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1 – Por que o conceito de Missio Dei é tão importante em missões?

Como tornar
esse conceito uma realidade na sua igreja e na sua vida?
R: Missio Dei é termo que expressa que Deus é o autor da missão e o maior
interessado em que seu propósito se cumpra até os confins da Terra. É Deus quem faz,
quem prepara os caminhos e chega antes aos lugares; aos corações. A Missão é uma obra
sobrenatural operada por Deus em que ele convida a igreja a participar, a usa como seu
instrumento, da a ela esse grande privilégio. As missões, que desenvolvemos nas igrejas e
ministérios, são a resposta humana, o nosso fazer parte da obra que Deus opera no mundo.
Capacitados por este mesmo Deus a respondermos o chamado de fazer discípulos de Jesus,
ir por todo o mundo e anunciar as boas notícias, nosso esforço entra em comunhão com a
obra de Deus e, nesse âmbito, as missões da igreja tem sentido e importância. Dentro
dessa ótica, estratégias, fórmulas e financiamento começam a ser relevantes quando é o
agir de Deus nos corações do seu povo chamando para estas ações. Mais do que um
esforço de convencer o mundo do pecado ou converter as nações, a igreja é chamada a
anunciar entre todos os povos o nome, obra e vida de Jesus Cristo; dar testemunho de vidas
transformadas, da redenção de corações convertidos, e anunciar a salvação e paz com
Deus por meio de Jesus.
Nesta ótica missionária, Deus é o Senhor sobre toda a missão e por isso, com o Reino
sendo implantado, cabe ao seu povo, antes de tudo, ser submissos à vontade do Rei. Assim,
Missão e Reino andam juntos. A redenção da criação é anunciada não só por palavras, mas
por vidas transformadas. Missões são obras de transformação do mundo segundo os
valores do Reino. A paz, o assistencialismo, a justiça não tem um fim em si mesmo, mas são
parte dessa obra de Deus.
A importância desse conceito na vida da igreja é que não fazemos missões para
salvar pessoas, fazemos para colaborar na obra que Deus faz para salvar pessoas. E mais,
não nos limitamos ao ministério missionário como um critério a ser atingido para ser uma
“igreja bíblica”, mas aplicamos os conceitos de missões todo o dia como testemunhas vivas
da obra redentora. A visão de estatísticas de conversões, de crescimento da membresia
perdem totalmente o sentido. A Missão ser de Deus nos coloca realmente na condição de
servo, pois não temos o poder de fazer nada por nossos próprios esforços se Deus não for
primeiro e não devemos nos colocar à margem da obra do Senhor, da Misso Dei, sob a pena
de desobediência a um chamado claro a fazermos parte dessa obra. O aspecto relacional
com Deus também transborda nesse conceito da Missio Dei, pois não se propõe anunciar o
Evangelho por nada – seja crescimento da igreja, implantação de denominações, envio de
missionários – além do amor e zelo por Deus e pelo que Ele ama e zela. Isto é o foco que
tem que ser sempre pregado, pensado, mostrado, buscado em todos os esforços da minha
igreja para que o conceito de Missio Dei seja cada vez mais relevante ali.
No âmbito pessoal, a Missio Dei quebranta meu orgulho, minha vaidade em chamar
pessoas a Cristo. Todo o meu esforço trabalhador de pensar como fazer, o que dizer, que
evento propor chegam a ser patéticos enquanto são minhas opiniões, o meu querer. Muitas
vezes, ao invés de dizer “eis me aqui” eu digo “olha só , Deus, a ideia que eu tive, olha só o
que eu to fazendo pra trazer pessoas para você”. É um querer fazer a obra que Jesus já fez,
é um querer estar na frente de multidões tentando ser quem diz a coisa certa para que
reconheçam o senhorio de Jesus. Missio Dei é o desafio de servir a Deus com humildade
mesmo quando não há resultados visíveis, quando as palavra parecem ter sido ditas ao
vento ou quando ninguém vê um grande testemunho de mudança na minha vida. Mais e
mais não sendo eu o centro do meu trabalho, não sendo pelo que eu faço, mas
reconhecendo que Deus é soberano em sua obra é que a Missio Dei se torna relevante e
minha vida. A graça de Deus se revela ainda mais com a Missio Dei, pois da muito conforto
e alegria, além de uma lição de humildade e servidão. Porque, pessoas serem salvas não
depende de mim, a obra de Deus acontecer vai além da minha limitação, o o evangelho, a
justiça e a verdade de Deus são anunciadas em minha vida não por mim, mas muito mais
“apesar de mim”.

2 – O que o êxodo e a aliança que Deus faz com Israel no Sinai tem haver com a
Missão? Comente.
R: O êxodo e a aliança são marcos da eleição de Israel por Deus como seu povo
peculiar, para a obra missionária (neste caso , sem o comando de “ide”). A eleição de Israel
não significa a rejeição dos outros povos, mas que Israel foi chamado para ser farol para as
nações, para que o nome de Deus fosse conhecido por todas as nações, não só conhecido
como palavra mas em relacionamento. Em Abraão, a promessa de abençoar todas as
famílias da terra ganha agora um estandarte usado por Deus, um povo com o qual Deus se
relaciona diretamente para que, desse relacionamento, seu nome fosse reconhecido. No
Egito Deus anuncia seguidamente que tudo o que faz poderia ser de outro modo, mas o faz
assim (como as 10 pragas) para que seu nome seja conhecido.
A partir do Egito, Deus usa Israel e o chama a ser diferente, ser luz entre as nações.
Por isso também a aliança que Deus faz com o povo de Israel vai refletir esse conceito.
Deus não escolhe Israel por ser um povo forte ou numeroso, antes Deus faz com que as
fragilidades que o povo demonstra sejam usadas para que Deus seja conhecido (libertação
da servidão, vitórias em batalhas). Além disso, a aliança traz para Israel a lei de Deus que
deveria, primeiramente, mostrar que Israel tinham um Deus diferente dos deuses cananeus
e servir como um atrativo às outras nações, pois demonstrava uma lei que nenhum povo
daquela época poderia imaginar (a proteção dos fracos, o cuidado com estrangeiros, o
cuidado para que não haja pobreza entre os israelitas) e, assim, pudessem ver Deus
operando e virem para Ele. Aliás, já na lei dada a Israel, Deus demonstra a preocupação por
todos os povos nos cuidados com os estrangeiros.
Os israelitas são chamados para serem santos e serem sacerdotes, o que coloca
Israel como a nação-sacerdote dos povos, que faz a ponte entre as nações e Deus. E isso,
com a lei da aliança, aconteceria não só no testemunho religioso, mas na política,
economia, sociedade. A perspectiva missionária de êxodo e da aliança do Sinai nos mostra
que Israel seria usado por Deus para que as nações viessem para fazer parte desse povo, e
mais, fortalece o conceito de Missio Dei no Antigo Testamento, mostrando que desde o
início os planos e propósitos de Deus incluiriam os gentios para fazer parte do seu povo.

3 – O que o livro de Daniel nos fala sobre missões? Tem alguns princípios que
podem/devem ser aplicados a igreja nos dias de hoje? Comente.
R: O livro de Daniel nos mostra que Deus age para fazer seu nome conhecido, que
Deus opera para converter corações, independentemente do seu povo. Já era por causa da
desobediência que os israelitas estavam na Babilônia, mas usando o erro do seu povo, Deus
proporciona que seu nome seja conhecido. O grande anunciador do livro de Daniel, o que
declara a glória e nome de Deus ao povo é Nabucodonosor. Ele vê o testemunho fiel de
Daniel e seus amigos e mais do que isso, sonhos revelados e milagres como o da fornalha,
as obras que Deus faz na vida desses homens são pra ele motivos de exaltação a Deus e
anúncio da sua glória. Mas para que o coração de Nabucodonosor se converta, Deus age na
vida dele de forma decisiva, tirando-o do trono e fazendo com que ele passasse por um
tempo de resignação, de reconhecimento de que Deus é o rei dos reis.
Considerando que o grande enfoque sobre missões que podemos ver em Daniel é
como Deus age para converter Nabucodonosor e posteriormente Belsazar, o grande
missionário do livro de Daniel é Deus. Ele é quem se revela e age para que seu nome seja
declarado pelos reis. É Deus quem faz a sua obra com ou sem ajuda do seu povo. Nesse
sentido, a Missão está sendo feita no nosso dia a dia, os propósitos de Deus estão sendo
cumpridos apesar de uma igreja voltada para si mesma. O zelo por sua promessa de
benção a todas as famílias da Terra vem se cumprindo apesar de um Israel apóstata, apesar
de uma igreja não voltada para fora de suas paredes. Reconhecer o imenso privilégio do
convite de fazer parte dessa obra, e não agir como Israel, que quis receber a benção que
era para as outras nações, é um princípio fundamental para aplicarmos na igreja de hoje.
Além disso, a igreja deveria estar firme na certeza de que todas as coisas cooperam para o
bem daqueles que amam a Deus, ou seja, vendo eventos como a fornalha e a cova dos
leões deveríamos estar muito mais tranquilos de que Deus usa até nossas dificuldades para
demostrar seu poder, muito mais do que “repreender” qualquer adversidade.

4 – O que o título “Senhor dos Exércitos” em Jeremias quer nos mostrar sobre a
obra missionária de Deus? O que mudaria em nossas vidas se levássemos isso
mais a sério?
R: O título “Senhor dos Exércitos” deixa muito claro que Deus está acima e no
controle de todas as forças desse mundo. No contexto de Jeremias, o exército da Babilônia
era tremendo e o poder de Nabucodonosor incomparável. Mas ao afirmar que Deus é o
Senhor dos Exércitos, além de colocá-Lo em oposição ao exército babilônico, e condenar a
Babilônia ao seu julgamento, Deus afirma, em Jeremias, que a Babilônia era um agente de
Seu, usado para pesar sobre as nações e povos que cumprisse os propósitos de Deus.
Senhor dos Exércitos coloca Deus acima de qualquer poderio militar do mundo, assim,
todos devem prestar contas a Deus. É um título que enaltece seu reinado sobre todas as
nações e as coloca sob seus critérios de justiça, já que ele é Senhor sobre todos os
exércitos dos povos. Missão tem haver com o reconhecimento de cada povo do senhorio de
Deus, em anunciar e participar da implantação desse Reino.
Deus ser o Senhor dos Exércitos é um firme alicerce da vitória garantida sobre todo o
mal, sobre tudo o que é maligno. Nas nossas vidas, essa certeza encoraja a não ter medo
nem ressalva de se entregar aos propósitos de Deus, a ser submisso ao Senhor dos
Exércitos, ao firme combate ao reino inimigo. Através de pregação expositiva, oração
intercessória, exposição do evangelho, testemunho de amor e vida com Cristo, todas as
nossas armas para os combates ao reino das trevas tem sentido e relevância quando
sabemos que nosso Deus é o Senhor do Exércitos.

5 – Onde está a perspectiva mais forte de Isaías sobre a Missão? Quais as


principais ideias? Como você lida
com o exclusivismo e universalismo desses textos? Comente.
R: O livro de Isaías é um grande referencial e uma ótima exposição de como Deus
trata a Missão no Antigo Testamento. Desde o princípio do livro vemos diversas profecias
contra Israel infiel e contra as nações ao seu redor e a cada aviso a uma nação dizendo que
Deus agir sobre ela, surgem sempre revelações do interesse de Deus sobre esses povos.
Um trecho, por exemplo, bastante forte sobre a relação de Deus com os outros povos é a
profecia contra o egito no capítulo 19, em que fala o Senhor sobre o dia do juízo sobre o
Egito: “Serão um sinal e um testemunho para o Senhor dos Exércitos na terra do Egito.
Quando eles clamarem ao Senhor por causa dos seus opressores, ele lhes enviará um
salvador e defensor que os libertará. Assim o Senhor se dará a conhecer aos egípcios (…) e
os egípcios e os assírios cultuaram juntos. Naquele dia Israel será um mediador entre o
Egito e a Assíria, uma benção na terra. O Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo:
“Bendito sejam o Egito, meu povo, a Assíria, obra das minhas mãos, e Israel, minha
herança” (19.20-21, 23-25). Este texto, no conturbado entendimento do povo de Israel do
seu exclusivismo em relação a sua eleição, dava grandes evidências do interesse de Deus
por todos os povos e definia o papel de Israel como benção para os povos.
Apesar dessas evidências desde o começo do Livro de Isaías, é no trecho entre os
capítulos 40 a 56 que vemos fortemente a enfase missionária, com o viés particular do AT,
ou seja, Israel como farol para as nações. É essa a função de Israel nas mãos de Deus,
servir de testemunho vivo de um Deus vivo, diferente de todos os ídolos de madeira e
metal tão desdenhados nas páginas de Isaías. E Deus faz da nação de Jacó seu papel
mesmo que sendo pela promessa do resgate e da redenção de um poco infiel, justamente
porque Deus é fiel e assim os povos veriam o Deus único e verdadeiro atuando em seu
povo. As enfases exclusivistas dos textos são exatamente nesse aspecto, quando tratam da
destruição dos inimigos de Israel e da redenção do descende de Abraão, para demonstrar a
fidelidade de Deus.
Por outro lado, no mesmo trecho surgem os hinos ao servo. De certa forma eles
colaboram com a ideia de luz para os gentios, mas em especial o quarto hino destaca que o
servo sofredor de “igual modo ele aspergirá muitas nações” (52.15). A redenção trazida
pele servo fiel não se limita a Israel, mas cumpre a promessa de benção a todas as famílias
da terra, agora com um convite claro tanto para a salvação de Israel como dos gentios:
“Vejam, eu fiz uma testemunha aos povos, um líder e governante dos povos. (…) Que o
ímpio abandone o seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se para o
Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o
seu perdão” (55.4, 7) e “que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor
venha dizer: 'é certo que o Senhor me excluirá do seu povo” pois “os estrangeiros que se
unirem ao Senhor para servi-lo, para amarem o nome do Senhor e prestar-lhe culto (…)
esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração” (56.3,
6-7).

6 – Alguém muito bacana te pediu para fazer um pequeno resumo da teologia


bíblica da missão no AT e te deu até 20 linhas para fazê-lo. Como você passou 3
meses estudando sobre esse assunto não vai ter muita dificuldade em fazê-lo.
Esta questão vale mais que as outras, pois mostra o que pudemos captar nestas
semanas.
R: Há alguns temas-chave que vão permeando todo o Antigo Testamento e destacam
o interesse de Deus por todos os povos. Apesar de não termos uma grande comissão para
Israel ir até as nações, vemos um claro desejo de Deus de usar esse povo para ser
testemunha viva dos seus feitos. A primeira coisa a destacar nessa relação é que no AT
encontramos claramente o conceito de Missio Dei transbordando pelos textos. Deus é o
missionário. De Faraó, para quem Deus dava provas de sua soberania, a Ciro sendo
chamado de seu ungido, sempre vemos a expressão vibrante “para que você saiba que Eu
Sou o Senhor”. O propósito de Deus de ser reconhecido como o único e verdadeiro é
marcante. Por isso Deus elege Israel - outro ponto forte do panorama missionário do AT -,
para ser a nação de sacerdotes que estariam entre Deus e as nações, para levar estas ao
conhecimento de Deus, sendo um farol como um povo que teme a Deus. Esse chamado é
condicionado por um padrão de Deus agir que se revela em seu caráter “assim como eu fiz,
agora vocês fazem”. Frente a tudo isso, a apostasia de Israel talvez seja uma das coisas
mais impressionantes de toda a escritura porque sempre nos perguntamos como um povo
com tal revelação podia se rebelar tanto contra Deus. Mas isso não atrapalha o Senhor dos
Exércitos, um marco bastante evidente no AT é que mesmo com Israel não respondendo
esse chamado, Deus o usa para cumprir seus propósitos. Muitas vezes mais por provações
e castigos (devido à desobediência do povo), o conhecimento de Deus chega a outros
povos. Naamã vindo para ser curado, a Rainha do Sul vindo para lembrar Salomão de que
sua sabedoria era dom de Deus, Rute, Raabe; o uso de estrangeiros é marcante também
em todo o AT, muito para demonstrar que a noção exclusivista da eleição não estava
correta em Israel, ao invés deles assumirem o papel de benção para as nações, eles tentam
reter o que podem. Por fim, o que acredito que é o fato mais marcante pra mim no AT,
aquela noção de que Deus deu uma lei rígida e inviolável para um povo de coração duro
caiu por terra quando aparecem coisas como Deus “quebrando sua própria lei (por exemplo
a exclusão dos moabitas na assembleia de Israel por 10 gerações, o que excluiria
justamente os rei que era um homem segundo o coração de Deus, Davi). Por mais estranho
que isso parece, mas desde sempre está apontando para um critério de Deus, esse sim
inviolável: pessoas são mais importantes.