Sei sulla pagina 1di 42

9

1.0 INTRODUÇÃO

Dos materiais até hoje utilizados pelo homem para a construção Civil,
sejam eles descobertos e/ou inventados, destaca-se o “CONCRETO” por
representar ser um dos materiais de construção mais difundidos e utilizados na
atualidade.
Possui enorme abrangência de versatilidade em seu uso, haja vista a
trabalhabilidade e ao grande escopo de possibilidades construtivas, apresenta
facilidade executiva, e principalmente ao fato de se solidarizar perfeitamente
com o aço, formando o “CONCRETO ARMADO”, que é o grande responsável
pelas construções complexas e de grande porte da atualidade.
Segundo Araujo, et alii ( 2011), o concreto é, depois da pedra, da argila
e da madeira, um dos materiais de construção mais antigos que a humanidade
conhece e utiliza. Os romanos já produziam um tipo de concreto com cinza
vulcânica e cal, o qual permitia a moldagem e a soldagem de peças
constituídas de grandes blocos de pedra. Pode-se dizer que sua origem, em
tempos mais recentes, remonta ao ano de 1756, quando John Smeaton utilizou
pela primeira vez uma argamassa calcinada na construção do farol de
Eddystone.
Ainda, para Araujo, et alii (2011), afirma também que com o advento do
Cimento Portland, patenteado no ano de 1824, o concreto assumiu um lugar de
destaque entre os materiais de construção, devido à enorme versatilidade que
oferece quando comparado aos demais produtos, possibilitando a moldagem,
com relativa facilidade, das mais diversas formas arquitetônicas. Surgiram,
então, as primeiras especificações para concreto baseadas no estudo científico
de seus elementos constitutivos e das suas propriedades físicas.
O Concreto é um material composto, constituído basicamente de um
aglomerante (Cimento Portland), agregado miúdo (areia de natural), agregado
graúdo (pedra britada), e água.
Destes componentes, somente o agregado miúdo, areia natural,
representa cerca de 30% (trinta por cento) do volume total, conforme relata
Altair Santos (2011).
10

A demanda crescente do mercado da Construção Civil, por concreto,


impacta de forma direta na necessidade de maior extração de areia de natural,
e devido a escassez desse componente, tem ocorrido os constantes aumentos
de preço.
Diante da grande importância na utilização do concreto para o
desenvolvimento social, busca-se, neste trabalho, propor uma alternativa
menos agressiva ao meio ambiente, substituindo a areia de rio, sem com isso,
ter perdas relativas à resistência e mantendo as mesmas proporções dos
custos de produção do concreto.

2.0 JUSTIFICATIVA

Como os engenheiros civis , vem-se preocupando com a escassez de


matéria prima para a produção do concreto, e sabe-se que ainda não existem
materiais para substituí-lo de forma plena.
Dos insumos que compõe o concreto, a “AREIA NATURAL”, é a que
apresenta a maior dificuldade de produção e extração, dado o fato de que suas
reservas não se renovam, e da legislação ambiental, que busca proteger e não
raras vezes, impedem a exploração de determinadas reservas.
Outro fator que está tornando a areia cara é o distanciamento entre as
reservas exploradas e os centros consumidores, tornando o valor do frete
superior ao valor do próprio produto.
Como alternativa ao uso da “AREIA NATURAL”, existem no mercado a
“AREIA INDUSTRIAL”, ou denominada de “AREIA ARTIFICIAL”, sendo esta
obtida nas instalações de britagem, e geralmente a produção é realizada em
locais mais próximos das centrais de concreto ou dos centros de consumo. O
processo produtivo se faz pelo reaproveitamento de grande parte do material
de descarte das pedreiras, fazendo com que o custo final seja menor se
comparado ao da areia natural.
11

2.1 ELEMENTOS DA PESQUISA

A “AREIA INDUSTRIAL” utilizada na pesquisa é originaria da britagem


de rocha calcária calcítica, produzida pela indústria Cimento Itambé S. A
sediada no município de Balsa Nova, Pr. e cedida pela empresa Concrebrás.
A escolha pela areia industrial oriunda da britagem de rocha calcária se
deve à facilidade de fornecimento que se encontra na região de Curitiba, por
isso, descarta-se a areia de britagem de rochas de granito e basalto.
A areia industrial, para efeito desta pesquisa, mesmo não sendo, será
considerada como um material inerte e livre de impurezas, e nesse sentido,
iremos tratar apenas de resultados obtidos nos testes de “RESISTÊNCIA a
COMPRESSÃO” de uma forma geral, não fazendo comparação com areias
originadas de outras rochas, tais como o granito e o basalto.
Também não serão realizados testes relacionados às reações álcali-
agregados.
Eventualmente, será alterada a relação água/cimento dos traços de
concreto analisados, visando uma melhor adequação deste ao agregado miúdo
artificial, pois, como afirma Bauer (2000), que o concreto preparado com
agregados de britagem, ou seja, agregados graúdos e miúdos industriais,
exigem 20% (vinte por cento) a mais de água de amassamento do que os
preparados somente com agregados naturais.

3.0 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

É possível substituir “AREIA NATURAL”, por “AREIA INDUSTRIAL”?


Obtendo um menor custo? Mantendo igual ou melhorando as propriedades do
concreto em seu estado fresco e endurecido?
Analisando os quesitos resistência e custo, com qual das areias se
obtém uma melhor resistência e um melhor preço?
12

4.0 OBJETIVOS

Comparar traços de concreto, com a variação entre eles da areia


utilizada, para se obter dados relacionados à resistência à compressão obtida e
posterior análise para obtenção da viabilidade técnico-econômica da
substituição da areia natural pela areia industrial.

4.1 OBJETIVOS ESPECIFICOS

Através da aplicação de um método racional de dosagem, obter traços


de concreto utilizando variações totais e parciais dos agregados miúdos
“AREIA NATURAL” e “AREIA INDUSTRIAL”, denominados de:

 TRAÇO 1 - 100% areia natural;


 TRAÇO 2 - 75% areia natural e 25% areia industrial;
 TRAÇO 3 - 50% areia natural e 50% areia industrial;
 TRAÇO 4 - 25% areia natural e 75% areia industrial;
 TRAÇO 5 - 100% areia industrial.

Mantendo sempre o abatimento de 80±20mm no slump-test, visando


traços com trabalhabilidade semelhante.
Com a definição destes traços, serão moldados corpos de prova para
rompimento aos 28 dias, objetivando a comparação dos resultados obtidos.
Com isso, será possível determinar qual será a melhor composição
entre “AREIA NATURAL” e “AREIA INDUSTRIAL” para ser utilizada, e qual
fornecerá o melhor resultado técnico-econômico.
13

5.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1 CONCRETO

Segundo Petrucci (1982):

O concreto hidráulico é um material de construção constituído por


mistura de um aglomerante com um ou mais materiais inertes e água.
Quando recém-misturado, deve oferecer condições tais de
plasticidade que facilitem as operações de manuseio indispensáveis
ao lançamento nas formas, adquirindo, com o tempo, pelas reações
que então se processarem entre aglomerante e água, coesão e
resistência.

O concreto é um material composto sendo formado por aglomerante e


partículas de agregado. Seus componentes básicos são: Água, aglomerante,
agregado miúdo e agregado graúdo.
Em geral, o agregado miúdo utilizado é a areia, o graúdo é a brita e o
aglomerante é o Cimento Portland.
De acordo com Araujo, et alii (2011),

a água e o cimento, quando misturados, desenvolvem um processo


denominado hidratação e formam uma pasta que adere às partículas
dos agregados. Nas primeiras horas após o preparo é possível dar a
essa mistura o formato desejado. Algumas horas depois ela endurece
e, com o passar dos dias, adquire grande resistência mecânica,
convertendo-se num material monolítico dotado das mesmas
características de uma rocha.
A resistência do concreto depende de três fatores básicos:
 Resistência do agregado;
 Resistência da pasta;
 Resistência da ligação entre a pasta e o agregado.

5.1.1 Água

A água de amassamento, componente básico para a hidratação do


Cimento Portland, se faz necessária para promover as reações químicas
fundamentais para a cura. Além de ser a responsável pelo grau de
trabalhabilidade do concreto é também responsável pela sua resistência final,
14

uma vez que, quanto maior a relação água/cimento, menor será a resistência
obtida pelo concreto.
Abrams (1918 citado por Helene, Terzian 1993), diz que dentro do
campo dos concretos plásticos, a resistência aos esforços mecânicos, bem
como as demais propriedades do concreto endurecido variam na relação
inversa da relação água / cimento.
Lyse (1931 citado por Helene, Terzian 1993), demonstrou que dentro
de certos limites é possível considerar a massa de água / unidade de volume
de concreto como a principal determinante da consistência do concreto fresco,
qualquer que seja a proporção dos demais materiais da mistura.
Para Petrucci (1982),

é usual dizer-se que toda a água que serve para beber pode ser
utilizada na confecção de concretos. A recíproca, porém, não é
verdadeira, pois muitas águas utilizáveis sem dano no concreto não
podem ser ingeridas pelo homem.
A água usada no amassamento do concreto não deve conter
impurezas que possam vir a prejudicar as reações entre ela e os
compostos do cimento.
A quantidade de água para uma dada trabalhabilidade é variável de
acordo com a forma e graduação dos agregados, mas, praticamente,
independe do traço.
Trabalhabilidade é a propriedade do concreto fresco que identifica
sua maior ou menor aptidão para ser empregado com determinada
finalidade sem perda de sua homogeneidade.

5.1.2 Cimento

Segundo a ABCP (2003),

Cimento Portland é a denominação convencionada mundialmente


para o material usualmente conhecido na construção civil como
cimento, ou seja, a qualquer cimento denomina-se “Cimento Portland”
porque este aglomerante, descoberto por Joseph Aspdin em 1824,
após sua mistura com água e correspondente endurecimento, resulta
em uma massa pétrea semelhante em cor, solidez e durabilidade ao
calcário da Ilha Inglesa de Portland.
O “Cimento Portland” é composto de clínquer e de adições. O
clínquer é o principal componente e está presente em todos os tipos
de Cimento Portland. As adições podem variar de um tipo de cimento
para outro e são principalmente elas que definem os diferentes tipos
de cimento.
15

No gráfico 1 representam-se as curvas relacionadas a evolução média


da resistência à compressão dos diferentes tipos de Cimento Portland, onde
percebe-se a diferença, entre eles, das resistências obtidas ao longo do tempo.

GRÁFICO 1 – EVOLUÇÃO MÉDIA DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO

FONTE: ABCP, 2003.

Atualmente, os cimentos mais comumente disponíveis no mercado são


os compostos (clínquer mais adições), representando cerca de 75% da
produção nacional (ABCP, 2003).
O cimento CPII-Z, é composto de clínquer (calcário e argila) e
pozolana, rochas ou matérias orgânicas fossilizadas encontradas na natureza.
É adequado para estruturas de concreto em contato com ambientes
agressivos, úmidos e obras marítimas. Pode ser aplicado em concreto simples ,
armado ou usinado, estruturas de concreto em geral, fundações, estacas e
galerias subterrâneas.
16

5.1.3 Agregados

Agregado é o material particulado, não coesivo, de atividade química


praticamente nula, formado de misturas de partícula cobrindo extensa gama de
tamanhos. O termo “agregado” é de uso generalizado na tecnologia do
concreto, já nos outros ramos da construção é conhecido, conforme o caso,
pelo nome específico tal como filer, pedra britada, bica corrida, rachão, etc
BAUER (2000).
Conceituado por Petrucci (1982), “agregado é o material granular, sem
forma e volume definidos, geralmente inerte, de dimensões e propriedades
adequadas para o uso em obras de engenharia”.
Uma característica importante do agregado miúdo, relacionadas à
dosagem do concreto, é o seu módulo de finura, ou sua superfície específica.
Segundo Bauer (2000), o módulo de finura do agregado miúdo influi na
definição da quantidade de água de amassamento necessária para a produção
do concreto, e portanto, na quantidade de cimento, pois quanto menor o
módulo de finura, ou quanto maior a superfície específica, mais água será
necessária e consequentemente mais cimento para manter o fator água /
cimento preestabelecido.
Quanto à origem, os agregados podem ser classificados em naturais,
artificiais ou industrializados. Os naturais já se encontram em forma particulada
na natureza, enquanto os artificiais ou industrializados tem sua composição
particulada por processos industriais.
Quanto às dimensões das partículas, na tecnologia do concreto, é
dividido em:

 Agregado miúdo. Ex.: As areias;


 Agregado graúdo. Ex.: Os cascalhos e as britas.

5.1.3.1 Agregado Graúdo

A NBR 7211, 2005, define:


17

Agregado graúdo: Agregado cujos grãos passam pela peneira com


abertura de malha de 75 mm e ficam retidos na peneira com abertura
de malha de 4,75mm, em ensaio realizado de acordo com a ABNT
NBR NM 248, com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO 3310-
1.

5.1.3.2 Agregado Miúdo

A NBR 7211, 2005, define:

Agregado miúdo: Agregado cujos grãos passam pela peneira com


abertura de malha de 4,75 mm e ficam retidos na peneira com
abertura de malha de 150 μm, em ensaio realizado de acordo com a
ABNT NBR NM 248, com peneiras definidas pela ABNT NBR NM ISO
3310-1.

Neste trabalho, será dado tratamento especial ao “AGREGADO


MIÚDO”, que tem por escopo tratar mais especificamente das areias natural e
artificial.
De acordo com Araujo (2003), “o agregado miúdo mais utilizado é a
areia lavada”.
De acordo com Petrucci (1982),

Areias artificiais – As areias ditas artificiais como já foi visto, são


obtidas por moagem de fragmentos de rochas.
As melhores areias artificiais são as que provêm de granitos e pedras
com grande proporção de sílica. As areias provenientes de basalto
apresentam, em geral, muitos grãos em forma de placa ou agulha,
que irão produzir argamassas ásperas, geralmente as menos
trabalháveis.
Outro inconveniente, que pode ser grave, é a existência de elevados
teores de material pulverulento.
Por essa razão, essas areias, exigem maior quantidade de água,
além do que esse material impalpável diminui a aderência à pasta de
cimento.
A lavagem poderá beneficiar essas areias, tornando-as aptas para
uso.

Segundo Tiecher (2003), “a areia artificial é um produto alternativo, que


causa menor degradação ao meio ambiente. Se utilizada para levantamento de
alvenarias denota maior aderência que a areia natural, pois possui grãos mais
angulosos e ásperos”.
18

Segundo ALMEIDA e BISPO (2003):

A substituição da areia natural pela areia artificial deve ser feita de


modo a não causar prejuízo à qualidade do produto, satisfazendo
certos requisitos tecnológicos, tais como:
− forma e textura das partículas;
− resistência mecânica e estabilidade das partículas;
− adequação da distribuição granulométrica;
− ausência de impurezas, entre outras.
As areias naturais extraídas de rios são, geralmente, de natureza
quartzosa rolada, de origem fluvial ou eólica (SBRIGHI NETO, 1999).
Quando comparadas aos agregados provenientes de britagem de
rocha, as diferenças quanto à distribuição granulométrica, à forma, à
textura e à resistência mecânica das partículas são evidentes. Há
necessidade, então, de adequação desses agregados, de modo a
satisfazer as necessidades específicas para sua aplicação.
Uma das dificuldades da utilização da areia artificial na argamassa de
revestimento é devida ao formato inadequado das partículas,
normalmente lamelar ou alongado, dificultando a trabalhabilidade.
Para tornar as partículas mais esféricas, existem no mercado novos
equipamentos de britagem, como por exemplo: os britadores de eixo
vertical (VSI), que proporcionam a fragmentação por meio de
impacto, rocha contra rocha, sendo o produto final composto de
partículas equidimensionais.

5.2 DOSAGEM DO CONCRETO

5.2.1 Definições

Chama-se traço à maneira de exprimir a composição do concreto, ou


seja, a proporção de dosagem entre seus materiais constituintes.
O traço tanto pode ser indicado pelas proporções em peso ou em
volume, podendo ainda ter sua indicação mista, com certos materiais indicados
em peso e outros em volume.
Independente da maneira como se indica o traço, sempre referimos o
cimento como unidade principal, e os demais materiais como proporções em
função do volume ou peso de cimento. Por exemplo: Traço unitário 1:5 se
refere à 1 unidade de cimento para cada 5 unidades de agregado (graúdo e
miúdo). Traço 1:2:3 se refere à 1 unidade de cimento para cada 2 unidades de
agregado miúdo e 3 unidades de agregado graúdo.
Conforme afirma Araujo (2011):
19

Dosar um concreto consiste em determinar a proporção mais


adequada e econômica, com que cada material entra na composição
da mistura, objetivando as propriedades já identificadas para o
concreto fresco e endurecido.
Dosar, é portanto procurar o traço que atende as condições
específicas de um projeto, utilizando corretamente os materiais
disponíveis.
Traço é a maneira de exprimir a proporção dos componentes de uma
mistura. Genericamente, um traço 1:m:x significa que para uma parte
de aglomerante deve-se ter m partes de agregados, que pode ser
somente miúdo, como no caso das argamassas, ou miúdo e graúdo,
como nos concretos e x partes de água.

Segundo Petrucci (1982),

em oposição à dosagem empírica, baseada apenas na experiência do


construtor, encontra-se a dosagem denominada experimental, que se
diferencia da primeira porque os materiais constituintes e o produto
resultante são previamente ensaiados em laboratórios.

5.2.2 Métodos de dosagem

5.2.2.1 ABCP/ACI

O método da ABCP foi publicado em 1984 pela Associação Brasileira


de Cimento Portland, como um estudo técnico intitulado ”Parâmetros de
dosagem do concreto", da autoria do Eng. Publio Penna Firme Rodrigues
(revisado em 1995).

5.2.2.2 Método IPT/EPUSP

O método denominado IPT/EPUSP, apresentado no Manual de


Dosagem e Controle de Concreto (HELENE; TERZIAN , 1992), constitui-se
numa atualização e generalização feita na Escola Politécnica da USP a partir
do método desenvolvido inicialmente no IPT (Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo).
20

5.2.2.3 Método ITERS/Eladio Petrucci

O método do ITERS (Instituto Tecnológico do Estado do Rio Grande do


Sul), e atual CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio
Grande do Sul), de caráter eminentemente experimental, foi desenvolvido a
partir de 1951, pelo Professor Petrucci e destinado à obtenção de concretos
estruturais para obras correntes de engenharia. Esse procedimento de
dosagem surgiu em resposta às dificuldades e insucessos que se
apresentaram no Rio Grande do Sul como resultado da aplicação dos métodos
difundidos até então.

6.0 MATERIAIS E MÉTODOS

6.1 MATERIAIS

 Cimento Portland CP-II Z da marca Votorantin, visto que à época


da aquisição era o único disponível no mercado;
 Pedra Brita Nº1, proveniente da britagem de rocha granítica,
doada pela CONCREBRAS e produzida na RMC, conforme
análise granulométrica nº 0213/2011, anexos 1 e 2, da empresa
BIANCO TECNOLOGIA DO CONCRETO;
 Areia Média Natural, doada pela CONCREBRAS e extraída na
RMC, conforme análise granulométrica nº 0211/2011, anexos 3 e
4, da empresa BIANCO TECNOLOGIA DO CONCRETO;
 Areia Média Industrial, doada pela CONCREBRAS e produzida
pela CIMENTO ITAMBÉ na RMC, conforme análise
granulométrica nº 0214/2011, anexos 5 e 6, da empresa BIANCO
TECNOLOGIA DO CONCRETO;
 Água, proveniente da rede de abastecimento público de Curitiba -
Pr.
21

6.2 EQUIPAMENTOS

 Betoneira 400l, cedida pela empresa FRAIZ CONSTRUÇÕES


CIVIS LTDA, conforme figura 1;

FIGURA 1 – BETONEIRA 400L .

 Balança de precisão, cedida pela empresa TUCUMANN

ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS LTDA, conforme figura 2;

 Cone de Abrams, cedido pela empresa TUCUMANN


ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS LTDA, conforme figura 3;

 Moldes cilíndricos 10x20cm, locados da empresa BIANCO


TECNOLOGIA DO CONCRETO, conforme figura 4.
22

FIGURA 2 – BALANÇA DE PRECISÃO.

FIGURA 3 – CONE DE ABRAMS .


23

FIGURA 4 – MOLDES CILÍNDRICOS.

6.3 MÉTODO

Como diretriz para a dosagem experimental dos traços de concreto, foi


utilizado o método do IPT/EPUSP. Iniciando com a proporção água/cimento em
escala máxima, para se obter um concreto estrutural com uma resistência
aproximada de 25MPa (Mega Pascal).
O cálculo da relação água/cimento, fundamental para a dosagem do
concreto, foi determinado pela Lei de Abrams, através da aplicação da fórmula:

(a/c)
28 dias - fd28 = 92,8 / 7,9

Onde:

 Fd28 = valor de cálculo da resistência dos materiais a 28 dias de


idade;
 a/c = Relação água / cimento , em massa.
24

OBS.: a fórmula acima é específica para o “Cimento Portland” classe


32, conforme ilustrado no gráfico 2:

GRÁFICO 2 – LEI DE ABRAMS – 1919.

FONTE : Helene,Terzian(1993).

E com sua resolução tem-se:


𝟗𝟐,𝟖
𝟐𝟓 = 𝐚 = 0,63
𝟕,𝟗𝐜

Portanto, com a determinação da relação água/cimento de 0,63,


objetivando dosar concretos que obtenham a resistência de 25MPa,
prossegue-se com a aplicação do método para agora, obter o índice de
argamassa ideal, para cada traço proposto.
Partindo da analise anterior, sabe-se que para obter um concreto com
resistência aproximada de 25MPa, deve-se utilizar a relação água/cimento
próximo de 0,63. Porém, como pretende-se dosar um concreto que tenha um
abatimento no slump-test de 80±20mm, iniciar-se-á a dosagem experimental
com uma relação água/cimento de 0,50 e de forma crescente até próximo de
0,63, busca obter o abatimento desejado.
A escolha pelo abatimento no slump-test de 80±20mm, se deu pelo fato
25

de que o concreto com tal trabalhabilidade é comumente utilizado em


elementos estruturais armados, tais como vigas e pilares, conforme ilustrado
na tabela 1, e esses elementos estruturais estão presentes em praticamente
todas as edificações em concreto.

TABELA 1 – ABATIMENTO EM FUNÇÃO DO TIPO DE ELEMENTO ESTRUTURAL .

Elemento Estrutural ABATIMENTO EM mm


Pouco Armada Muito Armada
Laje ≤ 60 ± 10 ≤ 70 ± 10
Viga e parede armada ≤ 60 ± 10 ≤ 80 ± 10
Pilar do edifício ≤ 60 ± 10 ≤ 80 ± 10
Paredes de fundação, sapatas e tubulões ≤ 60 ± 10 ≤ 70 ± 10
FONTE : Helene,Terzian (1993).

Por se tratar de um trabalho comparativo sobre resistência e custo, não


será abordado o quesito do tamanho máximo do agregado graúdo, presente no
método, porque o concreto não estará vinculado a um projeto em específico.
Por opção, serão compostos os traços apenas utilizando como agregado
graúdo a brita nº1.
O método IPT/EPUSP, determina a produção experimental do primeiro
traço 1:5,0, com as características de abatimento e coesão ideais, e este
servirá de traço referencial ou piloto, sendo que os traços auxiliares, rico e
pobre, serão obtidos a partir deste.
Seguindo com o procedimento do método IPT/EPUSP, iremos dosar os
seguintes traços:

 Traço Piloto 1:5 = 1kg de cimento para cada 5kg de agregados;

 Traço Rico 1:3,5 = 1kg de cimento para cada 3,5kg de


agregados;

 Traço Pobre 1:6,5 = 1kg de cimento para cada 6,5kg de


agregados.
26

Para definir as proporções ideais dos agregados graúdos e miúdos,


deve-se determinar o teor ideal de argamassa do concreto.
A argamassa corresponde à fração formada pelo agregado miúdo, que
é a areia, e o cimento.
É a argamassa de areia e cimento que preenche os vazios entre os
agregados graúdos, que na pesquisa em tese é somente a brita 1, sendo sua
quantidade função do tamanho do agregado graúdo.
Um concreto com pouco teor de argamassa apresentara vazios, o que
causará perda de sua resistência mecânica, já um concreto com teor de
argamassa acima do ideal, terá seu custo aumentado em decorrência do
consumo excessivo e desnecessário de cimento.
O teor de argamassa é calculado pela fórmula:

( 𝟏+𝐚 )
Teor de Argamassa = 𝐱 𝟏𝟎𝟎
( 𝟏+𝐚+𝐩 )

Onde:

 a = Peso da Areia no Traço; p = Peso da Pedra Brita no Traço e 1 =


Peso do cimento no Traço.
 p = peso de pedra brita no traço;
 a = peso de areia no traço;
 1 = representa o peso de cimento no traço.

Trabalhando com o traço 1:5, e variando somente a quantidade de


argamassa (cimento e areia) com a quantidade de agregado graúdo (fixa em
15 kg) até obter o valor necessário para preencher os vazios do agregado
graúdo. Juntamente com isso, foi controlado a quantidade de água para obter o
abatimento desejado de 80±20mm.
Para chegar ao valor ideal de argamassa, que na pesquisa ficou entre
51% (cinqüenta e um por cento) e 53% (cinquenta e três por cento), iniciando o
procedimento de dosagem com valor bem abaixo deste. Então, optou-se pelo
27

valor inicial de 35% e adicionando cimento e areia, conforme passos descritos


abaixo, até chegar ao valor ideal do teor de argamassa.

Primeiro passo:

Preparo da Betoneira:

Foi imprimado a betoneira com 6kg de concreto com traço 1:2:3 e


relação a/c=0,65. Após, virando a betoneira com a abertura para baixo, e
deixando o material excedente cair livremente. Isto é feito para sujar a
betoneira com argamassa, diminuindo, com isso, a perda durante a aplicação
do método de dosagem, conforme figura 5.

Segundo passo:

Lançamento e pesagem dos materiais:

Depois de pesado foi lançado os materiais na betoneira, os quais foram


misturados durante cinco minutos, com uma parada intermediária para limpeza
das pás da betoneira. Após isso, verificou-se o abatimento do tronco de cone, a
coesão e a plasticidade obtida;
A sequência de introdução dos materiais na betoneira foi nesta ordem:
80% (oitenta por cento) da água, total do agregado graúdo, total do agregado
miúdo, total do cimento e os 20% de água restante, ilustrado na figura 6;
Efetuado os acréscimos sucessivos de cimento, areia e água,
constantes na coluna de “acréscimos” presente nas tabelas de 1 à 5,
aumentado assim o teor de argamassa de forma gradativa e mantendo
inalterado a quantidade do agregado graúdo na mistura.

Terceiro passo:

Ensaios e verificação da argamassa:


28

Conforme aplicação seqüencial do método do IPT/EPUSP, descreve-se


os passos executados para ensaio e verificação na identificação do teor ideal
de argamassa:
a. Desligada a betoneira foi retirado todo o material aderido nas
pás e superfície interna;
b. Empurrado todo o material para a parte inferior da cuba da betoneira, e
com o auxílio de uma colher de pedreiro, foi devolvido os agregados
soltos que estavam nas pás e superfícies da betoneira ao restante da
mistura, conforme figura 7, para em seguida serem analisados os
seguintes parâmetros, 1 ao 5, indicativos de resultado positivo na
obtenção do teor de argamassa ideal:
1. Através da introdução da colher de pedreiro no concreto fresco,
e após levantando a mesma no sentido vertical, verificou-se se
a superfície exposta apresentava vazios indicando insuficiência
de argamassa;

FIGURA 5 – IMPRIMAÇÃO INICIAL.


29

FIGURA 6 – MATERIAIS À SEREM INTRODUZIDOS, EM SEQUÊNCIA, NA BETONEIRA.

2. Soltando esta parte de concreto fresco e observando se o


mesmo caia de modo compacto e homogêneo, o que seria
indicativo de um teor adequado de argamassa;
3. Seguindo ao ensaio de abatimento, e ainda com o concreto na
forma de tronco de cone, bate-se suavemente na lateral inferior
do mesmo, com o auxílio da haste de socamento, verificando,
com isso, se a queda se realizou de modo homogêneo, sem
desprendimento das frações de agregados. Se a mesma se
realizar de modo homogêneo, sem desprendimento de
porções, indica que o concreto está com o teor de
argamassa considerado bom;
4. Verificando também, se ao redor da base do concreto surgiu
uma camada de água proveniente da exsudação de água da
mistura. Caso isso ocorra, seria um indicativo de falta de finos
na mistura, o qual poderia ser corrigido com a mudança na
granulometria da areia ou aumento do teor de argamassa. Nos
ensaios não se observou tal situação;
30

5. Na mesma amostra em que foi feito o ensaio de abatimento,


observando também se a superfície lateral do concreto estava
compacta, ou seja, sem apresentar vazios, indicando assim um
teor adequado de argamassa;
c) Após encontrado o teor adequado de argamassa, conforme passos
acima, foi executado o teste de abatimento do troco de cone, conforme
figura 8 e 9, e nas situações em que não se atingiu o abatimento
desejado, acrescentou-se água, de forma gradativa, até conseguir o
abatimento estabelecido;
d) Foi descartado nesse estudo cientifico a perda de argamassa nos
processos de transporte e lançamento, visto que o estudo não prevê
esses procedimentos. As perdas, em processos usuais, podem ser
estimado entre 2 a 4% (dois a quatro por cento).

FIGURA 7 – VERIFICAÇÃO DE COESÃO.

O teor final de argamassa no concreto foi definido, seguindo


integralmente o método IPT/UPUSP, nos traços propostos 1, 2, 3, 4 e 5,
31

conforme tabelas 2 à 6, onde a linha realçada em verde representa a melhor


situação encontrada em relação ao teor ideal de argamassa.

FIGURA 8 – TESTE DE ABATIMENTO.

Quarto passo:

Determinação das Características do concreto:


Após a determinação do teor de argamassa, foi realizado uma nova
mistura com o traço 1:5,0, com o teor de argamassa definitivo e
determinada todas as características do concreto fresco, indicando :

 Relação água/cimento, necessária para obter a consistência


desejada experimentalmente por tentativas;
 Consumo de cimento por metro cúbico de concreto;
 Consumo de água por metro cúbico de concreto;
 Massa específica do concreto fresco;
 Abatimento do tronco de cone.
32

FIGURA 9 – TESTE DE ABATIMENTO.

TRAÇO 1:

TABELA 2 – DEFINIÇÃO TRAÇO PILOTO – 100% AREIA NATURAL.

TRAÇO 1 - PILOTO - 1:5 -100% Areia Natural com 8% de um idade


Teor Arg 1:5,0 Massa total areia kg Cimento em kg água em kg MATERIAL NA BETONEIRA(kg)
M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo Cimento Areia agua Brita Slump(cm)
35% 1:1,10:3,90 4,231 3,846 2,500 3,846 4,569 2,162 15,000 Segregou
37% 1:1,22:3,78 4,841 0,611 3,968 0,122 2,579 0,079 0,122 0,659 0,031 15,000 Segregou
39% 1:1,34:3,66 5,492 0,651 4,098 0,130 2,664 0,085 0,130 0,703 0,033 15,000 Segregou
41% 1:1,46:3,54 6,186 0,695 4,237 0,139 2,754 0,090 0,139 0,750 0,035 15,000 Segregou
43% 1:1,58:3,42 6,930 0,743 4,386 0,149 2,851 0,097 0,149 0,803 0,037 15,000 Segregou
45% 1:1,70:3,30 7,727 0,797 4,545 0,159 2,955 0,104 0,159 0,861 0,040 15,000 Segregou
47% 1:1,82:3,18 8,585 0,858 4,717 0,172 3,066 0,111 0,172 0,926 0,043 15,000 15,000
49% 1:1,94:3,06 9,510 0,925 4,902 0,185 3,186 0,120 0,185 0,999 0,046 15,000 15,000
51% 1:2,06:2,94 10,510 1,000 5,102 0,200 3,316 0,130 0,200 1,080 0,050 15,000 15,000
53% 1:2,18:2,82 11,596 1,086 5,319 0,217 3,457 0,141 0,217 1,172 0,054 15,000 8,000
55% 1:2,30:2,70 12,778 1,182 5,556 0,236 3,611 0,154 0,236 1,277 0,059 15,000
57% 1:2,42:2,58 14,070 1,292 5,814 0,258 3,779 0,168 0,258 1,395 0,065 15,000
59% 1:2,54:2,45 15,488 1,418 6,098 0,284 3,963 0,184 0,284 1,531 0,071 15,000
61% 1:2,66:2,34 17,051 1,563 6,410 0,313 4,167 0,203 0,313 1,689 0,078 15,000
63% 1:2,78:2,22 18,784 1,733 6,757 0,347 4,392 0,225 0,347 1,871 0,087 15,000
65% 1:2,90:2,10 20,714 1,931 7,143 0,386 4,643 0,251 0,386 2,085 0,097 15,000
33

TRAÇO 2:

TABELA 3 – DEFINIÇÃO TRAÇO PILOTO – 75% AREIA NATURAL – 25% AREIA ARTIFICIAL

TRAÇO 2 - PILOTO - 1:5 - 25% Areia Artificial com 6,3% de umidade e 75% de Areia Natural com 9,2% de umidade
Teor Arg 1:5,0 Massa total areia kg Artificial natural Cimento em kg água em kg NA BETONEIRA KG
6,30% 9,20%
M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo M. TotalAcrescimoCimento Areia artificial Natural agua Brita Slump (cm)
35% 1:1,10:3,90 4,23 1,06 3,17 3,85 2,50 3,846 4,589 1,124 3,465 2,141 15,000 SEGREGOU
37% 1:1,22:3,78 4,84 0,61 0,15 0,46 3,97 0,12 2,58 0,08 0,122 0,662 0,162 0,500 0,028 15,000 SEGREGOU
39% 1:1,34:3,66 5,49 0,65 0,16 0,49 4,10 0,13 2,66 0,08 0,130 0,706 0,173 0,533 0,029 15,000 SEGREGOU
41% 1:1,46:3,54 6,19 0,69 0,17 0,52 4,24 0,14 2,75 0,09 0,139 0,754 0,185 0,569 0,031 15,000 SEGREGOU
43% 1:1,58:3,42 6,93 0,74 0,19 0,56 4,39 0,15 2,85 0,10 0,149 0,806 0,198 0,609 0,034 15,000 SEGREGOU
45% 1:1,70:3,30 7,73 0,80 0,20 0,60 4,55 0,16 2,95 0,10 0,159 0,865 0,212 0,653 0,036 15,000 SEGREGOU
47% 1:1,82:3,18 8,58 0,86 0,21 0,64 4,72 0,17 3,07 0,11 0,172 0,930 0,228 0,702 0,039 15,000 SEGREGOU
49% 1:1,94:3,06 9,51 0,92 0,23 0,69 4,90 0,18 3,19 0,12 0,185 1,003 0,246 0,757 0,042 15,000 16
51% 1:2,06:2,94 10,51 1,00 0,25 0,75 5,10 0,20 3,32 0,13 0,200 1,085 0,266 0,819 0,045 15,000 16
53% 1:2,18:2,82 11,60 1,09 0,27 0,81 5,32 0,22 3,46 0,14 0,217 1,178 0,288 0,889 0,049 15,000 10
55% 1:2,30:2,70 12,78 1,18 0,30 0,89 5,56 0,24 3,61 0,15 0,236 1,282 0,314 0,968 0,053 15,000
57% 1:2,42:2,58 14,07 1,29 0,32 0,97 5,81 0,26 3,78 0,17 0,258 1,401 0,343 1,058 0,058 15,000
59% 1:2,54:2,45 15,49 1,42 0,35 1,06 6,10 0,28 3,96 0,18 0,284 1,538 0,377 1,161 0,064 15,000
61% 1:2,66:2,34 17,05 1,56 0,39 1,17 6,41 0,31 4,17 0,20 0,313 1,696 0,415 1,280 0,071 15,000
63% 1:2,78:2,22 18,78 1,73 0,43 1,30 6,76 0,35 4,39 0,23 0,347 1,879 0,460 1,419 0,078 15,000
65% 1:2,90:2,10 20,71 1,93 0,48 1,45 7,14 0,39 4,64 0,25 0,386 2,094 0,513 1,581 0,087 15,000

TRAÇO 3:

TABELA 4 – DEFINIÇÃO TRAÇO PILOTO – 50% AREIA NATURAL – 50% AREIA ARTIFICIAL
TRAÇO 3 - PILOTO - 1:5 - 50% Areia Artificial com 6,3% de umidade e 50% de Areia Natural com 9,2% de umidade
Teor Arg 1:5,0 Massa total areia kg Artificial natural Cimento em kg água em kg NA BETONEIRA KG
6,30% 9,20%
M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo M. Total AcrescimoCimento Areia artificial agua Brita Slump
35% 1:1,10:3,90 4,23 2,12 2,12 3,85 2,50 3,846 4,559 2,249 2,310 2,172 15,000 SEGREGOU
37% 1:1,22:3,78 4,84 0,61 0,31 0,31 3,97 0,12 2,58 0,08 0,122 0,658 0,324 0,333 0,032 15,000 SEGREGOU
39% 1:1,34:3,66 5,49 0,65 0,33 0,33 4,10 0,13 2,66 0,08 0,130 0,701 0,346 0,355 0,034 15,000 SEGREGOU
41% 1:1,46:3,54 6,19 0,69 0,35 0,35 4,24 0,14 2,75 0,09 0,139 0,748 0,369 0,379 0,036 15,000 SEGREGOU
43% 1:1,58:3,42 6,93 0,74 0,37 0,37 4,39 0,15 2,85 0,10 0,149 0,801 0,395 0,406 0,039 15,000 SEGREGOU
45% 1:1,70:3,30 7,73 0,80 0,40 0,40 4,55 0,16 2,95 0,10 0,159 0,859 0,424 0,435 0,042 15,000 SEGREGOU
47% 1:1,82:3,18 8,58 0,86 0,43 0,43 4,72 0,17 3,07 0,11 0,172 0,924 0,456 0,468 0,045 15,000 SEGREGOU
49% 1:1,94:3,06 9,51 0,92 0,46 0,46 4,90 0,18 3,19 0,12 0,185 0,997 0,492 0,505 0,049 15,000 19
51% 1:2,06:2,94 10,51 1,00 0,50 0,50 5,10 0,20 3,32 0,13 0,200 1,078 0,532 0,546 0,053 15,000 14
53% 1:2,18:2,82 11,60 1,09 0,54 0,54 5,32 0,22 3,46 0,14 0,217 1,170 0,577 0,593 0,057 15,000 8
55% 1:2,30:2,70 12,78 1,18 0,59 0,59 5,56 0,24 3,61 0,15 0,236 1,274 0,628 0,645 0,062 15,000
57% 1:2,42:2,58 14,07 1,29 0,65 0,65 5,81 0,26 3,78 0,17 0,258 1,392 0,687 0,705 0,068 15,000
59% 1:2,54:2,45 15,49 1,42 0,71 0,71 6,10 0,28 3,96 0,18 0,284 1,528 0,754 0,774 0,074 15,000
61% 1:2,66:2,34 17,05 1,56 0,78 0,78 6,41 0,31 4,17 0,20 0,313 1,685 0,831 0,854 0,082 15,000
63% 1:2,78:2,22 18,78 1,73 0,87 0,87 6,76 0,35 4,39 0,23 0,347 1,867 0,921 0,946 0,091 15,000
65% 1:2,90:2,10 20,71 1,93 0,97 0,97 7,14 0,39 4,64 0,25 0,386 2,080 1,026 1,054 0,101 15,000
34

TRAÇO 4:

TABELA 5 – DEFINIÇÃO TRAÇO PILOTO – 25% AREIA NATURAL – 75% AREIA ARTIFICIAL

TRAÇO 4 - PILOTO - 1:5 -75% Areia Artificial com 6,3% de umidade e 25% de Areia Natural com 9,2% de umidade
Teor Arg 1:5,0 Massa total areia kg Artificial natural Cimento em kg água em kg NA BETONEIRA KG
6,30% 9,20%
M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo Cimento Areia artificial Natural agua Brita Slump(cm)
35% 1:1,10:3,90 4,23 3,17 1,06 3,85 2,12 3,846 4,528 3,373 1,155 1,818 15,000 SEGREGOU
37% 1:1,22:3,78 4,84 0,61 0,46 0,15 3,97 0,12 2,18 0,07 0,122 0,653 0,487 0,167 0,024 15,000 SEGREGOU
39% 1:1,34:3,66 5,49 0,65 0,49 0,16 4,10 0,13 2,25 0,07 0,130 0,696 0,519 0,178 0,026 15,000 SEGREGOU
41% 1:1,46:3,54 6,19 0,69 0,52 0,17 4,24 0,14 2,33 0,08 0,139 0,743 0,554 0,190 0,028 15,000 SEGREGOU
43% 1:1,58:3,42 6,93 0,74 0,56 0,19 4,39 0,15 2,41 0,08 0,149 0,796 0,593 0,203 0,030 15,000 SEGREGOU
45% 1:1,70:3,30 7,73 0,80 0,60 0,20 4,55 0,16 2,50 0,09 0,159 0,853 0,636 0,218 0,032 15,000 SEGREGOU
47% 1:1,82:3,18 8,58 0,86 0,64 0,21 4,72 0,17 2,59 0,09 0,172 0,918 0,684 0,234 0,034 15,000 SEGREGOU
49% 1:1,94:3,06 9,51 0,92 0,69 0,23 4,90 0,18 2,70 0,10 0,185 0,990 0,737 0,252 0,037 15,000 11
51% 1:2,06:2,94 10,51 1,00 0,75 0,25 5,10 0,20 2,81 0,11 0,200 1,071 0,798 0,273 0,040 15,000 10
53% 1:2,18:2,82 11,60 1,09 0,81 0,27 5,32 0,22 2,93 0,12 0,217 1,162 0,865 0,296 0,043 15,000
55% 1:2,30:2,70 12,78 1,18 0,89 0,30 5,56 0,24 3,06 0,13 0,236 1,265 0,942 0,323 0,047 15,000
57% 1:2,42:2,58 14,07 1,29 0,97 0,32 5,81 0,26 3,20 0,14 0,258 1,383 1,030 0,353 0,051 15,000
59% 1:2,54:2,45 15,49 1,42 1,06 0,35 6,10 0,28 3,35 0,16 0,284 1,518 1,131 0,387 0,056 15,000
61% 1:2,66:2,34 17,05 1,56 1,17 0,39 6,41 0,31 3,53 0,17 0,313 1,673 1,246 0,427 0,062 15,000
63% 1:2,78:2,22 18,78 1,73 1,30 0,43 6,76 0,35 3,72 0,19 0,347 1,854 1,381 0,473 0,069 15,000
65% 1:2,90:2,10 20,71 1,93 1,45 0,48 7,14 0,39 3,93 0,21 0,386 2,066 1,539 0,527 0,077 15,000

TRAÇO 5:

TABELA 6 – DEFINIÇÃO TRAÇO PILOTO – 100% AREIA ARTIFICIAL.

TRAÇO 5 - PILOTO - 1:5 -100% Areia Industrial com 6,3% de umidade


Traço Piloto Massa total areia kg Cimento em kg água em kg NA BETONEIRA KG
Teor Arg 1:5,0 M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo M. Total Acrescimo Cimento Areia agua Brita Slump(cm)
35% 1:1,10:3,90 5,641 5,128 2,821 5,128 5,996 2,465 20,000 SEGREGOU
37% 1:1,22:3,78 6,455 0,814 5,291 0,163 2,910 0,090 0,163 0,865 0,038 20,000 SEGREGOU
39% 1:1,34:3,66 7,322 0,867 5,464 0,173 3,005 0,095 0,173 0,922 0,041 20,000 SEGREGOU
41% 1:1,46:3,54 8,249 0,926 5,650 0,185 3,107 0,102 0,185 0,985 0,044 20,000 SEGREGOU
43% 1:1,58:3,42 9,240 0,991 5,848 0,198 3,216 0,109 0,198 1,054 0,047 20,000 SEGREGOU
45% 1:1,70:3,30 10,303 1,063 6,061 0,213 3,333 0,117 0,213 1,130 0,050 20,000 SEGREGOU
47% 1:1,82:3,18 11,447 1,144 6,289 0,229 3,459 0,126 0,229 1,216 0,054 20,000 SEGREGOU
49% 1:1,94:3,06 12,680 1,233 6,536 0,247 3,595 0,136 0,247 1,311 0,058 20,000 16,000
51% 1:2,06:2,94 14,014 1,334 6,803 0,267 3,741 0,147 0,267 1,418 0,063 20,000 14,000
53% 1:2,18:2,82 15,461 1,447 7,092 0,289 3,901 0,159 0,289 1,539 0,068 20,000 10,000
55% 1:2,30:2,70 17,037 1,576 7,407 0,315 4,074 0,173 0,315 1,675 0,074 20,000
57% 1:2,42:2,58 18,760 1,723 7,752 0,345 4,264 0,189 0,345 1,831 0,081 20,000
59% 1:2,54:2,45 20,650 1,891 8,130 0,378 4,472 0,208 0,378 2,010 0,089 20,000
61% 1:2,66:2,34 22,735 2,085 8,547 0,417 4,701 0,229 0,417 2,216 0,098 20,000
63% 1:2,78:2,22 25,045 2,310 9,009 0,462 4,955 0,254 0,462 2,456 0,109 20,000
65% 1:2,90:2,10 27,619 2,574 9,524 0,515 5,238 0,283 0,515 2,736 0,121 20,000
35

Após a determinação do teor de argamassa para os traços 1:5, foi


confeccionado dois novos concretos, (1:3,5 - mais rico em cimento, e 1:6,5 -
mais pobre), sempre com embasamento do método IPT/EPUSP.
Como usou-se a mesma brita, ou mistura, o teor de argamassa é o
mesmo usado no traço 1:5,0.
Pela tabela 7 acima chegou-se a composição dos dois traços
auxiliares, faltando somente a determinação dos fatores a/c para os traços
rico (1: 3,5) e pobre (1 : 6,5). Esta determinação é feita experimentalmente
usando as composições 1 : 3,5 e 1 : 6,5 com novos fatores a/c, sendo que o
traço rico terá um a/c menor que o traço normal e o traço pobre maior,
sempre com o objetivo de se obter a mesma consistência usada no traço
normal.

TABELA 7 – MODELO DE TABELA DOS TRAÇOS AUXILIARES EXPERIMENTAIS E OS


TEORES DE ARGAMASSA.

Traço Unitário Traço Unitário Traço Unitário Individual


Teor de Argamassa
Individual Rico 1:3,5 Individual Normal 1:5,0 Pobre 1:6,5
% 1:a:p 1:a:p 1:a:p
35 1:0,58:2,92 1:1,10:3,90 1:1,63:4,87
37 1:0,67:2,83 1:1,22:3,78 1:1,78:4,72
39 1:0,76:2,74 1:1,34:3,66 1:1,93:4,57
41 1:0,85:2,65 1:1,46:3,54 1:2,08:4,42
43 1:0,94:2,56 1:1,58:3,42 1:2,23:4,27
45 1:1,03:2,47 1:1,70:3,30 1:2,38:4,12
47 1:1,12:2,38 1:1,82:3,18 1:2,53:3,97
49 1:1,21:2,29 1:1,94:3,06 1:2,68:3,82
51 1:1,30:2,20 1:2,06:2,94 1:2,83:3,67
53 1:1,39:2,11 1:2,18:2,82 1:2,98:3,52
55 1:1,48:2,02 1:2,30:2,70 1:3,13:3,37
57 1:1,57:1,93 1:2,42:2,58 1:3,28:3,22
59 1:1,66:1,84 1:2,54:2,46 1:3,43:3,07
61 1:1,75:1,75 1:2,66:2,34 1:3,58:2,92
63 1:1,84:1,66 1:2,78:2,22 1:3,73:2,77
65 1:1,93:1,57 1:2,90:2,10 1:3,88:2,62
FONTE : Helene,Terzian (1993).

Lembrando a Lei de Lyse:

A consistência, ou trabalhabilidade, de um concreto é função do


consumo, volume, de água por metro cúbico. Portanto os consumos
de água por m³ de cada um dos concretos será muito parecido para
produzir o mesmo abatimento, slump.

Procedendo da forma indicada no método do IPT/EPUSP, chegou-se


aos traços finais a serem estudados, descritos conforme tabela 8.
36

Com a determinação de todos os traços, foram produzidos na


proporção de dois corpos de prova para cada traço de concreto, totalizando,
30 corpos de prova, conforme figura 10.
O objetivo de se romper os corpos de prova aos pares, é de se ter
uma contra prova da resistência obtida, evitando assim possíveis distorções em
decorrência da moldagem dos mesmos.
Os corpos de prova foram relacionados, conforme tabela 8, e
encaminhados para a empresa BIANCO TECNOLOGIA DO CONCRETO, para
serem desformados, terem sua cura realizada em câmara úmida , e rompidos
aos 28 dias.
Como pode ser percebido na tabela 9, os corpos de prova foram
nomeados obedecendo a seguinte nomenclatura CP-XX e CP-XXA onde XX é
o número e ordem da produção, e A o seu par de mesmo traço. Também deve
ser esclarecido que foram detectados erros na produção de alguns corpos de
prova, dos dias 13 e 14/10/2011 que foram substituídos na produção de
20/08/2011.

FIGURA 10 – CORPOS DE PROVA.


37

TABELA 8 – DEFINIÇÃO TRAÇOS PILOTO E AUXILIARES RICO E POBRE.

TRAÇOS EXPERIMENTAIS 100% A. NATURAL MATERIAL NA BETONEIRA (kg)


AMOSTRA TRAÇO A/C TRAÇO BRITA 1 AREIA CIMENTO BRITA AREIA AGUA SLUMP (cm)
PILOTO 1:2,18:2,82 0,65 1:5.00 15,000 11,600 5,319 15,000 12,523 2,530 8,000
RICO 1:1,39:2,11 0,37 1:1.35 10,550 6,950 5,000 10,550 7,506 1,294 8,000
POBRE 1:2,98:3,52 0,71 1:1.65 9,504 8,046 2,700 9,504 8,690 1,273 8,000

TRAÇOS EXPERIMENTAIS 25% ARTIFICIAL 75% NATURAL MATERIAL NA BETONEIRA (kg)


AMOSTRA TRAÇO A/C TRAÇO BRITA 1 AREIA CIMENTO BRITA NATURAL ARIFICIAL ÁGUA SLUMP (cm)
PILOTO 1:2,18:2,82 0,60 1:5.00 15,000 11,596 5,319 15,000 9,497 3,082 2,475 10,000
RICO 1:1,39:2,11 0,43 1:1.35 10,550 6,950 5,000 10,550 5,692 1,847 1,536 10,000
POBRE 1:2,98:3,52 0,62 1:1.65 9,504 8,046 2,700 9,504 6,590 2,138 0,992 10,000

TRAÇOS EXPERIMENTAIS 50% ARTIFICIAL 50% NATURAL MATERIAL NA BETONEIRA (kg)


AMOSTRA TRAÇO A/C TRAÇO BRITA 1 AREIA CIMENTO BRITA NATURAL ARIFICIAL ÁGUA SLUMP (cm)
PILOTO 1:2,18:2,82 0,50 1:5.00 15,000 11,596 5,319 15,000 6,247 6,163 1,845 8,000
RICO 1:1,39:2,11 0,42 1:1.35 10,550 6,950 5,000 10,550 3,795 3,694 1,561 8,000
POBRE 1:2,98:3,52 0,65 1:1.65 9,504 8,046 2,700 9,504 4,393 4,276 1,131 8,000

TRAÇOS EXPERIMENTAIS 75% ARTIF E 25% NATURAL MATERIAL NA BETONEIRA (kg)


AMOSTRA TRAÇO A/C TRAÇO BRITA 1 AREIA CIMENTO BRITA NATURAL ARIFICIAL ÁGUA SLUMP (cm)
PILOTO 1:2,06:2,94 0,55 1:5.00 15,000 11,596 5,102 15,000 2,869 8,379 2,068 10,000
RICO 1:1.30:2.20 0,40 1:1.35 11,000 6,500 5,000 11,000 1,775 5,182 1,543 10,000
POBRE 1:2,83:3,67 0,60 1:1.65 9,909 7,641 2,700 9,909 2,086 6,092 1,083 10,000

TRAÇOS EXPERIMENTAIS 100% A. ARTIFICIAL MATERIAL NA BETONEIRA (kg)


AMOSTRA TRAÇO A/C TRAÇO BRITA 1 AREIA CIMENTO BRITA AREIA AGUA SLUMP (cm)
PILOTO 1:2,18:2,82 0,55 1:5.00 20,000 15,461 7,092 20,000 16,435 2,927 10,000
RICO 1:1,39:2,11 0,41 1:1.35 10,550 6,950 5,000 10,550 7,555 1,445 10,000
POBRE 1:2,98:3,52 0,61 1:1.65 9,504 8,046 2,700 9,504 8,746 0,947 10,000
38

TABELA 9 – RELAÇÃO DE CORPOS DE PROVA.

RELAÇÃO DE CORPOS DE PROVA PARA ROMPIMENTO COM 28 DIAS


FINALIDADE-TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
ENGENHARIA CIVIL-UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
ALUNOS: IRAPUAN FRAIZ VANZELI/LUCIANO G. DANDERFER
CORPO DE PROVA COMPOSIÇÃO TRAÇO TEOR DE ARGAMASSA PRODUÇÃO PESO(g)
CP - 16 100% AREIA NATURAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.732,5
CP - 16A 100% AREIA NATURAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.795,6
CP-1 100% AREIA NATURAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.789,0
CP-1A 100% AREIA NATURAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.792,1
CP-17 100% AREIA NATURAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.730,8
CP-17A 100% AREIA NATURAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.728,0
CP-23 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.715,5
CP-23A 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.728,4
CP-10 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:5.00 53% 14/08/2011 3.750,6
CP-10A 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:5.00 53% 14/08/2011 3.747,6
CP-24 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.768,0
CP-24A 25% A. ARTIFICIAL 75% A. NATURAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.735,0
CP-20 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.764,0
CP-20A 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.762,5
CP-7 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.712,4
CP-7A 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.745,5
CP-21 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.766,0
CP-21A 50% A. NATURAL 50% A. ARTIFICIAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.736,0
CP-25 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:3.50 51% 20/08/2011 3.785,0
CP-25A 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:3.50 51% 20/08/2011 3.804,0
CP-13 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:5.00 51% 14/08/2011 3.748,1
CP-13A 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:5.00 51% 14/08/2011 3.749,7
CP-26 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:6.50 51% 20/08/2011 3.774,0
CP-26A 75% A. ARTIFICIAL 25% A. NATURAL 1:6.50 51% 20/08/2011 3.774,0
CP-18 100% AREIA ARTIFICIAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.775,0
CP-18A 100% AREIA ARTIFICIAL 1:3.50 53% 20/08/2011 3.741,4
CP-4 100% AREIA ARTIFICIAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.752,9
CP4A 100% AREIA ARTIFICIAL 1:5.00 53% 13/08/2011 3.789,5
CP-19 100% AREIA ARTIFICIAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.738,0
CP-19A 100% AREIA ARTIFICIAL 1:6.50 53% 20/08/2011 3.730,0
39

7.0 RESULTADOS

7.1 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO

Com o rompimento dos corpos de prova produzidos, foram obtidos os


valores de resistência à compressão, conforme tabela 10.

7.2 Massa Específica

A massa específica do concreto fresco foi calculada através do


preenchimento de um recipiente, com volume conhecido, e medindo a sua
massa líquida, e o consumo de cimento foi calculado através da fórmula de
Molinari:

𝐌𝐄
C=
( 𝟏+𝐚+𝐩+𝐚/𝐜 )

Onde:
 C = Consumo de cimento em kg/m³;
 ME = Massa Específica do Concreto Fresco em kg/m³;
 a = Peso das areias no traço, em kg;
 p = Peso da brita no traço, em kg;
 a/c = Relação água/cimento no traço.

A massa específica e o consumo de cimento do concreto fresco estão


descritos, para cada corpo de prova, na tabela 11.
40

TABELA 10 – ENSAIO DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO.

BIANCO - TECNOLOGIA DO CONCRETO CERTIFICADO N°: 01402/11 F


Av. Sen. Souza Naves, 1321 - CEP= 80050-040 - CURITIBA-PR - Fone / Fax: 41 3027-1720
Web Site: www.biancoconcreto.com.br - E-Mail: bianco@biancoconcreto.com.br
DATA: 19/09/11

ENSAIO DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO / CORPOS DE PROVA CILÍNDRICOS DE CONCRETO (NBR-5739)

INTERESSADO: IRAPUAN FRAIZ VANZELI - LUCIANO G. DANDERFER


OBRA: TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ENGENHARIA CIVIL - UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
USINA / OBSERVAÇÕES: MOLDADOS PELOS INTERESSADOS
Amostra Diâm. CP Nota Slump fck Data de Data de Idade Resistência à Tipo de Locação / Observação
N° (mm) Fiscal Test (MPa*) Moldagem Ensaio (dias) Compressão Ruptura
(mm) fcj (MPa*)
1 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 38,9 B CP-16 - 100% areia natural - traço 1:3,5
2 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 37,8 C CP-16A - 100% areia natural - traço 1:3,5
3 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 23,4 A CP-1 - 100% areia natural - traço 1:5,0
4 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 25,1 B CP-1A - 100% areia natural - traço 1:5,0
5 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 22,9 G CP-17 - 100% areia natural - traço 1:6,5
6 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 23,3 B CP-17A - 100% areia natural - traço 1:6,5
7 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 40,2 B CP-23 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:3,5
8 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 39,9 B CP-23A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:3,5
9 100 - - - 14/08/11 11/09/11 28 25,7 A CP-10 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:5,0
10 100 - - - 14/08/11 11/09/11 28 25,7 B CP-10A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:5,0
11 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 24,2 B CP-24 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:6,5
12 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 25,0 B CP-24A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:6,5
13 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 42,3 B CP-20 - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:3,5
14 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 44,5 B CP-20A - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:3,5
15 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 26,8 B CP-4 - 50% a. nat. + 50% a. artif - traço 1:5,0
16 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 27,0 F CP-4A -50% a. nat. + 50% a. artifl - traço 1:5,0
17 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 24,1 B CP-21 - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:6,5
18 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 25,2 B CP-21A - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:6,5
19 100 20/08/11 17/09/11 28 42,5 B CP-25 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:3,5
20 100 20/08/11 17/09/11 28 44,6 C CP-25A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:3,5
21 100 - - - 14/08/11 11/09/11 28 33,4 B CP-13 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:5,0
22 100 - - - 14/08/11 11/09/11 28 31,7 B CP-13A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:5,0
23 100 20/08/11 17/09/11 28 28,7 B CP-26 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:6,5
24 100 20/08/11 17/09/11 28 28,2 B CP-26A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:6,5
25 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 42,0 B CP-18 - 100% areia artificial - traço 1:3,5
26 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 43,5 B CP-18A - 100% areia artificial - traço 1:3,5
27 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 33,1 B CP-7 - 100% a. artif. - traço 1:5,0
28 100 - - - 13/08/11 10/09/11 28 31,9 D CP-7A - 100% a. artif. - traço 1:5,0
29 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 28,0 B CP-19 - 100% areia artificial - traço 1:6,5
30 100 - - - 20/08/11 17/09/11 28 28,3 B CP-19A - 100% areia artificial - traço 1:6,5
*MPa = N/mm² (10 kgf/cm²)
> As bases dos corpos-de-prova foram preparadas, para a execução dos ensaios, com ( x ) base pasta enxofre fundida / ( ) disco de neoprene.
> O rompimento dos CP’s foi realizado numa máquina servo-hidráulica “EMIC”, modelo PC-150S / célula eletrônica de carga para 1500kN / software “TESC-EMIC”, calibrada / aferida em -25-MARÇO-2010 (Classificação
conforme ABNT NBR ISO 7500 – CLASSE 1).

NOTA – Tabela fornecida pela empresa Bianco Tecnologia do Concreto .


41

TABELA 11 – MASSA ESPECÍFICA E CONSUMO DE CIMENTO DO CONCRETO FRESCO.

MASSA ESPECÍFICA / CONSUMO DE CIMENTO DO CONCRETO FRESCO

Consumo de
Locação / Observação Peso(kg) ME(kg/m³) Cimento
kg/m³
CP-16 - 100% areia natural - traço 1:3,5 3,73 2376,18 487,92
CP-16A - 100% areia natural - traço 1:3,5 3,80 2416,35 496,17
CP-1 - 100% areia natural - traço 1:5,0 3,79 2412,15 362,73
CP-1A - 100% areia natural - traço 1:5,0 3,79 2414,13 363,03
CP-17 - 100% areia natural - traço 1:6,5 3,73 2375,10 289,29
CP-17A - 100% areia natural - traço 1:6,5 3,73 2373,32 289,08
CP-23 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:3,5 3,72 2365,36 479,79
CP-23A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:3,5 3,73 2373,57 481,46
CP-10 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:5,0 3,75 2384,78 361,33
CP-10A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:5,0 3,69 2347,85 355,74
CP-24 - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:6,5 3,77 2398,78 295,42
CP-24A - 25% a. artif. + 75% a. nat. - traço 1:6,5 3,74 2377,77 292,83
CP-20 - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:3,5 3,76 2396,24 487,04
CP-20A - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:3,5 3,76 2395,28 486,85
CP-4 - 50% a. nat. + 50% a. artif - traço 1:5,0 3,75 2389,17 359,27
CP-4A - 50% a. nat. + 50% a. artifl - traço 1:5,0 3,79 2412,47 364,97
CP-21 - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:6,5 3,77 2397,51 294,17
CP-21A - 50% a. nat. + 50% a. artif. - traço 1:6,5 3,74 2378,41 291,83
CP-25 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:3,5 3,79 2409,61 491,76
CP-25A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:3,5 3,80 2421,70 494,22
CP-13 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:5,0 3,80 2421,70 369,73
CP-13A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:5,0 3,80 2419,16 369,34
CP-26 - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:6,5 3,77 2402,60 296,62
CP-26A - 75% a. artif. + 25% a. nat. - traço 1:6,5 3,77 2402,60 296,62
CP-18 - 100% areia artificial - traço 1:3,5 3,78 2403,24 489,46
CP-18A - 100% areia artificial - traço 1:3,5 3,74 2381,85 485,10
CP-7 - 100% a. artif. - traço 1:5,0 3,71 2363,39 357,55
CP-7A - A5100% a. artif. - traço 1:5,0 3,75 2384,46 364,04
CP-19 - 100% areia artificial - traço 1:6,5 3,74 2379,68 293,43
CP-19A - 100% areia artificial - traço 1:6,5 3,73 2374,59 292,80
42

7.3 Resumo

Como os corpos de prova foram produzidos aos pares, consolidou-se,


na tabela 12, as médias aritméticas das resistências obtidas e do consumo de
cimento calculado.

TABELA 12 – TABELA RESUMO.

RESISTÊNCIA fc28(Mpa) CONSUMO DE CIMENTO(kg/m³)


TRAÇO 1:3,5 1:5,0 1:6,5 1:3,5 1:5,0 1:6,5
1-100 %NA 38,4 24,3 23,1 492,05 362,88 289,19
2-75% NA 25% AI 40,1 25,7 24,6 480,62 358,53 294,12
3-50% NA 50% AI 43,4 26,9 24,7 486,94 362,12 293,00
4-25% NA 75% AI 43,5 32,6 28,5 492,99 369,53 296,62
5-100% AI 42,8 32,5 28,2 487,28 360,79 293,11
NOTA: NA-AREIA NATURAL ; AI-AREIA INDUSTRIAL.

7.4 Custo dos Materiais

Em pesquisa de mercado efetuada em 28/10/2011 em fornecedores


dos insumos utilizados, chegou-se aos preços médios descritos abaixo;

 Saco com 50kg cimento CP-II-Z = R$ 20,29;


 m³ de areia natural = R$ 63,90;
 m³ de areia industrial calcítica = R$ 35,00;
 m³ de brita nº1 = R$ 55,00;
 m³ de água = R$ 3,41.
43

8.0 ANÁLISE DOS RESULTADOS

8.1 RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO

Em todos os traços estudados, a substituição da areia natural pela


areia industrial calcítica, mostrou-se mais eficiente se comparado ao traço 1, de
100% de areia natural, com ganhos significativos de resistência, inclusive nos
traços auxiliares, conforme representado na tabela 13.
Verifica-se, também, na produção dos traços pilotos 1:5,0, que são os
mais comumente utilizados nas obras de construção civil, a funcionalidade da
Lei de Abrams, tendo em vista que a resistência esperada, nestes traços, ficou
muito próxima de 25MPa para uma relação água / cimento em torno de 0,63,
até a proporção de substituição de 25% (vinte e cinco por cento) de areia
natural por areia industrial. Ainda, como era previsto, nos traços com
substituições maiores que 25% de areia natural por artificial, onde a relação
água / cimento ficou abaixo de 0,60, obtivemos ganhos de resistência
superiores à 25MPa, como fundamentado pela respectiva lei, ao afirmar que a
resistência do concreto é inversamente proporcional à relação água / cimento.
Com aumento dos percentuais de areia industrial, obteve-se ganhos de
resistência de forma crescente até o percentual de 75%, com leve declínio
entre este e o percentual de 100%, porém, praticamente irrisório.
Analisando o consumo de água dos concretos produzidos, verificamos
a diminuição crescente da relação água/cimento com o aumento gradativo do
percentual de areia industrial presente no traço de concreto.
Segundo afirma Petrucci (1982), elevados teores de materiais
pulverulentos ocasionam maior consumo de água, além de que este tipo de
material, impalpável, diminui a aderência à pasta de cimento, e afirma ainda
que a lavagem da areia poderá torná-las aptas para uso.
Acreditamos, que dado o fato da areia industrial que utilizamos ter sido
lavada, e que devido a isso, seu índice de material pulverulento ser bastante
baixo, propiciou um menor consumo de água de abatimento.
44

TABELA 13 – RESISTÊNCIAS OBTIDAS.

Acredita-se, também, que o decréscimo da relação água / cimento,


com o aumento da fração de areia industrial utilizada no traço, se deva ao fato
de que o módulo de finura da areia industrial é de cerca de 20% (vinte por
cento) superior ao mesmo da areia natural, conforme demonstrado nos anexos
3 à 6, pois, conforme dito anteriormente por Bauer (1997), que quanto maior o
módulo de finura do agregado / ou quanto menor sua superfície específica,
manos água de amassamento será necessária para se manter o mesmo
abatimento.
O melhor resultado obtido foi no traço 4, composto de 25% de areia
natural e 75% de areia artificial, onde obteve-se um ganho médio de resistência
de 23% acima da resistência obtida no traço 1, de 100% de areia natural, e
uma queda de 2% no teor ideal de argamassa. Acreditamos que esse ganho de
resistência e diminuição do teor ideal de argamassa se deva ao melhor
45

preenchimento dos vazios, quando da mistura das areias neste percentual,


ocasionando assim, melhor adensamento e travamento entre suas partículas.

8.2 CUSTOS

Após analisar a viabilidade técnica referente ao quesito resistência à


compressão do concreto endurecido, na sequência será analisada a viabilidade
econômica através da composição dos custos atuais por m³ de concreto.
O consumo de cimento exerce grande influência sobre o preço final do
concreto, porém, após comparar-se os consumos obtidos nos traços
estudados, observa-se que não houve grande variação entre eles, ou seja, em
todos os traços estudados, podemos dizer que o consumo de cimento
praticamente não se alterou com a substituição entre as areias natural e
industrial, conforme demonstrado na tabela 14.
Aplicando para o cálculo do custo por m³ de concreto, os valores
mencionados no item 6.4.4, chegamos aos dados descritos na tabela 15.

TABELA 14 – CONSUMO DE CIMENTO POR m³ DE CONCRETO.


46

TABELA 15 – GRÁFICO DE CUSTOS POR m³.

300,00
CUSTO
269,56
259,01 258,68 258,66
251,39
250,00

221,34
213,59 211,38 211,26
201,93
200,00 194,16 191,93
186,39 184,35
R$/m³

176,83

150,00 TRAÇO RICO


TRAÇO PILOTO
TRAÇO POBRE
100,00

50,00

-
1-100 %NA 2-75% NA 25% AI 3-50% NA 50% AI 4-25% NA 75% AI 5-100% AI
47

A tabela 16 trás um resumo do custo por m³ dos traços estudados.

TABELA 16 – TABELA RESUMO DE CUSTOS POR m³.

CUSTO (R$/m³)
TRAÇO 1:3,5 1:5,0 1:6,5
1-100 %NA 269,56 221,34 194,16
2-75% NA 25% AI 259,01 213,59 191,93
3-50% NA 50% AI 258,68 211,38 186,39
4-25% NA 75% AI 258,66 211,26 184,35
5-100% AI 251,39 201,93 176,83
NOTA: NA-AREIA NATURAL ; AI-AREIA INDUSTRIAL.

Portanto, analisados estes dados, verifica-se que na substituição de


75% de areia natural pela industrial, tem-se uma redução de 5% nos custos
quando comparado com o traço 1, com 100% de areia natural.

Já, no traço 5, com 100% de areia industrial, mesmo não sendo o que
se teve melhor resistência mecânica dentro todos os traços estudados,
encontrou-se uma redução de 10% nos custos se comparado ao traço 1, de
100% de areia natural.
48

9.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a aplicação do método de dosagem experimental adotado, e


analisando as questões práticas de manuseio e trabalhabilidade do concreto no
estado fresco, não constatou-se nenhuma diferença significativa entre os
agregados miúdos natural e industrial.
Analisando de forma teórica e prática a dosagem e produção de
concreto com areia natural e artificial, pode-se afirmar que em todas as
simulações e traços estudados, verificou-se que a areia industrial apresentou
resistência à compressão equivalente ou maior, quando em substituição parcial
ou total à areia natural.
No quesito resistência à compressão se obteve resistência superior à
areia natural, para um mesmo abatimento ou trabalhabilidade, em todos os
concretos produzidos com o agregado miúdo industrial.
Fortalecendo a viabilidade técnica, quanto à resistência a compressão,
temos um atrativo relacionado ao custo de produção, o qual, de forma geral,
demonstrou redução gradativa de custos relacionados a substituição
progressiva da areia natural, tendo em vista que o custo da areia industrial é
inferior ao da areia natural, e que sua utilização na produção de concreto
praticamente não ocasionou aumento significativo no consumo de cimento por
m³ de concreto.
Portanto, em relação aos quesitos resistência e custos, conclui-se que
a areia industrial se apresenta como uma solução viável na produção de
concreto.
Ressalta-se, porém, que dado a importância deste tema, o faz merecer
ser alvo de mais estudos que possibilitem uma maior compreensão sobre este
agregado. Análises comparativas entre areias industriais provenientes de
outras rochas seria de grande valia para uma utilização menos regionalizada
deste agregado, aumentando assim sua abrangência de utilização. Também
são importantes analises de outras propriedades do concreto como sua
durabilidade, permeabilidade, retração, reações álcali-agregados, as quais não
foram contempladas neste estudo.
49

10.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABCP- Associação Brasileira de Cimento Portland – Disponível em


http://www.abcp.org.br/conteudo/wp-content/uploads/2009/12/BT106_2003.pdf
Acesso 21/11/2011.

ABES- Associação Brasileira das Empresas de Concretagem. Concreto


Dosado em Central: Gráfica Serrano 2003.
ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. Agregados para Concreto –
NBR 7211 Ed.5 - Rio de Janeiro, 2005.
ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. Projeto de Estruturas de
Concreto - Procedimentos – NBR 6118 Ed.1 - Rio de Janeiro, 2003.
ALMEIDA, S. L. M./ BISPO, L. H. O.: Obtenção de areia artificial a partir de
finos de pedreiras – Análise de ensaios. Rio de Janeiro: Centro de tecnologia
Mineral – Ministério da Ciência e Tecnologia, 2003. Boletim Técnico.
ARAUJO, RODRIGUES e FREITAS: Materiais de Construção. Disponível em
http://www.ufrrj.br/institutos/it/dau/profs/edmundo/concreto%20simples.pdf.
Acesso em 11 de setembro de 2011.
BAUER, L. A. Falcão. Materiais de Construção: V. 1, 5 ͣ edição revisada,
Editora LTC 2000.
HELENE, Paulo / TERZIAN, Paulo. Manual de dosagem e controle do concreto:
Editora Pini 1993.
PETRUCCI, Eladio G. R. Concreto de Cimento Portland: 9 ͣ edição, Editora
Globo 1982.
RODRIGUES, Publio Pena Firma. Parâmetros de dosagem de concreto.
Associação Brasileira de Cimento Portland, ET-67, segunda edição, São Paulo-
SP, 1995.
SANTOS, Altair. Tempestade Comunicação. Disponível em
http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/areia-natural-ou-artificial/.
Acesso em 10 de junho de 2011.
SBRIGHI NETO, C: A importância dos conceitos tecnológicos na seleção dos
agregados para argamassa e concretos. Areia e Brita, São Paulo, Nº 12, p.26-
28, 1999.
TIECHER, Francieli: Comparação do concreto dosado com areia natural e
artificial 2003.
50

11.0 ANEXOS