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Introdução

• Pilares são porções do minério deixados para suporte dos


painéis de lavra.
• Utilizados em minas tabulares de carvão, principalmente.
• De forma quadrada ou retangular
• O dimensionamento dos pilares requer o conhecimento o
Dimensionamento de Pilares carregamento sobre o pilar e a resistência do pilar (fórmulas
empíricas)
• Como os pilares formam um sistema de suporte, a grande
Lab. de Pesquisa Mineral e Planejamento Mineiro – LPM
preocupação são os tipos de ruptura: Ruptura gradual
Lab. de Mecânica das Rochas
(controlada) e ruptura súbita (não controlada)
DEMIN - UFRGS

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Introdução… Introdução…

• Qual o comportamento do pilar perante o carregamento. Se • Peng (1986) afirma que as informações abaixo devem ser
possui ou não resistência residual (pós-ruptura) e a consideradas no projeto de pilares:
distribuição das tensões no pilar 1. A história de carregamento dos pilares, incluindo o carregamento
do maciço e abatimentos que podem provocar redistribuição de
• O modo de ruptura e a distribuição das tensões no pilar tensões
sofrem influência direta do tipo das rochas encaixantes e 2. Resistência do pilar
suas interações 3. Distribuição das tensões no pilar
4. Interação entre teto, pilar e piso
• Os métodos empíricos ignoram o terceiro e quarto ítens

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Carregamento do pilar Carregamento do pilar…


• A tensão vertical antes de uma escavação (ou tensão
primitiva) é dada por γH, onde γ é o peso específico da
cobertura em kN/m3 e H é a profundidade em metros (m)
• Se a lavra for realizada em uma certa área (A), a carga sobre
essa área, antes do minério ser retirado, será a tensão primitiva γHA
multiplicada pela área a ser minerada (γHA em kN) σv =
• Determinação da tensão sobre pilares deve levar em conta as
características de deformação das rochas que formam o pilar,
Ap
o teto e o piso. Porque a reação do pilar à carga imposta pelo
maciço do teto é proporcional à deformação da rocha
formadora do pilar e a sua resistência mecânica.
• A tensão sobre o pilar (σv), que será a carga sobre a área
minerada distribuída pela área do pilar (Ap)

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Carregamento do pilar… Tensão sobre o pilar…


• Para o cálculo da tensão sobre o pilar pela teoria da área
tributária são necessários os seguinte parâmetros: CC C2
– Profundidade da mineração ou espessura de cobertura (H) σ v = γH 1 2 σ v = γH 2
– Peso específico médio ou densidades das rochas que formam a w 1w 2 w
cobertura. Um valor padrão admitido pela bibliografia
(Bieniawski, 1992; Salamon e Oravecz, 1976; Bineiawski, 1984;
Peng, 1986) é de 25kN/m3 ou 0.025MN/m3 •Onde os parâmetros necessários para o cálculo da carga do pilar são:
– Larguras do pilar (w1 e w2). Se o pilar for quadrado w1 = w2 = w •Profundidade da mineração ou espessura de cobertura (H)
•Peso específico médio ou densidades das rochas que formam a cobertura.
– Largura da galeria (B)
Um valor padrão admitido pela bibliografia (Bieniawski, 1992; Salamon e
• Onde a área tributária atinge as galerias do entorno do Oravecz, 1976; Bineiawski, 1984; Peng, 1986) é de 25kN/m3 ou
pilar, no qual o lado da base do prisma (C) é determinado 0.025MN/m3.
por C = w + B •Larguras do pilar (w1 e w2). Se o pilar for quadrado w1 = w2 = w.
•Largura da galeria (B). Onde a área tributária atinge as galerias do entorno
do pilar, no qual o lado da base do prisma (C) é determinado por C = w + B

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Carregamento do pilar…
0.1000
0.1000
0.0900
0.0900

(MPa/m)
cobertura(MPa/m)
0.0800
0.0800
0.0700
0.0700
• Pode-se relacionar as dimensões do pilar e galeria com a 0.0600
0.0600

tensão/mcobertura
espessura de cobertura por meio de diagramas que 0.0500
0.0500
determinam a tensão de carregamento de um pilar, sendo 0.0400
0.0400
pilar quadrado ou retangular (Salamon e Oravecz, 1976). 0.0300
0.0300

tensão/m
0.0200
Considerando a curva do gráfico, pode ser determinada a 0.0200
0.0100
0.0100
equação da curva (y = axb), onde a=0.223 e b=-0.566, com 0.0000
0.0000
correlação de 0.98. 00 10 20 30 40
10 20 30 40
larg.
larg.pilar
pilar(w
(w))

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Carregamento do pilar…

• Muitos autores consideram que o carregamento dos pilares


não é uniforme
• Irá depender das características das rochas do teto, piso, do
próprio pilar e das dimensões do pilar
• Um dos parâmetros mais importantes é a rigidez do teto
imediato

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Tensões sobre pilares… Tensões sobre pilares…

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Resistência do pilar
• A resistência do pilar irá depender da sua forma e tamanho
• A resistência de uma rocha que é determinada em ensaios de
laboratório geralmente é maior do que a resistência do
maciço rochoso. Porque os ensaios em laboratório são
realizados em corpos de prova de dimensões pequenas,
intactos e sem defeitos
• Compressão uniaxial simples está sendo colocado em dívida
hoje em dia
• A resistência do maciço pode ser estimado pelo critério de
Hoek-Brown

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Resistência do pilar Resistência do Pilar…


• A resistência do pilar depende de dois parâmetros relativos a Redução da resistência de corpos de
sua geometria: o efeito relativo ao tamanho (size effect) e a prova de carvão em função do seu
forma (shape effect) (Peng, 1986) tamanho (Bieniawski, 1967 e
• Resultados experimentais a partir de testes em rocha e carvão Hustrulid, 1976).
mostram que existe um efeito de redução da resistência com
o aumento do tamanho do corpo de prova (Fig. 10.5.8).
• Bieniawski (1968), determinou o conceito de critical-size
strength (tamanho crítico para resistência). Por meio de uma
série de ensaios em amostras cúbicas, ele observou que a
resistência decrescia com o aumento do tamanho do corpo de
prova até chegar a um tamanho crítico de aproximadamente
150cm de lado do cubo.

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Efeito tamanho
• Pode ser concluído que essa resistência crítica pode ser
k1 = σ c D aplicada à resistência in-situ do pilar de carvão. Uma
relação muito utilizada para estimativa da resistência da
rocha in-situ a partir de ensaios de laboratório é apresentada
por Hustrulid (1976)

k1 k1
σm = σm = k1 = σc D
k H 36
σm = 1
H onde H = altura do corpo de prova em polegadas e k1 é uma
constante em função da resistência a compressão uniaxial. Deve-se
utilizar a fórmula quando h>36 polegadas. σc = resistência à
compressão uniaxial do corpo de prova e D = diâmetro do corpo de
prova que foi determinada a resistência.
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Efeito forma

• A razão largura/altura do pilar (para pilares retangulares


considerar a menor dimensão lateral) representa a maior
influência na resistência do pilar e no seu comportamento na
relação tensão-deformação, principalmente após o limite de
proporcionalidade da curva tensão-deformação, i.e., após a
tensão de ruptura de um pilar.

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Resistência do pilar…
• A resistência do pilar (em função do efeito forma) é
 w
determinado por duas fórmulas empíricas básicas: uma
linear e outra em forma de potência σp = σm  A + B 
• São função da resistência do maciço, altura e largura do
pilar
 h
• Os parâmetros A, B, α e β dependem das características do
carvão e podem ser estimados por ensaios com CP de
diferentes razões w/h

• Vários autores apresentaram fórmulas empíricas nos
últimos 40 anos σp = σm β
• Todas elas baseadas na duas fórmulas abaixo h
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Resistência do pilar… Resistência do pilar…
 w w • Modificações da fórmula de Salamon ao longo dos anos:
σ p = σ m  0.64 + 0.36  σp = σ m
 h h

w 0.46 w 0.51
σp = σ m σp = σ m Salamon (1996), σm=8.6MPa
h 0.66 h 0.84

 w
σ p = σ m  0.778 + 0.222  w 0.81
 h σp = σ m Merwe (1999), σm=4.0MPa
h 0.76
w
σp = σm
h

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Resistência do pilar… Resistência do pilar...


M e todologia Salam on-M unro •Ao longo dos anos, alguns autores apresentaram modificações dos
índices da fórmula de Salamon
340.00 Resistência de Pilares de Carvão (h=2.0m)
320.00 FS =1.6
300.00 FS =1.8 30000.0

w 0.42
280.00 FS =2.0
25000.0
σ p = 8 .6
260.00 FS =2.2
240.00
Resistência (kPa)

220.00
200.00
h 0.60 20000.0

180.00 Salamon (1996)


15000.0
160.00
140.00
120.00 10000.0
100.00
w 0.46 w 0.81 Merwe (1999)
80.00
σp = σ m 0.66 σ p = 4.0 0.76
5000.0
Salamon-Munro (1967)
h
60.00
40.00
20.00
h 0.0
3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Merwe (1999) 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0
La r gur a do P i la r ( m) Razão (w/h)

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Recuperação da lavra
• A recuperação é função da área minerada (área das
galerias) e a área deixada para os pilares de
sustentação

 w 1w 2 
e = 1 −  
 C1C 2 

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Abaco do Salamon Tipos de ruptura em pilares

• Ruptura controlada e não controlada


• Na ruptura controlada as tensões são manifestadas em forma
de deformação do pilar e caimento de blocos das paredes.
• Na ruptura não controlada as tensões são acumuladas em
forma de energia que escoam de forma súbita quando a
resistência de pico do pilar é atingida

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Tipos de ruptura em pilares...

• Ruptura não controlada ocorre porque as tensões de um


pilar que sofreu ruptura são transferidas para os pilares
adjacentes (já carregados), ultrapassando a resistência dos
mesmos, tendo como conseqüência suas rupturas;
• A ruptura não controlada é função:
– da razão w/h
– a razão de extração era superior a 60%
– o fator de segurança estimado estava em torno de 1
– a rocha do teto é rígida, maciça e consegue manter grandes vãos
vazios sem provocar caimentos de teto

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Tipos de ruptura em pilares... Colapso de pilares

• Como mencionado anteriormente, as tensões no pilar não


• Pilares esbeltos (slender pillar): com razão w/h<3, os quais
são uniformes, ruptura irá iniciar nas bordas (paredes) do
são sujeitos a rupturas súbitas
pilar e propagar até sua total ruptura
• Pilares achatados (squat pillar): com razão w/h>10, os
• A ruptura do pilar pode ser súbita (não-controlada) ou
quais estão sujeitos a rupturas das paredes do pilar, que
progressiva (controlada)
não estão confinadas. Ocorre o caimento de blocos
• Para que uma ruptura seja progressiva o pilar deve possuir
• Pilares intermediários (intermediate): com razão w/h entre
resistência residual, após sua resistência crítica, que é
3 e 10, os quais possuem ruptura por escoamento, onde o
função das dimensões do pilar, do carregamento e da
pilar apresenta deformações à medida que é carregado
fricção entre o pilar, o teto e o piso

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Colapso de pilares…

• A resistência residual ocorre quando o pilar possui uma


porção intacta no seu interior
• A probabilidade de uma ruptura súbita é maior quando a
razão w/h do pilar é inferior a 3 (três)
• Existe também a influência do desmonte na fragmentação
periférica do pilar

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Colapso de pilares

• Os modos de rupturas de pilares podem ser gradual ou • Rupturas súbitas não mostram sinais aparentes ou
súbita demorados de colapso. Uma vez o processo iniciado,
• Na ruptura gradual o pilar mostra sinais que está rompendo, ele não pode ser contido.
na forma de caimento de fragmentos da parede (spalling), • Esse tipo de ruptura é chamada de colapso sem
deformação e surgimento de fraturas (slabbing). Esse tipo controle (uncontrolled collapse)
de ruptura pode ser contido, dependendo do tempo • Um pilar pode ter ruptura controlada ou não
• Esse tipo de ruptura é chamada de colapso controlado controlada, dependendo do comportamento mecânico
(controlled collapse) da rocha do pilar, do teto e piso

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Colapso de pilares… Colapso de pilares…

• O fenômeno pode ser explicado por meio da figura abaixo


• O corpo de prova é carregado pela massa, deformando a
mola e o corpo de prova. Essa deformação depende do
comportamento da mola e do corpo de prova

Fig.8.5,pp.183

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Colapso de pilares…
• Intersecção da curva tensão-deformação com a curva
as retas de rigidez do aparelho

Fig.8.8,pp.185

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Colapso de pilares… Colapso de pilares…


• A variação da rigidez do maciço diminui com o aumento
• Em termos de mineração, o pilar corresponde ao corpo de da largura do painel
prova e o maciço rochoso sobre o pilar corresponde a • Quanto maior a largura do painel maior será a
máquina de carregamento (prensa) possibilidade de ruptura súbita e ruptura em cadeia (efeito
• Na prática o carregamento do maciço rochoso é dominó)
determinado por meio de medidores de pressão (hydraulic
jacks e vibrating wire). Muitas de difícil aplicação.
• Ensaios de compressão/deformação em corpos de prova de
carvão irão fornecer a curva tensão deformação em função
da razão w/h
• A curva de carregamento do maciço rochoso é controlado
pelas propriedades do maciço e pela geometria da lavra

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Colapso de pilares…
• Variando a razão largura/altura do pilar, a curva
tensão/deformação também irá variar
• Deve-se salientar que o colapso do pilar irá ocorrer
quando a carga sobre o pilar exceder a resistência do
pilar

Fig.2.22, pp.39, livro do salamon

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Sugestões práticas Sugestões práticas…


Salamon e Oravecz (1976); Rock Mechanics in Coal Mining. • As tabelas abaixo mostram a influência da redução da
largura e altura do pilar no coeficiente de segurança,
• Dividir o painel em áreas retangulares cujos lados devido às atividades de mineração
devem ser aproximadamente o dobro da profundidade
• Deve ser tomado cuidado em pilares pequenos e evitar
do painel
a execução de pilares menores que 3m. Para pilares
• Determinar para cada área a profundidade máxima e a entre 3 e 4.5m o SF=1.7
espessura máxima da camada
• Determinar a geometria da lavra para cada área em
função dos parâmetros acima
• Ajustar a geometria determinada para obter um layout
prático, sem alteração do coeficiente de segurança

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Considerações em Multi-Camadas

• A figura mostra a variação das tensões em função da


distância da camada minerada (distância em função de C)
• C é a distância centro a centro de duas galerias
• Quanto mais longe da camada menor a influência da lavra no
campo de tensões

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Considerações em Multi-Camadas …

• Se a distância entre as camadas for maior que 1.0C, pode ser


aplicado a metodologia para uma única camada
• Mesmo assim o fator de segurança não pode ser menor que
1.7
• A medida que a camada que separa as camadas de carvão fica
menor (0.3C até 0.5C) e a rocha é menos competente, a
probabilidade de ocorrer um colapso é maior
• Para efeitos práticos deve ser considerado um SF=1.4 para
um pilar com altura igual a soma das espessuras das camadas
e SF=1.8 para cada camada individualizada
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Interação entre pilar-teto-piso Interação entre pilar-teto-piso…

• O pilar deve manter estável as rochas encaixantes (teto e piso)


• Além da interação entre eles, na resistência do pilar e na
distribuição das tensões, o pilar exerce influência sobre o piso
• Se o piso tem pequena capacidade de carga e a área do pilar
for pequena, a tensão que o pilar irá transmitir para o piso
poderá provocar a ruptura do piso (o pilar ‘crava’ no piso)
• O piso pode conter argilo-minerais expansivos que provocam a
diminuição da capacidade de carga do piso

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Métodos analíticos Métodos analíticos...


• Wilson (1972) e Barron (1974) • A zona intacta tem maior capacidade de carga pelo seu
• O pilar possui duas zonas distintas: uma fragmentada e outra confinamento, causado pela zona fragmentada e fricção do
intacta pilar com o teto e piso
• Devido a distribuição não uniforme das tensões no pilar • Para o cálculo da capacidade de carga do pilar o método
• A porção fragmentada do pilar irá possuir resistência residual analítico utiliza:
após a ruptura, desde que exista um confinamento dessa rocha
– Tensão vertical
• A ruptura do pilar é iniciada nas paredes e propagas-se para o
seu interior – Resistência do maciço
• A capacidade de carga da zona fragmentada diminui e as tensões – Módulos (young e poisson)
são transferidas para o interior intacto – Atrito entre as camadas do teto e piso
• A deformação do pilar é afetada pela interação (fricção) do pilar – Razão w/h
com o teto e piso
– Coesão e ângulo de atrito interno

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Métodos analíticos... Modelamento Numérico

• Por meio de elementos-finitos ou boundary elements pode


ser realizado uma estimativa da resistência do pilar e
distribuição de tensões dentro do pilar
• Estudo da resistência em fução da idade do pilar (Peng,
1999)
• Estudo da resistência do pilar em função das características
Razão w/h crítica geomecânicas de camada (tensão/deformação, rigidez,
carregamento, interação entre camadas)
 2   σ vp 
R c =   ln 
 F  p 
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Pre-failure Post-failure
Yield Condition
σ
σ
Peak Strength
Yielded
Residual Strength
Yielding
80-100 % of yield
MULSIM/NL F
60-80
40-60
Element Grid E
D
20-40 C
0-20 B
A

ε ε
Solid Pillar Core
(C-F)
Yielding
Ribline
(A-B)

Previously mined pillar panel in 10-ft


Elements
upper seam overlying planned
panel, with 35 feet of interburden
between the seams. A B C D E F F F E D C B A
GOB

Example of MULSIM/NL element arrangement


69 and element stress-strain material properties. 70

71 72

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FIM

73 74

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