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Egipto antigo

A idade das pirâmides

Sociedades e culturas pré-clássicas / Marisa Nico / Aluno 44541


Índice:
- Introdução
- Unificação do Egipto
- O faraó
- Administração e escrita
- O culto de Ré
- Dos primeiros túmulos ás grandes pirâmides
- A queda do império antigo
- Bibliografia
Introdução
Os primeiros agricultores começaram a instalar-se
nas margens do Nilo no VI milénio a.C . Durante os
dois milénios seguintes, estes primeiros
povoamentos desenvolveram-se para darem origem
a aldeias fortificadas e depois a cidades como
Hieracómpolis e Nagada, cada uma com vários
milhares de habitantes. Os soberanos da região
reinavam sobre populações ainda divididas em
grupos tribais e já reivindicavam poderes
sobrenaturais. Cada cidade possui a sua divindade
tutelar: O deus-falcão Hórus, por exemplo, protegia
os cidadãos de Hieracómpolis (Nekehen). Cerca de
3.500 a.C , os soberanos rivais começaram a invadir
os territórios vizinhos com o objetivo de formarem
reinos mais vastos pouco a pouco os feudos
fundiram-se até formarem apenas dois : o Alto
Egipto no sul, e o baixo Egipto no norte.
Unificação do Egipto

De acordo com a tradição o Egipto foi por fim


unificado por Narmer, um soberano semilendário
que expandiu o seu poder do Alto vale do Nilo até ao
delta aliando diplomacia e poder militar. Narmer
mandou edificar uma nova capital para celebrar a
sua vistoria no Baixo Egipto e a consequente
unificação do pais. Estabeleceu-a num local de
grande importância estratégica, acima do delta do
Nilo, e batizou-a por Mênfis. A região de Mênfis foi o
local de residência principal dos faraós antes de ser
suplantada por Tebas, no curso superior do Nilo, no
Inicio do Império Novo.
O faraó
Os soberanos da época usavam a dupla coroa: a do
Alto Egipto, branca, e a do Baixo Egipto vermelha,
uma referencia aos dois reinos que compunham o
pais. Os outros atributos reais eram a cruz, o
flagellum, o uraeus e a barba postiça presa no queixo
que simbolizavam o poder masculino.
Em seguida os reis do pais unificado adquirem o
titulo de faraó (“grande casa” ou “palácio” em
egipcio). O faraó é um monarca absoluto cujas
palavras são força de lei, embora na prática delegue
algumas responsabilidades aos membros do seu
governo. Teoricamente, todo o Egipto é propriedade
do faraó: é livre de controlar o comércio e distribuir
terras aos seus súbditos. Representa a unidade
nacional e também é o grande sacerdote ao serviço
das inúmeras divindades da nação. O faraó goza de
um estatuto semidivino e torna-se um deus após a
morte.
Administração e escrita
O vizir era o principal magistrado junto do faraó:
supervisionava o palácio real e todos os edifícios
públicos, incluindo os canais de irrigação situados ao
longo do Nilo. Contudo, a sua principal função era a
coleta de impostos e de taxas aduaneiras: para isso,
era assistido por tesoureiros, governadores da
província e outros funcionários subalternos, uma
verdadeira hierarquia que levou ao desenvolvimento
de uma das burocracias mais importantes do mundo
antigo sob o controlo do faraó. Esta forma de
governo nunca teria funcionado sem o uso da
escrita. Durante o III milénio antes de a.C apareceu
uma escrita composta por desenhos estilizados (os
hieróglifos), essencialmente para escrever textos
religiosos e gravar inscrições nos monumentos.
Eram necessários 12 anos de estudo intenso para
poder almejar o respeito da sociedade e um cargo
bem remunerado de escriba. Os egipcios escreviam
com cálamos e uma tinta resistente feita com
pigmento reduzido a pó . No inicio usavam tabuinhas
de argila ou de calcário, mais tarde passariam a usar
o papiro, planta que cresce em abundancia nas
margens do Nilo, fácil de manipular, que podia ser
cortado e enrolado em folhas por vezes juntas sob a
forma de livro.

Hieróglifos em pergaminho de papiro


O culto de Ré
Assim enquanto Narmer e os seus sucessores
veneravam o deus falcão Horús, o deus do sol Ré
dominava o panteão de Djoser. Foi mesmo
construído um templo em sua honra em Heliópolis
tornando-se o centro do novo culto solar que
prevaleceu até ao final de VI dinastia, cerca de 2190
a.C.
De acordo com o culto de Ré, o faraó defunto podia
acompanhar o deus na sua viagem através dos céus,
tornando-se uma espécie de encarnação da
divindade. Após a IV dinastia os faraós possuem o
título de “filhos de Ré”. Assim a pirâmide devia ser
considerada uma escada no sentido literal : era o
meio por onde o faraó se elevaria até ao sol. Logo
que os primeiros raios solares atingiam o topo da
pirâmide a alma do defunto subia na barca solar para
navegar no céu em companhia de Ré.
Dos primeiros túmulos
ás grandes pirâmides
No início da III dinastia, o poder dos faraós estava no
apogeu: a sua supremacia politica era incontestada
eficaz e bem organizada para assegurar o seu
domínio. Esta época ficou associada a Djoser e
Imhotep. Djoser foi um segundo dos cinco
soberanos, a sua dinastia ficou marcada por várias
inovações, nomeadamente uma mudança radical na
construção dos túmulos reais . Para os egipcios, os
túmulos eram a morada da eternidade. Também
acreditavam que a alma de um defunto só podia
ressuscitar no Além se o seu corpo se mantivesse
intacto. Assim no início enterravam os corpos no
deserto, onde a areia quente e seca conservava
naturalmente os restos mortais, e mais tarde
desenvolveram a arte da mumificação. Os faraós da
I e II dinastia eram inumados em covas revestidas de
pedras as mastabas. Estas já continham várias
camaras a acolher o sarcófago real e todo o espólio
funenário. Djoser encomendou a Imhotep o tumulo
de Sakara cerca de 20 km a sul da atual cidade do
Cairo. O monumento funerário de Djoser a pirâmide
em degraus. Esta pirâmide mantinha a planta
tradicional da mastaba mas possuía mais seis
estruturas em degraus, tinha um aspeto imponente,
uma verdadeira escadaria para o paraíso.
A época das grandes pirâmides teve início durante a
IV dinastia. Senefru ordenou a construção da
pirâmide vermelha, o seu filho Kheops ordenou a
construção da grande pirâmide de Gizé considerada
uma das sete maravilhas do mundo.

Pirâmides de Gizé
O interior da pirâmide era magnifico, com
corredores e camaras, e chão de alabastro polido.
Outras salas eram decoradas com estatuas e baixos-
relevos alem de mobiliários e outro espólio
funerário. Haviam passagens mais estreitas que
conduziam ao subsolo. A camara funerária
encontrava-se no centro da pirâmide: era aí que o
corpo do faraó descansava num sarcófago de pedra.
Também neste período foi construída a grande
esfinge. Ordenada com a serpente uraeus e a barba
postiça símbolos do poder do faraó.
A queda do império antigo
A longo prazo, projetos como a construção da grande
pirâmide acabaram por se revelar desastrosos para a
economia egípcia. Os faraós tiveram que reduzir
consideravelmente a dimensão dos seus
monumentos funerários também se verifica que as
pirâmides começam a ser contruídas com menos
cuidado e pormenor. Além do aspeto financeiro, há
outros fatores responsáveis pela queda da economia
egípcia, nomeadamente fatores climáticos que
explicam o fim da idade de ouro das pirâmides.
Longos períodos se seca afetaram o próximo oriente
por volta do final do III milénio a.C . O Egipto foi
assolado por esta seca que causou graves fomes. Os
faraós foram obrigados a delegar importantes
poderes aos administradores das províncias do
reino. Estes funcionários aproveitaram a
oportunidade para estabelecer o seu próprio poder
e enfraquecer a autoridade do faraó. Seguiu-se um
período de agitação e guerra civil que mergulhou o
pais no caos pondo termo á primeira fase da história
do antigo Egipto: o Império antigo.
Foi necessário esperar mais um século até que
Menthuotep I, um poderoso faraó da XI dinastia,
conseguisse restaurar a unidade do estado o que
aconteceu em 2052 a.C
Bibliografia

. História ilustrada do Mundo, a alvorada da


civilização (2006), Lisboa, reader´s digest illustrierte

. Family Encyclopedia of world history (1996),


London, The reader´s digest association limited