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UNIDADE I: O PONTO DE PARTIDA SOBRE A TEOLOGIA PASTORAL

Tema: Conceitos Fundamentais Bíblicos e pedagógicos de Teologia Pastoral


Objectivo: Proporcionar maior compreensão da responsabilidade e missão do ministério pastoral.
Definir e discutir conceitos chaves da teologia pastoral. Relacionar os aspectos teóricos dos
conceitos com a realidade pratica do estudante.
Definição de Termos
Teologia: é definida como “discurso” (logia) sobre Deus (Theos).
Pastoral: O termo “pastoral” não aparece na Escritura. Ele é derivado do substantivo “pastor” que é
bastante presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. E é definido como o “ministério da
Igreja, povo de Deus, que, sob o impulso do Espírito Santo, atualiza a práxis evangelizadora de
Jesus, voltada para a auto-edificação dela mesma e para a expansão do Reino de Deus no mundo”
(Salvador Valadez Fuentes, Espiritualidade Pastoral. São Paulo: Paulinas, 2008, p. 20-21).
A pastoral é a missão como um todo e não exclusivamente a tarefa do pastor. Pode até inclui-la,
mas vai muito além dela, sendo uma tarefa de todo povo para todas as pessoas. (Júlio P. Taveres
Zabatiero.)
Teologia Pastoral: segundo Salvador Valadez Fuentes, teologia pastoral é a reflexão sistemática
feita sobre o serviço exercido pela Igreja, povo de Deus. O mesmo autor é categórico ao afirmar que
“agente de pastoral” é “todo membro da Igreja (sacerdote, religioso, religiosa, leigo) a quem são
designadas tarefas ou funções específicas, voltadas à realização do ministério pastoral da Igreja”
(idem, pag. 22). Nesse sentido, o leigo também pode ser teólogo pastoral ou pastoralista, bem
entendido que seja pessoa que reflicta profunda e sistematicamente sobre o agir da igreja no mundo.
“A teologia pastoral também é conhecida como “pastoralia” o seu nome técnico deriva do latim.
Trata-se de um dos ramos da educação teológica que se preocupa com os labores pastorais teóricos
e práticos”.
Infelizmente a teologia pastoral em si ainda é um campo de poucos especialistas e até poucas
publicações.
Enunciados Básicos em Teologia Pastoral: Segundo Alberto Barrientos (1999:13), existem “três
enunciados básicos: a existência de Deus; a existência de um povo escolhido; a tarefa que ambos
estão executando” Desenvolvendo esses pressupostos o autor explica cada um deles traz três
concepções já estudadas e que nesse momento precisam ser discutidas e ampliadas.
1. Deus Está Presente e Ativo no Mundo. Como?
R: Deus está presente no mundo através do Espirito Santo assim como a evidencia de seus
milagres é a prova de que Deus está activo no mundo.
2. Há um Povo Especial no Mundo. Onde?
R: este mesmo povo está no mundo como afirma João eles estão no mundo mais não são do
mundo ( Jo 17:14)
3. O Povo de Deus Necessita de Direcção. Qual?
R: precisa de direção de maneiras a cumprir ao seu chamado de ser sal e luz na terra ( Mt
5:13-15)
O uso do termo pastoral: o uso do termo pastoral começou no fim do sec. XVIII, mas inicialmente
referia-se “basicamente à doutrina de formar pastores (presbíteros) e ao modo de realizar o ofício do
cuidado do rebanho. A partir daí, esse conceito foi evoluindo, ganhando grande variedade de
significados, alguns reducionistas, outros ambíguos ou mesmo errôneos” (ibidem, p. 19).
O Que a Bíblia nos Ensina sobre a Pessoa do Pastor?
Pastor: o termo pastor cobre tanto a Teologia do Antigo Testamento quanto a do Novo. O sentido
mais comum por trás desse termo é o “cuidado” exercido pelo pastor. Assim o pastor é aquele que
tem a responsabilidade de cuidar do seu rebanho seja qual for a natureza do mesmo.
Portanto, o título em si não é suficiente, é necessário o Dom espiritual (Efésios 4;1) e que seja
evidenciado na prática por um ministério de êxito e uma conduta disciplinada (I Timóteo 5:1-2) por
causa da complexidade desta função.
1. A função do pastor diante do seu rebanho: pastorear o rebanho era função exercida pelo
proprietário (Ex 34, 15) ou confiada aos filhos (Gn 31, 38-40; 37, 2; 1Sm 16,11) ou filhas (Ex 2,16;
Gn 29,9). Tal dedicação tornou-se imagem clássica da providência divina (Sl 23, 1-4; Jo 10, 11-16).
Para grandes rebanhos tomava-se empregados (1Cr 27, 29-31) que eram pagos em dinheiro (Zc
1,12) ou com animais do rebanho (Gn 30, 28-43; 1Cor 9,7).
1.1.A dupla função do pastor: Em João 21:15-17, na conversação que Jesus teve com Pedro ele
utilizou os termos para a dupla função de Pastor que são:
a) Apascentar (vs. 15,17). O vocábulo significa “alimentar, dar comida”. A linguagem – é
figurada e traduz o dever de doutrinar, ministrar conhecimento, dirigir ao bom caminho.
b) B- Pastorear (v.16). Pastorear exige todas as qualidades para apascentar e ainda mias,
buscar, alimentar, proteger dos tempos maus e animais ferozes (Amós 3:12; II SM
17:34-35), e ainda busca as débeis ovelhas (EZ 34:8; LC 15:1-7).
2. O Trabalho do pastor com o seu rebanho: 1) O trabalho do pastor consistia em buscar
pastagens e água, o que nem sempre era fácil (Sl 23,2s; Gn 31,40; Ex 2,16). 2) Defender o rebanho
contra feras e ladrões (1Sm 17,34s; Jo 10,12) e para isso o pastor andava munido de cajado,
cacêtes e funda (Sl 23, 2; Mq 7,14; 1 Sm 17, 40.50). 3). Os animais perdidos deveriam ser
restituídos (Gn 31,39; Ex 22,9-12).
2.1. Encargos do trabalho pastoral:
a) Doutrinar os crentes (I Tm 3:2);
b) Apascentar o rebanho de Deus (I Pe 5:1-3);
c) Exercer vigilância com amor (AT 20:28);
d) Admoestar com amor (At 20:31; II Tm 4:2);
e) Cuidar dos necessitados (Gl 2:9-10);
f) Visitar os enfermos (Tg 5:14-15);
g) Cumprir o papel de despenseiro (I Co 4:1-2).
3. O significado bíblico-teológico do pastor: a figura do pastor, presente em Israel até hoje,
tornou-se em primeiro lugar 1) Referência para a relação Deus e o seu povo (Javé-povo) (Sl 100).
2) A função dos dirigentes do povo seja estes: a) juízes (2Sm 7,7). b) Chefes (Jr 2,8; Is 44,28) e c)
reis (Jr 23,1-2; Ez 34, 1-10).
3) O Messias esperado também é reconhecido e esperado com esse título (Jr 23, 3-8; Mq 5,3).
Cumprindo as profecias Jesus ilustrou o seu papel na parábola da Ovelha Perdia (Lucas 15) e no
evangelho de João Ele se intitula como o bom pastor com funções bem definidas. a) Conhece as
ovelhas. b) Dá vida pelas ovelhas.
4) Os apóstolos vão depois usar abundantemente esse termo referindo-o a Cristo (Jo 10;1Pd 5,4) e à
missão dele recebida (Jo 21; 1Pd 5,2).
5) Também o mesmo termo foi usado pelo apóstolo Paulo para designar o trabalho dos líderes das
comunidades cristãs que tinham o dever de conduzir as comunidades a eles confiadas. É assim que
as três cartas que Paulo endereça a seus discípulos Timóteo e Tito há muito tempo receberam esse
adjectivo de cartas pastorais, pelo fato de nelas, o Apóstolo dar indicações de como estes deveriam
conduzir as comunidades.
Conclusão: O termo “pastoral”, hoje tão presente entre nós, tem sua origem na Sagrada escritura.
Esse fato é inegável. Desse modo, qualquer reflexão profunda que se queira fazer sobre Teologia
Pastoral, Projectos ou planos pastorais e até mesmo sobre a pessoa do “agente de pastoral” deve ter
a figura bíblica do pastor, com sua ampla gama de significados como referência imprescindível.

UNIDADE I: O PONTO DE PARTIDA SOBRE A TEOLOGIA PASTORAL

Tema: Conceitos Fundamentais Bíblicos e pedagógicos de Teologia Pastoral

Assunto: Princípios Essenciais do Trabalho Pastoral e Estudo Sobre a Liderança no Contexto


Angolano

1. Pessoas e grupos acima dos prédios. (Mt 5,19-23; 12,9-14; Jo 2,13-22) Para uma pastoral
decentemente feita, teremos que prescindir da prioridade à construção e administração de prédios e
organismos. Não se pode prescindir de tê-los, nem de construí-los ou de administrá-los Mas se pode
prescindir de dar-lhes importância descabida, usando a maior parte do tempo e dos recursos nessas
instâncias. Assistimos pastores gastarem 75% do seu tempo e energias em tarefas puramente
administrativas, quando poderiam delegar esta tarefa a pessoas muito competentes, voluntários ou
não. Não delegar e manter-se ocupado com esses trabalhos da organização concreta da Igreja,
manifesta uma ponta de desprezo pelo trabalho dos leigos e ocupa um tempo precioso que poderia
ser utilizado de forma mais criativa.

Para Reflectir e compartilhar: 1) O que significa para ti pessoas e grupos acima de prédios. R:
pessoas e grupos acima de prédios entendo como aquelas pessoas que valorizam, mas as estruturas
colocando os seus esforços sua atenção, se esquecendo de valorizar pessoas, colocando-as em
ultima estancia. 2) Qual tem sido a prática da liderança pastoral no contexto angolano. 3) Qual tem
sido a sua prática como leigo ou clero? 4) O que poderá mudar depois dessa aula?

2. Medir os Custos. No trabalho pastoral não devemos desperdiçar dinheiro, mesmo que o
tenhamos para isso. (Cf. Lc 18, 24-30; Mt 6,24-34). Há igrejas que tem dinheiro mais do que
suficiente para prover as suas necessidades, o sustento de seus líderes e de outros trabalhos da
igreja. Fazer uma opção por meios baratos ao invés de dispendiosos e luxuosos, deveria ser a prática
do trabalho pastoral tendo como objectivo ajudar a outras igrejas. É um acto de partilhar e um dever
de justiça. A partilha é o exemplo mais básico e concreto do Evangelho. É em actos como esses que
Jesus mais se faz presente. Hoje ainda há pessoas que precisam ver Jesus fazendo seus milagres e a
maneira disso acontecer começa comigo.

Para Reflectir e compartilhar: Ler os textos Bíblicos de 2Cor 9: 6-15 e Marcos 6:30-44. 1) O que
significa para ti medir custos. 2) Qual tem sido a prática da liderança pastoral no contexto angolano.
3) Qual tem sido a sua prática como leigo ou clero? 4) O que poderá mudar depois dessa aula?

3. Continuidade Pastoral. Em Angola temos uma democracia muito frágil. Na verdade, ainda
estamos a viver poucos anos sob o regime democrático desde a proclamação da República. Por isso,
os hábitos autoritários e ditatoriais se incorporaram ao nosso dia-a-dia mesmo ou principalmente na
igreja. do mesmo jeito que assistimos os políticos a mudar a constituição ao assumir o poder.
Também assistimos líderes clérigos (pastores) querendo exonerar as pessoas e as regras de quem
ocupava este posto anteriormente. O que é isso senão uma tentativa de golpe disfarçado? O mesmo
acontece quando se trata de terminar as obras começadas pelo antecessor. Existe na liderança um
desejo não muito saudável de começar tudo do zero.
Um Conselho: é preciso que continuemos o trabalho pastoral anterior, dando nossa contribuição
criativa. Continuidade não é continuísmo. É necessário valorizar o que havia antes e começar a
trabalhar a partir disso, realizando um desenvolvimento para melhor, num caminho pedagógico de
crescimento colectivo (pastor e igreja). Mas não se pode ser a favor de golpismos pastorais, como se
nada do que existisse anteriormente fosse bom ou razoável como se a vida começasse a florescer só
agora. É preciso construir sobre a base já feita, já alicerçada, sobre a vida que já floresceu e agora se
quer chegar ao tempo do fruto. Pastor lembre-se que agindo assim, o povo de Deus só terá a ganhar.

Saiba Mais: Tudo isso, tem sua origem na história político-social do país, que implantou no nosso
imaginário o desejo de autoritarismo anti-democrático. 1) Precisamos arrancar de nossas cabeças à
custa de muita reflexão, oração e preparação teológica. 2) Precisamos nos lembrar dos
ensinamentos de Jesus: "Os grandes das nações vos oprimem, mas entre vós não sejais assim...”
Mateus 20:25.

Acrescente Mais Ainda: 1)“Ser primeiro no reino não era resultado de ambição, mas concessão
divina. Somente Deus pode decidir quem receberá qual posição. Jesus aproveitou a oportunidade
para ensinar mais uma lição a seus discípulos sobre as qualidades da liderança no reino dos céus.
2) No mundo, os subordinados servem e obedecem à ordem dos líderes. 3) A liderança é uma
relação de poder e exploração de poder (Mateus 20:25). No reino de Jesus porém, os líderes
devem servir. Mateus 20:26-27. É o contrário do que acontece na sociedade humana. 4) No reino
de Jesus, o líder deve ser auxiliador, no sentido bíblico da palavra, isto é, alguém que anda ao lado
para ajudar os outros a atingir o objectivo que precisa ser alcançado”. (Joe Kapalyo, 2010: 1180.
In Comentário Bíblico Africano).

Comente: Continuidade não é Continuísmo porque? Continuidade não é continuísmos porque o


pastor ao ser colocado em uma igreja ira de cinge-se no que o outro fez, e procurar melhorar o que
se fez de melhor, já continuimos é fazer as coisas do mesmo jeito, sendo que muitos vão sendo mais
extremista abolindo tudo o que o outro fez, sem dar conta acaba fazendo o que o antecessor fez.
Olhando para realidade da sua igreja local. 1.Qual das duas realidades é mais presente no trabalho
pastoral? Aponte pelo menos dois projetos pastorais que revelam um processo de continuidade e
dois que revelam um processo de Continuísmo.

Para Reflectir e compartilhar: 1) Que trabalhos pastorais o estudante ou (seu pastor) tem feito
que indicam a continuidade no trabalho do pastor anterior. R: a falta de visitas do pastor anterior
com em relação ao seu sucessor.

2) O que começou e gostaria que tivesse continuidade. R: o que eu comecei foi a estruturação da
Escola da EBDC e assim como o plano de construção de salas para ministração, gostaria que esse
plano continuasse.

3) Qual seria sua reacção se isso não vier a acontecer.

R: a minha reação seria de fracasso, e tristeza, por outra procuraria desenvolver uma ação ativa para
que outras pessoas possam efetivar este plano.
4) O que poderá mudar depois dessa aula?

R: despois desta aula irei de procurar pesquisar o que os demais, pessoas fizeram quando estiveram
em seus cargos como presidentes da juventude, EBDC, sociedade de Senhoras, Sociedade de
homens de maneiras a dar continuidades em seus planos.

4. Equilibrar Serviço Ministerial e o Dom da Graça de Deus. A grande maioria do nosso esforço
pastoral acaba sendo dedicada à questão de serviços ministeriais tais como: ceia, baptismo,
dedicação funeral, casamento e outros. Em geral, dedicamos um bom esforço à preparação para que
estes sejam realizados na igreja. Mas precisamos começar a pensar sério não só em ministrar, mas
principalmente no antes 1). Preparação séria recheada de princípios bíblicos, práticos e contextuais).
Para que os membros cresçam na graça e no conhecimento de Deus. Conhecimento que faça
diferença prática que no reflicta no dia-a-dia das suas vidas. 2) Ajudar os membros na celebração
litúrgica: adorar a Deus em espírito e em verdade. Permite tirar os membros do fanatismo,
comodismo, modismo para uma vida de celebração aceitável diante de Deus. 3) Criar na igreja
espaços de participação para a consolidação dos vários aspectos da vida que não são tratados a nível
do culto de celebração.

Exemplos: para igrejas que baptizam crianças, o que se propõe para os pais e padrinhos após
Baptismo de suas crianças? Que plano de continuidade existe para educação das crianças? Sobre o
casamento em geral, esperamos que os casais entrarem em crise para convidá-los para um curso,
uma reunião, etc. em vez disto o trabalho pastoral deveria ser mais preventivo que curativos. Esses
são alguns exemplos muitos outros podem ser levantados e apresentados.

5. Todos são chamados a trabalhar para o Reino nos grupos da Igreja.

O discurso de que “não se tem gente capacitada”, de que “ninguém quer assumir”', é mistificador e
ajuda apenas a não se renovar os quadros na igreja. Convidando-se as pessoas e dando-lhes
responsabilidades ao seu alcance (tempo e capacidade), teremos muita gente participando. Se as
pessoas não o fazem é porque lhes damos responsabilidades maiores do que conseguem ou que
estão preparadas. Se quisermos mudar esse quadro precisamos observar alguns critérios tais como:
1) convidar a pessoa. 2) Prepará-la. 3) Exercitá-la. 4) Incentivá-la e por fim 5) Avaliá-la. Em outras
palavras precisamos desenvolver em nossa acção pastoral, um método participativo.

6. Ser Misericordiosos: o princípio da misericórdia se baseia na premissa de que as pessoas e os


fatos gerados por elas são bons, até prova em contrário. É esse princípio que nos leva a acolher o
outro, porque se o julgamos mal ou defeituoso, então não nos aproximamos e nem deixamos que ele
se aproxime de nós. Acolher o outro com bondade permite-nos que possamos estar em empatia com
ele, primeiro passo para a haja aproximação de pessoas, instituições e até culturas diferentes da
nossa cultura. O importante não é sempre concordar com alguém, mas é acolher a pessoa,
separando-a do seu erro.

Para Responder 1) O que a nossa acção pastoral tem feito para mostrar a face misericordiosa de
Deus? R: O que tenho feito é tratando todos com igualdade sem desrespeitar ninguém dando tempo
necessário a todos

2) Que Textos Bíblicos nos podem orientar?

R: textos Bíblicos que podem nos orientar são: Mt 9:36; Tg 2:8-9


3) Como temos acolhido os marginais, os drogados os seropositivos, as prostitutas, a crianças de rua
e os outros rejeitados da sociedade em geral? Tem feito que indicam a continuidade ao trabalho do
pastor anterior. 2)

R: procuro escolhe-los sem menosprezo apenas aceitando-os como sãos, entendo que tem sido um
trabalho duro, mas tenho envidado esforços de maneiras a não os descriminas, e tenho procurado
melhorar o que o pastor anterior em nossa igreja planificou.

O que começou e gostaria que tivesse continuidade.

R: comecei o plano de ajuda aos sem abrigos, queria que esse plano desse continuidade.

3) Qual seria sua reacção se isso não vier a acontecer.

R: a minha reação seria de fracasso, e tristeza.

4) O que poderá mudar depois dessa aula?

R: por outra procuraria desenvolver uma ação ativa para que outras pessoas possam efetivar este
plano.

Lembre-se: não se trata de uma escolha que possa fazer ou não, mas de um princípio de ação
pastoral. Devemos entender que um trabalho pastoral que não contemple este aspecto estaria sendo
infiel ao Evangelho, visto que Jesus tinha como companhia constante analfabetos, pecadores,
impuros e rejeitados em geral. (Cf. Lc 5,29-32; 15,1-3).

8. Não ser dualista: deve-se tratar o ser humano como um ser integral e integrado. O melhor seria
evitar discursos dicotómicos, onde a separação de tudo. No campo do discurso, não podemos
separar a história divina da história humana, a unidade e a pluralidade. No campo do trabalho não
podemos separar a oração da acção, trabalhar com elites ou com massas de pobres, trabalhar com a
espiritualidade separada do serviço ou ação social, etc.

Pense nisso: grande parte das discussões e brigas entre lideranças, Igrejas e denominações tem
como base os discursos dicotómicos e dualistas. Já está na hora de depor as armas e organizar
acções pastorais longe de lutas e discussões. Até porque “as lutas e discussões só gastam tempo e
energia em coisas improdutivas e incapazes de nos levar ao Reino e melhorar a nossa vida cristã.
(Mt 12, 25; Mc 3,26; Lc 11,17) Só quem lucra com isso é a injustiça e os valores do anti-Reino, que
triunfam ilesos na sociedade”.

9. Maturidade humana e cristã: todo trabalho pastoral autentico faz pensar não se limita em
questionar, não se limita em mexer com as emoções das pessoas. O trabalho pastoral baseado no
evangelho de Jesus ensinava as pessoas a pensar por si próprio. Por isso, Jesus falava em parábolas:
para não dar as coisas prontas e acabadas, fazendo pensar e gerando ação nova, baseada em
autonomia e convicção dos seus ouvintes. (Mc 3,1-6; 4,10-12. 33-34).

Aprendei de Jesus: 1) Jesus é um pregador popular que não se contenta com um povo que o segue,
mas quer gerar reflexão para uma nova ação, algo que venha de dentro. (Mc 1,15) Por isso anuncia
que o Reino está perto e entre as pessoas: está começando por dentro e se espraiando até os outros.
Um cristão maduro é quem pensa e age por si mesmo, baseado no Evangelho de Cristo.

2) Jesus trabalha com a lógica da convicção, como auxiliar poderoso à lógica da certeza racional.
Por isso, fez discípulos que chegaram a dar a vida por ele. Quem está convencido tem um motor
dentro de si: puxa e arrasta os outros, formando redes de solidariedade e comunicação, num círculo
virtuoso. Quem não está convencido, apenas sabe, não sai do lugar e desanima os outros, num
processo de contaminação psicológica, comprometendo a ação do grupo, num círculo vicioso.

Síntese: é necessário que o nosso trabalho pastoral faça os membros das nossas igrejas e não só as
mudarem de nível de pensamento: do mais simples para o mais complexo, do mais preconceituoso
para o menos preconceituoso, do mais egoísta para o mais altruísta, do mais individual para o mais
colectivo, etc. Numa caminhada crescente e progressiva. Assim, estaremos fazendo que as pessoas e
os grupos se desenvolvam e se tornem humanos. Porque ninguém nasce humano, mas se faz
humano. E quanto mais humano, mais perto de Deus.

10. Visão Missionária. Jesus não parece ter fundado a Igreja para que ela se assentasse sobre si
mesma, mas para que fosse servidora dos homens no mundo. (Cf. Mt 28,18-20; At 1,9-11; 2, 1-
13.37-41) Senão não teria lhe dado o mandato missionário: vão e façam... Mas teria lhes dito:
fiquem aqui...

A Igreja só é fiel a Cristo se for missionária. Porque isso faz parte de sua essência e de sua missão
primeira. Ora, se isso é verdade para o todo não o será para as partes? Então, todo trabalho pastoral
só será fiel ao Cristo se for pensado de forma missionária, pensando os vazios e os espaços a serem
evangelizados. Aqui a realidade se toca com o princípio de participação, de duas maneiras.

1) Fazendo com que o outro tenha a oportunidade de experimentar a fé cristã (Participação na


salvação) 2) Fazendo que outros possam ter oportunidade de evangelizar (participação na missão).
Uma Teologia pastoral autêntica é aquela que pensa nos vazios de evangelização e se preocupa com
os que não estão em nossas igrejas. Pensa naquelas pessoas que não constam na lista do nosso
atendimento diário.

Para responder 1) O que faz com que as pessoas se mantenham afastadas das nossas igrejas? 2)
Que aspectos estruturais, litúrgicos, metodológicos humanos e psicológicos, sociológicos e políticos
deveriam ser seriamente estudados? 3) Que textos bíblicos nos auxiliam essa avaliação?

Tarefa: Em duas páginas fazer um resumo crítico do conteúdo estudado ate aqui.

Bibliografia:

BARRIENTOS, Alberto. Trabalho Pastoral: princípios e alternativas. São Paulo: SBB e United
Press, 1999.

Dicionario Biblico Africano.