199.3) sob pena de colocar-se em risco a saúde da parte. 4 - A ausénc ia de risco efeti-
sirava de c]L'arto privativo. l'aga'iieciro por eie da diferença de custo dos serviços. Resolução
vo de niorte não é JtLstificanva para que o entc municipal no forneça o exame pleiteado,
283/91 do extinto 1NAiMPS. O art. 196 da Constituição Federal estabelece como dever
tendo em vista a garantia constitucional ao direito à saúde- C) atestado médico juntado aos
do Esrcdo a prestação de assistência à saúde e gcrente o acesso universal e igualitário do cida-
titos é prova suficiente pata comprovar a necessidade, pois o médico que acouspanlia o caso
dão ao serviços e ações para sua promoção, proteção e recuperação. O direito à saúde, como
tem uielhores condições de indicar o procedimento adequado. 3-Não Rã que se falar cru
está assegurado ria Carra, não deve sofrer enibaraços impostos por autor idades administrativas,
no seisudo de reduzi-in ou de dificultar o acesso a ele. O acórdão recorrido, ao afastar a violação ao princípio da separação dos poderes, porquanto ao Judiciário corawete fazer cum-
ração da citada Resolução ia. 283/91 do INAMPS, que veda a complenientaridade a qualquer pi-ir as leis. Apelaçào desprovida" (TJRS_41 Cmi. (livel; AI m 70026315510- I'elotas-I<S. rei,
titulo, atentou para o objetivo maior do próprio Estado, ou seja, o de assistência á saúde. 1)es. Ricardo Moreira Lins Pastl,j. 10-12-2008, s -. u.).
Refoge ao âmbito do apelo excepcional o exame da legalidade da citada resolução lnocor 13.4A81 1, 2852:9. Direito Civil Pessoa com deficiência. Ação individual l'tocesso de
rê,acia de quebra da isonomia: não se estabeleceu tratamento desigual entre pessoas ciurna jutisdição voluntária. Pedido de homologação de acordo extrajudiciaL Legitimidade do MI'
tflesnja situação, 'aias apenas facultou-se atendimento diferenciado em situação diferenciada, para recorrer. Acordo aceito pelo deficiente fisico. Autonomia da vontade. 1 - O acordo ce-
seixi .lnipliar direito previsto na Carta e sem ne,iliuili ônus extra para o sistema p(blico. Pc- lebrado por deficiente fisico, ainda que abrindo não de trLtauiento particular, de saúde cm
curso não r:raii}aec ido
''. tinca de pec('Tna. não pode ser impugnado dr, MI sola o pálio do art. 5u dai-ei". 7.853/1989.
l)rieits, 5 aú<le . Medicamentos - Obrigação do Estaclo.Agravo dc instrumento -Ação (1 fato (la deficiência fmsica não tira da pcusoa sua capacidade civil c sima aptidão para na:iTuiíes -
de Obrigação de Fazer. Medicaiiie,a ros prescritos que não constam do rol oficial daqueles mar livremente sua vontade. 2 —Já basta ao deficiente ai violência decorrente dc sua limitação
previstos no programa oficial para tratamento de drahetcç mel/uns tipo 2. Responsabilidade fisica.Não é admissivel praticar unia segunda violência,, tratando-o cotiiO se lo-
olidà ria dos entes políticos, União, Estado e Município. 1 )ireito à vida e a saúde. Dever cons- te incapaz, a necessitir de proteção adicional na prática de atos ordinários da vida civil, ]iro.
titucional do Poder Públxco em prover, ex vi da inteligéncia do arr. 196 da CE Presentrs os teção essa que chegue ao extremo de contrair unia decisão que ele próprio tomou acerca dos
pressupostos da cautela enunciada no art. 273- corresponde, atualmente, aos arts. 294 e 300 rumos de sua vida. 3 - O argumento de duo ''O direito à saúde é i,idaspon ivrl' e de pie,
do ClC/201 5-do CP(1/73. Assinação de asrwinfes. Dá-se provimento ao Recurso interpos- purtanto. não pode haver sua redução a uni quociente monetário é equivocado Qualquer
to ('IJSR 1 Cdiii. de Direito Público; AI 771 683-5/2 -00-Campinas/Se reI. Des. Ricardo pessoa pode optar por receber tratamento parti rular, pagando o preço correspoim dente ou
Aiiafe:j. 20-8-2008, vil . BAASP. 2623:1665-1). valer-se da saúde pública. No acordo objeto de homologação, o deficiente fisico não renti n(ioh,
BAASP. 2880: l 1 Agravo de instrumento - Fornecimento de medicamentos •. Pacien- a tirai trataniclito de saúde. Apenas optou pelo tratanienco na rede pública. 4-Recurso espe-
te com retoco' mte tilcera tiva - Direito constitucional á vida e à sua de. Impossibilidade de arcar evil unprovido (STJ - Y Tutina, Rec utso Especial ri. 1.1(115. 063. <el. Mui. Naiacy A ndriglim,1.
co,il os rã rliiacos receitados - Decisão niantida.Todos os cidadãos têm o direito a tratamento 4-9-2012. v.ui.).
condigiso, e os entes federativos são responsáveis pela promoção de saúde e, em última instán- 233. José Eduardo de Siqueira, A evolução cientifica e tecnológica, o aumento dos
cia à vida. Logo, correra a tutela antecipada para fornecimento de medicação essencial ao custos em saúde e a questão da tmmnvensalidrde do acesso, Bii,é6ca, 5:47. O Metro (Brasil ter.i
tratamento do paciente que não possui condições financeiras, de modo a atender ao princípio novo remédio para tratar tuberculose, 24-3-2009, p. 5) noticia que novo remamédio no trata-
maior que é a garantia da vida, diante da prova inequívoca e da verossiiia ilha nça da alegação mieiatu da tuherrtilose esta rã disponKel no SUS (Sistema Uma ico de Saúde). Data-se do 1) PC
(art. 273 - corresponde, atualmente, aos srts. 294 e 1300 do CPC/201 5 - do (1PC/73). Re- )ose Fixa Combinada); essa terapia permite a redução de seis para dois comprinudos na dose
curso conhecido e desprovido. diária usada hoje no tratamento da doença. Com a mudança, o Ministério da Saúde cspe,a
1 - A responsabilidade pelo fornecimento de exame médico é solidária entre União, reduzir o índice de abandono do trata incuto hoje de 8%. A taxa de abaimdorio reconiendada
Estados e Murucípios. Eventual deliberação a respeito da repartição de responsabilidade com - pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de menos de 5%-A Lei ii. 11.520/2007, regn-
pete ti 'iicaniente aos entes federativos, a ser realizada em momento oportuno, mao podendo lamentada pelo Decreto ii. 6.168/2007, alterado pelo Decreto ii. 6.438/2008. dispõe sobre
o parrieular ter levitado seu direito á saúde, garantido constitucionalmente por Ato da Aduim- concessão de pensão especial às pessoas atiogi das pela hanseníase, que foram submetidas a
lustração Pública. 2 A Constituição Federal é expressa ao assegurar o direito à vida e á isolamento e internação conipulsôrios em hospital-colónia. O valor dessa pensão especial é
saúde coimio garantias fundamentais, instituídas em norma de caráter impentivo, autoapjm cáveis. reajustado anualmente, conforme indices concedidos aos heneficios de valor superior ao piso

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