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Aluno: Nicholas Jhonny da Silva

Matrícula: 11521EAR002

CASO BRACELETES

Fonte: COHEN, A. R.; FINK, S. L. Comportamento Organizacional: conceitos e estudos de caso. Rio
de Janeiro: Campus, 2003.

Leela Patel estava em pé junto da máquina na qual trabalhava oito horas por dia há seis
anos. O chão de fábrica estava limpo e bem iluminado embora barulhento e quente. Leela estava
feliz; tinha muitas amigas entre as cerca de 400 mulheres que trabalhavam na empresa. A maioria
era de origem indiana, como ela, embora as asiáticas fossem menos de um quinto da força de
trabalho feminina. Leela fazia parte de uma equipe de cinco trabalhadoras responsáveis por uma
parte do processo produtivo. Havia várias dessas equipes, nenhuma totalmente asiática, mas
algumas predominantemente como a de Leela. Cada equipe se reportava a um supervisor, em
geral homem e de origem inglesa. Leela viu o supervisor se aproximar acompanhado de Janice
Watkins, a representante sindical.
“Oi, Leela; precisamos explicar algo.” Era Bill Evans, o supervisor. “Já deve ter ouvido falar
do acidente que houve no mês passado quando uma das garotas prendeu o bracelete na máquina
e cortou o pulso. Então a Comissão de Segurança, onde está a Janice, decidiu que ninguém está, a
partir de agora, autorizada a usar pulseiras, alianças, brincos ou colares durante o expediente. De
modo que você vai ter de tirar seus braceletes.”
Leela, como de costume, usava três argolas no braço, uma de aço, uma de plástico e outra
de ouro. Todas as mulheres asiáticas casadas usavam braceletes e várias das garotas inglesas
também usavam pulseira. Leela, que sempre ficava um pouco nervosa na frente de qualquer
gerente, falou: “Sinto muito, mas não posso tirar os braceletes; são muito importantes para as
mulheres casadas de minha religião, o hinduísmo.”
“Que é que é isso, Leela?”, interrompeu Janice. “Não é só uma questão de segurança; a
fábrica processa alimentos. Se esse bracelete de plástico lascar e um pedacinho cair no produto, a
empresa pode ter o maior problema.”
“Não cria caso, Leela. Já tive de gritar com Hansa Patel e Mira Desai. Por que vocês não
fazem como Meena Shah? Tirou logo as pulseiras; as garotas inglesas também não criaram
problema.”
Leela sentiu que Bill estava furioso e, quase chorando, tirou os braceletes. Contudo,
quando se afastaram, ela recolocou a argola de ouro e continuou trabalhando.
No fim do dia, tudo o que as operárias asiáticas comentavam no ônibus era o caso das
pulseiras. Algumas, principalmente as africanas, achavam que era muito barulho por nada. Outras,
contudo, estavam preocupadas. As mais militantes criticavam as que se submeteram e tiraram os
braceletes. As menos militantes resolveram conversar com os maridos.
Uma semana mais tarde, Jones, o gerente de pessoal, resolveu consultar o assessor
regional de relações raciais no local de trabalho (RRWA), Mason.
“Fiquei assustado pela reação a uma coisa tão simples e sensata, como a restrição ao uso
de jóias no local de trabalho. No primeiro dia após a proibição, nenhuma das garotas inglesas e
várias asiáticas não usavam mais jóias; mas dois ou três dias depois todas as mulheres asiáticas
tinham voltado a usar seus braceletes — algumas usavam até um número maior de argolas do que
antes. Várias delas já me procuraram para protestar contra a proibição e seus maridos também
mandaram representantes. É por isso que estou procurando o senhor. As jóias, nesta fábrica, são
um risco tanto para a segurança quanto para a higiene, de modo que não devem ser usadas. Ao
mesmo tempo, não posso permitir nenhuma interrupção no trabalho nem quero demitir nenhuma
de nossas empregadas.”
Alguns dias mais tarde, Mason promoveu um encontro entre Jones e outros gerentes da
fábrica e representantes sindicais como o senhor Singh, do Conselho para Relações na
Comunidade.
Singh explicou que em sua opinião a religião não opunha nenhum obstáculo à observância
da norma. Contudo, os braceletes eram um costume com raízes tradicionais mais fortes que a
tradição inglesa das alianças. “Os braceletes não são apenas um símbolo do casamento mas
também da estima que um marido tem por sua esposa. Quanto maior o número e o valor dos
braceletes, mais alta a estima e a posição social. A tradição também tem uma conotação religiosa,
já que ao usar as argolas a esposa demonstra que cada um reconhece o outro como tendo “valor”
em termos de adesão às obrigações religiosas. E o caso fica ainda mais complicado porque as
mulheres tiram os braceletes ao enviuvar e algumas receiam que tirando os braceletes possam
estar contribuindo para a morte dos maridos.”
No dia seguinte, vários representantes sindicais voltaram ao assunto dos braceletes.
“O que você acha que devemos fazer, Frank? Conversamos com alguns dos asiáticos ou
chamamos um dirigente para cuidar do caso? As meninas estão muito perturbadas.”
“Sei, mas é uma grande bobagem. As jóias são um risco para a segurança. Já tivemos vários
acidentes e eu participei da comissão que determinou a proibição. Somos os representantes delas
e devemos decidir o que atende melhor seus interesses. Quanto a chamar os dirigentes, já não
tivemos problemas demais? Esse novo cara é radical demais. Desde que assumiu, no ano passado,
é só mudança — novos procedimentos, novos acordos, campanhas de sindicalização, dúzias de
reuniões. Não acredito que a gente precise levar para ele este problema. De qualquer modo, ele
sempre reclama da pouca participação das asiáticas no sindicato. Ele está organizando umas
palestras para elas, até já chamou gente de fora e intérpretes. Mas duvido que muitas
compareçam. Não acho que isso seja problema da empresa. E neste caso estamos do mesmo
lado.”
As semanas que se seguiram foram de muita ansiedade para Leela. Só usava um bracelete.
Às vezes o supervisor mandava tirar. Outras ela conseguia esconder embaixo da manga. A
controvérsia inicial entre as asiáticas estava resolvida. Aquelas que prezavam os braceletes
convenceram as demais de que a solidariedade era essencial. Leela tinha certeza de que ia perder
o emprego e o marido a apoiava apesar de que seu salário era necessário.
Pouco depois da proibição, Leela e o marido assistiram a um encontro de uma organização
chamada Comitê Asiático de Assessoria (AAC). Essa organização fora fundada para auxiliar os
membros da comunidade asiática e se reunia regularmente.
O senhor Pathak, presidente da associação, ouviu as reclamações contra a arbitrariedade
dos supervisores e os receios de que as asiáticas fossem perder o emprego se a proibição não
fosse revogada. Pathak visitara a empresa alguns anos antes quando a AAC fora criada a fim de
estabelecer uma relação. Seu insucesso não estava restrito a essa empresa.
“Por que o sindicato não as está representando?”, Pathak perguntou a uma das mulheres.
“O sindicato não está interessado no caso. Foi uma representante sindical que mandou
tirar meu bracelete. Eles não querem representar a gente. Só querem nosso dinheiro.”
Mas algumas semanas se passaram e mais algumas consultas com representantes sindicais
tiveram lugar. Jones resolveu que a proibição do uso de jóias devia ser mantida e reforçada. Ficou
definido que só seriam permitidos alianças, pequenos brincos para orelha furada e relógios de
pulso. Alguns dias depois conversava novamente com a RREA.
“Senhor Mason, acho que precisaremos novamente de sua ajuda. Parece que nossas
asiáticas vão parar o trabalho. Não sei o que fazer. Recebi uma carta do presidente de uma
associação asiática protestando contra a proibição e pedindo que a gente a suspenda enquanto se
negocia. Não vou suspender uma proibição aceita pelos representantes sindicais e receio que, se
falar com esse Comitê Asiático de Assessoria, depare com um bando de radicais que só vai piorar o
problema. Não sei o que o sindicato vai achar se eu permitir que seus membros sejam
representados por outro órgão.”
Mason nunca ouvira falar da AAC.

Personagens:
Leela Patel – funcionária indiana
Janice Watkins – representante sindical
Frank – representante sindical
Bill Evans – supervisor
Jones – gerente de pessoal
Mason – assessor regional de Relações Raciais no Local de Trabalho (RRWA / RREA)
Singh – Conselho para Relações na Comunidade
Pathak – presidente do Comitê Asiático de Assessoria (AAC)

Questões

1. Tomando como referência o texto sobre Comunicação, responda: quais são as


repercussões dessa situação para a empresa e para os trabalhadores envolvidos?
R: Primeiramente, a repercusão será negativa para as trabalhadoras indianas e asiáticas, pois
elas, ao contrário das ocidentais, têm um costume muito mais forte em relação aos braceletes,
do que as ocidentais com alianças. Portanto, a decisão de manter pequenos objetos (como
alianças), poderá criar uma ‘rixa’ entre as trabalhadoras, já que umas o seu costume é
respeitado, e para a maioria, não é.
Além disso, a repercusão da empresa será negativa, visto que as trabalhadoras podem
decidir optar pela greve, que pelo mostrado no texto, foi por falta/falha de comunicação entre
os representantes sindicais e o gerente de pessoal, demonstrando falta de sincronismo e
atenção.

2. A partir do processo de comunicação, analise a situação (explicite sua análise). Houve


comunicação (as pessoas se entenderam e realizaram o que estava sendo solicitado)? Por
quê? Explicite as falhas e o que poderia ser feito para que a comunicação tivesse ocorrido
de maneira satisfatória para os envolvidos.
R: Não houve uma comunicação efetiva entre os envolvidos, já que os representantes sindicais
não estavam de fato preocupados com o bem-estar dos funcionários, e sim, em não ter
problemas com os superiores da fábrica. Com isso, invés de serem um intermédio entre a
comunicação da empresa com o Comitê Asiático de Assessoria, eles simplesmente ignoraram a
comunicação e estavam sujeitos a uma greve das trabalhadoras.
Para resolver o problema, ou impedir que ele se alastrasse, os representantes sindicais
deveriam ter ido conversar com o Pathak, e explicado a situação do porquê que as
trabalhadoras estavam sendo proibidas de usar os braceletes. Havendo argumentação
contrária, seria necessário chegar a um meio termo. Com a resolução desse conflito, a decisão
deveria ser levada ao conselho da empresa (superiores), a fim de aprovar a decisão. Com isso,
a falha de comunicação que houve seria resolvida.