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ANAIS DO XV CINVÉXIS

XV Congresso Internacional de Inversão Existencial

Volume IX - 2019
1ª. Edição – 2019

NOTA
Os direitos autorais dos artigos inseridos neste volume foram graciosamente cedidos pelos autores
à ASSINVÉXIS - Associação Internacional de Inversão Existencial.

Revisão Técnica:
Camila Machado, Diego Lopes, Ibis Lourenço, Igor Martins, Igor Moreno, Kelly Weires Avelino,
Luiz Paulo Ramos, Pedro Borges e Silvia Muradás.

Revisão Gramatical:
Alex Beltrame, Camila Machado, Lara Ribeiro e Paula Rafaella Barbosa.

Coordenação das Revisões:


Paula Rafaella Barbosa.

Capa:
Diego Lopes.

Diagramação:
Bruna Rocha, Kelly Weires Avelino, Lara Ribeiro, Paula Gabriella Barbosa
e Paula Rafaella Barbosa.

Tradução e Revisão para o Inglês:


Kelly Weires Avelino, Lara Rezende, Nicolas Echterhoff e Jarbas Barros.

Tradução e Revisão para o Espanhol:


Ana Ruiz, Caroline Engelmann e Igor Moreno.

Impressão: Gráfica Grafel

GESTAÇÕES CONSCIENCIAIS: estudos sobre inversão existencial,1ed. - Foz do Iguaçu:


ASSINVÉXIS, 2019 / V. 9, n. 1; 125 p.

1. Invexologia

I. ASSINVÉXIS

ISBN: - 85-86019-23-2

ASSINVÉXIS
Av. Maria Bubiak, 1100
Cognópolis – Foz do Iguaçu
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 1

GESTAÇÕES CONSCIENCIAIS
Anais do XV Congresso Internacional de Inversão Existencial – CINVÉXIS

SUMÁRIO

03 EDITORIAL: Anais do XV Congresso Internacional de Inversão Existencial – CINVÉXIS

HOLOMATURIDADE NA INVÉXIS
05 Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal
Effectsof the Invexogenic Assertiveness in the Group Maxiproexis
Efectos de la Asertividad Invexogénica en la Maxiproexis Grupal
Viviane Ribeiro, 39 anos, Foz do Iguaçu, PR.

12 Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial


Evolutionary Interdependence and Consciential Adulthood
Interdependencia Evolutiva e Adultez Conciencial
Igor Moreno, 27 anos, Foz do Iguaçu, PR.

INVÉXIS E AMIZADES
25 Porão Consciencial, Grupalidade e Reciclagem das Amizades Ociosas
Consciential Basement, Groupality and Recycling of Idle Friendships
Sótano Conciencial, Grupalidad y Reciclaje de las Amistades Ociosas
Guilherme Matos, 26 anos, Foz do Iguaçu, PR.

35 Autossuperação das Amizades Exitáveis na Invéxis


Self-improvement of Avoidable Friendships in the Invexis
Autosuperación de las Amistades Evitables en la Invéxis
Felipe Manfred, 25 anos, Foz do Iguaçu, PR.

GRUPALIDADE SADIA
43 Aglutinação Interassistencial do Inversor
Interassistential Agglutination of the Inverter
Aglutinación Interassistencial del Inversor
Paula Rafaella Barbosa, 18 anos, Conceição dos Ouros, MG.

50 Intercooperação Ginossomática na Invéxis


Gymsomatic’s Intercoperetion on the Invéxis
Intercooperación Ginosomática en la Invéxis
Ana Catarine Franzini, 28 anos e Bianca Lopes, 27 anos, Foz do Iguaçu, PR.

Sumário.
2 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

GRINVEX: COADJUVANTE DA INVÉXIS


62 Fundamentos do Grinvex
Grinvex Fundamentals
Fundamentos del Grinvex
Luiz Paulo Ramos, 21 anos, Foz do Iguaçu, PR.

72 Posicionamento Invexológico no Grinvex


Invexological Positioning in the Grinvex
Posicionamento Invexológico en el Grinvex
Grinvex Belo Horizonte, MG. Felipe Junqueira, 28 anos; Jéssica Laudares, 27 anos;
Talissa Cardoso, 21 anos

81 Proatividade Grinvexológica: Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros


Grinvexological Proactivity: Case study of Conceição dos Ouros Grinvex
Proactividad Grinvexológica: Casuística del Grinvex Conceição dos Ouros
Grinvex Conceição dos Ouros, MG. Paula G. Barbosa, 17 anos; Paula R. Barbosa, 18 anos.

VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO
89 Sinergismo Voluntáriado Invexológico- Recin Pessoal
Invexological Volunteering Personal Recin Synergism
Sinergismo Voluntariado Invexologico – Recin Pessoal
Jarbas Barros, 23 anos, Foz do Iguaçu, PR.

101 Análise Pararreurbanológica da Implantação do Campus de Invexologia


Parareurbanology analisis of Campus of Invexoligy’s installation
Análisis Pararreurbanológica de la Implantación del Campus de Invexología
Alexandre Balthazar, 48 anos e Marcello Paskulin, 42 anos, Foz do Iguaçu, PR.

ESPECIAL
114 Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis
Reflections on Experiences of the Course Practice of Cosmovision in the Invexis
Reflexiones sobre las Experiencias del Curso Práctica de la Cosmovisión en la Invéxis
Filipe Colpo, 34 Anos, Foz Do Iguaçu, PR.

Sumário.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 3

ANAIS DO XV CONGRESSO INTERNACIONAL DE INVERSÃO EXISTENCIAL – CINVÉXIS


EDITORIAL

Grupalidade evolutiva é do XV Congresso Internacional de Inversão Existencial (CINVÉXIS)


deste ano e não poderia ser diferente. Em 2019 a ASSINVÉXIS faz 15 anos enquanto instituição
conscienciocêntrica, sendo importante marco temporal para o amadurecimento institucional e grupal.
Nesse sentido, este ano representa um marco não só para o grupo de voluntários engajados na ex-
pansão e consolidação da Invexologia neste planeta, mas também para muitas consciexes inter-
missivistas que, segundo o professor Waldo Vieira, esperaram a ASSINVÉXIS ser lançada para resso-
mar, para se lembrarem das energias da IC quando estivessem na faixa etária da pré-adolescência
e adolescência. E 2019 seria o ano em que este grupo começaria a acessar a invéxis.
O tema da grupalidade evolutiva, portanto, traz à proa todo o esforço deste grupo evolutivo,
composto por conscins e consciexes comprometidas com o projeto de implementação do paradigma
consciencial de ponta a ponta da vida. E a revista Gestações Conscienciais vem materializar grande
parte do conteúdo e das discussões do XV Congresso Internacional de Inversão Existencial e da 13ª
Semana da Invéxis. Os 12 artigos desta revista estão estruturados em 6 seções, cada qual desvelando
uma faceta da vivência da grupalidade evolutiva na invéxis:
A 1ª seção, sobre Holomaturidade na Invéxis, traz 2 trabalhos que buscam descrever o movi-
mento ascendente de maturidade dos inversores e suas repercussões diante dos grupos e suas relações.
Ao construir uma ponte entre o amadurecimento pessoal e a maxiproéxis grupal, o artigo de Viviane
Ribeiro revela os efeitos sadios da assertividade invexogênica, atributo desenvolvido pela aplicação da
invéxis que amplifica o efeito de glasnost nos ambientes. Já Igor Moreno nos mostra de forma didática
como a adultidade consciencial (diferente da simples adultidade biológica ou somática) implica na vi-
vência da interdependência evolutiva com outras consciências, em todos os aspectos da vida.
A 2ª seção, Invéxis e Amizades, traz ponto que perpassa toda a vida multidimensional, mas
com incidência crítica no período da juventude. Nesse sentido, o trabalho de Guilherme Ribeiro faz
aprofundamento científico sobre o porão consciencial e a influência das amizades, identificando como
as amizades intermissivas e o grinvex são capazes de auxiliar na superação dessa condição nosográ-
fica. Em outro viés, a partir de sua experiência prática, Felipe Manfred aponta a escolha lúcida das
companhias é capaz de auxiliar na reciclagem de superação de amizades evitáveis.
Na 3ª seção, sobre Grupalidade Sadia, a autora Paula Rafaella Barbosa esclarece, em abor-
dagem exemplarista, de que forma o agente retrocognitivo inato é capaz de promover a aglutinação
interassistencial de intermissivistas jovens, por meio do trinômio aglutinação-acolhimento-integra-
ção. Ana Catarine Franzini e Bianca Lopes revelam outro aspecto da grupalidade sadia ao tratar do
convívio sadio, da intercooperação e da amparabilidade entre inversoras mulheres, cujo trabalho é fru-
to da análise de inúmeras entrevistas realizadas com inversoras veteranas e jejunas.
A 4ª seção, Grinvex: Coadjuvante da Invéxis, traz um dos temas mais relevantes no binômio
invéxis-grupalidade evolutiva. Em seu artigo, Luiz Paulo Ramos sistematiza e atualiza todo o conhe-
cimento sobre os grupos de inversores existenciais, trazendo visão de conjunto atualizada sobre his-
tórico, objetivo, diretrizes e resultados destes grupos de pesquisa. Nesta seção temos 2 outras gescons
grupais bastante exemplaristas. O Grinvex Belo Horizonte (MG) assiste outros grinvexes ao apresentar
de que modo o posicionamento invexológico e a utilização do binômio admiração-discordância no
grupo são fator indispensáveis ao amadurecimento grupal. Já o Grinvex Conceição dos Ouros (MG),

Editorial.
4 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

composto por duas irmãs, traz a ideia de proatividade grinvexológica enquanto reflexo da interação
entre megatrafores pessoais e engajamento, gerando grande resultado assistencial no grupo evolutivo.
Não poderíamos deixar de falar, nesta 5ª seção, sobre o Voluntariado Invexológico e suas
particularidades. O primeiro artigo, de Jarbas Barros, retrata o esforço do autor em superar trafares que
o impediam de ter uma relação saudável e produtiva com o grupo do voluntariado, esclarecendo os lei-
tores a respeito do sinergismo voluntariado invexológico-recin pessoal. O segundo trabalho, de Ale-
xandre Balthazar e Marcello Paskulin, expõe a história do Campus de Invexologia e sua função de
atrator positivo de intermissivistas sob a ótica das reurbanizações intrafísicas e extrafísicas, em abor-
dagem profunda e com estudo de caso de demolição recente de estruturas físicas com base na cos-
moética destrutiva.
Por fim, na Seção Especial temos um texto de Filipe Colpo com reflexões e ponderações re-
sultantes das vivências no curso inédito Prática da Cosmovisão na Invéxis,que levou em maio deste
ano 55 pessoas para atividades parapedagógicas na Finlândia e na Inglaterra. Enquanto na parte re-
lativa à Finlândia as cogitações remetem às possíveis razões pelas quais a consciex extraterrestre E.M.
e d. Aristina teriam ressomado lá, na Inglaterra se debate relações entre o grupo evolutivo e persona-
lidades afins da Conscienciologia e seu passado comum em diversos momentos da humanidade.
Certos do esforço de muitos para a materialização desta revista, é com entusiasmo e conten-
tamento que agradecemos a contribuição de todos neste empreendimento grupal de grande relevância
para a consolidação da Invexologia no Planeta. Anelamos bons frutos interassistenciais.

Ibis Lourenço e Igor Moreno,


Coordenadores do Técnico-Científico da ASSINVÉXIS

Editorial.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 5

SEÇÃO: HOLOMATURIDADE NA INVÉXIS

EFEITOS DA ASSERTIVIDADE INVEXOGÊNICA DA


MAXIPROÉXIS GRUPAL
EFFECTS OF THE INVEXOGENIC ASSERTIVENESS IN THE GROUP MAXIPROEXIS

EFECTOS DE LA ASERTIVIDAD INVEXOGÉNICA EN LA MAXIPROEXIS GRUPAL

Viviane Ribeiro*

* Natural de Pirassununga (SP), residente em Foz do Iguaçu (PR).39 anos. Graduada em


Psicologia. Psicóloga. Voluntária da Associação Internacional de Invexologia (ASSIN-
VÉXIS).

vivianetribeiro@gmail.com

Palavras-chave Resumo. Este artigo apresenta a fundamentação de um dos temas pertinentes à invé-
xis, a assertividade invexogênica. Além da contextualização do tema central, relaciona
Assertividade maneiras de desenvolver esta qualidade consciencial e os possíveis efeitos advindos
Invexogênica; da manifestação assertiva do inversor na maxiproéxis grupal. O método baseou-se em
Invéxis; experiências pessoais da autora, heterobservação de compassageiros evolutivos e con-
Maxiproéxis Grupal. sulta bibliográfica. Os resultados apontam para inúmeras conquistas individuais e gru-
pais do ponto de vista seriexológico, advindas, dentre outras, da manifestação asser-
tiva com raiz invexológica.
Keywords
Abstract. This article presents the foundation of one of the pertinent themes of inve-
Invexogenic xis, the invexogenic assertiveness. Beyond the central theme contextualization, it lists
Assertiveness; ways of developing this consciential attribute and the resulting possible effects from
Invexis; the invertor’s assertive manifestation in the group maxi-existential program. The me-
thod is based on the author’s personal experiences; evolutive companions’ observation
Group Maxi- and bibliographic consultation. The results point to numerous individual and group
existential Program. conquests through the seriexologic point of view, resulting, among others, from the
assertive manifestation with invexological root.

Palabras clave Resumen. Este artículo presenta la fundamentación de uno de los temas pertinentes
a la invéxis, el asertividad invexogénica. Además de la contextualización del tema
Asertividad
central, se relacionan maneras de desarrollar esta calidad conciencial y los posibles
Invexogánica; efectos provenientes de la manifestación asertiva del inversor en la maxiproéxis gru-
Invéxis; pal. La metodología fue basada en experimentos de la autora, hetero observación de
Maxiproexis Grupal. compañeros evolutivos y estudio bibliográfico. Los resultados demuestran las numero-
sas conquistas individuales y grupales del punto de vista seriexológico, provenientes,
entre otras, de la manifestación asertiva con raíces invexológicas.

RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


6 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO
Recin. A reciclagem íntima, intraconsciencial, é o primeiro pilar da Evoluciologia. Ou seja,
atender aos aspectos egocármicos pendentes permitirá que paulatinamente se amplie o escopo de inter-
assistência tarística atacadista. Se não sou capaz de estar bem intimamente, reduzindo o nível de auto-
conflitos, reduzindo o autoassédio, então minhas recins tenderão a ser mais superficiais, minhas atua-
ções interassistenciais estarão mais limitadas, e haverá teto autoimposto para a autoevolução.

Exclusivismo. O praticante da técnica da invéxis objetiva materializar seu curso intermissivo


aqui nesta dimensão intrafísica, sendo a vida humana a oportunidade de efetivar recins e promover
interassistência a partir do raciocínio seriexológico iniciado antes da ressoma. Assim, é lógico que haja
exclusivismo proexológico o mais precoce possível do ponto de vista intrafísico.

Contextualização. Dentre inúmeros traços-força no contexto da invéxis, foi eleito para o pre-
sente artigo a assertividade invexogênica por ser habilidade em desenvolvimento pela própria autora
e também traço que se destaca positivamente no grupo de voluntários da ASSINVÉXIS.

Estrutura. A estrutura do artigo foi composta em 3 partes, assim denominadas: I. Asserti-


vidade invexogênica: contextualização; II. Maxiproéxis grupal; e III. A implantação da assertividade
invexogênica no contexto da maxiproéxis grupal.

Metodologia. A metodologia utilizada no presente trabalho é a auto e heteropesquisa teática


da autora sobre o tema.

Objetivo. O objetivo do artigo é gerar reflexões e debates sobre a importância da habilidade as-
sertividade invexogênica para o cumprimento da proéxis, visando o completismo existencial e a con-
tribuição individual à consecução da maxiproéxis grupal.

I. ASSERTIVIDADE INVEXOGÊNICA: CONTEXTUALIZAÇÃO


Definologia. A assertividade invexogênica é a competência afirmativa segura e cosmoética nas
automanifestações multidimensional e holossomática da conscin, homem ou mulher, praticante da téc-
nica da invéxis, denotando maturidade consciencial precoce nos atos, priorizações e posicionamentos,
e visando conquista do completismo existencial pela evitação do transviamento na vida intrafísica.
Sinonimologia: 1. Assertividade invéxica. 2. Assertividade inversiva.
Antonimologia: 1. Passividade juvenil. 2. Apatia pueril.

Diferença. Cabe ressaltar a diferença entre a assertividade invexogênica e a assertividade co-


mum. A segunda refere-se à habilidade de ser assertivo, expressar desejos e necessidades de maneira
simples, sendo a manifestação intermediária entre o comportamento agressivo e a passividade, mas
sem depender dos aspectos cosmoéticos, multidimensionais, e nem do empenho proexológico com po-
sicionamentos precoces, como é o caso do praticante da invéxis.

Ortopensatologia: – “Assertividade. A consciência assertiva cosmoética é a que mantém,


com todo empenho, o holopensene pessoal saturado de autorreflexões sadias” (VIEIRA, 2014).

Caracterologia. Segundo a Invexologia, eis, por exemplo, na ordem alfabética, 21 condições,


passíveis de serem vivenciadas por praticante da invéxis, denotando a necessária aplicabilidade da as-
sertividade invexogênica:
01. Acidez: hipercriticismo.
02. Acídia: estado de desânimo e apatia.
03. Amarra: dependência.

RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


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04. Autovitimização: mania de mendicância.


05. Birras: teimosias ilógicas.
06. Carreira: indefinições profissionais.
07. Companhias: pressão de amizades improdutivas.
08. Consciexes: pressão extrafísica.
09. Discordância: medo de discordar.
10. Egoísmo: hedonismo.
11. Excesso: ansiosismos.
12. Grupocarma: pressão familiar.
13. Infantilismo: caprichos infantis.
14. Insuficiência: carências individuais.
15. Julgamento: medo de ser julgado como diferente.
16. Negativa: medo de dizer não.
17. Pacto: acumpliciamentos grupais.
18. Perfeccionismo: excesso de escrupulosidade rebarbativa.
19. Procrastinação: adiamentos contínuos.
20. Teorização: filosofias utópicas.
21. Vampirismo: carências alheias.

Desempenho. O desempenho proexológico do inversor é proporcional à sua conquista de mani-


festações assertivas perante todas as situações rotineiras, desde algo simples até questões mais comple-
xas. Não parece ser viável que o inversor tenha êxito no cumprimento da maxiproéxis sem o desen-
volvimento da capacidade de ser assertivo, indicativo de que está bancando seus autoposicionamentos
de modo coerente com seus valores intermissivos.

II. MAXIPROÉXIS GRUPAL


Definologia. A maxiproéxis é a programação existencial máxima, por atacado, dedicada cons-
cientemente ao bem da coletividade, objetivando a execução da tarefa do esclarecimento (tares), na vi-
vência do universalismo, da maxifraternidade e da Paradireitologia, com bases evolutivas policármicas
(VIEIRA, 2018).

Policarmologia. O exclusivismo proexológico do inversor faz sentido à medida que compre-


ende ser seu trabalho voltado para além da egocarmalidade e da grupocarmalidade, embasado na vi-
vência prática e precoce do altruísmo e na produção de gescons sob o paradigma consciencial, visando
esclarecimento consciencial acerca da pararrealidade e autorresponsabilização pela autoevolução.

Paradireito. Partindo da lógica da lei da proéxis, entende-se que a partir de determinado pa-
tamar evolutivo de autoconsciência e inteligência evolutiva é ínsita a vivência desta lei, ou seja, viven-
ciar autodiretrizes planejadas na intermissão determinando detalhes do fluxo pessoal seriexológico.

Convergência. As proéxis são, em essência, individuais, personalíssimas, exequíveis e cos-


moéticas, porém são interdependentes, ou seja, intercooperativas. Cada um com suas tarefas pessoais,
mas convergentes e complementares. Esta é a lógica permeada no conceito de maxiproéxis grupal.

Singularidade. Abordar temas considerando os intercruzamentos de diversas proéxis não sig-


nifica diluir a responsabilidade individual para o grupo. Cada qual fará a diferença mediante suas ma-
nifestações singulares na interassistência. A soma destas singularidades irá compor o trabalho de inter-
assistência mais amplo da maxiproéxis grupal.

RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


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Somatório. O impacto da assertividade invexogênica na maxiproéxis grupal se dá à medida


em que esta se concretiza a partir do somatório das manifestações individuais. Cada consciência im-
porta e pode fazer toda a diferença no montante total da concretização intrafísica do holopensene inve-
xológico no Planeta-Hospital em que nos encontramos.

III. A IMPLANTAÇÃO DA ASSERTIVIDADE INVEXOGÊNICA NO CONTEXTO DA MAXI-


PROÉXIS GRUPAL

Anti-inércia. Ao tratar da invéxis em seu Dicionário de Argumentos da Conscienciologia, Vi-


eira (2014) afirma que:
Invéxis pressupõe precocidade, antecipação de maturidade e consequentemente movi-
mento consciencial, ou seja, antinércia; o praticante da invéxis está em constante mo-
vimento de autopesquisa, heterobservação, trabalho interassistencial multidimensio-
nal, implantando um holopensene de antinerciologia perene (VIEIRA, 2014, p. 170).

Déficits. Nesse sentido, passo inicial para situar-se evolutivamente e sair da inércia parapato-
lógica pode ser identificar traços conscienciais. Este esquadrinhamento do momento evolutivo funcio-
na ampliando o senso de autorrealidade, buscando responder ao questionamento: “onde estou?”.

Forças. Num primeiro momento, pode-se identificar traços conscienciais fortes, pró-evolu-
tivos (trafores); e num segundo momento os traços problemáticos ou deficitários (trafares e trafais).
Surge, assim, panorama de suas forças versus suas fraquezas do ponto de vista de traços e mecanismos
de funcionamento, permitindo autoconscientização do momento, como uma foto. Admitir a atual com-
dição por inteiro, incluindo forças e fraquezas, por meio da autoconscienciometria do atual momento
evolutivo, trará, por si só, encorajamento de trabalhar em prol de melhoria individual.

Heteroconscienciometria. A partir da consecução da autoconscienciometria, é inevitável per-


ceber-se nas interrelações grupais. Com a autocrítica cosmoética em dia, existe espaço mental para
ampliar a heteropercepção e utilizar o discernimento para compreender não somente seu funcionamen-
to singular no grupo evolutivo como também o funcionamento do grupo em si, exercitando a hetero-
crítica cosmoética sadia, expressando opinião, fazendo leituras do momento grupal e compartilhando
com os compassageiros evolutivos suas percepções a fim de ajustar constantemente a rota do trabalho
conjunto ao qual todos estão comprometidos e envolvidos.

Invexogênese. A construção da assertividade invexogênica ocorre à medida que o inversor vai


ampliando a autolucidez quanto a sua condição de intermissivista, ampliando a autopercepção e assu-
mindo trafores, reconhecendo suas singularidades perante o grupo evolutivo de trabalho e compre-
endendo que sua presença, sua opinião, suas energias fazem a diferença para agregar ao trabalho (ma-
xiproéxis grupal), tal qual minipeça no maximecanismo.

Construção. A condição de amadurecimento consciencial é paulatina e proporcional ao empe-


nho no autoconhecimento técnico feito pelo inversor. Quanto antes conseguir reconhecer traços e me-
canismos, assumir responsabilidades no trabalho interassistencial tarístico, mais precocemente promo-
verá esta proximidade e intimidade consigo, sendo este campo fértil para o desenvolvimento da asser-
tividade invexogênica em suas manifestações.

Ações. Nesse sentido, eis 12 ações promotoras do holopensene de glasnost sustentado pela
assertividade invexogênica, divididas em 2 modalidades, respectivamente individuais e grupais:

RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


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A. Ações do âmbito íntimo, individual:


1. Coragem. Desenvolver coragem de expressar-se, deixando de lado a tendência de se auto-
anular perante o grupo;
2. Questionamento. Desenvolver o hábito de questionar-se durante as situações: “O que es-
tou sentindo? O que penso sobre isso? O que eu gostaria de expressar agora?”;
3. Docência. Investir na docência invexológica, que lhe exigirá posicionamentos claros, obje-
tivos, diretos;
4. Autoimagem. Qualificar a intenção, deixando de defender a autoimagem, e estando aberto
para “passar vergonha”, se necessário, ao admitir que não cabe perfeccionismo e egocentrismo na
manifestação assertiva do ponto de vista invexogênico (anti-bom-mocismo, anti-narcisismo);
5. Singularidade. Assumir que sua presença e expressão das singularidades no trabalho fará
a diferença na maxiproéxis grupal (“Qual é a minha responsabilidade neste todo?”);
6. Autorreflexão. Realizar o necessário movimento de recolhimento íntimo para autorrefle-
xão dos comportamentos e reações pessoais;

B. Ações do âmbito da dinâmica de convivência do grupo ao qual está inserido:


1. CGC. Desenvolver Código Grupal de cosmoética (CGC), fazendo acordos que priorizem
a glasnost entre os membros;
2. Desdramatização. Praticar o binômio diálogo-desinibição (DD) desdramatizando temas
delicados ou assediados;
3. Intenção. Praticar o binômio admiração-discordância mantendo intenção clara e qualifica-
da na manifestação pessoal;
4. Posicionamentos. Atender as necessidades institucionais e do trabalho usando o princípio
cosmoético “o melhor a todos”, mas mantendo o autorrespeito perante suas necessidades;
5. Acareação. Vivenciar reuniões de acareação ou confrontação de fatos para esclarecimento
do grupo sem dramatizações, sempre que necessário;
6. Exposição. Exercitar o amadurecimento íntimo e de grupo através da vivência do binômio
leitura-debate.

Efeitologia. Toda manifestação tem efeitos centrípetos e centrífugos, sendo a consciência


o princípio originador das consequências. Neste sentido é passível definir os efeitos ou consequências
como tema neutro, a depender do tom ditado pela pedra fundamental, a intenção da consciência.

Indivíduo. Eis, por exemplo, 10 consequências práticas advindas de assertividade invexogêni-


ca no âmbito individual, em ordem alfabética:
1. A contribuição para o desassédio do grupo a partir da autenticidade individual;
2. A quebra da defesa da autoimagem ilibada;
3. Ampliação da tara parapsíquica;
4. Ampliação do nível de autoconfiança;
5. Coerência intermissiva;
6. Eutimia;
7. O desenvolvimento da autoliderança consciencial entre pares;
8. Promoção de ambiente íntimo de anti-dissimulação;
9. Redução do nível de bifrontismo individual;
10. Superação da síndrome do infantilismo, do acanhamento, dos “dedos” de falar abertamen-
te sobre o que incomoda.

RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


10 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Grupo. Eis, por exemplo, 10 consequências práticas advindas de assertividade invexogênica


no âmbito grupal, em ordem alfabética:
1. Contribuição para consolidação da maxiproéxis grupal;
2. Eliminação de ambiente tóxico permeado por pseudo-harmonia;
3. Exclusão de melindres e ressentimentos entre os pares;
4. Fortalecimento do holopensene reurbanológico através da implantação do Campus de Inve-
xologia neste planeta;
5. Implantação de ambiente homeostático de convívio;
6. Liberdade consciencial deixando de firmar pactos anticosmoéticos;
7. Manutenção do holopensene da invéxis no Planeta-Hospital;
8. Prática em grupo do trinômio motivação-trabalho-lazer;
9. Reforço dos laços das amizades intermissivas;
10. Senso de interdependência e pertencimento ao grupo;

Intencionologia. A assertividade invexogênica pressupõe assunção da autorresponsabilidade


pelas manifestações pessoais como premissa, requer benevolência e ênfase nos trafores, acima dos tra-
fares alheios com intenção sincera e refletida de implantar a glasnost nos comportamentos pessoais
e no grupo ao qual pertence.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Reurbanização. A manifestação do inversor pautada na assertividade invexogênica promove
e reforça o holopensene de glasnost intraconsciencialmente, e implanta o holopensene da invéxis neste
planeta, a partir de um ambiente homeostático e do convívio entre colegas de curso intermissivo, com-
tribuindo tal como gota no oceano para a reurbanização do Planeta-Hospital em Planeta-Escola.

Parareurbanólogo. Pela lógica, pode-se considerar que o inversor funciona como parareurba-
nólogo. Sua atuação policármica e atacadista no que tange a consecução da autoproéxis, somada ao
grupo evolutivo, é o que fará a diferença na consecução da maxiproéxis grupal.

Conclusão. O praticante da técnica da invéxis é quem, em teoria, possui condições de implan-


tar desde jovem padrão dinâmico pró-proéxis. São esperadas, portanto, manifestações maduras consi-
go e perante o grupo com o qual divide interesses e responsabilidades, incluindo padrões de maturi-
dade a assertividade invexogênica. Os resultados deste trabalho apontam para inúmeras conquistas in-
dividuais e grupais do ponto de vista seriexológico, advindas, dentre outras, da manifestação assertiva
com raiz invexológica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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neologismos; 526 perguntas; 111 remissiologias; 12 siglas; 15 tabs.; 6 técnicas; 12 websites; 2 filmes; 201 refs.; 1 apênd.;
alf.; ono.; 28 x 21 x 4 cm; enc.; Ed. Protótipo – Avaliação das Tertúlias; Associação Internacional do Centro de Altos
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RIBEIRO, Viviane. Efeitos da Assertividade Invexogênica na Maxiproéxis Grupal. 5-11.


12 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

SEÇÃO: HOLOMATURIDADE NA INVÉXIS

INTERDEPENDÊNCIA EVOLUTIVA E ADULTIDADE


CONSCIENCIAL
EVOLUTIONARY INTERDEPENDENCE AND CONSCIENTIAL ADULTHOOD

INTERDEPENDENCIA EVOLUTIVA E ADULTEZ CONCIENCIAL

Igor Moreno*

* Natural de Ribeirão Preto, SP. Reside em Foz do Iguaçu, PR. 27 anos. Gra-
duado em direito. Advogado e gestor de projetos. Voluntário da Associação In-
ternacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS) desde 2016.

imorenoferreira@gmail.com
Palavras-chave Resumo. O artigo busca definir a adultidade consciencial, em especial no contexto da
Adultidade; invéxis, a partir da compreensão e aquisição da interdependência evolutiva. Para isso,
Evolução; propõe a hipótese de a vivência madura da interdependência evolutiva ser elemento-
chave da adultidade consciencial. Com suporte em exemplos práticos da invéxis, ini-
Grupocarma; cia com a exposição e desambiguação do conceito de interdependência evolutiva;
Holomatudidade; apresenta bre-ve síntese do processo evolutivo das consciências por meio do crescen-
Interassistência; do dependência-independência-interdependência; define e distingue a adultidade so-
Reconciliação. mática da adulti-dade consciencial; e finaliza com exposição de casuística invexo-
lógica do autor.

Keywords Abstract. The article seeks to define consciential adulthood, especially in the invéxis
Adulthood; context, from the understanding and acquisition of evolutionary interdependence. For
this, it proposes the hy-pothesis that the mature experience of evolutionary interdepen-
Evolution;
dence is a key element of con-sciential adulthood. Supported by practical examples of
Groupkarma; the invexis, it begins with the exposi-tion and disambiguation of the evolutionary in-
Holomaturity; terdependence concept; it presents a brief syn-thesis of the consciousness evolutionary
Interassistence; process through the dependency-independence-interdependence crescent; it defines
and distinguishes somatic adulthood from consciential adulthood; and it ends with an
Reconciliation. exposition of the author's invexological casuistry.

Resumen. El artículo busca definir la adultez conciencial, en especial en el contexto


Palabras clave
de la invéxis, a partir del entendimiento y adquisición de la interdependencia evoluti-
Adultidade; va. Para eso, propone la hipótesis de la vivencia madura de la interdependencia evolu-
Evolución; tiva ser elemento-clave de la adultez conciencial. Con soporte en ejemplos prácticos
Grupocarma; de la invéxis, inicia con la exposición y desambiguación del concepto de interdepen-
Holomadurez; dencia evolutiva; presenta síntesis del proceso evolutivo de las conciencias por medio
del crescendo dependencia-independencia-interdependencia; define y distingue la
Interasistencia; adultez somática de la adultez conciencial y finaliza con la exposición de casuística
Reconciliación. invexológica del autor.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 13

INTRODUÇÃO
Adultidade. Apesar da importância fundamental das faixas etárias para a teática inversiva,
o estudo da adultidade sob o prisma biológico e social ainda é pouco para a Invexologia, tendo em
vista o horizonte de holomaturidade proposto pela técnica.

Dependência. Este artigo é fruto de autopesquisa do autor decorrente da entrada na adultidade


em 2017, quando verificou a necessidade de enfrentamento mais profundo do trafar da dependência,
fator contributivo para perda de força da invéxis pessoal.

Objetivos. Assim, o artigo objetiva definir adultidade consciencial a partir da compreensão


e aquisição da interdependência evolutiva no contexto da invéxis. Com isso, pretende também auxiliar
inversores a lidarem melhor com a fase de adultidade somática1.

Hipótese. Diferentemente do conceito de vida adulta comum, por hipótese, a adultidade cons-
ciencial se define pela vivência madura da interdependência evolutiva.

Metodologia. Dentro do método conscienciológico2, empregou-se conceitos das especialida-


des Paradireitologia, Holomaturologia e Invexologia. As ferramentas utilizadas foram: pesquisa biblio-
gráfica; autorreflexões dirigidas pela observação e pela técnica da saturação mental; e análise de regis-
tros coletados em cursos, dinâmicas parapsíquicas e debates.

Estrutura. O trabalho se estrutura em 2 seções: I. Da Dependência à Interdependência Evolu-


tiva; e II. Adultidade Consciencial e Invéxis.

I. DA DEPENDÊNCIA À INTERDEPENDÊNCIA EVOLUTIVA

Desambiguação. A interdependência evolutiva possui 2 sentidos distintos: i) de constante


(lei) da evolução, portanto realidade cósmica; e ii) de atributo consciencial, passível de ser desen-
volvido pelas consciências a partir de determinado nível evolutivo.

Paradoxo. Por isso, embora seja o Cosmos interdependente em si, as consciências manifes-
tam-se em níveis diferentes de maturidade, a variar da forma como se relacionam entre si: dependen-
tes; independentes ou interdependentes.

I.1 REALIDADE INTERDEPENDENTE


Interatividade. A primeira acepção, referente à lei da interdependência, parte da premissa
conscienciológica de consciência e energia serem as 2 realidades básicas no Universo, interatuantes,
das quais todas as outras derivam. Logo, o processo evolutivo ocorre pelas interações permanentes en-
tre consciências por meio das energias.

Qualificação. O nível evolutivo e cosmoético da consciência definirá a qualidade bioener-


gética de suas interações (maturidade). Portanto, estando todos no mesmo aquário cósmico, o amadu-
recimento consciencial vai no sentido da qualificação desta condição inevitável3 de dependência mú-
tua, relativa, entre as consciências e realidades no Cosmos.

Integridade. Tal qualificação ocorre pelo fortalecimento intraconsciencial, ou seja, pela inte-
gridade nas manifestações pensênicas, desencadeando crescente assunção de responsabilidade pela au-
tevolução. A integridade denota inteireza, e significa a plena aplicação das potencialidades (atributos)
pela consciência, utilizando-as favoravelmente à evolução de todos.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


14 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Princípio. Não à toa o princípio do melhor para todos é diretriz basilar da Cosmoética, pois
é proposição ou fundamento para condução e ajuste da pensenidade à realidade interdependente do
mundo.

Tipologia. Pelo exposto acima, a análise do afluxo energético proveniente dos comporta-
mentos das consciências em relação às demais possibilita classificá-las em 3 categorias de diferentes
níveis de maturidade, ordenadas pela lógica:
1. Dependentes: insustentabilidade centrípeta (egocentrismo infantil).
2. Independentes: autossustentabilidade centrípeta (egoísmo).
3. Interdependentes: autossustentabilidade centrífuga (altruísmo).]

I.2 NÍVEIS DE MATURAÇÃO


Tipos. A tentativa do autor, nesta seção, é de descrever representações típicas de 3 faixas de
manifestação comuns a nosso contexto planetário.

Autodiagnóstico. Aos interessados na autoconscienciometria, vale a refletir sobre as próprias


condutas, observando a preponderância pessoal nos tipos listados.

I.2.1 DEPENDÊNCIA
Definição. A dependência é o estado ou caráter de dependente, denotando sujeição ou incapa-
cidade de a personalidade sustentar a própria manifestação com autorresponsabilidade.

Atributos. O amadurecimento das consciências reflete o desenvolvimento e a manifestação de


atributos conscienciais. Quanto mais a consciência se desenvolve, mais e melhor atua com seus pode-
res, capacidades e potencialidades pessoais, inerentes.

Inevitabilidade. Não sendo propriamente atributo consciencial, mas a falta de desenvoltura ou


de manejo sustentável dos próprios atributos, a dependência é momento intraconsciencial inevitável
à evolução.

Necessidades. Na hipótese4 deste autor, para cada necessidade evolutiva há um atributo cons-
ciencial correspondente capaz de supri-la, mas em estado de latência. Assim, o desafio da autoevo-
lução é duplo: i) identificar corretamente as necessidades evolutivas de seu momento e ii) desenvolver
os atributos correspondentes.

Autorganização. Por exemplo, a necessidade de manutenção do soma pode ser suprida pelo
desenvolvimento volitivo da autorganização.

Caracteres. Eis, em ordem alfabética, 10 traços da personalidade dependente:


01. Apego.
02. Comodismo.
03. Conflitividade.
04. Egocentrismo.
05. Heteronomia.
06. Loc externo.
07. Parasitismo.
08. Subjugação.
09. Vício.
10. Vitimização.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 15

Exemplos. Eis, em ordem lógica, a manifestação dependente em 5 âmbitos da vida, com res-
pectivas necessidades evolutivas insatisfeitas:
1. Físico. Dependo do trabalho dos outros para manter o meu soma.
2. Bioenergético. Dependo das energias dos outros para manter a minha homeostase.
3. Afetivo. Dependo do reconhecimento dos outros para manter a minha autoe-stima.
4. Intelectual. Dependo do posicionamento dos outros para manter as minhas escolhas.
5. Parapsíquico. Dependo dos parafenômenos dos outros para manter a minha lucidez.

Analogia. Assim como a criança depende da mediação de objetos e brincadeiras lúdicas para
processar a realidade, a consciência dependente, ainda na infância consciencial, é marcada pela difi-
culdade de aceitar a realidade intra e interconsciencial, lançando mão de muletas, mitologias, religi-
ões, teorias epidérmicas e demais fugas imaginativas para poder processar os fatos e parafatos que lhe
ocorrem.

I.2.2 INDEPENDÊNCIA
Definição. A independência é o caráter ou condição de independente, denotando emancipação
ou a capacidade de a personalidade sustentar a própria manifestação com responsabilidade, porém em
estado egóico de insubordinação.

Segurança. A autossustentação da consciência demanda esforço proativo na identificação,


assunção e provisão das necessidades evolutivas a partir dos próprios recursos. No caso, habilidades,
trafores e atributos cujo desenvolvimento e sustentação geram estado positivo de autoconfiança e au-
tossegurança.

Avanço. A independência representa sem dúvida avanço necessário frente à dependência, mas
ainda não suficiente para a manifestação mais madura.

Ambivalência. Embora o conceito dicionarizado5 de independência configure estado positivo


de liberdade, imparcialidade, justiça e autonomia, tal visão ainda é restrita, pois não considera a neces-
sidade evolutiva de confluir os aspectos positivos da emancipação autossustentável com o direciona-
mento assistencial das ações.

Caracteres. Eis, em ordem alfabética, 10 traços da personalidade independente:


01. Autorresponsabilidade.
02. Autossegurança.
03. Autossustentabilidade.
04. Desconfiança.
05. Desrepressão.
06. Egoísmo.
07. Monovisão.
08. Orgulho.
09. Proatividade.
10. Rebeldia.

Exemplos. Eis, em ordem lógica, a manifestação independente em 5 âmbitos da vida, com as


respectivas necessidades evolutivas satisfeitas por atributos conscienciais:
1. Físico. Mantenho o soma a partir de minha organização.
2. Bioenergético. Mantenho a homeostase a partir de minha vontade.
3. Afetivo. Mantenho a autoestima a partir de minha autocognição.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


16 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

4. Intelectual. Mantenho minhas escolhas a partir de meu discernimento.


5. Parapsíquico. Mantenho a lucidez a partir de minhas parapercepções.

Analogia. Assim como o adolescente sente o ímpeto de sair da casa dos pais o quanto antes
para se ver livre das regras impostas pela família, a consciência independente, diante de sucessivas vi-
das presa a dogmas, ideologias e coleiras do ego castradoras da liberdade, necessita se emancipar, ge-
ralmente em movimento pendular de desrepressão rebelde, até a construção do primeiro discernimen-
to6 diante das próprias capacidades interassistenciais.

I.2.3 INTERDEPENDÊNCIA
Definição. A interdependência evolutiva7 é o estado ou caráter de autonomia ou a capacidade
de a personalidade sustentar a própria manifestação com responsabilidade interassistencial a partir do
autodiscernimento quanto à dependência mútua, relativa, entre consciências e realidades no Cosmos.

Cosmovisão. Diante da cosmovisão quanto aos princípios e leis decorrentes das múltiplas in-
terações conscienciais, a interdependência vem com o deslocamento sadio da intencionalidade da
consciência para fora de si, demarcando o início da inteligência evolutiva prática.

Assistencialidade. Pela Invexologia, a rigor, quanto mais cedo a consciência começar a pensar
e fazer assistência, melhor e mais inteligente será, mesmo sem inclinação natural para isso, pois a rei-
terada experiência interassistencial – fator principal de amadurecimento evolutivo – tende a fixar neo-
patamar de autolucidez e fraternismo.

Identidade. Parâmetro sadio de interdependência evolutiva é a identidade interassistencial8


formada a partir da confluência entre o autorreconhecimento traforista e o reconhecimento grupal
quanto à determinada competência, singularidade e/ou linha de atuação assistencial; significando plena
funcionalidade e integração da consciência diante do grupo evolutivo.

Caracteres. Eis, alfabeticamente, 10 traços da personalidade interdependente:


01. Altruísmo.
02. Assertividade.
03. Autocosmoética.
04. Autonomia.
05. Confiabilidade.
06. Cosmovisão.
07. Fraternismo.
08. Gratidão.
09. Heteroperdoamento.
10. Intercooperação.

Tares. A abertura pessoal à satisfação das necessidades alheias é sem dúvida positiva, mas
ainda não basta para ser considerada interdependente. Pela Assistenciologia, há, em essência, 2 moda-
lidades de assistência, explicativas desta lógica:
1. Taconista: concentra-se na satisfação das carências físicas, energéticas, emocionais e inte-
lectuais dos assistidos, predispondo à heteronomia.
2. Tarística: concentra-se no desenvolvimento dos atributos conscienciais dos assistidos, pre-
dispondo à autonomia.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 17

Exemplos. Eis, em ordem lógica, a manifestação interdependente em 5 âmbitos da vida:


1. Físico. Auxílio no desenvolvimento da organização dos outros a partir de meu trabalho
voluntário exemplarista.
2. Bioenergético. Auxílio no desenvolvimento da vontade dos outros a partir de meu epicen-
trismo heterodesassediador.
3. Afetivo. Auxílio no desenvolvimento da autocognição dos outros a partir do reconheci-
mento empático de trafores.
4. Intelectual. Auxílio no desenvolvimento do discernimento dos outros a partir de meus po-
sicionamentos esclarecedores.
5. Parapsíquico. Auxílio no desenvolvimento das parapercepções dos outros a partir de meus
parafenômenos amparados.

Analogia. Assim como o adulto maduro se responsabiliza pelos cuidados dos pais gerontes
após período de emancipação relativa, infere-se 3 (três) condutas9 seriexológicas das consciências ora
interdependentes diante da lei da inseparabilidade grupocármica e seus grupos afins:
1. Dependência: a afirmação do ilícito, com acumpliciamento grupal.
2. Independência: a negação do ilícito, com afastamento temporário do grupo.
3. Interdependência: a releitura da relação, com retorno assistencial ao grupo.

ENQUANTO A DEPENDÊNCIA É PARASITISMO INFANTIL,


A INDEPENDÊNCIA É NÍVEL MÉDIO DE AUTOSSUSTENTO

RELATIVO, AINDA EGÓICO; JÁ A INTERDEPENDÊNCIA IN-

DICA INDEPENDÊNCIA ALINHADA AO FLUXO CÓSMICO.

II. ADULTIDADE CONSCIENCIAL E INVÉXIS


Estágios. Pela Holomaturologia, estendendo as analogias quanto às faixas etárias somáticas,
o desenvolvimento maturológico das consciências pode ser dividido em 3 estágios iniciais, em ordem
lógica:
1. Infância consciencial: a dependência egocêntrica.
2. Juventude consciencial: a independência egoísta.
3. Adultidade consciencial: a interdependência altruísta.

Escopo. Esta seção visa aprofundar a compreensão da adultidade consciencial a partir da in-
terdependência evolutiva no contexto da invéxis.

II.1 ADULTIDADE CONSCIENCIAL


Definição. A adultidade somática (ou biológica) é a condição ou qualidade do período cor-
respondente à fase adulta do soma, caracterizado pelo máximo crescimento físico e pela plenitude das
funções biológicas, psíquicas e sociais da conscin.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


18 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Consenso. Conceito multidisciplinar por excelência, não há consenso na ciência materialista


sobre o início da idade adulta (Silver, 2018). Já pela Conscienciologia, convenciona-se o período de
26 aos 40 anos, seguido da meia-idade (até 65) e das terceira (até 80) e quarta idades (até a dessoma).

Definição. A adultidade consciencial é a condição ou qualidade do período de manifestação


da consciência caracterizado pela plenitude de suas funções assistenciais com autonomia relativa
diante da realidade interdependente do Cosmos pela aplicação responsável, coerente e sustentável dos
atributos conscienciais.

Ligações. É possível partir de algumas noções do paradigma fisicalista para conceituar a adul-
tidade consciencial. Para Overstreet (1978, p. 27), pioneiro nos estudos da área, a qualidade das liga-
ções do indivíduo com a realidade é a chave para a compreensão da maturidade10. Ao considerarmos
neste trabalho a premissa de a realidade ser caracterizada pela interdependência evolutiva, a compre-
ensão, aceitação e atuação coerente com tal realidade são os fundamentos para a adultidade cons-
ciencial.

Poderes. Essa ligação positiva com a realidade depende de “elos” sadios firmados pelo desen-
volvimento de potencialidades11 inerentes a todos os seres humanos. Da mesma forma, no amadureci-
mento consciencial a conduta interdependente vem da aplicação sustentável dos atributos conscienci-
ais, implicando a autossuficiência das próprias necessidades evolutivas e o direcionamento assistencial
de intenções e ações.

Constituintes. Eis, em ordem alfabética, 7 (sete) atributos constituintes da adultidade cons-


ciencial:
1. Autocoerência: autonomia cosmoética regrada por princípios, sem subnível.
2. Autoconfiança: reconhecimento e segurança quanto às capacidades pessoais.
3. Cognoscibilidade: entendimento teático e mais isento de si e do mundo (IE).
4. Integridade: autossuficiência digna na satisfação de necessidades pessoais.
5. Interassistencialidade: vínculo sadio consigo e com o mundo (minipeça).
6. Responsabilidade: seriedade ao assumir os bônus e ônus das ações pessoais.
7. Realismo: aceitação pacífica da realidade nua e crua sem drama ou rebeldia.

Amparadores. Em tese, os amparadores extrafísicos de função ligados aos trabalhos do Maxi-


mecanismo Multidimensional Interassistencial são exemplos desta condição de maturidade relativa.

Diferenças. Enquanto a adultidade somática tem por referencial primário a Cronologia, a a-


dultidade consciencial segue os parâmetros da Holomaturologia. Eis, na tabela abaixo, 8 diferenças
identificáveis entre as adultidades somática e consciencial:

Tabela 1 – Diferenças entre Adultidade Somática e Consciencial


os
N Adultidade Somática Adultidade Consciencial
1. Instinto e mesologia determinantes Interações conscienciais determinantes
2. Desafio de superação do porão consciencial Desafio de libertação de interprisões
3. Trabalhador responsável Amparador técnico
4. Processo de maturação Processo de holomaturação
5. Identidade funcional Identidade interassistencial
6 Vínculo ao Estado Vínculo ao Maximecanismo
7 Interdependência socioeconômica12 Interdependência evolutiva
8 Funções biopsicossociais plenas Atributos conscienciais plenos

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 19

ADULTIDADE CONSCIENCIAL É A CONDIÇÃO DE SUSTEN-


TABILIDADE DA CONSCIÊNCIA ÍNTEGRA EM, PROCESSO DE

EGOCÍDIO, COM RECONHECIMENTO PROATIVO DA INTERDE-

PENDÊNCIA DIANTE DOS COMPASSAGEIROS EVOLUTIVOS.

II.2 CONTEXTO INVEXOLÓGICO


Técnicas. O curso intermissivo e as técnicas evolutivas auxiliam as conscins ainda em desen-
volvimento da adultidade consciencial a sustentarem e fixarem manifestações assistenciais na interde-
pendência evolutiva. Eis, por exemplo, 3 (três) técnicas evolutivas derivadas dos conhecimentos inter-
missivos dispostas alfabeticamente:
1. Dupla Evolutiva: a evolução pela intercooperação a 2 (dois).
2. Invéxis: a adultidade consciencial precoce facultando o compléxis.
3. Tenepes: a relação explícita entre amparador, tenepessista e assistidos.

Precocidade. Sendo a invéxis a técnica da máxima dinamização evolutiva da vida, a afirma-


ção precoce da liberdade e da assistencialidade devem ter início antes da maturidade biológica, por
isso a atenção aos limites cronológicos para aplicação da técnica.

Conquistas. Em hipótese, a vivência da interdependência evolutiva predispõe, no contexto da


Invéxis, a estas 5 (cinco) conquistas evolutivas, elencadas em ordem lógica:
1. Físico: a condição paradoxal do pesquisador independente.
2. Bioenergético: a automegaeuforização voluntária.
3. Afetivo: a eudemonia cosmoética vivenciada a 2 (dois).
4. Intelectual: a megagescon libertária pelo neoparadigma.
5. Parapsíquico: o binômio tenepes-ofiex em alto rendimento.

Ansiedade. Nesse quadro, é comum o jovem ter ansiedade, buscando pular etapas ao querer
atuar de forma adulta sem, contudo, superar dependências já dispensáveis e não tão óbvias, fato capaz
de gerar prejuízos à invéxis pessoal no futuro. Por exemplo, deve-se cuidar de não confundir depen-
dência com interdependência.

Exemplo. É o caso do adultescente com autonomia financeira e que permanece na casa dos
pais por dependência emocional, utilizando a justificativa de “não poder sair” por estar assistindo os
progenitores, quando a real necessidade evolutiva destes é de usufruir maior autonomia após encami-
nhar o filho. Agravante é responsabilizar a suposta necessidade de assistência dos pais e ainda querer
sair bem na fita por “se sacrificar”.

Proéxis. Em síntese, a dinâmica proexológica exemplifica bem os conceitos até então expos-
tos, pois, como a proéxis se baseia na interassistencialidade e na lei da intercooperatividade13, cuja
concepção decorre desta realidade interdependente, se o proexista não atingir a maturidade interde-
pendente relativa à adultidade consciencial na vida, terá sérias dificuldades para executar satisfa-
toriamente os mandatos intermissivos.

Critério. A adultidade somática, na invéxis, é critério para a organização das tarefas proexo-
lógicas no tempo, facultando a vivência precoce da adultidade consciencial.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


20 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

NA INVÉXIS, A ADULTIDADE CONSCIENCIAL


É META PRIORITÁRIA PARA ATINGIR NA FASE

PREPARATÓRIA DA PROÉXIS, SE POSSÍVEL

ANTES MESMO DA ADULTIDADE SOMÁTICA.

II.3 CASUÍSTICA DO AUTOR


Mesologia. Se, por um lado, na mesologia do autor, a ampla liberdade de escolha usufruída no
grupocarma familiar tenha sido positiva para refrear o ímpeto autorrepressor, por outro lado serviu por
fortalecer traços ligados ao temperamento artístico e a dificuldades relativas ao trabalho, pois durante
a adolescência e pós-adolescência nunca teve a necessidade imperiosa de trabalhar para sobreviver.

Dependência. Assim, a ressoma em grupocarma de materpensene hedonista somada à para-


genética política e religiosa, favoreceram a manutenção da dependência nesta vida, já no início da pós-
adolescência manifestada em praticamente todos os âmbitos existenciais, notadamente nestes 5:
1. Despriorização do trabalho e da carteira de motorista;
2. Descompensações e assédios extrafísicos acarretados por hábitos materialistas;
3. Relações afetivas em base codependente;
4. Necessidade de reconhecimento expressa em incursões na arte e na política;
5. Pensamento represado aos dogmas da ideologia marxista.

Reciclagens. Neste contexto, o acesso à Conscienciologia e à técnica da invéxis representou


ponte para a liberdade. Após intenso movimento de reciclagens, por meio do voluntariado, do grinvex,
da tenepes, da docência, e principalmente pela publicação de gescons, pouco a pouco, o autor foi se li-
berando das manifestações dependentes. Com o objetivo de aprofundar a conexão com as tarefas pro-
exológicas, a mudança para Foz do Iguaçu com a parceira e futura duplista foi marco neste processo.

Invexibilidade. A priorização da interassistência tarística neste período foi decisiva para recu-
peração de cons e amadurecimento acelerado. Porém, o aniversário de 26 anos e o início da adultidade
somática proporcionaram nova crise existencial, pois embora estivesse no período de consolidação da
mudança para Foz do Iguaçu, a dependência financeira da família causava autoassédio pela dimi-
nuição da invexibilidade.

Subnível. Vendo o potencial assistencial em subnível, e em autoconflito diante da carreira, es-


te autor passou por diversos momentos profissionais e experiências empreendedoras que não frutifi-
caram. A inexperiência dava margem a idealizações, crenças irracionais e perfeccionismos que retro-
alimentavam mecanismos de fuga e insatisfação. Além disso, a ideia dogmática de querer construir
identidade idealizada, diversa da qual efetivamente possuía, atrapalhou o processo de afloramento do
megatrafor, e a decorrente assunção de responsabilidades assistenciais na profissão.

Grupocarmalidade. Outro fator até então despercebido é que a dependência financeira era
somente cenário extraconsciencial no qual se manifestava a dependência emocional frente à relação
com conscin do grupocarma familiar. Este autor via a relação como aparentemente positiva, porém
a certa altura percebeu não conseguir elaborar simples lista de trafores da citada conscin e não tinha
noção da repercussão transversal desta interação na própria vida.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 21

Ressignificação. Experiências retrocognitivas propiciaram compreensão mais ampla da rela-


ção a ponto de perceber que a falta de perdão do autor contribuía para trancar a liberdade de todos os
membros do núcleo familiar. O auxílio de amparadores foi de importância central para o desenlace, de
modo que, sem a atuação interdependente em outras áreas da vida, fixada pela própria invéxis, tal em-
preitada teria sido mais difícil ou delongada.

Fatores. Na visão deste autor, o esforço autoconsciente pela correção da intencionalidade foi
fator determinante para conseguir acessar mais informações quanto à autorrealidade e desencadear
mudanças na vida intrafísica. Esse processo ocorreu ao mesmo tempo em que houve assunção mais
profunda do megatrafor e das singularidades assistenciais e autorreconhecimento do papel no grupo
evolutivo de intermissivistas.

Início. Em essência, esse processo ocorreu durante a escrita e revisão desta gescon, e atual-
mente, devido à mudança estrutural ocorrida na vida, este autor considera vivenciar o início da adulti-
dade consciencial, buscando consolidar a interdependência evolutiva de modo franco e transparente ao
longo da fase preparatória.

EM SE TRATANDO DE EVOLUÇÃO CONSCIENCIAL, NÃO


HÁ GAMBIARRA, REMENDO, IMPROVISO, ATALHO OU NE-

GOCINHO CAPAZ DE BURLAR AS DIFERENTES ETAPAS

DA HOLOMATURAÇÃO. SEJAMOS ADULTOS REALISTAS.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Liberdade. Assim como não há invéxis sem liberdade de manifestação, não haverá liberdade
se a conscin mantiver dependências espúrias com instituições, consciências ou ideias anacrônicas.
A independência, nesse sentido, é reflexo de autossegurança e autossustentabilidade nas manifestações
conscienciais.

Adultidade. Embora positiva, a simples troca da infância dependente pela juventude indepen-
dente ainda não basta para a consciência ser considerada adulta perante a evolução. Isso vem com
a compreensão e aceitação ativa das realidades intra e extraconscienciais interdependentes e com
a atuação interassistencial fraterna e autêntica.

Conclusão. Com finalidade de auxiliar nos estudos teáticos da holomaturidade, em especial no


contexto da Invéxis, este artigo buscou conceituar e relacionar a interdependência evolutiva e a adulti-
dade consciencial, e explorou a casuística pessoal do autor para ilustrar tal movimento.

Convite. Resta o convite aos pesquisadores interessados em aprofundar ou refutar as ideias


aqui expostas.

NOTAS
1. Existem outros artigos que tratam da adultidade no contexto da Invéxis, a partir de outros enfoques na
bibliografia consultada.
2. De acordo com Zaslavsky (2018, p. 112), o método conscienciológico consiste no registro de autovivências
interdimensionais buscando generalizações (idiografia paranomotética).

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


22 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

3. “A dependência indireta é o estado ou qualidade da dependência atuando indiretamente na conscin, homem ou


mulher, devido às circunstâncias inarredáveis ou naturais da própria vida humana, seja em base social, financeira, energética,
intelectual ou emocional” (Vieira, 2008; Dependência Indireta).
4. A lei da autossuficiência consciencial é hipótese formulada em acoplamento energético com consciexes ocor-
rido em dinâmica parapsíquica da Paradireitologia em 14/02/2019, a ser desenvolvida em trabalhos futuros.
5. Dicionário Novíssimo Aulete, Geiger (2011, p. 783).
6. O primeiro discernimento é o ato ou a atitude inicial de inteligência evolutiva na qual a conscin lúcida põe
o próprio ego em plano secundário, exaltando a interassistencialidade direta, teática, às consciências, sem quaisquer influên-
cias materialistas, religiosas, sectárias ou místicas.
7. Há verbete na Enciclopédia da Conscienciologia com definição diferente da deste trabalho, de autoria de Aline
Bittencourt (Interdependência Evolutiva).
8. Segundo Loche (2012, p. 276), “a identidade interassistencial é o conjunto de características e circunstâncias
particulares, singulares, capazes de distinguir determinada conscin ou consciex no contexto das relações de ajuda mútua pró-
evolutiva”.
9. Ver Seção Argumentologia do verbete “Livre Arbítrio”, de Luimara Shmidt.
10. Segundo o Overstreet (1978, p. 27), o “indivíduo humano não é auto-suficiente – sua sobrevivência física
depende do acesso constante a recursos externos a seu organismo. Da mesma forma, seu desenvolvimento numa
individualidade psíquica depende de suas ligações, de um modo ou de outro, com o meio ambiente. (...) A vida plena e feliz
é a que decorre dentro de suas possibilidades, através das liga-ções com o real.”
11. Ao pensar nessa relação do indivíduo com o mundo, Overstreet defende uma ideia de maturidade complexa,
considerada por este autor como forma rudimentar da concepção conscienciométrica da consciência, que depende de, pelo
menos, 6 “elos” ou critérios: conhecimento; responsabilidade; comunicação; sexualidade madura; altruísmo e visão de com-
junto (1978, p 51). Assim, ao propor a teoria da oposição maturidade-imaturidade, distancia-se de raciocínios simplistas da
moral (bom/mau) ou do acúmulo estéril de conhecimento (conhecedor/ignorante) para avaliar o cresci-mento psicológico do
ser humano (p. 62).
12. A interdependência socioeconômica é a condição ou qualidade de dependência mútua, relativa, entre as
conscins quanto à satisfação das necessidades básicas da vida intrafísica, considerando-se os aspectos sociais e econômicos.
Por exemplo, o trabalho desempenhado por alguém possui função social específica, e visa à satisfação não só da necessidade
de sobrevivência física do indivíduo, mas do interesse da sociedade nos resultados deste trabalho, de modo que a necessidade
social ditará o valor de sua consecução (monetizável ou não). No mundo globalizado de hoje, é impossível viver sem de-
pender dos fatores econômicos e sociais da existência intrafísica. Veja o exemplo do imenso mercado online que está se fir-
mando após o desenvolvimento da internet.
13. Lei da intercooperatividade. “As programações existenciais, embora personalíssimas, são para-doxalmente,
até certo ponto, interdependentes, e, ao mesmo tempo, não competitivas ou, muito pelo contrário, intercooperativas” (Vieira,
2011, p. 21).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


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8. Idem; Dependência Indireta; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N.
742 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 02.01.2008; disponivel em: <
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9. Zaslavsky, Alexandre; Metodologia da Pesquisa Conscienciológica: Proposta de Fundamentos Balizadores
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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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6. Idem; Atributo Consciencial; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N.
218 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 26.04.2006; disponivel em: <
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7. Idem; Autonomia; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 913
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8. Idem; Bússola Intraconsciencial; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
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9. Idem; Conciliação das Interdependências; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
Conscienciologia; verbete N. 2.193 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 30.01.2012; disponivel em: <
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10. Idem; Definitividade; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 386
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 10.11.2006; disponivel em: <
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11. Idem; Dependência; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 495
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 20.03.2007; disponivel em: <
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12. Idem; Estágio Maturológico; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N.
1.633 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 18.07.2010; disponivel em: <
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13. Idem; Eudemonia Cosmoética; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
N. 121 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 01.01.2006; disponivel em: <
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14. Idem; Heteronomia; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 781
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 16.02.2008; disponivel em: <
http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >.
15. Idem; Infrangibilidade; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 645
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 11.09.2007; disponivel em: <
http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >.
16. Idem; Paraconstructura; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N.
1.532 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 09.04.2010; disponivel em: <
http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >.
17. Idem; Pesquisador Independente; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
verbete N. 190 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 24.03.2006; disponivel em: <
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MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


24 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

18. Idem; Ponteiro Consciencial; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
N. 17 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 31.08.2005; disponivel em: <
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19. Idem; Porão Consciencial; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 8
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 20.08.2005; disponivel em: <
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20. Idem; Primeiro Discernimento; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
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21. Idem; Subadultidade; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 732
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 21.12.2007; disponivel em: <
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22. Idem; Autosseguranciologia; verbetes; Em: Vieira, Waldo; Dicionário de Argumentos da Conscienciologia;
revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 1.552 p.; 1 blog; 21 E-mails; 551 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 18
fotos; 1 microbiografia; glos. 650 termos; 19 websites; alf.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Associação Internacional Editares; Foz
do Iguaçu, PR; 2014. Páginas 437-439.
23. Idem; Interassistenciologia; verbetes; Em: Vieira, Waldo; Dicionário de Argumentos da Conscienciologia;
revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 1.552 p.; 1 blog; 21 E-mails; 551 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 18
fotos; 1 microbiografia; glos. 650 termos; 19 websites; alf.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Associação Internacional Editares; Foz
do Iguaçu, PR; 2014. Páginas 437-439.
24. Idem; Abertismo Consciencial; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
N. 1 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 09.08.2005; disponivel em: <
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25. Idem; Adulto-Criança; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 312
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 12.08.2006; disponivel em: <
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26. Idem; Amparador Extrafísico; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete
N. 927 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 05.08.2008; disponivel em: <
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27. Idem; Atitude pró-amparador extrafísico; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
Conscienciologia; verbete N. 217 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 25.04.2006; disponivel em: <
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28. Idem; Conscienciograma: Técnica de Avaliação da Consciência Integral; revisor Alexander Steiner; 344 p.;
150 abrevs.; 106 assuntos das folhas de avaliação; 3 E-mails; 11 enus.; 100 folhas de avaliação; 1 foto; 1 microbiografia; 100
qualidades da consciência; 2.000 questionamentos; 100 títulos das folhas de avaliação; 1 website; glos. 282 termos; 7 refs.;
alf.; 21 x 14 cm; br.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1996; páginas 8 a 251.
29. Idem; Temas da Conscienciologia; revisores Alexander Steiner; Cristiane Ferraro; & Graça Razera; 232 p.; 7
seções; 90 caps.; 10 diagnósticos; 15 E-mails; 115 enus.; 1 foto; 1 microbiografia; 10 pesquisas; 30 testes
conscienciométricos; 2 tabs.; 2 websites; 16 refs.; alf.; ono.; 21 x 14 cm; br.; Instituto Internacional de Projeciologia e
Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997. página 124.

MORENO, Igor. Interdependência Evolutiva e Adultidade Consciencial. 12-24.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 25

SEÇÃO: INVÉXIS E AMIZADES

PORÃO CONSCIENCIAL, GRUPALIDADE E RECICLAGEM


DAS AMIZADES OCIOSAS
CONSCIENTIAL BASEMENT, GROUPALITY AND RECYCLING OF IDLE FRIENDSHIPS

SÓTANO CONCIENCIAL, GRUPALIDAD Y RECICLAJE DE LAS AMISTADES OCIOSAS

Guilherme Matos*

* Natural de Salvador, BA, reside em Foz do Iguaçu, PR. 26 anos. Médico, resi-
dente em Clinica Médica. Voluntário da Associação Internacional de Inversão
Existencial (ASSINVÉXIS).

guilhermeribeiromatos@gmail.com

Palavras-chave Resumo. O presente artigo aborda as relações entre porão consciencial e grupalidade,
e discute a hipótese de a grupalidade patológica e as más influências agravam o porão
Companhias; consciencial, assim como a grupalidade sadia e as amizades evolutivas facilitam a sua
Grupalidade; superação precoce, tendo a reciclagem das amizades grande pertinência evolutiva. Re-
Intermissivista; visa-se aspectos neuropsicossociais do desenvolvimento do ciclo de vida da infância
à pós-adolescência que embasam o entendimento da imaturidade nestas fases de vida.
Invéxis;
Propõe-se ferramentas à autorreflexão do leitor sobre a superação do porão e da reci-
Más Influências; clagem das amizades, com vistas à aplicação efetiva da invéxis, priorização da proéxis
Porão Consciencial. e dinamização evolutiva.

Abstract. The present article approaches the relationship between the consciential ba-
Keywords sement and groupality, and discusses the hypothesis that pathological groups and bad
influences aggravate the consciential basement, whereas healthy groups and evolu-
Companies;
tionary friendships facilitate its earlier overcoming, with recycling of friendships ha-
Groupality; ving great evolutionary pertinence. Neuropsychosocial aspects of the life cycle deve-
Intermissivist; lopment are reviwer from childhood to post-adolescence that support the understand-
Invexis; ding of immaturity in these life stages. It provides tools for the reader's self-reflection
Bad Influences; about overcoming the consciential basement and recycling of friendships, in order to
effective application of invexis and proexis and evolutionary dynamism prioritization.
Consciential
Basement. Resumen. El presente artículo aborda las relaciones entre sótano conciencial y grupa-
lidad, discute la hipótesis de que la grupalidad patológica y las malas influencias agra-
van el sótano conciencial, así como la grupalidad saludable y las amistades evolutivas
Palabras-clave
facilitan la superación más precoz, teniendo el reciclaje de las amistades gran perti-
Compañías; nencia evolutiva. Se revisa aspectos neuro psicosociales del desarrollo del ciclo de vi-
Grupalidad; da, de la infancia a la pos-adolescencia, que basan el entendimiento de la inmadurez
Intermisivita; en estas fases de la vida. Se propone herramientas a la auto reflexión del lector sobre
Invéxis; la superación del sótano conciencial y del reciclaje de las amistades, con vistas a la
aplicación efectiva de la invéxis y, priorización de la proéxis y dinamización evo-
Malas influencias,
lutiva.
Sótano conciencial.

MATOS, Guilherme. Porão Consciencial, Grupalidade e Reciclagem das Amizades Ociosas.25-34.


26 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO
Porão. O porão consciencial é a fase imatura da manifestação da consciência na nova vida in-
trafísica, manifestada principalmente na juventude – da infância à pós-adolescência – com exacerba-
ção dos trafares mais patológicos e instintos subumanos.

Postura. Essa fase de imaturidade pode ser propícia para comportamentos e posturas antievo-
lutivas de risco para a conscin, por predispor às atitudes impensadas, comprometimentos e compro-
missos irreversíveis de modo irrefletido.

Aprofundamento. A saída precoce do porão consciencial é meta prioritária à conscin inter-


missivista jovem, para aproveitamento útil da vida humana, e as técnicas, meios e ferramentas para
isso são aprofundados em especial pelos invexólogos, ou pesquisadores da Invexologia.

Grupalidade. A grupalidade é a qualidade do conjunto de pessoas dispostas proximamente,


formando o todo grupal ou o grupo (VIEIRA, 2007). A qualidade das relações com grupos, pares ou
companhias são de grande importância no curso da vida, por influenciar os comportamentos, hábitos,
inclinações, preferências e escolhas, tendo grande impacto no saldo evolutivo de uma vida humana.

Objetivo. O objetivo do presente artigo é discutir as relações entre o porão consciencial


e a grupalidade, visando a ampliação do entendimento das influências das companhias intrafísicas da
conscin jovem e a exacerbação ou atenuação do seu porão consciencial, notadamente nas fases da ado-
lescência e pós-adolescência.

Secundário. Este artigo tem como objetivo secundário revisar os aspectos neuropsicossociais
do desenvolvimento do ciclo de vida da infância à pós-adolescência que embasam o entendimento
e a compreensão dos comportamentos e manifestações das conscins nestas fases de vida.

Metodologia. Na pesquisa para a elaboração deste artigo foram utilizados: pesquisas investi-
gativas sobre o desenvolvimento do ciclo de vida, as fases da adolescência e pós-adolescência, o porão
consciencial, o comportamento antissocial e a delinquência juvenil. As fontes utilizadas foram livros,
artigos, estudos e sites, em paralelo com a bibliografia conscienciológica.

Hipótese. Este artigo discute a hipótese, para a reflexão e ponderação, de que a grupalidade
patológica e as más influências agravam o porão consciencial, assim como a grupalidade sadia e as
amizades evolutivas facilitam a saída mais precoce e a superação do porão consciencial, fazendo a re-
ciclagem das amizades de grande pertinência evolutiva.

Reciclagem. O artigo também fornece ferramentas para a autorreflexão do leitor sobre a supe-
ração do porão consciencial e da reciclagem das amizades, com vistas à aplicação efetiva da invéxis,
a priorização da proéxis e a dinamização evolutiva.

Estrutura. O corpo artigo está estruturado em: I. Porão Consciencial e II. Grupalidade

I. PORÃO CONSCIENCIAL
Definição. Segundo Vieira (2018):
O porão consciencial é a fase de manifestação infantil e adolescente da consciência
humana (conscin, Homo sapiens sapiens), até chegar ao período da adultidade, ca-
racterizada pelo predomínio dos traços-fardos (trafares, taras pessoais) mais primi-
tivos da consciência multiveicular (holossoma), multidimensional (dimensões cons-
ciênciais), multiexistencial (seriéxis), multimilenar (tempo histórico), paragenética
e holobiográfica.

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Intrafisicalidade. O porão consciencial é fase inicial comum à maioria das conscins em nova
vida humana, geralmente predomina no primeiro terço da vida. Neste período, sobressaem comporta-
mentos imaturos por parte do jovem, fruto da inexperiência e dos instintos e impulsos.

Traços. Segundo Nonato et al (2011, p.79), são traços relacionados ao porão consciencial: im-
pulsividade, imprudência, rebeldia, desorganização, dispersividade, agressividade, alienação, atenção
saltuária, autoritarismo, “boa-vidismo”, egocentrismo, hedonismo, impaciência, impontualidade, indis-
ciplina, orgulho, possessividade, preguiça, sarcasmo, entre outros.

Holomaturidade. Este artigo aborda as influências neurofisiológicas e sociais, relacionadas às


companhias intrafísicas, na vivência do porão consciencial. Porém vale ressaltar a preponderância da
inteligência evolutiva e da consciencialidade do indivíduo nas escolhas e vivências da vida intrafísica,
prevalecendo inclusive sobre a genética e a mesologia. Quanto maior a holomaturidade da conscin,
menor será a submissão ao porão consciencial.

Imaturidade. O porão consciencial pode ser substanciado na adolescência pelas alterações


hormonais, puberdade, busca pela identidade, instintos, imaturidade afetiva-emocional-sexual, pelas
más influências dos pares e pela imaturidade cerebral.

I.1. DESENVOLVIMENTO NEUROPSÍQUICO: O CÉREBRO NA JUVENTUDE

Cérebro. Segundo Papalia (2013, p. 392),“na adolescência o cérebro ainda não é totalmente
maduro e mudanças dramáticas nas estruturas cerebrais envolvidas nas emoções, no julgamento, orga-
nização do comportamento e autocontrole ocorrem entre a puberdade e o início da vida adulta.”.

Córtex. O córtex pré-frontal, que é fundamental para o julgamento e a supressão do impulso,


ainda é imaturo. Os sistemas corticais frontais ainda não estão desenvolvidos, e ainda ocorrem mudan-
ças drásticas na estrutura e na composição do córtex frontal: “na adolescência, o aumento na subs-
tância branca típica do cérebro infantil continua nos lobos frontais”.(PAPALIA, 2013,p.393 e 446;
KUHN, 2006, p. 59)

Conexões. Ainda segundo Papalia (2013, p. 394):


A desativação de conexões dendríticas não utilizadas durante a infância resulta em
uma redução na densidade da substância cinzenta (células nervosas), aumentando
a eficiência do cérebro. Este processo começa nas porções posteriores do cérebro
e move-se para a frente. Na maior parte das vezes, entretanto, ele ainda não alcançou
os lobos frontais na época da adolescência.

I.2. O QUE EMBASA OS COMPORTAMENTOS DE RISCO E AS IMATURIDADES?

Redes. A propensão para comportamento de risco parece resultar da interação de duas redes
cerebrais (STEINBERG, 2007):
1. Uma rede socioemocional que é sensível a estímulos sociais e emocionais, tal como a influ-
ência dos pares.
2. Uma rede de controle cognitivo que regula as respostas a estímulos.

Comportamento. A rede socioemocional torna-se mais ativa na puberdade, enquanto a rede


de controle cognitivo amadurece mais gradualmente até o início da idade adulta. Segundo esses pes-
quisadores, isso poderia explicar a tendência a explosões emocionais e a comportamento de risco na
adolescência, ocorrendo ainda mais frequentemente em grupos.

Impulsividade. Os sistemas corticais frontais ainda não desenvolvidos associados à motiva-


ção, impulsividade e adicção poderiam explicar, por plausibilidade, porque os adolescentes buscam

MATOS, Guilherme. Porão Consciencial, Grupalidade e Reciclagem das Amizades Ociosas.25-34.


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excitações e novidades, permitem que os sentimentos se sobreponham à razão e por que muitos têm
dificuldade para se concentrar em metas de longo prazo (PAPALIA, 2013).

Megapensene. Juventude: predomínio instintivo (VIEIRA, 2009, p. 227).

I.3. SUPERAÇÃO OU SAÍDA DO PORÃO CONSCIENCIAL

Conscienciograma. Qual foi, ou é, o seu porão consciencial ante a prudência imberbe, os im-
pulsos irracionais, a rebeldia juvenil e a grupalidade autoconsciente? A mídia sociopática domina
você? (VIEIRA, 1996, p. 60).

Superação. O porão consciencial é fase comum ao início da vida de todas as conscins após
a ressoma, em maior ou menor grau, incluindo as conscins que admitem ter passado por Curso Inter-
missivo (CI) pré-ressomático, ou intermissivistas.A superação ou saída mais precoce do porão cons-
ciencial é meta de vida do intermissivista, e é um dos pilares da aplicação da inversão existencial.

Evitações. Algumas experiências negativas ou atitudes antievolutivas realizadas nesta fase de


menor lucidez podem até ter repercussões para o resto da vida. Certos comprometimentos ou condi-
ções podem ser restringidoras da própria liberdade, impossibilitando inclusive a aplicação da invéxis,
como por exemplo: gestação humana, aborto humano, casamento, coleiras do ego, acidentes marcan-
tes, dependência química, entre outros.

Liberdade. Deste modo, o jovem pode comprometer a própria vida ainda no início, a partir de
atitudes realizadas em fase da vida na qual ainda não alcançou maturidade ou lucidez. Este raciocínio
embasa as evitações na invéxis, cujo objetivo é manter máxima liberdade de atuação assistencial
e o planejamento máximo da vida humana visando o compléxis.

Autocrítica. A autocrítica é base fundamental para a elucidação das posturas errôneas, trafa-
res, imaturidades e gargalos desta fase de vida. Segundo Nonato et al (2011, p. 80), “o porão conscien-
cial fornece um mapa de prioridades quanto à autossuperação”.

Inversão. A invéxis visa aquisição de maturidade precocemente, através da inversão da matu-


ridade. A superação dos instintos, emoções subumanas e estímulos hormonais dão lugar à recuperação
gradativa de cons intermissivos e ao discernimento mentalsomático.

Voluntariado. Através do contato precoce com tarefas assistenciais, o jovem passa a estar
mais disponível para assistir os outros, e isto pode auxiliar na mudança de foco do próprio ego para
a humanidade e parahumanidade, e pode servir de estímulo para as autossuperações.

Ferramentas. Podemos citar como ferramentas disponíveis na Conscienciologia para o auxí-


lio às autorreflexões e superação do porão consciencial: voluntariado conscienciológico, docência iti-
nerante,debates públicos, participação em Grinvexes, participação em dinâmicas parapsíquicas, labo-
ratórios, cursos de aprofundamento, congressos, técnicas para o desenvolvimento do domínio energé-
tico, técnicas para o desenvolvimento da projetabilidade lúcida, conscienciometria, consciencioterapia,
escrita conscienciológica, enciclopédia da conscienciologia, leitura de revistas e obras, entre outros.

II. GRUPALIDADE
Definição. Dentro do universo da Parassociologia, a grupalidade é a qualidade do grupo evo-
lutivo da consciência, a condição da evolutividade em grupo(VIEIRA, 1994), ou a qualidade do com-
junto de pessoas dispostas proximamente, formando o todo grupal ou o grupo. (VIEIRA, 2007)

Grupos. Na vida intrafísica, os grupos, companhias ou pares influenciam de sobremaneira


a conscin, atuando como fonte de pressão em favor de comportamentos, preferências, experiências e

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posturas. A grupalidade da conscin inclui diretamente as amizades, a família, a vizinhança, os colegas


de estudos, os colegas de trabalho e as relações afetivo-sexuais.

Mesologia. A sociedade intrafísica, ou socin, traz consigo o conjunto de regras, tendências


e pressões socioculturais, sendo estes os componentes da mesologia. O padrão de pensamentos,
sentimentos e energias imbuído nestes ambientes constitui os holopensenes. Segundo Nonato et al
(2011, p.136), “O holopensene social favorece ações autômatas, sem reflexão, crítica ou questiona-
mento. Quanto maior a acomodação da pessoa, menor será a resistência à pressão de grupos intra e ex-
trafísicos.”

Vulnerabilidade. Os jovens podem estar mais sujeitos ou vulneráveis a tomar atitudes e fazer
escolhas influenciados pela mesologia e companhias intrafísicas, em função da inexperiência, per-
sonalidade ainda em formação e indefinição ou falta de reflexão sobre os valores e princípios pessoais.

II.1. COMO SE DÁ A INTERFERÊNCIA DAS COMPANHIAS DOS JOVENS NOS COMPORTA-


MENTOS ANTISSOCIAIS E DE RISCO?

Acolhimento. Na juventude, em função da busca pela autoidentidade e formação da persona-


lidade, as relações são importante fonte de apoio emocional.Os grupos de pares são fonte de afeto,
acolhimento, compreensão e orientação moral, ambiente para experimentação e formação de relacio-
namentos íntimos que servem de ensaio para a intimidade adulta, e um ambiente para conquistar auto-
nomia e independência dos pais.(PAPALIA, 2013)

Confiança. Segundo Papalia (2013 p. 442), os adolescentes começam a confiar mais nos ami-
gos do que nos pais na busca de intimidade e troca de confidências, com tendência de envolvimento
em comportamentos levemente antissociais para demonstrar aos amigos a sua independência de regras
parentais e disposição a violar regras para obter aprovação dos pares e popularidade.

Experimento. Em estudo experimental, realizado na Filadélfia com 306 adolescentes, foi uti-
lizado videogame para mensurar a influência à propensão de riscos. Em todas as faixas etárias, a pro-
pensão ao risco era mais alta na companhia dos pares do que sozinho, porém mais evidente para os
participantes mais jovens. (GARDNER; STEINBERG, 2005)

Drogas. A influência do grupo, assim como irmãos mais velhos e seus amigos, no consumo de
tabaco, bebida e drogas ilícitas foi extensivamente documentada pelo centro CASA (Center on Addi-
ction and Substance Abuse), da Columba University. A incidência do primeiro contato e consumo des-
sas substâncias é significativamente maior por influência dos pares.

Antissociais. Os adolescentes antissociais tendem a ter amigos antissociais, e seu comporta-


mento antissocial aumenta quando eles se associam uns aos outros. Os jovens gravitam em torno de
outros que foram criados como eles e que têm um desempenho escolar, um ajustamento, e tendências
pró-sociais ou antissociais semelhantes (PAPALIA, 2013).

Comportamento. Em contrapartida, adolescentes que têm amizades íntimas, estáveis e solidá-


rias, geralmente têm opinião favorável a respeito de si mesmos, bom desempenho escolar, são
sociáveis e tendem a ter estabelecido vínculos fortes com os pais (PAPALIA, 2013). Segundo Papalia
(2013 p.410),“Adolescentes que são mais avançados no raciocínio moral tender a ser mais morais em
seu comportamento bem como mais bem ajustados e com competência social mais alta”.

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II.2 A AUTOANÁLISE RACIONAL DAS AMIZADES SEGUNDO O PARADIGMA CONSCIENCIAL

Amizades. No senso comum, o termo “amizade” é associado, quase sempre, a conotação po-
sitiva e hígida, pois as relações de amizade inspiram a pensar em bons momentos, crescimento pessoal
em conjunto e saúde consciencial.

Neutralidade. Porém a amizade é condição que pode ser, a depender do caso, homeostática
ou nosográfica.Como exemplo de amizade nosográfica, a Conscienciologia propõe o termo Amizade
Ociosa (VIEIRA, 2018. p. 768 e 803; VOGT, 2018, p. 786).

Ociosidade. As amizades ociosas são, segundo Nonato, et a l(2011, p. 141), “relações


interpessoais de afeição cujo único objetivo comum, geralmente, é a diversão e o lazer”. O vínculo
interconsciencial nas amizades ociosas é danoso e improdutivo para ambos os elementos, bilateral-
mente, em função da monopolização do tempo e da energia da relação para atividades infrutíferas
evolutivamente.

Reciclagem. A reflexão sobre as amizades intrafísicas do jovem pode levar ao esclarecimento


sobre a necessidade de reciclar as companhias. A reciclagem das amizades é aspecto fundamental den-
tro da técnica da invéxis, considerando o grande impacto que as companhias podem ter no saldo evo-
lutivo da vida.

Megapensene. Evitemos amigos tóxicos. (VIEIRA, 2009)

Evolução. Em contrapartida, as amizades evolutivas sadias são vínculos de afeição mais ma-
dura, os quais geram crescimento, saldo evolutivo e assistência a outras consciências. Estas podem ser
verdadeiros alicerces para a evolução e o cumprimento da proéxis, a exemplo da amizade intermissiva.

Intermissão. “A amizade intermissiva é o vínculo interconsciencial fortalecido durante o cur-


so intermissivo, contribuindo de maneira sinérgica ao desenvolvimento dos trabalhos assistenciais da
conscin na vida atual”. (NONATO et al 2011, p 141)

Comparação. Eis tabela comparativa entre amizade ociosa e intermissiva, transcrita do livro
Inversão Existencial (NONATO et al. 2011, p 142):
Tabela 1 – Comparação entre amizade ociosa e intermissiva
os
N Amizade Ociosa Amizade Intermissiva
01. Apedeutismo parapsíquico Autopesquisa parapsíquica
02. Autocorrupção crassa Primórdio da incorruptibilidade
03. Autoincoerência velada Autocoerência visível
04. Carência afetiva (dependência) Maturidade afetiva (autonomia)
05. Conscin dissimulada Conscin autêntica
06. Empobrecimento evolutivo Enriquecimento evolutivo
07. Extensão do egoísmo pessoal Expansão da assistencialidade
08. Interprisão grupocármica Liberdade de expressão
09. Lazer improdutivo Automotivação-trabalho-lazer
10. Loc externo Loc interno
11. Personalidade fraca Personalidade forte
12. Predominância psicossomática Predominância mentalsomática
13. Robéxis Autoconscientização multidimensional
14. Trafarismo Traforismo
15. Vulgaridade consciencial Invulgaridade consciencial

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Reciclagem. A reciclagem das amizades ociosas é importante para a saída do porão conscien-
cial pela conscin jovem, pois elimina os reforços aos comportamentos e posturas imaturas e aos atos
anticosmoéticos, permitindo e facilitando as reciclagens intraconscienciais de ambos.

Discernimento. O despertamento para a reciclagem das amizades parte do autodiscernimento


da conscin lúcida, que percebe a necessidade da otimização das companhias intrafísicas e da relação
estabelecida com elas. Essa motivação, em geral, tem origem na autocrítica, na noção de aproveita-
mento útil da vida humana e na valorização íntima da interassistencialidade cosmoética na prática.

Patamar. Reciclar uma amizade não significa obrigatoriamente, apesar de ser necessário em
certos casos, corte de relações ou afastamento completo, e sim a mudança de patamar para melhor da-
quela relação. Nesse caso, a conscin ao se posicionar e modificar sua postura na relação com outro,
abandonando os atos e práticas antievolutivos,dissolve o processo de monopolização inútil do tempo
e elucida outros interesses. É possível reciclar a amizade com uma consciência. Mas apesar de ser,
muitas vezes, o melhor ou o ideal, a reciclagem nem sempre é possível, em função do momento evo-
lutivo de ambos.

Disponibilidade. Em certos casos, o convívio pode ser aprimorado, beneficiar ambos e passar
a ser amizade evolutiva. Porém, não raro, a amizade pode arrefecer, e o tempo de contato diminuir,
o que prova o contraste de interesses. Vale sempre a pena a disponibilidade interassistencial mútua,
sem acumpliciamentos.

Cosmoética. Vale dizer que a reciclagem das amizades exige certo nível de frieza e calcu-
lismo cosmoético. Este autor indica que o leitor, mantendo toda a cosmoética possível e balizada pelo
princípio de “que aconteça o melhor para todos”, reflita sobre os aspectos da própria intracons-
ciencialidade que norteiam as escolhas das amizades, sua manutenção e o estilo da própria relação.

Autopesquisa. Quais os seus valores pessoais? Quais os seus objetivos assistenciais? Como
vem empregando as suas energias e os seus trafores? Como vem empregando as suas 24 horas diárias?

Companhias. Qual a qualidade das suas companhias intrafísicas? Quais os interesses por trás
das amizades pessoais? Qual a intencionalidade dos contatos humanos?

Valores.“Se o jovem candidato à invéxis tem claro para si os valores pessoais e o que deseja
para sua vida, admitindo ser egresso de curso intermissivo recente, sua interação com o meio pode ser
mais produtiva, assistencial, com menos conflitos interpessoais.” (Nonatoet al. 2011, p 137).

II.3. A PARTICIPAÇÃO EM GRINVEX, OU GRUPO DE INVERSORES EXISTENCIAIS

Definição. “O Grinvex, ou o grupo de inversores existenciais, é a reunião e vivência intrafí-


sica, conjunta, de alunos melhores dos cursos intermissivos, visando à experiência da invéxis planifi-
cada em seus mínimos detalhes.” (VIEIRA, 1994, p. 720)

Grinvexologia. Segundo Lourenço (2016, p. 53), “A Grinvexologia é a ciência aplicada aos


estudos sistemáticos, conhecimentos específicos, técnicos, paratécnicos, teáticos ou pesquisas da estru-
tura e dinâmica dos grupos de inversores existenciais.”.

Convivência. A participação em grinvex possibilita à conscin inversora conviver com outros


jovens de objetivos e valores evolutivos mais próximos aos seus, em ambiente propício à autopes-
quisa, autocrítica e interassistencialidade. Os grinvexes, além do voluntariado conscienciológico, po-

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dem constituir rede de apoio mútuo entre os jovens intermissivistas com interesse no estudo, aplicação
e aprofundamento da técnica da invéxis.

Recins. Ainda segundo Lourenço (2016, p. 59), “o efeito halo da interassistência em grupo
é evidente nos grinvexes integrados e sinérgicos, uma vez que o autocomprometimento predispõe
a consciência às recins, cujo exemplarismo catalisa as recins nos demais integrantes”.

Alicerce. Os grinvexes foram e são alicerces para o desenvolvimento teático de muitos inver-
sores, o que constitui exemplo prático do efeito benéfico da grupalidade sadia e amizades evolutivas.

Pensene. A qualidade das companhias intrafísicas e dos holopensenes dos grupos dos quais
a conscin ainda jovem participa pode ser indicador da qualidade da autopensenidade, ao menos, no
nosso atual nível evolutivo.

Ortopensata. “Quando se trata de conscins intermissivistas mais lúcidas, a amizade interdi-


mensional tem raiz na equipex pré-ressomática.”(VIEIRA, 2014, p. 75)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Frutos. Na fase da vida da infância à pós-adolescência, geralmente predominam os impulsos


dos instintos e da emocionalidade, em função da imaturidade cerebral e inexperiência da conscin jo-
vem. O porão consciencial pode gerar frutos negativos à vida do indivíduo, a depender da intensidade
e do seu grau de lucidez.

Amizades. Os atos imaturos e antievolutivos podem ser estimulados ou reforçados por com-
panhias, pares ou amizades antievolutivas, assim como as autossuperações, engajamento evolutivo
e amadurecimento podem ser alavancados por amizades evolutivas.

Discernimento. Deste modo, a reflexão sobre a interação da própria grupalidade e o porão


consciencial pode ser fundamental para a reciclagem das amizades ociosas, valendo-se a conscin do
autodiscernimento quanto ao curso intermissivo e às responsabilidades evolutivas.

Loc interno. Vale ressaltar, neste último parágrafo, que a saída do porão consciencial é de res-
ponsabilidade inteira da própria consciência, lúcida ou não da sua paraprocedência e responsabilidades
assumidas no curso intermissivo pré-ressomático. A mesologia e as companhias podem influir e inspi-
rar, porém somente a vontade e o autodiscernimento determinam o curso da própria vida humana.

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Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 35

SEÇÃO: INVÉXIS E AMIZADES

AUTOSSUPERAÇÃO DAS AMIZADES EVITÁVEIS NA INVÉXIS


SELF-IMPROVEMENT OF AVOIDABLE FRIENDSHIPS IN THE INVÉXIS

AUTOSUPERACIÓN DE LAS AMISTADES EVITABLES EN LA INVÉXIS

Felipe Manfred*
Natural de Hamburg, Alemanha, reside em Foz do Iguaçu, PR. 25 anos. Psicó-
logo, graduado em Psicologia. Voluntário da Associação Internacional de Inver-
são Existencial (ASSINVÉXIS). Participa do Grinvex Foz do Iguaçu.

felipe_manfred@hotmail.com
Palavras-chave Resumo. O presente artigo faz uma abordagem a respeito da falta de lucidez do jovem
Amizades; na escolha de suas amizades. Tem por objetivo apresentar alguns efeitos das amizades
Companhias; evitáveis na vida intra e extrafísica da conscin, bem como expor o processo de autos-
Invéxis; superação e reciclagem das mesmas até a construção de amizades evolutivas. Este es-
tudo baseia-se na casuística do autor, que no período de sua adolescência, conviveu
Reciclagem.
com consciências menos sadias e ao acessar o neoparadigma da Conscienciologia, ini-
ciou qualificação intraconsciencial norteado pela técnica da invéxis, superando suas
Keywords companhias evitáveis e abrindo caminhos para uma grupalidade mais evolutiva.
Friendships;
Abstract. The present article approaches the lack of lucidity of young people in the
Companies;
choice of their friendships. It aims to present some effects of avoidable friendships in
Invexis; the intraphysical and extraphysical life of the intraphysical consciousness, as well as
Recycling. the process of self-overcoming and recycling of these friendships until the develop-
ment of evolutionary friendships. This study is based on the author's casuistry, who li-
Palabras clave ved with less healthy consciousness in the adolescence period and when accessed to
the neoparadigm of Conscientiology began intraconsciential qualification guided by
Amistades;
the existential inversion technique, overcoming his avoidable companies and opening
Compañías; the way to a more evolutionary groupality.
Invéxis;
Reciclaje. Resumen. El presente artículo aborda la falta de lucidez del joven en la elección de
sus amistades. Tiene como objetivo presentar algunos efectos de las amistades evita-
bles en la vida intra y extrafisica de la concin, así como el proceso de autosuperación
y reciclaje de las mismas, hasta la construcción de amistades evolutivas. Este estudio
se basa en la casuística del autor, que en el período de su adolescencia, convivió con
conciencias menos sanas y al acceder al neoparadigma de la Concienciología, inició
una cualificación intraconciencial orientada por la técnica de la Invéxis, superando las
compañías evitables y abriendo caminos hacia una grupalidad más evolutiva.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


36 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO

Escolhas. É imprescindível, para quem deseja evoluir com lucidez e principalmente para o in-
versor existencial, a escolha lúcida de companhias e amizades; visto que vivemos numa realidade em
que convivemos com uma infinidade de consciências de diversos níveis evolutivos.

Invéxis. A técnica da inversão existencial constitui ferramenta singular para os que desejam
acelerar o seu processo evolutivo. Pautada na interassistencialidade, esta técnica propõe organização
de vida ainda na juventude, para que a conscin possa ser completista em sua programação existencial.

Radical. Em primeiro contato com a técnica, alguns podem sentir certo receio por acreditarem
que seja muito radical, podendo assim, castrar suas manifestações. De certa forma, a técnica da invéxis
é sim radical, pelo fato de abranger todas as áreas da vida do aplicante, fazendo com que seus inte-
resses confluam para objetivo evolutivo. Porém, ao contrário de ser castradora, a invéxis é libertadora,
pois quanto maior o nível evolutivo e de lucidez da consciência, maior a sua amplitude de atuação
e liberdade evolutiva e assistencial.

Objetivo. Desta maneira, o presente artigo visa abordar área considerada crucial para quem
almeja obter êxito na aplicação da técnica da invéxis e para quem deseja evoluir: as amizades.

Justificativa. De modo geral, em nossa sociedade, não há grande reflexão no processo de es-
colha e manutenção das amizades. Na maioria das vezes o processo de afinidade é o único critério em-
volvido nesta decisão. Sendo assim, este artigo visa auxiliar o leitor na reflexão acerca dos efeitos das
amizades na própria vida, viabilizando, consequentemente, a depuração dos critérios quanto à escolha
delas; bem como discorrer sobre a importância que elas exercem na invéxis.

Metodologia. O artigo baseia-se nas experiências pessoais do autor que durante a juventude
conviveu e relacionou-se com conscins menos equilibradas e que no decorrer de seu processo de reci-
clagens passou a desenvolver contato e estreitar relações com consciências mais positivas em relação
à evolução consciencial.

Estrutura. Este artigo está estruturado nas seguintes seções: I. Amizades Irrefletidas; II. Re-
ciclagem das Companhias; III. Convivialidade Sadia; IV. O Papel das Amizades na Invéxis;

I. AMIZADES IRREFLETIDAS

Ressoma. Ao ressomar, a conscin se insere entre variados perfis de consciências. Dentro des-
tes grupos existem consciências dos mais diversos níveis evolutivos que por meio da ressoma tem
a possibilidade maior de interação nesta dimensão material.

Grupos. Existem inúmeros tipos de consciências que por afinidade se aglomeram, formando
grupos. Cada um deles é composto por uma série de características que os discriminam tanto em rela-
ção à intraconsciencialidade, como por exemplo, ideologias, crenças e valores semelhantes; como em
relação à autoimagem, por exemplo, quando o jovem, pouco conhecedor de si mesmo, quer ser reco-
nhecido pela sociedade através do modo de se vestir e de se comportar.

Tribos. Nesse contexto, surgem as tribos urbanas, grupos que através de suas características
particulares buscam espaço na sociedade. Estes exercem papel importante na formação do adolescente
– o qual distancia-se de suas referências familiares buscando construir sua própria referência –para
formar e afirmar sua identidade. Alguns exemplos: Hippies, Patricinhas, Roqueiros, Punks.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 37

Grupocarma. Por meio da interação com consciências nesses grupos a conscin vai, aos pou-
cos, descobrindo que tem maior afinidade com certos indivíduos. A partir do estreitamento dessas rela-
ções, é que se formam as primeiras amizades.

Definição. A amizade “é o vínculo entre duas ou mais consciências que possuem algum nível
de afinidade, intimidade e afeição entre si” (SCHNEIDER, 2014).

Categorias. Schneider (2014) ainda classifica as amizades em 3 tipos:


01. Amizades Comuns: Aquelas ainda superficiais, em que há o contato, mas não o aprofun-
damento da relação. Em geral são neutras, pois não há maior envolvimento.
02. Amizades Evitáveis: Tem base nos trafares e nas fissuras pessoais e grupais. Geram pre-
juízos, pois essas relações têm bases em interesses e atitudes anticosmoéticas.
03. Amizades Evolutivas: Tipo de amizade ideal, que tem como princípio a interassistencia-
lidade e consequente dinamização evolutiva pessoal e grupal.

Seriexologia. Pela lógica da multiexistencialidade, as afinidades podem ter sido construídas


em existências pretéritas, podendo ser mais ou menos positivas.

Restringimento. Devido ao afunilamento consciencial, que gera restringimento de lucidez,


é comum, no início do período intrafísico, a conscin não ter tanto critério na escolha de suas compa-
nhias, pois ela ainda não dispõe de um percentual de lucidez suficiente para essa análise.

Porão. Esse fato somado ao Porão Consciencial, tende a levar o jovem a se relacionar com
pessoas de seu passado mais patológico, reforçando os traços negativos individuais e grupais. Na fase
do Porão Consciencial, os hormônios “a flor da pele” e a imaturidade biológica favorecem a dimi-
nuição da lucidez da conscin inexperiente, que se deixa levar pelos instintos primitivos.

Problemas. A conscin quando inserida em grupos anticosmoéticos está sujeita a todo tipo de
infortúnio relacionado às atitudes imaturas próprias e dos outros membros. Ainda que ela não esteja
diretamente ligada a alguma situação, se alguém do grupo tem envolvimento, o restante também pode
sofrer alguma consequência de tal fato.

Atrator. É comum ocorrerem pequenos acidentes e situações desagradáveis mesmo com quem
está aparentemente isento na situação. Há pessoas atratoras de acidentes, outras de brigas e assaltos
e algumas poucas, atratoras de amparadores extrafísicos. Com qual delas você deseja estar?

Interprisões. O holopensene de companhias patológicas pode gerar interprisões entre os mem-


bros, o que estreita ainda mais os laços patológicos entre os participantes. Por esse motivo com o tem-
po torna-se mais difícil desvincular-se de certos grupos.

Inexperiência. A falta de lucidez das conscins na juventude propicia laços evitáveis que
podem gerar diversos malefícios no decorrer de sua vida, a exemplo de:
01. Gravidez indesejada: Castrando a liberdade plena de manifestação.
02. Dependência química: Mutiladora do holossoma.
03. Interprisão: Necessitando recomposições.
04. Prisão (cadeia): Estigma intrafísico.
05. Perda de tempo e oportunidades: Desperdício consciencial.
06. Assédios intra e extrafísicos: Marionete ambulante.
07. Vampirizações crônicas: Estafa energética.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


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08. Acidentes: Traumas físicos e psíquicos.


09. DSTs: Algumas atualmente incuráveis.
10. Exemplarismo negativo: Legado anticosmoético.
11. Lavagem cerebral: Obnubilação.
12. Automimeses dispensáveis: Erros crônicos.
13. Aborto: Interprisão.
14. Dessoma: Quando antecipada.

Gravidade. Dentre estes itens estão alguns que são irreparáveis e que podem comprometer
o resto da atual existência intrafísica da conscin, restringindo parte de sua liberdade de atuação, poden-
do em casos extremos levar a desativação somática precoce.

Evitações. Tais comprometimentos constituem as evitações ao aplicante da invéxis, que deve


dispor de todos os recursos e liberdade de atuação para desenvolver a sua programação existencial.

Recin. Por estes fatores é prioritário para quem deseja tirar maior proveito evolutivo da sua vi-
da humana, a reciclagem de suas companhias e amizades, iniciando primeiramente com recin.

II. RECICLAGEM DAS COMPANHIAS

Autorreflexão. Em primeiro momento deve-se ter claro que a conscin não é vítima de suas
amizades evitáveis. Ela se encontra atrelada a estes grupos por afinizar-se com tal padrão.

Recin. Deste modo, quem deseja melhorar suas inter-relações deve primeiramente passar pela
reciclagem intraconsciencial. Essa recin pode ter início na autorreflexão sobre os valores e princípios
pessoais, os objetivos de vida e a finalidade das próprias relações.

Porão. Tal movimento tem relação direta com superar porão consciencial, no qual a conscin
deixa as suas posturas mais egóicas e infantis, passando a adotar posturas mais fraternas e maduras.

Técnica. Um dos objetivos da invéxis é eliminar, o quanto antes, a fase do porão consciencial
para possibilitar manifestações mais maduras. A inversão da maturidade acelera a recuperação de
cons, diminuindo o restringimento e potencializando a atuação evolutivo-assistencial da conscin.

Relações. Mudando a postura (interior), a consciência acaba por mudar o seu exterior, deste
modo ela passa inevitavelmente a rever os seus interesses, os locais que frequenta, as pessoas com as
quais convive e consequentemente as suas amizades.

Cosmoética. Por meio da autocrítica, a conscin começa a notar os atos anticosmoéticos pes-
soais e alheios procurando não mais ser cúmplice dos mesmos. Desta maneira é inevitável que, em al-
gum momento desse processo, ela acabe por desfazer laços patológicos em sua vida, pois o próprio na-
tagonismo cosmoético torna essas relações refratárias e insustentáveis.

Antagonismo. As novas posturas adotadas pela conscin que busca melhoria pessoal geram in-
cômodo no grupo que ainda mantém pensenidade auto-estagnadora. Seus novos comportamentos
refletem em suas energias e elas tornam-se antagônicas com as do grupo, gerando incompatibilidades
entre as duas partes. Este atrito, muitas vezes, tende a tornar insustentável a manutenção pacífica das
antigas amizades patológicas, culminando no rompimento natural das relações.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 39

Pressão. No início desse processo é normal sentir-se pressionado pelo grupo que está sendo
deixado para trás. As antigas companhias podem não compreender os motivos que o levaram a isso
e podem incomodar-se também pela quebra na estagnação grupal. Essa pressão dificulta a reciclagem,
porém, pode ser superada se encarada com discernimento.

Esforço. Nesses casos pode-se notar inicialmente certo esforço dos antigos colegas em trazer
de volta ou de não deixar seu antigo companheiro sair do grupo. No início mais crítico, podem ocorrer
recaídas levando a conscin que está em processo de mudança voltar a se relacionar com os antigos co-
legas e repetir antigos comportamentos.

Exemplos. Eis algumas situações que podem ocorrer quando o grupo não quer abrir mão do
membro que está em processo de reciclagem:
01. Ligações / Mensagens: insistência.
02. Convites: para festas, eventos, confraternizações.
03. Chantagem emocional: apelo psicossomático.
04. Oferta de ajuda: sem necessidade.
05. Oração: com boa intenção, mas sem discernimento.
06. Fofocas/Boatos: inconformismo manifesto.
07. Chacota: desdém reconfortante.
08. Assédio extrafísico: cobranças.

Persistência. Diante dessas questões, a conscin que deseja mudar deve manter-se firme em
seus posicionamentos até o ponto da superação de tais revezes. Eis 14 técnicas e comportamentos po-
dem ser válidas para tal sustentação:
01. EV;
02. Desapego cosmoético;
03. Distanciamento gradativo;
04. Quebra de hábitos patológicos;
05. Evitação de locais patológicos;
06. Reestruturação Pensênica;
07. Identificação de Proéxis;
08. Criação de hábitos sadios;
09. Blindagem do quarto de dormir;
10. Eliminação de bagulhos energéticos;
11. Autorreflexão de 5 horas;
12. Autoincorruptibilidade;
13. Convivialidade sadia;
14. Invéxis.

Assistência. Deve ser ressaltado: não encarar com desdém e nem apagar completamente essas
consciências da própria vida. O ideal é manter postura aberta, fraterna e assistencial para com os anti-
gos companheiros, tendo em mente que você já esteve em situação similar e cada consciência em-
contra-se em momento evolutivo singular.

Respeito. Não se pode forçar mudanças nos colegas que ainda não estão no momento pessoal
propício para isso. A insistência, mesmo com boa intenção, pode tornar-se algo nosográfico gerando
assédios e estupros evolutivos.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


40 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Exemplarismo. Uma das ferramentas mais eficazes para assistência é o exemplarismo pessoal
que, através das energias homeostáticas, é capaz de catalisar processos de reciclagens nos grupos de
convívio. Assim, a melhor maneira de prestar ajuda aos ex-colegas intra e extrafísicos, é prestando
ajuda primeiro a si próprio por meio de reciclagens constantes.

Tares. O exemplarismo por si só representa forma de exercer a avançada tarefa do esclareci-


mento, pois as energias carregam informações através de padrões pensênicos (pensamentos, senti-
mentos e energias) e causam impacto nas consciências que percebem as mudanças para melhor.

Inseparabilidade. O rompimento dessas relações não constitui algo permanente. Pela lógica
da inseparabilidade grupocármica, as consciências que se separam hoje, voltarão a se reencontrar em
novo momento da evolução.

Recomposição. Tal separação pode ser afastamento estratégico temporário, onde a conscin
mais lúcida desprende-se para se capacitar e em momento oportuno retornar e assistir seus com-
panheiros evolutivos.

Interassistência. A interassistência permeia todo o processo evolutivo. Através dessa intera-


ção, as consciências vão alcançando patamares cada vez mais evoluídos, o ideal é sempre se permitir
exercer, conforme for necessário, tanto o papel de assistido como de assistente perante o grupocarma.

III. CONVIVIALIDADE SADIA

Restruturação. Assentadas as bases da reciclagem recente, a conscin deve procurar compa-


nhias de consciências que sejam convergentes com as suas mudanças e os seus objetivos. Essas aju-
dam a conscin a fixar a recin, agindo como pilar de sustentação em sua vida.

Escolhas. Embora em menor número, existem diversos grupos de pessoas positivas em nossa
sociedade, basta lucidez e discernimento para identificar o padrão de cada consciência. São nestes gru-
pos que a consciência, almejando relações mais produtivas, deve se inserir.

Educação. Nas escolas e faculdades, por exemplo, sempre há indivíduos mais esforçados nos
estudos, que procuram extrair o máximo de aprendizado nesse período da educação formal. A relação
com essas pessoas pode gerar aumento na motivação para os estudos.

Voluntariado. Inúmeras instituições oportunizam vários tipos de trabalhos voluntários, desti-


nados ao amparo de pessoas, animais e meio ambiente. Embora ainda predomine a tarefa primária da
consolação em muitas dessas instituições, são válidas para início práticas interassistenciais.

Conscienciologia. Para quem tem como hipótese a participação em curso intermissivo e/ou
afiniza-se com o Paradigma Consciencial, bom local para trabalhar a convivialidade sadia e construir
amizades evolutivas são as Instituições Conscienciocêntricas (ICs).

Voluntariado. Essas instituições têm como base o vínculo consciencial. Os voluntários traba-
lham lado a lado em prol da evolução consciencial através da tares. Nessas instituições é possível
reencontro de colegas do curso intermissivo recente. Tal fato potencializa a recuperação de cons, pois
tal convivência gera ambiente favorável para o resgate de padrões pensênicos intermissivos.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 41

Amparadores. Outro ponto positivo e que vale a pena ser destacado nas ICs é o contato com
amparadores que auxiliam nos trabalhos assistenciais. O convívio direto com essas consciências posi-
tivas cria clima intraconsciencial favorável para criação de novas sinapses evolutivas.

Socin. Assim, o intermissivista deve-se manter aberto e atento a todas essas oportunidades de
estabelecer vínculos positivos com outras consciências, pois quanto maior o seu abertismo com discer-
nimento, maiores são suas chances de estabelecer interações profícuas.

IV. O PAPEL DAS AMIZADES NA INVÉXIS

Invéxis. As amizades na invéxis possuem um papel convergente com o principal objetivo des-
ta técnica: a evolutividade.

Tares. As amizades, quando evolutivas, têm por base os trafores. Elas não camuflam nem
compactuam com os trafares pessoais e alheios, mas buscam pontuá-los com heterocríticas constru-
tivas, a fim de maior lucidez sobre seus erros, contribuindo com a autopesquisa de cada um.

Grinvex. O grupo de inversores existenciais é ambiente otimizado para o inversor que deseja
investir na grupalidade evolutiva. Segundo André, 2018, p. 1:
Grinvex, ou o grupo de inversores existenciais é a equipe de pesquisa invexológica
vinculada à Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS), reu-
nida periodicamente para o aprofundamento nos estudos da técnica da Invéxis, obje-
tivando a interassistência através da tares na produção de gescons grupais e pessoais.

Vivências. Neste grupo ocorrem trocas de experiências que contribuem com o desenvolvimen-
to dos integrantes, pois a maioria encontra-se na mesma faixa etária e enfrentam situações e proble-
máticas similares. Essa referência grupal é importante para o jovem, visto que está construindo sua
identidade e sofrendo maior influência mesológica.

Propósito. No grinvex há objetivo bem definido: a prática da interassistencialidade tarística.


Isso evita que os membros se dispersem ou visem só o bem-estar através do contato social e afetivo.

Afetividade. Por outro lado, o exercício da afetividade através da interação com os amigos
não deve ser negligenciado. Ter afetos sadios é evolutivo e natural, atividades de lazer devem ser inse-
ridas na agenda dentro do trinômio motivação-trabalho-lazer.

Diversidade. As amizades na invéxis não devem ser somente entre inversores. A interação do
jovem com aplicantes da técnica da recéxis permite troca muito rica de vivências que contribui para
intercompreensão mútua.

Sustentação. A invéxis é técnica desafiadora, com princípios no contrafluxo da atual socie-


dade. Para que o aplicante prosseguir firme em seus objetivos evolutivos, é necessário comprome-
timento e investimento de energias conscienciais. Estar em companhia de outros aplicantes da técnica
ajuda a sustentar a própria aplicação. É mais eficiente remar contra a maré em grupo do que sozinho.

CONCLUSÃO

Evolução. A reciclagem do círculo de amizades possibilita à conscin mudança de patamar


evolutivo, pois deixa o acumpliciamento com assediadores para estabelecer relações assistenciais com
eles; promovendo, assim, relacionamento mais estreito com os amparadores.

MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


42 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Mudança. Para que ocorra a superação das amizades patológicas é necessário, como etapa an-
terior, reciclagem intraconsciencial profunda. Sem essa mudança interior, mesmo com separação das
antigas amizades, a consciência estará fadada a sempre atrair para si – por meio da afinidade – consci-
ências com padrão semelhante ao seu.

Coerência. Superar as amizades evitáveis é primordial e essencial a quem deseja aplicar a téc-
nica da invéxis. Torna-se incoerente o inversor que ainda mantém tais companhias, devendo investir
na autorreflexão, autocrítica e posicionamento.

Incompatibilidade. Podemos concluir que as amizades evitáveis são incompatíveis com a in-
véxis, pois além de anticosmoéticas, dificultam a plena execução da programação existencial, permi-
tindo brechas nas tarefas assumidas durante o curso intermissivo e até mesmo o aborto de proéxis.

Companhias. Estar no meio de pessoas que pensam em evoluir, coloca a conscin nesse fluxo
de ideias, evitando os estados de inércia e improdutividade e aglutinando oportunidades evolutivas.
Por isso, o papel das amizades na Invexologia é dinamizar a evolução pessoal e grupal, levando a novo
patamar evolutivo.

AS AMIZADES EVITÁVEIS LEVAM A CONSCIN


À ESTAGNAÇÃO PROEXOLÓGICA. SUPERÁ-LAS
CONSTITUI PASSO IMPORTANTE PARA A EVOLU-

ÇÃO PESSOAL E GRUPAL RUMO AO COMPLÉXIS.

Questionologia. Você, inversor existencial, ainda mantém vínculos de amizades evitáveis?


Como anda a sua grupalidade evolutiva?

REFERÊNCIAS
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MANFRED, Felipe. Autossuperação das Amizades Evitáveis na Invéxis. 35-42.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 43

SEÇÃO: GRUPALIDADE SADIA

AGLUTINAÇÃO INTERASSISTENCIAL DO INVERSOR


INTERASSISTENTIAL AGGLUTINATION OF THE INVERTER

AGLUTINACIÓN INTERASSISTENCIAL DEL INVERSOR

Paula Rafaella Barbosa*

* Natural de São Bento do Sapucaí, SP. Reside em Conceição dos Ouros, MG.
18 anos. Estudante. Voluntária da Associação Internacional de Inversão Existen-
cial (ASSINVÉXIS).

paulirafaella@gmail.com

Palavras-chave Resumo. O presente artigo possui como objetivo mostrar a importância da condição
Agente de agente retrocognitivo inato e suas consequências positivas dentro do grupo evoluti-
vo quando associada ao trinômio aglutinação-acolhimento-integração. A autora utili-
retrocognitivo;
zou como base para pesquisa a literatura existente sobre o tema aliado a reflexões pes-
Interassistência; soais e associações de ideias. Conclui-se que, ao utilizar com intencionalidade cosmo-
Grupalidade ética tal condição e trafores, o inversor terá como maior efeito a potencialização da in-
Evolutiva. terassistência frente ao grupo evolutivo.

Abstract. The present article aims to show the innate retrocognitive agent condition
Keywords importance and its positive consequences within the evolutionary group when associ-
Retrocognitive ated with the trinomial agglutination-welcoming-integration. The author used as the
basis for the research the existing literature on the theme allied to personal reflections
agent;
and associations of ideas. It is concluded that, by using such condition and such strong
Interassistence; traits with cosmoethical intentionality, the invertor will have the interassistence poten-
Evolutionary group. cialization towards the evolutionary group as the greater effect.

Resumen. El presente artículo tiene el objetivo de mostrar la importancia de la condi-


Palabras clave ción de agente retrocognitivo innato y sus consecuencias positivas en grupo evolutivo
Agente si asociada al trinomio aglutinación-acogimiento-integración. La autora utilizó como
retrocognitivo; base para su investigación los asuntos ya existentes sobre el tema junto con refle-
xiones personales y asociaciones de ideas. Se concluye que al usar con intencionalidad
Interasistencia;
cosmoética tal condición y los trafores personales, el inversor tendrá como resultado
Grupalidad la potencialización de la interassistencia delante del grupo evolutivo.
evolutiva.

BARBOSA, Paula Rafaella. Aglutinação Interassistencial do Inversor. 43-49.


44 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO

Contextualização. Com a ressoma de consciexes cursistas, surge a necessidade de esforços


dos intermissivistas já ressomados auxiliarem estas consciências a encontrarem o grupo evolutivo,
contribuindo com a execução da proéxis grupal. Nesse sentido, o inversor pode agir como assistente
através da aglutinação destas consciências.

Objetivo. Esta pesquisa visa aguçar a reflexão dos leitores sobre a aglutinação interassisten-
cial por parte do inversor e ressaltar a importância da característica de agente retrocognitivo inato.
Além disso, objetiva verificar como a correlação do trinômio aglutinação-acolhimento-integração in-
fluencia assistencialmente o grupo evolutivo.

Justificativa. Observa-se a relevância do assunto a partir do impacto na grupalidade evolutiva,


pois o posicionamento cosmoético do agente retrocognitor, com o trinômio aglutinação-acolhimento-
integração, possibilita a aglomeração de intermissivistas pré-ressomados.

Método. Como método de pesquisa, a autora baseou-se nas informações existentes sobre o te-
ma em referências bibliográficas e nas reflexões pessoais e associações de ideias sobre a condição do
inversor de agente retrocognitivo inato e a relação do mesmo com o trinômio.

Motivação. A motivação para escrever o artigo surgiu a partir de feedbacks recebidos pela au-
tora sobre trafores relacionados ao tema, ampliando o interesse já existente em aprofundar o assunto.

Estrutura. O artigo está dividido em duas seções: I. Inversor: Agente Retrocognitivo Inato;
II. Trinômio aglutinação-acolhimento-integração.

I. INVERSOR: AGENTE RETROCOGNITIVO INATO


Definição. Conforme Vieira (2018, p. 568), o agente retrocognitivo inato é:
(...) a jovem, ou o rapaz, ex-aluno de Curso Intermissivo pré-ressomático, recente,
vivenciando a técnica da inversão existencial (invéxis), aplicando todo o cabedal do
aprendizado haurido no dia a dia intrafísico, diuturno, sendo, ao mesmo tempo, ca-
paz de desencadear, tão somente com a própria força presencial e o holopensene
pessoal, as recordações dos mesmos estudos intermissivos em outras conscins do
grupo evolutivo.

Importância. Assim, o aplicante da técnica da invéxis – agente retrocognitivo inato – possui


enorme relevância dentro do grupo evolutivo, devido à maior propensão de causar rememorações e re-
cuperações de cons em outros intermissivistas.

Qualificação. O inversor que busca ampliar a lucidez cotidiana com autocrítica e pragmatis-
mo tende a se qualificar na interassistência e na vivência da inteligência evolutiva (IE).

Renovações. Com a ampliação da autolucidez, a conscin inversora acaba obtendo maior auto-
percepção, levando à reflexão sobre os traços de sua personalidade (autopesquisa) e através de esfor-
ços cotidianos, dispõe-se às renovações prioritárias. Assim, há desenvolvimento consciente da condi-
ção de agente retrocognitivo inato, pois estes esforços tornam-se presentes nas energias e holopensene
pessoal, gerando impacto interassistencial através do exemplarismo.

Estado. Vieira (2018, p. 574) afirma que o inversor “é conscin disposta às renovações mais
prioritárias na vida intrafísica, ou seja, à conquista da inteligência evolutiva (IE) vivida. A partir dessa
realidade, todos os esforços e desempenhos sadios o conduzem à condição inevitável de agente retro-
cognitivo inato e atuante. ”

BARBOSA, Paula Rafaella. Aglutinação Interassistencial do Inversor. 43-49.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 45

Ocasiões. Nesse sentido, há 3 meios, listados abaixo em ordem alfabética, nos quais o inversor
atua de maneira ostensiva como agente retrocognitor:
1. Apresentações públicas: em apresentações, como verbetes e artigos, o inversor age como
agente retrocognitivo inato para outros novos intermissivistas devido ao compartilhamento de experi-
ências, pesquisas e explanação de neoverpons.
2. Docência Conscienciológica: na docência conscienciológica, o jovem inversor gera enor-
me impacto dentro da sala de aula devido à pouca idade, a força presencial e o exemplarismo precoce.
O inversor docente de Invexologia possui mais rapport com os jovens intermissivista, com maior pre-
disposição à recuperação de cons.
3. Livro: o inversor autor de livro, expressa na obra seu holopensene pessoal, suas reflexões,
suas vivências pessoais e traz seu arcabouço de cognição. Através do livro, ele é capaz de despertar re-
flexões e rememorações em outras conscins intermissivistas.

Imã. Assim, age como “imã” de recuperação de cons e ideias inatas para estes intermissi-
vistas, devido ao auxílio do holopensene intermissivo expresso em sua holoesfera pelo exemplarismo
pessoal cosmoético.

Proéxis. Logo, tais rememorações, quando avaliadas e discernidas, causam impacto e podem
auxiliar na proéxis pessoal e, consequentemente, grupal.

Análise. Nesse sentido, a partir dos fatos citados acima, chega-se ao crescendo lógico: quando
maior a recuperação de cons, maior será a ampliação da lucidez e, consequentemente, haverá maior
dinamização evolutiva para as consciências envolvidas.

Suposição. Com este crescendo aliado à autopesquisa, o jovem inversor retrocognitor terá
maior conhecimento de si e conseguirá sobrepairar seus traços, vivências e pontos a serem qualifi-
cados, buscando auxiliar na consecução da proéxis grupal.

Maturidade. A autopesquisa é fundamental para o inversor mapear seu grau de maturidade.


O grau de maturidade é fator importante para ser analisado: quanto mais maduro, maior a responsa-
bilidade.

Ações. Nessa perspectiva, eis 4 ações, listadas abaixo em ordem alfabética, facilitadoras da
maturidade consciencial do inversor:
1. Autocrítica. A partir das experiências pessoais cotidianas, o inversor pode sobrepairar suas
vivências e observar com autocrítica o que pode ser melhorado dia após dia. Este trabalho de análise
das autoexperiências desenvolve a maturidade através dos acertos e erros.
2. Interassistência. O inversor, a partir da interassistencialidade, amplia sua maturidade, de-
vido ao contato diversificado com outras consciências.
3. Mentalsomaticidade. O exercício do mentalsoma e do paracérebro, a exemplo de leitura,
debate e escrita, amplia a lucidez, cognição e coerência com seu Curso Intemissivo, tornando-se mais
maduro intraconsciencialmente.
4. Parapsiquísmo. Com o desenvolvimento parapsíquico, expande-se contato com a multidi-
mensionalidade, ampliando a maturidade na vivência das realidades extrafísicas e a visão de conjunto.

Catálise. Nessa perspectiva, quanto maior a maturidade do inversor, maiores serão as possibi-
lidades de suas conquistas. Com isso ele terá atitudes mais assertivas, que ampliará sua condição de
agente retrocognitivo inato. Ocorre assim catálise evolutiva, com ganhos tanto para o rememorador
quanto para o rememorando, e confluindo para a consecução da proéxis pessoal e grupal.

BARBOSA, Paula Rafaella. Aglutinação Interassistencial do Inversor. 43-49.


46 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

II. TRINÔMIO AGLUTINAÇÃO-ACOLHIMENTO-INTEGRAÇÃO


União. Aliado à característica do inversor de agente retrocognitivo inato, existe também a for-
ça presencial que possui papel importante dentro da interassistencialidade grupal.

Força presencial. Segundo Vieira (2018, p. 11.174), a força presencial é o:


(...) magnetismo ou a eletricidade humana derivada da psicosfera ou do holopensene
específico da pessoa, compondo o conjunto de manifestações pensênicas, holosso-
máticas, notadamente com energias conscienciais exteriorizadas, de modo conscien-
te ou inconsciente, influenciando cosmoética ou anticosmoeticamente esta e outras
dimensões conscienciais.

Trinômio. A força presencial favorece ao inversor a possibilidade de assistir outras consciên-


cias através do trinômio aglutinação-acolhimento-integração.

Sinônimos. Para maior entendimento, eis alguns sinônimos dos conceitos chaves do trinômio:
1. Aglutinar. Juntar, agrupar, aglomerar.
2. Acolher. Ser receptivo, dar atenção, demonstrar respeito.
3. Integrar. Unir, incluir, agregar.

Definição. O trinômio aglutinação-acolhimento-integração é o movimento assistencial da


conscin intermissivista, homem ou mulher, realizar a aglutinação dos intermissivistas ressomados,
com o auxílio da força presencial, acolhendo e integrando-os ao grupo evolutivo.

Trafores. Nessa lógica, eis 19 trafores diretamente relacionados ao trinômio apresentado, con-
forme listados em ordem alfanumérica:
01. Altruísmo. Abrir mão para o bem maior, beneficiando o outro.
02. Assistencialidade. Esclarecimento; ajuda lúcida; give your best, agir em direção à mega-
fraternidade.
03. Bom-humor. Contágio sadio; detox energético; auto e heterodesassédio.
04. Carisma. Capacidade de encantar; desenvoltura, charme.
05. Cooperação. Auxiliar; contribuir; adicionar.
06. Comunicação. Facilidade de interação; habilidade de expressar-se assertivamente.
07. Empatia. Colocar-se no lugar do outro; compreensão, tato.
08. Exemplarismo. Assistência silenciosa; eficácia; exemplaque.
09. Extroversão. Forward; ânimo compartilhado.
10. Fraternidade. Amor pelo outro; antiegocentrismo.
11. Generosidade. Ceder sem esperar retorno; goodness.
12. Inteligência. Reconhecer, compreender e aprender com os equívocos.
13. Liderança. Iniciativa de empreendimentos evolutivos; puxar o barco; o cabeça do grupo;
o vanguardismo.
14. Mentalsomaticidade. Assistência intelectual; discernimento; cognição; holomaturidade.
15. Ponderação. Pensar antes de agir; refletir, analisar.
16. Respeito. Respeitar o limite do outro; antiestupro evolutivo.
17. Simpatia. Fácil afinidade; tratar bem sem ver quem.
18. Sociabilidade. Agradável convivência.
19. Sorriso. Técnica de desassédio; demonstração de felicidade.

Questionamento. Qual o seu percentual dos trafores listados? Você os reconhece e os utiliza
cosmoeticamente?

BARBOSA, Paula Rafaella. Aglutinação Interassistencial do Inversor. 43-49.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 47

Trafares. Nesse contexto, há trafares sabotadores do trinômio. Eis os 5 mais relevantes lista-
dos abaixo, em ordem alfabética:
1. Autovitimização. Evocação do assédio; o não querer sair do buraco.
2. Comodismo. O não se mexer; a ausência de inovação.
3. Inibição. Autoimpedimento; bloqueio; abstenção patológica.
4. Insegurança. Autossabotagem; desconhecimento do próprio potencial.
5. Reatividade. Cegueira para as oportunidades; “isso é impossível”.

Questionamento. Dos 5 trafares listados, você ainda cultiva algum deles? Se sim, já pensou
em como reciclá-los?

Hipótese. Dos trafares listados acima, observa-se que um tende a potencializar o outro negati-
vamente. Por exemplo: se uma conscin é inibida, possivelmente ela possui alguma insegurança. Devi-
do à insegurança poderá surgir a autovitimização e, por conseguinte, o comodismo, pois ela não se ar-
riscará a inovar. Assim, poderá ignorar seu entorno e enxergar apenas o próprio microuniverso cons-
ciencial, reagendo às heterocríticas e feedbacks que poderiam auxiliá-la nas renovações.

Técnica. Visto que o aplicante da invéxis busca adquirir maturidade, lucidez e autocrítica ain-
da na juventude, através de feedbacks, reflexões e autoanálise sempre deve buscar o autaperfeiçoa-
mento, e isso implica reciclar traços impedidores de empreendimento evolutivo.

Empreendimento. Nessa perspectiva, eis 4 exemplos de empreendimentos megaimportantes


a serem realizados e desenvolvidos pelo inversor para a aglutinação, acolhimento e integração de ou-
tros intermissivistas, em ordem lógica de ocorrência:
1. Voluntariado ativo. A partir do voluntariado, o inversor realiza assistência e expõe suas
ideias, desenvolvendo, aprimorando e reconhecendo potencialidades até então negligenciadas pelo
mesmo. O voluntariado é uma das portas para a interassistencialidade. “O voluntariado é uma dádiva
evolutiva. No voluntariado, a conscin julga estar ajudando, mas é a mais ajudada em suas atividades.”
(VIEIRA, 2014, p. 1715).
2. Participação em grinvex. Para o inversor, participar de grinvex é oportunidade ímpar. Os
estudos e a convivência sadia com amigos intermissivistas possibilitam aprimorar os conhecimentos
sobre a inversão existencial através da escrita, leituras, debates e apresentações. Além disso, auxilia na
autopesquisa devido às heterocríticas recebidas e contribui na busca contínua do aprimoramento da au-
toinvexibilidade. O grinvex age como importante aglomerador de novos intermissivistas.
3. Docência. A docência invexológica exige teática em relação à invéxis, visto que o inversor
docente dentro de sala de aula servirá como exemplo aos demais. Quanto maior a teática invexológica,
maior será a força presencial do inversor, e consequentemente maior será o impacto perante o aluno.
“A conscin docente começa a ensinar através da sua força presencial” (VIEIRA, 2014, p. 545).
4. Tenepes. Ao praticar a tarefa energética pessoal (tenepes), o inversor amplia a interas-
sistencialiade, potencializa sua condição de agente retrocognitivo inato e auxilia na reubex, estreitando
o contato com o amparo de função. Isso permite vislumbrar e preparar-se para a possível condição
futura de autofiexista. “Tenepes: passaporte para a autofiex” (VIEIRA, 2014, p. 1613).

Convergência. Os empreendimentos citados utilizam como suporte os trafores listados anteri-


ormente e contribuem para a recin dos trafares apresentados. Além disso possuem papel importante na
aglutinação-acolhimento-integração de outros intermissivistas, de maneira direta ou indireta.

Dedicação. Ao dedicar-se ao aprimoramento pessoal, a conscin inversora se qualificará na in-


terassistência, tornando-se mais madura, lúcida e autocrítica nas relações interpessoais.

BARBOSA, Paula Rafaella. Aglutinação Interassistencial do Inversor. 43-49.


48 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Impacto. Assim, tais empreendimentos, quando executados com intenção cosmoética e assis-
tencial, possuem enorme impacto na vivência do trinômio e, como efeito, a conscin inversora estará
auxiliando intermissivistas ressomados a encontrarem seu grupo evolutivo, o qual faz parte da execu-
ção da maxiproéxis grupal.

Maximecanismo. Tal fato configura-se de imenso impacto multidimensional, pois a união


e evolução dessas consciências qualificam o maximecanismo interassistencial. Quanto mais o inversor
possuir lucidez diante do trinômio aglutinação-acolhimento-integração presentes em sua persona-
lidade, maios capacitado estará na condição de assistente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclusão. Diante do exposto neste trabalho, ressaltou-se a importância da condição do inver-
sor de agente retrocognitivo e a repercussão grupal na aglutinação de intermissivistas através da corre-
lação com o trinômio aglutinação-acolhimento-integração.

Investimento. A invéxis é megaferramenta evolutiva na maxiproéxis grupal. Vale ao jovem


interessado, leitor desse artigo, analisar o percentual de esforços que vem investindo na aplicação da
invéxis e consequentemente na condição de agente retrocognitivo inato para auxiliar de modo assis-
tencial na aglutinação dos novos intermissivistas.

O INVERSOR, AGENTE RETROCOGNITIVO INATO, DEVE FICAR


ATENTO ÀS SUAS POTENCIALIDADES PARA NÃO PERDER AS

MEGAOPORTUNIDADES ASSISTENCIAIS QUE IMPACTAM

DIRETAMENTE AS CONSCIÊNCIAS DO GRUPO EVOLUTIVO.

Questionologia. Você, inversor ou inversora, possui conhecimento de suas potencialidades


assistenciais? De que maneira você utiliza tais atributos?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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SEÇÃO: GRUPALIDADE SADIA

INTERCOOPERAÇÃO GINOSSOMÁTICA NA INVÉXIS


GYMSOMATIC’S INTERCOPERETION ON THE INVÉXIS

INTERCOOPERACIÓN GINOSOMÁTICA EN LA INVÉXIS

Ana Catarine Franzini* e Bianca Lopes**


* Natural de São José dos Campos, SP, reside em Foz do Iguaçu, PR. 28 anos. Gestora
Ambiental. Voluntária da Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSIN-
VÉXIS). anacatarine.franzini@gmail.com

** Natural do Rio de Janeiro, RJ, reside em Foz do Iguaçu, PR. 27 anos. Médica, resi-
dente em Clinica Médica. Voluntária da Associação Internacional de Inversão Exis-
tencial (ASSINVÉXIS). biancasilvaramos@yahoo.com.br

Palavras-chave Resumo: O presente artigo objetiva correlacionar a invéxis ginossomática com a in-
tercooperação, a fim de explicitar a importância do convívio sadio, auxílio mútuo en-
Cooperação;
tre as inversoras e os resultados evolutivos e interassistenciais decorrentes. Para isso
Grupalidade; foram realizados questionários com as inversoras voluntárias da ASSINVÉXIS e mo-
Interassistência; radoras de Foz do Iguaçu abordando facilitadores e dificultadores da aplicação da téc-
Ginossoma. nica sob viés multidimensional, resultando no sobrepairamento somático. Na conclu-
são, há algumas dicas evidenciando a intercooperação ginossomática na invéxis.

Keywords Abstract. The present article aims to correlate gynosomatic invexis with intercoope-
ration in order to explain the importance of healthy acquaintanceship, mutual assis-
Cooperation; tance between existential inverters and the resulting evolutionary and interassistential
Grupality; outcomes. Therefore, questionnaires were conducted with inverters, volunteers of AS-
Interassistance; SINVÉXIS and residents of Foz do Iguaçu, addressing facilitators and deterrents for
Gynossoma. the technique application under a multidimensional approach, resulting in the somatic
hovering over. In the conclusion there are some tips showing the gynosomatic inter-
cooperation in the invexis.
Palabras clave
Resumen. El presente trabajo objetiva correlacionar la invéxis ginosomática con la in-
Cooperación; tercooperación, para explicitar la importancia del convivio saludable, auxilio mútuo
Grupalidad; entre las inversoras y los resultados evolutivos interasistenciales. Para esto fueron rea-
Interasistencia; lizados cuestionarios con las inversoras voluntárias de ASSINVÉXIS y residentes de
Ginosoma. Foz do Iguaçu abordando los facilitadores y dificultadores de la aplicación de la técni-
ca con viés multidimensional, resultando en el sobrepairar del cuerpo físico. En la
conclusión se presentan algunas informaciones que evidencian la intercooperación gi-
nosomática en la invéxis.

FRANZINI, Ana C. & LOPES, Bianca. Intercooperação Ginossomática na Invéxis. 50-61.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 51

INTRODUÇÃO
Intercooperação. Segundo o Dicionário Houaiss (2001), a cooperação é a “ação de cooperar-
auxiliar-colaborar, dar contribuição”. Inter é um prefixo, e tem como significado a “interação entre
uma coisa e outra, expressa reciprocidade”.

Definição. A intercooperação ginossomática na invéxisé a ação de auxiliar, contribuir e cola-


borar com o desenvolvimento evolutivo interassistencial entre consciências com o soma atual femi-
nino no contexto de aplicação técnica da inversão existencial.

Sinônimos. 1. Interassistência ginossomática na invéxis; 2. Amparabilidade entre inversoras


existenciais; 3. Colaboração feminina na aplicação da técnica da inversão existencial.

Antônimos. 1. Competitividade ginossomática na invéxis; 2. Negligência assistencial entre


inversoras; 3. Indiferença quanto à assistência ginossomática na invéxis; 4. Feminismo.

Objetivo. O artigo objetiva correlacionar a invéxis ginossomática com a intercooperação,


a fim de explicitar a importância do convívio sadio, auxílio mútuo entre as inversoras e os resultados
evolutivos e interassistenciais decorrentes.

Motivação. Além do interesse pessoal das autoras pelo tema de convivialidade sadia feminina,
a inspiração para escrita em conjunto sobre o tema surgiu em dinâmica parapsíquica no Campus de
Invexologia, vivenciada por ambas.

Método. A pesquisa foi desenvolvida a partir de:


1. Base teórica: fundamentação da invéxis ginossomática a partir de pesquisa bibliográfica
e resultados advindos do debate realizado no Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC)
pelas autoras.
2. Entrevistas: aplicadas em inversoras voluntárias da Associação Internacional de Inversão
Existencial (ASSINVÉXIS) moradoras de Foz do Iguaçu, divididas em dois grupos considerando tem-
po de aplicação da técnica da invéxis. Para cada grupo foi aplicado questionário específico, realizado
pessoalmente com as entrevistadas no período de 30/10/2018 a 15/11/2018.

Estrutura. O corpo do artigo está organizado em: I. Invexologia, II. Intercooperação ginos-
somática, III. Pesquisa com as inversoras e IV. Análises dos Resultados.

I. INVEXOLOGIA

I.1. TÉCNICA DA INVÉXIS

Definição. A invéxis é técnica evolutiva de planejamento máximo da vida intrafísica a que


a conscin pode se propor, fundamentada na Conscienciologia e Projeciologia, sem influências dou-
trinárias, místicas, sectárias ou convencionais e mecanicistas.

Objetivo. Sendo a invéxis uma técnica evolutiva, sua finalidade é a realização da programa-
ção existencial, planejada no período entre vidas na dimensão extrafísica (intermissão), de maneira re-
tilínea, sem esperar a fase adulta ou aposentadoria. Quem estuda e aplica a técnica busca existência
mais organizada, cosmoética, interassistencial e, principalmente, almeja o compléxis e a despertici-
dade nesta vida. (NONATO et al., 2011, p.56).

Histórico. Em 1991 a invéxis foi lançada em no I Congresso Brasileiro de Projeciologia, em


Brasília (DF), e passou a ser debatida e conhecida publicamente. Os fundamentos técnicos foram

FRANZINI, Ana C. & LOPES, Bianca. Intercooperação Ginossomática na Invéxis. 50-61.


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publicados pela primeira vez em 1994, no tratado 700 Experimentos da Conscienciologia. E em 2010,
a Editares lançou o livro Inversão Existencial: autoconhecimento, assistência e evolução desde a ju-
ventude. (FRANZINI, 2016, p. 7).

Atualidade. Sabe-se que historicamente o número de inversoras era muito inferior aos dias
atuais (ano-base: 2018) segundo dados do último Censo Invexológico 2013 (RUIZ, 2014, p. 69 a 90).

I.2. PECULIARIDADES GINOSSOMÁTICAS

Ginossomática. De acordo com Miranda(2016, p.12):


A invéxis ginossomática é a aplicação prática, decidida e lúcida da técnica da in-
versão existencial pela conscin mulher a fim de superar os desafios da vida humana
feminina optando pela antimaternidade produtiva em prol da interassistência tarís-
tica e produção de gescons do completismo existencial.

Mesologia. A invéxis ginossomática possui peculiaridades inerentes ao soma, envolvendo po-


sicionamento perante a socin e as pressões mesológicas sob as quais está inserida a inversora. A Ta-
bela 1 abaixo explicita 10 priorizações femininas evolutivas em detrimento de posturas intrafísicas
comprometedora de liberdade, considerando aspectos multidimensionais do paradigma consciencial.

Tabela 1 – Priorizações e evitações na invéxis ginossomática.


os
N Priorizações evolutivas Priorizações antievolutivas
01. Antimaternidade sadia: opção em prol da Maternidade instintiva: opção pela gestação
gestação consciencial e assistência humana ou aborto, limitando a assistencialidade mais
atacadista. atacadista.
02. Dupla evolutiva: relacionamento afetivo Casamento formal: prestação de contas social
sexual baseado na evolução consciencial religiosa ou civil do relacionamento afetivo do casal.
e interassistência.
03. Qualificação do parapsiquismo: Labilidade parapsíquica: vampirismo energético,
desenvolvimento sadio do domínio energé- vulnerabilidade das energias conscienciais,
tico, autodesassédio e antecipação da descontrole parapsíquico.
tenepes.
04. Priorização: foco na execução da progra- Futilidade: foco no materialismo, consumismo
mação existencial como fundamento da e imediatismo. Valorização da aparência em
vida intrafísica. detrimento da essência.
05. Inteligência contextual: autodefesa ener- Promiscuidade: vulgaridade, narcisismo, ficação,
gética, postura lúcida perante o androssoma exibicionismo nas redes sociais, baladas. Valorização
e vestimenta adequada para cada ocasião. do soma e dos prazeres imediatos.
06. Abertismo: transparência consciencial, Repressão: fechadismo e carência de autenticidade
maturidade para ponderar visões de consciencial para manutenção de uma pseudo-
mundo divergentes. harmonia.
07. Saúde somática: autocuidado Excessos: foco excessivo na aparência física, ou
holossomático visando a longevidade completa banalização, acarretando doenças graves
produtiva para execução proexológica. ou dessoma precoce. Obesidade, anorexia, bulimia
e cirurgias estéticas abusivas.
08. Universalismo: cosmovisão e quebra aprio- Feminismo: partidarismo e subjugação ideológica
rismose em prol da interassistencialidade. propensores da limitação assistencial.
09. Maturidade: desenvolvimento cognitivo Ingenuidade: valorização da síndrome da boazinha
e mentalsomático para autoenfrentamento e vitimização manipuladora.
e posicionamento.
10. Autoconhecimento somático: estudo das TPM: mulher refém dos efeitos somáticos da
alterações orgânicas com atitudes labilidade hormonal mensal, sem buscar alternativas
profiláticas. para minimização e maior equilíbrio.

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Priorizações. A tabela refere-se às escolhas feitas pela jovem. As informações estão organi-
zadas em contraponto das mais evolutivas com as anti-evolutivas, explicitando as consequências prá-
ticas no cotidiano.

Discernimento. Desse modo, é possível separar as posturas invexológicas das antinvexoló-


gicas envolvendo temas como relacionamento afetivo, saúde somática e domínio das energias. A ideia
é lidar de maneira mais homeostática com tais dificuldade e pressões externas, buscando cada vez
mais sobrepairar o soma e ampliar a recuperação de cons e o potencial interassistencial.

I.3. SOBREPAIRAMENTO SOMÁTICO

Família. A família trata-se do primeiro ambiente para exercer de maneira direta a responsa-
bilidade interassistencial do inversor ou inversora lúcidos do próprio papel naquele contexto. Porém,
pode tornar-se ambiente de reforço nosográfico e embotador de trafores, por vezes um dos fatores de
desvio ou incompléxis.

Cultura. Apesar do avanço em relação à liberdade da mulher nas últimas décadas, alguns va-
lores sociais ainda reforçam certas condutas ectópicas, gerando pressões sobre as conscins com baixa
lucidez. A supervalorização da beleza física e a pressão pela maternidade ainda são muito presentes na
sociedade atual e incentivam a competição entre ginossomas.

Pressões. O ato de se deixar levar pelas pressões sociais ocorre por falta de autoconhecimento
quanto aos objetivos pessoais e à prioridade evolutiva. Consequentemente, ocorre a falta de posiciona-
mento, levando a decisões pautadas na pressão da família ou do meio social. Seja para casar, ter filhos,
buscar o corpo perfeito realizando loucuras estéticas e dietas milagrosas, ou até mesmo se tornar
a workaholic, reconhecida socialmente como a mulher bem sucedida.

Autoconhecimento. Autopesquisaé ponto chave na aplicação da invéxis, pois embasa as esco-


lhas e posicionamento da conscin inversora. Sem essa base, torna-se difícil sustentar a aplicação da
técnica e as pressões mesológicas. Além disso, dificilmente atingirá maiores patamares da interassis-
tencialidade e intercooperação em função da estagnação em conflitos básicos de posicionamentos e es-
colhas no contrafluxo social.

Posicionamento. O autoconhecimento auxilia a conscin nos posicionamentos, ao identificar


e reconhecer seus próprios valores e responsabilidade evolutivas. Assim, discerne-se o que realmente
pertence a sua intraconsciencialidade e o que é apenas influência ou manipulação do meio. A aplica-
ção da invéxis auxilia na superação da vitimização através da posição de assistente.

Sobrepairamento. O importante não é a valorização do gino ou androssoma, mas o apren-


dizado em lidar com ambos os gêneros esgotando as possibilidades interassistenciais com as peculia-
ridades de cada um no contexto multimilenar da consciência. O sobrepairamento da condição materia-
lista aproxima a conscin na escala evolutiva de consciex livre com a libertação do corpo físico.

II. INTERCOOPERAÇÃO GINOSSOMÁTICA


Fraternismo. Desenvolver o fraternismo entre ginossomas tem base na empatia e no compa-
nheirismo em busca de objetivo comum: a evolução consciencial grupal. Este atributo auxilia no de-
senvolvimento da amparabilidade inversora em prol da desperticidade e do epicentrismo consciencial.

Debate. A intercooperação ginossomática na invéxis foi tema de debate no CEAEC com


a mediação das autoras, servindo de fonte de pesquisa para ampliar visão sobre o assunto. Desse mo-

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do, possibilitou discutir os dificultadores e facilitadores nas relações femininas na inversão existencial
atualmente (ano-base: 2018). Tais resultados encontram-se na Tabela 2:

Tabela 2 – Dificultadores e facilitadores da intercooperação ginossomática na invéxis.


os
N Dificultadores Facilitadores Resultados Positivos
01. Egocentrismo Egocídio O egocídio é postura madura da conscin que
visa a interassistencialidade e a evolução
consciencial.
02. Competitividade Cooperação A cooperação em contraponto à competição
advém da intencionalidade positiva da
conscin focada na assistência e não
apenas em si mesma.
03. Comparação invejosa Singularidade A identificação da singularidade auxilia
a conscin na qualificação assistencial,
vivenciando seu papel na
maxiproéxis grupal.
04. Carência Autoafeto O autoafeto auxilia na tomada de decisões
mais racionais e não pautadas na depen
dência emocional.
05. Dependência Interdependência A interdependência predispõe a liberdade
evolutiva, pois é pautada no livre arbítrio
e no autodiscernimento, desencadeando re-
percussões positivas no grupo evolutivo.
06. Satisfação malévola Empatia O olhar empático e compreensivo perante
ontrem predispõe ao contato maior com
amparadores, ampliando a assistência.
07. Antipatia gratuita Recomposição grupocármica O foco na recomposição a partir da autor-
responsabilização inibe manifestações
infantis de antipatia gratuita perante outrem.
08. Pseudoharmonia Glasnost A valorização da transparência e auten-
ticidade nas relações, sem melindres
e com intenção assistencial.
09. Fofocagem Preservação A preservação da imagem alheia é ato ma-
duro, cosmoético e assistencial. Já a fofoca,
é ato assediador para denegrir outrem.
10. Manipulação Livre arbítrio Respeito ao livre arbítrio alheio sem impo-
sições ou manipulações egoístas é o cami-
nho para alcançar autonomia consciencial.
11. Vingança Perdão O perdão liberta as interprisões grupocár-
micas, enquanto a vingança trava signifi-
cativamente o processo evolutivo.
12. Ciúme Altruísmo O ciúme é relação patológica de posse ge-
rando interprisões grupocármicas e depen-
dências emocionais.

Resultados. Foram observadas relações responsáveis pela otimização da intercooperação com


inversoras e relações patológicas geradoras de interprisões. As interações intrafísicas são reflexo de
experiências pretéritas com determinada consciência e a qualificação da relação ajuda a criar nova ver-
são de amparabilidade mútua e revezamento para atuação na maxiproéxis grupal.

Hipótese. Por suposição, essas relações são as origens da amparabilidade extrafísica, ponto
crucial na Invexologia, uma vez que após a dessoma o trabalho e as relações continuam.

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II.1. INTERCOOPERAÇÃO INTRA E EXTRAFÍSICA

Amparabilidade. De acordo com Oliveira (2016, p.06):


A amparabilidade inversora é a qualidade, propriedade ou condição da conscin prati-
cante da técnica da inversão existencial (invéxis), homem ou mulher, passível de ser
assistida por amparadores extrafísicos de função, conforme méritos cosmoeticamen-
te conquistados e o saldo da Ficha Evolutiva Pessoal (FEP).

Revezamento. O trabalho conjunto de intercooperação e assistência desenvolvido entre os


amparadores extrafísicos e as conscins amparadas ocorre a partir das afinidades de trabalhos assis-
tenciais. Assim, é possível ocorrer o revezamento grupal visando a concretização da maxiproéxis.

Maxiproéxis. A maxiproéxis é a proéxis de alto nível, geralmente exercida com base na tares,
em grupo e de efeitos assistenciais policármicos. Cabe à conscin inversora compreender qual o seu pa-
pel e responsabilidade dentro da maxiproéxis grupal.

Ginossoma. Há amparos específicos relacionados ao ginossoma, amparadoras e amparadas,


cujo objetivo é concretizar trabalhos assistenciais para este público. Essa condição explicita a interco-
operação ginossomática interdimensional na prática.

Extrafisicologia. De acordo com Vieira (2008, p.708):


Comunex. A comunidade extrafísica é o campo de EC, grupal, formado pelo con-
glomerado dos morfopensenes e holopensenes de grupos de consciexes, afins e coe-
sas, através dos vínculos de profundos, complexos e permanentes interesses pes-
soais, mútuos.

Gêneros. Há diversos gêneros ou categorias de comunidades extrafísicas, sejam


constituídas pelo predomínio absoluto – o que representa a sua razão de ser – de
consciexes com mentalidade feminina ou masculina, de consciexes com mentalidade
homossexual, de ex-militantes nacionalistas, de ex-artistas em geral, de ex-músicos,
de ex-profissionais religiosos, de ex-cientistas, e de outros grupos que se desenvol-
veram na vida humana.

Paramentalidade. Qual regra geral, a comunidade extrafísica será tanto mais evo-
luída quanto mais universalista seja a média da paramentalidade das consciexes que
compõem a suaparapopulação, ou omaterpensene grupal predominante em seu holo-
pensene.

Ressoma. Supostamente, comunex especializada na ressoma feminina tem o objetivo de criar,


por meio de campo energético propício, o desenvolvimento das singularidades assistenciais ginosso-
máticas. Nesse sentido, favorece a aplicação da invéxis no soma feminino.

Extrafísico. A invéxis engloba o entendimento e vivência da multidimensionalidade, por meio


do convívio e assistência às consciências intra e extrafísicas. A relação da conscin inversora com
a pararrealidade descrita nesta seção é fundamento basilar na lógica da técnica de viver, e fator essen-
cial para desenvolver e qualificar a intercooperação mais atacadista do intermissivista lúcido, cujo
o carro chefe é a assistência.

Teática. Com intuito de clarear a relação da prática cotidiana das inversoras atuais (ano-base:
2018) e os resultados assistenciais decorrentes, foi realizada pesquisa de campo a partir de entrevistas
presenciais, abarcando temas de autoconhecimento e interrelações multidimensionais, embasadas na
intercooperação assistencial, descritas com detalhes na seção seguinte.

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III. PESQUISA COM AS INVERSORAS


Estatísticas. Foram realizadas entrevistas com inversoras voluntárias da ASSINVÉXIS, mora-
doras de Foz do Iguaçu. O espaço amostral do grupo estudado foi formado por:
1. Veteranas: 4 aplicantes da invéxis há mais de 10 anos.
2. Calouras: 7 aplicantes da invéxis há menos de 10 anos.

Objetivo. A finalidade das entrevistas foi enriquecer a pesquisa com dados sobre quais pontos
abarcavam as dificuldades de aplicação da técnica pelas inversoras atualmente (ano-base: 2019). Além
de explorar o caminho para as reciclagens a partir da singularidade consciencial, maximizando o de-
senvolvimento pessoal por meio da grupalidade sadia.

Método. A coleta de dados por meio das entrevistas buscou ampliar o entendimento da inter-
cooperação ginossomática já existente e meios para sua qualificação. Foram utilizadas perguntas en-
volvendo as dificuldades na aplicação da técnica, os trafores preponderantes do ginossoma e métodos
de manutenção da aplicabilidade. Além disso, foram coletadas com as inversoras veteranas, dicas para
otimizar o desenvolvimento pessoal.

III.1. DIFICULDADES

Calouras. Nas entrevistas, foram levantadas 4 maiores dificuldades apresentadas pelo grupo
de inversoras que aplicam a técnica há menos de 10 anos:
1. Recins: não perder o timing das reciclagens, dificuldades para identificar o trafar a ser reci-
clado e a utilização de métodos práticos para ressignificação de postura imatura e que mantém auto-
corrupções conscientemente.
2. Eitologia: levar tudo de eito, dificuldade para obter equilíbrio em todas as áreas da vida
intrafísica - intelectualidade, trabalho energético, tenepes, atividade física, vida sexual ativa com a du-
pla, alimentação saudável, lazer produtivo, horas de sono, entre outros. Nota-se que existem períodos
com predomínio em algumas áreas e negligência em outras.
3. Labilidade: lidar com a labilidade parapsíquica, sensibilidade parapsíquica e facilidade
com assimilação energética; dificuldades em desassimilação e recomposição de padrão homeostático.
4. Emoções: controlar o emocionalismo,dificuldades para lidar com as emoções, que levam
muitas vezes a alterações de humor, dificultando o continuísmo da homeostase intraconsciencial.

Veteranas. Em relação às inversoras com mais de 10 anos de aplicação da técnica, as 4 maio-


res dificuldades apresentadas são:
1. Pioneirismo: entendimento da própria técnica, inicialmente, devido ao seu pioneirismo,
ausência de outros exemplos dificultou a aplicação prática e cotidiana da Invexologia.
2. Eitologia: levar tudo de eito, assim como as iniciantes, as veteranas também sentem difi-
culdade em levar as atividades cotidianas com atenção dividida entre as áreas da vida.
3. Foco: saber lidar com dispersões, foco evolutivo na especialidade proexológica, exercer
a função única e singular daquela existência.
4. Duplismo: formação e manutenção do duplismo, foco na construção de um relacionamento
maduro, monogâmico e evolutivo como a base para a megafraternidade.

III.2. TRAÇOS-FORÇA

Trafores. Ambos os gêneros, androssoma e ginossoma, possuem maior predisposição para


o desenvolvimento e aplicação de determinados traços força ou traços fardos. Durante as entrevistas as
inversoras relataram os principais traços inerentes (por hipótese) ao ginossoma e que facilitaram apli-
cação da técnica da invéxis até o momento.

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Calouras. Eis abaixo os 6 principais trafores apontados pelas inversoras calouras:


1. Assistencialidade: maior tendência a generosidade e senso de coletividade.
2. Empatia: maior predisposição ao cuidado para com outrem.
3. Acolhimento: potencial maior ao acolhimento devido às condições somáticas.
4. Abertismo: tendência maior a desrepressão emocional.
5. Atenção: dividida,o ginossoma possui maior facilidade com multitarefas.
6. Precocidade: no desenvolvimento somático, a puberdade no ginossoma é mais precoce.

Veteranas. Em relação às inversoras veteranas, os 4 trafores citados como mais desenvolvidos


pelo ginossoma foram:
1. Abertismo: expressão dos trafares pelo abertismo consciencial,maior desbloqueio do larin-
gochacra e cardiochacra com abertismo e desdramatização dos trafares.
2. Parapsiquismo: desenvolvimento da sensibilidade energética e predisposição ao animismo
e mediunismo pela conscin mulher.
3. Posicionamento: ofoco nos objetivos e escolhas evolutivas para realização da proéxis
e manutenção da invéxis preconiza o posicionamento contra o fluxo da social
4. Antibelicismo: embotamento do belicismo, o soma feminino por ser mais delicado tende
a inibir com maior facilidade as manifestações agressivas.

III.3. INTERCOOPERAÇÃO

Calouras. Foi questionado sobre como a intercooperação entre inversoras auxilia na invexibi-
lidade pessoal para as inversoras calouras, as respostas encontradas estão detalhadas a seguir:
1. Amizades: exemplarismo das amizades, o convívio com amizades evolutivas permite com-
plementar singularidades conscienciais, auxiliando no desenvolvimento pessoal.
2. Experiências: troca de experiências sob o mesmo paradigma,a convivência com pessoas
que compartilham os valores, objetivos e princípios semelhantes, possibilita maior troca de experiên-
cias e aprendizado mútuo.
3. Mesologia: posicionamentos sociais frente a mesologia,facilidade em seguir no contrafluxo
da sociedade como a antimaternidade sadia e a evitação do casamento por exemplo, se torna mais fácil
quando compartilhada entre pares.
4. Recins: estímulo às reciclagens intraconscienciais, as amizades auxiliando no enfrentamen-
to das recins a serem trabalhadas, a partir de feedbacks construtivos e apoio nos momentos de crise ou
maior dificuldade.

Veteranas. Já em relação as inversoras veteranas, a intercooperação entre pares tem as seguin-


tes influências na invexibilidade pessoal:

1. Horizontalidade: oportunidade de horizontalidade no voluntariado,o trabalho institucional


realizado pelas equipins transcendendo as diferenças de faixa etária e experiência de vida intrafísica,
propiciando maior horizontalidade no convívio.

2. Amizades: a fixação proexológica estimulada pelas amizades produtivas, a convivência


com o grupo evolutivo auxilia na identificação e continuísmo da conscin perante as responsabilidades
intermissiva.

III.4. MANUTENÇÃO

Calouras. Durante as entrevistas, foi questionado como a intercooperação ginossomática auxi-


lia na manutenção e na qualificação da invéxis entre as entrevistadas calouras. As respostas envolve-
ram as seguintes afirmativas:

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1. Rapport:a facilidade no convívio com inversoras da mesma faixa etária aumenta o rapport
e auxilia na desdramatização dos problemas cotidianos compartilhados.
2. Rotinas: as rotinas úteis e hábitos sadios como a participação de dinâmicas parapsíquicas,
tertúlias, debates e do Grinvex ajuda no alinhamento proexológico por meio do autoconhecimento.
3. Autodiagnóstico: o feedback de conversas auxilia no autodiagnóstico dos trafares e na tec-
nicidade para as reciclagens existenciais a serem feitas.
4. Abertismo: maior abertismo para compartilhar as crises de crescimento vivenciadas, uma
vez que muitas são comuns àquele grupo.

Veteranas. A mesma pergunta foi feita às inversoras veteranas, e as evidências impulsionadas


pela intercooperação ginossomática na manutenção e qualificação da aplicação da técnica foram:
1. Exemplarismo: o exemplarismo do posicionamento em relação à família.A saída da casa
dos pais, a mudança vitalícia para a Cognópolis para a integração na maxiproéxis grupal, a antimater-
nidade sadia são movimentos comuns observados do posicionamento familiar compartilhados pelas in-
versoras. Além disso, a predominância da assistencialidade no grupocarma familiar é ponto comum.
2. Proéxis: estímulo para o alinhamento proexológico. A convivência com hábitos mais sa-
dios no cotidiano e estímulo a produções de gescons em grupo e pessoais propicia maior clareamento
de especialidade e alinhamento com a proéxis.

III.4. DICAS

Exemplarismo. A partir do questionário com as inversoras veteranas, foram trazidas pelas


mesmas dicas e sugestões para as inversoras iniciantes, a fim de auxiliar no desenvolvimento pessoal
a partir da troca de experiências e da intercooperação na prática, citadas a seguir:
1. Singularidades: o convívio sadio estimula o desenvolvimento das singularidades assisten-
ciais e assim reduz a competitividade.
2. Apriorismose: a maior conquista da invéxis é conseguir lidar com a apriorismose, estimu-
lando a criticidade e autonomia pessoal.
3. Valores: a importância do posicionamento de seus valores perante a família e o meio social
para não desviar dos objetivos da técnica.
4. Relacionamento: o assentamento do relacionamento afetivo sexual, evitando a promiscui-
dade ou relacionamentos que possam desviar a proéxis por não estarem convergentes com os valores
evolutivos são fundamentais na aplicabilidade da técnica.
5. Multidimensionalidade: a valorização adequada da multidimensionalidade e o trabalho
com as energias é fundamento básico da manutenção da técnica.
6. Tenepes: pensar na antecipação da tenepes com responsabilidade e organização é tarefa do
inversor.
7. Amizades: usufruir das amizades evolutivas enquanto exemplos e aportes para o desenvol-
vimento pessoal como bom uso da intercooperação ginossomática.
8. Desdramatização: o compartilhamento das vivências pessoais com as amizades auxilia na
desdramatização dos erros e vivências para a assunção de maiores desafios e responsabilidades pro-
exológicas.

IV. ANÁLISE DOS RESULTADOS

Dados. Após coleta de dados, obteve-se maior visão de conjunto em relação ao tema proposto.
Diante das análises foi possível realizar comparativos entre os principais pontos debatidos, descritos
a seguir.

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Intercooperação. Na Tabela 3 é possível observar a relação entre as dificuldades descritas


pelas inversoras de ambas faixa etárias, a intercooperação ginossomática enquanto auxílio para supera-
ção de tais dificuldades, e respectiva contribuição na manutenção da técnica. Podemos verificar o cres-
cendo e complementaridade entre respostas, mesmo tendo sido realizadas em ordens distintas.

Questionamento. Cada variável da Tabela 3 pode ser sintetizada com as respectivas questões
listadas abaixo:
1. Dificuldades. Qual sua maior dificuldade em relação a aplicação da técnica da invéxis?
2. Intercooperação. Como a grupalidade e intercooperação ginossomática otimiza a aplica-
ção da invéxis?
3. Manutenção. Como a grupalidade feminina otimiza manter a invéxis ginossomática?

Tabela 3 – Análise comparativa das entrevistas.


os
N Dificuldades Intercooperação Manutenção
1. Estar em dia com o timing da As amizades estimulando o Os feedbacks auxiliando no
recin. enfrentamento das recins, a autodiagnóstico dos trafares e
partir de feedbacks e apoio. tecnificação das recins.
2. Lidar com a labilidade parapsí- Troca de experiências sob o Maior abertismo para
quica, desassim e recomposição mesmo paradigma. compartilhar as crises de
do padrão homeostático. crescimento.
3. Saber lidar com dispersões, foco A fixação proexológica e Estímulo para o alinhamento
na especialidade proexológica, assunção das responsabilidades proexológico com rotinas úteis
exercer a singularidade intermissivas, estimulada pelas e hábitos sadios.
consciencial. amizades produtivas
4. Levar de eito: cumprir as O exemplarismo das amizades, Convívio com inversoras da
atividades cotidianas com explicita as singularidades e mesma faixa etária auxilia na
atenção dividida. auxilia no desenvolvimento desdramatização dos problemas.
pessoal.
5. Entendimento da técnica diante Posicionamentos sociais frente O exemplarismo do posicio-
do pioneirismo. à mesologia é mais fácil quando namento em relação à família,
compartilhada entre pares. mudança para Cognópolis
e antimaternidade sadia.

Exemplarismo. Analisando as experiências citadas durante as entrevistas, é notório a impor-


tância do convívio entre inversoras que estão iniciando a aplicação da técnica da invéxis com as inver-
soras mais experientes. O exemplarismo e a troca de experiências tornam singular o desenvolvimento
e qualificação das inversoras.

Singularidade. A importância da identificação dos trafores pessoais, não apenas os citados


predominantes no ginossoma, para a descoberta da singularidade pessoal é ponto central para o desen-
volvimento da intercooperação e superação da competitividade egóica e antiassistencial.

CONCLUSÃO
Entrevistas. Os resultados interassistenciais da intercooperação ginossomática para o desen-
volvimento pessoal e grupal da conscin inversora é evidenciado a partir das pesquisas realizadas, ex-
plicitando necessidades, trafores que propulsionam e facilitadores da manutenção da técnica. Durante
as entrevistas foram recebidos elogios, agradecimentos pelo estudo do tema e inclusive clima de des-
contração e companheirismo com as entrevistadas.

FRANZINI, Ana C. & LOPES, Bianca. Intercooperação Ginossomática na Invéxis. 50-61.


60 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Traforismo. O objetivo da pesquisa foi alcançado mostrando que a relação saudável entre as
inversoras impulsiona o desenvolvimento evolutivo pessoal. As singularidades traforísticas dentro do
mesmo paradigma auxiliam as inversoras nas escolhas mais evolutivas como nas rotinas úteis e hábi-
tos sadios que embasam o alinhamento na especialidade proexológica.

Ginossomática. A importância do aprofundamento no estudo do ginossoma e androssoma se


dá por meio do desenvolvimento do aprendizado em lidar com ambos os gêneros esgotando as possibi-
lidades interassistenciais peculiares de cada um. O sobrepairamento da condição intrafísica e material
aproxima a conscin intermissivista de patamares mais avançados da escala evolutiva das consciências.

Questionamento. Você, leitor ou leitora, investe na transcendência do gênero em prol da in-


tercooperação e interassistência de qualquer consciência existente?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Franzini, Ana Catarine; O Grinvex enquanto Aporte Existencial da Conscin Inversora; Artigo; Gestações
Conscienciais; Revista; Anual; Vol. 6; Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS); Foz do Iguaçu, PR;
Setembro, 2016; páginas 07 e 08.
2. Houaiss, Antonio; Villar, Mauro de Salles; Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa; LXXXIV + 2.922 p.;
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4. Miranda, Flora; Invéxis Ginissomática;verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
verbeteN. 3.819 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 17.07.2016; disponivel em:
<http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >.
5. Nonato, Alexandre et al.; Inversão Existencial: Autoconhecimento, Assistência e Evolução desde a
Juventude; pref. Waldo Vieira; 304 p.; 70 caps.; 17 E-mails; 62 enus; 16 fotos; 5 mi-crobiografias; 7 tabs.; 17 websites;
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do Iguaçu, PR; 2011; página 56.
6. Ribeiro, Michelly; Ginossoma Reciclogênico;verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
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8. Oliveira, Felipe; Amarabilidade Inversora;verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
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9. Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 40 seções; 100 subseções; 700 caps.; 147
abrevs.; 1 cronologia; 100 datas; 1 E-mail; 600 enus.; 272 estrangeirismos; 2 tabs.; 300 testes; glos.280 termos; 5.116 refs.;
alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994; página 690.
10. Vieira, Waldo; Dicionário de Argumentos da Conscienciologia; revisores Equipe de Revisores do Holociclo;
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551 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 18 fotos; glos. 650 termos; 19 websites; alf.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.;
Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2014; páginas 57, 612 a 621, 810 a 819, 859 e 933 a 935. Revisores
do Holociclo; 1.572 p.; 1 blog; 21 E-mails; 551 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 18 fotos; glos. 650 termos; 19
websites; alf.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2014; página 708.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. Couto, Cirlene; Ginossoma e Invéxis; Artigo; III Congresso Internacional de Inversão Existencial; Foz do
Iguaçu, PR; 19-22.07.04; Conscientia; Revista; Trimestral; Vol. 6; N. 4; Seção: Temas da Conscienciologia; 1 E-mail; 6
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Iguaçu, PR; Outubro-Dezembro, 2002; páginas 180 a 192.

FRANZINI, Ana C. & LOPES, Bianca. Intercooperação Ginossomática na Invéxis. 50-61.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 61

ANEXO I: QUESTIONÁRIO APLICADO NAS ENTREVISTAS COM AS INVERSORAS


ENTREVISTA COM INVERSORAS COM MENOS DE 10 ANOS DE APLICAÇÃO DA TÉCNICA:

1. Qual sua idade?


2. Quanto tempo você tem de aplicação da técnica da inversão existencial?
3. Qual sua maior dificuldade em relação a aplicação da técnica da invéxis?
4. Você tem alguma memória do curso intermissivo?
5. Se sim como foi e no que te ajudou?
6. Quais os pontos fortes do ginossoma para a aplicação da invéxis na seu caso?
7. Como você auxiliou para ajudar outras inversoras com seu traço?
8. Como a grupalidade e intercooperação feminina otimiza sua tecnicidade na invéxis?
9. Qual seu questionamento para inversoras veteranas?
10. Ao seu modo de ver como a grupalidade feminina na mesma faixa etária otimiza a manutenção na
invéxis ginossomatica?
11. Como a vivência com inversoras veteranas auxilia no desenvolvimento da Tridotação
Consciencial?

ENTREVISTA COM INVERSORAS COM MAIS DE 10 ANOS DE APLICAÇÃO DA TÉCNICA:

1. Qual sua idade?


2. Quanto tempo você tem de aplicação da técnica da inversão existencial?
3. Qual sua maior dificuldade em relação a aplicação da técnica da invéxis?
4. Você tem alguma memória do curso intermissivo?
5. Se sim como foi e no que te ajudou?
6. Quais os pontos fortes do ginossoma para a aplicação da invéxis na seu caso?
7. Como você auxiliou para ajudar outras inversoras com seu traço?
8. Como a grupalidade e intercooperação feminina otimiza sua tecnicidade na invéxis?
9. Qual sua dica para as inversoras calouras?
10. Ao seu modo de ver como a grupalidade feminina otimiza a manutenção da invéxis ginossomatica?
11. Como a vivência com inversoras calouras auxilia no desenvolvimento da Tridotação Consciencial?

FRANZINI, Ana C. & LOPES, Bianca. Intercooperação Ginossomática na Invéxis. 50-61.


62 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

SEÇÃO: GRINVEX: COADJUVANTE DA INVÉXIS

FUNDAMENTOS DO GRINVEX
GRINVEX FUNDAMENTALS

FUNDAMENTOS DEL GRINVEX

Luiz Paulo Ramos*

*Luiz Paulo Ramos. Natural de São Paulo, SP, reside em Foz do Iguaçu, PR. 21
anos. Graduando em Biotecnologia. Voluntário da Associação Internacional de
Inversão Existencial (ASSINVÉXIS). Integrante do Grinvex Foz do Iguaçu, PR.

luizpauloc.ramos@gmail.com

Palavras-Chave: Resumo. Esta pesquisa tem o objetivo de explanar os fundamentos do grinvex en-
Invexologia; quanto equipe de pesquisa invexológica e atualizar dras diretrizes seguidas por este
grupo. Tendo em vista sua relevância para o continuísmo da Invexologia e sua mutabi-
Grinvex;
lidade ínsita, é necessária a descrição de suas características fundamentais, bem como
Grupo de Pesquisa; os aspectos temporais relacionados a este grupo de pesquisa. Como método utilizou-se
Gesconografia pesquisa bibliográfica e a experiência do autor na participação e coordenação de dois
Invexológica. Grinvexes (Foz do Iguaçu e São Paulo), e na Coordenação Geral dos Grinvex (CGG).
Como conclusão, afirma ser o grinvex fixador do Curso Intermissivo para o inversor
Keywords: existencial, contribuindo para a renovação da CCCI por meio do vanguardismo na
proposição de atividades de estudo e pesquisa.
Invexology;
Grinvex; Abstract. This research aims to explain the grinvex fundamentals as an invexological
Research Group; research team and to update the guidelines followed by this group. Given its relevance
Invexological for the continuity of Invexology and its inherent mutability, it is necessary to describe
its fundamental characteristics, as well as the temporal aspects related to this research
Gesconography. group. As a method, it was used bibliographic research and the author's experience in
the participation and coordination of two Grinvexes (Foz do Iguaçu and São Paulo),
Palabras-clave: and in the Grinvex General Coordination (CGG). As a conclusion, posits the grinvex
Invexologia; as an intermissive course fixer for the existential inverter, contributing to the renewal
Grinvex; of CCCI through the vanguardism in proposing study and research activities.
Grupo de
Resumen. Esta investigación tiene el objetivo de explicar los fundamentos del grinvex
Investigación; como equipo de investigación invexológica y actualización de las directrices seguidas
Gesconografia por este grupo. Considerando su relevancia para el continuismo de la Invexología y su
Invexológica. mutabilidad ínsita, es necesaria la descripción de sus características fundamentales, así
como los aspectos temporales relacionados a este grupo de investigación. Como mé-
todo se utilizó investigación bibliográfica y la experiencia del autor en la participación
y coordinación de los Grinvexes (Foz do Iguazú y São Paulo), y en la Coordinación
General de los Grinvex (CGG). Como conclusión, se afirma que el grinvex es fijador
del Curso Intermisivo para el inversor existencial, contribuyendo para la renovación
de la CCCI por medio del vanguardismo en la proposición de actividades de estudio
e investigación.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 63

INTRODUÇÃO

Importância. O Grinvex é de grande importância para a Invexologia, pois nele se incubam


não só pesquisas com a temática da inversão existencial, como também pesquisadores sérios desta
ciência. Hoje (ano base 2018), grande parte do público-alvo das atividades da ASSINVÉXIS está nos
grinvexes.

Mudança. Desde sua fundação em 9 de fevereiro de 1992 no Rio de Janeiro, este grupo pas-
sou por diversas alterações em sua estrutura. Critérios foram mantidos, atualizados, revisados e adap-
tados, além de sua inter-relação com as Instituições Conscienciocêntricas amadurecer com o tempo.

Justificativa. Tendo em vista sua relevância para o continuísmo da Invexologia e sua mutabi-
lidade ínsita, é necessário a descrição de suas características fundamentais, bem como a atualização de
aspectos temporais relacionados a este grupo de pesquisa.

Objetivo. Deste modo, este artigo tem o objetivo de explanar os fundamentos do Grinvex en-
quanto equipe de pesquisa invexológica, fazer atualização das diretrizes seguidas por este grupo, bem
como entender os efeitos do grinvex na Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional
(CCCI).

Metodologia. Como método utilizou-se pesquisa bibliográfica e a experiência do autor na par-


ticipação e coordenação de dois grinvexes (Foz do Iguaçu e São Paulo), e na Coordenação Geral dos
Grinvexes (CGG), atividade desempenhada em parceria com Vitória Alves (ano-base: 2018).

Seções. O artigo está dividido nas seguintes seções: I. O que é o Grinvex e quais seus objeti-
vos? II. Diretrizes do Grinvex; III. Atividades do Grinvex e Gestações Conscienciais; IV. Resultados
práticos do Grinvex.

I. O QUE É O GRINVEX E QUAIS SEUS OBJETIVOS

I.1 HISTÓRIA E DEFINIÇÃO


Histórico. A invéxis foi proposta publicamente em 1991, no I Congresso Brasileiro de Proje-
ciologia, pelo professor e pesquisador Waldo Vieira. Como consequência direta, dia 9 de fevereiro de
1992 fundou-se o primeiro grupo de inversores existenciais, na cidade do Rio de Janeiro. Este grupo
tinha por objetivo aflorar a mentalsomática dos jovens pesquisadores da Conscienciologia.

Aglutinação. Nos anos seguintes diversos outros grupos foram abertos em diferentes cidades,
tal qual efeito halo da inversão existencial. Isto evidencia a seguinte tese: constructos cosmoéticos,
quando tomados por premissa unânime, circunscrevem a grupalidade evolutiva.

Publicação. O primeiro texto sobre invéxis e grinvex foi publicado em 1994, no livro 700 Ex-
perimentos da Conscienciologia, dois anos após o movimento grupal de ascensão da Invexologia ter
iniciado.

Invéxis. Nesta obra, o autor define invéxis da seguinte forma (VIEIRA, 1994, p. 690):
A invéxis é o planejamento técnico, máximo para a vida intrafísica a que a conscin
pode se propor, fundamentada na Conscienciologia e na Projeciologia, sem influên-
cias doutrinárias, sectárias, inculcadoras, místicas, ou mesmo das ciências acadê-
micas, convencionais e mecanicistas. Ciência inútil não é Ciência.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


64 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Grinvex. Neste mesmo trabalho, o autor também conceitua o chamado grupo de inversores
existenciais. (VIEIRA, 1994, p.715):
O Grinvex, ou grupo de inversores existenciais, é a reunião e vivência intrafísica, de
alunos melhores dos cursos intermissivos, visando à experiencia da invéxis planifi-
cada em seus mínimos detalhes.

Abordagem. Esta definição traz em si uma compreensão latu senso do Grinvex, podendo ser
extrapolada, mutatis mutandis, para ASSINVÉXIS como um todo. Nela descreve-se o objetivo central
e abstrato deste grupo de pesquisa, contudo carece de pragmaticidade. Tendo isso em vista, cabe
também a seguinte conceituação, feita por André (2018, p. 11.673):
O Grinvex, ou grupo de inversores existenciais, é a equipe de pesquisa invexológica
vinculada à Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS), reu-
nida periodicamente para o aprofundamento nos estudos da técnica da invéxis, obje-
tivando a interassistência através da tares na produção de gescons pessoais e grupais.

Institucionalização. Nesta são definidos aspectos institucionais e pragmáticos do grupo de


pesquisa, tais como sua vinculação com a ASSINVÉXIS e a gesconografia como objetivo final. Am-
bas estão corretas, e a compreensão das duas é fundamental ao leitor.

I.2. OBJETIVOS GERAIS DO GRINVEX


Objetivo. Essencialmente, o Grinvex visa auxiliar o inversor a vivenciar a invéxis. Como
meio para este fim fazem-se pesquisas e debates sobre Invexologia. Em ordem prática, é possível enu-
merar os seguintes objetivos:
1. Pesquisa. A pesquisa em Invexologia é o objetivo primeiro do grinvex. Os demais, assim
como os ganhos hauridos pelo inversor, são decorrentes desta prática.
2. Teática. Segundo objetivo, enquanto consequência direta do primeiro, é o aprofundamento
teático da técnica da invéxis. Em síntese: a vivência da invéxis.
3. Interassistência. Objetiva-se a interassistência horizontal por meio da troca de experiên-
cias entre inversores existenciais.
4. Gesconografia. Como acabativa das pesquisas invexológicas, está a publicação de gesta-
ções conscienciais de materpensene invexológico. Este, por definição, pode ser colocado como meta
final de todo Grinvex.

Prioridade. A invéxis é o objeto de estudo do Grinvex, e sua especialidade a Invexologia.


Correlações com demais especialidades da Conscienciologia são pertinentes, contudo a substituição de
seu materpensene por outro consiste na fuga de seu objetivo.

II. DIRETRIZES DO GRINVEX


Definição. As diretrizes do Grinvex são as regras, os critérios de participação, as normas de
conduta e a organização interna do grupo de inversores existenciais, os quais estabelecem o funciona-
mento, o direcionamento e os limites das pesquisas grinvexológicas.

Normas. Visando a segurança e homeostase nas pesquisas, o Grinvex tem estrutura de orga-
nização interna, bem como diretrizes institucionais, capazes de manter a ordem entre os objetivos do
grupo e as formalidades necessárias na socin.

Seção. Nesta seção serão descritas as diretrizes fundamentais. Para maiores detalhamentos,
recomenda-se a leitura do manual dos grinvexes e o contato com a Coordenação Geral dos Grinvexes.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 65

II.1. APLICAR A TÉCNICA DA INVÉXIS


Critério. A aplicação da técnica da invéxis é o primeiro critério para ingresso em grinvex.

Internalização. Primeiramente, se o objetivo do grinvex é internalizar, vivenciar, aplicar


e exemplificar a invéxis por meio da convergência teática dos participantes, não ser inversor e estar no
grupo é ilógico. Um integrante aplicante da recéxis, por exemplo, embora possa colaborar com suas
experiências pessoais, naturalmente não é capaz de atingir o objetivo final do grupo de inversores.

Exceções. Exceções já foram abertas no passado, tolerando 25% de reciclantes no grupo, a fim
de ampliar a troca de ideias. No entanto, a experiência mostrou o insucesso da flexibilização deste
critério, pois o resultado foi o arrefecimento do holopensene invexológico nos grinvexes.

Intenção. Este arrefecimento ocorre devido à divergência intencional da participação do reci-


clante em grinvex. Embora este possa auxiliar os inversores em diversos contextos, seu materpensene
paratecnológico difere da aplicação da invéxis, logo seu holopensene também não contribui com o ob-
jetivo final do grupo: a vivência da invéxis.

II.2. VOLUNTARIADO CONSCIENCIOLÓGICO


Critério. Segundo critério para participação de grinvex é o voluntariado conscienciológico, na
ASSINVÉXIS e em outras instituições conscienciocêntricas (ICs) quando necessário.

Interassistência. A filosofia básica da invéxis é a interassistência desde a juventude, não es-


perando a aposentadoria para tal. O voluntariado oportuniza ao jovem a vivência desse tipo de experi-
ência, dentro de ambiente intencionalmente organizado para isto. Portanto, este critério visa auxiliar o
inversor participante de grinvex a vivenciar o cerne da técnica da inversão existencial: a assistência.

Retribuição. Ademais, a doação dos próprios esforços à instituição que decidiu acolher as
pesquisas grupais é demonstração mínima de gratidão e retribuição, primeiros princípios da interassis-
tencialidade.

Antagonismos. A profilaxia de antagonismos institucionais é outro motivo para tal critério.


Em outros tempos, o grinvex era usado por conscins inescrupulosas como espaço de crítica dissimula-
da às ICs. A necessidade de vinculação formal com as ICs previne esta prática.

II.3. COORDENAÇÃO GRINVEXOLÓGICA


Função. A coordenação é função administrativa presente em todos os grinvexes, essencial em
sua organização interna, e sua atribuição essencial é garantir a coesão e o continuísmo das pesquisas
grupais. Também é responsável por aglutinar os inversores, bancar o grupo até que este funcione,
mediante exemplarismo pessoal e conscientização das autorresponsabilidades.

Definição. Segundo Moreno (2018):


A coordenação grinvexológica é o cargo ou função administrativa, parapolitica
e paradiplomática do aplicante da técnica da invéxis, mulher ou homem, líder,
exemplarista e responsável em aglutinar, acolher, integrar, mediar e assistir os de-
mais integrantes do Grinvex, organizando e gerindo o trabalho grupal em torno da
pesquisa invexológica, da produção de gescons e da convivialidade sadia.

Responsabilidades. Também segundo Moreno, pode-se elencar outras responsabilidades nor-


malmente adstritas ao coordenador:
1. Pautas. O preparo das pautas da reunião.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


66 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

2. Ambiente. A chegada com 1 hora de antecedência no local das reuniões.


3. Acolhimento. O acolhimento de novos integrantes.
4. Mediação. A mediação dos debates no grupo.
5. Tempo. A administração do tempo nas reuniões.
6. Suporte. O suporte emocional aos integrantes em crise.
7. Atas. A revisão das atas das reuniões.

Comunicação. É papel do coordenador manter comunicação constante com a Coordenação


Geral dos Grinvexes, informando sobre a situação do grupo e atualizando-se quanto à ASSINVÉXIS.

Transição. Toda transição de coordenação é acompanhada pela Coordenação Geral dos Grin-
vexes, de modo a auxiliar nos momentos de turbulência que caracterizam as transições de liderança.

Pré-requisito. Atualmente, o pré-requisito para seu exercício é ser docente de Consciencio-


logia ou estar em processo de formação, sendo necessário concluí-lo em até 6 meses.

II.4. ATAS
Diretriz. Outra diretriz fundamental, presente desde a primeira reunião do Grinvex Rio em
1992, é o registro escrito das reuniões em atas.

Definição. Segundo Ramos (2016, p. 34), a ata é:


A função destinada ao registro escrito de fatos ou ocorrências verificadas em reuni-
ão, com o objetivo de perpetuar as informações relevantes, proporcionando amplo
material de pesquisa histórica do grupo.

Registro. As atas funcionam como registro histórico do grinvex. Este registro serve não só pa-
ra posteriores pesquisas eventualmente feitas, como também para organização do grupo, registrando
delegações de tarefas, planejamentos, deliberações.

Compartilhamento. Além disso, as atas são compartilhadas com outros grinvexes e com
a CGG. Isto, por sua vez, auxilia a CGG no acompanhamento das atividades grupais e também ins-
piram outros grinvexes a realizarem atividades semelhantes às registradas em ata.

II.5. PLANEJAMENTO GRINVEXOLÓGICO


Definição. O planejamento grinvexológico é a planificação ou determinação de conjunto de
procedimentos, feito pelo grupo de inversores existenciais, visando cumprir determinada ação, tarefa
ou objetivo grupal, de materpensene invexológico, considerando-se aspectos físicos e temporais.

Objetivo. O planejamento, seja de curto, médio ou longo prazo começa com um objetivo cen-
tral, uma meta magna, capaz de motivar todos os integrantes em fluxo de atividades coesas, dispostas
em grande quantidade de reuniões.

Exemplos. Este objetivo pode ser diverso: leitura da seção invexibilidade do 700 Experimen-
tos da Conscienciologia, escrita de artigo grupal, organização de Debate Aberto sobre Inversão Exis-
tencial. É importante este objetivo ser definido pelo grupo e que todos se motivem perante ele.

Calendário. Este objetivo é disposto em atividades e metas menores, podendo ser organizado
em cronograma, dentro de um calendário.

Pautas. Para tanto, são elaboradas pautas em todas as reuniões, alinhadas com o planejamento
geral no grupo, consistindo no planejamento de curtíssimo prazo e no senso de priorização grupal.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 67

Acabativa. Este planejamento é condição imprescindível para o cumprimento das metas


e consequente amadurecimento grupal. Sem ele, as atividades grupais ficam desconexas, sem sentido,
levando à desmotivação dos integrantes.

II.7. COORDENAÇÃO GERAL DOS GRINVEXES

Definição. A Coordenação Geral dos Grinvexes (CGG) é a função administrativa, realizada


por voluntário da ASSINVÉXIS, relacionada ao departamento técnico científico da instituição, delega-
da a orientar e acompanhar as atividades e os integrantes dos diversos grinvexes existentes, resolvendo
conflitos e fazendo esclarecimento aos grupos quanto à Invexologia.

Segurança. A CGG caracteriza-se como arrimo ou porto seguro dos grinvexes, tal qual ponto
de referência para eventuais dúvidas e orientação quanto à resolução de problemas diversos, sejam nos
âmbitos de pesquisa ou interpessoais.

Conexão. Nem sempre é fácil para um grinvex manter-se conectado à sede da ASSINVÉXIS
em Foz do Iguaçu ou à rede intergrinvexológica composta pelos diversos grupos espalhados pelo Bra-
sil. O contato frequente com a CGG facilita a manutenção.

RGG. A Reunião Geral dos Grinvexes (RGG), isto é, reunião online ou presencial composta
pela aglutinação dos diversos grupos de inversores, é a principal ferramenta para esta conexão.

Acompanhamento. Somado a isto, também são feitas reuniões periódicas de acompanha-


mento com os coordenadores e demais integrantes de cada grupo, a fim de auxiliar no continuísmo
homeostático das atividades.

Aporte. É comum o relato de após haver reuniões com a CGG, os integrantes do grinvex
sentirem-se mais motivados e inspirados para com as atividades de pesquisa em Invexologia. Por hipó-
tese, isso se deve a conexão com a rede integrinvexológica que o contato com a CGG promove (colé-
gio invisível da Invexologia).

III. ATIVIDADES DO GRINVEX E GESTAÇÕES CONSCIENCIAIS

Atividades. No grinvex uma série de atividades podem ser realizadas, estando este livre para
as escolher, valendo a pena enfatizar: quem decide as atividades a serem realizadas é o próprio grin-
vex. Contudo, é lógico todas terem como materpensene a Invexologia, a fim de caracterizarem o ho-
lopensene grupal de invéxis.

Desafios. Não existe evolução sem desafios. Optar por atividades desafiadoras, capazes de ti-
rar os integrantes da zona de conforto é intrínseco ao materpensene invexológico. Um grinvex pacato,
a pasmaceira nas reuniões ou a mesmice indica a necessidade urgente de renovação grupal.

Sugestões. À luz destas reflexões, seguem exemplos de atividades que podem ser realizadas:
1. Estudos. Leitura e debate da bibliografia básica sobre Invexologia: o livro Inversão Exis-
tencial e o 700 Experimentos da Conscienciologia.
2. Debate. Debates sobre as evitações e fundamentos técnicos da invéxis.
3. Seminários. Seminários internos de pesquisas invexológicas individuais.
4. Invexobalanço. Autocrítica semanal pautada nos fundamentos da invéxis.
5. Invexograma. Preenchimento do invexograma.
6. Maxiplanejamento. Oficinas de maxiplanejamento.
7. Cine-debate. Debate de filmografia invexológica.
8. Bibliodebate. Debate de livros relacionados à Invexologia.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


68 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

9. Divulgação. Reuniões abertas, visando acolher novos candidatos à invéxis.


10. Teleconferências. Seminários online intergrinvexes.
11. Gesconografia. Campos de escrita individuais e/ou grupais.
12. Debates. Debates Abertos sobre Inversão Existencial.
13. Eventos. Organização de eventos da ASSINVÉXIS na cidade.
14. Simpósio. Organização do Simpósio do Grinvex (SIG).

Parapsiquismo. Um tipo de atividade não pode ser realizado pelos grinvexes: trabalhos com
as energias. Esta diretriz serve como profilaxia de assédios grupais, tais como semipossessões ou as-
similações antipáticas.

Amadurecimento. De modo didático, podemos dividir estas atividades em duas fases de ama-
durecimento:
1. Iniciante. Focada nos estudos básicos sobre inversão existencial a fim de compreender os
fundamentos desta técnica evolutiva.
2. Produtiva. Focada na publicação de gestações conscienciais sobre inversão existencial, re-
sultado do aprofundamento cognitivo ante esta técnica evolutiva.

Prioridade. Um grupo de pesquisa precisa demonstrar resultados. A gesconografia configu-


ra-se como prioridade de todo grinvex, pois funciona como chancela da teática invexológica grupal
e, principalmente, como ampliação da interassistência, fim último do grinvex.

Legado. O grinvex, quando focado na publicação de gescons, gera dividendos ou resultados


interassistenciais para além do mesmo, chegando mais próximo da assistência atacadista, fim último
da invéxis. Ou seja, gera legado grinvexológico para as gerações futuras de intermissivistas, para
a CCCI e para os demais grinvexes.

Formato. Este legado pode aderir aos mais diversos formatos, e serão detalhados e contex-
tualizados historicamente na próxima seção. Contudo, há formato padrão adotado enquanto gescon:
a escrita. Este padrão é adotado por ser mais pragmático e ao mesmo tempo permitir o aprofunda-
mento cognitivo, tanto do leitor quanto do escrito.

IV. RESULTADOS PRÁTICOS DO GRINVEX


Legado. O grupo de inversores atua como incubadora não só de líderes, como também de
legados conscienciológicos. Deste modo, nesta seção será defendida a seguinte tese: o grinvex funcio-
na como pedra fundamental, ou célula embrionária, da grupalidade evolutiva almejada na Comunidade
Conscienciológica Cosmoética Internacional.

Projeto. Segundo Ferraro (2009, p.140), já na primeira reunião do Grinvex Rio em 1992,
como atividade foi proposto o Projeto Painel, isto é, painel de madeira exposto na entrada do IIP onde
seriam afixados textos elaborados pelos integrantes do grupo. O primeiro tema de pesquisa foi Artefa-
tos do Saber, apresentado posteriormente no I Simpósio de Projeciologia.

Holoteca. Deste fato infere-se a relação, ainda que de maneira indireta, do grinvex com
a Cognópolis, pois este trabalho preconizava as estruturas da Holoteca e do Holociclo, sediadas no
Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, em Foz do Iguaçu.

Pesquisa. O grinvex foi também o primeiro Grupo de Pesquisa da Consciência. Antes de sua
fundação, havia menos autonomia intelectual entre os voluntários das ICs, ajudando a formar outros
GPCs, tais como o GPC-Tenepes e o Grecex (Grupo de Reciclantes Existenciais).

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 69

Cultura. Como hipótese, pode-se considerar o grinvex precursor da produtividade mental-


somática da CCCI. Em resumo, foi célula embrionária de outras instâncias de pesquisas, tais como:
congressos, simpósios, periódicos científicos, demais grupos de pesquisas, possivelmente os 500 ver-
betógrafos da Enciclopédia da Cosncienciologia.

Administração. Além do mais, ao longo da história, sobretudo do IIPC, foi comum ver jovens
amadurecerem consciencialmente com o auxílio do grinvex e posteriormente assumirem cargos de res-
ponsabilidade na IC. Em 1996, por exemplo, 25% do corpo docente do IIP era composto por inte-
grantes de Grinvexes de todo o Brasil (Jornal da Invéxis, 1996, p. 6).

Síntese. Além de professores, coordenadores e epicons, o Grinvex gerou frutos bastante diver-
sos, muitos deles atuantes até os dias atuais, destacando-se:
1. CINVÉXIS: proposição do Congresso Internacional de Inversão Existencial em 1998, pelo
Grinvex Florianópolis, hoje a principal atividade de aglutinação de inversores.
2. SIG: o Simpósio do Grinvex, proposto em 1997 pelo Grinvex São Paulo, atividade ainda
hoje organizada pelos grinvexes também com a função de aglutinar inversores.
3. Gescon: proposição da revista Gestações Conscienciais, em 1994 pelo Grinvex Rio de Ja-
neiro, a fim de organizar as gescons escritas nos grinvexes, hoje principal publicação de Invexologia.
4. Debates: proposição dos Debates Abertos sobre Inversão Existencial, em 2014 pelo
Grinvex São Paulo, hoje parte da grade curricular da ASSINVÉXIS.
5. Jornal: publicação dos Jornais da Invéxis, sendo a primeira edição em 1994, feito pelo
Grinvex São Paulo em parceria com o Grinvex Ribeirão Preto.
6. ASSINVÉXS: proposição da ASSINVÉXIS, anteriormente enquanto departamento do II-
PC chamado Assessoria ao Inversor Existencial, em 1999, transformado em IC em 2004.
7. Biocam: Caminhada Bioenergética, inicialmente com o nome de Caminhada Ecológica,
feito pelo Grinvex Rio de Janeiro, em 1992, a fim de arrecadar fundos, hoje curso introdutório orga-
nizado pela ASSINVÉXIS.

Publicação. Desta listagem se destacam o Simpósio do Grinvex (SIG) e o Congresso Interna-


cional de Inversão Existencial (CINVÉXIS), hoje principais ambientes de publicação das pesquisas
invexológicas. A participação e o compartilhamento de pesquisas nesses ambientes tornam possível
a identificação da força da rede grinvexológica.

Efeito. Tal qual efeito halo da inversão existencial, essa aglutinação de inversores e candida-
tos à invéxis amplia a recuperação de cons, lucidez e motivação proexológica dos participantes, geran-
do marcos nas proéxis grupais. É comum o enfrentamento de posicionamentos críticos nesses eventos:
opção pela invéxis, mudança para Foz do Iguaçu, assunção de posição de liderança.

União. Partindo do princípio que a união faz a força (VIEIRA, 1994, p.720):
Os integrantes dos Grinvexes podem se ajudar mutuamente na planificação de metas
existenciais inversivas, devido à convergência de valores e objetivos, sendo por isso
terceiro coadjuvante da invéxis, depois dos amparadores e da vida intelectual dina-
mizada.

Compromisso. Deste modo, se a invéxis é sinal precoce de responsabilidade intermissiva, ao


servir de coadjuvante da inversão da existência o grinvex reverbera em todo o complexo maxiproexo-
lógico, uma vez que catalisa a recuperação de cons de peças chaves da maxiproéxis.

Responsabilidade. Portanto, ser integrante de grinvex é grande responsabilidade perante a In-


vexologia, a CCCI e as futuras gerações de intermissivistas, pois significa participar da consolidação
do holopenese intermissivista no planeta Terra.

RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


70 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Grinvex. O Grinvex, ou grupo de inversores existenciais, é equipe de pesquisa vinculada
à ASSINVÉXIS que tem por objeto de estudo a inversão existencial e visa auxiliar os inversores a fi-
xarem as premissas desta técnica em suas proéxis.

Atividades. As atividades realizadas pelo grupo são escolhidas conforme a motivação dos in-
tegrantes, não havendo nenhum tipo de coerção. Contudo, os materpensene de todas as atividades de-
vem ser a Invexologia.

Diretrizes. A fim de manter a qualidade das pesquisas e da convivialidade entre os integran-


tes, o grinvex segue diretrizes, sendo neste artigo ressaltado a aplicação da invéxis, o voluntariado
conscienciológico, a coordenação do grinvex, as atas, as pautas e a Coordenação Geral dos Grinvexes.

Resultados. Por fim, o grinvex atua como fixador do Curso Intermissivo para o inversor exis-
tencial, contribuindo para a renovação da CCCI por meio do vanguardismo na proposição de ativida-
des de estudo e pesquisa

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. André, Thiago; Grinvex; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; apres.
Coordenação da ENCYCLOSSAPIENS; revisores Equipe de Revisores da ENCYCLOSSAPIENS; 27 Vols.;
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termos (verbetes); 701 microbiografias; 274 tabs.; 702 verbetógrafos; 28 websites; 670 filmes; 13.896 refs.; 54 videografias;
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2. Ferraro, Cristiane; Histórico Invexológico Grupal; Artigo; VIII Congresso Internacional de Inversão
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Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; Abril-Junho, 2009; páginas 135 a 148.
3. Grinvex SP; Informativo: GPC, Grinvex, Brasil; Jornal da Invéxis; Reportagem; Jornal; Ribeirão Preto, SP;
Ano 2; N. 4; seção: Grinvex; Outubro; 1996; p. 6.
4. Ramos, Luiz Paulo; O Grinvex e suas Peculiaridades Técnicas Intergrupais Artigo; XXVI Simpósio do
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5. Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.; 8 índices; 2
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Projeciologia (IIP); Rio de Janeiro, RJ; 1994; páginas 689 a 715.

REFERÊNCIAS RECOMENDADAS
1. ASSINVÉXIS; Fundamentos do Grinvex; curso online; 12 aulas; disponível em:
<https://assinvexis.org/produto/fundamentos-do-grinvex/>; acesso em: 21 de março, 2019.
2. Machado, Camila; Manual dos Grinvexes: Grupo de Inversores Existenciais; Documento Institucional;
revisores Ibis Lourenço, et al; Design: Vitória Alves; 37 p.; 7 caps.; 13 enus.; 10 refs.; Associação Internacional de Inversão
Existencial (ASSINVÉXIS); Foz do Iguaçu, PR; 2019; páginas 2 a 12.

REFERÊNCIAS CONSULTADAS
1. André, Thiago; Grinvexologia: Analises Conceituais e Praticas dos Grupos de Inversores Existenciais;
Artigo; XI Congresso Internacional de Inversão Existencial; Foz do Iguaçu, PR; 14-17.07.14; Conscientia; Revista;
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Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; Janeiro-Março,
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2. Idem; Manual dos Grinvexes: Grupo de Inversores Existenciais; Fotocópia; revisores Cirleine Couto; et al.;
34 p.; 13 caps.; 15 enus.; 10 refs.; 28 x 21,5 cm; espiral; Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS);
Foz do Iguaçu, PR; 2013; páginas 2 a 12.
3. Borges, Pedro; O Grinvex e a Formação do Invexólogo; Artigo; XI Congresso Internacional de Inversão
Existencial; Foz do Iguacu, PR; 14-17.07.14; Conscientia; Revista; Trimestral; Ed. Especial; Vol. 18; N. 1; Secao: Artigo
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4. Franzini, Ana Catarine; O Grinvex enquanto Aporte Existencial da Conscin Inversora; Artigo; XXVI Sim-
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5. Lourenço, Ibis; Desenvolvimento Grinvexológico: Crescendo de Representatividade Interassistencial; Artigo;
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6. Idem; Grinvexologia; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; apres.
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7. Idem; Grinvexometria; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; apres.
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8. Idem; Desenvolvimento Grinvexológico; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
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termos (verbetes); 701 microbiografias; 274 tabs.; 702 verbetógrafos; 28 websites; 670 filmes; 13.896 refs.; 54 videografias;
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9. Medrado, Glaucia; Reflexão sobre Bases e Dinâmicas dos Grupos de Inversores; Artigo; Conscientia; Revista;
Foz do Iguaçu, PR; Vol. 18; N.1; 1 tab.; Janeiro-Março, 2014; 7 enus.; 7 refs.; disponível em
http://www.ceaec.org/index.php/conscientia/article/viewFile/631/614; acesso em: 11.08.2016.
10. Moreno, Igor; Coordenação Grinvexológica; Artigo; XXVI Simpósio do Grinvex; São Paulo, SP; 17-18.09.16;
Gestações Conscienciais; Revista; Vol. 6; Seção Paratecnologias do Grinvex; 16 abrevs.; 1 citação; 1 E-mail; 21 enus.; 1
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Iguaçu, PR; 2016; páginas 83 a 103.
11. Idem; Coordenação Grinvexológica; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
verbete N. 4.627 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 05.10.2018; disponivel em: <
http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >; acesso em: 13.04.2019.
12. Idem; Contraponto Grinvex / Movimento Estudantil; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
Conscienciologia; apres. Coordenação da ENCYCLOSSAPIENS; revisores Equipe de Revisores da ENCYCLOSSAPIENS;
27 Vols.; CLXXIV+23.004 p.; 1.112 citações; 11 cronologias; 33 E-mails; 206.055 enus.; 602 especialidades; 1 foto; glos.
4.580 termos (verbetes); 701 microbiografias; 274 tabs.; 702 verbetógrafos; 28 websites; 670 filmes; 13.896 refs.; 54
videografias; 1.087 webgrafias; 9ª Ed. Digital; rev. e aum.; Associação Internacional de Enciclopediologia Cons-
cienciológica (ENCYCLOSSAPIENS); & Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2018; ISBN 978-85-8477-
120-2; páginas 11.673 a 11.677; disponível em: <http://encyclossapiens.space/nona/ECDigital9.pdf>.
13. Oliveira, Felipe; Benefício do Grinvex; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
apres. Coordenação da ENCYCLOSSAPIENS; revisores Equipe de Revisores da ENCYCLOSSAPIENS; 27 Vols.;
CLXXIV+23.004 p.; 1.112 citações; 11 cronologias; 33 E-mails; 206.055 enus.; 602 especialidades; 1 foto; glos. 4.580
termos (verbetes); 701 microbiografias; 274 tabs.; 702 verbetógrafos; 28 websites; 670 filmes; 13.896 refs.; 54 videografias;
1.087 webgrafias; 9ª Ed. Digital; rev. e aum.; Associação Internacional de Enciclopediologia Conscienciológica
(ENCYCLOSSAPIENS); & Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2018; ISBN 978-85-8477-120-2;
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14. Idem; Cooperação Intergrinvexes; verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia;
apres. Coordenação da ENCYCLOSSAPIENS; revisores Equipe de Revisores da ENCYCLOSSAPIENS; 27 Vols.;
CLXXIV+23.004 p.; 1.112 citações; 11 cronologias; 33 E-mails; 206.055 enus.; 602 especialidades; 1 foto; glos. 4.580
termos (verbetes); 701 microbiografias; 274 tabs.; 702 verbetógrafos; 28 websites; 670 filmes; 13.896 refs.; 54 videografias;
1.087 webgrafias; 9ª Ed. Digital; rev. e aum.; Associação Internacional de Enciclopediologia Conscienciológica
(ENCYCLOSSAPIENS); & Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2018; ISBN 978-85-8477-120-2;
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RAMOS, Luiz Paulo. Fundamentos do Grinvex. 62-71.


72 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

SEÇÃO: GRINVEX: COADJUVANTE DA INVÉXIS

POSICIONAMENTO INVEXOLÓGICO NO GRINVEX


INVEXOLOGICAL POSITIONING IN THE GRINVEX

POSICIONAMENTO INVEXOLÓGICO EN EL GRINVEX

Grinvex Belo Horizonte*

*Felipe Junqueira, 28 anos; Jéssica Laudares da Silva, 27 anos;


Talissa Cardoso Rossi de Oliveira, 21 anos. Integrantes do Grin-
vex Belo Horizonte, MG.

Palavras-chave Resumo. O presente artigo discorre sobre a importância do posicionamento invexo-


lógico pessoal e sua decorrência no grupo de inversores existenciais. O objetivo da
Invéxis;
pesquisa consistiu relatar o aprimoramento do posicionamento invexológico dos parti-
Invexologia; cipantes do Grinvex BH e auxiliar a esclarecer outros grinvexes acerca da importância
Grupalidade; da qualificação deste posicionamento pessoal e grupal no grinvex. O artigo foi cons-
Grinvex; truído através do estudo bibliográfico, da experiência do Grinvex Belo Horizonte e da
ASSINVÉXIS. aplicação do invexograma por seus integrantes. O resultado foi maior compreensão
sobre o processo de amadurecimento do grupo. Como conclusão, tem-se que o posi-
Keywords cionamento invexológico é um dos itens mais importantes a se cultivar dentro do grin-
vex.
Invexis;
Abstract. The present article discusses the importance of personal invexological
Invexology;
positioning and its consequence in the group of existential inverters - grinvex. The re-
Groupality; search objective was to report the invexological positioning improvement of Grinvex
Grinvex; BH participants and to help to clarify other grinvexes about the importance of quali-
ASSINVÉXIS. fying this personal and group positioning in grinvex. The article was written through
the bibliographic study, the Grinvex Belo Horizonte experience and the Invexogram
Palabras-clave application by its members. The result was a greater understanding of the ripening
process of group. As a conclusion, the invexological positioning is one of the most
Invéxis; important items to cultivate within grinvex.
Invexologia;
Grupalidad; Resumen. El presente artículo analiza la importancia del posicionamiento invexoló-
gico personal y su resultado en el grupo de inversores existenciales. El objetivo de la
Grinvex;
investigación consistió en relatar el mejoramiento del posicionamiento invexológico
ASSINVÉXIS. de los participantes del Grinvex BH y auxiliar a aclarar otros grinvexes acerca de la
importancia de la cualificación de este posicionamiento personal y grupal en el grin-
vex. El artículo fue construido a través del estudio bibliográfico, de la experiencia del
Grinvex Belo Horizonte y de la aplicación del invexograma por sus integrantes. El
resultado fue una mayor comprensión sobre el proceso de madurez del grupo. Se llegó
a la conclusión de que el posicionamiento invexológico es uno de los elementos más
importantes a cultivar dentro del Grinvex.

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 73

INTRODUÇÃO
Motivação. A motivação para a escrita deste artigo surgiu de experiências vivenciadas pelo
Grinvex de Belo Horizonte, nas quais foi perceptível a influência e importância do posicionamento
invexológico dos participantes para o amadurecimento do grupo.

Objetivo. O objetivo da pesquisa consistiu em relatar o aprimoramento do posicionamento


invexológico dos participantes do Grinvex BH e auxiliar a esclarecer outros grinvexes acerca da im-
portância da qualificação desta postura pessoal e grupal, contribuindo para o desenvolvimento da ciên-
cia Invexologia.

Metodologia. Eis os passos realizados para o desenvolvimento desta pesquisa em ordem cro-
nológica:
1. Aplicação do Invexograma pessoal;
2. Estudo de artigos, verbetes e materiais sobre a técnica da invéxis;
3. Levantamento de indicadores que auxiliam o posicionamento invexológico;
4. Posturas otimizadoras dentro do grupo para auxiliar o posicionamento;
5. Reflexões e debates sobre o material estudado.

Estrutura. Este artigo está dividido em 5 seções: I. Definições; II. O posicionamento inve-
xológico individual e grupal; III. Benefícios do Posicionamento; IV. Otimizações e Evitações do Po-
sicionamento Invexológico; e V. Resultados.

I. DEFINIÇÕES
Invéxis. “A inversão existencial ou invéxis é a técnica de planejamento máximo da vida hu-
mana, fundamentada na Conscienciologia, aplicada desde a juventude, objetivando o cumprimento da
programação existencial, o exercício precoce da assistência e evolução” (Nonato et al., 2011).

Grinvex. O Grinvex, ou o grupo de inversores existenciais, é a equipe de pesquisa invexo-


lógica profissional vinculada à Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS),
reunida periodicamente para o aprofundamento nos estudos da técnica da invéxis, objetivando a inter-
assistência através da tares na produção de gescons grupais e pessoais.

Posicionamento. “O posicionamento invexológico é a posição pessoal ideológica e cosmoeti-


camente definida pela conscin lúcida, homem ou mulher, quanto à aplicação da técnica da inversão
existencial prevenindo-se contra erros, desvios e omissões desde cedo na fase da adolescência ou ju-
ventude em prol da dinamização evolutiva” (HATTORI, 2015).

II. O POSICIONAMENTO INVEXOLÓGICO INDIVIDUAL E GRUPAL


Jovem. Quando o jovem depara-se pela primeira vez com a técnica da inversão existencial,
muitas vezes o posicionamento perante a técnica não é algo imediato. É preciso analisar, ponderar e ter
suas próprias experiências até o momento de posicionar-se quanto à prática da invéxis.

Timing. Porém, existe um timing correto para o jovem tomar esta decisão. Caso fique em dú-
vida por muito tempo, a tendência é perder a oportunidade de escolha pela aplicação da técnica da in-
véxis.

Grinvex. Essa demora em se posicionar perante a técnica influencia o Grinvex como um todo,
caso o jovem em questão esteja participando do grupo de pesquisa. A falta de posicionamento de um
integrante pode acarretar nas 9 situações abaixo, ordenadas alfabeticamente:

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


74 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

1. Amadurecimento. Dificuldade em amadurecer o grupo para além do debate dos funda-


mentos da técnica;
2. Antagonismos. Dificuldade em debater a técnica sem gerar antagonismos;
3. Artigos. Dificuldade em realizar artigos grupais sobre a invéxis;
4. Desvio. Desvios dos temas tratados no grupo para temas não relacionados à inversão;
5. Dispersão. Propostas de atividades e pesquisa não relacionadas diretamente com a invéxis;
6. Emocionalismos. Reuniões carregadas no sen, com predominância de tratativas de situa-
ções emocionais cotidianas;
7. Enfraquecimento. Enfraquecimento do holopensense da invéxis nas reuniões;
8. Rapport. Dificuldade em fazer rapport com o amparo técnico de invéxis nas reuniões;
9. Relativização. Relativização da própria técnica da inversão existencial dentro do grupo.

Regra. O grinvex tem como regra (ano-base: 2018) para aqueles afinizados à técnica, mas
ainda não posicionados em aplicá-la, poderem frequentar o grupo como de visitante por até 3 reuniões.

Posicionamento. Após a participação nas 3 reuniões, é questionado ao visitante se ele tomou


a decisão de aplicar ou não a invéxis para dar continuidade à participação no grupo. Caso ainda não
tenha posicionamento definido, é recomendado a continuação das suas pesquisas de maneira indivi-
dual, sempre podendo contar com os membros do grinvex quando necessário. Tomada a decisão, caso
o mesmo opte por aplicar a invéxis, pode dar continuidade à sua participação no grupo.

Profilaxia. Essa regra é colocada como profilaxia aos desvios de objetivos no grupo, pois so-
mente com todos os membros bem posicionados em relação à invéxis é que o grinvex consegue
amadurecer e avançar nos estudos da técnica. Se o grinvex tiver uma ou mais pessoas indecisas em
aplicar ou não a técnica, a tendência é estagnar o desenvolvimento grupal.
Coordenador. Ao coordenador do grinvex, cabe acompanhar este visitante e estar disponível
para debater e solucionar as dúvidas com relação à inversão existencial. Também é importante que
o mesmo observe os membros atuais do grupo e o desenvolvimento de cada um na técnica da invéxis.

Incoerências. Podem ocorrer casos em que alguns membros do grupo dizem estar bem posi-
cionados, porém ao observar as colocações e atitudes do mesmo são observadas incoerências na sua
aplicação. Nesse caso, o membro precisa ser acompanhado e assistido pelos colegas de grupo, ajudan-
do-o a entender cada vez mais a técnica.

Perfeccionismo. Aplicar a técnica invéxis integralmente é um desafio que dificilmente um in-


versor jejuno irá alcançar sendo preciso muito estudo e prática. Muitas vezes a pessoa que iniciou
a aplicação da técnica há pouco tempo não tem conhecimento suficiente de todos os seus fundamentos
ou ainda não os compreende na sua totalidade. Neste sentido, o coordenador do grupo junto aos mem-
bros mais veteranos, podem ajudar este jovem a aprofundar nos conceitos, de maneira a superar as in-
coerências.

Afinidade. Nem todo jovem que estuda a Conscienciologia sente afinidade por aplicar a técni-
ca da inversão existencial. Muitas vezes, não tem perfil condizente com a técnica, pois possui outros
planos para a vida ou programação existencial não coerente com a invéxis. Isto não é nenhum demé-
rito para este jovem, pois a invéxis nada mais é do que uma técnica, um conjunto de passos para a oti-
mização da existência e deixar de aplicá-la significa apenas deixar de seguir este conjunto de passos.

Constatação. Uma constatação do Grinvex BH é que existem muitos casos em que o jovem,
apesar de não ter afinidade com a técnica, é pressionado pelo grupo conscienciológico a aplicá-la,
causado pelo desconhecimento dos voluntários em geral com relação aos fundamentos da invéxis.

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 75

Exemplo disso é que grande parte dos jovens voluntários da conscienciologia relatam terem sido cha-
mados de “inversores” quando começaram a participar dos cursos em instituição conscienciocêntrica,
mesmo sem interesse ou mesmo conhecer a técnica da invéxis.

Pressão. Este desconhecimento de grande parte dos voluntários da CCCI com relação a invé-
xis, gera pressão sob o jovem voluntário, o qual mesmo sem ter afinidade com a técnica, sente-se
pressionado a aplicar para se encaixar no estereótipo que o grupo criou sobre ele.

Lúcido. É preciso ficar claro: para a conscin ser considerada inversora, ela precisa ser aplican-
te da técnica da invéxis, possuindo conhecimento prático e se atualizando constantemente com as ne-
overpons invexológicas. Não basta ela ser estudiosa da Conscienciologia ou ser jovem “fora-de-série”.
Para esses casos, de jovens não aplicantes da técnica, existe o verbete Jovem Reciclante escrito pelo
autor Fernando Pires, em 2015.

Contrafluxos. Essa pressão grupal, advinda dos voluntários da Conscienciologia, para o jo-
vem posicionar-se inversor, causa vários contrafluxos no grinvex. Muitas vezes o jovem obriga-se a
participar do grupo pela pressão, e não porque possui interesse genuíno na aplicação da técnica.

Esclarecimento. Neste sentido, cabe aos membros do grinvex esclarecer os jovens com este
perfil e contribuir para o esclarecimento do grupo conscienciológico, evitando a reincidência deste tipo
de situação Aqueles que querem entender mais sobre a técnica, sempre serão bem-vindos no grupo
como visitantes, respeitando o número máximo de reuniões permitidas. Entretanto, para ser membro
definitivo, é preciso o posicionamento invexológico.

Conflitos. Também existem os casos de jovens afinizados com a invéxis, porém possuem
algum conflito intraconsciencial que impede o posicionamento para aplicá-la. Eis em ordem alfabética
8 conflitos que em muitos casos dificultam o jovem a se posicionar para a inversão existencial:
1. Autoconflito. A dificuldade em aceitar e encarar o Whole Pack Invexológico (COLPO,
2018): Muitas vezes a conscin aceita a maior parte dos fundamentos da invéxis (VIEIRA, 1994), mas
possui conflito com um fundamento específico;
2. Autoenfrentamento. O desafio em fazer reciclagens imediatas na existência da conscin.
Por exemplo, deixar de praticar esportes radicais, artes marciais, deixar de fazer parte de grupo mais
voltado à tacon e/ou grupos ideológicos incoerentes com a invéxis;
3. Carreira. A resistência em abrir mão de carreira profissional já iniciada dentro de uma
profissão incoerente com a técnica da invéxis, como seguir carreira militar, profissão bélica e não cen-
trada na assistência;
4. Medo. A falta da visão de conjunto para planejar toda a sua existência através do Maxipla-
nejamento invexológico: muitos jovens possuem medo de fazer um planejamento errado e preferem
não planejar;
5. Mesologia. A pusilanimidade frente a mesologia não favorável: ter familiares antagônicos,
viver em uma cidade com holopensene desfavorável, morar em casa com padrão religioso, residir em
local distante de um grinvex, entre outros.
6. Parceiro. O relacionamento com parceiro ou parceira afetivo-sexual sem perfil ou afini-
dade com a invéxis. Por exemplo, se este deseja casar e ter filhos;
7. Status. O não querer abrir mão de status sociais relacionados à carreira, finanças, patrimô-
nio, posição de liderança na profissão ou no voluntariado, entre outros, em prol de escolher aquilo que
é mais prioritário para a proéxis;
8. Valores. Não estar disposto a abrir mão de valores sociais, como casar, ter filhos, e seguir
o fluxo da vida da socin.

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


76 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Tratativa. Caso o jovem sinta uma afinidade sincera com a invéxis e tenha algum autocon-
flito invexológico, vale analisar cada um e buscar a sua tratativa, através, por exemplo, das 8 ações a-
baixo listadas em ordem alfabética:
1. Fundamentos. Buscar compreender em profundidade os fundamentos da inversão existen-
cial através da leitura e discussão do tratado 700 Experimentos da Conscienciologia e o livro Inversão
Existencial: planejamento de vida desde a juventude;
2. Eventos. Participar de eventos invexológicos como Semana da Invéxis, Congresso de In-
versão Existencial, Simpósio do Grinvex, eventos de pesquisa, palestras online, etc.
3. Materiais. Procurar os diversos materiais disponíveis sobre Inversão Existencial na inter-
net e nas Instituições Conscienciocêntricas, por exemplo, nos Pesquisarium’s do IIPC;
4. Membros. Conversar com os membros do grinvex sobre seus conflitos;
5. Reuniões. Participar das 3 reuniões como visitante do Grinvex local;
6. Serviço. Procurar o Serviço de Apoio ao Inversor Existencial disponível na ASSINVÉXIS
(ano-base: 2018);
7. TPIE. Fazer o curso Teoria e Prática da Inversão Existencial (TPIE) oferecido pela AS-
SINVÉXIS (ano-base: 2018);
8. Veteranos. Conversar com inversores veteranos para tirar as suas dúvidas.

Impacto. Vários membros atuais do Grinvex BH (ano-base: 2018) apenas posicionaram-se


firmemente com a aplicação da invéxis a partir do momento em que foram ao Campus de Invexologia
em Foz do Iguaçu, Paraná, e sentiram o impacto energético do campus, conforme descrito abaixo:
1. Aceleração. A característica de aceleração evolutiva da técnica da invéxis como sendo algo
bastante avançado;
2. Amparadores. A seriedade com a qual os amparadores encaram a técnica da invéxis;
3. Consciexes. Presença de consciexes de alto grau evolutivo no amparo do campus de Inve-
xologia;
4. Grupo. Reconhecimento dos que estudam e aplicam a invéxis como parte do seu grupo
evolutivo;
5. Holopensene. Holopensene da técnica da invéxis;
6. Rememoração. Rememoração energética de Curso Intermissivo.

Recomendação. Embora não seja imprescindível, os autores deste artigo sugerem ao jovem,
antes de se posicionar ante a técnica da inversão existencial, participar em evento no Campus de In-
vexologia, em Foz do Iguaçu, sede da ASSINVÉXIS. Essa experiência favorece tomar a decisão pela
afinidade com as energias do local e do holopensene da técnica da invéxis.

III. BENEFÍCIOS DO POSICIONAMENTO INVEXOLÓGICO

Benefícios. De acordo com os fatos e parafatos da vivência do Grinvex BH, o grupo percebeu
a existência de diversos benefícios relacionados ao posicionamento invexológico.

Levantamento. Segue levantamento de 19 benefícios para a conscin e para o Grinvex em es-


tar bem posicionados com relação à invéxis, listadas em ordem alfabética:
1. Agente. Se tornar referencial da invéxis para outros intermissivistas, um agente retrocog-
nitor inato (VIEIRA, 2007);
2. Amizades. Desenvolvimento de amizades evolutivas no grinvex, sensação de pertencimen-
to, criação de laços profundos e homeostase grupal;
3. Amparo. Maior rapport com amparo de função da técnica;

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 77

4. Assistência. Ampliação da assistência com relação à família, voluntariado, grupos sociais;


5. Cons. Favorecimento da recuperação de cons;
6. Eitologia. Conseguir manter o foco nas várias áreas da vida;
7. Fundamentos. Maior atenção aos fundamentos da Invéxis durante o dia a dia, constituindo
o raciocínio invexológico diário.
8. Holopensene. As decisões a serem tomadas pelo grupo realizadas com maior conexão com
o holopensene da Invéxis;
9. Intermissivista. Assumir-se enquanto intermissivista, não terceirizar as responsabilidades;
10. Materpensene. Fortalecimento do materpensene da invéxis no grinvex;
11. Maturidade. Assunção da maturidade consciencial em prol da evolução;
12. Maxiplanejamento. Ter visão a longo prazo através do maxiplanejamento invexológico;
13. Potencialidades. O reconhecimento grupal das potencialidades dos integrantes;

Proéxis. A priorização e valorização da proéxis, maior conexão com a evolução pessoal e pri-
oridades proexológicas;
1. Recin. O comprometimento com a Invéxis a partir do posicionamento implica no compro-
metimento com a realização de reciclagens instraconscienciais;
2. Referencial. Começar a ter como referencial o locus interno: o que você pode desenvolver
ao assumir sua capacidade de realização?
3. Seriedade. Mais seriedade na aplicação da técnica, por consequência mais seriedade
e compromisso consigo mesmo e com o grupo;
4. Tridotação. O aprimoramento da Tridotação Consciencial;
5. Trafores. Percepção e assunção de trafores por meio da assistência precoce.

Reconhecimento. Todos esses benefícios foram vivenciados e reconhecidos pelo Grinvex


BH, deixando clara a importância deste posicionamento para os membros atuais (ano-base: 2018).

IV. OTIMIZAÇÕES E EVITAÇÕES NO POSICIONAMENTO INVEXOLÓGICO


Sustentação. O posicionamento invexológico é preciso ser mantido e sustentado diariamente,
pois é natural o aparecimento de contrafluxos.

Posturas. Em vista disso, enumeram-se otimizações e evitações referentes à manutenção do


posicionamento invexológico.

Otimizações. Eis abaixo 14 posturas otimizadoras listadas em ordem alfabética:


1. Afinidade. Construir afinidade com os integrantes do grinvex;
2. Autonomia. Assumir as rédeas da própria vida, buscando ser cada vez menos dependente
dos outros;
3. Auxílio. Auxiliar inversores a assumir as potencialidades pessoais;
4. Contato. Manter contato com outros inversores;
5. Epicentrismo. Epicentrar eventos da ASSINVÉXIS, como cursos e seminários;
6. Eventos. Manter a participação nos eventos invexológicos no campus de Invexologia e em
outras localidades;
7. Exemplarismo. Observar o exemplarismo de outros inversores e suas posturas durante as
reuniões do grinvex;
8. Lucidez. Auxiliar outros intermissivistas a recuperarem a lucidez;

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9. Planejamento. O planejamento das várias áreas da vida com eficiência, buscando realmen-
te otimizá-las;
10. Proéxis. Ter como valor principal a Proéxis. Ser a invéxis ferramenta para executar a pro-
éxis de forma linear;
11. Oportunidade. O reconhecimento da técnica como oportunidade real de aceleração evo-
lutiva;
12. Otimização. Manter o foco na otimização da evolução o tempo todo;
13. Valores. Mapear os valores pessoais e não abrir mão deles por pequenos contrafluxos;
14. Voluntariado. Iniciar o voluntariado na ASSINVÉXIS.

Evitações. Eis abaixo 8 posturas evitáveis no posicionamento invexológico, ordenadas alfabe-


ticamente:
1. Comparações. Realizar comparações patológicas com as conscins de seu meio, mesmo que
no voluntariado, de maneira a criar a ilusão de que está melhor do que a maioria e assim não se preo-
cupar em realmente superar a si mesmo na realização de reciclagens diárias;
2. Discordâncias. Achar que pode aplicar a técnica da invéxis, mesmo tendo discordâncias
crassas com relação aos fundamentos da técnica;
3. Jejuno. Achar que já entendeu a técnica e não mais precisa estudá-la constantemente, mes-
mo ainda sendo inversor jejuno;
4. Pressão. Se posicionar perante a técnica por pressão grupal e não por ter um interesse ge-
nuíno na sua aplicação, conforme dito anteriormente;
5. Priorização. A falta de priorização e consequente realização simultânea de diversos em-
preendimentos, compromete a qualidade do que precisa ser feito e dificulta ao inversor, levar as áreas
de eito de maneira técnica.
6. Status. Se preocupar mais com o status de inversor do que realmente entender a técnica
e aplicá-la na íntegra;
7. Tempo. Achar que por ter iniciado o voluntariado na Conscienciologia cedo, ainda tem
muito tempo pela frente e não deve priorizar antecipações mais sérias neste momento da existência;
8. Vitimização. Manter postura de vitimização ao ver o tamanho da responsabilidade pessoal
perante o curso intermissivo: "Coitadinho de mim, tenho muita responsabilidade";

Grinvex. Além das posturas otimizadoras e evitáveis do posicionamento invexológico indivi-


dual, o Grinvex BH também realizou o levantamento dessas posturas do ponto de vista grupal. Essas
são importantes para a higidez do grupo. Segue abaixo 5 posturas otimizadoras dentro do grupo com
relação ao posicionamento, em ordem alfabética:
1. Admiração-discordância. É importante que os membros do grupo tenham liberdade para
concordar e discordar harmonicamente, possibilitando o crescimento dos membros, sem cultivar medo
de perder amizades ou atrapalhar a “harmonia aparente” do grupo devido às discordâncias;
2. Disciplina-autorganização-priorização. O grupo estando disciplinado e organizado torna-
se exemplo para jovens que possuem perfil de possíveis inversores.
3. Proatividade. A proatividade para fazer novas pesquisas para a evolução do grupo;
4. Sinergia. A união dos membros e sinergia com a técnica de maneira a fortalecer a conexão
dos mesmos com o holopensene;
5. Teática. A teática dos participantes na realização da técnica servindo como exemplo positi-
vo para novos membros, visitantes e voluntários em geral.

JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 79

Evitáveis. Há posturas grupais evitáveis, as quais prejudicam o posicionamento do grinvex


com relação a invéxis. Eis em ordem alfabética 10 posturas evitáveis:
1. ASSINVÉXIS. Não comunicar a ASSINVÉXIS situações necessárias ao bom andamento
do grupo, achar que a instituição não precisa ter o conhecimento sobre o grinvex;
2. Atas. Não postar as atas das reuniões do grinvex no grupo de Facebook;
3. Autoconflitos. Não expor autoconflitos com relação à invéxis ou à Conscienciologia, cri-
ando aparente concordância, sem dar a oportunidade para devidos esclarecimentos;
4. Distância. Manter-se distante da ASSINVÉXIS;
5. Estudos. Depender somente do grinvex para expor e sanar discordâncias relacionadas a in-
véxis. É preciso procurar também estudar a técnica e esclarecer as dúvidas por outros meios, como:
livros, tertúlias, cursos e conversar com professores veteranos.
6. Eventos. Não incentivar os membros a participarem de eventos invexológicos ou não re-
alizar nenhum evento invexológico na cidade;
7. Faltas. Faltar às reuniões constantemente sem justificativas razoáveis;
8. Fechadismo. Não ter abertismo consciencial para o debate, fechado às ideias pessoais;
9. Medo. Não discordar dos membros ou não expor situações desagradáveis ocorridas no gru-
po devido ao medo de perder amizades ou desagradar o grupo em geral;
10. Posicionamento. Não saber se posicionar perante ao grupo, manter a inibição frente às si-
tuações nas quais é necessário um posicionamento mais firme.

Harmonia. Para um grinvex harmônico, é preciso que tanto as posturas otimizadoras quanto
as evitáveis sejam observadas com cuidado, de maneira a amadurecer cada vez mais o grupo e vincar
o holopensene da invéxis nas reuniões.

V. RESULTADOS OBSERVADOS NO GRINVEX BH


Experiências. Este artigo foi baseado nas experiências de 5 anos da última formação do Grin-
vex Belo Horizonte, o qual foi reaberto em novembro de 2013.

Situações. Durante este tempo, o grupo pode vivenciar diversas situações descritas neste ar-
tigo, tanto otimizadoras quanto evitáveis ao posicionamento invexológico.

Benefícios. Tornou-se perceptível, durante a pesquisa, o amadurencimento dos integrantes do


Grinvex BH, assim como da invexibilidade pessoal, possibilitando a coesão em prol do desenvolvi-
mento da Grinvexologia.

Amadurecimento. Quanto mais tempo o grupo mantém-se funcionando, a tendência é ocorrer


amadurecimento gradativo e aos poucos, as situações patológicas tendem a diminuir, porém é difícil
que elas desapareçam completamente.

Tendência. Com um grupo mais maduro, essas situações são identificadas cada vez mais rá-
pido, de maneira a ser feita uma tratativa mais profilática do que corretiva.

Saída. A saída em massa de membros veteranos pode fazer com que o grupo volte à estaca
zero, tendo que cultivar as boas práticas para começar a amadurecer novamente.

Contrafluxo. Não é fácil manter um grinvex funcionando em perfeitas condições, em qual-


quer localidade, devido ao fato de que o grupo está no contrafluxo da socin. Por isso, seus membros
precisam sustentá-lo com firmeza a cada dia.

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Posicionamento. Porém, mantendo forte posicionamento pessoal invexológico e dando o seu


exemplo para o grupo, pode-se conseguir desenvolvê-lo com sucesso. O exemplo arrasta.

Desassédios. Nos momentos de dificuldade, vale ressaltar que todo integrante sempre terá
o apoio da Coordenação Geral dos Grinvexes e da ASSINVÉXIS para os desassédios necessários.

Amparo. Aplicar a invéxis no momento atual da sociedade não é algo banal, porém aqueles
que se posicionam recebem aporte imenso do amparo técnico em inversão existencial. É preciso cada
vez mais mapear este amparo e buscar meios de compartilhar as suas experiências, de maneira a não se
sentir sozinho nesta empreitada.

Citação. Conforme dissera Eurípedes Barsanulfo: “Jamais vos sintais sozinhos na luta. Esta-
mos convosco e seguiremos ao lado. Invisibilidade não significa ausência.”. O rapport com o amparo
diminui dúvidas e inseguranças que possamos manifestar.

CONCLUSÃO
Importância. Neste artigo buscou-se enfatizar a importância do posicionamento invexológico
individual e grupal para a execução da proéxis e produção grupal.

Auxílio. A partir deste artigo, o Grinvex Belo Horizonte pretende auxiliar grinvexes de todo
o mundo a manter o grupo harmônico e coeso com a inversão existencial.

Posicionamento. O posicionamento invexológico é bastante sério de ser estudado e aplicado


no grinvex para manter a sua homeostase.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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376 refs.; 1 apênd.; alf.; 23 x 16 cm; br.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2011; páginas 1 a 304.
2. Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 40 seções; 100 subseções; 700 caps.; 147
abrevs.; 1 cronologia; 100 datas; 600 enus.; 272 estrangeirismos; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.;
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3. Hattori, Marcos; Posicionamento Invexológico ; verbetes; In: Vieira, Waldo; (Org.); Enciclopédia da
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4. Pires, Fernando; Jovem Reciclante; verbetes; In: Vieira, Waldo; (
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5. Colpo, Felipe; Whole Pack Invexológico; verbetes; In: Vieira, Waldo; (Org.); Enciclopédia da Conscien-
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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. Nonato, Alexandre; Autoconflito Invexológico; verbetes; In: Vieira, Waldo; (Org.); Enciclopédia da
Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; 2018; disponível em: <http://www.tertuliaconscienciologia.org/index.php?opt-
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2. Idem; Invexograma: Auto-Avaliação da Invéxis; Artigo; Conscientia; Revista; Trimestral; Vol. 11; N. 4; 3
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PR; Outubro-Dezembro, 2007; páginas 77 a 81.
4. Paskulin Marcelo, Waldo; Inversor Veterano; verbetes; In: Vieira, Waldo; (Org.); Enciclopédia da
Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; 2018; disponível em: <http://www.tertuliaconscienciologia.org/index.php?opti-
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JUNQUEIRA, Felipe et. al. Posicionamento Invexológico no Grinvex. 72-80.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 81

SEÇÃO: GRINVEX: COADJUVANTE DA INVÉXIS

PROATIVIDADE GRINVEXOLÓGICA: CASUÍSTICA DO


GRINVEX CONCEIÇÃO DOS OUROS
GRINVEXOLOGICAL PROACTIVITY: CASE STUDY OF CONCEIÇÃO DOS OUROS GRINVEX

PROACTIVIDAD GRINVEXOLÓGICA: CASUÍSTICA DEL GRINVEX CONCEIÇÃO DOS OUROS

Grinvex Conceição dos Ouros*

* Paula Gabriella Barbosa¹, 17 anos. Paula Rafaella Barbosa², 18 anos.


Integrantes do grinvex Conceição dos Ouros, MG.

Resumo. O presente trabalho objetiva identificar quais fatores levam o grinvex a man-
Palavras-chave
ter suas atividades com maior engajamento, a fim de evitar a desconexão com o holo-
Grinvex; pensene invexológico. Como método de pesquisa, utilizou-se o estudo de caso do his-
Engajamento tórico, resultados e singularidades do grinvex Conceição dos Ouros. A principal refle-
Grupal; xão trazida pelo artigo é a integração entre o megatrafor dos integrantes e sua relação
Autoinvexibilidade. com o engajamento grupal. Conclui-se que as características do grupo estão direta-
mente ligadas às ações dos participantes - autoinvexibilidade, quanto maior compro-
misso e proatividade dentro do grinvex, mais qualificado torna-se o desempenho assis-
Keywords tencial do grupo.
Grinvex;
Group Abstract. The present study aims to identify which factors cause the grinvex to main-
Engagement; tain its activities with greater engagement, in order to avoid disconnection with the
invexological holothosene. As the research method, it was used the grinvex Conceição
Self-Invexibility.
dos Ouros history, results and singularities as a case study. The main reflection brou-
ght by the article is the integration between the megastrongtrait of the members and its
Palabras clave relation with the group engagement. It is concluded that the group characteristics are
Grinvex; directly linked to the participants' actions (i.e., self-invexibility), thus the greater the
commitment and proactivity within the grinvex, the more qualified becomes the
Compromiso
group's assistantial performance.
Grupal;
Autoinvexibilidad. Resumen. El presente trabajo objetiva identificar qué factores llevan al grinvex
a mantener sus actividades con mayor compromiso, a fin de evitar la desconexión con
el holopensene invexológico. Como método de investigación, se utilizó el estudio de
caso del histórico, resultados y singularidades del grinvex Conceição dos Ouros. La
principal reflexión traída por el artículo es la integración entre el megatrafor de los in-
tegrantes y la relación de este con el compromiso grupal. Se concluye que las ca-
racterísticas del grupo están directamente ligadas a las acciones de los participantes –
autoinvexibilidad, cuanto mayor compromiso y proactividad dentro del grinvex, más
cualificado se convierte en el desempeño asistencial del grupo.

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Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
82 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO

Grinvex. Segundo Machado (2019):


O Grinvex, ou o grupo de inversores existenciais, é a equipe de pesquisa invexo-
lógica, vinculada à Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉ-
XIS), reunida periodicamente para o aprofundamento nos estudos da técnica da in-
véxis, objetivando a interassistência através da tares na produção de gescons grupais
e pessoais sobre Invexologia.

Objetivo. O presente trabalho objetiva identificar quais fatores levam o grinvex a manter suas
atividades com maior engajamento e produtividade, a fim de evitar a desconexão com o holopensene
invexológico, que ocasiona, muitas vezes, a desativação do grupo.

Motivação. A motivação para o desenvolvimento deste trabalho é enfatizar que o estudo efe-
tivo da técnica da invéxis no grinvex independe do grupo estar sediado em Instituição Consciencio-
cêntrica (IC) ou integrado por um grande número de pessoas.

Mtodologia. Como método de pesquisa, utilizou-se o estudo de caso do histórico, resultados


e singularidades do grinvex Conceição dos Ouros. Considerou-se para o estudo o período entre a fun-
dação do grupo – março de 2018 – e a elaboração e revisão deste artigo - abril de 2019.

Seções. O corpo do artigo está dividido em cinco seções: I. Histórico do Grinvex Conceição
dos Ouros; II. Reuniões do Grinvex Conceição dos Ouros; III. Interação megatrafor pessoal –
engajamento Grupal; IV. Proatividade Grinvexológica V. Questionamentos para os Grinvexes.

I. HISTÓRICO DO GRINVEX CONCEIÇÃO DOS OUROS

Interesse. O interesse na fundação do grinvex Conceição dos Ouros adveio da vontade de par-
ticipar de um grupo de estudos sobre invéxis e da impossibilidade de participação no grinvex São
Paulo – o mais próximo do município – devido à distância.

Dificuldade. Em reunião, em janeiro de 2018, na Associação Internacional de Inversão Exis-


tencial (ASSINVÉXIS), na qual as integrantes participaram, surgiu a possibilidade de fundação. Por
não haver Instituição Conscienciocêntrica na cidade, tal possibilidade era vista como empecilho pelas
autoras. No entanto, ao refletir sobre o assunto, uma das integrantes lembrou do feedback recebido no
curso Invexarium³, sobre a viabilidade da fundação de um grupo na própria cidade para a manutenção
da invexopensenidade.

Fundação. Dada a possibilidade e após as reflexões, as interessadas entraram em contato com


a Coordenação Geral dos Grinvexes para oficializar a fundação. No dia 25 de março de 2018 o grinvex
Conceição dos Ouros foi fundado no interior de Minas Gerais, BR.

Local. As reuniões inicialmente foram realizadas no único ginásio existente na cidade. De-
pois, ocorreu a mudança para a pousada de uma familiar, voluntária da Conscienciologia. A transição
visou maior liberdade de atuação, pois os estudos conscienciológicos são vistos de maneira distorcida
na cidade, incluindo no ginásio.

Integrantes. O grupo atualmente é formado por duas integrantes, as quais são irmãs, caracte-
rísticas singulares dentro do histórico grinvexológico.

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Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 83

Consolidação. Percebe-se que desde o início existiram desafios para consolidar o grinvex,
exigindo a proatividade quanto ao objetivo das participantes: ter um grupo de pesquisa invexológica
para o aprofundamento da técnica.

II. REUNIÕES DO GRINVEX CONCEIÇÃO DOS OUROS

Autoinvexibilidade. O grinvex visa formar invexológos através de estudos exaustivos sobre


a técnica da invéxis. Nesse âmbito, eis 8 atividades aplicadas pelo grinvex Conceição dos Ouros e res-
pectivos resultados:
1. Fundamentos. Estudos/ revisão dos fundamentos técnicos da invéxis do livro Inversão
Existencial (NONATO, et al; 2011) e sessão Invexibilidade do tratado 700 Experimentos da Cons-
cienciologia (VIEIRA, 1994). Resultados: ampliação do entendimento quanto à técnica da invéxis
e alicerce básico para o início do grupo.
2. Debates. Debates sobre invéxis e temáticas relacionadas, exemplos: antimaternidade sadia,
gravidez na juventude e escolha da carreira profissional. Resultados: expansão da cognição das inte-
grantes e desenvolvimento da comunicabilidade.
3. Autopesquisa. Campo de autopesquisa com o foco no mapeamento do porão consciencial.
Resultado: Sobrepairamento e reconhecimento das manifestações instintivas, próprias do porão cons-
ciencial.
4. Seminários. Apresentações sobre teática invexológica individual dentro do grupo. Resul-
tados: exercício da autoexposição, comunicabilidade, engajamento pessoal e grupal, intelectualidade
e parapercepções.
5. Maxiplanejamento. Atualização e exposição do maxiplanejamento invexológico pessoal
como pauta de reunião. Resultados: Exercício da autoexposição, acolhimento das heterocríticas, pra-
gmatismo na elaboração do maxiplanejamento invexológico.
6. Escrita. Campo de escrita individual e grupal de gescons. Resultados: estruturação das
gescons em produção, debate democrático sobre o desenvolvimento da temática e melhoria na asso-
ciação de ideias.
7. Simulados. Simulado para a Prova de Invexologia, realizada no Congresso Internacional
de Inversão Existencial (CINVÉXIS). Resultados: Nota acima da média na Prova de Invexologia
2018. Na casuística das integrantes, de média 18 na Prova de Invexologia de 2017 – primeiro evento
de invexologia que as ambas participaram – foi para 59 no ano seguinte, com 4 meses de participação
no grinvex.
8. Eventos. Participação em eventos de Invexologia: Semana da Invéxis (Sinvéxis), Teoria
e Prática da Inversão Existencial, Princípios da Inversão Existencial (EaD), Prática da Tridotação na
Invéxis, Invexogeração, Invexarium, Elaboração do Maxiplanejamento Invexológico e Formação do
Invexólogo. Resultados: Reencontro com os amigos intermissivistas, contato com outros grinvexes,
“gasolina azul” para empreendimentos evolutivos, reciclagens intraconscienciais e maior engajamento
no voluntariado.

Aperfeiçoamento. Tais atividades auxiliam no aperfeiçoamento da autoinvexibilidade dos in-


tegrantes, através do entendimento da técnica e sua aplicação dentro da proéxis pessoal e grupal.

III. INTERAÇÃO MEGATRAFOR PESSOAL – ENGAJAMENTO GRUPAL

Fator. Fator importante percebido pelas integrantes do Grinvex Conceição dos Ouros é a rela-
ção direta entre os automegatrafores e os empreendimentos interassistenciais do grinvex para a atual
invexogeração e para a ciência Invexologia.

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Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
84 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Casuística. No caso do Grinvex Conceição dos Ouros, as autoras identificaram os seguintes


megatrafores pessoais e respectivas relações com o fortalecimento do grupo:
1. Responsabilidade. Quando existe responsabilidade, há maior compromisso com o desen-
volvimento do grupo, ao modo de “não deixar a peteca cair”.
2. Proatividade. Quando existe proatividade há maior disposição e engajamento do grinvex,
ao modo de “colocar a mão na massa”.

União. Quando os megatrafores dos integrantes do grinvex são utilizados em conjunto, uni-
dos, estes potencializam as atividades dos grupos, tendo repercussões grupais e pessoais.

Resultados. A interação trafor pessoal – engajamento grupal pode ser observada através dos
resultados do grinvex Conceição dos Ouros e do desenvolvimento pessoal das integrantes. Eis abaixo
6 realizações em ordem cronológica:
1. Artigo. No ano de 2018, no XIV CINVÉXIS, a integrante P.G. foi a única integrante de
grinvex a ter o artigo à publicado na revista Gestações Conscienciais (BARBOSA, 2019), além de ser
a mais jovem a apresentar trabalho naquele ano. Embora o artigo tenha sido escrito antes da fundação
do grinvex, sua apresentação foi estruturada em seminário interno ocorrido no grinvex.
2. Seminário. Com 5 meses desde a fundação do grupo, as integrantes propuseram o Seminá-
rio Online Intergrinvex, evento interno – para grinvex – cujo objetivo é a integração dos grinvex
e a troca de conhecimento a partir das apresentações das pesquisas desenvolvidas no grupo. Tal evento
auxilia e fomenta a pesquisa dentro dos grupos.
3. Verbetes. Em meados de 2018, ambas as autoras e integrantes do grupo escreveram os ver-
betes da Enciclopédia da Conscienciologia – Antiansiosismo Invexológico (BARBOSA, 2019) e Pen-
senidade Autodesassediadora do Vestibulando – defendidos no Tertuliarium do Centro de Altos Estu-
dos da Conscienciologia (CEAEC) em Foz do Iguaçu, na semana de verbetes apresentados por inver-
sores menores de 21 anos, em janeiro de 2019. No grinvex foi feito campo de escrita que propiciou
reflexões acerca do tema apresentado e, possibilitou feedbacks sobre vários aspectos, como por exem-
plo, a maneira de apresentação das ideias para acrescentar no trabalho.
4. Artigo grupal. Com a Chamada de Trabalho para o XV CINVÉXIS aberta, foi destinada
parte de uma das reuniões para debater e decidir se o grinvex Conceição dos Ouros teria artigo escrito.
Após reflexões e questionamentos sobre o tempo de existência do grinvex, a teática do grupo e o mo-
mento atual vivenciado pelos grinvexes foi decidido escrever sobre proatividade grinvexológica.
A gescon foi aprovada.
5. Artigos pessoais. Além do artigo do grinvex, ambas integrantes escreveram artigos para
o XV CINVÉXIS. O trabalho da integrante P.R. foi aprovado. O campo de escrita feito no grinvex foi
importante para concretizar o posicionamento quanto à escrita do artigo. Nessa reunião, a integrante
pôde estruturar a gescon e trazer as ideias para o papel, além de receber feedbacks sobre o tema.

Reflexão. Diante o exposto, é válido que os integrantes dos demais grinvexes reflitam e ana-
lisem a atuação do automegatrafor dentro do grupo, questionando-se como pode contribuir para o grin-
vex e desenvolver-se na interassistencialidade.

IV. PROATIVIDADE GRINVEXOLÓGICA

Sinergismo. A atuação conjunta dos megatrafores das autoras no grinvex resultou no trafor
grupal da proatividade perante a solução de dificuldades encontradas e proposição de ferramentas para
auxiliar o grupo e os demais grinvexes.

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Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 85

Definição. A proatividade grinvexológica é o conjunto de manifestações, atitudes ou ações


otimizadoras, desenvolvidas pelos integrantes dogrinvex, que resultam na profilaxia, engajamento
e produtividade do grupo, auxiliando na manutenção das atividades grupais catalizadoras de recupe-
ração de cons e sustentação do holopensene invexológico.
Sinonímia. 1. Postura proativa do grinvex; Proatividade do grupo de inversores. 2. Proativi-
dade invexológica.
Antonímia. 1. Comodismo grupal. 2. Fechadismo; 3. Falta de compromisso indivual; Falta
de compromisso grupal.

Posicionamento. O autoposicionamento quanto à técnica da invéxis é crucial para a consoli-


dação do grupo, sendo o maior sustentador do holopensene invexológico. Este, por sua vez, gera a pri-
orização do grinvex, pois o aplicante possui interesse em estudar e aperfeiçoar a autoinvexibilidade.
Com o maior engajamento no estudo da técnica, há a qualificação da aplicação e, consequentemente,
gera resultados que impactam positivamente o grupo.

Contrafluxo. No entanto, é natural que haja contrafluxos dentro de empreendimentos evolu-


tivos. Dessa forma, a proatividade é fundamental na manutenção do grinvex, ajudando nas posturas
profiláticas e no “jogo de cintura”.

Assedialidade. Eis 10 exemplos de assédios passíveis de desencadearem o fechamento do


grupo, caso não haja proatividade grinvexológica:
1. Conflito. Desentendimento interpessoal dos integrantes;
2. Impontualidade. Atraso para as reuniões;
3. Dispersão. Durante a reunião, dar enfoque à discussão de ideias desvinculadas da invéxis;
4. Desvalorização. Não valorizar a importância do grinvex e, consequentemente, a respon-
sabilidade pessoal dentro da manutenção do holopensene grinvexológico;
5. Pseudoinvexibilidade. Falta de posicionamento em relação à aplicação da técnica por par-
te dos integrantes;
6. Ociosidade. Mal proveito das amizades intermissivas, manifestado nas fofocas;
7. Distorção. Deturpação do objetivo do grupo;
8. Fechadismo. Ausência de abertismo para heterocríticas;
9. Inautenticidade. Hipocrisia e comportamento demagogo por parte dos integrantes;
10. Desleixo. Inobservância e negligência do Manual dos Grinvexes (MACHADO, 2019).

Empreendimento. Importante sinal de que o grupo está desenvolvendo-se é a exposição das


pesquisas para além do grupo. Isso pode ser visto através de: gescons grupais publicadas, seminários
em grupo apresentados fora do grinvex, debates abertos, organizações de eventos, entre outros.

V. QUESTIONAMENTOS PARA OS GRINVEXES

Teática. A teática invexológica faz com que o inversor atue na condição de agente retrocogni-
tivo inato4. Portanto, o grupo com inversores teáticos faz com que o holopensene do grinvex seja atra-
tor para intermissivista candidatos à aplicação da invéxis.

Responsabilidade. Tendo em vista a autoinvexibilidade como fator crucial no holopensene do


grinvex, todo integrante tem responsabilidade multidimensional para com o grupo em que participa.

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Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
86 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Questões. Eis 15 questionamentos em ordem lógica, a serem analisados e respondidos pelos


integrantes de grinvex, para auxiliar na reflexão sobre o seu papel multidimensional do grupo de pes-
quisa invexológica, listados abaixo:
01. Posicionamento. Eu estou posicionado quanto à técnica da invéxis?
02. Relevância. Qual é a importância do grinvex na minha existência?
03. Objetivo. Para mim, qual é o foco do grinvex?
04. Manual. Li o manual do grinvex?
05. Pontualidade. Chego pontualmente nas reuniões? Ou desdenho o horário?
06. Dispersão. Tenho tendência a desviar o holopensene de estudos invexológicos do grupo?
07. Proatividade. Eu tenho postura reativa ou proativa dentro do grupo?
08. Interrelações. As minha interrelações dentro do grinvex são produtivas ou ociosas?
09. Autenticidade. Tenho postura hipócrita ou busco autenticidade consciencial?
10. Participação. Manifesto inibição ou extroversão?
11. Pseudo-harmonia. Manifesto pseudo-harmonia5 dentro do grupo? Ou sou verdadeiro
com os colegas intermissivista?
12. Produtividade. O grupo que participo é produtivo?
13. Conquistas Evolutivas. Quais foram as conquistas grupais do grinvex que participo?
Qual foi meu papel nessa conquista?
14. Papel. Qual é o meu papel dentro do grupo?
15. Aglutinação. Sou agente contribuinte para a chegada de novos intermissivistas no grupo?

ESTES QUESTIONAMENTOS AUXILIAM NO DIAGNÓS-


TICO DAS CONTRIBUIÇÕES PESSOAIS AO GRUPO

E RESSALTAM A RESPONSABILIDADE QUE CADA

INTEGRANTE TEM DENTRO DO GRINVEX.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Proatividade. A partir da investigação dos fatores associados à maior produtividade e engaja-


mento do grinvex, identificou-se o megatrafor grupal da proatividade no Grinvex Conceição dos Ou-
ros. Esta análise inspirou a proposição do conceito proatividade grinvexológica, podendo assim consi-
derar atingido o objetivo desta pesquisa.

Causa-efeito. Refletiu-se ainda que as características do grupo são resultado das manifesta-
ções dos participantes. Por isso, há relação de causa e efeito entre as manifestações do integrante
e o grinvex, como por exemplo: a invexibilidade reflete no nível de maturidade grupal.

Exemplarismo. Quando mais maduro o grupo é, mais serve de exemplo para outros grinve-
xes, havendo assim a qualificação dos mesmos. Um grinvex motiva o outro. Por isso a importância do
relacionamento intergrivexes.

Amparabilidade. O binômio grinvex-ASSINVÉXIS deve funcionar na prática para haver o en-


trosamento sadio entre os grinvexes e a instituição. Esse binômio é fundamental na evitação de assédio
institucional e na qualificação da amparabilidade grinvexológica.

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Apoio. O grinvex Conceição dos Ouros, embora integrado por irmãs e sediado em uma pousa-
da, reconhece o aporte advindo da possibilidade de estudar a técnica da inversão existencial em reu-
niões semanais com apoio da ASSINVÉXIS.

Interassistência. Ter apoio da IC que é especialista em Inversão Existencial permite maior


tato com intermissivistas da instituição e de outros grinvexes, sendo campo aberto para interassistên-
cia, ou seja, receber e dar ajuda no aprofundamento e disseminação da técnica evolutiva.

NOTAS
1. Paula Gabriella Barbosa: Natural de São Bento do Sapucai, SP, residente de Conceição dos Ouros, MG. 17
anos. Estudante de ensino médio. Voluntária da Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS).
paulagabriellaaz@gmail.com.
2. Paula Rafaella Barbosa: Natural de São Bento do Sapucai, SP, residente de Conceição dos Ouros. 18 anos.
Estudante pré-vestibular. Voluntária da Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS).
paulirafaella@gmail.com.
3. O Invexarium é o curso de campo de campo bioenergético que objetiva o desenvolvimento parapsíquico do in-
versor ou inversora existencial, fundamentado nos princípios da Conscienciologia, especializado no holopensene invexo-
lógico.
4. Agente retrocognitivo inato é “a jovem, ou o rapaz, ex-aluno de Curso Intermissivo pré-ressomático, recente,
vivenciando a técnica da inversão existencial (invéxis), aplicando todo o cabedal do aprendizado haurido no dia a dia intra-
físico, diuturno, sendo, ao mesmo tempo, capaz de desencadear, tão somente com a própria força presencial e o holopensene
pessoal, as recordações dos mesmos estudos intermissivos em outras conscins do grupo evolutivo.”. VIEIRA (2018a)
5. Pseudo-harmonia é “a condição falsa, enganadora, suposta, consciente ou inconsciente das conscins quanto à or-
dem equilibrada e pacífica dos próprios esforços e à união evolutiva entre si, no âmbito do desempenho da maxiproéxis e na
estrutura do grupocarma.” .VIEIRA (2018b)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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11. Idem; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 40 seções; 100 subseções; 700 caps.; 147 abrevs.; 1
cronologia; 100 datas; 1 E-mail; 600 enus.; 272 estrangeirismos; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.11xi6 refs.; alf.; geo.;
ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994.
.

BARBOSA, Paula G. & BARBOSA, Paula R. Proatividade Grinvexológica:


Casuística do Grinvex Conceição dos Ouros. 81-88.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 89

SEÇÃO: VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO

SINERGISMO VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO –


RECIN PESSOAL
INVEXOLOGICAL VOLUNTEERING - PERSONAL RECIN SYNERGISM

SINERGISMO VOLUNTARIADO INVEXOLOGICO - RECIN PESSOAL

Jasbas Barros*
* Natural de Carmo do Paranaíba (MG). Reside em Foz do Iguaçú (PR) Acadê-
mico de Psicologia, empresário e professor de inglês. Voluntário da Associação
Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS) e integrante do Grinvex
Foz do Iguaçu.

jarbasbarros2016@gmail.com

Palavras-chave Resumo: Este trabalho objetiva elucidar os efeitos do holopensene grupal existente no
voluntariado invexológico na catálise de recins pessoais e ampliação da invexibilidade
Invéxis; e vice-versa. O método envolveu a casuística pessoal do autor dentro do voluntariado
Reciclagem invexológico. Enquanto resultados da pesquisa, verifica-se que o voluntariado invexo-
Intraconsciencial; lógico atua decisivamente na catálise das recins da equipe, ampliando a invexibilidade
pessoal e o potencial assistencial de cada um, o que, por sua vez é essencial para que
Holopensene
o grupo como um todo obtenha bons resultados interassistenciais. Conclui-se ser im-
Invexológico prescindível o movimento intraconsciencial de autesforço contínuo no sentido de reci-
Grupal; clar os próprios trafares, abrindo-se com sinceridade para os feedbacks recebidos.
ASSINVÉXIS;
Abstract. This work aims to elucidate the effects of the group holothosene existent in
Invexologia. the invexological volunteerism to the catalysis of personal recyclings and to increase
the inverter invexability level, and vice versa. The self-research method involved the
Keywords author's personal casuistry within the invexological volunteering. As a result of the
research, it is verified that volunteering acts decisively in the catalysis of the vo-
Invéxis; lunteers' personal recyclings, increasing the personal invexibility and assistantial po-
Intraconsciential tential of each one, which in turn is essential for the group to obtain interassistantial
Recycling; results. It is concluded to be imperative an intraconsciential movement of continuous
self-effort in order to recycle personal weak traits, opening with sincerity for the re-
Group Invexological
ceived feedbacks.
Holothosene;
ASSINVÉXIS; Resumen. Este trabajo busca dilucidar los efectos del holopensene grupal existente en
Invexology. el voluntariado invexológico en las catálisis de recines personales y ampliación del ni-
vel de invexibilidad del/de la inversor/a, y vice-versa. Como resultados de la pesquisa,
.
se verifica que el voluntariado invexológico actúa decisivamente en la catálisis de las
Palabras Claves recines de los voluntarios, ampliando la invexibilidad personal y el potencial asisten-
Invéxis; cial de cada uno, lo que, por su vez es esencial para que el grupo como un todo obtén-
Reciclaje ga buenos resultados interasistenciales. Se concluye ser imprescindible que exista, pa-
ra tal, un movimiento intraconciencial de auto esfuerzo contínuo en el sentido de reci-
Intraconciencial; clar trafares, abriéndose con sinceridad para los feedbacks recibidos.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


90 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO

Apresentação. A vivência em holopensene invexológico grupal consolidado, atuante, tarís-


tico, através do trabalho voluntário, pode ser determinante para a manutenção da invéxis pois estimula
a renovação íntima. Havendo membros mais qualificados e maduros, atuando enquanto agentes retro-
cognitivos inatos, o grupo como um todo qualifica-se em termos evolutivos e assistenciais.

Objetivo. Este trabalho objetiva elucidar os efeitos do holopensene grupal existente no volun-
tariado invexológico na catálise de recins pessoais e ampliação do nível de invexibilidade do(a) in-
versor(a), e vice-versa: os efeitos das recins pessoais do voluntário na catálise do voluntariado inve-
xológico grupal.

Justificativa. Percebe-se que a relutância em investir energias conscienciais em autorrecins


é um dos principais fatores responsáveis pela estagnação do(a) inversor(a), podendo levar à não manu-
tenção da invéxis e até mesmo à minidissidência no contexto do voluntariado invexológico. Além
disso, a inexistência de padrão invexológico no holopensene institucional da ASSINVÉXIS devido
à ausência de recins dos integrantes deve se tratar de um importante ponto de atenção organizacional.

Metodologia. O método de autopesquisa envolveu a casuística pessoal do autor dentro do


voluntariado invexológico.

Especialidades. As especialidades diretamente relacionadas com a pesquisa são: Invexologia,


Voluntariologia, Conscienciocentrologia, Parapedagogiologia, Holopensenologia e Recinologia.

Estrutura. O desenvolvimento artigo está dividido nas seguintes seções: I. Conceitos Bási-
cos; II. Efeitos do Voluntariado Invexológico nas Recins Pessoais; III. Casuística Pessoal; IV. Efei-
tos das Recins Pessoais no Voluntariado Invexológico.

I. CONCEITOS BÁSICOS

Invéxis. A inversão existencial ou invéxis é a técnica de planejamento máximo da vida huma-


na, realizada desde a juventude, pelo jovem, rapaz ou moça, que ainda não assumiu compromissos
castradores da sua liberdade de manifestação, visando alcançar as metas proexológicas pré-definidas
no último Curso Intermissivo pré-ressomático.

Interassistencialidade. Uma vez que toda proéxis avançada tem como base a assistência às
outras consciências, um dos elementos fundamentais da invéxis é a inversão assistencial. Esta inversão
consciencial consiste em o inversor não “deixar para depois” a realização de tarefas assistenciais,
priorizando a tares desde a juventude.

Voluntariado. Há hoje ferramenta muito útil para o exercício da assistência em alto nível para
a conscin motivada: o voluntariado conscienciológico. Segundo Asaoka (2013):
O voluntariado conscienciocêntrico autorreeducativo é a qualidade ou condição da
atividade, não remunerada, realizada pela conscin lúcida, homem ou mulher,
buscando o desenvolvimento consciencialevolutivo, através da prestação de serviço
interassistencial, tarístico, cosmoético, com vínculo consciencial, nas Instituições
Conscienciocêntricas (ICs).

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 91

ASSINVÉXIS. No contexto do jovem inversor, vale a pena refletir sobre a possibilidade de


aproveitar a estrutura existente dentro da ASSINVÉXIS para aprimorar e exercer a interassistencia-
lidade com base na tares. De acordo com Nonato (2019):
A ASSINVÉXIS – Associação Internacional de Inversão Existencial é a Instituição
Conscienciocêntrica (IC), multidimensional, de caráter interassistencial, científico,
educacional, sem fins de lucro, regida por estatuto específico e pelas normas legais
pertinentes, fundada em 22 de julho de 2004, com sede em Foz do Iguaçu, PR,
dedicada ao desenvolvimento, debate, promoção e pesquisa da técnica da inversão
existencial (invéxis).

Invexologia. O voluntariado invexológico é o trabalho praticado pelo inversor existencial por


livre e espontânea vontade, com base no vínculo consciencial e sem qualquer tipo de remuneração
financeira, quando diretamente relacionado à expansão da ciência Invexologia no planeta. Atualmente,
a principal instituição especializada neste assunto é a Associação Internacional de Inversão Existencial

Crescimento. Quando se está envolvido em um ambiente onde todos estão pensenizando e vi-
vendo na prática a invéxis planificada, torna-se comum a vivência de crises de crescimento e neces-
sária a realização da recin. Segundo Vieira (2019):
A recin é a reciclagem intraconsciencial ou a renovação cerebral da consciência hu-
mana (conscin) através da criação de neossinapses ou conexões interneuronais (neu-
róglias) capazes de permitir o ajuste da programação existencial (proéxis), a conse-
cução da reciclagem existencial (recéxis), a inversão existencial (invéxis), a aquisi-
ção de neoideias, neopensenes, hiperpensenes e outras conquistas neofílicas da pes-
soa lúcida motivada.

Autocoerência. O exercício do trabalho voluntário em IC especializada em Invexologia, nos


moldes da ASSINVÉXIS como está constituída hoje, em que, na opinião do autor, predomina o padrão
evolutivo do holopensene invexológico grupal, inevitavelmente gera uma pressão positiva no sentido
da reciclagem intraconsciencial do voluntário, pela condição da invéxis estimular a autocoerência
intermissiva em todas as áreas da vida do aplicante.

Interrelações. Eis a seguir 7 pontos de listagem feita por Vieira (1997, p. 187) a serem con-
siderados, passíveis de serem relacionados à invéxis, à recin e ao voluntariado conscienciológico:
1. Pela cosmoética, a recin é o mesmo que a reforma íntima da consciência
humana, objetivando a dinamização da sua evolução.
2. Na invexologia, toda inversão existencial (invéxis) começa por uma re-
cin, não raro, a primeira na vida da conscin.
3. Pela holomaturologia, a recin, envolvendo a recéxis ou a invéxis, faculta
à conscin a obtenção da maturidade consciencial, depois da maturidade biológica
e da maturidade mental.
4. Pela conscienciocentrologia, a recin influi poderosamente sobre a com-
petência cosmoética dos líderes de uma empresa conscienciológica quanto à cosmo-
ética e energias conscienciais.
5. Pela consciencioterapia, a conscin enferma ou carente, que já se predis-
põe à recin, é mais fácil de interação e tratamento.
6. Pela paraprofilaxia, a recin coloca a pessoa mais alerta quanto às surpre-
sas desagradáveis da existência intra e extrafísica, diminuindo a possibilidade de
equívocos, erros e omissões.
7. Pela conscienciometria, toda recin começa por uma auto-introspecção
que leva a consciência autocrítica a uma auto-avaliação profunda com efeitos sadios
e multifacetados em sua vida.

Sinergismo. O sinergismo voluntariado invexológico–recin pessoal é o encadeamento autode-


sassediador, interassistencial, engrandecedor e autorreformador vivenciado pelo inversor existencial,
através da atuação proativa e autodeterminada dentro do holopensene invexológico grupal, simultane-

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


92 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

amente à vivência de recins prioritárias, que tanto são causa quanto efeito da maior qualificação do
trabalho assistencial dentro do grupo evolutivo.

II. EFEITOS DO VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO NAS RECINS PESSOAIS

II.1. ESTRUTURA DO VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO

Campus. A sede da ASSINVÉXIS está localizada no Campus de Invexologia, no Bairro Cog-


nópolis, em Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil. O local constitui amplo espaço direcionado ao estudo da in-
véxis, contendo as seguintes estruturas: Sede Administrativa, Salão de Eventos, 3 Moradias, Alameda
Técnica de Viver, laboratório Serenarium e Centro de Apoio ao Serenarium. Além destas, existem
outras edificações já planejadas para serem construídas, tais quais: Laboratórios de Autopesquisa Inve-
xológica, novas moradias e um segundo Serenarium.

Voluntariado. O voluntariado na ASSINVÉXIS permite diversas modalidades, tais como tra-


balho administrativo, docência e pesquisa, que podem ser exercidos presencialmente ou à distância.

Dados. Atualmente (ano-base: 2019), a IC conta com 62 voluntários, sendo todos aplicantes
da técnica da invéxis, com 46 residentes em Foz do Iguaçu e 16 em outras cidades.

Administrativo. O voluntariado administrativo da ASSINVÉXIS é aquele exercido nos de-


partamentos institucionais, cujas atividades evoluem e se redistribuem constantemente, de acordo com
a demanda crescente de trabalho. As possibilidades de voluntariado na instituição se dividem nas 10
áreas a seguir, listadas em ordem alfabética e seguidas por suas atribuições:
1 Campus de Invexologia. Responsabilizar-se por toda e quaisquer atividades envolvendo
a constituição do Campus de Invexologia; responsabilizar-se pela consecução do planejamento estra-
tégico, financeiro e orçamentário que viabilizarão a construção do Campus de Invexologia; respon-
sabilizar-se pela implantação, coordenação da construção das edificações do Campus da Invexologia,
manutenção, segurança e área ambiental; responsabilizar-se pelos serviços de recepção e secretaria em
geral (Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).
2. Comunicação. Divulgar institucionalmente a ASSINVÉXIS no Brasil e no exterior; res-
ponsabilizar-se pelas estratégias e implantação da divulgação da Técnica da Inversão Existencial com
informações institucionais e divulgação das suas atividades científicas; responsabilizar-se pelo website
institucional, mídias sociais e demais meios de comunicação da ASSINVÉXIS (Associação Inter-
nacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).
3. Coordenação Geral. Superintender as atividades da ASSINVÉXIS, apoiando o trabalho
dos demais coordenadores; convocar e presidir reuniões do Colegiado Executivo; representar a AS-
SINVÉXIS ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; convocar a Assembleia Geral de Asso-
ciados sempre que necessário, conveniente ou em qualquer caso no qual o presente Estatuto tenha se
omitido; convocar o Conselho Fiscal, sempre que necessário ou conveniente; assinar escrituras de
alienação, averbação ou aquisição, nos termos deste Estatuto; assinar as Atas das Reuniões da ASSIN-
VÉXIS depois de aprovadas; constituir procuradores, aprovados pelo Colegiado Executivo; cumprir
e fazer cumprir este estatuto e o regimento interno; celebrar com a anuência da área respectiva con-
tratos de interesse da instituição; responsabilizar-se pela expansão, implantação de unidades da
ASSINVÉXIS e manutenção geral da sede física; responsabilizar-se pela supervisão de trabalhos ad-
ministrativos nas unidades nacionais da ASSINVÉXIS; promover e coordenar a expansão internacio-
nal da ASSINVÉXIS estruturando unidades no exterior; responsabilizar-se pelo cadastro, histórico,
banco de dados e documentação da Assinvéxis (Associação Internacional de Inversão Existencial
(ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 93

4. Eventos. Responsabilizar-se pela programação anual de eventos e atividades locais, nacio-


nais e internacionais da ASSINVÉXIS; responsabilizar-se pela organização e suprimento de toda
a estrutura necessária para a realização de eventos e atividades locais, nacionais e internacionais da
ASSINVÉXIS; responsabilizar-se pela implantação e manutenção do atendimento ao aluno, antes
e durante do evento (Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).
5. Expansão da Invexologia. Responsabilizar-se com a captação de novos alunos para a AS-
SINVÉXIS, bem como de relacionamento com estes novos alunos; desenvolver estrutura de captação
de alunos e mantê-la, envolvendo conteúdo digital para alunos de primeira vez; responsabilizar-se com
a realização de eventos gratuitos.
6. Financeiro. Atender à parte fiscal e contábil da ASSINVÉXIS; abrir, manter e encerrar
contas bancárias, sempre em conjunto com a assinatura do Coordenador Geral ou a quem dele receber
uma procuração pública; requerer, receber e dar quitação de eventuais auxílios e subvenções, sejam de
pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado; tratar do patrimônio providenciando o de-
vido controle contábil; efetuar todo e qualquer recebimento e pagamento da ASSINVÉXIS fazendo
cumprir o orçamento anual aprovado; arrecadar a receita e efetuar o pagamento das despesas; apre-
sentar ao Colegiado Executivo, mensalmente, o balanço do movimento da receita e despesa do mês
anterior; responsabilizar-se pelos serviços de manutenção em informática; celebrar contratos de com-
pras e de serviços que se façam necessários, ouvindo os demais membros do Colegiado Executivo;
responsabilizar-se pelas compras e controle do estoque do material de escritório e limpeza (ASSIN-
VÉXIS, p. 4 a 7).
7. Serenarium. Gerenciar todas as atividades relacionadas ao laboratório Serenarium, tais
quais: definir equipe de trabalho; definir datas dos experimentos; realizar entrevista e inscrições dos
serenautas; gerenciar equipe de plantonistas, limpeza, infraestrutura, cardápio, compras, alimentação,
marcação de laboratórios, realização de check-in e check-out do serenauta, organização do transporte
do serenauta, além de questões relacionadas ao bem-estar e cuidados com a saúde do pesquisador.
8. Técnico-científico. Coordenar as atividades educacionais, culturais e científicas da ASSIN-
VÉXIS; coordenar e aprovar o conteúdo de publicações científicas da ASSINVÉXIS; coordenar
e aprovar o conteúdo programático de cursos, palestras e eventos em geral da ASSINVÉXIS; coor-
denar a produção editorial de livros, antologias e revistas científicas; responsabilizar-se pelo inter-
câmbio científico com universidades e instituições científicas e culturais; coordenar, acompanhar e su-
pervisionar o trabalho dos Grupos de Pesquisa de Inversores Existenciais (Grinvexes) nas Instituições
Conscienciocêntricas; fomentar o poliglotismo e a itinerância internacional na ASSINVÉXIS; res-
ponsabilizar-se por manter Serviço de Apoio ao Inversor(a) Existencial (ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).
9. Vendas. Responsabilizar-se pela coordenação das relações comerciais, operacionais e mer-
cadológicas em relação a qualquer produto vendável, afim aos objetivos sociais da ASSINVÉXIS; res-
ponsabilizar-se pelo telemarketing (ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).
10. Voluntariado. Responsabilizar-se pela definição da política de voluntários da ASSINVÉ-
XIS; responsabilizar-se pela admissão e demissão de empregados conforme as deliberações do Colegi-
ado Executivo; responsabilizar-se pela realização de entrevistas, admissão de voluntários e avaliação
do aluno; responsabilizar-se pela intervenção cosmoética e assistencial nos conflitos interpessoais por
ventura existentes na ASSINVÉXIS; responsabilizar-se pelo desenvolvimento de treinamentos de ca-
pacitação e atualização dos voluntários; responsabilizar-se pelo acompanhamento dos voluntários
(ASSINVÉXIS, p. 4 a 7).

Pesquisa. O voluntariado de pesquisa é realizado nos grinvexes (Grupos de Inversores Exis-


tenciais), equipes que se reúnem semanalmente com o propósito de autopesquisar e produzir sobre
Invexologia em grupo. Atualemente (ano-base: 2019), há 5 grinvexes distribuídos em 5 cidades dife-
rentes: Conceição dos Ouros - MG, Curitiba - PR, Foz do Iguaçu - PR, Londrina - PR e Natal – RN.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


94 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

II.2 HOLOPENSENE INVEXOLÓGICO GRUPAL

Diversidade. A representatividade multidimensional evolutiva e a importância da ASSINVÉ-


XIS frente à ciência Invexologia e à reurbex é o agente aglutinador, chamariz que tem possibilitado
a formação de equipe de trabalho constituída por inversores existenciais em vários níveis de experi-
ência quanto à aplicação da invéxis, advindos de invexogerações diferentes.

Veteranos. A presença de inversores veteranos, com continuísmo teático na aplicação da téc-


nica, é fator crucial para haver ambiente tarístico e parapedagógico, imprimindo o padrão de invéxis
na holosfera da instituição, pois exemplificam este padrão na própria manifestação consciencial.

Catálise. Na visão do autor, este trabalho conjunto consistente em prol de desenvolver a Inve-
xologia, que hoje ocorre na ASSINVÉXIS, instala holopensene invexológico grupal propício para
a catálise da autoinvexibilidade dos integrantes predispostos. Isto, por sua vez, contribui para a acele-
rar a construção conjunta da estrutura intrafísica descrita acima, gerando efeito halo interassistencial.

Características. Eis a seguir, listadas em ordem alfabética, 13 características peculiares rela-


tivas ao próprio holopensene da técnica da invéxis e das equipexes especializadas, notáveis tanto em
eventos institucionais quanto nas atividades cotidianas, identificadas pela experiência pessoal do autor:
1. Amizades evolutivas. Formação de laços evolutivos de amizade entre os integrantes.
2. Anticonflituosidade. Evitação de melindres.
3. Antipatia cosmoética. O fato de ser desagradável a quem possui energias antagônicas ou
anticosmoéticas, dando a impressão equivocada de ser pouco acolhedor.
4. Autonomia. Estimulação da autonomia e autorresponsabilização pela própria evolução.
5. Autorrealismo. Atmosfera de autodesilusão quando a própria realidade evolutiva, que esti-
mula a busca de conquistas interassistenciais palpáveis.
6. Glasnost. Evitação de panos quentes, ou seja, não fazer vista grossa em relação às situa-
ções anticosmoéticas que podem ocorrer, expondo imediatamente para o grupo.
7. Incorruptibilidade. Evitação de negocinhos, autocorrupções e microinteresses.
8. Jovialidade. Bom humor sadio e despojamento.
9. Parapsiquismo. Vivência sadia de fenômenos parapsíquicos, funcionando como suporte
para sustentação da aplicação da invéxis.
10. Priorização. Aproveitamento do tempo com foco, pragmatismo e objetividade.
11. Profilaxia. Planejamento e prudência nas escolhas pessoais, evitando riscos compromete-
dores da proéxis.
12. Reflexão. Predisposição a reflexões com relação ao aproveitamento evolutivo da vida.
13. Seriedade. Estímulo à aplicação radical do pacote completo do paradigma consciencial
e da invéxis na vida prática (whole pack).

Escola. Este holopensene parapedagógico, que estimula a recuperação precoce de lucidez


(cons), faz com que a instituição funcione enquanto uma escola de líderes interassistenciais através da
reunião de agentes retrocognitores inatos priorizando a expansão da Invexologia no planeta.

II.3 EFEITOS

Dinamização. A imersão continuada no holopensene invexológico grupal, possibilitada pelo


voluntariado invexológico, oferece condições capazes de dinamizar as recins do voluntário predispos-
to. Eis, abaixo, Tabela 1 com relações de causa – características do holopensene invexológico –
e efeito – consequências positivas que otimizam a vivencia de recins:

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 95

Tabela 1 – Causas e Efeitos das Recins no Holopensene Invexológico Grupal.


Nos Causas Efeitos
01. Amizades evolutivas Afetividade equilibrada, intimidade possibilitando feedbacks
autênticos, exemplarismo mútuo, produtividade interassistencial.
02. Anticonflituosidade Intercompreensão, respeito aos trafares do outro, hetero-
perdoamento.
03. Antipatia cosmoética Revisão dos valores pessoais, impacto positivo desestagnador,
saída da zona de conforto, percepção das incoerências pessoais.
04. Autonomia Predomínio do loc interno na superação dos trafares.
05. Autorrealismo Alinhamento da autoimagem.
06. Glasnost Não acumpliciamento com os erros alheios, pressão grupal
positiva para a correção de erros crassos.
07. Incorruptibilidade Ampliação da autocosmoética, vivência prática de situações que
exigem posicionamento cosmoético.
08. Jovialidade Desdramatização dos trafares devido à convivência com pessoas
da mesma faixa etária com desafios semelhantes.
09. Parapsiquismo Contato com amparadores de função, discriminação da
qualidade das energias de pessoas e ambientes, percepção das
companhias extrafísicas, projetabilidade lúcida explicitadora dos
traços pessoais.
10. Priorização Autorganização para o enfrentamento dos trafares.
11. Profilaxia Antevisão e evitação de ações que possam estimular manifes-
tação trafarística.
12. Reflexão Aferição dos erros e acertos cometidos ao longo da vida.
13. Seriedade Alinhamento proexológico.

II.4 APROVEITAMENTO DAS VIVÊNCIAS NO HOLOPENSENE INVEXOLÓGICO

Predisposição. Para que os estímulos positivos gerados pelo holopensene invexológico grupal
surtam efeito e realmente contribuam para a renovação individual, é preciso que o inversor faça sua
parte, predispondo-se inteiramente ao autenfrentamento sincero. Eis, em ordem alfanumérica, 8 postu-
ras íntimas facilitadoras do aproveitamento maior desta oportunidade evolutiva:
1. Abertismo. Ouvir as heterocríticas com interesse sincero em levá-las para a autopesquisa.
2. Autexposição. Expor para o grupo suas dificuldades, pedindo dicas aos demais.
3. Autodeterminação. Ter perseverança javalínica até a autossuperação, não importa quanto
tempo leve.
4. Autoenfrentamento. Colocar-se em situações incômodas que provoquem reações relativas
ao traço que pretende reciclar.
5. Continuismo. Manter atuação no voluntariado, principalmente quando “tocar na ferida” do
traço a ser trabalhado.
6. Estudo. Estudar tudo sobre o traço a ser reciclado.
7. Grinvex. Participar assiduamente do grinvex, predispondo-se à função de coordenador.
8. Resiliência. Seguir em frente, não desistindo, mesmo nas dificuldades.

Triunfo. O exercício do autoenfrentamento, ultrapassando gargalo que antes representava difi-


culdade, com a autossuperação vitoriosa do traço, gera a autoconfiança necessária para dar continui-
dade a recins mais profundas e para se obter conquistas cada vez maiores. A invéxis propõe que este

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


96 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

movimento seja feito desde cedo, aproveitando ao máximo o tempo de vida para fazer grandes reno-
vações íntimas.

Grupalidade. Estas renovações íntimas qualificam a intraconsciencialidade e, por consequên-


cia, as relações interconscienciais tornam-se mais amparadoras, influindo positivamente na dinâmica
interassistencial do grupo como um todo.

A PRESSÃO POSITIVA OFERECIDA PELO HOLOPEN-SENE INVE-


XOLÓGICO GRUPAL CONSTITUI APORTE EXISTENCIAL PARA QUEM

DESEJA ENFRENTAR DE “PEITO ABERTO” UM DOS MAIORES DE-


SAFIOS DA VIDA HUMANA: A RECICLAGEM INTRACOSNCIENCIAL

III. CASUÍSTICA PESSOAL

Incompreensão. Antes de entrar no voluntariado o autor possuía pouco entendimento teático


com relação à inversão existencial, pois ainda não compreendia com profundidade a real importância
da presença mais engajada no voluntariado.

Auto-estima. Além disso, possuía dificuldades na interação grupal, inibição e baixa autoesti-
ma, preocupando-seexcessivamente com a opinião dos outros.

Indisciplina. No entanto, o principal gargalo para o desenvolvimento da invéxis naquele mo-


mento era a indisciplina em todas as áreas da vida. O autor possuía esquecimentos contínuos de coisas
básicas do dia-a-dia, como objetos e compromissos, pois não prestava atenção nas coisas, vivendo no
passado ou no futuro, e não no presente. Havia muita dispersão, falta de foco e ruminação mental.

Curso. Após realizar o curso “Elaboração do Maxiplanejamento Invexológico” em 2017,


o autor compreendeu com muito mais profundidade a importância do realinhamento proexológico,
através das gescons e do voluntariado. O curso caracterizou assistência de destino, causando um cho-
que de realidade no autor para aquilo que ele não estava realizando.

Priorização. O entendimento de não estar realizando sua proéxis gerou ansiedade. Naquele
momento percebeu a necessidade de investir na gesconografia dentro da especialidade estudada com
mais profundidade. Entretanto, conversando com amigos percebeu não se tratar apenas disso, mas sim
de dar atenção ao prioritário: o investimento em recins pessoais, bem como no voluntariado e em ou-
tras áreas da vida que estavam negligenciadas.

Grinvex. Na mesma época do curso, o autor recebeu convite para coordenar o Grinvex Foz do
Iguaçu, o qual aceitou. A assunção da liderança do grupo provocou reflexões relacionadas a neces-
sidade de ter uma presença maior no voluntariado invexológico, para estar mais por dentro do que
acontecia na instituição e ter maior exemplarismo para com os membros do grinvex.

CPC. Percebendo a necessidade evolutiva de engajar-se no voluntariado, e os frutos óbvios


que isso traria, teve insight para realizar Código Pessoal de Cosmoética (CPC), voltado para otimizar
seu voluntariado. Eis 4 cláusulas que foram inseridas em ordem lógica de ocorrência:
1. Dinâmica. Participar semanalmente da dinâmica parapsíquica de Invexologia.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 97

2. Voluntariado. Participar semanalmente das reuniões de voluntariado, tanto nas reuniões


gerais quanto na área na qual voluntario.
3. Grinvex. Participar assiduamente do grinvex.
4. Docência. Iniciar e dar continuidade no processo de docência invexológica.

Cumprimento. Ao longo do tempo, o autor começou a participar cada vez mais de atividades
do voluntariado, como monitoria de cursos, cursos como aluno, cumprindo todas as cláusulas do CPC.

Amizades. A presença assídua na ASSINVÉXIS promoveu maior interconfiança, aprofun-


damento e formação de novas amizades neste contexto. O autor passou a se sentir de casa, parte inte-
grante do grupo, cada vez mais à vontade e útil neste ambiente. Além disso, algumas amizades torna-
ram-se íntimas, pessoas para as quais o autor compartilha suas vivências, ampliando a desrepressão
para falar sobre qualquer assunto.

Autocrítica. O convívio continuado fortaleceu a recuperação de cons, aprimorando a auto-


compreensão da invéxis e ampliando a autocrítica quanto à própria necessidade de recins.

Autoenfrentamento. Deste modo, o autor iniciou pesquisa com relação aos traços mais cras-
sos, como os citados acima, buscando mudar hábitos corriqueiros, como a organização da casa, da ro-
tina, da agenda pessoal, dos horários e das tarefas pessoais.

Influência. Hoje percebe-se, tanto pela melhoria dos relacionamentos no voluntariado quanto
pela qualidade da própria pensenidade do autor, os trafares que foram reciclados pouco a pouco a par-
tir da vivência do voluntariado e da postura de autoenfrentamento, exercendo menor influência sobre
a vida do autor.

Indicadores. Outros indicadores da recin foram os feedbacks positivos por parte dos colegas
em ocasiões como dinâmicas parapsíquicas – expondo a melhoria da psicosfera pessoal e energias –
e durante o voluntariado – pontuando o desenvolvimento de postura mais centrada, séria e madura.

IV. EFEITOS DAS RECINS PESSOAIS NO VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO

Autoenfrentamento. Buscar enfrentar-se com autenticidade já constitui exemplarismo fora de


série para os demais membros do grupo evolutivo. A maioria das conscins não tem o hábito de se
analisar com sinceridade, sem apriorismos, dedicando esforços para depurar sua intraconscienciali-
dade. Portanto, num contexto evolutivo, este movimento é sempre visto com bons olhos, havendo
o reconhecimento do autoesforço do colega. É sabido que ninguém é perfeito, nem mesmo o Serenão.

Consequências. Além do esclarecimento promovido simplesmente pelo movimento de se au-


toenfrentar, a reciclagem do traço, quando conquistada, promove uma série de consequências positivas
para as interrelações no contexto do voluntariado, tais quais os 10 exemplos a seguir:
1. Aprofundamento das amizades;
2. Assunção de liderança;
3. Assunção e predomínuo dos trafores;
4. Contribuição para a consolidação do holopensene invexológico grupal;
5. Desenvolvimento do exemplarismo;
6. Melhoria da autoconfiança;
7. Qualificação técnica do trabalho administrativo;
8. Revisão da autoimagem;
9. Verbação e força moral para a assistência a grupos com o padrão pré-recin;
10. Viragem assistido-assistente.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


98 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Quinhão. Quando um voluntário melhora, ele qualifica seu nível assistencial e assim conse-
gue contribuir mais intensamente para a melhoria dos outros, dando seu quinhão para a formação do
holopensene tarístico, havendo assim um ciclo virtuoso de interassistencialidade.

Harmonia. Vieira (2010) afirma que “A condição da harmonia existencial há de ser mantida
sempre pela consciência de maior força presencial capaz de influir no equilíbrio amplificado do holo-
pensene doméstico ou grupal”. Deste modo, a melhoria de cada membro influi decisivamente nos re-
sultados evolutivos do grupo, e esta dinâmica interconsciencial possibilita que todos sigam adiante.

Casuística. No caso do autor, as reciclagens pessoais auxiliaram a assumir com mais quali-
dade a coordenação do Grinvex Foz do Iguaçu, a ajudar na organização da primeira versão do curso
Invexogeração e a assumir papel proativo no voluntariado, passando a doar além de receber.

Pensenologia. Segundo Vieira (2007), “Dentro da Pensenologia, o holopensene pessoal atua


no holopensene grupal, daí porque a psicosfera sadia do jovem inversor existencial, moça ou rapaz,
incentiva e potencializa as renovações das vivências do período intermissivo para quem seja do mes-
mo grupo evolutivo ou busca desempenhar a maxiproéxis.”

Ciclo. Observa-se que o movimento evolutivo gerado a partir do esforço centrífugo da recin
desencadeia ciclo virtuoso interassistencial dentro do grupo, como descrito na Figura 1:

Figura 1 – Ciclo virtuoso interassistencial.

Fases. O ciclo inicia no autesforço reciclogênico, partindo da conscin de dentro para fora,
a partir de quando aceita seus próprios trafares e procura colaborar com a pressão positiva exercida
pelo holopensene invexológico grupal, de modo determinado e recinofílico.

Reciclagem. A partir de uma atitude proativa, mais cedo ou mais tarde sobrevêm a reciclagem
do traço e a qualificação do próprio holopensene, agora mais coerente com a invéxis. Deste modo,
o membro passa a contribuir para a consolidação do holopensene invexológico grupal, que por sua vez
vai gerar pressão positiva sobre o grupo.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 99

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Elucidação. Visando elucidar sobre os efeitos do voluntariado invexológico para as recins


pessoais e também das recins pessoais no holopensene grupal, o presente artigo:
1. Analisou as características marcantes da ASSINVÉXIS bem como do holopensene invexo-
lógico grupal lá existente;
2. Fez cotejo entre estas características singulares e como auxiliam na catálise de recins;
3. Expôs a casuística pessoal do autor;
4. Listou os efeitos positivos da recin pessoal na convivência e atuação no grupo evolutivo;
5. Analisou como estas consequências podem contribuir para o fortalecimento do holopense-
ne invexológico grupal.

Qualificação. Para haver manutenção qualificada do voluntariado invexológico é impres-


cindível o movimento intraconsciencial de autesforço contínuo para reciclar os próprios trafares. Isto
se dá porque a própria aplicação da invéxis fica comprometida sem que alguns gargalos mais sérios
sejam ultrapassados, abrindo caminho para maior disponibilidade interassistencial.

Abertismo. Deste modo, é inteligente tirar o máximo proveito, com perseverança, das experi-
ências hauridas no voluntariado, abrindo-se com sinceridade para os feedbacks recebidos. Isto pos-
sibilitará uma maior qualificação da própria atuação dentro do holopensene grupal invexológico, con-
tribuindo também para a evolução dos demais.

REFERÊNCIAS
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julho de 2016. Páginas 4 a 7.
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BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


100 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2018; ISBN 978-85-8477-120-2; páginas 19.087 a 19.090; disponível em:
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2. Conceição, Maria Izabel; Voluntariograma: Técnica de Avaliação do Vínculo Consciencial; Artigo;
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4. Lopes, Adriana; & Takimoto, Nario; Teática da Autoconsciencioterapia; Artigo; Anais do I Simpósio de Au-
toconsciencioterapia; Foz do Iguaçu, PR; 27-28.10.07; 2 E-mails; 12 enus.; 2 minicurrículos; 10 refs.; Associação
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6. Oliveira, Mario; & Vilela, Ana; Indicadores Consciencioterápicos de Desvio de Proéxis; Conscientia. Revista;
Mensario; Vol. 11; Suplemento 1; 9 enus.; 3 refs.; Associacao Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia
(CEAEC); Foz do Iguacu, PR; Fevereiro, 2007.

BARROS, Jarbas. Sinergismo Voluntariado Invexológico – Recin Pessoal. 89-100.


Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 101

SEÇÃO: VOLUNTARIADO INVEXOLÓGICO

ANÁLISE PARARREURBANOLÓGICA DA IMPLANTAÇÃO DO


CAMPUS DE INVEXOLOGIA
PARAREURBANOLOGY ANALISIS OF CAMPUS OF INVEXOLIGY’S INSTALLATION

ANÁLISIS PARARREURBANOLÓGICA DE LA IMPLANTACIÓN DEL CAMPUS DE INVEXOLOGÍA

Alexandre Balthazar* e Marcello Paskulin**

* Natural de Criciúma, SC. Reside em Foz do Iguaçu, PR. 48 anos. Gradu-


ado em Arquitetura e Urbanismo. Mestre em Urbanismo. Empresário e Pro-
fessor.Voluntário da Associação Internacional de Inversão Existencial (AS-
SINVÉXIS) e membro do colegiado da Conscienciologia.
reurbanize@gmail.com

** Natural de Porto Alegre, RS. Reside em Foz do Iguaçu, PR. 42 anos.


Graduado e Mestre em Psicologia. Consultor Educacional. Voluntário da
Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSINVÉXIS).
mpaskulin@gmail.com

Palavras-chave Resumo. O artigo apresenta o histórico do Campus de Invexologia dentro do con-


Pararreubanologia; texto da implantação da Cognópolis Foz, elencando fatos e parafatos através da corre-
lação das especialidades Pararreurbanologia e Invexologia. O Campus de Invexologia
Campus;
passou por diversos momentos chave, desde a aquisição do terreno até a aplicação da
Invexologia. cosmoética destrutiva na antiga sede institucional. Analisada em duas fases, a primeira
de instalação e a segunda de consolidação, elucida-se a maneira como trabalhou evi-
Keywords dente pressão holopensênica antagônica à principal porta de entrada da renovação da
CCCI, no âmbito da consolidação da invéxis neste planeta.
Parareurbanology;
Campus; Abstract. The article presents the Campus of Invexology’s history in the context of
Invexology. Cognopolis-Foz’s implantation, listing facts and parafacts through the correlation of
Parareurbanology and Invexology specialties. The Campus of Invexology went trough
several key moments, from the land’s purchase until the appliance of destructive cos-
Palabras clave moethics in the former institutional headquarters. Analysed in two phases, the first of
Pararreurbanologia; installation and the second of consolidation, this work clarifies how antagonistic holo-
Campus; thosenecal pressure to the main gateway of CCCI’s renewal was handled, as part of
the existential inversion’s consolidation on this planet.
Invexologia.
Resumen. El artículo presenta el histórico del Campus de Invexología en el contexto
de la implantación de la Cognópolis Foz, elencando hechos y parahechos a través de
la correlación entre las especialidades Pararreurbanología e Invexología. El campus de
Invexología ha pasado por diversos momentos clave, desde la adquisición del terreno
hasta la aplicación de la cosmoética destructiva en la antigua sede institucional. Anali-
zada en dos fases, la primera de instalación y la segunda de consolidación, elucidase la
manera como ha trabajado la evidente presión holopensénica antagónica a la principal
puerta de entrada de la renovación de la CCCI, en el ámbito de la consolidación de la
invéxis en este planeta.

BALTHAZAR, Alexandre & PASKULIN, Marcello. Análise Pararreurbanológica da


Implantação do Campus de Invexologia. 101-113.
102 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

INTRODUÇÃO

Historiografia. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a história do Campus de In-
vexologia, dentro do contexto de implantação da Cognópolis Foz. Para isso faz uma revisão dos fatos
e parafatos presentes na implantação deste campus sob a ótica das especialidades Pararreurbanologia
e Invexologia.

Fases. O Campus de Invexologia foi proposto em 2004 na fundação da ASSINVÉXIS. Desde


o momento da compra do terreno até os dias atuais, a implantação do campus pôde ser dividida em du-
as fases distintas: a primeira, a fase de instalação; e a segunda fase, a atual, de consolidação.

Estudo. A primeira parte deste trabalho, aborda os conceitos básicos da especialidade Parar-
reurbanologia, sua relação com a CCCI e a Cognópolis Foz. Vê-se que não é possível abordar a insta-
lação do Campus de Invexologia, sem abordar o contexto de implantação da Cognópolis Foz. A AS-
SINVÉXIS foi a sexta Instituição Conscienciocêntrica criada, das atuais 25 ICs existentes, segundo
dados da UNICIN (ano-base: 2018). Dessas 25 ICs, somente 7 ICs possuem campus instalados, sendo
que cinco delas estão na Cognópolis Foz. A segunda parte adentra no universo de instalação do Cam-
pus de Invexologia, trazendo detalhes e apresentando uma linha do tempo de sua implantação.

Metodologia. A metodologia utilizada no presente estudo foi a análise do seu contexto histó-
rico pelos autores deste trabalho, fatos e indicadores importantes, análise de projeções lúcidas pes-
soais, análise crítica de percepções parapsíquicas individuais e grupais e análise bibliográfica da con-
teudística conscienciológica desta temática. O conteúdo deste estudo relacionado à Pararreurbanologia
é estudado e debatido desde 2011 no Colégio Invisível de Pararreurbanologia e trabalhado em curso
itinerante – com ênfase na implantação de campi conscienciocêntricos – ministrado pela primeira vez
no campus de invexologia no dia 4 de outubro de 2015.

Relevância. O artigo aborda a relação do Campus de Invexologia com a CCCI, sua impor-
tância para o futuro da Conscienciologia e, o mais importante, seu papel enquanto campus de agluti-
nação e convergência dos futuros personagens protagonistas da ciência Conscienciologia.

I. PARARREURBANOLOGIA E INVEXOLOGIA
Correlação. A análise pararreurbanológica da implantação do Campus de Invexologia utiliza-
se das especialidades Pararreurbanologia e Invexologia, buscando uma correlação sinérgica entre as
duas especialidades e visando contextualizar a implantação ou territorialização da Invéxis no planeta.

Reurbanismo. O conceito de Pararreurbanologia deriva de Urbanologia, ou estudo do urba-


nismo, que por sua vez, é o saber e a técnica da organização e da racionalização das aglomerações hu-
manas, que permitem criar condições adequadas de habitação às populações das cidades. No atual con-
texto contemporâneo, onde a esmagadora população do planeta já vive em cidades, a demanda destes
especialistas está mais relacionada aos reurbanistas, especialistas na melhoria das condições existentes
nas cidades.

Demanda. Se a demanda intrafísica na gestão de cidades é de reurbanistas, pode-se levantar


a hipótese de que, extrafisicamente, – considerando que o intrafísico é cópia ou arremedo da dimensão
extrafísica – a maior demanda é de especialistas pararreurbanólogos, e não de para-urbanólogos.

Reurbin. Neste contexto surge o conceito de Reurbin (reurbanização intrafísica), que segundo
Vieira (2003, p. 244) “É o ato, processo ou efeito de urbanizar de novo ou de reurbanizar, ampliando
ou reorganizando o espaço urbano, rurbano e áreas rurais, melhorando as condições da vida humana”.

BALTHAZAR, Alexandre & PASKULIN, Marcello. Análise Pararreurbanológica da


Implantação do Campus de Invexologia. 101-113.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 103

Reurbex. Sob a ótica do paradigma consciencial, tem-se a reurbanização extrafísica, quando


planejada e executada na dimensão extrafísica, onde segundo Vieira (2003, p.245):
(...) é a mudança para melhor dos ambientes e comunidades extrafísicas doentias,
anticosmoeticamente degradados, patrocinada pelos serenões, com a finalidade de
higienizar o holopensene intrafísico das áreas das Socins sobre as quais exercem in-
fluência antievolutiva e deletéria para a Humanidade.

Distância. Num primeiro momento observa-se que há uma certa distância dos pesquisadores
da Conscienciologia com a especialidade Pararreurbanologia. Tal distanciamento pode ser decorrente
do fato da reurbex ser planejada e implementada por serenões na dimensão extrafísica e, consequen-
temente, o assunto é pouco explorado pelo fato de pouquíssimos pesquisadores da CCCI terem até ho-
je tido contato direto com os serenões ou mesmo projetabilidade lúcida com relação a este tema.

Faces. Segundo Vieira (2003, p.245), a reurbex pode ser estudada através de duas faces ou
óticas de análise, em duas dimensões conscienciais. Primeiramente, através da análise das benfeitorias
observadas diretamente no extrafísico ou lócus da reurbex, através da projetabilidade lúcida do próprio
pesquisador ou interessado checando as benfeitorias impostas à paratroposfera terrestre. A outra ótica
de estudo ou análise da reurbex, ocorre através da observação dos indicadores ou repercussão das
ações reurbexológicas oriundas da dimensão extrafísica na vida da humanidade. Ao estudo da reurbex
ou Reurbexologia Vieira propôs o neologismo Pararreurbanologia.

CIP. O CIP (Colégio Invisível da Pararreurbanologia) foi fundado em 2011 com o propósito
de aglutinar especialistas, fomentar e convergir estudos e pesquisas da Pararreurbanologia. Desde en-
tão dezenas de pesquisadores de todo o mundo têm contribuído para a disseminação de sua especia-
lidade, tendo apresentado diversos trabalhos em fóruns, congressos e outros eventos e produzido atra-
vés de seus integrantes 6 verbetes e 8 artigos grupais (ano-base: 2018).

Pararreurbanologia. Em 2012, o Colégio Invisível da Pararreurbanologia propôs – em artigo


apresentado no congresso da Tenepes – a seguinte definição:
Pararreurbanologia é a especialidade da Conscienciologia que estuda as reurbani-
zações multidimensionais (intra e extrafísicas) neste planeta, o maximecanismo as-
sistencial envolvido e os seus efeitos evolutivos. Sendo subcampo científico da As-
sistenciologia (BALTHAZAR et al, 2012).

Invexologia. “A Invexologia é a especialidade da Conscienciologia aplicada aos estudos


e pesquisas da filosofia, da técnica e da prática da Invéxis, a Inversão Existencial ou humana” (VIEI-
RA, 2007, p. 195).

Invéxis. “A Inversão Existencial ou Invéxis é a técnica de planejamento máximo da vida hu-


mana, fundamentada na Conscienciologia, aplicada desde a juventude, objetivando o cumprimento da
programação existencial, o exercício precoce da assistência e a evolução” (NONATO et al, 2011,
p. 22).

Campus. O Campus de Invexologia é o megaempreendimento grupal de materialização do


holopensene invexológico, composto pelo conjunto de edificações e infraestrutura da Instituição Cons-
cienciocêntrica (IC) ASSINVÉXIS, em terreno próprio, objetivando o esclarecimento de interessados
e aplicantes (inversores existenciais) da técnica da Invéxis através da realização de pesquisas e ativi-
dades da especialidade Invexologia.

Assinvéxis. “A ASSINVÉXIS (Associação Internacional de Inversão Existencial) foi proposta


em outubro de 1999, durante o I Fórum de Investigación de la Conciencia (I FIC), realizado em Barce-
lona (Espanha). Vinculada ao IIPC até 2004, a ASSINVÉXIS tornou-se Instituição Conscienciocên-

BALTHAZAR, Alexandre & PASKULIN, Marcello. Análise Pararreurbanológica da


Implantação do Campus de Invexologia. 101-113.
104 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

trica em 22 de julho de 2004, durante o III Congresso Internacional de Inversão Existencial, em Foz
do Iguaçu (PR)” (NONATO et al, 2011, p. 24).

II. CRONOLOGIA DA REURBEX E DA COGNÓPOLIS


Cronologia. O histórico da reurbex da Cognópolis Foz, e sua relação com a CCCI, pode ser
acessado no Léxico de Ortopensatas. Segundo Vieira (2014b, p. 1.247), a cronologia de implantação
dos trabalhos da Conscienciologia obedece a seguinte ordem: Pararreurbanologia – Paratransmigra-
ciologia – Conscienciologia – Curso Intermissivo – Comunex Pandeiro – Cognópolis – Comunex In-
terlúdio – Enciclopédia da Conscienciologia. Esta cronologia tem início nos séculos seguintes ao XI,
e somente na década de 80 (século XX) há o planejamento mais ostensivo da implantação da Cognó-
polis e da Comunex Interlúdio.

Estratégia. Um aspecto amplamente debatido no âmbito do GPC Socin Conscienciológica nos


anos precedentes à implantação do CEAEC, era se de fato o ideal seria a convergência de voluntários
da CCCI em um centro ou pólo de pesquisa, ou se estrategicamente seria melhor a diáspora de tene-
pessistas, visando cobrir maior área territorial.

Territorialização. Foi fundamental para a aglutinar conscienciólogos, o anúncio do professor


Waldo Vieira sobre a mudança da biblioteca pessoal para Foz do Iguaçu na reunião de 14 de abril de
1995, quando foi doado o terreno para a construção do CEAEC, iniciando a territorialização do curso
intermissivo neste planeta.

Foz do Iguaçu. Após esta decisão ter sido efetivada, os voluntários pioneiros do CEAEC pas-
saram a pesquisar possíveis hipóteses para a territorialização do Curso Intermissivo ter ocorrido em
Foz do Iguaçu. Eis algumas características interessantes no tocante aos potenciais regionais:
1. Aquífero Guarani: Segundo maior reservatório de água doce do planeta
2. Rocha basáltica: Um dos maiores derrames de lava basáltica do planeta.
3. Geopolítica da Integração: 03 aeroportos internacionais, hidrovia paraná-tietê, projeto de
futura ferrovia bioceânica passando por Foz do Iguaçu.
4. Energia Imanente Exuberante: Parque Nacional e Cataratas do Iguaçu.
5. Paz e multiculturalismo: através da convivência de quase 70 etnias.
6. Cinco (05) moedas circulando: real, peso, guarani, dólar e euro.

Trafores. Tal qual a conscin lúcida em evolução, que apoia-se em seus trafores para adquirir
trafais e trabalhar seus trafares, o potencial da região trinacional listado acima, pode e deve ser utili-
zado para sanar o passivo ou os traços nosográficos ainda persistentes.

Passivo regional. Na região onde está instalada a primeira Cognópolis, o território foi palco
da guerra do Paraguai, da expulsão dos jesuítas e consequentemente do fim trágico da república gua-
rani. Até hoje, ainda persistem o contrabando e o tráfico de drogas e armas na fronteira.

Passivo local. Mais adstrito aos terrenos onde está sendo instalada a Cognóplis Foz foi detec-
tado que o sítio já foi palco de comunidades indígenas e posteriormente local de criação e abate de ani-
mais, aspectos que vem sendo trabalhados até hoje e é objeto de estudo deste trabalho.

Saneamento. Implantar campus conscienciocêntrico é trabalho multidimensional, de parceria


entre equipes intra e extrafísicas. O pressuposto do trabalho é implantar para-hospital, consequência
inevitável da sinergia de tenepessistas trabalhando juntos diuturnamente. Para que isso aconteça, faz-
se necessário o “mando de campo” do local com os amparadores e voluntários. Por este motivo, foi
constatado ao longo dos trabalhos que em praticamente todos os campi houve o saneamento de passi-

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vo assistencial e extrafísico correlacionado ao grupocarma dos antigos proprietários e/ou ao território


– posse extrafísica do imóvel. As consciexes paratrospoféricas e paracomatosas, reagem negativamen-
te ao perceberem a mudança drástica do cenário extrafísico local. Esta reação negativa é inversamente
proporcional à instalação do campus. Projeções e parapercepções dos voluntários pioneiros compro-
vam que, ao terem estas situações resolvidas, os trabalhos deslancham.

Criminalidade. Foz do Iguaçu em 1995, ano de início do CEAEC em Foz do Iguaçu, contava
com população de 211.182 habitantes e índice de criminalidade de 103 homicídios para cada 100 mil
habitantes, ficando nos primeiros lugares do ranking de homicídios do país. Em 2018, a cidade conta
com 263.915 habitantes e índice de 46,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, queda de 55% nes-
tes 24 anos. Aspectos relacionados ao combate ao contrabando na fronteira com a redução da taxa de
importação, às intensivas operações da polícia federal – acarretando inclusive retração populacional da
região, e o incremento na vocação turística e universitária na cidade, vêm transformando paulatina-
mente a cidade para melhor. Não restam dúvidas: a cidade vem passando por intensivo processo de
reurbanização intrafísica, com isso levanta-se a hipótese: essa reurbin seria um reflexo da reurbex em
curso nesta região? Qual o peso da CCCI e sua rede de tenepessistas neste processo?

Reurbin. “O Bairro Cognópolis, em Foz do Iguaçu, é o esforço grupal dos intermissivistas pa-
ra se exemplificar as manifestações da reurbanização intrafísica, ou a Reurbin, refletindo a Reurbex,
ou a reurbanização extrafísica neste Planeta Terra” (VIEIRA, 2014b, p. 1.477).

Intermediários. Colocar um terreno em nome de uma instituição conscienciocêntrica é funda-


mental para a consolidação da tares, pois elimina-se intermediários, locatários ou pessoas alheias aos
objetivos magnos da interassistencialidade maior. Os docentes itinerantes, por exemplo, ao ministra-
rem cursos em locais alugados, passam por toda sorte de contra-fluxo ao se depararem com ambientes
alheios ou hostis aos amparadores e ao trabalho interassistencial propriamente dito.

Consequência. Por outro lado, o ato de escriturar, tomar posse e construir, quando trata-se de
implantar edificações de cunho interassistencial e libertário, é mais um indicador do saneamento extra-
físico do passivo existente e inerente àquele trabalho.

Abertura. Eis 6 fatos indicadores de possível saneamento extrafísico, parcial ou definitivo,


ilustrando a posse extrafísica do território:
1. Escritura. Imóvel em nome da instituição, sem conscins “requerendo” a posse.
2. Placa. O campus ter placa ou tótem vistoso na entrada, com o nome da instituição.
3. Abertura. O campus estar aberto e pronto para receber visitantes, colocando sua especia-
lidade à disposição dos intermissivistas.
4. Tenepes. Residências com voluntários tenepessistas engajados na rotina do campus.
5. Dinâmica. Dinâmica parapsíquica semanal e fixa no campus, com público-alvo cativo e
atuante.
6. Sede. Instituição com sede própria, construída, com atividades regulares dos voluntários.

Tenepes. A implantação de campi conscienciocêntricos, segundo as experiências registradas,


passa pela moradia de tenepessistas neste local. Percebe-se relação direta desta prática com o desen-
volvimento do campus.

Comissão. Em 2006 a UNICIN instituiu a comissão pró-cognópolis, onde um dos requisitos


recomendados para a implantação de campi seria a radicação de tenepessistas, preferencialmente du-
plas evolutivas, para dar início aos trabalhos no local.

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Hipóteses. Sabe-se que a evolução da tenepes é a instalação de uma ofiex, tarefa das mais difí-
ceis do intermissivista ressomado. Passa pela projetabilidade lúcida, pelo conhecimento das retrovidas
do ofiexista e pela desperticidade. Pode-se levantar a hipótese de que para instalar um campus, é ne-
cessário ter espécie de parambulatório extrafísico, ambientex maior, oriundo de tenepes grupal. E para
a implantar cognópolis, demanda-se pelo menos um ofiexista.

Transição. A Cognópolis Foz passou por importante transição no ano de 2001, ocasião da
mudança do professor Waldo Vieira para Foz do Iguaçu. Os fatos e parafatos mostram que, com o in-
cremento de atividades e número de voluntários radicados em Foz, pode significar a mudança de cam-
pus da CCCI para Cognópolis. Esta análise fundamenta a hipótese anterior, de que um ofiexista e sua
capacidade de assistir megaassediadores é necessária para sustentar tamanha expansão e impacto inte-
rassistencial regional provocados por uma Cognópolis.

Assédio. Em conversa particular com os coordenadores gerais da ASSINVÉXIS, em 2015,


o professor Waldo afirmou: os dois locais mais assediados da Cognópolis Foz seriam o Tertuliarium
e o Campus de Invexologia. Ao ser arguido, o mesmo disse que se tratava dos dois locais mais visa-
dos, sendo o Campus de Invexologia pelo papel de porta de entrada dos jovens que futuramente seriam
a sustentação da CCCI.

Antecipação. No Manual da Tenepes (VIEIRA, 2011, p. 26), a técnica da invéxis é uma das
três condições possíveis para antecipar a prática da tenepes para antes do período executivo da proéxis.
As duas outras condições são a docência itinerante e a aplicação da técnica da recéxis avançada.

Maxiproéxis. O inversor existencial, pelo comprometimento e dedicação plena na implanta-


ção da Conscienciologia no planeta, possui megarresponsabilidade com a implantar o Campus de In-
vexologia – maxiproéxis grupal, o locus receptor, de acolhimento, orientação e encaminhamento dos
intermissivistas ressomados e recém chegados à CCCI.

Tenepes. “A tenepes, quando evoluída, torna-se pilotis de sustentação da estrutura da Reur-


bex” (VIEIRA, 2014b, p. 1.616).

III. FASE DE INSTALAÇÃO DO CAMPUS DE INVEXOLOGIA


Campus. Em conversas particulares de voluntários com Waldo Vieira antes da fundação da
ASSINVÉXIS, o professor foi enfático ao afirmar que a IC deveria ter campus próprio para matéria-
lizar o holopensene da Invexologia. Assim, desde o início da IC o campus foi projeto fundamental,
constituindo coordenação de área específica dentro do colegiado executivo.

Sede. A ASSINVÉXIS funcionou por aproximadamente 3 anos, desde sua fundação em 2004,
em sala comercial alugada no centro de Foz do Iguaçu. Em 2007 mudou-se para sala no Campus
Discernimentum, juntamente com outras ICs. Aproximadamente 5 anos depois, em 2012, a IC trans-
fere sede administrativa para o Campus de Invexologia.

Investimento. Desde antes da fundação, a ASSINVÉXIS utilizou a estratégia de investimento


em terrenos para arrecadar recursos financeiros visando viabilizar a aquisição de campus próprio. Ne-
gociou 1 terreno no Condomínio Campos dos Sonhos e 4 no Condomínio Villa Conscientia, compran-
do por preço baixo e vendendo com valor mais alto, adquirindo caixa para a instalar o campus.

Campus. No ano de 2007, projeto suprainstitucional da CCCI estabeleceu como prioridade


ampliar a Radicação Vitalícia na Cognópolis, através da aquisição de dois grandes terrenos onde hoje
estão localizados os condomínios Villa Conscientia e o Campus de Invexologia.

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Parceria. A ASSINVÉXIS estabeleceu parceria com a AIEC para venda dos terrenos do
Condomínio Villa Conscientia. A ASSINVÉXIS então itinerou para cidades onde haviam representa-
ções de outras ICs para esclarecer o contexto maxiproexológico da Cognópolis Foz e para vender os
terrenos do Condomínio Villa Conscientia. A parceria estabeleceu que a ASSINVÉXIS arcaria com
todos os custos do processo de venda e, em troca, receberia comissão em forma de terreno.

Aquisição. Foi desse modo, então, através de esforço próprio de venda, que a ASSINVÉXIS
conseguiu adquirir o terreno onde atualmente funciona o Campus de Invexologia.

Terreno. O terreno onde está o Campus de Invexologia pertencia a diversos donos, incluindo
chineses. Um fato descoberto na ocasião: os caseiros que cuidavam do terreno estavam próximos do
período de completar usucapião. O negociação foi acelerada também em virtude dessa situação.

Abatedouro. No local era realizado abate de animais. Era um matadouro clandestino. Quando
os voluntários da ASSINVÉXIS fizeram as primeiras vistorias no ambiente havia muitas ossadas de
bovinos espalhadas pelo terreno.

Vistorias. Foram feitas visitas para averiguar o local visando efetivar a compra do terreno. Os
caseiros estavam muito contrariados. Efetivada a compra, foram encontrados diversos trabalhos de
macumba nas edificações existentes.

Casa. Havia uma edificação principal (casa) onde os caseiros dormiam e faziam o abate com
os animais em fila e sangue escorrendo pela casa até o ambiente onde houve posterior ampliação.

Dessoma. Além disso, em certa ocasião, um dos antigos moradores foi assassinado, em outro
local da cidade, em função de dívidas.

Baratrosfera. Pode-se perceber que o ambiente encontrado no terreno e na casa do Campus


de Invexologia carecia de limpeza física e holopensênica. Muita reurbanização foi realizada para lim-
par o ambiente por completo.

Posse. Assim que o professor Waldo Vieira foi noticiado sobre a aquisição do terreno para
o campus, enfatizou que obrigatoriamente alguns voluntários deveriam morar desde o primeiro mo-
mento lá. A IC precisava tomar posse do terreno intra e extrafisicamente o quanto antes.

Energias. Ao adquirir o terreno, foram convidados 3 epicons para fazer o sensoreamento ener-
gético do ambiente e da casa, visando auxiliar na tomada de decisões práticas. Por dois votos a um,
sugeriram reformar a casa em vez de destruí-la. Todas as demais edificações auxiliares foram destruí-
das em função da precariedade das estruturas.

Reforma. Diante dessas situações, decidiu-se reformar e ampliar a edificação principal (casa).
O projeto de reforma e ampliação destinava-se a prover instalações para a moradia de quatro duplas
evolutivas, voluntários da ASSINVÉXIS. Com campanha para arrecadar recursos para obra, foram
realizadas as benfeitorias necessárias tanto na casa, como no terreno, limpando vestígios das ossadas e
demais edificações.

Temporário. A intenção era garantir que rapidamente pessoas pudessem morar no Campus,
cumprindo então a sugestão dada pelo professor Waldo. A ideia foi fazer algo simples para, no devido
tempo, os voluntários construirem as suas residências proexogênicas de modo definitivo no campus.

Serenarium. Aproximadamente nessa época, outra sugestão dada pelo professor foi a constru-
ção do Laboratório Serenarium no Campus de Invexologia, pois isso auxiliaria no foco e na manuten-

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ção da ASSINVÉXIS. Para obter os recursos para a construção do laboratório foi lançado o projeto de
antecipação do valor dos experimentos.

Inauguração. A casa para moradia ficou pronta para a inauguração do Campus, em 16 de


julho de 2008.

Duplas. Quatro duplas evolutivas mudaram-se para o campus. Entretanto, depois de um ano
de convivência, por motivos diferentes, cada dupla começou a sair do local, restando apenas uma du-
pla na casa.

Mando de campo. Com passar do tempo, após a saída da maioria dos moradores, percebeu-se
a perda do “mando de campo” da IC em relação à casa.

Foco. Como aos poucos o foco institucional foi deixando de ser invéxis naturalmente os vo-
luntários da ASSINVÉXIS foram diminuindo.

Serenarium. Nessa época resgatou-se sugestão de construir o Serenarium. Foi realizada im-
portante parceria com a Aracê para a obtenção de projetos e experiência de funcionamento do labora-
tório. Assim, começaram os estudos e em seguida a construção do laboratório.

Retomada. Em 2012 houve também a mudança da sede administrativa da ASSINVÉXIS para


o Campus de Invexologia. A sede funcionava em quatro cômodos na parte da frente da casa e a mora-
dia da dupla ficava no restante da casa. Praticamente 70% da edificação principal do campus na oca-
sião estava destinada a uma moradia particular; e as atividades da IC perderam força quanto aos obje-
tivos de instalação do campus.

Interação. Com apenas uma dezena de voluntários e sendo constantemente cobrada para que
os voluntários aparecessem mais nas atividades de Tertúlia, Minitertúlia, Holoteca e Holociclo; a AS-
SINVÉXIS atendeu a pedido do professor Waldo e iniciou atividades de integração com churrascos e
mesa de ping-pong no campus, onde hoje é o salão de eventos.

Residências. A tentativa de retomada do foco institucional invexológico atraiu novos


voluntários, e duas duplas decidiram construir residências e mudar-se para o campus.

Piloto. Importante ação dos novos voluntários foi a revisão do plano piloto do campus, inse-
rindo o projeto da Alameda Técnica de Viver como eixo estrutural do plano piloto.

Parainversor. O projeto da Alameda, confirmado pelo professor Waldo, foi inspirado pela
consciex conhecida por Parainversor. O projeto foi concebido para tornar-se verdadeiro laboratório
conscienciológico a céu aberto de reflexão sobre aproveitamento útil e evolutivo da vida humana.

Instalação. Nesse período, destaca-se todo o esforço institucional e pessoal de voluntários da


ASSINVÉXIS na realização de ações que refletiram na implantação do Campus de Invexologia e sua
interrelação com a própria instalação da Cognópolis Foz do Iguaçu. Elencando as principais: a aqui-
sição do terreno, a posse do terreno a partir da reforma da casa para moradia, a transferência da sede
administrativa institucional para o campus, a construção do Serenarium e o projeto da Alameda Téc-
nica de Viver.

Base. As ações realizadas no período de instalação estabeleceram as bases fundamentais do


campus. Mas observava-se a necessidade de fortalecer o holopensene da técnica da Invéxis na ASSIN-
VÉXIS.

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IV. FASE DE CONSOLIDAÇÃO DO CAMPUS DE INVEXOLOGIA


Transição. A implantação de um campus entra na fase de consolidação quando passa a contar
com uma infraestrutura básica que permita atividades diárias e diversificadas. Para avançar para esta
etapa, são importantes alguns eventos de grande impacto na questão da reurbanização, a exemplo de
ECP2 ou ECP3, bem como o apoio da CCCI àquela especialidade e seu respectivo empreendimento.

ECP3. O curso Extensão em Conscienciologia e Projeciologia 3 (ECP3) é um curso de campo


com o objetivo de desassediar e aportar energias a um projeto suprainstitucional da CCCI. Por suges-
tão do prof. Waldo Vieira a Assinvéxis foi contemplada com a realização do evento em julho de 2013.
O resultado financeiro do evento foi revertido para a construção da sede administrativa da ASSINVÉ-
XIS. Durante o curso ECP3 foi passado vídeo promocional do projeto do Campus de Invexologia, com
destaque para a Alameda Técnica de Viver1 e iniciada a venda das cotas de viabilização do projeto.

Voluntariado. Com a construção do Serenarium começou a realização dos primeiros experi-


mentos. Em função das características dos experimentos, por duas semanas a sede e o Campus fica-
vam fechados para outros trabalhos voluntários, já que toda a parte da casa onde ficava a sede ficava
restrita para utilização de Apoio ao Serenarium. Tal situação inviabilizava o voluntariado da institu-
ição na metade de cada mês.

Gestão. Com a mudança de gestão da Assinvéxis, a dupla moradora da casa saiu, dando lugar
e espaço para que pudesse haver a utilização compartilhada de Serenarium e sede na casa. Por cerca de
dois anos houve esse compartilhamento do ambiente da casa entre Apoio ao Serenarium e Sede Admi-
nistrativa.

Invéxis. Isso auxiliou para que a instituição pudesse retomar o investimento em Invexologia.
Com o tempo mais inversores se interessaram pela Assinvéxis e naturalmente foi aumentando a quan-
tidade de voluntários e participantes das atividades realizadas no Campus de Invexologia.

Salão. No espaço onde ocorriam os churrascos e jogos de ping-pong decidiu-se fechar o am-
biente e transformá-lo em salão multiuso, visando realizar as atividades parapedagógicas da ASSIN-
VÉXIS em ambiente próprio. O salão de eventos foi inaugurado com a realização do Congresso de
Internacional de Inversão Existencial (CINVÉXIS), em julho de 2014.

Biocam. No final de 2014 foram realizadas duas edições do curso Biocam (Caminhada Bio-
energética) no Campus de Invexologia, visando custear a limpeza da mata e do campus.

Dinâmica. Em 2015 iniciou-se a Dinâmica Parapsíquica Aplicada à Invexologia no salão de


eventos do campus. Essa atividade tem sido fundamental na sustentação de todas as atividades de
voluntariado da ASSINVÉXIS.

Acesso. Em 2016 foi realizada a pavimentação da via de acesso interna do Campus de Invexo-
logia, proporcionando acesso facilitado e sem barro a voluntários e visitantes da ASSINVÉXIS.
Recursos para a pavimentação foram obtidos através de parceria com a ARACÊ com o curso AOG.

Sede. Em julho de 2016 foi inaugurada a nova Sede Administrativa. Tal fato, considerando as
melhorias em estrutura e mobiliário posteriores, proporcionou marco da fase de consolidação do Cam-
pus de Invexologia. Após a inauguração da sede, mais de uma dezena de integrantes de grinvexes de
outras cidades mudaram-se para Foz do Iguaçu, motivados por voluntariar na ASSINVÉXIS.

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Estacionamentos. Junto das ações de abertura do Campus para acesso de voluntários e visi-
tantes, foi realizada a preparação de dois estacionamentos no campus, através de limpeza do terreno,
organização do espaço, colocação de brita e manutenção de mato.

Depósito. Naturalmente o movimento das pessoas, das energias e do voluntariado migraram


para a sede. A casa, então, deixou de ser utilizada. Rapidamente virou depósito de doações de mate-
riais e restos de obra, acumulando lixo, sujeira, insetos e animais indesejados.

ECP3. Novamente por sugestão do professor Waldo, foi realizado mais um curso ECP3 em
prol da ASSINVÉXIS, ocorrido em janeiro de 2017. Decidiu-se que a destinação financeira do evento
seria para a construção de mais um laboratório Serenarium e do Centro de Apoio ao Serenarium.

Alameda. Em julho de 2017 foi inaugurada a primeira etapa da Alameda Técnica de Viver.

Eletricidade. Importante conquista foi o posteamento com padrões individualizados de ener-


gia elétrica da Copel (empresa distribuidora do Estado do Paraná) no Campus de Invexologia para a IC
e moradores, o que permite expansão da rede de alta tensão interna sem custos para a ASSINVÉXIS.

Moradia. Entrega em fevereiro de 2017 da construção da primeira residência no Campus de


Invexologia, alugada para dupla evolutiva de voluntários.

Entrada. Melhorias da entrada do campus, com pintura no portão, plantação de grama, insta-
lação de meio-fio e placa de identificação da ASSINVÉXIS.

Manutenção. A existência de prestador de serviço para efetuar corte regular e periódico de


mato e grama, limpeza da floresta, poda e derrubada de árvores, efetivando manutenção permanente
no Campus de Invexologia. Tal ação mudou radicalmente a percepção do Campus para melhor.

CAS. Com o resultado financeiro do segundo ECP3 priorizou-se construção do Centro de


Apoio ao Serenarium (CAS) para aumentar a parassegurança dos experimentos, inaugurado em julho
de 2018.

Consolidação. Nessa fase, observa-se os efeitos pró-invéxis das ações realizadas no período.
Merecem destaque o desassédio institucional proporcionado:
1. Dois (02) cursos Extensão em Conscienciologia e Projeciologia (ECP3);
2. Dinâmica parapsíquica semanal;
3. Nova sede administrativa enquanto estrutura convergente de voluntários
4. Foco permanente na realização de atividades de Invexologia.

Patamar. Tais conquistas evidenciaram a necessidade de mudança de patamar na relação do


campus com a estrutura antiga do terreno.

V. COSMOÉTICA DESTRUTIVA
Casa. A decisão de construção do CAS seguiu-se da derrubada da casa, visto que ela não teria
mais serventia para a ASSINVÉXIS. Na prática, a casa já estava abandonada, mas precisava-se de
solução e destinação adequada.

Indicadores. A tomada de decisão sobre qual o melhor destino a ser dado à casa passa pela
análise de indicadores multidimensionais. Observava-se os seguintes fatos e parafatos relacionados ao
ambiente da casa:
1. Dentro da casa não se pensava adequadamente.

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2. Ninguém queria voluntariar dentro da casa.


3. Depósito de bagulho energético e lixo.
4. Holopensene antípoda à Evoluciologia e à Invexologia.
5. Local de desentendimento entre voluntários.
6. Interação energias negativas–ambiente repressor.
7. Predisposição a poltergeist.
8. Residência de bichos e outros animais indesejados.
9. Mesmo após faxina, o ambiente não parecia estar limpo.

Representatividade. O ambiente intra e extrafísico da casa representava:


1. Residência atual de paraposseiros antigos.
2. Permissão para infiltrados anticosmoéticos.
3. Acesso permeável a assediadores.
4. Ambiente assediado.
5. Embaixada da baratrosfera.

Diagnóstico. Diante dessas observações, conclui-se que o (para)ambiente da casa não era re-
presentativo nem da ASSINVÉXIS tampouco de Invexologia.

Enfrentamento. A possibilidade de derrubar casa foi tema de conversas formais e informais


dentro da IC. Dentre vários argumentos e possibilidades de reutilização do ambiente, unanimamente
todos os voluntários entenderam que a solução mais adequada para a destinação da casa era derrubá-la.

Reurbin. A Cosmoética Destrutiva é o ato de transformar o matadouro no jardim florido do


parque da paz (VIEIRA, 2014b, p. 1.477).

Cosmoética destrutiva. Com a conclusão do CAS, a derrubada da casa tornou-se prioridade


para o campus. Pensou-se em estratégias sustentáveis para esse projeto. Com a venda de objetos que
estavam no interior da casa, por exemplo, colchonetes do ECP3; mais a venda de itens estruturais da
casa, ao modo de aberturas e madeiramento do telhado; somado a receita do Curso “Reurbanização
Extrafísica na Prática: O case do campus de invexologia” ocorrido em novembro de 2018; foi pos-
sível arrecadar exatamente o valor necessário para a completa derrubada, retirada de entulhos, renova-
ção da terra e posterior plantio de grama no local.

Pararreurbanização. Houve, a partir da Cosmoética Destrutiva, a reurbanização total do am-


biente onde havia a casa, buscando estabelecer no local, o “mando de campo” da Invéxis enquanto
holopensene antípoda ao que a casa representava.
A Reurbexologia Terrestre, atualmente em andamento, objetiva eliminar, ao má-
ximo, os parapardieiros sombrios ou tenebrosos da extrafisicalidade (Parabaratros-
ferolândia; Pararrecexologia) e, também, como consequência, os pardieiros e lo-
cais degradados correspondentes da intrafisicalidade (Recexologia) ou nesta di-
mensão respiratória (VIEIRA, 2014a, p. 173).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Histórico. Quando se observa o histórico da Assinvéxis, percebe-se que uma das decisões gru-
pais mais acertadas foi a mudança da sede administrativa para o Campus de Invexologia.

Responsabilidade. Isso permitiu que de fato a IC pudesse assumir de vez o trabalho árduo
e energeticamente dispendioso, inerente à construção do campus e assumir a completa responsabilida-
de pela implantação de um holopensene invexológico permanente em ambiente próprio.

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Holopensene. Com a mudança, voluntários começaram a estar mais frequentemente no cam-


pus, colocando energia, interagindo com os problemas e pensando em soluções para a IC.

Campus. Esse movimento evidenciou a fragilidade da ASSINVÉXIS em 2012, com poucos


integrantes de grinvex e, sobretudo, pouquíssimos voluntários. Mas também permitiu a entrada de no-
vos moradores, a construção do Serenarium, o retorno da priorização da invéxis enquanto foco institu-
cional, dentre outras conquistas já mencionadas neste artigo.

Intermissivistas. O grupo evolutivo relacionado à Invexologia pode novamente reconhecer-se


e se reunir, tendo o Campus enquanto atrator de intermissivistas interessados em aplicar a técnica evo-
lutiva da invéxis.

Aumento. Houve aumento do número de atividades invexológicas regulares realizadas no


Campus de Invexologia e, consequentemente, do fluxo energético de conscins e consciexes. Ampliou-
se também quanti e qualitativamente voluntários ativos da ASSINVÉXIS, em especial voluntários re-
sidentes em Foz do Iguaçu.

Mutirões. Houve, também, a realização de inúmeros mutirões, reunindo voluntários para reur-
banizações específicas visando limpeza, organização, construção, pintura, manutenção, além de ações
ambientais, como ajardinamento, plantar grama, mudas e árvores.

Reurbanizaciologia. Enfim, foram e são várias as ações reurbanizadoras intra e extrafísicas


realizadas no Campus de Invexologia. A prática da reurbin inicia pela limpeza e organização dos am-
bientes. Mantém-se pela constante limpeza, reorganização e melhoria de objetos, espaços, ambientes
e holopensenes.

Amparadores. O Campus de Invexologia conta com frequente e regular trabalho de conexão


entre equipin e equipex, sobretudo a partir da dinâmica parapsíquica e dos experimentos Serenarium.

Intermissivistas. A prospectiva é, com a definitiva consolidação, o Campus de Invexologia,


efetive-se enquanto referência atratora de intermissivistas na Cognópolis Foz do Iguaçu, gerando im-
pactos multidimensionais, aproximando-se cada vez mais da Comunex Interlúdio e das turmas dos
Cursos Intermissivos.

NOTAS
1. Link do vídeo da Alameda Técnica de Viver apresentado no ECP3 em jul/2013, disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=KogpXql00L4> Existem outros artigos que tratam da adultidade no com-
texto da Invéxis, a partir de outros enfoques na bibliografia consultada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Balthazar, Alexandre; et al.; Tenepes e Pararreurbanologia Global; Artigo; Revista Conscientia; Trimestral;
Vol. 16; N. 1 S2; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguacu, PR;
Janeiro a Março, 2012; página 147.
2. Balthazar, Alexandre; Campus Conscienciocêntrico verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da
Conscienciologia; verbete N. 4.439 apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 31.03.2018; disponivel em: <
http://www.tertuliaconscienciologia.org/ >.
3. Idem; Pararreurbanólogo verbete; In: Vieira, Waldo; Org.; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete N. 4.663
apresentado no Tertuliarium / CEAEC; Foz do Iguacu, PR; 10.11.2018; disponivel em: < http://www.tertuliaconscienciolo-
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4. Nonato, Alexandre; et al.; Inversão Existencial: Autoconhecimento, Assistência e Evolução desde a Juven-
tude; pref. Waldo Vieira; 304 p.; 70 caps.; 17 E-mails; 62 enus; 16 fotos; 5 microbiografias; 7 tabs.; 17 websites; glos. 155
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5.Vieira, Waldo; Dicionário de Argumentos da Conscienciologia; revisores: Equipe de Revisores do Holociclo;


1.572 p.; 1 blog; 21 E-mails; 551 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 18 fotos; glos. 650 termos; 19 websites; alf.;
28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2014a; página 173.
6. Idem; Homo sapiens pacificus; revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 1.584 p.; 24 seções; 413 caps.; 403
abrevs.; 38 E-mails; 434 enus.; 484 estrangeirismos; 1 foto; 37 ilus.; 168 megapensenes trivocabulares; 1 microbiografia; 36
tabs.; 15 websites; glos. 241 termos; 25 pinacografias; 103 musicografias; 24 discografias; 20 cenografias; 240 filmes; 9.625
refs.; alf.; geo.; ono.; 29 x 21,5 x 7 cm; enc.; Ed. Prínceps; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da
Conscienciologia (CEAEC); & Associação Internacional Editares (EDITARES); Foz do Iguaçu, PR; 2007; página 195.
7. Idem; Homo sapiens reurbanisatus; revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 1.584 p.; 24 seções; 479 caps.;
139 abrevs.; 12 E-mails; 597 enus.; 413 estrangeirismos; 1 foto; 40 ilus.; 1 microbiografia; 25 tabs.; 4 websites; glos. 241
termos; 3 infográficos; 102 filmes; 7.665 refs.; alf.; geo.; ono.; 29 x 21 x 7 cm; enc.; 3a Ed. Gratuita; Associação
Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2003; páginas 244 a 247.
8. Idem; Léxico de Ortopensatas; revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 2 Vols.; 1.800 p.; Vols. 1 e 2; 1
blog; 652 conceitos analógicos; 22 E-mails; 19 enus.; 1 esquema da evolução consciencial; 17 fotos; glos. 6.476 termos;
1.811 megapensenes trivocabulares; 1 microbiografia; 20.800 ortopensatas; 2 tabs.; 120 técnicas lexicográficas; 19 websites;
28,5 x 22 x 10 cm; enc.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2014b; páginas 1.247, 1.477 e 1.616.
9. Idem; Manual da Tenepes: Tarefa Energética Pessoal; 138 p.; 34 caps.; 5 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.; 2a Ed.;
Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1996; página 26.

BALTHAZAR, Alexandre & PASKULIN, Marcello. Análise Pararreurbanológica da


Implantação do Campus de Invexologia. 101-113.
114 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

SEÇÃO: ESPECIAL

REFLEXÕES SOBRE AS VIVÊNCIAS DO CURSO


PRÁTICA DA COSMOVISÃO NA INVÉXIS
REFLECTIONS ON EXPERIENCES OF THE COURSE PRACTICE OF COSMOVISION IN THE INVEXIS

REFLEXIONES SOBRE LAS EXPERIENCIAS DEL CURSO PRÁCTICA DE LA COSMOVISIÓN EN LA INVÉXIS

Filipe Colpo*

* Natural de Içara, SC, residente em Foz do Iguaçu, PR, 34 anos, psicó-


logo, empresário, voluntário da Conscienciologia desde 1996, coofundador
e voluntário da Associação Internacional de Inversão Existencial (ASSIM-
VÉXIS) e coautor do livro Inversão Existencial: Autoconhecimento, Assis-
tência e Evolução desde a Juventude.
filipecolpo@gmail.com

INTRODUÇÃO

Hipóteses. O presente artigo expõe reflexões e hipóteses do autor sobre o contexto da Fin-
lândia e da Inglaterra, países visitados e estudados durante o curso Prática da Cosmovisão na Invéxis
entre os dias 14 e 25 de maio de 2019.

Debates. Apesar de este texto ser individual, é importante salientar que grande parte das refle-
xões descritas aqui são resultado de diversos debates, formais e informais, ocorridos durante o curso
supracitado. Deste modo, este material não deve ser encarado como fruto apenas de reflexão indi-
vidual deste autor.

Registro. Considerando os diversos relatos dos participantes deste curso sobre o impacto po-
sitivo na autocognição e na recuperação de cons, o objetivo deste texto é registrar de maneira mais
perene as ideias lá trabalhadas, de modo que o evento não se torne vento. Também consideramos im-
portante a explicitação resumida da preparação do curso, para servir de base para futuras edições.

CCCI. Este artigo também visa contribuir com a Comunidade Conscienciológica Cosmoética
Internacional (CCCI) nas pesquisas sobre a Finlândia, visto o interesse desta comunidade derivado
dos diversos relatos de Waldo Vieira em tertúlias e minitertúlias sobre a ressoma neste país, no início
deste século, de sua mãe, Aristina, e da ex-consciex denominada E.M.

Insights. Vale ainda informar que as reflexões aqui contidas não objetivam ser verdades, ou
mesmo expor profunda análise destes países. Busca-se sim apresentar diversas facetas debatidas e vi-
venciadas durante o curso, que podem servir de insights para novas pesquisas futuras mais apro-
fundadas. Deste modo, este autor utilizará linguagem mais informal para descrever as reflexões e nar-
rar os fatos presenciados nesta pesquisa.

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 115

Estrutura. Este trabalho se desenvolve em 3 seções: I. Curso Prática da Cosmovisão na in-


véxis, com apresentação de breve histórico; II. Finlândia e III. Inglaterra, com respectivas reflexões
e relatos de fatos ocorridos durante as visitas técnicas.

I. CURSO PRÁTICA DA COSMOVISÃO NA INVÉXIS

Curso. O curso Prática da Cosmovisão na Invéxis ocorreu em sua primeira edição nas cidades
de Helsinki (4 dias), Londres (4 dias) e diversas outras cidades do interior da Inglaterra (4 dias), tendo
a participação de 55 pessoas, quase todos inversores existenciais.

Proposição. Do ponto de vista grupal, a proposta deste curso surgiu em 2017, quando Mar-
cello Paskulin, um dos coordenadores gerais da ASSINVÉXIS à época, convidou este autor para criar
um curso que trabalhasse com a ampliação da cognição a partir de viagem ao exterior para a ins-
tituição. Este convite surge do fato de o autor trabalhar profissionalmente organizando viagens técni-
cas para jovens visitarem universidades de ponta e empresas de referência nos EUA, tais como Stan-
ford University, Google e NASA. Além disso, havia contexto institucional para promover novamente
este tipo de viagem, porém agora de maneira mais técnica, no formato de curso.

Preceptoria. Do ponto de vista pessoal, este autor sempre priorizou viagens internacionais
enquanto modo de qualificação pessoal, e, dentro do possível, além de ter criado esta área dentro da
empresa em que trabalha, sempre buscou promover essa ideia dentro da ASSINVÉXIS. Porém, a re-
levância desta estratégia de qualificação ficou mais explícita quando, em minitertúlia com Vieira, este
questionou o grupo presente sobre qual seria a preceptoria evolutiva mais avançada, esclarecendo que
seria a viagem técnica para o exterior, promovida por alguém objetivando ampliar a cosmovisão de
quem foi conduzido durante o experimento. Vieira citou que quando bem-feita, tal experiência pode
ser superior à leitura de uma biblioteca, em razão da vivência prática. Esta informação impactou muito
este autor, visto que sempre buscou fazer isso de maneira deliberada no ambiente de trabalho e de vo-
luntariado.

Portugal. A primeira experiência da ASSINVÉXIS no exterior ocorreu em 2006 onde este


autor coordenou uma excursão dos voluntários para Portugal, para participarem do I Simpósio Global
de Inversão Existencial. Naquele momento a excursão foi feita sem qualquer planejamento técnico
para aumento da cognição dos participantes.

Cosmovisão. Já no curso Prática da Cosmovisão da Invéxis a programação foi montada de


maneira pensada para expandir a visão de mundo e a autopequisa, e por isto os países escolhidos fo-
ram Finlândia e Inglaterra. O primeiro permite estudar um dos sistemas educacionais e sociais mais
avançados do mundo, servindo de base de pesquisa para as práticas da ASSINVÉXIS; já a Inglaterra
permite pesquisar a cultura e a história de diversos países, tendo em vista a quantidade de museus
gratuitos, contendo infinitude de artefatos do saber de diferentes períodos da história humana.

Atividades. Ao todo foram visitadas 8 cidades e realizadas 34 atividades diferentes em diver-


sas instituições, conforme programação abaixo.
1. Helsinki: passeio de barco pelos canais da cidade; walking tour; Oodi Central Library;
Helsinki City Museum; Old Market Hall; Bank of Finland Museum; Cirque du Soleil – Avatar; Bibli-
oteca da Universidade de Helsinki; Museu da Universidade de Helsinki; Suomenlinna; Konstanmolja
– restaurante típico; parque Kaivopuisto.

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116 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

2. Londres. Natural History Museum; Victoria and Albert Museum; Science Museum; British
Museum; Museum of London; walking tour sobre Florence Nightingale; Florence Nightingale Mu-
seum; Palácio de Buckingham; Trafalgar Square; China Town; Observatório Real de Greenwich; Na-
tional Maritime Museum; Air Emirates Cable; The Crystal; Sky Garden.
3. Salisbury. Wilton House (casa de Sidney Herbert).
4. Romsey. Embley Park (casa de Florence Nightingale).
5. Saint Blazey. Eden Project.
6. Tintagel. Ruínas do castelo e vilarejo.
7. Bath. Alexandra Park; walking tour; Jane Austen Center.
8. Oxford. Walking tour; Oxford Library.

Parapedagogia. Importante ressaltar que, fazendo parte da programação, a cada 2 dias este
autor, junto com Leonardo Neves, mediava debate com a turma buscando correlacionar o paradigma
consciencial com as experiências vivenciadas nas atividades. Estes debates mostraram-se muito rele-
vantes para o resultado parapedagógico do curso.

Preparação. Visando à preparação dos participantes para melhor aproveitamento das experi-
ências que teriam nos 2 países, e considerando que muitos alunos estavam viajando para o exterior pe-
la primeira vez, optou-se em fazer encontros prévios ao curso. Estas atividades foram de suma impor-
tância para incutir a ideia nos participantes desta viagem ser um curso, diminuindo a expectativa sobre
simples viagem em grupo. Ao todo foram 8 encontros de preparação conforme descritos abaixo, em
ordem cronológica, totalizando 46 horas, seguidos dos respectivos professores:
1. Organização. Auxílio aos alunos na organização pessoal para o curso, por Filipe Colpo.
2. Finlândia. Apresentação das características sociais e educacionais da Finlândia, por Mar-
cello Parkulin.
3. Casuística. Apresentação da experiência pessoal em intercâmbio na Finlândia, ministrado
a convite da ASSINVÉXIS por Alexandre Zaslavsky.
4. Inglaterra. Resumo da história inglesa e suas relações políticas, por Leonardo Neves.
5. Programação. Apresentação da programação detalhada do curso, por Filipe Colpo.
6. Reproéxis. Apresentação da casuística de reproéxis internacional duplista, ministrado por
Filipe Colpo e Silvia Muradás.
7. Tridotação. Curso Prática da Tridotação na Invéxis para estudo da biografia de Florence
Nighingale, ministrado por Filipe Colpo e Marcello Paskulin.
8. Profilaxias. Apresentação do modo de funcionamento do curso e as profilaxias necessárias
ao convívio homeostático em grupo, ministrado por Filipe Colpo.

Organização. Ainda considerando a organização do evento, também cabe o registro dos se-
guintes 5 fatos, listados em ordem lógica.
1. Parcelamento. O curso foi lançado com a opção de parcelamento em 22 vezes, buscando
facilitar a participação dos inversores existenciais.
2. Pacote. O valor do curso incluía todo o custo mínimo que o aluno teria durante a viagem,
inclusive translado aeroporto-hotel e alimentação, sendo que cada aluno recebeu travel money com
dinheiro e orçamento previsto de gastos. O objetivo era facilitar a organização dos alunos para os valo-
res extras da viagem.
3. Manual. Cada aluno recebeu manual de 19 páginas com informações referentes a organiza-
ção pessoal da viagem, tais como check-list para mala, comportamento na imigração, translado até os
hoteis, mapas, internet no exterior e organização financeira com o travel money.

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 117

4. Monitoria. A turma de alunos foi dividida em subgrupos fixos e independentes, com moni-
tor responsável pelo translado e qualquer outra necessidade. Assim, a organização era feita em pe-
quenos grupos ao invés de 55 pessoas.
5. Caminhada. No total dos 12 dias, considerando apenas a programação oficial, o grupo ca-
minhou cerca de 144,10 quilômetros.
Equipes. Cabe aqui ressaltar que toda esta preparação seria impossível se feita apenas por este
autor. O curso teve diferentes equipes da ASSINVÉXIS trabalhando na organização do evento, consi-
derando a parte financeira, logística e de atendimento aos alunos, o que tornou possível todas estas
ações. Fica aqui o agradecimento sincero à equipin e à equipex envolvidas neste curso.

II. FINLÂNDIA

Cultura. Considerando os fatos observados durante o curso Prática da Cosmovisão na Invéxis


e o paradigma consciencial, eis 10 relatos e ponderações hipotéticas sobre a cultura finlandesa e as res-
somas de E.M. e Aristina, com base em reflexões realizadas por este autor durante o curso, capazes de
demonstrar características sociais e educacionais deste país.

1. Poligolismo. Durante os 4 dias do curso, este autor teve contato com pelo menos 7 pessoas
que falavam 6 idiomas ou mais. Um deles falava 9 idiomas e dois deles 8. Ressaltamos o “pelo me-
nos” pois estas foram apenas aquelas pessoas em que este autor perguntou quantos idiomas falavam,
podendo este número ser bem maior. Inclusive, um dos guias do walking tour fez toda a apresentação
em português, falando o idioma sem erros gramaticais e utilizando palavras pouco corriqueiras, tendo
este aprendido o idioma no colégio. Em geral, quem não é poliglota fala pelo menos 3 idiomas: final-
dês, inglês e sueco (também língua oficial do país). Ao questionar 2 finlandeses, em momentos dife-
rentes, sobre esta característica do país, este autor obteve 2 abordagens: a) necessidade de aprenderem
outros idiomas para se relacionarem com o mundo, já que a língua finlandesa é praticamente desco-
nhecida e difícil de ser aprendida; e b) forte estímulo nos colégios para você se desenvolver na área de
maior interesse, então, o aluno que deseja aprender línguas consegue fazer a partir de colégios com
forte vocação para este tipo de habilidade.

Ponderações. Então, considerando que a consciex E.M. vem de outro planeta e terá sua pri-
meira vida na Terra, o altíssimo nível de poliglotismo do país, inclusive se comparado com outros paí-
ses poliglotas, seria uma das características que levou E.M. a ressomar na Finlândia? Muitas vezes se
fala na Conscienciologia de a língua finlandesa soar extraterreste, mas na realidade não seria a maior
flexibilidade mental para idiomas incutido na cultura finlandesa o principal aporte para E.M. ao resso-
mar lá? Sabemos que a questão da linguagem afeta a própria questão cerebral. Qual o reflexo cerebral
num país onde grande parte da população é poliglota? Este possível efeito benéfico de maior malea-
bilidade sináptica para línguas seria determinante na adaptação de E.M. para a comunicação neste pla-
neta? Seria uma hipótese viável a de Aristina aprender português inspirada por amparadores, visando
o futuro contato com os livros de seu ex-filho, Waldo Vieira?

2. Militarismo. O serviço militar é obrigatório na Finlândia para homens ao completarem 18


anos, com exceção para aqueles que optam por serviço voluntário ao invés do alistamento. Durante
o curso diversas vezes este autor viu jovens com farda militar pegando o trem para ir ou voltar de suas
casas. Foram dezenas de jovens. Ao questionar jovens finlandeses sobre este processo, ouviu que eles
veem isto como algo positivo, pois durante o alistamento recebem um valor financeiro do governo
e isto ajuda a ficarem independentes. Depois de morarem 1 ano fora da casa dos pais e tendo receita
financeira, não têm mais vontade de voltar a morar com a família. Além disto, também explicaram que

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
118 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

ao entrarem na faculdade após o período militar também podem ter benefícios financeiros, não fa-
zendo sentido voltar para a casa dos pais. Este autor fez a seguinte pergunta a um jovem: “posso afir-
mar então que praticamente todo homem que vejo na rua sabe usar uma arma e possivelmente já
usou?” e a resposta foi “sim, só não será este o caso se fizer parte da minoria que opta pelo volun-
tariado ao invés do exército”.

Ponderações. Considerando que o E.M. ressomou no início deste século e neste momento
deve estar próximo da faixa etária do alistamento militar, cabe as perguntas: a) ele teve/terá contato
com armas? b) ele vai ter lucidez suficiente para optar pelo serviço voluntário? Os relatos que
ouvimos é que a saída da casa dos pais também acontece cedo com mulheres, mas neste caso, não
envolve questões militares, mas sim a própria cultura do país de independentização precoce e de apoio
do governo para que o jovem fazer este movimento com segurança. Estaria neste momento Aristina
saindo da casa dos pais? Seria o momento de maior investimento dos amparadores neles?
Considerando que ambos devem estar pensando mais sobre seus futuros, existe relação da chegada dos
inversores existenciais na Finlândia com este período?

3. Natureza. A natureza é muito presente em praticamente todo ambiente finlandês. Além de


ser conhecida como “terra dos 1.000 lagos” (hidroenergias), as florestas e bosques (fitoenergias) na
Finlândia são extremamente presentes na cultura e nos ambientes. Existem muitos projetos de arqui-
tetura feitos ou decorados com madeira, visando trazer o bosque para dentro dos ambientes. Chamou
atenção deste autor o fato de ter perguntado para 2 finlandeses como funciona a relação deles com a
natureza, e ambos expressaram as mesmas palavras e ideia: que sentem a natureza no “fundo do cora-
ção” deles, e que muito mais do que uma relação positiva, os bosques e a água estão “na alma” do
povo. O grau de emoção das respostas mostra como a natureza é algo vital dentro da cultura fin-
landesa, inclusive com uma sensibilidade muito acima do comum.

Ponderações. O padrão da energia imanente da Finlândia seria um dos principais fatores holo-
pensênicos para auxiliar E.M. em sua ambientação a este planeta? O fato descrito por Waldo Vieira de
que E.M. teria ressomado fora da capital, visa também o aprofundamento do contado com a natureza?
Já nesta vida, E.M. deve ter tido mais contato com a hidroenergias ou com a fitoenergia?

4. Bem-estar social. A Finlândia é um Estado de bem-estar social desenvolvido e funcional


que se transformou nos últimos 50 anos. Em diversos momentos durante o curso, conversamos com
pessoas sobre diferentes áreas, tais como educação, mercado de trabalho e custo de vida, e as respostas
invariavelmente eram sobre como o governo dá suporte a população. Ao questionar 3 pessoas, em mo-
mento diferentes, sobre o suposto índice de felicidade dos finlandeses (país é conhecido como dos
mais felizes do mundo), todos responderam que acreditam que “a população é feliz em razão da com-
fiança que possuem no Estado”. Sentindo este suporte, podiam seguir suas vidas mais tranquilamente.

Ponderações. Em termos intrafísicos, tal situação é fantástica e quase utópica para nós brasi-
leiros, mas cabe aqui um questionamento central. A Conscienciologia é capaz de crescer e alcançar na
Finlândia o patamar que chegou no Brasil? Para responder esta pergunta, precisamos pensar em outros
itens mais sutis. Constatamos que muitas vezes as pessoas referenciam o Estado como sendo quem
resolve seus problemas. Seria isto um loc externo incompatível com o paradigma consciencial?
O mindset de considerar o Estado enquanto seu primeiro provedor é parte da cultura finlandesa ou foi
apenas retrato dos grupos que tivemos contato? Este mindset acaba por buscar maior zona de conforto,
novamente antagônica ao paradigma consciencial? Considerando a invéxis incute a autorresponsabi-
lização sobre o próprio processo evolutivo desde a juventude, seria esta técnica de difícil aderência na

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Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 119

Finlândia em função da sociedade buscar a manutenção do status quo, enquanto a invéxis é disruptiva
com os padrões sociais? Em termos intrafísicos a Finlândia chegou ao top, mas em termos de ambiente
para promover a evolução consciencial do intermissivista e desenvolvimento da Conscienciologia,
seria o local ideal? Logicamente, este autor não tem a hipótese da inexistência de intermissivitas
ressomando na Finlândia, por outro lado, pensando na condição do E.M., seria o loc externo cultural
um dos principais fatores para a ressoma na Finlândia? Sendo ele uma consciência que terá sua pri-
meira vida neste planeta, a probabilidade de inadaptação é muito grande. A condição de pré-mãe de
Waldo Vieira com esta consciex foi justamente para pesquisarem a questão da adaptação nestes casos.
Então, considerando este cenário, não seria lógico buscar um ambiente onde o Estado é presente para
prover tudo que for necessário quando a pessoa se encontra em dificuldade? Não seria este ambiente
o ideal para alguém inadaptado se desenvolver? O fato do Estado ser muito presente para guiar
o desenvolvimento individual não seria um dos principais fatores para a ressoma na Finlândia? Este
autor pensa que sim. Em uma comparação grosseira, onde o cenário seria mais propício para alguém
ressoma que não conhece o modus operandi desde planeta, Helsinki ou Rio de Janeiro? Por outro lado,
considerando relatos de Waldo Vieira e famílias, Aristina tinha uma personalidade forte e não acomo-
dada. Logo, poderia ela usufruir deste ambiente mais equilibrado para não se deixar levar pela cultura
e saber aproveitar o potencial de vida com segurança social?

5. Profundidade. Algo muito interessante percebido na Finlândia é o nível de interesse na


profundidade de pensamento. Em 2 momentos diferentes falamos com finlandeses sobre o aparente
nível de introversão do povo, e a resposta foi a mesma. Falaram que não eram fechados, mas que os
finlandeses não gostam de falar o necessário. Ambos ressaltaram duas coisas: a profundidade e a sin-
ceridade. Pediram para só falarmos se tivermos algo profundo para falar. Quando este autor ques-
tionou o que isto significava, um deles respondeu que “se for falar algo que todos já sabem, é melhor
ficar quieto; por exemplo, não me fale que está quente, ou que vai chover, eu já sei disso; não fale
“como você está?” se você não quer realmente saber como eu tenho passado”. A honestidade é valor
comum na sociedade finlandesa. Um deles comentou “tenha uma conversa honesta, não seja desonesto
no que você vai falar”, indicando que um dos momentos mais constrangedores do povo finlandês
é o elevador, pois você não vai começar uma conversa superficial no elevador só porque estão presos
no mesmo ambiente, então muita gente, inclusive ele, prefere sempre subir de escada para “não arris-
car” encontrar um vizinho no elevador e ficar o clima de constrangimento.

Ponderações. Seria o temperamento sociável e bem-humorado de E.M. um fator intracons-


ciencial favorável, capaz de superar a mesologia marcada pela introversão cultural? Além disso, por
outro lado, seriam os valores da honestidade, sinceridade e profundidade dos finlandeses, caracte-
rísticas próximas ao paradigma consciencial, favorecedores de maior recuperação de cons e retilínea-
ridade em sua manifestação no intrafísico?

6. Leitura. Nos informaram que as bibliotecas públicas finlandesas emprestam 90 milhões de


livros por ano, porém a Finlândia tem população de 5 milhões e a maioria das pessoas tem hábito de
leitura. Reforçando isto, as bibliotecas que visitamos estavam muito frequentadas, com arquitetura
moderna, móveis aconchegantes e confortáveis, sendo que congregavam no mesmo espaço crianças,
adolescentes, adultos e idosos. Mais do que uma biblioteca, eram ambientes culturais para o desenvol-
vimento social e intelectual.

Ponderações. Qual o impacto destes ambientes na cognição de E.M. e Aristina? Será que os
amparadores irão inspirar E.M. para frequentar com assiduidade estes ambientes para ampará-lo na
compreensão da intraisicalidade? Waldo Vieira sempre indicou a leitura enquanto a melhor forma de

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
120 Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019.

superar a inexperiência. E.M. será uma quase totalidade de inexperiência neste planeta. Já a mãe de
Waldo Vieira dedicou-se à educação ao longo da vida. Por hipótese, o ambiente intelectual da
Finlândia pode potencializar este trabalho. Qual será a relação proexológica entre Aristina e os livros?
Por ter um passado enquanto educadora, ela vai se dedicar à educação ou ela ressomou na Finlândia
enquanto emissária de Zéfiro para dar sustentação para E.M.? Se ela está enquanto emissária do Zé-
firo, hipótese atual deste autor, será que Aristina se dedicaria mais ao E.M. do que ao próprio desen-
volve intelectual policármico (binômio leitura-escrita)?

7. Saúde. O finlandês é um povo que cuida muito da saúde somática. Este autor viu muitas
pessoas fazendo exercício físico na rua, independentemente da temperatura. Além disto, aparentemen-
te a preferência é por alimentação saudável. Praticamente não se via pessoas com sobrepeso.

Ponderações. Isto faz parte da mesologia que provavelmente E.M. encontrou no país. Então,
ter uma condição física mais homeostática seria uma variável que pode auxiliar E.M. na adaptação a
este planeta? Em tese, quanto maior homeostasia somática mais condições de adaptar-se ao intrafísico.

8. Genética. Ao transitar pela Finlândia, chama atenção a semelhança física do povo. Existe
biótipo típico do finlandês que muitas pessoas lá se encaixam. Tal condição, de menor variabilidade
genética, é bastante diferente da brasileira, na qual a miscigenação é grande.

Ponderações. Podemos pensar que a genética finlandesa é mais preservada? Se sim, este fator
seria de auxílio no processo de adaptação de E.M. a este planeta, já que ele ressomaria num corpo
mais previsível? A força desta genética pode se impor positivamente frente às deficiências que E.M.
possa ter oriundas de sua paragenética?

9. Sistema educacional. A Finlândia é conhecida como um dos países com melhor qualidade
educacional. Vários dos exemplos citados aqui reforçam esta afirmação. Questionando finlandeses so-
bre os diferenciais deste sistema, vários reforçaram enquanto maior acerto deles o fato de terem edu-
cação de base muito forte e gratuita, juntamente com a possibilidade de fazer o Ensino Médio em
colégios com determinadas áreas de especialização. Por exemplo, se o aluno tem interesse em idiomas
ou ciências, pode se desenvolver num colégio com maior expertise e currículo direcionado para estes
assuntos.

Ponderações. Até certo ponto, existe uma personalização do currículo. Seria esta condição um
aporte fundamental para o processo de adaptação de E.M. a este planeta? É lógica a hipótese que E.M.
tende a ter mais estranhezas do que afinidades em sua adolescência? Se sim, a possibilidade de esco-
lher áreas de acordo com o interesse pessoal pode ser megaporte durante fase crítica da vida no sentido
de proporcionar maior acolhimento a esta conscin?

10. Design. A Finlândia também é conhecida enquanto referência em design. É comum em-
contrar inovação tanto na arquitetura quanto na decoração de ambientes. Geralmente são formas mais
orgânicas, com menos quinas, quase como objetos vivos. Como já dito, é muito comum utilizarem
madeira enquanto matéria prima, o que dá um ar mais natural e faz rapport com as florestas.

Ponderações. Waldo Vieira sempre ressaltou a diferença que o E.M. percebia em nossa visão
quando comparada com a dele, geralmente criticando nossa arquitetura cheia de quinas, o que dificul-
taria a circulação das energias. Considerando que este era um ponto que chamava atenção dele, seria
mais fácil encontrar na Finlândia ambientes mais acolhedores para E.M.? Qual a relação mensional

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
Gestações Conscienciais, Vol. 9, 2019. 121

existente entre este tipo design e a natureza? O que é causa e o que é consequência nesta relação?
Como a forma dos ambientes interfere na pensenidade das conscins? Será que a Finlândia é um país
com mais pessoas que irão entender a forma de pensar de E.M. sobre as coisas? A forma, em alguns
aspectos, é um retrato do conteúdo.

III. INGLATERRA

Ambientes. O curso na Inglaterra possibilitou termos contato com diferentes holopensenes,


tais como monárquico, naval, aristocrático, asiático, e diversos outros através dos museus multicul-
turais. Sem entrar muito na história inglesa, visto sua abrangência, aqui vamos apresentar 5 reflexões
e percepções, em ordem cronológica, de alguns dos ambientes visitados na Inglaterra sob o ponto de
vista do paradigma consciencial.

1. Londres. Na capital inglesa encontramos grande diversidade cultural, também demons-


trada a partir de seus imensos museus gratuitos. Os locais que visitamos chamam atenção pela infini-
tude de artefatos do saber de diferentes períodos da história humana. Vale ressaltar que boa parte deste
material foi roubado ao longo dos séculos. Este autor se questiona sobre até que ponto essa imensidão
de museus culturais gratuitos não pode ser uma maneira compensação social com aquilo que foi
adquirido indevidamente. Existe inclusive movimentos culturais que exigem a devolução de peças
roubadas. Entretanto, os museus são verdadeiros laboratórios de autopesquisa, pois em apenas 1 local
a conscin intermissivista pesquisadora pode ter contato com diversos holopensenes e avaliar como re-
laciona-se com cada uma destas energias.

Ponderações. Vale destacar 2 aspectos refletidos por este autor a partir da visita aos museus:

A. Preservação holopensênica. Conforme Waldo Vieira comentou diversas vezes em tertú-


lias, o Brasil teria sido mais preservado do que outros países e isto propiciou a proposição da Cons-
cienciologia. Ao ter contato com culturas milenares e suas infinitas guerras, invasões, ocupações, eco-
nomias e dizimação de culturas, percebe-se que o Brasil é local com peso muito menor referente a seu
passado e isto talvez seja mais valorizado por nós, intermissivistas, que estamos neste país.

B. Personalidades. O segundo aspecto interessante dos museus britânicos é a possibilidade de


analisar personalidades consecutivas identificadas nas pesquisas conscienciológicas e ver seus histó-
ricos in loco. Ter contato com objetos pessoais de personalidades históricas é muito diferente de ler
uma biografia sobre ela. Nos museus se tem a oportunidade de avaliar não só a energia dos objetos,
mas a relação do líder com outras personalidades também históricas. Por exemplo, em diversas vezes
encontramos líderes históricos referenciando personalidades conhecidas na Conscienciologia enquanto
referência de algo que gostariam de ser, porém, geralmente seguem atos negativos. Vale pensar como
fica o fato de conhecermos hoje essas pessoas e podermos, enquanto estudo de caso, observar in loco a
personalidade do passado e a do presente? Por exemplo, como avaliamos os efeitos da recin de cada
uma destas personalidades consecutivas estudadas na Conscienciologia? O quanto o passado ainda
impacta o contexto atual de cada uma delas? A Conscienciologia dá a oportunidade singular de
pesquisar e debater estes temas complexos de maneira abertura e em grupo, o que possivelmente
significa momento ímpar dentro da nossa holobiografia. A CCCI é um laboratório inestimável de
hetero e autopesquisa.

2. Wilton House. De toda a programação do curso este foi o único local que foi incluído por
iniciativa externa, não sendo pensado a partir da equipe organizadora do evento. Ao contactar Embley

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Park para realizar um tour na casa de Florence Nightingale, o historiador Ross Foster nos indicou um
tour guiado em Wilton House, casa de Sidney Herbert, apoiador político e peça-chave na vida de Flo-
rence Nightingale. Foster estava lançado uma biografia completa sobre Herbert naquela semana e nos
recebeu em Wilton House. Muitos alunos do curso deram o feedback que este foi o local que mais os
impactou em todo o curso. No século XVI o rei Henrique VIII presenteou esta casa e terras à família
Herbert, e desde então todos os reis e rainhas ingleses já frequentaram esta propriedade. Ao fazer o to-
ur pela casa, diferente de um museu sobre monarquia, estávamos dentro da casa dos monarcas
ingleses. Foi-nos pedido para não tirarmos fotos internas, justamente porque a família do Lord de
Pembroke, uma das famílias mais ricas do Reino Unido, ainda mora lá e poderiam passar pelos corre-
dores, sendo que não gostariam serem filmados. Dentro da casa visitamos diversos locais marcantes,
tais como a sala onde possivelmente Shakespeare apresentou uma de suas primeiras peças, e o quarto
e escritório onde os reis ainda ficam quando estão em Wilton House. Ou seja, mais do que um tour
sobre a monarquia, estávamos no coração desta cultura. Não era possível chegar mais perto da monar-
quia, ao menos que entrássemos nos aposentos do palácio de Buckingham.

Ponderações. Ao longo do tour fomos perguntando ao pesquisador Foster qual o envolvi-


mento desta família com o militarismo, política, religião e movimento antiescravagismo, e as respostas
eram sempre “quase nenhum”. Ao final, nos informou que “esta família mantém este poder apenas
porque praticamente nunca tomou partido de questões importantes ao logo da história; só assim é pos-
sível garantir que não vai estar do lado errado, no momento errado, e com isso perder o poder”. E aí
entra a figura de Sidney Herbert, que não só tomou partido por iniciativa própria, como se envolveu
com a reforma sanitária de hospitais militares, e foi membro da Câmara dos Comuns e secretário de
Guerra. Foi também confidente e principal apoiador político de Florence Nighingale. Ao final do tour
o historiador Foster disse que o resumo de tudo era “no Sidney, no Florence”. Aí cabem alguns
questionamentos. Porque os amparadores conduziram este grupo da ASSINVÉXIS até esta casa? Seria
Sidney Herbert um caso de infiltração cosmoética? Dentro de um contexto familiar secular onde
praticamente ninguém tomou partido ou retornou à sociedade, Sidney fez o oposto. Seria ele um caso
clássico de restauração evolutiva? Estaríamos vendo um caso tão explícito e radical de restauração
evolutiva para repensar o nosso contexto evolutivo? Quais as relações não óbvias existentes entre
inversão existencial e restauração evolutiva? Qual a relação deste grupo com a monarquia? Durante
o tour ficou explícito o trabalho de equipin e equipex no caso de Florence Nightingale. Por exemplo,
a esposa de Sidney, Elizabeth Herbert, trabalhou junto com Florence no projeto de reforma hospitalar,
sempre demonstrando grande caráter, intelectualidade e articulação. Entretanto, a história não dá foco
nela. Inclusive Ross a classificou como sendo das mais madura de todo grupo e personalidade a ser
estudada enquanto exemplo de articulação e intelectualidade. Então, será que fomos conduzidos pela
equipex até esta casa para repensar nossas relações de equipin e equipex?

3. Florence Nightingale. Durante o tour podemos conhecer diferentes locais onde viveu
e trabalhou Florence Nigtingale. Tanto o Museu Florence Nightingale quanto o colégio Hampshire
Collegiate School nos receberam de maneira diferenciada. No museu tivemos a oportunidade de em
apenas 1 dia fazer três atividades distintas com eles, enquanto em Embley Park fomos recebidos pelo
diretor geral do colégio que fez questão de recepcionar o grupo e depois organizar uma linda mesa
para nós com chá inglês, suco e snacks. O tour em Embley Park foi novamente conduzido pelo his-
toriador Ross Foster, que trabalhou durante anos como professor titular do colégio. Ele ministrou uma
aula sobre Florence e sua família, e um dado interessante foi a reperspectivação deste autor frente ao
contexto familiar dos Nightingales. O primeiro ponto é que por termos chegado em Embley Park logo
depois de sair Wilton House, o impacto ao descer do ônibus foi “nossa, que casa pequena”. Este autor
já tinha estado em Embley Park e na primeira visita achara tudo gigantesco. Agora estava com outra

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referência, e é interessante como as análises mudam de acordo com o ponto de vista. Embley Park não
é uma casa pequena, muito longe disso, mas este pensamento automático serve de gancho para em-
tender o quanto Wilton House era realmente majestosa. Outro ponto interessante foi entender a dife-
rença de old money (Wilton House) e new money (Embley Park). Também vale destacar o papel edu-
cacional de William Nightingale com as filhas, em plena Era Vitoriana, onde educação para meninas
não focava no desenvolvimento intelectual; e o perfil não superficial de Parthenope e Frances Nigthin-
gale, constratando um pouco com o retrato fútil e superficial que frequentamente pintam delas em bio-
grafias de Florence. Parthenope escreveu 2 livros sobre a biografia da família de seu marido, tendo fei-
to pesquisa documental extensa. Após o curso, este autor visitou a casa de Parthenope e seu marido
Harry Verney, Claydon House, aparentemente ambiente mais monárquico do que Embley Park, onde
Parthenope criou e organizou uma biblioteca. Este autor teve contato com a catalogação feita por Par-
thenope dos livros e documentos do acervo da biblioteca, o que muito contrasta com o perfil de perso-
nalidade fútil e desinteressada em questões intelectuais. Já Frances Nightingale se envolveu em causas
sociais, talvez influenciada por seu pai, William Smith, e outras mulheres da família que também não
tinham casado e eram intelectuais. Vale ainda o destaque que o Foster fez ao fato de o pai gostar muito
de ter contato com pessoas inteligentes, e por isso convidava intelectuais para passar em suas casas,
onde estas pessoas tinham contato e impactavam Florence Nightingale. Obviamente Florence foi gran-
de intelectual, com um nível de produtividade muito acima da média e que trouxe impactos globais na
sociedade, contudo esta viagem serviu para avaliarmos o entorno de Florence Nightingale e o quanto
ela foi o expoente e líder de um trabalho maior.

Ponderações. Então, qual a papel de Florence Nightingale frente a todo este grupo? Aqui
fizemos apenas uma pincelada sob a questão familiar, mas Florence Nightingale foi um ponto de com-
vergência entre muitas pessoas, de diferentes países. Será que, a partir dela, este grupo também foi as-
sistido pela equipe de amparadores? Qual o saldo deste trabalho a nível holobiográfico? Estaria Flo-
rence Nightingale mais ligada a processo militar, enquanto Parthenope mais enrolada com questões
monárquicas? Os chiliques de Parthe durante a juventude em razão das decisões de Florence não se-
riam retrato de um temperamento mais monárquico? Qual a relação de Florence Ninghtingale com
a inversão existencial? Esta relação seria com a invéxis ou com os inversores existenciais? Teriam os
atuais inversores existenciais estudado o caso de Florence Nightingale durante o Curso Intermissivo?

4. Eden Project. Neste local, voltado à educação ambiental, tivemos contato com arquitetura
muito diferente da usual, quase extraterreste. As estufas gigantes, construídas sobre enorme mina de
calcário abandonada, recriavam ambientes que retratavam fidedignamente os biomas da floresta tro-
pical e do mediterrâneo, diferentes partes do mundo. Inclusive se pode fazer pesquisas seriexológicas
a partir dos biomas, pois os diferentes tipos de plantas acabam por desencadear repercussões na holo-
memória do pesquisador.

Ponderações. Foi interessante perceber que mesmo em ambientes intrafísicos quase perfeitos,
a energia ainda não é a mesma de ambientes naturais, criados pela própria natureza. A vida natural é
superior à vida artificial. Outro ponto interessante é estudar o Eden Project enquanto caso de reurbin.
O ambiente antigamente era um local considerado “sem vida” e atualmente abriga estes biomas, tendo
sofrido total renovação.

4. Tintagel. Cidade de referência para a comunex Pombal, cada aluno teve uma experiência
muito particular neste local. Este autor teve alguns extrapolacionismos parapsíquicos em Tintagel,
onde remorou alguns acontecimentos vivenciados ali extrafisicamente. O conteúdo do parafenômeno
indicava que esta comunex serviu principalmente enquanto ponto de networking com consciências,

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muitas delas do próprio passado, porém permitindo novo modo de relacionamento a partir da quali-
ficação dos objetivos pessoais. A percepção foi de que neste local, pela primeira vez, muitos dos atuais
intermissivistas começaram a pensar e vivenciar princípios de equipex, e que isto alterava profun-
damente os tipos de relacionamento. Tudo isto seria viável a partir do networking formado no Pombal.
Após tais percepções, a duplista deste autor veio falar dos dados que encontrou sobre Tintagel no um-
seu da cidade, mostrando foto do primeiro quadro do museu que destacada que a cidade era ponto de
networking no passado, pois era porto comercial e local de descanso e lazer para famílias inglesas.
O quadro comentava que muitas famílias aristocratas, ou com melhor condição financeira, iam relaxar
em Tintagel justamente porque sabiam que iriam encontrar outras pessoas de classe mais alta e que
a manutenção destes relacionamentos era importante. Tal informação confirmou os extrapolacionis-
mos vivenciados por este autor. Logo, quantos de nós não renovamos nossas conexões extrafísicas na-
quela comunex?

Ponderações. Por outro lado, percepção comum de muitos alunos, debatida durante o curso,
foi de que o ambiente extrafísico daquela região já estava menos dinâmico, talvez até com os ampa-
radores “desligando” algumas coisas. Era como se estivéssemos ali percebendo mais o passado do que
o presente-futuro. Porém, tal percepção deriva de um parafato real ou da perspectiva pessoal de não
voltar para o Pombal na próxima intermissão? Ou seja, efetivamente a comunex Pombal encontra-se
menos ativa ou a percepção de aquela pararrealidade não retratar mais a prospectiva futura do grupo?

5. Oxford. Visitamos uma das melhores universidades do mundo e foi bastante interessante
observar o holopensene do local. Apesar da inegável qualidade de ensino, visto a quantidade de prê-
mios Nobel, Primeiros Ministros e intelectuais que estudaram lá, o grupo percebeu holopensene bas-
tante contrário ao paradigma consciencial. Existe um conservadorismo muito grande na instituição.
Em diferentes momentos encontramos pessoas que retratavam todo o estereótipo do Lord inglês em
seus trejeitos, modo de falar e energias. É como se estivéssemos frente a frente com toda a pompa in-
glesa. Sempre que possível as pessoas, alunos e funcionários, exaltavam alguma tradição, especial-
mente a competição com Cambridge. A competividade entre colleges e entre universidades é muito
presente. Existia clara arrogância dentro do holopensene da universidade. Ao invés de ser acolhedora,
exaltava sua própria história em detrimento do processo educacional em si. Apenas para citar 2 exem-
plos, no tour realizado dentro de uma das bibliotecas da Universidade de Oxford, o guia, tal qual re-
presentante da aristocracia inglesa, contou muito orgulho sobre o dia que fizeram o rei vir até a bi-
blioteca para ler um livro, mesmo a contragosto, em função de que ninguém está acima das regras da
biblioteca, nem mesmo o rei; e também em determinado momento apontou para todas as mulheres pre-
sentes no grupo e disse, muito cheio de si, que se fosse há mais de um século atrás, nenhuma delas po-
deriam estar naquele ambiente, já que a universidade não aceitava mulheres.

Ponderações. Tais experiências fazem pensar sobre o quanto a monarquia é mantida de fora
para dentro, e não por ela em si mesma. Ou seja, sem este orgulho popular, a monarquia não se sus-
tentaria. E é curioso que uma instituição que deveria ser o retrato da inovação, seja tão conservadora
em seu holopensene.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Experiências. Inicialmente vale lembrar que todas essas reflexões não buscam ser análises
profundas da cultura finlandesa, inglesa ou mesmo das personalidades aqui citadas. O propósito aqui
é registrar ponderações e hipóteses que foram pensadas a partir das experiências conjuntas durante
o curso Prática da Cosmovisão na Invéxis.

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Conclusão. Porém, todas estas reflexões levam ao ponto mais importante de todos: conhe-
cemos o que há de top neste planeta em relação à organização social (exemplo da Finlândia) e de dis-
ponibilização de cultura (exemplo da Inglaterra). E este autor chegou à conclusão que não seria feliz
nestes ambientes. Ou seja, o que há de mais avançado a nível intrafísico não serve para os seus inte-
resses pessoais. E mais, pensa que sob o ponto de vista evolutivo, a Cognópolis, a Conscienciologia,
o Tertuliarium, o Holociclo, a Holoteca, a ASSINVÉXIS, e outras ferramentas que temos dentro da
CCCI, são superiores a Helsinki, a Londres, a Oxford e outras cidades que conhecemos e estudamos
durante este curso.

Antivitimização. Esta conclusão leva a outra constatação automática: se a conscin assume es-
ta realidade para si, acaba qualquer chance de justificativas para queixas e autovitimização. Veja você,
leitor ou leitora, se o que há de mais avançado intrafisicamente não te satisfaz evolutivamente, o que
você busca é outra coisa e talvez você já esteja vivenciando o top evolutivo. Logo, vai pedir mais
o quê? Vai reclamar do que se nem o top intrafísico lhe basta? Acabemos com a vitimização!

Aproveitamento. Todas as reflexões contidas aqui, antes de serem para análise externa, ser-
vem enquanto análise do contexto em que nos encontramos. O inteligente é sabermos aproveitar mais
o que temos em mãos para lá na frente não sermos consciência pobre sentada em montanha de ouro.

Saldo. A invéxis exige lógica e pragmatismo nas abordagens. Se você, leitor ou leitora, reco-
nhece que a conclusão deste artigo faz sentido, e que de alguma maneira você se encontra na mesma
condição, de reconhecer já estar vivenciando o que há de melhor intrafisicamente sob o ponto de vista
evolutivo, deve pensar profundamente sobre o saldo interassistencial alcançado até o momento, com-
siderando todos os aportes já recebidos. Esta vida intrafísica é singular no sentido de que possível-
mente nunca em nosso passado tivemos tanta cosmovisão sobre o processo evolutivo, pessoal e grupal.
Urge não desperdiçar esta condição.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

1. Alegretti, Wagner; Conscienciologia na Finlândia; Entrevista; Conscientia; Revista; Trimestral; Vol. 6; N. 2;


Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; Abril-Junho, 2002.
2. Messner, Melanie; The Situation of Invertors in Finland; Artigo; Gestações Conscienciais; Revista; Vol. 5;
Associação Internacional do Inversão Existencial (ASSINVÉXIS).

COLPO, Filipe. Reflexões sobre as Vivências do Curso Prática da Cosmovisão na Invéxis. 114-125.
Não acredite em nada.
Nem mesmo no que ler nesta publicação.
EXPERIMENTE. Tenha suas próprias experiências.

Don’t belive in anything.


Not even in what you read in this publication.
EXPERIMENT. Have your own experiences.

No crea en nada.
Ni siquiera en lo que lea en esta publicación.
EXPERIMENTE. Tenga sus experiencias personales.
A ASSINVÉXIS é a Associação Internacional de Inversão Existencial, instituição
sem fins lucrativos, fundada no dia 22 de julho de 2004 em Foz de Iguaçu durante o
III CINVÉXIS (Congresso Internacional de Inversão Existencial), com fins
científicos, educacionais e culturais.

O objetivo social é aprofundar, disseminar, e debater a técnica da invéxis a partir de


cursos, publicações e outros eventos. Além de temas afins como:
adolescência, planejamento de vida desde a juventude, evolução íntima,
parapsiquismo, desenvolvimento da intelectualidade, convivialidade sadia, carreira
profissional e programação existencial.

ASSINVÉXIS é formada por voluntários e, fundamentalmente, atende a jovens


intermissivistas afins à técnica evolutiva.

A instituição está localizada no Campus de Invexologia, composto pela sede


administrativa, o auditório, duas residências, o laboratório Serenarium e laboratório
Alameda Técnica de Viver, atualmente em construção.