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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS


CURSO DE AGRONOMIA

CHRISTIANO REBOUÇAS COSME

CULTIVO DE ALFACE HIDROPÔNICA IRRIGADA COM


ÁGUA DE REJEITO DA DESSALINIZAÇÃO

MOSSORÓ-RN
2

2009
CHRISTIANO REBOUÇAS COSME

CULTIVO DE ALFACE HIDROPÔNICA IRRIGADA COM


ÁGUA DE REJEITO DA DESSALINIZAÇÃO

Monografia apresentada à Universidade


Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA,
Departamento de Ciências Ambientais, como
parte das exigências para a obtenção do título
de Engenheiro Agrônomo.

Orientador: Prof. D. Sc. Nildo da Silva Dias

MOSSORÓ-RN
2

2009
CHRISTIANO REBOUÇAS COSME

CULTIVO DE ALFACE HIDROPÔNICA IRRIGADA COM


ÁGUA DE REJEITO DA DESSALINIZAÇÃO

Monografia apresentada à Universidade


Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA,
Departamento de Ciências Vegetais, como
parte das exigências para a obtenção do título
de Engenheiro Agrônomo.

APROVADO EM: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________________________
D. Sc. Engº. Agrº. Nildo da Silva Dias - UFERSA
Presidente

______________________________________________________
D. Sc. Engº. Agrº. Marcelo Tavares Gurgel - UFERSA
Primeiro Membro

______________________________________________________
Engº. Agrº. Raniere Barbosa de Lira - UFERSA
Segundo Membro
AGRADECIMENTOS

A Deus, pela saúde, e força que me proporcionou durante todos os momentos;

Aos meus pais, Antônio Cosme Filho e Maria Marineide Rebouças Cosme, e a todos os meus
familiares, que contribuíram de forma positiva para a realização deste momento;

A minha namorada Edymara Sinthia, que sempre esteve ao meu lado em todos os momentos;

Aos amigos da graduação em especial, Francisco de Assis e Joseph Jonathan, pela amizade, e
apoio;

Aos professores, por todo o conhecimento que me proporcionaram, em especial aos mestres
Nilson de Souza Sathler e Odaci Fernandes de Oliveira;

Ao meu orientador Nildo da Silva Dias, pela confiança, apoio e amizade durante toda a
graduação;

A todos que direta ou indiretamente contribuíram para a concretização deste trabalho.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1- Sistema hidropônico alternativo (A) e aleatoriamento das cultivares


de alface nos vasos (B).......................................................................... 20

Figura 2- Detalhe do psicrômetro não instalado no ambiente protegido (A) e


datalogger para armazenamento e coleta de dados
(B).......................................................................................................... 21

Figura 3- Temperatura média diária do ar no interior (TI) e exterior (TE) ao


longo do ciclo da alface (A) e a análise de regressão
(B).......................................................................................................... 22

Figura 4- Umidade relativa no interior (URI) e exterior (URE) ao longo do


ciclo da alface (A) e a análise de regressão
(B).......................................................................................................... 23

Figura 5- Comportamento horário interno e externo da temperatura (A) e


umidade relativa (B).............................................................................. 23

Figura 6- Número de folhas em função da salinidade da solução


nutritiva................................................................................................. 24

Figura 7- Número de folhas, valores relativos, em função da salinidade da


solução nutritiva.................................................................................... 25

Figura 8- Área foliar em função da salinidade da solução nutritiva..................... 26

Figura 9- Área foliar, valores relativos, em função da salinidade da solução


nutritiva................................................................................................. 26

Figura 10- Massa da matéria fresca da parte aérea em função da salinidade da


solução nutritiva.................................................................................... 27

Figura 11- Massa de matéria fresca da parte aérea, valores relativos, em função
da salinidade da soluçãonutritiva.......................................................... 27

Figura 12- Massa de matéria seca da parte aérea em função da salinidade da 2


solução nutritiva.................................................................................... 28

Figura 13- Massa de matéria seca da parte aérea, valores relativos, em função da 2
salinidade da solução nutritiva.............................................................. 29
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Configuração das misturas de água de abastecimento (do campus
da UFERSA) com água de rejeito utilizado nas parcelas
experimentais................................................................................... 18

Tabela 2 - Salinidade final da solução nutritiva em dS m-1, após a adição dos


nutrientes.......................................................................................... 19
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 08
2 REVISÃO DE LITERATURA.................................................................................. 10
2.1 FONTES ALTERNATIVAS E ESCASSEZ DE RECURSOS HÍDRICOS.............. 10
2.2 CULTIVO DE ALFACE EM SISTEMA HIDROPÔNICO SOB CONDIÇÕES
PROTEGIDAS................................................................................................................ 11
2.3 DESSALINIZAÇÃO DE ÁGUA SALOBRA E DESTINAÇÃO DO REJEITO
DA DESSALINIZAÇÃO................................................................................................ 13
2.4 TOLERÂNCIA DAS CULTURAS A SALINIDADE E EFEITOS DA
SALINIDADE NO SOLO E NA PLANTA.................................................................... 15
2.5 EFEITO DA TEMPERATURA E DA UMIDADE RELATIVA DO AR NA
PRODUÇÃO DA ALFACE EM AMBIENTE PROTEGIDO........................................ 16
3 MATERIAL E MÉTODOS....................................................................................... 18
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................... 22
4.1 VARIÁVEIS METEOROLÓGICAS........................................................................ 22
4.2 VARIÁVEIS DE PRODUÇÃO................................................................................ 24
4.2.1 NÚMERO DE FOLHAS (NF)............................................................................... 24
4.2.2 ÁREA FOLIAR (AF)............................................................................................. 25
4.2.3 MASSA DE MATÉRIA FRESCA DA PARTE AÉREA (MFPA)....................... 26
4.2.4 MASSA DE MATÉRIA SECA DA PARTE AÉREA (MSPA)............................ 28
5 CONCLUSÕES.......................................................................................................... 30
REFERÊNCIAS............................................................................................................ 31
RESUMO

Várias comunidades do município de Mossoró-RN, utilizam para consumo humano, água


tratada pelo processo de dessalinização, no entanto esta tecnologia gera água de elevado teor
de sais. Deste modo, o grande desafio da utilização do sistema de tratamento de água com
osmose reversa está na deposição ou reutilização da água de rejeito de forma a evitar
impactos negativos ao ambiente sem prejudicar as comunidades que se beneficiam desta
tecnologia, possibilitando sempre que possível a produção de alimentos, evitando a
contaminação dos solos e cursos d’água pelos rejeitos. Assim, o presente trabalho analisou o
comportamento de duas cultivares de alface (Lactuva sativa L.), a Verônica e Babá de verão,
como alternativa a esses impactos ambientais, em sistema hidropônico com substrato, sob
diferentes níveis de salinidade da solução nutritiva (S1 = 1,1; S2 = 2,4; S3 = 3,6; S4 = 4,7 e S5
= 5,7 dS m-1), obtidos pela mistura de água residuária de dessalinizadores com água de
abastecimento do campus da UFERSA, o delineamento experimental utilizado foi o de blocos
casualizados com parcelas subdivididas. Observou-se que a utilização de águas salobras no
cultivo hidropônico causaram perdas de produtividade (representada pela massa de matéria
fresca da parte aérea) da ordem de 18,81% do maior nível de salinidade (5,7dS m-1) em
relação ao tratamento testemunha (1,1 dS m-1) para a cultivar Verônica e 31,82% para a Babá
de verão, sendo estas perdas menores quando comparadas ao cultivo em solo, apesar da
queda, este sistema de cultivo ser uma alternativa para a reutilização do rejeito para a
produção de alface, ao passo que contribui para a redução de impactos decorrentes de sua
deposição inadequada no meio ambiente.

Palavras-chave: Salinidade. Lactuva sativa L.. Cultivo hidropônico.


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1 INTRODUÇÃO

No município de Mossoró-RN, várias comunidades rurais são abastecidas com


água proveniente do aqüífero Jandaíra de concentração elevada de sais (MEDEIROS et al.,
2003), a qual é tratada por dessalinização, possibilitando a sua utilização para consumo
humano. Independentemente da eficiência da membrana e da estrutura instalada dos
dessalinizadores, o sistema de osmose reversa produzirá sempre a água potável, mas também
a água residuária (rejeito salmoura ou concentrado); estimada em aproximadamente 60 % da
água bruta inicialmente tratada por osmose reversa, com concentração de sais superior à
salinidade da água original (SOARES, 2006).
Deste modo, o grande desafio da utilização do sistema de tratamento de água com
osmose reversa está na deposição ou reutilização da água de rejeito de forma a evitar impactos
negativos ao ambiente das comunidades que se beneficiam desta tecnologia, possibilitando
sempre que possível à produção de alimentos, pois os cursos d’água e o solo são os principais
meios para sua deposição. Conforme Mickley (2009), a escolha da melhor opção para se
dispor o rejeito da dessalinização deve atender, dentre outros fatores, às disponibilidades
locais (terra, compatibilidade das águas receptoras e distância), às disponibilidades regionais
(geologia, leis estaduais, geografia e clima), ao volume de concentrado, aos custos
envolvidos, à opinião pública e à permissibilidade.
Nas comunidades rurais de Mossoró, aonde têm sido implantadas as unidades de
tratamento de água por dessalinização, o rejeito da dessalinização não está recebendo
qualquer tratamento ou destinação adequada, sendo despejado diretamente no solo e, quando
utilizados na irrigação de culturas não há qualquer fundamentação técnico-científica para o
seu uso, causando problemas de salinização nos solos.
Os efeitos da salinidade sobre as plantas podem ser causados pelas dificuldades de
absorção de água, toxicidade de íons específicos e pela interferência dos sais nos processos
fisiológicos (efeitos indiretos), reduzindo o crescimento das plantas mais sensíveis (DIAS et
al., 2003). Como informado por Shannon (1997), o grau com que o potencial osmótico
influência o crescimento das plantas é dependente de muitos fatores, destacando-se a espécie
vegetal, a cultivar, a composição salina do meio e as condições edafoclimáticas. Além disso,
informa Adams (1991) que a tolerância das plantas à salinidade é influenciada por diversos
10

fatores, incluindo o estágio de crescimento para o tempo de exposição, duração da exposição,


condição ambiental, tipo de substrato e sistema de produção.
No que concerne ao fator sistema de produção, as plantas cultivadas em
hidroponia são mais tolerantes aos efeitos da salinidade em relação aos sistemas
convencionais, devido à inexistência da matriz do solo (hidroponia tipo FNT) ou por ser
relativamente inerte (hidroponia em substrato) e, conseqüentemente, a absorção de água pela
plantas está condicionada apenas ao potencial osmótico, diminuindo a energia livre da água
(SOARES, 2007a). Assim, os sistemas hidropônicos permitem o uso de água com maior
condutividade elétrica, como por exemplo, as águas de rejeito de dessalinizadores,
viabilizando uma atividade produtiva geradora de renda para as comunidades rurais com
maior segurança ambiental.
Com relação as diversas espécies cultivadas em hidroponia, destaca-se a alface
(Lactuca sativa L.), que é a hortaliça folhosa mais consumida no Brasil, sendo um
componente básico de saladas preparadas nos domicílios domésticos quanto comercialmente
(MORETTI & MATTOS, 2005). Originária do Mediterrâneo foi uma das primeiras hortaliças
cultivadas pelo homem. Atualmente é explorada em todo território nacional, tanto em solo
como em sistemas hidropônicos, sendo a principal cultura utilizada em hidroponia no país
(SOARES, 2002). A produção hidropônica desta hortaliça no Brasil vem ganhando cada vez
mais espaço devido à melhor utilização da área, precocidade na colheita, utilização mais
eficiente de nutrientes, melhor qualidade do produto, possibilitando ainda o controle de
fatores ambientais, que tornam limitantes seu cultivo em determinadas épocas do ano.
Desta forma, foi conduzido um experimento para avaliar a produção de duas
cultivares de alface (cv. Verônica e cv. Babá de Verão), em sistema hidropônico com substrato
vermiculita, quando nutridas com solução preparadas com a adição de água de rejeito da
dessalinização, tendo em vista uma destinação nobre para este rejeito.
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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 FONTES ALTERNATIVAS E ESCASSEZ DE RECURSOS HÍDRICOS.

Há muito se vem estudando soluções para o problema da escassez de água potável


no semi-árido nordestino, sendo este, um dos principais problemas nas regiões áridas e semi-
áridas do Brasil. Principalmente devido às condições climáticas que limitam a disponibilidade
de água à mananciais salinizados (AMORIM et al., 2001).
Segundo Soares (2007b), uma importante fonte alternativa às águas superficiais
são as águas subterrâneas que participam do abastecimento de comunidades rurais do semi-
árido nordestino, sendo amplamente utilizadas na irrigação.
Apesar da deficiência em recursos hídricos superficiais, poderiam ser extraídos do
subsolo da Região Nordeste, sem risco de esgotamento dos mananciais, pelo menos 19.5
bilhões de m³ de água subterrânea (SOARES, 2007b). Porém ainda segundo Soares (2007b), o
uso destas águas subterrâneas é limitado devido ao problemas dos poços situados no interior
nordestino, que é a concentração elevada de sais.
No entanto, ressalta Amorim (2001), que o problema da salinização dos
mananciais não torna estes recursos inexploráveis pois, a tecnologia da dessalinização permite
a viabilização dos mesmos no Nordeste do Brasil onde vem sendo utilizada a técnica da
osmose reversa.
Ainda segundo Amorim (2001), a carência hídrica nesta região associada a ameaça
de contaminação ambiental, fazem do reuso do rejeito uma prática relevante e estratégica,
pois mesmo com a possibilidade de impactos ambientais conseqüentes da dessalinização, as
águas salinizadas podem e devem ser aproveitadas como alternativa de suprimento de água
potável nas regiões de escassez.
Outras fontes alternativas como águas de qualidade inferior, tais como esgotos,
particularmente os de origem doméstica, águas de drenagem agrícola, devem, sempre que
possível, ser consideradas como fontes alternativas para usos menos restritivos. O uso de
tecnologias apropriadas para o desenvolvimento dessas fontes, se constitui hoje, em
12

conjunção com a melhoria da eficiência do uso e o controle da demanda, na estratégia básica


para a solução do problema da falta universal de água (HESPANHOL, 2001).
Bastos (2003), salienta que nas três últimas décadas a irrigação com esgotos
sanitários tornou-se prática crescente em todo o mundo, porém nem sempre acompanhada de
rígido controle sanitário, impondo sérios riscos à saúde, sendo necessário o conhecimento dos
riscos associados à irrigação com esgotos para que ela seja realizada de forma segura.
São vários os benefícios da água de reuso proveniente de tratamento de esgotos na
agricultura, podendo-se mencionar a possibilidade de substituição parcial de fertilizantes
químicos, com a diminuição do impacto ambiental, em função da redução da contaminação
dos cursos d´água; um significativo aumento na produção, tanto qualitativo quanto
quantitativo; além da economia da quantidade de água direcionada para a irrigação, que pode
ser utilizada para fins mais nobres, como o abastecimento público (BERNARDI, 2003).
Segundo Hespanhol (2001), a qualidade da água utilizada e o objeto específico do
reuso, estabelecerão os níveis de tratamento recomendados, os critérios de segurança a serem
adotados e os custos de capital, operação e manutenção associados, podendo a água
reutilizada ser destinada a usos urbanos para fins potáveis, usos urbanos para fins não potáveis
e usos agrícolas.

2.2 CULTIVO DE ALFACE EM SISTEMA HIDROPÔNICO SOB CONDIÇÕES


PROTEGIDAS.

A alface (Lactuva sativa L.) é uma hortaliça folhosa da família Asteraceae


(Compositae), tribo Cichoriaceae, sendo a hortaliça folhosa de maior consumo no Brasil.
Originária do Mediterrâneo de onde foi trazida para o Brasil pelos portugueses no século XVI,
foi uma das primeiras hortaliças cultivadas pelo homem, embora seja reconhecida como
planta típica de clima temperado, a alface possui cultivares melhoradas geneticamente com
maior tolerância às temperaturas elevadas, o que possibilita seu cultivo durante todo o ano no
Brasil (FELTRIN et al, 2005).
Atualmente é explorada em todo território nacional, tanto em solo como em
sistemas hidropônicos, sendo a principal cultura utilizada em hidroponia no país (SOARES,
2002). Segundo Ohse et al. (2001), a importância da alface na alimentação e saúde humana se
destaca por ser fonte de vitaminas e sais minerais, constituindo-se na mais popular dentre
aquelas em que as folhas são consumidas e ainda que a alface hidropônica é um alimento
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altamente saudável por manter ou melhorar sua composição centesimal quando comparada
com a cultivada no solo, por ser um produto de baixo valor calórico
De acordo com Silva et al. (2007), devido ao seu fácil manejo e sua grande
precocidade, a alface é a cultura chave para abrir caminho aos produtores que pretendem
iniciar um cultivo hidropônico de hortaliças, pois com 40 a 45 dias após a semeadura é
possível se obter plantas com características comerciais, trazendo rápido retorno financeiro.
Segundo Furlani et al. (1999), no Brasil vem crescendo o interesse nos últimos
anos pela hidroponia, onde cada sistema hidropônico determinam estruturas com
características próprias, sendo que os mais utilizados são: Sistema NFT (“nutrient film
technique”) ou técnica do fluxo laminar de nutrientes: Este sistema é composto basicamente
de um tanque de solução nutritiva, de um sistema de bombeamento, dos canais de cultivo e de
um sistema de retorno ao tanque, a solução nutritiva é bombeada aos canais e escoa por
gravidade formando uma fina lâmina de solução que irriga as raízes); Sistema DFT (“deep
film technique”) ou cultivo na água ou “floating”: Neste sistema a solução nutritiva forma
uma lâmina profunda (5 a 20 cm) onde as raízes ficam submersas, não existem canais e sim
uma mesa plana onde fica circulando a solução, através de um sistema de entrada e drenagem
característicos; Sistema com substratos onde utilizam-se vasos cheios de material inerte, como
areia, pedras diversas (seixos, brita), vermiculita, perlita, lã-de-rocha, espuma fenólica,
espuma de poliuretano e outros para a sustentação da planta, onde a solução nutritiva é
percolada através desses materiais e drenada pela parte inferior dos vasos, retornando ao
tanque de solução. Dentre estes sistemas, no Brasil predomina o sistema NFT.
. O cultivo hidropônico dessa hortaliça pode ser adequado para que se obtenha
maiores produções, controlando-se as condições do ambiente protegido e da solução nutritiva.
Essa possibilidade de controle é uma das principais vantagens conferidas a hidroponia, dadas
a rapidez e a facilidade com que isso pode ser feito (COSTA et al., 2001).
Para Martins et al. (1999) apud Ribeiro (2008), o cultivo em ambiente protegido
proporciona, em geral, rendimentos superiores ao cultivo em campo aberto, além dessa
vantagem, os produtos colhidos apresentam melhor qualidade, as plantas consomem menos
água, diminui-se a lixiviação dos nutrientes, melhora-se o aproveitamento da radiação
solar, há um aumento significativo da temperatura interna do ar e do solo e as plantas
daninhas podem ser controladas com aplicação de filmes plásticos.
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A hidroponia pode oferecer inúmeras vantagens como: produção de melhor


qualidade; maior produtividade; melhor emprego de mão-de-obra; mínimo uso de defensivos;
colheita precoce; maiores eficiências no uso da água e fertilizantes; despensa rotação de
culturas; eliminação de alguns tratos culturais e utilização racional de áreas sub-utilizadas
pelo cultivo tradicional (SOARES, 2007a).

2.3 DESSALINIZAÇÃO DE ÁGUA SALOBRA E DESTINAÇÃO DO REJEITO DA


DESSALINIZAÇÃO.

Diversas são as ações governamentais com vistas a amenizar os problemas


gerados pela seca, principalmente no que se refere à disponibilidade de água para o consumo
humano. Por exemplo, a política de recursos hídricos implementada pelos governos federal,
estadual e municipal está voltada para o aumento da oferta de água potável, por meio da
construção de cisternas, barragens, estações de tratamento de águas e perfuração/instalação de
poços (MATOS et al., 2003).
Ressalta ainda Matos et al. (2003), que embora as águas subterrâneas se
apresentem como alternativas no suprimento de água potável, algumas restrições são feitas
quanto à sua qualidade, pois, em sua maioria, são salobras ou salgadas devido a fatores como
a intemperização dos minerais existentes nas rochas e características do solo. Diante dessa
realidade, grande atenção foi dada aos programas de dessalinização, o que permitiu a
exploração de águas subterrâneas por meio da instalação de unidades de dessalinização, com a
finalidade de converter água salgada ou salobra em água potável.
O método usado para a dessalinização das águas com elevado teores de sais
provenientes dos poços no Nordeste, tem sido, predominantemente, o processo de osmose
reversa (SOARES, 2006).
A osmose é o fenômeno de movimentação de água pura em direção a uma solução,
em contato com esta, mais concentrada, por meio de uma membrana semi-permeável, que
deixa passar a água, porém, retém os solutos (SOARES, 2006).
Ainda segundo Soares 2006 o processo osmótico pode ser evitado por aplicação de
uma determinada pressão, a pressão osmótica, que atua equilibrando o sistema. Logo,
considerando que para o processo de dessalinização o interesse seja aumentar o volume de
água pura, deve-se aplicar uma pressão superior à pressão osmótica, superando o potencial
osmótico da solução mais concentrada, o que acarretará na saída de água pura dela, em
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direção à solução menos concentrada. Este processo denomina-se, osmose reversa, pois a
água estaria movimentando-se em sentido contrário ao sentido natural da osmose.
De acordo com Amorim (2001), considerando principalmente sua comprovada
eficiência quanto a relação custo quantidade de água potável produzida, a dessalinização por
osmose reversa é uma alternativa inovadora e eficaz na conversão de água salgada em água
potável, de forma que, nas últimas duas décadas a técnica da osmose inversa tornou-se um
processo bem estabelecido de dessalinização e vem sendo usada no Nordeste do Brasil em
crescente expansão.
Porém, ainda segundo Amorim (2001), como em todas as técnicas de
dessalinização, há a produção de efluentes os quais, são águas com características
semelhantes às da água do mar (chamado de rejeito salino), que poderão causar danos ao
ambiente devido aos seus elevados teores de sais e sua deposição no solo e nos mananciais
hídricos sem critérios pré-definidos.
Este mesmo autor reforça que esses rejeitos possuem potencial para contaminar
mananciais, solo e até a fauna e flora da região, além de que se depositados nas superfícies do
solo, alem de contaminar os mananciais subterrâneos, poderão ser transportados pela ação doa
ventos ou pela água de escoamento superficial e salinizar as aguadas em áreas próximas. Daí
a necessidade de criar alternativas para a destinação do rejeito salino evitando impactos
negativos ao ambiente.
Várias são as alternativas apontadas por autores como Porto et al. (2001), que
aponta como alternativas para a destinação a utilização de bacias de evaporação, a redução de
volume do rejeito por plantas aquáticas, utilização de bacias de percolação e irrigação de
plantas halófitas, dentre estas a erva-sal (Atriplex nummularia) é a mais importante, como
também de forma geral, nos países desenvolvidos, o rejeito está sendo transportado para os
oceanos ou injetados em poços de grande profundidade.
De acordo com Dubon e Pinheiro (2004) apud Soares (2007b), pode-se empregar
no aproveitamento do rejeito salino a criação de peixes como a tilápia vermelha (Oreochromis
sp.), além também da carcinocultura, viabilizando a criação de camarão (Panaeus vannamei).
Segundo Matos at al., (2003), pode-se gerar hipoclorito de sódio a partir de
rejeitos salinos que podem ser utilizados na desinfecção de ambientes domésticos e públicos,
como na lavagem de prédios, escolas, fábricas, calçadas, banheiros, bem como no tratamento
de esgoto.
16

Além também, de acordo com Soares (2007b) baseado em resultados de Soares


(2005), da alternativa de produzir mediante a irrigação com rejeito salino, hortaliças e mudas
de plantas ornamentais, florestais, frutíferas, entre outras, que quando comercializadas
estariam expedindo consigo íons acumulados, potencializando assim, a diluição dos sais no
ambiente.

2.4 TOLERÂNCIA DAS CULTURAS A SALINIDADE E EFEITOS DA SALINIDADE NO


SOLO E NA PLANTA

Todas as águas utilizadas para irrigação contêm naturalmente sais de origem


natural, bem como todos os solos irrigados, porém normalmente com teores mais levados em
relação às águas (AYERS e WESTCOT, 1999).
Segundo Ayers e Westcot (1999), o objetivo principal da irrigação é proporcionar
para as culturas a quantidade de água necessária, no momento oportuno, para o seu ótimo
crescimento, evitando assim, a diminuição de seus rendimentos ocasionados pela falta da
água durante as etapas de seu desenvolvimento.
No entanto, irrigações sucessivas provocam a acumulação de sais no solo,
aumentando a força de retenção da água no solo, por seu efeito osmótico. Este aumento na
salinidade do solo leva a planta À seca fisiológica, que esta relacionada à redução da
absorção de água pelas raízes, mesmo quando o solo esta úmido, (SOARES, 2007b).
Toda cultura possui um nível de salinidade limite a partir da qual passa a sofrer
estresse e consequentemente, passa a ocorrer perdas de produção proporcionalmente ao
aumento da salinidade, que é chamada de salinidade limiar (SL) (AYERS & WESTCOT,
1999).
De acordo com Tanji (1990) apud Dias et al. (2004), a cultura do alface classifica-
se como uma cultura moderadamente sensível a salinidade. Segundo (AYERS ; WESTCOT)
apud (SOARES, 2007a), a alface apresenta salinidade limiar de 1,3 dS m -1 da CEes, e redução
no rendimento de 13% para cada acréscimo unitário na salinidade acima da limiar.
A literatura especializada em hidroponia (RESH, 1992) apud (SOARES, 2007a)
aponta a alface como hortaliça tolerante à salinidade, podendo inclusive, haver efeito
benéfico dos sais ao proporcionarem maior firmeza às plantas (RODRIGUES, 2002).
17

Além do ciclo curto e do amplo mercado, a alface apresenta uma outra


característica, que é a possibilidade de cultiva-la durante todo o ano, o que acaba atribuindo
adaptabilidade de suas inúmeras cultivares às diferentes condições climáticas.

2.5 EFEITO DA TEMPERATURA E DA UMIDADE RELATIVA DO AR NA PRODUÇÃO


DA ALFACE EM AMBIENTE PROTEGIDO

Na hidroponia, por se tratar de uma forma de cultivo sem solo, há necessidade de


sustentação e fixação das plantas sobre as bancadas de produção. O material que dá
sustentação às plantas, além de fixar as plantas, possui as seguintes propriedades: evita a
incidência direta da radiação solar sobre a solução e o sistema radicular; diminui a evaporação
da água e impede a entrada e o acúmulo de poeira sobre os canais de cultivo (SCHIMID,
1998) apud (MATTOS et al., 2001).
A estufa plástica, em função de seu formato, dimensões, orientação
geográfica, material de cobertura e manejo, modifica sensivelmente os fluxos radiativos
no seu interior com relação ao meio externo, criando um microclima diferenciado
(RIBEIRO, 2008).
Segundo Cermeño (1990) apud Mattos et al. (2001), os fatores que influenciam a
temperatura no interior de uma estufa são o tipo de material utilizado na cobertura externa da
estufa, temperatura do ambiente externo, luminosidade e vento.
Para Bakker (1995) apud Ribeiro (2008), um aspecto distinto do cultivo protegido,
comparado com aquele em campo aberto, é a existência de uma barreira entre as plantas e o
ambiente externo. A presença de uma cobertura causa alterações, desejáveis e indesejáveis,
nas condições climáticas, em relação à área externa: a radiação e a movimentação do ar são
reduzidas, temperatura e pressão de vapor d’água aumentam e as flutuações nas
concentrações de dióxido de carbono são muito mais sensíveis. Cada uma dessas alterações
tem seu próprio impacto no crescimento, produção e qualidade das culturas conduzidas em
abrigos, algumas delas sendo prejudiciais ao cultivo.
18

Com relação a temperatura do ar, esta exerce influência sobre vários aspectos
da produtividade vegetal, estando relacionada com o crescimento e desenvolvimento das
plantas, devido ao seu efeito na velocidade das reações químicas e dos processos
internos de transporte. Esses processos ocorrem de forma adequada somente entre certos
limites térmicos, sendo a tolerância aos níveis de temperatura variável entre espécies e
variedades (PEREIRA; ANGELOCCI; SENTELHAS, 2002).
Conforme Rodrigues (2002), o efeito da temperatura sobre o crescimento e a
produção da alface é específico para cada cultivar, segundo o autor, temperaturas diárias mais
altas do que 21° C, induzem o pendoamento, o sabor amargo e aumento de distúrbios
fisiológicos. Como também segundo Tibiriçá et al. (2004), podem ocorrer na alface em
resposta ao estresse por altas temperaturas: mudança no ângulo das folhas para diminuir a
absorção e aumentar a reflexão de radiação; redução na área das folhas, com alongamento e
estreitamento delas; queda das folhas.
Porém, de acordo com Mattos (2000) apud Soares (2007b), com o melhoramento
genético foram obtidas cultivares mais tolerates ao calor e, atualmente, é possível aeu cultivo
no período de temperaturas mais elevadas e fotoperíodo mais longo, sem estimular ou retardar
o pendoamento, e sem alterar o sabor original.
A respeito da umidade do ar, esta influencia a demanda evaporativa da
atmosfera e, por conseqüência, o consumo de água das culturas; é um elemento de
importante controle no ambiente protegido, pois tanto valores muito baixos quanto muito
altos de umidade dentro desse ambiente são prejudiciais ao desenvolvimento das
culturas (RIBEIRO, 2008). Segundo Martinez (2006), a faixa ideal de umidade do ar para a
alface e entre 60 a 80%.
19

3 MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado, no período de abril a junho de 2008, em um ambiente


protegido do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal Rural do Semi-
Árido, localizado em Mossoró, RN (5° 11’ S, 37° 20’ W e 18 m). Segundo a classificação de
Köppen, o bioclima da região é do tipo BSwh’, com temperatura média anual de 27,4 °C,
precipitação pluviométrica anual bastante irregular, com média de 672,9 mm, e umidade
relativa de 68,9 % (CARMO FILHO et al., 1989).
O delineamento experimental foi o de blocos casualizados completos em parcelas
subdivididas com três repetições. Nas parcelas experimentais foram testados as misturas de
água de rejeito da dessalinização e de abastecimento para o preparo da solução nutritiva para a
alface em sistema hidropônico de cultivo (M) de acordo com a tabela 01, e, nas subparcelas,
as cultivares de alface (C) sendo C1 a Cultivar Verônica e C2 a Cultivar Babá de Verão.

Tabela 1Parcela
- Configuração das misturas de águaMistura
de abastecimento (do campus da UFERSA)
M1 com água de100
rejeito utilizadas
% água nas parcelas experimentais.
de abastecimento(do campus da UFERSA)
M2 25 % água de rejeito + 75 % água de abastecimento
M3 50 % água de rejeito + 50 % água de abastecimento
M4 75 % água de rejeito + 25 % água de abastecimento
M5 100 % água de rejeito coletada no dessalinizador

A solução nutritiva foi preparada utilizando as águas das misturas descritas


anteriormente e, os fertilizantes e suas respectivas quantidades adicionados para 100 L de
mistura de água com rejeito foram: 50 g nitrato de cálcio, 37 g nitrato de potássio, 14 g de
MAP, 27 g sulfato de magnésio e 6 g Quelatec. Após a adição dos fertilizantes, a salinidade
final da solução nutritiva para cada tratamento foram de acordo com as descritas pela tabela 2.

Tratament Salinidade final


da solução (dS m-1)
o
S1 1,1
S2 2,4
S3 3,6
S4 4,7
Tabela 2 - Salinidade final da solução nutritiva em dS m-1, após a adição dos nutrientes.

20

5,7

S5

Cada parcela experimental foi constituída por uma bancada de aço com 0,64 m2 e
1,90 m de altura contendo um sistema hidropônico alternativo (Figura 1A), este constituído de
6 vasos plásticos de 3,0 L, preenchidos com 10 cm de “sílica” (quartzo moído) na camada
inferior e de 10 cm de substrato vermiculita na camada superior, os quais tinham as bases
perfuradas e equipadas com microtubos protegido por tela, possibilitando a conexão
individual a um reservatório coletor de solução nutritiva ( balde plástico com capacidade de
12 L), constituindo assim o sistema de drenagem.
A fim de diminuir a intensidade luminosa nas parcelas experimentais, foi utilizado
sobre as mesmas, a 1,0 m de altura acima da cultura, uma malha termo-tefletora com 40% de
atenuação da radiação solar. As parcelas experimentais foram alocadas em um ambiente
protegido do tipo capela com pé direito de 3,0 m, 12,0 m de comprimento e 16,0 m de largura,
coberta com filme de polietileno de baixa densidade com aditivo anti-ultra violeta e espessura
de 150 micras, protegida nas laterais com malha negra.
As mudas foram produzidas em bandejas de poliestireno expandido de 128 células
preenchidas com vermiculita, as quais flutuavam em solução nutritiva na mesa de
germinação. O transplante das mudas foi realizado aos 16 dias após a semeadura, quando as
plantas apresentaram de 5 a 6 cm de altura e 5 folhas definitivas com emissão da sexta folha;
transplantando-se aleatoriamente uma muda por vaso, totalizando 3 plantas de cada cultivar
por sub-parcela (Figura 1B).
Diariamente, ao final da tarde, a solução nutritiva era drenada dos vasos para o
reservatório coletor, sendo esta prática realizada por gravidade, ou seja, baixando o
reservatório em nível menor do que os vasos. Na manhã seguinte, a solução nutritiva era
retornada para os vasos, elevando o reservatório coletor a um nível maior do que os vasos,
21

Figura 1 - Sistema hidropônico alternativo (A) e aleatoriamento das cultivares de alface


nos vasos (B).

Para monitorar o microclima no interior do ambiente protegido foram instalados


cinco psicrômetros não aspirados de cobre e constatam (Figura 2A) para efetuar as leituras de
temperatura real do ar e umidade relativa, registrando medias a cada trinta minutos e medias
diárias ao longo do ambiente, ou seja, temperatura em bulbo seco e temperatura em bulbo
úmido, todos em mesma posição em cada bancada, visando medir possíveis variações na
temperatura e umidade relativa nas parcelas ao longo do dia. As medias relacionadas à
temperatura do ar e umidade relativa foram registradas em intervalos de dez segundos,
mediante programação do datalogger modelo CR23X (Figura 2B), os dados eram
armazenados e coletados diariamente. Os dados meteorológicos (temperatura do ar e umidade
relativa) do ambiente externo foram coletados na estação meteorológica da UFERSA.
A colheita foi realizada aos 24 dias após o transplantio para a realização das
análises de produção, através das análises de: número de folhas (NF), determinado pela
contagem de folhas verde maiores de 3,0 cm de comprimento, desprezando-se as amareladas
e/ou secas, partindo-se das folhas basais até a última folha aberta; massa de matéria fresca da
parte aérea (MFPA), estimada por pesagem em balança digital de precisão; massa de matéria
seca da parte aérea (MSPA), determinada pelo peso seco em estufa com circulação forçada de
ar a 70 ºC até atingir peso constante, expresso em gramas e área foliar (AF), utilizando o
integrador de área foliar, modelo LI-3100 da Licor.
Os resultados foram interpretados pela análise de variância utilizando-se o
programa “SISVAR” (FERREIRA, 2000) para a comparação das medias de cada variável.

(A) (B)
22

Figura 2 - Detalhe do psicrômetro não instalado no ambiente protegido (A) e datalogger


para armazenamento e coleta de dados (B) nos vasos.

A produtividade percentual da alface em função da salinidade em cada tratamento


foi calculada em relação à produtividade obtida com o tratamento testemunha. Os valores dos
parâmetros de tolerância das culturas à salinidade SL (salinidade limiar) e b (perda de
rendimento relativo por incremento unitário da condutividade elétrica da salinidade limiar) do
modelo de Maas e Hoffman (1977) foram estimados com o programa SAS.
23

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 VARIÁVEIS METEOROLÓGICAS

Foram obtidos os valores médios mensais de TI e TE do ambiente protegido que


foram 26,88 °C e 25,83 °C, respectivamente (Figura 3A). De acordo com Soares (2007b), a
temperatura ideal para o bom desenvolvimento de plantas de alface varia de 15 a 18° C, com
máximo de 21 a 24° C. E segundo Lopes (2003), Quando a temperatura está acima do limite
superior da faixa ideal de temperaturas, a planta transpira demasiadamente, provocando
sensível redução na produção de matéria orgânica. O que certamente influenciou no
desenvolvimento das duas cultivares estudadas, quanto a produção de biomassa fresca e seca
da parte aérea. Verificou-se efeito linear entre a temperatura interna (TI) e a externa TE (TI =
0,93TE + 2,75)** e R2 = 0,95 (Figura 3B), com acréscimo de 1,05 °C no valor médio da
temperatura do ambiente protegido, o que já era esperado devido à interrupção do processo
convectivo pela cobertura plástica que impede a passagem do ar quente para o exterior; além
disso, deve-se considerar o menor volume de ar a ser aquecido. Ao mesmo tempo o
acréscimo de 1,05ºC tem efeito sobre a transpiração da planta, ocasionando maior consumo e
água e conseqüentemente maior absorção de nutrientes resultando em maior produção.
28 28,0
(A) (B)
27,5
27
27,0
Tempetatura do Ar (ºC)

26
26,5
TI (ºC)

26,0
25 Y = 0,93x + 2,75**
R ² = 0,95
25,5
TI Médio = 26,88 °C
24 TE Médio= 25,83 °C
25,0

23 24,5
5 10 15 20 25 23,5 24,0 24,5 25,0 25,5 26,0 26,5 27,0
DIAS APÓS O TRANSPLANTIO
DAT TE (ºC)
TI - - - - TE

Figura 3 - Temperatura média diária do ar no interior (TI) e exterior (TE) ao longo do ciclo
da alface (A) e a análise de regressão (B).

Os valores médios da URI e URE foram de 75,83 % e de 72,71 %,


respectivamente (Figura 4A). De forma geral a URI média foi de 3,13% maior em relação ao
24

ambiente externo, contrários aos encontrados por Evangelista (1999), que constatou valor
inferior para URI de 3,2 %. Observou-se na Figura 4B uma tendência linear (R²=0,90) entre a
umidade relativa interna (URI) e a externa (URE), visto que URI apresentou uma maior
amplitude em relação ao ambiente externo. Essa diferença interna, provavelmente está
associada a diminuição do transporte de moléculas da água pelo vento de dentro para fora do
ambiente protegido e, também pode ser explicada pela maior quantidade de água
evapotranspirada dentro do ambiente protegido. No comportamento horário da temperatura e
umidade relativa (Figura 5), verificou-se maior diferença media de 1,66 ºC entre TI e TE, no
período compreendido entre 11:00 e 15:00h, não sendo verificado em mesma proporção a
mesma diferença quanto a umidade relativa.
90 90

(A) (B)
85
85

80
80
URI (%)
UR (%)

75

75
70 Y = 0,88 x + 11,83**
R = 0,90
URI Médio= 75,83% 70
65
URE Médio= 72,71%

60 65
5 10 15 20 25 60 65 70 75 80 85 90
DIAS APÓS ODAT
TRANSPLANTIO URE (%)
URI - - - - URE

Figura 4 - Umidade relativa no interior (URI) e exterior (URE) ao longo do ciclo da


alface (A) e a análise de regressão (B).

34 100
(A) (B)
32
90
Umidade Relativa (%)

30
Temperatura (ºC)

80
28

26
70

24
60
22

20 50
01:00 05:00 09:00 13:00 17:00 21:00 01:00 05:00 09:00 13:00 17:00 21:00
Horario Horario
TI - - - - TE URI - - - - URE

Figura 5 - Comportamento horário interno e externo da temperatura (A) e umidade


25

relativa (B).

4.2 VARIÁVEIS DE PRODUÇÃO

4.2.1 NÚMERO DE FOLHAS (NF)

O número de folhas da alface foi significativamente influenciada pelos níveis de


salinidade da solução nutritiva apenas para cultivar ‘Verônica’ (Figura 6), sendo registrado
uma redução no número de folhas de 4,28% por incremento unitário acréscimo unitário a
partir da salinidade limiar de 4,28 dS m-1 (SL) (Figura 1B). Soares (2007b), também verificou
redução do número de folhas da alface hidropônica (cv. Elba) com o aumento da salinidade da
solução nutritiva. No comparativo de relação entre as cultivares ‘Babá de verão’ e ‘Verônica’,
constatou-se que a primeira é mais tolerante ao incremento da salinidade da solução nutritiva
(Figura 7); fato este que pode explicar o efeito não significativo desta cultivar em resposta aos
níveis de salinidade, pois esta variável decresce sensivelmente ao acréscimo da salinidade da
solução nutritiva (decréscimo de duas vezes menor que a cultivar Verônica).
Viana (2001), também verificou redução do número de folhas da alface cv. Elba. Este
mesmo autor ressalta que os poucos trabalhos na literatura, com relação aos efeitos da
salinidade sobre o crescimento e desenvolvimento da alface como: Shannon et al., (1983);
Cramer e Spurr (1986); Ferreira et al. (1998); Blanco et al.( 1999), não fazem referência ao
efeito da salinidade sobre o número de folhas, porém, todos referem-se à redução de fitomassa
da parte aérea, dando a entender que também nos referidos trabalhos tenha havido redução do
número de folhas com o aumento da salinidade.

30
ns
y = -0,525x + 22,67
25 R² = 0,650

20
Núm ero de folhas

15 y = -0,472x + 11,10 *
R² = 0,800
10

5
Babá de verão Verônica
0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
CE sol (dS m -1)
(ns), (*), (**) representam, não significativo, significativo a 5%, e significativo a 1%,
respectivamente.
Figura 6 – Número de folhas em função da salinidade da solução nutritiva.
26

Em investigação com a cultura da alface sob efeito da salinidade realizada por


Gervásio et al (2000) não relaciona a redução do número de folhas com o incremento da
salinidade, porém os autores observaram partir da CE 3 dS m-1 folhas com coloração verde-
escuro, sem brilho e pouco tenras; estas observações podem estar relacionadas ao alto grau de
salinidade presente na solução do solo.

12 0
NF = 10 0 -2 ,32 9 (CE sol-0,2 3)
10 0
Nú m ero d e fo lh as (%).

80

60 NF = 10 0 -4,28 (CE sol - 0 ,13 )

40

20
Babá de verão Verô n ica
0
0,0 1 ,0 2 ,0 3 ,0 4,0 5 ,0 6 ,0
CE sol (dS m -1)

Figura 7 – Número de folhas, valores relativos, em função da salinidade da solução nutritiva.

4.2.2 ÁREA FOLIAR (AF)

A área foliar sofreu efeito significativo da salinidade a 1% de probabilidade para ambas


as cultivares estudadas (Figura 8), o que certamente, contribuiu para as reduções das massas
de matérias fresca e seca da parte aérea. A cultivar ‘Verônica’ teve uma redução de 9,08% por
acréscimo unitário da CEs e perda total do maior nível de salinidade em relação a testemunha
de 37,10%. Para a cultivar ‘Babá de verão’, estas reduções foram de 8,47% e 38,96%
respectivamente, como mostra a Figura 9.
O decréscimo da área foliar provavelmente decorre da diminuição do volume de
células e, segundo Mittova et al. (2002) e Sultana et al. (2002), as reduções de área foliar e de
fotossíntese contribuem, de certo modo, para adaptação da cultura à salinidade. A redução da
área foliar sob estresse hídrico pode ser um mecanismo de sobrevivência que permite a
conservação de água, pela menor área transpiratória das plantas.
27

3300
3000 y = -260,9x + 3279,0 **
2700 R² = 0,960

Área foliar (cm planta )


-1
2400
2100
1800
2

1500
1200
y = -154,0x + 1944,0 **
900
R² = 0,937
600
300 Babá de verão Verônica
0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS
(ns), (*), (**) representam, não significativo, m )
significativo a 5%, e significativo a 1%,
respectivamente.
Figura 8 – Área foliar em função da salinidade da solução nutritiva.
12 0

10 0 AF = 100 -9,08 (CE sol -1,62)


Área foliar (%)

80

60 AF = 100 -8,47 (CE sol -0,76)

40

20
Babá de verão Verônica
0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS m )

Figura 9 – Área foliar, valores relativos, em função da salinidade da solução nutritiva.

4.2.3 MASSA DE MATÉRIA FRESCA DA PARTE AÉREA (MFPA)

A Figura 10 mostra a relação entre MFPA e a CE da solução nutritiva, demonstrando


que para as duas cultivares estudadas, a MFPA foi reduzidas linearmente com o incremento
da água de rejeito salino na solução nutritiva. Comparando-se os dados de salinidade limiar
para as duas cultivares observou-se uma limiar para a cultivar ‘Babá de verão’ de 0,94 dS m-1,
enquanto para a cultivar ‘Verônica’ esse valor ficou em 1,30 dS m-1 (Figura 11), sendo
registrados perdas por incremento unitário a partir da SL de 4,28 e 6,68% (dS m-1) para as
cultivares ‘Verônica’ e ‘Babá de verão’, respectivamente, evidenciando que a tolerância das
culturas variam entre cultivares de uma mesma espécie, sendo nas condições que foram
desenvolvido a pesquisa, a cultivar ‘Verônica’ mais tolerante a salinidade da solução nutritiva
28

com rejeito salino. Gervásio et al. (2000) trabalhando com a cultivar Alface americana
encontrou outros valores de limiar de salinidade, sendo a inclinação das curvas da produção
total equipara-se a apresentada por Maas & Hoffman (1977), porém com salinidade limiar
bastante reduzida, 0,2 contra 1,3 dS m-1 encontrada por citados autores.
Os valores encontrados pelo experimento realizado ficaram mais próximos dos
valores encontrados por Maas & Hoffman (1977). Esse valor de limiar de salinidade pode ser
creditado pela ausência do potencial mátrico do solo, visto que o cultivo foi realizado em
hidroponia, demonstrando a uma vantagem deste sistema de cultivo em relação ao cultivo
convencional quando se utiliza águas salobras, principalmente quando se busca uma
destinação nobre do para o reuso das águas residuárias do processo de dessalinização por
osmose reversa.
80 y = -5,327CEsol + 84,70 *
70 R² = 0,801

60
MFPA (g planta )
-1

50
y = -5,330x + 70,65 *
40 R² = 0,898
30

20

10 Babá de verão Verônica

0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS m )
(ns), (*), (**) representam, não significativo, significativo a 5%, e significativo a 1%,
respectivamente.
Figura 10 - Massa da matéria fresca da parte aérea em função da salinidade da solução.
nutritiva.

120

100
MFPA (%)

80

60

40 M FP A = 100 -6,68 (0,94-CE sol)


Babá de verão
20
M FP A = 100 - 4,28 (1,30 - CE sol)
Verônica
0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS m )
29

Figura 11 - Massa de matéria fresca da parte aérea, valores relativos, em função da


salinidade da solução nutritiva.
4.2.4 MASSA DE MATÉRIA SECA DA PARTE AÉREA (MSPA)

Com relação à matéria seca da parte aérea, verificou-se sobre esta, efeito
significativo com redução da matéria seca por aumento da salinidade, como mostra a Figura
12. Porém observou-se comportamentos diferentes entre as duas cultivares, sendo a cultivar
Babá de verão com menor perda relativa de matéria seca em relação a sua perda relativa de
matéria fresca representadas pelos coeficientes “b” do modelo de “Maas e Hoffman” obtidos,
que foram 5,48 e 6,68% (dS m-1)-1 para matéria seca (Figura 13) e matéria fresca,
respectivamente. Estes resultados concordam com os obtidos por Soares (2007b), o qual
encontrou menores reduções na massa de matéria seca do que na de matéria fresca da alface.
A redução total do maior nível de salinidade em relação ao tratamento testemunha foi de
25,22% (Figura 13). Já a cultivar verônica apresentou comportamento contrário, a perda
relativa de matéria seca (b = 7,83) (Figura 13), foi superior à perda relativa de matéria fresca
(b = 4,28), sendo a perda relativa do maior nível de salinidade para a testemunha de 35,53%.
Viana (2001), obteve resultado semelhante quando verificou uma maior redução da matéria
seca da parte aérea em relação a redução da matéria fresca, tendo sido, respectivamente, de
27% e 25,3% as reduções do maior nível de salinidade (3,1dS m-1) em relação à testemunha
(0,3 dS m-1).

10,0
9,0
8,0 y = -0,171x + 3,276 *
MSPA (g planta )

7,0 R² = 0,864
-1

6,0 y = -0,237x + 3,308 *


5,0 R² = 0,897
4,0
3,0
2,0
1,0 Babá de verão Verônica
0,0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS m )

(ns), (*), (**) representam, não significativo, significativo a 5%, e significativo a 1%,
respectivamente.
30

Figura 12 - Massa de matéria seca da parte aérea em função da salinidade da solução


nutritiva.
120
M SP A = 100 -5,48 (0,88 - CE sol)
100

80
MSPA (%)
60
M SP A = 100 - 7,83 (1,16 - CE sol)
40

20
Babá de verão Verônica
0
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
-1
CEsol (dS m )

Figura 13 - Massa de matéria seca da parte aérea, valores relativos, em função da


salinidade da solução nutritiva.
31

5 CONCLUSÕES

A temperatura do ar e umidade relativa do ambiente protegido foram em média


superiores às condições externas;

A utilização de águas salobras na solução nutritiva reduziu a produção das duas


cultivares, sendo de 4,28 e 6,28%, as perdas de massa de matéria fresca da parte aérea por
acréscimo unitário da CEsol para a cultivar Verônica e Babá de verão, respectivamente;

A cultivar Verônica mostrou-se mais tolerante à salinidade que a cultivar Babá de


verão, com perda de rendimento total para o maior nível de salinidade (5,7dS m-1) em relação
a testemunha (1,1 dS m-1) de 18,81% contra 31,82% da cultivar Babá de verão;

A água de rejeito da dessalinização pode ser utilizada para preparar solução


nutritiva com mínimas perdas de rendimento comercial para as duas cultivares de alface
hidropônica estudadas em substrato vermiculita.
32

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