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I- A PARÁBOLA DO HOMEM IGNORANTE

Um homem bom morava em uma cabana simples a beira de um


caminho que conduzia a uma pequena cidade. Havia naquele
mesmo lugar um homem ignorante, que maltratava o bom
homem. Todo o dia tomava algumas pedras para jogar contra seu
vizinho. O homem bom por sua vez, cada vez que recebia as
pedradas, tinha uma vontade de devolvê-las, com a mesma
violência com que foram atiradas. Porém pensativo, refletindo
sobre aquela triste condição de conviver perto de um homem tão
ruim, resolveu tratá-lo de outro modo, perdoando cada afronta
setenta vezes sete, todos os dias. E durante todos os dias, aquele
homem era surpreendido com pedradas e ofensas, e com
paciência recolhia com calma todas as pedras e começou a fazer
um muro ao redor de sua cabana. Semanas e meses se passaram, e
na medida em que recebia pedras ia construindo a sua fortaleza.
Depois de alguns anos, um imponente muro estava erguido ao
redor de sua casa. Então certo dia, despontou uma grande
tempestade no horizonte, e com a tempestade veio a violência dos
ventos, a casa do homem ignorante foi derrubada e destruída, e
aquele pobre homem padeceu, e a casa do homem bom ficou
protegida por causa do resistente muro que foi feito com as
pedras remetidas pelo homem ignorante. Aprendemos com isso a
sermos pacientes, pois o ignorante irá padecer por causa de suas
tolices, pois que as pedras que protegiam a sua vida, quem as
aproveitou foi o homem que as recebendo por ofensas, não as
devolveu, mas fez na sua casa, o muro que deveria ser feito na
casa do seu vizinho. A vida nos ensina a lidar com problemas e
aflições que os outros provocam, mas com sabedoria aprendemos
a lidar com isso, fortalecendo o nosso caráter e nossas virtudes,
porque quem maltrata o seu próximo, acaba conduzindo a sua
própria alma a miséria e a ruína. Mas quem perdoa é longânimo e
por fim acaba sendo favorecido por sua própria prudência e
sabedoria.

II- FALSA HUMILDADE

Certo rei tirou suas vestes reais e desceu até a rua mais baixa da
cidade e levou junto de si,iguarias para repartir com um mendigo
da rua. Levando seu prato cheio, tomou a iniciativa benévola de
dividir com o pobre faminto, mas o mendigo resmungou de modo
ingrato, pois não queria tudo para is mesmo., inclusive as roupas

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do rei. De nada vale a falsa humildade, porque ao seu tempo se
transforma numa hipocrisia arrogante.

III- A Lição das Chuvas

A chuva de verão irriga os campos e abastece os mananciais que


dão vida aos riachos, a abundância das águas dá refrigério e
garante o pão aos homens. Assim é todo aquele que vive na graça
divina, pois com atitudes e palavras consegue irrigar a esperança
de seu próximo, abastece o manancial das almas sedentas e ainda
assim dá o pão ao coração faminto de bons conselhos e sabedoria
e por fim fornece o refrigério necessário para as almas que estão
submersas na aridez das aflições da vida.

IV- A Lição do Bambueiro

Um bambueiro é composto de muitas varas compridas, todo o


bambueiro permanece em pé, mesmo contendo centenas de
varias finas e compridas. Essas varas seguem um padrão, elas se
entrelaçam uma as outras, de modo que nenhuma delas caem se
seguirem esse princípio. Se um bambu não se entrelaça com outro
bambu, ele cai. Assim, cada vara cresce se entrelaçando com
outras varas, cada uma delas depende uma da outra para
permanecerem em pé. Há uma unidade de propósito em cada uma
delas, a natureza é magnífica quando apresenta esse princípio de
unidade para a permanência do todo. Através dessa unidade
corporativa, todos permanecem crescendo para cima. Esse é um
modelo maravilhoso de unidade, e esse princípio do
entrelaçamento deve ser o modo como uma família se mantém
forte, cada um dos integrantes da família devem estar
entrelaçados um ao outro, da mesma forma no casamento,
marido e mulher devem estar entrelaçados um ao outro, e o mais
importante, esse é um modelo de igreja bíblica. Os membros
devem estar todos entrelaçados uns aos outros, de modo que cada
um é sustentado pelo outro, num sistema corporativo,
funcionando dessa maneira, família, casamento e igreja, serão
firmes e fortes, pois o entrelaçamento de cada componente estará
fortalecendo toda a estrutura. A unidade pelo entrelaçamento é

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um composto de atividades; comunhão, amor, respeito,
comunicação, afeto, cooperação, intercessão, assistência
espiritual, etc. Todo indivíduo isolado tende a cair e morrer e
todo individuo entrelaçado com outros indivíduos, tende a ser
forte no todo. Aqui está uma máxima que diz ”A união faz a força”
mas a verdade é que o entrelaçamento perene entre todos numa
instituição como a família, casamento e igreja é que dará a
possibilidade da perpetuação dessa instituição.

V- As Névoas e a Luz

Dois homens viviam num vale de sombras, ali havia além de uma
densa sombra produzida por uma montanha muito alta, também
havia muitas nevoas que pairavam o dia todo naquele vale. Um
dia, um daqueles homens resolveu sair do vale, e percorrendo a
encontra da montanha achou ter descoberto um lugar melhor,
pois percebeu que tinha menos nevoas, mas ainda havia as
sombras da encosta que era muito íngreme. Conduzindo seu
amigo para lá, na tentativa de levá-lo para um lugar melhor,
conduziu a pobre alma por entre as estreitas vias da subida, e
então devido a falta de sobriedade, por causa das dificuldades
conseqüentes de viver tanto tempo naquele vale obscuro, sem
perceber conduziu seu amigo até a beira de um precipício, e num
descuido, o infeliz caiu, desesperado e tentando ajudá-lo, também
caiu, e ambos pereceram. A lição é obvia! Se alguém deseja
conduzir uma alma por um caminho seguro, deve primeiro se o
caminho que está seguindo é reto e completamente iluminado.

VI- A Semente e a Tempestade

Conta-se que uma semente foi arrancada pelo vento, e


desesperada foi levada para longe de sua arvore mãe, em seguida,
bateu na rocha e agarrou-se numa fenda e fez ali morada. Muitos
meses depois aquela semente germinava ali naquela fenda de
rocha, as chuvas lhe deram o vigor necessário e ela cresceu e
floresceu e frutificou e alimentou os peregrinos famitos que por
aquele lugar passaram. A lição deve ser aprendida. As decepções

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da vida jamais devem ser terreno fértil para a semeadura de
amarguras, as feridas existenciais devem ser rebentos por onde
devem desabrochar a esperança.

VII- O Eremita

Um eremita vivia numa caverna ao sopé de uma montanha, ele


retinha escondido uma medalha de ouro, que tinha achado muitos
anos atrás. Certo dia, quando saiu para coletar alguns frutos,
encontrou um príncipe sentado em uma pedra a beira do
caminho. Ouvindo o sussurro do choro daquele jovem, perguntou
por que estava chorando. O príncipe explicou que era tradição
naquele reino que os príncipes disputassem jogos até que
ganhassem uma medalha ou uma coroa, para receber as honras
devidas a um príncipe. Desanimado aquele jovem saiu a sentar-se
num local distante, pois se encontrava muito desanimado por
nunca ter conseguido uma medalha. O eremita, percebendo que o
jovem príncipe atravessou toda a noite até chegar naquele lugar,
pediu que aguardasse que ele retornaria com um presente.
Algumas horas depois, o pobre eremita, em pé diante do príncipe
lhe concedeu a sua preciosa medalha, dizendo que ela era dada
pela coragem que aquele jovem tinha ao percorrer ao risco de
muitos perigos, todo aquele vale até chegar ali naquele lugar. O
príncipe ficou admirado, por causa desse gesto, pois aquela
medalha de ouro daria para comprar muitos pães e muitas
roupas, porém o eremita estava cedendo ao príncipe aquele
objeto de tão grande valor. O príncipe abraçou aquele pobre
homem e retornou correndo para o seu reino, para apresentar a
medalha que teria conquistado. Assim é a virtude da
magnanimidade, a despeito de todos os prejuízos pessoais, e sem
qualquer interesse pessoal, o homem realmente bom é capaz de
sofrer qualquer prejuízo pessoal ao preço de ver o seu
semelhante ser honrado, por merecê-lo. A generosidade lapidada
é algo é um gesto bendito que só os homens verdadeiramente
mais bondosos podem praticar.

VIII- As Águias

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Numa arvore frondosa havia uma colônia de pequenas e fracas
águias que eram lideradas por duas velhas águias obsoletas. As
águias velhas ensinavam que aquela arvore era o mundo delas,
havia frutas e sombras, e deveriam permanecer toda a vida ali
naquele lugar. Certo dia apareceu uma águia grande com duas
asas possantes. Chegando aquela arvore as duas velhas águias lhe
deram boas vindas, e se alegraram muito com a chegada dela.
Todavia, a grande águia começo a contar sobre suas aventuras
pelas montanhas e os cumes dos montes, falou sobre os grandes
riachos e o prazer de voar em elevadas altitudes. As velhas águias,
com temor de perder a liderança das águias fracas, tentaram
acorrentar a grande águia enquanto ela descansava, mas pela
manhã, ao notar as amarras, com seu bico, cortou aquelas cordas
abriu asas e abandonou aquela arvore, Moral da historia, é
impossível aprisionar nas coisas comuns e ordinárias, aquele
coração que conhece as coisas mais excelentes e extraordinárias.

IX- O Relógio e os Brinquedos

Um pequeno relógio foi induzido por um adulto a morar em um


baú cheio de brinquedos, durante a noite, o relógio trabalhava e
seu “tic e tac” incomodava os brinquedos que queriam descanso.
O relógio estava quebrando a paz dentro daquele baú, assim os
brinquedos se reuniram e expulsaram o relógio de dentro do baú.
Uma criança percebeu que o relógio estava caído fora daquele baú
de brinquedos, tomou o relógio, levou para seu quarto e colocou
encima de sua cômoda para ver e aprendeu a ver as horas. Muitas
vezes, pessoas simples com um coração infantil conseguem
enxergar as coisas mais sensatas e obvias com mais facilidade
que pessoas obcecadas pelo egoísmo e cegas pela própria conduta
sem discernimento.

X- As Estrelas e o Eremita

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Numa noite estrelada, havia um eremita que tinha o coração cheio
de admiração pelas estrelas que brilhavam a noite. Parte da sua
vida era dedicada a contemplar as coisas belas, assim durante o
dia passeava pelos campos floridos, acordava cedo para ver o
amanhecer, durante o fim de tarde procurava um lugar alto para
ver o por do sol. Parte da noite era transcendida pela observação
das estrelas e os cantos dos isentos. Cada vez mais a sua fé se
fortalecia mediante a contemplação. Quando um homem
consegue enxergar pelo coração, a essência do maravilhoso
consegue perceber que a fé uma questão de visão elevada. Muitas
pessoas cavam um abismo com os próprios olhos e ali coloca seu
próprio coração, apaga a Luz da sensatez do intelecto, e é
absorvido pelo próprio abismo da incredulidade, e depois de
muito tempo, acostumado com essa condição, acaba convencendo
a si mesmo de que talvez não haja algo além a sua visão
obscurecida possa alcançar.

XI- A Larva e a Borboleta

Uma borboleta encontrou uma larva se arrastando pelas palhas


caídas no chão, e perguntou a ela:

-Porque não levantas vôo e sai dessa condição precária?

A larva respondeu que não podia, pois não tinha asas e que
nasceu para rastejar. A borboleta então explicou que um dia foi
larva, mas agora era borboleta, e podia voar, sentia o perfume das
rosas, ai de um bosque a outro, subia até aos ramos mais altos das
arvores frutíferas, era amiga dos pássaros e percorria toda a
floresta em lindos passeios todas as manhãs. A larva começou a
rir e zombava da borboleta, acreditava que era tudo mentira e
que a borboleta era maluca. Assim é o homem deprimido que
muitas vezes se conforma completamente com a maneira que se
rasteja em suas angustias e que não acredita mais existir a
possibilidade de experimentar coisas mais elevadas através de

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suas que pode nascer dentro da alma humana: O discernimento e
gratidão

XII- O Sapo e a Coruja

Um sapo que queria se passar por sábio vivia proclamando suas


idéias para os outros animais da floresta, certo dia, ao lado de
uma coruja, o sábio olhou para a lagoa, naquela tarde de verão, as
águas pareciam espelhos, de modo que refletia o azul celeste a as
nuvens que flutuavam no infinito celestial. O sapo então explicava
para a coruja, que sua morada, a lagoa era tão bela, que até o céu
refletia a beleza daquela lagoa. O sapo apontava para o céu e se
orgulhava de que todo o firmamento refletisse a magnitude da
beleza da sua habitação. A coruja começou a rir do sapo, e lhe
explicou que eram as águas pacificas da lagoa que refletiam o azul
celestial de dia e de noite refletia as estrelas e a lua. O sapo saiu
envergonhado, mas orgulhoso, continua acreditando que estava
certo de suas idéias. Assim procede do homem ignorante que não
deseja ouvir pessoas mais sabias do que ele, contenta-se da falta
de humildade em reconhecer o próprio erro, e satisfaz o coração
orgulhoso, nutrindo a própria ignorância.

XIII- Os Macacos

Havia em uma aldeia, três grupos de macacos, os brancos, os


verdes e os amarelos. No centro da aldeia havia uma arvore e um
ninho de águias. Um macaco verde, na sua livre expressão, bradou
publicamente que não concordava com os macacos brancos,
porque comiam as bananas sem lavar as mãos. Seu brado foi
classificado pelos macacos brancos como discurso ofensivo e
intolerante. Então o líder do grupo dos macacos brancos,
respondeu a altura da ofensa, com outra ofensa:

-Vamos te enforcar!

Os macacos amarelos fizeram protesto contra o macaco verde, e


em solidariedade aos macacos brancos, também apoiaram a
sentença contra o macaco verde. Assim, macacos brancos e
amarelos tomaram o macaco verde e arrastaram para a arvore do
ninho das águas. Ali tomaram o macaco ofensor, e cuspiram no

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seu rosto, e gritaram de forma a todos os outros macacos verdes
que estavam escondidos temendo o ocorrido, ouvirem:
“Intolerante!” e mais uma vez; “intolerante!” e enforcaram o
macaco verde. As águias viram o ocorrido; o macaco verde com a
língua pra fora e pendurado num ramo da arvore ao som das
palavras dos macacos brancos e amarelos: “Justiça feita!” e
“Abaixo a intolerância!”. As águias olharam uma para outra, após
breve discussão sobre o ocorrido, abriram asas para ir embora
daquele lugar, a conclusão delas foi:

Macacos são macacos, não importa de que cores sejam.

XIV- A Arvore Maligna

Durante muitos anos venho me deparando com problemas nas


famílias cristãs de um modo geral. A vida conjugal muitas das
vezes torna-se uma batalha, claro que pela lógica do evangelho,
ambos, esposo e esposa devem lutar juntos contra os ataques do
diabo, mas de tal maneira o inimigo luta com destreza e astucia
que consegue fazer com que a família se torne um campo de
batalha onde os cônjuges lutam um contra o outro.

Eu quero deixar aqui uma alegoria de como o diabo trabalha e


consegue se infiltrar ou alcançar suas malignas intenções no seio
de uma família, e creio que isso ajudará cada casal a olhar para
dentro da família com mais cuidado.

Satanás joga uma pequena semente no jardim do casamento,


nesse jardim, as flores do carinho, da compreensão, da ajuda
mutua, da oração, do respeito, da sinceridade, da lealdade etc,
devem ser cuidadas e regadas sempre. Porém essa semente
infernal é uma invasora, que vem de modo sutil e se infiltra no
terreno sagrado do casamento. Esta é a obra do diabo. Tal
semente tem só um intuito, germinar e crescer. Se sua presença
não for percebida, ela depois de alojada, começa a germinar e
expandir-se até a forma de uma grande arvore maligna. As raízes

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se alastram e aos poços elas vão matando as flores do jardim da
família e do casamento. Ela cresce, porém ela precisa de esterco,
muito esterco para crescer e se desenvolver dentro do casamento.
Então, o que é esse esterco que serve como fertilizante para essa
arvore alienígena e maligna dentro da família? Há vários tipos de
estercos, há o esterco da indiferença, da discussão, das brigas, há
o esterco das ofensas, dos insultos. Há um série de estercos que
dão fertilidade a essa arvore maligna, que cresce mais a medida
em que segue o desentendimento, a falta de compreensão, a falta
de perdão e toda espécie de conflitos, dissensões, brigas e
contendas dentro da família. Toda essa carga de esterco dá um
poder de crescimento imenso para essa arvore do inferno. A
arvore vai por fim, quando alcançar certa estatura, os frutos
venenosos que irão destruir e matar tudo a sua volta relacionados
a família.

Frutificando essa arvore, depois de tomar a controle total do


jardim da família, aparecerão os frutos mortíferos dessa maldita
arvore. Então num estagio avançado, surgirão as conseqüências
dessa frutificação da arvore maldita: Violência verbal e física,
divorcio, depressão, amarguras, filhos rebeldes, etc. O diabo então
consegue alcançar seus mais tenebrosos objetivos, sua semente se
alojou no seio da família, germinou e não houve resistência por
parte dos integrantes. Não houve uma percepção de que uma
arvore maligna estava crescendo por estágios e se alimentando do
esterco produzido pelos próprios membros da família, agora a
arvore produz um ambiente sombrio, serve de abrigo para
espíritos demoníacos e produz os frutos venenosos que irão
matar cada membro da família, irá matar o amor e o afeto, o
respeito, a compreensão, todas as virtudes serão devoradas, até
que tudo esteja completamente destruído e uma família e um
casamento fiquem completamente arruinados. O que se deve
fazer, quando se percebe que essa arvore se encontra crescendo
dentro da nossa família? Que atitude devemos tomar, quando
encontramos ela dentro do jardim do nosso casamento? “E
também agora está posto o machado á raiz das arvores; toda a
arvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no

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fogo”(Mateus 3:10) Essa arvore precisa ser cortada e destruída,
deve ser eliminada do seio familiar. Aqui é um caso de vida ou
morte. Ou você destrói essa arvore do jardim de seu casamento ou
o seu casamento vai ser destruído por essa arvore. É você e sua
família que correm o risco, portanto ela deve ser banida. Pare de
dar esterco a essa arvore que já se encontra presente dentro do
seu casamento, pare de nutrir os intentos do diabo, ceife essa
arvore! Queime ela, destrua! De outra maneira ela vai matar seu
casamento. Sua família e seus filhos, ela irá matar você...

XV- Onde as Flores Renascem

A estrada estava vazia, o silencio parecia ser a orquestra das


nevoas que atrapalhavam a visão de qualquer peregrino, era o
frio que em singela pompa, tornava as montanhas pálidas como
uma noite que perde o domínio quando o sol desponta. As plantas
pareciam arcaicos arames de fim de guerra, o chão duro, parecia
ser o mármore de uma masmorra infinita. Os gritos dos ventos
pareciam chacais agonizando a estranheza de uma paisagem em
monocromo. É o inverno em uma estepe imensa, ou uma planície
sem teto, onde a poeira do frio derramou todos os cálices da dor
enrijecida. Mas nada resiste ao tempo, ele leva a vida, mas trás a
saudade, leva-nos ao futuro, mas deixa os rastros do passado, a
esperança tem tempo de renascer, pois a ressurreição do
belo,nasce a partir da redução de todas as evidencias. Como as
cordas que tecem as asas da borboleta, partindo do fio do nada,
quando o verme se desmancha num casulo. Assim, da dureza do
chão batido pela ventania, no mesmo eco que estremece a
pradaria, quando a noite uiva, na petrificação das águas que
reveste a terra , a semente da primavera descansa . O que mais
espera, senão a ordem do destino, que obedece a uma voz maior,
quando as estações bradam, cada um em seu ciclo existencial?
Assim florescem os campos, as rosas desabrocham nos jardins. O
frio vai embora, e as flores chegam. A primavera serve a vida, e
escreve o prefacio do outono, pois o desabrochar das flores é uma

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janela que se abre para os frutos, assim o destino programado
serve aos homens, as estações servas, útero da doçura e dos
perfumes. Para que a vida não se perda nas futilidades de uma
vida sem sentido, que provoca a dormência da sensibilidade, o
homem precisa tornar-se útil, quebrar o gelo da rotina, dissipar o
frio da indiferença, jamais deve tornar-se refém das coisas
obsoletas, aquele que deseja transformar a vida pelo amor.

XVI- A Parábola do Homem Ignorante

Um homem bom morava em uma cabana simples a beira de um


caminho que conduzia a uma pequena cidade. Havia naquele
mesmo lugar um homem ignorante, que maltratava o bom
homem. Todos os dias tomava em, pedras para jogar contra seu
vizinho. O homem bom por sua vez, cada vez que recebia as
pedradas, tinha uma vontade de devolve-las, com a mesma
violência com que foram atiradas. Porém pensativo, refletindo
sobre aquela triste condição de conviver perto de um homem tão
ruim, resolveu tratá-lo de outro modo, perdoando cada afronta
setenta vezes sete, todos os dias. E durante todos os dias, aquele
homem era surpreendido com pedradas e ofensas, e com
paciência recolhia com calma todas as pedras e começou a fazer
um muro ao redor de sua cabana. Semanas e meses se passaram, e
na medida que recebia pedras ia construindo a sua fortaleza.
Depois de alguns anos, um imponente muro estava erguido ao
redor de sua casa. Então certo dia, despontou uma grande
tempestade no horizonte, e com a tempestade veio a violência dos
ventos, a casa do homem ignorante foi derrubada e destruída, e
aquele pobre homem padeceu, e a casa do homem bom ficou
protegida por causa do resistente muro que foi feito com as
pedras remetidas pelo homem ignorante. Aprendemos com isso a
sermos pacientes, pois o ignorante irá padecer por causa de suas
tolices, pois que as pedras que protegiam a sua vida, quem as
aproveitou foi o homem que recebendo-as por ofensas, não as
devolveu, mas fez na sua casa, o muro que deveria ser feito na

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casa do seu vizinho. A vida nos ensina a lidar com problemas e
aflições que os outros provocam, mas com sabedoria aprendemos
a lidar com isso, fortalecendo o nosso caráter e nossas virtudes,
porque quem maltrata o seu próximo, acaba conduzindo a sua
própria alma a miséria e a ruína. Mas quem perdoa e é longânime
acaba sendo favorecido por sua própria prudência e sabedoria.

XVII- Virtudes e Vícios. (Uma Lição Espiritual)

Um homem foi até um sábio ancião pedir ajuda por causa de suas
tristezas constantes. Era um homem amargurado e impaciente,
vingativo e irado. Cheio de problemas emocionais e pessoais. O
bom ancião olhou para aquele homem cheio de amarguras, seu
coração parecia um deposito de ruínas queimando sob fumaça
sufocante. Tão pesado era seu coração que a sua alma gemia
sufocada. Ele olhou para aquele bom idoso e disse:

- Que faço? Sou um homem cheio de rancores e amarguras, minha


vida é um mar de lamentações e dentro de mim, nuvens de
chumbo parecem afogar meu coração nas magoas do absinto.

O sábio ancião levantou-se e conduziu aquele homem para um


bosque, e lhe mostrou uma pequena planta, era a semente de um
cipreste que tinha germinado. O ancião olhou para aquele homem
e disse:

- Arranque esse cipreste

O homem tomou em suas mãos aquela frágil plantinha e arrancou


com muita facilidade.

O ancião fez um gesto com as mãos e chamou aquele homem mais


adiante, e ambos agora estavam diante de uma enorme arvore,
era um cipreste muito antigo, um tronco enorme e uma arvore
alta. O ancião então ordenou:

-Abrace e arranque-a

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O homem rancoroso olhou para o ancião e disse:

-Isso é impossível!

O ancião retrucou:

-tente!

Então aquele homem abraçou aquela enorme arvore, e tentou


arrancá-la. O ancião gritava e insistia para que aquele homem
tentasse arrancar aquela arvore, mas mesmo usando todas as
suas forças, nada acontecia, a arvore continuava fixa naquele
lugar.

Exausto o homem caiu sentado sobre á relva, e o ancião sentou-se


ao lado dele e diz:

- Nossos sentimentos e ações são como pequenas sementes,


enquanto elas estão pequenas e germinam, estão sob nosso
controle, elas crescem, criam raízes profundas para se tornarem
profundamente fixas dentro de nós. Os vícios e os sentimentos,
tudo funciona assim. Você nunca pode permitir que elas se
fortaleçam e ganhe profundidade dentro do coração, de outra
forma, será muito difícil arrancá-las de dentro de você.

A presente estória serve como lição para nós. Permitimos que a


raiz de amargura penetre no profundo da nossa alma, porque não
queremos perdoar, então quando as raízes se aprofundam dentro
do nosso ser, elas sugam a nossa força emocional para frutificar
os mais amargos frutos. Amarguras, invejas, orgulho,
impaciência, desanimo, todos esses frutos surgem quando as
raízes dos problemas sentimentais e emocionais se enraízam
dentro de nós, e ganham profundidade com a nossa permissão.
Achamos que guardar ódio dentro do coração, nutrir
pensamentos de vingança, não liberar perdão trará benefícios
pessoais para nós. Achamos que a impaciência nos momentos
difíceis cooperam para o nosso beneficio, achamos que
alimentando nossa avareza seremos felizes, que alimentando
nossa concupiscência iremos saciar nosso desejo de alegria, que
sustentado a fome de nossos vícios iremos alcançar a satisfação

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pessoal de existência. Tudo isso é um mero erro, ao alimentar
essas coisas perversas, elas ganham raízes, e quando se
aprofundam dentro do nosso ser, elas tornam-se difíceis de serem
arrancadas e extirpadas da nossa vida. Tudo dentro de nós se
torna um fardo, porque o cresce ganha peso emocional e
espiritual, tornando-se um fardo, nos escravizam e nos destroem
completamente arruinando todo o sentido da nossa vida.

A maior e a mais desastrosa dessas armadilhas do engano é achar


que tendo senso de grandeza é uma via para a felicidade, quando
nosso ego ganha volume dentro de nós, achamos que quando nos
tornamos grandes aos olhos do mundo, quando temos
necessidade de aplausos e fama, isso vai nos trazer felicidade,
quando na verdade nos escraviza e nos arruína completamente.

Milhões de pessoas no mundo estão carregando dentro da alma


uma floresta sinistra, verdadeiros antros de sombras nutrem
dentro de si o medo sombrio, a escravidão do vicio, precisam
carregar os mais pesados fardos emocionais e espirituais, viver
sob o domínio tirano de suas paixões, conviver com a ruína de
suas próprias escolhas.

Assim como o povo Hebreu arrancou os pendentes egípcios


(Êxodo 32:2) um homem em tão terrível condição precisa
arrancar todas as coisas inúteis da sua vida, tudo aquilo que
provoca ruína deve ser banido, toda a vontade maligna, toda a
inclinação ao mal, toda a lascívia, todas as paixões carnais, não há
outra alternativa, ou você permite que toda a sorte de
malignidades sejam arrancadas e destruídas dentro de ti, ou elas
te destruirão. Não há alternativas intermediarias. É uma questão
de vida e morte. Apenas afirmo que somente os limpos de coração
verão a Deus. (Mateus 5:9)

XVIII- A Parábola da Borboleta Compassiva

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Os pássaros cantavam naquela manhã ensolarada, o jardim
estava florido, muitas flores dançavam ao sopro de uma suave
brisa, doando seus perfumes aos quatro cantos das montanhas.
Uma pequena flor desabrochava de uma humilde plantinha que
crescia num monte de lixo envelhecido. Que lugar impróprio para
as flores! As abelhas nem sequer chegam próximo, pois aquele
monturo exalava um odor desagradável. Olhando para aquela
triste condição, tentava mover-se para sair dali, mas todo o
esforço era inútil, porque ela era parte dependente da planta.
Então envergonhada baixou suas pétalas, e permaneceu
silenciosamente naquela posição. Como se gritasse em um
lamento intimo ao mundo. Uma borboleta flutuava naquele
jardim, e observando a tristeza daquela flor, dirige-se até ela e
pousa sobre suas pétalas. Experimentou o cálice do néctar, e
alimentou-se e saiu cheia de alegria. A pequena flor observou a
alegria daquela borboleta, e entendeu que a alegria de existir
estava dentro dela, e mesmo carregando um fardo de tristeza, viu
a borboleta tirar dela, um pedaço de felicidade através do doce
néctar que ela produzia. A vida depois da queda, é erguida em
cima do monturo do pecado, sob circunstancias difíceis as vezes
prosseguimos. Muitas provações aparecem ao longo da jornada,
as vezes pensamos estar a sós diante das tribulações que nos
cercam. Deus nos dá algo que é mais preciso do que o néctar das
flores, algo que não traz esperança e alegria não para borboletas,
mas para pessoas que estão em uma situação bem pior do que a
nossa. Não podemos baixar a cabeça, não podemos desanimar,
porque no jardim da existência, não importa onde crescemos, a
natureza de uma flor continuará sendo flor, quer nasça num
pântano ou no cume de uma montanha. Deus nos dá a fé, é com ela
que celebramos o lado belo da vida, é pela fé que podemos
discernir a dor, é pela fé que sustentamos uma luz que ilumina
quem se encontra numa situação mais pesarosa do que a nossa.
Naquele terrível momento em que a alma de Jó estava
completamente despedaçada ele se prostra e adora, na agonia do
Getsemani Cristo ora, sentido as carnes retalhadas pelos açoites
Paulo e Silas cantam louvores, Os três amigos de Daniel passeiam
no fogo, Estevão distribui a mais delicada jóia do perdão para os

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que lançam as pedras para ceifar sua preciosa vida. O vale da
sombra da morte pode ser muito escuro, mas a essência de quem
está junto de nós é portador da glória excelsa. Em todas as dores,
nas condições mais adversas, Deus deseja dar da fé que ilumina
nosso coração e abençoa nosso semelhante. E daquela flor outrora
triste, de seu cálice doou das amarguras o mais doce néctar, as
outros borboletas vieram tomar das suas doçuras, assim também
quando a fé produz o fruto da paciência e da esperança, os
desesperados encontrarão em nós a doçura da nossa esperança
de crer incondicionalmente no Senhor

XIX- Os Dois Jardineiros

Um rei tinha dois jardineiros, um era responsável pela colheita de


flores silvestres, outro era responsável pela colheita das flores no
jardim. Todos os dias, cada um fazia seu trabalho com dedicação,
eram homens simples, servos do rei. No palácio havia uma sala de
recepção que eram adornadas todos os dias com as flores
colhidas. As flores que o jardineiro buscava nos campos eram
bonitas, mas as rosas que o outro jardineiro apresentava eram
magníficas. Todos admiravam e apreciavam aquele espetáculo de
lindas rosas em arranjos magníficos. Um dia, o rei chamou os dois
jardineiros e perguntou por que as flores colhidas no jardim eram
tão magníficas e seus arranjos tão perfeitos. Então o jardineiro
das rosas olhou para o seu amigo colhedor de flores silvestres e
então olhou para o rei e disse:

-O segredo está nas mãos

O rei em com a face confusa, pouco entendeu daquelas palavras,


mas olhou para o primeiro jardineiro e pediu que mostrasse as

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mãos, o que ele fez de imediato. Suas mãos eram lisas e macias.
Então pediu para o jardineiro das rosas mostrarem suas mãos e
elas estavam feridas e cheia de cicatrizes. Este então lhes disse

- Colher rosas e trabalhar com elas não é um serviço fácil, elas


possuem espinhos afiados e tenho que lidar com os espinhos o dia
todo, mas meu serviço é recolher as rosas sem contudo recolher
espinhos. Ao trabalhar com as roseiras, tenho que lidar com os
espinhos, eles fazem parte do meu trabalho, tenho que conviver
com eles, mas acredite, o fato de ver o palácio tão bem adornado e
a felicidade do Rei, compensa todas as aflições da minha missão.

A vida cristã não é diferente, Paulo teve que lidar com espinhos,
Cristo suportou uma coroa de espinhos, o homem adâmico vive
em uma terra de abrolhos e espinheiros, e mesmo depois da
regeneração ainda vive nessa terra amaldiçoada pelo pecado, tal
como o lírio que vive entre espinhos (Cantares 2:2) Mas se a vida
cristã não remove os espinhos das aflições (João 16:33) nem dos
problemas e das dores, ainda assim, desabrocham as virtudes e a
fé num coração consagrado. Em Hebreus 11, na plataforma dos
heróis da fé, encontramos homens cheios de cicatrizes, mas por
essas brechas feitas pelas tribulações e provações, brilham as
glórias da vida espiritual profunda, a luz do evangelho
resplandece por essas frestas abertas pelas feridas das
adversidades. Assim também vimos como a igreja do Novo
Testamento lida com os espinhos da perseguição, mas mantém
firme como a noiva do cordeiro, pois as rosas da fidelidade
adornam a beleza da igreja dos redimidos, enquanto que as
cicatrizes atestam sua fidelidade extrema. E como Cristo deixou as
pisadas e devemos seguir seu exemplo, (I Pedro 2:21) no nosso
Getsemani, diante do cálice de todas as aflições, nunca devemos
nos omitir da completa oração “Todavia seja feita a tua vontade e
não a minha”(Mateus 26:39)

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Deparei-me diante de dois caminhos, quero falar do primeiro,
pois é um caminho largo, é um caminho popular, cheio de pompas.
Lá no final do trajeto pude observar uma grande quantidade de
nevoas e fumaças coloridas, parecem que querem esconder algo,
mas são tão formosas, parecem um arco-íris em movimento, e os
olhos são atraídos para lá. Uma multidão incontável é atraído
para seguir esse caminho, e notei que era cativados por causa das
novidades durante o percurso, havia na entrada milhares de
homens e mulheres, todos formosos distribuindo grinaldas para
os viajantes, haviam harpistas e flautistas tocando canções épicas,
também homens vestidos de branco e azul com sapatos pretos,
com cálices de incenso nas mãos. Havia o mercado dos bilhetes,
nele os peregrinos poderiam pegar ingressos para participar das
festas que encontrariam pelos percursos. Havia muitos tambores
e danças, por todos os lados. Risos e diversões. Um vendedor de
vícios distribuía amostras grátis, garantia prazer durante toda a
viagem, também havia vários poços de adultério e fornicação
onde todos poderiam beber e saciar o coração. É verdade que
havia algumas pessoas que caiam entristecidas e doentes durante
todo o trajeto. Elas recebiam dos vigilantes da jornada uma
apólice de seguros para garantir uma entrada no portal das
nevoas e fumaças coloridas e muitos transeuntes aplaudiam esses
enfermos da vida. Uma grande imagem de chuva de ouro e
moedas era projetada aos céus, o povo ficava pasmo das
maravilhas dessa visão, parece que esse ouro caia após as nevoas
e fumaças coloridas. Durante todo o percurso havia shows e
discursos filosóficos religiosos, livro de capas douradas e
prateadas, com estórias deslumbrantes dos que chegaram ao fim
da jornada, essas estórias eram recebidas através dos visionários
que se encontrava com freqüência no caminho largo. Interessante
como havia com freqüência chuvas de amor que Caim pelo
caminho, então as almas amavam mais ainda todo aquele cenário,
as arvores resplandeciam com as folhas envernizadas e muitos
tronos eram oferecidos para os que se cansavam do trajeto, Havia
também muitos bonecos mecânicos programados para aplaudir
todos os que percorriam esse caminho, na verdade havia muito
barulho, era um cenário épico, cativante aos aventureiros. O

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interessante é que quanto mais se aproximava das nevoas
coloridas mais o chão era escorregadio ao ponto de não
precisarem mais dar passos, pois já eram conduzidos em deslizes
constantes para lá, e as dificuldades de um retorno era ainda
maiores. Do outro lado daquela nevoa tão colorida, daquela
fumaça tão florida, havia um abismo escuro e sem fim, um abismo
sem fundo e uma escuridão sinistra, oh que terrível cenário se
abria perante os olhos do que caíam...

XX- O Caminho Estreito

Era um caminho simples, seu portal de entrada era uma cruz para
começar o percurso, a entrada era feita por uma inclinação do
homem, prostrando-se para seguir após a pequena porta que
ficava aos pés da cruz, durante todo o trajeto havia pedras
para mortificação, para que todos os sentimentos ruins e vícios e
desejos que pesavam a jornada ficassem mortos ali. Havia relva
verdejante durante todo o percurso, um mapa era dado no portal
para o viajante. A estrada era quase vazia, alguns poucos que
caminhavam, cantavam. Uma chuva de consolação, descia nos
níveis mais elevados da estrada, estrelas brilhavam no alto, e la
no fim da estrada a maior de todas as estrelas brilhava num
fulgor magnífico, era a Alva, que enviava seu brilho aos corações
que caminhavam em sua direção. Todo o caminho era duro, feito
de rocha, parecia ser toda feita de uma rocha só, ao seu lado
seguia um pequeno rio de águas cristalinas. Alguns lírios
vermelhos desabrochavam por todos os lados. Em vários pontos
do trajeto havia arvores com folhas vermelhas, típicas de um
outono permanente, também havia colinas com rochas que
fluíam leite e mel, havia um santuário das virtudes, o monumento
dos mártires, havia arvores com variados frutos,
misericórdia,perdão, graça, paz, temperança, paciência. Frascos
de bálsamos eram dados gratuitamente para os que tinham seus
pés feridos pela jornada, e muitos firmavam os passo por causa de
um som de trombeta que ecoava quando havia alguém
desanimado. Tal caminho não era patético, não era um caminho

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comum, mas especial, só os que Caminham por ele sabem o
quanto é um caminho de doçuras e consolos. E no final havia o
portal da ressurreição, degrau após degrau, uma elevação
sublime até chegar à fonte de tudo o que é verdadeiro, o próprio
Cristo que é a verdade, nele o peregrino encontrava todos os
tesouros da sabedoria e do conhecimento, o fim da jornada era
uma entrada para uma vida infinita na perfeição da glorificação, o
ápice da redenção, a vida eterna ao lado do Senhor... Novos Céus e
Nova Terra...

XXI- A Semente do Rei

Um homem se aproveitou da escuridão da noite e roubou uma


preciosa semente do rei. Desconfiado do roubo, chama todos os
seus empregados para entrevistá-los. Tomado pelo desespero, o
homem que roubou a preciosa semente, enterrou a semente no
jardim da sua casa, para escondê-la com segurança. Passaram se
alguns dias e a semente germinou, formando uma plantinha que
se desenvolvia. O rei que sabia identificar as plantas viu a arvore
que se desenvolvia no jardim da casa daquele empregado,
descobriu assim, o ladrão da sua preciosa semente.

Mandou prender o homem, e o jogou num calabouço, para


perecer naquele lugar até pagar pelo seu crime.

Pecamos, e ao pecarmos, tentamos nos enganar escondendo o


nosso pecado. Mas o pecado tem o poder de uma semente, ele se
enraíza cresce e se desenvolve, e mais cedo ou mais tarde vai
aparecer diante do nosso grande Rei.

Precisamos confessar nossos pecados, abandoná-los e viver em


plena obediência ao nosso Rei Jesus Cristo. Quando encobrimos
nossos pecados, eles crescem, e desmascaram a nossa vida e a
nossa hipocrisia, só o arrependimento do homem e o perdão de
DEUS podem exterminar o pecado e matá-lo ao ponto de não mais
germinar. Jesus ensinou que não há nada oculto que não venha

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ser revelado. (Marcos 4:22) De nada adiante esconder sementes
de pecado na sua vida, elas vão germinar e seus frutos irão
aparecer. As Escrituras nos admoestam que aquele que confessa e
deixa suas iniqüidades alcança misericórdia. (Provérbios 28:13)
Mas infelizmente muitos agem como o homem da história acima
simplesmente querem esconder as coisas erradas, e pensam que
assim fazendo, em segredo, podem ficar com a consciência
tranqüila perante os homens. Um dia, os frutos de nossas
sementes que nasceram no jardim do nosso coração, serão vistos
por homens anjos e pelo Senhor e como disse o Salvador:
“Portanto pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20) então
nunca devemos esquecer dessa regra espiritual: Pelos frutos se
conhece a arvore

XXII- A Parábola dos Dois Homens

Dois homens foram convocados por um rei para atravessarem


toda uma noite em vigilância, foram colocados separados e
solitários numa distancia que seria impossível se comunicarem.
Quando amanheceu, compareceram diante do rei, que lhes
perguntou qual era a experiência de passar uma noite acordado.
O primeiro homem resmungou e disse que a noite era monótona e
solitária, a escuridão reinava e além do medo sentiu tristeza e
desanimo. Então o rei perguntou ao outro, e ele respondeu
- Ah meu rei!, a noite é linda, é pontilhada de estrelas, há uma
sinfonia linda de insetos que cantam, e a solidão me levou a
reflexões profundas sobre a minha vida. Estou feliz pela
experiência.

A maneira como confrontamos situações revelam um caminho de


transformação ou um beco sem significados e isso depende da
maneira que enxergamos as circunstâncias.

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O autor:

Clavio J. Jacinto é pesquisador, autodidata, formado em teologia,


pastoreou igreja durante anos, casado com Elenice Jacinto, pai de dois
filhos, Natanael e Natalia. Reside atualmente em Paulo Lopes SC.

Se o amado leitor foi edificado e abençoado com esse material, o autor


ficaria imensamente agradecido se você entrasse em contato, para
agradecer, tendo em vista que todo o meu material é distribuído de
forma gratuita, sem apoio de nenhum instituição religiosa, ficaria muito
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