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Gêneros e Tipos Textuais

Antes de mais qualquer coisa, devemos compreender que gêneros e tipos textuais
são duas categorizações distintas que têm como referência um mesmo objeto: o texto.
Por mais que sejam dois termos distintos, eles não se anulam, pois agem como “dois
lados de uma mesma moeda”.
Se temos um texto, podemos identificar nele o seu gênero e o seu tipo. Façamos a
leitura da seguinte narrativa:

#Texto

Em sua última semana de férias, Maria buscou aproveitar o seu descanso como nunca: se
colocou a ler um livro de histórias curtas. O seu irmão, Gustavo, reparou na garota: deitada no sofá
e com o livro sendo sustentado por dois finos braços. O garoto indagou:

- Como você consegue se divertir dessa forma?


- Hã? - a garota colocou o marcador no livro, fechou e prestou atenção ao irmão. - Como
assim?
- Assim, lendo. Você se lembra que esta é a última semana de nossas férias?
- E daí?
- Nada. Problema teu. Eu somente acho estranho gastar o pouco tempo que resta com leitura.
- Mas… Você sabe que estamos o tempo inteiro lendo, não é mesmo?
- Hã?
- Ontem mesmo te vi lendo uma receita de bolo para a mamãe fazer a sobremesa.
- E daí? Desde quando receita de bolo é texto?
- Mas é claro que é! O que muda mesmo é que o gênero e o tipo são diferentes dos textos
que leio agora…
- Gênero e tipo?…
- Claro. - Maria colocou o livro de lado e explicou pacientemente: - Em seu caso, o gênero
textual é receita de bolo, e o tipo textual é injuntivo ou instrucional. O que estou lendo agora é um
livro de contos… Ou seja, estou lendo textos do gênero conto e o tipo textual dos textos que leio é o
narrativo. Um busca dar instruções de como fazer algo, enquanto o outro busca narrar algo.
- Hã… - Gustavo coçou a cabeça, demonstrando pouco ter entendido. - Não sei se entendi
bem.
- Não faz mal. Basta dar o primeiro passo: entender que texto não é apenas o que está no
livro.

A garota se colocou a ler novamente o seu livro de contos. Contrariado, Gustavo pegou o
seu smartphone e mandou mensagem para o WhatsApp de um de seus colegas de rua: “Vamos jogar
bola, kra. Tá chato aq em casa. Minha irmã só quer saber d texto.”

(Autoria própria)
Os gêneros textuais são infinitos. São categorizações feitas a partir das funções
sociais dos textos, algo que atende a questões como: em quais meios determinados
textos circulam, qual(ais) o(s) papel(éis) deles no cotidiano das pessoas que os
consomem etc. São infinitos porque praticamente o tempo inteiro gêneros novos surgem
(Ex.: post de Twitter), assim como gêneros antigos “morrem” (Ex.: telegrama) ou são
reinventados e dão origem a outros (Ex.: correio eletrônico, ou e-mail). Para que o
entendimento seja facilitado, podemos dizer que o gênero textual é a “roupa” do texto,
roupa esta que indicará a sua função social.
Os tipos textuais não são infinitos, ou seja, são de natureza limitada, justamente o
oposto dos gêneros textuais – ao menos neste sentido. São categorizações a partir dos
comportamentos dos textos. Se você tem um texto com uma determinada “roupa”, você
também pode perguntar como esse mesmo texto se comporta, não é mesmo?
Geralmente os tipos textuais estão expostos em:

- Descritivo (Ex.: relatório, classificado de jornal etc.)


- Dissertativo-argumentativo (Ex.: debate regrado, redação do ENEM
etc.)
- Dissertativo-expositivo (Ex.: reportagem, resumo etc.)
- Injuntivo/Instrucional (Ex.: receita de bolo etc.)
- Narrativo (Ex.: Conto, crônica etc.)

Ou seja, podemos perceber que não temos como memorizar a quantidade exata de
gêneros textuais, mas podemos memorizar os tipos textuais mais recorrentes nas
discussões sobre a língua.
Você está lendo um conto? Então você tem um gênero: conto. Mas como ele se
comporta, de um modo geral?... De maneira instrucional? De maneira expositiva?
Evidentemente, tal gênero se comporta de maneira narrativa – afinal, uma trama está
sendo narrada! Você está tentando preparar um bolo a partir de uma receita? Então você
tem um gênero: receita de bolo. Mas como esse gênero se comporta? De maneira
narrativa? (Ex.: “Com muita tristeza, a clara se despediu do ovo e se encontrou com o
trigo dentro do bolo...”?) De maneira descritiva? Evidentemente, de maneira instrucional –
afinal, você está recebendo instruções de como fazer uma comida específica.
Texto 1

“[…] A educação no Brasil tem sido discutida cada vez mais, uma vez que ela é o principal
aspecto de desenvolvimento de uma nação.

Enquanto nosso governo investe na expansão econômica e financeira do país, a


educação regride, apresentando muitos problemas estruturais. Principalmente nas
pequenas cidades, o investimento para a educação é mal aplicado e, muitas vezes, as
verbas são desviadas.

Por esse motivo, o nosso país está longe de ser um país desenvolvido até que o descaso
com a educação persista.

Acima de tudo, os governantes do nosso país precisam ter a consciência de que


enquanto a educação estiver à margem, problemas como violência e pobreza persistirão.
Assim, o lema da nossa bandeira será sempre uma ironia. “Ordem e progresso” ou
“Desordem e Regresso”?

Nosso grande educador Paulo Freire já dizia: “Se a educação sozinha não transforma a
sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. [...]”

Fonte: <https://www.todamateria.com.br/artigo-de-opiniao/>. Acesso em 25 de Janeiro de


2020.
Texto 2

Fonte: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=11936>. Acesso


em 25 de Janeiro de 2020.
Texto 3

“Cientistas 'ouvem' pela primeira vez o nascimento de um buraco negro

Pesquisadores do MIT registraram as oscilações registradas após a colisão de dois buracos negros, o que
pode comprovar a teoria da relatividade de Albert Einstein. De acordo com os cientistas, o som lembra o piar
de um pássaro.

Por G1

11/09/2019 17h19

Físicos do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos EUA, "ouviram" o som do


nascimento de um buraco negro pela primeira vez, e ele se parece com o piar de um
pássaro. De acordo com um estudo publicado na revista "Physical Review Letters" nesta
quarta-feira (11), resultados podem comprovar a teoria da relatividade de Albert Einstein.

Para o cientista alemão, um buraco negro que surge a partir da colisão de outros dois de
grande massa deveria vibrar após o choque produzindo ondas gravitacionais. Algo
parecido com um sino, que reverbera após o toque. Einstein previu que esta oscilação
poderia trazer informações sobre a massa e a trajetória de um buraco negro recém-
nascido.

A descoberta do laboratório norte-americano fortalece também outra teoria, a do físico


John Wheeler, de que os buracos-negro são "carecas" – uma metáfora de que estes
corpos massivos de grande força gravitacional têm apenas três propriedades: massa,
rotação e carga elétrica. Todas as outras características (o cabelo) seriam engolidas pelo
buraco e por isso não poderiam ser observadas.

"Todos nós esperamos que a (teoria da) relatividade geral esteja correta, mas esta é a
primeira vez que nós confirmamos como ela acontece", celebrou em nota um dos autores
do estudo, o uruguaio Maximiliano Isi. "Esta é a primeira vez que temos sucesso em uma
tentativa de medir o 'teorema' das equações de Einstein-Maxwell." [...]”

Fonte: <https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/11/cientistas-ouvem-pela-
primeira-vez-o-nascimento-de-um-buraco-negro.ghtml>. Acesso em 25 de Janeiro de
2020.
Texto 4

A Raposa e as Uvas
(De Esopo)

Em certa ocasião, uma raposa que estava sem comer há dias, e por isso, encontrava-se
morta de fome, andava por um pomar quando avistou um belo cacho de uvas.

As uvas negras estavam muito viçosas, e mais do que isso, estavam maduras e prontas
para serem apreciadas. Percebendo que estava sozinha e que o caminho estava livre,
aprontou-se para colher aqueles frutos.

Mesmo com todas as limitações, não poupou esforços ao tentar pegá-las, e por isso,
empregou todos os seus conhecimentos e habilidades. Ainda que elas estivessem fora de
seu alcance, não cessou as tentativas até que tivesse experimentado todas as
possibilidades.

Depois de tantas investidas fracassadas, além de faminta, agora ela estava exausta e
desapontada. Sendo assim, suspirando, deu de ombros, finalmente dando-se por vencida.

Deu meia volta e foi embora. Desolada por conta das tentativas mal sucedidas, a raposa
tentou consolar a si mesma dizendo:

“Na verdade, olhando com mais atenção, consigo perceber que todas as uvas estão
estragadas, e não maduras, como elas aparentavam quando as vi pela primeira vez.”

Moral da história: quando não ficamos atentos às nossas atitudes, perdemos a chance de
observar e corrigir nossos pontos fracos e desvios de caráter. Além disso, às vezes as
pessoas preferem se enganar a aceitar suas próprias limitações, perdendo oportunidades
preciosas de corrigir suas falhas.

Ou seja, para superar as nossas limitações é necessário percebê-las e depois aceitá-las


como reais, para somente assim, poder corrigi-las.

Fonte: <https://escolaeducacao.com.br/fabula-a-raposa-e-as-uvas/>. Acesso em 25 de


Janeiro de 2020.