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A Doutrina do Inferno

por

Vincent Cheung

Abaixo está um sumário da minha posição com respeito à doutrina do inferno.


Alguns dos pontos (ou os detalhes específicos dentro daqueles pontos) são
impopulares e controversos. Eu estou ciente das objeções; eu já as estudei e
considerei cuidadosamente; e possuo respostas biblicamente e racionalmente
definidas contra elas. Já fornecei algumas destas em meus livros e artigos, e
pretendo tratar das restantes em escritos futuros. Assim, até que argumentos
bíblicos inegáveis sejam oferecidos para refutar qualquer um dos pontos que
se seguem, ou qualquer um dos detalhes dos mesmos, devo considerar todos
eles como bíblicos e coerentes, e, dessa forma, necessários e inegociáveis.

Eu tenho fortemente declarado minha insistência sobre estes pontos, pois


estou ciente de que algumas das minhas crenças sobre o assunto são
apaixonadamente confrontadas por muitas pessoas, incluindo cristãos
reformados. Contudo, a verdade é que, se removermos todas as suposições
anti-bíblicas, desnecessárias e injustificadas que são tão amplamente
afirmadas, tornar-se-á claro que os seguintes pontos representam a única
posição bíblica e coerente.

Dito isto, apresento a você os seguintes 10 pontos:

1. O inferno é um lugar criado para os espíritos réprobos, tanto dos anjos


como dos homens.

2. O inferno é um lugar cujos habitantes foram soberanamente e


incondicionalmente criados por Deus para condenação.

3. O inferno é um lugar no qual Deus exige castigos não-redentivos, mas


vindicativos, dos seus habitantes.

4. O inferno é um lugar no qual Deus ativamente causa tormento eterno,


consciente e extremo nos seus habitanets.

5. O inferno é um lugar no qual Deus demonstra Sua justiça, retidão, ira e


poder, e através do qual Ele glorifica a Si mesmo.

6. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e tudo o que Deus faz
é certo e bom por definição; portanto, é certo e bom que Deus tenha criado o
inferno.

7. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e através do qual Ele


glorifica a Si mesmo; portanto, é pecaminoso desaprovar ou ter repulsa por
sua existência ou propósito, de qualquer jeito.
8. O inferno é um lugar que Deus soberanamente criou, e através do qual Ele
glorifica a Si mesmo; portanto, é certo e bom oferecer louvor reverente e
exuberante e ação de graças à Deus por sua criação, existência e propósito.

9. O inferno é um lugar sobre o qual Deus adverte na Escritura, e sobre o qual


Cristo pregou em Seu ministério na terra; portanto, é certo e bom para os
crentes pregar sobre o inferno, e pregar sobre a única forma de evitá-lo, que é
a fé em Jesus Cristo, soberanamente concedida por Deus àqueles que Ele
escolheu para salvação.

10. O inferno é um lugar que Deus predestinou para os réprobos; portanto,


embora seja certo e bom pregar indiscriminadamente o evangelho a todos os
homens, para chamar os eleitos e endurecer os réprobos, é errado e
pecaminoso pregar como se Deus desejasse sinceramente a salvação dos
réprobos, ou como se fosse possível para os réprobos receberem a fé e serem
salvos.

Nota sobre #2: Qualquer condição que pareça correlacionar com a reprovação
de Deus de um indivíduo, foi, em primeiro lugar, soberanamente decretada por
Deus para ser parte deste indívuduo. Uma pessoa é escolhida para o inferno
não por (ou sobre qualquer condição determinada por) seu próprio “livre”-
arbítrio (que não existe de forma alguma), mas pela vontade soberana de Deus,
que também soberanamente decretou e ativamente forneceu todas as
condições que o próprio Deus considera apropriadas e necessárias, tais como o
pecado e a incredulidade.

Nota sobre #6: Encontramos uma analogia na existência/criação do mal.


Embora o mal seja mal (o mal não é bom), visto que o mal existe somente
porque Deus ativamente e soberanamente o decretou (não passivamente ou
permissivamente), portanto, é bom que exista o mal. Em outras palavras, o
mal é mal (o mal não é bom), mas o decreto de Deus é bom –– isto é, Seu
decreto de que o mal deveria existir por Sua vontade e poder ativo. Colocando
isso de uma forma simples: o mal é mal, e não bom, mas Deus não errou em
decretar o mal; Ele fez uma coisa certa e boa em decretar o mal. Da mesma
forma, Deus fez uma coisa certa e boa ao criar o inferno e ao soberanamente,
ativamente e incondicionalmente pré-determinar a condenação dos réprobos.

Nota sobre #7: É certo e apropriado considerar e discutir o assunto com temor
e tremor, conhecendo a severidade e o poder de Deus, mas é errado e
pecaminoso considerar e discutir o assunto de uma forma que, mesmo
remotamente, implique numa desaprovação ou repulsa para com o inferno,
como que dizendo que Deus fez algo errado ao criá-lo. Desaprovar ou ter
repulsa pelo inferno não é um sinal de compaixão bíblica, mas um sinal de
rebelião pecaminosa, que deseja o bem-estar e o conforto humano aparte da fé
e da santidade, e aparte da dependência da graça de Deus.

Nota sobre #10: Eu tenho em mente a assim chamada “oferta sincera” do


evangelho. Eu discutirei isto em outro post, esta semana.
LEITURA RECOMENDADA:

Vincent Cheung, Systematic Theology

Vincent Cheung, Commentary on Ephesians

Vincent Cheung, “The Problem of Evil” - [tradução]

Vincent Cheung, Active vs. Passive Reprobation

Vincent Cheung, Comments on “Why I am not a Calvinist”

Vincent Cheung, More on “Apparent” Contradictions - [tradução]

John Gerstner, Repent or Perish

Gordon Clark, God and Evil

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