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MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL

NORMA BRASILEIRA PARA CLASSIFICAÇÃO


DE RECURSOS E RESERVAS MINERAIS

(minuta)

Brasília, Setembro, 2002

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CONTEÚDO

1. INTRODUÇÃO 3

2. OBJETIVOS 5

3. TERMINOLOGIA DOS RELATÓRIOS 6

4. RECURSO MINERAL 6

5. RECURSO MINERAL INFERIDO 7

6. RECURSO MINERAL INDICADO 7

7. RECURSO MINERAL MEDIDO 7

8. RESERVA MINERAL 8

9. RESERVA MINERAL INDICADA 8

10. RESERVA MINERAL MEDIDA 8

11. ANEXOS 9

I – Portaria No 229, de 28 de abril de 2002 10

II – DEFINIÇÕES 12

III – LISTAS DE VERIFICAÇÃO 18

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1. INTRODUÇÃO

Todo empreendimento mineiro depende, dentre outros, de dois fatores


fundamentais: a quantidade e a qualidade de reservas minerais disponíveis e os
recursos financeiros suficientes para o seu desenvolvimento. Enquanto as reservas
são estimadas por profissionais das áreas técnicas (geologia e mineração), os
capitais para os investimentos em exploração mineral e para o desenvolvimento de
minas devem ser obtidos, seja através de empréstimos bancários, onde a própria
jazida pode ser dada como garantia colateral, seja nas bolsas de valores
internacionais, o que ocorre cada vez com maior frequência. A pesquisa mineral e a
abertura de uma mina são, hoje, negócios inseridos no processo de globalização da
economia, onde o fluxo de informações é impessoal e onde todos os relatórios,
sejam de resultados de programas de exploração, ou declaração de recursos e
reservas, precisam ser feitos de maneira competente, integra e transparente,
seguindo padrões internacionais, passíveis de auditoria de tal forma a tornar os
investimentos, em empreendimentos mineiros, atractivos e seguros.

Com esta preocupação, vários países, sobretudo os de língua inglesa,


grandes produtores de bens minerais, formaram grupos de trabalho, no âmbito de
sociedades profissionais de direito civil, que, individualmente ou em conjunto,
discutiram, nas duas últimas décadas, meios de trazer garantias e segurança aos
investidores. Nações que lideram a produção mundial de matérias primas minerais
há muito estabeleceram normas relativas à classificação de recursos e reservas e
diretrizes de melhores práticas, na execução da pesquisa mineral e no relato dos
seus resultados. Como exemplo, citam-se o “Código JORC”, adotado pelos países
da Australásia (Austrália, Nova Zelândia, etc.) em 1999, e as “Diretrizes para a
Divulgação de Recursos e Reservas e dos Resultados da Exploração Mineral”,
adotado pelos Estados Unidos da América (E.U.A.) em 1998, além da “Estrutura
para a Classificação de Recursos e Reservas de Combustíveis Sólidos e Bens
Minerais”, da ONU, divulgado em 1996.

Com exceção do documento da ONU referido, que não é mandatório, mas


apenas sugestivo, todos os demais, que se transformaram em normas para
consideração obrigatória nos respectivos países, resultaram de iniciativas tomadas
por sociedades profissionais de direito civil, como o Instituto de Mineração e
Metalurgia, o Instituto Australiano de Geocientistas e o Conselho Mineral da
Austrália, no caso da Australásia, a Sociedade para a Exploração, Mineração e
Metalurgia (SME), no caso dos E.U.A., e os IMM (Reino Unido), CIM (Canadá),
SAIMM (África do Sul), etc., no caso dos outros países anglófonos. O que diferencia
as sugestões da ONU das outras regulamentações é que, além de apresentar a
classificação e as definições para recursos e reservas minerais, qualifica as
“pessoas com competência” para conduzir todas as fases da pesquisa mineral,
incluindo a avaliação dos recursos e/ou reservas, estabelecendo, também, diretrizes
(“guidelines”) para reportar os resultados.
As normas, contidas nestes documentos, aprovados e adotados pelas
Sociedades Profissionais signatárias, passaram a constituir um padrão mínimo de
excelência mandatório aos seus membros, levando-as a certificar, após consulta a
seus pares, a capacitação técnica de associados que demonstrem, através da
prática, a sua experiência, o seu conhecimento e a sua idoneidade. Para além disso,
elas foram, também, adotadas pelas principais bolsas de valores dos E.U.A.,
Canadá, Austrália e Europa.

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Consequentemente, o mercado passou a exigir este aumento de qualidade,
recorrendo a profissionais das referidas Sociedades, em detrimento dos demais,
apenas portadores de uma habilitação profissional.

Houve nestas iniciativas a preocupação em separar o âmbito do Estado, cujos


preceitos legais obrigam a todos, da atuação das Sociedades Profissionais, cujas
instruções são mandatórias apenas para os seus associados, que garantem a sua
aplicação e se sujeitam a uma supervisão criteriosa. Destarte o mercado reconhece
que profissionais formados e devidamente registrados, suportados, pois, por uma
habilitação profissional para fazer pesquisa mineral e avaliação de jazidas, não são,
necessariamente, qualificados e experientes para fazê-lo.

Neste sentido, uma “pessoa competente” é definida como profissional com


tempo mínimo de experiência relevante no estilo da mineralização, no tipo de
depósito mineral e na atividade para a qual foi chamada a desenvolver, sujeitando-
se a “códigos de competência e ética” das Sociedades Profissionais respectivas,
cujos princípios mais importantes são a transparência, a materialidade e a
competência.

Neste contexto, embora já disponha de saliente base de matérias primas


minerais, o Brasil necessita, para o seu desenvolvimento, ampliar a atividade de
pesquisa mineral, mesmo porque se tornou cada vez mais difícil a descoberta de
novos depósitos, que atendam aos parâmetros sempre mais restritivos do mercado
globalizado. Para tal, torna-se imperativo acompanhar a evolução de conceitos e
técnicas, que já estão sendo praticados, tanto nos países com forte indústria mineral,
como naqueles exportadores de linhas de financiamento, em uso pelo Brasil.

Com este propósito, o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM),


através da portaria no 229, de 29 de Abril de 2002, publicada no D.O.U. de
02/05/2002, nomeou um Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de elaborar e
propor instruções e normas para classificação de recursos e reservas minerais no
País. Os “considerandos” desta portaria (ver ANEXO I da norma) explicitam,
claramente, as preocupações que levaram o DNPM a tomar tal iniciativa. O presente
documento, constituído pela “Norma Brasileira para Classificação de Recursos e
Reservas Minerais”, com os seus três anexos, que dele são parte integrante, foi
produzido pelo GT, que considerou os comentários e as sugestões das partes
interessadas.
A Norma Brasileira define e classifica “recursos minerais inferidos, indicados e
medidos”, bem como, “reservas minerais indicadas e medidas”, acompanhando a
terminologia internacional, em vez dos termos “provados, prováveis e possíveis”,
pelo seu caráter probabilístico e por respeito ao disposto no Código de Mineração, a
lei vigente no país.

A Norma considera que diferentes “classes”, de recursos e reservas minerais,


são consequência do grau de fidedignidade na estimativa da morfologia, estrutura,
espessura, volume (ou tonelagem), teor, etc.; quanto maior o número de dados de
boa qualidade, utilizados na estimativa, maior o seu grau de confiança. Este grau de
confiança depende da abrangência do reconhecimento, que procura identificar e
quantificar todas as condicionantes geológicas da mineralização (grau de
reconhecimento), e da intensidade da pesquisa, ou seja, da densidade da
amostragem (grau de confiança da estimativa).

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Enquanto na fase inicial da pesquisa mineral pretende-se a descoberta de um
depósito, os dados advindos da prospecção indicam a conveniência, ou não, da
continuação dos trabalhos, que visem demonstrar a existência de “recursos”. Para
se passar a uma “reserva mineral” é preciso que as propriedades físicas e químicas,
a tecnologia de aproveitamento e as condições de lavra e beneficiamento do bem
mineral, em conformidade com as melhores práticas ambientais e financeiras,
possibilitem o seu uso industrial e a comercialização do produto final, com lucro.

Uma consequência da aplicação da “Norma Brasileira” é que os “relatórios


finais de pesquisa” e os “planos de aproveitamento econômico” obigatórios no
“Código de Mineração”, passarão a ter maior rigor, em relação ao atualmente
praticado, tanto nas definições de recursos e reservas minerais, como nas suas
práticas de estimação e relato, e ao se aproximarem de critérios internacionais
modernos de classificação, trarão uma maior credibilidade às avaliações de bens
minerais e facilitarão a captação do suporte financeiro necessário para o seu
aproveitamento.

Respeitando a prática empresarial brasileira e a legislação aplicável, esta


norma, em vez de qualificar “pessoas com competência”, estabelece que a
adequação dos parâmetros de quantidade e qualidade deve ser realizada, ou
supervisionada, por um ou mais “profissionais experientes e qualificados”.

Reconhece-se que estas normas são passíveis de revisão, quando


necessário, inclusive para contemplarem aspetos específicos de alguns bens
minerais particulares, em novos anexos, como, por exemplo, pedras preciosas,
carvão e águas minerais, entre outros.

2. OBJETIVOS

Os princípios fundamentais, que governam a operação e aplicação da norma


são transparência, materialidade e competência.

Transparência requer que um Relatório de Avaliação de Reservas e/ou


Recursos Minerais esteja abastecido com informação suficiente(a), cuja
apresentação é clara(b) e não ambígua.

Materialidade requer que o Relatório de Avaliação de Reservas e/ou


Recursos Minerais contenha todas as informações relevantes(c) para que
investidores, consultores e autoridades, possam fazer um julgamento racional e
equilibrado, em relação à mineralização reportada.

Competência requer que o Relatório de Avaliação de Reservas e/ou


Recursos Minerais seja baseado em trabalho de pessoa devidamente qualificada
e experiente (d), subordinada às restrições do código de ética profissional.

Os Relatórios de Informação de Exploração e Relatórios de Avaliação de


Recursos e/ou Reservas são de responsabilidade da Diretoria da Empresa. Tais
relatórios são baseados nas estimativas de Recursos Minerais e Reservas Minerais
e na documentação de suporte, preparados por pessoa qualificada e experiente.
Estes relatórios devem fazer parte integrante do Relatório Parcial ou Final oe
Pesquisa, a ser apresentado às autoridades competentes.

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3. TERMINOLOGIA DOS RELATÓRIOS

Ao elaborar os relatórios em questão, deve-se utilizar a terminologia mostrada


na figura abaixo. Esta figura mostra os termos para classificação do volume (ou da
tonelagem) e dos teores e demais parâmetros estimados para os recursos ou
reservas minerais, refletindo os diferentes níveis de confiança nas informações
geológicas e os diferentes graus de avaliações técnica e econômica.

Relação entre Informação de Exploração, Recurso Mineral


e Reserva Mineral

Aumento do Informação de Exploração


nível de
conhecimento
geocientífico e RECURSO
de confiança RESERVA
MINERAL MINERAL

INFERIDO

INDICADO INDICADA

MEDIDO MEDIDA

Considerações sobre mineração, metalurgia, economia,


mercado, legislação, ambiente, fatores sociais e políticos
(fatores de modificação)

Os relatórios oficiais das empresas devem incluir descrição sobre as


características e natureza da mineralização, além de apresentar informações
relevantes referentes à situação e às características do depósito mineral(e) que
podem influenciar seu valor econômico. Quaisquer alterações nos Recursos ou nas
Reservas Minerais devem ser reportadas pela empresa ao Orgão Oficial.

4. RECURSO MINERAL

Recurso Mineral é uma concentração ou depósito na crosta da Terra, de


material natural, sólido, em quantidade e teor e/ou qualidades tais que, uma vez
pesquisado, exibe parâmetros mostrando, de modo razoável, que seu
aproveitamento pode ser factível na atualidade ou no futuro.

4.1. Recurso Mineral é uma mineralização estimada por pesquisa.


Condicionantes diversos farão com que o todo, ou uma parcela do mesmo,
possa se tornar uma Reserva Mineral.

4.2. A pesquisa mineral (f) pode indicar que uma concentração ou depósito é
economicamente aproveitável ou não, com base nas características
geológicas do material, tais como tonelagem ou volume, qualidade e/ou teor,
espessura, atitude, etc. A adequação dos parâmetros de quantidade e teor
e/ou qualidades deve ser realizada, ou supervisionada, por um ou mais
profissionais experientes e qualificados.

4.3. O aproveitamento econômico(g) de um recurso não é, necessariamente,

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alicerçado por estudos de viabilidade, mas pode ser estimado por
comparação com outros depósitos bem conhecidos e, eventualmente, em
lavra.

4.4. Os parâmetros geológicos de um recurso são estabelecidos a partir de


estimativas baseadas em interpretações e inferências derivadas das
evidências geológicas. A partir do crescente conhecimento geológico
estabelecem-se classes de recursos e só se aceitam aquelas definidas na
presente norma.

4.5. O conhecimento geológico(h) não especifica fatores econômicos, legais,


de lavra, etc. Refere-se apenas a segurança da avaliação dos recursos (isto
é, alicerça-se nos graus de exploração e reconhecimento). A exatidão dos
cálculos e os erros inerentes dependem do grau de exploração (i) (natureza,
número e arranjo dos trabalhos de pesquisa). A precisão maior ou menor na
revelação do modelo empírico (ou condicionamento geológico) do depósito
[YTdepende do grau de reconhecimento(j).

5. RECURSO MINERAL INFERIDO

Recurso Mineral Inferido é a parte do Recurso Mineral para a qual a


tonelagem ou volume, o teor e/ou qualidades e conteúdo mineral(k) são estimados
com base em amostragem limitada e, portanto, com baixo nível de confiabilidade
(l)
. A inferência é feita a partir de informações suficientes (geológicas ou geoquímicas
ou geofisicas, utilizadas em conjunto ou separadamente), admitindo-se, sem
comprovação, que haja continuidade e persistência de teor e/ou qualidades, de
modo que se pode sugerir que o depósito tem potencial econômico. A pesquisa
realizada não é detalhada (as estações de amostragem(m) têm espaçamento
relativamente amplo) e pode incluir exposições naturais e artificiais (trincheiras,
poços, galerias e furos de sonda).

6. RECURSO MINERAL INDICADO

Recurso Mineral Indicado é a parte do Recurso Mineral para a qual a


tonelagem ou volume, o teor e/ou qualidades, conteúdo mineral, morfologia,
continuidade e parâmetros físicos estão estabelecidos, de modo que as estimativas
realizadas são confiáveis. Envolve pesquisa com amostragem direta em estações
(afloramentos, trincheiras, poços, galerias e furos de sonda), adequadamente
espaçadas.

7. RECURSO MINERAL MEDIDO

Recurso Mineral Medido é a parte do Recurso Mineral para a qual a


tonelagem ou volume, o teor e/ou qualidades, conteúdo mineral, morfologia,
continuidade e parâmetros físicos são estabelecidos com elevado nível de
confiabilidade. As estimativas são suportadas por amostragem direta em retículo (n)
denso (afloramentos, trincheiras, poços, galerias e furos de sonda), de modo que se
comprova a permanência das propriedades.

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8. RESERVA MINERAL

Reserva Mineral é a parte do recurso mineral para a qual demonstra-se


viabilidade técnica e econômica(o) para produção. Essa demonstração inclui
considerações sobre elementos modificadores, tais como fatores de lavra e
beneficiamento, de economia e mercado, legais, ambientais e sociais, justificando-se
a avaliação, envolvendo análise de lucratividade(p), em um dado tempo.

8.1. Reservas incluem materiais diluídos (q), se aproveitáveis.

8.2. É consensual, no uso brasileiro, que a palavra minério (r) se refere a


substâncias das quais se pode extrair um ou mais metais, com lucro. Por isso
a expressão “Reserva Mineral” é aqui usada, por ser mais significativa do que
a expressão “Reserva de Minério”, que é restritiva.

8.3. Dadas as limitações atribuídas aos “recursos inferidos”, não se justifica


transformá-los em “reservas”, sem pesquisa adicional, pois não procedem
estudos de viabilidade sobre algo que tem baixo nível de confiabilidade.

8.4. Rejeitos de operações mineiral (s) anteriores, com atual potencial de


aproveitamento, serão recursos ou reservas.

9. RESERVA MINERAL INDICADA

Reserva Mineral Indicada é a parcela economicamente lavrável do Recurso


Mineral Indicado e, mais raramente, do Recurso Mineral Medido, para a qual a
viabilidade técnica e econômica foi demonstrada; inclui perdas (e diluição) (t) com a
lavra e o beneficiamento. Avaliações apropriadas, além da viabilidade técnica e
econômica, são efetuadas compreendendo elementos modificadores, tais como
fatores legais, ambientais e sociais. As avaliações são demonstradas para a época
em que se reportam as reservas e razoavelmente justificadas (u).

10. RESERVA MINERAL MEDIDA

Reserva Mineral Medida é a parcela economicamente lavrável do Recurso


Mineral Medido, incluindo perdas (e diluição) com a lavra e o beneficiamento, para
a qual a viabilidade técnica e econômica encontra-se tão bem estabelecida que há
alto grau de confiabilidade nas conclusões. Os estudos abrangem análises dos
diversos elementos modificadores (tais como lavra, beneficiamento, metalurgia,
economia e mercado, fatores legais, ambientais e sociais) e demonstram que, na
época em que se reportaram as reservas, sua extração era claramente justificável
(v)
, bem como adequadas as hipóteses adotadas para investimentos.

10.1 Por maior que seja a precisão da estimativa (w) de reservas, sempre se
deve apresentar a ordem de acurácia (x) da mesma; os valores para
tonelagem ou volume e teor (ou qualidades) devem ser arredondados de
modo apropriado (y).

10.2. Tonelagens ou volumes e teores sempre serão fornecidos, mesmo que


se apresentem estimativas envolvendo valores equivalentes de metal contido
ou conteúdos minerais.

10.3. As classes de reservas minerais Provada e Provável, constantes em


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alguns códigos, correspondem, respectivamente, às classes de reservas
minerais Medida e Indicada, aqui usadas.

11. ANEXOS

Fazem parte integrante da presente norma os seguintes anexos:

ANEXO I - Portaria no 229, de 29 de Abril de 2002, publicada no D.O.U. de


02/05/2002

ANEXO II – DEFINIÇÕES (GLOSSÁRIO)

ANEXO III – LISTAS DE VERIFICAÇÃO

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ANEXO I

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA


DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL
PORTARIA Nº229,DE 29 DE ABRIL DE 2002
D.O.U. DE 02/05/2002

O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO


MINERAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo disposto no artigo 12
do anexo I do Decreto nº 3.576, de 30 de agosto de 2000 e, considerando:

• que para a obtenção de financiamentos de projetos de mineração,


negociações com ações e títulos de empresas de mineração em bolsas de valores e
compra e venda de direitos minerários, principalmente no âmbito externo, são
exigidos critérios e normas para classificação de recursos e reservas minerais,
internacionalmente reconhecidos;

• que, em função dessas exigências, vários países produtores de bens


minerais atualizaram, ou mesmo criaram, nos últimos anos, seus critérios e normas
oficiais para classificação de recursos e reservas minerais;

• que tais critérios e normas desses países produtores, além de


apresentarem a classificação e as definições de recursos e reservas minerais,
qualificam também os profissionais com competência para conduzir as diversas
atividades que integram a indústria extrativa mineral, inclusive a sua avaliação
econômica;

• que a falta, no Brasil, desses critérios e normas tem obrigado os titulares


de direitos minerários e empreendedores do setor que desejam captar recursos, no
exterior, a contratar com profissionais ou entidades acreditados em bolsas de
valores ou instituições financeiras externas, laudos técnicos que permitam o
enquadramento ou validação das reservas minerais - assim consideradas na
legislação brasileira – nos critérios e normas internacionalmente reconhecidos,
acima referidos;

• que, por tudo isto, há a necessidade de criação, no Brasil, de normas e


critérios para a classificação de recursos e reservas minerais, onde sejam definidas
conceituações técnico-econômicas comuns a outros países produtores de bens
minerais, de tal forma que os parâmetros de exploração e aproveitamento de
depósitos minerais brasileiros, bem como sua avaliação econômica, possam ser
comparados e reconhecidos internacionalmente; RESOLVE:

Art. 1º - Criar Grupo de Trabalho para, no prazo de 120 (cento e vinte) dias a
contar da publicação desta Portaria, examinar, elaborar e propor instruções e
normas para classificação de recursos e reservas minerais no País.

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Art. 2º - Compete ao Grupo de Trabalho:
I – Elaborar, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a contar da data de
publicação desta Portaria, a minuta do texto técnico básico da Norma de
Classificação;
II – Promover discussões sobre o texto básico da Norma, no âmbito do
DNPM;
III – Promover reuniões do GT para estudo e análises das Normas
internacionais e das sugestões existentes;
IV – Elaborar o texto final da Norma;
V – Elaborar as instruções da Norma e de sua aplicação;
VI – Encaminhar à Diretoria competente o Anteprojeto da Norma;
VII – Elaborar programa de atividades para implementação da Norma.

Art. 3º A Coordenação Geral do Grupo de Trabalhos, que providenciará o


apoio técnico-administrativo necessários aos trabalhos do GT, ficará a cargo da
Diretoria de Fiscalização Mineral – DIFIS.

Art. 4º O Grupo de Trabalho terá a seguinte composição:


Coordenação Executiva: Geólogo Edú Lucas dos Santos (DNPM)
Membros: Geólogo Nereu Heidrich (DNPM)
Geólogo Xafi da Silva Jorge João (CPRM)
Engº de Minas José Mendo Mizael de Souza (IBRAM)
Geólogo Luis Werneck (APROMIN)
Geólogo Enzo Luis Nico Júnior (FEBRAGEO)

Parágrafo Único A Coordenação Executiva poderá, a seu critério, convidar


outros servidores do DNPM, bem como especialistas externos, para participarem
“ad-hoc” nos trabalhos.

Art. 5º O texto técnico básico elaborado pelo GT será disponibilizado para


todos os Distritos e no sítio eletrônico do DNPM para análise e apresentação de
propostas e sugestões visando o aprimoramento do mesmo. As propostas poderão
ser enviadas no prazo de 30 dias, a partir da data de disponibilização:

1 – Por carta
Direção Geral do DNPM
Departamento Nacional de Produção Mineral
SAN Q. 01 BL. B
70040-200 – BRASÍLIA-DF

2 – Por Correio Eletrônico


manualfiscalizacao@dnpm.gov.br

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


MARCELO RIBEIRO TUNES
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ANEXO II

DEFINIÇÕES

(a) – Informação suficiente


Suficiência de informação leva em conta a fase da pesquisa mineral e o tipo
de depósito em estudo, a critério da “pessoa devidamente qualificada e experiente”.
(b) – Apresentação clara
A apresentação será considerada clara, para a fase da pesquisa mineral em
que se está e para o tipo de depósito em estudo, a critério da “pessoa devidamente
qualificada e experiente”.
(c) – Informações relevantes
As informações serão consideradas relevantes, para a fase da pesquisa
mineral em que se está e para o tipo de depósito em estudo, a critério da “pessoa
devidamente qualificada e experiente”.
(d) – Pessoa qualificada e experiente
Considera-se “pessoa devidamente qualificada e experiente” um especialista
com um mínimo de cinco anos de experiência relevante (z), preferencialmente com
o estilo da mineralização e tipo de depósito sob consideração. Este especialista
deve ser registrado em associações, que capacitem a atuação das pessoas com tal
qualificação e experiência profissional e a reconheçam.
Quando as empresas não disponham nos seus quadros de uma “pessoa
devidamente qualificada e experiente”, terão obrigatoriamente de contratar os
serviços de um consultor independente, devidamente reconhecido para o assunto
em questão.
A estimativa de Recursos e Reservas Minerais pode ser um trabalho em
grupo, envolvendo várias disciplinas. A “pessoa devidamente qualificada e
experiente” que assina o relatório é o responsável por todo o relatório. Entretanto, é
recomendado que, para uma clara divisão de responsabilidades em um grupo de
trabalho, cada especialista seja responsável pela sua contribuição particular, da sua
especialidade, embora a “pessoa devidamente qualificada e experiente” seja o
coordenador do grupo, e seja o responsável formal pelo relatório como um todo.
Como regra geral, o profissional quer seja dos quadros da empresa ou
consultor independente chamado a agir como “pessoa devidamente qualificada e
experiente” deve estar preparado para ser confrontado com outros profissionais de
igual qualificação, para demonstrar a sua competência na substância, tipo de
depósito ou tipo de situação em consideração. Em caso de dúvida, a “pessoa
devidamente qualificada e experiente” deve procurar opiniões de outros profissionais
ou declinar a realização da tarefa que lhe foi solicitada.
(e) – Depósito mineral
Depósito mineral é uma concentração natural de qualquer substância útil, que
apresente atributos geológicos de potencial interesse econômico. Tais atributos
incluem morfologia, teor, composição mineralógica, estrutura e textura, etc.
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(f) – Pesquisa mineral
Pesquisa mineral é o conjunto de atividades que tem por finalidade a
descoberta e a investigação de substâncias minerais úteis. Compreende, pois, a
Prospecção e a Exploração. Prospecção mineral compreende os trabalhos de
campo, de laboratório e de gabinete direcionados para a descoberta de
concentrações minerais de interesse econômico. Exploração mineral é o processo
de investigação e avaliação das concentrações minerais, através de métodos,
estudos e técnicas adequados.
(g) – Aproveitamento econômico
A expressão “aproveitamento econômico”, aplicada às substâncias minerais,
significa que sua extração é viável técnica e economicamente, observando-se certos
condicionamentos relevantes, adotados no momento da avaliação, de tal modo que
assegura o retorno do investimento, com lucro.
Os condicionamentos relevantes a serem observados incluem, se pertinente,
os seguintes itens mais importantes:
1. Condições Geográficas
2. Infraestrutura
Serviços de utilidade pública
Estradas, ferrovias e outros acessos
Telecomunicações
Energia e águas
Infraestrutura social
3. Geologia
Estrutura, tamanho e forma
Conteúdo mineral, teor, densidade
Quantidade e qualidade dos recursos/reservas
Outros aspectos geológicos de importância
4. Questões Legais
Direitos e propriedade (superfície e sub-solo)
Estudos de impacto socioeconômicos
Aceitação pública
Leis do uso do solo e das águas
Fatores governamentais
5. Operacionalização
Escala de produção
Mecânica de rochas
Método de lavra
Equipamentos de lavra, extração e transporte
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Plano e calendário de execução (vida útil)
Ensaios apropriados em escala piloto (ensaios tecnológicos)
Plantas de britagem, moagem e concentração
Disposição de rejeitos e estéreis
Transportes (interno e externo)
Energia (elétrica e/ou outras)
Administração e treinamento de pessoal
Equipamentos e serviços auxiliares
Programa de descomissionamento
6. Meio Ambiente
Estudos de impacto ambiental
Plano de recuperação de áreas degradadas
Segurança e higiene no trabalho
Gestão da água
Paisagismo
7. Análise Mercadológica
Estudos de mercado
Plano de comercialização
8. Análise Financeira
Evolução da produção
Custo de capital
Fluxo de caixa prognóstico (descontado)
Custos de investimento
Previsão inflacionária
Custos operacionais
Estudos de sensibilidade
Custo de descomissionamento
Custo de reabilitação
9. Avaliação de Riscos
Riscos geológicos
Riscos tecnológicos
Riscos de mercado
Riscos financeiros
Riscos sociais
Riscos trabalhistas
Riscos políticos
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(h) – Conhecimento geológico
Conhecimento geológico é a somatória de dados e informações adquiridos ao
longo das fases de uma pesquisa mineral. Quando se fala de conhecimento
geológico crescente isto quer dizer erudição relacionada aos parâmetros geológicos
do depósito, tais como a sua arquitetura (morfologia ou forma), trama (estrutura e
textura), distribuição mineral ou de teor, etc. O conjunto destes parâmetros permite
um melhor entendimento sobre a persistência (ou não) da mineralização (na
horizontal e na vertical). Repare-se, então, que as classes de recursos minerais são
suportadas por crescente conhecimento geológico, da classe inferida passando-se à
indicada e findando-se na medida.
(i) – Grau de exploração
O grau de exploração subsidia a exatidão dos cálculos e os erros inerentes
aos mesmos, pelo que, em pesquisa mineral, depende da natureza, número e
arranjo dos trabalhos de pesquisa.
(j) – Grau de reconhecimento
O grau de reconhecimento é definido pela precisão, maior ou menor, possível
de ser obtida na pesquisa mineral, pelo que depende do condicionamento geológico
do depósito em consideração.
(k) – Conteúdo mineral
São os minerais contidos no depósito, e pode ser representado na forma de
teor. No caso dos minérios, o conteúdo mineral será o “metal contido”.
(l) – Nível de confiabilidade
Um nível de confiabilidade é medido pelo intervalo de confiança que revelará
a precisão da estimativa (ver w – Precisão de estimativa) e a sua acurácia (ver x –
Ordem de acurácia), para um determinado nível de probabilidades. O nível de
confiabilidade será julgado baixo, alto ou adequado, a critério da pessoa
devidamente qualificada e experiente.
(m) – Estações de amostragem
Estações de amostragem são todos os pontos de coleta de amostras (locados
a 3D), devidamente descritos quanto ao seu método de coleta e ao volume e
geometria de cada amostra.
(n) – Retículo
Retículo é a malha da amostragem a 3D. “Retículo denso” é uma malha
ajustada para a densidade de exploração adequada à fase da pesquisa mineral em
que se está e para o tipo de depósito em estudo.
(o) – Viabilidade técnica e econômica
Uma reserva mineral com viabilidade técnica e econômica demonstrada,
significa que tal reserva está apta para aproveitamento econômico e que existe
tecnologia disponível para tal aproveitamento, conforme deve ser consubstanciado
no pertinente estudo de viabilidade, com adequado nível de confiabilidade.

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(p) – Análise de lucratividade
A análise de lucratividade é um capítulo do estudo de viabilidade técnica e
econômica, devendo ser efetuada sobre um fluxo de caixa descontado que
represente o empreendimento em estudo, para todo o período da sua vida útil.
(q) – Materiais diluídos
Diluir é diminuir a concentração. Em geral, entende-se por diluição a
diminuição de um teor pela contaminação do material útil desmontado, vinda da sua
mistura com materiais estéreis, interiores e exteriores à mineralização.
(r) – Minério
Minério é a substância mineral da qual se retira um (ou mais) metal, com
viabilidade econômica. Quando o minério contém outros minerais intercalados sem
qualquer valor, estes últimos são chamados minerais de ganga.
(s) – Rejeitos de operações mineiras
Rejeitos de operações mineiras são todos os materiais desmontados e não
utilizados comercialmente. Incluem os estéreis de lavra (materiais que não sofreram
beneficiamento) e os rejeitos do beneficiamento.
(t) – Perdas e diluição
A diluição (ver q – Materiais diluídos) representa uma perda no teor da
mineralização. As outras perdas são devidas à não recuperação total, na fase de
lavra, do volume estimado como reserva do depósito e ao rendimento metalúrgico do
seu beneficiamento.
(u) – Razoavelmente justificáveis
Define-se como “razoavelmente justificada”, a critério da “pessoa
devidamente qualificada e experiente”, a malha de pesquisa que produzirá as
informações necessárias e suficientes para as “classes indicadas” de recursos e
reservas minerais.
No caso de se adotar uma metodologia geoestatística para a estimação de
recursos e reservas minerais, a malha de pesquisa citada deve estar compreendida
entre 2/3 e 3/3 da amplitude variográfica (aa) e o ERKRIDAME (ab) deve ser < 50%
(menor que cinquenta por cento).
(v) – Claramente justificável
Define-se como “claramente justificada”, a critério da “pessoa devidamente
qualificada e experiente”, a malha de pesquisa que produzirá as informações
necessárias e suficientes para as “classes medidas” de recursos e reservas
minerais.
No caso de se adotar uma metodologia geoestatística para a estimação de
recursos e reservas minerais, a malha de pesquisa citada deve estar abaixo de 2/3
da amplitude variográfica e o ERKRIDAME deve ser < 20% (menor que vinte por
cento).
(w) – Precisão de estimativa
Precisão é o rigor adotado na determinação dos parâmetros considerados na
pesquisa mineral, com a determinação da faixa de sua variação, para mais ou para
menos, do valor estimado, para um determinado nível de probabilidades.

- 16 -
(x) – Ordem de acurácia
Acurácia é a proximidade entre o valor medido experimentalmente e o valor
real, no processo de medição de parâmetros. No caso da pesquisa mineral, dos
parâmetros físicos e químicos do depósito, sendo, para cada um deles, calculado o
respectivo “erro de estimação”, levando-se em consideração o método de estimação
usado.
(y) – Arrendondamento
É a representação de um número, em que se despreza os algarismos
posteriores a uma certa ordem decimal, alterando-se ou não o algarismo da menor
das ordens conservadas, a critério da pessoa devidamente qualificada e experiente.
Exemplos: 6,237 ≅ 6,24 13.495.786,432 ≅ 13.495.786 ≅ 13,5 x 106
6,232 ≅ 6,23 13.495.786,941 ≅ 13.495.787 ≅ 13,5 x 106
(z) – Experiência relevante
Experiência relevante na apreciação e avaliação de Recursos e Reservas
Minerais, no presente contexto, significa que o especialista tenha um mínimo de
cinco anos de experiência comprovada, com o estilo da mineralização e com o tipo
de depósito em consideração. Significa, também, que não é necessário ter os cinco
anos de experiência mencionados, para agir como “pessoa devidamente qualificada
e experiente”, se esse especialista tem, por exemplo, vinte anos de experiência em
outros tipos de depósitos, desde que a respectiva associação ateste a sua pertinente
qualificação para o caso em consideração.
Haverá um período de transição para a constituição das associações de
profissionais de direito civil consideradas nesta norma, durante o qual se espera que
as empresas já procurem cumprir o aqui disposto, mesmo sem os pertinentes
atestados (ac).
(aa) – Amplitude variográfica
É a distância (na direção em estudo da malha de pesquisa) onde o valor do
semi-variograma linear robusto (isto é, com a devida “representatividade estatística”
dos seus pontos experimentais) atinge a “variância a priori” dos valores amostrais.
(ab) – ERKRIDAME
É o erro relativo percentual de estimação da média – “erro da krigagem da
média”, para o nível de probabilidades de 95% (Nota: ERKRIDAME não é o “erro de
krigagem médio”).
(ac) – Atestados
São, para os efeitos da presente Norma, documentos escritos comprobatórios
da efetiva realização dos trabalhos neles descritos, e da sua qualidade, a serem
usados para se demonstrar a experiência relevante pretendida.
Perante estes atestados, as associações de profissionais, por sua vez,
emitirão as pertinentes declarações de qualificação e experiência, a título individual.

- 17 -
Anexo III

LISTAS DE VERIFICAÇÃO

Depósitos minerais são extraordinárias manifestações da natureza. Podem


ser classificadas com base em sua origem ou em relação à ambiência geológica,
etc. Por outro lado, cada depósito tem propriedades únicas, que precisam ser
consideradas quando da sua investigação, desenvolvimento e aproveitamento. Isso
significa que há grande variedade de depósitos; contudo os princípios que governam
a pesquisa mineral têm por escopo demonstrar a existência de reservas e incluem o
princípio da aproximação sucessiva, o princípio de coordenação entre a
investigação, a extração e o tratamento mineral, o princípio da distribuição uniforme
das extrações de amostragem, dentre outros.
Os princípios enunciados indiquem que o conhecimento sobre o depósito é
gradualmente obtido, confirmando-se ou revisando-se as idéias pré-estabelecidas;
ao mesmo tempo é necessário não só determinar quantidades e qualidades da
substância mineral investigada, mas também o aprovisionamento de informações de
apoio ao planejamento da extração, etc. Como os depósitos variam em forma,
qualidade e quantidade, é mais fácil detetar a variabilidade segundo arranjo de
estações de amostragem arranjadas uniformemente.
A investigação dos depósitos minerais deve ser concebida e executada sob a
responsabilidade de pessoa ou pessoas devidamente qualificada e experiente.
Através da aplicação de melhores práticas na investigação, o processo torna-se bem
conduzido, bem como melhor serão relatadas as informações obtidas.
O modo de execução da pesquisa mineral não deve ser objeto de detalhadas
especificações pré-determinadas. Cada empreendedor tem seu próprio conjunto de
regras gerais para a pesquisa, evitando-se com isso uma regulamentação que
cerceie mudanças e adaptações.
As listas de verificação de práticas de pesquisa e de relato dos resultados são
suficientemente flexíveis e permitem a criatividade na execução do programa de
pesquisa mineral.
No caso do relato de resultados, todo esforço deve ser dirigido para evitar
imprecisões, informação dúbia e manipulação indevida, responsabilidade da pessoa
qualificada e experiente.

- 18 -
Tabela 1 . Lista de Verificação de Práticas de Pesquisa

Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral


A. Parte Geral
1. Objetivo Nomeação da pessoa jurídica ou física Ver Explicação. Ver Explicação.
para a qual o trabalho foi preparado, qual
o escopo, se investigação de recursos ou
reservas, se relatório de pesquisa ou de
bom aproveitamento ou de lavra, Síntese
do que foi e do que será realizado.

2. Descrição do projeto Descrição do bem mineral, tamanho do Ver Explicação. Ver Explicação.
projeto, suportes científico-técnico e
financeiro, prazo de realização.

3. Localização Descrição da localização (estado, Ver Explicação. Ver Explicação.


território, município, vila, nome local,
coordenadas N e S, mapas de localização
e situação, acesso).

4. Direitos diversos Proprietário (ou proprietários) da terra, Ver Explicação. Ver Explicação.
situação dos direitos minerais, licença para
acesso, licenciamento ambiental e outros,
acordos.

- 19 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral
B. Dados do projeto
1. Posicionamento dos Representação correta dos dados e É especialmente importante a Ver Recurso Mineral.
dados informações geológicas em mapas e verificação dos dados de amostragem,
seções, em escala adequada, mostrando particularmente no caso dos furos e do
posicionamento dos locais de levantamento dos mesmos. A definição
amostragem, furos de sonda, galerias precisa da morfologia do depósito e da
poços e trincheiras, etc. Ao avaliar dados estimativa dos parâmetros de
de sondagem, discriminar cotas ou espessura, teor e/ou qualidade são
profundidades do topo e base dos setores críticos nas estimativas de recursos.
mineralizados e estéreis, comprimentos Divisas de propriedade devem ser
totais dos mesmos, teores médios dos claramente especificadas, bem como o
trechos mineralizados, mergulhos e posicionamento de escavações
caimentos de estruturas planares e porventura existentes. Rever e
lineares, respectivamente, além da comentar qualidade dos serviços
orientação dos furos (se verticais ou topográficos e de inclinometria.
inclinados, com dados de inclinometria),
bem como coordenadas X, Y e Z de todos
os serviços de pesquisa.

2. Dados Geológicos Descrição da natureza e fidedignidade dos Ver Explicação. Atenção especial deve Ver Recurso Mineral.
dados e informações geológicas, tais ser dada a perfilagem litológica (e
como litologias, estrutura, textura e geofísica, se esta for disponível) e sua
alterações da mineralização e das comparação com dados de teor e/ou
encaixantes. Descrição de dados qualidade. Avaliar a meticulosidade com
geofísicos e geoquímicos. Mapas e seções a qual as características geológicas,
geológicas são empregadas para geotécnicas e hidrogeológicas
sustentar interpretações. Explicitar critérios significantes foram estabelecidas.
e guias geológicos utilizados no trabalho Dados que podem influenciar as
investigativo. As escalas dos mapas e estimativas de quantidade e qualidade
seções são representadas, do recurso devem ser discutidos.
obrigatoriamente de modo gráfico.
Desenhos geológicos e fotos devem
indicar de onde o observados os vê.

- 20 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral
3. Amostragem
a. Método Descrição e justificativa para a adoção dos Ver Explicação. A qualidade e a Ver Recurso Mineral.
procedimentos amostrais dos quais quantidade dos dados de amostragem
depende a representatividade das análises são críticas para a confiança nas
químicas e dos testes físicos e físico- estimativas dos recursos. A verificação
químicos diversos. As características da da amostragem, incluindo número de
amostragem são função do objetivo da duplicatas e comparação estatística
investigação, derivando daí tipos entre amostras originais e duplicatas
diferentes de procedimentos. Em trabalhos deve ser realizada.
prospectórios coletam-se rochas e
minerais, bem como produtos de alteração
e decomposição; além disso, procede-se à
amostragem geoquímica de solos e/ou
sedimentos de corrente; incluem-se ainda
amostragem de poços e trincheiras e,
eventualmente, de testemunhos de
sondagem. Em fase prospectória
preliminar não se exige precisão analítica
de resultados; mais importante é o
contraste entre porções potencialmente
mineralizadas e não mineralizadas. Uma
vez descoberta a mineralização, a
amostragem torna-se crítica e se exige
práticas de elevado nível. Se o volume de
material coletado em cada amostra é
considerável, é necessário que a redução,
no campo, seja feita por procedimento
padronizado. A amostragem de verificação
é realizada amostrando-se (novamente) os
mesmos locais onde se procedeu à
amostragem.

A amostragem realizada em testemunhos


obtidos por sondagem rotativa diamantada
deve contemplar em geral 50% do
testemunho, cortado longitudinalmente
- 21 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral
com serra diamantada, em caso de
material duro. Em se tratando de material
brando, recomenda-se a inserção de
régua delgada de material não
contaminante e coleta com pá de formato
adequado, tomando-se 50% do material.
Na sondagem onde se produz cuttings
(fragmentos ou troços), usam-se
esquemas especiais de amostragem e
retenção de material quarteado para
eventual verificação.

A metodologia de amostragem depende


do custo, acessibilidade, deslocamentos,
etc. Contudo, em se tratando de
sondagens e em função das propriedades
físicas do material, a escolha do método
depende da representatividade do que se
está amostrando. Diâmetros maiores de
perfuração permitem melhor recuperação
e geração de volumes adequados para
testes diversos, além de permitirem
estudar-se “efeitos de pepita”.

b. Preparação A preparação de amostras pode envolver Ver Explicação. Discutir a Ver Recurso Mineral.
quarteamento no campo, para redução de adequabilidade do método de
volume, antes do envio para o laboratório, preparação.
onde ocorrerá secagem, britagem,
moagem e pulverização. A preparação
envolve cuidados especiais para manter a
integridade das amostras, sob todos os
pontos de vista, inclusive de segurança. A
preparação bem conduzida permite fazer
com que as amostras reduzidas, que
serão analisadas e/ou submetidas a testes
- 22 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral
diversos, preservem a representatividade
do material original. Sempre se deve reter,
durante um certo período, frações
relacionadas aos diversos passos da
preparação, via entendimento com o
laboratório.

c. Análises e Testes Nome do laboratório, endereço e Discutir resultados. Ver Recurso Mineral.
responsável são apresentados e devem
constar de todo e qualquer boletim de
resultados; métodos analíticos e de testes
devem ser cuidadosamente explicados,
com níveis de confiabilidade adotados.

d. Tonelagem Determinam-se densidade, umidade e Discutir porque apenas um fator de Ver Recurso Mineral.
massa específica que podem, também ser densidade foi usado ou se foram usados
estimados. Quando medidos, descrever fatores diferentes para diferentes partes
método usado, número de medições e do depósito, e porque. Os métodos
representatividade no campo amostral. usados nas medições devem considerar
Quando estimados, justificar. porosidade e vazios, bem como
diferentes litologias e produtos de
alteração.

e. Segurança A segurança das amostras, a partir do Discutir procedimentos. Ver Recurso Mineral.
momento em que são coletadas, até o
envio para o laboratório, é uma questão de
extrema importância, pois em caso
contrário pode ocorrer contaminação
propositada ou não.

- 23 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

f. Verificação de dados A fidedignidade dos resultados obtidos Ver ítem 3.a. Ver Recurso Mineral.
durante a pesquisa deve ser verificada
através de práticas de validação. Não só
resultados analíticos ou inesperados
devem ser verificados, primeiramente por
reanálise no próprio laboratório que os
produziu e em laboratório externo, em
seguida por reamostragem e novas
análises.

g. Controle de qualidade Através de práticas de controle, que Verificar sua adequação. Ver Recurso Mineral.
assegurem a boa qualidade dos
parâmetros obtidos durante a pesquisa,
garante-se a integridade dos mesmos;
envolve cartografia, construção de mapas
e seções, amostragem, etc.
Monitoramento independente deve ser
adotado para o bom cumprimento das
práticas de controle. Exemplos de práticas
para determinação de densidade,
amostragem, análises, etc. devem ser
fornecidos aos usuários dessas
recomendações.

C. Interpretação
1. Banco de Dados Deve ser assegurado que os dados Descrever procedimentos usados para Ver Recurso Mineral.
incorporados ao banco de dados não verificação da consistência.
apresentem erros de transcrição e
digitação. Os procedimentos usados para
tal fim devem ser descritos.

- 24 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

2. Modelo Descrição do modelo geológico e das Discutir os critérios usados para Ver Recurso Mineral.
Geológico inferências consideradas a partir do estabelecer a continuidade da
modelo. Discutir a adequação da mineralização. Estabelecer claramente
quantidade de dados e seu arranjo no como os dados e hipóteses influenciam
depósito. Separar claramente Indução de no estabelecimento da interpretação.
Dedução. Discutir interpretação e modelos
alternativos.

3. Modelo Numérico Descrição do método usado para estimar Descrição da compatibilidade entre Ver Recurso Mineral.
volumes (ou tonelagens) e teores (ou modelos geológico e numérico.
qualidades): seções verticais e/ou
horizontais, polígonos, isolinhas, inverso
do quadrado das distâncias, estatístico ou
geoestatístico.

4. Classificação de Recursos Aplicação da classificação corrente, que A aplicação de melhores práticas de Ver Recurso Mineral. Para que se
e Reservas considera classes de confiança variável. pesquisa, aliadas à diretrizes tenham Reservas Minerais,
relacionadas aos diversos fatores que considerar fatores modificadores (ver
devem ser considerados na estimativa Tabela 2). Demonstrar a viabilidade
de recursos e reservas são técnico-econômica, alicerçada por
fundamentais no estabelecimento da fatores diversos de engenharia,
credibilidade das avaliações que se ambientais, legais, sociais e de
fazem em relação aos depósitos mercado.
minerais. Não há como estabelecer
“receitas” globalizadas para a execução
das estimativas, pois que cada depósito
tem uma identidade única; em
decorrência, normas e diretrizes servem
apenas para orientar de modo genérico
as hipóteses, os fatos e as
interpretações utilizadas nas avaliações.
Sempre há que considerar a
competência e experiência do
- 25 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral
responsável (ou responsáveis) pela
condução da pesquisa. Esses atributos
conferem confiança no julgamento do
responsável.

O esquema adotado para classificar


recursos e reservas e as diretrizes que
acompanham tal esquema fornecem
critérios adequados para estimar e
relatar recursos e reservas, e incluem
interpretação geológica, graus de
reconhecimento e de pesquisa, métodos
e técnicas de amostragem, etc.

Deve ser considerado que a


classificação de recursos e reservas e
as diretrizes não são apresentadas de
modo detalhado, tarefa que é assumida
pelas empresas de engenharia mineral
e de mineração, através do seu corpo
técnico, com apoio de consultor (ou
consultores) independente.

- 26 -
Tabela 2 . Lista de Verificação de Relato de Pesquisa

Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

A. Resumo Deve conter um sumário dos conceitos e Verificar se contém informação Ver Recurso Mineral.
dos serviços realizados, resultados obtidos suficiente.
e sua interpretação e recomendações.

B. Parte Geral
1. Objetivo do Relato Nomeação da pessoa jurídica ou física Ver Explicação. Ver Explicação.
para a qual o trabalho foi preparado, qual
o escopo, se investigação de recursos ou
reservas, se relatório de pesquisa ou de
bom aproveitamento ou de lavra, Síntese
do que foi e do que será realizado.

2. Descrição do Projeto Descrição do bem mineral, tamanho do Ver Explicação. Ver Explicação.
projeto, suportes científico-técnico e
financeiro, prazo de realização.

3. Localização Descrição da localização (estado, Ver Explicação. Ver Explicação.


território, município, vila, nome local,
coordenadas N e S, mapas de localização
e situação, acesso).

4. Situação legal Proprietário (ou proprietários) da terra, Ver Explicação. Ver Explicação.
situação dos direitos minerais, licença para
acesso, licenciamento ambiental e outros,
acordos.

- 27 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

5. Histórico Uma descrição do histórico de trabalhos Ver Explicação. Ver Explicação.


anteriores de pesquisa realizados na
propriedade e dos atuais, que redundaram
na preparação do relatório, deve ser
realizada. Os resultados obtidos
anteriormente devem ser apresentados,
bem como dados de produção e destino
da mesma, se for o caso.

C. Dados do Projeto
1. Posicionamento dos dados Ver ítem B.1 da Tabela 1 (Explicação). Ver Explicação. Ver Explicação.

2. Dados Geológicos Descrição da geologia regional e da Ver Explicação da Tabela 1, ítem B.2. Ver Recurso Mineral.
geologia local, bem como da geologia do Discutir a adequação do modelo
depósito (ver Tabela 1, ítem B.2). Discutir previsional em relação aos serviços
amplamente os dados e informações que realizados, bem como a aplicabilidade
auxiliem no entendimento da tipologia do dos critérios e guias para a pesquisa.
depósito e controles da mineralização.
Enfatizar forma e distribuição dos
componentes, bem como estrutura e
textura. Apresentar dados petrográficos e
mineralógicos da mineralização e das
encaixantes proximais, bem como da
alteração endógena e exógena, etc. Os
critérios e guias utilizados na descoberta
devem ser discutidos. O modelo
previsional utilizado no início das
investigações deve ser apresentado.

- 28 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

3. Amostragem
a. Método Descrição e justificativa para a adoção dos Ver Explicação. A qualidade e a Ver Recurso Mineral.
procedimentos amostrais dos quais quantidade dos dados de amostragem
depende a representatividade das análises são críticas para a confiança nas
químicas e dos testes físicos e físico- estimativas dos recursos. A verificação
químicos diversos. As características da da amostragem, incluindo número de
amostragem são função do objetivo da duplicatas e comparação estatística
investigação, derivando daí tipos entre amostras originais e duplicatas
diferentes de procedimentos. Em trabalhos deve ser realizada.
prospectórios coletam-se rochas e
minerais, bem como produtos de alteração
e decomposição; além disso, procede-se à
amostragem geoquímica de solos e/ou
sedimentos de corrente; incluem-se ainda
amostragem de poços e trincheiras e,
eventualmente, de testemunhos de
sondagem. Em fase prospectória
preliminar não se exige precisão analítica
de resultados; mais importante é o
contraste entre porções potencialmente
mineralizadas e não mineralizadas. Uma
vez descoberta a mineralização, a
amostragem torna-se crítica e se exige
práticas de elevado nível. Se o volume de
material coletado em cada amostra é
considerável, é necessário que a redução,
no campo, seja feita por procedimento
padronizado. A amostragem de verificação
é realizada amostrando-se novamente os
mesmos locais onde se procedeu à
amostragem.

A amostragem realizada em testemunhos


obtidos por sondagem rotativa diamantada

- 29 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

deve contemplar 50% do testemunho,


cortado longitudinalmente com serra
diamantada, em caso de material duro. Em
se tratando de material brando,
recomenda-se a inserção de régua
delgada de material não contaminante e
coleta com pá de formato adequado,
tomando-se 50% do material. Na
sondagem onde se produz cuttings
(fragmentos ou troços), usam-se
esquemas especiais de amostragem e
retenção de material quarteado para
eventual verificação.

A metodologia de amostragem depende


do custo, acessibilidade, deslocamentos,
etc. Contudo, em se tratando de
sondagens e em função das propriedades
físicas do material, a escolha do método
depende da representatividade do que se
está amostrando. Diâmetros maiores de
perfuração permitem melhor recuperação
e geração de volumes adequados para
testes diversos, além de permitirem
estudar-se “efeitos de pepita”.

b. Preparação A preparação de amostras pode envolver Ver Explicação. Discutir a Ver Recurso Mineral.
quarteamento no campo, para redução de adequabilidade do método de
volume, antes do envio para o laboratório, preparação.
onde ocorrerá secagem, britagem,
moagem e pulverização. A preparação
envolve cuidados especiais para manter a
integridade das amostras, sob todos os

- 30 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

pontos de vista, inclusive de segurança. A


preparação bem conduzida permite fazer
com que as amostras reduzidas, que
serão analisadas e/ou submetidas a testes
diversos, preservem a representatividade
do material original. Sempre se deve reter,
durante um certo período, frações
relacionadas aos diversos passos da
preparação, via entendimento com o
laboratório.

c. Análises e Testes Nome do laboratório e do responsável pelo Discutir adequação dos métodos Ver Recurso Mineral.
trabalho. usados para análise e testes.

d. Composição de dados Sempre que se agregar resultados de Discutir adequação dos procedimentos Ver Recurso Mineral.
qualquer espécie (analíticos, de de composição.
espessura, etc.) eles devem ser
explicados e justificados. Técnicas de
ponderação devem ser usadas. A
agregação de teores mínimos e máximos
precisam ser justificados, bem como a
adoção de teores de corte. Exemplos de
ponderação (específicos), envolvendo
intervalos diferentes e teores diferentes
devem ser apresentados.

Quando se opera com espessuras


amostradas e sua transformação em
espessuras verdadeiras, é necessário
demonstrar se no procedimento utilizaram-
se de parâmetros da trama, rumo e
caimento do furo, etc ou se foi empregada

- 31 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

inferência.

D. Interpretação
1. Banco de dados Deve ser assegurado que os dados Descrever procedimentos usados para Ver Recurso Mineral.
incorporados ao banco de dados não verificação da consistência.
apresentem erros de transcrição e
digitação. Os procedimentos usados para
tal fim devem ser descritos.

2. Modelo Geológico Descrição do modelo geológico e das Discutir os critérios usados para Ver Recurso Mineral.
inferências consideradas a partir do estabelecer a continuidade da
modelo. Discutir a adequação da mineralização. Estabelecer claramente
quantidade de dados e seu arranjo no como os dados e hipóteses influenciam
depósito. Separar claramente Indução de no estabelecimento da interpretação.
Dedução. Discutir interpretação e modelos
alternativos.

3. Modelo Numérico Descrição do método usado para estimar Descrição da compatibilidade entre Ver Recurso Mineral.
volumes (ou tonelagens) e teores (ou modelos geológico e numérico.
qualidades): seções verticais e/ou
horizontais, polígonos, isolinhas, inverso
do quadrado das distâncias, estatístico ou
geoestatístico.

E. Extração
1. Lavra
a. Método Descrever o método e sua compatibilidade Discutir qualquer fator de lavra que Ver Recurso Mineral. Apresentar e
com o tipo de mineralização, possa ter impacto no estudo de pré- discutir detalhes sobre os fatores de
considerando-se altura e comprimento de viabilidade. Discutir possíveis métodos lavra, em relação ao
bancos, perdas com a lavra e diluição. de lavra. Não são apresentados desenvolvimento e à própria lavra,
detalhes sobre os fatores de lavra. condicionamentos geotécnicos e
- 32 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

Justificar hipóteses utilizadas. hidrogeológicos, infraestrutura e


especialmente restrições ambientais
e rebaixamento do nível de água,
etc. Demonstrar a conveniência do
método adotado. Discutir níveis de
produção, equipamentos, controles
nas frentes de lavra, necessidades
de pessoal, diluição e recuperação.
Para minas a céu aberto, justificar
taludes, altura de bancadas, declive
das mesmas, estabilidade e relação
estéril-minério. Para minas
subterrâneas, discutir método de
lavra, características do
desenvolvimento, ventilação e
desaguamento, além de questões de
segurança. Ao relatar reservas, o
volume ou tonelagem, o teor ou
qualidade e o conteúdo mineral
devem levar em consideração
perdas e diluição; estas últimas
devem ser justificadas.

b. Custos Descrever estimativa de custos de Não é necessário discutir em detalhe a Descrever e discutir custos de capital
equipamento, desmonte, carregamento e questão de custos; o estudo é de pré- e de operação, justificando-os.
transporte, que afetam os estudos de pré- viabilidade.
viabilidade ou de viabilidade. Descrever
possíveis métodos de lavra (a céu aberto
ou subterrânea).

2. Processamento Descrever fatores de processamento que Discutir possíveis métodos de Descrever e justificar método de
tenham impacto no estudo de pré- processamento. Hipóteses de custo processamento, equipamentos,

- 33 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

viabilidade. Estimar custos. devem ser razoavelmente justificadas. capacidade das instalações e
necessidades de pessoal. Justificar
estimativas de recuperação, se
baseado em experiência prévia,
testes de laboratório ou em planta
piloto.

F. Metalurgia ou Operação
Físico-química
1. Método Descrever testes de laboratório ou em Discutir de modo genérico a operação. Discutir e justificar uso do método.
escala piloto que suportarão a operação
metalúrgica ou físico-química.

2. Recuperação Descrever recuperação e descontos pela Discutir de modo genérico. Discutir e demonstrar a recuperação
presença de subprodutos ou de elementos e os descontos.
deletérios.

3. Custos Descrever instalações e custos da Discutir de modo genérico. Discutir e justificar custos.
operação.

G. Meio Ambiente Descrever fatores ambientais e restrições Descrever fatores ambientais que Obtenção de licenciamentos e
impeditivas de prosseguir no processo, tenham impacto significativo no estudo prazos estimados. Descrever
temporária ou permanentemente. de pré-viabilidade. Discutir meios métodos e custos de adequação
possíveis de mitigação e controle dos ambiental.
impactos.

H. Viabilidade
1. Considerações Descrever o(s) produto(s) valioso(s) ou Ver Explicação. Considerar que recurso Descrição do que será
econômicas adicionais potencialmente valioso(s), bem como sua representa material para o qual a comercializado. Discutir se há
aceitação pelo mercado. extração é corrente ou potencial. mercado consumidor, e se há
- 34 -
Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

aceitação pelo mercado. extração é corrente ou potencial. expectativa de negociar contratos ou


se já há contratos. Justificar
hipóteses sobre custos de produção
e valor do produto. Devem ser
considerados custos de transporte,
comercialização e impostos, bem
como royalties.

2. Métodos de Valoração Descrever métodos. Apresentar hipóteses razoáveis. Descrever detalhadamente o método
usado para estabelecer a viabilidade
econômica do projeto.

I. Classificação de recursos Os dados disponíveis para sustentar as Descrever e justificar critérios usados Descrever e justificar critérios usados
e reservas estimativas com grau específico de para classificar os recursos. Recursos na classificação das reservas
segurança são insuficientes ou suficientes. são medidos, indicados ou inferidos. medidas e indicadas (únicas a
No caso de se adotar uma metodologia Recursos medidos ou indicados considerar), que refletem graus
geoestatística, verificar compatibilidade do precisam de grau razoavelmente relativos de segurança geológica.
modelo variográfico com o modelo elevado de confiança em relação à Não deve haver incertezas
geológico da jazida, nomeadamente qualidade dos dados, e à interpretação. significantes em relação à viabilidade
através dos seus “valores fundamentais” Ver ítem u do Anexo II. do projeto. Não há grau de
(efeitos de pepita, patamares e segurança para incluir reserva
amplitudes). inferida nas reservas.Ver ítem v do
Anexo II.

Não devem existir


J. Considerações adicionais Descrever qualquer outro dado ou Não é necessário critérios econômicos impedimentos de qualquer tipo
informação que possa afetar negativa ou específicos para recursos serem
positivamente o estudo de pré-viabilidade categorizados.
para lavrar a jazida, tais como
ou de viabilidade. Descrever o trabalho e geologia, lavra,
as condições para transformar recursos processamento, mercado,
em reservas. comercialização, aspectos
legais e ambientais.
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Critérios de Avaliação Explicação Recurso Mineral Reserva Mineral

Não é preciso que todas as licenças,


equipamentos, construções estejam
disponíveis; mas é necessário
estimar prazos para licenciamentos,
compra de equipamentos e
implantação das construções.

L. Experiência e qualificação Nome, experiência e qualificação da Ver Explicação. Ver Explicação.


pessoa que prepara e acompanha o que
se apresenta nas tabelas 1 e 2.

Observação: Para uma listagem detalhada dos critérios para o aproveitamento econômico, ver definição g do Anexo II.

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