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Exmº Senhor:

Director Geral do Serviço de Proteção da


Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional
Republicana

Largo do Carmo

1200-092 Lisboa

Email: sepna@gnr.pt / dsepna@gnr.pt

Lisboa, xx de xxxxxx de 2015

Exmos. Senhores

(Dados pessoais) __________________________, vem, junto de V/ Exas. e nos termos do


disposto no artigo n.º 244.º do C. Penal, requerer a tomada de medidas urgentes e necessárias para
evitar a continuidade dos maus tratos infligidos a xxxxxx, nomeadamente o encontrado num
(Local/morada) completamente abandonado cujos as coordenadas são N 0.0000 (graus) e W
0.0000 (graus), esta localidade diz respeito …..(pontos de referência para se orientarem) e os quais
passamos a descrever:

Este (tipo de animal, cão, gato ou cavalos ou outros), cerca de (nº), sem qualquer condição de
abrigo e e alimentação, está /estão em (em que condições) (conforme fotos em anexo).

Esta situação de total negligência arrasta-se há diversos (quanto tempo), pelo que a presente
denuncia visa impedir que o perigo iminente se venha a materializar num dano, e bem assim,
minimizar os efeitos danosos que estão a ser praticados ao animal.

Acresce que as condições de higiene no local são inexistentes, provocando um risco acrescido no
âmbito da saúde pública.

O Decreto-Lei n.º 276/2001 de 17 de Outubro, no seu artigo n.º 7º (n.º 1 e 2), quanto aos
princípios básicos para o bem-estar animal, refere que:

1 - As condições de detenção e de alojamento para reprodução, criação, manutenção e acomodação dos animais de
companhia devem salvaguardar os seus parâmetros de bem-estar animal, nomeadamente nos termos dos artigos
seguintes.
2 - Nenhum animal deve ser detido como animal de companhia se não estiverem asseguradas as condições referidas no
número anterior ou se não se adaptar ao cativeiro.

Continuando por analisar a legislação em vigor nos mesmo diploma legal, no seu artigo n.º 8º evoca
as condições de alojamento que cada animal deverá possuir:
1 - Os animais devem dispor do espaço adequado às suas necessidades fisiológicas e etológicas, devendo o mesmo
permitir:
a) A prática de exercício físico adequado;
b) A fuga e refúgio de animais sujeitos a agressão por parte de outros.
2 - Os animais devem poder dispor de esconderijos para salvaguarda das suas necessidades de proteção, sempre que o
desejarem.
3 - As fêmeas em período de incubação, de gestação ou com crias devem ser alojadas de forma a assegurarem a sua
função reprodutiva natural em situação de bem-estar.
4 - As estruturas físicas das instalações, todo o equipamento nelas introduzido e a vegetação não podem representar
nenhum tipo de ameaça ao bem-estar dos animais, designadamente não podem possuir objetos ou equipamentos
perigosos para os animais.
5 - As instalações devem ser equipadas de acordo com as necessidades específicas dos animais que albergam, com
materiais e equipamento que estimulem a expressão do repertório de comportamentos naturais, nomeadamente
material para substrato, cama ou ninhos, ramos, buracos, locais para banhos e outros quaisquer adequados ao fim
em vista.

Relativamente ao programa alimentar, que no caso destes animais não existe, refere ainda o mesmo
diploma no seu art. 12º:

1 - Deve existir um programa de alimentação bem definido, de valor nutritivo adequado e distribuído em quantidade
suficiente para satisfazer as necessidades alimentares das espécies e dos indivíduos de acordo com a fase de evolução
fisiológica em que se encontram, nomeadamente idade, sexo, fêmeas prenhes ou em fase de lactação.
2 - As refeições devem ainda ser variadas, sendo distribuídas segundo a rotina que mais se adequar à espécie e de
forma a manter, tanto quanto possível, aspetos do seu comportamento alimentar natural.
3 - O número, formato e distribuição de comedouros e bebedouros deve ser tal que permita aos animais satisfazerem
as suas necessidades sem que haja competição excessiva dentro do grupo.
4 - Os alimentos devem ser preparados e armazenados de acordo com padrões estritos de higiene, em locais secos,
limpos, livres de agentes patogénicos e de produtos tóxicos e, no caso dos alimentos compostos, devem, ainda, ser
armazenados sobre estrados de madeira ou prateleiras.

5 - Devem existir aparelhos de frio para uma eficiente conservação dos alimentos.
6 - Os animais devem dispor de água potável e sem qualquer restrição, salvo por razões médico-veterinárias.

Por último e fazendo referência de forma a alertar as devidas entidades para os cuidados de saúde
animal poderemos ainda salientar o artigo n.º 16º, n.º 1 e 2 desse mesmo Decreto-Lei:

1 - Sem prejuízo de quaisquer medidas determinadas pela DGAV, deve existir um programa de profilaxia médica e
sanitária devidamente elaborado e supervisionado pelo médico veterinário responsável e executado por profissionais
competentes.
2 - No âmbito do número anterior, os animais devem ser sujeitos a exames médico-veterinários de rotina, vacinações e
desparasitações sempre que aconselhável.

Compete às autoridades locais, neste caso o SEPNA, proceder ao controle e fiscalização dos
detentores de animais, e o respectivo resgate, situação que não se observa ser uma das prioridades
desta autarquia, compactuando por inércia com situações similares nesta localidade, bem como
outras idênticas habituais e inaceitáveis no concelho de Odivelas, não cumprindo assim o disposto
no DL 313/2003 de 17 de Dezembro, no seu artigo n.º 11º.

Neste seguimento, requer-se de V/ Exas. a prossecução imediata de medidas adequadas a evitar os


maus tratos acima enunciadas, bem como a pronta realização de uma busca domiciliária (alínea c)
do n.º 5 do artigo 174.º do C.P.P), tendo em consideração, caso se afigure legalmente admissível, a
detenção do agressor, e exame do local da prática do ilícito no estrito cumprimento do n.º 1 do
artigo 177.º e da alínea a) do n.º 1 do artigo 251.º, ambos do mesmo diploma legal.

Mais acresce, que por considerar estarmos perante actos de maus tratos contra animais, puníveis
criminalmente de acordo com os artigos n.ºs 387.º e 388.º do C. Penal, competirá a V/ Exas., em
virtude da denúncia ora apresentada, a obrigação de transmitir a notícia do crime junto das
autoridade judiciárias competentes no prazo máximo de 10 dias, conforme decorre dos artigos 244.º
e 245.º e alínea a) do n.º 1 do 242.º, todos do C.P.P, de molde a serem iniciadas as diligências
necessárias que visam investigar a existência de crime.

Sem outro assunto de momento e ao V/inteiro dispor, aguardamos por rápidas notícias,
cumprimentos

Assinatura

Anexo: Fotos do animal visível e do local onde se encontram