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O trabalho com os

gêneros de discurso
no ensino de Língua
Portuguesa
Gêneros, Tipos
e Contextos Sociais
de Circulação
Que fatores levaram ao
conhecimento de cada gênero?
• Características formais (composicionais)?
• O estilo da linguagem?
• O suporte?
• O contexto (ou esfera social) de
circulação?
• A função e os objetivos?
Porque não confundimos uma bula com uma carta, uma
notícia de jornal com uma oração, um poema com uma
entrevista?

Porque reconhecemos as características dessas “espécies”


de texto, aprendidas na convivência social ou na escola.
Sabemos também como cada uma delas funciona
socialmente.

Não entramos no consultório e esperamos que o médico


nos passe uma receita de bolo.
Cada espécie de texto circula em um
determinado portador ou suporte, tem
seu formato próprio, usa um estilo de
linguagem específico e “funciona” em
um dado contexto social.

Essas “espécies” de texto são o que


chamamos gêneros de discurso.
Gêneros de discurso
São as mais diferentes espécies de textos, escritos
ou falados, que circulam na sociedade e que são
reconhecidos com facilidade pelas pessoas.
Por exemplo: carta, bilhete, poema, sermão, notícia
de jornal, receita culinária, conversa ao telefone,
piada, romance, etc.
Como é que surge um
gênero de discurso?

Um gênero vai-se constituindo no uso


coletivo da linguagem – oral e escrita. Os
membros de uma comunidade linguística
vão estabelecendo, no correr de sua
história, modos específicos de se dirigirem
a determinado público, para alcançarem
determinados objetivos ou funções.
Tipos textuais
Os textos em geral, qualquer que seja seu gênero, são
constituídos por segmentos de natureza e características
diferentes.

Exemplos: segmentos de exposição de ideias, de narração, de


descrição, de argumentação, de orientação para a realização de
uma ação.

Esses segmentos, que podem ser reconhecidos pelas


regularidades no emprego dos recursos linguísticos, é
que têm sido chamados de tipos textuais ou
tipos de discurso.
Qual a diferença entre gêneros e tipos?
Os gêneros:

São categorias, padrões, modelos de texto que,


digamos, “têm vida própria”, isto é, circulam de fato
na vida social.

São muito numerosos, porque atendem às


necessidades comunicativas e organizacionais de
muitas áreas da atividade humana, e porque se
renovam, ao longo do tempo, em razão de novas
necessidades, novas tecnologias,
novos suportes.
Os tipos:

Não são textos concretos, não “têm vida própria”,


são atitudes enunciativas que acarretam modos
característicos de emprego dos linguísticos
presentes em um texto ou em sequências de texto.

São componentes dos textos e podem aparecer em


diferentes gêneros, com exclusividade ou
articulados entre si.
Tipos
textuais

Gêneros
de
discurso
Os tipos, em geral, se marcam pelo
uso característico dos recursos linguísticos:

O tipo narrativo traz os verbos, predominante, no tempo


passado e principalmente articuladores (também chamados
“organizadores textuais”) que expressam relações de tempo.
Ex: Era meia-noite quando o policial percebeu dois homens entrarem na casa.
Após alguns minutos, ele ouve gritos.

O tipo expositivo se organiza basicamente em torno do


presente verbal e usa sobretudo articuladores que indicam
relações lógicas (causa, consequência, condição, etc.).
Ex: A história do celular é recente, mas remonta ao passado – e às telas de
cinema. A mãe do telefone móvel é a austríaca Hedwig Kiesler (mais conhecida
pelo nome artístico de Hedy Lamaar).
O tipo argumentativo se dá pelo predomínio de sequências
contrastivas explícitas. Os textos apresentam uma tese a
ser discutida e os argumentos utilizados para concordar ou
discordar dela.
Ex: (...) Esta história tem vários jeitos de se contar, como este de João
Marcelo da Silva Elias.

O tipo descritivo tem uma estrutura simples com o verbo no


presente ou no imperfeito, um complemento e uma indicação
circunstancial de lugar. Predominam as sequências de
localização.
Ex: O garoto, com bastante medo, tremia e suava frio. A casa onde ele se
escondia era bastante velha e grande e estava às escuras.

No tipo instrucional ou injuntivo, prevalece o modo


imperativo, já que se trata de um tipo que organiza textos
cujo objetivo é oferecer ao leitor orientação para realizar
alguma ação.
Ex: Você que completa 18 anos neste ano, aliste-se já.
Procure um Posto de Alistamento.
Os gêneros em sala de aula
O trabalho com os gêneros não deve ser reduzido
aos aspectos formais;

Eles devem ser trabalhados na sala de aula de


maneira funcional. Isso significa trabalhar com o
objetivo de que os alunos aprendam a usá-los:

→ Ler os gêneros presentes na vida social, compreendendo sua função (sua


utilidade, seus objetivos) e seu alcance (o contexto social em que circula,
que implicações pode ter na vida dos usuários, a que estrutura de poder se
vincula).

→ Escrever textos em gêneros diversos, o que envolve escolher o gênero


adequado à situação social e à ação de linguagem e produzir um texto
pertinente a esse gênero – quanto ao conteúdo, à forma e ao estilo de
linguagem .

(Costa Val, Maria da Graça -Produção escrita: trabalhando com gêneros textuais)
Os suportes textuais

Além do contato com os mais diversos gêneros que circulam


na sociedade, o aprendiz precisa conhecer, também os suportes
da escrita (cartazes, out-door, faixas, livros, revistas, jornais,
folhetos publicitários, folhetos religiosos, murais escolares, livros
didáticos, etc). Tais suportes, na maioria dos casos, podem ser
trazidos para sala de aula, a fim de serem manuseados pelos
aprendizes, reconhecidos e classificados por eles, em função do
seu formato e sua função comunicativa.
O manuseio de livros é de extrema
importância, para que os alfabetizandos se
familiarizem com a sua perigrafia: capa,
autor, editora, data da publicação, forma de
localização de informações, maneiras de se
consultar o índice e/ou sumário. Além dos
livros, é importante também o contato com
jornais, revistas, quadrinhos, etc.
Suportes textuais
•Jornais
•Revistas
•Livros
•Gibis
•Rádio
•Tv
•Internet
•Livro didático
•Faixas
Domínios discursivos

Didático – aulas, seminários, debates,


Jornalístico – reportagens, notícias, entrevista
Publicitário – propagandas, anúncios, slogans
Religioso – orações, jaculatórias, salmos, sermões
Comercial – cartas, memorandos, circulares
Pessoal – bilhetes, cartas, diário
Gêneros de discurso são
usualmente trabalhados na sala de
aula por meio de “sequências
didáticas”.
A sequência didática possibilita o
trabalho com desafios em graus
diferentes de complexidade, de
forma gradual, passo a passo,
seguindo uma sequência lógica
que favorece a construção do
conhecimento pelo aluno.
As sequências didáticas devem ser planejadas e
orientadas com o objetivo de oferecer uma
aprendizagem específica e definida.

Na sequência didática, a leitura, a escrita, a


oralidade e os aspectos gramaticais são
trabalhados em conjunto, o que faz mais sentido
para quem aprende.
A sequência didática deve ser:

- apresentação do projeto de escrita e da situação


de produção
- diagnóstico inicial
- leitura de textos
- estudo das características do gênero
- pesquisa sobre o tema
- produção coletiva do texto
- produção individual
- aprimoramento e reescrita do texto
- publicação do texto produzido
Referências bibliográficas:

MARCUSCHI, in: Dionísio, Machado e Bezerra. Gêneros


Textuais e Ensino. Rio: Ed. Lucerna, 2002, p. 23.

SANTOS, M. Francisca Oliveira et al. Gêneros textuais na


educação de jovens e adultos. 2 ed. Maceió: FAPEAL, 2004.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim; et al. Gêneros orais e


escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.