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COACHING E MENTORING: CONCEITOS DISTINTOS

Paulo Erlich*

Existe uma grande confusão conceitual entre coaching e mentoring, simplesmente porque há
semelhanças entre essas relações de desenvolvimento. Há tipos diversos de coaching e de mentoring. Aqui
vai uma contribuição focada no ambiente corporativo: estabelecer a distinção entre o coaching executivo
oferecido por profissionais de fora da organização e o mentoring que ocorre entre pessoas de uma mesma
organização.

Mentoring é um processo relacional em que uma pessoa (mentor), com base em seu conhecimento
e experiência, estimula e influencia o desenvolvimento cognitivo, social ou emocional de outra
(mentorado). No ambiente organizacional o mentor transmite conhecimento e orientação ao mentorado
sobre as questões de trabalho e carreira e sobre os meandros da organização; protege-o de situações que
comprometam a imagem profissional; dá-lhe visibilidade para que pares e superiores percebam o seu
progresso; chega a patrociná-lo, defendendo para ele melhores posições na organização. Um mentor deve
ter uma atitude geral de aceitação do próximo e gostar de colaborar para o sucesso do outro. Além disso,
um interesse especial, genuíno, pode surgir em relação àquele mentorado. Com sua experiência, o mentor
aconselha e serve de "caixa de ressonância" confiável para explorar e avaliar conflitos internos do
mentorado derivados de sua vida profissional e até pessoal. O mentor pratica feedback e escuta ativa. A
relação de mentoring pode propiciar uma abertura interpessoal: desde apenas uma maior aproximação até
uma grande amizade. E o mentor ainda pode servir de modelo para o mentorado, seja pelos
conhecimentos que possui, seja pelos valores defendidos e comportamentos demonstrados.

O coaching é uma relação de desenvolvimento em que o profissional (coach) ajuda o cliente a


alcançar objetivos em questões de trabalho, de carreira e da vida em geral. O coach utiliza perguntas
poderosas, feedback e escuta ativa. Deve ter uma atitude de aceitação do cliente, independentemente de
quem este seja. É fundamental desenvolver confiança perante o cliente. Até aqui temos grandes
semelhanças com o mentoring. O coach, porém, muito raramente dá conselhos diretos, porque em
princípio deve estimular o cliente a encontrar suas próprias respostas. O mentor também faz isso, mas tem
maior liberdade para aconselhar com base em sua experiência pessoal. O coach externo não pertence à
organização, por isso não pode exercer o nível de proteção que o mentor consegue, não pode oferecer
visibilidade e patrocínio e será mais difícil ao coach servir de modelo ao cliente. O coach não precisa ter o
conhecimento e a experiência específicos que se requer do mentor. Mas sua técnica e sua “caixa de
ferramentas” são, em geral, suficientes para atender às demandas de evolução do cliente.

Sugerindo uma simplificação, podemos entender mentoring como um processo mais abrangente,
que pode conter elementos do coaching. Mas não há como definir em termos absolutos qual dos dois
processos é o melhor. É preciso observar os objetivos, os custos, o prazo, os recursos disponíveis e até a
cultura organizacional. Assim se saberá o que é mais adequado a cada caso.

*Paulo Erlich é coach e consultor em Mentoring Organizacional e em Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho. E-
mail: paulo@erlich.com.br

Texto publicado no Jornal do Commercio, Recife, 26/5/13, p. 46

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