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0711.

- Invasão da Península Ibérica pelos árabes e berberes procedentes do norte da


África, através do estreito de Gilbratar. Em apenas sete anos dominaram toda
e península, incutindo-lhes a sua cultura e costumes. Tal dominação levaria
séculos para ser eliminada.
1097. - É criado o Condado Portucalense, entre os rio Douro e Tejo, em território tomado
dos mouros por Afonso VI, rei de Leão e Castela. o condado foi confiado ao
seu genro, o cavaleiro francês Henrique de Borgonha.
1119. - É criada em Jerusalém, por cruzados franceses, (Hugo de Poiens e Geoffroi de
Saint -Omer) a Ordem dos Templários (ou Ordem dos Cavaleiros do Templo),
para proteger todos os peregrinos que pretendessem ir à Terra Santa.
1139. - O filho de Henrique de Borgonha, D. Afonso Henriques, insurge-se contra o rei
de Leão e Castela e, ao vencer a batalha de Ourique, torna-se o primeiro rei
de Portugal.
1143. - O papa e o rei de Castela reconhecem o novo reinado surgido a partir da foz
do Tejo.
1307. - Ano em que a Ordem dos Templários é extinta em toda a Europa, provocada por
perseguições impetradas pelo rei de França, Filipe IV, O Belo, e pelo Papa
Clemente V.
1307. - Neste mesmo ano, Portugal, por ordem do rei D. Diniz, começa a receber os
templários fugitivos da França e de todos o resto da Europa.
1317. - Reiterando que os Templários não cometeram nenhum crime em Portugal, D.
Diniz transferiu (!!!) todos o patrimônio dos cruzados, criando a Ordem de
Cristo, na cidade medieval de Tomar, que passou a ser A SEDE, em solo
português de todos os Templários. Com os Templários vinha toda a fortuna que
possuíam.
1319. - O novo Papa, João XXII reconhece a Ordem de Cristo.
1385. - Batalha de Aljubarrota. Tal batalha resultou de uma crise dinástica que se
abateu sobre Portugal. Com o falecimento do rei D. Fernando de Portugal, em
1383, o trono ficou sem herdeiro varão, abrindo uma lacuna, sendo
reivindicada pelo rei de Castela, que era casado com a filha de D. Fernando.
D. João, filho bastardo de D. Pedro, pai de D. Fernando, portanto seu meio
irmão era cavaleiro e mestre da Ordem de Avis foi aclamado rei pel burguesia
e pela “arraia miúda”. Com exercítos formados pelo povo e por arqueiros
ingleses, D. João vence a batalha de Aljubarrota. Era a dinastia de Avis.
1387. - D. João se casa com a inglesa D. Filipa da Lancaster. Da União nascem cinco
filhos. O filhos homens foram, o futuro rei D.Duarte, D.Pedro, D.Afonso
Henriques e D. Fernando.
1391. - Ano de grande perseguição a judeus em território da Espanha. Muitos judeus
refugiam-se em Portugal. Árabes, judeus e cristãos coexistirão pacificamente
no reino português por mais um século, numa fecunda relação social e
científica.
1411. - O espírito de reconquista, de vingança pela dominação moura e a busca de
novos entrepostos comerciais, lançaram o povo português na conquista de
Ceuta. D. Afonso Henriques tinha 19 anos.
1416. - Após a tomada de Ceuta, no Marrocos (14 de agosto de 1415) , o infante D.
Henrique sagra-se cavaleiro e torna-se o Grão-Mestre da Ordem de Cristo,
tomando para si todo o ideal da grandes navegações, estimulado pelo espírito
aventureiro e iniciático do ouro dos cavaleiros da Ordem. tomar, por esta
época, bem como a Vila de Lagos, no Algarve, era um prolífero centro de
idéias e conhecimentos, trazidos pelos inúmeros viajantes e sábios de toda a
Europa que lá chegavam. Havia gente das Canárias, caravaneiros do Saara,
mercadores do Timbuctu (Mali), monges de Jerusalém, navegadores
venezianos, alemães e dinamarqueses, astrônomos italianos e judeus, além
de espiões, muitos espiões.
1420 - São descobertas (redescobertas) as ilhas da Madeira e Porto Santo.
1434. - O navegador da Ordem de Cristo e escudeiro de D.Afonso Henriques, Gil Eanes
ultrapassa o Cabo Bojador, um pouco ao sul das Canárias, cabo que
suscitava temor em todos os navegantes, pois o barulho das ondas batendo
nas encostas dos penhascos podia ser ouvido a quilômetros, além das
correntes fortíssimas que provocavam enormes tempestades de areia
procedentes do Saara só serviam para aumentar o pânico dos navegantes de
então. Ao ultrapassar o Cabo Bojador, a expedição de Eanes constatou que
além do mesmo nada existia além a continuidade de mar, límpido a azul.
Haviam aberto o caminho para o Sul. Antes de sobrepujarem o Cabo Bojador,
os navegantes portugueses enviados por D. Afonso Henriques fizeram 15
expedições fracassadas. O lema “navegar é preciso, viver não é preciso foi
dito por D. Afonso Henriques a Gil Eanes, quando de sua fracassada viagem
ao maldito cabo, em princípios de 1434.
1436. - O navegador Afonso Gonçalves Baldaia, que havia sido imediato de Eanes em
outras expedições, continua realizando explorações de reconhecimento da
costa africana chega a um braço de terra, conhecido hoje como Punta
Durnford e desembarca dois jovens soldados, Heitor Homem e Diogo Lopes
de Almeida, que, montados em cavalos e armados de lanças e espadas,
avançaram por 40 quilometros terra adentro e acharam um grupo de 19
homens negros, armados de zagaias. Os dois jovens guerreiros atacaram o
grupo nômade, mas este se ocultou nos morros pedregosos conseguindo
escapar. A expedição de Baldaia seguiu mais para o sul (200 km) onde
caçaram focas em quantidade enchendo o navio “de coirama e azeite
daqueles lobos marinhos”. foi o primeiro carregamento comercial e com os
primeiros produtos exóticos que os navegadores de D. Henrique levaram
para Portugal.
1437. - Na tentativa de conquista de Tânger, os portugueses capitularam, deixando
como réfem o Irmão mais novo da casa imperial, D. Fernando, que ficou seis
preso nas masmorras árabes, quando terminou seu suplício, o que causou
enorme consternação em Portugal.
1444. - Primeiros escravos em Portugal.
1460. 13/11 - Data da morte do Monge Guerreiro, D. Afonso Henriques, responsável por todo
o progresso nas navegações portuguesas até então.
1461. - É descoberto ouro da costa da Guiné pelo cavaleiro Pedro Sintra.
1475 - DATA DE NASCIMENTO DE NOSSO PERSONAGEM: RODRIGO. e de Afonso
Principe de Portugal.
1483 - D. Fernando II, Duque de Bragança (1430 — Évora, 20 de junho de 1483) - o vedor
da fazenda diz ter encontrado cartas onde o Duque de Bragança receoso da inimizade do
novo Rei, tentava ganhar aliados em Castela. A partir das cópias mandadas executar por D.
João II dessas mesmas cartas, o Duque de Bragança foi julgado em Évora, condenado à
morte e executado em 20 de Junho de 1483. D. Manuel I viria a anular este processo mais
tarde, em 1500, e a devolver as terras e os títulos ao seu filho, D. Jaime.
Não se pode precisar se D. João II tinha razão ou se tudo não passou de pura suspeita, que
aproveitou para se desfazer do duque e da Casa de Bragança, pois na sentença confiscou-
lhe todos os bens que passaram para a coroa. O poder da Casa de Bragança veio a ser
depois suprimido por D. João II. O Rei D. João II foi um homem cioso do seu poder e firme
na convicção de o conservar. D. João II prendeu, julgou, num processo judicial muito mal
explicado, e executou por degolação na Praça do Giraldo em Évora, D. Fernando II, o
terceiro duque, sob acusações de traição e correspondência gravosa com o rei de Castela.
Em consequência, as terras dos Duques foram anexadas aos bens da Coroa e o herdeiro da
Casa Ducal, D. Jaime, de apenas 4 anos, foi desterrado para Castela.
O Rei D. Manuel I, sucessor de D. João II, era tio de D. Jaime de Bragança e, em 1500,
convida-o a regressar à Corte, devolvendo -lhe os títulos e terras do ducado que o
anterior rei retirara. D. Jaime ordenou a construção do Palácio Ducal de Vila
Viçosa, que havia de se tornar numa das residências reais no século XVII. Mas
este Duque não se limitou a levantar o Paço de Vila Viçosa. Remodelou diversas
outras residências ducais - como é o caso dos castelos de Ourém e Porto de
Mós, que foram restaurados por sua ordem e adaptados das suas funções
militares a residências castelares.
1484 - D. Diogo de Viseu, Infante de Portugal (1452? — 1484) - Irmão da rainha D.
Leonor. Foi assassinado aos 32 anos. Feito chefe dos descontentes quando D. João II subiu
ao trono por causa da política centralizadora do monarca, prepara uma conjura para
assassinar o rei e o príncipe herdeiro, o que lhe permitiria depois subir ao trono. Mas o
monarca teve conhecimento da conjura e, atraindo o cunhado a Palmela, aí o apunhalou por
suas próprias mãos ou, segundo os relatos escritos, por Diogo de Azambuja com o auxílio de
D. Pedro de Eça, Alcaide-Mor de Moura, e de Lopo Mendes do Rio. Na sequência, mais de
80 pessoas foram perseguidas por suspeita de envolvimento nesta conspiração. Outras
foram executadas, assassinadas ou exiladas para Castela, incluindo o bispo de
Évora, Garcia de Meneses, envenenado na prisão. Diz a tradição que João II comentou, em
relação à limpeza no país: eu sou o senhor dos senhores, não o servo dos servos.

1491 - Ano da morte de Afonso I . Decorrente de queda da cavalo. em 1491, o príncipe


Afonso morre em consequência de uma misteriosa queda de cavalo durante um passeio à
beira do rio Tejo. A ligação dos reis católicos ao acidente nunca foi provada, mas eram eles
quem mais tinha a ganhar. Afonso morreu em circunstâncias misteriosas, de uma queda de
cavalo durante um passeio, em Alfange, Santarém, à beira do Tejo. A hipótese de
assassinato nunca foi provada, mas os reis católicos tinham tudo a ganhar com este
desaparecimento. Ainda para mais, o aio castelhano do jovem Afonso desapareceu para
Castela no próprio dia, depois de ter sido a única testemunha ocular do incidente. Segundo
outra fonte, (Bernardo Rodrigues, em os Anais de Arzila ), o seu aio era João de Meneses,
conde de Cantanhede, e esse acontecimento terá ocasionado nesta personagem um grande
traumatismo :
1492 - Ano da Conversão forçada dos judeus espanhóis (12/08/1492).
1492. 22/10 - Dia da Descoberta da América pelo piloto genovês Cristóvão Colombo, a
serviço dos reis cristãos de Aragão e Castela.
1494. 07/06 - Tratado de Tordesilhas. Duarte Pacheco Pereira é um dos negociadores pelo
reino de Portugal, na qualidade de “contínuo da casa do Senhor El Rei de
Portugal”. O cronista que o acompanhou nas negociações foi Rui de Pina,
nobre português, que mostrou hábil negociador na questão de Tordesilhas.
Seu primo, Simão de Pina seria um dos comandantes da esquadra cabralina,
capitaneando a nau “Flor de la Mar”.(Eduardo Bueno, in A Viagem do
Descobrimento).
1495 - Ano do desaparecimento e traição de rodrigo.
A totalidade das descobertas portuguesas do reinado de João II permanece
desconhecida. Muita informação foi mantida em segredo por razões políticas e
os arquivos do período foram destruídos no Terramoto de 1755. Os
historiadores ainda discutem a sua verdadeira extensão, suspeitando que
navegadores portugueses chegaram à América antes de Cristóvão Colombo.
Para suportar esta hipótese são citados com frequência os cálculos mais
precisos que os portugueses tinham do diâmetro da Terra. No fim do século
XV, havia em Portugal uma escola de navegação, cartografia e matemática há
mais de oitenta anos, onde os cientistas mais talentosos se dedicavam à
investigação. Enquanto Colombo acreditava poder chegar à Índia seguindo
para oeste, é provável que João II já soubesse da existência de um continente
no meio. As viagens do misterioso capitão Duarte Pacheco Pereira, para oeste
de Cabo Verde foram possivelmente mais importantes do que as
interpretações tradicionais supõem.
1495. - Morre o rei D. João II e sobre ao trono o rei D. Manoel I, o Venturoso. Todavia,
internamente, os ódios da nobreza espoliada são uma fogueira inextinguível. O
cognome atribuído ao rei por estes é o de o Tirano. Logo a seguir às bodas do
príncipe, no paço de Évora, começa a manifestar-se uma estranha
enfermidade no rei. Começam por ser apenas «acidentes e desmaios», mas,
por meados de 1495, a doença começa a agravar-se e o seu esbelto aspecto
físico vai-se convertendo num corpo balofo e disforme. São quatro anos de
luta entre a doença e a vontade férrea do rei. Suspeita-se, com alguma lógica,
de envenenamento. Diz Rui de Pina: «Depois do falecimento do príncipe, el-
rei, ou pela sobeja tristeza e mortal dor que nele padeceu (como é mais de
crer), ou por peçonha que lhe deram, como alguns sem certidão suspeitaram,
nunca foi em disposição de perfeita saúde.»
Ao pôr do sol de 25 de Outubro de 1495, com quarenta anos de idade, morre
no Alvor D. João II, o Príncipe Perfeito, como ficou para a história. O Tirano,
como o considerava a nobreza, cujos poderes despóticos esmagou também
com despotismo. Ou, mais simplesmente, el hombre, como o designou Isabel,
a Católica. Quando lhe trouxeram a notícia da morte de seu primo, terá dito,
num misto de tristeza, admiração e alívio: «- Morreu o homem!»
1495. D. Manuel, duque de Beja, que D. João II após lhe ter morto o irmão, sempre
protegera, sobe ao trono. Logo em 1496, a Casa de Bragança é restaurada.
Os nobres refugiados no estrangeiro começam a voltar a Portugal. Porém, sob
este aparente apagamento das medidas tomadas pelo Príncipe Perfeito,
emerge triunfante o valor da sua obra - pouco depois as armadas portuguesas
atingem a Índia, espalham-se pelo Oriente, acham o Brasil... Portugal irá viver
as décadas de ouro da sua história.
1497. - Ano da conversão forçada dos judeus portugueses a Cristãos-novos.
1498.NOV. - Duarte Pacheco Pereira, é supostamente o primeiro piloto português a
desembarcar em terras brasileiras, conforme indícios documentais, em algum
ponto entre o atual Maranhão e Pará., a serviço do rei D. Manuel I.
1500. 09/03 - Data da partida da Esquadra portuguesa do porto do Restelo, tendo como
vice-almirante, o espanhol Sancho de Tovar. (Sancho de Tovar, era um nobre
castelhano que se refugiara em Portugal após matar o juiz que enforcara seu pai e
confiscara todos os bens de sua família, por ter o seu pai se alinhado ao rei de
Portugal, Afonso V, na questão sucessória com Aragão e Castela, sendo condenado
à morte, após um acordo entre as coroas, em 1479. Após o ato vingativo, Tovar, foi
recebido na corte lusitana em 1481).
1500. 22/04 - Chegada da frota de Cabral a Baía Cabrália, após avistarem o Monte Pascoal.
A terra foi batizada com o nome de Terra de Santa Cruz.
1500. 23/04 - A esquadra fundeada à embocadura do Rio Cahy, fez descer um batel com
Nicolau Coelho e alguns marinheiros. Primeiro contato com os Tupiniquins.
1500. 24/04 - A frota portuguesa, diante do mau tempo que se avizinhava da Baía Cabrália,
navega um pouco para o norte à procura de um “Porto Seguro”, fundeando às
margens do Rio Mutary.
1500. 26/04 - O Capitão Pedro Alvares Cabral desce à terra e manda celebrar a primeira
missa no Brasil. Fixa em solo a tomada da terra, personificada pela Bandeira
da Ordem de Cristo, que lhe fora passada às mãos pelo rei D. Manuel I, no dia
08/03, na despedida no Restelo.

A frota de Cabral era composta das seguintes embarcações:


1)Nau São Gabriel - Capitão-almirante Pedro Álvares Cabral
(250 tonéis-190 homens)
2)Nau El-Rei - Capitão vice-almirante Pedro Tovar
(200 tonéis - 160 homens)
3)Nau Espírito Santo - Capitão Simão de Miranda de Azevedo
(180 tonéis-150 homens)
4)Nau Santa Cruz - Capitão Aires Gomes da Silva (id.)
5)Nau Flor de la Mar - Capitão Simão de Pina (id.)
6)Nau Vitória - Capitão Vasco de Ataíde (id.)
7)Nau Espera - Capitão Nicolau Coelho (id.)
8)Caravela São Pedro - Capitão Pero de Ataíde (70 tonéis - 50 homens)
9)Caravela Anunciada - Capitão Nuno Leitão da Cunha (1)
(100 tonéis - 80 homens)
10)Nau mercante, de nome ignorado. Capitão Luís Pires (2)
(130 tonéis - 40 homens)
11)Naveta de mantimentos - Capitão Gaspar de Lemos
(100 tonéis - 80 homens)
12)Nau de nome ignorado - Capitão Diogo Dias
para a cidade de Sotala (Moçambique)
(180 tonéis - 150 homens)
13)Caravela Redonda - Bartolomeu Dias. Idem . (100 tonéis - 80 homens)
(1) Esta embarcação era de propriedade de D. Fernando, Duque de Bragança
inserida nesta empreitada sob o aval do Rei D. Manuel, em associação
mercantil com os banqueiros Bartolomeo Marchioni e Girolamo Sernige
(florentinos) e Antonio Salvago ( genovês)..
(2) Este barco, também particular, pertencia ao conde Diogo da Silva e
Meneses, em associação com banqueiros também italianos, provavelmente
Luca Giraldi e Piero Strozzi.