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Resenhas dos livros Morada da Noite

Marcada

Nesta obra surpreendente entrelaçam-se a cultura espiritual ancestral da


Humanidade e a vida cultural contemporânea. Ambas estão personificadas em
uma típica adolescente norte-americana, Zoey Redbird. Desajustada no ambiente
familiar, no qual ela convive com a mãe e o odiado padrasto, além dos irmãos com
quem não se identifica, ela só se sente realmente em casa na escola, ao lado dos
amigos. Ou ao menos é o que ela acredita.

Subitamente Zoey se vê marcada como vampira, e sente neste momento que não
pertence mais a tribo alguma, o que parece ser essencial não só para ela, mas para
todos os seus companheiros. As autoras imprimem a esta marca um teor simbólico,
através do qual elas discutem o impacto do estigma durante a adolescência, o
temor da discriminação e de permanecer à margem dos grupos sociais.

Na época em que se passa esta trama, indefinida, porém claramente situada no


cenário da cultura moderna, a existência dos vampiros é cientificamente
comprovada. Diversas pesquisas científicas constatam inclusive que no
metabolismo hormonal do adolescente pode ocorrer uma séria eclosão em uma
suposta vertente prejudicada do DNA, dando origem assim ao que se conhece
como a Transformação.

Os jovens que sofrem este processo são rastreados por determinados vampiros e
marcados com a tatuagem de uma lua crescente azul-safira na testa. A partir daí
os novatos começam a passar por uma mutação interior, e são obrigados a se
mudar para a Morada da Noite, uma escola que prepara os futuros vampiros. Nem
todos, porém, sobreviverão a esta Transformação, pois alguns organismos rejeitam
estas mudanças.

É neste contexto que Zoey, descendente dos nativos cherokees pela linhagem de sua
avó materna, Sylvia Redbird, sua mentora espiritual, que a inicia nos segredos e
conhecimentos milenares de seu povo, inicia sua nova jornada existencial, confusa
e desorientada, prestes a penetrar os mistérios da deusa grega Nyx, representante
da Noite.

Incumbida de uma missão especial, que ela mesma ignora, justamente por
simbolizar uma ponte entre dois mundos distintos, a cultura de seus ancestrais e a
dos seus contemporâneos, Zoey começa sua Transformação sob a tutela da
sacerdotisa Neferet. Mais uma vez, porém, ela sente o peso de ser diferente, pois a
deusa Nyx a tatua com uma marca diferente, sinal dos dons extraordinários que
ela lhe concede.

A leitura deste thriller impressionante leva o leitor a mergulhar em um universo


muito antigo, povoado pela magia do feminino, pelo poder do matriarcado, pelas
guerreiras amazonas, por rituais que reconciliam o Homem e a Natureza,
resgatando a comunhão da humanidade com a Criação Divina. Mas este clima
sagrado é o tempo todo permeado por passagens muito bem-humoradas,
engraçadas e muitas vezes sensuais.
Desde a primeira página é impossível parar de ler Marcada, pois uma vez que se
mergulha neste ambiente repleto de vampiros apaixonantes, ligados de uma forma
ou de outra ao universo artístico e cultural, de felinos dotados de uma inteligência
incomum, de uma atmosfera inebriante, não se deseja mais emergir.

As autoras criaram nesta obra uma visão completamente original da estirpe dos
vampiros, associando-os a uma cultura espiritual mítica, ao mesmo tempo em que
os situa, nos tempos modernos, em uma elite cultural e artística. Com certeza estas
figuras entrarão com honra e destaque para o rol da história destas criaturas
ancestrais.

Traída

Nesta sequência, as autoras P.C Cast e Kristin Cast exploram mais profundamente
a intensa carga erótica que povoa o universo adolescente. Aqui esta sensualidade é
amplificada por estar ligada a uma crescente sede de sangue. Infelizmente, porém,
elas exageram um pouco na abordagem de um tema que poderia ser enfocado mais
sutilmente.

No mais, Traída convida o leitor a uma viagem eletrizante por páginas que
transpiram um suspense crescente e por uma trama na qual nada é o que parece
ser. Ao mesmo tempo em que a protagonista se surpreende com revelações cada
vez mais aterrorizantes, o leitor se vê capturado por mistérios que se multiplicam e
o mantém cativo na teia muito bem tecida pelas criadoras desta saga.

Neste volume Zoey se vê às voltas com o assédio do ex-namorado, Heath, e do


poeta e professor da Morada da Noite, Loren, além de manter, mesmo que
precariamente, seu namoro com o vampiro Erik Night. Paralelamente a suas
aventuras amorosas, ela se envolve, mesmo a contragosto, com enigmáticos crimes
que levantam suspeitas crescentes contra os vampiros.

Como se isso não bastasse, aumentam suas desconfianças de que algo estranho
paira no ar em sua nova escola, possivelmente um aroma de traição. Em meio a
tantas mudanças em sua vida, Zoey se sente cada vez mais confusa, principalmente
em relação aos seus poderes e ao desejo de sangue que não pára de crescer.

Outro debate fundamental nesta obra é sobre a morte e, principalmente, sobre a


relação das pessoas com este processo inevitável que, mais cedo ou mais tarde,
cada um será obrigado a enfrentar. Nesse volume, Stevie Rae, melhor amiga de
Zoey, não consegue passar pela Transformação e acaba morrendo. Contrapõe-se à
reação emocional individual uma certa postura imposta socialmente, a qual
pressupõe o esquecimento imediato dos mortos, para que assim se possa continuar
fingindo que a morte não existe.

Na verdade, porém, Tanatos (Morte), está muito presente neste livro, à espreita em
cada página, embora seja igualmente negado, de várias formas possíveis. Zoey e
seus amigos, porém, estão sempre lutando para que os mortos não sejam
sepultados no esquecimento, para que a memória os mantenha vivos, e não
apaguem os vestígios impressos na História. É curioso ver como este tema é
tratado do ponto de vista do universo adolescente.

Escolhida

Esta sequência eleva a qualidade da saga House of Night, transformando a história


em um thriller arrepiante, apesar da trama se arrastar um pouco inicialmente e só
adiante revelar o sentido de eventos que, a princípio, parecem um pouco
deslocados na narrativa proposta pelas autoras. Esta aparente hesitação das
criadoras da série não chega a prejudicar seriamente o desenrolar do enredo,
embora provoque uma conquista mais lenta do leitor.

Em Escolhida a protagonista se depara com paisagens ainda mais sombrias e


dilemas que podem cobrar um preço alto, inclusive o status conquistado junto à
Deusa Nyx. Neste terceiro volume, Zoey está dividida entre três amores de graus e
naturezas distintas, ao mesmo tempo em que é obrigada a se aliar a uma antiga
adversária para tentar salvar sua melhor amiga.

Como se todos estes problemas não bastassem, Zoey se encontra repentinamente


no epicentro de assassinatos horripilantes que desabam sobre a Morada da Noite,
os quais atingem justamente os professores da escola. Para piorar, a jovem
suspeita que o padrasto esteja envolvido nestas mortes, que contrapõem humanos e
vampiros. Uma guerra inesperada é declarada, embora à revelia dos desejos da
Deusa. No desenrolar deste turbilhão de acontecimentos, questões como lealdade,
amizade, fidelidade e confiança são colocadas à prova, enquanto Zoey vivencia um
doloroso aprendizado e um amadurecimento precoce. Aos poucos a garota percebe
que a missão conferida a ela por Nyx envolve necessariamente segredos e atitudes
que dificilmente serão compreendidos até mesmo pelos seus melhores amigos.

Mais que nunca luzes e sombras se confundem, valores são questionados, os


personagens revelam suas fragilidades, endurecem os corações, tornam-se
irredutíveis diante dos erros, ao mesmo tempo em que antigas inimizades se
transformam em afeições recíprocas, e velhos deslizes são compreendidos à luz de
uma nova percepção.

Transições e transformações, principalmente as que ocorrem no período da


adolescência, são abordadas sob uma perspectiva diferente pelas autoras, que
procuram demonstrar o quanto pode ser complexa e surpreendente a metamorfose
humana nesta etapa da vida, rica em emoções conturbadas e confusas.

Zoey, no centro deste furacão, não amadurece sem as inevitáveis desilusões,


decepções, dores e surpresas. Ela segue adiante, guiada pela intuição, pelos poderes
e dons a ela atribuídos por Nyx, pela fé que deposita na Deusa e nos seus desígnios.
Mas a vida promete continuar a surpreendê-la – aliás, ao leitor também -,
especialmente quando uma inesperada guerra entre vampiros e humanos se
desenha no horizonte.

O próximo volume, Indomada, prediz o desencadear de conflitos inimagináveis,


não só entre seres de natureza diferente, uma séria ameaça aos princípios da
tolerância e da coexistência, mas principalmente os de ordem interior, os quais
com certeza perpassarão os corações de Zoey e de seus amigos.

Indomada
Neste ambiente hostil, resta-lhes também o desafio de descobrir quem está ao seu
lado; todos parecem ter se transformado em zumbis, evocando momentos
dramáticos do filme Vampiros de Almas, no qual alienígenas tomam o lugar dos
humanos para concretizar seus planos macabros; exteriormente as pessoas são as
mesmas, mas interiormente assumiram uma nova personalidade.

As autoras se valem da mesma ironia dos livros anteriores, de alusões à cultura


nerd, e a estes ingredientes acrescentam outras referências; elas se valem também
do poder dos sonhos e dos dons mediúnicos, que podem ser usados tanto para o
bem, quanto para o mal, e destacam, aqui, o papel fundamental do livre-arbítrio, o
qual permite a cada ser escolher entre a luz e as trevas.

Nesta sequência da série Morada da Noite (House of Night), as autoras resgatam a


originalidade e o brilho de Marcada, o primeiro volume e, em alguns momentos,
chegam a transcender até mesmo o início da saga. Elas mesclam, nas doses exatas,
mitos e histórias cherokees, cristãos e neopagãos, construindo, com esses
ingredientes fascinantes, uma trama densa, bem estruturada e de tirar o fôlego do
leitor.

Zoey, no final de Escolhida, está completamente isolada, como era o desejo de


Neferet, a Grande Sacerdotisa da Morada da Noite de Oklahoma. Seus amigos,
sentindo-se traídos, a rejeitam e Aphrodite, sua única companheira nos últimos
tempos, voltou a ser humana e fugiu da escola.

Apesar de tudo, a protagonista conseguiu impedir que sua melhor amiga, Stevie
Rae, continuasse a se transformar em um monstro, e a ajudou a resgatar sua
humanidade e a concluir sua surpreendente transformação em uma nova espécie
de vampiro, pertencente a uma linhagem vermelha. Mas ela não pode mais
permanecer na Morada da Noite. Portanto, Zoey está entregue à própria sorte.

Nesta obra, amizade, lealdade, fé, esperança e coragem são valores constantemente
colocados à prova. Sem eles, a protagonista não poderá vencer os terríveis
fantasmas que ameaçam tomar conta da Morada da Noite e destruir a todos,
inclusive aos humanos. Um antigo mal está prestes a renascer e somente Zoey, a
princípio, sente sua presença.

Mais que nunca, porém, se faz sentir também a manifestação de Nyx, a Deusa dos
vampiros. Ela transmite a Aphrodite, de volta à escola, e a Zoey, a importância de
se respeitar o livre-arbítrio, mesmo quando quem o detém escolhe caminhos
sombrios, e também as alerta quanto à importância de se manterem vigilantes e
atentas diante de um dilema que se aproxima. Elas terão que aprender a escolher
entre o amor e o caos.
A sacerdotisa novata só tem as visões sangrentas de Aphrodite para guiá-la.
Apesar de não ser mais uma novata vamp, a antiga líder das Filhas das Trevas
ainda detém alguns poderes, entre eles o de visualizar possíveis futuros. Em uma
destas previsões, ela vê a morte de Zoey – na verdade, duas possibilidades da
poderosa novata encontrar o fim de sua vida. Ambas, porém, culminam em um
terrível combate entre vampiros e humanos.

Este futuro sombrio pode ser mudado, mas somente se Zoey reconquistar a
confiança e a cumplicidade de seus amigos. Novos aliados, porém, surgem em seu
caminho. Ela tem novamente a parceria de Stevie Rae e, por extensão, dos novatos
vermelhos. Além do mais, como uma das profecias vislumbradas por Aphrodite
está ligada a velhos mitos cherokees, ela pode também contar com a ajuda de sua
avó.

Como se não bastassem estes inusitados cúmplices, ela conta igualmente com o
apoio de uma freira, Irmã Mary Ângela, ligada ao Street Cats, entidade que cuida
de gatos abandonados, na qual Zoey e Aphrodite passam a realizar trabalhos
voluntários. Por outro lado, uma sacerdotisa poderosa, Shekinah,
temporariamente na liderança da Morada da Noite, tem o poder de refrear os
temíveis impulsos de Neferet. Por algum tempo ela consegue impedir que a
sacerdotisa corrompida pelo mal inicie sua guerra contra a Humanidade.

Com este time poderoso de amigos, resta a Zoey resgatar as velhas amizades, com
persistência, plena consciência de seus erros e o apelo a uma antiga mediadora de
conflitos, a Verdade. Ao leitor, cabe mergulhar neste universo sombrio que, na
verdade, parece muito familiar ao contexto caótico que a Humanidade vivencia
nestes tempos pós-modernos, nos quais a terra perde seu valor sagrado e a
Natureza se transforma, cada vez mais, em fera desconhecida, sem controle algum.

Caçada
Este novo volume da saga House of Night, Caçada é mais denso e complexo que
seus antecessores. Nesta obra as autoras mesclam os elementos já privilegiados nos
outros livros a outra temática sobrenatural, aliás, muito em voga na safra literária
atual, a dos anjos caídos. P. C. e Kristin Cast parecem realizar, aqui, uma
transição da moda dos vampiros para a das criaturas angelicais rebeldes.

Já no final de Indomada esta parece ser uma tendência da série, com o despertar
de Kalona, um ancestral anjo decaído, no local de poder da Morada da Noite,
através dos poderes sombrios recém-adquiridos por Neferet e do sangue
derramado de Stevie Rae. Nesta sequência o leitor encontra os inseparáveis amigos
reunidos nos outrora macabros e terríveis túneis, cenário no qual Zoey havia
lutado contra os novatos ressuscitados para salvar o humano Heath.

Mas agora os túneis foram remodelados para se adequarem à transformação


concretizada por Stevie Rae, que agora é a primeira vampira vermelha da história,
e seus novatos, os quais também reconquistaram parte de sua humanidade. Assim,
neste ambiente completamente modificado, desfilam novos personagens, que
desempenharão papel crucial na trama, especialmente Kramisha, poeta que passa
a canalizar mensagens proféticas sobre Kalona.
Em Caçada Zoey se vê diante de novos desafios; ao mesmo tempo em que sente
novamente seu coração dividido entre Erik, o antigo namorado vampiro, Heath,
que invade de novo sua vida, e Stark, a quem ela sente que deve salvar, ela percebe
que há algo de errado nos túneis – uma energia sombria que se espraia pelos
corredores -, e detecta em Stevie Rae uma suspeita ausência de sinceridade, a qual
a deixa completamente alerta e assustada.

Por outro lado, a protagonista e seus companheiros sabem que terão de lutar
contra os Raven Mockers, as criaturas meio homens, meio pássaros, derrotar seu
pai, Kalona, e sua consorte, Neferet. Tudo se complica ainda mais quando eles são
obrigados a retornar à Morada da Noite, após um terrível acidente com Zoey.

A partir deste momento eles terão que se libertar do poder hipnótico de Kalona,
sobreviver aos terríveis poderes conquistados por Neferet, principalmente ao seu
dom de se converter em pura escuridão, atingindo com ela almas e corações mais
suscetíveis, e ainda encontrar uma forma de fugir da escola. Para alcançar estes
objetivos os combatentes de Nyx terão que decifrar as mensagens secretas captadas
por Kramisha.

Tentada

Tentada pega exatamente de onde Caçada terminou, o que sempre me agrada.


Claro, tinha aquele momento de “ai ai o que aconteceu mesmo?” mas basta uma
fala ou outra que tudo vem a toa. Aliás, os livros da série ficaram muito melhores
nesse aspecto, nos primeiros tinha todo um bla bla bla sobre os livros anteriores
que era muito chato de ler.

Zoey ainda é adolescente, claro, mas está cada vez menos irritante/boba. Essa coisa
dela ficar com vários caras em volta dela continua mas acho que já estou
acostumada, nem ligo. Stark está ali, melhor do que nunca, sendo guerreiro dela e
proporciona boa parte dos trechos legais. Heath é o saquinho de sangue ainda,
fofinho e tal, mas não tem como ele ser interessante no meio dessa gente toda cheia
de dons! Erik fica mais besta ainda, no estilo onde agressão física passa por nossa
cabeça.

O problema Kalona/Neferet permanece. Zoey ainda sofre com as memórias de Aya


na sua cabeça, fica pensando em Kalona, mas a potencial chatisse de Neferet não
acontece! Na verdade eu gosto de Kalona… ele é um big bad legal, não é
simplesmente malvadão com sangue nos olhos.

Stevie Rae tem o arco mais legal do livro, TANTA coisa acontece envolvendo ela!
Sua relação com Aphrodite diverte bastante também. Falando em Aphrodite, ela
fica cada vez mais interessante e divertida de acompanhar, com Darius, as
gêmeas…
A cena da pira para mim foi de quebrar o coração, foi muito muito muito triste…
Os livros estão ficando um pouquinho mais dark, com problemas que Zoey não
consegue mais resolver de maneira mágica como acontecia nos outros.
Uma coisa que achei muito boa é que os capítulos são contados pelo ponto de vista
de vários personagens, as vezes eles intercalam e às vezes não, mas sempre no
início do capítulo tem o nome do personagem da vez.

Achei esse volume bem movimentado, com bastante ação, mistério, momentos que
você realmente não sabe o que vai acontecer, horas que dá MUITA dó de algum
personagem e outras onde deu vontade de enxê-lo de porrada. Vai até o #9, se
continuar melhorando assim vai ser fantástico!

PS: Cada vez que a vó da Zoey aparece, eu tenho impressão que ela vai morrer no
capítulo seguinte o.o é muito horrível

Queimada

Então, eu admito: quando comecei a ler a série House of Night, não levava muita
fé. Os comentários eram bons, mas devido a extensão da história, eu tinha uma
certa preguicinha de ler os livros, pensando que nunca conseguiria chegar próximo
ao fim. Eu não estou próxima do fim, mas acabei o sétimo livro da série:
Queimada. Já é alguma coisa, não é?

Vamos então analisar. A história é construída com vários pontos de vista, sendo
narrados por Zoey, Heath, Stark, Afrodite, Kalona, Stevie Rae e Refrain, mas
apesar dessa gente toda narrando, a história não é confusa, ao contrário, os pontos
de vista se complementam e ajudam a conhecer mais cada personagem. Todos
estão focados na história de Zoey, contando-nos o que ocorre após o término do
outro livro, Tentada.

A parte narrada por Zoey e Heath, é ótima para quem gosta de romance. Não
existe um roteiro rápido, já que o “problema” só deve ser resolvido ao fim do livro,
por isso, a parte mais interessante e “emocionante” fica por conta da narração de
Stevie Rae e Refrain, que proporcionam um posto de vista diferente,
acrescentando talvez, a parte mais legal da história. Refrain descobre novos
sentimentos ao longo do livro, aproximando-se de Stevie Rae, que o ajuda e ainda
cuida dele. E ele também cuida dela, há a criação de uma relação de afeto entre os
dois, mesmo Stevie tendo namorado e claro, a coisa dele ser um ser do mal para
impedir.

Por falar nela, é incrível como gosto ela… suas trapalhadas e decisões que seriam
comuns a todas nós, mas que causam grandes problemas no universo Morada da
Noite. O que mais me atrai nessa construção de personagem é a “humanidade”
presente, que contrasta com sua história anterior. Ganhou minha simpatia, Stevie.

Outras partes importantes que vemos é Erick, já meio que esquecido, no conselho
da escola. Também vemos a repulsa de todos os professores com os corvos, os
calouros vermelhos tentando se encaixar na sua escola e claro, Afrodite e Stark, em
suas discurssões intermináveis para salvar Zoey. Temos até um pouco de “ação”
agora, com uma luta poderosa no fim do livro. Resumindo: Queimada me ganhou,
depois do triste fim de Tentada, tendo de tudo que eu sempre gosto na série.
Querem mais spoilers? Só falar.
Despertada (04/01/2011)

Exonerada pelo Alto Conselho Vampyro e desvolvida sua posição de Alta


Sacerdotisa no House of Night Tulsa, Neferet jurou vingança contra Zoey. O
domínio sob Kalona é apenas uma das armas que ela planeja usar contra Z. Mas
Zoey encontrou o santuário na Ilha de Skye e está sendo preparada pela rainha
Sgiach para assumir lá para ela. Ser rainha seria legal, não é? Por que ela deveria
voltar para Tulsa? Depois de perder seu consorte humano, Heath, ela nunca mais
será a mesma - e sua relação com seu guerreiro-super-quente, Stark, poderá nunca
ser o mesmo ou ...

E o que será de Stevie Rae e Rephaim? O Raven Mocker se recusa a ser usado
contra Stevie Rae, mas que escolha ele tem quando ninguém no mundo inteiro,
incluindo Zoey, aceitaria o relacionamento deles? Será que ele trai seu pai ou seu
coração?
No oitavo livro da série best-seller House of Night, até quanto os laços da amizade
irão se estender e quão forte são os laços que unem o coração de uma garota?

"Meu amor, fale comigo. Conte-me tudo" Neferet foi até Kalona, ajoelhando-se
diante dele, acariciando as macias asas negras que desdobravam-se em volta do
imortal.

Spoilers:

“Sabe o que mais Erick?

Tudo que direi pra você é:

O mal sempre vence quando as pessoas boas não fazem nada.” - Stevie Rae

//

“O que quer que eu diga?” Ele não encontrou os olhos dela.

“Zoey vive?” A voz de Neferet era monótona, fria, sem vida.

“Ela vive.”

“Então você me deve a subserviência de sua alma imortal.” Ela começou a se


afastar dele.

“Onde você vai? O que vai acontecer a seguir?”

“É muito simples. Eu vou assegurar Zoey seja atraída de volta para Oklahoma.
Lá, nos meus termos, eu vou completar a tarefa que você falhou.”