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Universidade Presbiteriana Mackenzie

Escola de Engenharia

Programa de Pós-Graduação em Ciências e Aplicações Geoespaciais

Cláudio Machado Paulo

ABSORÇÃO DE ONDAS DE RÁDIO DE ALTA-FREQUÊNCIA (3- 30MHz ) DURANTE EXPLOSÕES SOLARES EM LATITUDES BAIXAS

São Paulo

2018

Cláudio Machado Paulo

ABSORÇÃO DE ONDAS DE RÁDIO DE ALTA-FREQUÊNCIA (3-30 MHz ) EM BAIXAS LATITUDES DURANTE EXPLOSÕES SOLARES

Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências e Aplicações Geoespaciais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Geoespaciais.

Orientador: Prof. Dr. Jean Pierre Raulin

São Paulo

2018

RESUMO

As radiações solares nas bandas de Raios-X e ultravioletas são as principais fontes ionizantes da atmosfera neutra terrestre que formam a ionosfera terrestre, assim denominada por conter íons e elétrons que são criados pela incidência de radiações ionizantes de origem solar ou extragaláctica. Ondas de rádio se propagando na ionosfera, poderão ter as propriedades alteradas, dependendo da densidade eletrônica local e da frequência destas ondas, como: a perda de sinal ou variação na amplitude do mesmo. As explosões solares são súbitas variações da intensidade da radiação solar em uma pequena região do disco solar, e particularmente o aumento da radiação em Raios-X pode resultar em alterações na densidade eletrônica da ionosfera. O ruído cósmico galáctico que posse um fluxo constante diminui devido ao aumento da densidade eletrônica da ionosfera e denominamos a absorção do ruído cósmico (Cosmic Noise Absorption – CNA). A absorção ionosférica é detectada por riômetros da rede SARINET - South America Riometer Network operando na faixa de 25 a 50 MHz. A relação empírica do fluxo de Raios-X solar com a absorção do ruído cósmico chamada de D-Region Absorption Predictions (D-RAP) é utilizada pelo Space Weather Prediction Center (SWPC/NOAA) que aborda o impacto operacional do fluxo de Raios-X na comunicação de ondas de rádio em HF (High-frequency) utilizadas para comunicação. Neste trabalho são utilizamos dados dos riômetros da rede SARINET que estão instalados em baixa latitude geográfica e apresentada a corelação do fluxo de Raios-X (0,05 - 0,4 nm e 0,1 - 0,8 nm) e radiação ultravioleta (1 - 120 nm) com a CNA durante explosões solares classes M e X que ocorreram no período de 2011 até 2015.

Palavras-chave: absorção do ruído cósmico,riometro,ondas de radio, alta frequência,clima espacial.

ABSTRACT

Solar radiation in the X-ray and ultraviolet bands are the main ionizing sources of the terrestrial neutral atmosphere that form the terrestrial ionosphere, so named because it contains ions and electrons that are created by the incidence of ionizing radiation of solar or extragalactic origin. Radio waves propagating in the ionosphere may have properties altered, depending on the local electronic density and frequency of these waves, such as: loss of signal or variation in amplitude of the same. Solar explosions are sudden variations in the intensity of solar radiation in a small region of solar disk, and particularly the increase in X-ray radiation can result in changes in the ionosphere's electron density. The Gallic cosmic noise that has a constant flow decreases due to the increase of the electronic density of the ionosphere and denominates the Cosmic Noise Absorption (CNA). Ionospheric absorption is detected by riometers of the SARINET network - South America Riometer Network operating in the range of 25 to 50 MHz. The empirical relationship of the solar X-ray flux with the absorption of cosmic noise called D-Region Absorption Predictions (D-RAP) is used by the Space Weather Prediction Center (SWPC / NOAA) that addresses the operational impact of lightning- X in the communication of radio waves in HF (High-frequency) used for communication. In this work we use data from the SARINET network riometers that are installed in low geographic latitude and presented the corroboration of the X-ray flux (0.05- 0.4 nm and 0.1-0.8 nm) and ultraviolet radiation ( 1 - 120 nm) with the CNA during solar explosions classes M and X that occurred in the period from 2011 to 2015.

Key-words: absorption of cosmic noise, riometer, radio waves, high frequency, space weather

LISTA DE FIGURAS

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LISTA DE TABELAS

Nenhuma entrada de índice de ilustrações foi encontrada.

SWPC

LISTA DE ABREVIATURAS Space Weather Prediction Center

NOAA

National Oceanic and Atmospheric Administration

GOES

Operational Environmental Satellites

D-RAP

D-Region Absorption Predictions

N e

LISTA DE SÍMBOLOS

Densidade eletrônica

SUMÁRIO

1.

Introdução

11

2.

Interação Sol-Terra

11

3.

Atmosfera e Ionosfera:

11

3.1.

A

ionosfera

12

3.2.

Região D

13

3.3.

Região E

13

3.4.

Região F

14

4. Ruído Cosmico
4.
Ruído Cosmico

14

5.

Propagação de ondas de radio na ionosfera

15

5.1.
5.1.

A

equação de appleton-Hartree:

15

6. Instrumentação e Metodologia

16

7. Resultados e Discuções

19

8. REFERÊNCIAS

20

11

1.

Introdução

2. Interação Sol-Terra

O fenômeno da interação Sol-Terra que é facilmente percebido, por exemplo: as Auroras

registradas em desenhos ou em textos escritos por sociedades antigas. Explicada por Galileo Galilei,

como: A Aurora seria o ar que sai da sombra da Terra e logo após iluminado pela luz do Sol. Em 1731, Jean-Jacques d'Ortous de Mairan sugere que a Aurora está conectada com atmosfera solar, e ele suspeitava que houvesse uma conexão entre a Aurora e o aparecimento de manchas solares. (Kivelson, Russell, 1995)

As interpretações físicas dos fenômenos ligados à interação Sol-Terra abriu caminho para o estudo

dos efeitos sobre a atmosfera e campo magnético terrestre na presença do campo magnético e partículas solares. Os fenômenos manifestados por esta interação são observados com muitos tipos de instrumentos, por exemplo: radiotelescópios, sensores de campos magnético e elétrico, foguetes, telescópios ópticos, radio sondadores, satélites, entre outros.

Os fenômenos da interação Sol-Terra se reacionam com a sociedade de forma a proporcionar belas

imagens e alguns problemas que atingem diretamente a sociedade moderna, por exemplo, as Auroras e as Explosões Solares: Ambos podem interferir na propagação de ondas de radio ou em linhas de transmissão de energia. As informações sobre os parâmetros do ambiente Sol-Terra são obtidos pelos centros de previsão de clima espacial que podem elaborar boletins sobre as condições do clima espacial e seus efeitos sobre as tecnologias e impactos econômicos. (DeNardini, 2016)

3. Atmosfera e Ionosfera:

A atmosfera terrestre constituída por muitos átomos com diferentes concentrações os de maior

abundancia são, Nitrogênio molecular (N2), Oxigênio molecular (O2), Argônio (Ar) e Dióxido de Carbono (CO2) e alguns gases nobres com menor abundancia. Estes gases são abundantes na homosfera que possui uma composição constante. As constantes mudanças de pressão e temperatura não formam camadas de átomos, e se estende à altitude de aproximadamente 100 km. Logo acima, de 100 km até 1.000 km, a heterosfera onde a distribuição dos gases não é constante e densidade baixa, os gases leves se distribuem com a variação vertical da gravidade, e concentram-se seguindo uma escala de altura, permitindo a estratificação de camadas. Nesta região grande incidência da radiação solar, as radiações em Raios-X, Ultravioleta e raios Gama possuem energia suficiente para ionizar os gases neutros e aquecer esta região da atmosfera terrestre, nesta região de baixa densidade e baixa pressão os

12

íons demoram a se recombinar dando origem a uma camada de íons, chamada de ionosfera, esta é uma camada predominante de íons e elétrons livres, (Hargreaves, 1992).

3.1. A ionosfera

A região superior da atmosfera é ionizada pela radiação solar, formando a camada chamada

ionosfera, localizada aproximadamente entre 50 e 1.000 km de altitude, formada principalmente pela ionização dos constituintes neutros da atmosfera pela radiação solar e dividida em regiões que apresentam diferentes densidades de elementos químicos ionizados ou elétrons (Davis, 1965, Kivelson, 1995, Hargreaves, 1992, Kelly, 2008).

1965, Kivelson, 1995, Hargreaves, 1992, Kelly, 2008). Figura 1: Perfil de densidade eletrônica da ionosfera

Figura 1: Perfil de densidade eletrônica da ionosfera terrestre em função da altitude.

Fonte: Adaptada de Kivelson and Russell, 1995

3.1.1. Formação da ionosfera:

A ionosfera é criada pela ionização dos átomos e moléculas neutras da atmosfera. Os requisitos

básicos para a formação de uma ionosfera são: a presença de uma atmosfera neutra e uma fonte de ionização. Os fótons e partículas energéticas são as fontes de ionização comuns quando estudamos a interação Sol-Terra. A ionização por fótons é chamada fotoionização, onde a maior parte destes fótons é de origem Solar com energia acima de 12 eV. Os fótons solares no Ultravioleta (UV) formam a ionosfera diurna e promove o aquecimento na termosfera. A ionização por impacto de partículas

carregadas do Sol com os constituintes da atmosfera tem maior contrição na formação da camada em latitudes auroral e polar na Terra, por exemplo, durante tempestades geomagnéticas.

A formação e a dinâmica de ionosfera podem ser descritas pela equação da continuidade que

expressa a quantidade de elétrons que são produzidos por unidade de tempo.

13

=

∇ ∙ ( )

(3.0)

Onde q é a taxa de produção de elétrons, L é a taxa de perda da ionização por recombinação eletrônica, e ∇ ∙ ( ) expressa a perda ou ganho de elétrons por transporte, e v, vetor velocidade das partículas ionizadas. A produção q de elétrons por fotoionização é dada por

q = Inσƞ

(3.1)

Sendo I é a intensidade da radiação em uma determinada altura, n é a concentração de átomos ou moléculas neutras que serão ionizados pela radiação incidente, e ƞ é a eficiência de ionização e σ é a seção transversal de absorção desta radiação. (Hargreaves, 1992).

Para obter a equação 3.1 Chapman realiza as seguintes considerações: a atmosfera inicialmente neutra é composta somente por uma espécie de gás, com distribuição exponencial de sua concentração com a altitude; a atmosfera é totalmente plana e não há variações horizontais de densidade; A radiação solar é absorvida pelos constituintes da atmosfera; a radiação é monocromática e o coeficiente de absorção é constante.

A ionosfera terrestre é apresentada e representada na figura 2, que mostra um

exemplo

experimental da concentração de íons e elementos neutros em função da altura durante o dia. A

densidade eletrônica da ionosfera varia com a altura (ver Figura 1) como resultado da estratificação

dos constituintes atmosféricos pela gravidade e a variação na seção transversal da ionização dos

constituintes, portanto a ionosfera exibe várias regiões distintas (isto é, D , E e F regiões).

3.2. Região D

Região localizada entre 50 e 90 km, considerada a mais baixa, e predominam os íons positivos e elétrons livres resultantes da ionização da atmosfera neutra pela radiação solar, esta região possui uma complexa composição química e as fontes de ionização Lyman-α (121,5 nm) que ionizam o óxido nítrico (NO), radiação Extremo Ultra Violeta (EUV) que ionizam moléculas de Oxigênio e Nitrogênio, radiação EUV (102,7 – 111,8 nm), ionizam o Oxigênio estado excitado. Raios-X duros (0,2 – 0,8 nm) que ionizam todos constituintes, e os Raios Cósmicos Galácticos (Hargreaves, 1992). Esta região é dependente da radiação solar durante o dia, e durante a noite a região desaparece.

3.3. Região E

A região E localizada entre 90 e 150 km, predomina íons de oxido nítrico e oxigênio atômico, curiosamente possui íons positivos metálicos de Manganês e Ferro, devido ao choque de meteoros com ionosfera mais alta. Formada por Raios-X moles (λ>0,1 – 10,0 nm) tem principal importância na ionização. A radiação Lyman-β (102,5 nm) ionizam o oxigênio molecular. O Lyman-α continuum de

14

λ<91,1 nm contribui na ionização do oxigênio atômico. É uma região de muita condutividade e muito importante no estudo das correntes ionosféricas.

3.4. Região F

Situada entre aproximadamente 150 km e 1000 km com uma densidade eletrônica de 1x106 cm-3

em 300 km de altitude, corresponde ao maior volume da ionosfera, predomina os íons mais leves com

o Oxigênio atômico, a região F é dividida em duas camadas, camada F1 de 150 até 180 km de altitude, representativa do máximo de produção de íons por fotoionização sendo controlada por processos fotoquímicos. A camada F2 estende-se desde 180 km de altura até 1000 km.

A camada F2 estende-se desde 180 km de altura até 1000 km. Figura 2: Ionosfera diurna

Figura 2: Ionosfera diurna e composição atmosfera neutra.

Fonte: Adaptada de Kivelson and Russell, 1995

4. Ruído Cosmico

Para um dado ponto do espaço, fora da interferência da atmosfera terrestre, podemos considerar

que o sinal do ruído cósmico possui uma intensidade constante, mas quando o ruído cósmico atravessa

a atmosfera, parte da energia da onda é dissipada na Ionosfera sob a forma de energia cinética

transferida aos elétrons livres. Portanto, quanto maior for densidade eletrônica do plasma ionosférico, maior será a absorção do sinal de ruído cósmico.

Como o ruído cósmico incidente sobre a superfície terrestre depende apenas da direção que ela aponta no espaço, ou seja, depende apenas que a superfície terrestre cubra a mesma faixa do céu a

15

cada dia, a variação do ruído cósmico repete-se a cada dia sideral. Não é possível ter o nível do ruído

cósmico sobre a superfície terrestre sem a Absorção Ionosférica, pois ela está sempre presente.

A absorção do ruído cósmico tem dependência latitudinal durante tempestades geomagnéticas, que

obedece ao sentido de transporte do plasma ionosférico na região F no sentido das altas latitudes

propagando-se para latitudes mais baixas (Moro, 2012)

(Space Environmental Forecaster Operations Manual, 2010)

O nível de absorção é dado pela razão entre o sinal recebido sem absorção (curva de referencia) e

o atual sinal recebido.

= 20 ∙ log

5. Propagação de ondas de radio na ionosfera.

(4.0)

As ondas de rádio nas bandas de ondas curtas são refratadas ou refletidas de volta à Terra pela

ionosfera. Além disso, os sinais que utilizam a ionosfera como meio de reflexão ou propagação podem

ser atenuados por ela. A absorção ionosférica é um dos principais contribuintes para a redução da

intensidade do ruído cósmico, como descrito na seção anterior.

Ondas eletromagnéticas que se propagando num plasma ionizado podem interagir com os

constituintes transferindo energia para eles, sendo eles átomos, elétrons livres ou íons. Esta interação

caracteriza-se pela transformação de energia desta onda em outras formas como energia vibracional.

Ao considerar que uma onda eletromagnética está se propagando através da ionosfera alguns

parâmetros intrínsecos da onda ou da ionosfera irão contribuir para a absorção desta onda, como a

velocidade da onda, a permissividade magnética, µ, e a constante dielétrica, ɛ, do meio e da frequência

da onda incidente.

O ruído cósmico galático observado e captado por antenas dos riômetros que operam em

frequências de 38.2 MHz, é uma onda eletromagnética que atravessa a ionosfera.

O tópico seguinte irá explicar como que uma onda eletromagnética interage com o plasma

ionosférico.

5.1. A equação de appleton-Hartree:

n = 1 −

( ) ± ( )

(5.0)

Onde n é o índice de refração da onda escrito de forma complexa. X, Y , Z são números adimensionais dados pelas equações.

16

=

=

=

=

=

6. Instrumentação e Metodologia

6.1. Instrumentação

Utilizados para o que , Quem mais utilizou , diagrama de blocos

6.1.1. Riômetro (Riometer: Radio Ionosphere Opacity Meter)

Um riômetro trata-se de um rádio receptor sensível que mede a intensidade da radiação

eletromagnética proveniente das mais diversas fontes do espaço. Os riômetros utilizados normalmente

captam os sinais em radio frequência que variam de 20 MHz a 50 MHz.

A rede SARINET (SARINET do inglês: SOUTH AMERICA RIOMETER NETWORK) que é

composto por 7 estações de rádio recepção instaladas e em operação, tais como: São Martinho da

Serra, Natal, Punta Arenas (Chile), Trelew e La Plata (Argentina) e na Estação antártica Comandante

Ferraz. As estações localizadas no Brasil, Chile e Argentina, estão apresentadas na Figura 6.1.

Na tabela 1 são apresentadas as informações da localização e o tipo de riometro instalado no

observatório seja ele riometro convencional de um canal ou riometro imageador e as seguintes siglas

de identificação.

Os riômetros imageadores com uma área efetiva de 20 m² e cada antena está a uma distância da

outra de 1/2 comprimento de onda (~3.93m) e com uma altura a partir do solo de ¼ de comprimento

de onda (~1.96m), captam sinais em 38,2 MHz e estão montadas formando um conjunto de 4x4

antenas. Este equipamento é capaz de captar o movimento das irregularidades ionosféricas através do

seu conjunto de antenas varrendo o campo de visão do céu, produzindo 16 feixes que formam uma

cobertura da Ionosfera local com um campo de visão de aproximadamente 330x330 km na direção

norte-sul e na direção leste-oeste. As frequências utilizadas pelos Riômetros utilizados neste trabalho

para o registro do ruído cósmico é de 38.2 MHz e de 30 MHz para os riometro convencionais.

17

17 Figura 6.1 Os riometros convencionais são menores, possuem apenas 2 antenas dipolo de ½ comprimento

Figura 6.1

Os riometros convencionais são menores, possuem apenas 2 antenas dipolo de ½ comprimento de onda, com um elemento refletor distante de ¼ de comprimento de onda, dos elementos radiativos, e com altura total de 2 metros a partir do solo.

Com os Riometros podemos ter uma medida relativa da opacidade da ionosfera quanto à intensidade do ruído cósmico, como mencionado na seção 4. O sinal registrado pelo equipamento, que possui resolução de um segundo e em operação durante as 24 horas, não esta livre de interferências humanas ou de interferências eletromagnéticas nos sítios observacionais.

18

A National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA lançou e mantém um conjunto de satélites denominados Operational Environmental Satellites - GOES, que transportam instrumentos de monitoramento meteorológico. Cada satélite GOES possui um conjunto de sensores de raios-X solar (o “X-Ray Sensor”, ou XRS) que consiste em um colimador que alimenta um par de câmaras de íons. Essas câmaras de íons medem o fluxo de raios X moles do Sol, em duas bandas de comprimento de onda, 0,05–0,4 nm e 0,1–0,8 nm com resolução de 3s. Os detectores de raios X moles GOES possibilitam o monitoramento ininterrupto da atividade do Sol por 30 anos e são informações muito importantes no estudo da atividade solar e em previsão do clima espacial. (White, S., M.,2005).

As informações de fluxo de raios-X nas duas bandas dos satélites GOES são disponibilizadas quase em tempo real no site do NOAA e utilizados para informar as condições da radio propagação no site Space Wheather Prediction Center – SWPC. O SWPC emite alerta, tabela 1, que são baseados na intensidade do fluxo de raios-X na banda de 0,1 – 0,8 nm.

Os satélites GOES lanchados em 2006, 2009 e 2010, GOES 13, GOES 14 e GOES 15, com sensores de raios Extrema Ultravioleta, cada um medindo em cinco bandas dentro da banda de frequência de 5 – 127 nm. Os dados pré-processados são disponibilizados no NOAA-SWPC e processados, calibrados os dados para os três satélites e convertidos para irradiância ficam disponíveis no National Centers for Environmental Information – NCEI. A irradiância em Lyman-α é ajustada com o Solar Stellar Irradiance Comparison Experiment II – SOLSTICE II (McClintock et al., 2005).

Os

dados

com

resolução

de

um

minuto

estão

disponíveis

para

acesso

no

site

http://satdat.ngdc.noaa.gov/sem/goes/data/euvs/ desde 2006 com o lançamento do satélite GOES 13.

6.1.3. Modelo empírico D-Region Absorption Prediction - D-RAP

O modelo proposto pela NOAA tem como objetivo estimar a absorção em ondas de radio de alta frequência (Higth Frequency - HF) utilizando uma relação empírica do fluxo de Raios-X com a absorção do ruído cósmico, obtida por riômetros que operam na frequência de 10 MHz localizados em regiões de altas latitudes. A equação 1.1 é bem estabelecida por Sauer e Wilkinson. (Sauer, Wilkinson, 2008) e permite estimar a absorção de ondas de radio em outra frequência.

( ) =

(6.0)

Onde ( ) é a absorção na frequência que desejamos saber, e é a absorção em uma frequência de riometro, a frequência do riometro, e é a frequência que desejamos saber.

Com a correlação do logaritmo do fluxo de raios-X com a absorção em diferentes frequências de riômetros foi obtida uma relação utilizada para estimar a maior frequência que é atenuada de 1dB.

= 10 ∙ log ( ) + 65

(6.1)

19

Sendo HAF 1dB , é a sigla para Highest Affected Frequency – HAF é a maior frequência, em MHz, atenuada em 1dB , F 1-8A , é intensidade fluxo de raios-X, em , na banda de 0,1-0,8 nm, e 65 MHz é a constante do ajuste linear.

É um modelo que representa o impacto de uma explosão solar sobre as ondas de rádio na banda da alta frequência (3 – 30 MHz) que são utilizados em comunição de longo alcance estes impactos podem gerar blecaute nas comunições. E a partir do ponto subsolar onde a incidência da radiação solar é direta, ou seja, os raios incidem perpendicularmente à atmosfera. Para determinar a HAF para outras coordenadas geográficas a HAF pode ser descrita pelo cosseno ângulo zenital solar, χ. Acontecendo uma explosão solar de classe M.1, (F 1-8A = 1,0 x 10-5 Wm -2 ), a HAF será de 15 MHz no ponto subsolar e diminuirá até chegar a zero próximo do terminador dia/noite. Onde o ângulo zenital solar é 90° (Space Environmental Forecaster Operations Manual, 2010).

A equação 6.1 pode ser reescrita para ser utilizada e criar um mapa global da maior frequência afetada em 1dB como segue na equação 6.2 . (Space Environmental Forecaster Operations Manual,

2010)

= [10 ∙ log ( ) + 65 ] ∙ (cos ) .

7. Resultados e Discussões

(6.2)

Conclusão e sugestões de trabalhos futuros serão desenvolvidos no trabalho

final.

8.

REFERÊNCIAS

20

Clezio Marcos Denardini, Sergio Dasso, J. AmericoGonzalez-Esparza, Review on space weather in Latin America. 2. The research networks ready for space weather, Advances in Space Research, Volume 58, Issue 10, 2016, pp. 1940-1959, DOI: https://doi.org/10.1016/j.asr.2016.03.012

Thomas, R.J., Starr, R. , Crannell, Expressions to determine temperatures and emission measures for solar X-ray events from GOES measurements, C.J. Sol Phys (1985) 95: 323.

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White, S.M., Thomas, R.J. , Schwartz, Updated Expressions for Determining Temperatures and Emission Measures from Goes Soft X-Ray Measurements, R.A. Sol Phys (2005) 227: 231.

https://doi.org/10.1007/s11207-005-2445-z

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He F, Hu H Q, Hu Z J, et al. A new technique for deriving the quiet day curve from imaging riometer data at Zhongshan Station, Antarctic. Sci China Tech Sci, 2014, 57: 1967 1976, doi: 10.1007/s11431-

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Sauer, H. H., and D. C. Wilkinson, Global mapping of ionospheric HF/VHF radio wave absorption due to solar energetic protons, Space Weather, 6, S12002, 2008.

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A

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Hargreaves, J. (1992). The Solar-Terrestrial Environment: An Introduction to Geospace - the Science of the Terrestrial Upper Atmosphere, Ionosphere, and Magnetosphere (Cambridge Atmospheric and Space Science Series). Cambridge: Cambridge University Press. doi:10.1017/CBO9780511628924

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