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Vulcanologia

Vulcanologia estuda a formação, a distribuição e a classificação de fenómenos vulcânicos.

Manifestações primárias.
As diversas erupções vulcânicas libertam materiais líquidos, sólidos e gasosos, sendo os
aparelhos vulcânicos os responsáveis pela sua emanação.

Vulcanismo central.
O aparelho vulcânico é o vulcão e é constituído pelo:

 Cone vulcânico – resultante da


acumulação dos materiais das
várias erupções.
 Chaminé vulcânica – canal no
interior do vulcão que estabelece
a comunicação entre a câmara
magmática e o exterior.
 Cratera vulcânica – local por onde
os materiais vulcânicos saem à
superfície, em forma de funil.
 Câmara magmática – local, no
interior, onde se acumula o
magma (bolsada magmática).
Nem todos os vulcões possuem
esta estrutura.

Rochas encaixantes são aquelas onde no seu seio se instala a bolsada magmática.

Nas laterias do cone principal podem formar-se cones secundários ou adventícios, alimentados
pela chaminé principal e pela mesma bolsada magmática.

Magma é praticamente rocha fundida, tem uma fase gasosa (vapor de água / CO2 / SO2 ), uma
fase sólida (minerais) e uma fase liquida – lava.

O esvaziamento da câmara magmática torna o aparelho vulcânico instável por falta de


sustentação do cone, o que pode conduzir ao seu abatimento. Caso abata, formam-se
caldeiras, que possuem, no mínimo, 1 Km. A retenções de águas pluviais nestas depressões
origina lagoas.

Vulcanismo fissural.
As erupções ocorrem ao longo de fraturas à superfície – característico dos riftes. Os materiais
expelidos preenchem vales profundos ou de relevo acentuado, acabando por formar vastos
planaltos de acumulação vulcânica.

Materiais expelidos.
Durante as erupções são libertados diversos tipos de produtos, nomeadamente:

 Piroclastos – resultante da explosão da lava.


 Cinzas < 2mm.
 Bagacina 2-50 mm.
 Bombas > 50 mm.
 Lava – com origem no magma, mas com diferente composição visto que perdeu gases.
 Gases – predomina o vapor de água, mas também são libertados alguns como CO2, H2,
N2 e compostos de enxofre.

Composição da lava e tipos de atividade vulcânica.


Todas as lavas são constituídas por produtos silicatados a maior ou menor quantidade de sílica
(SiO2) na lava distinguem-nas em:

As lavas também podem ser classificadas em viscosas ou fluidas de acordo com:

Tipos de solidificação de lavas fluidas:

Tipos de solidificação de lavas viscosas:


Tipos de erupção.
Um mesmo vulcão pode manifestar atividade de diversos tipos.

 Erupção efusiva – magma básico (muito denso).


 Emissão calma de lavas fluidas, pobre em gases.
 Formação de rios de lava, que percorrem grandes distâncias.
 Baixo cone vulcânico.
 Associado a limites divergentes.
 Vai originar rochas:
 Escuras – básicas.
 Solidificam lentamente.
 Pobres em sílica.
 Ricas em FeMa.
 Erupção explosiva – magma ácido (pouco denso).
 Emissão violenta de piroclastos e de lavas muito viscosas, ricas em gases.
 Formação de domos ou agulhas vulcânicas no interior da chaminé por
consolidação do magma muito viscoso.
 Formação de nuvens ardentes, constituídas por gases e cinzas incandescentes.
 Cone vulcânico alto.
 Associado a limites convergentes.
 Vai originar rochas:
 Claras – ácidas.
 Solidificam rapidamente.
 Ricas em sílica.
 Pobres em FeMa.
 Erupção mista –
 Alternância de fases efusivas, com emissão de rios de lava, e de fases
explosivas, pouco violentas, mas com emissão de piroclastos.
 Cone vulcânico misto, resultante da acumulação de lava alternada com
piroclastos.

Manifestações secundárias.
Por vezes, a atividade vulcânica de uma região manifesta-se de um modo menos violento,
nomeadamente a partir de:

 Fumarolas – emissão de vapor de


água e ocasionalmente de:
 Sulfataras – gases ricos em
enxofre.
 Mofetas – gases ricos em
dióxido e monóxido de
carbono.
 Nascentes termais – libertação de
águas ricas em sais minerais. Podem
ser:
 Águas magmáticas ou juvenis – as águas resultam do arrefecimento e
consequente condensação de água que se liberta do magma.
 Águas meteóricas – (mais frequentes) aquecimento de água infiltrada.
 Geiseres –
 Jatos intermitentes (reiniciam por períodos te tempo) de água e vapor de
água.
 Ocorrem quando as águas sobreaquecidas ocupam reservatórios encaixados
na rocha.
 As variações rápidas de pressão no interior da rocha provocam a explosão da
água no interior do reservatório, culminando na formação do jato.

Vulcões e tectónica de placas.

 Vulcanismo de subducção
 Ocorre ao nível das zonas de convergência de placas, zonas de subducção.
 Formação de magmas relativamente pouco profundos, logo de baixas
temperaturas.
 Ocorrência de erupções explosivas.
 Vulcanismo de Vale de Rifte
 O afastamento de placas ao nível dos limites divergentes cria fissuras de
milhares de quilómetros através dos quais o magma ascende à superfície.
 O magma forma-se a pouca profundidade, mas com lavas mais quentes.
 Erupções efusivas ou mistas, pouco violentas.
 Vulcanismo Intraplaca
 Característico de vulcões isolados que surgem no interior dos continentes e
dos sistemas de vulcões que surgem nas
zonas interiores das placas oceânicas.
 Os magmas têm origem em zonas mais
profundas do manto, nas suas da sua
fronteira com o núcleo.
 Erupções efusivas e/ou mistas.
a. O magma sobreaquecido das regiões
profundas ascende à superfície formando
plumas térmicas.
b. As plumas ao chegarem à superfície
originam um ponto quente, hotspot, com atividade vulcânica.
c. A pluma pode ser fixa, mas a crusta que se encontra sobre si não o é, pelo que
há medida que a placa se desloca e vão ocorrendo erupções vulcânicas, vão
surgindo vários vulcões alinhados.

Sismologia
Parâmetros de Caracterização Sísmica
Sismo – libertação brusca de energia, acumulada nas rochas, que se propaga em todas as
direções, originando movimentos vibratórios (ondas sísmicas), nas camadas superiores
terrestres.

 Dependente da origem…
 Macrossismos – origem tectónica ou atividade vulcânica.
 Microssismos/Secundários – origem natural ou antrópica.
 Dependente da profundidade ao foco…
 Superficiais - <70 Km
 Intermédios – 70-300 Km
 Profundos - >300 Km
Se o sismo for sentido em todo o planeta passa a designar-se terramoto sendo precedidos e
sucedidos por sismos menores, respetivamente, abalos premonitórios e réplicas.

Foco ou Hipocentro – local em profundidade onde ocorre a libertação de energia.

Epicentro – local à superfície situado na vertical do foco, sendo o ponto mais perto do mesmo.
Quando ocorre no mar, gera ondas gigantes, que se designam tsunami ou maremoto.

À distancia entre o foco e o epicentro designa-se profundidade focal.


Teoria do Ressalto Elástico
O lento movimento das placas tectónicas permite, que nas suas fronteiras, se acumulem
grandes quantidades de energia, que deformam os materiais rochosos do interior, enquanto a
sua elasticidade o permite.

Quando a tensão ultrapassa o limite de deformação das rochas, estas fraturam, e, por ressalto
elástico, libertam bruscamente a energia acumulada, originando uma falha com movimento
relativo entre os dois blocos e provocando o sismo.

Ondas Sísmicas
A energia propaga-se em todas as direções, atravessando o planeta, em forma de ondas
sísmicas. Atingem a superfície com uma violência máxima. Os locais na mesma fase de
movimento ondulatório designam-se frentes de onda e às direções perpendiculares a essas
frentes dá-se o nome de raio sísmico.

A velocidade de propagação das ondas sísmicas profundas depende da rigidez, densidade e da


incompressibilidade. Quanto maior a rigidez, maior a velocidade. Quanto maior a densidade,
menor a velocidade. Já as ondas superficiais propagam-se à superfície com uma velocidade
constante.

Ondas profundas – ondas sísmicas que se propagam no interior do globo.

 As ondas primárias ou P:
 São as mais rápidas e por isso são as primeiras a chegar a superfície e a serem
registadas pelos sismógrafos.
 As partículas vibram na mesma direção de propagação da onda, comprimindo
e distendendo, sendo as que causam menor destruição.
 Propagam-se e todos os meios.

 As ondas secundárias ou S:
 São as segundas a chegar à superfície.
 As partículas vibram perpendicularmente à direção de propagação.
 Apenas se propagam em meios sólidos.
Ondas superficiais ou L- ondas sísmicas que se propagam mesmo abaixo da superfície
terrestre. Devido à baixa frequência e grande amplitude são as mais destrutivas.

 Ondas Love - as partículas deslocam-se horizontalmente numa direção perpendicular à


direção de propagação, segundo um movimento de torsão.
 Ondas Rayleigh – as partículas deslocam-se em movimentos circulares, tal como ondas
marinhas, num plano perpendicular à direção de propagação de onda.

Deteção e registo de sismos.


 Sismógrafo – instrumento que permite o registo de ondas sísmicas. Numa estação há 3
sismógrafos que registam movimentos verticais e horizontais
 Sismograma – registo em papel das ondas detetadas pelos sismógrafos.
 Sismómetro – sismogramas eletromagnéticos e digitais.

À distancia de uma estação sismográfica ao epicentro chama-se distancia epicentral. O


intervalo S-P é tanto maior quanto maior for a distancia ao epicentro.

Intensidade e magnitude de um sismo.


A intensidade é o efeito de um sismo nas pessoas, objetos e estruturas. A escala de
intensidade é a escala de Mercalli (12 níveis em numeração romana) e é qualificativa. Depende
na:

 Profundidade do foco e da distancia ao epicentro.


 Natureza do subsolo.
 Quantidade de energia libertada no foco.
A magnitude traduz o valor de energia libertado no hipocentro de um sismo.
Independentemente da estação sismológica onde um certo sismo é registado, o valor da
magnitude irá ser sempre o mesmo, pois um sismo apenas tem uma magnitude. A escala de
magnitude é a escala de Richter e é meramente quantitativa.

Isossistas
Para avaliar a intensidade de um sismo são preenchidos
inquéritos que permitem, após a sua analise, traçar
isossistas, com as quais é possível construir cartas de
isossistas – linha que une pontos de igual intensidade
sísmica. As isossistas são curvas irregulares pois as rochas
atravessadas pelas ondas sísmicas têm características
diferentes. Zonas com maior intensidade, estão mais perto do epicentro.
Sismicidade em Portugal.

Falhas

Modelo Estrutura interna


Como já falamos anteriormente o homem tem apenas
acesso direto ao conhecimento do interior da Terra até
sensivelmente os 12km de profundidade. O interior da Terra
é nos dado através dos métodos indiretos, principalmente
através do estudo das ondas sísmicas (afere-se estado físico
dos materiais e profundidades de camadas) e meteoritos
(composição química das camadas terrestres).

A existência de duas descontinuidades descobertas no início


do século XX, permitiu a criação do Modelo Clássico que
divide a Terra em 3 camadas: Crosta ou crusta, manto e
núcleo, separadas pelas descontinuidades de Mohorovicic
aos 20km, a de Guttenberg aos 2900 Km. O núcleo é
subdividido em outras duas, também estas divididas por
descontinuidades como a de Lehmann aos 5150Km.

Relembra: Descontinuidades são locais no interior da Terra onde as ondas sísmicas mudam
bruscamente de velocidade.
A sismologia permitiu também verificar que existem zonas de sombra, correspondem há
refração das ondas sísmicas que ao encontrarem materiais cuja rigidez é nula (estado líquido),
mudam de velocidade e desviam a sua trajetória. As ondas P têm uma zona de sombra,
desparecem a cerca de 11 500 km a 14 000 km e distância ao epicentro (correspondente a
103º e a 142º distância angular), voltando a aparecer para maiores ângulos e as ondas S
desaparecem aos 103º e não voltam a aparecer, dado que estas ondas não atravessam os
materiais líquidos.