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Vacinação e Acidentes Ocupacionais

a. Vacinação e Hepatite B

b. Acidente Ocupacionais e Hepatites Virais

c. Acidentes Ocupacionais e Hepatites C e D


HEPATITES

COMO
SE PREVENIR?
Hepatites A e E

Prevenção

• Vacina contra hepatite A


• Água potável nos domicílios
• Educação da população
• Medidas de saneamento básico
Hepatites A e E

Prevenção
• Orientação de creches, pré-escolas e instituições
fechadas

• Cozimento adequado de
mariscos, frutos do mar e
desinfecção (uso de cloro) para
alimentos crus, como frutas e
verduras
Hepatite A
Vacina
• Administração: 2 doses, intervalo de 6 meses

• Disponível na rede pública nos Centros de

Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE)

• Indicação para indivíduos que vivem em

situação de maior vulnerabilidade


Hepatite A

Indicações Vacina

• Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia


• Portadores crônicos do VHB
• Coagulopatias
• Crianças menores de 13 anos com HIV/AIDS
• Adultos com HIV/aids que sejam portadores do VHB ou VHC
• Doenças de depósito
• Fibrose cística
Hepatite A
Indicações Vacina
• Trissomias
• Imunodepressão terapêutica ou por doença
imunodepressora
• Candidatos à transplante de órgão sólido, cadastrados
em programas de transplantes
• Transplantados de órgão sólido ou de medula óssea
• Doadores de órgão sólido ou de medula óssea,
cadastrados em programas de transplantes
• Hemoglobinopatias
Hepatites B e D

Prevenção
• Vacinação contra a hepatite B

• Biossegurança adequada nos procedimentos


médicos e odontológicos

• Uso de preservativo em quaisquer


práticas sexuais
Hepatites B e D

Prevenção
Não compartilhamento de objetos pessoais:

– escovas de dentes, lâminas de barbear


ou de depilar, equipamentos para uso
de drogas (seringas, agulhas,
cachimbos e canudos), instrumentos
de manicure, materiais para confecção
de tatuagens ou colocação de
piercings
Hepatite B
Vacina
• Vacina implantada gradativamente desde 1989

– diferentes regiões e grupos etários

– níveis de endemicidade

– populações mais vulneráveis


Hepatite B

Vacina
• Faixa etária preconizada 0 a 19 anos e grupos de

maior vulnerabilidade, independente da faixa etária

• A partir de 2011, ampliação para 20 a 24 anos

• A partir de 2012, ampliação para 25 a 29 anos


Hepatite B
Vacina
• Esquema vacinal
– 3 doses intramuscular: 0 ,1 e 6 meses
• Doses:
• 0,5 ml recém-nascidos, crianças e adolescentes
• 1,0 ml demais faixas etárias
• Imunodeprimidos:
• 1,0ml até 10 anos
• 2,0ml acima de 10 anos
• Esquema 0, 1, 2 e 6 (reforço)
Hepatite B
Vacina
Indicações
• Trabalhadores da saúde
• Gestantes após o primeiro trimestre de gestação
• Bombeiros, policiais militares, policiais civis e policiais
rodoviários; carcereiros de delegacia e de penitenciárias;
• Coletadores de lixo hospitalar e domiciliar
• Comunicantes sexuais do VHB
Hepatite B
Vacina
Indicações
• Doadores de sangue
• HSH e MSM
• Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT)
• Profissionais do sexo/prostitutas
• Pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos,
instituições de menores, forças armadas, dentre outras)
Hepatite B
Vacina
Indicações
• Manicures, pedicures e podólogos
• Populações de assentamentos e acampamentos
• Populações indígenas
• Potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue
ou
• politransfundidos
• Usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas
• Portadores de DST
• Caminhoneiros
Hepatite B

Indicações
Vacina
Conforme indicação médica, disponível nos CRIE

Pessoas infectadas com HIV


Pessoas vivendo com aids
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas
Convívio domiciliar contínuo com portadores de VHB
Doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea
Imunodeficiência congênita ou adquirida
Doenças autoimunes
Doenças do sangue
Hepatite B

Indicações
Vacina
Conforme indicação médica, disponível nos CRIE

Fibrose cística (mucoviscidose)


Hemofílicos
Portadores de hepatopatias crônicas e hepatite C
Portadores de doenças renais crônicas que necessitam de
Diálise/hemodiálise
Imunodeprimidos
Portadores de neoplasias
Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea
Impacto da vacinação contra o VHB em áreas endêmicas, 10
anos pós-vacina proporção de portadores de VHB

Lábrea1,2 15,3% 3,7% Ipixuna3,4 18,0% 7,0%

1 3 Fonseca JCF et al, 1988


Fonseca JCF et al, 1988
2 4 Braga WSM & Fonseca JCF, 1998
Braga WSM & Fonseca JCF, 2002
Coberturas vacinais com a vacina contra hepatite B por faixas etárias, Brasil,
1994 a 2009

530.053
52.826

100%

3.840.365
90%

8.016.626
80%

13.624.160
20.333.801
70%

25.166.258
31.221.773

17.954.505
60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%
<1 ano 1a 4 5 a 10 11 a 14 15 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 ≥ 60 anos

Fonte:SVS/MS vacinados não vacinados


Hepatite B
Imunoglobulina humana
Disponível nos CRIE, indicada para pessoas não vacinadas
ou com esquema incompleto e exposição ao vírus

Vítimas de abuso sexual


Comunicantes sexuais de caso agudo de hepatite B
Vítimas de exposição sanguínea (acidentes
Perfurocortantes ou exposição de mucosas), quando o
Caso-fonte for portador do HBV ou de alto risco
Recém-nascidos de mães sabidamente portadoras do HBV
Hepatite C
Prevenção
• Ainda não existe vacina
• Medidas de prevenção similares à
prevenção contra a hepatite B

- não compartilhamento de:


equipamentos para uso de drogas
(seringas e/ou agulhas, cachimbos e
canudos); escovas de dentes; lâminas
de barbear ou de depilar; instrumentos
de manicure; materiais para confecção
de tatuagens ou colocação de piercings
Hepatite C

Prevenção
•Medidas de prevenção similares à prevenção
contra a hepatite B

-Uso de preservativo em quaisquer


práticas sexuais

-Biossegurança adequada nos


procedimentos médicos e odontológicos
O vírus da hepatite B é dotado de grande
infectividade, apresentando estabilidade no
meio ambiente e a possibilidade de que
quantidades minúsculas de sangue ou
secreções contendo esse agente sejam
capazes de transmitir a infecção.

(SORIANO et al., 2008)


A exposição percutânea à hepatite B em profissionais
de Odontologia ocorre principalmente através de
injúria ocupacional através de instrumentos
cortantes contaminados.

(GILLCRIST, 1999)
Materiais Pérfuro-cortantes

Cuidados
• Máxima atenção durante a realização dos procedimentos;

• Não utilizar os dedos como anteparo durante a realização


de procedimentos;

• As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas,


quebradas ou retiradas da seringa com as mãos.

• Todo material pérfuro-cortante deve ser desprezado em


recipientes resistentes à perfuração com tampa;
Hepatite B

Acidente Ocupacional

Em exposições percutâneas envolvendo sangue infectado pelo


HBV e com a presença do antígeno HBeAg, o risco de hepatite
clínica varia entre 22 a 31% e o da evidência sorológica de
infecção de 37 a 62%. Quando o paciente-fonte apresenta somente
a presença de HBsAg (HBeAg não reagente), o risco de hepatite
clínica varia de 1 a 6% e o de soro conversão 23 a 37%.
Hepatite B

O que fazer em exposições


ocupacionais a material biológico?
Hepatite B

Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Paciente-fonte
Situações vacinal e
sorológica do HBsAg
profissional de desconhecido
HBsAg positivo HBsAg negativo
saúde exposto ou não
testado

IGHAHB + iniciar iniciar a iniciar a


não-vacinado
vacinação vacinação vacinação 1

1- Uso associado de IGHAHB está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco para infecção pelo
HBV
Hepatite B

Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Paciente-fonte
Situações vacinal e
sorológica do HBsAg
profissional de desconhecido
HBsAg positivo HBsAg negativo
saúde exposto ou não
testado
IGHAHB +
com vacinação completar completar
completar
incompleta vacinação vacinação 1
vacinação

1- Uso associado de IGHAHB está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco para infecção pelo HBV
Hepatite B
Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Paciente-fonte
Situações vacinal e
sorológica do HBsAg
profissional de desconhecido
HBsAg positivo HBsAg negativo
saúde exposto ou não
testado
previamente vacinado
com resposta vacinal
conhecida e nenhuma medida nenhuma medida nenhuma medida
adequada ( ≥ específica específica específica
10UI/mL)
Hepatite B
Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Situações vacinal e Paciente-fonte
sorológica do HBsAg
profissional de saúde HBsAg positivo HBsAg negativo desconhecido
exposto ou não testado
previamente vacinado
IGHAHB + 1ª dose iniciar nova série iniciar nova série
sem resposta vacinal após
da vacina ou de vacina (3 de vacina (3
a 1ª série (3 doses)
IGHAHB (2x)2 doses) doses) 1

1- Uso associado de IGHAHB está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco para infecção pelo HBV
2- IGHAHB (2x) = 2 doses com intervalo de um 1 mês. Indicada para aqueles que já fizeram duas
séries de 3 doses da vacina, mas não apresentaram resposta vacinal, ou apresentem alergia grave à
vacina.
Hepatite B

Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Situações vacinal e Paciente-fonte
sorológica do HBsAg
profissional de saúde HBsAg positivo HBsAg negativo desconhecido
exposto ou não testado
previamente vacinado
sem resposta vacinal após nenhuma medida
IGHAHB (2x)2 IGHAHB (2x)2
a 2ª série (6 doses) específica

2- IGHAHB (2x) = 2 doses com intervalo de um 1 mês. Indicada para aqueles que já fizeram duas
séries de 3 doses da vacina, mas não apresentaram resposta vacinal, ou apresentem alergia grave à
vacina.
Hepatite B

Acidente Ocupacional
CONDUTAS
Situações vacinal e sorológica do Paciente-fonte
profissional de saúde HBsAg desconhecido ou
exposto HBsAg positivo HBsAg negativo
não testado
previamente vacinado nenhuma medida específica
Testar o profissional de Testar o profissional de
saúde: saúde:
Se resposta vacinal Se resposta vacinal Se resposta vacinal
adequada: nenhum adequada: nenhum adequada: nenhum
com resposta vacinal
medida específica medida específica medida específica
desconhecida
Se resposta vacinal Se resposta vacinal Se resposta vacinal
inadequada: inadequada: fazer inadequada: fazer
IGHAHB + 1ª dose segunda série da segunda série da
da vacina vacinação vacinação1

1- Uso associado de IGHAHB está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco para infecção pelo HBV
Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais
Hepatite C
Acidente Ocupacional

O vírus da hepatite C (HCV) só é


transmitido de forma eficiente
por meio do sangue.

A incidência média de soroconversão,


após exposição percutânea com sangue
sabidamente infectado é de 1,8%
(variação de 0 a 7%).
Hepatite C
Acidente Ocupacional

O que fazer em exposições com


paciente-fonte infectado pelo
vírus da hepatite C e naquelas
com fonte desconhecida?

Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais


Hepatite C

Acidente Ocupacional
CONDUTAS

Acompanhamento do Profissional de Saúde

Teste

Sorologia (Anti HCV)

A presença do anticorpo contra o vírus da hepatite C (anti-HCV) significa


que o paciente teve contato com o vírus. Sua presença não significa que a
infecção tenha persistido.
Hepatite C

Acidente Ocupacional
CONDUTAS

Quando realizar o teste Anti HCV?

• Imediatamente após acidente


• 6 meses pós acidente
Hepatite C

Acidente Ocupacional
CONDUTAS

A presença de infecção persistente e atual pelo HCV é


demonstrada pela pesquisa do vírus no sangue, através
do exame HCV- RNA Qualitativo

Ralizar no 90º dia após a exposição

Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais


Hepatite C
Acidente Ocupacional

E se o exame der POSITIVO?

Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais


Hepatite C

Acidente Ocupacional
CONDUTAS

Os profissionais de saúde que apresentarem Anti


HCV + (no momento do acidente ou durante o
acompanhamento), deverão ser encaminhados
aos serviços especializados para realização de
testes confirmatórios, acompanhamento clínico e
tratamento, quando indicado.

Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais


Hepatite D

Acidente Ocupacional

O que fazer em exposições com


paciente-fonte infectado pelo
vírus da hepatite D?
Hepatite D

Acidente Ocupacional
CONDUTAS

Devido a co-existência da infecção pelo vírus


HVB, a conduta pós-exposição deve ser a
mesma demonstrada para os casos de
exposição ocupacional para a Hepatite B.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Autores:

Claudio Heliomar Vicente da Silva - UFPE


Eudóxia Rosa Dantas – Departamento DSTAids e HV / SVS / MS
Fábio Barbosa de Sousa - UFPE
Fabrício Bitu Souza - UFC
Gustavo Pina Godoy - UEPB
Mário Rogério Lima Mota - UFC
Ricardo Gadelha de Abreu – Departamento DSTAids e HV / SVS / MS
Saulo Cabral dos Santos - UFPE