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UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DOM BOSCO - UNDB

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

THYALISSON NUNES BOTELHO

OS TRIBUTOS RETIDOS NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS PELOS


CONDOMINIOS: Um estudo de caso aplicado no Condomínio Residencial Jardins de
Provence.

São Luís - MA
2016
THYALISSON NUNES BOTELHO

OS TRIBUTOS RETIDOS NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS PELOS


CONDOMINIOS: Um estudo de caso aplicado no Condomínio Residencial Jardins de
Provence.

Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Ciências


Contábeis da Unidade de Ensino Superior Dom Bosco,
como requisito para a elaboração do trabalho de
conclusão de curso.
Orientador (a): Maria Edwige dos Santos Pires

São Luís - MA
2016
Botelho, Thyalisson Nunes
Os tributos retidos na contratação de serviços pelos condomínios: um
estudo de caso aplicado no Condomínio Residencial Jardins de
Provence./Thyalisson Nunes Botelho.__ São Luís, 2016.
65 f.
Orientador (a): Prof. Maria Edwige dos Santos Pires.

Monografia (Graduação em Ciências Contábeis) - Curso de Ciências


Contábeis - Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB, 2016.
l. Tributos em condomínio 2. Obrigações tributárias 3. Retenção de
Tributos I. Título
CDU 657:336.22
A meu Pai e minha Mãe pelo amor incondicional.
AGRADECIMENTOS

Agora podemos mostrar todo nosso caminho feito pelos conhecimentos


adquiridos nessa grande experiência acadêmica. Alguns momentos em que nos faz recordar
bastante das pessoas que tanto foram importantes nessa vitória conquistada.
Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, pois me deu a oportunidade em vida
de mostrar todo a meu conhecimento e dando forças para finalizar mais uma trajetória de
vitórias nesse caminho em busca de aprendizado.
Àqueles que são essência em minha vida: meu pai João Botelho e minha mãe
Joselena Botelho, nos momentos mais difíceis da vida, vocês foram os únicos que sempre me
deram força e falaram o quanto acredita e mim e no meu potencial.
Aos amigos da faculdade, em especial ao grupo “Lança Contábil”, composto por:
Dayane, Dênis, Mariana, Nathalie, Rogério, Tassila e Geovan, que mostraram o quanto é forte
nosso união, o quanto podemos contar um com o outro, que nunca deixaram nos desanimar,
que sempre brigavam quando estávamos de cabeça baixa, e que sempre nos ajudava a levantar
e encarar as dificuldades de pé, firme e forte. Pelas nossas horas de convivência verdadeira e
sincera.
Queria agradecer também a meu tio Jackson Nunes, por ceder seu lar como minha
moradia para que pudesse vim estudar em São Luís e poder concluir minha graduação. A meu
primo Anderson Silva pelos ensinamentos a respeito da construção e elaboração de uma
monografia, no decorrer dessa caminhada.
E para finalizar, gostaria de falar o quanto sou grato à minha professora mestra e
orientadora Edwige Pires por ter aceitado ao meu convite para que pudesse me ajudar nessa
caminhada e por ter acreditado em mim. Muito obrigado pelos seus grandes e inigualáveis
conhecimentos que foram transmitidos a mim.
Mais uma vez, obrigado a todos que nos fazer acreditar mais ainda na capacidade
que temos de adquirir mais ainda conhecimento. Presto meus singelos agradecimentos por
todo sabedoria que obtive com grandes professores nesta instituição nessa jornada, que está
apenas começando.
“Que os vossos esforços desafiem as
impossibilidades, lembra-vos de que as
grandes coisas do homem foram
conquistadas do que parecia impossível”.

Charles Chaplin
RESUMO

Este trabalho de conclusão de curso dar detalhes sobre como a retenção de tributos é aplicada
em relação aos condomínios, identificando a postura da empresa em si diante da legislação
que aborda os referentes tributos retidos pelas empresas tomadores de serviços. Além do mais,
serão mencionados os cálculos, os principais contratos de serviços, identificando as
obrigações tributárias da empresa estudada. De acordo com a metodologia, este trabalho
acadêmico trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, além de que sua pesquisa será
divida em quatro fases para processo de construção, a saber: A Primeira fase resulta em uma
introdução a respeito do que será abordado neste trabalho acadêmico, identificando o
principal problema a ser questionado e sua justificativa; A Segunda fase aborda todos
referenciais teóricos precisos, contendo a leis e normas que abrange os tributos, além do
conceito de condomínios e uma pequena teoria sobre contratos; A Terceira Fase é composta
pela análise no Condomínio Residencial Jardins de Provence que é o objeto de estudo de
trabalho; A Quarta Fase especifica a coleta dos dados necessários para o desenvolvimento do
estudo de caso. Os resultados que foram observados mostram que ainda existe uma pequena
ausência de conhecimentos a respeito dos tributos retidos envolvendo os condomínios.

Palavras-chaves: Retenção de Tributos. Condomínios. Obrigações Tributárias.


ABSTRACT

This course conclusion work give details on how the withholding taxes is applied in relation
to condominiums, identifying the position of the company itself in the face of legislation that
addresses the related taxes withheld by companies takers services. Moreover, the calculations
will be mentioned, the main service contracts, identifying the tax obligations of the company
studied. According to the methodology, this academic work this is an exploratory and
descriptive research, in addition to his research will be divided into four stages to the
construction process, as follows: The First phase results in an introduction about what will be
covered this academic work, identifying the main problem to be questioned and their
justification; The second phase covers all accurate theoretical framework, containing the laws
and regulations covering taxes, beyond the concept of condominiums and a small theory of
contracts; The third stage consists of the analysis in the Residential Condominium Provence
Gardens which is the object of study work; The Fourth Phase specifies the collection of data
necessary for the development of the case study. The results were observed show that there is
still a small lack of knowledge about the taxes withheld involving condominiums.

Keywords: Tax Withholding. Condominiums. Tax obligations.


LISTA DE QUADROS

Quadro 01 – Tipo de Metodologia ........................................................................................... 42


Quadro 02 – Tipo de Pesquisa .................................................................................................. 43
Quadro 03 – Duração da Gestão Sindical ................................................................................. 46
Quadro 04 – Quantidade / Formação dos Conselheiros ........................................................... 47
LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Previsão Orçamentária de Serviços de Terceiros ................................................. 48


Tabela 02 – Principais Serviços Contratados .......................................................................... 49
Tabela 03 – Valores dos Serviços e Retenções ........................................................................ 49
Tabela 04 – Alíquotas de Retenções das Contribuições ........................................................... 53
LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Vista Panorâmica do Condomínio Jardins ............................................................ 45


Figura 02 – Vista Panorâmica do Jardins de Provence ............................................................ 45
Figura 03 – Organograma do Jardins de Provence ................................................................... 45
Figura 04 – Modelo da Guia da Previdência Social ................................................................. 50
Figura 05 – Modelo do Documento de Arrecadação da Receita Federal ................................. 53
LISTA DE SIGLAS

ADCT - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias


AGE – Assembleia Geral Extraordinária
AGI - Assembleia Geral de Implantação
CC - Código Civil
CF - constituição Federal
CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
COFINS - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
CPF - Cadastro de Pessoa Física
CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Bruto
CTN – Código Tributário Nacional
DAM – Documento de Arrecadação Municipal
DARF – Documento de Arrecadação de Receita Federal
DIRF - Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
GFIP – Guia de Recolhimento de Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social
GIA – Guia de Informações Fiscais
ICMS - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias
IN - Instrução Normativa
INSS - Instituto Nacional do Seguro Social
IPTU - Imposto Propriedade Territorial Urbano
IRPJ - Imposto de Renda de Pessoa Jurídica
IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte
ISSQN - Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza
ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis
LC - Lei Complementar
NF - Nota Fiscal
PIS - Programa Integração Social
PO - Previsão Orçamentaria
RFB - Receita Federal do Brasil
SELIC - Sistema Especial de Liquidação e de Custódia
STN – Sistema Tributário Nacional
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 14
1.1 Formulação do Problema ................................................................................................ 17
1.2 Objetivos ........................................................................................................................... 17
1.1.1 Objetivo Geral ................................................................................................................ 18
1.1.2 Objetivos Específicos ..................................................................................................... 18
1.3 Hipóteses ............................................................................................................................ 18
1.4 Justificativa ...................................................................................................................... 18
2 SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL ........................................................................... 20
2.1 Espécie de Tributos e Impostos ...................................................................................... 20
2.1.1 Impostos ......................................................................................................................... 20
2.1.2 Taxas ............................................................................................................................... 21
2.1.3 Contribuição de Melhoria ............................................................................................... 21
2.1.4 Fato Gerador e Hipótese de Incidência Tributária ......................................................... 22
2.2 Retenção na Fonte ........................................................................................................... 23
2.2.1 Retenção de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN .......................... 23
2.2.1.1 Retenção de ISSQN por Empresas optante pelo Simples Nacional ............................ 26
2.2.2 Retenção de Instituto Nacional de Seguro Social – INSS .............................................. 27
2.2.2.1 Retenção de Pessoa Física ........................................................................................... 27
2.2.2.2 Retenção de Pessoa Jurídica ........................................................................................ 28
2.2.3 Retenção de PIS/COFINS/CSLL .................................................................................... 29
2.2.4 Retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF ............................................... 32
2.3 Breve História dos Condomínios .................................................................................... 32
2.3.1 Tipos de Condomínios ..................................................................................................... 33
2.3.2 A Constituição do Condomínio e seus Representantes .................................................. 34
2.3.3 Responsabilidade Tributária ........................................................................................... 35
2.4 Teoria Geral dos Contratos ............................................................................................ 35
2.4.1 Elementos Constitutivos e Fatores de Eficácia do Contrato ........................................... 37
2.4.2 Espécie de Contratos: Compra e Venda, Locação e Prestação de Serviços ................... 38
2.4.2.1Contrato de Compra e Venda ....................................................................................... 38
2.4.2.2 Contrato de Locação de Coisa ..................................................................................... 39
2.4.2.3 Contrato de Prestação de Serviços ............................................................................... 40
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS ................................................................................... 42
3.1 Tipologia da Pesquisa ...................................................................................................... 42
3.2 Coleta de Dados ............................................................................................................... 43
3.3 Instrumentos de Coleta de Dados.................................................................................... 43
4 ESTUDO DE CASO ........................................................................................................... 43
4.1 Identificação ..................................................................................................................... 44
4.2 Organização ..................................................................................................................... 45
4.3 Gestor / Síndico ................................................................................................................ 46
4.4 Conselho Fiscal ................................................................................................................ 47
4.5 Retenção de Tributos na Contratação de Serviços por Terceiros ............................... 48
4.5.1 Retenção de INSS – Pessoas Jurídicas ........................................................................ 50
4.5.2 Retenção de INSS – Pessoas Físicas ............................................................................ 51
4.5.3 Retenção de PIS/COFINS/CSLL ................................................................................. 52
4.5.3.1 Declaração de Obrigações Acessórias ...................................................................... 54
4.5.4 Retenção de ISSQN – Pessoas Jurídicas ..................................................................... 55
4.5.5 Retenção de ISSQN – Pessoas Físicas ......................................................................... 55
4.6 Análise dos Contratos de Prestação de Serviços por Terceiros ................................... 56
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 58
REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 61
ANEXOS ................................................................................................................................ 64
14

1 INTRODUÇÃO

Estabelecendo um paralelo com anos atrás, o sistema tributário no Brasil fica


demonstrado as suas verídicas alterações cotidianamente, convém observar que a receita
tributária era basicamente de acordo com os impostos sobre as importações realizadas.
Formado com suas regras juridicamente para poder tentar disciplinar os demais órgãos, o
Sistema Tributário Nacional (STN) foi criado com o principal objetivo de formalizar as
sociedades, fazendo com que ambas respeitem a todos os princípios.
De acordo com o atual cenário tributário no Brasil, ficam patente os vários
motivos de preocupação para as diversas empresas, de diferentes ramos de atividade. Esse
momento em que as empresas passam em relação ao fisco faz com que muitas acabem
fechando as portas em decorrência das altas cargas tributárias.
Considerando o crescimento das empresas, destaca-se que os tributos federais, no
decorrer dos anos passaram a ter uma grande importância em relação à arrecadação e, assim,
passando por várias alterações na legislação, trazendo uma grande preocupação em relação
aos contribuintes.
O Código Tributário Nacional – CTN, conforme o seu artigo 3º, destaca que o
tributo é “toda prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada” (BRASIL, 2012, p. 59). Em outras palavras,
os tributos nada mais são do que receitas segundo as quais, cada Estado é responsável pelo
recolhimento de cada contribuinte seguindo a legislação, como forma de ajudar no
desenvolvimento do Estado, como os custos da administração pública, por exemplo.
A nossa legislação tributária nos informa sobre algumas hipóteses, quando
prestados serviços á uma determinada empresa, os tomadores desses mesmos serviços devem
realizar o recolhimento dos tributos retidos na fonte. A regra ressalva ainda que esses
respectivos valores retidos, são antecipação dos valores de contribuintes devidos que sofreram
a retenção.
Neste artigo iremos abordar os respectivos conceitos e as legislações concernentes
a este tema, abordando ainda sobre o Sistema Tributário Nacional, os tributos retidos levando
o estudo de caso no condomínio, além de mencionar a história do condomínio em geral e os
contratos de prestação de serviços feitos pelos próprios. Dado a importância de mencionar as
alíquotas e suas bases de cálculos para o recolhimento dos tributos.
15

Pode-se mencionar que os condomínios no atual cenário tributário se enquadram


como se fosse uma empresa até mesmo de grande porte. Isso porque mesmo ambos não sendo
sujeitos à entrega de algumas obrigações como Declaração de Isenção do Imposto de Renda
eles obtêm ganho de capital, e até mesmo outros rendimentos passivos que estão sujeitos à
retenção na fonte.
Com esse panorama, o impacto recai bastante sobre as empresas tomadoras de
serviços, a exemplo do condomínio. Isso porque a legislação deixa claro que estão obrigados
a fazerem o recolhimento de diversos tributos retidos na fonte, dependendo de outros fatores,
como o serviço tomado.
Com as instabilidades dos condomínios e demais empresas, elas terão um grande
desafio para poder lidar com as leis, normas e decretos que abordam suas responsabilidades
diante do fisco com suas obrigações tributárias. Cabe ressaltar que atualmente, para que os
condomínios edilícios possam suprir com suas necessidades cabe frisar a contratação de
várias empresas para poder não só administrar sua empresa, mais também realizar serviços
como: segurança, manutenção de elevadores, serviços de jardinagens, administração do
condomínio, limpeza e conservação, entre outros. Diante de tal situação, o tomador dos
serviços deverá fazer a retenção dos tributos, ou seja, realizar o recolhimento conforme lei.
Essas retenções podem ser de impostos e contribuições como o IRRF, CSLL, PIS/PASEP,
COFINS, ISS e INSS, que serão abordados neste trabalho.
Parece conveniente dizer que as decisões tomadas pelos condomínios no que se
diz respeito à retenção na fonte dos devidos tributos é um objeto que deve sempre ter uma
atenção maior, isso porque a decisão na hora de realizar o recolhimento do tributo poderá
acarretar problema futuros quando não realizado corretamente. Essas decisões são tomadas a
partir da analise da nota fiscal de serviço emitida para o tomador, ou seja, o condomínio.
Essas notas fiscais de serviços mostram exatamente toda a informação necessária
para poder realizar a retenção na fonte. Nela encontram-se os dados que poderão ser
analisados, entre eles o regime tributário do prestador e tomador do serviço, valor total, tipo
de serviço, se há valores de tributos retidos destacados na nota fiscal. Também é de suma
importância a conferencia dos cálculos dos tributos retidos na nota fiscal, uma vez que
poderão ocorrer problemas no próprio sistema no exato momento de sua emissão, ou até
mesmo um erro de um funcionário quanto ao preenchimento dos valores.
A retenção na fonte é uma prática adotada em vários países, e nada mais é do que
uma transferência de responsabilidade do recolhimento e pagamento dos tributos. Sendo
assim, é uma obrigatoriedade que para o governo, funciona como uma forma de garantir a
16

arrecadação do devido tributo por parte da empresa, e também ajuda com a diminuição de
sonegar, tanto por parte do prestador do serviço, quanto pelo tomador.
Convém ressaltar para que a retenção na fonte possa acontecer, deverão ser
levados em consideração vários fatores. Primeiramente, é importante observar o tipo de
serviço que estará sendo tomado por parte do condomínio. Em seguida, caberá por parte do
escritório contábil responsável ou pelos administradores do condomínio averiguar se o tipo de
serviço cabe à incidência. Se houver incidência, analisar se há retenção e identificar quais
tributos a serem e assim realizar o recolhimento do mesmo.
Existem vários formas de obter informações necessárias para fazer a retenção na
fonte corretamente. Uma dessas formas é a contratação de serviços contábeis por parte dos
condomínios, já que os profissionais da determinada área estão mais atualizados e vêm
acompanhando as mudanças das leis e decretos que falam dos tributos retidos.
Neste trabalho será explorada a contratação de serviços realizados pelo
condomínio estudado, observando os serviços que cabe retenção dos tributos falados
anteriormente, analisando como é feito todo o processo da retenção por parte do tomador,
mostrando quando há incidência do tributo e o seu fato gerador, e falar da historia e o
conceito de Condomínios, identificando toda a sua legislação.
A partir das retenções podemos perceber que o governo cada vez mais vem
transferindo a responsabilidade do pagamento dos tributos para a fonte pagadora do serviço,
ou seja, o tomador. O fato é que com essa transferência, o estado vem arrecadando mais os
impostos dos contribuintes. Podemos dizer que ocorre a substituição tributária, que funciona
como um instrumento para maior recolhimento e tentando combater a futura sonegação.
Todavia, sabemos que para ter retenção de tributos tem que haver incidência. Essa
hipótese de incidência será mencionada neste trabalho juntamente com o fato gerador dos
tributos. A incidência ela expressa que deverá ter uma determinada situação para que surja a
obrigatoriedade do tributo. Alguns autores chegam até falar que não há diferença entre
hipótese de incidência e fato gerador. O fato gerador é definido pela lei e diz que é necessário
para que haja a ocorrência das obrigações tributarias.
Outros pontos importantes a serem abordados nesse trabalho é o conceito de
Condomínios, que é quando há domínio de várias pessoas sobre um determinado bem, ao
mesmo tempo. Segundo a Lei 4.591 que abrange os condomínios, o mesmo é definido como:
As edificações ou conjuntos de edificações, de um ou mais pavimentos, construídos
sob a forma de unidades isoladas entre si, destinadas afins residenciais ou não
residenciais, poderão ser alienados, no todo ou em parte, objetivamente
considerados, e constituirá cada unidade, propriedade autônoma sujeita às limitações
desta Lei. (BRASIL, Lei 4.591, 1964, art. 1º)
17

No Brasil, o conceito é mais especifico, onde diz que é quando pertence a várias
pessoas sendo ao mesmo tempo, e com essas pessoas tendo os direitos divididos igualmente.
Existem também vários tipos de condomínios, mas como o objetivo deste trabalho
é averiguar os tributos retidos por eles na contratação dos serviços, não existe nenhuma
diferença dos vários tipos para poder realizar o recolhimento tributário. Apesar de não ser
uma pessoa jurídica como já dito neste capitulo, o condomínio é obrigado a ter inscrição no
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.
Outros aspectos explorados no decorrer deste trabalho, é o contrato de prestação
de serviços. Tal serviço é formalizado como um negócio jurídico onde diz que o prestador do
serviço irá realizar uma determinada atividade especifica para o contratante, que é o tomador.
É no contrato que constará todas as informações legais entre as partes, inclusive os valores
dos serviços, data do fim do contrato, entre outros.
Sabe-se que são vários os tributos a serem retidos pelos tomadores, e para que
esse parâmetro não se torne um trabalho desnecessário, iremos realizar um estudo de caso no
Condomínio Residencial Jardins de Provence, baseando-se nos contratos de serviços e a
incidência dos tributos nas notas fiscais, dependendo do serviço tomado pelo condomínio.

1.1 Formulação do Problema

Este trabalho tem como finalidade abordar os tributos retidos pelos condomínios
na contratação de serviços realizados por eles. Podem-se citar algumas circunstâncias que os
próprios condomínios têm passado em relação à parte tributária da empresa. Entre elas, pode-
se mencionar que os condomínios, mesmo não sendo enquadrados de fato como uma pessoa
jurídica, estão sujeitos a cumprir as mesmas obrigações como se fosse uma empresa normal.
Dessa forma, presente trabalho tem como objetivo analisar a incidência dos tributos retidos
pelos condomínios levando em consideração a atividade prestada. Com isso, pode-se fazer o
seguinte questionamento: quais as obrigações e responsabilidades tributárias da empresa
quando forem contratados serviços?

1.2 Objetivos

Neste tópico destacam-se de forma breve os principais objetivos deste trabalho,


evidenciando a ideia principal do problema e de forma especifica, detalhando ainda os
resultados que se pretende alcançar e, por fim, tentar explicar o motivo pelo qual os
18

condomínios que não são enquadrados como empresas normais, estão sujeitas a cumprir as
mesmas obrigações como se fosse uma empresa normal.

1.2.1 Objetivo Geral

O objetivo geral desde trabalho é averiguar como são tratados os condomínios em


relação à parte tributária e quais suas responsabilidades como tomador de serviços e
contribuinte no que se refere aos tributos retidos na fonte.

1.2.2 Objetivos Específicos

a) Evidenciar o tratamento dos condomínios em relação ao fisco;


b) Identificar as atividades que irá ter incidência de tributos e quais deverão ser retidos;
c) Demonstrar através de estudo de caso no Condomínio Residencial Jardins de Provence
como os administradores estão tratando os tributos retidos pelo próprio condomínio.

1.3 Hipóteses

I. Os condomínios não são enquadrados como umas empresas normais, entretanto, estão
sujeitas às mesmas obrigações;
II. As analises feitas nas notas fiscais de serviços tomados pelo Condomínio Residencial
Jardins de Provence mostram que algumas retenções não vêm sendo feita corretamente.

1.4 Justificativa

Em decorrência das várias alterações da legislação e até mesmo das Instruções


Normativas que abordam os tributos, pode-se informar o quanto há necessidade de se
aprofundar cada vez mais sobre as determinadas exigências que são feitas nos tributos
direcionados aos condomínios.
No decorrer dos anos houve uma grande evolução da legislação tributária no
nosso país, onde os condomínios precisam realizar suas devidas obrigações como se a mesma
fosse enquadrada como uma empresa normal. Dessa forma, pode-se perceber que há ainda
necessidade de realizar uma pesquisa mais detalhada nos condomínios, já que ambos
contratam serviços e neles, estão alocados os tributos retidos, dependendo do serviço
19

contratado. Assim, devido à grande quantidade de serviços que são prestados aos
condomínios, tornou-se importante para os mesmos o conhecimento que envolve a legislação
tributária sobre a sua empresa. Pode-se lembrar de que o não recolhimento desses tributos
poderá acarretar algumas penalidades.
Sobre o assunto, é notável que seja exigido cada vez mais dos profissionais que
envolvem a área. Nesse sentindo, o presente trabalho tem como objetivo realizar uma
pesquisa no Condomínio Residencial Jardins de Provence, com a finalidade de mostrar os
serviços contratados pelo mesmo e quais as atividades que estão sujeitas a retenção de
tributos.
20

2 SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

O Sistema Tributário é compreendido como um sistema de leis que abrange os


tributos e seus princípios e normas de determinada região ou até mesmo de um país. No
Brasil, ele é adotado por uma doutrina onde qualquer espécie tributária é decidida pelo seu
fato gerador. O sistema tributário brasileiro é composto por cinco tipos de espécies tributárias,
são elas: impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições especiais e empréstimos
compulsórios. Nesse sentido, “os tributos [...] são as receitas derivadas que o Estado recolhe
do patrimônio dos indivíduos, baseado no seu poder fiscal (poder de tributar, às vezes
consorciado com o poder de regular), mas disciplinado por normas de direito público que
constituem o Direito Tributário”. (NOGUEIRA, 1995, p. 155)
O tributo nada mais é que uma determinada obrigação para os contribuintes
realizarem o pagamento conforme previsto em lei, com a finalidade de ajudar ao Estado no
seu desenvolvimento.

2.1 Espécie de Tributos e Impostos

Segundo o conhecimento doutrinário, entende-se que existem cinco tipos de


tributos no atual sistema tributário brasileiro. Entretanto, o CTN menciona em seu art. 5º,
apenas três espécies desses tributos: impostos, taxas e contribuições de melhoria.
A União, o Estado Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
I – Impostos; II – Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III – contribuição de melhoria,
decorrente de obras públicas. (BRASIL, 2010, p. 13)

Pode-se dizer também que os tributos são classificados em duas espécies: tributos
não vinculados e tributos vinculados. Os chamados tributos não vinculados são os valores
arrecadados pelo Estado como forma de utilizar eles para pagar os salários de funcionários
públicos, como exemplo. Já os tributos vinculados são os decorrentes das vendas de
mercadorias ou prestações de serviços, ou seja, tem que haver uma contraprestação.

2.1.1 Impostos

O imposto é um tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (Art. 16 do
21

CTN). Ou seja, como está instituído na legislação, a sua cobrança é devida,


independentemente de qualquer atividade que está sendo executada para o contribuinte.
Assim, “podemos definir imposto como o tributo que tem por hipótese de incidência um fato
alheio a qualquer atuação do Poder Público”. (CARVALHO, 2004, p 65)
Nesse sentindo, o imposto é enquadrado como um tributo não vinculado, sendo
um valor arrecadado pelos Estados e também pelos Municípios, tanto por pessoas físicas
como por pessoas jurídicas. Um dos principais objetivos da arrecadação do imposto é a ajuda
aos cofres públicos com o intuito de amenizar todas as despesas como administrativas, como
por exemplo.

2.1.2 Taxa

As taxas são arrecadadas pelo Estado com o intuito de obter alguma prestação de
serviço em troca. Ressalta-se que não são consideradas obrigatórias, já que os contribuintes só
realizaram o pagamento da mesma a partir do momento da contratação de algum serviço, ao
contrário dos impostos. Destarte, a taxa “é tributo em cuja norma está feita a previsão, no
núcleo do seu antecedente normativo, de uma atuação estatal diretamente referida ao sujeito
passivo”. (LACOMBE, 1985, p. 21). Destaca-se ainda, com base no art. 77 do CTN, que:
As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
(BRASIL, 2012, p. 77)

A cobrança das taxas tem como fato gerador um fato do Estado, isso porque o
mesmo é quem irá realizar a atividade (prestar serviços à pessoa física ou jurídica), e sendo
assim, cobrará a taxa necessária de quem precisara dessas atividades.

2.1.3 Contribuição de Melhoria

São cobradas com o objetivo de custear as obras públicas desde que seja benéfico
para a valorização do determinado imóvel do contribuinte. Além disso, ainda pode-se destacar
que podem ser utilizadas para promover financiamentos de despesas extraordinárias.
A contribuição de melhoria está prevista tanto no art. 145 da Constituição Federal,
quanto no nos art. 81 do CTN. Destaca-se abaixo, o disposto neste último.
22

A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal
ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para
fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo
como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor
que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. (BRASIL, 2012, p. 72)

A valorização de um imóvel nesse caso é o fato gerador para a cobrança da


contribuição de melhoria. Dificilmente ela é cobrada justamente pelas exigências que
anexadas junto ao art. 82, onde menciona os requisitos mínimos para a devida cobrança.
Nesse sentido, “a contribuição de melhoria como instrumento de realização do ideal de
justiça, tem como finalidade específica, de ordem redistributiva: evitar uma injusta repartição
dos benefícios decorrentes de obras públicas”. (MACHADO, 2003, p. 435)
Diante do que foi discutido à cima, pode-se concluir que a contribuição de
melhoria de alguma forma é um obstáculo para a população mais carente, uma vez que não
tem condições de pagar os valores cobrados em cima das obras públicas.

2.1.4 Fato Gerador e Hipótese de Incidência Tributária

Para que haja o fato gerador, deverá ter a ocorrência. De acordo com o artigo 114
do CTN, o fato gerador é de fato definido pela legislação com o objetivo de ocorrer à
obrigação principal do tributo. É ele que gera os tributos para os contribuintes, porém, para
que possa ser cobrado o mesmo deverá ter incidência. Os efeitos causados pelo fato gerador
são respectivamente: mostrar o exato momento em que nasce a obrigação e determina qual
será o sujeito a fazer o recolhimento dessa obrigação, pois conforme o art. 115 do CTN, “o
fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável,
impõe a prática ou abstenção de ato que não configure obrigação principal”. (BRASIL, 2012,
p. 83)
O responsável ou contribuinte de fazer o recolhimento de determinado tributo é o
sujeito passivo e está relacionado com o fato gerador. Um exemplo é uma empresa prestadora
de serviços, que irá fazer o recolhimento do ISSQN. O responsável pode ser pessoa jurídica
ou pessoa física determinada pela lei para poder recolher as obrigações tributárias. Todavia
poderá ocorrer a retenção na fonte, que é a transferência de responsabilidade pelo
recolhimento de determinado tributo.
A hipótese de incidência representa alto grau de generalização e está previsto em
lei. Para Cassone, significa “descrição que a lei faz de um fato tributário que, quando ocorrer,
fará nascer à obrigação tributária (obrigação de o sujeito passivo ter de pagar ao sujeito ativo
23

o tributo correspondente)”. (CASSONE, 2007, p. 143). Destaca-se ainda que a expressão do


fato gerador,
[...] tem merecido violentas críticas por certos setores da doutrina, sob a alegação de
que nada gera, a não ser confusão na mente dos juristas. Por isso, preferem a
expressão hipótese de incidência ou hipótese tributária para designar a descrição
legislativa de um fato, e a expressão fato imponível ou fato jurídico-tributário, ou
ainda hipótese de incidência realizada para designar aquele fato concreto, localizado
no tempo e no espaço. (HARADA, 2007, p. 491)

Em outras palavras, a hipótese de incidência significa que deverá haver uma causa
suficiente para que a obrigação tributária aconteça. Alguns autores chegam a mencionar que
não há uma distinção dentre fato gerador e incidência tributária.

2.2 Retenção na Fonte

A retenção ocorre quando há transferência de responsabilidade da retenção,


recolhimento e pagamento dos tributos. Sendo assim, é uma obrigatoriedade que ocorre como
uma forma de garantir que o contribuinte irá realizar o recolhimento do devido tributo, além
de contribuir para a diminuição da sonegação, tanto pela parte do tomador do serviço, quanto
pelo prestador. Além do mais, a retenção acaba assegurando maior arrecadação e diminuição
os custos da administração tributária pública.

2.2.1 Retenção de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN

Não é nenhuma novidade que há tributação sobre a prestação de serviços. Essas


formas de tributação já existiam desde a época do Império sobre alguns tipos de serviços,
levando em consideração a necessidade do Fisco naquele tempo.
O ISSQN surgiu com o objetivo de substituir o antigo Imposto de Indústrias e
Profissões, que era considerada a principal fonte de receita dos Municípios. O ISS está
previsto no artigo 156, inciso III, da Constituição Federal de 1988, e continua sendo a
principal fonte de receita para os Municípios, ao lado do Imposto Propriedade Territorial
Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além das
determinadas outras taxas e contribuições.
Como já mencionado, o ISSQN é um tributo de competência do Município que
incide sobre a prestação de serviço que estão mencionados na Lei Complementar, exceto os
serviços de comunicação e de transporte interestadual e intermunicipal, que são de
24

competência do estado e seu principal tributo é o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e


Prestação de Serviços – ICMS.
O fato gerador do ISSQN ocorre quando há prestação de serviços que se
encontram na Lei Complementar nº 116/2003. Houve uma grande modificação sobre os textos
mencionados nela, onde a lista continha 101 atividades sujeitas à tributação de ISS, passando
a ter 203 (sendo que cinco são vetados), resultando assim 198 tipos de serviços sujeitos a
tributação.
A base de cálculo é correspondida sobre o valor da prestação de serviço e assim
aplicar a respectiva alíquota para apurar o tributo. É importante lembrar que a alíquota pode
variar de 2% até 5%, dependendo do Município onde irá ser realizada a prestação do serviço.
A Lei Complementar nº 116/2003, no art. 7º, determina que a base de cálculo do
ISS para recolhimento será o valor do serviço, ou seja, a receita bruta sem qualquer tipo de
dedução. Todavia, a legislação nos informa que existem duas ocasiões especiais onde à base
de cálculo nem sempre é o valor total da prestação de serviço:
 Serviços relativos à locação, sublocação, arrendamento, direito de
passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não, de ferrovia,
rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, a base de
cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da ferrovia, a
rodovia, dutos e condutos, ou ao número de postes, existentes em cada
município;
 Valor dos materiais aplicados nas obras de construção civil (itens 7.02 e
7.05 da lista de serviços) e fornecidos pelo prestador dos serviços será
deduzido da base de cálculo do imposto.
Quando vinculado à base de cálculo ao preço do serviço, a legislação faz
referência à prestação do serviço em si, ou seja, a gratuidade, por exemplo, não terá incidência
do ISS.
Em se tratando da alíquota, o seu percentual é definido por lei, e aplicado a sua
base de cálculo para determinar o valor do recolhimento do tributo.
De acordo com o disposto no artigo 156, § 3º da Constituição Federal, é de
competência da lei complementar determinar as alíquotas máximas e mínimas, assim como
excluir da sua incidência de ISS os serviços para o exterior, além de regular as isenções,
incentivos fiscais e os benefícios fiscais tanto concedidos como revogados.
Já constava na lei complementar a determinação da alíquota máxima para o ISS,
sendo que foi regulamentado pela Lei Complementar nº 100/1999. Na citada lei
25

complementar, mas respectivamente no art. 4º, é fixada a alíquota máxima do ISS em 5%.
Mesmo com a publicação da nova Lei Complementar 116/2003, a alíquota máxima continuou
a mesma.
Em relação à alíquota mínima, ainda não foi regulamentada por lei complementar,
más está prevista constitucionalmente. Assim, continua vigorando o disposto no art. 88 ao Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), no sentido em que enquanto não for
editada a lei complementar para abordar a alíquota mínima do ISS, essa mesma continuará
fixada nos 2%, exceto nos casos de serviços prestados na construção civil.
No que se refere à retenção do ISS na fonte, a Lei Complementar nº 116/2003, no
seu art. 6ª, deixa claro que o prestador de serviço irá realizar o devido recolhimento do tributo,
com algumas exceções, que de fato o tomador do serviço ficará com a obrigatoriedade de
fazer o recolhimento do ISS, desde que seja uma pessoa jurídica. Os tipos de serviços são:
a) serviços de construção civil;
b) serviço proveniente do exterior (“importação de serviços”);
c) cessão de estruturas;
d) demolição;
e) edificações;
f) varrição e coleta de lixo;
g) limpeza e manutenção de imóveis;
h) controle e tratamento de efluentes;
i) reflorestamento;
j) escoramento e contenção de encostas;
k) vigilância de bens ou pessoas;
l) fornecimento de mão de obra;
m) planejamento e organização de feiras e exposições.
Dessa forma, a legislação complementar, sem qualquer forma de prejudicar os
contribuintes, permitiu a todos os Municípios e ao Distrito Federal, utilizar o método de
substituição tributária, ou seja, passa a responsabilidade do recolhimento do tributo para o seu
devido cliente, no caso do ISS o recolhimento ficará por responsabilidade do tomador do
serviço.
26

2.2.1.1 Retenção do ISSQN por Empresas optantes pelo Simples Nacional

Sabe-se que o imposto incide quando no caso do ISS forem prestados serviços que
estão em anexo na Lei Complementar nº 116/2003. O recolhimento do tributo só deverá ser
realizado desde que ocorra incidência do mesmo. Sendo assim, é levada em consideração em
relação a esse aspecto, a incidência do imposto independe:
a) da denominação dada ao serviço prestado;
b) da existência de estabelecimento fixo;
c) do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou
administrativas, relativas à atividade, sem prejuízo das cominações
cabíveis;
d) do resultado financeiro obtido;
e) do pagamento pelos serviços prestados.
Quando o prestador for optante pelo regime tributário Simples Nacional, o ISS
poderá ser recolhido juntamente com os demais tributos que estão alocados numa só guia para
pagamento.
No que se diz respeito à retenção do ISS na fonte realizado pelo tomador do
serviço, depois das alterações da Lei Complementar nº 123/2006 pela Lei Complementar nº
128/2008, a alíquota da respectiva retenção desse imposto passou a ser levado em
consideração o faturamento da empresa prestadora do serviço, já que a alíquota dos devidos
tributos das empresas do Simples Nacional variam de acordo com seu faturamento dos
últimos 12 meses. Dessa forma, o recolhimento pelo tomador seria de acordo com a alíquota
do ISS do prestador.
O contratante do serviço, ou seja, o tomador sempre deve seguir a Legislação
Municipal, principalmente quando se trata da responsabilidade de realizar o recolhimento do
imposto. Segundo o § 6º do art. 18 da Lei Complementar nº 123/2006:
No caso dos serviços previstos no § 2º do art. 6º da Lei Complementar nº 116, de 31
de julho de 2003, prestados pelas microempresas e pelas empresas de pequeno porte,
o tomador do serviço deverá reter o montante correspondente na forma da legislação
do município onde estiver localizado, observado o disposto no § 4º do art. 21 desta
Lei Complementar. (BRASIL, Lei Complementar nº 123/2006, art. 18)

Em outras palavras, se a Lei Municipal determina que o tomador do serviço deva


realizar o recolhimento do imposto, o mesmo deverá fazer, mesmo que as empresas
prestadoras dos serviços sejam optantes do Simples Nacional.
27

2.2.2 Retenção Instituto Nacional de Seguro Social – INSS

As empresas, de acordo com a legislação, estarão sujeitas à retenção de INSS


sobre pagamentos efetuados às pessoas físicas e jurídicas.
Os recolhimentos que são realizados pelas empresas podem variar de acordo com
cada atividade que está sendo adiantado por elas. O enquadramento para definir o percentual a
ser pago pela empresa é pelos códigos anexados no Fundo de Previdência e Assistência
Social. O momento da retenção do INSS poderá ocorrer do: segurado empregado, empresas
optantes pelo Simples Nacional, contribuintes individuais (autônomos e empresários), e
pessoas jurídicas.

2.2.2.1 Retenção de Pessoa Física

As empreses estão sujeitas à arrecadação dos contribuintes autônomos


(individuais) desde 2003, intermédios no desconto ao valor pago para o prestador do serviço.
No art. 9º do decreto 3.048/1999 menciona a definição de contribuintes individuais. Dessa
forma, todo serviço prestado por pessoa física estará sujeito à retenção da Previdência Social,
tendo em vista que “a empresa é responsável pelo desconto do INSS sobre a remuneração
pagar, devida ou creditada e pelo recolhimento da contribuição dos contribuintes individuais
(autônomos e empresários) a seu serviço” (Art. 78, III, da IN RFB nº 971/2009).
Aplica-se a esses descontos e ao recolhimento:
a) à empresa optante pelo Simples Nacional;
b) ao aposentado por qualquer regime previdenciário que retornar à atividade
como segurado contribuinte individual;
c) ao síndico de condomínio isento do pagamento da taxa condominial;
d) ao ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida
consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, desde que a
remuneração paga ou creditada pela entidade religiosa ou pela instituição
de ensino vocacional dependa da natureza e da quantidade do trabalho
executado.
Por outro lado, o processo de recolhimento por conta da empresa não acontecerá
se:
a) o serviço for prestado a outras pessoas físicas;
28

b) a sua contratação se der por outro contribuinte individual equiparado à


empresa;
c) a sua contratação se der por produtor rural pessoa física;
d) a sua contratação se der por missão diplomática e repartição consular de
carreira estrangeira;
e) se tratar de brasileiro civil que presta serviços no exterior para organismo
oficial internacional no qual o Brasil é membro efetivo, bem como ao
consultar técnico contratado por organismo internacional para atuar em
acordo de cooperação internacional com a Administração Pública Federal
nos termos do Decreto nº 5.151, de 22 de julho de 2004.
A contribuição, em razão da dedução prevista no § 4° do art. 30 da Lei n°
8.212/91, “corresponde a 11% (onze por cento) do total da remuneração paga, devida ou
creditada, a qualquer título, no decorrer do mês, ao segurado contribuinte individual,
observado o limite máximo do salário-de-contribuição”. Para Schwartz,
O percentual de dedução corresponde a 11% (onze por cento) do total da
remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, no decorrer do mês, ao
segurado contribuinte individual, observado o limite mínimo de R$ 380,00
(Trezentos e oitenta reais) e máximo do salário-de-contribuição que atualmente é de
R$ 2.894,28 (Dois mil oitocentos e noventa e quatro reais e vinte e oito centavos). O
percentual por conta do condomínio é de 20% sobre o total do valor pago, a título de
contribuição patronal à Previdência Social e os dois valores serem recolhidos na
GPS na mesma guia da folha de pagamento dos funcionários. (SCHWARTZ, 2007,
p. 114)

Do valor a ser pago ao prestador do serviço, deverá ser retido os 11% para
contribuição do INSS, e ainda fazer o recolhimento de mais 20% para a empresa, para
contribuição patronal. Os dois valores poderão ser recolhidos numa só guia para pagamento.

2.2.2.2 Retenção de Pessoa Jurídica

A lei nº 9.711/1998 que rege a retenção de INSS entre pessoas jurídicas na


prestação de serviços mediante cessão ou empreitada de mão de obra entrou em vigor a partir
de 1999, com o objetivo das empresas reterem 11% do valor pago pelos serviços destacados
nas notas fiscais, ou até mesmo nas faturas e recibos. Conforme o disposto no art. 140 da IN
SRP nº 3/2005, a obrigação principal da retenção e alíquota se dá da seguinte forma:
A empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra ou
empreitada, inclusive em regime de trabalho temporário, a partir da competência
fevereiro de 1999, deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do
recibo de prestação de serviços e recolher à Previdência Social a importância retida,
29

em documento de arrecadação identificado com a denominação social e o CNPJ da


empresa contratada. (BRASIL, 2005, art. 140)

Já o art. 144 da IN SRP nº. 3/2005 nos conceitua empreitada como:


Empreitada é a execução, contratualmente estabelecida, de tarefa, de obra ou de
serviço, por preço ajustado, com ou sem fornecimento de material ou uso de
equipamentos, que podem ou não ser utilizados, realizada nas dependências da
empresa contratante, nas de terceiros ou nas da empresa contratada, tendo como
objeto um resultado pretendido. (BRASIL, 2005, art. 144)

Os serviços que estão sujeitos à retenção de INSS mediante a cessão de mão de


obra e até mesmo empreitada são:
I - limpeza, conservação ou zeladoria, que se constituam em varrição, lavagem,
enceramento, desinfecção ou em outros serviços destinados a manter a higiene, o
asseio ou a conservação de praias, jardins, rodovias, monumentos, edificações,
instalações, dependências, logradouros, vias públicas, pátios ou de áreas de uso
comum; II - vigilância ou segurança, que tenham por finalidade a garantia da
integridade física de pessoas ou a preservação de bens patrimoniais, entre outros.
(BRASIL, 2005, art. 145)

Todavia, existem algumas exceções que fazem com que o contratante ficou
dispensado de fazer a retenção na fonte. São eles:
I - o valor correspondente a onze por cento dos serviços contidos em cada nota fiscal
fatura ou recibo de prestação de serviços for inferior ao limite mínimo estabelecido
para recolhimento em documento de arrecadação;
II - a contratada não possuir empregados, o serviço for prestado pessoalmente pelo
titular ou sócio e o seu faturamento do mês anterior for igual ou inferior a duas vezes
o limite máximo do salário-de-contribuição, cumulativamente;
III - a contratação envolver somente serviços profissionais relativos ao exercício de
profissão regulamentada por legislação federal, ou serviços de treinamento e ensino,
desde que prestados pessoalmente pelos sócios, sem o concurso de empregados ou
outros contribuintes individuais. (BRASIL, 2005, p. 148)

Quando houver a retenção na fonte, os valores deverão ser recolhidos e deduzidos


de cada valor final da empresa que foi contratada para a realização do serviço.

2.2.3 Retenção de PIS, COFINS e CSLL

A retenção na fonte das contribuições PIS/COFINS e CSLL entrou em vigor em


2004, com a finalidade de transformar o tomador do serviço como responsável pelo
recolhimento dos tributos, e assim descontar os respectivos valores dessas contribuições
quando efetuar o pagamento para o prestador dos serviços.
De acordo com art. 30 da Lei nº 10.833/2003 e IN SRF nº 459/2004:
Os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito
privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção,
segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação
de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e
riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de
30

serviços profissionais, estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição Social


sobre o Lucro Líquido - CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP.
(BRASIL, 2003, art. 30)

Essa modalidade de retenção não atinge de forma alguma quando o prestador do


serviço for uma pessoa física. Sendo assim, ocorrerá somente essa transferência de
responsabilidade entre pessoas jurídicas.
O desconto dessas contribuições também poderá se aplicar e ser realizados os
recolhimentos dos tributos quando forem realizados por:
a) associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações,
centrais sindicais e serviços sociais autônomos;
b) sociedades cooperativas;
c) sociedades simples (aquelas que possuem Registro Civil de Pessoa
Jurídica);
d) fundações de direito privado;
e) condomínios de edifícios;
f) entidades sem fins lucrativos;
g) partidos políticos (são pessoas jurídicas de direito privado, obrigadas à
inscrição no CNPJ (Lei nº 10.406/2002-NCC e Lei nº 10.825/2003).
Existem também as exceções sobre as pessoas jurídicas e outras entidades que
estão dispensadas de ser responsável pela retenção dessas contribuições, são elas:
a) às entidades governamentais da administração pública federal (IN RFB nº
1.540/2015);
b) pelas entidades governamentais do Estado, Município e Distrito Federal
(IN SRF nº 475/2004);
c) às pessoas jurídicas inscritas no Simples Nacional, seja como tomadora de
serviço/fonte pagadora (§ 6º, art. 1º, da IN SRF nº 459/2004 e IN RFB nº
1.151/2011) ou como prestadora de serviço (art. 3º da IN SRF nº 459/2004
e IN RFB nº765/2007);
d) Consulados. Os consulados estão dispostos a realizarem o recolhimento
apenas do Imposto de Renda na Fonte.
Ressalta-se que os descontos das contribuições são feitos pelos tomadores de
serviços, que são chamados de fonte pagadora. A responsabilidade do recolhimento é toda
deles e, assim, quando forem fazer o pagamento do serviço ao prestador, o valor deverá ser
liquido, fazendo o desconto das respectivas contribuições. Já o prestador do serviço é quem
31

sofre a retenção na fonte, ou seja, o desconto das contribuições que foram retidos pelo
tomador.
Os serviços sujeitos ao desconto das contribuições estão anexados na IN SRF nº
459/2004, são eles:
 40 serviços de profissão regulamentada;
 Serviços de Limpeza, Conservação ou Zeladoria de Imóveis;
 Manutenção e Conservação de Móveis e Imóveis, exceto conserto;
 Segurança e/ou Vigilância;
 Locação de Mão de Obra;
 Transporte de Valores;
 Cooperativa de Trabalho;
 Factoring (ADI SRF nº 10/2004);
 Autopeças
 Prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de
crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber.
No que se diz respeito à base de cálculo, será considerado sempre o valor total dos
serviços prestados, já que não há nenhuma base legal para que seja feito a dedução nos casos
de retenção das contribuições.
No momento em que ocorre o desconto das contribuições, deverão ser feito o
abatimento pelo tomador exatamente quando o serviço for pago ao prestador. Caso o valor do
serviço seja parcelado, o recolhimento da retenção será em cima de cada prestação mensal.
As retenções referentes aos impostos PIS, COFINS e CSLL a lei que abrangia foi
alterada recentemente para a Lei 13.137/2015. Anteriormente, era dispensando de retenção os
pagamentos inferiores a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Com a devida alteração na legislação,
qualquer valor acima de R$ 215,05 agora, cujo valor seja multiplicado por 4,65% e assim
resultará numa guia de R$ 10,00, deverá ser feito o recolhimento das contribuições retidas,
sem esquecer que sempre deverá ser levado em consideração o tipo de serviço prestado. Essas
retenções das contribuições deverão ser recolhidas em qualquer prejuízo ao Imposto de
Renda.
32

2.2.4 Retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF

Com a ajuda da Constituição Federal, a União criou o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza. A legislação obriga as pessoas jurídicas a realizarem o
desconto do imposto sobre a renda para que seja feito o repasse para o governo, com o intuito
de ajudar no desenvolvimento de cada Estado. Nesse sentindo, pode-se perceber que nos
últimos anos, o governo vem cada vez mais criando novas modalidades para que as empresas
possam fazer a retenção e o recolhimento dos impostos e contribuições, como: COFINS,
PIS/PASEP, CSLL, INSS e ISS. Isso faz com que a arrecadação por parte de cada governo
seja maior.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), onde sua retenção é permanente de
acordo com a forma do Decreto 3.000/1999 – Regulamento do IR, e sua alíquota podem
variar de 1% para 1,5% dependendo da atividade prestada.
Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte à alíquota de um por cento os
rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas
civis ou mercantis pela prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança,
vigilância e por locação de mão-de-obra (Decreto nº 3.000, art. 649, Livro 3).

O tomador do serviço realiza a retenção na fonte do IR, fazendo assim o


pagamento liquido ao prestador de serviço. Lembrando que esse rendimento não será
novamente tributado.
A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto é exclusiva da fonte
pagadora do rendimento (tomador do serviço), que entrega o valor já liquido ao beneficiário
do rendimento (prestador do serviço). A responsabilidade exclusiva da fonte pagadora
subsiste ainda que ela não tenha retido o imposto (PN SRF nº 01/2002).
Os rendimentos de serviços profissionais prestados por pessoas jurídicas aos
condomínios também poderá ocorrer à incidência de tributação, e assim a retenção do
Imposto de Renda.

2.3 Breve História dos Condomínios

Segundo Fonseca (2006), a ideia da construção dos condomínios nasceu no antigo


Egito, com a necessidade do próprio homem querer buscar a participação de toda sua
comunidade naquilo em que fazia. A necessidade que eles tinham em viver em alguns
pequenos grupos foi acabando com o passar do tempo, e assim puderam desenvolver uma
propriedade que seria de todos.
33

Condomínios são as edificações ou conjuntos de edificações, de um ou mais


pavimentos, construídos sob a forma de unidades isoladas entre si, destinadas a fins
residenciais ou não residenciais, poderão ser alienados, no todo ou em parte, objetivamente
considerados, e constituirá cada unidade autônoma sujeita às limitações desta Lei. (Lei nº.
4.591/64, art. 1º).
O condomínio é representado por um síndico, que tem como objetivo principal
administrar a empresa e sua gestão tem um limite de no máximo 02 anos, e poderão ser
renovadas várias vezes se a assembleia autorizar. A função que o sindico exerce poder ser
feita tanto por pessoa física como pessoa jurídica.
O síndico poderá ter direito a sua remuneração mensal caso estiver nos acordos
entres ambas as partes, obedecendo às suas normas.

2.3.1 Tipos de Condomínios

O termo condomínio é bastante utilizado por aquelas pessoas (condôminos) que


estão usando-a como local para trabalho ou até mesmo para moradia. Não é nenhuma
novidade que os condomínios são bastante conhecidos de modo geral, desde os mais curiosos
até aqueles grandes investidores. Entretanto, há várias classificações para um melhor
conhecimento a respeito deles, e os mais comuns são: horizontal, vertical, residencial e
comercial.
1. Condomínio Vertical: adotado pelo código civil, esta modalidade se
define por condomínios por andares, verticalmente, ou seja, em forma de
torres, formada ou uma ou várias;
2. Condomínio Horizontal: são as construções realizadas em plano
horizontal, e a exemplo podemos citar o condomínio de casa, que são
mais comuns;
3. Condomínio Residencial: são aqueles destinados a moradia de famílias,
onde há um contrato para poder obter determinado apartamento;
4. Condomínio Comercial: deferente do residencial, esta modalidade está
destinada a exploração de atividade direcionada ao comercio e indústria.
34

2.3.2 A constituição do condomínio e seus representantes

Umas das formas de se constituir um condomínio são entre um negócio jurídico,


sendo que deverá as partes chegar a um acordo e realizar e realizar o registro no órgão
responsável.
Segundo o art. 1.332 da Lei nº. 10.406/02:
Institui-se o condomínio edilício por ato entre vivos ou testamento, registrado no
Cartório de Registro de Imóveis, devendo constar daquele ato, além do disposto em
lei especial: I - a discriminação e individualização das unidades de propriedade
exclusiva, estremadas uma das outras e das partes comuns; II - a determinação da
fração ideal atribuída a cada unidade, relativamente ao terreno e partes comuns; III -
o fim a que as unidades se destinam. (BRASIL, 2002, art. 1.332.)

Para que se possa da continuidade a constituição do condomínio, deverá ter a


convenção. Essa convenção é um acordo de um determinado assunto que irá ser estabelecidos
às regras envolvidas em um condomínio. Esse acordo deverá também ser registrado em
cartório. Sendo assim, a convenção é considerada como o documento mais importante para o
condomínio constituído e principalmente para a administração responsável por ele.
Lembrando que o síndico eleito deverá ter conhecimento da convenção do condomínio.
A respeito do síndico eleito, ele representa o condomínio, ou seja, ele administrar
e será responsável legal, e sempre será escolhido pela assembleia. Sua gestão durará apenas
02 (dois) anos, entretanto, poderá ser renovadas por várias vezes se assim a assembleia chegar
a tomar essa decisão. O síndico é quem representa em uma ação judicial, caso ocorra.
A sua função poderá ser praticada tanto por uma pessoa física quanto por uma
pessoa jurídica, sendo que necessariamente a pessoa não precisa morar no condomínio.
A respeito do síndico, o art. 1.348 do Código Civil nos diz que competem a ele as
atividades de:
I - convocar a assembleia dos condôminos; II - representar, ativa e passivamente, o
condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos
interesses comuns; III - dar imediato conhecimento à assembleia da existência de
procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio; IV - cumprir e
fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia; V
- diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos
serviços que interessem aos possuidores; VI - elaborar o orçamento da receita e da
despesa relativa a cada ano; VII - cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem
como impor e cobrar as multas devidas; VIII - prestar contas à assembleia,
anualmente e quando exigidas; IX - realizar o seguro da edificação.
§ 1o Poderá a assembleia investir outra pessoa, em lugar do síndico, em poderes de
representação.
§ 2o O síndico pode transferir a outrem, total ou parcialmente, os poderes de
representação ou as funções administrativas, mediante aprovação da assembleia,
salvo disposição em contrário da convenção. (BRASIL, 2002, art. 1.348)
35

A função de síndico não o tornará com privilégios em relação aos demais


moradores do condomínio, pois ele também deverá obedecer às normas impostas com
responsabilidade, assim como os demais frequentadores.

2.3.3 Responsabilidade Tributária

Apesar de inscritos no CNPJ, os condomínios não são de fato considerados uma


empresa normal, apesar de obrigados a realizarem o recolhimento de alguns tributos retidos
na fonte, como por exemplo, o que incidem sobre a folha.
Atualmente, as responsabilidades dos condomínios no que tange a parte tributária
não estão somente relacionadas à folha de pagamento dos seus funcionários. Com a criação da
lei 10.833, os condomínios foram obrigados à retenção na fonte, ou seja, o prestador de
serviço transferia a responsabilidade de recolher o tributo para eles. Com essas mudanças
significativas, os próprios condomínios começaram a realizar a contratação de serviços
contábeis para assim poder calcular os tributos de sua competência. Dessa forma passaram a
ser sujeito passivo, sendo responsável tributário.
As obrigações acessórias também passaram a fazer parte dos condomínios.
Declarações como Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) passaram a ser enviadas pelas
empresas desde que tenham feito o pagamento de salários que sofreram retenção na fonte.

2.4 Teoria Geral dos Contratos

Os contratos são um vínculo onde duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas estão
firmando tais vontades de negócios com o objetivo de segurança expostas em suas clausulas,
seguindo a conformidade e a legalidade encontrada no Código Civil.
Para Diniz, “o contrato é o acordo de duas ou mais vontades, na conformidade da
ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com
o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial”
(DINIZ, 2008, p. 30). Em outras palavras, pode-se dizer que o contrato é uma forma legal
para conseguir seus fins, buscando instabilidade entre os negócios. O contrato em si, já possui
finalidade jurídica, pois
“O negócio jurídico é a mencionada declaração de vontade dirigida à provocação de
determinados efeitos jurídicos, ou, na definição do Código da Saxônia, a ação da
vontade, que se dirige, de acordo com a lei, a constituir, modificar ou extinguir uma
relação jurídica”. (GOMES, 1993, p. 280).
36

O negócio jurídico se define sendo uma das modalidades que se encontra na


relação jurídica. Todavia, já a relação jurídica é quando há um determinado vínculo entre
partes, de acordo com o ordenamento, gerando assim direitos e obrigações para essas partes
encontradas no contrato.
Os contratos podem ser classificados de acordo com a sua formação, obrigações,
vantagens que podem trazer para ambas as partes, requisitos que estão exigidos e
discriminados no contrato, entre outros. Nesse raciocínio, os tipos de contratos são:
a) Contratos gratuitos e onerosos: São chamados assim quando as partes
agem pelo consentimento, ou seja, uma licença para que um determinado
ato seja praticado;
b) Contratos unilaterais: São aqueles contratos onde apenas uma das partes
assume toda a responsabilidade do determinado contrato;
c) Contratos gratuitos e onerosos: Ao contrário dos contratos unilaterais, este
tipo de contrato objetiva que apenas uma das partes será beneficiada. Já o
contrato oneroso, ambas as partes buscam suas vantagens em seus serviços
descritos;
d) Contratos comutativos: Acontece quando as prestações das partes são
totalmente certas. Cada parte saberá o que recebe como contraprestação;
e) Contratos de execução imediata, diferida e sucessiva: São conhecidos por
ter determinação de prazo único, e serão cumpridos em várias etapas com
intervalo de tempo igual;
f) Contratos solenes e não solenes: Os contratos solenes são aqueles que
sempre serão exigidos algum tipo de formalidade especial. Já o contrato
não solene são aqueles que para a lei, não há nenhum tipo de formalidade
especial;
g) Contratos escritos e verbais: Os contratos escritos são conhecidos porque
podem ser contraídos no momento de sua escrita. Já os contratos verbais
são mencionados pelo simples fato de um acordo verbal entre as partes;
h) Contratos paritários e adesão: São aqueles em que todas as partes estão de
acordo com determinada igualdade descrita no contrato. Já o contrato de
adesão é quando será imposta ao contratante a obrigação de verificar as
condições que será oferecida no contrato;
i) Contratos principais e acessórios: Os contratos principais são aqueles que
não dependem se outro para existir. Já os contratos acessórios são aqueles
37

que serão acompanhados pelo contrato principal, com finalidade de


segurança;
j) Contatos típicos e nominados: São aqueles baseados na lei, cujo objetivo
será especifico;
k) Contratos atípicos e inominados: São os que serão resultantes de vários
acordos entre todas as partes.

2.4.1 Elementos constitutivos e fatores eficácias do contrato

Para que o um contrato possa existir, necessariamente precisa-se de 04 (quatro)


elementos principais para a sua formação.
O primeiro dele será a manifestação de vontade, que é considerado como o mais
básico do negócio jurídico. Esse elemento identificará o que será exposto no contrato por uma
das partes, mostrando basicamente seu pensamento a respeito do contrato de prestação. O
segundo elemento é a importância da presença do agente, justamente para poder realizar a
manifestação de sua vontade no contrato. A presença do agente é indiscutida, já que não
poderá ter manifestação sem a presença de alguém. O terceiro elemento é o objeto do
contrato, que será constituído com a prestação estabelecida e descrita no contrato,
discriminando a atividade que será desenvolvida por ambas as partes. Por fim, o terceiro
elemento do contrato é a forma, para que se possa revelar e discutir toda a adequação, como
uma maneira de buscar entender e compreender o contrato.
Para que possa existir o contrato, precisa-se averiguar se o mesmo poderá ser
considerado valido dentro das exigências da lei. A sua eficácia depende necessariamente dos
fatores na relação jurídica elaborada no contrato.
De fato o negócio jurídico é essencial para poder produzir efeito sobre o contrato.
Entretanto, existem contratos que será necessário à elaboração de elementos acidentais que
poderão impor limites sobre a sua produção. Esses elementos são:
a) Termo: é considerado um determinado evento futuro e dado com certo
que será construído em duas partes: termo inicial e termo final;
b) Condição: ao contrário do que diz respeito ao termo, este elemento é
futuro, mas incerto, e se caso ocorra, dará início a produção;
c) Modo: é uma determinação do negócio jurídico que irá impor ao
beneficiário de ônus.
38

2.4.2 Espécie de Contratos: Compra e Venda, Locação de Coisas e Prestação de Serviços

As espécies dos contratos sempre irão se definir de acordo com a intenção para
que seja utilizado o objeto a ser colocado no contrato. Em outras palavras, deverá ser levada
em consideração a sua finalidade. Existem várias espécies de contratos, entretanto cada uma
apresentam diferentes características. Sendo assim, poderão ser determinados quando os
contratos serão gratuitos ou onerosos, bilaterais ou unilaterais, etc.
As classificações dos contratos são de acordo com os conjuntos de princípios que
serve como base para a sua elaboração, e não especificamente segue o que está previsto em
lei. As características dos contratos acabam produzindo alguns efeitos em relação à parte
jurídica quando se envolve as partes descritas no contrato.
Os tipos de espécie de contratos são: Compra e venda; Troca ou permuta;
Estimatório; Doação; Locação; Empréstimo (mútuo e comodato); Prestação de serviços;
Empreitada; Depósito; Mandato; Comissão; Agência e distribuição; Corretagem; Transportes;
Seguro; Constituição de renda; Jogo e aposta; Fiança.
Como o objetivo principal deste trabalho não será especificamente abordar ao
tema que está interligado a contratos, mostrar-se-á apenas como funcionam os 03 (três)
principais tipos de espécie de contratos: Compra e Venda, Locação de Coisas e Prestação de
Serviços. Os 02 (dois) primeiros geralmente estão ligados ao condomínio, entretanto, o
terceiro encontra-se mais a respeito dos contratos que são firmados com terceiros para a
prestação de serviços no condomínio estudado.

2.4.2.1 Contrato de Compra e Venda

A sua definição é considerada bem entendida e dispensa qualquer esforço dos


estudiosos para o seu entendimento. O contrato de compra e venda acontece quando o
comprador e vendedor chegam a um determinado acordo, onde são colocadas algumas
questões em pauta como o pagamento, a transferência do imóvel, e o principal objeto no
contrato.
O contrato de compra e venda é considerada um negócio jurídico bilateral, já que
uma das partes é obrigada a transferir o objeto descrito no contrato à parte compradora, após
chegarem ao acordo financeiro. Segundo o Código Civil, “pelo contrato de compra e venda,
um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo
39

preço em dinheiro” (BRASIL, 2002, art. 481). Percebe-se que as partes (comprador e
vendedor) são fundamentais para que o contrato possa ser considerado valido.
Mesmo com o contrato de compra e venda celebrado, pode-se dizer que as partes
só poderão considerar o negócio jurídico totalmente realizado a partir do momento em que a
transferência da coisa for finalizada totalmente.
Como já mencionado, o contrato de compra e venda é considerada bilateral e
também sinalagmático (contratos bilaterais em que existe uma correspondência mútua entre as
principais obrigações das partes descritas no contrato). O contrato é considerado bilateral
quando terá a exigências das vontades de ambas as partes, chegando assim a um
consentimento.
Para poder se dar continuidade ao processo de elaboração de contrato de compra e
venda, necessita-se de alguns elementos essenciais para a sua formação. Esses elementos
essenciais e específicos de compra e vendas são:
a) O consentimento (seu núcleo): a fase do consentimento é voltada a
respeito principalmente do preço a ser colocado na coisa a ser vendida;
b) O preço: deverá constar no contrato os valores estabelecidos entre as
partes, assim como as formas de pagamento;
c) A coisa: o objeto a ser vendido ou comprado sem duvidas terá que está
mencionado no contrato, destacando seu formato físico detalhadamente.

2.4.2.2 Contrato de Locação de Coisas

O contrato de locação e coisas é um dos mais utilizados no cotidiano, isso porque


a locação está constantemente presente nos momentos do público em geral. Sendo um
negócio jurídico, a locação de coisas é um contrato onde uma das partes está obrigada a ceder
determinada produto a outra parte, mediante contrato e remuneração.
Seu conceito está previsto no Código Civil, onde menciona que “na locação de
coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo
de coisa não fungível, mediante certa retribuição” (BRASIL, 2002, art. 565). É importante
ressaltar que essa modalidade de contrato poderá ter algumas particularidades, como nas
locações imobiliárias, já que é regida por lei própria, a de nº 8.245/91.
Assim como no contrato de compra e venda, existem elementos essenciais a ser
levado em consideração para a execução do contrato de locação de coisas. Tais elementos são:
40

a) O tempo: será temporário o contrato, mesmo que não esteja explícito no


contrato a sua duração;
b) A coisa: poderá ser locado tanto um móvel quanto um imóvel. Todavia, o
ideal é que o bem seja infungível, ou seja, caso o primeiro produto
apresente problemas, poderá ser trocado por outro da mesma espécie;
c) A retribuição: o preço da locação é o terceiro item fundamental no
contrato de locação. Essa retribuição deverá ter o aval de ambas às partes,
chegando assim um acordo entre as partes sobre o valor estabelecido.
A característica do contrato de locação bilateral e individual, já que são
implicados alguns direitos e obrigações a ambas as partes, individualmente.
Outros aspectos interessantes a respeito do contrato de locação a ser citado neste
trabalho são as exigências que ambas as partes terão como direito. O locatário poderá exigir
do locador além do objeto a serem locados, os recibos de alugueis, e até mesmo manutenção
da coisa locada, caso seja sua responsabilidade, se estiver mencionado no contrato. O locador
por sua vez deverá entregar o objeto conforme descrito no contrato, especificando tudo em
relação a sua aparência.

2.4.2.3 Contrato de Prestação de Serviços

Dando continuidade aos tipos de contratos, aborda-se neste tópico o contrato de


locação de coisas que está previsto nos arts. 593 a 609 do Código Civil. Também é
considerado um negócio jurídico assim como o contrato de compra e venda, onde uma das
partes que é denominada prestador, está obrigada a realizar uma determinada atividade com
um objetivo de beneficiar ambas as partes, inclusive o tomador do serviço.
Com suas regras encontradas no Código Civil, a prestação de serviços é aquela
que poderá ser desenvolvida por autônomo ou não, independentemente visa sempre chegar a
um resultado. Existe ainda certa semelhança com o contrato de empreitada, porém, o que
deferência é que a empreitada já tem uma finalidade específica em relação ao serviço a ser
executado, que será uma obra. Sendo assim, percebe-se que na empreitada busca-se o
resultado de sua atividade, e não especificamente a sua atividade em si, como percebe-se no
contrato de serviços.
A característica do contrato de prestação de serviço é bilateralidade, ou seja, é
preciso uma união de conduta para que se possam suprir as exigências descritas no contrato,
41

buscando assim um resultado entre as partes. Além disso, é um contrato típico e nominado,
geralmente utilizado nos serviços direcionados para as partes comerciais e administrativas.
O Código Civil estabelece um prazo máximo de contrato de prestação de serviços:
A prestação de serviço não se poderá convencionar por mais de quatro anos, embora
o contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta, ou se destine à
execução de certa e determinada obra. Neste caso, decorridos quatro anos, dar-se-á
por findo o contrato, ainda que não concluída a obra. (BRASIL, 2002, art. 598).

O contrato de prestação de serviços é tratado assim como a maioria das outras


formas de contrato estabelecido pelo Código Civil, formado por suas características
principais, determinando os motivos de serviço a serem realizadas no contrato mediante a
convicção de ambas as partes.
Em se tratando do objeto principal, no caso da prestação de serviço sempre será a
atividade a ser desenvolvida buscando assim chegar a um resultado, já que o objeto principal
ainda irá surgir com a prestação do serviço. Já a sua forma, a prestação do serviço é
considerado um contrato não solene, ou seja, não precisam de qualquer forma legal para que
tenha validade. Todavia, caso aconteça um acordo verbal ou escrito, deverá registar tal fato
com testemunhas, para poder assim comprovar a vontade de tais partes.
42

3 ASPESCTOS METODOLÓGICOS

Este capítulo tem como objetivo mostrar a metodologia que foi utilizada para o
desenvolvimento deste trabalho. Em conformidade com Demo (1985), a metodologia é a
grande chave para que se possa realizar um excelente estudo através dos principais
instrumentos para o desenvolvimento de um trabalho acadêmico. Com esse pensamento,
percebe-se que para haver um conhecimento, deve-se, primeiramente, compreender uma
pesquisa. Segundo Beuren e Raupp (2003), a pesquisa pode ser dividida em:

Quadro 01: Tipo de Metodologia


Objetos Pesquisa exploratória, descritiva e explicativa
Procedimentos Estudo de caso e documental
Problema Pesquisa qualitativa e quantitativa
Quadro 01: Tipo de Pesquisa
Fonte: Elaborado pelo autor, 2016.

3.1 Tipologia da Pesquisa

Realçando que o objetivo geral deste trabalho é demonstrar como são tratados os
condomínios em relação ao aspecto tributário principalmente pelo fato do condomínio ser
obrigado ao recolhimento de alguns tributos retidos na fonte, foi utilizada a metodologia de
um estudo de caso para o seu desenvolvimento. O estudo de caso abrange uma investigação
de um determinado fenômeno a fim de chegar a um resultado. O presente trabalho refere-se
ainda a uma pesquisa descritiva, já que segundo Beuren e Raupp (2003) tem como objetivos
averiguar alguns documentos, além de anotar as observações, em seguida para serem
analisadas e assim classifica-las.
Em se tratando dos procedimentos utilizados, considera-se uma pesquisa através
de documentos, pois foi necessário analisar documentos como contratos e notas fiscais do
condomínio para assim concluir a respectiva pesquisa. Já o problema, enaltece-se que será
uma pesquisa qualitativa e quantitativa já que Richardson (1999) destaque ser uma
procedimento a ser feito através de exames para poder ser compreendidos. O quadro abaixo
mostra a metodologia que foi aplicada no desenvolvimento deste trabalho.
43

Quadro 02 – Tipo de Pesquisa


Metodologia
Tipo de Pesquisa Característica da Pesquisa
Natureza do Problema Qualitativa e Quantitativa
Procedimentos Estudo de Caso e Documentais
Objetivos Descritiva
Quadro 02: Tipo de Pesquisa.
Fonte: Elaborado pelo autor, 2016.

3.2 Coleta de Dados

Em relação aos dados da pesquisa, consideraram-se fontes secundárias e


primárias. As fontes primarias foram a base de entrevistas junto ao corpo administrativo do
condomínio estudado. Segundo o autor Martins (1994) consideram-se fontes secundarias
àquelas que poderá ser buscadas por meio de registros, por exemplo. Dessa forma, para
auxiliar na elaboração deste trabalho, foram utilizadas várias fontes, tais como: monografias e
livros. Os livros foram muito importantes para a elaboração do referencial teórico,
principalmente a respeito da Retenção dos Tributos.

3.3 Instrumentos de Coleta de Dados

Os principais instrumentos para coleta de dados deste trabalho foram respaldados


na análise através dos contratos e notas fiscais de serviços tomados. Além do mais, foram
realizadas várias consultas junto ao setor administrativo do condomínio para esclarecimento
de algumas dúvidas. A empresa que serviu como base para tal coleta de dados será o
Condomínio Residencial Jardins de Provence.
44

4 ESTUDO DE CASO
4.1 Identificação

Construído em 24 de abril de 2014 com o aval da Assembleia Geral de Instalação,


o Condomínio Jardins de Provence foi constituído em 24 de abril de 2014 com 08 (oito) torres
e está localizado no bairro Jardins, no Alto do Calhau em São Luís – MA. Seu Conselho
Fiscal possui dois membros principais, e outros dois que são suplementes.
O Condomínio Jardins de Provence faz parte de um conjunto de condomínios que
foi denominado no decorrer de sua construção como Bairro Jardins, e foi construído pela
empresa Cyrela Brasil Realty, considerado como um grande projeto, já que foi considerado
como o primeiro Condomínio Bairro localizado em São Luís.
O bairro Jardins, no total possui 05 (cinco) sub-condomínios, sendo que o Jardins
de Provence está alocado no bairro, e este é o grande objeto deste estudo de caso. Além do
mais, como já mencionado, o condomínio é totalizado por 08 (oito) torres que estão em 04
(quatro) prédios, sendo que cada um tem 12 (doze) andares, e totaliza 384 (trezentos e oitenta
e quatro) apartamentos que estão divididos em 03 (três) tamanhos diferentes: 65m, 77m e
86m.
A área total do Jardins de Provence chega aos 39.000 m², que são distribuídos em
outros itens, como área de lazer, grandes piscinas, espaço gourmet, salas reservadas para
leitura, e até mesmo um espaço pet. Para os moradores, é considerado como um cartão postal,
por conta de sua beleza e os detalhes de cada parte que o compõe.
A sua movimentação financeira supera arrecadação de alguns municípios do
Maranhão, já que o valor chega a aproximadamente R$ 2.200.000,00 (dois milhões e duzentos
mil reais) só de receitas referentes às taxas de condomínios.
O mapa abaixo mostra a localização precisa do Jardins de Provence, que está
situado no bairro Jardins, em São Luís – MA.
45

Vista Panorâmica do Condomínio Jardins Visão Panorâmica do Jardins de Provence

Figura 01: Vista Panorâmica do Condomínio Jardins Figura 02: Vista Panorâmica do Jardins de Provence
Fonte: Compilado pelo autor a partir do Google Maps Fonte: Compilado pelo autor a partir do Google Maps

4.2 Organização

A estrutura organizacional de um Condomínio para muitos pode parecer um


pouco confuso, já que se levado em consideração à hierarquia, os proprietários de cada
condomínio tem sua participação de acordo com seu percentual no empreendimento. Assim
sendo, o organograma a seguir identifica como está elaborada a estrutura organizacional do
condomínio estudado.

Figura 03 - Organograma do Jardins de Provence

Assembleia
Geral

Conselho Comissão
Síndico Jurídico
Fiscal de Vistoria

Fonte: Elaborado pelo autor (2016)


46

 Assembleia Geral: Formada por todos os moradores;


 Síndico: Eleito pela maioria da assembleia, responde civil e criminalmente, e possui
cargo remunerado;
 Conselho Fiscal: Eleito pela assembleia, formado por 02 (dois) conselheiros e 02
(dois) suplentes. Até o fechamento desta pesquisa havia 02 (dois) conselheiros e 01
(um) suplente;
 Jurídico: Eleito pela assembleia geral, possui cargo remunerado cujo valor consta na
Previsão Orçamentária;
 Comissão de Vistoria: Eleito pela assembleia geral, sem prazo limite para
participantes e não possui remuneração.

4.3 Gestor / Síndico

No início, a empresa OAXACA Incorporadora LTDA era responsável pela


sindicância do condomínio, entretanto, a mesma transferiu essa responsabilidade para outra
empresa, denominada BRC, que faz parte do mesmo grupo que foi responsável ela construção
do Bairro Jardins, o grupo CYRELA. Assim sendo, a empresa além de realizar e se
responsabilizar pela instalação do respectivo condomínio, acabou gerenciando o condomínio
nos primeiros meses depois de construído.
Importante ressaltar que para fazer a instalação do condomínio, é necessário
eleição do corpo diretivo, ou seja, além dos conselheiros fiscais, o síndico e subsíndico
deveriam participar da eleição, entretanto, não foi o que aconteceu. Apenas o conselho fiscal
fez a eleição.

Quadro 03: Duração na Gestão Sindical


Síndico Origem Formação Duração no Cargo Observação
1º síndico Cyrela Administrador Até 12/2014 -
2º síndico AGE Administrador Jan/15 até Jun/15 -
3º síndico AGE Não identificado Jul/15 até Ago/16 Renunciou
4º síndico AGE Engenheiro 20 dias (até 20/09/2016) Assumiu interinamente
5º síndico AGE Gestor Hospitalar Exercendo a função -
Quadro 03: Gestão Sindical
Fonte: Elaborado pelo próprio autor, através de pesquisa, 2016.
47

Em relação ao Síndico, o primeiro escolhido permaneceu no respectivo cargo até


dezembro de 2014, ocasião em que ocorreu a primeira eleição para o citado cargo. O síndico
eleito tinha graduação em Administração de Empresas, e permaneceu no cargo até 15/06,
ocasião em que renunciou ao cargo. Essa situação exige que o primeiro conselheiro assuma
interinamente o cargo de síndico até nova eleição.

4.4 Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal do Jardins de Provence até o fechamento desta edição era


formado por 03 (três) Engenheiros. Sabe-se, entretanto que o novo síndico é uma mulher, e
foi a primeira a exercer o citado cargo depois de quatro síndicos homens eleito anteriormente.

Quadro 04: Quantidade / Formação dos Conselheiros


Conselho Origem Formação Observação
1º conselho AGE 02 Contadores / 02 Administradores -
2º conselho AGE 02 Contadores / 01 Administrador / 01 Advogado 01 Administrador renunciou
3º conselho AGE 01 Contador / 01 Administrador / 02 Engenheiros 01 Contador renunciou
4º conselho AGE 03 Engenheiros -
Quadro 04: Quantidade de Conselheiros.
Fonte: Elaborado pelo próprio autor, através de pesquisa, 2016.

O primeiro conselheiro, cuja formação é contador, permaneceu no cargo por 02


anos e cumpriu sem mandato, sendo substituído por 01 engenheiro eleito em Assembleia
Geral.
Os primeiros conselheiros do condomínio foram eleitos por aproximadamente 250
pessoas da Assembleia Geral de Implantação, e tiveram como objetivo principal e inicial a
retificação da Previsão Orçamentária que foi proposta pela Cyrela e por outra empresa que
administrava o condomínio. Esses conselheiros tinham a graduação em Administração e
Ciências Contábeis.
A Previsão Orçamentária a ser mostrada abaixo, foi elaborada por plano de contas
contábil. O principal objetivo da PO é evidenciar os gastos com os serviços prestados por
outras empresas ao próprio condomínio, além de taxas e impostos, e despesas gerais. Nela
serão observados os principais serviços contratados de terceiros que há tributos retidos por
responsabilidade do condomínio.
48

Previsão Orçamentária - Serviços de Terceiros


Contratos com Terceiros - Serviços Valor Mensal R$
Serviços de Segurança R$ 13.445,00
Serviços de Recepção R$ 2.800,00
Serviços de Limpeza de Caixas de Gorduras R$ 2.300,00
Serviços de Portaria R$ 12.400,00
Serviços de Limpeza em Geral R$ 32.150,00
Serviços de Conservação de Jardins R$ 4.838,00
Serviços de Manutenção Predial R$ 16.500,00
Academia R$ 4.500,00
Manutenção R$ 924,00
Manutenção de Elevador R$ 12.300,00
Manutenção de Gerador R$ 635,00
Serviços de Dedetização R$ 1.300,00
Seguro Predial R$ 1.509,17
Administração Condominial R$ 6.500,00
Auditoria R$ 1.350,00
Coordenação Técnica Operacional R$ 13.400,00
Total R$ 126.851,17
Tabela 01: Previsão Orçamentária de Serviços de Terceiros
Fonte: Elaborada pelo próprio autor, através dos contratos, 2016.

4.5 Retenção de Tributos na Contratação de Serviços por Terceiros de Pessoa Jurídica

O condomínio, de acordo com a sua previsão orçamentária do ano de 2016 possui


vários contratos com terceiros. No total são 16 (dezesseis) diferentes serviços tomados.
Neste trabalho, pretendem-se identificar apenas os 03 (três) principais serviços
(levando em consideração o valor mensal pago ao prestador de serviços), para saber se as
retenções na fonte dos devidos tributos estão sendo realizada corretamente. Caso haja alguma
divergência, o processo correto a ser feito também será mostrado.
O condomínio possui: 01 (uma) empresa responsável pelo serviço de segurança;
01 (uma) empresa responsável pelo serviço de limpeza, que foi contratado do município de
São José de Ribamar; e 01 (uma) empresa que ficará responsável pelo serviço de manutenção
de elevadores.
Para resguardar o nome das empresas às prestadoras de serviços, atribuíram-se os
seguintes nomes: Empresa Alfa, Empresa Beta, Empresa Gama.
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PRINCIPAIS SERVIÇOS CONTRATADOS


Empresa Prestadora Serviços Prestados Carga Horária / Diária
Empresa Alfa Serviços de Segurança 24 horas
Empresa Beta Serviços Limpeza 08 horas
Empresa Gama Serviços de Manutenção 10 horas
Tabela 02: Principais Serviços Contratados
Fonte: Elaborado pelo próprio autor, através dos contratos, 2016.

Os devidos pagamentos desses serviços contratados ocorrem mensalmente, por


meio da emissão de notas fiscais, emitidas por cada empresa para o condomínio, sendo que os
respectivos valores não são divididos por opção do tomador do serviço. Além do mais, nas
notas fiscais são descriminados os serviços que estão sendo tomados, além do valor total da
nota, os valores dos tributos retidos a serem recolhidos pelo condomínio e o valor liquido que
deverá ser pago a empresa contratada. Os valores dos tributos retidos estão discriminados na
tabela abaixo:

VALORES DOS SERVIÇOS E RETENÇÕES

Valor Total INSS ISS PIS COFINS CSLL Valor Líquido


Serviço
da Nota (11%) (5%) (0,65%) (3%) (1%) da Nota

Segurança R$ 25.187,21 R$ 2.770,59 R$ - R$ 163,72 R$ 755,62 R$ 251,87 R$ 21.245,41


Limpeza R$ 32.110,00 R$ 3.532,10 R$ - R$ - R$ - R$ - R$ 28.577,90
Manutenção R$ 11.760,00 R$ - R$ - R$ 76,44 R$ 352,80 R$ 117,60 R$ 11.213,16
Total R$ 69.057,21 R$ 6.302,69 R$ - R$ 240,16 R$ 1.108,42 R$ 369,47 R$ 61.036,47
Tabela 03: Valores dos Serviços e Retenções
Fonte: Elaborado pelo autor, segundo informações nas notas fiscais, 2016.

O condomínio se tornará uma empresa substituto tributário, ou seja, ele terá a


obrigações de fazer o recolhimentos dos tributos retidos na fonte. Dessa forma, o pagamento
dos serviços a ser feito para as empresas contratadas deveram ser líquidos, deduzindo os
valores retidos em destaque na nota fiscal. Vale lembrar que as alíquotas destacadas são
estabelecidas pela legislação. É de suma importância ressaltar que o condomínio não realiza a
retenção na fonte do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, já que a lei enaltece que os
condomínios não estão obrigados.
50

4.5.1 Retenção de INSS - Pessoas Jurídicas

No momento em que são emitidas as notas fiscais para o devido pagamento dos
serviços, a Empresa Alfa destaca o valor retido do INSS em relação aos serviços de segurança
fornecido para o condomínio. Entretanto, verifica-se que a atividade de serviço mencionada
na nota fiscal é referente à locação de mão-de-obra temporária. Todavia, a empresa prestadora
de serviço se enquadra como serviços de cessão de mão-de-obra, previsto na legislação, e
presta ainda serviços limpeza e conservação, além de vigilância e segurança. A alíquota da
retenção de INSS corresponde a 11% (onze por cento) em cima do valor total da nota fiscal,
mediante aos serviços já mencionados: cessão de mão de obra ou empreitada.
A empresa tomadora de serviço mediante empreitada ou cessão de mão de obra é
a responsável, a partir da competência fevereiro de 1999, por reter e recolher o percentual
mencionado (art. 112 da IN RFB nº 971/2009).
O condomínio recolhe corretamente o valor retido, que é enviado mensamente
pelo escritório de contabilidade responsável por cuidar da atividade contábil da empresa. O
código para o recolhimento de INSS retido é o 2631, sendo que na guia vem acompanhado
por outras informações, como: CNPJ do contribuinte, data de vencimento, competência, valor,
entre outras.

Figura 04 – Modelo da GPS – Guia da Providência Social


MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – MPS 3 CÓDIGO DE PAGAMENTO
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - GPS 4 COMPETÊNCIA

5 IDENTIFICADOR
1 NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO:
6 VALOR DO INSS

8
9 VALOR DE OUTRAS
ENTIDADES

2 Vencimento
(Uso do INSS)
10 ATM, MULTA E JUROS
ATENÇÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado
em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à
contribuição ou importância correspondente nos meses subseqüentes, até que o total seja igual ou
superior ao valor mínimo fixado.
11 TOTAL

12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA

Instruções para Preenchimento

Figura 04: Modelo da Guia da Providência Social


Fonte: Ministério da Previdência Social
51

O mesmo acontece com a Empresa Beta, que está situada em outro município da
grande São Luís e presta serviços de limpeza e locação de mão-de-obra.
Em analise junto às notas fiscais, percebe-se que a empresa emite uma nota fiscal
cujo valor total está totalizando referentes a serviços de limpeza e conservação. Entretanto, a
empresa discriminou que há retenção de INSS por se tratar de uma prestação de serviço com
locação de mão-de-obra. Dessa forma, as informações estão de acordo, já que aconteceu neste
caso o mesmo mencionado na empresa anterior.

Exemplo:

Na nota fiscal referente aos serviços terceirizados pela Empresa Alfa, o valor
bruto do serviço corresponde à quantia de R$ 25.187,21 (vinte cinco mil cento e oitenta e sete
reais e vinte e um centavos), sendo que a quantia ser retida de INSS corresponde ao valor de
R$ 2.770,59 (dois mil setecentos e setenta reais e cinquenta e nove centavos), que irá ser
repassado ao governo por meio do pagamento. Lembrando que o não recolhimento de tributos
retidos poderá trazer problemas na inscrição da empresa.

4.5.2 Retenção de INSS – Pessoas Físicas

O condomínio também está obrigado ao recolhimento da retenção de INSS dos


funcionários individuais que são prestadores de serviços para a empresa, neste caso, o
condomínio Jardins de Provence.
Para realizar o pagamento da retenção de INSS, o código utilizado na guia de
recolhimento será 2100, mediante a retenção sobre as notas fiscais, pró-labore, e até mesmo
de recibo dos profissionais individuais.
O fato gerador que faz com que há o recolhimento da retenção por parte do
condomínio é o devido pagamento do profissional individual que prestou serviços no mês.
No Condomínio Residencial Jardins de Provence, uma advogada (profissional
individual) emite uma nota fiscal de prestação de serviços mensalmente mediante ao
pagamento de seus serviços pelo condomínio no valor de R$ 1.760,00 (hum mil setecentos e
sessenta reais). Neste caso, deverá ser retido pelo condomínio os 11% de INSS referente aos
serviços prestados pela advogada mais os 20% da contribuição patronal.
Todavia, ao emitir a nota fiscal o contribuinte individual não destaca os valores
referentes ao INSS que deverá ser recolhido pelo contribuinte. Entretanto, de acordo com as
52

observações feitas na guia de pagamento dos tributos, o INSS referente a esse serviço está
sendo realizado corretamente, mesmo havendo erro na emissão da nota fiscal de serviço por
parte do prestador de serviço.
Caso se não houvesse o não cumprimento dessas obrigações tributárias, poderia
acarretar problemas para as empresas. No caso do condomínio estudado, ele está sujeito ao
envio mensalmente da GFIP – Guia de Recolhimento de Fundo de Garantia e Informações à
Previdência Social. Nele deverão constar todas as informações dos serviços que foram
tomados por profissionais individuais, além do valor bruto, valor retido e valor líquido. Neste
caso, o condomínio não realizou a retenção dos 11% de INSS, sendo assim ficará sujeito a
penalidades.

4.5.3 Retenção do PIS/COFINS/CSLL

As principais atividades que estão sujeitas a retenção do PIS/COFINS/CSLL são:


limpeza e conservação, vigilância, manutenção, segurança. E essas atividades são tomadas
pelo Condomínio Residencial Jardins de Provence.
Na parte inferior das notas fiscais, encontram-se os tributos a serem retidos pelo
tomador de serviço, e é de suma importância o destaque de ambas para o conhecimento
melhor do responsável pelo recolhimento.
Neste trabalho, dos três tipos de serviços em que destaca-se para fazer a análise,
dois deles estão sujeitos a retenção do PIS/COFINS/CSLL.
Estão obrigadas a efetuar o desconto da Cofins, do PIS/Pasep e da CSLL às pessoas
jurídicas de direito privado (tomadora de serviço) que efetuarem pagamentos a
outras pessoas jurídicas de direitos privado (prestador de serviço), ou seja, a
obrigação de descontar e recolher é da tomadora do serviço (art. 30 da Lei nº
10.833/2003 e IN SRF nº 459/2004).

Observa-se que tanto nas notas fiscais da Empresa Alfa quanto da Empresa Gama
estão destacadas as respectivas alíquotas dos tributos retidos, e os valores a serem recolhidos
pelo tomador de serviço. O valor do primeiro serviço totaliza (valor bruto) à quantia de R$
25.187,21 (vinte cinco mil cento e oitenta e sete reais e vinte e um centavos), e a dos serviços
prestados pela Empresa Gama corresponde à R$ 11.760,00 (onze mil setecentos e sessenta) ou
seja, levando em consideração uns aspectos legislativos a respeito da retenção, o valor está de
acordo, já que a lei foi alterada e qualquer valor total da nota fiscal acima de R$ 215,05
(duzentos e quinze reais e cinco centavos) poderá ter retenção na fonte do PIS/COFINS/CSLL
53

por parte do tomador. A alíquota de sua retenção corresponde a 4,65%, somando as alíquotas
das três contribuições mencionadas.

Tabela 04 – Alíquota de Retenções das Contribuições – Lei nº. 10.833/03

Contribuições Sociais Federais %


COFINS - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social 3%
CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Liquido 1%
PIS - Programa de Integração Social 0,65%
TOTAL 4,65%
Tabela 04: Alíquotas de Retenções das Contribuições
Fonte: Elaborado pelo autor, segundo informações na legislação, 2016

Os valores retidos conforme alíquotas mostradas na Tabela 2 serão recolhidas pelo


DARF que são emitidos para o condomínio tomador do serviço, colocando todas as
informações, inclusive a numeração da nota fiscal que os valores retidos estão sendo pago
conforme modelo abaixo. O código para ser realizado o recolhimento do tributo é o 5952.

Figura 05 – Modelo DARF – Documento de Arrecadação de Receita Federal

NÚMERO DO CPF OU CNPJ

SECRETARIA DA RECEITA
FEDERAL DO BRASIL
Aprovado pela IN/RFB nº 736, de 2 de maio de 2007.

É vedado o recolhimento de tributos administrados pela


Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) cujo valor total
seja inferior a R$ 10,00. Ocorrendo tal situação, adicione esse
valor ao tributo de mesmo código de períodos subseqüentes,
até que o total seja igual ou superior a R$ 10,00.

Figura 05: Modelo Documento de Arrecadação de Receita Federal


Fonte: Ministério da Fazenda
54

Os valores destacados por parte das duas empresas estão de acordo, e o


condomínio vem fazendo a retenção corretamente. A retenção de 4,65% do valor bruto de
R$25.187,21 (vinte cinco mil cento e oitenta e sete reais e vinte e um centavos) da Empresa
Alfa totaliza no valor retido de R$ 1.171,21 (hum mil cento e setenta e um reais e vinte e um
centavos). Já a Empresa Gama, o valor bruto da sua nota fiscal emitida ao condomínio é de
11.760,00 (onze mil setecentos e sessenta), sendo que desse valor, R$546,84 (quinhentos e
quarenta e seis reais e oitenta e quarto centavos) são referentes a retenção das contribuições.
Lembrando que quando o condomínio for realizar o pagamento dos serviços, deverão ser
descontados os valores retidos, fazendo assim o pagamento liquido para o prestador de
serviços.
É de suma importância lembrar que o não pagamento desses valores no prazo
correto poderá gerar multa diária de até 0,33%, sendo que esse percentual chegará ao limite de
20% do valor da retenção a pagar. Os valores poderão ser atualizados diariamente conforme
taxa Selic.

4.5.3.1 Declaração de Obrigações Acessórias

O condomínio está obrigado ao envio de informações para a Receita Federal sobre


os impostos que foram retidos no ano calendário anteriores, através da DIRF (Declaração de
Imposto de Renda Retido na Fonte). Os dados a serem informados na declaração são o código
de retenção, seguido com o CPF ou CNPJ que se encontra como responsável na própria
Receita Federal.
Poderá haver retenção de IR de pessoa física (algum funcionário do condomínio),
e caso isso aconteça deverá ser informado na própria declaração o nome, CPF, rendimentos,
as suas deduções e principalmente o imposto a ser retido. No caso de retenção em decorrência
de serviços tomados de pessoas jurídicas, como já mencionadas, será informado o nome
empresarial, além do código do tributo retido, CNPJ do prestador, os rendimentos o mês de
competência e o valor a ser retido.
No caso da DIRF, poderão ainda ser apresentados alguns relatórios, como:
comprovantes pagos referentes aos rendimentos e da própria Retenção de Imposto de Renda
na Fonte (se houver), o comprovante de rendimentos de débitos ou créditos por parte de
retenção de imposto de renda na fonte de pessoa jurídica, e o comprovante de retenção feita
no ano das contribuições PIS, COFINS, e CSLL (Lei nº. 10.833, art. 30), vinculada as demais
informações contábeis que foram declaradas.
55

O prazo para a entrega da DIRF será sempre no final de fevereiro (desde que não
há nenhuma alteração no calendário de envio das obrigações acessórias anuais), e o não envio
dessa declaração ou até mesmo o envio incorreto, o condomínio poderá ficar sujeito a
penalidades, como as multas.

4.5.4 Retenção de ISS – Pessoas Jurídicas

A Lei Complementar nº. 116/2003 relata à lista de serviços sujeitos a retenção na


fonte de ISS. Dessas hipóteses de retenção na fonte, os serviços prestados pela Empresa Beta
ao condomínio estão vinculados ao item 7.10 - Limpeza, manutenção e conservação de vias e
logradouros públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres.
No momento da emissão das notas fiscais, a Empresa Beta situada no município
de São José de Ribamar e enquadrada no regime tributário Simples Nacional informa na nota
fiscal que há apenas retenção de 11% de INSS. Entretanto, de acordo com a Lei
Complementar nº. 116/2003 há retenção de ISS por parte do tomador do serviço.
Sendo assim, o Condomínio Residencial Jardins de Provence poderia optar por
fazer o recolhimento do ISS na alíquota em que a Empresa Beta está enquadrada até o
momento, que no caso seria de 2,79% em cima do valor bruto da nota fiscal.
Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo expresso
a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador
da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-
a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação,
inclusive no que se refere à multa e aos acréscimos legais (Art. 6º da Lei
Complementar 116/2003).

Entretanto, a empresa tomadora de serviço não está obrigada ao recolhimento do


ISSQN. Todavia, o Condomínio Residencial Jardins de Provence exige que o comprovante de
pagamento do tributo por parte do prestador de serviço seja enviado para o próprio
condomínio por determinação do conselho fiscal. O objetivo dessa determinação é resguardar
o condomínio e assegurar maior controle sobre as obrigações.

4.5.5 Retenção de ISS – Pessoas Físicas

Os maiores prestadores de serviços para o Condomínio Residencial Jardins de


Provence são de fato pessoas jurídicas, entretanto há uma exceção. O serviço de advocacia é
prestado mensalmente por uma contribuinte individual. Se há prestação de serviços, terá
incidência de ISS.
56

Art. 1o O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos


Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços
constantes da lista anexa, ainda que esses não se constituam como atividade
preponderante do prestador (Art. 1º da Lei Complementar 116/2003).

Os valores dos serviços correspondem a R$ 1.760,00 (hum mil setecentos e


sessenta reais) mensais, sendo que desse valor, 5% corresponde ao valor a ser pago do ISS.
Dessa forma, a contribuinte individual realiza a emissão da nota fiscal para o condomínio
corretamente, inclusive a quem pertence à obrigação do recolhimento do ISS.
Neste caso, como a pessoa física já possui cadastro na Prefeitura de São Luís, o
recolhimento do imposto fica por responsabilidade dela, e não do condomínio. Assim, o
condomínio não tem nenhuma obrigação de reter o valor do ISS.

4.6 Analise dos Contratos de Prestação de Serviços por Terceiros

Nos estudos referentes aos contratos das empresas prestadores de serviços para o
Condomínio Residencial Jardins de Provence, foram observados que não há nenhum
problema a respeito de acordos descritos nos próprios contratos.
As empresas Alfa, Beta e Gama e seus respectivos contratos de prestação de
serviços junto ao condomínio apresentam as principais partes elaboradas que não podem de
modo algum faltar.
Primeiro, as três empresas contratadas descrevem em seus contratos a qualificação
de suas partes, ou seja, mencionam todos os dados que são de suja importância para que se
possam identificar os possíveis contratantes dos serviços. É nessa parte que estão
identificados o nome do cliente com o seu CNPJ, endereço completo, e muitas vezes até o
valor mensal dos serviços a serem prestados como foi distinguido no contrato da Empresa
Gama.
Segundo, ambos os contratos apresentam total especificação clara a respeito do
objeto do contrato, ou seja, o serviço a serem prestados ao condomínio, o que facilita ainda
mais o entendimento do contrato por parte do contratante. Um exemplo é a empresa Alfa, que
faz a descriminação dos serviços de portaria e fiscal por parte dos funcionários de sua própria
empresa, em contrapartida receberá o valor mensal como pagamento devido à realização
desses serviços.
Terceiro, os contratos apresentam os valores determinados no acordo entre as
partes, e ainda são discriminados as formas de pagamentos referentes aos serviços e possíveis
parcelamentos, caso o tomador do serviço deseja. Por exemplo, tem-se a Empresa Beta que
57

identifica os serviços a ser prestado de limpeza e conservação, além de destacar o valor


mensal do serviço e os materiais que serão fornecidos ainda para a execução do trabalho.
Com análise feita nos contratos, percebe-se o quanto é importante identificar cada
item no contrato de prestação de serviços, para que ambas as partes fiquem cientes do acordo
que estão sendo feitos. Além do mais, não foi encontrado quaisquer problema nos 03 (três)
contratos analisados no decorrer deste trabalho.
58

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo principal desde trabalho acadêmico refere-se ao citado objetivo ao


estudo de caso sobre quais as obrigações tributárias em relação às retenções dos tributos nos
serviços de terceiros contratados pelo Condomínio Residencial Jardins de Provence. Este
trabalho buscou responder a principal indagação do problema: Quais as obrigações e
responsabilidade tributárias dos condomínios quando feito a contratação de serviços e
respectivas obrigações. Deparamos com as limitações em relação às analises obtidas a
respeito dos tributos retidos nos serviços contratados pelo condomínio estudado.
Para da ênfase a pesquisa, além dos documentos referentes ao condomínio, foi
realizadas entrevistas junto ao corpo administrativo com intuito de subsidiar com mais
veemência o recolhimento dos tributos retidos pelo Condomínio Residencial Jardins de
Provence. Foi verificado na Previsão Orçamentaria que a grande parte dos gastos da empresa
é em relação à contratação de serviços mensais de terceiros.
De acordo com a pesquisa realizada envolvendo o assunto abordado neste trabalho
acadêmico, pode-se fazer primeira ilação que o condomínio em geral necessita de um estudo
tributário a respeito do cumprimento de suas obrigações, principalmente no que tange aos
tributos retidos, que em alguns casos evidenciou-se total desconhecimento do assunto. Pode-
se perceber com a análise que ainda há várias obrigações para ser cumpridas pelos
condomínios, e a não realização dessas notáveis obrigações poderá acarretar algumas
penalidades, a exemplo da DIRF, já que os valores retidos não serão informados
corretamente.
O presente estudo teve ainda um auxilio aos contadores que trabalham na área
tributária, ajudando com seus conhecimentos sobre a importância das retenções na fonte
quando contratado os serviços, em especial às empresas tomadoras de serviços como os
condomínios.
Os principais objetivos específicos deste trabalho acadêmico foram alcançados, a
saber: evidenciar o tratamento dos condomínios em relação ao fisco; identificar as atividades
que irá ter incidência de tributos e quais deverão ser retidos; demonstrar através de estudo de
caso no Condomínio Residencial Jardins de Provence como os administradores estão tratando
os tributos retidos pelo próprio condomínio. Os tributos foram apresentados, sendo
classificados como federais (PIS, COFINS e CSLL) e municipais (ISS). Os recolhimentos dos
tributos são feitos a partir do DARF e DAM, da mesma forma que o INSS é recolhido através
da guia de GPS, independentemente se é pessoa física ou pessoa jurídica.
59

Foram estudados os respectivos cálculos referentes aos tributos retidos, além de


suas alíquotas, valores cobrados, e principalmente a legislação que abrange os serviços
escolhidos, tais como: vigilância, limpeza e manutenção dos prestadores de serviços ao
Condomínio Residencial Jardins de Provence. A posteriori foram concluídas algumas análises
decorrentes de informações buscadas ao condomínio, percebeu-se que os valores que foram
retidos corretamente ou não dos prestadores de serviços.
Em relação à retenção de INSS de pessoa jurídica, percebemos com as análises
nas notas fiscais que está corretamente, levando em consideração os principais pontos a serem
adotados: serviço, valor bruto, valor da retenção, código da GPS, entre outros. A respeito do
mencionado tributo de pessoa física, identificamos que há um contribuinte individual
prestando serviço de advocacia. Assim sendo, o recolhimento do INSS deveria ser pelo
condomínio tomador do serviço, e não do prestador. Observou-se que há equivoco por parte
do contribuinte ao emitir a nota fiscal e não destacar o valor retido do INSS, entretanto, o
condomínio vem realizado corretamente o recolhimento do tributo.
Ainda mediante a análise dos demais tributos, podemos perceber que as
contribuições PIS/COFINS/CSLL estão sendo recolhidas perfeitamente, de acordo com os
serviços prestados ao condomínio de vigilância e manutenção. As alíquotas e valores estão
destacados corretamente e o condomínio como responsável pela retenção também realiza o
pagamento certo. Todavia, foram verificados junto às guias de pagamento que a maiorias
desses valores foram pagos em atraso, gerando assim multas e juras em cima do valor total da
retenção.
Quanto à retenção de ISSQN de pessoa jurídica, as empresas Alfa e Gama são
responsáveis legais pelo recolhimento do tributo, ou seja, seu tipo de serviço prestado ao
condomínio não estão na lista de serviço que estão sujeitos a retenção na fonte por parte do
tomador. A empresa Beta (situada em outro município de São Luís – MA), prestadora de
serviço mediante ao serviço de limpeza e optante do Simples Nacional, destaca em sua nota
fiscal que o recolhimento do tributo fica por parte do prestador, e não do tomador. O
condomínio não está obrigado a realizar a retenção na fonte, entretanto, para se assegurar de
uma possível auditória, o comprovante do pagamento do tributo é feito ao prestador de
serviço, como forma de garantir que a obrigação foi realizada. A respeito do ISSQN de pessoa
física, verificou-se oportunidade de melhorar, mesmo que o contribuinte prestador de serviços
advocatícios seja uma pessoa física, ele está sujeito ao pagamento de tal imposto,
principalmente pelo fato de está cadastrado no site da prefeitura de São Luís para emissão de
nota fiscal de serviço.
60

Outro objetivo a ser atingido neste trabalho foi à realização de observar cada
retenção para identificar se está de acordo com o que a legislação especifica de cada uma pede
a respeito de tal tributo. Além do mais, foram identificadas ainda quais obrigações acessórias
o condomínio deve cumprir em decorrência das retenções na fonte.
Recomenda-se um estudo ainda mais aprofundado em relação aos tributos retidos
pelos condomínios e suas obrigações em cumprimento com a legislação. Além do mais, seria
muito importante a administração do condomínio ter um contato ainda maior com o escritório
de contabilidade responsável pela empresa para que possa ser passada ao síndico toda
informação necessário a respeito das obrigações tributárias quando forem contratados os
serviços.
61

REFERÊNCIAS

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64

ANEXO
65

ANEXO A - Autorização